Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420050001&lang=en vol. 55 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Preemptive analgesia, a controversial subject</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Systolic pressure variation as diagnostic method for hypovolemia during anesthesia for cardiac surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A estimativa acurada do volume intravascular efetivo é de grande importância em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos de grande porte. A avaliação da volemia, baseada na variação da pressão sistólica (VPS), (diferença entre os valores sistólicos máximos e mínimos durante um ciclo respiratório controlado mecanicamente) e sua variável delta down (dDown) tem se mostrado um indicador sensível da pré-carga, quando cotejados com parâmetros hemodinâmicos convencionais. Como a VPS não é um parâmetro utilizado rotineiramente para avaliação da volemia, este trabalho teve como objetivo introduzir a técnica da medida da VPS e verificar sua validade em pacientes submetidos à anestesia para cirurgia cardíaca. MÉTODO: A partir de programa de computador especialmente desenvolvido, transmitiu-se em tempo real a variação da pressão arterial a partir do monitor da sala cirúrgica para microcomputador conectado em rede. Após a adaptação deste sistema, foram estudadas as variações da pressão sistólica em nove pacientes submetidos à revascularização do miocárdio. As variáveis foram registradas em dois momentos, utilizando-se a expansão volêmica como indicador: M0 (antes da expansão volêmica) e M1 (após a expansão volêmica). Também foram estudados alguns parâmetros hemodinâmicos convencionais, confrontados com a variação da pressão sistólica. RESULTADOS: Os principais resultados deste estudo mostram que a VPS, em seu componente dDown, é a que apresenta maior consistência de variação após a expansão volêmica com amido.Os demais parâmetros hemodinâmicos estudados, embora apontem para nítida melhora cardiovascular após a expansão, possuem alta variabilidade entre os pacientes e mesmo quanto à resposta ao expansor. CONCLUSÕES: Os resultados obtidos mostram que a VPS se comporta como um sensível indicador da volemia, em pacientes sob ventilação mecânica, quando correlacionada às variações da pressão venosa central, pressão capilar pulmonar e índice sistólico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: An accurate predictor of effective intravascular volume is of paramount importance for patients submitted to major surgical procedures. A new method to evaluate intravascular volume based on systolic blood pressure variations (SPV), (difference between the maximum and minimum systolic values during controlled respiratory cycle) and its variable delta down (dDown) has shown to be a sensitive indicator of ventricular preload. As SPV is not routinely used in clinical practice our purpose was to evaluate the accuracy of this parameter in evaluating volume status of patients submitted to cardiac surgery. METHODS: As from specially developed software, blood pressure variation was transmitted in real time from operating room monitor to a network-connected computer. After the adaptation of this system, nine patients submitted to cardiac surgery were evaluated. Variables were recorded in two moments: T0 (before volume replacement) and TP (after volume replacement). At the same time, conventional hemodynamic parameters were also studied and compared to systolic pressure variation. RESULTS: Primary study results have shown that SPV (systolic pressure variation), in its dDown component, presents the best variation consistency after volume replacement with starch. Remaining hemodynamic parameters evaluated, although pointing to clear cardiovascular improvement after replacement, are highly variable among the patients and even on expander's response. CONCLUSIONS: Results have shown that SPV is a sensitive method to evaluate intravascular volume status in patients under mechanical ventilation, when correlated to central venous pressure, pulmonary capillary wedge pressure and systolic index variations.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La estimativa perfeccionada del volumen intravascular efectivo es de gran importancia en pacientes sometidos a procedimientos quirúrgicos de grande amplitud. La evaluación de la volemia, basada en la variación de la presión sistólica (VPS), (diferencia entre los valores sistólicos máximos y mínimos durante un ciclo respiratorio controlado mecánicamente) y su variable delta down (dDown) se ha mostrado un indicador sensible de la pre-carga, cuando comparados con parámetros hemodinámicos convencionales. Como la VPS no es un parámetro utilizado rutinariamente para evaluación de la volemia, este trabajo tuvo como objetivo introducir la técnica de la medida de la VPS y verificar su validez en pacientes sometidos a la anestesia para cirugía cardiaca. MÉTODO: Desde un programa de computadora especialmente desarrollado, se transmitió en tiempo real la variación de la presión arterial desde el monitor de la sala quirúrgica para la microcomputadora conectada en red. Después de la adaptación de este sistema, fueron estudiadas las variaciones de la presión sistólica en nueve pacientes sometidos a la revascularización del miocardio. Las variables fueron registradas en dos momentos, utilizándose la expansión volémica como marcador: M0 (antes de la expansión volémica) y M1 (después de la expansión volémica). También fueron estudiados algunos parámetros hemodinámicos convencionales, confrontados con la variación de la presión sistólica. RESULTADOS: Los principales resultados de este estudio muestran que la VPS, en su componente dDown, es la que presenta mayor consistencia de variación después de la expansión volémica con almidón.Los demás parámetros hemodinámicos estudiados, aunque apunten para una clara mejoría cardiovascular después de la expansión, poseen alta variabilidad entre los pacientes y mismo en cuanto a la respuesta al expansor. CONCLUSIONES: Los resultados logrados muestran que la VPS se comporta como un sensible indicador de la volemia, en pacientes bajo ventilación mecánica, cuando correlacionada a las variaciones de la presión venosa central, presión capilar pulmonar e índice sistólico. <![CDATA[<B>Analgesic efficacy of dexmedetomidine as compared to sufentanil in intraperitoneal surgeries</B>: <B>comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dexmedetomidina, agonista alfa2-adrenérgico com especificidade alfa1:alfa2 1:1620, não determina depressão respiratória, sendo utilizada no intra-operatório como sedativo e analgésico. Esse fármaco tem sido empregado com os opióides em anestesia de procedimentos com elevado estímulo doloroso, como os abdominais intraperitoneais, não havendo referências sobre seu uso como analgésico único. Comparou-se a dexmedetomidina ao sufentanil em procedimentos intraperitoneais, de pacientes com mais de 60 anos de idade. MÉTODO: Foram estudados 41 pacientes divididos aleatoriamente em dois grupos: GS (n = 21), que recebeu sufentanil, e GD (n = 20), dexmedetomidina, ambos na indução e manutenção da anestesia. Os pacientes receberam etomidato (GS e GD) com midazolam (GD) na indução, isoflurano e óxido nitroso na manutenção da anestesia. Foram avaliados os atributos hemodinâmicos (pressão arterial média e freqüência cardíaca), tempos de despertar e de extubação ao final da anestesia, locais onde os pacientes foram extubados - sala de operação (SO) ou sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), tempo de permanência na SRPA, necessidade de analgesia suplementar e antiemético na SRPA, complicações apresentadas na SO e SRPA, índice de Aldrete-Kroulik na alta da SRPA e a necessidade de máscara de oxigênio na alta da SRPA. RESULTADOS: Não houve diferença quanto à estabilidade hemodinâmica e GD apresentou menor tempo de permanência na SRPA e menor necessidade de máscara de oxigênio na alta da SRPA. CONCLUSÕES: A dexmedetomidina pode ser utilizada como analgésico isolado em operações intraperitoneais em pacientes com mais de 60 anos, determinando estabilidade hemodinâmica semelhante à do sufentanil, com melhores características de recuperação.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dexmedetomidine, alpha2-adrenergic agonist with alpha1:alpha2 specificity of 1:1620, does not promote respiratory depression and is intraoperatively used for sedation and analgesia. It has been used associated to opioids in anesthesia for procedures with high painful stimulation, such as intraperitoneal surgeries, and there are no references to its use as single agent. Dexmedetomidine was compared to sufentanil during intraperitoneal procedures in patients above 60 years of age. METHODS: Participated in this study 41 patients randomly distributed in two groups: GS (n = 21), receiving sufentanil, and GD (n = 20) receiving dexmedetomidine for anesthetic induction and maintenance. Patients were given etomidate (GS and GD) with midazolam (GD) for induction and isoflurane and nitrous oxide for maintenance. Hemodynamic attributes (mean blood pressure and heart rate), emergence and extubation times, extubation site (OR or PACU), PACU stay, need for additional analgesia and antiemetics in PACU, OR and PACU complications, Aldrete-Kroulik index at PACU discharge and the need for oxygen mask at PACU discharge were evaluated. RESULTS: There were no differences in hemodynamic stability. GD group has remained for a shorter time in PACU with lower need for oxygen mask at PACU discharge. CONCLUSIONS: Dexmedetomidine may be used as single analgesic for intraperitoneal procedures in patients above 60 years of age, promoting hemodynamic stability similar to sufentanil, with better recovery profile.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dexmedetomidina, agonista alfa2-adrenérgico con especificidad alfa1:alfa2 1:1620, no determina depresión respiratoria, siendo utilizada en el intra-operatorio como sedante y analgésico. Ese fármaco ha sido empleado con los opioides en anestesia de procedimientos con elevado estímulo doloroso, como los abdominales intraperitoneales, no habiendo informes sobre su uso como único analgésico. Se comparó la dexmedetomidina al sufentanil en procedimientos intraperitoneales, de pacientes con más de 60 años de edad. MÉTODO: Fueron estudiados 41 pacientes divididos aleatoriamente en dos grupos: GS (n = 21), que recibió sufentanil, y GD (n = 20), dexmedetomidina, ambos en la inducción y mantenimiento de la anestesia. Los pacientes recibieron etomidato (GS y GD) con midazolam (GD) en la inducción, isoflurano y óxido nitroso en el mantenimiento de la anestesia. Fueron evaluados los atributos hemodinámicos (presión arterial media y frecuencia cardíaca), tiempos de despertar y de extubación al final de la anestesia, locales donde los pacientes fueron extubados - sala de operación (SO) o sala de recuperación pos-anestésica (SRPA), tiempo de permanencia en la SRPA, necesidad de analgesia suplementar y antiemético en la SRPA, complicaciones presentadas en la SO y SRPA, índice de Aldrete-Kroulik en la alta de la SRPA y la necesidad de máscara de oxígeno en la alta de la SRPA. RESULTADOS: No hubo diferencia en cuanto a la estabilidad hemodinámica y GD presentó menor tiempo de permanencia en la SRPA y menos necesidad de máscara de oxígeno en la alta de la SRPA. CONCLUSIONES: La dexmedetomidina puede ser utilizada como analgésico separado en operaciones intraperitoneales en pacientes con más de 60 años, determinando estabilidad hemodinámica semejante a la del sufentanil, con mejores características de recuperación. <![CDATA[<B>Preemptive analgesia with epidural bupivacaine and S(+)ketamine in abdominal hysterectomy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O presente estudo investiga a capacidade de o antagonista do receptor NMDA, S(+)cetamina, associado à injeção peridural de anestésico local (bupivacaína), previamente administrado à incisão promover analgesia preemptiva em pacientes submetidas a histerectomia total abdominal. MÉTODO: Foram avaliadas 30 pacientes, distribuídas aleatoriamente em dois grupos de igual tamanho e estudadas prospectivamente de forma encoberta. Injeção peridural e inserção de cateter foram realizadas entre os interespaços de L1-L2. No grupo I (G1, n = 15), as pacientes receberam, por via peridural, 17 mL de bupivacaína a 0,25%, sem vasoconstritor, associados a 30 mg de S(+)cetamina (3 mL), trinta minutos antes da incisão cirúrgica; após 30 minutos da incisão, receberam 20 mL de solução fisiológica a 0,9%. No grupo 2 (G2, n = 15), receberam 20 mL de solução fisiológica, por via peridural, 30 minutos antes da incisão, sendo feita administração de 17 mL de bupivacaína a 0,25% associados a 30 mg de S(+)cetamina (3 mL), trinta minutos depois da incisão. Após a injeção peridural, realizou-se anestesia geral com propofol, pancurônio, O2 e isoflurano. Para analgesia pós-operatória foi usada solução peridural em bolus de fentanil associada à bupivacaína, em intervalo mínimo de quatro horas e suplementação com dipirona, se necessária. Avaliou-se a intensidade da dor através de escala numérica e verbal (ao despertar, 6, 12, 18 e 24 horas após o término da operação), o tempo necessário para solicitar pela primeira vez o analgésico e o consumo total de analgésicos. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre os grupos em relação ao tempo para solicitar analgésicos pela primeira vez, ao consumo de analgésicos e aos escores de dor pelas escalas numérica e verbal. CONCLUSÕES: Não foi possível demonstrar efeito preemptivo com a utilização peridural de S(+)cetamina e bupivacaína nas doses utilizadas em histerectomia abdominal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study investigates the ability of epidural S(+)ketamine, NMDA receptor antagonist, plus local anesthetic (bupivacaine) injection to promote preemptive analgesia in patients undergoing total abdominal hysterectomy, when this solution is administered before surgical incision. METHODS: Participated in this prospective double-blind study 30 patients were randomly assigned in two equal groups. Epidural injection and catheter insertion were performed at L1-L2 interspace. Group 1 (G1) patients received 17 mL bupivacaine 0.25% plus 3 mL S(+)ketamine (30 mg), 30 min before surgical incision, followed by 20 mL saline 30 min after incision. Group 2 (G2) patients received 20 mL saline 30 min before surgical incision, followed by 17 mL bupivacaine 0.25% plus 3 mL S(+)ketamine (30 mg) 30 min after incision. General anesthesia was induced with propofol, pancuronium, O2 and isoflurane. Postoperative analgesia consisted of epidural fentanyl plus bupivacaine bolus with 4h minimal interval. If necessary, IV dipyrone supplementation was administered. Patients were evaluated for analgesia by a verbal and numeric scale (at recovery and every six hours until 24 postoperative hours). Time to first analgesic request and total analgesic requirements were recorded. RESULTS: There were no significant differences between groups in time to first analgesic request, total analgesic consumption and numeric or verbal scale pain scores. CONCLUSIONS: This study failed to demonstrate a preemptive effect of epidural administration of bupivacaine and S(+)ketamine in the doses tested for abdominal hysterectomy.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El presente estudio investiga la capacidad del antagonista del receptor NMDA, S(+)cetamina, asociado a la inyección peridural de anestésico local (bupivacaína) en promover analgesia preemptiva en pacientes sometidas a histerectomía total abdominal, administrando esa solución antepasadamente a la incisión. MÉTODO: Fueron evaluadas 30 pacientes, distribuidas aleatoriamente en dos grupos de igual tamaño y estudiadas prospectivamente de forma encubierta. Inyección peridural e inserción de catéter fueron realizadas entre los interespacios de L1-L2. En el grupo I (G1, n = 15), las pacientes recibieron por vía peridural, 17 mL de bupivacaína a 0,25% sin vasoconstrictor asociados a 30 mg de S(+)cetamina (3 mL) treinta minutos antes de la incisión quirúrgica y, después de 30 minutos de la incisión, recibieron 20 mL de solución fisiológica a 0,9%. En el grupo 2 (G2, n = 15), recibieron 20 mL de solución fisiológica por vía peridural, 30 minutos antes de la incisión, fue hecha una administración de 17 mL de bupivacaína a 0,25% asociadas a 30 mg de S(+)cetamina (3 mL), treinta minutos después de la incisión. Después de la inyección peridural, se realizó anestesia general con propofol, pancuronio, O2 e isoflurano. Para analgesia post-operatoria fue usada solución peridural en bolus de fentanil asociada a la bupivacaína, con intervalo mínimo de cuatro horas. La suplementación con dipirona solamente era usada si necesario. Se evaluó la intensidad del dolor a través de escala numérica y verbal (al despertar, 6, 12, 18 24 horas después del término de la operación), el tiempo necesario para pedir por la primera vez el analgésico y el consumo total de analgésicos. RESULTADOS: No hubo diferencia significativa entre los grupos con relación al tiempo para pedir analgésicos por la primera vez, al consumo de analgésicos y a los resultados de dolor por las escalas numérica y verbal. CONCLUSIONES: No fue posible demostrar efecto preemptivo con la utilización peridural de S(+)cetamina y bupivacaína en las dosis utilizadas en histerectomía abdominal. <![CDATA[<B>Comparison of transarterial and multiple nerve stimulation techniques for axillary block using lidocaine with epinephrine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A técnica transarterial com grandes doses de anestésico local resulta em alta efetividade para o bloqueio axilar do plexo braquial. A técnica utilizando múltiplos estímulos exige mais tempo e maior experiência. Este estudo prospectivo compara a latência e o índice de sucesso do bloqueio do plexo braquial usando duas técnicas de localização: transarterial ou múltipla estimulação dos nervos. MÉTODO: A lidocaína com epinefrina, 800 mg, foi usada inicialmente para o bloqueio axilar. No grupo transarterial, 30 mL de lidocaína a 1,6% com epinefrina foram injetados profundamente e 20 mL superficialmente à artéria axilar. No grupo de múltipla estimulação, três nervos foram localizados eletricamente e bloqueados com volumes 20 mL, 20 mL e 10 mL da solução. O bloqueio foi considerado efetivo quando a analgesia estava presente em todos os nervos na área distal ao cotovelo. RESULTADOS: O tempo de latência (8,8 ± 2,3 min versus 10,2 ± 2,4 min; p-valor = 0,010) foi significativamente menor no grupo transarterial. Bloqueios sensitivos completos nos quatro nervos (mediano, ulnar, radial e musculocutâneo) foram obtidos em 92,5% versus 83,3% no grupo de múltipla estimulação e acesso transarterial, respectivamente sem diferença significativa (p-valor = 0,68). O nervo musculocutâneo foi significativamente mais fácil de bloquear com o estimulador de nervo periférico (p = 0,034). CONCLUSÕES: A técnica de múltipla estimulação para o bloqueio axilar usando estimulador de nervos (3 injeções) e a técnica transarterial (2 injeções) produzem resultados semelhantes na qualidade do bloqueio. O nervo musculocutâneo é mais facilmente bloqueado com o uso do estimulador de nervo periférico. A técnica de múltipla estimulação necessitou menor suplementação do bloqueio e aumentou o tempo para o início da cirurgia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: High-dose transarterial technique results in highly effective axillary block. The multiple nerve stimulation technique (MNS) requires more time and experience. This prospective study aimed at comparing onset and success rate of multiple-injection axillary brachial plexus block using two methods of nerve location: transarterial or multiple nerve stimulation technique. METHODS: Axillary block was initially induced with 800 mg lidocaine with epinephrine. The transarterial group received deeply injected 30 mL of 1.6% lidocaine with epinephrine, and 20 mL superficially to the axillary artery. For the multiple nerve stimulation group, three terminal motor nerves were electrolocated and blocked with 20 mL, 20 mL and 10 mL. Blockade was considered effective when analgesia was present in all sensory nerves distal to the elbow. RESULTS: Onset (8.8 ± 2.3 min versus 10.2 ± 2.4 min; p-value = 0.010) was significantly shorter in the transarterial group. Complete sensory block of all four nerves (median, ulnar, radial and musculocutaneus) was achieved in 92.5% versus 83.3% for multiple nerve stimulation group and transarterial group, respectively, without significant difference (p = 0.68). Musculocutaneous nerve was significantly easier to be blocked with the aid of peripheral nerve stimulator (p = 0.034). CONCLUSIONS: Both MNS technique for axillary block with nerve stimulator (3 injections) and transarterial technique (2 injections) promote similar results. Musculocutaneous nerve is more easily blocked with the aid of peripheral nerve stimulator. MNS technique has required less supplementary blocks and has delayed beginning of surgery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La técnica transarterial con grandes dosis de anestésico local resulta en alta efectividad para el bloqueo axilar del plexo braquial. La técnica de utilizar múltiples estímulos exige más tiempo y mayor experiencia. Este estudio prospectivo compara la latencia y el índice de éxito del bloqueo del plexo braquial usando dos técnicas de localización: transarterial o múltipla estimulación de los nervios. MÉTODO: La lidocaína con epinefrina, 800 mg, fue usada inicialmente para el bloqueo axilar. En el grupo transarterial, 30 mL de lidocaína a 1,6% con epinefrina fueron inyectados profundamente y 20 mL superficialmente a la arteria axilar. En el grupo de múltipla estimulación, tres nervios fueron localizados eléctricamente y bloqueados con volúmenes 20 mL, 20 mL y 10 mL de la solución. El bloqueo fue considerado efectivo cuando la analgesia estaba presente en todos los nervios en la área distal al codo. RESULTADOS: El tiempo de latencia (8,8 ± 2,3 min versus 10,2 ± 2,4 min; p-valor = 0,010) fue significativamente menor en el grupo transarterial. Bloqueos sensitivos completos en los cuatro nervios (mediano, ulnar, radial y musculocutáneo) fueron logrados en un 92,5% versus 83,3% en el grupo de múltipla estimulación y acceso transarterial, respectivamente sin diferencia significativa (p-valor = 0,68). El nervio musculocutáneo fue significativamente más fácil de bloquear con el estimulador de nervio periférico (p = 0,034). CONCLUSIONES: La técnica de múltipla estimulación para el bloqueo axilar usando estimulador de nervios (3 inyecciones) y la técnica transarterial (2 inyecciones) producen resultados semejantes en la calidad del bloqueo. El nervio musculocutáneo es más facilmente bloqueado con el uso del estimulador del nervio periférico. La técnica de múltipla estimulación necesitó menor suplementación del bloqueo y aumentó el tiempo para el inicio de la cirugía. <![CDATA[<B>Comparison of recovery time of bolus and continuous infusion mivacurium</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O mivacúrio é um bloqueador neuromuscular (BNM) de ação curta, que apresenta uma duração total não ultrapassando 24 minutos. As primeiras comunicações científicas relataram não haver diferenças significativas no tempo de recuperação, independentemente da forma de administração. No entanto, a experiência clínica aponta para recuperações mais prolongadas quando se administra o fármaco em infusão contínua. Este trabalho tem por objetivo comparar o tempo de recuperação do mivacúrio quando administrado em bolus e em forma contínua, em um grupo de pacientes jovens e adultos. MÉTODO: Foram analisados 40 pacientes jovens sem doenças neuromusculares. Após receberem midazolam como medicação pré-anestésica, foram monitorizados na sala de operação com ECG na derivação D II e realizada a aferição da pressão arterial indireta por método automático. Todos receberam propofol e fentanil, e a anestesia foi mantida com isoflurano, óxido nitroso e oxigênio. Após a indução, foram instalados o monitor da transmissão neuromuscular por acelerometria e, após a intubação, o capnógrafo e o analisador de gases. Foram divididos em 2 grupos iguais de acordo com o regime de administração de mivacúrio: os do grupo 1 receberam somente dose inicial em bolus e os do grupo 2, após a dose inicial e terem recuperado 10% de T1, receberam infusão contínua para manter uma T1 nesse valor. Foram anotados em ambos os grupos os valores de T1 e T4/T1 na fase de recuperação, a partir de T1 em 10% da resposta inicial, de minuto a minuto, até 30 minutos. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos em relação às variáveis antropométricas. O grupo 2 apresentou tempo de recuperação mais lenta do que os pacientes que receberam somente a dose inicial em bolus. Houve grande variação de doses de infusão entre pacientes e no próprio paciente no decorrer da infusão. CONCLUSÕES: Em pacientes jovens e adultos sem evidências de doenças, a recuperação do mivacúrio é mais lenta após infusão contínua do que sob forma única em bolus. Em decorrência das variações de dose de infusão entre os pacientes e em cada paciente em si, para manter um relaxamento constante e estável, recomenda-se o uso de monitor da transmissão neuromuscular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Mivacurium is a short-acting neuromuscular blocker (NMB), with total duration not exceeding 24 minutes. Early publications have reported no significant differences in recovery time, regardless of the route administration. However, clinical experience points out to longer recovery times when the drug is administered in continuous infusion. This study aimed at comparing recovery time of bolus administration and continuous infusion of mivacurium in a group of young adult patients. METHODS: Forty young patients with no neuromuscular disease were enrolled in the study. Patients were premedicated with midazolam and monitored in the OR with ECG in D II and non-invasive automatic blood pressure. All patients received propofol and fentanyl and anesthesia was maintained with isoflurane, nitrous oxide and oxygen. Accelerometric neuromuscular transmission monitor was installed after induction and capnograph and gases analyzer were installed after intubation. Patients were divided in 2 equal groups according to mivacurium administration regimen: group 1 received initial bolus dose alone, and group 2, after the initial bolus dose and having recovered 10% of T1, received continuous infusion to maintain T1 within this value. For both groups, T1 and T4/T1 values were recorded during recovery, as from T1 in 10% of initial response, every minute up to 30 minutes. RESULTS: Demographics were homogeneous between groups. Group 2 had slower recovery as compared to group 1. There have been major variations in infusion doses among patients and for the same patient during infusion. CONCLUSION: In young adult patients without evidences of disease, mivacurium recovery is longer after continuous infusion as compared to bolus infusion. As a consequence of infusion dose variation among patients and for each patient, we recommend the use of neuromuscular transmission monitor to maintain constant and stable relaxation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El mivacúrio es un bloqueador neuromuscular (BNM) de corta acción, que presenta una duración total no sobrepasando a 24 minutos. Las primeras comunicaciones científicas relataron que no hay diferencias significativas en el tiempo de recuperación, independientemente de la forma de administración. Sin embargo, la experiencia clínica apunta para recuperaciones más prolongadas cuando se administra el fármaco en infusión continuada. Este trabajo tiene por objetivo comparar el tiempo de recuperación del mivacúrio cuando administrado en bolus y en forma continuada, en un grupo de pacientes jóvenes y adultos. MÉTODO: Fueron analizados 40 pacientes jóvenes sin enfermedades neuromusculares. Después de recibir midazolam como medicación pre-anestésica, fueron monitorizados en la sala de operación con ECG en D II y realizada la aferición de la presión arterial indirecta por método automático. Todos recibieron propofol y fentanil, y la anestesia fue mantenida con isoflurano, óxido nitroso y oxígeno. Después de la inducción, fueron instalados el monitor de la transmisión neuromuscular por acelerometria y después de la intubación el capnógrafo y el analisador de gases. Fueron divididos en 2 grupos iguales de acuerdo con el régimen de administración de mivacúrio: los del grupo 1 recibieron solamente dosis inicial en bolus y los del grupo 2, después de la dosis inicial y de haber recuperado 10% de T1,recibieron infusión continuada para mantener una T1 en ese valor. Fueron anotados en ambos grupos los valores de T1 y T4/T1 en la fase de recuperación, a partir de T1 en un 10% de la respuesta inicial, de minuto a minuto, hasta 30 minutos. RESULTADOS: Los grupos fueron homogéneos con relación a las variables antropométricas. El grupo 2 presentó tiempo de recuperación más lenta que los pacientes que recibieron solamente la dosis inicial en bolus. Hubo grande variación de dosis de infusión entre pacientes y en el propio paciente en el decorrer de la infusión. CONCLUSIONES: En pacientes jóvenes y adultos sin evidencias de enfermedades, la recuperación del mivacúrio es más lenta después de infusión continuada de que bajo forma única en bolus. En decurrencia de las variaciones de dosis de infusión entre los pacientes y en cada paciente en sí, para mantener un relajamiento constante y estable, se recomienda el uso de monitor de la transmisión neuromuscular. <![CDATA[<B>The validity of the electrocardiogram accomplishment in the elderly surgical patient preoperative evaluation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com os avanços médicos e o aumento da expectativa de vida, a população de idosos submetidos a procedimentos cirúrgicos vem aumentando. O paciente idoso tem maior morbiletalidade cardíaca peri-operatória do que o paciente jovem, mesmo quando assintomático. O eletrocardiograma (ECG) tem sido solicitado no período pré-operatório na tentativa de reduzir a morbiletalidade intra-operatória, porém sua eficácia é controversa. Não há consenso na literatura a respeito da indicação do ECG em pacientes idosos no período pré-operatório, o que motivou a realização deste estudo. O objetivo foi verificar retrospectivamente a validade da rotina de realização do ECG no período pré-operatório numa população de pacientes idosos cirúrgicos. MÉTODO: Análise retrospectiva de prontuários de pacientes a partir de 60 anos, submetidos a cirurgias diversas, durante o período de 6 meses. Os dados foram coletados para análise descritiva da população estudada; avaliação da incidência e dos tipos mais freqüentes de anormalidade dos ECG; análise comparativa dos pacientes com ECG normal e alterado em relação às diversas variáveis - idade, faixa etária, estado físico, presença de doença cardiovascular (DCV), complicações intra (CIO) e pós-operatórias (CPO).Também foram avaliados os pacientes sem DCV e aqueles com estado físico ASA I em relação às CIO e CPO, segundo os tipos de alterações do ECG e faixa etária. RESULTADOS: Foram analisados os prontuários de 481 pacientes, dos quais 287 continham ECG e destes, 88,8% apresentavam anormalidades, sendo a mais freqüente, a alteração da repolarização ventricular. Não foi observada influência das variáveis estudadas sobre a incidência de ECG alterados. A incidência de alterações do ECG aumentou com o avanço da idade em todos pacientes estudados. Com o avanço da idade também ocorreu aumento da incidência de pacientes com ECG alterados associados com complicações intra-operatórias. As anormalidades eletrocardiográficas foram relevantes em relação à incidência de complicações intra-operatórias em todos os grupos estudados, principalmente as alterações secundárias à isquemia. CONCLUSÕES: Este estudo mostrou que, para a população cirúrgica idosa estudada, é válida a rotina de realização do eletrocardiograma como parte da avaliação pré-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Because of medical progress, life expectancy has been prolonged and the elderly population submitted to surgical procedures has been growing. Besides age-related cardiovascular changes, the prevalence of diseases, such as systemic hypertension, affect cardiovascular reserve and increase morbidity, mortality and perioperative outcomes. Electrocardiogram is useful in diagnosing previous myocardial infarction and arrhythmias. In the preoperative evaluation of these patients, ECG usefulness is a controversial subject. This study aimed at retrospectively evaluating the validity of preoperative ECG in elderly patients. METHODS: Retropective analysis of 481 patient records over 60 years old, submitted to different surgical procedures. Data were collected for description of the studied group; evaluation of most frequent electrocardiography abnormalities; comparative analysis between patients with normal and abnormal ECG related to age, ASA physical status, presence of cardiac disease intra and postoperative complications. Patients without cardiovascular disease (CVD) and physical status ASA I were separately analyzed. RESULTS: There were 481 patients, 287 of them with preoperative ECG and from those, 88,8% had abnormalities, being the most frequent ventricular repolarization changes.There was not influence of the parameters on the frequency of abnormal ECG. The abnormalitees of the ECG, especially those secondary to ischemia were related with intraoperative complications in all study groups. CONCLUSIONS: This study has shown that electrocardiogram is a valid routine for preoperative evaluation of elderly patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con los avances médicos y el aumento de la expectativa de vida, la población de ancianos sometidos a procedimientos quirúrgicos viene aumentando. El paciente de edad tiene mayor morbiletalidad cardiaca peri-operatoria que el paciente joven, también cuando asintomático. El electrocardiograma (ECG) ha sido pedido en el período pre-operatorio en la tentativa de reducir la morbiletalidad intra-operatoria, sin embargo su eficacia es controversa. No hay acuerdo en la literatura a respecto de la indicación del ECG en pacientes ancianos en el período pre-operatorio, lo que motivó la realización de este estudio. El objetivo fue verificar retrospectivamente la validez de la rutina de realización del ECG en el período pre-operatorio en una población de pacientes ancianos quirúrgicos. MÉTODO: Análisis retrospectivo de prontuarios de pacientes a partir de 60 años, sometidos a cirugías diversas, durante el período de 6 meses. Los datos fueron colectados para análisis descriptivo de la población estudiada; evaluación de la incidencia y de los tipos más frecuentes de anormalidad de los ECG; análisis comparativo de los pacientes con ECG normal y alterado con relación a las diversas variables - edad, perfil de edad, estado físico, presencia de enfermedad cardiovascular (DCV), complicaciones intra (CIO) y post-operatorias (CPO).También fueron evaluados los pacientes sin DCV y aquéllos con estado físico ASA I con relación a las CIO y CPO, según los tipos de alteraciones del ECG y edad del paciente. RESULTADOS: Fueron analizados los prontuarios de 481 pacientes, de los cuales 287 contenían ECG y de éstos, 88,8% presentaban anormalidades, siendo más frecuente, la alteración de la repolarización ventricular. No fue observada influencia de las variables estudiadas sobre la incidencia de ECG alterados. La incidencia de alteraciones del ECG aumentó con el avance de la edad en todos pacientes estudiados. Con el avance de la edad también ocurrió aumento de la incidencia de pacientes con ECG alterados asociados con complicaciones intra-operatorias. Las anormalidades electrocardiográficas fueron relevantes con relación a la incidencia de complicaciones intra-operatorias en todos los grupos estudiados, principalmente las alteraciones secundarias a la isquemia. CONCLUSIONES: Este estudio mostró que, para la población quirúrgica anciana estudiada, es válida la rutina de realización del electrocardiograma como parte de la evaluación pre-operatoria. <![CDATA[<B>Anesthesia breathing systems with CO<SUB>2</SUB> absorption, circle valve circuit</B>: <B>comparison of thermal behavior of coaxial system and conventional system with different fresh gas flows</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A manutenção da temperatura do gás inalado pelo paciente durante o procedimento anestésico é fundamental para evitar complicações respiratórias durante o peri-operatório. O objetivo deste estudo é comparar a capacidade de aquecimento dos gases inalados em sistemas respiratórios com absorção de CO2, circulares, valvulares, coaxial e convencional, variando o fluxo de gás fresco (FGF). MÉTODO: Foram estudados dois sistemas respiratórios em um simulador de pulmão, que foi ventilado com volume corrente de 600 mL e freqüência de 10 bpm. O modelo simulava a produção de CO2, através da administração de fluxo de 250 mL.min-1 de CO2, e o gás exalado do pulmão-teste passava por um umidificador aquecido para simular o gás expirado. Os dois sistemas foram classificados como circulares, valvulares, com absorção de CO2. No sistema A (coaxial), o ramo inspiratório passava pelo interior do ramo expiratório, enquanto que o sistema B foi o convencional. As medidas de temperatura do gás inalado foram realizadas nos momentos 0, 5, 10, 20, 30, 40, 50, 60 e 90 minutos, sendo empregados FGF baixos (0,5 e 1 L.min-1) e altos (3 e 6 L.min-1). RESULTADOS: O sistema A apresentou variação térmica significativa entre o início e o final dos ensaios (22,47 ± 1,77 ºC e 24,27 ± 3,52 ºC p < 0,05, respectivamente). Os sistemas A e B produziram temperaturas semelhantes ao final do estudo (24,27 ± 3,52 ºC e 23,61 ± 1,93 ºC, respectivamente), e não houve diferença entre as temperaturas finais dos sistemas e a temperatura ambiental (21,25 ± 1,20 ºC e 21,81 ± 1,87 ºC, respectivamente). A utilização de baixos FGF produziu temperaturas semelhantes às temperaturas observadas ao final do estudo com fluxos mais elevados nos dois sistemas (A: 25,53 ± 4,78 ºC e 23,02 ± 0,80 ºC; B: 24,50 ± 0,85 ºC e 22,72 ± 2,36 ºC, respectivamente). CONCLUSÕES: O sistema coaxial apresentou variação térmica significativa entre o início e o final do experimento, o que não foi observado no sistema convencional. Não houve diferença das temperaturas finais quando comparados os dois sistemas entre si, independentemente do FGF empregado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The adequate maintenance of inhaled gases temperature during anesthetic procedures is critical to prevent perioperative respiratory complications. This study aimed at comparing the ability to warm up inhaled gases of coaxial breathing system and conventional system, by varying fresh gas flows (FGF). METHODS: Breathing systems were tested in a lung simulator ventilated with 600 mL tidal volume and respiratory frequency of 10 bpm. The model simulated human CO2 production by delivering 250 mL.min-1 of CO2 flow. Then, exhaled gas from the model was directed to a pre-warmed humidifier to simulate human exhaled gas. Both systems were classified as circle, valve circuits with CO2 absorption. In the coaxial system (model A), the inspiratory branch was enveloped by the expiratory branch, whereas the conventional one (model B) presented separated respiratory branches. Inhaled gas temperature was measured at the following moments: 0, 5, 10, 20, 30, 40, 50, 60 and 90 minutes, with low (0.5 and 1 L.min-1) and high (3 and 6 L.min-1) FGF. RESULTS: Model A presented significant thermal variation between beginning and end of experiment (22.47 ± 1.77 ºC and 24.27 ± 3.52 ºC respectively, p < 0.05). Both models A and B produced similar temperatures at the end of the study (24.27 ± 3.52 ºC and 23.61 ± 1.93 ºC respectively). There was no difference between final temperatures of both models and environmental temperature (21.25 ± 1.20 ºC and 21.81 ± 1,87 ºC respectively). Low FGF has produced similar temperatures to those observed at the end of the study with higher flows in both models (A: 25.53 ± 4.78 ºC and 23.02 ± 0.80 ºC; B: 24.50 ± 0.85 ºC and 22.72 ± 2.36 ºC, respectively). CONCLUSIONS: The coaxial system presented significant thermal variation between beginning and end of experiment, while this was not observed in the conventional one. No difference was observed in final temperatures when comparing both systems, regardless of the FGF.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El mantenimiento de la temperatura del gas inhalado por el paciente durante el procedimiento anestésico es de fundamental importancia para evitar complicaciones respiratorias durante el peri-operatorio. El objetivo de este estudio es comparar, a través de modelo experimental, la capacidad de calentamiento de los gases inhalados con la utilización de sistemas respiratorios con absorción de CO2, circulares, valvulares coaxial y convencional, variándose el flujo de gas fresco (FGF). MÉTODO: Fue realizado en estudio experimental en laboratorio, testándose dos sistemas respiratorios en un simulador de pulmón, que fue ventilado con volumen corriente de 600 mL y frecuencia de 10 incursiones por minuto. El modelo simulaba la producción de CO2, a través de la administración de flujo de 250 mL .min-1 de CO2, y el gas exhalado del pulmón de prueba pasaba por un humidificador calentado para simular el gas expirado. Los dos sistemas fueron clasificados como circulares, valvulares, con absorción de CO2. En el sistema A (coaxial), la rama inspiratoria pasaba por el interior de la rama expiratoria, mientras que el sistema B fue el convencional. Las medidas de temperatura del gas inhalado fueron realizadas en los momentos 0, 5, 10, 20, 30, 40, 50, 60 y 90 minutos, siendo empleados FGF bajos (0,5 e 1 L.min-1) y altos (3 y 6 L.min-1). RESULTADOS: El sistema A presentó variación térmica significativa entre el inicio y el final de los ensayos (22,47 ± 1,77 ºC y 24,27 ± 3,52 ºC p < 0,05 respectivamente). Los sistemas A y B produjeron temperaturas semejantes al final del estudio (24,27 ± 3,52 ºC y 23,61 ± 1,93 ºC respectivamente), y no hubo diferencia entre las temperaturas finales de los sistemas y la temperatura ambiental (21,25 ± 1,20 ºC y 21,81 ± 1,87 ºC respectivamente). La utilización de bajos FGF produjo temperaturas semejantes a las temperaturas observadas al final del estudio con flujos más elevados en los dos sistemas (A: 25,53 ± 4,78 ºC y 23,02 ± 0,80 ºC; B: 24,50 ± 0,85 ºC y 22,72 ± 2,36 ºC, respectivamente). CONCLUSIONES: El sistema coaxial presentó variación térmica significativa entre el inicio y el final del experimento, lo que no fue observado en el sistema convencional. Mientras, no hubo diferencia de las temperaturas finales cuando comparados los dos sistemas entre sí, independientemente del FGF empleado. <![CDATA[<B>Postanesthetic hematocrit changes in orthognathic surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com o aumento de doenças transmissíveis através das transfusões sangüíneas, as suas indicações estão sendo muito questionadas. Os objetivos deste trabalho são avaliar a perda sangüínea peri-operatória, e a recuperação do hematócrito após 14 dias, em pacientes submetidos à cirurgia ortognática, realizada sob anestesia geral e hipotensão controlada, com três diferentes técnicas de reposição volêmica. MÉTODO: Foi realizado um estudo prospectivo em pacientes submetidos consecutivamente à cirurgia ortognática, no período entre agosto de 1985 a julho de 2003. Os pacientes foram divididos em três grupos; grupo I, com autodoação prévia de 7 dias; grupo II, com autodoação intra-operatória; e grupo III, com hemodiluição normovolêmica. A medicação pré-anestésica, a indução, a manutenção, os fármacos e a monitorização foram padronizados. Os pacientes foram submetidos à anestesia geral com hipotensão arterial induzida e controlada. Foram analisados a perda sangüínea, o tempo anestésico, as pressões sistólica, diastólica e média, a freqüência cardíaca, o hematócrito e a hemoglobina antes da indução anestésica, e o hematócrito e a hemoglobina após 60 horas e 14 dias do pós-operatório bem como as complicações peri-operatórias. RESULTADOS: A perda sangüínea foi de 1340,03 ± 427,97 no grupo I; 1098,08 ± 429,30 no grupo II; e 1044,71 ± 526,56 no grupo III, com diferença estatística significativa no grupo I em relação aos grupos II e III. Houve diminuição significativa do hematócrito antes da indução da anestesia (24%), comparado aos resultados obtidos em 60 horas, e restauração de 83% do hematócrito, em 14 dias. CONCLUSÕES: A perda sangüínea peri-operatória nos três grupos foi considerável, com mínima necessidade de transfusão de sangue alogênico. A quase totalidade dos pacientes tolerou a perda sangüínea, pois eram em geral jovens, estado físico ASA I e II e sem grande comorbidade associada. O hematócrito em 14 dias não recuperou o valor pré-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Blood transfusions have been heavily questioned due to the increased number of transfusion-transmitted diseases This study aimed at evaluating perioperative blood loss and hematocrit recovery in 14 days, in patients submitted to orthognathic surgery under induced hypotensive anesthesia, with three different volume replacement techniques. METHODS: This was a prospective study of consecutive patients submitted to orthognathic surgery in the period August 1985 to July 2003. Patients were distributed in three groups: group I with pre-operative self-donation of blood 7 days before surgery; group II with intraoperative self-donation; and group III with normovolemic hemodilution. Pre-medication, induction, maintenance, drugs and monitoring were standardized. Patients were submitted to induced hypotensive general anesthesia. The following data were evaluated: blood loss, anesthetic length, systolic, diastolic and mean blood pressure, heart rate, hematocrit and hemoglobin at pre-induction, 60 hours after the first sample and at 14th the postoperative day, as well as perioperative complications. RESULTS: Blood loss was 1340.03 ± 427.97 in group I; 1098.08 ± 429.30 in group II; and 1044.71 ± 526.56 in group III, with statistical significance in group I as compared to groups II and III. There was significant decrease in pre-induction hemoglobin as compared to 60 hours and 83% hematocrit recovery in 14 days. CONCLUSIONS: Perioperative blood loss for all groups was high, with need for allogeneic blood transfusion. Virtually all patients have tolerated blood loss since in general they were young patients, physical status ASA I and II without associated diseases. Hematocrit has not returned to preoperative values after 14 days.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con el aumento de enfermedades transmisibles a través de las transfusiones sanguíneas, sus indicaciones están siendo muy cuestionadas. Los objetivos de este trabajo son evaluar la pérdida sanguínea peri-operatoria, y la recuperación del hematócrito después de 14 días, en pacientes sometidos a la cirugía ortognática, realizada bajo anestesia general e hipotensión controlada, con tres diferentes técnicas de reposición volemica. MÉTODO: Fue realizado un estudio prospectivo en pacientes sometidos consecutivamente a cirugía ortognática, en el período entre agosto de 1985 a julio de 2003. Los pacientes fueron divididos en tres grupos; grupo I, con autodonación previa de 7 días; grupo II, con autodonación intra-operatoria; y grupo III, con hemodiluición normovolemica. La medicación pre-anestésica, la inducción, el mantenimiento, los fármacos y a monitorización fueron estandarizados. Los pacientes fueron sometidos a la anestesia general con hipotensión arterial inducida y controlada. Fueron analizados la pérdida sanguínea, el tiempo anestésico, la presión sistólica, diastólica y media, la frecuencia cardiaca, el hematócrito y la hemoglobina antes de la inducción anestésica, y el hematócrito y la hemoglobina después de 60 horas y 14 días del post-operatorio bien como las complicaciones peri-operatorias. RESULTADOS: La pérdida sanguínea fue de 1340,03 ± 427,97 en el grupo I; 1098,08 ± 429,30 en el grupo II; y 1044,71 ± 526,56 en el grupo III, con diferencia estadística significativa en el grupo I con relación a los grupos II y III. Hubo disminución significativa del hemoglobina antes de la inducción de la anestesia , comparado a los resultados logrados en 60 horas, y restauración del 83% del hematócrito, en 14 días. CONCLUSIONES: La pérdida sanguínea peri-operatoria en los tres grupos fue considerable, con mínima necesidad de transfusión de sangre alogénico. La casi totalidad de los pacientes toleró la pérdida sanguínea, pues en general eran jóvenes, estado físico ASA I y II y sin grande comorbidade asociada. El hematócrito en 14 días no recobró el valor pre-operatorio. <![CDATA[<B>Carbon dioxide embolism during laparoscopic surgery</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A embolia venosa por CO2 durante cirurgias laparoscópicas é uma complicação rara, porém fatal na maioria dos casos. O objetivo deste relato é descrever um caso não fatal de embolia venosa por CO2 durante cirurgia laparoscópica. RELATO DO CASO: Paciente hipertensa foi submetida à anestesia geral para laparoscopia para exploração de colédoco. Após 150 minutos de pneumoperitôneo, a paciente evoluiu com taquicardia e hipotensão refratária ao uso de vasopressor. A gasometria arterial revelou grande diferença entre a pCO2 e a P ET CO2. Frente à hipótese de embolia gasosa, foi desinsuflado o pneumoperitôneo, e a cirurgia terminada pela técnica convencional. A paciente evoluiu com melhora do quadro hemodinâmico, sendo extubada ao término da cirurgia e encaminhada para sala de recuperação pós-anestésica (SRPA). CONCLUSÕES: O diagnóstico precoce e o tratamento imediato foram fundamentais na boa evolução do caso descrito.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Carbon dioxide gas embolism is an uncommon but potentially lethal complication of laparoscopic surgery. Our report aimed at describing a case of pulmonary carbon dioxide embolism with favorable evolution. CASE REPORT: Hypertensive patient was submitted to laparoscopic surgery under general anesthesia due to cholelithiasis. After 150 minutes of pneumoperitoneum, patient developed tachycardia with severe hemodynamic deterioration, despite the use of vasopressor drugs. Arterial blood-gas revealed major difference between PaCO2 and P ET CO2. Carbon dioxide embolism was suspected and pneumoperitoneum was immediately deflated. Surgery was converted to a conventional technique. Patient has evolved with hemodynamic improvement and was extubated at surgery completion, being referred to post-anesthetic care unit (PACU). CONCLUSIONS: Early diagnosis and immediate treatment resulted in positive outcome in this case.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La embolia venosa por CO2 durante cirugías laparoscópicas es una complicación rara, sin embargo fatal en la mayoría de los casos. El objetivo de este relato es describir un caso no fatal de embolia venosa por CO2 durante cirugía laparoscópica. RELATO DEL CASO: Paciente hipertensa fue sometida a la anestesia general para laparoscopia y para exploración del colédoco. Después de 150 minutos de pneumoperitoneo, la paciente evolucionó con taquicardia e hipotensión refractaria al uso de vasopresor. La gasometría arterial reveló grande diferencia entre la pCO2 y la P ET CO2. De frente a la hipótesis de embolia gaseosa, fue desinsuflado el pneumoperitoneo, y la cirugía terminada por la técnica convencional. La paciente evolucionó con mejoría del cuadro hemodinámico, siendo extubada al término de la cirugía y encaminada para la sala de recuperación pos-anestésica (SRPA). CONCLUSIONES: El diagnóstico precoz y el tratamiento inmediato fueron fundamentales para una buena evolución del caso descrito. <![CDATA[<B>Anesthesia in pregnant patient with intracranial hypertension due to tuberculous meningitis</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Está bem estabelecido que a técnica anestésica de escolha para cesariana eletiva é a anestesia regional. Porém, em gestantes com hipertensão intracraniana e infecção do sistema nervoso central esta técnica deve ser evitada. O objetivo deste artigo é relatar o manejo anestésico de uma gestante, com hipertensão intracraniana secundária à meningite tuberculosa, que foi submetida à cesariana eletiva. RELATO DO CASO: Paciente branca, 32 anos, 60 kg, 1,62 m de estatura, na 36ªsemana de idade gestacional, agendada para interrupção cirúrgica da gestação por apresentar-se tetraparética, com hidrocefalia decorrente de meningite tuberculosa. Escolheu-se a anestesia geral para a cesariana com indução em seqüência rápida e manobra de Sellick para a intubação traqueal. As drogas utilizadas foram tiopental (250 mg), rocurônio (50 mg), fentanil (100 µg) e lidocaína (60 mg) por via venosa. A indução anestésica foi suave e mantida com isoflurano até o início do fechamento da pele da paciente, com mínimas alterações de seus sinais vitais e do recém-nascido, que recebeu índice de Apgar 8 e 9, no 1º e 5º minutos, respectivamente. A paciente despertou precocemente, sem deficits neurológicos adicionais. CONCLUSÕES: A anestesia geral ainda é a técnica anestésica preferida para cesariana em gestantes com hipertensão intracraniana, utilizando-se drogas de meia-vida curta e que tenham mínima interferência na pressão intracraniana e no recém-nascido.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: It is a well-established fact today that the technique of choice for elective cesarean delivery is regional anesthesia. However, in patients with intracranial hypertension and central nervous system infection, this technique should be avoided. This paper aimed at reporting the anesthetic management of a pregnant patient with intracranial hypertension due to tuberculous meningitis submitted to elective cesarean delivery. CASE REPORT: Caucasian patient, 32 years old, 1.62 m height and 60 kg weight, in the 36th week of gestational age admitted to the obstetrics unit to have her pregnancy interrupted by cesarean delivery because she had become quadriparetic with hydrocephalus due to tuberculous meningitis. The chosen technique was general anesthesia with rapid sequence induction and Sellick maneuver for intubation. Drugs were intravenous thiopental (250 mg), rocuronium (50 mg), fentanil (100 µg) and lidocaine (60 mg). Anesthetic induction was very smooth, with minor changes in vital signs. Anesthesia was maintained with isoflurane until the beginning of incision suture. The baby was delivered quickly and received an Apgar score of 8 e 9 in the 1st and 5th minutes, respectively, and patient woke up as soon as the procedure ended without any additional neurological deficits. CONCLUSIONS: General anesthesia is still the best anesthetic technique for Cesarean delivery in patients with intracranial hypertension. Choice of drugs should include those with short half-life and with minor effects on intracranial pressure and on the newborn.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Está bien establecido que la técnica anestésica de elección para cesárea electiva es la anestesia regional. Sin embargo, en gestantes con hipertensión intracraneal e infección del sistema nervioso central esta técnica debe ser evitada. El objetivo de este artículo es relatar el manejo anestésico de una gestante, con hipertensión intracraneal secundaria a la meningitis tísica, que fue sometida a la cesárea electiva. RELATO DEL CASO: Paciente blanca, 32 años, 60 kg, 1,62 m de estatura, en la 36ªsemana de edad gestacional, agendada para interrupción quirúrgica de la gestación por presentarse tetraparética, con hidrocefalia consecuente de meningitis tísica, (tuberculosa). Se escogió la anestesia general para la cesárea con inducción en secuencia rápida y maniobra de Sellick para la intubación traqueal. Las drogas utilizadas fueron tiopental (250 mg), rocuronio (50 mg), fentanil (100 µg) y lidocaína (60 mg) por vía venosa. La inducción anestésica fue suave y mantenida con isoflurano hasta el inicio del encerramiento de la piel de la paciente, con mínimas alteraciones de sus señales vitales y del recién nacido, que recibió índice de Apgar 8 y 9, en el 1º y 5º minutos, respectivamente. La paciente despertó precozmente, sin deficiencias neurológicas adicionales. CONCLUSIONES:La anestesia general aún es la técnica anestésica preferida para cesárea en gestantes con hipertensión intracraneal, utilizándose drogas de media-vida corta y que tengan mínima interferencia en la presión intracraneal y en el recién nacido. <![CDATA[<b>Labour analgesia in parturient with uncorrected tetralogy of Fallot</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora a tetralogia de Fallot seja a mais comum das cardiopatias congênitas cianóticas, as publicações nacionais, relacionando essa doença com a prática anestésica são escassas. O objetivo deste relato é apresentar um caso de analgesia de parto em paciente portadora de tetralogia de Fallot não corrigida e diagnosticada durante a gestação. RELATO DO CASO: Paciente com 26 anos, 56 kg, 1,56 m, idade gestacional 32 semanas e 5 dias, com diagnóstico de tetralogia de Fallot realizado durante a gestação. Internou em trabalho de parto. A conduta obstétrica foi a de parto via baixa, sendo realizada analgesia através de bloqueio peridural com bupivacaína a 0,125% e fentanil (100 µg) e colocação de cateter peridural. Após 1h30 minutos do início da analgesia, ocorreu o nascimento. O peso do recém-nascido foi 1485 g e o índice de Apgar 6 e 8 no primeiro e no quinto minutos, respectivamente. A paciente permaneceu estável e sem alterações hemodinâmicas e/ou eletrocardiográficas. CONCLUSÕES: A escolha da técnica anestésica é de fundamental importância no manuseio das pacientes com tetralogia de Fallot não corrigidas. Condições favoráveis do colo e boa dinâmica uterina, particularmente naquelas pacientes sem história de síncope, tornam-se imprescindíveis para uma boa indicação da analgesia de parto.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although tetralogy of Fallot is the most common cyanotic congenital heart disease, national publications correlating this condition with anesthetic practice are scarce. This report aimed at presenting a case of labor epidural analgesia in a patient with uncorrected tetralogy of Fallot diagnosed during gestation. CASE REPORT: Patient 26 years old, 1.54 m, 56 kg, 32 weeks and 5 days of gestational age, who had been diagnosed with tetralogy of Fallot during gestation. Patient was admitted in labour. After obstetric evaluation and decision for natural birth, epidural analgesia was performed with 0.125% bupivacaine associated to 100µg fentanyl through a catheter. Patient gave birth 1 hour and 30 minutes after the procedure. The newborn weighed 1485 grams and had an Apgar score of 6 and 8 at one and five minutes, respectively. Patient remained stable, with no hemodynamic or ECG changes. CONCLUSIONS: Selecting the appropriate anesthetic technique is extremely important when managing patients with uncorrected tetralogy of Fallot. Favorable uterine dynamics and cervical conditions, particularly in patients with no history of syncope, are critical findings for adequate labour analgesia indication.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Aunque la tetralogía de Fallot sea la más común de las cardiopatías congénitas cianóticas, las publicaciones nacionales, relacionando esa enfermedad con la práctica anestésica son escasas. El objetivo de este relato es presentar un caso de analgesia de parto en paciente portadora de tetralogía de Fallot no corregida y diagnosticada durante la gestación. RELATO DEL CASO: Paciente con 26 años, 56 kg, 1,56 m, edad gestacional 32 semanas y 5 días, con diagnóstico de tetralogía de Fallot realizado durante la gestación. Internó en trabajo de parto. La conducta obstétrica fue la de parto vía baja, siendo realizada analgesia de parto a través de bloqueo peridural con bupivacaína a 0,125% y fentanil (100 µg) y colocación de catéter peridural. Después de 1h30 minutos del inicio de la analgesia, ocurrió el nacimiento. El peso del recién nacido fue 1485 g y el índice de Apgar 6 y 8 en el primero y en el quinto minutos, respectivamente. La paciente permaneció estable y sin alteraciones hemodinámicas y/o electrocardiográficas. CONCLUSIONES: La elección de la técnica anestésica es de fundamental importancia en el manoseo de las pacientes con tetralogía de Fallot no corregidas. Condiciones favorables del cuello y buena dinámica uterina, particularmente en aquellas pacientes sin historia de síncope, se vuelven imprescindibles para una buena indicación de la analgesia de parto. <![CDATA[<b>Immobility</b>: <b>essential inhalational anesthetics action</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A imobilidade é uma característica essencial da anestesia geral e que deve ser buscada e mantida durante todo o ato anestésico. A potência anestésica, chamada Concentração Alveolar Mínima (CAM), é a expressão da inibição dos movimentos em resposta a estímulos nociceptivos. Entretanto, apesar da medula espinhal ser reconhecida como principal mediadora da imobilidade cirúrgica, os mecanismos celulares e subcelulares da ação dos anestésicos inalatórios para produzirem imobilidade não são, ainda, totalmente conhecidos. Tendo em vista o grande avanço na pesquisa dos mecanismos de ação dos anestésicos inalatórios e a resultante grande quantidade de informações, essa revisão tem como objetivo avaliar criticamente os estudos clínicos e experimentais realizados para identificação dos mecanismos e locais de ação dos anestésicos inalatórios para produção de imobilidade em resposta a estímulos nociceptivos. CONTEÚDO: Os mecanismos de ação dos anestésicos inalatórios no SNC podem ser divididos em três níveis: macroscópico, microscópico e molecular. No aspecto macroscópico, estudos comportamentais mostraram ser a medula espinhal o principal local da ação anestésica para promover imobilidade em resposta à estimulação dolorosa. No nível celular, a excitabilidade dos motoneurônios, neurônios nociceptivos e a transmissão sináptica estão, todos, envolvidos na ação dos anestésicos inalatórios. Sob o ponto de vista molecular, diversos receptores são afetados pelos anestésicos, mas poucos devem mediar diretamente a ação anestésica. Entre estes, destacam-se os receptores de glicina, NMDA de glutamato, 5-HT2A, e canais de sódio voltagem-dependentes. CONCLUSÕES: A imobilidade produzida pelos anestésicos inalatórios é mediada, principalmente, através de uma ação sobre a medula espinhal. Esse efeito ocorre pela ação anestésica sobre a excitabilidade dos neurônios motores espinhais, mas também sobre neurônios e interneurônios nociceptivos do corno posterior da medula. A ação sobre os receptores específicos exerce efeito sobre a transmissão sináptica desses neurônios.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Immobility is an essential component of general anesthesia and should be looked for and maintained throughout anesthesia. Anesthetic potency, called Minimum Alveolar Concentration (MAC), results from the inhibition of movement response to noxious stimulation. However, although spinal cord is recognized as the primary mediator of surgical immobility, cellular and subcelular mechanisms of action of inhaled anesthetics to produce immobility are not yet totally known. Considering major research advances on mechanisms of action of inhaled anesthetics and resulting wide variety of information, this review aimed at critically evaluating clinical and experimental studies performed to identify sites of action and mechanisms of inhaled anesthetics to promote immobility in response to noxious stimulations. CONTENTS: Complex mechanisms of action of inhaled anesthetics on central nervous system may be divided into three levels: macroscopic, microscopic, and molecular. Macroscopically, behavioral studies have shown spinal cord to be the primary anesthetic site of action to promote immobility in response to noxious stimulations. At cellular level, excitability of motor neurons, nociceptive neurons and synaptic transmission are involved in the anesthetic action. At molecular level, several receptors are affected by inhaled anesthetics, but only a few may directly mediate anesthetic action, among them: glycine, glutamate AMPA and 5-HT2A receptors, in addition to voltage-gated sodium channels. CONCLUSIONS: Inhaled anesthetics-induced immobility is primarily mediated by an action on the spinal cord, as a consequence of anesthetic action upon motor neurons excitability and upon nociceptive neurons of the spinal cord dorsal horn. Actions on specific receptors have an effect on their synaptic transmission.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La inmovilidad es una característica esencial de la anestesia general que debe ser buscada y mantenida durante todo el acto anestésico. La potencia anestésica, llamada Concentración Alveolar Mínima (CAM), es la expresión de la inhibición de los movimientos en respuesta a estímulos nociceptivos. Mientras, a pesar de la médula espinal ser reconocida como principal mediadora de la inmovilidad quirúrgica, los mecanismos celulares y subcelulares de la acción de los anestésicos inhalatorios para que produzcan inmovilidad no son, aún, totalmente conocidos. Considerando el grande avance en la pesquisa de los mecanismos de acción de los anestésicos inhalatorios y el resultado de grande cantidad de informaciones, esa revisión tiene como objetivo evaluar críticamente los estudios clínicos y experimentales realizados para identificación de los mecanismos y locales de acción de los anestésicos inhalatorios para producir inmovilidad como respuesta a estímulos nociceptivos. CONTENIDO: Los mecanismos de acción de los anestésicos inhalatorios en el SNC pueden ser divididos en tres niveles: macroscópico, microscópico y molecular. En el aspecto macroscópico, estudios comportamentales mostraron que la médula espinal es el principal local de la acción anestésica para promover inmovilidad en respuesta a la estimulación dolorosa. A nivel celular, la excitabilidad de los motoneuronios, neuronas nociceptivas y la transmisión sináptica están, todos, envueltos en la acción de los anestésicos inhalatorios. Bajo el punto de vista molecular, diversos receptores son afectados por los anestésicos, pero pocos deben mediar directamente la acción anestésica. Entre éstos, se destacan los receptores de glicina, NMDA de glutamato, 5-HT2A, y canales de sodio voltaje-dependientes. CONCLUSIONES: La inmovilidad producida por los anestésicos inhalatorios es mediada, principalmente, a través de una acción sobre la médula espinal. Ese efecto ocurre por la acción anestésica sobre la excitabilidad de las neuronas motoras espinales, pero también sobre neuronas e interneuronas nociceptivas del cuerno posterior de la médula. La acción sobre receptores específicos ejerce efecto sobre la transmisión sináptica de esas neuronas. <![CDATA[<b>Anesthesia for the newborn submitted to cardiac surgery with cardiopulmonary bypass</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As doenças congênitas do coração atingem 0,8% dos recém-nascidos (RN) vivos, sendo que muitos necessitam de correção cirúrgica ainda no período neonatal. A cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea (CEC), nesta faixa etária, associa-se a maior incidência de complicações, devido à imaturidade funcional da criança, à falta de equipamentos de CEC que sejam totalmente compatíveis com as dimensões do RN e às dificuldades técnicas para correção da lesão cardíaca. Este artigo tem o propósito de apresentar os aspectos relacionados à técnica anestésica, a CEC e seus efeitos em RN. CONTEÚDO: Elevadas doses de fentanil ou sufentanil provêm adequada anestesia sem interferir na estabilidade cardiocirculatória. A depressão respiratória residual dos opióides não é problema neste grupo de pacientes porque a maioria necessita assistência respiratória no pós-operatório imediato. A entrada em CEC pode ser acompanhada de hipotensão arterial por manipulação do coração e/ou sangramento. O posicionamento inadequado das cânulas venosas e aórtica pode causar sérias complicações, como insuficiente fluxo encefálico ou dificuldade na drenagem venosa. São comuns a utilização de hipotermia profunda e a parada circulatória total durante a CEC. A hipotermia modifica a viscosidade do sangue que é tratada com hemodiluição e traz implicações para a correção do pH (alfa-stat versus pH stat). No desmame da CEC é freqüente ocorrer baixo débito cardíaco e ajustes em um ou em todos os seus componentes ( pré-carga, contratilidade, pós-carga e freqüência cardíaca) podem ser necessários. Além das drogas clássicas, como a adrenalina e a dopamina, pode ser necessário o emprego de outras substâncias como a aprotinina, o óxido nítrico ou os inibidores da fosfodiesterase. CONCLUSÕES: O anestesiologista tem papel preponderante no ajuste da homeostasia durante o período peri-operatório. Conhecimentos sobre o tipo de lesão cardíaca, a correção a ser realizada, a resposta do organismo a CEC podem ser úteis no manuseio destas crianças.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Congenital heart diseases affect 0.8% of liveborn infants and many need neonatal surgical correction. Cardiac surgery with cardiopulmonary bypass (CPB) in this age is associated to higher risk of complications related to child's functional immaturity, lack of CPB equipment fully compatible with neonate (NN) size and technical difficulties to correct cardiac defects. This article aimed at describing aspects related to anesthetic technique, CPB and their effects on NN. CONTENTS: High fentanyl or sufentanil doses promote adequate anesthesia without interfering with cardiocirculatory stability. Opioids residual respiratory depression is not a problem for these patients because most of them will need immediate postoperative respiratory assistance. CPB may be followed by heart manipulation-induced hypotension and/or bleeding. Inadequate venous and aortic cannula position may lead to severe complications, such as insufficient brain flow or difficult venous drainage. Deep hypothermia and total circulatory arrest are common during CPB. Hypothermia changes blood viscosity, which is treated with hemodilution and has implications on pH correction (alpha-stat versus pH stat). Low cardiac output is common during CPB weaning and adjustments in one or all its components (preload, contractility, afterload and heart rate) may be necessary. In addition to classic drugs, such as epinephrine and dopamine, other substances may be needed, such as aprotinin, nitric oxide or phosphodiesterase inhibitors. CONCLUSIONS: Anesthesiologists play a major role in adjusting perioperative homeostasis. Understanding the type of cardiac disease, the correction to be performed and body response to CPB may be useful for the management of those children.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las enfermedades congénitas del corazón alcanzan 0,8% de los recién nacidos (RN) vivos, siendo que muchos necesitan corrección quirúrgica aún en el período neonatal. La cirugía cardiaca con circulación extracorpórea (CEC), en esta faja de edad, se asocia la mayor incidencia de complicaciones, debido a la inmadurez funcional del niño, a la falta de equipos de CEC que sean totalmente compatibles con las dimensiones del RN y a las dificultades técnicas para corrección de la lesión cardiaca. Este artículo tiene el propósito de presentar los aspectos relacionados a la técnica anestésica, la CEC y sus efectos en RN. CONTENIDO: Elevadas dosis de fentanil o sufentanil abastecen de adecuada anestesia sin interferir en la estabilidad cardiocirculatoria. La depresión respiratoria residual de los opioides no es problema en este grupo de pacientes porque la mayoría necesita asistencia respiratoria en el post-operatorio inmediato. La entrada en CEC puede ser acompañada de hipotensión arterial por manipulación del corazón y/o sangramiento. El posicionamiento inadecuado de las cánulas venosas y aórtica pueden causar serias complicaciones, como insuficiente flujo encefálico o dificultad en el drenaje venoso. Son comunes la utilización de hipotermia profunda y la parada circulatoria total durante la CEC. La hipotermia modifica la viscosidad de la sangre que es tratada con hemodiluición y trae implicaciones para la corrección del pH (alfa-stat x pH stat). En el desmame de la CEC es frecuente ocurrir bajo debito cardíaco y ajustes en uno o en todos sus componentes (pre-carga, contratilidad, post-carga y frecuencia cardiaca) pueden ser necesarios. Además de las drogas clásicas, como la adrenalina y la dopamina, puede ser necesario el empleo de otras substancias como la aprotinina, el óxido nítrico o los inhibidores de la fosfodiesterasa. CONCLUSIONES: El anestesista tiene papel preponderante en el ajuste de la homeostasia durante el período peri-operatorio. Conocimientos sobre el tipo de lesión cardiaca, la corrección a ser realizada, la respuesta del organismo a la CEC pueden ser útiles en el manoseo de estos niños. <![CDATA[<b>Opium and opioids: a brief history</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Desde tempos imemoriais, o ópio e os seus derivados, além de exercerem ponderável influência sobre o comportamento dos seres humanos, têm sido empregados como sedativo e como analgésico. A partir do século XIX, com o isolamento dos alcalóides do ópio e as facilidades para o emprego dessas substâncias por via parenteral, houve aumento do interesse pelo uso criterioso dos opióides na área médica e da análise das conseqüências sociais de seu uso abusivo. Justifica-se, pelo exposto, uma revisão histórica do ópio e dos seus derivados. CONTEÚDO: A evolução dos conhecimentos sobre o ópio, produto natural extraído do Papaver somniferum, e sobre os opióides, substâncias naturais, semi-sintéticas e sintéticas extraídas do ópio, bem como as principais referências a essas substâncias desde a Antigüidade foram avaliadas. Foi enfatizado o progresso obtido a partir dos trabalhos de Setürner que resultaram no isolamento da morfina. As investigações conduzidas por outros autores na busca de substâncias sintéticas que apresentassem vantagens sobre os produtos naturais foram mencionadas. A importância da descoberta dos receptores opióides e de seus ligantes endógenos foi sublinhada. CONCLUSÕES: No alvorecer do terceiro milênio, a despeito das pesquisas realizadas com drogas analgésicas de outros grupos farmacológicos, os opióides continuam sendo os analgésicos mais potentes, embora sua eficácia seja contestada em certos tipos de dor. Os atuais conhecimentos de Farmacologia Clínica permitem selecionar o opióide a ser administrado, considerando a doença e as condições do paciente, na busca da melhor relação custo-benefício.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In addition to their major influence on human behavior, opium and opioids have been used for a long time as sedative and analgesic drugs. As from the 19th century, with the isolation of opium alkaloids and easy parenteral administration of these substances, there has been increased interest in the judicious medical use of opioids and in the analysis of social consequences of their abuse, which has justified a historical review of opium and opioids. CONTENTS: Further understanding of opium, natural product extracted from Papaver somniferum, and of opioids, natural opium-extracted semi-synthetic and synthetic substances, as well as major references to these substances since ancient times are evaluated. Breakthroughs after Setürner's studies, which have resulted in morphine isolation, are emphasized. Reference is made to other authors' investigations in the search for synthetic substances with advantages over natural products. The importance the discovery of opioid receptors and their endogenous binders is highlighted. CONCLUSIONS: In the dawning of the third millennium, regardless of studies with analgesic drugs of different pharmacological groups, opioids are still the most potent analgesics, although their efficacy has been questioned for some types of pain. Current Clinical Pharmacology knowledge allows for the selection of the opioid based on patient's disease and conditions, in the search for the best cost-benefit ratio.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Desde tiempos inmemoriales, el opio y sus derivados, junto con ejerceren ponderable influencia sobre el comportamiento de los seres humanos, han sido empleados como sedante y como analgésico. Desde el siglo XIX, con el aislamiento de los alcaloides del opio y las facilidades para el empleo de esas substancias por vía parenteral, hubo aumento del interés por el uso criterioso de los opioides en la área médica y del análisis de las consecuencias sociales de su uso abusivo. Se justifica, por lo expuesto, una revisión histórica del opio y de sus derivados. CONTENIDO: La evolución de los conocimientos sobre el opio, producto natural extraído del Papaver somniferum, y sobre los opioides, substancias naturales, semi-sintéticas y sintéticas extraídas del opio, bien como las principales referencias a esas substancias desde la Antiguedad fueron evaluadas. Fue enfatizado el progreso logrado desde los trabajos de Setürner que resultaron en el aislamiento de la morfina. Las averiguaciones acarreadas por otros autores en la busca de substancias sintéticas que presentasen ventajas sobre los productos naturales fueron mencionadas. La importancia del hallazgo de los receptores opioides y de sus ligantes endógenos fue subrayada. CONCLUSIONES: En el amanecer del tercer milenio, a despecho de las pesquisas realizadas con drogas analgésicas de otros grupos farmacológicos, los opioides continúan siendo los analgésicos más potentes, aunque su eficacia sea contestada en ciertos tipos de dolor. Los actuales conocimientos de Farmacología Clínica permiten seleccionar el opioide a ser administrado, considerando la enfermedad y las condiciones del paciente, en la busca de la mejor relación costo-beneficio. <![CDATA[<b>Intravenous isoflurane in lipid emulsion promotes respiratory cardiovascular stability in experimental model</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000100016&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Desde tempos imemoriais, o ópio e os seus derivados, além de exercerem ponderável influência sobre o comportamento dos seres humanos, têm sido empregados como sedativo e como analgésico. A partir do século XIX, com o isolamento dos alcalóides do ópio e as facilidades para o emprego dessas substâncias por via parenteral, houve aumento do interesse pelo uso criterioso dos opióides na área médica e da análise das conseqüências sociais de seu uso abusivo. Justifica-se, pelo exposto, uma revisão histórica do ópio e dos seus derivados. CONTEÚDO: A evolução dos conhecimentos sobre o ópio, produto natural extraído do Papaver somniferum, e sobre os opióides, substâncias naturais, semi-sintéticas e sintéticas extraídas do ópio, bem como as principais referências a essas substâncias desde a Antigüidade foram avaliadas. Foi enfatizado o progresso obtido a partir dos trabalhos de Setürner que resultaram no isolamento da morfina. As investigações conduzidas por outros autores na busca de substâncias sintéticas que apresentassem vantagens sobre os produtos naturais foram mencionadas. A importância da descoberta dos receptores opióides e de seus ligantes endógenos foi sublinhada. CONCLUSÕES: No alvorecer do terceiro milênio, a despeito das pesquisas realizadas com drogas analgésicas de outros grupos farmacológicos, os opióides continuam sendo os analgésicos mais potentes, embora sua eficácia seja contestada em certos tipos de dor. Os atuais conhecimentos de Farmacologia Clínica permitem selecionar o opióide a ser administrado, considerando a doença e as condições do paciente, na busca da melhor relação custo-benefício.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In addition to their major influence on human behavior, opium and opioids have been used for a long time as sedative and analgesic drugs. As from the 19th century, with the isolation of opium alkaloids and easy parenteral administration of these substances, there has been increased interest in the judicious medical use of opioids and in the analysis of social consequences of their abuse, which has justified a historical review of opium and opioids. CONTENTS: Further understanding of opium, natural product extracted from Papaver somniferum, and of opioids, natural opium-extracted semi-synthetic and synthetic substances, as well as major references to these substances since ancient times are evaluated. Breakthroughs after Setürner's studies, which have resulted in morphine isolation, are emphasized. Reference is made to other authors' investigations in the search for synthetic substances with advantages over natural products. The importance the discovery of opioid receptors and their endogenous binders is highlighted. CONCLUSIONS: In the dawning of the third millennium, regardless of studies with analgesic drugs of different pharmacological groups, opioids are still the most potent analgesics, although their efficacy has been questioned for some types of pain. Current Clinical Pharmacology knowledge allows for the selection of the opioid based on patient's disease and conditions, in the search for the best cost-benefit ratio.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Desde tiempos inmemoriales, el opio y sus derivados, junto con ejerceren ponderable influencia sobre el comportamiento de los seres humanos, han sido empleados como sedante y como analgésico. Desde el siglo XIX, con el aislamiento de los alcaloides del opio y las facilidades para el empleo de esas substancias por vía parenteral, hubo aumento del interés por el uso criterioso de los opioides en la área médica y del análisis de las consecuencias sociales de su uso abusivo. Se justifica, por lo expuesto, una revisión histórica del opio y de sus derivados. CONTENIDO: La evolución de los conocimientos sobre el opio, producto natural extraído del Papaver somniferum, y sobre los opioides, substancias naturales, semi-sintéticas y sintéticas extraídas del opio, bien como las principales referencias a esas substancias desde la Antiguedad fueron evaluadas. Fue enfatizado el progreso logrado desde los trabajos de Setürner que resultaron en el aislamiento de la morfina. Las averiguaciones acarreadas por otros autores en la busca de substancias sintéticas que presentasen ventajas sobre los productos naturales fueron mencionadas. La importancia del hallazgo de los receptores opioides y de sus ligantes endógenos fue subrayada. CONCLUSIONES: En el amanecer del tercer milenio, a despecho de las pesquisas realizadas con drogas analgésicas de otros grupos farmacológicos, los opioides continúan siendo los analgésicos más potentes, aunque su eficacia sea contestada en ciertos tipos de dolor. Los actuales conocimientos de Farmacología Clínica permiten seleccionar el opioide a ser administrado, considerando la enfermedad y las condiciones del paciente, en la busca de la mejor relación costo-beneficio.