Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420050002&lang=en vol. 55 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Importance of critical events training for anesthesiology residents</B>: <B>experience with computer simulator</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Em decorrência da grande evolução da monitorização e do arsenal terapêutico disponível nos últimos anos, houve uma redução na incidência de eventos adversos durante procedimentos anestésicos. Porém, continua importante o treinamento dos médicos residentes para este tipo de ocorrência. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho prático do residente de Anestesiologia em eventos adversos durante uma anestesia simulada. MÉTODO: Foram avaliados 17 médicos em especialização do primeiro e segundo anos de Anestesiologia (ME1 e ME2) e 5 instrutores do Centro de Ensino e Treinamento (CET) do HCFMUSP (Título Superior em Anestesiologia - TSA). Foi utilizado o simulador computadorizado Anesthesia Simulator Consultant (ASC) versão 2.0 - 1995/Anesoft para realização das simulações dos eventos. Os incidentes críticos escolhidos foram fibrilação ventricular (FV) e choque anafilático. Após a realização da simulação, foram impressos os resultados de cada participante e avaliadas e pontuadas as condutas adotadas para resolver os incidentes críticos pré-determinados. Os participantes avaliaram o simulador através do preenchimento de um questionário. RESULTADOS: Não houve diferença estatística entre as médias obtidas pelos grupos, porém notou-se uma tendência de melhor desempenho dos grupos TSA e ME2 na simulação de FV. Com relação ao choque anafilático, houve uma tendência de melhor desempenho do grupo TSA. CONCLUSÕES: O treinamento para diagnóstico e condutas em eventos adversos deve ser foco de atenção durante o treinamento de médicos residentes e na atualização de anestesiologistas. O uso do simulador pode ser uma das formas de realizar o treinamento nestas situações.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Because of monitoring and drugs evolution, there has been a decrease in the incidence of critical events during anesthetic procedures. Despite this low frequency, critical event training for Anesthesiology residents remains important. This study aimed at evaluating Anesthesiology residents' critical care skills during computer-simulated anesthesia. METHODS: Seventeen anesthesiology residents (first and second year) and 5 anesthesiology instructors were evaluated. Using the Anesthesia Simulator Consultant (2.0 - 1995/Anesoft) simulations of ventricular fibrillation (VF) and anaphylactic reaction (AR) were performed. After simulation, results of each participant were printed and approaches to solve predetermined critical events were evaluated and scored. Participants have evaluated the simulator by filling out a questionnaire. RESULTS: There were no significant differences in means obtained by groups, but there has been a trend toward better performance of second year residents and Anesthesiology instructors during VF simulation. There has been a trend toward better performance of Anesthesiology instructors during AR simulation. CONCLUSIONS: Critical events management training should be the focus during residents and anesthesiologists training. Computer simulation could be a way to carry out such training.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la decurrencia de la grande evolución de la monitorización y del arsenal terapéutico disponible en los últimos años, hubo una reducción en la incidencia de eventos adversos durante los procedimientos anestésicos. Sin embargo, continua importante el entrenamiento de los médicos practicantes para este tipo de ocurrencia. El objetivo de este estudio fue evaluar el desempeño práctico de los médicos practicantes de Anestesiología en eventos adversos durante una anestesia simulada. MÉTODO: Fueron evaluados 17 médicos en especialización de primero y segundo años de Anestesiología (ME1 y ME2) y 5 instructores del Centro de Enseñanza y Entrenamiento (CEE) del HCFMUSP (Título Superior en Anestesiología - TSA). Fue utilizado el simulador computadorizado Anesthesia Simulator Consultant (ASC) versión 2.0 - 1995/Anesoft para realización de las simulaciones de los eventos. Los incidentes críticos escogidos fueron fibrilación ventricular (FV) y choque anafiláctico. Después de la realización de la simulación, fueron impresos los resultados de cada participante, evaluados y puntuados las conductas adoptadas para resolver los incidentes críticos pre-determinados. Los participantes evaluaron el simulador a través de un cuestionario para ser respondido. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre las medias obtenidas por los grupos, sin embargo, se notó una tendencia de un desempeño mejor de los grupos TSA y ME2 en la simulación de FV. En relación al choque anafiláctico, hubo una tendencia de desempeño mejor del grupo TSA. CONCLUSIONES: El entrenamiento para el diagnóstico y conductas en eventos adversos debe ser un foco de atención durante el entrenamiento de médicos practicantes y en la actualización de anestesiologistas. El uso del simulador puede ser una de las formas de realizar el entrenamiento en estas situaciones. <![CDATA[<B>Multimodal analgesia in outpatient videolaparoscopic gynecologic surgery</B>: <B>comparison between parecoxib and tenoxicam</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Avaliar as características da analgesia pós-operatória em pacientes submetidas à cirurgia ginecológica videolaparoscópica ambulatorial, comparando o efeito de parecoxib e tenoxicam venoso em um estudo duplamente encoberto. MÉTODO: Foram estudadas, prospectivamente, 60 pacientes divididas aleatoriamente em 2 grupos. Todas receberam sedação pré-operatória com midazolam. Um dos grupos (P) recebeu, antes de iniciar a cirurgia, 40 mg de parecoxib e o outro (T) 20 mg de tenoxicam. Na sala de operação foi feita raquianestesia com bupivacaína e sufentanil. A analgesia pós-operatória foi avaliada mediante a intensidade da dor com escalas verbal e visual, a localização da dor (incisional, visceral, no ombro) e o consumo de analgésicos suplementares. Os efeitos colaterais adversos foram registrados. A satisfação da paciente com a técnica foi pesquisada. RESULTADOS: A qualidade analgésica foi excelente, com 76% das pacientes do grupo P e 83% das pacientes do grupo T sem queixa de dor nem uso de analgésicos no pós-operatório. Não houve diferença entre os grupos em todos os critérios e períodos de avaliação analgésica. A incidência de efeitos adversos foi pequena, embora prurido de intensidade leve e curta duração tenha ocorrido freqüentemente. Todas as pacientes ficaram satisfeitas ou muito satisfeitas com a técnica empregada. CONCLUSÕES: Uma técnica de analgesia multimodal, com um componente de anestésico local e opióide por via subaracnóidea associado a AINE venoso, produz analgesia pós-operatória de excelente qualidade com poucos efeitos colaterais adversos em cirurgia videolaparoscópica ginecológica ambulatorial. A escolha do AINE não parece importante para obter estes resultados.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The quality of postoperative analgesia in patients submitted to outpatient videolaparoscopic gynecologic surgery was evaluated by comparing the effects of intravenous parecoxib and tenoxicam in a double-blind study. METHODS: Participated in this prospective study 60 patients who were randomly divided into two groups. All patients were premedicated with midazolam and one group (P) received 40 mg parecoxib before surgery. The other group (T) received 20 mg tenoxicam in the same manner. Spinal anesthesia with bupivacaine and sufentanil was administered for videolaparoscopic gynecologic procedures. Postoperative analgesia was evaluated using verbal and visual scales. Pain site (incisional, visceral or shoulder), supplemental analgesics and side effects were recorded, in addition to patients' satisfaction with the technique. RESULTS: Analgesic quality was excellent with 76% Group P patients and 83% group T patients with no postoperative pain complaint or analgesic request. There were no statistical differences between groups in all evaluated criteria. Pruritus, although brief and mild, was the primary side effect. All patients were satisfied or very satisfied with the technique. CONCLUSIONS: Multimodal analgesia with subarachnoid local anesthetic and opioid associated to intravenous NSAID produces excellent postoperative pain relief with few adverse effects in outpatient videolaparoscopic gynecologic surgery. The choice of the NSAID seems to be of minor importance for such results.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Evaluar las características de la analgesia pos-operatoria en pacientes sometidas a cirugía ginecológica videolaparoscópica ambulatorial, comparando el efecto de parecoxib y tenoxican venoso en un estudio doblemente encubierto. MÉTODO: Fueron estudiadas prospectivamente 60 pacientes divididas de forma aleatoria en 2 grupos. Todas recibieron sedación pre-operatoria con midazolan. Un de los grupos (P) recibió antes de iniciar la cirugía 40 mg de parecoxib y en el otro (T) 20 mg de tenoxican. En la sala de operación fue hecha raquianestesia con bupivacaína y sufentanil. La analgesia pos-operatoria fue evaluada mediante la intensidad del dolor con escalas verbal y visual, localización del dolor (incisional, visceral, en el hombro) y el consumo de analgésicos suplementares. Fueron registrados los efectos colaterales adversos La satisfacción de la paciente con la técnica fue pesquisada. RESULTADOS: La calidad analgésica fue excelente, con 76% de las pacientes del grupo P y 83% de las pacientes del grupo T sin queja de dolor y tampoco el uso de analgésicos en el pos-operatorio. No hubo diferencia entre los grupos en todos los criterios y períodos de evaluación analgésica. La incidencia de efectos adversos fue pequeña, no obstante, prurito de intensidad leve y de corta duración ocurrió frecuentemente. Todas las pacientes quedaron satisfechas o también muy satisfechas con la técnica empleada. CONCLUSIONES: Una técnica de analgesia multimodal, con un componente de anestésico local y opioide por vía subaracnóidea asociado con AINE venoso produce analgesia pos-operatoria de excelente calidad con pocos efectos colaterales adversos en cirugía videolaparoscópica ginecológica ambulatorial. La elección del AINE no parece importante para la obtención de estos resultados. <![CDATA[<B>Comparative study of 0.5% racemic bupivacaine versus enantiomeric mixture (S75-R25) of 0.5% bupivacaine in brachial plexus block for orthopedic surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a finalidade de encontrar uma droga mais segura que a bupivacaína racêmica, vários estudos foram realizados com seus isômeros. Este estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da mistura com excesso enantiomérico de 50% (MEE50%) de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% comparada a da bupivacaína racêmica a 0,5% no bloqueio do plexo braquial, em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de membros superiores. MÉTODO: Participaram deste estudo, aleatório e duplamente encoberto, 40 pacientes, com idade entre 18 e 90 anos, estado físico ASA I e II, submetidos à cirurgia ortopédica de membros superiores, distribuídos em dois grupos: Grupo R, que recebeu a solução de bupivacaína racêmica a 0,5%, e Grupo L, que recebeu a solução da mistura com excesso enantiomérico de 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5%, ambas com epinefrina 1:200.000 e num volume de 0,6 mL.kg-1 (3 mg.kg-1), limitados a 40 mL. Foram investigadas as características motoras e/ou sensoriais de cada nervo envolvido (nervos musculocutâneo, radial, mediano, ulnar e cutâneo medial do antebraço), bem como a incidência de efeitos colaterais. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa em relação aos aspectos demográficos. Os parâmetros hemodinâmicos foram semelhantes entre os grupos, mas a pressão arterial sistólica foi maior no Grupo R. Não houve diferença significativa em relação ao tempo necessário para atingir a maior intensidade dos bloqueios motor e sensitivo. Com uma exceção, a latência do bloqueio motor do grupo muscular inervado pelo n. ulnar foi maior no Grupo L (10,75 versus 14,25 minutos). CONCLUSÕES: Em ambos os grupos foram observados adequados bloqueios motor e sensitivo para a realização da cirurgia, com poucos efeitos colaterais, sugerindo que a mistura com excesso enantiomérico de 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% com epinefrina é segura e efetiva para o bloqueio do plexo braquial para cirurgia ortopédica de membro superior.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Several studies were performed with bupivacaine isomers in the attempt to find a safer drug than racemic bupivacaine. This study aimed at evaluating the efficacy of 0.5% bupivacaine enantiomeric mixture (MEE50%) as compared to 0.5% racemic bupivacaine in brachial plexus block for upper limb orthopedic surgery. METHODS: Participated of this randomized double-blind study 40 patients aged 18 to 90 years, physical status ASA I and II, submitted to upper limb orthopedic surgeries, who were divided in two groups: Group R received 0.5% racemic bupivacaine; and Group L received 0.5% enantiomeric mixture (S75-R25) of bupivacaine both with 1:200,000 epinephrine, in a volume of 0.6 mL.kg-1 (3 mg.kg-1), limited to 40 mL. Motor and/or sensory characteristics of each nerve involved (musculocutaneous, radial, median, ulnar and medial cutaneous nerve of forearm), as well as the incidence of side effects were evaluated. RESULTS: There were no statistical differences in demographics. Hemodynamic parameters were similar between groups but systolic pressure was higher for Group R. There were no statistically significant differences in time to reach the greatest intensity of sensory and motor blocks. With one exception, the onset of motor block within the muscles innervated by the ulnar nerve was longer for Group L (10.75 versus 14.25 minutes). CONCLUSIONS: There were adequate sensory and motor blocks in both groups, with few side effects, suggesting that the 0.5% enantiomeric mixture (S75-R25) of bupivacaine with epinephrine is safe and effective for brachial plexus block of upper limb orthopedic surgeries.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la finalidad de encontrar una droga más segura que la bupivacaína racémica, varios estudios fueron realizados con sus isómeros. Este estudio tiene como objetivo evaluar la eficacia de la mezcla con exceso enantiomérico del 50% (MEE50%) de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% comparada la de la bupivacaína racémica a 0,5% en el bloqueo del plexo braquial en pacientes sometidos a cirugía ortopédica de miembros superiores. MÉTODO: Participaron de este estudio, aleatorio y doblemente encubierto, 40 pacientes, con edade entre 18 y 90 años, estado físico ASA I y II, sometidos a cirugía ortopédica de miembros superiores, distribuidos en dos grupos: Grupo R, que recibió la solución de bupivacaína racémica a 0,5%, y Grupo L, que recibió la solución de la mezcla con exceso enantiomérico del 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5%, ambas con epinefrina 1:200.000 y en un volumen de 0,6 mL.kg-1 (3 mg.kg-1), limitados a 40 mL. Fueron investigadas las características motoras y sensoriales de cada nervio envolvido (nervios musculocutáneo, radial, mediano, ulnar y cutáneo medial del antebrazo), bien como la incidencia de efectos colaterales. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística significativa con relación a los aspectos demográficos. Los parámetros hemodinámicos fueron semejantes entre los grupos, solo que la presión arterial sistólica fue mayor en el Grupo R. No hubo diferencia significativa con relación al tiempo necesario para alcanzar la mayor intensidad de los bloqueos motor y sensitivo. Con una excepción, la latencia del bloqueo motor del grupo muscular inervado por el n. ulnar fue mayor en el Grupo L (10,75 versus 14,25 minutos). CONCLUSIONES: En ambos grupos fueron observados bloqueos motor y sensitivo adecuados para la realización de la cirugía, con pocos efectos colaterales, sugiriendo que la mezcla con exceso enantiomérico del 50% de bupivacaína (S75-R25) a 0,5% con epinefrina es segura y efectiva para el bloqueo del plexo braquial para cirugía ortopédica de miembro superior. <![CDATA[<B>Impact of preoperative outpatient evaluation clinic on performance indicators</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da implantação de Clínica de Avaliação Pré-Operatória Ambulatorial (APOA) em indicadores de desempenho do centro cirúrgico. MÉTODO: Durante cinco anos acompanhou-se, prospectivamente, o total de consultas APOA; o total de cirurgias realizadas; o total e os motivos de suspensão das cirurgias; as cirurgias realizadas em regime ambulatorial ou com o paciente internado; a taxa de suspensão das cirurgias e a média de permanência dos pacientes internados. Os motivos de suspensão das cirurgias foram divididos em causas médicas e administrativas. A taxa de suspensão foi apresentada em percentual, a média de permanência, em dias de permanência. Os demais indicadores foram apresentados como total. O estudo foi dividido em cinco períodos - Pré-APOA, APOA 1, 2, 3 e 4 - correspondendo, respectivamente, aos anos de 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002. Em cada ano, a variação percentual dos indicadores foi comparada com o ano anterior e com o Ano Pré-APOA. Para verificar as interações entre os indicadores, foram estabelecidas razões. RESULTADOS: A Clínica de APOA, exceto para o total de cirurgias realizadas, apresentou melhora de todos os indicadores acompanhados. Essa melhora foi menor no início, crescente e mais significativa no ano APOA4. Houve diminuição do número total de cirurgias suspensas, principalmente por causas administrativas, diminuição da taxa de suspensão de cirurgias e da média de permanência, sendo essa diminuição crescente e mais acentuada no ano APOA4. Existe correlação (r = 0,977) entre a taxa de suspensão de cirurgias e a média de permanência dos pacientes internados. CONCLUSÕES: Existem alterações significativas nos indicadores. A melhora é gradual e progressiva, à medida que se avança em anos em relação ao desenvolvimento da Clínica de APOA, e repercute na melhoria dos indicadores.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study aimed at evaluating the effects of implementing a Preoperative Outpatient Evaluation Clinic (POEC) based on operating center performance indicators. METHODS: The following data were prospectively followed for five years: total POEC evaluations and surgeries performed; total and reasons for surgeries cancellation; inpatient or outpatient surgeries performed; procedures cancellation rate and mean hospital stay of admitted patients. Reasons for procedure cancellations were divided in medical and administrative reasons. Cancellation rate is presented in percentage. Mean hospital stay is presented in days. Other indicators are presented in total figures. The study was divided in five periods: Pre-POEC, POEC 1, 2, 3 and 4, corresponding, respectively, to the years of 1998, 1999, 2000, 2001 and 2002. For each year, indicators percentage was compared to previous year and to the year Pre-POEC. Reasons were defined to check interactions among indicators. RESULTS: Except for total performed procedures, POEC has improved all tracked indicators. This improvement was low at the beginning and more significant in the year POEC 4. There has been decrease in the total number of cancelled procedures due to administrative reasons. There was also a decrease in procedures cancellation rate and mean hospital stay. These decreases were progressive and more marked in POEC 4. There is correlation (r = 0.977) between procedures cancellation rate and mean stay of admitted patients. CONCLUSIONS: There are significant changes in indicators. Improvement is gradual and progressive as years go by with regard to POEC development, and positively affects indicators improvement.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El objetivo de este estudio fue evaluar los efectos de la implantación de Clínica de Evaluación Pre-Operatoria Ambulatorial (EPOA) en indicadores de desempeño del centro quirúrgico. MÉTODO: Durante cinco años se acompañó, prospectivamente, el total de consultas EPOA; el total de cirugías realizadas; el total y los motivos de suspensión de las cirugías; las cirugías realizadas en régimen ambulatorial o con el paciente internado; la tasa de suspensión de las cirugías y la media de permanencia de los pacientes internados. Los motivos de suspensión de las cirugías fueron divididos en causas médicas y administrativas. La tasa de suspensión fue presentada en porcentual, la media de permanencia en días de permanencia. Los demás indicadores fueron presentados como total. El estudio fue dividido en cinco períodos - Pre-EPOA, EPOA 1, 2, 3 4 correspondiendo, respectivamente, a los años de 1998, 1999, 2000, 2001 y 2002. En cada año, la variación porcentual de los indicadores fue comparada con el año anterior y con el Año Pre-EPOA. Para verificar las interacciones entre los indicadores, fueron establecidas razones. RESULTADOS: La Clínica de EPOA, excepto para el total de cirugías realizadas, presentó mejora de todos los indicadores acompañados. Esa mejora fue menor en el inicio, creciente y más significativa en el año EPOA4. Hubo disminución del número total de cirugías suspensas, principalmente por causas administrativas, disminución de la tasa de suspensión de cirugías y de la media de permanencia, siendo esa disminución creciente y más acentuada en el año EPOA4. Existe correlación (r = 0,977) entre la tasa de suspensión de cirugías y la media de permanencia de los pacientes internados. CONCLUSIONES: Existen alteraciones significativas en los indicadores. La mejora es gradual y progresiva, a medida que se avanza en años con relación al desarrollo de la Clínica de EPOA, y repercute en la mejoría de los indicadores. <![CDATA[<B>Cardiovascular and renal effects of intra-arterial injection of ionic radiological contrast in dogs under fluid restriction</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O objetivo desta pesquisa foi estudar os efeitos agudos do contraste radiológico em situações de restrição de volume, avaliando-se os efeitos renais e cardiovasculares após a injeção intra-arterial de contraste radiológico de alta osmolaridade. MÉTODO: Participaram do estudo 16 cães anestesiados com tiopental sódico (15 mg.kg-1) e fentanil (15 µg.kg-1) em bolus, seguido de infusão contínua nas doses de 40 µg.kg-1.min-1 (tiopental sódico) e 0,1 µg.kg-1.min-1 (fentanil). Foi feita hidratação com solução de glicose a 5% (0,03 mL.kg-1.min-1) e a ventilação pulmonar foi controlada mecanicamente com ar comprimido. Foram verificados os seguintes atributos: freqüência cardíaca (FC); pressão arterial média (PAM); pressão da veia cava inferior (PVI); débito cardíaco (DC); hematócrito (Ht); fluxo plasmático efetivo renal (FPER); fluxo sangüíneo renal (FSR); ritmo de filtração glomerular (RFG); fração de filtração; resistência vascular renal (RVR); volume urinário (VU); osmolaridade plasmática e urinária; depuração osmolar, depuração de água livre e depuração de sódio e de potássio; sódio e potássio plasmáticos; excreção urinária e fracionária de sódio e potássio e temperatura retal. Estes atributos foram avaliados em quatro momentos: 30 (M1), 60 (M2), 90 (M3) e 120 (M4) minutos após o início da infusão de para-aminohipurato de sódio e creatinina (início da experiência). No momento 2, no grupo G1 foi feita injeção intra-arterial de solução fisiológica a 0,9% (1,24 mL.kg-1), e no grupo G2 foi injetado contraste radiológico (1,24 mL.kg-1) pela mesma via. RESULTADOS: O grupo G1 apresentou aumento da FC, do FPER, do FSR, da osmolaridade plasmática, da depuração de sódio e da excreção urinária de sódio; apresentou ainda diminuição da osmolaridade urinária, do potássio plasmático, da depuração de potássio e da temperatura retal. No grupo G2 ocorreu aumento da FC, da RVR, do VU, da depuração osmolar, da depuração de sódio e da excreção urinária e fracionária de sódio; ocorreu também redução do (a): hematócrito, ritmo de filtração glomerular, fração de filtração, osmolaridade urinária, depuração de água livre, sódio e potássio urinários, potássio plasmático e temperatura retal. CONCLUSÕES: Neste estudo, conclui-se que a injeção intra-arterial do contraste radiológico causou efeito bifásico na função renal. Inicialmente, provocou aumento da diurese e da excreção de sódio, mas, posteriormente, houve piora das condições hemodinâmicas e, conseqüentemente, da função renal, com aumento da resistência vascular renal e diminuição do ritmo de filtração glomerular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study aimed at evaluating acute radiological contrast effects in fluid restriction situations, observing renal and cardiovascular effects after intra-arterial injection of high osmolarity radiological contrast. METHODS: Participated in this study 16 dogs anesthetized with sodium thiopental (15 mg.kg-1) and fentanyl (0.03 mL.kg-1), followed by continuous infusion of 40 µg.kg-1.min-1 (sodium thiopental) and 0.1 µg.kg-1.min-1 (fentanyl). Hydration was achieved with 5% glucose solution (0.03 mL.kg-1.min-1) and ventilation was mechanically controlled with compressed air. The following attributes were evaluated: heart rate (HR); mean blood pressure (MBP); inferior vena cava pressure (IVP); cardiac output (CO); hematocrit (Ht); effective renal plasma flow (ERPF); renal blood flow (RBF); glomerular filtration rate (GFR); filtration fraction; renal vascular resistance (RVR), urinary volume (UV); plasma and urinary osmolarity; osmolar clearance; free water clearance; sodium and potassium clearance; plasma sodium and potassium; sodium and potassium urinary fractional excretion and rectal temperature. These attributes were evaluated in four moments: 30 (M1), 60 (M2), 90 (M3) and 120 (M4) minutes after sodium para-aminohipurate and creatinine administration (beginning of experiment). In moment 2, G1 received intra-arterial 0.9% saline (1.24 mL.kg-1) and G2 received intra-arterial radiological contrast (1.4 mL.kg-1). RESULTS: Group G1 has presented increased HR, ERPF, RBF, plasma osmolarity, sodium clearance and sodium urinary excretion, in addition to decreased urinary osmolarity, plasma sodium, potassium clearance and rectal temperature. Group G2 has presented increased HR, RVR, UV, osmolar clearance, sodium clearance and sodium urinary and fractional excretion; there has also been decrease in hematocrit, glomerular filtration rate, filtration fraction, urinary osmolarity, free water clearance, urinary sodium and potassium, plasma potassium and rectal temperature. CONCLUSIONS: This study has concluded that intra-arterial radiological contrast has promoted a two-phase effect on renal function. Initially it has promoted increased diuresis and sodium excretion but then the hemodynamic conditions impaired, and consequently renal function impaired, with increased renal vascular resistance and decreased glomerular filtration rate.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El objetivo de esta pesquisa fue estudiar los efectos agudos del contraste radiológico en situaciones de restricción de volumen, evaluándose los efectos renales y cardiovasculares después de inyección intra-arterial de contraste radiológico de alta osmolaridad. MÉTODO: Participaron del estudio 16 perros anestesiadas con tiopental sódico (15 mg.kg-1) y fentanil (15 µg.kg-1) en bolus, seguido de infusión continuada en las dosis de 40 µg.kg-1.min-1 (tiopental sódico) y 0,1 µg.kg-1.min-1 (fentanil). Fue hecha hidratación con solución de glucosa a 5% (0,03 mL.kg-1.min-1) y la ventilación pulmonar fue controlada mecánicamente con aire comprimido. Fueron verificados los siguientes atributos: frecuencia cardiaca (FC); presión arterial media (PAM); presión de la vena cava inferior (PVI); débito cardíaco (DC); hematocrito (Ht); flujo plasmático efectivo renal (FPER); flujo sanguíneo renal (FSR); ritmo de filtración glomerular (RFG); fracción de filtración; resistencia vascular renal (RVR); volumen urinario (VU); osmolaridad plasmática y urinaria; depuración osmolar, depuración de agua libre y depuración de sodio y de potasio; sodio y potasio plasmáticos; excreción urinaria y fraccionaria de sodio y potasio y temperatura rectal. Estos atributos fueron evaluados en cuatro momentos: 30 (M1), 60 (M2), 90 (M3) y 120 (M4) minutos después del inicio de la infusión de para-aminohipurato de sodio y creatinina (inicio de la experiencia). En el momento 2, en el grupo G1 fue dada una inyección intra-arterial de solución fisiológica a 0,9% (1,24 mL.kg-1), y en el grupo G2 fue inyectado contraste radiológico (1,24 mL.kg-1) por la misma vía. RESULTADOS: El grupo G1 presentó aumento de la FC, del FPER, del FSR, de la osmolaridad plasmática, de la depuración de sodio y de la excreción urinaria de sodio; presentó aún disminución de la osmolaridad urinaria, del potasio plasmático, de la depuración de potasio y de la temperatura rectal. En el grupo G2 ocurrió aumento de la FC, de la RVR, del VU, de la depuración osmolar, de la depuración de sodio y de la excreción urinaria y fraccionaria de sodio; ocurrió también reducción del (a): hematócrito ritmo de filtración glomerular, fracción de filtración, osmolaridad urinaria, depuración de agua libre, sodio y potasio urinarios, potasio plasmático y temperatura rectal. CONCLUSIONES: En este estudio, se concluye que, la inyección intra-arterial del contraste radiológico causó efecto bifásico en la función renal. Inicialmente, provocó aumento de la diuresis y de la excreción de sodio, pero, posteriormente, hubo empeoramiento de las condiciones hemodinámicas y, consecuentemente, de la función renal, con aumento de la resistencia vascular renal y disminución del ritmo de filtración glomerular. <![CDATA[<B>Anesthesia for transurethral resection of the prostate</B>: <B>comparison between two periods in a university hospital</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia para Ressecção Transuretral de Próstata (RTU) é objeto, há anos, de diversos estudos devido às singularidades do procedimento cirúrgico. Este estudo teve a finalidade de comparar as técnicas anestésicas utilizadas e as possíveis intercorrências peri-operatórias em dois períodos de tempo distintos, com intervalo de 10 anos, visando detectar evolução da técnica anestésica e redução da morbimortalidade neste tipo de procedimento. MÉTODO: De modo retrospectivo, foram avaliados os prontuários de todos os pacientes submetidos à RTU de próstata no HC-FMRP-USP em dois períodos distintos, de quatro anos: GI - ressecções transuretrais de próstata (RTU) realizadas entre os anos de 1989 a 1992; GII - ressecções transuretrais de próstata (RTU) realizadas entre os anos de 1999 a 2002. Foram excluídos os pacientes portadores de neoplasias malignas de próstata ou bexiga. Foram analisados os prontuários de 300 pacientes, sendo 120 no GI e 180 no GII. RESULTADOS: Observou-se que a anestesia regional predominou em ambos os grupos, sendo a raquianestesia a mais freqüentemente utilizada. A duração média do procedimento foi maior no grupo II e a incidência de eventos adversos no período intra-operatório, como hipotensão, disritmias cardíacas e hipotermia, não divergiu significativamente entre os grupos. Entretanto, observou-se maior número de pacientes do grupo I com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio nas primeiras 24 horas do período pós-operatório, provavelmente atribuídos à escassez de exames complementares e de avaliação cardiológica prévia nos pacientes submetidos à cirurgia naquele período. O tempo de permanência dos pacientes na sala de recuperação pós-anestésica foi semelhante nos dois grupos, mas a incidência de complicações foi maior no grupo I. O número de transfusões sangüíneas e a mortalidade peri-operatória não diferiram nos dois grupos. CONCLUSÕES: Embora, após este intervalo de 10 anos, tenha havido melhora em relação ao instrumental cirúrgico, à monitorização anestésica e à técnica anestésica (novas drogas e equipamentos), não se pôde observar redução no número de complicações (intra ou pós-operatórias), transfusões sangüíneas ou mortalidade nas primeiras 24 horas após a cirurgia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthesia for transurethral resection of the prostate (TURP) has been studied for years due to the uniqueness of the surgical procedure. This study aimed at comparing TURP anesthetic techniques and possible surgical complications in two different time periods with a ten-year interval, to detect evolution of those techniques and decrease in morbidity-mortality rates. METHODS: Medical records of all patients submitted to TURP in HC-FMRP-USP in two different 4-year periods were retrospectively evaluated: GI - surgical procedures (TURP) performed between 1989 and 1992; GII - surgical procedures (TURP) performed between 1999 and 2002. Malignant prostate and bladder neoplasias were excluded. A total of 300 medical records were included: 120 in GI and 180 in GII. RESULTS: Regional anesthesia was predominant in both groups and spinal anesthesia was more frequently used. Mean procedure length was higher in GII and the incidence of intraoperative adverse events such as hypotension, arrhythmias and hypothermia was not statistically different between groups. In the first 24 postoperative hours however, more GI patients had acute myocardial infarction, probably due to lack of preoperative exams and cardiologic evaluation of patients submitted to surgery during this period. Length of stay in post-anesthetic care unit was similar between groups, but complications were more frequent in GI. Blood transfusions and perioperative mortality were not different between groups. CONCLUSIONS: Although there was improvement in anesthetic techniques (new drugs and equipment) and in surgical apparatus after this 10-year interval, decrease in blood transfusions, surgical complications (intra or postoperative) or mortality rates could not be observed in the first 24 postoperative hours.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia para Resección Transuretral de Próstata (RTU) hace años, es objeto de diversos estudios debido a las singularidades del procedimiento quirúrgico. Este estudio tuvo la finalidad de comparar las técnicas anestésicas utilizadas y las posibles intercorrencias peri-operatorias en dos períodos de tiempo distintos, con intervalo de 10 años, visando detectar la evolución de la técnica anestésica y reducción de la morbimortalidad en este tipo de procedimiento. MÉTODO: De modo retrospectivo, fueron evaluados los prontuarios de todos los pacientes sometidos a la RTU de próstata en el HC-FMRP-USP en dos períodos distintos, de cuatro años: GI - resecciones transuretrales de próstata (RTU) realizadas entre los años de 1989 a 1992; GII - resecciones transuretrales de próstata (RTU) realizadas entre los años de 1999 a 2002. Fueron excluidos los pacientes portadores de neoplasias malignas de próstata o vejiga. Fueron analizados los prontuarios de 300 pacientes, siendo 120 en el GI y 180 en el GII. RESULTADOS: Se observó que la anestesia regional predominó en ambos grupos, siendo la raquianestesia la más frecuentemente utilizada. La duración media del procedimiento fue mayor en el grupo II y la incidencia de eventos adversos en el período intra-operatorio, como hipotensión, disritmias cardíacas e hipotermia, no discrepó significativamente entre los grupos. Mientras, se observó mayor número de pacientes del grupo I con diagnóstico de infarto agudo del miocardio en las primeras 24 horas del período postoperatorio, probablemente atribuidos a la escasez de exámenes complementarios y de evaluación cardiológica previa en los pacientes sometidos a la cirugía en aquel período. El tiempo de permanencia de los pacientes en la sala de recuperación pos-anestésica fue semejante en los dos grupos, pero la incidencia de complicaciones fue mayor en el grupo I. El número de transfusiones sanguíneas y la mortalidad peri-operatoria no difirieron en los dos grupos. CONCLUSIONES: Aunque, después de este intervalo de 10 años, haya habido mejora con relación al instrumental quirúrgico, a la monitorización anestésica y a la técnica anestésica (nuevas drogas y equipos), no se pudo observar reducción en el número de complicaciones (intra o postoperatorias), transfusiones sanguíneas o mortalidad en las primeras 24 horas después de la cirugía. <![CDATA[<B>Functional rehabilitation and analgesia with botulinum toxin A in upper limb complex regional pain syndrome type I</B>: <B>case reports</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Freqüentemente, soma-se ao quadro de alodínia e hiperalgesia em pacientes portadores de Síndrome Dolorosa Regional Complexa (SDRC) tipo I a incapacidade funcional do segmento acometido. Relatam-se dois casos de SDRC em que a aplicação de toxina botulínica-A como fármaco coadjuvante contribuiu na recuperação funcional motora do membro acometido. RELATO DOS CASOS: Duas pacientes portadoras de SDRC tipo I foram inicialmente avaliadas para controle da dor no membro superior direito. Ambas apresentavam incapacidade para abrir a mão e dor pela escala analógica numérica (EAN) de 10 em repouso ou quando a mão ou os dedos eram passivamente manipulados. Iniciou-se seqüência de 5 bloqueios, do gânglio estrelado ipsilateral a intervalos semanais, com clonidina e lidocaína. Simultaneamente, durante a realização do terceiro bloqueio do gânglio estrelado, foram administrados 75 UI de toxina botulínica-A nos músculos flexores das falanges e da articulação do punho. Uma semana após a aplicação da toxina botulínica-A, as pacientes apresentavam relaxamento das falanges e punho, relatavam facilidade para execução da fisioterapia passiva e a dor classificada foi como 2 (EAN) à manipulação passiva. Ao término da realização da seqüência de bloqueios do gânglio estrelado, as pacientes foram submetidas a 3 sessões semanais de administração por via venosa regional de clonidina, lidocaína e parecoxib. Após 8 meses de avaliação, as pacientes apresentaram 70% e 80% de recuperação motora e funcional do membro acometido. CONCLUSÕES: A aplicação por via muscular de toxina botulínica A resultou em melhora da movimentação do membro acometido, analgesia auxiliando na sua recuperação funcional.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Functional inability of the affected limb is often added to alodynia and hyperalgesia in Complex Regional Pain Syndrome (CRPS) type I. Two CRPS cases are reported in which botulinum toxin A as coadjuvant drug has contributed to motor and functional recovery of the affected limb. CASE REPORTS: Two CRPS type I patients were initially evaluated for upper limb pain control. Both were unable to open the hand and referred pain intensity by numeric analog scale (NAS) of 10 at rest or when hand and fingers were passively manipulated. A sequence of 5 weekly ipsilateral stellate ganglion blockade with clonidine and lidocaine was started. Simultaneously, during the third stellate ganglion blockade, 75 Ul botulinum toxin A was administered to flexor muscles of phalanges and wrist joint. One week after botulin toxin A administration patients presented phalanges and wrist relaxation, reported easy passive physical therapy and pain was classified as 2 (NAS) at passive manipulation. At stellate ganglion blockade sequence completion patients were submitted to 3 weekly regional intravenous clonidine, lidocaine and parecoxib. At 8 months evaluation patients presented 70% and 80% motor and functional recovery of the affected limb. CONCLUSIONS: Muscular botulin toxin A has resulted in movement improvement of the affected limb and analgesia, favoring functional recovery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Frecuentemente, se suman al cuadro de alodínia e hiperalgesia en pacientes portadores de Síndrome Doloroso Regional Complejo (SDRC) tipo I la incapacidad funcional del segmento acometido. Se relatan dos casos de SDRC donde la aplicación de toxina botulínica-A como fármaco coadyuvante contribuyó en la recuperación funcional motora del miembro acometido. RELATO DE LOS CASOS: Dos pacientes portadoras de SDRC tipo I fueron inicialmente evaluadas para control del dolor en miembro superior derecho. Ambas presentaban incapacidad para abrir la mano y dolor por la escala analógica numérica (EAN) de 10 en reposo o cuando la mano o los dedos eran pasivamente manejados. Se inició secuencia de 5 bloqueos, del ganglio estrellado ipsilateral a intervalos semanales, con clonidina y lidocaína. Simultáneamente, durante la realización del tercer bloqueo del ganglio estrellado, fue administrado 75 UI de toxina botulínica A en los músculos flexores de las falanges y de la articulación del puño. Una semana después de aplicación de la toxina botulínica A, las pacientes presentaban relajamiento de las falanges y del puño, relataban facilidad para la ejecución de la fisioterapia pasiva y el dolor clasificado fue como 2 (EAN) a la manipulación pasiva. Al término de la realización de la secuencia de bloqueos del ganglio estrellado, las pacientes fueron sometidas a 3 sesiones semanales de administración por vía venosa regional de clonidina, lidocaína y parecoxib. Después de 8 meses de evaluación las pacientes presentaron 70% y 80% de recuperación motora y funcional del miembro acometido. CONCLUSIONES: La aplicación por vía muscular de toxina botulínica A resultó en mejora del movimiento del miembro acometido, analgesia auxiliando en su recuperación funcional. <![CDATA[<B>Dexmedetomidine in general anesthesia for surgical treatment of cerebral aneurysm in pregnant patient with  specific hypertensive disease of pregnancy</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A incidência de cirurgias não obstétricas em pacientes gestantes é de 0,36% a 2%. No entanto, cirurgias visando o tratamento cirúrgico de aneurisma cerebral em gestantes são extremamente raras. A doença hipertensiva específica da gestação, apresenta prevalência clínica de 10% na população gestante. Trata-se de uma doença de elevada complexidade clínica, acometendo múltiplos órgãos e sistemas. A dexmedetomidina, fármaco agonista alfa2, apresenta importante seletividade para estes receptores, quando utilizada em doses clínicas terapêuticas e promove adequada estabilidade hemodinâmica, se empregada no período peri-operatório. O objetivo deste relato foi apresentar uma técnica com a qual fosse possível a manutenção da homeostase materna, preservando ao máximo o fluxo sangüíneo útero-placentário e a vitalidade fetal, sem deixar de lado aspectos fundamentais relativos à otimização da relação oferta/demanda de oxigênio cerebral e adequação das condições do tecido cerebral propícias ao manuseio cirúrgico. RELATO DO CASO: Gestante com 19 anos encaminhada para tratamento cirúrgico de aneurisma cerebral, estando na vigésima sétima semana de gestação. No pré-operatório, apresentava-se consciente, orientada, com presença de déficit à esquerda e quadro clínico compatível com toxemia gravídica. Foi administrada dexmedetomidina (1 µg.kg-1) em 20 minutos, seguida de indução anestésica com propofol (2,5 mg.kg-1), fentanil (7,5 µg.kg-1), lidocaína (1 mg.kg-1) e rocurônio (2 mg.kg-1) em seqüência rápida. A manutenção da anestesia foi obtida com propofol (50 µg.kg-1.min-1), alfentanil (1 µg.kg-1.min-1) e dexmedetomidina (0,7 µg.kg-1.min-1). A cirurgia foi realizada sem qualquer intercorrência, não havendo seqüela neurológica subjacente. CONCLUSÕES: Neste caso o uso da dexmedetomidina tornou possível um adequado manuseio hemodinâmico, mantendo otimizado o fluxo sangüíneo útero-placentário e a vitalidade fetal. Ressaltam-se, ainda, as condições adequadas de manuseio cirúrgico do tecido cerebral, assim como a ausência de influência na morbidade após o procedimento anestésico-cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The incidence of non-obstetrical surgeries in pregnant patients is about 0.36% to 2%. However, surgeries aiming at surgical treatment of cerebral aneurysm in pregnant women are extremely rare. Specific hypertensive disease of pregnancy, shows clinical prevalence of 10%. It is a disease with high clinical complexity compromising multiple organs and systems. Dexmedetomidine, alpha2-adrenoceptor agonist drug, in therapeutic clinical doses has major selectivity for these receptors and promotes suitable hemodynamic stability if used in the preoperative period. The purpose of this report was to present an anesthetic technique able to provide adequate maintenance of maternal homeostasis, preserving to the highest level uterus-placental blood flow and fetal vitality, without neglecting fundamental aspects regarding the optimization of brain oxygen supply/demand ratio and favorable brain tissue conditions for surgical management. CASE REPORT: Pregnant patient, 19 years old, 27 weeks of gestation, was referred to the operating room for surgical treatment of cerebral aneurysm. In the preoperative period she was conscious, oriented, eupneic but with left side motor deficit and clinical signs compatible with toxemia of pregnancy. Dexmedetomidine (1 µg.kg-1.h-1) was administered in 20 minutes, followed by anesthetic induction with propofol (2.5 mg.kg-1), fentanyl (7.5 µg.kg-1), lidocaine (1 mg.kg-1) and rocuronium (1.2 mg.kg-1) in rapid sequence. Anesthesia was maintained with propofol (50 µg.kg-1.min-1), alfentanil (1 µg.kg-1.min-1) and dexmedetomi- dine (0.7 µg.kg-1.h-1). Surgical procedure went on with no complications, including brain sequelae. CONCLUSIONS: This case report has shown that dexmedetomidine made possible the handling of hemodynamic responses, keeping optimized uterus-placental blood flow and fetal vitality. Adequate conditions of surgical brain tissue manipulation and the absence of influence in postoperative morbidity are also emphasized.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La incidencia de cirugías no obstétricas en pacientes embarazadas es del 0,36% a 2%. Sin embargo, cirugías con la finalidad de tratamiento quirúrgico de aneurisma cerebral en embarazadas son extremadamente raras. La enfermedad hipertensiva específica de la gestación, presenta superioridad clínica del 10% en la población gestante. Se trata de una enfermedad de elevada complejidad clínica, acometiendo múltiples órganos y sistemas. La dexmedetomi- dina, fármaco agonista alfa-2, presenta importante selectividad para estos receptores cuando utilizada en dosis clínicas terapéuticas y promueve adecuada estabilidad hemodinámica cuando empleada en el período peri-operatorio. El objetivo de este relato fue presentar una técnica con la cual hubiera sido posible el mantenimiento de la homeostasis materna, preservando al máximo el flujo sanguíneo útero-placentario y la vitalidad fetal, sin dejar de lado aspectos fundamentales relativos a la optimización de la relación oferta/demanda de oxígeno cerebral y adecuación de las condiciones del tejido cerebral propicias al manoseo quirúrgico. RELATO DEL CASO: Embarazada con 19 años encaminada para tratamiento quirúrgico de aneurisma cerebral, en la vigésima séptima semana de embarazo. En el pre-operatorio, se presentaba consciente, orientada, con presencia de déficit a la izquierda y cuadro clínico compatible con toxemia gravídica. Fue administrada dexmedetomidina (1 µg.kg-1) en 20 minutos, seguida de inducción anestésica con propofol (2,5 mg.kg-1), fentanil (7,5 µg.kg-1), lidocaína (1 mg.kg-1) y rocurônio (2 mg.kg-1) en secuencia rápida. El mantenimiento de la anestesia fue lograda con propofol (50 µg.kg-1.min-1), alfentanil (1 µg.kg-1.min-1) y dexmedetomidina (0,7 µg.kg-1.min-1). La cirugía fue realizada sin cualquier acontecimiento, no habiendo secuela neurológica subyacente. CONCLUSIONES: El presente caso mostró que el uso de la dexmedetomidina posibilitó un adecuado manoseo hemodinámico, manteniendo optimizado el flujo sanguíneo útero-placentario y la vitalidad fetal. Se resaltan aún las condiciones adecuadas de manipulación quirúrgica del tejido cerebral, así como la ausencia de influencia en la morbidad después del procedimiento anestésico-quirúrgico. <![CDATA[<B>Total intravenous anesthesia for partial laryngectomy in 28 weeks pregnant patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Uma anestesia para paciente gestante constitui um desafio ao anestesiologista em virtude dos riscos para a mãe e para o feto. São muitas as complicações descritas pela literatura como malformações fetais, parto prematuro, instabilidade hemodinâmica materna e até morte fetal. O objetivo deste caso é mostrar uma paciente gestante de 28 semanas, submetida a laringectomia parcial sob anestesia geral venosa total com propofol, remifentanil e cisatracúrio. RELATO DO CASO: Paciente com 29 anos, 59 kg, primigesta de 28 semanas com diagnóstico prévio de carcinoma epidermóide próximo à corda vocal direita, sendo indicada laringectomia. A monitorização inicial constituiu-se de pressão arterial não-invasiva e invasiva, cardioscopia, oxicapnografia e cardiotocografia contínua realizada pela obstetra. Punção venosa no membro superior direito e membro superior esquerdo com cateter 16G e 18G, respectivamente. Foram administrados por via venosa midazolam (1 mg), cefazolina (1 g), metoclopramida (10 mg) e dipirona (1 g). A paciente recebeu oxigênio a 100% sob máscara por 3 minutos e indução venosa foi feita com o uso de propofol em infusão na dose alvo de 3 µg.mL-1 e remifentanil contínuo (1 µg.kg-1 em bolus e 0,2 µg.kg-1.min-1 de manutenção). Como bloqueador neuromuscular, foi administrado cisatracúrio (13 mg) e procedeu-se a intubação traqueal com tubo 6,5 mm aramado com balonete. Foi mantida em plano anestésico com propofol e remifentanil em bomba, além de complementações de cisatracúrio. O feto permaneceu monitorizado continuamente com cardiotocografia realizada e analisada pela obstetra. Após o término da cirurgia foram desligadas as bombas infusoras de propofol e remifentanil, tendo a paciente despertado 10 minutos depois. Acordou sem dor e hemodinamicamente estável, sendo então encaminhada à sala de recuperação pós-anestésica. CONCLUSÕES: A anestesia venosa total com propofol e remifentanil proporcionou estabilidade hemodinâmica para a mãe e o feto, com um despertar precoce e suave.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthesia for pregnant patients is a challenge to the anesthesiologist because of the risks for mother and fetus. There are many complications described by the literature, such as fetal malformations, premature birth, maternal hemodynamic instability and even fetal death. The objective here is to show a 28 weeks pregnant patient submitted to partial laryngectomy under total intravenous general anesthesia with propofol, remifentanil and cisatracurium. CASE REPORT: Patient 29 years, 59 kg, primigravida of 28 weeks with previous diagnosis of epidermoid carcinoma close to the right vocal chord, scheduled for laryngectomy. Initial monitoring consisted of noninvasive and invasive blood pressure, cardioscopy, oxicapnography and continuous cardiotocography accomplished by the obstetrician. Venous puncture in right and left arm with 16G and 18G catheter, respectively. Patient received intravenous midazolam (1 mg), cefazolin (1 g), metoclopramide (10 mg) and dipirone (1 g). Patient was oxygenated with 100% O2 under mask for 3 minutes and intravenous anesthesia was induced with propofol in controlled target infusion (3 µg.mL-1) and continuous remifentanil (1 µg.kg-1 in bolus and 0.2 µg.kg-1.min-1 for maintenance). Cisatracurium (13 mg) was administered for muscle relaxation and tracheal intubation was achieved with 6.5 mm spiral-reinforced cuffed tube. Anesthesia was maintained with propofol and remifentanil in infusion pump, in addition to cisatracurium complementation. Fetus was continuously monitored with cardiotocography accomplished and analyzed by the obstetrician. Propofol and remifentanil infusion pumps were turned off at the end of completion and patient woke up 10 minutes later, without pain and hemodynamically stable, being then referred to the post-anesthetic care unit. CONCLUSIONS: Total intravenous anesthesia with propofol and remifentanil has provided hemodynamic stability for mother and fetus, with early and smooth emergence.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Anestesia para paciente embarazada constituye un desafío al anestesiologista en virtud de los riesgos para la madre y el feto. Son muchas las complicaciones descritas por la literatura como malformaciones fetales, alumbramiento prematuro, instabilidad hemodinámica materna y hasta muerte fetal. El objetivo de este caso es mostrar una paciente embarazada de 28 semanas, sometida a laringectomía parcial bajo anestesia general venosa total con propofol, remifentanil y cisatracúrio. RELATO DEL CASO: Paciente con 29 años, 59 kg, primigesta de 28 semanas con diagnóstico previo de carcinoma epidermóide próximo a la cuerda vocal derecha, siendo indicada laringectomía. La monitorización inicial se constituyó de presión arterial no invasiva y invasiva, cardioscopía, oxicapnografía y cardiotocografía continuada realizada por el tocólogo. Punción venosa en el miembro superior derecho y miembro superior izquierdo con catéter 16G y 18G respectivamente. Fueron administrados por vía venosa midazolan (1 mg), cefazolina (1 g), metoclopramida (10 mg) y dipirona (1 g). La paciente recibió oxígeno a 100% bajo máscara por 3 minutos e inducción venosa fue hecha con el uso de propofol en infusión en la dosis escogida de 3 µg.mL-1 y remifentanil continuado (1 µg.kg-1 en bolus y 0,2 µg.kg-1.min-1 de mantenimiento). Como bloqueador neuromuscular fue administrado cisatracúrio (13mg) y procedida la intubación traqueal con un tubo de 6,5mm alambrado con balonete. Fue mantenida en un plano anestésico con propofol y remifentanil en bomba además de complementaciones de cisatracúrio. El feto permaneció monitorizado continuamente con cardiotocografía realizada y analizada por el tocólogo. Después del término de la cirugía fueron apagadas las bombas infusoras de propofol y remifentanil con la paciente despertando 10 minutos después. Despertó sin dolor y hemodinámicamente estable siendo entonces encaminada a la sala de recuperación pos-anestésica. CONCLUSIONES: La anestesia venosa total con propofol y remifentanil proporcionó estabilidad hemodinámica para la madre y el feto, con un suave y precoz despertar. <![CDATA[<B>Serendipity in medicine and anesthesiology</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Neste trabalho foram examinados mais de uma centena dos mais felizes acoplamentos de uma mente brilhante com a sorte benfazeja (serendipidade), através da releitura das mais relevantes histórias sobre invenções e descobertas relacionadas à ciência (n = 46), à Medicina (n = 46) e à Anestesiologia (n = 16). CONTEÚDO: Conceito de serendipidade; exemplos célebres de serendipidade em Ciência e Tecnologia; serendipidade na pesquisa e prática médicas; serendipidade na Anestesiologia; serendipidade e criatividade na pesquisa. Através da história do desenvolvimento médico, a natureza provou que o caminho mais efetivo e mais barato na obtenção de drogas, instrumentos e serviços pode ser a sorte fortuita porque muitas descobertas são serendípticas. Este artigo educacional encoraja o anestesiologista a apreciar os eventos relacionados com invenções e descobertas científicas, mostrando-lhe que a serendipidade é possível, desde que seja aguardada. Cada descoberta ou invenção inclui história, biografia e explicação científica ou anedótica. Além das descobertas tradicionais como pão, vinho, gravidade, fotografia, velcro, air-bag, etc., há outras relacionadas à Medicina (microscópio, Raio X, vacina, penicilina, insulina, laser, esfregaço de Papanicolaou, etc.), e à Anestesiologia, como: isomeria, luvas, N2O, éter, barbitúrico, benzodiazepínicos, tampão sangüíneo, entre outros. Criatividade e serendipidade podem servir de linha mestra para pesquisa clínica e básica de invenções pioneiras para avanços médicos e anestesiológicos. Realmente, devem-se controlar tópicos relacionados com biologia, anatomia, física, química, fisiologia, farmacologia, astronomia, arqueologia e... muita sorte. CONCLUSÕES: Embora acidentes na pesquisa e na sala de operação sejam lamentáveis, há aqueles que acontecem e, às vezes, podem levar a avanços espetaculares, como tratamentos heróicos e até Prêmios Nobel. Manter a mente aberta é um traço comum àqueles que ensejam contar com a sorte grande, como afirmava o físico americano Henry (1842): "As sementes da descoberta flutuam constantemente à nossa volta, mas apenas lançam raízes nas mentes bem preparadas para recebê-las".<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study has evaluated more than a hundred of the most fortunate couplings of a brilliant mind with fortunate luck (serendipity), through the re-reading of most relevant histories on science-related (n = 46) and anesthesiology-related (n = 16) inventions and discoveries. CONTENTS: This educational article encourages anesthesiologists to appreciate events related to scientific inventions and discoveries, showing that serendipity is possible, provided it is expected. Each discovery or invention includes history, references and scientific or anecdotal explanation. In addition to traditional discoveries, such as wine, gravity, photograph, Velcro, airbag, etc., there are other Medicine-related (microscope, X-rays, vaccine, penicillin, insulin, laser, Paps smear, etc.) and Anesthesiology-related (isometry, gloves, N2O, ether, barbiturates, benzodiazepines, blood patch, etc.) discoveries. Creativity and serendipity may act as cornerstones for clinical and basic research of pioneer inventions for medical and anesthesiologic advances. In fact, topics related to biology, anatomy, physics, chemistry, physiology, pharmacology, astronomy and archeology should be master and … lots of luck. CONCLUSIONS: Although research and operating room accidents are regrettable, some of them happen and may sometimes lead to spectacular advances, such as heroic treatments and even Nobel Prizes. Open-mindedness is a common trait to those willing to count on grand prize, as American physicist Henry would state (1842): "Seeds of discovery are constantly floating around us, but the onlytake roots in minds well prepared to receive them".<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En este trabajo fueron examinados más de una centena de los más felices acoplamientos de una mente brillante con la suerte caridosa (serendipidade), a través de la relectura de las más relevantes historias sobre invenciones y hallazgos relacionados a la ciencia (n = 46), a la Medicina (n = 46) y a la Anestesiología (n = 16). CONTENIDO: Concepto de serendipidade; ejemplos célebres de serendipidade en Ciencia y Tecnología; serendipidade en la pesquisa y práctica médicas; serendipidade en la Anestesiología; serendipidade y creatividad en la pesquisa. A través de la historia del desarrollo médico, la naturaleza probó que el camino más efectivo y más barato en la obtención de drogas, instrumentos y servicios puede ser la suerte casual porque muchos hallazgos son serendípticos. Este artículo educacional alienta el anestesiologista a apreciar los eventos relacionados con invenciones y hallazgos científicos, mostrándole que la serendipidade es posible, desde que sea aguardada. Cada descubierta o invención incluye historia, biografía y explicación científica o anecdótica. Además de los hallazgos tradicionales como pan, vino, gravedad, fotografía, velcro (cinta adhesiva), air-bag, etc., hay otras relacionadas a la Medicina (microscopio, Rayo X, vacuna, penicilina, insulina, láser, esfregadura de Papanicolaou, etc.), y a la Anestesiología, como: isomería, guantes, N2O, éter, barbitúrico, benzodiazepínicos, tampón sanguíneo, entre otros. Creatividad y serendipidade pueden servir de línea maestra para pesquisa clínica y básica de invenciones pioneras para avances médicos y anestesiológicos. Realmente, se deben controlar tópicos relacionados con biología, anatomía, física, química, fisiología, farmacología, astronomía, arqueología y... mucha suerte. CONCLUSIONES: Aunque accidentes en la pesquisa y en la sala de operación sean lamentables, hay aquéllos que acontecen y, a veces, pueden llevar a avances espectaculares, como tratamientos heroicos y hasta Premios Nobel. Mantener la mente abierta es un trazo común a aquellos que desean contar con la gran suerte, como afirmaba el físico americano Henry (1842): "Las semillas del hallazgo flotan constantemente alrededor nuestro, pero apenas lanzan raíces en las mentes bien preparadas para recibirlas". <![CDATA[<B>Comparative study between botulin toxin and bupivacaine for triggering-points infiltration in chronic myofascial syndrome</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem controvérsias sobre a eficácia da toxina botulínica em relação ao anestésico local para infiltração de pontos-gatilho. O objetivo deste estudo é comparar o efeito analgésico da toxina botulínica com o da bupivacaína, para infiltração em pontos-gatilho de síndrome miofascial crônica. MÉTODO: Foram avaliados 20 pacientes, divididos em dois grupos. Os pacientes do G1 (n = 10) receberam 25U de toxina botulínica e os do G2 (n = 10), bupivacaína a 0,25%, em um a três pontos-gatilho, sendo 0,5 mL por ponto. Os pacientes foram avaliados semanalmente, durante 8 semanas. Foram associados 35 mg de orfenadrina, e 300 mg de dipirona, a cada 8 horas, e os pacientes foram submetidos à estimulação elétrica transcutânea, duas vezes por semana, durante 1 hora por sessão. A intensidade da dor foi avaliada através da escala numérica verbal e a qualidade da analgesia, pelo paciente, nos momentos zero (antes da injeção), e após 30 minutos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 semanas. Os resultados foram submetidos à análise estatística (Mann-Whitney e Exato de Fisher). RESULTADOS: Após 30 minutos da aplicação e com 1 e 4 semanas, a intensidade da dor no G1 foi menor que no G2. Após 2, 3, 5, 7 e 8 semanas da infiltração, não houve diferença significativa entre os grupos. A qualidade da analgesia foi considerada melhor pelos pacientes do G1 que do G2, exceto após 2 semanas. CONCLUSÕES: O efeito analgésico foi melhor com toxina botulínica (25 U) que com bupivacaína a 0,25% para infiltração de pontos-gatilho.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are controversies about the efficacy of botulin toxin as compared to local anesthetics for triggering-points infiltration. This study aimed at comparing the analgesic effect of botulin toxin and bupivacaine for triggering-points infiltration in chronic myofascial syndrome. METHODS: Participated in this study 20 patients divided in two groups. G1 patients (n = 10) received 25U botulin toxin and G2 patients (n = 10) received 0.25% bupivacaine in one to three triggering-points, being 0.5 mL per point. Patients were weekly evaluated for 8 weeks. Orphenadrine (35 mg) and dipirone (300 mg) were associated every 8 hours and patients were submitted to transcutaneous electrical stimulation twice a week during 1 hour. Pain intensity was evaluated through verbal numeric scale and quality of analgesia was evaluated by patients in moments zero (before injection), 30 minutes after, and at 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 and 8 weeks. Results were submitted to statistical analysis (Mann-Whitney and Fisher Exact tests). RESULTS: After 30 minutes, 1 and 4 weeks, pain intensity was lower for G1 as compared to G2. After 2, 3, 5, 7 and 8 weeks, there was no significant difference between groups. Quality of analgesia was considered better by G1 patients as compared to G2, except after 2 weeks. CONCLUSIONS: Analgesic effect was better with botulin toxin (25U) as compared to 0.25% bupivacaine for triggering-points infiltration.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Existen controversias sobre la eficacia de la toxina botulínica con relación al anestésico local para infiltración de puntos-gatillo. El objetivo de este estudio es comparar el efecto analgésico de la toxina botulínica con el de la bupivacaína, para infiltración en puntos-gatillo de síndrome miofascial crónica. MÉTODO: Fueron evaluados 20 pacientes, divididos en dos grupos. Los pacientes del G1 (n = 10) recibieron 25U de toxina botulínica y los del G2 (n = 10), bupivacaína a 0,25%, de un a tres puntos-gatillo, siendo 0,5 mL por punto. Los pacientes fueron evaluados semanalmente, durante 8 semanas. Fueron asociados 35 mg de orfenadrina, y 300 mg de dipirona, a cada 8 horas, los pacientes fueron sometidos a estimulación eléctrica transcutánea, dos veces por semana, durante 1 hora por sesión. La intensidad del dolor fue evaluada a través de la escala numérica verbal y la calidad de la analgesia, por el paciente, en los momentos cero (antes de la inyección), y después de 30 minutos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 y 8 semanas. Los resultados fueron sometidos al análisis estadístico (Mann-Whitney y Exacto de Fisher). RESULTADOS: Después de 30 minutos de la aplicación y con 1 y 4 semanas, la intensidad del dolor en el G1 fue menor que en el G2. Después de 2, 3, 5, 7 y 8 semanas de la infiltración, no hubo diferencia significativa entre los grupos. La calidad de la analgesia fue considerada mejor por los pacientes del G1 que del G2, excepto después de 2 semanas. CONCLUSIONES: El efecto analgésico fue mejor con toxina botulínica (25U) que con bupivacaína a 0,25% para infiltración de puntos-gatillo. <![CDATA[<B>Morbidly Obese Patients and Tracheal Intubation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem controvérsias sobre a eficácia da toxina botulínica em relação ao anestésico local para infiltração de pontos-gatilho. O objetivo deste estudo é comparar o efeito analgésico da toxina botulínica com o da bupivacaína, para infiltração em pontos-gatilho de síndrome miofascial crônica. MÉTODO: Foram avaliados 20 pacientes, divididos em dois grupos. Os pacientes do G1 (n = 10) receberam 25U de toxina botulínica e os do G2 (n = 10), bupivacaína a 0,25%, em um a três pontos-gatilho, sendo 0,5 mL por ponto. Os pacientes foram avaliados semanalmente, durante 8 semanas. Foram associados 35 mg de orfenadrina, e 300 mg de dipirona, a cada 8 horas, e os pacientes foram submetidos à estimulação elétrica transcutânea, duas vezes por semana, durante 1 hora por sessão. A intensidade da dor foi avaliada através da escala numérica verbal e a qualidade da analgesia, pelo paciente, nos momentos zero (antes da injeção), e após 30 minutos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 semanas. Os resultados foram submetidos à análise estatística (Mann-Whitney e Exato de Fisher). RESULTADOS: Após 30 minutos da aplicação e com 1 e 4 semanas, a intensidade da dor no G1 foi menor que no G2. Após 2, 3, 5, 7 e 8 semanas da infiltração, não houve diferença significativa entre os grupos. A qualidade da analgesia foi considerada melhor pelos pacientes do G1 que do G2, exceto após 2 semanas. CONCLUSÕES: O efeito analgésico foi melhor com toxina botulínica (25 U) que com bupivacaína a 0,25% para infiltração de pontos-gatilho.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are controversies about the efficacy of botulin toxin as compared to local anesthetics for triggering-points infiltration. This study aimed at comparing the analgesic effect of botulin toxin and bupivacaine for triggering-points infiltration in chronic myofascial syndrome. METHODS: Participated in this study 20 patients divided in two groups. G1 patients (n = 10) received 25U botulin toxin and G2 patients (n = 10) received 0.25% bupivacaine in one to three triggering-points, being 0.5 mL per point. Patients were weekly evaluated for 8 weeks. Orphenadrine (35 mg) and dipirone (300 mg) were associated every 8 hours and patients were submitted to transcutaneous electrical stimulation twice a week during 1 hour. Pain intensity was evaluated through verbal numeric scale and quality of analgesia was evaluated by patients in moments zero (before injection), 30 minutes after, and at 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 and 8 weeks. Results were submitted to statistical analysis (Mann-Whitney and Fisher Exact tests). RESULTS: After 30 minutes, 1 and 4 weeks, pain intensity was lower for G1 as compared to G2. After 2, 3, 5, 7 and 8 weeks, there was no significant difference between groups. Quality of analgesia was considered better by G1 patients as compared to G2, except after 2 weeks. CONCLUSIONS: Analgesic effect was better with botulin toxin (25U) as compared to 0.25% bupivacaine for triggering-points infiltration.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Existen controversias sobre la eficacia de la toxina botulínica con relación al anestésico local para infiltración de puntos-gatillo. El objetivo de este estudio es comparar el efecto analgésico de la toxina botulínica con el de la bupivacaína, para infiltración en puntos-gatillo de síndrome miofascial crónica. MÉTODO: Fueron evaluados 20 pacientes, divididos en dos grupos. Los pacientes del G1 (n = 10) recibieron 25U de toxina botulínica y los del G2 (n = 10), bupivacaína a 0,25%, de un a tres puntos-gatillo, siendo 0,5 mL por punto. Los pacientes fueron evaluados semanalmente, durante 8 semanas. Fueron asociados 35 mg de orfenadrina, y 300 mg de dipirona, a cada 8 horas, los pacientes fueron sometidos a estimulación eléctrica transcutánea, dos veces por semana, durante 1 hora por sesión. La intensidad del dolor fue evaluada a través de la escala numérica verbal y la calidad de la analgesia, por el paciente, en los momentos cero (antes de la inyección), y después de 30 minutos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 y 8 semanas. Los resultados fueron sometidos al análisis estadístico (Mann-Whitney y Exacto de Fisher). RESULTADOS: Después de 30 minutos de la aplicación y con 1 y 4 semanas, la intensidad del dolor en el G1 fue menor que en el G2. Después de 2, 3, 5, 7 y 8 semanas de la infiltración, no hubo diferencia significativa entre los grupos. La calidad de la analgesia fue considerada mejor por los pacientes del G1 que del G2, excepto después de 2 semanas. CONCLUSIONES: El efecto analgésico fue mejor con toxina botulínica (25U) que con bupivacaína a 0,25% para infiltración de puntos-gatillo. <![CDATA[<b>Tracheal intubation of morbidly obese patients: a useful device</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem controvérsias sobre a eficácia da toxina botulínica em relação ao anestésico local para infiltração de pontos-gatilho. O objetivo deste estudo é comparar o efeito analgésico da toxina botulínica com o da bupivacaína, para infiltração em pontos-gatilho de síndrome miofascial crônica. MÉTODO: Foram avaliados 20 pacientes, divididos em dois grupos. Os pacientes do G1 (n = 10) receberam 25U de toxina botulínica e os do G2 (n = 10), bupivacaína a 0,25%, em um a três pontos-gatilho, sendo 0,5 mL por ponto. Os pacientes foram avaliados semanalmente, durante 8 semanas. Foram associados 35 mg de orfenadrina, e 300 mg de dipirona, a cada 8 horas, e os pacientes foram submetidos à estimulação elétrica transcutânea, duas vezes por semana, durante 1 hora por sessão. A intensidade da dor foi avaliada através da escala numérica verbal e a qualidade da analgesia, pelo paciente, nos momentos zero (antes da injeção), e após 30 minutos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 semanas. Os resultados foram submetidos à análise estatística (Mann-Whitney e Exato de Fisher). RESULTADOS: Após 30 minutos da aplicação e com 1 e 4 semanas, a intensidade da dor no G1 foi menor que no G2. Após 2, 3, 5, 7 e 8 semanas da infiltração, não houve diferença significativa entre os grupos. A qualidade da analgesia foi considerada melhor pelos pacientes do G1 que do G2, exceto após 2 semanas. CONCLUSÕES: O efeito analgésico foi melhor com toxina botulínica (25 U) que com bupivacaína a 0,25% para infiltração de pontos-gatilho.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are controversies about the efficacy of botulin toxin as compared to local anesthetics for triggering-points infiltration. This study aimed at comparing the analgesic effect of botulin toxin and bupivacaine for triggering-points infiltration in chronic myofascial syndrome. METHODS: Participated in this study 20 patients divided in two groups. G1 patients (n = 10) received 25U botulin toxin and G2 patients (n = 10) received 0.25% bupivacaine in one to three triggering-points, being 0.5 mL per point. Patients were weekly evaluated for 8 weeks. Orphenadrine (35 mg) and dipirone (300 mg) were associated every 8 hours and patients were submitted to transcutaneous electrical stimulation twice a week during 1 hour. Pain intensity was evaluated through verbal numeric scale and quality of analgesia was evaluated by patients in moments zero (before injection), 30 minutes after, and at 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 and 8 weeks. Results were submitted to statistical analysis (Mann-Whitney and Fisher Exact tests). RESULTS: After 30 minutes, 1 and 4 weeks, pain intensity was lower for G1 as compared to G2. After 2, 3, 5, 7 and 8 weeks, there was no significant difference between groups. Quality of analgesia was considered better by G1 patients as compared to G2, except after 2 weeks. CONCLUSIONS: Analgesic effect was better with botulin toxin (25U) as compared to 0.25% bupivacaine for triggering-points infiltration.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Existen controversias sobre la eficacia de la toxina botulínica con relación al anestésico local para infiltración de puntos-gatillo. El objetivo de este estudio es comparar el efecto analgésico de la toxina botulínica con el de la bupivacaína, para infiltración en puntos-gatillo de síndrome miofascial crónica. MÉTODO: Fueron evaluados 20 pacientes, divididos en dos grupos. Los pacientes del G1 (n = 10) recibieron 25U de toxina botulínica y los del G2 (n = 10), bupivacaína a 0,25%, de un a tres puntos-gatillo, siendo 0,5 mL por punto. Los pacientes fueron evaluados semanalmente, durante 8 semanas. Fueron asociados 35 mg de orfenadrina, y 300 mg de dipirona, a cada 8 horas, los pacientes fueron sometidos a estimulación eléctrica transcutánea, dos veces por semana, durante 1 hora por sesión. La intensidad del dolor fue evaluada a través de la escala numérica verbal y la calidad de la analgesia, por el paciente, en los momentos cero (antes de la inyección), y después de 30 minutos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 y 8 semanas. Los resultados fueron sometidos al análisis estadístico (Mann-Whitney y Exacto de Fisher). RESULTADOS: Después de 30 minutos de la aplicación y con 1 y 4 semanas, la intensidad del dolor en el G1 fue menor que en el G2. Después de 2, 3, 5, 7 y 8 semanas de la infiltración, no hubo diferencia significativa entre los grupos. La calidad de la analgesia fue considerada mejor por los pacientes del G1 que del G2, excepto después de 2 semanas. CONCLUSIONES: El efecto analgésico fue mejor con toxina botulínica (25U) que con bupivacaína a 0,25% para infiltración de puntos-gatillo.