Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420050003&lang=en vol. 55 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Retrobulbar or peribulbar</b>: a naming question?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Minimum anesthetic volumes for extraconal retrobulbar block</b>: <b>comparison between 0.5% racemic bupivacaine, levobupivacaine and enantiomeric mixture S75/R25 bupivacaine</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O volume anestésico mínimo (VAM) de um anestésico local é o volume efetivo para anestesia regional em 50% dos pacientes. O objetivo deste estudo foi calcular os volumes anestésicos mínimos das soluções a 0,5% de bupivacaína racêmica, de levobupivacaína e da mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína para anestesia retrobulbar extraconal. MÉTODO: Foram estudadas duas séries de pacientes submetidos à extração de catarata. Na série 1, os pacientes receberam bupivacaína a 0,5% (n = 9) ou levobupivacaína a 0,5% (n = 11). Na série 2, os pacientes receberam bupivacaína racêmica a 0,5% (n = 11) ou a mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína a 0,5% (n = 10). Os bloqueios foram realizados por injeção única ínfero-lateral. A mobilidade de cada músculo reto foi avaliada após 10 minutos como: 0 (ausente), 1 (diminuída) ou 2 (normal). A soma dos escores constituiu o escore total de mobilidade (ETM) do globo ocular. O volume inicial foi de 7,4 mL. Os volumes utilizados em pacientes subseqüentes corresponderam 0,1 unidade logarítmica maior (ETM > 2) ou menor (ETM < 2) que o logaritmo natural do volume precedente. Foram utilizadas as fórmulas de Massey e Dixon para cálculos dos VAM. RESULTADOS: Os volumes anestésicos mínimos da bupivacaína racêmica foram 6 mL e 6,2 mL, o da levobupivacaína foi 5,7 mL e o da mistura enantiomérica de bupivacaína S75/R25 foi 5,8 mL. Não houve diferença entre os grupos quanto aos volumes anestésicos efetivos. CONCLUSÕES: Volumes semelhantes de soluções a 0,5% de bupivacaína racêmica, levobupivacaína ou da mistura enantiomérica S75/R25 de bupivacaína são necessários para anestesia retrobulbar extraconal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Minimum anesthetic volume (MAV) of local anesthetics corresponds to the effective volume for regional anesthesia in 50% of patients. In this study, MAV of 0.5% racemic bupivacaine, 0.5% levobupivacaine and enantiomeric S75/R25 bupivacaine were calculated and compared. METHODS: This study involved two series of patients undergoing cataract extraction. Series 1 patients received either 0.5% racemic bupivacaine (n = 9) or 0.5% levobupivacaine (n = 11). Series 2 patients received either 0.5% racemic bupivacaine (n = 11) or 0.5% enantiomeric S75/R25 bupivacaine (n = 10). Blockades were achieved by single-injection and inferior-lateral approach. Motility of each rectus muscle was assessed 10 minutes later as: 0 (absent), 1 (decreased) or 2 (normal). Total muscle scores represented total eye motility score (TMS). Local anesthetic volume administered to the first patient of each group was 7.4 mL. Subsequent patients received volumes corresponding to 0.1 higher natural logarithm unit (if TME > 2) or lower (if TME < 2) as compared to natural logarithm of preceding volume. Massey and Dixon's formulae were used for MAV calculations. RESULTS: MAVs of bupivacaine in both series were 6 mL and 6.2 mL, respectively. MAVs of levobupivacaine and enantiomeric S75/R25 bupivacaine were 5.7 mL and 5.8 mL, respectively. There were no differences between groups in effective anesthetic volumes. CONCLUSIONS: Similar volumes of 0.5% racemic bupivacaine, 0.5% levobupivacaine and enantiomeric S75/R25 bupivacaine are needed for extraconal retrobulbar anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El volumen anestésico mínimo (VAM) de un anestésico local es el volumen efectivo para anestesia regional en un 50% de los pacientes. El objetivo de éste fue calcular los volúmenes anestésicos mínimos de las soluciones a 0,5% de bupivacaína racémica, de levobupivacaína y de la mezcla enantiomérica S75/R25 de bupivacaína para anestesia retrobulbar extraconal. MÉTODO: Fueron estudiadas dos series de pacientes sometidos a extracción de catarata. En la serie 1, los pacientes recibieron bupivacaína a 0,5% (n = 9) ó levobupivacaína a 0,5% (n = 11). En la serie 2, los pacientes recibieron bupivacaína racémica a 0,5% (n = 11) ó la mezcla enantiomérica S75/R25 de bupivacaína a 0,5% (n = 10). Los bloqueos fueron realizados por una inyección única ínfero-lateral. La movilidad de cada músculo recto fue evaluada después de 10 minutos como: 0 (ausente), 1 (diminuida) ó 2 (normal). La suma de los resultados constituyó el resultado total de movilidad (ETM) del globo ocular. El volumen inicial fue de 7,4 mL. Los volúmenes utilizados en pacientes subsiguientes correspondieron 0,1 unidad logarítmica mayor (ETM > 2) ó menor (ETM < 2) que el logaritmo natural del volumen precedente. Fueron utilizadas las fórmulas de Massey y Dixon para cálculos de los VAM. RESULTADOS: Los VAM de la bupivacaína racémica fueron 6 mL y 6,2 mL, el de la levobupivacaína fue 5,7 mL y el de la mezcla enantiomérica de bupivacaína S75/R25 fue 5,8 mL. No hubo diferencia entre los grupos en lo referente a los volúmenes anestésicos efectivos. CONCLUSIONES: Volúmenes semejantes de soluciones a 0,5% de bupivacaína racémica, levobupivacaína o de la mezcla enantiomérica S75/R25 de bupivacaína son necesarios para anestesia retrobulbar extraconal. <![CDATA[<b>Two-hour evaluation of renal function in the elderly</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os idosos têm diminuição progressiva da função renal e os hipertensos, maior risco de lesão renal adicional no intra-operatório. Avalia-se a função renal pela depuração da creatinina, com débito urinário de 24 horas, para diluir o erro de possível volume vesical residual (VVR). O objetivo deste trabalho foi avaliar a função renal pré-operatória de idosos hipertensos e não-hipertensos, com débito urinário de duas horas, utilizando aparelho de ultra-som portátil para determinação do volume vesical residual. MÉTODO: Foram analisados 30 pacientes, distribuídos em dois grupos, Gn (15), idosos não-hipertensos, e Gh (15), idosos hipertensos, coletando-se urina durante 2 horas. Mediu-se o VVR com aparelho de ultra-som portátil. Analisaram-se os seguintes parâmetros: idade, sexo, estado físico, altura, peso, índice de massa corpórea, creatinina plasmática e urinária, sódio e potássio plasmáticos e urinários, osmolalidade plasmática e urinária, débito urinário, depuração da creatinina, osmolar e de água livre, excreção urinária e fracionária de sódio e potássio. Comparou-se a depuração estimada de creatinina com a depuração da creatinina. RESULTADOS: Os pacientes de Gn e Gh não apresentaram diferenças significativas quanto à maioria dos parâmetros estudados. Os idosos hipertensos apresentaram tendência a maior excreção fracionária de sódio e o potássio plasmático mostrou-se mais baixo nos hipertensos, porém com valores normais. A depuração estimada de creatinina correlacionou-se positivamente com a de creatinina apenas em Gn. CONCLUSÕES: Os pacientes hipertensos apresentaram potássio plasmático mais baixo e excretaram mais sódio, tendo ocorrido correspondência entre a depuração estimada de creatinina e a depuração da creatinina apenas para os pacientes do grupo dos não-hipertensos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Elderly have progressive renal function deterioration and hypertensive patients are at higher risk of additional intraoperative kidney injury. Renal function is evaluated by creatinine clearance, with 24-hour urinary output to dilute the error of possible residual vesical volume (RVV). This study aimed at evaluating preoperative renal function of hypertensive and normotensive elderly patients, with 2-hour urinary output, using portable ultrasound to determine residual vesical volume. METHODS: Participated in this study 30 patients distributed in 2 groups: Gn (15) normotensive elderly, and Gh (15) hypertensive elderly. Urine was collected for 2 hours. RVV was measured with portable ultrasound. The following parameters were evaluated: age, gender, physical status, height, weight, body mass index, plasma and urinary creatinine, plasma and urinary sodium and potassium, plasma and urinary osmolality, urinary output, creatinine, osmolar and free water clearance, sodium and potassium urinary and fractional excretion. Estimated creatinine clearance was compared to actual creatinine clearance. RESULTS: Gn and Gh patients were not significantly different in most evaluated parameters. Hypertensive elderly had a trend to higher sodium fractional excretion and plasma potassium was lower in hypertensive patients, however within normal ranges. Estimated creatinine clearance was positively correlated to actual creatinine clearance in Gn only. CONCLUSIONS: Hypertensive patients had lower plasma potassium and excreted more sodium, with correspondence between estimated and actual creatinine clearance in normotensive patients only.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los ancianos tienen disminución progresiva de la función renal y los hipertensos, mayor riesgo de lesión renal adicional en el intra-operatorio. Se evalúa la función renal por la depuración de la creatinina, con débito urinario de 24 horas, para diluir el error de posible volumen vesical residual (VVR). El objetivo de este trabajo fue evaluar la función renal pre-operatoria de ancianos hipertensos y no hipertensos, con débito urinario de 2 horas, utilizando un aparato de ultrasonido portátil para determinación del volumen vesical residual. MÉTODO: Fueron analizados 30 pacientes, distribuidos en dos grupos, Gn (15), ancianos no hipertensos, y Gh (15), ancianos hipertensos, colectándose orina durante dos horas. Se midió el VVR con un aparato de ultrasonido portátil. Se analizaron los siguientes parámetros: edad, sexo, estado físico, altura, peso, índice de masa corpórea, creatinina plasmática y urinaria, sodio y potasio plasmáticos y urinarios, osmolalidad plasmática y urinaria, débito urinario, depuración de la creatinina, osmolar, de agua libre, excreción urinaria y fraccionaria de sodio y potasio. Se comparó la depuración estimada de creatinina con la depuración de la creatinina. RESULTADOS: Los pacientes de Gn y Gh no presentaron diferencias significativas referentes a la mayoría de los parámetros estudiados. Los ancianos hipertensos presentaron inclinación a una mayor excreción fraccionaria de sodio y el potasio plasmático se mostró más bajo en los hipertensos, sin embargo con valores normales. La depuración estimada de creatinina se correlacionó positivamente con la de creatinina apenas en Gn. CONCLUSIONES: Los pacientes hipertensos presentaron potasio plasmático más bajo y excretaron más sodio, habiendo ocurrido correspondencia entre la depuración estimada de creatinina y la depuración de la creatinina apenas para los pacientes del grupo de los no hipertensos. <![CDATA[<b>Validation of a scale for the assessment of paravertebral muscle contraction during lumbar puncture</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Validar escala para quantificação da intensidade da contração muscular paravertebral durante punções lombares que auxiliará na avaliação dos efeitos da infiltração com anestésico local em trabalhos futuros. MÉTODO: Participaram do estudo 31 observadores, de 2 Centros de Ensino e Treinamento (CET-SBA), 12 do CET-SBA 1 e 19 do CET-SBA 2. Oito participantes eram Médicos em Especialização (ME) de primeiro ano, 6 de segundo ano e 17 eram Instrutores. Aos avaliadores foram apresentados 23 filmes, repetidos em 3 amostras, segundo seqüência aleatória gerada eletronicamente. Os filmes continham estímulo da pele com agulhas de Quincke 25, 27 e 29G durante punções lombares e simulações de punções (toque de pontas de seringas). Os pacientes autorizaram a filmagem e utilização. Os movimentos da musculatura paravertebral foram quantificados pelos avaliadores, pela seguinte escala: 0 - ausência de contração visível; 1 - contração leve, sem deslocamento evidente da coluna; 2 - contração, com movimentação moderada da coluna vertebral; 3 - contração da musculatura com movimentação que impede a progressão da agulha. Para cálculo dos escores de cada filme, consideraram-se as modas das três amostras. Testou-se a consistência interna pelo coeficiente alfa de Cronbach e a concordância entre os múltiplos observadores pelo coeficiente alfa de Krippendorff. RESULTADOS: O coeficiente alfa de Cronbach foi 0,98. A mediana (quartil inferior; superior) dos coeficientes alfa de Krippendorff foi 0,81 (0,78; 0,84). CONCLUSÕES: A escala apresentou bom desempenho quanto à concordância entre múltiplos observadores, podendo ser utilizada para quantificar a contração da musculatura paravertebral durante punções lombares.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study aimed at validating a scale to quantify the intensity of paravertebral muscle contraction during lumbar punctures, to be used in further studies on the effects of local anesthetic infiltration. METHODS: This study involved 31 physicians, from two different Anesthesiology training centers located in two Brazilian cities, 12 of which were from institution 1 and 19 from institution 2. Eight participants were first-year residents, 6 were second-year residents and 17 were instructors. Participants were invited to watch 23 movies, repeated in 3 randomized electronically generated samples. Movies presented skin stimulation with 25, 27 and 29 G Quincke needles during lumbar puncture and puncture simulations (syringe tip touch). Patients authorized shooting and showing the movies. Physicians evaluated paravertebral muscles contraction according to the following scale: 0 - no sign of muscle contraction; 1 - mild muscular contraction without lumbar spine movement; 2 - muscles contraction with moderate lumbar spine movement; 3 - muscle contraction with movement precluding needle progression. Modes of the three samples were considered for each movie score calculation. Reliability analysis consisted of calculation of Cronbach's alpha, and intercoder reliability was evaluated by Krippendorff's alpha coefficient. RESULTS: Cronbach's alpha was 0.98. Median (25th - 75th percentiles) of Krippendorff's alpha coefficients was 0.81 (0.78 - 0.84). CONCLUSIONS: High internal and intercoder reliability found in this study suggests that the scale may be used in future studies to quantify paravertebral muscle contraction during lumbar puncture.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El objetivo es validar escala para la cuantificación de la intensidad de la contracción muscular paravertebral durante punciones lumbares, que auxiliará en la evaluación de los efectos de la infiltración con anestésico local en futuros trabajos. MÉTODO: Participaron del estudio 31 observadores, de 2 Centros de Enseñanza y Entrenamiento (CEE-SBA), 12 del CEE-SBA 1 y 19 del CEE-SBA 2. Ocho participantes eran Médicos en Especialización (ME) de primer año, 6 de segundo año y 17 eran Instructores. A los evaluadores fueron mostradas 23 películas, repetidas en 3 muestras, según la secuencia aleatoria generada electrónicamente. Las películas contenían estímulo de la piel con agujas de Quincke 25, 27 y 29G durante punciones lumbares y simulaciones de punciones (toque de puntas de jeringas). Los pacientes autorizaron la filmación y utilización. Los movimientos de la musculatura paravertebral fueron cuantificados por los evaluadores, en la siguiente escala: 0 - ausencia de contracción visible; 1 - contracción leve, sin desplazamiento evidente de la columna; 2 - contracción, con movimentación moderada de la columna vertebral; 3 - contracción de la musculatura con movimentación que impide la progresión de la aguja. Para cálculo de los contajes de cada película, se consideraron las modas de las tres muestras. Se testó la consistencia interna por el coeficiente alfa de Cronbach y la concordancia entre los múltiples observadores por el coeficiente alfa de Krippendorff. RESULTADOS: El coeficiente alfa de Cronbach fue 0,98. La mediana (cuartil inferior; superior) de los coeficientes alfa de Krippendorff fue 0,81 (0,78; 0,84). CONCLUSIONES: La escala presentó un buen desempeño en lo que se refiere a la concordancia entre múltiples observadores, pudiendo ser utilizada para cuantificar la contracción de la musculatura paravertebral durante las punciones lumbares. <![CDATA[<b>Onset of 1% lidocaine for skin infiltrative anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As latências T50 e T95 correspondem às medianas dos intervalos entre o término da infiltração da pele e subcutâneo com anestésico local e a ocorrência de estímulo nóxico, que garantem insensibilidade em 50% e em 95% dos pacientes, respectivamente. Este estudo avaliou o T50 e o T95 da infiltração de lidocaína a 1% para punção da pele da região lombar. MÉTODO: O estudo foi prospectivo seguindo a técnica de alocação seqüencial dependente da resposta do paciente anterior, incluindo 25 pacientes submetidos a bloqueios subaracnóideos com agulha de Quincke 25G. Lidocaína a 1%, 3 mL, foi infiltrada na pele e subcutâneo de L3-L4 ou L4-L5, com agulha de 10 mm 25G. Os intervalos de tempo decorridos entre o término da infiltração e a punção com agulha de Quincke 25G foram estabelecidos em escala logarítmica. O intervalo inicial foi de 30 segundos. Os intervalos subseqüentes dependeram da resposta do paciente anterior. Caso o paciente referisse ter sentido a punção da pele com a agulha de Quincke, o tempo de espera era aumentado para o tempo imediatamente superior no paciente seguinte. Caso contrário, era diminuído para o intervalo imediatamente inferior. O T50 e o T95 foram calculados pelas fórmulas de Dixon e Massey. RESULTADOS: As medianas (limites de 95% de confiança) do T50 e do T95 foram 25 segundos (20 - 31 segundos) e 53 segundos (33 - 85 segundos), respectivamente. CONCLUSÕES: Para obter anestesia da pele da região lombar para punção subaracnóidea em 95% dos pacientes, utilizando anestesia infiltrativa com 3 mL de lidocaína a 1%, deve-se aguardar de 33 a 85 segundos entre o término da infiltração e a punção.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Minimum T50 and T95 onsets are the medians of time intervals between end of skin and subcutaneous tissue infiltration with local anesthetics and a painful stimulation, which are associated to no pain in 50% and 95% of patients, respectively. This study has evaluated T50 and T95 of subcutaneous 1% lidocaine for lumbar skin puncture. METHODS: This was a prospective study with sequential allocation depending on the response of previous patient (Dixon and Massey's up-down method) involving 25 patients submitted to spinal blocks with 25G Quincke needle. Skin and subcutaneous tissue were infiltrated with 3 mL of 1% lidocaine in L3-L4 or L4-L5 interspace with 10 mm 25G needle. Time elapsed between the end of infiltration and 25G Quincke needle puncture was established in logarithmic scale. Initial interval was 30 seconds. Subsequent intervals depended on previous patient's response. If the patient referred pain at 25G Quincke needle puncture, the next patient was allocated to the immediately longer interval; otherwise, the next patient would be allocated to the immediately shorter interval. Dixon and Massey's formulas were applied to calculate T50 and T95. RESULTS: Medians (95% confidence limits) of T50 and T95 were 25 seconds (20-31 seconds) and 53 seconds (33-85 seconds), respectively. CONCLUSIONS: To obtain lumbar skin anesthesia before lumbar puncture in 95% of patients, one should wait 33 to 85 seconds after the end of subcutaneous infiltration of 3 mL of 1% plain lidocaine.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las latencias T50 y T95 corresponden a las medianas de los intervalos entre el término de la infiltración de la piel y subcutáneo con anestésico local y la ocurrencia de estímulo nóxico, que garantizan insensibilidad en un 50% y en un 95% de los pacientes, respectivamente. Este estudio evaluó el T50 y el T95 de la infiltración de lidocaína a 1% para punción de la piel de la región lumbar. MÉTODO: El estudio fue prospectivo siguiendo la técnica de secuencial dependiente de la respuesta del paciente anterior, incluyendo 25 pacientes sometidos a bloqueos subaracnóideos con aguja de Quincke 25G. Lidocaína a 1%, 3 mL, fue infiltrada en la piel y subcutáneo de L3-L4 ó L4-L5, con aguja de 10 mm 25G. Los intervalos de tiempo decorridos entre el término de la infiltración y la punción con aguja de Quincke 25G fueron establecidos en escala logarítmica. El intervalo inicial fue de 30 segundos. Los intervalos subsiguientes dependieron de la respuesta del paciente anterior. Caso el paciente mencionase haber sentido la punción de la piel con la aguja de Quincke, el tiempo de espera era aumentado para el tiempo inmediatamente superior en el próximo paciente. Caso contrario, era disminuido para el intervalo inmediatamente inferior. El T50 y el T95 fueron calculados por las fórmulas de Dixon y Massey. RESULTADOS: Las medianas (límites del 95% de confianza) del T50 y del T95 fueron 25 segundos (20 - 31 segundos) y 53 segundos (33 - 85 segundos), respectivamente. CONCLUSIONES: Para lograr anestesia de la piel de la región lumbar para punción subaracnóidea en un 95% de los pacientes utilizando anestesia infiltrativa con 3 mL de lidocaína a 1%, se debe aguardar de 33 a 85 segundos entre el término de la infiltración y la punción. <![CDATA[<b>Effects of induced hypertension on brain compliance and perfusion pressure in experimental intracranial hypertension</b>: <b>comparison between cryogenic brain injury and subdural balloon</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O trauma cranioencefálico (TCE) pode elevar a pressão intracraniana (PIC) e reduzir a complacência encefálica (CE). Diferentes lesões são aplicadas em modelos de TCE que estudam as mesmas variáveis. Como são usadas indistintamente, o objetivo é comparar a PIC e a CE em dois modelos de TCE. MÉTODO: Dezoito cães machos, anestesiados, ventilados e distribuídos aleatoriamente em dois grupos: BS - balão subdural (n = 9) e LC - lesão criogênica (n = 9). Análise da PIC, CE e pressão de perfusão encefálica (PPE) em cinco momentos: fim da preparação (M0), encéfalo normal (M1), início da lesão (M2), término da lesão (M3) e lesão estabelecida (M4). CE é a variação da PIC durante hipertensão arterial induzida (HAI) em 50 mmHg em M1 e M4. PPE = pressão arterial média (PAM) - PIC. Teste t de Student pareado para o mesmo grupo em momentos diferentes e t de Student para duas amostras distintas para o mesmo momento entre os grupos. RESULTADOS: A PAM foi semelhante nos grupos nos momentos estudados (p = 0,31 em M0; p = 0,25 em M1; p = 0,31 em M2; p = 0,19 em M3; p = 0,05 em M4). A PIC foi semelhante nos grupos em M0 (p = 0,27) e M1 (p = 0,21), mas diferente em M2 (p < 0,001). A PIC tornou-se semelhante nos grupos em M3 (p = 0,39) e M4 (p = 0,98), elevou-se no BS em M1 (p = 0,04) e M2 (p = 0,01), mas não em M3 (p = 0,36) nem M4 (p = 0,12). No LC a PIC aumentou em M1 (p < 0,01), M3 (p < 0,001) e M4 (p < 0,001), mas não em M2 (p = 0,18). Houve aumento da PPE em M1 (p < 0,001) e M4 (p < 0,001), semelhante nos grupos (p = 0,16 em M1 e p = 0,21 em M4). Em M2 houve redução da PPE nos grupos (p < 0,001), mais intensa em LC (p < 0,001). Em M3 houve aumento da PPE no BS (p = 0,02) e redução no LC (p = 0,01), o que tornou a PPE semelhante nos grupos (p = 0,43). Em M4 houve aumento da PPE semelhante nos grupos (p = 0,16). CONCLUSÕES: O efeito da hipertensão arterial induzida no modelo de LC é comparável ao observado no modelo de BS. Esse tipo de lesão deve ser melhor estudado para estabelecer precisão na proporção entre a sua extensão e a redução da CE, aparentemente, um processo gradual e evolutivo cujos limites ainda não são totalmente conhecidos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Traumatic brain injury (TBI) may increase intracranial pressure (ICP) and decrease brain compliance (BC). Different injuries are applied to TBI models studying the same variables. Since they are indistinctly used, the objective was to compare ICP and BC in two different TBI models. METHODS: This study involved 18 male dogs anesthetized, ventilated and randomly distributed in two groups: SB - subdural balloon (n = 9) and CI - cryogenic injury (n = 9). ICP, BC and cerebral perfusion pressure (CPP) were evaluated in five moments: end of preparation (M0), normal brain (M1), beginning of injury (M2), end of injury (M3) and established injury (M4). BC is ICP variation during induced hypertension (IH) in 50 mmHg in M1 and M4. CPP = Mean Blood Pressure (MBP) - ICP. Paired Student's t test was used for the same group in different moments and Student's t test was used for two different samples in the same moment between groups. RESULTS: MBP was similar for both groups in all studied moments (p = 0.31 in M0; p = 0.25 in M1; p = 0.31 in M2; p = 0.19 in M3; p = 0.05 in M4). ICP was similar between groups in M0 (p = 0.27) and M1 (p = 0.21), however different in M2 (p < 0.001). ICP was similar for both groups in M3 (p = 0.39) and M4 (p = 0.98), increased for SB in M1 (p = 0.04) and M2 (p = 0.01), but not in M3 (p = 0.36) and M4 (p = 0.12). For CI, ICP has increased in M1 (p < 0.01), M3 (p < 0.001) and M4 (p < 0.001), but not in M2 (p = 0.18). There has been CPP increase in M1 (p < 0.001) and M4 (p < 0.001), with no difference between groups (p = 0.16 in M1 and p = 0.21 in M4). There has been decreased CPP in M2 for both groups (p < 0.001), however more severe for CI (p < 0.001). In M3, there has been increased CPP for SB (p = 0.02) and decreased CPP for CI (p = 0.01), what has made CPP similar for both groups (p = 0.43). CPP has equally increased in M4 for both groups (p = 0.16). CONCLUSIONS: Induced hypertension (IH) effect on CI model is comparable to what has been observed in the SB model. This type of injury should be better studied to establish precision in the ratio between injury extension and BC decrease, which seems to be a gradual and evolving process, with not totally understood limits.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El trauma craneoencefálico (TCE) puede elevar la presión intracraneana (PIC) y reducir la complacencia encefálica (CE). Diferentes lesiones son aplicadas en modelos de TCE que estudian las mismas variables. Como son usadas indistintamente, el objetivo es comparar la PIC y la CE en dos modelos de TCE. MÉTODO: Dieciocho perros machos, anestesiados, ventilados y distribuidos eventualmente en dos grupos: BS - balón subdural (n = 9) y LC - lesión criogénica (n = 9). Análisis de la PIC, CE y presión de perfusión encefálica (PPE) en cinco momentos: final de la preparación (M0), encéfalo normal (M1), inicio de la lesión (M2), término de la lesión (M3) y lesión establecida (M4). CE es la variación de la PIC durante la hipertensión arterial inducida (HAI) en 50 mmHg en M1 y M4. PPE = presión arterial media (PAM) - PIC. Prueba t de Student emparejado para el mismo grupo en diferentes momentos y t de Student para dos muestras diferentes para el mismo momento entre los grupos. RESULTADOS: La PAM fue semejante en los grupos en los momentos estudiados (p = 0,31 en M0; p = 0,25 en M1; p = 0,31 en M2; p = 0,19 en M3; p = 0,05 en M4). La PIC fue semejante en los grupos en M0 (p = 0,27) y M1 (p = 0,21), pero diferente en M2 (p < 0,001). La PIC se volvió semejante en los grupos en M3 (p = 0,39) y M4 (p = 0,98), se elevó en BS en M1 (p = 0,04) y M2 (p = 0,01), pero no en M3 (p = 0,36) ni en M4 (p = 0,12). En el LC la PIC aumentó en M1 (p < 0,01), M3 (p < 0,001) y M4 (p < 0,001), pero no en M2 (p = 0,18). Hubo aumento de la PPE en M1 (p < 0,001) y M4 (p < 0,001), semejante en los grupos (p = 0,16 en M1 y p = 0,21 en M4). En M2 hubo reducción de la PPE en los grupos (p < 0,001), más intensa en LC (p < 0,001). En M3 hubo aumento de la PPE en BS (p = 0,02) y reducción en el LC (p = 0,01), lo que hizo la PPE semejante en los grupos (p = 0,43). En M4 hubo aumento de la PPE semejante en los grupos (p = 0,16). CONCLUSIONES: El efecto de la HAI en el modelo de LC es comparable al observado en el modelo de BS. Ese tipo de lesión debe ser mejor estudiada para establecer precisión en la proporción entre la extensión de la lesión y la reducción de la CE, aparentemente, un proceso gradual y evolutivo cuyos límites aún no son totalmente conocidos. <![CDATA[<b>Hemodynamic and renal effects of high epidural clonidine doses in dogs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existem estudos que relatem as repercussões renais determinadas pela injeção de doses elevadas de clonidina no espaço peridural. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitos hemodinâmicos e renais determinados pela injeção de doses elevadas de clonidina no espaço peridural do cão. MÉTODO: Vinte animais anestesiados com tiopental sódico e fentanil foram distribuídos aleatoriamente e de forma duplamente encoberta em dois grupos: Grupo 1 ou placebo (n = 10), que recebeu 0,2 mL.kg-1 de solução fisiológica, e Grupo 2 ou clonidina (n = 10), que recebeu 0,2 mL.kg-1 de uma solução contendo 50 µg.mL-1 de clonidina, no espaço peridural. Foram avaliados os seguintes parâmetros hemodinâmicos: freqüência cardíaca (FC): bat.min-1; pressão arterial média (PAM): mmHg; pressão da artéria pulmonar ocluida (PAOP): mmHg; débito cardíaco (DC): L.min-1; volume sistólico (VS): mL; também, os seguintes parâmetros da função renal foram avaliados: fluxo sangüíneo renal (FSR): mL.min-1; resistência vascular renal (RVR): mmHg.mL-1.min; volume urinário minuto (VUM): mL.min-1; depuração de creatinina (D Cr): mL.min-1; depuração de para-aminohipurato (D PAH): mL.min-1; fração de filtração (FF); depuração de sódio (D Na): mL.min-1; depuração de potássio (D K): mL.min-1; excreção fracionária de sódio (EF Na): %; excreção urinária de sódio (U NaV): µEq.min-1; excreção urinária de potássio (U K V): µEq.min-1. O experimento consistiu em três momentos de 20 minutos cada. Os dados foram coletados aos 10 minutos de cada momento e a diurese, no início e no final de cada momento. Ao término de M1, a clonidina ou a solução fisiológica foi administrada no espaço peridural. Após período de 20 minutos iniciou-se M2 e, em seguida, M3. RESULTADOS: A clonidina na dose de 10 µg.kg-1 no espaço peridural do cão promoveu alterações significativas, com diminuições da freqüência cardíaca e do débito cardíaco e aumento da relação depuração de para-aminohipurato de sódio/débito cardíaco. CONCLUSÕES: Nas condições realizadas e nas doses empregadas, pode-se concluir que a clonidina não promoveu alteração da função renal, mas diminuiu valores hemodinâmicos (freqüência e débito cardíaco).<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are no studies reporting renal effects promoted by high epidural clonidine doses. This study aimed at evaluating hemodynamic and renal effects of high epidural clonidine doses in dogs. METHODS: This double-blind randomized study involved 20 animals anesthetized with sodium thiopental and fentanyl, which were distributed in two groups: Group 1 or placebo (n = 10), receiving 0.2 mL.kg-1 saline, and Group 2 or clonidine (n = 10), receiving 0.2 mL.kg-1 of a solution with 50 µg.mL-1 clonidine in the epidural space. The following hemodynamic parameters were evaluated: heart rate (HR): beat.min-1; mean blood pressure (MBP): mmHg; pulmonary capillary wedge pressure (PCWP): mmHg; cardiac output (CO): L.min-1; and systolic volume (SV): mL. The following renal function parameters were also evaluated: renal blood flow (RBF) mL.min-1; renal vascular resistance (RVR): mmHg.mL-1; urinary minute volume (UMV): mL.min-1; creatinine clearance (C Cr): mL.min-1; para-aminohippurate clearance (C PAH): mL.min-1; filtration fraction (FF); sodium clearance (C NA): mL.min-1; potassium clearance (C K): mL.min-1; sodium fractional excretion (FE NA): %; sodium urinary excretion (U NA V): µEq.min-1; potassium urinary excretion (U K V): µEq.min-1. Experiment consisted of three 20-minute moments. Data were collected at 10 minutes of each moment and diuresis was measured in the beginning and end of each moment. At the end of M1, clonidine or saline were epidurally injected. After 20 minutes data were repeated in M2 and M3. RESULTS: Epidural 10 µg.kg-1 clonidine in dogs has promoted significant changes with decreased heart rate and cardiac output and increased sodium para-aminophurate clearance/cardiac output ratio. CONCLUSIONS: In our conditions and doses, clonidine has not promoted renal function changes, but has decreased hemodynamic parameters (heart rate and cardiac output).<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: No existen estudios que relaten las repercusiones renales determinadas por la inyección de dosis elevadas de clonidina en el espacio peridural. La finalidad del estudio fue evaluar los efectos hemodinámicos y renales determinados por la inyección de dosis elevadas de clonidina en el espacio peridural del perro. MÉTODO: Veinte animales anestesiados con tiopental sódico y fentanil fueron distribuidos eventualmente y de forma doblemente encubierta en dos grupos: Grupo 1 ó placebo (n = 10), que recibió 0,2 mL.kg-1 de solución fisiológica, y Grupo 2 ó clonidina (n = 10), que recibió 0,2 mL.kg-1 de una solución conteniendo 50 µg.mL-1 de clonidina, en el espacio peridural. Fueron evaluados los siguientes parámetros hemodinámicos: frecuencia cardiaca (FC): lat.min-1; presión arterial media (PAM): mmHg; presión de la arteria pulmonar ocluida (PAOP): mmHg; débito cardíaco (DC): L.min-1; volumen sistólico (VS): mL; también, los siguientes parámetros de la función renal fueron evaluados: flujo sanguíneo renal (FSR): mL.min-1; resistencia vascular renal (RVR): mmHg.mL-1.min; volumen urinario minuto (VUM): mL.min-1; depuración de creatinina (DCr): mL.min-1; depuración de para-aminohipurato (DPAH): mL.min-1; fracción de filtración (FF); depuración de sodio (DNa): mL.min-1; depuración de potasio (DK): mL.min-1; excreción fraccionaria de sodio (EFNa): %; excreción urinaria de sodio (UNaV): µEq.min-1; excreción urinaria de potasio (UKV): µEq.min-1. El experimento consistió en tres momentos de 20 minutos cada uno. Los datos fueron colectados a los 10 minutos de cada momento y la diuresis, en el inicio y al final de cada momento. Al término de M1, la clonidina o la solución fisiológica fue administrada en el espacio peridural. Después de un período de 20 minutos en M2 y en seguida en el M3. RESULTADOS: La clonidina en la dosis de 10 µg.kg-1 en el espacio peridural del perro promovió alteraciones significativas, con disminuciones de la frecuencia cardiaca y del débito cardíaco y aumento de la relación depuración de para-aminohipurato de sodio/débito cardíaco. CONCLUSIONES: En las condiciones realizadas y en las dosis empleadas, se puede concluir que la clonidina no promovió alteración de la función renal, pero disminuyó valores hemodinámicos (frecuencia y débitos cardíacos). <![CDATA[<b>Drug-delivery systems for racemic bupivacaine (S50-R50) and bupivacaine enantiomeric mixture (S75-R25)</b>: <b>cyclodextrins complexation effects on sciatic nerve blockade in mice</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os efeitos adversos associados ao uso de bupivacaína levaram à procura por novos anestésicos locais (AL) com perfil de bloqueio semelhante e menos tóxicos, surgindo novas preparações como a mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25). Os sistemas de liberação controlada, contendo AL em carreadores como ciclodextrinas (CD), têm como objetivo melhorar a eficácia anestésica e o índice terapêutico dessas drogas. Este estudo visou a preparação, a caracterização e a avaliação da eficácia anestésica dos complexos de inclusão da mistura enantiomérica da bupivacaína (S75-R25) e da bupivacaína racêmica (S50-R50) com hidroxipropilb-ciclodextrina (HPb-CD) comparando-os com as preparações atualmente utilizadas na clínica. MÉTODO: Os complexos de inclusão foram preparados misturando-se quantidades apropriadas de HPb-CD e S50-R50 ou S75-R25 nas razões molares (1:1 e 1:2) e caracterizados por estudos de solubilidade de fases. Determinaram-se as constantes de afinidade (K) de cada AL pela HPb-CD. Os bloqueios motor e sensorial induzidos pelas drogas livres e complexadas foram avaliados, em camundongos, através do bloqueio do nervo ciático. Para a realização dos experimentos, utilizaram-se três concentrações de AL: 0,125%; 0,25% e 0,5%. RESULTADOS: Os estudos de solubilidade indicaram a formação de complexos de inclusão de S50-R50 e S75-R25 com HPb-CD, com valores de constante de afinidade (K) similares para os dois anestésicos: 14,7 M-1 (S50-R50:HP-bCD) e 14,3 M-1 (S75-R25:HP-bCD). Os testes em animais mostraram que a complexação potencializou o bloqueio nervoso diferencial induzido pelos AL: i) a duração do bloqueio motor induzido por S75-R25 foi similar à do S50-R50, mas menos intenso (p < 0,001). Já os complexos, S50-R50HPb-CD e S75-R25HPb-CD reduziram a latência (p < 0,01 e p < 0,05, respectivamente) sem modificar a intensidade do bloqueio motor (Emáx), em relação às drogas livres; ii) a avaliação do bloqueio sensorial mostrou aumento na intensidade da analgesia com os sistemas S50-R50HPb-CD (2 vezes, p < 0,001) e S75-R25HPb-CD (1,5-1,8 vezes; p < 0,01 e p < 0,001, respectivamente), nas duas proporções molares (1:1 e 1:2, AL:CD), além do prolongamento da duração do efeito analgésico, quando comparados às formulações S50-R50 e S75-R25. CONCLUSÕES: Os efeitos analgésicos mais pronunciados, obtidos após a complexação com HPb-CD, mostram que ambas as formulações, S50-R50HPb-CD e S75-R25HPb-CD, são de grande interesse para o alívio da dor no período pós-operatório, com a vantagem de serem administradas em menores concentrações. Entretanto, há que se ressaltar que a mistura enantiomérica de bupivacaína (S75-R25), por ser menos tóxica, representa uma alternativa no desenvolvimento de formulações de liberação controlada mais seguras e eficazes do que com a bupivacaína racêmica (S50-R50).<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Bupivacaine-induced side effects have led to the search for new local anesthetics (LA) with similar potency and lower toxicity, such as bupivacaine enantiomeric mixture (S75-R25). Drug-delivery systems for LA in carriers, such as cyclodextrins (CD), have been developed to improve anesthetic potency and therapeutic index of those drugs. This study aimed at preparing, characterizing and evaluating the anesthetic efficacy of inclusion complexes of bupivacaine enantiomeric mixture (S75-R25) and racemic bupivacaine (S50-R50) with hydroxypropylb- cyclodextrin (HPb-CD) comparing them to clinically available preparations. METHODS: Inclusion complexes were obtained by mixing appropriate volumes of HPb-CD and S50-R50 or S75-R25 to final 1:1 or 1:2 molar ratios and were characterized by phase solubility experiments. Affinity constants (K) were determined between HPb-CD and each LA. Motor and sensory blocks induced by plain or complexed LA formulations were evaluated in mice by sciatic nerve block. Three LA concentrations were used during the experiment: 0.125, 0.25 and 0.5%. RESULTS: Solubility experiments results were indicative of S50-R50:HPb-CD and S75-R25:HPb-CD complexation, with similar affinity constant (K) values: 14.7 M-1 and 14,3 M-1, respectively. In vivo experiments have shown that complexation has enhanced differential nerve blockade induced by LA: i) motor blockade duration induced by S75-R25 was similar, to the induced by but less intense S50-R50 ( p < 0.001). S50-R50HPb-CD and S75-R25HPb-CD complexes have decreased onset (p < 0.01 and p < 0.05, respectively), without changing motor block intensity (Emax) as compared to plain drugs; ii) sensory block evaluation has revealed higher analgesic intensity with S50-R50HPb-CD (2-fold, p < 0.001) and S75-R25HPb-CD (1.5-1.8-fold, p < 0.01 and p < 0.001, respectively) with both molar ratios (1:1 and 1:2, LA:CD), in addition to prolonging analgesic effect as compared to S50-R50 and S75-R25. CONCLUSIONS: More pronounced analgesic effects obtained by complexation with HPb-CD have shown that both formulations, S50-R50HPb-CD and S75-R25HPb-CD, are very useful for postoperative pain relief, requiring lower LA concentrations. Nevertheless, it is worth noticing that S75-R25 - being less toxic than racemic bupivacaine - is an interesting alternative for the development of more effective and safe drug-delivery systems as compared to racemic bupivacaine (S50-R50).<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los efectos adversos asociados al uso de bupivacaína llevaron a la búsqueda por nuevos anestésicos locales (AL) con perfil de bloqueo semejante y menos tóxicos, surgiendo nuevas preparaciones como la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25). Los sistemas de liberación controlada, conteniendo AL en carreadores como ciclodextrinas (CD), tienen como objetivo mejorar la eficacia anestésica y el índice terapéutico de esas drogas. Este estudio visó la preparación, caracterización y evaluación de la eficacia anestésica de los complejos de inclusión de la mezcla enantiomérica de la bupivacaína (S75-R25) y de la bupivacaína racémica (S50-R50) con hidroxipropilb-ciclodextrina (HPb-CD) comparándolos con las preparaciones actualmente utilizadas en la clínica. MÉTODO: Los complejos de inclusión fueron preparados mezclándose cantidades apropiadas de HPb-CD y S50-R50 ó S75-R25 en las razones molares (1:1 y 1:2) y caracterizados por estudios de solubilidad de fases. Se determinaron las constantes de afinidad (K) de cada AL por la HPb-CD. Los bloqueos motor y sensorial inducidos por las drogas libres y complejadas fueron evaluados en ratones, a través del bloqueo del nervio ciático. Para la realización de los experimentos, se utilizaron tres concentraciones de AL: 0,125; 0,25 y 0,5%. RESULTADOS: Los estudios de solubilidad indicaron la formación de complejos de inclusión de S50-R50 y S75-R25 con HPb-CD, con valores de constante de afinidad (K) análogos para los dos anestésicos: 14,7 M-1 (S50-R50: HP-bCD) y 14,3 M-1 (S75-R25: HP-bCD). Las pruebas en animales mostraron que la complejidad potenció el bloqueo nervioso diferencial inducido por los AL: i) la duración del bloqueo motor inducido por S75-R25 fue análogo al del S50-R50, pero menos intenso (p < 0,001). Ya los complejos, S50-R50HPb-CD y S75-R25 HPb-CD redujeron la latencia (p < 0,01 y p < 0,05, respectivamente) sin modificar la intensidad del bloqueo motor (Emáx), con relación a las drogas libres; ii) la evaluación del bloqueo sensorial mostró un aumento en la intensidad de la analgesia con los sistemas S50-R50 HPb-CD (2 veces, p < 0,001) y S75-R25 HPb-CD (1,5-1,8 veces; p < 0,01 y p < 0,001, respectivamente), en las dos proporciones molares (1:1 y 1:2, AL:CD), además del prolongamiento de la duración del efecto analgésico, cuando comparados a las formulaciones S50-R50 y S75-R25. CONCLUSIONES: Los efectos analgésicos más pronunciados logrados después de la complexación con HPb-CD muestran que ambas formulaciones, S50-R50 HPb-CD y S75-R25 HPb-CD, son de grande interés para el alivio del dolor en el período postoperatorio, con la ventaja de ser administradas en menores concentraciones. Mientras, hay que resaltar que la mezcla enantiomérica de bupivacaína (S75-R25), por ser una droga menos tóxica, representa una alternativa en el desarrollo de formulaciones de liberación controlada más seguras y eficaces de que con la bupivacaína racémica (S50-R50). <![CDATA[<b>Anesthesia for intrauterine myelomeningocele correction</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia fetal constitui tratamento de malformações no período pré-natal, que não são adequadamente corrigidas após o nascimento e tem como objetivo tratar ou evitar a progressão das anomalias. O objetivo deste relato é apresentar um caso de anestesia para correção intra-útero de mielomeningocele. RELATO DO CASO: Paciente com 19 anos, 23 semanas de idade gestacional, sem antecedentes anestésicos, estado físico ASA I, submetida à cirurgia fetal intra-uterina, sob anestesia geral associada à peridural contínua. No pré-operatório utilizaram-se indometacina (50 mg por via retal), metoclopramida (10 mg por via venosa), cimetidina (50 mg por via venosa), e como medicação pré-anestésica midazolam (2 mg por via venosa). No espaço peridural injetou-se bupivacaína a 0,25% com adrenalina (25 mg) associada à fentanil (100 µg), seguida de passagem de cateter cefálico, para analgesia pós-operatória. O útero foi mantido deslocado para esquerda com auxílio da cunha de Crawford. Indução anestésica em seqüência rápida, com fentanil, propofol e rocurônio e manutenção com isoflurano em concentração de 2,5% a 3% veiculado em O2 e N2O (50%). Após histerotomia, realizada com staplin (grampeadores) para promover hemostasia, a região fetal a ser operada foi exposta e a analgesia e imobilidade fetal, foram obtidas com a associação fentanil (10 µg.kg-1) e pancurônio (0,1 mg.kg-1) administrada na região glútea fetal. A pressão arterial sistólica materna foi mantida acima de 100 mmHg, com efedrina em bolus (5 mg), colóides e cristalóides. O líquido amniótico perdido foi substituído por solução fisiológica aquecida. Após correção do defeito fetal, procedeu-se ao fechamento uterino e da membrana amniótica em dois planos, com fio de vicryl e cola de fibrina. Seguiu-se a diminuição gradativa da concentração do isoflurano, e para a manutenção do relaxamento uterino utilizou-se sulfato de magnésio (4 g/20minutos), seguido de infusão contínua (2 g/hora). Ao final da cirurgia injetou-se morfina (2 mg) pelo cateter peridural para analgesia pós-operatória. CONCLUSÕES: A anestesia para cirurgia fetal envolve dois seres, mãe e feto, e o manuseio anestésico exige segurança materno-fetal, anestesia e imobilidade fetal, relaxamento uterino, prevenção do trabalho de parto prematuro e analgesia pós-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Fetal surgery is the treatment of choices for prenatal malformations that are not adequately corrected after birth and aims at treating or preventing the progression of the abnormalities. This report describes a case of anesthesia for intrauterine correction of a myelomeningocele. CASE REPORT: Pregnant patient, 19 years old, 23 weeks of gestational age, without previous anesthetic history, physical status ASA I, submitted to intrauterine fetal surgery under general anesthesia associated to continuous epidural continuous anesthesia. The patient was premedicated with rectal indomethacin (50 mg), intravenous metoclopramide (10 mg) and cimetidine (50 mg), in addition to intravenous midazolam (2 mg). The patient received 0.25% bupivacaine with epinephrine (25 mg) associated to fentanyl (100 µg) epidurally, followed by cephalic catheter insertion for postoperative analgesia. The uterus was left-displace with a Crawford's wedge. Rapid sequence anesthesia was induced with fentanyl, propofol and rocuronium, and was maintained with 2.5% - 3% isoflurane in O2 and N2O. After stapling hysterectomy to promote homeostasis, fetal operative site was exposed and fetal analgesia and immobility was obtained with the association of fentanyl (10 µg.kg-1) and pancuronium (0.1 mg.kg-1) administered on fetal gluteus muscle. Maternal systolic blood pressure was maintained above 100 mmHg with bolus ephedrine (5 mg), colloids and crystalloids. Lost amniotic fluid was replaced with warm saline. After correction of the fetal defect, both uterus and amniotic membrane were closed in two planes with vicryl suture and fibrin glue. Afterwards, isoflurane concentration was gradually decreased and bolus magnesium sulfate (4 g/20 minutes) followed by continuous infusion was administered to maintain uterine relaxation (2 g/hour). Morphine (2 mg) was administered via epidural catheter at the end of surgery for postoperative analgesia. CONCLUSIONS: Anesthesia for fetal surgery involves two individuals the mother and the fetus, an anesthetic management requires: maternal-fetal safety, fetal anesthesia and immobility, uterine relaxation, prevention of premature labor and postoperative analgesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cirugía fetal constituye tratamiento de malformaciones en el período prenatal, que no son adecuadamente corregidas después del nacimiento y tiene como objetivo tratar o evitar la progresión de las anomalías. El objetivo de este relato es presentar un caso de anestesia para corrección intra-útero de mielomeningocele. RELATO DEL CASO: Paciente con 19 años, 23 semanas de edad gestacional, sin antecedentes anestésicos, estado físico ASA I, sometida a cirugía fetal intrauterina, bajo anestesia general asociada a la peridural continuada. En el pre-operatorio se utilizaron indometacina (50 mg por vía rectal), metoclopramida (10 mg por vía venosa), cimetidina (50 mg por vía venosa), y como medicación pre-anestésica midazolam (2 mg por vía venosa). En el espacio peridural se inyectó bupivacaína a 0,25% con adrenalina (25 mg) asociada al fentanil (100 µg), seguida del pasaje de catéter cefálico, para analgesia postoperatoria. El útero fue mantenido dislocado para la izquierda con auxilio de la cuña de Crawford. Inducción anestésica en secuencia rápida, con fentanil, propofol y rocuronio y mantenimiento con isoflurano en concentración del 2,5% a 3% vehiculado en O2 y N2O (50%). Después de la histerotomía, realizada con staplin (grapadoras) para promover hemostasia, la región fetal a ser operada fue expuesta y la analgesia e inmovilidad fetal, fue lograda con la asociación fentanil (10 µg.kg-1) y pancuronio (0,1 mg.kg-1) administrada en la región glútea fetal. La presión arterial sistólica materna fue mantenida arriba de 100 mmHg, con efedrina en bolus (5 mg), coloides y cristalóides. El líquido amniótico perdido fue sustituido por solución fisiológica entibiada. Después de la corrección del defecto fetal, se procedió al encerramiento uterino y de la membrana amniótica en dos planos, con hilo de vicryl y cola de fibrina. Se siguió la disminución gradativa de la concentración del isoflurano, y para el mantenimiento del relajamiento uterino se utilizó sulfato de magnesio (4 g/20minutos), seguido de infusión continuada (2 g/hora). Al final de la cirugía se inyectó morfina (2 mg) por el catéter peridural para la analgesia postoperatoria. CONCLUSIONES: La anestesia para cirugía fetal envuelve dos seres, madre y feto, y el manoseo anestésico requiere: seguridad materno-fetal, anestesia e inmovilidad fetal, relajamiento uterino, prevención del trabajo de alumbramiento prematuro y analgesia postoperatoria. <![CDATA[<b>Anesthesia in obstetric patient with sickle cell anemia and thalassemic trait after plasmapheresis</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A plasmaféresis é a técnica de tratamento de escolha para pacientes com anemia hemolítica grave. Uma de suas conseqüências é a depleção de colinesterase plasmática, o que interfere na metabolização de alguns bloqueadores neuromusculares de uso corrente na prática anestesiológica. RELATO DO CASO: Paciente com 26 anos, estado físico ASA IV, gestação de 30 semanas e 3 dias, portadora de anemia falciforme, traço talassêmico e alo-imunização para antígenos de alta freqüência. Apresentou crise de falcização, sendo transfundida com derivado sangüíneo incompatível. Evoluiu com hemólise maciça, sendo admitida com hemoglobina de 3 g/dL e hematócrito de 10%, icterícia intensa, taquicardia, apatia e descoramento. Na avaliação hematológica concluiu-se ser situação de inexistência de sangue compatível para transfusão. Foi tratada com corticoterapia, imunoglobulinas e plasmaféresis. No segundo dia de internação, evoluiu com insuficiência renal aguda e edema pulmonar agudo, piora do estado geral e instabilidade hemodinâmica. Indicada a resolução da gestação em decorrência do quadro clínico da paciente e do sofrimento fetal agudo que se sobrepôs. A paciente foi admitida na sala de operações consciente, dispnéica, pálida, ictérica, SpO2 de 91% em ar ambiente, freqüência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 110 x 70 mmHg, em uso de dopamina (1 µg.kg-1.min-1) e dobutamina (10 µg.kg-1.min-1). Optou-se por anestesia geral balanceada, com alfentanil (2,5 mg), etomidato (14 mg) e atracúrio (35 mg) e isoflurano. Não se observou intercorrências anestésico-cirúrgicas. Ao final, a paciente foi encaminhada à UTI, sob intubação orotraqueal, e em uso de drogas vasoativas, tendo sido extubada após 3 horas. CONCLUSÕES: Este caso mostrou-se um desafio para a equipe, visto que a paciente apresentava instabilidade hemodinâmica e alteração do coagulograma, condições que contra-indicam a anestesia regional; além disto, a plasmaféresis potencialmente depleta os estoques de colinesterases plasmáticas, o que interfere na anestesia. Entretanto, o arsenal medicamentoso disponível permitiu o manuseio seguro desta situação.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Plasmapheresis is the technique of choice for severe hemolytic anemia patients. A consequence is plasma cholinesterase depletion, which interferes with metabolism of some neuromuscular blockers currently used in anesthesiology. CASE REPORT: Pregnant patient, 26 years old, physical status ASA IV, 30 weeks and 3 days gestational age, with sickle cell anemia, thalassemic trait and allo-immunization for high frequency antigens. Patient presented sickling crisis being transfused with incompatible blood. Patient evolved with massive hemolysis being admitted with 3 g/dL hemoglobin and 10% hematocrit, severe jaundice, tachycardia, apathic and pale. Hematological evaluation has concluded for the inexistence of compatible blood for transfusion. Patient was treated with steroids, immunoglobulins and plasmapheresis. In the second admission day patient evolved with acute renal failure and pulmonary edema, general state worsening and hemodynamic instability. Gestation resolution was indicated due to patient's clinical conditions and consequent acute fetal suffering. Patient was admitted to the operating room conscious, pale, with dyspnea, jaundice, 91% SpO2 in room air, heart rate of 110 bpm and blood pressure of 110 x 70 mmHg, under dopamine (1 µg.kg-1.min-1) and dobutamine (10 µg.kg-1.min-1). We decided for balanced general anesthesia with alfentanil (2.5 mg), etomidate (14 mg), atracurium (35 mg) and isoflurane. There were no anesthetic-surgical intercurrences. Patient was referred to ICU after surgery completion under tracheal intubation and vasoactive drugs, being extubated 3 hours later. CONCLUSIONS: This case was a challenge for the team since patient was hemodynamically instable with coagulogram abnormalities counterindicating regional anesthesia. In addition, plasmapheresis potentially depletes plasma cholinesterase reserves, interfering with anesthesia. However, available drug armamentarium has allowed for the safe management of this situation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La plasmaféresis es una técnica de tratamiento de elección para pacientes con anemia hemolítica grave. Una de sus consecuencias es la depleción de colinesterasa plasmática, lo que interfiere en la metabolización de algunos bloqueadores neuromusculares de uso corriente en la práctica anestesiológica. RELATO DEL CASO: Paciente con 26 años, estado físico ASA IV, gestación de 30 semanas y 3 días, portadora de anemia falciforme, trazo talasémico y alo-inmunización para antígenos de alta frecuencia. Presentó crisis de falcización, siendo transfundida con derivado sanguíneo incompatible. Evolucionó con hemólisis maciza, siendo admitida con hemoglobina de 3 g/dL y hematócrito del 10%, ictericia intensa, taquicardia, apatía y con pérdida de color. En la evaluación hematológica se concluyó ser una situación de inexistencia de sangre compatible para transfusión. Fue tratada con corticoterapia, inmunoglobulinas y plasmaféresis. En el segundo día de internación, evolucionó con insuficiencia renal aguda y edema pulmonar agudo, empeoramiento del estado general e inestabilidad hemodinámica. Indicada la resolución de la gestación como resultado del cuadro clínico de la paciente y del sufrimiento fetal agudo que se sobrepuso. La paciente fue admitida en la sala de operaciones consciente, disneica, pálida, ictérica, SpO2 del 91% en aire ambiente, frecuencia cardiaca de 110 lpm y presión arterial de 110 x 70 mmHg, en uso de dopamina (1 µg.kg-1 min-1) y dobutamina (10 µg.kg-1.min-1). Se optó por anestesia general balanceada, con alfentanil (2,5 mg), etomidato (14 mg) y atracúrio (35 mg) e isoflurano. No se observó interocurrencias anestésico- quirúrgicas. Al final, la paciente fue encaminada a la UTI, bajo intubación orotraqueal, y en uso de drogas vasoactivas, habiendo sido extubada después de 3 horas. CONCLUSIONES: Este caso se mostró un desafío para el equipo, ya que la paciente presentaba inestabilidad hemodinámica y alteración del coagulograma, condiciones que contraindican la anestesia regional, además de esto, la plasmaféresis potencialmente depleta las existencias de colinesterasas plasmáticas, lo que interfiere en la anestesia. Mientras, el arsenal medicamentoso disponible, permitió el manoseo seguro de esta situación. <![CDATA[<b>Hydrocortisone treatment and prevent post-dural puncture headache</b>: <b>case reports</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cefaléia pós-punção da dura-máter é a complicação mais freqüente após a raquianestesia ou a sua perfuração acidental durante tentativa de bloqueio peridural. O objetivo deste relato é descrever o uso da hidrocortisona no tratamento e na prevenção da cefaléia pós-punção da dura-máter (CPPD). RELATO DOS CASOS: São relatados três casos em que a hidrocortisona foi utilizada no tratamento e na prevenção da cefaléia pós-punção da dura-máter. O primeiro foi de uma paciente obstétrica submetida à cesariana, que apresentou cefaléia no pós-operatório, não responsiva à medicação convencional e ao tratamento com tampão sangüíneo peridural (TSP), mas que apresentou remissão completa do quadro com hidrocortisona por via venosa. Outras duas pacientes, em quem ocorreu perfuração acidental da dura-máter durante a tentativa de localização do espaço peridural e que tratadas com hidrocortisona, por via venosa, com fins preventivos, não desenvolveram quadro de cefaléia. CONCLUSÕES: Nos casos observados a hidrocortisona mostrou eficácia no tratamento da CPPD após falha das medidas conservadoras e do TSP. A utilização da hidrocortisona em pacientes com perfuração acidental da dura-máter pode ser útil, pois não é técnica invasiva e a incidência e a gravidade das CPPD nesse grupo de pacientes é elevada. São necessários estudos controlados para estabelecer o real papel da hidrocortisona na prevenção e tratamento da CPPD.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Post-dural puncture headache is the most frequent complication after spinal anesthesia or accidental dural perforation during attempted epidural block. This report aimed at describing the use of hydrocortisone to treat and prevent post-dural puncture headache (PDPH). CASE REPORTS: Three cases in which hydrocortisone was used to treat and prevent post-dural puncture headache are reported. The first is an obstetric patient submitted to Cesarean section with postoperative headache not responding to conventional medication and epidural blood patch (EBP), however with total remission after intravenous hydrocortisone. The other two patients, who suffered accidental dural perforation during attempted epidural space location, were preventively treated with intravenous hydrocortisone and have not developed headache. CONCLUSIONS: In our cases, hydrocortisone was effective to treat PDPH after failed conservative measures and EBP. Hydrocortisone for accidental dural perforation patients may be useful since it is a noninvasive technique and the incidence of PDPH in this group of patients is high. Controlled studies are needed to determine the actual role of hydrocortisone in preventing and treating PDPH.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cefalea después-punción de la dura-máter es la complicación más frecuente después de la raquianestesia o su perforación accidental durante tentativa de bloqueo peridural. El objetivo de este relato es describir el uso de la hidrocortisona en el tratamiento y en la prevención de la cefalea después-punción de la dura-máter (CPPD). RELATO DE LOS CASOS: Se relatan tres casos en que la hidrocortisona fue utilizada en el tratamiento y en la prevención de la cefalea después-punción de la dura-máter. El primero fue de una paciente obstétrica sometida a cesárea, que presentó cefalea en el postoperatorio, no respondente a la medicación convencional y al tratamiento con tampón sanguíneo peridural (TSP), sin embargo, presentó remisión completa del cuadro con hidrocortisona por vía venosa. Otras dos pacientes, en quien ocurrió perforación accidental de la dura-máter durante la tentativa de localización del espacio peridural y que tratadas con hidrocortisona, por vía venosa, con fines preventivos, no desarrollaron cuadro de cefalea. CONCLUSIONES: En los casos observados la hidrocortisona mostró eficacia en el tratamiento de la CPPD después de falla de las medidas conservadoras y del TSP. La utilización de hidrocortisona en pacientes con perforación accidental de la dura-máter puede ser de utilidad, pues no es una técnica invasiva y la incidencia y la gravedad de las CPPD en ese grupo de pacientes es elevada. Se hacen necesarios estudios controlados para establecer el papel real de la hidrocortisona en la prevención y tratamiento de la CPPD. <![CDATA[<b>Anesthesia in patient with moyamoya disease</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença de moyamoya é uma vasculopatia cerebral progressiva rara, mais freqüentemente diagnosticada em populações asiáticas, mas que também vem sendo identificada no Brasil. Durante a sua vida, pacientes portadores desta doença podem ser submetidos aos mais variados tipos de procedimentos cirúrgicos. O anestesiologista deve entender a fisiopatologia da doença e instituir as medidas peri-operatórias mais adequadas, no intuito de melhorar o prognóstico destes pacientes. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 22 anos, com insuficiência renal crônica, portadora da doença de moyamoya, submetida à intervenção cirúrgica para instalação de fístula arteriovenosa. A anestesia foi induzida com fentanil, propofol e atracúrio e mantida com sevoflurano. Durante o procedimento, a paciente foi mantida em normocapnia e normotermia. A extubação foi realizada e a paciente transferida à sala de recuperação pós-anestésica sem complicações. CONCLUSÕES: Este artigo apresenta os cuidados anestésicos dispensados a uma paciente portadora da doença de moyamoya.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Moyamoya disease is an uncommon progressive cerebral vasculopathy, more frequently diagnosed among Asian individuals, but which has also been described in Brazil. Moyamoya patients may be submitted to different surgical procedures throughout their lives. Anesthesiologists must understand the pathophysiology of the disease and institute adequate perioperative measures to improve patients' prognosis. CASE REPORT: Female patient, 22 yr-old, chronic renal failure, with moyamoya disease, scheduled for surgical arterial-venous fistula installation. Anesthesia was induced with fentanyl, propofol and atracurium and maintained with sevoflurane. Patient was maintained in normocapnia and normothermia throughout the procedure. Patient was extubated and transferred to the post-anesthetic care unit without complications. CONCLUSIONS: This article describes the anaesthetic care of a moyamoya disease patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La enfermedad de moyamoya es una vasculopatia cerebral progresiva rara, más frecuentemente diagnosticada en individuos asiáticos, y que también viene siendo identificada en Brasil. Durante su vida, pacientes portadores de esta enfermedad pueden ser sometidos a los más variados tipos de procedimientos quirúrgicos. El anestesiologista debe entender la fisiopatología de la enfermedad e instituir las medidas peri-operatorias más adecuadas, en el designio de mejorar el pronóstico de estos enfermos. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 22 años, insuficiencia renal crónica, portadora de la enfermedad de moyamoya, sometida a intervención quirúrgica para la instalación de fístula arteriovenosa. La anestesia fue inducida con fentanil, propofol y atracúrio y mantenida con sevoflurano. Durante el procedimiento, la paciente fue mantenida en normocapnia y normotermia. La extubación fue realizada y la paciente transferida a la sala de recuperación pos-anestésica sin complicaciones. CONCLUSIONES: Este artículo presenta los cuidados anestésicos dados a una paciente portadora de la enfermedad de moyamoya. <![CDATA[<b>Thoracic epidural anesthesia for mammaplasty in myasthenia gravis patient</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A miastenia gravis é uma doença crônica, auto-imune, caracterizada pela fraqueza da musculatura esquelética em decorrência da diminuição dos receptores de acetilcolina na junção neuromuscular. O objetivo deste relato é mostrar um caso de paciente com miastenia gravis submetida a anestesia peridural torácica para cirurgia plástica de mama. RELATO DO CASO: Paciente com 51 anos, portadora de miastenia gravis foi submetida a anestesia peridural torácica com bupivacaína e fentanil. Não houve sinais de depressão respiratória. A paciente recebeu alta hospitalar após 36 horas. CONCLUSÕES: O presente caso sugere como conduta anestésica para o paciente portador de miastenia gravis a anestesia peridural como técnica única, sem a obrigatoriedade de intubação orotraqueal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Myasthenia gravis is a chronic autoimmune disease characterized by skeletal muscles weakness promoted by decreased acetylcholine receptors in the neuromuscular junction. This report aimed at describing a case of myasthenia gravis patient submitted to thoracic epidural anesthesia for cosmetic mammaplasty. CASE REPORT: Female patient, 51 years old, with myasthenia gravis and submitted to thoracic epidural anesthesia with bupivacaine and fentanyl. There was no respiratory depression. Patient was discharged 36 hours later. CONCLUSIONS: Our case suggests epidural anesthesia as a single technique for myasthenia gravis patients, without mandatory tracheal intubation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La miastenia gravis es una enfermedad crónica, auto-inmune, caracterizada por la debilidad de la musculatura esquelética resultante de la disminución de los receptores de acetilcolina en la unión neuromuscular. El objetivo de este relato es mostrar el caso de una paciente con miastenia gravis sometida a anestesia peridural torácica para una cirugía plástica de mama. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 51 años, portadora de miastenia gravis fue sometida a anestesia peridural torácica con bupivacaína y fentanil. No hubo señales de depresión respiratoria. La paciente recibió alta hospitalaria después de 36 horas. CONCLUSIONES: Este actual caso sugiere como conducta anestésica para el paciente portador de miastenia gravis la anestesia peridural como única técnica, sin la obligatoriedad de intubación orotraqueal. <![CDATA[<b>Thoracoscopic sympathectomy to treat palmar hyperhydrosis</b>: <b>anesthetic implications</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hiperhidrose primária é uma desordem caracterizada por sudorese excessiva difusa ou localizada. Existem inúmeros métodos terapêuticos não-invasivos que, em geral, não solucionam o problema, o que gera mais ansiedade, dispêndio de tempo e de dinheiro para os pacientes que sofrem com hiperhidrose. A ressecção de parte da cadeia simpática torácica está indicada em casos de hiperhidrose palmar e pode ser feita através de cirurgia toracoscópica com bons resultados e poucas complicações. A finalidade desta revisão é discutir as possíveis técnicas anestésicas para este procedimento, bem como possíveis complicações e seu manuseio. CONTEÚDO: Estima-se que a incidência de hiperhidrose primária seja de 0,6% a 1%, ocorrendo com maior freqüência em pacientes jovens. Enquanto a sudorese axilar e plantar, na maioria dos casos, causa apenas desconforto, o excesso de suor nas mãos causa problemas sociais, profissionais e psicológicos. A simpatectomia por videotoracoscopia tem sido realizada em vários hospitais e seu número é crescente. A não ser que ocorram contra-indicações específicas, a simpatectomia é realizada bilateralmente, sob anestesia geral, através de um tubo de duplo lúmen ou tubo simples com ou sem associação de insuflação de dióxido de carbono intrapleural. Os principais cuidados pós-operatórios são o diagnóstico precoce de pneumotórax ou hemotórax residual, prevenção de náuseas e vômitos e controle da dor pós-operatória. CONCLUSÕES: A simpatectomia torácica é método eficaz para o tratamento da hiperhidrose palmar e o número de procedimentos é crescente. A introdução da videotoracoscopia melhorou a técnica, reduziu a morbidade, o tempo cirúrgico e o tempo de permanência hospitalar. O adequado manuseio anestésico, monitorização contínua e as técnicas disponíveis permitem que o procedimento seja realizado com segurança ou modifiquem-se as condutas de acordo com as observações clínicas e as respostas do paciente às alterações dinâmicas decorrentes da cirurgia e terapêutica farmacológica. Cabe ao anestesiologista dispor com critério e bom senso das alternativas disponíveis para assegurar ao paciente um procedimento seguro, uma recuperação rápida com a menor morbidade possível.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Primary hyperhydrosis is a disorder characterized by excessive diffuse or localized sweating. There are several noninvasive therapeutic methods which in general do not solve the problem generating even more anxiety, and time and money wasting for hyperhydrosis patients. Partial thoracic sympathetic chain resection is indicated for palmar hyperhydrosis and may be performed by thoracoscopic surgery with good results and few complications. This review aimed at discussing possible anesthetic techniques for this procedure, as well as possible complications and their management. CONTENTS: It is estimated that the incidence of primary hyperhydrosis varies from 0.6% to 1%, being more frequent in young patients. While in most cases axillary and plantar sweating causes discomfort only, excessive palmar sweating causes social, professional and psychological problems. Thoracoscopic sympathectomy has been performed in several hospitals and is increasing in number. Unless there are specific counterindications, bilateral sympathectomy is performed under general anesthesia through a double or single lumen catheter, with or without intrapleural carbon dioxide inflation. Major postoperative cares are early pneumothorax or residual hemothorax diagnosis, nausea and vomiting prevention and postoperative pain control. CONCLUSIONS: Intrathoracic sympathectomy is an effective method to treat palmar hyperhydrosis and the number of procedures is increasing. The introduction of thoracoscopy has improved the technique, has decreased morbidity, surgery length and hospital stay. Adequate anesthetic management, continuous monitoring and available techniques allow the procedure to be safely performed or that approaches are changed according to clinical observations and patients' responses to dynamic changes induced by surgery and drugs. It is up to the anesthesiology to make judicious and sensible use of available techniques to assure safe procedure and fast recovery with the least possible morbidity.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hiperhidrosis primaria es un desorden caracterizado por sudoresis excesiva difusa o localizada. Existen innúmeros métodos terapéuticos no invasivos que en general no solucionan el problema, generando más ansiedad, pérdida monetaria y de tiempo para los pacientes que sufren con hiperhidrosis. La resección de parte de la cadena simpática torácica está indicada en casos de hiperhidrosis palmar y puede ser hecha a través de cirugía toracoscópica con buenos resultados y pocas complicaciones. La finalidad de esta revisión es discutir las posibles técnicas anestésicas para este procedimiento, bien como posibles complicaciones y manoseo. CONTENIDO: Se estima que la incidencia de hiperhidrosis primaria sea del 0,6% a 1%, ocurriendo con mayor frecuencia en pacientes jóvenes. Mientras la sudoresis axilar y plantar, en la mayoría de los casos, causa apenas desaliento, el exceso de sudor en las manos causa problemas sociales, profesionales y psicológicos. La simpatectomia por videotoracoscopia ha sido realizada en varios hospitales y es creciente su número. Sin que ocurran contraindicaciones específicas, la simpatectomia es realizada bilateralmente bajo anestesia general a través de un tubo de doble lumen o tubo simple con o sin asociación de insuflación de dióxido de carbono intrapleural. Las principales atenciones postoperatorias son el diagnóstico precoz de neumotórax o hemotórax residual, prevención de náuseas y vómitos y control del dolor postoperatorio. CONCLUSIONES: La simpatectomia torácica es un método eficaz para el tratamiento de la hiperhidrosis palmar y es creciente el número de procedimientos. La introducción de la videotoracoscopia mejoró la técnica, redujo la morbidad, el tiempo quirúrgico y el tiempo de permanencia hospitalaria. El adecuado manoseo anestésico, monitorización continuada y las técnicas a disposición permiten que el procedimiento sea realizado con seguridad o se modifiquen las conductas de acuerdo con las observaciones clínicas y las respuestas del paciente a las alteraciones dinámicas consecuentes de la cirugía y terapéutica farmacológica. Sería entonces, deber del anestesiologista disponer con criterio y buen sentido de las alternativas disponibles para asegurar al paciente un procedimiento seguro, una recuperación rápida con la menor morbidad posible. <![CDATA[<b>Needle fracture during spinal puncture</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000300015&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hiperhidrose primária é uma desordem caracterizada por sudorese excessiva difusa ou localizada. Existem inúmeros métodos terapêuticos não-invasivos que, em geral, não solucionam o problema, o que gera mais ansiedade, dispêndio de tempo e de dinheiro para os pacientes que sofrem com hiperhidrose. A ressecção de parte da cadeia simpática torácica está indicada em casos de hiperhidrose palmar e pode ser feita através de cirurgia toracoscópica com bons resultados e poucas complicações. A finalidade desta revisão é discutir as possíveis técnicas anestésicas para este procedimento, bem como possíveis complicações e seu manuseio. CONTEÚDO: Estima-se que a incidência de hiperhidrose primária seja de 0,6% a 1%, ocorrendo com maior freqüência em pacientes jovens. Enquanto a sudorese axilar e plantar, na maioria dos casos, causa apenas desconforto, o excesso de suor nas mãos causa problemas sociais, profissionais e psicológicos. A simpatectomia por videotoracoscopia tem sido realizada em vários hospitais e seu número é crescente. A não ser que ocorram contra-indicações específicas, a simpatectomia é realizada bilateralmente, sob anestesia geral, através de um tubo de duplo lúmen ou tubo simples com ou sem associação de insuflação de dióxido de carbono intrapleural. Os principais cuidados pós-operatórios são o diagnóstico precoce de pneumotórax ou hemotórax residual, prevenção de náuseas e vômitos e controle da dor pós-operatória. CONCLUSÕES: A simpatectomia torácica é método eficaz para o tratamento da hiperhidrose palmar e o número de procedimentos é crescente. A introdução da videotoracoscopia melhorou a técnica, reduziu a morbidade, o tempo cirúrgico e o tempo de permanência hospitalar. O adequado manuseio anestésico, monitorização contínua e as técnicas disponíveis permitem que o procedimento seja realizado com segurança ou modifiquem-se as condutas de acordo com as observações clínicas e as respostas do paciente às alterações dinâmicas decorrentes da cirurgia e terapêutica farmacológica. Cabe ao anestesiologista dispor com critério e bom senso das alternativas disponíveis para assegurar ao paciente um procedimento seguro, uma recuperação rápida com a menor morbidade possível.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Primary hyperhydrosis is a disorder characterized by excessive diffuse or localized sweating. There are several noninvasive therapeutic methods which in general do not solve the problem generating even more anxiety, and time and money wasting for hyperhydrosis patients. Partial thoracic sympathetic chain resection is indicated for palmar hyperhydrosis and may be performed by thoracoscopic surgery with good results and few complications. This review aimed at discussing possible anesthetic techniques for this procedure, as well as possible complications and their management. CONTENTS: It is estimated that the incidence of primary hyperhydrosis varies from 0.6% to 1%, being more frequent in young patients. While in most cases axillary and plantar sweating causes discomfort only, excessive palmar sweating causes social, professional and psychological problems. Thoracoscopic sympathectomy has been performed in several hospitals and is increasing in number. Unless there are specific counterindications, bilateral sympathectomy is performed under general anesthesia through a double or single lumen catheter, with or without intrapleural carbon dioxide inflation. Major postoperative cares are early pneumothorax or residual hemothorax diagnosis, nausea and vomiting prevention and postoperative pain control. CONCLUSIONS: Intrathoracic sympathectomy is an effective method to treat palmar hyperhydrosis and the number of procedures is increasing. The introduction of thoracoscopy has improved the technique, has decreased morbidity, surgery length and hospital stay. Adequate anesthetic management, continuous monitoring and available techniques allow the procedure to be safely performed or that approaches are changed according to clinical observations and patients' responses to dynamic changes induced by surgery and drugs. It is up to the anesthesiology to make judicious and sensible use of available techniques to assure safe procedure and fast recovery with the least possible morbidity.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hiperhidrosis primaria es un desorden caracterizado por sudoresis excesiva difusa o localizada. Existen innúmeros métodos terapéuticos no invasivos que en general no solucionan el problema, generando más ansiedad, pérdida monetaria y de tiempo para los pacientes que sufren con hiperhidrosis. La resección de parte de la cadena simpática torácica está indicada en casos de hiperhidrosis palmar y puede ser hecha a través de cirugía toracoscópica con buenos resultados y pocas complicaciones. La finalidad de esta revisión es discutir las posibles técnicas anestésicas para este procedimiento, bien como posibles complicaciones y manoseo. CONTENIDO: Se estima que la incidencia de hiperhidrosis primaria sea del 0,6% a 1%, ocurriendo con mayor frecuencia en pacientes jóvenes. Mientras la sudoresis axilar y plantar, en la mayoría de los casos, causa apenas desaliento, el exceso de sudor en las manos causa problemas sociales, profesionales y psicológicos. La simpatectomia por videotoracoscopia ha sido realizada en varios hospitales y es creciente su número. Sin que ocurran contraindicaciones específicas, la simpatectomia es realizada bilateralmente bajo anestesia general a través de un tubo de doble lumen o tubo simple con o sin asociación de insuflación de dióxido de carbono intrapleural. Las principales atenciones postoperatorias son el diagnóstico precoz de neumotórax o hemotórax residual, prevención de náuseas y vómitos y control del dolor postoperatorio. CONCLUSIONES: La simpatectomia torácica es un método eficaz para el tratamiento de la hiperhidrosis palmar y es creciente el número de procedimientos. La introducción de la videotoracoscopia mejoró la técnica, redujo la morbidad, el tiempo quirúrgico y el tiempo de permanencia hospitalaria. El adecuado manoseo anestésico, monitorización continuada y las técnicas a disposición permiten que el procedimiento sea realizado con seguridad o se modifiquen las conductas de acuerdo con las observaciones clínicas y las respuestas del paciente a las alteraciones dinámicas consecuentes de la cirugía y terapéutica farmacológica. Sería entonces, deber del anestesiologista disponer con criterio y buen sentido de las alternativas disponibles para asegurar al paciente un procedimiento seguro, una recuperación rápida con la menor morbidad posible.