Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420050005&lang=en vol. 55 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Postoperative cognitive dysfunction</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Effects of intramuscular and perineural clonidine on sciatic nerve block with 0.5% ropivacaine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Foram estudados os efeitos da clonidina sobre a latência, a qualidade da anestesia e a duração da analgesia do bloqueio do nervo isquiático com ropivacaína a 0,5%. MÉTODO: Quarenta pacientes adultos foram submetidos a cirurgias sobre o pé e/ou a face lateral do tornozelo sob bloqueios combinados de nervos femoral e isquiático, por via anterior, em que foram alocados, segundo números aleatórios em grupo 1: 25 mL de ropivacaína a 0,5% e placebo perineural; grupo 2: 2 µg.kg-1 de clonidina por via muscular e 25 mL de ropivacaína a 0,5% perineural; e grupo 3: 2 µg.kg-1 de clonidina e 25 mL de ropivacaína a 0,5% perineural, injetados após obtidas respostas motoras com correntes de 0,2 e 0,5 mA. A sensibilidade e a motricidade foram avaliadas por 30 minutos após o bloqueio. Um escore de efetividade total do bloqueio foi atribuído. A qualidade da anestesia cirúrgica foi classificada com sucesso ou falha, segundo a necessidade de suplementação sistêmica. A duração foi o tempo desde a realização do bloqueio até a primeira solicitação de analgésico. RESULTADOS: As latências medianas foram 5, 12,5 e 17,5 minutos nos grupos 1 a 3, respectivamente (p = 0,11). As taxas de sucesso foram de 100%, 93% e 75%, respectivamente (p = 0,12). A duração da analgesia pós-operatória foi de 14,5, 13,5, e 13,75 horas, respectivamente (p = 0,15). CONCLUSÕES: A clonidina por via muscular ou perineural não influenciou a latência, a qualidade de anestesia ou a duração da analgesia do bloqueio do nervo isquiático com ropivacaína a 0,5%.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: This study evaluated the effects of clonidine on anesthesia onset, quality and duration of analgesia of sciatic nerve block using 0.5% ropivacaine. METHODS: Forty adult patients scheduled for foot or lateral aspect of the ankle procedures under combined anterior femoral/sciatic nerves block were randomly assigned to group 1, receiving 25 mL of 0.5% ropivacaine plus placebo perineurally, group 2, receiving intramuscular 2 µg.kg-1 clonidine and perineural 25 mL of 0.5% ropivacaine and group 3, receiving perineural 2 µg.kg-1 clonidine and 25 mL of 0.5% ropivacaine injected after motor responses were obtained with stimulations between 0.2 and 0.5 mA. Sensory and motor blocks were assessed for 30 minutes after blockade. A total block effectiveness score was calculated. The quality of surgical anesthesia was classified as success or failure according to the need for systemic intraoperative supplementation. Duration of anesthesia was defined as time from blockade placement until the first analgesic request. RESULTS:Median onset times were 5, 12.5, and 17.5 minutes for groups 1, 2 and 3, respectively (p = 0.11). Success rates were 100%, 93% and 75% (p = 0.12), and postoperative analgesia duration was 14.5, 13.5 and 13.75 hours (p = 0.15) for groups 1, 2 and 3, respectively. CONCLUSIONS:Intramuscular or perineural clonidine has not affected anesthetic onset, quality or the duration of postoperative analgesia of 0.5% ropivacaine-induced sciatic nerve block.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Se estudiaron los efectos de la clonidina sobre la latencia, la calidad de la anestesia y la duración de la analgesia de lo bloqueo del nervio isquiático con ropivacaína a 0,5%. MÉTODO: Cuarenta pacientes adultos fueron sometidos a cirugías sobre el pie y/o la faz lateral del tobillo bajo bloqueos combinados de nervios femoral e isquiático, por vía anterior, en que fueron distribuidos, según números aleatorios en el grupo 1: 25 mL de ropivacaína a 0,5% y placebo perineural; grupo 2: 2 µg.kg-1 de clonidina por vía muscular y 25 mL de ropivacaína a 0,5% perineural; y grupo 3: 2 µg.kg-1 de clonidina y 25 mL de ropivacaína a 0,5% perineural, inyectados después de lograr respuestas motoras con corrientes de 0,2 y 0,5 mA. La sensibilidad y la motricidad fueron evaluadas por 30 minutos después del bloqueo. El resultado de la efectividad total del bloqueo fue atribuido. La calidad de la anestesia quirúrgica fue clasificada con éxito o falla, según la necesidad de suplementación sistémica. La duración fue el tiempo desde la realización del bloqueo hasta la primera solicitación de analgésico. RESULTADOS: Las latencias medianas fueron 5, 12,5 y 17,5 minutos en los grupos 1 a 3, respectivamente (p = 0,11). Las tasas de éxito fueron del 100%, 93% y 75%, respectivamente (p = 0,12). La duración de la analgesia posoperatoria fue de 14,5, 13,5, y 13,75 horas, respectivamente (p = 0,15). CONCLUSIONES: La clonidina por vía muscular o perineural no influenció la latencia, la calidad de la anestesia o la duración de la analgesia del bloqueo del nervio isquiático con ropivacaína a 0,5%. <![CDATA[<B>Intra-articular bupivacaine and morphine for knee osteoarthritis analgesia. Comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A osteoartrite é a mais freqüente entre as doenças articulares em pessoas idosas. O objetivo do estudo foi comparar o efeito analgésico da bupivacaína e da morfina por via intra-articular em pacientes portadores de osteoartrite de joelho. MÉTODO: Foram avaliados 39 pacientes em estudo duplamente encoberto, divididos de forma aleatória, em dois grupos: os do G1 (n = 18) receberam 1 mg (1 mL) de morfina diluída em 9 mL de solução fisiológica a 0,9% e os do G2 (n = 21), 25 mg (10 mL) de bupivacaína a 0,25% sem vasoconstritor, por via intra-articular. A intensidade da dor foi avaliada pela escala numérica e verbal nos momentos 0, 30, 60 minutos e 7 dias, em repouso e em movimento. Foram avaliados a necessidade de complementação analgésica com paracetamol (500 mg), a dose total de analgésico utilizado, a duração da analgesia e a qualidade da analgesia (pelo paciente). RESULTADOS: Dos 39 pacientes, 31 completaram o estudo. Não houve diferença significativa da intensidade da dor em repouso e em movimento entre os dois grupos nos momentos estudados. Não houve diferença entre os dois grupos no tempo entre a administração da solução e a necessidade de complementação analgésica. A dose média do paracetamol utilizada no primeiro dia da semana foi de 796 mg do G1 e de 950 mg no G2; a complementação na semana foi de 3578 mg no G1 e 5333 mg no G2. CONCLUSÕES: O efeito analgésico de 1 mg de morfina e de 25 mg de bupivacaína a 0,25% sem vasoconstritor intra-articular foram semelhantes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Osteoarthritis is the most common joint disease among elderly people. This study aimed at comparing the analgesic effects of intra-articular bupivacaine and morphine in knee osteoarthritis patients. METHODS: Thirty-nine patients were included in this randomized double-blind study and divided in two groups: G1 (n = 18) patients were given intra-articular 1 mg (1 mL) morphine diluted in 9 mL of 0.9% saline, while G2 (n = 21) received intra-articular 25 mg (10 mL) of 0.25% plain bupivacaine. Pain intensity was evaluated by numerical and verbal scale at 0, 30, 60 minutes and 7 days at rest and in movement. Evaluated parameters were analgesic supplementation requirement with paracetamol (500 mg), total analgesic dose throughout the study, analgesia duration and quality (according to patient). RESULTS: From 39 patients, 31 have completed the study. There has been no significant difference in pain intensity at rest and in movement between groups in all studied moments. There has been no difference between groups in time between solution administration and need for analgesic supplementation. Mean paracetamol dose in the first day was 796 mg for G1 and 950 mg for G2; supplementation during the week was 3578 mg for G1 and 5333 mg for G2. CONCLUSIONS: The analgesic effect of intra-articular 1 mg morphine and 25 mg of 0.25% plain bupivacaine was similar.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La osteoartritis es la más frecuente entre las enfermedades articulares en personas de edad. El objetivo del estudio fue comparar el efecto analgésico de la bupivacaína y de la morfina por vía intra-articular en pacientes portadores de osteoartritis de rodilla. MÉTODO: Fueron evaluados 39 pacientes en estudio doblemente encubierto, divididos de forma aleatoria, en dos grupos: los del G1 (n = 18) recibieron 1 mg (1 mL) de morfina diluida en 9 mL de solución fisiológica a 0,9% y los del G2 (n = 21) 25 mg (10 mL) de bupivacaína a 0,25% sin vasoconstrictor, por vía intra-articular. La intensidad del dolor fue evaluada por la escala numérica y verbal en los tiempos 0, 30, 60 minutos y 7 días, en reposo y en movimiento. Fueron evaluados la necesidad de complementación analgésica con paracetamol (500 mg), la dosis total de analgésico utilizado, la duración de la analgesia y la calidad de la analgesia (por el paciente). RESULTADOS: De los 39 pacientes estudiados, 31 completaron el estudio. No hubo diferencia significativa de la intensidad del dolor en reposo y en movimiento entre los dos grupos en los tiempos estudiados. No hubo diferencia entre los dos grupos en el tiempo entre la administración de la solución y la necesidad de complementación analgésica. La dosis media del paracetamol utilizada en el primer día de la semana fue de 796 mg del G1 y de 950 mg en el G2; la complementación en la semana fue de 3578 mg G1 y 5333 mg en el G2. CONCLUSIONES: El efecto analgésico de 1 mg de morfina y de 25 mg de bupivacaína a 0,25% sin vasoconstrictor intra-articular fueron semejantes. <![CDATA[<B>Oxygenation: the impact of face mask coupling</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As diferentes técnicas de oxigenação existentes têm o objetivo de produzir desnitrogenização prévia ao período de apnéia durante a indução. A principal razão em que a concentração inspirada de oxigênio (CIO2) não atinge 100% é a falta de acoplamento adequado da máscara facial, permitindo a entrada de ar ambiente. Embora os anestesiologistas conheçam este princípio, nem todos o aplicam corretamente, facilitando a entrada de ar no fluxo de gases frescos (FGF) e, conseqüentemente, diluindo a CIO2. Este estudo procurou avaliar comparativamente, através da variação da CEO2, (concentração expirada de O2), a eficácia da técnica de oxigenação com máscara facial, nas condições habitualmente empregadas pelos anestesiologistas, simulando situações de vazamentos progressivos. MÉTODO: Foram estudadas as CEO2 de 15 voluntários, estado físico ASA I, submetidos à técnica de oxigenação com oito respirações profundas (capacidade vital) em 60s com fluxo de gás fresco de 10 L.min-¹. A máscara facial foi bem acoplada com CIO2 de 100% (Ac100), ou variando de 50% a 90% (Ac50; Ac60; Ac70; Ac80; Ac90); máscara acoplada pela gravidade e CIO(2)100% (Grav) e máscara a 1 cm da face e CIO2 a 100% (Afast). A CEO2 foi registrada em intervalos de 10s até 60s. Nos testes estatísticos p < 0,05 foi considerado significativo. RESULTADOS: A CEO2 aumentou em todos os grupos (p < 0,001), mas somente o grupo Ac100 atingiu valores próximos do ideal (82,20 - 87). Comparando-se as CEO2 atingidas no final de 60s, observou-se diferença estatística significativa entre as técnicas Ac100 e Grav (82,20 e 65,87), mostrando que a utilização da máscara acoplada apenas pela gravidade não produziu oxigenação adequada. Não houve diferença significativa entre os grupos Grav e Ac70 (65,87 e 62,67) em todos momentos estudados, sugerindo que a técnica do acoplamento pela gravidade simula aos 60s, uma CIO2 de 70%. A CEO2 média do grupo Afast atingiu valor de 47,20, que mostra que essa técnica pode ser associada a risco inaceitável de hipoxemia. CONCLUSÕES: Houve aumento progressivo da CEO2 em todos os grupos estudados, embora com redução da eficácia da técnica de oxigenação devida às várias situações de não acoplamento adequado. Este estudo mostrou, assim, a importância da atenção ao momento da oxigenação, utilizando-se a máscara bem acoplada, eliminando-se as condutas habituais de máscara afastada ou acoplada pela gravidade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Different oxygenation techniques aim at promoting denitrogenation before apnea during induction. The main reason why CIO2 = 100% cannot be reached is the lack of adequate face mask coupling, allowing the entry of room air. Although anesthesiologists know this principle, not all of them apply it correctly, facilitating the entry of air in fresh gases flow and consequently diluting CIO2. This prospective study was performed to comparatively evaluate, through the variation of oxygen expired concentration (CEO2), the efficacy of the oxygenation technique via face mask in the conditions routinely used by anesthesiologists, simulating situations of progressive leaks. METHODS: Oxygen end-tidal concentrations of 15 volunteers, physical status ASA I, were studied with 8 deep breaths (vital capacity) in 60 s with fresh gas flow of 10 L.min-1. The face mask was: tightly fitted with 100% CIO2 (Tf100) or varying from 50% to 90%, (Tf50, Tf60, Tf70, Tf80, Tf90); gravity-coupled to face and 100% CIO2 (Grav) and moved 1 cm away from face with 100% CIO2 (Aw). CEO2 was recorded at 10 s intervals. P < 0.05 was considered statistically significant. RESULTS: CEO2 has increased for all groups (p < 0.001), but only Tf100 reached values close to ideal (82.20 - 87). Comparing mean CEO2 of Grav and Tf100 at the end of 60s, (82.20 and 65.87) there was a difference of approximately 20% between both techniques, since gravity-coupled mask only did not provide adequate oxygenation. There were no significant differences between groups Tf70 and Grav (65.87 and 62.67) in all studied moments, suggesting that the latter simulates a 70% CIO2 at 60 s. Mean Aw group CEO2 increased to 47.20 at 60s showing that this technique may be associated to unacceptable risk of hypoxemia. CONCLUSIONS: All situations of face mask coupling gradually increased CEO2, although with decreased oxygenation efficacy due to situations of face mask malposition. This study has shown the need for attention during oxygenation, using well coupled face mask and eliminating normal practices of moved away or gravity-coupled masks.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las diferentes técnicas de oxigenación existentes tienen por objetivo producir desnitrogenización previa al período de apnea durante la inducción. La principal razón en que la concentración inspirada de oxígeno (CIO2) no alcanza 100% y la falta de acoplamiento adecuado de la máscara facial, permitiendo la entrada de aire ambiente. Aunque los anestesiólogos conozcan este principio, ni todos lo aplican correctamente, facilitando la entrada de aire en el flujo de gases frescos (FGF) y, consecuentemente, diluyendo la CIO2. Este estudio buscó evaluar comparativamente, a través de la variación de la CEO2, (concentración expirada de O2), la eficacia de la técnica de oxigenación con máscara facial, en las condiciones habitualmente empleadas por los anestesiólogos, simulando situaciones de vaciamientos progresivos. MÉTODO: Fueron estudiadas las CEO2 de 15 voluntarios, estado físico ASA I, sometidos a la técnica de oxigenación con ocho respiraciones profundas (capacidad vital) en 60s con flujo de gas fresco de 10 L.min-1. La máscara facial fue bien acoplada con CIO2 del 100% (Ac100), variando del 50% a 90% (Ac50; Ac60; Ac70; Ac80; Ac90) y máscara acoplada por la gravedad y CIO2 100% (Grav); máscara a 1 cm de la faz y CIO2 a 100% (Afast). La CEO2 fue registrada en intervalos de 10s hasta 60s. En los tests estadísticos p < 0,05 fue considerado significativo. RESULTADOS: La CEO2 aumentó en todos los grupos, sin embargo, solamente el grupo Ac100 alcanzó valores próximos del ideal (82,20 - 87), (p < 0,001). Comparándose las CEO2 alcanzadas al final de 60s, se observó diferencia estadística significativa entre las técnicas Ac100 y Grav (82,20 y 65,87), mostrando que la utilización de la máscara acoplada apenas por la gravedad no produjo oxigenación adecuada. No hubo diferencia significativa entre los grupos Grav y Ac70 (65,87 y 62,67) en todos los momentos estudiados, sugiriendo que la técnica del acoplamiento por la gravedad simula a los 60s, una CIO2 del 70%. La CEO2 media del grupo Afast alcanzó valor de 47,20, valor que muestra que esa técnica puede ser asociada a un riesgo inaceptable de hipoxemia. CONCLUSIONES: Hubo un aumento progresivo de la CEO2 en todos los grupos estudiados, aunque con reducción de la eficacia de la técnica de oxigenación debida a las varias situaciones de acoplamiento no adecuado. Este estudio mostró, así, la importancia de la atención al momento de la oxigenación, utilizándose la máscara bien acoplada, eliminándose las conductas habituales de máscara apartada o acoplada por la gravedad. <![CDATA[<B>Radiological evaluation of the spread of different local anesthetic volumes during posterior brachial plexus block</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dispersão do anestésico local no bloqueio interescalênico foi bem estudada, porém no bloqueio pela via posterior são poucos os estudos. O objetivo deste estudo foi determinar a dispersão de diferentes volumes de anestésico local nesta técnica através de exame radiológico contrastado. MÉTODO: Dezesseis pacientes submetidos a bloqueio do plexo braquial pela via posterior, 15 foram divididos aleatoriamente em três grupos de cinco: Grupo 1: volume de 20 mL; Grupo 2: volume de 30 mL; Grupo 3: volume de 40 mL. Em um paciente, submetido a bloqueio contínuo do plexo braquial pela via posterior, a administração de um volume de 10 mL foi estudada. Em todos, o anestésico usado foi a ropivacaína a 0,375% associada a solução radiopaca. Foram feitas radiografias da região cervical imediatamente após o bloqueio que foi avaliado através da pesquisa de sensibilidade térmica utilizando-se algodão embebido em álcool, 30 minutos após a sua realização e na sala de recuperação pós-anestésica. RESULTADOS: O comportamento radiológico e clínico do bloqueio de plexo braquial pela via posterior é muito semelhante aquele descrito com a técnica de Winnie (interescalênico). Invariavelmente há envolvimento do plexo cervical e das raízes mais altas (C5-C7) do plexo braquial. CONCLUSÕES: Este estudo mostra que a dispersão do anestésico local no bloqueio do plexo braquial pela via posterior se dá primariamente nas raízes responsáveis pela inervação do ombro.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Local anesthetic spread during interscalenic block has been thoroughly studied, however there are few studies on posterior block. This study aimed at evaluating the spread of different local anesthetic volumes during posterior brachial plexus block using contrasted X-rays. METHODS: Participated in this study 16 patients submitted to posterior brachial plexus block, 15 of whom were randomly divided in three groups of five patients: Group 1: 20 mL; Group 2: 30 mL.; Group 3 40 mL. The volume of 10 mL was studied in one patient submitted to continuous posterior brachial plexus block. All patients received 0.375% ropivacaine associated to radio-opaque solution. X-rays of the cervical region were obtained immediately after blockade that were evaluated by thermal sensitivity using cotton soaked in alcohol 30 minutes after being performed and in the PACU. RESULTS: Radiological and clinical behavior of posterior brachial plexus block is very similar to Winnie’s technique (interscalenic). There is always involvement of cervical plexus and of higher brachial plexus roots (C5-C7). CONCLUSIONS: This study has shown that local anesthetic spread during posterior brachial plexus block is seen primarily in shoulder innervating roots.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La dispersión del anestésico local en el bloqueo interescalénico fue bien estudiada; en el bloqueo por la vía posterior son pocos los estudios. El objetivo de este estudio, fue determinar la dispersión de diferentes volúmenes de anestésico local en esta técnica a través de examen radiológico contrastado. MÉTODO: Dieciséis pacientes sometidos a bloqueo del plexo braquial por vía posterior, 15 fueron divididos aleatoriamente en tres grupos de cinco: Grupo 1: volumen de 20 mL; Grupo 2: volumen de 30 mL; Grupo 3: volumen de 40 mL. En un paciente, sometido al bloqueo continuado del plexo braquial por la vía posterior, la administración de un volumen de 10 mL fue estudiada. En todos, el anestésico usado fue la ropivacaína a 0,375% asociada a solución radiopaca. Fueron hechas radiografías de la región cervical inmediatamente después el bloqueo que fue evaluado a través de la pesquisa de la sensibilidad térmica utilizándose algodón embebido en alcohol, treinta minutos después de su realización y en la sala de recuperación anestésica. RESULTADOS: El comportamiento radiológico y clínico del bloqueo de plexo braquial por vía posterior es muy semejante de aquél descrito con la técnica de Winnie (interescalénico). Invariablemente hay envolvimiento del plexo cervical y de las raíces más altas (C5-C7) del plexo braquial. CONCLUSIONES: Este estudio muestra que la dispersión del anestésico local en el bloqueo del plexo braquial por la vía posterior se da primariamente en las raíces responsables por la inervación del hombro <![CDATA[<B>Postoperative cognitive dysfunction</B>: <B>prevalence and associated factors</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A disfunção cognitiva pós-operatória (DCPO) está relacionada a fatores como o estado físico, distúrbios eletrolíticos, visuais e imunológicos, alcoolismo, fármacos e senilidade. Este estudo teve por objetivos determinar a prevalência de DCPO e seus fatores associados. MÉTODO: Foram estudados 55 pacientes, com idade entre 18 e 89 anos, submetidos a cirurgias eletivas ortopédicas, urológicas, digestivas ou vasculares, sob anestesia geral ou regional. Foi aplicado o Mini-Exame de Estado Mental (MEEM) na véspera da data da cirurgia (M0), 24 horas após (M1) e 3 a 7 dias após a cirurgia (M2). A DCPO foi caracterizada por escore do MEEM menor que 24/30 pontos ou diferença maior ou igual a 4 pontos em relação a M0. As variáveis utilizadas nas análises uni e multivariadas foram a idade, o sexo, o tipo de anestesia, o tipo de cirurgia, a ocorrência de hipotensão arterial, hipoxemia ou hipocapnia intra-operatórias, o uso de atropina e a duração da cirurgia. RESULTADOS: DCPO ocorreram em oito pacientes (14,54%). Todos os casos de DCPO ocorreram em pacientes com idade superior a 65 anos. Nesta faixa etária, a prevalência de DCPO foi de 28,57%. Somente a idade e os valores pré-anestésicos do MEEM diferiram entre os que apresentaram e os que não apresentaram DCPO. O modelo logístico incluiu somente o escore pré-anestésico do MEEM. CONCLUSÕES: Entre as variáveis incluídas neste estudo, somente o valor pré-anestésico do escore do MEEM pode ser considerado um fator de previsão independente da ocorrência de DCPO.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Postoperative cognitive dysfunction (POCD) is related to factors such as physical status, electrolytic, visual and immune disorders, alcoholism, drugs and advanced age. This study aimed at determining the prevalence of POCD and its associated factors. METHODS: Participated in this prospective study 55 patients aged 18 to 89 years, scheduled for elective orthopedic, urologic, general or vascular surgeries, under general or regional anesthesia. The Mini-Mental State Examination (MMSE) was applied the day before surgery (M0), at 24 postoperative hours (M1) and 3 to 7 days after surgery (M2). POCD was defined as MMSE score below 24/30 or as a difference equal to or above 4 as compared to M0. Univariate and multivariate analysis variables included age, gender, type of anesthesia and surgery, intraoperative hypotension, hypoxemia or hypocapnia, use of atropine and surgery length. RESULTS: POCD was observed in eight patients (14.54%). All POCD patients were above 65 years of age. Among these patients, the prevalence of POCD was 28.57%. Only age and preanesthetic MMSE scores were different between patients with or without POCD. The logistic model included only preanesthetic MMSE scores. CONCLUSIONS: Among the variables included in this study, only preanesthetic MMSE score is a significant independent predictor of POCD.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La disfunción cognoscitiva pos-operatoria (DCPO) está relacionada a factores como el estado físico, disturbios electrolíticos, visuales e inmunológicos, alcoholismo, fármacos y senilidad. Este estudio tuvo el objetivo de determinar la superioridad de DCPO y sus factores asociados. MÉTODO: Se estudiaron 55 pacientes, con edad entre 18 y 89 años, sometidos a cirugías electivas ortopédicas, urológicas, digestivas o vasculares, bajo anestesia general o regional. Fue aplicado el Mini-Examen del Estado Mental (MEEM) en la víspera de la fecha de la cirugía (M0), 24 horas después (M1) y 3 a 7 días después la cirugía (M2). La DCPO fue caracterizada por el resultado del MEEM menor que 24/30 puntos o diferencia mayor o igual a 4 puntos con relación al M0. Las variables utilizadas en los análisis uni y multivariadas fueron la edad, el sexo, el tipo de anestesia, el tipo de cirugía, la ocurrencia de hipotensión arterial, hipoxemia o hipocapnia intra-operatorias, el uso de atropina y la duración de la cirugía. RESULTADOS: DCPO ocurrieron en ocho pacientes (14,54%). Todos los casos de DCPO ocurrieron en pacientes con edad superior a 65 años. En esta banda etária, la superioridad de DCPO fue del 28,57%. Solamente la edad y los valores pre-anestésicos del MEEM difirieron entre los que presentaron y los que no presentaron DCPO. El modelo logístico incluyó solamente el resultado pre-anestésico del MEEM. CONCLUSIONES: Entre las variables incluidas en este estudio, solamente el valor pre-anestésico del resultado del MEEM puede ser considerado un factor de previsión independiente de la ocurrencia de DCPO. <![CDATA[<B>Intraoperative analgesic effect of epidural ketamine, clonidine or dexmedetomidine for upper abdominal surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cetamina reduz a nocicepção, bloqueando os canais dos receptores NMDA, em doses sub-anestésicas. A ativação dos receptores alfa2-adrenérgicos induz intensa resposta analgésica. O objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos da cetamina, clonidina e dexmedetomidina, por via peridural, em pacientes submetidos à cirurgia do abdômen superior. MÉTODO: Participaram deste estudo aleatório e duplamente encoberto, 70 pacientes, de ambos os gêneros, com idade entre 18 e 50 anos, estado físico ASA I e II, submetidos a colecistectomia por via subcostal, sob anestesia geral associada à peridural lombar. Na anestesia peridural foram administrados, aleatoriamente, 20 mL de ropivacaína a 0,75% e 1 mL de cloreto de sódio a 0,9% no grupo Controle (n = 10); 20 mL de ropivacaína a 0,75% e 0,5 mg.kg-1 de cetamina no grupo Cetamina (n = 20); 20 mL de ropivacaína a 0,75% e 1 mL de clonidina (150 µg) no grupo Clonidina (n = 20) ou 20 mL de ropivacaína a 0,75% e 2 µg.kg-1 de dexmedetomidina no grupo Dexmedetomidina (n = 20). A indução anestésica foi realizada com etomidato, alfentanil e rocurônio, sendo a manutenção obtida pela administração de isoflurano e alfentanil. A analgesia foi observada por meio dos sinais clínicos e a concentração inspirada do agente inalatório por meio do analisador de gases ins e expirados, durante o ato operatório. RESULTADOS: Nos pacientes em que foi administrada cetamina, clonidina ou dexmedetomidina, ocorreu diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial sistêmica, e não houve necessidade de complementação analgésica peri-operatória. Com relação à concentração inspirada do isoflurano, as necessidades variaram entre 0,5vol% e 1vol%, não se observando sinais clínicos ou respostas que sugerissem níveis inadequados de anestesia. CONCLUSÕES: A administração de cetamina, clonidina ou dexmedetomidina, por via peridural, reduz o consumo de alfentanil e a concentração inspirada de isoflurano, no intra-operatório de cirurgia de abdômen superior.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Low dose ketamine decreases nociception by blocking NMDA receptor channels. Alpha2-adrenergic receptor activation triggers intense analgesic response. This study aimed at evaluating the effects of epidural ketamine, clonidine and dexmedetomidine, in patients undergoing upper abdominal surgery. METHODS: Participated in this randomized double-blind study 70 patients of both genders, aged 18 to 50 years, physical status ASA I or II, submitted to subcostal cholecystectomy under general anesthesia associated to lumbar epidural anesthesia. Lumbar epidural anesthesia was randomly induced as follows: Control group: 20 mL of 0.75% ropivacaine and 1 mL of 0.9% saline solution (n = 10); Ketamine group: 20 mL of 0.75% ropivacaine and 0.5 mg.kg-1 ketamine (n = 20); Clonidine group: 20 mL of 0.75% ropivacaine and 1 mL clonidine (150 µg) (n = 20); Dexmedetomidine group: 20 mL of 0.75% ropivacaine and 2 µg.kg-1 dexmedetomidine (n = 20). Anesthesia was induced with etomidate, alfentanil and rocuronium and was maintained with isoflurane and alfentanil. Analgesia was evaluated by clinical signs and inhalational anesthetic inspired concentration was evaluated by anesthetic gases analysis during surgery. RESULTS: All patients receiving ketamine, clonidine or dexmedetomidine had heart rate and systemic blood pressure decrease and have not required perioperative analgesic complementation. For the same patients, isoflurane inspired concentration varied from 0.5vol% to 1vol% and there were no clinical signs or responses suggesting inadequate anesthetic levels. CONCLUSIONS: Epidural ketamine, clonidine or dexmedetomidine decreases alfentanil consumption and isoflurane inspired concentration in the intraoperative period of upper abdominal surgery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cetamina reduce la nocicepción, bloqueando los canales de los receptores NMDA, en dosis sub-anestésicas. La activación de los receptores alfa2-adrenérgicos causa intensa respuesta analgésica. El objetivo de esta pesquisa fue evaluar los efectos de la cetamina, clonidina y dexmedetomidina, por vía peridural, en pacientes sometidos a cirugía del abdomen superior. MÉTODO: Participaron de este estudio aleatorio y doblemente encubierto, 70 pacientes, de ambos sexos, con edad entre 18 y 50 años, estado físico ASA I y II, sometidos a colecistectomia por vía subcostal, bajo anestesia general asociada a la peridural lumbar. En la anestesia peridural fueron administrados, aleatoriamente, 20 mL de ropivacaína a 0,75% e a 1 mL de cloruro de sodio a 0,9% en el Grupo Control (n = 10); 20 mL de ropivacaína a 0,75% e a 0,5 mg.kg-1 de cetamina en el Grupo Cetamina (n = 20); 20 mL de ropivacaína a 0,75% e a 1 mL de clonidina (150 µg) en el Grupo Clonidina (n = 20) ó 20 mL de ropivacaína a 0,75% e a 2 µg.kg-1 de dexmedetomidina en el Grupo Dexmedetomidina (n = 20). La inducción anestésica fue realizada con etomidato, alfentanil y rocuronio, siendo el mantenimiento logrado por la administración de isoflurano y alfentanil. La analgesia fue observada por medio de los señales clínicos y la concentración inspirada del agente inhalatorio por medio del analizador de gases ins y expirados, durante el acto operatorio. RESULTADOS: En todos los pacientes en que fue administrada cetamina, clonidina o dexmedetomidina, ocurrió disminución de la frecuencia cardiaca y de la presión arterial sistémica, quiénes no necesitaron complementación analgésica peri-operatoria. Con relación a la concentración inspirada del isoflurano, las necesidades variaron entre 0,5vol% y 1vol%, no se observando señales clínicas o respuestas que sugiriesen niveles inadecuados de anestesia. CONCLUSIONES: La administración de cetamina, clonidina o dexmedetomidina, por vía peridural, reduce el consumo de alfentanil y la concentración inspirada de isoflurano, en el intra-operatorio de cirugía de abdomen superior. <![CDATA[<B>Effect of ropivacaine on neuronal norepinephrine reuptake in smooth muscle</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Além da ação anestésica local, a ropivacaína apresenta efeito vasoconstritor, clinicamente significativo, que pode ser observado quando da anestesia infiltrativa, o que a torna um anestésico importante no bloqueio de campo. Este trabalho teve por objetivo caracterizar o mecanismo de ação constritora da ropivacaína em músculo liso. MÉTODO: Em preparações isoladas de ducto deferente de ratos foram construídas curvas concentração-efeito de noradrenalina na ausência ou na presença da ropivacaína. Em outra série de experimentos os ratos foram tratados com reserpina (10 mg.kg-1, por via intraperitoneal) para avaliar a reatividade dos ductos deferentes à tiramina ou noradrenalina, na ausência ou presença da ropivacaína. RESULTADOS: A ropivacaína nas concentrações de 5 ou 10 µg.mL-1 potencializou o efeito máximo (Emax) da noradrenalina em 47% e 35%, respectivamente, enquanto que nas concentrações de 50 ou 100 µg.mL-1 inibiu o efeito máximo produzido por este agonista. Em ductos deferentes isolados de ratos reserpinizados, a ropivacaína (10 ou 20 µg.mL-1) potencializou (150% e 25%, respectivamente) as contrações induzidas pela noradrenalina, enquanto que as concentrações de 50 ou 100 µg.mL-1 não alteraram as respostas à noradrenalina. CONCLUSÕES: Os resultados obtidos permitem concluir que a ropivacaína bloqueia a recaptação neuronal de noradrenalina pelos terminais nervosos simpáticos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In addition to local anesthetic action, ropivacaine has clinically significant vasoconstrictor effects, which may be observed at infiltrative anesthesia, making it an important anesthetic for field blockade. This study aimed at characterizing the constrictor mechanism of ropivacaine on smooth muscles. METHODS: Norepinephrine concentration-effect curves in the absence or presence of ropivacaine were plotted on isolated preparations of vas deferens of rats. In another series of experiments rats were treated with reserpine (10 mg.kg-1, i.p.) to evaluate vas deferens reactivity to tyramine or norepinephrine, in the absence or presence of ropivacaine. RESULTS: Ropivacaine 5 or 10 µg.mL-1 potentiated maximum norepinephrine effect (Emax) in 47% and 35%, respectively, while higher concentrations (50 or 100 µg.mL-1) inhibited its maximum effect. In isolated vas deferens of rats treated with reserpine, ropivacaine (10 or 20 µg.mL-1) potentiated (150% and 25%, respectively) norepinephrine-induced contractions, while higher concentrations (50 or 100 µg.mL-1) have not changed responses to norepinephrine. CONCLUSIONS: Ropivacaine blocks neuronal norepinephrine reuptake by sympathetic nerve terminals.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Además de la acción anestésica local, la ropivacaína presenta un efecto vasoconstrictor, clínicamente significativo y puede ser observado cuando de la anestesia infiltrativa, con esto lo hace un anestésico importante en el bloqueo del campo. Este trabajo tuvo por objetivo caracterizar el mecanismo de acción constrictor de la ropivacaína en músculo liso. MÉTODO: En preparaciones separadas del conducto deferente de ratones fueron construidas curvas concentración-efecto de noradrenalina en la ausencia o en la presencia de la ropivacaína. En otra serie de experimentos los ratones fueron tratados con reserpina (10 mg.kg-1, por la via intraperitoneal) para evaluar la reactividad de los conductos deferentes a la tiramina o noradrenalina, en la ausencia o presencia de la ropivacaína. RESULTADOS: La ropivacaína en las concentraciones de 5 ó 10 µg.mL-1 potenció el efecto máximo (Emax) de la noradrenalina en un 47% y 35%, respectivamente, mientras que en las concentraciones de 50 ó 100 µg.mL-1 inhibió el efecto máximo producido por este agonista. En conductos deferentes separados de ratones reserpinizados, la ropivacaína (10 ó 20 µg.mL-1) potenció (150% y 25%, respectivamente) las contracciones inducidas por la noradrenalina, mientras que las concentraciones de 50 ó 100 µg.mL-1 no alteraron las respuestas a la noradrenalina. CONCLUSIONES: Los resultados logrados permiten concluir que la ropivacaína bloquea la recaptación neuronal de noradrenalina por los terminales nerviosos simpáticos. <![CDATA[<B>Extreme intraoperative hemodilution in Jehovah’s witness patient submitted total proctocolectomy</B>: <B>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os riscos de transfusão homóloga de sangue são bem conhecidos e alguns pacientes recusam esta transfusão por motivos religiosos. O objetivo foi relatar um caso de proctocolectomia total em Testemunha de Jeová onde o nível de hemoglobina foi de 4 g/dL. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 17 anos, história de polipose intestinal familiar. Iniciada aos oito anos, caracterizada por sangramento. Aos 13 anos colectomia total. Aos 17 anos proctocolectomia total. Preparado com eritropoietina, ácido fólico, infusão de ferro e vitamina B12. Hemograma revelou: hemácias 4.200.000/mm³, hemoglobina 10,5 g/dL e hematócrito de 37%. Plaquetas 273.000/mm³, tempo de protrombina normal. Monitorização com PANI, oximetria de pulso, capnografia e ECG continuamente. Anestesia com propofol, sufentanil, pancurônio e enflurano em circuito fechado. Infusão de 7.000 mL de solução de Ringer com lactato e 150 mL de albumina humana a 20%. Diurese de 2.900 mL. Duração de 10 horas e 30 minutos. Na UTI Ht de 20%, hemácias 2.300.000/mm³, Hb de 4,2 g/dL e mantido com propofol e atracúrio. Exame no dia seguinte revelou: Ht de 18%, hemácias de 2.050.000/mm³, Hb de 4 g/dL. Extubado 18 horas após o término da cirurgia. Segundo dia encaminhado para o quarto. Quarto dia iniciada alimentação por via oral. Alta hospitalar no décimo dia de PO. No 30º PO Ht de 35%, hemácias de 4.000.000/mm³ e Hb de 9,5 g/dL. Seis meses após, fechamento da ileostomia. Submetido a 12 cirurgias sem transfusão sangüínea. CONCLUSÕES: Um planejamento de toda a equipe (clínico, cirurgião, anestesiologista e médicos de terapia intensiva) permite realizar procedimentos cirúrgicos associados com importantes perdas sangüíneas, sem administração de sangue.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Homologous blood transfusion risks are well known and some patients may refuse blood transfusions on religious grounds. This report aimed at describing a case of total proctocolectomy in Jehovah’s Witness patient with 4 g/dL hemoglobin. CASE REPORT: Male patient, 17 years old, with family history of adenomatous polyposis. The disease was manifested at eight years of age, characterized by bleeding. At 13 years of age he was submitted to total colectomy. At 17 years of age he was submitted to total proctocolectomy. Patient was prepared with erythropoietin, folic acid, infusion of iron and vitamin B12. Red blood cell count revealed He = 4,200,000/mm³, hemoglobin = 10.5 g/dL, hematocrit = 37% platelets = 273,000/mm³ and normal prothrombin time. Patient was continuously monitored with NIBP, pulse oximetry, capnography and ECG. Anesthesia was induced with propofol, sufentanil, pancuronium and enflurane in closed system. Patient received 7,000 mL lactated Ringer’s and 150 mL of 20% human albumin. Total diuresis was 2,900 mL. Surgery lasted 10 hours and 30 minutes. Patient was referred to the ICU with 20% hematocrit, 2,300,000/mm³ red cells, 4,2 g/dL hemoglobin and was maintained with propofol and atracurium. Next day evaluation revealed 18% hematocrit, 2,050,000/mm³ red cells and 4 g/dL hemoglobin. Patient was extubated 18 hours after surgery and was referred to the ward. Patient started eating four days after surgery and was discharged the 10th postoperative day. Thirty days later patient presented 35% hematocrit, 4,000,000/mm³ red cells and 9.5 g/dL hemoglobin. Six months later he returned for ileostomy closing. Patient was submitted to 12 surgeries without a single blood transfusion. CONCLUSIONS: A good planning of the whole team (clinician, surgeon, anesthesiologist, intensive care staff) allows us to perform surgical procedures associated to major blood losses without administering blood.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los riesgos de transfusión homóloga de sangre son bien conocidos y algunos pacientes recusan esta transfusión por motivos religiosos. El objetivo fue relatar un caso de proctocolectomia total en un paciente Testigo de Jehová donde el nivel de hemoglobina fue de 4 g/dL. RELATO DEL CASO: Paciente masculino, 17 años, historia de poliposis intestinal familiar. Iniciada a los ocho años, caracterizada por sangramiento. A los 13 años colectomia total. A los 17 años proctocolectomia total. Preparado con eritropoietina, ácido fólico, infusión de hierro y vitamina B12. El hemograma reveló: hematíes 4.200.000/mm3, hemoglobina 10,5 g/dL y hematócrito del 37%. Plaquetas 273.000/mm3, tiempo de protrombina normal. Monitorización con PANI, oximetría de muñeca (pulso) capnografia y ECG continuamente. Anestesia con propofol, sufentanil, pancuronio y enflurano en circuito cerrado. Infusión de 7.000 mL de solución de Ringer con lactato y 150 mL de albúmina humana a 20%. Diuresis de 2.900 mL. Duración de 10 horas y 30 minutos. En la UTI Ht del 20%, hematíes 2.300.000/mm3, Hb de 4,2 g/dL y mantenido con propofol y atracúrio. En examen al día siguiente reveló: Ht del 18%, hematíes de 2.050.000/mm3, Hb de 4 g/dL. Extubado 18 horas después del término de la cirugía. Al segundo día fue encaminado para el cuarto. Al cuarto día iniciada con alimentación por vía oral. Alta hospitalario al décimo día de PO. En el 30º PO Ht del 35%, hematíes de 4.000.000/mm3 y Hb de 9,5 g/dL. Seis meses después, encerramiento de la ileostomia. Sometido a 12 cirugías sin transfusión sanguínea. CONCLUSIONES: Una planificación de todo el equipo (clínico, cirujano, anestesista y médicos de terapia intensiva) permite realizar procedimientos quirúrgicos asociados con importantes pierdas sanguíneas, sin administración de sangre. <![CDATA[<B>Anesthesia in patient with Rubinstein-Taybi syndrome</B>: <B>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome de Rubinstein-Taybi (SRT) é uma doença genética causada por uma mutação ou apagamento do cromossomo 16, caracterizada por retardo físico e mental, anormalidades craniofaciais e hálux e polegares largos. Há pouca informação sobre esta síndrome na literatura anestésica. O objetivo deste relato foi apresentar a conduta anestésica em paciente submetido à cirurgia odontológica e discutir as características de interesse para a anestesia nesses pacientes. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 9 anos, 28 kg, submetido à anestesia geral para extrações de dentes anormalmente posicionados. Apresentava as características típicas da SRT, retardo físico e mental, anormalidades craniofaciais e hálux e polegares largos. A anestesia foi induzida e mantida com sevoflurano, inicialmente sob máscara facial e após intubação nasotraqueal em ventilação assistida manual com sistema de Bain. Não houve intercorrências e a cirurgia foi realizada em regime ambulatorial. CONCLUSÕES: A importância da avaliação pré-anestésica é enfatizada, devido às malformações, inclusive cardíacas, associadas a esta síndrome. Este paciente, em particular, não apresentava comprometimento cardíaco, presente em um terço dos casos. É recomendável preparação para possível dificuldade de manutenção das vias aéreas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Rubinstein-Taybi syndrome (RTS) is a genetic disease caused by mutation or deletion of chromosome 16, and characterized by growth and mental retardation, clubbing thumbs and toes and craniofacial abnormalities. There is little information about RTS in the anesthetic literature. This report aimed at describing the anesthetic management of a patient with Rubinstein-Taybi syndrome submitted to dentistry surgery and at discussing aspects of this syndrome that may be relevant to anesthesia. CASE REPORT: Male patient, 9-year-old, 28 kg, to be submitted to general anesthesia for extraction of abnormally positioned teeth. Patient presented with typical RTS characteristics (growth and mental retardation, clubbing thumbs and toes and craniofacial abnormalities). Anesthesia was induced and initially maintained with sevoflurane under facial mask; after tracheal intubation it was maintained under manually controlled ventilation with Bain system. There have been no complications and procedure was performed in outpatient regimen. CONCLUSIONS: The importance of thorough preanesthetic evaluation is emphasized due to possible associated malformations, including heart diseases. In this particular case, there was no heart disease, which is reported to be present in one-third of cases. Attention to difficult airway maintenance is recommended.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El síndrome de Rubinstein-Taybi (SRT) es una enfermedad genética causada por una mutación o apagamiento del cromosoma 16, caracterizada por retardo físico y mental, anormalidades craneofaciales y hálux y pulgares anchos. Hay poca información sobre este síndrome en la literatura anestésica. El objetivo de este relato ha sido en presentar la conducta anestésica en paciente sometido a cirugía odontológica y discutir las características de interés para la anestesia en estos pacientes. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 9 años, 28 kg, sometido a la anestesia general para extracciones de dientes anormalmente posicionados. Presentaba las características típicas de la SRT, retardo físico y mental, anormalidades craneofaciales y hálux y pulgares anchos. La anestesia fue inducida y mantenida con sevoflurano, inicialmente bajo máscara facial y después intubación nasotraqueal en ventilación asistida manual con sistema de Bain. No hubo interocurrencias y la cirugía fue realizada en régimen ambulatorial. CONCLUSIONES: La importancia de la evaluación pre-anestésica es realizada, debido a las malformaciones, incluso cardíacas, asociadas a este síndrome. En este caso en particular, el paciente no presentaba comprometimiento cardíaco, presente en un tercio de los casos. Se recomienda preparación para una posible dificultad de mantenimiento de las vías aéreas. <![CDATA[<B>Prolonged neuromuscular block after mivacurium</B>: <B>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a introdução de novos fármacos com ação de curta duração, houve aumento do número de procedimentos realizados em caráter ambulatorial. O mivacúrio com duração de ação entre 15 e 30 minutos e metabolismo enzimático tornou-se opção de bloqueador neuromuscular para estes procedimentos. O relato de caso tem como objetivo chamar a atenção para a ocorrência de bloqueio neuromuscular prolongado após administração do mivacúrio e as condutas que foram adotadas. RELATO DO CASO: Descreve-se um caso de paciente programado para procedimento de curta duração em regime ambulatorial e que apresentou bloqueio neuromuscular prolongado após administração do mivacúrio. O diagnóstico foi posteriormente confirmado pela demonstração de níveis reduzidos de atividade da colinestesterase plasmática. CONCLUSÕES: A investigação laboratorial pré-operatória, mesmo incluindo a dosagem da atividade da colinesterase, não previne a possibilidade do bloqueio neuromuscular prolongado devido à possibilidade de alteração qualitativa da atividade da enzima, não existindo recomendação para investigação sistemática. Ocorrendo esta complicação, deve-se sedar o paciente e manter ventilação mecânica até a completa recuperação da força muscular e realizar exames laboratoriais para o diagnóstico definitivo. É de responsabilidade do anestesiologista a coleta de amostra sangüínea para realização de testes quantitativos e qualitativos da colinesterase plasmática. Paciente e familiares devem ser orientados quanto à importância da investigação para classificação da variante atípica da colinesterase plasmática e suas implicações anestésicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: With the introduction of new drugs with short action, there has been increase in the number of outpatient procedures. Mivacurium, with duration of action of 15-30 minutes and enzymatic metabolism has become the neuromuscular blocker of choice for these procedures. This case report aim at calling the attention to prolonged neuromuscular block after mivacurium and its management approaches. CASE REPORT: Patient scheduled for outpatient procedure presenting prolonged neuromuscular block after mivacurium. Diagnosis was confirmed by low plasma cholinesterase activity. CONCLUSIONS: Preoperative laboratory screening, even including plasma cholinesterase activity testing, will not prevent the possibility of prolonged neuromuscular block due to possible qualitative enzymatic activity abnormality, and there is no recommendation for its systematic investigation. In the presence of this complication, patient should be sedated and maintained under mechanical ventilation until total muscle strength recovery. Laboratory tests should be requested for final diagnosis. It is the anesthesiologist’s duty to collect blood samples for quantitative and qualitative plasma cholinesterase tests. Patient and relatives should be counseled about the importance of the investigation to classify the atypical variant of plasma cholinesterase and its anesthetic complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la introducción de nuevos fármacos con acción de corta duración, hubo aumento del número de procedimientos realizados en carácter ambulatorial. El mivacúrio con duración de acción entre 15 y 30 minutos y metabolismo enzimático se volvió opción de bloqueador neuromuscular para estos procedimientos. El relato de caso tiene como objetivo llamar la atención para la ocurrencia de bloqueo neuromuscular prolongado después de la administración del mivacúrio y las conductas que fueron adoptadas. RELATO DEL CASO: Se describe un caso de paciente programado para procedimiento de corta duración en régimen ambulatorial y que presentó bloqueo neuromuscular prolongado después de administración del mivacúrio. El diagnóstico fue posteriormente confirmado por la demostración de niveles reducidos de actividad de la colinestesterasis plasmática. CONCLUSIONES: La averiguación laboratorial pre-operatoria, mismo incluyendo la dosificación de la actividad de la colinesterasis, no precave la posibilidad del bloqueo neuromuscular prolongado debido a la posibilidad de alteración cualitativa de la actividad de la enzima, no existiendo recomendación para averiguación sistemática. Ocurriendo esta complicación, se debe sedar el paciente y mantener ventilación mecánica hasta la completa recuperación de la fuerza muscular y realizar exámenes laboratoriales para el diagnóstico definitivo. Es de responsabilidad del anestesista la colecta de muestra sanguínea para realización de tests cuantitativos y cualitativos de la colinesterasis plasmática. Paciente y familiares deben ser orientados en cuanto a la importancia de la averiguación para clasificación de la variante atípica de la colinesterasis plasmática y sus implicaciones anestésicas. <![CDATA[<B>Myocardial protection in cardiac surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A proteção miocárdica define o conjunto de estratégias que objetivam atenuar a intensidade da lesão de isquemia-reperfusão miocárdica durante a cirurgia cardíaca e suas conseqüências sobre a função miocárdica. Um melhor entendimento dos fenômenos fisiopatológicos relacionados à isquemia-reperfusão miocárdica e da cardioproteção promovida por determinados fármacos e técnicas anestésicas tem dado ao anestesiologista papel importante na proteção miocárdica durante o procedimento cirúrgico. O objetivo desta revisão foi abordar os mecanismos de lesão miocárdica e as modalidades de proteção miocárdica com enfoque para a técnica anestésica. CONTEÚDO: São abordados os mecanismos de lesão miocárdica durante os eventos de isquemia-reperfusão e suas conseqüências clínicas assim como às técnicas de proteção realizadas durante a cirurgia cardíaca. Ênfase especial é dada aos fármacos e técnicas anestésicas, como anestésicos halogenados, opióides e fármacos adjuvantes, pois estes têm mostrado efeitos cardioprotetores em cirurgia cardíaca. CONCLUSÕES: A associação de técnica anestésica adequada com agentes anestésicos cardioprotetores às técnicas habituais de proteção miocárdica realizadas pelo cirurgião pode contribuir para prevenção de disfunção miocárdica e promover melhor recuperação no período pós-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Myocardial protection defines the set of strategies aiming at attenuating the intensity of myocardial ischemia-reperfusion injury during heart surgery and its harmful consequences on myocardial function. A better understanding of pathophysiological phenomena related to ischemia-reperfusion events and of the anesthetic-induced heart protection has given to the anesthesiologist a major role in intraoperative myocardial protection. The objective of this update was to review the mechanisms of ischemia-reperfusion-induced myocardial injury and myocardial protection modalities focusing on anesthetic techniques. CONTENTS: Ischemia-reperfusion-induced myocardial injury mechanisms and their clinical consequences on heart as well as myocardial protection techniques used during heart surgery are addressed in this review. Special emphasis is given to the role of anesthetic drugs and techniques such as inhaled halogenate anesthetics, opioids and adjuvant anesthetic drugs, since they have been shown to have heart protecting effects during cardiac surgery. CONCLUSIONS: The association of adequate anesthetic technique using heart protecting agents to usual myocardial protection modalities performed by the surgeon may contribute to the prevention of cardiac surgery-induced myocardial dysfunction and improve postoperative outcome.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La protección miocárdica define el conjunto de estrategias que tienen por objetivo atenuar la intensidad de la lesión de isquemia-reperfusión miocárdica durante la cirugía cardiaca y sus consecuencias sobre la función miocárdica. Un mejor entendimiento de los fenómenos fisiopatológicos relacionados a la isquemia-reperfusión miocárdica y de la cardioprotección promovida por determinados fármacos y técnicas anestésicas ha dado al anestesiologista papel importante en la protección miocárdica durante el procedimiento quirúrgico. El objetivo de esta revisión fue abordar los mecanismos de la lesión miocárdica y las modalidades de protección miocárdica con enfoque para la técnica anestésica. CONTENIDO: Son abordados los mecanismos de lesión miocárdica durante los eventos de isquemia-reperfusión y sus consecuencias clínicas así como las técnicas de protección realizadas durante la cirugía cardiaca. Énfasis especial fue dada a los fármacos y técnicas anestésicas, como anestésicos halogenados, opioides y fármacos adyuvantes, pues éstos han mostrado efectos cardioprotectores en cirugía cardiaca. CONCLUSIONES: La asociación de la técnica anestésica adecuada con agentes anestésicos cardioprotectores a las técnicas habituales de protección miocárdica realizadas por el cirujano puede aportar para la prevención de disfunción miocárdica y promover mejor recuperación en el período pos-operatorio. <![CDATA[<B>Postoperative nausea and vomiting</B>: <B>a review of the "minor-major" problem</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar da investigação contínua e do desenvolvimento de novos fármacos e técnicas, as náuseas e vômitos no pós-operatório (NVPO) são freqüentes e podem contribuir para o desenvolvimento de complicações com conseqüente aumento dos custos hospitalares e dos recursos humanos. Os objetivos deste artigo são a revisão dos mecanismos fisiológicos, dos fatores de risco e das medidas terapêuticas disponíveis para o manuseio de NVPO. CONTEÚDO: Várias são as estratégias de manuseio de NVPO sugeridas neste artigo, destacando-se, no entanto, as linhas de orientação emitidas por Gan em 2003. Estas constituem a contribuição mais recente para a estratificação de risco, prevenção e tratamento dos pacientes com NVPO. CONCLUSÕES: Embora o manuseio de NVPO tenha melhorado nos últimos anos, estes ainda ocorrem freqüentemente em grupos de risco elevado. A estratégia atual para a prevenção e manuseio de NVPO permanece por estabelecer e as linhas de orientação de Gan deverão ser adaptadas a cada população de pacientes e à instituição hospitalar.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Notwithstanding continuous investigations and the development of new drugs and techniques, postoperative nausea and vomiting (PONV) are frequent and may contribute to the development of complications, thus increasing hospital and human costs. This article aimed at reviewing physiological mechanisms, risk factors and therapeutic approaches available to manage PONV. CONTENTS: Several strategies to manage PONV are suggested in this article, but stress is given to guidelines published by Gan in 2003. They are the most recent contribution for risk stratification, prevention and treatment of PONV patients. CONCLUSIONS: Although the management of PONV has improved in recent years, it is still common among high-risk patients. Current strategy to prevent and treat PONV is not yet established and Gan guidelines should be adapted to each population and institution.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A pesar de la averiguación continuada y del desarrollo de nuevos fármacos y técnicas, las náuseas y vómitos en el posoperatorio (NVPO) son frecuentes y pueden aportar para el desarrollo de complicaciones con consecuente aumento de los costeos hospitalarios y de los recursos humanos. Los objetivos de este artículo son la revisión de los mecanismos fisiológicos, de los factores de riesgo y las medidas terapéuticas disponibles para el manoseo de NVPO. CONTENIDO: Varias son las estrategias de manoseo de NVPO sugeridas en este artículo, destacándose, sin embargo, las líneas de orientación emitidas por Gan en 2003. Éstas, constituyen la contribución más reciente para la estratificación del riesgo, prevención y tratamiento de los pacientes con NVPO. CONCLUSIONES: Aunque el manoseo del NVPO haya mejorado en los últimos años, éstos aún ocurren frecuentemente en grupos de riesgo elevado. La estrategia actual para la prevención y manoseo de NVPO permanece por establecer y las líneas de orientación de Gan deberán ser adaptadas a cada población de pacientes y a la institución hospitalaria. <![CDATA[<B>Systemic hypertension and anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Devido à grande prevalência da hipertensão arterial sistêmica na população e a falta de consenso sobre que níveis pressóricos o anestesiologista deve aceitar para induzir uma anestesia para cirurgia eletiva, realizou-se uma revisão na literatura que trata da associação hipertensão arterial e anestesia. Considerando que a suspensão de uma cirurgia implica em gastos, o que torna a Medicina cada vez mais cara, e que, por outro lado, o ato anestésico deve ser realizado com a maior segurança possível, o objetivo desse trabalho foi analisar as evidências da literatura que possam nortear a prática clínica. CONTEÚDO: O artigo apresenta incidência e classificação da hipertensão arterial sistêmica além de relatar e comentar trabalhos relevantes que abordam a hipertensão arterial no paciente cirúrgico. CONCLUSÕES: Ainda não estão estabelecidos quais níveis máximos de pressão são compatíveis com uma cirurgia eletiva, sendo que, atualmente, os critérios para a suspensão da cirurgia no paciente hipertenso mal controlado são muito mais baseados em dados empíricos que em evidências. Existe uma tendência em postergar a cirurgia quando a PA é superior a 180/110 mmHg, mas cada caso deve ser analisado isoladamente, valorizando mais lesões em órgãos alvo que a pressão arterial propriamente dita.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the high incidence of systemic hypertension and the lack of consensus on pressure levels to be accepted before inducing anesthesia for elective procedures, literature associated to hypertension and anesthesia was reviewed. Considering that canceling a surgery implies expenses making Medicine increasingly more expensive and that, on the other hand, anesthesia should be induced in the safest possible manner, this study aimed at evaluating literature evidences to orient clinical practice. CONTENTS: Incidence and classification of systemic hypertension in addition to reports and comments on relevant studies approaching hypertension in surgical patients are presented. CONCLUSIONS: Maximum pressure levels compatible with elective procedures are still not established and today criteria to cancel surgery of poorly controlled hypertensive patients are more based on empirical data than on evidences. There is a trend to cancel the procedure when BP is above 180/110 mmHg, but situations should be evaluated in a case-by-case basis, giving more importance to target-organs injury than to blood pressure itself.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Debido a la grande superioridad de la hipertensión arterial sistémica en la población y la falta de acuerdo sobre que niveles presóricos el anestesiologista debe aceptar para inducir una anestesia para cirugía electiva, se realizó una revisión en la literatura que trata de la asociación hipertensión arterial y anestesia. Considerando que la suspensión de una cirugía implica en gastos, lo que hace la Medicina cada vez más cara, y que, por otro lado, el acto anestésico debe ser realizado con la mayor seguridad posible, la finalidad de ese trabajo fue analizar las evidencias de la literatura que puedan direccionar la práctica clínica. CONTENIDO: El artículo presenta incidencia y clasificación de la hipertensión arterial sistémica, además de relatar y comentar trabajos relevantes a respecto de la hipertensión arterial en el paciente quirúrgico. CONCLUSIONES: Aún no están establecidos sobre cuales niveles máximos de presión son compatibles con una cirugía electiva, siendo que, actualmente, los criterios para la suspensión de la cirugía en el paciente hipertenso mal controlado son mucho más apoyados en dados empíricos que en evidencias. Existe una inclinación en aplazar la cirugía cuando la PA es superior a 180/110 mmHg, solamente que cada caso debe ser analizado aisladamente, valorando más lesiones en órganos mira que en la presión arterial propiamente dicha.