Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420050006&lang=en vol. 55 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>The art of peripheral regional anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Levobupivacaine 0.5%, 50% enantiomeric excess bupivacaine and racemic bupivacaine in epidural anesthesia for lower abdominal procedures. Comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a finalidade de encontrar um anestésico local mais seguro que a bupivacaína, vários estudos em animais foram realizados com seus isômeros. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da bupivacaína em excesso enantiomérico de 50%, comparada à levobupivacaína e à bupivacaína racêmica, na anestesia peridural em pacientes submetidos à cirurgia de abdômen inferior, pelo período de uma hora após a injeção das soluções. MÉTODO: Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, participaram deste estudo, aleatório e duplamente encoberto, 87 pacientes com idade entre 18 e 65 anos, estado físico ASA I e II submetidos à cirurgia de abdômen inferior. Foram distribuídos em três grupos que receberam fracionadamente solução contendo 27 mL (incluindo a dose-teste) de anestésico local com adrenalina (1:200.000) e fentanil (100 µg). O grupo I recebeu solução de levobupivacaína a 0,5%, o grupo II recebeu solução de bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% a 0,5% e o grupo III recebeu solução de bupivacaína a 0,5%. Os pacientes foram monitorizados por meio de oxímetro de pulso, cardioscópio e pressão arterial não-invasiva. Foram investigadas as características motoras e sensitivas do bloqueio anestésico, bem como a incidência de efeitos colaterais. Os frascos de anestésico local foram preparados sem identificação, numerados e somente ao final do estudo a lista de distribuição aleatória foi aberta. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças significativas com relação à altura e estado físico. Diferença demográfica significativa foi encontrada em relação à idade no grupo I. Os parâmetros hemodinâmicos foram semelhantes entre os grupos. Houve diferença significativa em relação à intensidade do bloqueio motor relatado entre os grupos estudados (menor intensidade no grupo I comparada aos grupos II e III). CONCLUSÕES: Foram observados adequados bloqueios motor e sensitivo para a realização da cirurgia nos grupos estudados com poucos efeitos colaterais, sugerindo que as soluções são eficazes na anestesia peridural para cirurgia de abdômen inferior. A levobupivacaína apresentou menor bloqueio motor que os outros dois grupos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: With the purpose of finding a local anesthetic agent safer than racemic bupivacaine, several animal studies have been performed with its isomers. This study aimed at evaluating, for one hour after injection, the efficacy of 50% enantiomeric excess bupivacaine as compared to levobupivacaine and racemic bupivacaine for epidural anesthesia in patients submitted to lower abdominal procedures. METHODS: After the Research Ethics Committee approval, 87 patients aged 18 to 65 years, physical status ASA I and II, undergoing lower abdominal procedures were included in this randomized double-blind study. Patients were distributed in three groups which received 27 mL (including test dose) of local anesthetics with epinephrine (1:200,000) and fentanyl (100 µg) solutions. Group I was given 0.5% levobupivacaine, group II received 50% enantiomeric excess 0.5% bupivacaine, and group III received 0.5% bupivacaine. Monitoring consisted of pulse oximetry, cardioscopy and noninvasive blood pressure. Motor and sensory block profiles were evaluated, in addition to the incidence of side effects. Unidentified local anesthetic vials were numbered, and the randomized distribution list was opened only at the end of the experiment. RESULTS: There were no significant differences regarding height and physical status between groups. There was a significant age difference in group I. Hemodynamic parameters were similar between groups. Motor block intensity was significantly lower in group I as compared to groups II and III. CONCLUSIONS: All groups presented adequate motor and sensory block for surgery, with few side effects, suggesting that these solutions are effective for epidural anesthesia for lower abdominal procedures. Levobupivacaine produced less motor block as compared to the other compounds.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la finalidad de encontrar un anestésico local más seguro que la bupivacaína, varios estudios en animales fueron realizados con sus isómeros. Este estudio tuvo como objetivo evaluar la eficacia de la bupivacaína en exceso enantiomérico del 50%, comparada a la levobupivacaína y a la bupivacaína racémica, en la anestesia peridural en pacientes sometidos a la cirugía de abdomen inferior, por el período de una hora después de la inyección de las soluciones. MÉTODO: Después de la aprobación por el Comité de Ética en Pesquisa, participaron de este estudio, eventual y doblemente encubierto, 87 pacientes con edad entre 18 y 65 años, estado físico ASA I y II sometidos a cirugía del abdomen inferior. Fueron distribuidos en tres grupos que fraccionadamente recibieron solución conteniendo 27 mL (incluyendo la dosis-test) de anestésico local con adrenalina (1:200.000) y fentanil (100 µg). El grupo I recibió solución de levobupivacaína a 0,5%, el grupo II recibió solución de bupivacaína en exceso enantiomérico del 50% a 0,5% y el grupo III recibió solución de bupivacaína a 0,5%. Los pacientes fueron monitorizados por medio de oxímetro de pulso, cardioscopio y presión arterial no invasiva. Fueron investigadas las características motoras y sensitivas del bloqueo anestésico, bien como la incidencia de efectos colaterales. Los frascos de anestésico local fueron preparados sin identificación, numerados y solamente al final del estudio la lista de distribución eventual fue abierta. RESULTADOS: No se observaron diferencias significativas con relación a la altura y estado físico. Diferencia demográfica significativa fue encontrada con relación a la edad en el grupo I. Los parámetros hemodinámicos fueron semejantes entre los grupos. Hubo una diferencia significativa con relación a la intensidad del bloqueo motor relatado entre los grupos estudiados (menor intensidad en el grupo I comparada a los grupos II y III). CONCLUSIONES: Fue observado un adecuado bloqueo motor y sensitivo para la realización de la cirugía en los grupos estudiados con pocos efectos colaterales, sugiriendo que las soluciones son eficaces en la anestesia peridural para cirugía de abdomen inferior. La levobupivacaína presentó menor bloqueo motor que los otros dos grupos. <![CDATA[<B>Levobupivacaine versus bupivacaine in epidural anesthesia for cesarean section</B>: <B>comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O anestésico local bupivacaína é encontrado na forma de dois enantiômeros: levobupivacaína - S (-) e dextrobupivacaína - R (+). Baseado em estudos que demonstram que a cardiotoxicidade é menor com o enantiômero S(-), foi difundido o uso deste agente na prática clínica. Este estudo teve por objetivo comparar a eficácia e a efetividade do uso de bupivacaína racêmica com levobupivacaína em anestesia peridural de pacientes submetidas à cesariana eletiva. MÉTODO: Ensaio clínico aleatório, duplamente encoberto, com gestantes estado físico ASA I e II. As pacientes foram alocadas para receber 20 mL de bupivacaína a 0,5% racêmica ou 20 mL de levobupivacaína a 0,5%, ambas com 10 µg de sufentanil e vasoconstritor. RESULTADOS: Participaram do estudo 47 pacientes, 24 no grupo da levobupivacaína e 23 no grupo da bupivacaína. Os grupos eram comparáveis entre si quanto às características materno-fetais. Decorridos 15 minutos após o término da punção peridural, 62,5% das pacientes do grupo da levobupivacaína tinham Bromage 2 ou 3 versus 72,7% no grupo da bupivacaína (p = 0,83). Aos 20 minutos, 66,7% das pacientes do grupo da levobupivacaína tinham Bromage 2 ou 3 versus 86,3% do grupo da bupivacaína (p = 0,21). A complicação mais freqüente foi a hipotensão arterial, encontrada em 16 (66,7%) pacientes do grupo da levobupivacaína e em 10 (43,5%) pacientes do grupo da bupivacaína (p = 0,11). CONCLUSÕES: A levobupivacaína e a bupivacaína foram igualmente efetivas no bloqueio peridural de pacientes submetidas à cesariana.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Local anesthetic bupivacaine is found in two different enantiomers: levobupivacaine - S (-) and dextrobupivacaine - R (+). Based on studies showing that S(-) enantiomers are less cardiotoxic, their use has been increasing in clinical practice. This study aimed at comparing racemic bupivacaine and levobupivacaine in epidural anesthesia for elective cesarean section. METHODS: Randomized, double blind clinical trial enrolling physical status ASA I and II parturients. Patients were assigned to receive either 20 mL of 0.5% racemic bupivacaine or 20 mL of 0.5% levobupivacaine, both with 10 µg sufentanil and epinephrine 1:200,000. RESULTS: Participated in this study 47 patients being 24 in the levobupivacaine group and 23 in the bupivacaine group. Both groups were comparable regarding maternal-fetal characteristics. Fifteen minutes after epidural anesthesia, 62.5% of levobupivacaine group patients experienced Bromage 2 or 3 motor block, whereas the same event was documented in 72.7% of bupivacaine group patients (p = 0.83). After 20 minutes, 66.7% of levobupivacaine group patients experienced Bromage 2 or 3 motor block versus 86.3% of bupivacaine group patients (p = 0.21). Most common complication was hypotension, detected in 16 (66.7%) levobupivacaine group patients and in 10 (43.5%) bupivacaine group patients (p = 0.11). CONCLUSIONS: Levobupivacaine and bupivacaine were equally effective for epidural block in patients undergoing cesarean section.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El anestésico local bupivacaína es encontrado en la forma de dos enantiómeros: levobupivacaína - S (-) y dextrobupivacaína - R (+). Basado en estudios que demuestran que la cardiotoxicidad es menor con el enantiómero S(-), fue difundido el uso de este agente en la práctica clínica. El objetivo de este estudio es comparar la eficacia y la efectividad del uso de bupivacaína racémica con levobupivacaína en anestesia peridural de pacientes sometidas a cesárea electiva. MÉTODO: Ensayo clínico eventual, doblemente encubierto, con gestantes estado físico ASA I y II. Las pacientes fueron distribuidas para recibir 20 mL de bupivacaína a 0,5% racémica ó 20 mL de levobupivacaína a 0,5%, ambas con 10 µg de sufentanil y vasoconstrictor. RESULTADOS: Participaron del estudio 47 pacientes, 24 en el grupo de la levobupivacaína y 23 en el grupo de la bupivacaína. Los grupos eran comparables entre sí en lo que se refiere a las características materno-fetales. Transcurridos 15 minutos después del término de la punción peridural, 62,5% de las pacientes del grupo de la levobupivacaína tenían Bromage 2 ó 3 contra 72,7% en el grupo de la bupivacaína (p = 0,83). Transcurridos veinte minutos, 66,7% de las pacientes del grupo de la levobupivacaína tenían Bromage 2 ó 3 contra 86,3% del grupo de la bupivacaína (p = 0,21). La complicación más frecuente fue la hipotensión arterial, encontrada en 16 (66,7%) pacientes del grupo de la levobupivacaína y en 10 (43,5%) pacientes del grupo de la bupivacaína (p = 0,11). CONCLUSIONES: La levobupivacaína y la bupivacaína fueron igualmente efectivas en el bloqueo peridural de pacientes sometidas a cesárea. <![CDATA[<B>Bilateral pudendal nerves block for postoperative analgesia with 0.25% S75:R25 bupivacaine</B>: <B>pilot study on outpatient hemorrhoidectomy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hemorroidectomia pode ser realizada sob várias técnicas anestésicas e em regime ambulatorial. A dor pós-operatória é intensa e pode atrasar o retorno para a residência. O objetivo deste estudo foi avaliar as vantagens e a realização do bloqueio bilateral dos nervos pudendos para analgesia pós-operatória em hemorroidectomias. MÉTODO: O bloqueio bilateral dos nervos pudendos com bupivacaína S75:R25 a 0,25% foi realizado com estimulador de nervos em 35 pacientes submetidos à hemorroidectomia sob raquianestesia. Foram avaliadas intensidade da dor, duração da analgesia, analgesia de demanda e eventuais complicações relacionadas à técnica. Os dados foram avaliados às 6, 12, 18, 24 e 30 horas após o término da intervenção cirúrgica. RESULTADOS: Em todos os pacientes, foi obtido sucesso com a estimulação de ambos os nervos pudendos. Em nenhum momento da avaliação ocorreu dor intensa. Até 12 horas após o bloqueio, todos os pacientes apresentaram anestesia na região perineal; com 18 horas, 17 pacientes e 24 horas; 10 pacientes A analgesia pós-operatória foi ótima em 18 pacientes; satisfatória, em cinco pacientes; e insatisfatória, em sete pacientes. A duração média da analgesia foi de 23,77 horas. Não ocorreram alterações da pressão arterial, da freqüência cardíaca, nem foram observadas náuseas ou vômitos. Todos os pacientes tiveram micção espontânea. Nenhuma complicação local ou sistêmica foi relacionada ao anestésico local. Vinte e sete pacientes classificaram de excelente a técnica de analgesia e apenas três pacientes do sexo masculino ficaram satisfeitos o que foi justificado pela anestesia no pênis. CONCLUSÕES: O bloqueio bilateral dos nervos pudendos, orientado por estimulador de nervos, proporciona a analgesia de excelente qualidade, com baixa necessidade de opióides, sem complicações local ou sistêmica e sem retenção urinária. Estudos controlados permitirão demonstrar se esta técnica deve ser a primeira opção para analgesia em hemorroidectomias. A permanência de anestesia perineal por 20,21 horas deverá induzir novos trabalhos com o bloqueio dos nervos pudendos orientado por estimulador para o ato cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Hemorrhoidectomy may be performed under several anesthetic techniques and in outpatient regimen. Postoperative pain is severe and may delay discharge. This study aimed at evaluating bilateral pundendal nerves block for post- hemorrhoidectomy analgesia. METHODS: Bilateral pundendal nerves block with 0.25% S75:R25 bupivacaine was performed with nerve stimulator in 35 patients submitted to hemorrhoidectomy under spinal anesthesia. Evaluated parameters were pain severity, duration of analgesia, demand analgesia and possible technique-related complications. Data were evaluated 6, 12, 18, 24 and 30 hours after surgery completion. RESULTS: Successful pudendal nerves stimulation was achieved in all patients. There has been no severe pain in all evaluated moments. At 12 hours after blockade, all patients had perineal anesthesia; at 18 hours, 17 patients and at 24 hours, 10 patients still presented perineal anesthesia. Postoperative analgesia was optimal for 18 patients; satisfactory, for 5 patients; and unsatisfactory, for 7 patients. Mean analgesic duration was 23.77 hours. There were no changes in blood pressure, heart rate, no nausea and vomiting were observed. All patients had spontaneous micturition. No local anesthetic-related local or systemic complications were observed. Technique was considered excellent by 27 patients and only 3 male patients considered it satisfactory due to penile anesthesia. CONCLUSIONS: Bilateral pudendal nerves block oriented by nerve stimulator provides excellent analgesia with low need for opioids, without local or systemic complications and without urinary retention. Controlled studies might be able to show whether this should be the first analgesic option for hemorrhoidectomies. Perineal anesthesia lasting 20.21 hours shall induce further studies with stimulator-oriented pudendal block.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hemorroidectomia puede ser realizada bajo varias técnicas anestésicas y en régimen ambulatorial. El dolor pos-operatorio es intenso y puede atrasar el retorno para el hogar. El objetivo de este estudio fue evaluar las ventajas y la realización del bloqueo bilateral de los nervios pudendos para analgesia pos-operatoria en hemorroidectomias. MÉTODO: El bloqueo bilateral de los nervios pudendos con bupivacaína S75:R25 a 0,25% fue realizado con estimulador de nervios en 35 pacientes sometidos a la hemorroidectomia bajo raquianestesia. Fueron evaluadas intensidad del dolor, duración de la analgesia, analgesia de demanda y eventuales complicaciones relacionadas a la técnica. Los datos fueron evaluados a las 6, 12, 18, 24 y 30 horas después del término de la intervención quirúrgica. RESULTADOS: En todos los pacientes, fue logrado éxito con la estimulación de ambos los nervios pudendos. En ningún momento de la evaluación ocurrió dolor intenso. Hasta 12 horas después del bloqueo, todos los pacientes presentaron anestesia en la región perineal; con 18 horas, 17 pacientes y 24 horas, 10 pacientes A analgesia pos-operatoria fue óptima en 18 pacientes; satisfactoria, en cinco pacientes; e insatisfactoria, en siete pacientes. La duración media de la analgesia fue de 23,77 horas. No ocurrieron alteraciones de la presión arterial, de la frecuencia cardiaca, ni fueron observados náuseas o vómitos. Todos los pacientes tuvieron micción espontánea. Ninguna complicación local o sistémica fue relacionada al anestésico local. Veintisiete pacientes clasificaron de excelente la técnica de analgesia y apenas tres pacientes del sexo masculino quedaron satisfechos, justificado por la anestesia en el pene. CONCLUSIONES: El bloqueo bilateral de los nervios pudendos, orientado por estimulador de nervios proporciona una analgesia de excelente calidad, con baja necesidad de opioides, sin complicaciones local o sistémica y sin retención urinaria. Estudios controlados permitirán demostrar si esta técnica debe ser la primera opción para la analgesia en hemorroidectomias. La permanencia de anestesia perineal por 20,21 horas deberá inducir nuevos trabajos con el bloqueo de los nervios pudendos orientado por estimulador para el acto quirúrgico. <![CDATA[<B>Residual neuromuscular block after rocuronium or cisatracurium</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio neuromuscular residual na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é um fenômeno que pode aumentar a morbidade pós-operatória, com incidência variando entre 0% e 93%. O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência do bloqueio neuromuscular residual na SRPA. MÉTODO: Foram estudados 93 pacientes submetidos à cirurgia geral com o uso de cisatracúrio ou rocurônio. Após a admissão na SRPA foi realizada a monitorização objetiva da função neuromuscular (aceleromiografia - TOF GUARD). O bloqueio neuromuscular residual foi definido como SQE < 0,9. RESULTADOS: Do total de 93 pacientes, 53 receberam cisatracúrio e 40 rocurônio. As características demográficas, duração do procedimento e o uso de antagonista foram comparáveis em ambos os grupos. O bloqueio neuromuscular residual foi de 32% no subgrupo C (cisatracúrio) e 30% no subgrupo R (rocurônio). O bloqueio neuromuscular residual não foi associado à dose, idade, ou uso de antagonista, porém apresentou relação com a duração do procedimento cirúrgico. No subgrupo C o tempo médio de cirurgia foi 135 minutos nos pacientes com bloqueio neuromuscular e 161 minutos nos pacientes sem bloqueio, p < 0,029. No subgrupo R o tempo médio de cirurgia foi 122 e 150 minutos, respectivamente, p < 0,039. CONCLUSÕES: Os pacientes de ambos os grupos apresentaram incidência elevada de bloqueio neuromuscular residual na SRPA. A curarização residual pós-operatória continua um problema mesmo com os novos bloqueadores neuromusculares de ação intermediária. É de suma importância a monitorização objetiva de todos os pacientes submetidos à anestesia geral com uso de bloqueador neuromuscular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Residual neuromuscular block in the post-anesthetic recovery unit (PACU) may increase postoperative morbidity from 0% to 93%. This study aimed at evaluating the incidence of residual neuromuscular block in the PACU. METHODS: Participated in this study 93 patients submitted to general anesthesia with cisatracurium or rocuronium. After PACU admission, neuromuscular function was objectively monitored (acceleromyography - TOF GUARD). Residual neuromuscular block was defined as TOF < 0.9. RESULTS: From 93 patients, 53 received cisatracurium and 40 rocuronium. Demographics, procedure length and the use of antagonists were comparable between groups. Residual neuromuscular block was 32% in subgroup C (cisatracurium) and 30% in subgroup R (rocuronium). Residual neuromuscular block was unrelated to dose, age and use of antagonists, but was related to procedure length. In subgroup C, mean procedure length was 135 minutes for patients with neuromuscular block and 161 minutes for patients without (p < 0.029). In subgroup R, mean surgery length was 122 and 150 minutes, respectively (p < 0.039). CONCLUSIONS: Both groups had high incidence of residual neuromuscular block in the PACU. Residual postoperative curarization is still a problem even with new intermediary action neuromuscular blockers. It is highly important to objectively monitor all patients submitted to general anesthesia with neuromuscular blockers.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo neuromuscular residual en la sala de recuperación posanestésica (SRPA) es un fenómeno que puede aumentar la morbidez posoperatoria, con incidencia variando entre 0% y 93%. La finalidad de este estudio fue evaluar la incidencia del bloqueo neuromuscular residual en la SRPA. MÉTODO: Fueron estudiados 93 pacientes sometidos a cirugía general con el uso de cisatracúrio o rocuronio. Después de la admisión en la SRPA fue realizada la monitorización objetiva de la función neuromuscular (aceleromiografia - TOF-GUARD). El bloqueo neuromuscular residual fue definido como TOF < 0,9. RESULTADOS: Del total de 93 pacientes, 53 recibieron cisatracúrio y 40 rocuronio. Las características demográficas, duración del procedimiento y el uso de antagonista fueron comparables en ambos grupos. El bloqueo neuromuscular residual fue del 32% en el subgrupo C (cisatracúrio) y 30% en el subgrupo R (rocuronio). El bloqueo neuromuscular residual no fue asociado a la dosis, a la edad, o al uso de antagonista, sin embargo presentó relación con la duración del procedimiento quirúrgico. En el subgrupo C el tiempo medio de cirugía fue de 135 minutos en los pacientes con bloqueo neuromuscular y 161 minutos en los pacientes sin bloqueo, p < 0,029. En el subgrupo R el tiempo medio de cirugía fue 122 y 150 minutos, respectivamente, p < 0,039. CONCLUSIONES: Los pacientes de ambos grupos presentaron incidencia elevada de bloqueo neuromuscular residual en la SRPA. La curarización residual posoperatoria continúa un problema, lo mismo con los nuevos bloqueadores neuromusculares de acción intermediaria. Es de suma importancia la monitorización objetiva de todos los pacientes sometidos a la anestesia general con el uso del bloqueador neuromuscular. <![CDATA[<B>Alveolar recruitment maneuver in anesthetic practice</B>: <B>how, when and why it may be useful</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A manobra de recrutamento alveolar (MRA) consiste na reabertura de áreas pulmonares colapsadas através do aumento da pressão inspiratória na via aérea, utilizada principalmente em pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo. O objetivo deste estudo foi avaliar a aplicação da MRA em anestesia, como realizá-la e em quais situações clínicas. MÉTODO: Revisão de literatura através da base de dados MedLine, no período compreendido entre 1993 e 2004. RESULTADOS: A forma mais utilizada para realização da MRA é a insuflação sustentada pelo modo CPAP com pressões que variam de 30 a 40 cmH2O por 30 a 90 segundos. As cirurgias laparoscópicas, as cirurgias com ventilação monopulmonar, cirurgias cardíacas, pacientes obesos e pacientes pediátricos foram as situações clínicas em que a MRA trouxe benefício aos pacientes. CONCLUSÕES: A MRA pode ser útil na prática anestésica, melhorando a oxigenação pós-operatória e desfazendo atelectasias de pacientes submetidos à anestesia geral.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Alveolar recruitment maneuver (ARM) is the reopening of lung tissue collapsed by increased airway inspiratory pressure, primarily performed in patients with acute respiratory distress syndrome. This study aimed at evaluating ARM in anesthesia, how to do it and in which clinical situations. METHODS: Literature review using MedLine database in the period 1993 to 2004. RESULTS: Most common approach for recruitment maneuver is sustained inflation by CPAP with pressures varying from 30 to 40 cmH2O for 30 to 90 seconds. ARM was beneficial during laparoscopic procedures, single-lung ventilation surgeries and cardiac surgeries, and for obese and pediatric patients. CONCLUSIONS: Recruitment maneuver may be useful for anesthetic practice, improving postoperative oxygenation and re-expanding atelectasis of anesthetized patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La maniobra de reclutamiento alveolar (MRA) consiste en la reabertura de áreas pulmonares colapsadas a través del aumento de la presión inspiratoria en la vía aérea, utilizada principalmente en pacientes con Síndrome del Desaliento Respiratorio Agudo. Este estudio tuvo como objetivo evaluar la aplicación de la MRA en anestesia, como realizarla y en cuales situaciones clínicas. MÉTODO: Revisión de la literatura a través de la base de datos MedLine, en el período transcurrido entre 1993 a 2004. RESULTADOS: La forma más utilizada para realización de la MRA es la insuflación sostenida por el modo CPAP con presiones que varían de 30 a 40 cmH2O por 30 a 90 segundos. Las cirugías laparoscópicas, las cirugías con ventilación monopulmonar, cirugías cardíacas, pacientes obesos y pacientes pediátricos fueron las situaciones clínicas en que la MRA trajo beneficio a los pacientes. CONCLUSIONES: La MRA puede ser útil en la práctica anestésica, mejorando la oxigenación postoperatoria y deshaciendo atelectasias de pacientes sometidos a anestesia general. <![CDATA[<B>Hemodynamic and ventilatory effects of volume or pressure controlled ventilation in dogs submitted to pneumoperitoneum. Comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ventilação com pressão controlada (PCV) está disponível em aparelhos de anestesia, mas não existem estudos sobre o seu uso, durante o pneumoperitônio com o CO2 (PPC). O objetivo deste estudo foi avaliar a ventilação controlada a pressão bem como as alterações hemodinâmicas e ventilatórias durante o PPC, comparando-a com a ventilação controlada a volume (VCV) convencionalmente utilizada. MÉTODO: Dezesseis cães anestesiados com tiopental sódico, citrato de fentanil e brometo de pancurônio, foram divididos aleatoriamente em dois grupos: VC - ventilação controlada a volume (n = 8) e PC - ventilação controlada a pressão (n = 8) Os parâmetros hemodinâmicos e ventilatórios foram monitorizados e registrados em 4 momentos: M1 (antes do PPC), M2 (30 minutos após PPC = 10 mmHg), M3 (30 minutos após PPC = 15 mmHg) e M4 (30 minutos após a deflação do PPC). RESULTADOS: Com a aplicação do PPC ocorreu um aumento do volume corrente no grupo PC, aumento das pressões inspiratórias (máxima e de platô), diminuição da complacência proporcional ao aumento do PPC, aumento da freqüência cardíaca, manutenção da pressão arterial média com valores maiores no grupo VC em todos os momentos, aumento da pressão de átrio direito com diminuição significativa após a deflação, diminuição do pH sangüíneo durante o PPC com menor variação no grupo PC, maior estabilidade da pressão parcial do CO2 no sangue arterial no grupo PC, sem alterações da pressão parcial do O2 no sangue arterial. CONCLUSÕES: Apesar das diferenças de alguns parâmetros hemodinâmicos e ventilatórios, entre os dois modos de controle da ventilação, nas condições estudadas foi possível a utilização da ventilação controlada a pressão para procedimentos com a aplicação do PPC. É fundamental observar o controle rigoroso da ventilação alveolar, ajustando a pressão inspiratória para manter eliminação adequada do CO2 e garantir oxigenação.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pressure controlled ventilation (PCV) is available in anesthesia machines, but there are no studies on its use during CO2 pneumoperitoneum (CPP). This study aimed at evaluating pressure-controlled ventilation and hemodynamic and ventilatory changes during CPP, as compared to conventional volume controlled ventilation (VCV). METHODS: This study involved 16 dogs anesthetized with thiopental, fentanyl and pancuronium, which were randomly assigned to two groups: VC - volume controlled ventilation (n=8) and PC - pressure controlled ventilation (n=8). Hemodynamic and ventilatory parameters were monitored and recorded in 4 moments: M1 (before CPP), M2 (30 minutes after CPP = 10 mmHg), M3 (30 minutes after CPP=15 mmHg) and M4 (30 minutes after deflation). RESULTS: With CPP, there has been significant increase in tidal volume in PC group; there has been increase in airway pressures (peak and plateau), decrease in compliance with increase in CPP pressure, increase in heart rate, maintenance of mean blood pressure with higher values in the VC group in all stages; there was also increase in right atrium pressure with significant decrease after deflation, decrease in arterial pH with minor variations in PC group, greater arterial pCO2 stability in PC group, and no significant changes in arterial pO2. CONCLUSIONS: There were some differences in hemodynamic and ventilatory data between both ventilation control modes (VC and PC). It is possible to use pressure controlled ventilation during CPP, but the anesthesiologist must monitor and take a close look at alveolar ventilation, adjusting inspiratory pressure to ensure proper CO2 elimination and oxygenation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La ventilación con presión controlada (PCV) está disponible en aparatos de anestesia, pero no existen estudios sobre su uso, durante el pneumoperitoneo con el CO2 (PPC). La finalidad de este estudio ha sido evaluar la ventilación controlada a presión, también como las alteraciones hemodinámicas y ventilatorias durante el PPC, comparándola con la ventilación controlada a volumen (VCV) convencionalmente utilizada. MÉTODO: Dieciséis perros anestesiados con tiopental sódico, citrato de fentanil y bromuro de pancuronio, fueron divididos eventualmente en dos grupos: VC - ventilación controlada a volumen (n = 8) y PC - ventilación controlada a presión (n = 8) Los parámetros hemodinámicos y ventilatorios fueron monitorizados y registrados en 4 momentos: M1 (antes del PPC), M2 (30 minutos después del PPC = 10 mmHg), M3 (30 minutos después del PPC = 15 mmHg) y M4 (30 minutos después de la deflación del PPC). RESULTADOS: Con la aplicación del PPC ocurrió un aumento del volumen corriente en el grupo PC, aumento de las presiones inspiratorias (máxima y de plato), disminución de la complacencia proporcional al aumento del PPC, aumento de la frecuencia cardiaca, mantenimiento de la presión arterial media con valores mayores en el grupo VC en todos los momentos, aumento de la presión del atrio derecho con disminución significativa después de la deflación, disminución del pH sanguíneo durante el PPC con menor variación en el grupo PC, mayor estabilidad de la presión parcial del CO2 en la sangre arterial en el grupo PC, sin alteraciones de la presión parcial de la O2 en la sangre arterial. CONCLUSIONES: A pesar de las diferencias de algunos parámetros hemodinámicos y ventilatorios, entre los dos modos de control de la ventilación, en las condiciones estudiadas fue posible la utilización de la ventilación controlada a presión para procedimientos con la aplicación del PPC. Es fundamental observar el control riguroso de la ventilación alveolar, ajustando la presión inspiratoria para mantener una eliminación adecuada del CO2 y garantizar oxigenación. <![CDATA[<B>Spinal block for urgency orthopedic surgery in Von Recklinghausen's disease patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença de Von Recklinghausen é uma doença neurogenética causada por uma anomalia no cromossomo 17. O objetivo deste relato foi descrever a conduta anestésica em paciente com doença de Von Recklinghausen submetida à cirurgia ortopédica de urgência. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 28 anos, portadora da doença de Von Recklinghausen, submetida à cirurgia ortopédica em hospital de emergência sob raquianestesia. Não apresentou complicações no período intra-operatório, nem na sala de recuperação pós-anestésica. Teve alta hospitalar no 4º dia de pós-operatório. CONCLUSÕES: No caso relatado foi possível a realização da raquianestesia sem haver necessidade de manuseio da via aérea.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Von Recklinghausen's disease is a neurogenetic disease due to chromosome 17 abnormality. This report aimed at describing the anesthetic approach for Von Recklinghausen's disease patient submitted to urgency orthopedic surgery. CASE REPORT: Female patient, 28 years old, with Von Recklinghausen's disease, submitted to emergency orthopedic surgery under spinal block. There have been no complications both in the intraoperative period and in the post-anesthetic care unit. Patient was discharged 4 days later. CONCLUSIONS: Spinal block was possible in this case with no need for airway handling.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La enfermedad de Von Recklinghausen es una enfermedad neurogenética causada por una anomalía en el cromosoma 17. Este relato tiene por objetivo describir la conducta anestésica en una paciente con enfermedad de Von Recklinghausen sometida a cirugía ortopédica de urgencia. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 28 años, portadora de la enfermedad de Von Recklinghausen, sometida a cirugía ortopédica en un hospital de emergencia con raquianestesia. No presentó complicaciones en el período intra-operatorio, tampoco en la sala de recuperación pos-anestésica. Tuvo alta hospitalar en el 4º día de pos-operatorio. CONCLUSIONES: En el caso relatado fue posible la realización de la raquianestesia sin haber necesidad de manejar de la vía aérea. <![CDATA[<B>Bronchial rupture after intubation with double lumen endotracheal tube</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As lesões da árvore traqueobrônquica são complicações raras, porém graves após intubação ou broncoscopia. O objetivo deste relato foi chamar a atenção sobre a dificuldade de intubação seletiva que ocasionou ruptura brônquica associada a pneumomediastino e pneumotórax hipertensivo, com deformações de vias aéreas e óbito por resposta inflamatória sistêmica. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 50 anos, portador de fístula broncopleural secundária à ruptura de bolha no lobo superior de pulmão direito. Após a indução anestésica, houve dificuldade na intubação endobrônquica esquerda. Na terceira tentativa, desenvolveu quadro de hipoxemia, hipotensão e enfisema subcutâneo extenso, sendo submetido à drenagem torácica por pneumotórax hipertensivo. A fibrobroncoscopia mostrou laceração do brônquio esquerdo. Evoluiu com hemoptise, sendo necessária toracotomia esquerda para sutura de laceração brônquica. No pós-operatório, o paciente desenvolveu quadro de disfunção de múltiplos órgãos, evoluindo para óbito. CONCLUSÕES: A intubação seletiva é um procedimento que deve ser realizado com cautela, sendo necessário o reconhecimento de alguns fatores de risco e o diagnóstico precoce das complicações.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Tracheobronchial tree injuries are uncommon however severe complications after intubation or bronchoscopy. This report aimed at calling the attention to the difficult selective intubation, which has led to bronchial rupture associated to pneumomediastinum and hypertensive pneumothorax, with airway deformation and death by systemic inflammatory response. CASE REPORT: Male patient, 50 years old, with bronchopleural fistula secondary to bulla rupture in right lung upper lobe. After anesthetic induction it was difficult to intubate left bronchus. At the third attempt, patient developed hypoxemia, hypotension and extensive subcutaneous emphysema, being submitted to thoracic drainage for hypertensive pneumothorax. Fibrobronchoscopy has revealed left bronchus laceration. Patient evolved with hemoptysis, and left thoracotomy was necessary to suture bronchial laceration. Patient developed postoperative multiple organs dysfunction and evolved to death. CONCLUSIONS: Selective intubation is a procedure to be carefully performed, being necessary the understanding of some risk factors and the early diagnosis of complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las lesiones del árbol traqueobronquico son complicaciones raras, sin embargo después de intubación o broncoscopia pasan a ser graves. El objetivo de ese relato fue llamar la atención sobre la dificultad de intubación selectiva que ocasionó rotura bronquica asociada a pneumomediastino y neumotórax hipertensivo, con deformaciones de las vías aéreas y fallecimiento por la respuesta inflamatoria sistémica. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 50 años, portador de fístula broncopleural secundaria a la rotura de ampolla en el lobo superior de pulmón derecho. Después de la inducción anestésica, hubo dificultad en la intubación endobronquica izquierda. En la tercera tentativa, se desarrolló un cuadro de hipoxemia, hipotensión y enfisema subcutáneo extenso, siendo sometido a drenaje torácico por neumotórax hipertensivo. La fibrobroncoscopia mostró laceración del bronquio izquierdo. Evolucionó con hemoptisis, siendo necesaria toracotomia izquierda para sutura de la laceración bronquica. En el postoperatorio, el paciente desarrolló cuadro de disfunción de múltiples órganos, evolucionando en fallecimiento. CONCLUSIONES: La intubación selectiva es un procedimiento que debe ser realizado con cautela, siendo necesario el reconocimiento de algunos factores de riesgo y el diagnóstico precoz de las complicaciones. <![CDATA[<B>Anesthesia in Guillain-Barré pediatric patient after measles vaccination</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome de Guillain-Barré após vacina de sarampo é rara. O diagnóstico muitas vezes é tardio, o que leva a um aumento da morbidade. O presente relato apresenta um caso avançado e os cuidados especiais exigidos durante a anestesia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, com quatro anos de idade com síndrome de Guillain-Barré desde um ano de idade, foi submetido a gastrostomia sob anestesia geral sem intercorrências, com sevoflurano e sem bloqueadores neuromusculares. CONCLUSÕES: O caso ilustra a raridade etiológica de uma síndrome importante na prática anestésica assim como os eventos adversos pós-vacinação, a melhor escolha para a equipe anestésica e as complicações da síndrome de Guillain-Barré na infância.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Guillain-Barré syndrome following measles vaccination is uncommon. Diagnosis is often delayed, leading to increased morbidity. This report describes an advanced Guillain-Barré case and the special approaches required during anesthesia. CASE REPORT: Male patient, four years old, with Guillain-Barré syndrome diagnosed at 1 year of age, submitted to gastrostomy under uneventful general anesthesia with sevoflurane, without neuromuscular blockers. CONCLUSIONS: The case highlights the low frequency with which this syndrome so important for anesthetic practice is diagnosed, post-vaccination adverse events, the best choice for the anesthetic team and complications of pediatric Guillain-Barré syndrome.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El síndrome de Guillain-Barré después de la vacuna de sarampión es rara. El diagnóstico en la mayoría de las veces es tardío, lo que lleva a un aumento de la morbidez. Este actual relato presenta un caso avanzado y todas las atenciones especiales exigidas durante la anestesia. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, con cuatro años de edad con síndrome de Guillain-Barré desde hace un año de edad, fue sometido a gastrostomía bajo anestesia general sin intercurrencias, con sevoflurano y sin bloqueadores neuromusculares. CONCLUSIONES: El caso ilustra la rareza etiológica de una síndrome importante en la práctica anestésica, así como los eventos adversos pos-vacunación, la mejor elección para el equipo anestésico y las complicaciones de la síndrome de Guillain-Barré en la infancia. <![CDATA[<B>Is superior hypogastric plexus block effective for treatment of chronic pelvic pain?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo hipogástrico tem sido apresentado como uma alternativa segura e eficaz no tratamento de pacientes portadores de dor pélvica crônica. Os estudos publicados e disponíveis no MedLine, abordando este tema, foram incluídos e analisados nesta revisão. CONTEÚDO: Alguns estudos documentaram a eficácia do bloqueio do plexo hipogástrico superior em reduzir a intensidade da dor e o consumo de opióides, principalmente em pacientes com câncer. No entanto, os estudos apresentam falhas em seus métodos ou desenhos. CONCLUSÕES: Novos estudos prospectivos melhor conduzidos ainda são necessários para ratificar a efetividade do bloqueio do plexo hipogástrico no alívio de condições dolorosas pélvicas. Esses estudos devem possuir critérios de inclusão mais rigorosos, seguimento mais prolongado, avaliação de outros sintomas e da qualidade de vida antes e após o procedimento. O bloqueio do plexo hipogástrico superior deve ser recomendado como uma alternativa e não como terapêutica principal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Hypograstric plexus block has been considered a safe and effective alternative for treat patients with chronic pelvic pain. Published studies available at MedLine on the subject were included and evaluated in this review. CONTENTS: Some studies have documented superior hypogastric plexus block effectiveness in relieving pain and decreasing opioid consumption, mainly in cancer patients. However, studies had failures in method or design. CONCLUSIONS: New prospective and better-designed studies are still needed to confirm the effectiveness of hypogastric plexus block in relieving pelvic pain. These studies shall have stricter inclusion criteria, longer follow-up, and evaluation of other symptoms and quality of life before and after the procedure. Superior hypogastric plexus block should be recommended as alternative and not as primary therapy.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo hipogástrico ha sido presentado como una alternativa segura y eficaz en el tratamiento de pacientes portadores de dolor pélvico crónico. Los estudios publicados y disponibles en el MedLine, abordando este tema, fueron incluidos y analizados en esta revisión. CONTENIDO: Algunos estudios documentaron la eficacia del bloqueo del plexo hipogástrico superior en reducir la intensidad del dolor y el consumo de opioides, principalmente en pacientes con cáncer. Sin embargo, los estudios presentan fallas en sus métodos o dibujos. CONCLUSIONES: Aún son necesarios nuevos estudios prospectivos y mejor conducidos, para poder ratificar la efectividad del bloqueo del plexo hipogástrico en el alivio de condiciones dolorosas pélvicas. Esos estudios deben poseer criterios de inclusión más rigurosos, seguimiento más prolongado, evaluación de otros síntomas y de la calidad de vida antes y después del procedimiento. El bloqueo del plexo hipogástrico superior debe ser recomendado como una alternativa y no como terapéutica principal. <![CDATA[<B>Anesthesia and cerebral palsy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A paralisia cerebral (PC) é uma doença não progressiva decorrente de lesão no sistema nervoso central, levando a um comprometimento motor do paciente. O portador de PC freqüentemente é submetido a procedimentos cirúrgicos devido a doenças usuais e situações particulares decorrentes da paralisia cerebral. Foi objetivo deste artigo revisar aspectos da paralisia cerebral de interesse para o anestesiologista, permitindo um adequado manuseio pré, intra e pós-operatório neste tipo de paciente. CONTEÚDO: O artigo aborda aspectos da paralisia cerebral como etiologia, classificação, fatores de risco, fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico, terapêuticas utilizadas bem como avaliação pré-operatória, medicação pré-anestésica, manuseio intra e pós-operatório, analgesia pós-operatória e dor crônica. CONCLUSÕES: O anestesiologista desempenha um papel importante na diminuição da morbidade e mortalidade anestésico-cirúrgica em pacientes portadores de paralisia cerebral. O conhecimento da fisiopatologia dos diferentes tipos de paralisia cerebral bem como das doenças associadas e suas terapêuticas é imprescindível, pois permite ao anestesiologista antecipar e prevenir complicações intra e pós-operatórias neste tipo de paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Cerebral palsy (CP) is a non-progressive disease induced by CNS injury, which leads to patients' motor impairment. CP patients are often submitted to surgical procedures due to usual diseases and some surgical situations related with CP. The aim of this article was to review cerebral palsy aspects of interest to anesthesiologists to allow an adequate pre, intra and postoperative management of these patients. CONTENTS: This article addresses cerebral palsy aspects such as etiology, classification, risk factors, pathophysiology, clinical presentation, diagnosis and therapies and, in addition to preoperative evaluation, preanesthetic medication, intra and postoperative management, postoperative analgesia and chronic pain. CONCLUSIONS: Anesthesiologists play an important role in decreasing anesthetic-surgical morbidity and mortality of cerebral palsy patients. The understanding of different aspects of cerebral palsy pathophysiologies, in addition to those of associated diseases and their therapies is paramount, because it allows anesthesiologists to anticipate and prevent intra and postoperative complications in this type of patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La parálisis cerebral (PC) es una enfermedad no progresiva consecuente de una lesión en el sistema nervioso central, llevando a un comprometimiento motor del paciente. El portador de PC, frecuentemente es sometido a procedimientos quirúrgicos debido a enfermedades usuales y situaciones particulares consecuentes de la parálisis cerebral. El objetivo de este artículo, fue revisar aspectos de la parálisis cerebral de interés para el anestesista, permitiendo un adecuado manoseo pre, intra y posoperatorio en este tipo de paciente. CONTENIDO: El artículo aborda aspectos de la parálisis cerebral como etiología, clasificación, factores de riesgo, fisiopatología, cuadro clínico, diagnóstico, terapéuticas utilizadas bien como evaluación pre-operatoria, medicación pre-anestésica, manoseo intra y posoperatorio, analgesia posoperatoria y dolor crónico. CONCLUSIONES: El anestesista desempeña un papel importante en la disminución de la morbidez y mortalidad anestésico-quirúrgica en pacientes portadores de parálisis cerebral. El conocimiento de la fisiopatología de los diferentes tipos de parálisis cerebral bien como de las enfermedades asociadas y sus terapéuticas es imprescindible, pues permite al anestesista anticipar y precaver complicaciones intra y posoperatorias en este tipo de paciente. <![CDATA[Dr. Waldo Monteiro Marcondes, M.D. <sup>*</sup> 04/09/1932 - 19/05/2005<sup>†</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942005000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A paralisia cerebral (PC) é uma doença não progressiva decorrente de lesão no sistema nervoso central, levando a um comprometimento motor do paciente. O portador de PC freqüentemente é submetido a procedimentos cirúrgicos devido a doenças usuais e situações particulares decorrentes da paralisia cerebral. Foi objetivo deste artigo revisar aspectos da paralisia cerebral de interesse para o anestesiologista, permitindo um adequado manuseio pré, intra e pós-operatório neste tipo de paciente. CONTEÚDO: O artigo aborda aspectos da paralisia cerebral como etiologia, classificação, fatores de risco, fisiopatologia, quadro clínico, diagnóstico, terapêuticas utilizadas bem como avaliação pré-operatória, medicação pré-anestésica, manuseio intra e pós-operatório, analgesia pós-operatória e dor crônica. CONCLUSÕES: O anestesiologista desempenha um papel importante na diminuição da morbidade e mortalidade anestésico-cirúrgica em pacientes portadores de paralisia cerebral. O conhecimento da fisiopatologia dos diferentes tipos de paralisia cerebral bem como das doenças associadas e suas terapêuticas é imprescindível, pois permite ao anestesiologista antecipar e prevenir complicações intra e pós-operatórias neste tipo de paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Cerebral palsy (CP) is a non-progressive disease induced by CNS injury, which leads to patients' motor impairment. CP patients are often submitted to surgical procedures due to usual diseases and some surgical situations related with CP. The aim of this article was to review cerebral palsy aspects of interest to anesthesiologists to allow an adequate pre, intra and postoperative management of these patients. CONTENTS: This article addresses cerebral palsy aspects such as etiology, classification, risk factors, pathophysiology, clinical presentation, diagnosis and therapies and, in addition to preoperative evaluation, preanesthetic medication, intra and postoperative management, postoperative analgesia and chronic pain. CONCLUSIONS: Anesthesiologists play an important role in decreasing anesthetic-surgical morbidity and mortality of cerebral palsy patients. The understanding of different aspects of cerebral palsy pathophysiologies, in addition to those of associated diseases and their therapies is paramount, because it allows anesthesiologists to anticipate and prevent intra and postoperative complications in this type of patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La parálisis cerebral (PC) es una enfermedad no progresiva consecuente de una lesión en el sistema nervioso central, llevando a un comprometimiento motor del paciente. El portador de PC, frecuentemente es sometido a procedimientos quirúrgicos debido a enfermedades usuales y situaciones particulares consecuentes de la parálisis cerebral. El objetivo de este artículo, fue revisar aspectos de la parálisis cerebral de interés para el anestesista, permitiendo un adecuado manoseo pre, intra y posoperatorio en este tipo de paciente. CONTENIDO: El artículo aborda aspectos de la parálisis cerebral como etiología, clasificación, factores de riesgo, fisiopatología, cuadro clínico, diagnóstico, terapéuticas utilizadas bien como evaluación pre-operatoria, medicación pre-anestésica, manoseo intra y posoperatorio, analgesia posoperatoria y dolor crónico. CONCLUSIONES: El anestesista desempeña un papel importante en la disminución de la morbidez y mortalidad anestésico-quirúrgica en pacientes portadores de parálisis cerebral. El conocimiento de la fisiopatología de los diferentes tipos de parálisis cerebral bien como de las enfermedades asociadas y sus terapéuticas es imprescindible, pues permite al anestesista anticipar y precaver complicaciones intra y posoperatorias en este tipo de paciente.