Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420060001&lang=en vol. 56 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Intravenous dexmedetomidine for sedation does not interfere with sensory and motor block duration during spinal anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia locorregional é uma prática freqüente e de grande aplicabilidade em Anestesiologia. Contudo, o paciente pode tornar-se ansioso, fazendo-se necessária a sedação. Os agentes benzodiazepínicos, opióides e o propofol são amplamente utilizados com este objetivo. Os agonistas alfa2-adrenérgicos possuem propriedades hipnóticas e sedativas e são uma alternativa no arsenal terapêutico, conferindo estabilidade hemodinâmica e mínima depressão respiratória. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança e a interferência do uso da dexmedetomidina ou do midazolam, por via venosa, na duração dos bloqueios motor e sensitivo em raquianestesia. MÉTODO: Foram estudadas 35 pacientes adultas, do sexo feminino, estado físico ASA I e II, submetidas à raquianestesia com bupivacaína a 0,5% hiperbárica (15 mg), para cirurgia ginecológica eletiva, distribuídas de modo aleatório em dois grupos: grupo M (n = 17) - sedação com midazolam em infusão contínua a 0,25 µg.kg-1.min-1 e grupo D (n = 18) - sedação com dexmedetomidina em infusão contínua a 0,5 µg.kg-1.min-1. A velocidade de infusão foi ajustada para manter o valor de BIS entre 60 e 80. Foram analisados os valores de PAS, PAD, FC, SpO2, BIS, extensão e duração dos bloqueios sensitivo motor (escala de Bromage). RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa entre os grupos quanto à idade, peso, nível de bloqueio sensitivo, variação na pressão arterial e freqüência cardíaca e na duração dos bloqueios sensitivo e motor. CONCLUSÕES: A dexmedetomidina utilizada em sedação, por via venosa, não interferiu nos parâmetros hemodinâmicos, duração ou extensão dos bloqueios sensitivo e motor na raquianestesia, representando boa opção para sedação durante anestesia locorregional.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The association among local and regional anesthesia is a very useful and common practice. However, some patients may become anxious and require sedation. Benzodiazepines, opioids and propofol are widely used for this aim. Alpha2-adrenergic agonists have hypnotic and sedative properties and represent an alternative to promote hemodynamic stability and minor respiratory depression. This study aimed at evaluating the safety and the interference of intravenous dexmedetomidine or midazolam on sensory and motor block duration spinal anesthesia. METHODS: Thirty five adult female patients, physical status ASA I and II, were submitted to spinal anesthesia with hyperbaric 0.5% bupivacaine (15 mg) for elective gynecologic surgery. The patients were randomized and distributed in two groups: Group M (n = 17) - sedation with 0.25 µg.kg-1.min-1 midazolam continuous infusion and Group D (n = 18) sedation with 0.5 µg.kg-1.min-1 dexmedetomidine continuous infusion. Infusion rate was adjusted to maintain BIS between 60 and 80. The following parameters were evaluated: SBP, DBP, HR, SpO2, BIS sensory and motor block extension and duration (Bromage scale). RESULTS: There were no statistically significant differences between groups in age, weight, sensory block level, blood pressure and heart rate variation and sensory and motor block duration. CONCLUSIONS: Intravenous dexmedetomidine for sedation has not interfered with hemodynamic parameters, spinal anesthesia sensory and motor block duration or extension and it is a good option for sedation during local/regional anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia regional se practica con frecuencia en anestesiología. No obstante, algunos pacientes pueden mostrar ansiedad, necesitando en ese caso sedación. Los benzodiazepínicos, opioides y propofol son ampliamente utilizados para este propósito. Los agonistas alfa 2-adrenérgicos tienen propiedades hipnóticas y sedativas y son una alternativa terapéutica por la estabilidad hemodinámica y mínima depresión respiratoria. El objetivo de este estudio es evaluar la seguridad e interacciones de dexmedetomidina y midazolam por vía intravenosa en la duración del bloqueo sensitivo y motor de la raquianestesia. MÉTODO: Fueron estudiadas 35 pacientes adultas, estado físico ASA I y II, que recibieron raquianestesia con bupivacaína a 0,5% hiperbárica (15 mg), para cirugía ginecológica electiva, distribuidas de modo aleatorio en 2 grupos: grupo M (n = 17) - sedación con midazolam en infusión continua a 0,25 µg.kg-1.min-1 y grupo D (n = 18) - sedación con dexmedetomidina en infusión continua a 0,5 µg.kg-1.min-1. La velocidad de infusión fue ajustada para mantener el valor del BIS entre 60 y 80. Fueron analizados los valores de PAS, PAD, FC, SpO2, BIS, extensión y duración del bloqueo sensitivo motor (escala de Bromage). RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos en edad, peso, nivel de bloqueo sensitivo y duración bloqueo sensitivo motor, como de la frecuencia cardíaca y presión arterial. CONCLUSIONES: La dexmedetomidina utilizada en sedación, por vía venosa, no alteró los parámetros hemodinámicos, duración o extensión de los bloqueos sensitivo y motor de la raquianestesia, representando una buena opción para sedación durante anestesia regional. <![CDATA[<B>Efficacy of ondansetron, metoclopramide, droperidol and dexametasone in preventing post-gynecological videolaparoscopy nausea and vomiting in outpatient setting. Comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora o ondansetron seja apontado como uma das drogas mais eficientes no controle das náuseas e vômitos pós-operatório (NVPO), seu alto custo o torna inviável para uso rotineiro. Este estudo teve como finalidade verificar entre o droperidol, a metoclopramida e a dexametasona qual se aproxima mais da eficácia do ondansetron na prevenção de NVPO em laparoscopias ginecológicas. MÉTODO: Participaram do estudo 100 pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica sob anestesia geral venosa e inalatória, divididas aleatoriamente em cinco grupos de acordo com a medicação antiemética recebida. O grupo GO (n = 20) recebeu ondansetron (4 mg); o grupo GM (n = 20): metoclopramida (10 mg); grupo GD (n = 20): droperidol (1,25 mg), o grupo GX (n = 20): dexametasona (8 mg) e o grupo GC - grupo controle (n = 20) não recebeu medicação antiemética. Foram verificadas as incidências de náusea e/ou vômito no pós-operatório, os parâmetros hemodinâmicos, o tempo na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e o tempo da anestesia. RESULTADOS: Não houve diferença estatística entre os grupos quanto aos dados antropométricos, hemodinâmicos, tempo de recuperação e tempo de anestesia. Houve diferença estatística entre os grupos quanto à incidência de náusea (GO < GD < GX < GM < GC) e de vômitos (GO < GD < GX < GM < GC). CONCLUSÕES: Neste estudo, o ondansetron foi o agente mais eficaz na profilaxia de náusea e vômito e o droperidol foi a droga que mais se aproximou da eficácia do ondansetron na prevenção de NVPO.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although being considered one of the most effective drugs to control postoperative nausea and vomiting (PONV), ondansetron is unfeasible for routine use due to its high cost. This study aimed at comparing the efficacy of droperidol, metoclopramide, and dexametasone as compared to ondansetron in preventing PONV after gynecological laparoscopies. METHODS: Participated in the study 100 patients submitted to gynecological laparoscopies under general intravenous and inhalational anesthesia, who were randomly distributed in five groups according to the antiemetic medication. Group GO (n = 20) received ondansetron (4 mg); Group GM (n = 20) received metoclopramide (10 mg); Group GD (n = 20) received droperidol (1.25 mg); Group GX (n = 20) received dexametasone (8 mg); and Group GC - control group (n = 20) was not medicated. The following events were recorded: incidence of postoperative nausea and/or vomiting, hemodynamic parameters, PACU stay and anesthetic length. RESULTS: There were no statistically significant differences among groups in demographics, hemodynamic parameters, recovery and anesthetic length. There were statistical differences among groups in the incidence of nausea (GO < GD < GX < GM < GC) and vomiting (GO < GD < GX < GM < GC). CONCLUSIONS: Ondansetron was the most effective agent in preventing nausea and vomiting, and droperidol was the closest drug to ondansetron in preventing PONV.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Aunque el ondansetron es considerado una de las drogas mas eficientes para control de nausea y vómito post-operatorio (NVPO), su alto costo torna inviable su uso en forma rutinaria. Este estudio tuvo como finalidad verificar entre droperidol, metoclopramida y dexametasona cual se aproxima más a la eficacia del ondansetron en la prevención de NVPO en laparoscopías ginecológicas. MÉTODO: Participaron del estudio 100 pacientes sometidas a laparoscopía ginecológica con anestesia general intravenosa e inhalatoria, divididas aleatoriamente en cinco grupos de acuerdo con la medicación antiemética recibida. El grupo GO (n = 20) recibió ondansetron (4 mg); el grupo GM (n = 20): metoclopramida (10 mg); el grupo GD (n = 20): droperidol (1,25 mg), el grupo GX (n = 20): dexametasona (8 mg) y el grupo GC - grupo control (n = 20) no recibió medicación antiemética. Fueron verificadas la incidencia de nausea y/o vómito en el post-operatorio, los parámetros hemodinámicos, el tiempo en la sala de recuperación post-anestésica (SRPA) y el tiempo de la anestesia. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos en los registros antropométricos, hemodinámicos, tiempo de recuperación y de anestesia. Hubo diferencia estadística entre los grupos en la incidencia de nausea (GO < GD < GX < GM < GC) y vómito (GO < GD < GX < GM < GC). CONCLUSIONES: En este estudio, el ondansetron fue el agente más eficaz para la prevención de nausea y vómito. El droperidol fue la droga que más se aproximó de la eficacia del ondansetron para prevenir NVPO. <![CDATA[<B>Racemic 0.25% bupivacaine and 50% enantiomeric excess (S75-R25) 0.25% bupivacaine associated to fentanyl for labor analgesia with patient’s ambulation. Comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Estudos clínicos com enantiômeros levógiros dos anestésicos locais demonstraram maior segurança em função de menor cardiotoxicidade. A deambulação da parturiente durante o trabalho de parto pode abreviar o trabalho de parto. Este estudo visou comparar a qualidade da anestesia e as repercussões maternas e fetais bem como a capacidade de deambulação e micção espontânea das parturientes com o emprego da bupivacaína a 0,25% e da bupivacaína com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,25%, associadas ao fentanil por via peridural contínua, no trabalho de parto. MÉTODO: Foram avaliadas 40 parturientes, estado físico ASA I e II, feto único, em trabalho de parto, submetidas a analgesia peridural contínua e divididas em dois grupos: no grupo I, receberam 8 mL (20 mg) de bupivacaína (S75-R25) a 0,25% com epinefrina, associados a 100 µg de fentanil. No grupo II, receberam 8 mL (20 mg) de bupivacaína racêmica a 0,25% com epinefrina, associados a 100 µg de fentanil. Foram avaliados os seguintes parâmetros: tempo de latência, nível de bloqueio sensitivo, grau de bloqueio motor, teste de Romberg, capacidade de deambulação e micção espontânea, duração do trabalho de parto e do período expulsivo, alterações hemodinâmicas e respiratórias maternas além da vitalidade dos recém-nascidos. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa entre os grupos nos parâmetros avaliados. Todas as parturientes apresentaram força muscular com capacidade de deambulação, salvo no caso de indicação de cesariana (um caso do grupo II) ou quando o parto aconteceu antes do tempo previsto para avaliação deste parâmetro (quatro casos do grupo I e cinco casos do grupo II). CONCLUSÕES: Tanto a bupivacaína racêmica quanto a bupivacaína (S75-R25) a 0,25% associadas ao fentanil mostraram ser boa opção para analgesia de parto.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Clinical studies with levogyrous enantiomers of local anesthetics have shown better safety due to lower cardiotoxicity. Parturients ambulation during labor may be able to shorten it. This study aimed at comparing anesthetic quality and maternal and fetal repercussions, as well as patients’ ambulation and spontaneous micturition ability with continuous epidural racemic or 50% enantiomeric excess (S75-R25) 0.25% bupivacaine, associated to fentanyl during labor. METHODS: Participated in this study 40 parturients, physical status ASA I and II, single fetus and in labor, submitted to continuous epidural analgesia, who were divided in two groups: Group I received 8 mL (20 mg) of 0.25% bupivacaine (S75-R25) and epinephrine, associated to 100 mug fentanyl; and Group II received racemic 0.25% bupivacaine and epinephrine associated to 100 mug fentanyl. The following parameters were evaluated: onset time, sensory block level, motor block level, Romberg’s test, ambulation and spontaneous micturition ability, labor and delivery time, maternal hemodynamic and respiratory changes in addition to neonates vitality. RESULTS: There were no statistically significant differences between groups in all evaluated parameters. All parturients presented with muscle strength and ambulation ability and when this was not observed, the reason was Cesarean delivery indication (1 in Group II) or delivery before the time needed to observe such parameter (4 in Group I and 5 in Group II). CONCLUSIONS: Both racemic and S75-R25 0.25% bupivacaine associated to fentanyl were effective for labor analgesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Estudios clínicos con enantiómeros levógiros de los anestésicos locales demostraron mayor seguridad debido a la menor cardiotoxicidad. La deambulación de la gestante durante el trabajo de parto por lo que puede abreviar la duración del parto. Este estudio compara la calidad de la analgesia y las repercusiones materno fetales así como la capacidad de deambular y de orinar en forma espontánea de las gestantes, usando bupivacaína a 0,25% y bupivacaína con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,25% asociadas con fentanil por vía peridural continua durante el trabajo de parto. MÉTODO: Fueron evaluadas 40 gestantes, estado físico ASA I y II, con feto único y en trabajo de parto, que recibieron analgesia peridural continua, divididas en 2 grupos. En el grupo I recibieron 8 mL (20 mg) de bupivacaína (S75-R25) a 0,25% con epinefrina asociados a 100 µg de fentanil. En el grupo II recibieron 8 ml (20 mg) de bupivacaína racémica a 0,25% con epinefrina asociados a 100 µg de fentanil. Los siguientes parámetros fueron evaluados: tiempo de latencia, altura del bloqueo sensitivo, grado de bloqueo motor, examen de Romberg, capacidad de deambular y orinar en forma espontánea, duración del trabajo de parto y del período expulsivo, variables maternas respiratorias y hemodinámicas y la vitalidad de los neonatos. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos en los parámetros evaluados. Todas las gestantes tenían fuerza muscular y capacidad para deambular, pero esto no ocurrió en un caso del grupo II por indicación de cesárea y en 4 casos del grupo I porque el parto ocurrió antes de iniciar la evaluación motora. CONCLUSIONES: Tanto la bupivacaína a 0,25% como la bupivacaína (S75-R25) a 0,25% asociadas con fentanil demostraron ser una buena opción para analgesia de parto. <![CDATA[<B>Prevention of itching after spinal sufentanil: effects of droperidol, nalbuphine, ondansetron and the association of them</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso espinhal de opióides pode causar alguns efeitos indesejáveis, dentre os quais, o mais freqüente é o prurido que, apesar de sua baixa morbidade, pode proporcionar desconforto intenso ao paciente e prolongar o período de internação. O objetivo deste estudo foi avaliar diversas opções terapêuticas no tratamento profilático do prurido após administração de sufentanil por via subaracnóidea. MÉTODO: Foram distribuídos de maneira aleatória, por sorteio, 100 pacientes a serem submetidos à intervenção cirúrgica não-obstétricas em cinco grupos, de acordo com o tratamento utilizado: controle (ausência de tratamento - C); droperidol 2,5 mg (D); nalbufina 10 mg (N); associação dos medicamentos anteriores (DN) e ondansetron 8 mg (O). O prurido foi avaliado quantitativamente 30 minutos, 1, 2, e 3 horas após a administração subaracnóidea de sufentanil. RESULTADOS: Os grupos C e O apresentaram incidência significativamente maior de prurido em relação aos grupos D, N e DN. Entretanto, não houve diferença significativa na necessidade de tratamento específico com naloxona entre os grupos tratados. CONCLUSÕES: O tratamento profilático do prurido neste estudo, independentemente do fármaco utilizado, diminuiu sua intensidade e limitou a necessidade de tratamento específico com naloxona.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal opioids may cause some undesirable effects, the most frequent of which is itching. In spite of its low morbidity rate, itching may cause severe discomfort to patients in addition to prolonging hospital stay. This study aimed at evaluating different therapeutic options to prevent itching after spinal sufentanil. METHODS: Participated in these study 100 patients scheduled for non-obstetric procedures, who were randomly distributed in five groups: control (no treatment - C); 2.5 mg droperidol (D); 10 mg nalbuphine (N); association of previous drugs (DN); and 8 mg ondansetron (O). Pruritus was quantitatively evaluated at 30 minutes, 1, 2 and 3 hours after spinal sufentanil. RESULTS: Groups C and O had significantly higher incidence of itching as compared to groups D, N and DN. However, there has been no significant difference in the need for specific treatment with naloxone among groups. CONCLUSIONS: Itching prevention in our study, regardless of the drug used, has decreased its severity and has limited the need for specific treatment with naloxone.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso espinal de opioides puede ser causa de efectos indeseables, entre los que el prurito es el más frecuente y a pesar de su escasa morbilidad puede ser causa de intenso desconfort y prolongar el tiempo de internación. El objetivo de este estudio es evaluar diferentes opciones terapéuticas para la prevención del prurito que ocurre después de la administración subaracnoidea de sufentanil. MÉTODO: Cien pacientes que iban a recibir cirugías no obstétricas fueron divididos aleatoriamente (sorteo) en 5 grupos de acuerdo al tratamiento preventivo usado: control (sin tratamiento, grupo C); droperidol 2,5 mg (grupo D); nalbufina 10 mg (grupo N); asociación de los medicamentos anteriores (grupo DN) y ondansetron 8 mg (grupo O). El prurito fue evaluado en forma cuantitativa 30 minutos, 1, 2 y 3 horas después de la administración subaracnoidea de sufentanil. RESULTADOS: Los grupos C y O presentaron incidencia de prurito significativamente mayor comparados con los grupos D, N y DN. No obstante, no hubo diferencia entre los grupos en relación al uso de naloxona como tratamiento específico. CONCLUSIONES: El tratamiento preventivo del prurito usado en este estudio, independiente del fármaco empleado, disminuyó la intensidad y limitó la necesidad de tratamiento con naloxona. <![CDATA[<B>Mortality and length of stay in a surgical intensive care unit</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Em cuidados intensivos os resultados podem ser relacionados aos índices de mortalidade ou morbidade. Quando avaliada de forma isolada, a mortalidade é uma medida insuficiente do resultado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI); o tempo de internação pode ser uma medida indireta do resultado relacionado com a morbidade. O objetivo do presente estudo foi avaliar a incidência e os fatores preditivos para mortalidade e tempo de internação dos pacientes admitidos numa UTI cirúrgica. MÉTODO: Participaram deste estudo prospectivo, realizado, entre abril e julho de 2004, todos os 185 pacientes submetidos a procedimentos programados ou de emergência, admitidos numa UTI cirúrgica. Foram registrados os seguintes parâmetros: idade, sexo, altura e peso, temperatura central estado físico segundo a ASA, tipo de intervenção cirúrgica, porte cirúrgico, técnica anestésica, quantidade e qualidade de fluídos administrados durante a anestesia, monitorização da temperatura ou de técnica de aquecimento corporal peri-operatório, duração da anestesia, tempo de permanência na UTI e no hospital e escore SAPS II. RESULTADOS: O tempo médio de internação na UTI foi de 4,09 ± 10,23 dias. Fatores de risco significativos para permanências mais prolongadas na UTI foram o valor do escore SAPS II, estado físico ASA, quantidade administrada, durante a intervenção cirúrgica, de colóides, unidades de plasma fresco e unidades de concentrados de hemáceas. Quatorze pacientes (7,60%) morreram durante a internação na UTI e 29 (15,70%) morreram durante a internação hospitalar. Fatores de risco independentes de mortalidade com diferença estatística significativa foram intervenções cirúrgicas de emergência, de grande porte, escores altos SAPS II, permanência prolongada na UTI e no hospital. Fatores protetores com diferença estatística significativa para risco de morte hospitalar foram baixo peso corporal e baixo índice de massa corporal (IMC). CONCLUSÕES: As internações prolongadas em UTI são mais freqüentes nos pacientes mais graves à admissão e estão associadas às maiores mortalidades hospitalares. A mortalidade hospitalar é também mais freqüente em pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas de emergência ou de grande porte.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Outcome in intensive care can be categorized as mortality related or morbidity related. Mortality is an insufficient measure of ICU outcome when measured alone and length of stay may be seen as an indirect measure of morbidity related outcome. The aim of the present study was to estimate the incidence and predictive factors for intrahospitalar outcome measured by mortality and LOS in patients admitted to a surgical ICU. METHODS: In this prospective study all 185 patients, who underwent scheduled or emergency surgery admitted to a surgical ICU in a large tertiary university medical center performed during April and July 2004, were eligible to the study. The following variables were recorded: age, sex, body weight and height, core temperature (Tc), ASA physical status, emergency or scheduled surgery, magnitude of surgical procedure, anesthesia technique, amount of fluids during anesthesia, use of temperature monitoring and warming techniques, duration of the anesthesia, length of stay in ICU and in the hospital and SAPS II score. RESULTS: The mean length of stay in the ICU was 4.09 ± 10.23 days. Significant risk factors for staying longer in ICU were SAPS II, ASA physical status, amount of colloids, fresh frozen plasma units and packed erythrocytes units used during surgery. Fourteen (7.60%) patients died in ICU and 29 (15.70%) died during their hospitalization. Statistically significant independent risk factors for mortality were emergency surgery, major surgery, high SAPS II scores, longer stay in ICU and in the hospital. Statistically significant protective factors against the probability of dying in the hospital were low body weight and low BMI. CONCLUSIONS: In conclusion, prolonged ICU stay is more frequent in more severely ill patients at admission and it is associated with higher hospital mortality. Hospital mortality is also more frequent in patients submitted to emergent and major surgery.<hr/>JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: En cuidados intensivos los resultados pueden ser relacionados con índices de mortalidad o morbilidad. Cuando se evalúa de forma aislada, la mortalidad es una medida insuficiente de los resultados de una Unidad de Terapia Intensiva (UTI); el tiempo de internación puede ser una medida indirecta de resultados relacionados con la morbilidad. El objetivo del presente estudio fue evaluar la incidencia y los factores predictivos para mortalidad y tiempo de internación de los pacientes admitidos en una UTI quirúrgica. MÉTODO: Participaron en este estudio prospectivo, realizado entre abril y julio de 2004, todos los 185 pacientes sometidos a procedimientos programados o de emergencia, admitidos en la UTI quirúrgica. Fueron registrados los siguientes parámetros: edad, sexo, altura y peso, temperatura central, estado físico según la ASA, tipo de intervención quirúrgica, porte quirúrgico, técnica anestésica, cantidad y calidad de fluidos administrados durante la anestesia, monitorización de la temperatura o la técnica de calentamiento corporal perioperatorio, duración de la anestesia, tiempo de permanencia en la UTI y en el hospital y escore SAPS II. RESULTADOS: El tiempo medio de internación en la UTI fue de 4,09 ± 10,23 días. Factores de riesgo significativos para permanencia más prolongada en la UTI fueron el valor del escore SAPS II, estado físico ASA, cantidad de coloides administrada durante la intervención quirúrgica, unidades de plasma fresco y unidades de concentrados de hematíes. Catorce pacientes (7,60%) murieron durante la internación en la UTI y otros 29 (15,70%) murieron durante la internación hospitalar. Factores de riesgo independientes de mortalidad con diferencia estadística significativa fueron intervenciones quirúrgicas de emergencia, de gran porte, escores altos SAPS II, permanencia prolongada en la UTI y en el hospital . Factores protectores con diferencia estadística significativa para riesgo de muerte hospitalar fueron bajo peso corporal y bajo índice de masa corporal (IMC). CONCLUSIONES: Las internaciones prolongadas en UTI son más frecuentes en los pacientes más graves en el momento de la admisión y están asociadas a mayor mortalidad hospitalar. La mortalidad hospitalar es también más frecuente en pacientes sometidos a intervenciones quirúrgicas de emergencia o de porte mayor. <![CDATA[<B>The lateral midfemoral approach to sciatic nerve block as an anesthetic option to trauma</B>: <B>case repor t</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Nos pacientes com trauma de membros inferiores e com estômago cheio, tantos os bloqueios de plexos nervosos como os bloqueios de nervos periféricos isolados são procedimentos incomuns, prevalecendo os bloqueios peridural e subaracnóideo como primeira indicação. Este relato de caso registrou a escolha do bloqueio do nervo isquiático, como melhor indicação para anestesia em paciente de estômago cheio e traumatismo grave de pé. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 50 anos, estado físico ASA II, obeso moderado (IMC = 29,8), hipertenso, motorista de ônibus por 29 anos, com laminectomia lombar descompressiva (L4-L5 e L5-S1), prévia há 10 anos, em uso de antidepressivos, vítima de acidente de motocicleta, após ter-se alimentado. O teste de Mallampati mostrou-se classe III. Após terem sido excluídas várias alternativas de técnicas para a execução da anestesia, a escolha recaiu no bloqueio isquiático como a melhor opção. A mistura anestésica administrada consistiu de 10 mL de lidocaína a 2% e 15 mL de bupivacaína a 0,5%, ambas com adrenalina a 1:200.000, resultando em mais de 15 horas de analgesia. CONCLUSÕES: A escolha do bloqueio do nervo isquiático por via médio lateral da coxa, como opção anestésica de trauma no pé, baseou-se em critérios previamente estabelecidos como a preferência de anestesia regional em pacientes com estômago cheio e candidatos a cirurgias de urgência nos membros; a limitação postural dos pacientes para realizar certas técnicas, como as espinhais; o conhecimento anatômico da inervação somática dos membros e o domínio de técnicas regionais alternativas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Both nervous plexus block and isolated peripheral nerve block are uncommon procedures for patients with lower limb trauma or full stomach, prevailing epidural and spinal blocks as the primary indication. This case report describes the choice of sciatic nerve block as the best indication for a patient with full stomach and severe foot trauma. CASE REPORT: Male patient, 50 years old, physical status ASA II, moderately obese (BMI = 29.8), hypertensive, bus driver for 29 years with decompressive lumbar laminectomy (L4-L5 e L5-S1) 10 years ago, under antidepressants, who suffered motorcycle accident soon after having eaten. Mallampati test was class III. After excluding several anesthetic techniques, sciatic nerve block was chosen as the best option. Anesthesia was induced with 10 mL of 2% lidocaine and 15 mL of 0.5% bupivacaine, both with epinephrine 1:200 000, resulting in more than 15 hours of analgesia. CONCLUSIONS: Lateral midfemoral sciatic nerve block as anesthetic option for foot trauma was based on pre-established criteria, such as the preference for regional anesthesia in patients with full stomach and candidates to urgency limb procedures, postural limitation of patients to perform some techniques, such as spinal procedures, anatomic understanding of somatic limb innervation and the mastering of alternative regional techniques.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En pacientes con traumatismo de los miembros inferiores y que están con estómago lleno, los bloqueos de plexos o de los nervios periféricos son infrecuentes, siendo mas comunes los bloqueos centrales, raquídeo y peridural. Este relato de caso muestra la elección del bloqueo del nervio isquiático como mejor indicación para anestesia en un paciente con estómago lleno y traumatismo de pie. RELATO DEL CASO: Paciente masculino, de 50 años, estado físico ASA II, obeso moderado (IMC = 29,8), hipertenso, conductor de ómnibus por 29 años, se le efectuó una laminectomía lumbar hace 10 años, usa anti-depresivos y luego de alimentarse fue víctima de accidente en una motocicleta. El test de Mallanpatti mostró que era de clase III. Luego de excluir varias alternativas de técnicas para la anestesia el bloqueo del nervio isquiático fue elegido como la mejor opción. Se administró una solución con 10 mL de lidocaína a 2% y 15 ml de bupivacaína a 0,5%, ambos con adrenalina a 1:200.000, resultando en más de 15 horas de analgesia. CONCLUSIONES: La elección de bloqueo del nervio isquiático por la vía medio lateral de la pierna, como opción para la anestesia en traumatismo del pie, se basó en criterios ya establecidos, entre los cuales la preferencia por anestesia regional en pacientes con estómago lleno candidatos a cirugía de urgencia en los miembros, la limitación postural para realizar técnicas por la vía espinal, el conocimiento anatómico de la inervación de los miembros y el dominio de técnicas regionales alternativas. <![CDATA[<B>Excessive sweating and hypothermia after spinal morphine</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia e a cirurgia freqüentemente causam perturbações térmicas significativas. A hipotermia durante a anestesia é o distúrbio térmico peri-operatório mais comum. O presente relato evidenciou um mecanismo não usual de alteração do controle térmico corporal, neste caso, associado à utilização da morfina no espaço subaracnóideo. O objetivo deste relato foi descrever este efeito incomum. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 44 anos, estado físico ASA I, sem doenças prévias conhecidas, foi admitida para histerectomia abdominal por quadro de miomatose uterina. Foi realizada raquianestesia com 20 mg de bupivacaína hiperbárica e 100 µg de morfina. Durante o procedimento não apresentou qualquer intercorrência. Na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), 3h30 minutos após a realização do bloqueio, a paciente apresentou quadro de sudorese profusa do tronco levando, inclusive, ao descolamento de eletrodos e de fitas adesivas, leve sonolência e diminuição da temperatura timpânica para 35,2 ºC. Nos 60 minutos subseqüentes manteve temperatura abaixo de 36 ºC e com 90 minutos após o evento já apresentava temperatura de 36,2 ºC e remissão completa dos sintomas. CONCLUSÕES: Além dos clássicos mecanismos de perda excessiva de calor durante o bloqueio do neuro-eixo, podem ocorrer perturbações diretas nos centros hipotalâmicos de controle da temperatura corporal, neste caso, associado ao uso de morfina por via subaracnóidea.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthesia and surgery often promote significant temperature changes. Hypothermia during anesthesia is the most common perioperative thermal disorder. This report describes an unusual body heat balance change associated to spinal morphine. CASE REPORT: Female patient, 44 years old, physical status ASA I, with no previous diseases, admitted for abdominal hysterectomy due to uterine myomatosis. Spinal anesthesia was performed with 20 mg hyperbaric bupivacaine and 100 mug morphine and surgical procedure was eventless. In the post-anesthetic recovery unit (PACU), 3h30 minutes after blockade, patient presented excessive sweating, even leading to detachment of electrodes and adhesive tapes, mild sleepiness and decreased tympanic temperature to 35.2 ºC. Temperature was maintained below 36 ºC for the next 60 minutes and 90 minutes later temperature was 36.2 ºC with total remission of symptoms. CONCLUSIONS: In addition to classic excessive heat loss mechanisms during neuraxial block, there may be direct disorders in the hypothalamic temperature control centers, in this case associated to spinal morphine.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia y cirugía con frecuencia causan alteraciones térmicas importantes. La hipotermia durante la anestesia es la alteración térmica más común en el perioperatorio. Este relato muestra un mecanismo no usual de alteración de la temperatura, en este caso, asociado con el empleo de morfina subaracnoidea. El objetivo de este relato fue describir el efecto raro. RELATO DEL CASO: Paciente femenina, de 44 años, estado físico ASA I, sin enfermedades previas, fue admitida para realizar histerectomía abdominal por miomatosis uterina. Recibió raquianestesia con 20 mg de de bupivacaína hiperbárica con 100 µg de morfina. Durante el procedimiento no presentó ninguna alteración. En la sala de recuperación post-anestésica, 3h30 minutos después de hecho el bloqueo, la paciente presento profusa sudoración en el tronco, que despega los electrodos y otros adhesivos, con leve somnolencia y disminución de la temperatura timpánica a 35,2 ºC. En los 60 minutos siguientes mantuvo temperatura debajo de 36 ºC pero a los 90 minutos la temperatura era de 36,2 ºC con remisión completa de los síntomas. CONCLUSIONES: Aparte e los clásicos mecanismos de perdida de calor, pueden ocurrir perturbaciones directamente en los centros hipotalámicos de control de la temperatura corporal, que en este caso estuvo asociada a morfina subaracnoidea. <![CDATA[<B>Hemodynamic repercussions of exaggerated lithotomy position for vaginal hysterectomy in cardiac patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A técnica de histerectomia vaginal possibilita menor tempo operatório e o uso do bloqueio do neuro-eixo, com os benefícios de melhor analgesia pós-operatória e menor resposta sistêmica ao procedimento cirúrgico. O objetivo deste relato foi descrever as alterações hemodinâmicas decorrentes do posicionamento em litotomia exagerada em paciente cardiopata. RELATO DO CASO: Paciente de 33 anos, G0P0A0, com história de sangramento uterino anormal e anemia. A ultra-sonografia evidenciava útero miomatoso com volume estimado de 420 cm³. Ela era portadora de trombofilia e miocardiopatia dilatada, com passado de dois acidentes vasculares encefálicos isquêmicos e dois infartos agudos do miocárdio. Foi monitorizada com pressão arterial invasiva e cateter de artéria pulmonar com medida de débito cardíaco contínuo. Realizada raquianestesia com bupivacaína hiperbárica e morfina. A paciente foi posicionada em litotomia exagerada sendo realizada histerectomia total pela técnica de Heaney e salpingectomia bilateral. Como intercorrência intra-operatória apresentou diminuição do índice cardíaco e aumento das pressões de câmaras direitas após o posicionamento, necessitando do uso de dobutamina. CONCLUSÕES: O posicionamento em litotomia exagerada pode ocasionar alterações hemodinâmicas que devem ser consideradas na escolha da técnica cirúrgica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Vaginal hysterectomy shortens surgery duration and may be performed with neuraxial block, which promotes better postoperative analgesia and lower systemic response to surgical procedure. This report aimed at describing hemodynamic changes promoted by exaggerated lithotomy position in cardiac patient. CASE REPORT: Female patient, 33 years old, with history of abnormal uterine bleeding and anemia. Ultrasound revealed myomas of approximately 420 cm³. Patient had thrombophilia and dilated cardiomyopathy, with history of two ischemic strokes and two acute myocardial infarction. Monitoring consisted of invasive blood pressure and pulmonary artery catheter for continuous cardiac output measurement. Spinal anesthesia was performed with hyperbaric bupivacaine and morphine. Patient was placed in exaggerated lithotomy position being total hysterectomy performed by the Heaney technique and bilateral salpingectomy. Intraoperative intercurrences were post-positioning decreased cardiac output and increased right chambers pressure requiring dobutamine. CONCLUSIONS: Exaggerated lithotomy position may promote hemodynamic changes which should be considered when choosing the surgical technique.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La técnica de histerectomía vaginal permite menor tiempo operatorio y el uso de bloqueo espinal, con los beneficios en la analgesia post-operatoria y en la menor respuesta sistémica frente al procedimiento quirúrgico. El objetivo de este relato es describir las alteraciones hemodinámicas secundarias al posicionamiento en litotomía exagerada en una paciente con cardiopatía. RELATO DEL CASO: Paciente de 33 años, G0P0A0, con historia de sangrado uterino anormal y anemia. La ultra-sonografía evidenciaba útero miomatoso con volumen estimado de 420 cm³. Portadora de miocardiopatía dilatada, refería dos accidentes vasculares isquémicos y dos infartos agudos de miocardio en el pasado. Fue monitorizada con presión arterial invasiva y catéter en la arteria pulmonar para medir el gasto cardíaco en forma continua. Fue realizada raquianestesia con bupivacaína hiperbárica y morfina. La paciente fue posicionada en litotomía exagerada para realizar histerectomía total con la técnica de Heaney y salpingectomía bilateral. Durante el intra-operatorio, luego del posicionamiento, presentó disminución del índice cardíaco y aumento de presión en las cámaras derechas, que requirió tratamiento con dobutamina. CONCLUSIONES: La posición de litotomía exagerada puede ser causa de alteraciones hemodinámicas que deben ser consideradas al seleccionar la técnica quirúrgica. <![CDATA[<B>Rhabdomyolysis in morbidly obese patient submitted to gastric bypass and during upper limb revascularization of pediatric patient</B>: <B>case reports</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A rabdomiólise é uma síndrome que decorre da lesão ao músculo esquelético. Sua etiologia é ampla, trazendo um interesse particular, quando se manifesta como complicação intra ou pós-anestésica. O objetivo desse relato foi mostrar dois casos de rabdomiólise ocorridos no pós-operatório de intervenções cirúrgicas de longa duração, em pacientes com obesidade mórbida e lesão traumática, enfatizando a sua relação com a anestesia. RELATO DOS CASOS: O primeiro caso é de um paciente com 39 anos, obeso mórbido, IMC 62, submetido a gastroplastia redutora por laparotomia, sob anestesia geral. Apresentou, no pós-operatório, fraqueza muscular nos membros superiores e inferiores e alterações da sensibilidade. Evoluiu com dor muscular e urina avermelhada. O aumento dos níveis plasmáticos da enzima creatinocinase (CK) confirmou o diagnóstico de rabdomiólise. Tratado com hidratação forçada e diurético, não evoluiu com insuficiência renal, porém teve alta com seqüela muscular e neurológica. O segundo caso apresenta uma criança de sete anos, vítima de acidente com porta de vidro, operada de urgência para revascularização do membro superior esquerdo. Apresentou mudança da coloração da urina, que se tornou avermelhada, durante a anestesia. Foram administrados bicarbonato de sódio e manitol por via venosa, com os objetivos de alcalinizar a urina e aumentar o débito urinário. Enviado ao CTI, onde foi confirmada a hipótese de rabdomiólise, pelo aumento da enzima CK e pela mioglobinúria. Obteve alta no 10º dia de internação, sem seqüelas. CONCLUSÕES: Os casos apresentados mostraram os fatores de risco da rabdomiólise e sua relação com a anestesia e a cirurgia. O diagnóstico precoce é importante, no sentido de um tratamento rápido e agressivo, a fim de se evitarem complicações mais graves.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Rhabdomyolysis is a syndrome caused by skeletal muscle injury. Its etiology is broad with special interest when it is manifested as intra or post-anesthetic complication. This report aimed at describing two cases of rhabdomyolysis in the postoperative period of long procedures in morbidly obese and trauma injury patients, emphasizing its correlation with anesthesia. CASE REPORTS: The first case is a 39-year old, morbidly obese patient, BMI 62, submitted to laparoscopic gastric bypass under general anesthesia. In the postoperative period patient presented upper and lower limbs muscle weakness and changes in sensitivity evolving with muscle pain and reddish urine. Increased creatinokinase (CK) plasma levels confirmed the diagnosis of rhabdomyolysis. Patient was treated with forced and diuretic hydration, has not evolved with renal failure, but was discharged with muscular and neurological sequelae. The second case is a 7-year old child victim of accident with a glass door, who was submitted to emergency procedure for left upper limb revascularization. During anesthesia urine color has changed becoming reddish. Intravenous sodium bicarbonate and mannitol were administered to alkalinize the urine and increase urinary output. Patient was referred to the ICU where rhabdomyolysis was confirmed by increased CK enzyme and myoglobinuria. Patient was discharged 10 days later without sequelae. CONCLUSIONS: Cases have shown risk factors for rhabdomyolysis and their relationship with anesthesia and surgery. Early diagnosis is critical for a fast and aggressive treatment to prevent more severe complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La rabdomiólisis es un síndrome derivado de la lesión el músculo esquelético. Su etiología es variada, y tiene interés particular en nuestra especialidad cuando se manifiesta como complicación perioperatoria. El objetivo de este relato es mostrar dos casos de rabdomiólisis durante el post-operatorio de intervenciones quirúrgicas prolongadas, en un paciente con obesidad mórbida y otro con lesión traumática, enfatizando su relación con la anestesia. RELATO DE LOS CASOS: El primer caso es un paciente de 39 años, obeso mórbido con IMC 62, programado para gastroplastia reductora por laparotomía con anestesia general. En el post-operatorio presentó debilidad muscular en miembros superiores e inferiores con alteración de la sensibilidad. En la evolución hubo dolor muscular y orina rojiza. El diagnóstico de rabdomiólisis fue confirmado por el aumento de la enzima creatin-quinasa (CK) en el plasma. Tratado con hidratación y diuréticos no desarrolló insuficiencia renal pero tuvo alta con secuelas muscular y neurológica. El segundo caso es un niño de 7 años, víctima de un accidente con puerta de vidrio y fue operado de urgencia para revascularizar el miembro superior izquierdo. Presentó alteración del color de la orina, que se tornó rojiza durante la anestesia. Fue administrado bicarbonato de sodio y manitol por vía venosa, con el objetivo de alcalinizar la orina y aumentar el gasto urinario. Fue enviado al CTI donde se confirmó la hipótesis de rabdomiólisis por aumento de la enzima CK y por la mioglobinuria. Tuvo alta al 10º día de internación, sin secuelas. CONCLUSIONES: Los casos presentados muestran algunos factores de riesgo para rabdomiólisis durante anestesia y cirugía. El diagnóstico precoz es importante y el tratamiento debe ser rápido y agresivo para evitar complicaciones más graves <![CDATA[<B>Complication related to tracheal bronchus in infant</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O brônquio traqueal é uma anomalia congênita com incidência aproximada de 2% na população geral, habitualmente assintomática e de diagnóstico usualmente incidental. Esta anomalia caracteriza-se pela presença de brônquio para o lobo superior direito emergindo diretamente da traquéia, junto à carina. Em vigência de intubação traqueal, este brônquio pode ter sua luz obliterada pela cânula, levando a atelectasia isolada do lobo superior direito. O objetivo deste artigo foi relatar um caso de atelectasia isolada de lobo superior direito em lactente, percebida após intubação orotraqueal, bem como fazer uma revisão de literatura sobre esta anomalia, destacando suas implicações anestésicas. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, pardo, 5 meses de idade, 5 kg, estado físico ASA I, portador de fístula anorretal, em programação para correção da fístula (Mini-Peña). Após intubação orotraqueal realizou-se punção de veia subclávia direita, que foi seguida de dessaturação e diminuição do murmúrio vesicular no ápice direito. As hipóteses iniciais foram de hemotórax, pneumotórax, secreção brônquica e intubação seletiva. Foi realizada radiografia de tórax, que mostrou atelectasia de lobo superior direito. Realizada broncoscopia, que revelou brônquio traqueal. A cânula foi reposicionada, com re-expansão do lobo atelectasiado. CONCLUSÕES: Por ser uma anomalia de incidência relativamente alta (2%), o brônquio traqueal deve ser incluído entre os diagnósticos diferenciais de atelectasia de lobo superior direito.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Tracheal bronchus is a congenital abnormality affecting approximately 2% of general population, usually asymptomatic and of incidental diagnosis. It is characterized by the presence of the bronchus to the right upper lobe emerging directly from the trachea, close to the carina. Tracheal tube may obliterate its lumen, leading to right upper lobe atelectasis. This article aimed at reporting a case of right upper lobe atelectasis in infant, noticed after tracheal intubation, and also presenting a literature review on this abnormality, highlighting its anesthetic implications. CASE REPORT: Male patient, mulatto, 5 months old, 5 kg, physical status ASA I, scheduled for anorectal fistula correction (Mini-Peña). Right subclavian vein was punctured after tracheal intubation, followed by desaturation and decreased right apex vesical murmur. Initial hypotheses were hemothorax, pneumothorax, bronchial secretion and selective intubation. Chest X-rays have shown right upper lobe atelectasis. Bronchoscopy revealed tracheal bronchus. Tube was repositioned with re-expansion of the affected lobe. CONCLUSIONS: Because of its relatively high incidence (2%), tracheal bronchus should be included among right upper lobe atelectasis differential diagnoses.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bronquio traqueal es una anomalía congénita con incidencia de aproximadamente 2% en la población y cuyo diagnóstico habitual es incidental. Se caracteriza por la emergencia del bronquio para el lóbulo superior derecho directamente desde la traquea, próximo a la carina. Al proceder a la intubación traqueal su luz puede ser ocluida por la sonda y ser causa de atelectasia exclusiva del lóbulo superior derecho. El objetivo de este artículo es relatar un caso de atelectasia del lóbulo superior derecho en un lactante, solo percibida después de la intubación traqueal y hacer una revisión de la literatura sobre este tópico destacando su importancia para la anestesia. RELATO DEL CASO: Paciente masculino, pardo, 5 meses de edad y 5 kg de peso, estado físico ASA I, portador de fístula ano-rectal, programado para corrección de la fístula con la técnica de mini-Peña. Luego de la intubación traqueal se realizó punción de la vena subclavia derecha, ocurriendo caída de la saturación de O2 y disminución de ventilación en el ápice derecho. Inicialmente las hipótesis fueron hemotórax, neumotórax, secreción bronquial excesiva o intubación selectiva. Fue realizada radiografía de tórax que mostró atelectasia exclusiva del lóbulo superior derecho. La broncoscopía reveló la presencia de bronquio traqueal. La sonda traqueal fue reposicionada y el lóbulo derecho se re-expandió. CONCLUSIONES: Como se trata de una anomalía con incidencia relativamente alta (2% de la población), el bronquio traqueal debe ser incluido entre los diagnósticos diferenciales en atelectasia del lóbulo superior derecho. <![CDATA[<B>Thromboelastograph in cardiac surgery</B>: <B>state of the art</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O manuseio da hemostasia do paciente submetido à circulação extracorpórea (CEC) permanece como um grande desafio. Novos métodos de monitorização, novas drogas hemostáticas e inibidores da função plaquetária vêm sendo incorporados no pré, intra e pós-operatório. A natureza multifatorial dos distúrbios da hemostasia causados pela circulação extracorpórea exige conhecimento da fisiopatologia desses processos e avaliação acurada da hemostasia para anticoagulação eficaz durante a CEC e manutenção de hemostasia adequada após a cirurgia. Tempo de coagulação ativado (TCA) e coagulograma não bastam para esse manuseio. É necessária avaliação mais ampla através de monitores capazes de medir a função plaquetária e a dinâmica do processo hemostático como um todo. CONTEÚDO: A hemostasia é resultado do equilíbrio entre os componentes dos sistemas de coagulação, anticoagulação e fibrinólise. Esse equilíbrio sofre ruptura durante a CEC, tornando o paciente susceptível a sangramento microvascular. A CEC induz alteração no crescimento da força plaquetária e nas propriedades elásticas do coágulo, de etiologia multifatorial. O uso de hemoderivados é constante e surge a necessidade de protocolos para orientar decisões para terapia transfusional. É importante determinar a função plaquetária, através de monitores que medem as propriedades visco-elásticas do coágulo, como tromboelastógrafo (TEG) e Sonoclot. CONCLUSÕES: O tromboelastógrafo é um importante monitor da hemostasia na abordagem dos pacientes submetidos a CEC. Tem sido incorporado com bons resultados nos protocolos de avaliação dos distúrbios hemostáticos e de terapêutica transfusional.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Management of hemostasis of cardiopulmonary bypass (CPB) patients is still a major challenge. New monitoring methods, new hemostatic drugs and new platelet function inhibitors are being added to the pre, intra and postoperative periods. The multifactorial nature of CBP-induced hemostasis disorders requires the understanding of their pathophysiology and the accurate hemostasis evaluation for effective coagulation during CPB, in addition to the maintenance of adequate postoperative hemostasis. Activated clotting time (ACT) and coagulogram are not enough for this management. A broader evaluation is needed with monitors able to measure platelet function and hemostatic process dynamics as a whole. CONTENTS: Hemostasis is the result of the balance of coagulation, anticoagulation and fibrinolysis systems components. This balance is disrupted during CPB making patients susceptible to microvascular bleeding. CPB induces multifactorial changes in platelet force growth and clot elastic properties. Blood products are often used and there is the need for protocols to guide transfusion decisions. It is important to determine platelet function with monitors measuring clot visco-elastic properties, such as thromboleastograph (TEG) and Sonoclot. CONCLUSIONS: Thromboelastograph is an important hemostasis monitor for patients submitted to CPB. It has been incorporated to hemostatic disorders evaluation protocols and transfusion therapy, with good results.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El manejo de la hemostasia en el paciente durante circulación extra-corpórea (CEC) permanece como un gran desafío. Nuevos métodos de monitorización, nuevas drogas hemostáticas y nuevos inhibidores de la función plaquetaria están siendo incorporados en la práctica perioperatoria. La naturaleza multi-factorial de los disturbios de la hemostasia causados por la CEC exige conocimiento de la fisiopatología causal y correcta evaluación de la hemostasia para obtener una anti-coagulación eficaz durante la CEC y una coagulación normal con hemostasia adecuada luego de la cirugía. Tiempo de coagulación activado (TCA) y coagulograma no son suficientes en este manejo. Es necesaria la evaluación amplia, con monitores capaces de medir la función de las plaquetas y la dinámica del proceso hemostático en su totalidad. CONTENIDO: La hemostasia resulta del equilibrio entre los sistemas de coagulación, anti-coagulación y fibrinólisis. Este equilibrio se rompe durante la CEC, tornando al paciente susceptible a sangrados microvasculares. La CEC por varios caminos altera el crecimiento de la fuerza plaquetaria y de las propiedades elásticas del coágulo. El uso e hemoderivados es frecuente y por eso es necesario desarrollar protocolos para orientar la terapia transfusional. Es importante monitorizar la función de las plaquetas con monitores que evalúen las propiedades del coágulo, como el tromboelastógrafo (TEG) y el Sonoclot. CONCLUSIONES: El TEG es un monitor importante para evaluar la hemostasia de pacientes en CEC. Ha sido incorporado con buenos resultados para orientar la evaluación de disturbios de la hemostasis y de la terapia transfusional. <![CDATA[<B>Perioperative hypothermia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hipotermia ocorre freqüentemente durante o período peri-operatório, sendo, porém, raramente diagnosticada e tratada. A hipotermia pode ser benéfica ou prejudicial ao paciente dependendo da situação e do procedimento específicos. Este artigo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre as indicações e complicações da hipotermia, assim como seu diagnóstico, prevenção e tratamento. CONTEÚDO: São apresentadas as principais causas e complicações da hipotermia peri-operatória, bem como os seus benefícios. CONCLUSÕES: A hipotermia pode ocorrer durante o ato anestésico-cirúrgico devido à inibição direta da termorregulação pelos anestésicos, à diminuição do metabolismo e à perda de calor para o ambiente frio das salas cirúrgicas, mesmo com a utilização de aquecimento ativo. Quando ocorre de forma inadvertida, pode estar associada a numerosas complicações, mas, quando bem indicada, pode proteger órgãos vitais, como o sistema nervoso central e o miocárdio. A manutenção da normotermia reduz os efeitos indesejáveis da hipotermia, sendo a prevenção através do aquecimento, o método mais efetivo. Estratégias de aquecimento ativo ou passivo devem ser empregadas e os tremores musculares devem ser adequadamente tratados, prevenindo desconforto e o aumento da demanda metabólica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Perioperative hypothermia is a common event, however seldom diagnosed and treated. Hypothermia may be beneficial or noxious for the patient depending on specific situations and procedures. This paper is a literature review of hypothermia indications and complications, as well as its diagnosis, prevention and treatment. CONTENTS: Major perioperative causes and complications of hypothermia are presented, in addition to its benefits. CONCLUSIONS: Perioperative hypothermia may be due to direct anesthetic inhibition of thermoregulation, decreased metabolism and loss of heat to the cold environment of operating rooms, even with active warming. When it is inadvertent, it may be associated to several complications, but when adequately indicated, it may protect vital organs such as central nervous system and heart. Normothermia decreases undesirable hypothermia effects, being warming the most effective preventive method. Active or passive warming approaches should be adopted and muscle shivering should be adequately treated to prevent discomfort and increased metabolic demand.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hipotermia ocurre frecuentemente durante el período perioperatorio, siendo, sin embargo, raramente diagnosticada y tratada. La hipotermia puede ser benéfica o perjudicial al paciente dependiendo de la situación y del procedimiento específico. Este artículo tiene como objetivo hacer una revisión de la literatura sobre las indicaciones y complicaciones de la hipotermia, así como su diagnóstico, prevención y tratamiento. CONTENIDO: Son presentadas las principales causas y complicaciones de la hipotermia perioperatoria, bien como sus beneficios. CONCLUSIONES: La hipotermia puede ocurrir durante el acto anestésico-quirúrgico debido a la inhibición directa de la termorregulación por los anestésicos, a la disminución del metabolismo y a la pérdida de calor para el ambiente frío de las salas quirúrgicas, mismo con la utilización de calentamiento activo. Cuando ocurre de forma inadvertida, puede estar asociada a numerosas complicaciones, pero cuando bien indicada puede proteger órganos vitales, como el sistema nervioso central y el corazón. La manutención de la normotermia reduce los efectos indeseables de la hipotermia, siendo la prevención a través del calentamiento el método más efectivo. Estrategias de calentamiento activo o pasivo deben ser empleadas y los temblores musculares deben ser adecuadamente tratados, previniendo el malestar y el aumento de la demanda metabólica.