Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420060002&lang=en vol. 56 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Time of change</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Dexmedetomidine in morbid obese patients undergoing gastroplasty</B>: <B>cardiovascular stability and consumption of intravenous anesthetics. A retrospective study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A utilização de agentes anestésicos potentes e de curta duração é fundamental em pacientes submetidos à intervenção cirúrgica bariátrica. A dexmedetomidina, agonista alfa 2-adrenérgico, surgiu como uma opção adjuvante da técnica de anestesia venosa. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a eficácia da dexmedetomidina associada à anestesia venosa, em pacientes obesos mórbidos, submetidos a gastroplastia. MÉTODO: Análise retrospectiva, de pacientes portadores de obesidade mórbida, submetidos à intervenção cirúrgica bariátrica aberta, sob anestesia com propofol e alfentanil acrescidos ou não de dexmedetomidina. Os pacientes foram alocados em dois grupos: Controle (propofol e alfentanil) e Dexmedetomidina (propofol, alfentanil e dexmedetomidina). A manutenção da anestesia nos dois grupos constou de propofol = 0,075 a 0,1 mg.kg-1.min-1 e alfentanil = 0,75 a 1 &micro;g.kg-1.min-1; no grupo Dexmedetomidina na dose inicial de 1 &micro;g.kg-1 em 10 min e manutenção com 0,4 a 0,7 &micro;g.kg-1.h-1. As variáveis estudadas foram idade, sexo, IMC, tempos cirúrgico e de despertar, freqüência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica e diastólica (PAS, PAD), saturação periférica de hemoglobina (SpO2), consumo de propofol e alfentanil e efeitos colaterais. RESULTADOS: Houve redução significativa do consumo de propofol e alfentanil no grupo Dexmedetomidina. A FC apresentou variação significativa apenas no grupo Dexmedetomidina. A PAS e a PAD apresentaram redução estatística significativa nos dois grupos nos primeiros 20 min, estabilizando-se a seguir. Os pacientes dos dois grupos não apresentaram efeitos colaterais. CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou a eficácia do uso da dexmedetomidina associada à anestesia venosa com propofol e alfentanil, promovendo redução do consumo dos anestésicos venosos, estabilidade cardiovascular e tempo de despertar similar à técnica sem adição de dexmedetomidina. Não houve efeitos colaterais imputáveis ao uso da dexmedetomidina.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The administration of powerful and short duration anesthetic agents is essential for patients undergoing bariatric surgical procedure. The dexmedetomidine, an alpha 2-adrenergic agonist, has appeared as an adjuvant option of the venous anesthesia technique. This study aimed at assessing the efficacy of dexmedetomidine associated with the venous anesthesia in morbid obese patients undergoing gastroplasty procedures. METHODS: Retrospective analysis of morbid obese patients undergone open bariatric surgical intervention under anesthesia with propofol and alfentanil, with or without dexmedetomidine. Patients were allocated into two groups: Control (propofol and alfentanil) and Dexmedetomidine (propofol, alfentanil and dexmedetomidine). For both groups, the anesthetic maintenance was as follows: propofol = 0.075 to 0.1 mg.kg-1.min-1 and alfentanil = 0.75 to 1 &micro;g.kg-1.min-1; in the dexmedetomidine (DMD) group, initial dose of 1 &micro;g.kg-1 in 10 min and maintenance with 0.4 to 0.7 &micro;g.kg-1.h-1. The variables studied were: age, gender, body mass index (BMI), surgical time and recovery time, heart rate (HR), systolic and diastolic blood pressure (SBP and DBP), hemoglobin peripheral saturation (SpO-2), propofol and alfentanil consumption and side effects. RESULTS: The dexmedetomidine group has shown a significant reduction in propofol and alfentanil consumption. The heart rate presented a significant variation only in the dexmedetomidine group. Both SPB and DBP presented a statistically significant reduction in both groups for the first 20 minutes, and subsequent stabilization. No side effects were observed in both groups of patients. CONCLUSIONS: This study has shown the efficacy of dexmedetomidine administration in combination with venous anesthesia with propofol and alfentanil, thus promoting reduction in venous anesthetic drugs consumption, cardiovascular stability and time to recovery similar to that of the technique without dexmedetomidine. No side effects were noted associated with the use of dexmedetomidine.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La utilización de agentes anestésicos potentes y de corta duración es fundamental en pacientes sometidos a la intervención quirúrgica bariátrica. La dexmedetomidina, agonista alfa 2-adrenérgica, surgió como una opción de auxilio a la técnica de anestesia venosa. El objetivo de esta investigación fue la de evaluar la eficacia de la dexmedetomidina asociada a la anestesia venosa en pacientes obesos mórbidos, sometidos a la gastroplastia. MÉTODO: Análisis retrospectivo de pacientes portadores de obesidad mórbida, sometidos a la intervención quirúrgica bariátrica abierta, bajo anestesia con propofol y alfentanil con o sin dexmedetomidina. Los pacientes fueron colocados en dos grupos: Control (propofol y alfentanil) y Dexmedetomidina (propofol, alfentanil y dexmedetomidina). El mantenimiento de la anestesia en los dos grupos constó de: propofol = 0,075 a 0,1 mg.kg-1.min-1 y alfentanil = 0,75 a 1 &micro;g.kg-1.min-1; en el grupo Dexmedetomidina en la dosis inicial de 1 &micro;g.kg-1 en 10 min y mantenimiento con 0,4 a 0,7 &micro;g.kg-1.h-1. Las variables estudiadas fueron la edad, sexo, IMC, tiempo quirúrgico y de despertar, frecuencia cardiaca (FC), presión arterial sistólica y diastólica (PAS, PAD), saturación periférica de hemoglobina (SpO2), consumo de propofol y alfentanil y efectos colaterales. RESULTADOS: Se registró una reducción significativa en el consumo de propofol y alfentanil en el grupo Dex-medetomidina. La FC presentó variación significativa apenas en el grupo Dexmedetomidina. La PAS y la PAD presentaron una reducción estadística significativa en los dos grupos en los primeros 20 min, estabilizándose a continuación. Los pacientes de los dos grupos no presentaron efectos colaterales. CONCLUSIONES: Ese estudio demostró la eficacia del uso de la dexmedetomidina asociada a la anestesia venosa con propofol y alfentanil, trayendo una reducción del consumo de los anestésicos venosos, estabilidad cardiovascular y tiempo de despertar semejante a la técnica sin añadidura de la dexmedetomidina. No hubo efectos colaterales imputables al uso de la dexmedetomidina. <![CDATA[<B>The effect of adding subarachnoid clonidine to hyperbaric bupivacaine and sufentanil during labor analgesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A adição de clonidina subaracnóidea (um alfa-agonista), prolonga a ação analgésica da combinação do sufentanil e da bupivacaína isobárica em analgesia combinada para o trabalho de parto. O objetivo desse estudo foi comparar a qualidade e a duração de analgesia e a incidência de efeitos colaterais após a adição de clonidina subaracnóidea à bupivacaína hiperbárica e sufentanil em anestesia combinada raqui-peridural para o trabalho de parto. MÉTODO: Foram estudadas 26 gestantes de termo, estado físico ASA I, em trabalho de parto, que receberam aleatoriamente no espaço subaracnóideo: clonidina, sufentanil e bupivacaína (n = 13), denominado Grupo Clon/Sufenta/Bupi, 2,5 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% associada a 2,5 &micro;g de sufentanil e 30 &micro;g de clonidina; sufentanil e bupivacaína (n = 13), denominado Grupo Sufenta/Bupi, 2,5 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% associada a 2,5 &micro;g de sufentanil. O estudo foi duplamente encoberto. A dor e os efeitos colaterais (náusea, vômito, prurido, hipotensão arterial e sedação) foram avaliados a cada cinco minutos nos primeiros 15 minutos e, a seguir, a cada 15 minutos até o nascimento. A dor foi avaliada com a escala analógica visual de 0-10 cm (VAS = 0, ausência de dor e 10, dor insuportável), e o estudo foi encerrado no momento em que foi necessária complementação analgésica peridural (dor > 3 cm) ou ao nascimento. A análise estatística foi realizada com os testes t de Student e Exato de Fisher, considerando como significativo p < 0,05. RESULTADOS: As médias de dor nos momentos - 0 min (8,9 &plusmn; 1,6/7,6 &plusmn; 2,1), 5 min (3,4 &plusmn; 2,3/2,3 &plusmn; 3,1), 10 min (1,5 &plusmn; 2,5/1,4 &plusmn; 2,2) e 15 min (0,26 &plusmn; 0,8/1,4 &plusmn; 2,2) nos grupos Clon/Sufenta/Bupi e Sufenta/Bupi foram semelhantes, respectivamente. Não se observaram diferenças em relação à duração da analgesia (58,8 &plusmn; 32 min / 55,4 &plusmn; 53 min), ocorrência de prurido (4/13 e 4/12 pacientes), náusea (1/13 e 1/12 pacientes), vômito (1/13 e 0/12 pacientes) e hipotensão arterial (2/13 e 1/12 pacientes) nos grupos Clon/Sufenta/Bupi e Sufenta/Bupi, respectivamente. Não se observou efeito sedativo da clonidina em nenhuma paciente. Uma paciente do grupo Sufenta/Bupi foi excluída do estudo por falha total do bloqueio após 15 minutos. CONCLUSÕES: Nas condições estudadas, a adição de clonidina em baixa dose (30 &micro;g) e quando associada a soluções hiperbáricas não prolonga a duração da analgesia, não melhora a qualidade do bloqueio e não determina ocorrência de hipotensão arterial e/ou sedação.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Adding subarachnoid clonidine (an alpha -agonist) prolongs the analgesic effect of the combination of sufentanil and isobaric bupivacaine when combined during labor analgesia. The aim of this study was to compare the quality and duration of the analgesia as well as the incidence of side-effects after the addition of subarachnoid clonidine to hyperbaric bupivacaine and sufentanil in a combined spinal-epidural analgesia during labor. METHODS: Twenty-six patients, physical status ASA I in full-term pregnancy were studied. They randomly received the following in the subarachnoid space: clonidine, sufentanil and bupivacaine (n = 13) - referred to as the Clon/Sufenta/Bupi Group - wherein 2.5 mg of 0.5% hyperbaric bupivacaine was added to 2.5 &micro;g of sufentanil and 30 &micro;g of clonidine; sufentanil and bupivacaine (n = 13) - referred to as the Sufenta/Bupi Group - wherein 2.5 mg of 0.5% hyperbaric bupivacaine was added to 2.5 &micro;g of sufentanil. This was a double-blind study. Evaluations of pain and side effects (nausea, vomiting, itching, low blood pressure and sedation) were conducted every five minutes for the first 15 minutes and after that, every 15 minutes up until the birth of the baby. Pain was evaluated using a visual analogic scale ranging from 0-10 cm (VAS 0 = absence of pain and 10 = unbearable pain). The study was over whenever complementary epidural anasthesia was found necessary (pain > 3 cm) or at the moment of birth. A Student t-test statistical analysis was performed and the results were significant (p < 0.05). RESULTS: The mean pain scores at the times measured were similar for the Clon/Sufenta/Bupi and Sufenta/Bupi Groups respectively: 0 min (8.9 &plusmn; 1.6/ 7.6 &plusmn; 2.1), 5 min (3.4 &plusmn; 2.3/ 2.3 &plusmn; 3.1), 10 min (1.5 &plusmn; 2.5/ 1.4 &plusmn; 2.2) and 15 min (0.26 &plusmn; 0.8/ 1.4 &plusmn; 2.2). No differences between the Clon/Sufenta/Bupi and Sufenta/Bupi Groups, respectively, were observed regarding: the duration of the analgesia (58.8 &plusmn; 32 min / 55.4 &plusmn; 53 min), itching (4/13 and 4/12 patients), nausea (1/13 and 1/12 patients), vomiting (1/13 and 0/12 patients) and low blood pressure (2/13 and 1/12 patients). The sedative effect of clonidine was not observed in any patient. One patient from the Sufenta/Bupi group was eliminated from the study because the anaesthesia failed to take effect after 15 minutues. CONCLUSIONS: Under the conditions observed in the study, adding a low dosage of clonidine when combined with a hyperbaric solution does not prolong the duration of the analgesia, does not improve the quality of the action and does not act as the determining factor for the occurence of low blood pressure or sedation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La adición de clonidina subaracnoidea (un alfa -agonista), prolonga la acción analgésica de la combinación del sufentanil y de la bupivacaína isobárica en analgesia combinada para el trabajo de parto. El objetivo de este estudio fue comparar la calidad y la duración de la analgesia y la incidencia de los efectos colaterales después de la adición de clonidina subaracnoidea en la bupivacaína hiperbara y sufentanil en anestesia combinada raqui-peridural durante el trabajo de parto. MÉTODO: Fueron estudiadas 26 gestantes a término, estado físico ASA I, en trabajo de parto que recibieron, al acaso en el espacio subaracnoideo: clonidina, sufentanil y bupivacaína (n = 13), denominado Grupo Clon/Sufenta/Bupi, 2,5 mg de bupivacaína hiperbara al 0,5% asociada a 2,5 &micro;g de sufentanil y 30 &micro;g de clonidina; sufentanil y bupivacaína (n = 13), denominado Grupo Sufenta/Bupi, 2,5 mg de bupivacaína hiperbara al 0,5% asociada a 2,5 &micro;g de sufentanil. El estudio fue doble ciego. El dolor y los efectos colaterales (náuseas, vómito, prurito, hipotensión arterial y sedación) fueron evaluados cada cinco minutos en los primeros 15 minutos y, a seguir, cada 15 minutos, hasta el nacimiento. El dolor fue evaluado con la escala analógica visual de 0-10 cm (VAS = 0, ausencia de dolor y 10, dolor insoportable) y el estudio fue encerrado en el momento en que se hizo necesaria la complementación analgésica peridural (dolor > 3 cm) o al alumbramiento. El análisis estadístico fue realizado con los testes t de Student y Exacto de Fisher, considerando como significativo p < 0,05. RESULTADOS: Los promedios de dolor en los momentos - 0 min (8,9 &plusmn; 1,6/7,6 &plusmn; 2,1) 5 min (3,4 &plusmn; 2,3/2,3 &plusmn; 3,1), 10 min (1,5 &plusmn; 2,5/1,4 &plusmn; 2,2) y 15 min (0,26 &plusmn; 0,8/1,4 &plusmn; 2,2) en los grupos Clon/Sufenta/Bupi y Sufenta/Bupi fueron respectivamente parecidos. No se observaron diferencias con relación a la duración de la analgesia (58,8 &plusmn; 32 min / 55,4 &plusmn; 53 min), ocurrencia de prurito (4/13 y 4/12 pacientes), náusea (1/13 y 1/12 pacientes), vómito (1/13 y 0/12 pacientes) e hipotensión arterial (2/13 y 1/12 pacientes) en los grupos Clon/Sufenta/Bupi y Sufenta/Bupi, respectivamente. No se observó ningún efecto sedante de la clonidina en ninguna paciente. Una paciente del grupo Sufenta/Bupi fue excluida del estudio por falla total del bloqueo después de 15 minutos. CONCLUSIONES: En las condiciones estudiadas, la adición de clonidina en dosis bajas (30 &micro;g) y cuando asociada con soluciones hiperbaras no prolongo la duración de la analgesia, no mejoro la calidad del bloqueo ni determino la ocurrencia de hipotensión arterial y/o sedación. <![CDATA[<B>Impact of preanesthetic evaluation on anxiety and depression in cancer patients undergoing surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Na trajetória do câncer, a ansiedade (Ans) e a depressão (Dep) manifestam-se durante os diversos momentos do diagnóstico e continuam durante e após o tratamento. O tratamento cirúrgico pode ter graves conseqüências físicas e psicológicas para o paciente com câncer. Os estudos não discutem a situação emocional dos pacientes com câncer frente à proximidade da internação para o ato anestésico-cirúrgico. Não é analisada também a influência da avaliação pré-anestésica ambulatorial sobre a Ans e/ou Dep desses pacientes. Esta pesquisa prospectiva procurou verificar o impacto da avaliação pré-anestésica sobre os níveis e prevalência de ansiedade e de depressão dos pacientes cirúrgicos com câncer. MÉTODO: Após aprovação pelo Comitê de Ética do Hospital foram selecionados 63 pacientes adultos, com câncer a serem submetidos à intervenção cirúrgica relacionada à doença. Os pacientes foram distribuídos em dois grupos com a aplicação da escala antes (AAPA) ou no final (DAPA) da consulta pré-anestésica. Foram utilizadas as escalas de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HAD). As variáveis analisadas foram idade, faixa etária, sexo, cor da pele, estado civil, grau de instrução e situação ocupacional atual, número e porcentagem de pacientes com Ans/com Dep (HAD > 8); escores das escalas HAD-Ans e HAD-Dep. Na análise estatística, foi considerado significativo p < 0,05. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos em relação aos dados sócio-demográficos. Comparando-se os dois grupos, observou-se diferença significativa dos níveis e prevalência de Ans entre os dois grupos e não se verificou diferença significativa dos níveis e prevalência de Dep (HAD-depressão). A mediana dos valores de AAPA e DAPA nos dois grupos, ficou abaixo do ponto de corte, mas houve redução significativa dos escores de Ans entre os grupos. Em relação à análise dos fatores de risco, houve diferença significativa apenas no item faixa etária (maior prevalência de Ans nos pacientes < 60 anos). CONCLUSÕES: A avaliação pré-anestésica reduziu a prevalência e os níveis de ansiedade dos pacientes deste estudo, mas não teve qualquer efeito sobre a prevalência e os níveis de depressão. A variável idade com valor menor ou igual a 60 anos foi identificada como fator de risco para a ansiedade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In the course of a cancer disease, anxiety (ANX) and depression (DEPR) manifest during the several moments of diagnosis and continue during and after treatment. The surgical treatment may bring severe physical and psychological consequences to the cancer patient. However, the present studies do not discuss the cancer patients' emotional status when they are close to be hospitalized to undergo an anesthetic-surgical procedure. Also, there is no analysis of the impact of the ambulatory preanesthetic evaluation on these patients' anxiety and/or depression. The prospective study aimed at checking the impact of the preanesthetic evaluation on the anxiety and depression levels and prevalence of surgical cancer patients. METHODS: Upon approval by the Hospital Ethics Committee on Research, 63 adult patients bearing cancer and undergoing a disease-related surgery were selected and assigned to two groups, their end points being the before (AAPA) or after (DAPA) scale as regards the preanesthetic visit. For this purpose the Hospital Anxiety and Depression (HAD) scales were applied. The variables analyzed included age, age range, gender, skin color, marital status, education level and present working status, number and percentage of patients experiencing Anxiety / with Depression (HAD > 8) and the HAD-ANX and HAD-DEPR scales scores. In the statistical analysis, a p < 0.05 was regarded as a significant value. RESULTS: Both groups were homogeneous, as regards socio demographic data. When comparing these groups, a significant difference was noted in the Anxiety prevalence levels (HAD-ANX) between them, whereas the difference in the Depression (HAD-DEPR) levels and prevalence was not noted. The mean of the before and after preanesthetic analysis in both groups was under the cut point, however a significant reduction of the Anxiety scores was noted between the groups. As regards the risk factors analysis, there was a significant difference only in the age range variable (more prevalence of anxiety in patients aged < 60 years old). CONCLUSIONS: The preanesthetic evaluation reduced the patients' anxiety levels and prevalence in this study, but did not impact on the depression levels and its prevalence. The variable 60-year or below age was identified as a risk factor for anxiety.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En la trayectoria del cáncer, la ansiedad (Ans) y la depresión (Dep) se manifiestan durante los diversos momentos del diagnóstico y continúan durante y después del tratamiento. El tratamiento quirúrgico puede presentar graves consecuencias físicas y psicológicas para el paciente con cáncer. Los estudios no discuten la situación emocional de los pacientes con cáncer enfrente a la proximidad de la internación para el acto anestésico-quirúrgico. Tampoco se analiza la influencia de la evaluación pre-anestésica ambulatoria sobre la Ans y/o la Dep de estos pacientes. Esta pesquisa prospectiva buscó verificar el impacto de la evaluación pre-anestésica sobre los niveles y predominio de la ansiedad y la depresión de los pacientes quirúrgicos con cáncer. MÉTODO: Después de la aprobación del Comité de Ética del Hospital, se seleccionaron 63 pacientes adultos, con cáncer que serian sometidos a una intervención quirúrgica relacionada con la enfermedad. Los pacientes fueron separados en dos grupos con aplicación da escala antes o al final de la consulta pre-anestésica. Fueron utilizadas las escalas de Ansiedad y Depresión Hospitalaria (HAD). Las variables analizadas fueron: edad, faja de edad, sexo, color de la piel, estado civil, grado de escolaridad y situación ocupacional actual, número y porcentaje de pacientes con Ans / con Dep (HAD > 8); escores de las escalas HAD-Ans y HAD-Dep. En el análisis estadístico p < 0,05 fue considerado significativo. RESULTADOS: Los grupos fueron homogéneos con relación a los datos socio-demográficos. Comparando los dos grupos, se observó una diferencia significativa de los niveles y predominio de Ans entre los dos grupos y no se verificó ninguna diferencia significativa en los niveles y predominio de la Dep (HAD-depresión). El promedio de los valores de AAPA y DAPA en los dos grupos se quedó abajo del punto de corte, pero hubo una reducción significativa en los escores de Ans entre los grupos. Con relación al análisis de los factores de riesgo, hubo una diferencia significativa apenas en el ítem faja de edad (mayor predominio de Ans en pacientes < 60 años). CONCLUSIONES: La evaluación pre-anestésica redujo el predominio y los niveles de ansiedad de los pacientes de este estudio, pero no hubo ningún efecto sobre el predominio ni sobre los niveles de la depresión. La variable "edad" presentó un valor menor o igual a 60 años y fue identificada como factor de riesgo para la ansiedad. <![CDATA[<B>Prevalence of signs/symptoms suggestive of latex sensitization in health care workers</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As referências na literatura sobre reações aos derivados do látex têm aumentado significativamente nos últimos anos. Faltam, entretanto, dados do nosso país relativos à prevalência de sensibilização ao látex nos profissionais da área da saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de sinais/sintomas sugestivos de sensibilização ao látex em profissionais da área da saúde. MÉTODO: Após aprovação pelo Comitê de Ética foram selecionados indivíduos pertencentes ao quadro da instituição: funcionários do Setor de Limpeza, Contabilidade e Divisão de Enfermagem do Centro Cirúrgico; Médicos da Cirurgia, Ginecologia, Obstetrícia, Anestesiologia, Unidade de Terapia Intensiva e Clínica Médica. Após consentimento informado, os indivíduos foram submetidos a um questionário sobre: idade, sexo, categoria profissional; tipo e tempo de contato profissional com derivados do látex; tipo de luva; sinais/sintomas sugestivos de sensibilização ao látex dentro e fora do ambiente hospitalar; sinais/sintomas sugestivos de atopia e de alergia a alimentos. RESULTADOS: Foram avaliados 326 questionários (193 mulheres e 133 homens, com idade entre 30 e 73 anos). Setenta e cinco por cento dos entrevistados apresentaram até 10 anos de tempo na profissão. A prevalência dos sinais/sintomas sugestivos de sensibilização ao látex dentro do ambiente hospitalar em relação aos grupos compostos pelos funcionários do Setor de Contabilidade (não expostos a derivados do látex no ambiente de trabalho) e o restante dos indivíduos (expostos a derivados do látex no ambiente de trabalho) mostrou diferença significativa (p < 0,001). A porcentagem de sinais/sintomas sugestivos de sensibilização ao látex no ambiente hospitalar foi maior nos indivíduos com maior tempo médio de uso de luvas por dia. CONCLUSÕES: Este estudo mostrou maior prevalência de sinais/sintomas sugestivos de sensibilização ao látex entre os profissionais expostos aos derivados do látex em ambiente hospitalar e com maior tempo de contato com luvas de qualquer tipo. Assim, torna-se clara a necessidade de se prosseguir esta pesquisa, para confirmação laboratorial da sensibilização ao látex, assim como propor à Instituição a adoção de medidas de prevenção da sensibilização ao látex. Deve haver conscientização de que profissionais da área da saúde constituem uma população de risco para alergia aos derivados do látex.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In the literature, the references on adverse reactions to latex products have been significantly increasing for the last few years. However, it lacks Brazilian data regarding the prevalence of latex-related sensitization in health care workers. The objective of this study was to evaluate the prevalence of signs and symptoms suggestive of latex-related sensitization in health care workers. METHODS: Upon approval by the Ethics Committee it were selected a population of subjects from the Institution's departmental workforce: the Surgical Center Cleaning, Accounting and Nursing personnel and the physicians working at the Surgery, Gynecology, Obstetrics, Anesthesiology, Intensive Care Unit and Medical Clinics. After the informed consent has been obtained, the subjects were submitted to a questionnaire on: age, gender, professional category; type and length of time in contact with latex products; type of gloves; signs/symptoms suggestive of latex-related sensitization (LS) in and out of the hospital environment; signs/symptoms suggestive of atopy and food allergy. RESULTS: A total of 326 questionnaires were evaluated (193 women and 133 men, aged between 30 and 73 years old). Out of this total, 75% of interviewees had up to 10-year length of service in their professions. The prevalence of signs/symptoms suggestive of sensitization to latex in the hospital environment, between the group of employees working in the Accounting Sector (therefore not exposed to latex in the workplace) and the remaining employees (exposed to latex products in their working environment) was significantly different (p<0.001). Also, the percentage of signs/symptoms suggestive of LS in the hospital environment was higher in subjects showing higher average time of use of gloves per day. CONCLUSIONS: The present study demonstrated higher prevalence of signs/symptoms suggestive of LS among those workers exposed to latex products in the hospital environment and with higher contact time with any type of gloves. Therefore, it is clear the need to proceed with this research, for laboratorial confirmation of the latex-related sensitization, as well as that a proposal be submitted to the Institution towards the adoption of preventive measures regarding latex-related sensitization issue. Also, a consensus must exist to the fact that the health care workers comprise a population in risk for allergy to latex products.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las referencias en la literatura sobre reacciones a los derivados del látex han aumentado significativamente en los últimos años. Sin embargo faltan datos de nuestro país relativos a la prevalencia de sensibilidad al látex en los profesionales del área de la salud. El objetivo de este estudio fue el de evaluar la prevalencia de señales/síntomas sugestivos de sensibilidad al látex en profesionales del área de la salud. MÉTODO: Después de aprobado por el Comité de Ética, se seleccionaron individuos pertenecientes a la plantilla de la institución: funcionarios del Sector de Limpieza, Contabilidad y División de Enfermería del Centro Quirúrgico; Médicos de Cirugía, Ginecología, Obstetricia, Anestesiología, Unidad de Terapia Intensiva y Clínica Médica. Después de recibir la información y consentir con la pesquisa, los individuos fueron sometidos a un cuestionario sobre: edad, sexo, categoría profesional; tipo y tiempo de contacto profesional con los derivados del látex; tipo de guante utilizado; señales/síntomas sugestivos de sensibilidad al látex dentro y fuera del ambiente hospitalario; señales/síntomas sugestivos de atopia y de alergia a alimentos. RESULTADOS: Fueron evaluados 326 cuestionarios (193 mujeres y 133 hombres, con edad entre 30 y 73 años). Un 75% de los encuestados tenían 10 años de profesión. La prevalencia de los señales/síntomas sugestivos de sensibilidad al látex dentro del ambiente hospitalario con relación a los grupos compuestos por los funcionarios del Sector de Contabilidad (no expuestos a derivados del látex en el ambiente de trabajo), y el resto de los individuos (expuestos a derivados del látex en el ambiente de trabajo), evidenció una diferencia significativa (p < 0,001). El porcentaje de señales/síntomas sugestivos de sensibilidad al látex en el ambiente hospitalario fue más alto en los individuos con mayor tiempo promedio de uso de guantes por día. CONCLUSIONES: Ese estudio mostró una mayor prevalencia de señales/síntomas sugestivos de sensibilidad al látex entre los profesionales expuestos a los derivados del látex en ambiente hospitalario y con un mayor tiempo de contacto con guantes de cualquier tipo. De esa forma, queda muy clara la necesidad de proseguir con esa investigación para la confirmación en laboratorio de la sensibilidad al látex, como también proponer a la Institución la adopción de medidas de prevención para la sensibilidad al látex. Debe haber una concientización de que profesionales del área de la salud constituyen una población de riesgo para alergia a los derivados del látex. <![CDATA[<B>Influence of lidocaine on the neuromuscular block produced by rocuronium</B>: <B>study in rat phrenic-diaphragmatic nerve preparation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O mecanismo de ação dos anestésicos locais (AL) na junção neuromuscular motivou a realização de vários estudos. Em baixas doses eles não interferem na transmissão neuromuscular, mas em altas doses podem comprometer a transmissão neuromuscular e potencializar os efeitos de bloqueadores neuromusculares. O objetivo do estudo foi avaliar, em diafragma de rato, a interação da lidocaína com o rocurônio através da influência no grau de bloqueio neuromuscular. MÉTODO: Foram utilizados ratos, com peso entre 250 e 300 g. A preparação foi feita de acordo com a técnica descrita por Bulbring. Formaram-se grupos (n = 5) de acordo com a droga em estudo: lidocaína - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo I); rocurônio - 4 &micro;g.mL-1 (Grupo II) e rocurônio - 4 &micro;g.mL-1 com lidocaína - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo III). Foram avaliadas: 1) a amplitude das respostas do músculo diafragma à estimulação indireta, antes e 60 minutos após a adição da lidocaína e do bloqueador neuromuscular; 2) os potenciais de membrana (PM) e potenciais de placa terminal em miniatura (PPTM); 3) a eficácia da neostigmina e 4-aminopiridina na reversão do bloqueio neuromuscular. RESULTADOS: A lidocaína isoladamente não alterou a amplitude das respostas musculares. Com o uso prévio de lidocaína o bloqueio neuromuscular do rocurônio foi de 82,8% &plusmn; 1,91%, com diferença significativa (p = 0,0079) em relação ao grupo com rocurônio isolado (57,8% &plusmn; 1,9%). O bloqueio foi parcial e totalmente revertido pela neostigmina e 4-aminopiridina, respectivamente. A lidocaína não alterou o potencial de membrana e ocasionou aumento inicial na freqüência dos PPTM, seguido de bloqueio. CONCLUSÕES: A lidocaína potencializou o bloqueio neuromuscular produzido pelo rocurônio. As alterações do PPTM identificam ação pré-sináptica. O antagonismo completo da 4-aminopiridina sugere componente pré-sináptico, idéia que é suportada pelo antagonismo parcial pela neostigmina.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The action mechanism of local anesthetics (LA) on neuromuscular junction motivated several studies. When administered at low doses, they do not interfere on neuromuscular transmission. But high doses may compromise neuromuscular transmission and increase the effects of neuromuscular blockers. The objective of this study was to evaluate lidocaine interaction with rocuronium on rat diaphragm through its influence on neuromuscular block degree. METHODS: Rats, weighing between 250 and 300 g, were used. Preparation was set according to the technique described by Bulbring. Groups were formed (n = 5) according to the drug being studied: lidocaine - 20 &micro;g.mL-1 (Group I); rocuronium - 4 &micro;g.mL-1 (Group II), and rocuronium - 4 &micro;g.mL-1 with lidocaine - 20 &micro;g.mL-1 (Group III). The following items were assessed: 1) the extent of diaphragm muscle responses to indirect stimulation, both before and 60 minutes after adding lidocaine and a neuromuscular blocker; 2) membrane potentials (MP) and miniature end-plate potentials (MEPP); 3) the effectiveness of neostigmine, and 4) aminopyridine on neuromuscular blockage reversal. RESULTS: When administered separately, lidocaine did not alter the extent of muscular responses. With the previous use of lidocaine, rocuronium neuromuscular blockage was 82.8% &plusmn; 1.91%, with a significant difference (p = 0.0079) when compared to the group with isolated rocuronium (57.8% &plusmn; 1.9%). Blockage was both partially and fully reverted by neostigmine and 4-aminopyridine, respectively. Lidocaine did not alter membrane potential and caused an initial increase on MEPP, followed by a blockage. CONCLUSIONS: Lidocaine increases the neuromuscular blocking produced by rocuronium. MEPP modifications identify a presynaptic action. The complete antagonism of 4-aminopyridine indicates a presynaptic component. This idea is supported by the partial antagonism through neostigmine.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El mecanismo de acción de los anestésicos locales (AL) en la junción neuromuscular motivó la realización de varios estudios. Con dosis bajas, los mismos no interfieren en la transmisión neuromuscular, altas dosis pueden comprometer la transmisión neuromuscular y potenciar los efectos de bloqueadores neuromusculares. El objetivo del estudio fue evaluar en diafragma de ratón, la interacción entre la lidocaína y el rocuronio a través de la influencia en el grado del bloqueo neuromuscular. MÉTODO: Fueron utilizados ratones, con peso entre 250 y 300 g. La preparación fue montada de acuerdo con la técnica descripta por Bulbring. Se formaron grupos (n = 5) de acuerdo con la droga en estudio: lidocaína - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo I); rocuronio - 4 &micro;g.mL-1 (Grupo II) y rocuronio - 4 &micro;g.mL-1 con lidocaína - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo III). Fueron evaluados: 1) la amplitud de las respuestas del músculo diafragma a la estimulación indirecta, antes y 60 minutos después de la adición de la lidocaína y del bloqueador neuromuscular; 2) los potenciales de membrana (PM) y potenciales de placa terminal en miniatura (PPTM); 3) la eficacia de la neostigmina y 4) aminopiridina en la reversión del bloqueo neuromuscular. RESULTADOS: La lidocaína aisladamente no cambió la amplitud de las respuestas musculares. Con el uso previo de lidocaína, el bloqueo neuromuscular del rocuronio fue del 82,8% &plusmn; 1,91%, con diferencia significativa (p = 0,0079) con relación al grupo con rocuronio aislado (57,8% &plusmn; 1,9%). El bloqueo fue parcial y totalmente revertido por la neostigmina y la 4-aminopiridina, respectivamente. La lidocaína no cambió el potencial de membrana y causó un aumento inicial en la frecuencia de los PPTM, seguido de bloqueo. CONCLUSIONES: La lidocaína potenció el bloqueo neuromuscular que el rocuronio produjo. Los cambios del PPTM identifican una acción presináptica. El antagonismo completo de la 4-aminopiridina sugiere un componente presináptico, idea apoyada por el antagonismo parcial de neostigmina. <![CDATA[<B>Influence of nifedipine on the neuromuscular block produced by atracurium and cistracurium</B>: <B>study in rat phrenic-diaphragmatic nerve preparation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os bloqueadores de canais de cálcio podem interagir com bloqueadores neuromusculares potencializando seus efeitos. Os estudos sobre essa interação mostram resultados controversos. Em alguns estudos essas drogas produziram bloqueio neuromuscular, ou contratura, ou nenhum efeito sobre as respostas musculares esqueléticas foi evidenciado. O estudo avaliou, em diafragma de rato, os efeitos da nifedipina sobre a resposta muscular e sua possível interação com os bloqueadores neuromusculares. MÉTODO: Foram utilizados 25 ratos, com peso entre 250 e 300 g sacrificados sob anestesia com pentobarbital (40 mg.kg -1) por via intraperitonial. A preparação foi montada de acordo com a técnica descrita por Bulbring. O diafragma foi mantido sob tensão, ligado a um transdutor isométrico e submetido à estimulação indireta de 0,1 Hz de freqüência. As contrações do diafragma foram registradas em fisiógrafo. Para avaliação dos efeitos das drogas na transmissão neuromuscular, estas foram adicionadas isoladamente ou associadas à preparação, nas seguintes concentrações: nifedipina (4 &micro;g.mL-1); atracúrio (20 &micro;g.mL-1); cisatracúrio (3 &micro;g.mL-1). Nas preparações nervo frênico-diafragma avaliaram-se: 1) a amplitude das respostas do músculo diafragma à estimulação indireta, antes e 45 minutos após a adição da nifedipina e dos bloqueadores neuromusculares isoladamente e após a associação das drogas; 2) os efeitos da nifedipina nos potenciais de membrana (PM) e potenciais de placa terminal em miniatura (PPTM). RESULTADOS: A nifedipina empregada isoladamente não alterou a amplitude das respostas musculares, mas aumentou significativamente a atividade bloqueadora neuromuscular do atracúrio e do cisatracúrio. Não alterou o potencial de membrana e ocasionou aumento inicial na freqüência dos PPTM, seguido de bloqueio. CONCLUSÕES: A nifedipina na concentração empregada potencializou o bloqueio neuromuscular produzido pelo atracúrio e cisatracúrio. Estudos eletrofisiológicos demonstraram ação pré-sináptica e ausência de ação despolarizante sobre a fibra muscular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Calcium channel blockers may interact with neuromuscular blockers, increasing its effects. Research studies about this interaction display controversial results. In some studies these drugs produced neuromuscular blockage, or contracture, or no effect at all was proved over skeletal neuromuscular response. This study assessed the nifedipine effects over muscular responses and its possible interaction with neuromuscular blockers in rat diaphragm. METHODS: A number of 25 rats were used, weighing between 250 and 300 g and sacrificed under anesthesia with intraperitoneal pentobarbital (40 mg.kg-1). Preparation was mounted according to the technique described by Bulbring. Diaphragm was kept under tension, connected to an isometric transducer and subjected to an indirect stimulation of 0.1 Hz frequency. Diaphragm contractions were registered on a physiograph. In order to evaluate the effect of these drugs on neuromuscular transmission, they were added separately or associated to the preparation, on the following concentrations: nifedipine (4 &micro;g.mL-1); atracurium (20 &micro;g.mL-1); cistracurium (3 &micro;g.mL-1). On phrenic-nerve preparation, the assessed items were: 1) the extent of diaphragm muscle response to indirect stimulation, before and 45 minutes after adding nifedipine and neuromuscular blockers separately and after the association of both drugs; 2) nifedipine effects on membrane potentials (MP) and miniature end-plate potentials (MEPP). RESULTS: Employed separately, nifedipine did not alter the extent of muscular responses, but it did significantly increase the neuromuscular blocking activity of atracurium and cistracurium. Nifedipine did not alter the membrane potential and caused an initial increase on MEPP frequencies, followed by a blockage. CONCLUSIONS: Nifedipine, on the employed concentration, increased the neuromuscular blockage produced by atracurium and cistracurium. Electrophysiological studies demonstrate the existence of presynaptic action and absence of depolarizing action over the muscle fiber.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los bloqueadores de canales de calcio pueden reaccionar con los bloqueadores neuromusculares potenciando sus efectos. Los estudios sobre esta interacción presentan resultados controvertidos. En algunos estudios estas drogas produjeron el bloqueo neuromuscular, o contractura, o no se observó ningún efecto sobre las respuestas musculares esqueléticas. El estudio evaluó los efectos de la nifedipina sobre la respuesta muscular y su posible relación con los bloqueadores neuromusculares en el diafragma del ratón. MÉTODO: Fueron utilizados 25 ratones, con peso entre 250 y 300 g sacrificadas con anestesia con pentobarbital (40 mg.kg-1) por vía intraperitoneal. La preparación fue montada de acuerdo con la técnica descripta por Bulbring. El diafragma fue mantenido bajo tensión, conectado con un transductor isométrico y sometido a estímulo indirecto de 0,1 Hz de frecuencia. Las contracciones del diafragma fueron registradas en un fisiógrafo. Para la evaluación de los efectos de las drogas en la transmisión neuromuscular, las mismas fueron añadidas aisladamente o asociadas a la preparación en las siguientes concentraciones: nifedipina (4 &micro;g.mL-1); atracurio (20 &micro;g.mL-1); cisatracurio (3 &micro;g.mL-1 ). En las preparaciones nervio frénico-diafragma se evaluaron: 1) la amplitud de las respuestas del músculo diafragma al estímulo indirecto, antes y 45 minutos después de la adición de nifedipina y de los bloqueadores neuromusculares aisladamente y después de la asociación de las drogas; 2) los efectos de la nifedipina en los potenciales de la membrana (PM) y potenciales de la placa terminal en miniatura (PPTM). RESULTADOS: La nifedipina, cuando empleada aisladamente, no cambió la amplitud de las respuestas musculares, pero aumentó significativamente la actividad bloqueadora neuromuscular del atracurio y del cisatracurio, no cambió el potencial de membrana y produjo el aumento inicial en la frecuencia de los PPTM, seguida de bloqueo. CONCLUSIONES: La nifedipina, en la concentración empleada, potenció el bloqueo neuromuscular que el atracurio e cisatracurio produjeron. Estudios electrofisiológicos demostraron una acción presináptica y la ausencia de acción despolarizante sobre la fibra muscular. <![CDATA[<B>Bilateral blockade of the pudend nerve to hemorrhoidectomy in achondroplasic patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O nanismo acondroplásico ou acondroplasia é a forma mais comum de nanismo e ocorre na maioria dos casos por alteração genética espontânea. A anestesia desses pacientes apresenta várias particularidades. O objetivo do presente relato foi descrever um caso de paciente acondroplásico, com história prévia de intervenção cirúrgica da coluna para descompressão medular, submetido a hemorroidectomia através de bloqueio bilateral dos nervos pudendos. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 47 anos, acondroplásico, internado para realização de hemorroidectomia.Ao exame físico apresentava pescoço encurtado com extensão limitada da cabeça, Mallampati classe IV, distância tireomentoniana de 6 cm e abertura da boca de 3,5 cm. A coluna vertebral apresentava cifose torácica e lordose lombar acentuada, além de cicatriz cirúrgica na região lombar. Foi realizado bloqueio bilateral dos nervos pudendos com ropivacaína a 1%, por via transperineal, com agulha isolada 0,8 mm x 100 mm 21G (Stimuplex A100 BBraun, Melsungen, Germany) conectada ao estimulador de nervos periféricos (Stimuplex-DIG, BBraun).O paciente foi posicionado em decúbito ventral e a cirurgia iniciada após 15 minutos da administração do anestésico. Durante todo o procedimento o paciente permaneceu consciente e não relatou dor ou desconforto. Até o momento da alta hospitalar (22h após a realização do bloqueio) o paciente não referiu dor, desconforto, náusea, vômito, bloqueio motor, retenção ou incontinência urinária. Após a alta, evoluiu bem, apresentando evacuação após 31 horas da cirurgia. CONCLUSÕES: O caso ilustrou o uso do bloqueio bilateral dos nervos pudendos, com auxílio do neuroestimulador como técnica anestésica isolada para hemorroidectomia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The achondroplasic dwarfism or achondroplasia is the most common form of dwarfism and occurs, in most of the cases, as a result of spontaneous genetic alteration. The anesthesia in these patients presents several particularities. The objective of the present report was to describe an achondroplasic patient case, with a previous history of surgical procedure of the vertebral column for medullar decompression, submitted to haemorrhoidectomy through the bilateral blockade of the pudend nerves. CASE REPORT: Male patient, 47 years old, achondroplasic, hospitalized to perform hemorrhoidectomy. Upon physical examination, he presented a shortened neck with limited extension of the head, Mallampati class IV, thyromental distance of 6 cm and opening of the mouth of 3.5 cm. The vertebral column presented thoracic kyphosis and severe lumbar lordosis, in addition to a surgical scar in the lumbar region. A bilateral blockade of the pudend nerves was performed with ropivacaine at 1%, via transperineal, with isolated needle measuring 0.8 mm x 100 mm 21G (Stimuplex A100 BBraun, Melsungen, Germany) connected to the peripheral nerve stimulator (Stimuplex-DIG, BBraun).The patient was positioned in ventral decubitus and the surgery started after 15 minutes of anesthetic administration. During the entire procedure, the patient remained conscious and did not report pain or discomfort. Up to the moment his hospital discharge (22 hours after the performance of the blockade), the patient did not mention pain, discomfort, nausea, vomit, motor blockade, urinary retention or incontinence. After his discharge from the hospital, he evolved well presenting evacuation after 31 hours from surgery. CONCLUSIONS: The case illustrated the use of the bilateral blockade of the pudend nerves, with the help of the neurostimulator, as an isolated anesthetic techniques for hemorrhoidectomy.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El enanismo acondroplásico o acondroplasia es la forma más común de enanismo y ocurre en la mayoría de los casos por alteración genética espontánea. La anestesia de esos pacientes presenta varias particularidades. El objetivo del presente relato fue el de describir un caso de paciente acondroplásico, con previo historial de intervención quirúrgica de la columna para descompresión medular, sometido a Hemorroidectomía a través de bloqueo bilateral de los nervios pudendos. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 47 años, acondroplásico, que fue ingresado para la realización de hemorroidectomía.Al hacérsele el examen físico presentaba el cuello acortado con extensión limitada de la cabeza, Mallampati clase IV, distancia tireomentoniana de 6 cm y abertura de la boca de 3,5 cm. La columna vertebral presentaba cifosis torácica y lordosis lumbar acentuada, además de cicatriz quirúrgica en la región lumbar. Fue realizado el bloqueo bilateral de los nervios pudendos con ropivacaina a 1%, por vía transperineal, con una aguja aislada de 0,8 mm x 100 mm 21G (Stimuplex A100 BBraun, Melsungen, Germany) conectada al estimulador de nervios periféricos (Stimuplex-DIG, BBraun).El paciente fue colocado en decúbito ventral y la cirugía iniciada después de 15 minutos da administración del anestésico. Durante todo el procedimiento, el paciente permaneció consciente y no relató ningún dolor o incomodidad. Hasta el momento del alta hospitalaria (22h después de la realización del bloqueo), el paciente no refirió dolor, incomodidad, náusea, vómito, bloqueo motor, retención o incontinencia urinaria. Después del alta, evolucionó bien presentando evacuación después de 31 horas de efectuada la cirugía. CONCLUSIONES: El caso mostró el uso del bloqueo bilateral de los nervios pudendos, con el auxilio del neuroestimulador como técnica anestésica aislada para la hemorroidectomía. <![CDATA[<B>Epidural hematoma after general anesthesia associated with postoperative analgesia with epidural catheter in patient using low molecular weight heparin</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apresentar um caso de paciente com hematoma peridural, na vigência do uso de cateter peridural e heparina de baixo peso molecular, seu quadro clínico e tratamento. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 75 anos, submetida à fixação de coluna lombar por via anterior, que desenvolveu no pós-operatório quadro clínico de paralisia progressiva nos membros inferiores, com perda de sensibilidade, sem apresentar dor radicular intensa. O tratamento foi descompressão medular imediata, com drenagem e limpeza cirúrgica de hematoma peridural, que se estendia da quinta até a décima vértebra torácica. Após a drenagem do hematoma a paciente recuperou gradualmente a força nos membros inferiores, recebeu alta em 10 dias com quadro de disfunção esfincteriana. Após três meses o quadro regrediu e não houve seqüela neurológica definitiva. CONCLUSÕES: O rápido diagnóstico com intervenção cirúrgica precoce é o tratamento mais eficaz para redução de lesão neurológica, em pacientes que desenvolvem hematoma peridural no pós-operatório. A utilização de heparina de baixo peso molecular, na vigência do uso de cateter peridural, exige a adesão estrita a protocolos estabelecidos, para que se reduzam os riscos do desenvolvimento de hematoma peridural.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Presents a patient case with epidural hematoma, in the course of the use of epidural catheter and low molecular weight heparin, her clinical condition and treatment. CASE REPORT: A 75-year old female patient, submitted to the fixation of lumbar spine by anterior route, who, in the postoperative period, developed a clinical condition of progressive paralysis of the lower limbs, with loss of sensitivity and presenting no intense radicular pain. The treatment was the immediate medullar decompression, with drainage and surgical cleaning of a epidural hematoma, which extended from the 5th to the 10th thoracic vertebrae. After the drainage of the hematoma, the patient gradually recovered the strength in the lower limbs, was discharged in ten days with a condition of sphincterian dysfunction. After three months, the condition receded and there was no definitive neurological sequel. CONCLUSIONS: The quick diagnosis with early surgical intervention is the most effective treatment for the reduction of neurological damage, in patients that develop postoperative epidural hematoma. The use of low molecular weight heparin, in the course of the use of epidural catheter, requires the strict compliance with the established protocols so that the risks of epidural hematoma development can be reduced.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: presentar el caso de una paciente con hematoma peridural, con uso actual de catéter peridural y heparina de bajo peso molecular, su cuadro clínico y tratamiento. RELATO DEL CASO: Paciente de 75 años, sometida a la fijación de columna lumbar por vía anterior, que desarrolló en el postoperatorio un cuadro clínico de parálisis progresiva en los miembros inferiores, con pérdida de la sensibilidad, sin presentar dolor radicular intenso. El tratamiento fue descompresión medular inmediata, con drenaje y limpieza quirúrgica de un hematoma peridural, que se extendía desde la quinta hasta la décima vértebra toráxica. Después del drenaje del hematoma la paciente recuperó gradualmente la fuerza en los miembros inferiores, recibió alta en diez días con cuadro de disfunción de esfínteres. Después de tres meses el cuadro remitió y no hubo secuela neurológica definitiva. CONCLUSIONES: El rápido diagnóstico con intervención quirúrgica precoz es el tratamiento más eficaz para la reducción de la lesión neurológica, en pacientes que desarrollan hematoma peridural postoperatorio. La utilización de heparina de bajo peso molecular, con uso actual de catéter peridural, exige la adhesión estricta a protocolos establecidos, para que se reduzcan los riesgos del desarrollo de hematoma peridural. <![CDATA[<B>Anesthesia and the Ecstasy user</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Nos últimos anos o número de novos usuários de agentes ilícitos tem aumentado de forma significativa em todo o mundo. A maconha e a cocaína, além do álcool e do tabaco, têm sido os agentes citados com freqüência, porém houve um aumento significativo de usuários de outros agentes psicoestimulantes ou alucinógenos, como o Ecstasy, o GHB, o LSD e a metanfetamina, empregados com o objetivo de intensificar as experiências sociais. O objetivo do presente artigo foi discutir a apresentação clínica, os efeitos deletérios e as potenciais interações com o ato anestésico no paciente cirúrgico usuário desses agentes ilícitos. CONTEÚDO: O artigo discute os mecanismos de ação, a apresentação clínica, os efeitos deletérios e as possíveis repercussões observadas durante a anestesia no usuário de MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), também conhecido como Ecstasy. CONCLUSÕES: A apresentação clínica e os efeitos deletérios provocados pelo 3,4-metilenodioximetanfetamina (Ecstasy), assim como potenciais interações com o ato anestésico devem ser do conhecimento do anestesiologista, pois em muitas situações esses usuários serão submetidos a intervenções cirúrgicas de emergência, ou mesmo eletivas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The number of new users of illicit substances has been growing steadily all over the world over the last few years. Marijuana and cocaine have been mentioned most often, but the last few years saw a marked increase in the number of users of other psychostimulants or hallucinogens, taken with the aim of intensifying social experiences. The aim of this article is to discuss the clinical presentation, the damaging effects and the potential interactions with anesthesia of the surgical patient who is a user of these illicit substances. CONTENTS: The article discusses the action mechanisms, the clinical presentation, the damaging effects and the potential repercussions observed during anesthesia in users of MDMA (3,4-methylenedioxymethamphetamine), also known as Ecstasy. CONCLUSIONS: Anesthesiologists should be made aware of the clinical presentation and the damaging effects brought about by 3,4 - methylenedioxymethamphetamine (Ecstasy), as well as the potential interactions with anesthesia, since people who use these substances may find themselves in surgery many times, either due to an emergency situation or by choice.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En los últimos años el número de nuevos usuarios de drogas ilícitas ha aumentado de forma significativa en todo el mundo. La marihuana y la cocaína, además del alcohol y del tabaco, han sido las drogas citadas frecuentemente, sin embargo, hubo un aumento significativo de usuarios de otros agentes psicoestimulantes o alucinógenos, como el Ecstasy, el GHB, el LSD y la metanfetamina, empleados con el objetivo de intensificar las experiencias sociales. El objetivo del presente artículo fue el de traer a colación la presentación clínica, los efectos destructivos y las potenciales interacciones con el acto anestésico en el paciente quirúrgico usuario de esas drogas ilícitas. CONTENIDO: El artículo discute los mecanismos de acción, la presentación clínica, los efectos destructivos y las posibles repercusiones observadas durante la anestesia en el usuario de MDMA (3,4-metilenodioximetamfetamina), conocido también como Ecstasy . CONCLUSIONES: La presentación clínica y los efectos destructivos provocados por el 3,4-metilenodioximetamfetamina (Ecstasy), como también potenciales interacciones con el acto anestésico, deben ser del conocimiento del anestesiólogo, pues en muchas situaciones esos usuarios serán sometidos a cirugías de emergencia, o incluso electivas. <![CDATA[<B>Hoarseness after tracheal intubation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Descrever as principais causas de rouquidão após intubação traqueal. CONTEÚDO: A rouquidão após intubação traqueal é um dos sintomas mais freqüentes no pós-operatório, podendo apresentar durações variáveis, dependendo dos fatores causais e da gravidade do comprometimento das estruturas da laringe. Foi realizada uma breve revisão das estruturas anatômicas da laringe, em que foram descritas as principais lesões traumáticas desse órgão, decorrentes da intubação traqueal e salientou-se a importância dos seus cuidados, bem como do diagnóstico e tratamento precoces. CONCLUSÕES: As lesões traumáticas das estruturas da laringe durante a intubação são causas freqüentes de rouquidão, sendo importante o diagnóstico precoce e a adoção de medidas preventivas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: To describe the main causes of hoarseness after undergoing tracheal intubation. CONTENTS: Hoarseness is one of the most common postoperatory symptoms after tracheal intubation and the effects vary in terms of duration, depending on the factors that caused it and on how severe the damage to the laryngeal structures. This study performed a brief check-up of the anatomical structures of the larynx, describing the main traumatic lesions in the region following tracheal intubation. It also emphasized the importance of caring for the larynx, as well as undergoing early diagnosis and treatment. CONCLUSIONS: Traumatic lesions of the laryngeal structures that occur during intubation are the most common causes of hoarseness. As such, it is important to perform an early diagnosis and adopt preventive measures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Describir las principales causas del ronquido después de la Entubación Traqueal. CONTENIDO: El ronquido después de la entubación traqueal es uno de los síntomas más frecuentes en el proceso postoperatorio, pudiendo presentar duraciones que varían, dependiendo de los factores de causa y de la gravedad del comprometimiento de las estructuras de la laringe. Fue realizada una breve revisión de las estructuras anatómicas de la laringe, donde fueron descritas las principales lesiones traumáticas de ese órgano, provenientes de la entubación traqueal y se destacó la importancia de sus cuidados, como también el diagnóstico y tratamiento precoces. CONCLUSIONES: Las lesiones traumáticas de las estructuras de la laringe durante la entubación son causas frecuentes de ronquido, siendo importante el diagnóstico precoz y la adopción de medidas preventivas. <![CDATA[<B>Prolonged neuromuscular block after mivacu-rium</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Descrever as principais causas de rouquidão após intubação traqueal. CONTEÚDO: A rouquidão após intubação traqueal é um dos sintomas mais freqüentes no pós-operatório, podendo apresentar durações variáveis, dependendo dos fatores causais e da gravidade do comprometimento das estruturas da laringe. Foi realizada uma breve revisão das estruturas anatômicas da laringe, em que foram descritas as principais lesões traumáticas desse órgão, decorrentes da intubação traqueal e salientou-se a importância dos seus cuidados, bem como do diagnóstico e tratamento precoces. CONCLUSÕES: As lesões traumáticas das estruturas da laringe durante a intubação são causas freqüentes de rouquidão, sendo importante o diagnóstico precoce e a adoção de medidas preventivas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: To describe the main causes of hoarseness after undergoing tracheal intubation. CONTENTS: Hoarseness is one of the most common postoperatory symptoms after tracheal intubation and the effects vary in terms of duration, depending on the factors that caused it and on how severe the damage to the laryngeal structures. This study performed a brief check-up of the anatomical structures of the larynx, describing the main traumatic lesions in the region following tracheal intubation. It also emphasized the importance of caring for the larynx, as well as undergoing early diagnosis and treatment. CONCLUSIONS: Traumatic lesions of the laryngeal structures that occur during intubation are the most common causes of hoarseness. As such, it is important to perform an early diagnosis and adopt preventive measures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Describir las principales causas del ronquido después de la Entubación Traqueal. CONTENIDO: El ronquido después de la entubación traqueal es uno de los síntomas más frecuentes en el proceso postoperatorio, pudiendo presentar duraciones que varían, dependiendo de los factores de causa y de la gravedad del comprometimiento de las estructuras de la laringe. Fue realizada una breve revisión de las estructuras anatómicas de la laringe, donde fueron descritas las principales lesiones traumáticas de ese órgano, provenientes de la entubación traqueal y se destacó la importancia de sus cuidados, como también el diagnóstico y tratamiento precoces. CONCLUSIONES: Las lesiones traumáticas de las estructuras de la laringe durante la entubación son causas frecuentes de ronquido, siendo importante el diagnóstico precoz y la adopción de medidas preventivas. <![CDATA[<B>Radiological evaluation of the spread of different local anesthetic volumes during posterior brachial plexus block</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Descrever as principais causas de rouquidão após intubação traqueal. CONTEÚDO: A rouquidão após intubação traqueal é um dos sintomas mais freqüentes no pós-operatório, podendo apresentar durações variáveis, dependendo dos fatores causais e da gravidade do comprometimento das estruturas da laringe. Foi realizada uma breve revisão das estruturas anatômicas da laringe, em que foram descritas as principais lesões traumáticas desse órgão, decorrentes da intubação traqueal e salientou-se a importância dos seus cuidados, bem como do diagnóstico e tratamento precoces. CONCLUSÕES: As lesões traumáticas das estruturas da laringe durante a intubação são causas freqüentes de rouquidão, sendo importante o diagnóstico precoce e a adoção de medidas preventivas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: To describe the main causes of hoarseness after undergoing tracheal intubation. CONTENTS: Hoarseness is one of the most common postoperatory symptoms after tracheal intubation and the effects vary in terms of duration, depending on the factors that caused it and on how severe the damage to the laryngeal structures. This study performed a brief check-up of the anatomical structures of the larynx, describing the main traumatic lesions in the region following tracheal intubation. It also emphasized the importance of caring for the larynx, as well as undergoing early diagnosis and treatment. CONCLUSIONS: Traumatic lesions of the laryngeal structures that occur during intubation are the most common causes of hoarseness. As such, it is important to perform an early diagnosis and adopt preventive measures.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Describir las principales causas del ronquido después de la Entubación Traqueal. CONTENIDO: El ronquido después de la entubación traqueal es uno de los síntomas más frecuentes en el proceso postoperatorio, pudiendo presentar duraciones que varían, dependiendo de los factores de causa y de la gravedad del comprometimiento de las estructuras de la laringe. Fue realizada una breve revisión de las estructuras anatómicas de la laringe, donde fueron descritas las principales lesiones traumáticas de ese órgano, provenientes de la entubación traqueal y se destacó la importancia de sus cuidados, como también el diagnóstico y tratamiento precoces. CONCLUSIONES: Las lesiones traumáticas de las estructuras de la laringe durante la entubación son causas frecuentes de ronquido, siendo importante el diagnóstico precoz y la adopción de medidas preventivas.