Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420060004&lang=en vol. 56 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Toxicity of local anesthetics</B>: <B>the debate continues!</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>The interaction between labor analgesia and its results</B>: <B>assessment using the newborn´s weight and Apgar score</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem controvérsias quanto à possibilidade de a analgesia de parto interferir no andamento do trabalho de parto e na vitalidade do recém-nascido. O objetivo deste estudo foi a interação entre analgesia do parto pelas técnicas peridural contínua e duplo bloqueio, com pequena dose de anestésico local, e o tipo de parto ocorrido, pela análise do peso e índice de Apgar do recém-nascido. MÉTODO: Analisaram-se, prospectivamente, os resultados de 168 analgesias de parto (janeiro de 2002 a janeiro de 2003), divididas em quatro grupos: G1 (n = 58) peridural contínua e evolução para parto vaginal; G2 (n = 69) duplo bloqueio e evolução para parto vaginal; G3 (n = 25) peridural contínua e evolução para cesariana; G4 (n = 16) duplo bloqueio e evolução para cesariana. Para G1 foi administrada ropivacaína a 0,125% (12 a 15 mL), para G2, bupivacaína a 0,5% (0,5 a 1 mL), sufentanil (10 mg), por via subaracnóidea. Administrou-se ropivacaína a 0,5%, por via peridural, para o parto vaginal (8 mL) e para cesariana (20 mL). Avaliaram-se idade, peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), idade gestacional (IG), paridade e complicações (hipotensão arterial, bradicardia e hipóxia), e, do recém-nascido, peso e índice de Apgar (1º, 5º e 10º min). RESULTADOS: A maioria das parturientes era primigesta, com gestação de termo (uma IG de 28 semanas e nenhum pós-datismo), com peso, G2 < G4, e, IMC, G2 &pound; G4. Para o peso do RN, G1 < G3 e G2 < G4, e o Apgar do 1º min, G1 > G3. CONCLUSÕES: As técnicas de analgesia, peridural contínua e duplo bloqueio, com pequenas doses de anestésico local, não apresentaram interação com o resultado do parto, se a análise estiver focalizada no peso e no índice de Apgar do recém-nascido.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are controversies regarding whether labor analgesia can interfere with labor and the vitality of the newborn. The objective of this study was the interaction between labor analgesia, using the continuous epidural and combined spinal-epidural techniques with a small dose of local anesthetic, and the type of delivery analyzing the newborn's weight and Apgar score. METHODS: The results of 168 labor analgesias (from January 2002 to January 2003) were analyzed. They were divided in 4 groups: G1 (n = 58), continuous epidural and evolution to vaginal delivery; G2 (n = 69), combined spinal-epidural and evolution to vaginal delivery; G3 (n = 25), continuous epidural and evolution to cesarean; G4 (n = 16), combined spinal-epidural and evolution to cesarean. G1 received 0.125% ropivacaine (12 to 15 mL), G2 received subarachnoid 0.5% bupivacaine (0.5 to 1 mL) and sufentanil (10 mg). Epidural ropivacaine 0.5% for the vaginal delivery (8 mL) and for cesarean (20 mL). The patient's age, weight, height, body mass index (BMI), gestational age, number of prior pregnancies, and complications (arterial hypotension, bradycardia, and hypoxia) and the newborn's weight and Apgar score (at 1, 5, and 10 minutes) were evaluated. RESULTS: The majority of pregnant women were primiparous and presented with a term pregnancy (one with gestational age of 28 weeks and none post-term pregnancy); weight, G2 < G4; and MBI, G2 &pound; G4. For the weight of the newborn, G1 < G3 and G2 < G4, and for the Apgar score at 1st minute, G1 > G3. CONCLUSIONS: If the analysis focuses the newborn's weight and Apgar score, the techniques of analgesia, continuous epidural and combined spinal-epidural with small doses of local anesthetic, do not interfere with the result of the delivery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Existen controversias en cuanto a la posibilidad de que la analgesia de parto interfiera en el trabajo de parto y en la vitalidad del recién nacido. El objetivo de este estudio fue el de analizar la interacción entre la analgesia del parto por las técnicas peridural continua y doble bloqueo, con una pequeña dosis de anestésico local, y el tipo de parto ocurrido, a través del análisis del peso e índice de Apgar del recién nacido. MÉTODO: Se analizaron, en estudios de prospección, los resultados de 168 analgesias de parto (de enero de 2002 a enero de 2003), divididas en 4 grupos: G1 (n = 58) peridural continua y evolución para parto vaginal; G2 (n = 69) doble bloqueo y evolución para parto vaginal; G3 (n = 25) peridural continua y evolución para cesárea; G4 (n = 16) doble bloqueo y evolución para cesárea. Para G1 se administró ropivacaína a 0,125% (12 a 15 mL), para G2, bupivacaína a 0,5% (0,5 a 1 mL), sufentanil (10 mg), por vía subaracnoidea. Se administró ropivacaína a 0,5%, por vía peridural, para el parto vaginal (8 mL) y para cesárea (20 mL). Se evaluaron la edad, el peso, la altura, el índice de masa corpórea (IMC), tiempo de gestación (TG), paridad y complicaciones (hipotensión arterial, bradicardia y hipoxia), y del RN, peso e índice de Apgar (1º, 5º y 10º min). RESULTADOS: La mayoría de las parturientes era primeriza, después de la 38ª semana de gestación (una TG de 28 semanas y ningún pos-datismo), con peso, G2 < G4, y IMC, G2 &pound; G4. Para el peso del RN, G1 < G3 y G2 < G4, y el Apgar del 1º min, G1 > G3. CONCLUSIONES: Las técnicas de analgesia, peridural continua y doble bloqueo, con pequeñas dosis de anestésico local, no presentaron interacción con el resultado del parto, si el análisis está centrado en el peso y en el índice de Apgar del recién nacido. <![CDATA[<B>Transportation of patients to the post-anesthetic recovery room without supplemental oxygen</B>: <B>repercutions on oxygen saturation and risk factors associated with hypoxemia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O transporte de pacientes da sala de cirurgia para a sala de recuperação pós-anestésica sem o uso de oxigenoterapia suplementar é prática comum, sendo utilizada apenas em pacientes de alto risco para o desenvolvimento de hipoxemia. O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência das alterações na saturação de oxigênio durante esse transporte e identificar os fatores de riscos associados ao desenvolvimento de hipoxemia. MÉTODO: Avaliou-se uma amostra de 882 pacientes de ambos os sexos, estado físico ASA I, II e III, submetidos a intervenções cirúrgicas eletivas de várias especialidades e sob quatro técnicas anestésicas. A variável de saturação de oxigênio foi medida e registrada imediatamente antes da saída da sala de cirurgia e, de novo, na admissão na sala de recuperação pós-anestésica. RESULTADOS: Houve maior incidência de hipoxemia moderada/intensa durante o transporte de pacientes do sexo feminino (14,47%), nos pacientes estado físico ASA II e III (14,74% e 16,46%, respectivamente) e naqueles submetidos a cirurgias cardiotorácicas (28,21%), gastroproctológicas (14,18%) e de cabeça-pescoço (18,18%). A anestesia geral, entre as técnicas anestésicas empregadas, foi fator de risco associado ao desenvolvimento de hipoxemia. CONCLUSÕES: Existem fatores associados à ocorrência de hipoxemia durante o transporte da sala de cirurgia até a sala de recuperação pós-anestésica. A utilização seletiva de oxigenoterapia deve ser orientada pela presença desses fatores de risco, ou pelo uso do oxímetro de pulso, com o intuito de diminuir a morbimortalidade e a incidência de hipoxemia no pós-operatório imediato.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The transportation of patients from the operating room to the post-anesthetic recovery room without supplemental oxygen is a common practice, since oxygen supplementation is used only in patients at high risk of developing hypoxemia. The objective of this study was to evaluate the incidence of changes in oxygen saturation during this transportation and to identify the risk factors associated to the development of hypoxemia. METHODS: A cohort of 882 patients of both genders, physical status ASA I, II, and III, who underwent elective surgeries of several subspecialties using four different anesthetic techniques, was evaluated. Oxygen saturation was measured and recorded just before the patients left the operating room and as soon as they arrived in the recovery room. RESULTS: There was a greater incidence of moderate to severe hypoxia during the transport of female patients (14.47%), patients with physical status ASA II and III (14.74% and 16.46%, respectively), and those who underwent cardiothoracic (28.21%), gastroproctologic (14.18%), and head and neck (18.18%) surgeries. Among the anesthetic techniques used, general anesthesia was a risk factor associated with the development of hypoxia. CONCLUSIONS: There are factors associated with the development of hypoxia during the transportation of patients from the operating room to the post-anesthetic recovery room. The selective use of supplemental oxygen should be guided by the presence of those risk factors or by the use of a pulse oxymeter, in order to reduce the morbidity, mortality, and the incidence of hypoxemia early in the post-operatory period.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El transporte de pacientes de la sala de cirugía para la sala de recuperación postanestésica sin el uso de oxigenoterapia suplementaria es una práctica común, siendo utilizada apenas en pacientes de alto riesgo con desarrollo de hipoxemia. El objetivo de este estudio fue el de evaluar la incidencia de las alteraciones en la saturación de oxígeno durante ese transporte e identificar los factores de riesgos asociados al desarrollo de la hipoxemia. MÉTODO: Se evaluó una muestra de 882 pacientes de ambos sexos, estado físico ASA I, II y III, sometidos a intervenciones quirúrgicas electivas de varias especialidades y bajo cuatro técnicas anestésicas. La variable de saturación de oxígeno se midió y registró inmediatamente antes de la salida de la sala de cirugía y nuevamente, a la admisión de la sala de recuperación postanestésica. RESULTADOS: Se registró una mayor incidencia de hipoxemia moderada/intensa durante el transporte de pacientes del sexo femenino (14,47%), en los pacientes estado físico ASA II y III (14,74 y 16,46%, respectivamente) y en aquellos sometidos a cirugías cardiotorácicas (28,21%), gastro-proctológicas (14,18%) y de cabeza y cuello (18,18%). La anestesia general, entre las técnicas anestésicas empleadas fue un factor de riesgo asociado al desarrollo de la hipoxemia. CONCLUSIONES: Existen factores asociados al aparecimiento de hipoxemia durante el transporte de la sala de cirugía hasta la sala de recuperación postanestésica. La utilización selectiva de oxigenoterapia debe ser orientada por la presencia de esos factores de riesgo, o por el uso del oxímetro de pulso, con la intención de disminuir la morbimortalidad y la incidencia de hipoxemia en el postoperatorio inmediato. <![CDATA[<B>Current attitude of anesthesiologists and anesthesiology residents regarding total intravenous anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: No passado, tempo, custos, informações, treinamento e avaliação da profundidade da anestesia limitavam a aceitação da anestesia venosa total (TIVA). O objetivo deste estudo foi determinar atitudes de anestesiologistas e médicos em especialização com relação à anestesia venosa total. MÉTODO: Um questionário foi enviado a 150 anestesiologistas e 102 residentes. A concordância (C) e discordância (D) em cada item foram comparadas por testes z (consenso, se p < 0,05). RESULTADOS: Houve 98 respostas. Os dados representaram números de respostas por categoria. A maioria dos participantes concordou que a qualidade do despertar estimula o uso de TIVA (C/D = 86/8; p < 0,05); que o futuro reside no desenvolvimento de fármacos com rápido início de ação e pronta recuperação (C/D = 88/5; p < 0,05); que gostaria de utilizar TIVA com mais freqüência (C/D = 72/21; p < 0,05) e de saber mais sobre TIVA (C/D = 77/14; p < 0,05). Não houve consenso sobre o nível de conhecimento para realizá-la, comparada com a anestesia inalatória (C/D = 48/47); a maioria não expressou preocupação com a consciência intra-operatória (C/D = 20/77; p < 0,05), mas concordou que a disponibilidade de monitores de consciência aumentaria a utilização de TIVA (C/D = 64/25; p < 0,05). Não houve consenso se a necessidade de bombas de infusão (C/D = 52/40) e custos (C/D = 52/39) limita o seu uso. CONCLUSÕES: As atitudes com relação à TIVA foram predominantemente positivas. Não houve consenso sobre as contribuições do nível de conhecimento, dos dispositivos de infusão e dos custos para o uso de TIVA.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In the past, time, cost, information, training, and the evaluation of the plane of anesthesia limited the acceptance of total intravenous anesthesia (TIVA). The objective of this study was to determine the attitude of anesthesiologists and other anesthesiology residents regarding total intravenous anesthesia. METHODS: A questionnaire was sent to 150 anesthesiologists and 102 residents. The concordance (C) and disaccord (D) of each item were compared by z tests (consensus if p < 0.05). RESULTS: There were 98 responses. The data represent the number of answers for each category. The majority of the participants agreed that the quality of the awakening stimulates the use of the TIVA (C/D = 86/8; p < 0.05); that the future depends on the development of drugs with a fast onset of action and immediate recovery (C/D = 88/5; p < 0.05); that they would like to use TIVA more often (C/D = 72/21; p < 0.05); and to have more information about TIVA (C/D = 77/14; p < 0.05). There was no agreement about the level of knowledge necessary to administer this technique when compared to inhalational anesthesia (C/D = 48/47); the majority of those who answered the questionnaire did not express any concerns with intra-surgical consciousness (C/D = 20/77; p < 0.05) but agreed that de availability of consciousness monitors would increase the use of TIVA (C/D = 64/25; p < 0.05). There was no consensus whether the need for infusion pumps (C/D = 52/40) and costs (CD = 52/39) limit its use. CONCLUSIONS: The attitude regarding TIVA was predominantly positive. There was no consensus on the influence of the level of knowledge, of the infusion pumps, and of the costs on the use of TIVA.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Antiguamente, tiempo, costes, informaciones, capacitación y evaluación de la profundidad de la anestesia limitaban la aceptación de la anestesia venosa total (TIVA). El objetivo de este estudio fue el de determinar las actitudes de anestesiólogos y médicos en especialización con relación a la anestesia venosa total. MÉTODO: Un cuestionario fue enviado a 150 anestesiólogos y 102 residentes. La concordancia (C) y discordancia (D) en cada ítem se compararon por pruebas z (consenso, si p < 0,05). RESULTADOS: Hubo 98 respuestas. Los datos representaron números de respuestas por categoría. La mayoría de los participantes concordó en que la calidad del despertar estimula el uso de TIVA (C/D = 86/8; p < 0,05); que el futuro reside en el desarrollo de fármacos con un rápido inicio de acción y una rápida recuperación (C/D = 88/5; p < 0,05); que les gustarían utilizar TIVA con más frecuencia (C/D = 72/21; p < 0,05) y saber más sobre TIVA (C/D = 77/14; p < 0,05). No hubo consenso sobre el nivel de conocimiento para realizarla, comparada con la anestesia de inhalación (C/D = 48/47); la mayoría no expresó preocupación con la conciencia intraoperatória (C/D = 20/77; p < 0,05), pero concordó en que la disponibilidad de monitores de conciencia, aumentaría la utilización de TIVA (C/D = 64/25; p < 0,05). No hubo consenso sobre la necesidad de bombas de infusión (C/D = 52/40) y costes (C/D = 52/39) limitan su uso. CONCLUSIONES: Las actitudes con relación a la TIVA fueron predominantemente positivas. No hubo consenso sobre las contribuciones del nivel de conocimiento, de los dispositivos de infusión y de los costes para el uso de TIVA. <![CDATA[<B>Postoperative analgesia for cesarean section</B>: <B>does the addiction of clonidine to subarachnoid morphine improve the quality of the analgesia?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O mecanismo de ação analgésica a2-adrenérgico tem sido explorado há mais de 100 anos. A clonidina aumenta de maneira dose-dependente a duração dos bloqueios sensitivo e motor e tem propriedades antinociceptivas. O objetivo desse estudo foi avaliar se a adição de clonidina na dose de 15 e 30 &micro;g à raquianestesia, para cesariana, com bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg) e morfina (100 &micro;g), melhora a qualidade da analgesia pós-operatória. MÉTODO: Foi realizado um estudo prospectivo e aleatório com 60 pacientes divididas em três grupos: BM - bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg) e morfina (100 µg), BM15 - bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg), morfina (100 µg) e clonidina (15 µg) e BM30 - bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg), morfina (100 µg) e clonidina (30 µg), administradas separadamente. No peri-operatório, foram anotados o consumo de efedrina e a avaliação do recém-nascido pelo índice de Apgar. No pós-operatório, a dor foi avaliada na 12ª h pela Escala Analógica Visual, o tempo para solicitação de analgésicos e efeitos colaterais pós-operatórios, como prurido, náuseas, vômitos, bradicardia, hipotensão arterial e sedação. Os valores foram considerados significativos quando p < 0,05. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos. O consumo de efedrina e a avaliação pelo índice de Apgar não exibiram diferença estatística significativa entre os grupos. Os escores de dor e o tempo médio de analgesia mostraram diferença entre os grupos BM e BM15/BM30 e não houve diferença com relação à incidência de efeitos colaterais pós-operatórios. CONCLUSÕES: A adição de clonidina na raquianestesia com bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg) e morfina (100 &micro;g) para cesariana, melhorou a qualidade da analgesia pós-operatória, sem aumentar a incidência de efeitos colaterais, sendo 15 &micro;g de clonidina a dose sugerida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The mechanism of action of alpha2-adrenergic analgesia has been explored for more than one hundred years. The increased duration of the sensitive and motor blockades caused by clonidine is dose-dependent and has antinociceptive properties. The objective of this study was to evaluate whether the addition of 15 to 30 µg of clonidine to spinal anesthesia for cesarean sections with 0.5% hyperbaric bupivacaine (12.5 mg) and morphine (100 µg) improves the quality of postoperative analgesia. METHODS: We realized a prospective, randomized study that included 60 patients divided in 3 groups: BM - 0.5% hyperbaric bupivacaine (12.5 mg) and morphine (100 µg), BM15 - 0.5% hyperbaric bupivacaine (12.5 mg), morphine (100 µg), and clonidine (15 mg), and BM30 - 0.5% hyperbaric bupivacaine (12.5 mg), morphine (100 µg), and clonidine (30 µg), administered separately. In the perioperative period the use of ephedrine and the newborn's Apgar score were recorded. In the postoperative period, the pain was evaluated in the 12th h by the VAS, the length of time it took the patient to ask for analgesics, and the postoperative side effects, such as pruritus, nausea, vomiting, bradycardia, hypotension, and sedation. The values were considered significant when p < 0.05. RESULTS: The groups were homogenous. The use of ephedrine and the evaluation by the Apgar score did not show statistically significant differences among the different groups. The pain scores and the average time to start analgesia showed differences among the groups BM and BM15/BM30, and there were no differences regarding the incidence of postoperative side effects. CONCLUSIONS: The addition of clonidine to spinal anesthesia with 0.5% hyperbaric bupivacaine (12.5 mg) and morphine (100 µg) for cesarean section improved the quality of the postoperative analgesia without increasing the incidence of side effects. We suggest that the dose of 15 µg of clonidine should be used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El mecanismo de acción analgésica alfa2-adrenérgico ha venido siendo investigado hace más de cien años. La clonidina aumenta de manera dosis-dependiente la duración de los bloqueos sensitivo y motor y tiene propiedades antinociceptivas. El objetivo de este estudio fue el de evaluar si la adición de clonidina en las dosis de 15 y 30 &micro;g a raquianestesia, para cesárea, con bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg) y morfina (100 &micro;g), mejora la calidad de la analgesia postoperatória. MÉTODO: Se realizó un estudio prospectivo, aleatorio con 60 pacientes y divididos en 3 grupos: BM - bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg) y morfina (100 µg), BM15 - bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg), morfina (100 µg) y clonidina (15 µg) y BM30 - bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg), morfina (100 µg) y clonidina (30 µg), administradas separadamente. En el perioperatorio, fueron anotados el consumo de efedrina y la evaluación del recién nacido por el índice de Apgar. En el postoperatório, el dolor se evaluó en la 12ª hora por la Escala Analógica Visual, el tiempo para la solicitación de analgésicos y efectos colaterales postoperatórios, como comezón, náuseas, vómitos, bradicardia, hipotensión arterial y sedación. Los valores fueron considerados significativos cuando p < 0,05. RESULTADOS: Los grupos fueron homogéneos. El consumo de efedrina y la evaluación por el índice de Apgar no exhibieron diferencia estadística significativa entre los grupos. Los rangos de dolor y tiempo promedio de analgesia indicaron una diferencia entre los grupos BM y BM15/BM30 y no hubo diferencia con relación a la incidencia de efectos colaterales postoperatórios. CONCLUSIONES: La adición de clonidina, la raquianestesia con bupivacaína hiperbárica a 0,5% (12,5 mg) y morfina (100 &micro;g) para cesárea, mejoró la calidad de la analgesia postoperatória, sin aumentar la incidencia de efectos colaterales, siendo 15 &micro;g de clonidina la dosis sugerida. <![CDATA[<B>Anesthetic induction after treated hemorrhagic shock</B>: <B>experimental study comparing ketamine and etomidate</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O sangramento que leva ao choque hemorrágico geralmente necessita tratamento cirúrgico sob anestesia geral. Por sua vez, os anestésicos podem comprometer ainda mais as condições hemodinâmicas. O objetivo deste estudo foi o de comparar os efeitos hemodinâmicos da cetamina e do etomidato durante a indução anestésica em cães submetidos a um modelo experimental de choque hemorrágico e reanimação. MÉTODO: Trinta e dois cães mestiços foram submetidos ao choque hemorrágico pressão-controlado, reanimação e indução anestésica. Após atingir a pressão alvo de 40 mmHg eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos de acordo com a solução usada na reanimação: NaCl a 0.9% (32 ml.kg-1) e NaCl a 7,5% (4 mL.kg-1). Após a infusão de volume, esses grupos foram divididos novamente de acordo com o anestésico utilizado: GI) NaCl a 0.9% e cetamina; GII) NaCl a 7.5% e cetamina; GIII) NaCl a 0.9% e etomidato; e GIV) NaCl a 7.5% e etomidato. Medições hemodinâmicas foram obtidas em cinco momentos: (M0) inicial; (M1) após o desenvolvimento do choque hemorrágico; (M2) após a administração de fluidos; (M3) 5 minutos após a indução anestésica; (M4) 15 minutos após a indução anestésica. Foi feita a análise estatística usando o teste t de Student e two-way ANOVA. Foram considerados significativos valores de p menores do que 0,05. RESULTADOS: Após a instalação do choque, ambas as soluções restabeleceram os padrões hemodinâmicos aos valores iniciais. Independente do anestésico ou da solução utilizados, após a indução anestésica a pressão arterial média permaneceu inalterada em todos os grupos. A pressão venosa central, freqüência cardíaca, pressão capilar pulmonar e o índice de resistência pulmonar vascular aumentaram significativamente após a administração de cetamina. O índice cardíaco, o índice de resistência vascular sistêmica e o transporte de oxigênio permaneceram estáveis em todos os grupos. CONCLUSÕES: O etomidato ou a cetamina foram capazes de manter a estabilidade hemodinâmica nos cães que sofreram choque hemorrágico intenso e que foram tratados com NaCl a 0,9% ou NaCl a 7,5%.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Bleeding causing hemorrhagic shock usually requires surgical treatment under general anesthesia. Anesthetic drugs may further compromise hemodynamics. The objective was to compare the hemodynamic effects of ketamine and etomidate during anesthetic induction in dogs submitted to an experimental model of hemorrhagic shock and resuscitation. METHODS: Thirty-two mongrel dogs were submitted to a pressure-controlled hemorrhagic shock, resuscitation and anesthetic induction model. After achieving the target pressure of 40 mmHg, they were randomly assigned in two groups according to the resuscitation fluid to be used: NaCl 0.9% (32 mL.kg-1) and NaCl 7.5% (4 mL.kg-1). After volume infusion, these groups were reassigned according to anesthetic drug used: GI) NaCl 0.9% and ketamine; GII) NaCl 7.5% and ketamine; GIII) NaCl 0.9% and etomidate; and GIV) NaCl 7.5% and etomidate. Hemodynamic measurements were obtained at five moments: (M0) baseline; (M1) after bleeding to shock; (M2) after volume expansion; (M3) 5 minutes after anesthetic induction; (M4) 15 minutes after anesthetic induction. Statistical analysis was performed using Student t test and two way ANOVA. Value of p lower than 0.05, was considered significant. RESULTS: After shock, both solutions restored hemodynamics to baseline values. Independently of anesthetic agent or expansion solution used, mean arterial pressure remained unaltered for all groups after induction. Central venous pressure, heart rate, pulmonary capillary wedge pressure and pulmonary vascular resistance index increased significantly after ketamine infusion. Cardiac index, systemic vascular resistance index and oxygen transport variables remained stable in all groups. CONCLUSIONS: Etomidate or ketamine were able to maintain hemodynamic stability in dogs undergoing severe hemorrhagic shock treated with NaCl 0.9% or NaCl 7.5%.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El sangramiento que conlleva al choque hemorrágico generalmente necesita un tratamiento quirúrgico bajo anestesia general. A su vez, los anestésicos pueden comprometer más las condiciones hemodinámicas. El objetivo de este estudio fue el de comparar los efectos hemodinámicos de la cetamina y del etomidato durante la inducción anestésica en perros sometidos a un modelo experimental de choque hemorrágico y reanimación. MÉTODO: Treinta y dos perros mestizos fueron sometidos al choque hemorrágico presión-controlada, reanimación e inducción anestésica. Después de alcanzar la presión objeto de 40 mmHg ellos fueron divididos aleatoriamente en dos grupos de acuerdo con el líquido usado en la resucitación: NaCl a 0.9% (32 mL.kg-1) y NaCl a 7,5% (4 mL.kg-1). Después de la infusión de volumen, esos grupos fueron divididos nuevamente de acuerdo con el anestésico utilizado: GI) NaCl a 0.9% y cetamina; GII) NaCl a 7.5% y cetamina; GIII) NaCl a 0.9% y etomidato; y GIV) NaCl a 7.5% y etomidato. Mediciones hemodinámicas fueron obtenidas en cinco momentos: (M0) inicial; (M1) después del desarrollo del choque hemorrágico; (M2) después de la administración de soluciones; (M3) 5 minutos después de la inducción anestésica; (M4) 15 minutos después de la inducción anestésica. Se hizo el análisis estadístico usando el Student t test y two-way ANOVA. Fueron considerados significativos valores de p menores que 0,05. RESULTADOS: Después de la instalación del choque, los dos sueros reestablecieron los estándares hemodinámicos a los valores iniciales. Independiente del anestésico o del solución utilizada, después de la inducción anestésica la presión arterial media permaneció inalterada en todos los grupos. La presión venosa central, frecuencia cardiaca, presión capilar pulmonar y el índice de resistencia pulmonar vascular aumentaron significativamente después de la administración de cetamina. El índice cardíaco, el índice de resistencia vascular sistémica y el transporte de oxígeno permanecieron estables en todos los grupos. CONCLUSIONES: El etomidato o la cetamina fueron capaces de mantener la estabilidad hemodinámica en los perros que sufrieron choque hemorrágico severo y que fueron tratados con NaCl a 0,9% o NaCl a 7,5%. <![CDATA[<B>Comparison of the hemodynamic effects in acute intoxication with racemic bupivacaine and with 50% enantiomeric excess mixture (S75-R25)</B>: <B>an experimental study in dogs</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A bupivacaína racêmica tem sido largamente utilizada em bloqueios locorregionais pela qualidade e duração da anestesia proporcionada. Sua toxicidade cardiovascular, no entanto, já há muito preocupa os anestesiologistas e novas opções têm sido procuradas. Uma delas é a utilização do seu isômero levógiro que por uma menor afinidade com os receptores dos canais de sódio da célula cardíaca seria menos cardiotóxico. Em nosso meio há a apresentação contendo 75% do isômero levógiro e 25% do isômero dextrógiro, denominada mistura com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25). O objetivo deste estudo foi comparar em animais os efeitos hemodinâmicos da intoxicação aguda com bupivacaína racêmica e com a mistura S75-R25. MÉTODO: Quarenta e quatro cães foram anestesiados com pentobarbital, intubados e ventilados mecanicamente, sendo em seguida instalada monitorização hemodinâmica com cateter de Swan-Ganz e pressão invasiva. Após repouso foram divididos de forma aleatória em dois grupos de estudo encoberto, segundo a intoxicação com um ou outro agente na dose de 5 mg.kg-1. Os resultados hemodinâmicos foram coletados durante 30 minutos, tratados estatisticamente permitindo a comparação da ação dos dois agentes. RESULTADOS: A mistura S75-R25 causou maiores repercussões hemodinâmicas, particularmente, com importante diminuição da pressão arterial média, do índice cardíaco e do índice de trabalho do ventrículo esquerdo. CONCLUSÕES: Esses resultados se opõem aos encontrados em humanos, quando da utilização do isômero levógiro puro, mas estão de acordo com estudos recentes em animais. Extrapolar dados obtidos em animais para seres humanos exige muita cautela. Novos estudos são necessários em amostras maiores e em grupos mais homogêneos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Racemic bupivacaine has been widely used in locoregional anesthesia due to the quality and duration of its anesthetic action. However, its cardiovascular toxicity has worried anesthesiologists for a long time, and new options have been sought. One of them is the use of its levorotatory isomer that, due to a lesser affinity for the sodium channel receptors in the cardiac cell, would be less toxic. The presentation containing 75% of the levorotatory isomer and 25% of the dextrorotatory isomer, named 50% enantiomeric excess mixture (S75-R25), is available in our country. The objective of this study was to compare the hemodynamic effects of the acute intoxication with racemic bupivacaine and with the S75-R25 mixture in animals. METHODS: Forty-four dogs were anesthetized with pentobarbital, intubated and placed on mechanical ventilation. Hemodynamic monitorization was accomplished with a Swan-Ganz catheter and intra-arterial blood pressure measurements. After a period of rest, they were randomly and blindly divided in two groups, according to the intoxication with either agent at a dose of 5 mg.Kg-1. Hemodynamic data were collected during 30 minutes and analyzed statically to allow for the comparison of both agents. RESULTS: The mixture S75-R25 had more hemodynamic repercussions causing, especially, a significant reduction of the mean arterial pressure, cardiac index, and the left ventricle work index. CONCLUSIONS: These results contradict those found in human beings regarding the pure levorotatory isomer, but confirm recent animal studies. One must be very careful when extrapolating animal data to human beings. Further studies involving larger samples and more homogeneous groups are necessary.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La bupivacaína racémica ha sido ampliamente utilizada en bloqueos locorregionales por la calidad y duración de la anestesia proporcionada. Su toxicidad cardiovascular, sin embargo ya hace mucho tiempo preocupa a los anestesiólogos y nuevas opciones han sido buscadas. Una de ellas es la utilización de su isómero levógiro que por una menor afinidad con los receptores de los canales de sodio de la célula cardiaca que sería menos cardiotóxico. En nuestro medio existe la presentación que contiene un 75% del isómero levógiro y 25% del isómero dextrógiro, denominada mezcla con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25). El objetivo de este estudio fue comparar en animales los efectos hemodinámicos de la intoxicación aguda con bupivacaína racémica y con la mezcla S75-R25. MÉTODO: Cuarenta y cuatro perros fueron anestesiados con pentobarbital, entubados y ventilados mecánicamente, siendo en seguida instalada la monitorización hemodinámica con catéter de Swan-Ganz y presión invasiva. Después del período de reposo fueron divididos aleatoriamente en dos grupos de estudio encubierto, según la intoxicación con uno u otro agente en la dosis de 5 mg.kg-1. Los resultados hemodinámicos se recolectaron durante 30 minutos, tratados estadísticamente permitiendo la comparación de la acción de los dos agentes. RESULTADOS: La mezcla S75-R25 causó mayores repercusiones hemodinámicas, particularmente, con importante disminución de la presión arterial promedio, del índice cardiaco y del índice de trabajo del ventrículo izquierdo. CONCLUSIONES: Esos resultados se contraponen con los encontrados en humanos, cuando se utiliza el isómero levógiro puro, pero están de acuerdo con estudios recientes en animales. Rebasar datos obtenidos en animales para seres humanos exige mucha cautela. Nuevos estudios se hacen necesarios en muestras más abarcadoras y en grupos más homogéneos. <![CDATA[<B>Dexmedetomidine for neurocognitive testing in awake craniotomy</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As ressecções tumorais em áreas eloqüentes do cérebro são realizadas com mais segurança utilizando-se testes cognitivos para identificação exata desses locais. Os pacientes devem estar acordados, confortáveis e colaborativos para que se identifiquem com clareza as áreas que devem ser preservadas. O objetivo deste relato foi apresentar intervenção cirúrgica realizada com o paciente acordado, utilizando sevoflurano no período inicial, sem intubação traqueal e a dexmedetomidina, posteriormente, técnica que permitiu a realização dos testes de avaliação motora e da fala. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 27 anos, estado físico ASA I, com tumor cerebral. Na sala cirúrgica, sem medicação pré-anestésica, foi administrado midazolam (1 mg), induzida a anestesia geral com propofol (80 mg). A manutenção foi realizada com O2, N2O e sevoflurano sob máscara para punção da artéria radial direita, cateterismo vesical e infiltração da área cirúrgica. Essa fase durou cerca de 20 minutos, com início da infusão de dexmedetomidina nos últimos 10 minutos, para manter o nível de sedação Ramsay 2. Depois, foi realizado o mapeamento cortical (75 minutos). Seguiu-se a ressecção tumoral, com o paciente sedado recebendo doses maiores de dexmedetomidina. Observou-se estabilidades hemodinâmica e respiratória, tendo o procedimento transcorrido sem intercorrências, com duração total de cinco horas. Após o término da intervenção cirúrgica o paciente foi encaminhado ao CTI, sem alterações neurológicas, tendo alta para a enfermaria no dia seguinte. CONCLUSÕES: A craniotomia com o paciente acordado e o adequado mapeamento das áreas corticais de fala e motora foram realizados com sucesso, por meio da infusão contínua de dexmedetomidina. Houve plena satisfação do paciente e da equipe cirúrgica com a técnica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Tumor resections in the speech areas of the brain are more safely done using cognitive tests to determine their exact location. Patients must be awake, comfortable, and cooperative for the precise identification of the areas to be preserved. The objective of this report is to present a surgical procedure done with the patient awake, without endotracheal intubation, using sevofluorane initially, followed by dexmedetomidine. This technique allowed the realization of motor and speech evaluation tests. CASE REPORT: Twenty-seven years old male patient, physical status ASA I, with a brain tumor. In the operating room, without pre-anesthetic medication, midazolam (1 mg) was administered, and general anesthesia was induced with propofol (80 mg). Maintenance was done with O2, N2O, and sevofluorane, with a mask, for catheterization of the right radial artery, introduction of a vesical catheter, and infiltration of the surgical site. This phase lasted around 20 minutes, and the infusion of dexmedetomidine was initiated in the last 10 minutes to maintain a level of sedation Ramsay score 2. Cortical mapping followed (75 minutes). Afterwards, tumor resection was done while the patient remained sedated with higher doses of dexmedetomidine. Hemodynamic and respiratory parameters remained stable, and the procedure was performed without complications, lasting a total of five hours. After the surgical procedure the patient was transferred to the ICU. He did not develop any neurological changes, being discharged to a regular ward the following day. CONCLUSIONS: Awake craniotomy with the proper mapping of speech and motor cortical areas was successfully done with the continuous infusion of dexmedetomidine. Both the patient and the surgical team were pleased with the technique.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las resecciones tumorales en áreas elocuentes del cerebro son realizadas con más seguridad utilizando pruebas cognitivas para la identificación exacta de esos locales. Los pacientes deben estar despiertos, cómodos y con deseos de colaborar para que se identifiquen claramente las áreas que deben ser preservadas. El objetivo de este relato fue el de presentar intervención quirúrgica realizada con el paciente despierto, utilizando sevoflurano en el período inicial, sin intubación traqueal y la dexmedetomidina, posteriormente, técnica que permitió la realización de las pruebas de evaluación motora y del habla. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 27 años, estado físico ASA I, con tumor cerebral. En la sala quirúrgica, sin medicación preanestésica, se le administró midazolam (1 mg), inducida la anestesia general con propofol (80 mg). El mantenimiento se realiza con O2, N2O y sevoflurano bajo máscara para punción de la arteria radial derecha, cateterismo vesical e infiltración del área quirúrgica. Esa fase duró aproximadamente 20 minutos, con inicio de la infusión de dexmedetomidina en los últimos 10 minutos, para mantener un nivel de sedación Ramsay 2. Subsecuentemente se realizó el mapeo cortical (75 minutos). En seguida la resección tumoral, con el paciente sedado recibiendo dosis mayores de dexmedetomidina. Se observó una estabilidad hemodinámica y respiratoria, habiéndose dado el procedimiento sin incidencias, con duración total de cinco horas. Después el término de la intervención quirúrgica el paciente fue llevado al CTI, sin alteraciones neurológicas, y le fue dada el alta para enfermería al día siguiente. CONCLUSIONES: La craniotomía con el paciente despierto, adecuado mapeo de las áreas corticales del habla y motora fue realizado con éxito, a través de la infusión continua de dexmedetomidina. Hubo una plena satisfacción del paciente y del equipo quirúrgico con la técnica. <![CDATA[<B>Rhabdomyolysis secondary to gluteal compartment syndrome after bariatric surgery</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia bariátrica tornou-se rotineira e muitas complicações têm sido relatadas. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de síndrome compartimental glútea que evoluiu para insuficiência renal aguda após cirurgia bariátrica e discutir aspectos do diagnóstico e condutas profilática e terapêutica. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 42 anos, branco, índice de massa corporal (IMC) 43, estado físico ASA II, submetido à cirurgia bariátrica tipo duodenal switch, sob anestesia geral associada à anestesia peridural. O procedimento transcorreu sem intercorrências. O tempo anestésico-cirúrgico foi de 3 horas e 30 minutos. No primeiro dia do pós-operatório o paciente apresentou dor na região lombossacral e nas nádegas, além de parestesia nos membros inferiores na distribuição do nervo isquiático. Durante o exame, as nádegas apresentavam discreta palidez, tensas, edemaciadas, dolorosas à palpação e à movimentação. Foi diagnosticada síndrome compartimental glútea que evoluiu com rabdomiólise e insuficiência renal aguda. Houve recuperação da função renal e nenhuma seqüela motora ou sensitiva foi detectada. CONCLUSÕES: Os pacientes obesos mórbidos submetidos à cirurgia bariátrica podem apresentar síndrome compartimental glútea. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, podem evoluir com rabdomiólise e insuficiência renal aguda que representam grave ameaça à vida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Bariatric surgery has become a common procedure and several complications have been reported. The objective of this report is to present a case of gluteal compartment syndrome that evolved to acute renal failure after bariatric surgery and to discuss the diagnosis, and the prophylactic and therapeutic measures. CASE REPORT: A 42 years old male patient, white, with a body mass index (BMI) of 43, physical status ASA II, who underwent bariatric surgery of the duodenal switch type, under general anesthesia associated with epidural anesthesia. There were no complications during the procedure. The anesthetic-surgical procedure lasted 3 hours and 30 minutes. On postoperative day one the patient developed lumbosacral and gluteal pain, besides paresthesia in the lower limbs in the distribution of the sciatic nerve. On physical exam, the buttocks were slightly pale, tight, swollen, and painful to palpation and to movement. A diagnosis of gluteal compartment syndrome was made; it evolved to rhabdomyolysis and acute renal failure. The renal function improved and the patient did not present any motor or sensitive deficits. CONCLUSIONS: Patients with morbid obesity undergoing bariatric surgery may present gluteal compartment syndrome as a complication. When it is not diagnosed and treated promptly, it may evolve to rhabdomyolysis and acute renal failure, which represents a serious life-threatening situation.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cirugía bariátrica se convirtió en rutina y en algo muy complicado para ser relatada. El objetivo de este relato fue el de presentar un caso de síndrome compartimental glútea que evolucionó para la insuficiencia renal aguda después de la cirugía bariátrica y discutir aspectos del diagnóstico y conductas profiláctica y terapéutica. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 42 años, blanco, índice de masa corporal (IMC) 43, estado físico ASA II, sometido a cirugía bariátrica tipo duodenal switch, bajo anestesia general asociada a la anestesia peridural. El procedimiento se dio sin incidencias. El tiempo anestésico quirúrgico fue de 3 horas y 30 minutos. El primer día del postoperatorio el paciente presentó dolor en la región lombosacral y en las nalgas, además de parestesia en los miembros inferiores en la distribución del nervio ciático. Durante el examen, las nalgas presentaban una discreta palidez, tensas, con edemas, dolían cuando eran tocadas y cuando se movían. Fue diagnosticado el síndrome compartimental glúteo que evolucionó con rabdomiolisis e insuficiencia renal aguda. Hubo una recuperación de la función renal y ninguna secuela motora o sensitiva se detectó. CONCLUSIONES: Los pacientes obesos mórbidos sometidos a la cirugía bariátrica pueden presentar síndrome compartimental glúteo. Cuando no se diagnostica y se trata precozmente, puede evolucionar con rabdomiolisis e insuficiencia renal aguda representando una seria amenaza para la vida. <![CDATA[<B>Catheters and anesthetic solutions in regional peripheral anesthesia</B>: <B>Quo Vadis? Case Reports</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os desfechos clínicos de bloqueios anestésicos regionais periféricos nem sempre são os esperados. Ora resultam insuficientes, ora superdimensionados. Para o entendimento e aprendizado desses fenômenos, os meios de rádio-imagem tornam-se esclarecedores. O objetivo deste estudo foi demonstrar os diferentes trajetos e distribuições, respectivamente, de cateteres e de soluções anestésicas (anestésico local com contraste), utilizados em bloqueios regionais de membros superior e inferior. RELATO DOS CASOS: São apresentados três casos de bloqueios regionais periféricos, em que os efeitos clínicos inesperados foram esclarecidos por imagens radiográficas contrastadas. CONCLUSÕES: Com o intuito de certificar a posição de cateteres e esclarecer os efeitos anestésicos inesperados, os estudos de rádio-imagens contrastadas são de grande utilidade, pois correlacionam dispersões imprevisíveis de soluções anestésicas com sintomas e sinais dos bloqueios periféricos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The clinical results of regional peripheral blockades are not always what we hope for. Sometimes the results are short of our intent and sometimes are exaggerated. To understand and learn those phenomena, radioimaging techniques are very helpful. The objective of this study is to demonstrate the different trajectories and distribution of catheters and anesthetics (local anesthetic with contrast), respectively, used in regional blockades of the upper and lower limbs. CASE REPORTS: Three cases of peripheral regional blockade, in which unexpected clinical effects were solved using contrast X-rays, are presented. CONCLUSIONS: Contrast X-rays are very useful to verify the position of catheters and solve unexpected anesthetic effects, because they are able to relate the unpredictable dispersion of anesthetics to the signs and symptoms of peripheral blockades.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los desenlaces clínicos de bloqueos anestésicos regionales periféricos no siempre son los esperados. A veces resultan insuficientes, a veces lo valoran demasiado. Para el entendimiento y aprendizaje de esos fenómenos, los medios de radio imagen son más eficientes. El objetivo de este estudio fue el de demostrar los diferentes trayectos y distribuciones, respectivamente, de catéteres y de soluciones anestésicas (anestésico local con contraste), utilizados en bloqueos regionales de los miembros. RELATO DE LOS CASOS: Se presentan tres casos de bloqueos regionales periféricos, en que los efectos clínicos inesperados fueron aclarados por imágenes radiográficas contrastadas. CONCLUSIONES: Con el interés de certificar la posición de catéteres y de aclarar los efectos anestésicos inesperados, los estudios de radio imágenes contrastadas son de gran utilidad, ya que correlacionan dispersiones imprevisibles de soluciones anestésicas, con síntomas y señales de bloqueos periféricos. <![CDATA[<B>Outpatient anesthesia for radiotherapy in a patient with myasthenia <I>gravis</i></B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A miastenia gravis (MG) é doença auto-imune rara, caracterizada pela redução de receptores nicotínicos na junção neuromuscular, com incidência de 14/100.000. O objetivo deste relato foi descrever o caso de paciente portador de miastenia gravis submetido à anestesia geral balanceada, para tratamento radioterápico de carcinoma espinocelular de parótida, em regime ambulatorial. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 87 anos, 87 kg, estado físico ASA III, com história de miastenia gravis; acidente vascular encefálico prévio (AVE); marca-passo por bloqueio atrioventricular total; hipertensão arterial sistêmica (HAS). Foram programadas sete sessões de radioterapia de 20 minutos para tratamento de tumor de parótida, sob anestesia geral. Na sala de radioterapia foi monitorizado com cardioscópio, monitor de pressão arterial não-invasiva, oxímetro de pulso, e submetido à anestesia geral com propofol e sevoflurano. Após a indução, foi mantido em ventilação espontânea com cânula de Guedel e cateter nasofaríngeo com O2 /sevoflurano, para acomodação da máscara imobilizadora. Na sala de recuperação pós-anestésica, não apresentou complicações. CONCLUSÕES: A escolha dos anestésicos e o acompanhamento clínico criterioso permitiram a boa evolução do paciente, com AVE prévio, cardiopata e idoso, submetido à anestesia geral balanceada para procedimento de aplicação de radioterapia, em regime ambulatorial.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Myasthenia Gravis (MG) is a rare autoimmune disease, characterized by the reduction in the number of nicotinic receptors in the neuromuscular junction, with an incidence of 14/100,000. The objective of this report is to describe the case of a patient with myasthenia gravis who underwent balanced general anesthesia for radiotherapy of a spinocellular carcinoma of the parotid gland as an outpatient. CASE REPORT: Male patient, 87 years old, 87 kg, physical status ASA III, with a prior history of myasthenia gravis; stroke; pacemaker for a third-degree AV block; and hypertension. He was scheduled for seven 20-minutes radiotherapy sessions under general anesthesia. In the radiotherapy room he was monitored with a cardioscope, noninvasive blood pressure, pulse oxymeter, and underwent general anesthesia with propofol and sevoflurane. After the induction, he maintained spontaneous ventilation with a Guedel canula and nasopharyngeal catheter with O2 /sevoflurane for proper fitting of the immobilizing mask. He did not present any complications in the post-anesthetic recovery room. CONCLUSIONS: The choice of anesthetics and strict clinical follow-up allowed an elderly patient, with prior stroke and cardiopathy, to be submitted to balanced general anesthesia for radiotherapy, as an outpatient, with good response.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Miastenia Gravis (MG) es una enfermedad auto inmune rara, caracterizada por la reducción de receptores nicotínicos en la junción neuromuscular, con incidencia de 14/100.000. El objetivo de este relato fue el de describir el caso del paciente portador de miastenia gravis sometido a la anestesia general balanceada, para tratamiento radioterápico de carcinoma espinocelular de parótida en régimen ambulatorial. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 87 años, 87 kg, estado físico ASA III, con historial de miastenia gravis; accidente vascular encefálico previo (AVE); marcapaso por bloqueo atrio-ventricular total; hipertensión arterial sistémica (HAS). Fueron programadas siete sesiones de radioterapia de 20 minutos para tratamiento del tumor de parótida bajo anestesia general. En la sala de radioterapia fue monitorizado con cardioscopio, monitor de presión arterial no invasiva, oxímetro de pulso y sometido a anestesia general con propofol y sevoflurano. Después de la inducción, se mantuvo en ventilación espontánea con cánula de Guedel y catéter nasofaríngeo con O2 /sevoflurano, para acomodación de la máscara de inmovilización. En la sala de recuperación postanestésica, no presentó complicaciones. CONCLUSIONES: La elección de los anestésicos y el acompañamiento clínico de criterio permitieron la buena evolución del paciente, con AVE previo, cardiopata y anciano, sometido a la anestesia general balanceada para procedimiento de aplicación de radioterapia, en régimen ambulatorial. <![CDATA[<B>Hypothermia secondary to subarachnoid administration of morphine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A miastenia gravis (MG) é doença auto-imune rara, caracterizada pela redução de receptores nicotínicos na junção neuromuscular, com incidência de 14/100.000. O objetivo deste relato foi descrever o caso de paciente portador de miastenia gravis submetido à anestesia geral balanceada, para tratamento radioterápico de carcinoma espinocelular de parótida, em regime ambulatorial. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 87 anos, 87 kg, estado físico ASA III, com história de miastenia gravis; acidente vascular encefálico prévio (AVE); marca-passo por bloqueio atrioventricular total; hipertensão arterial sistêmica (HAS). Foram programadas sete sessões de radioterapia de 20 minutos para tratamento de tumor de parótida, sob anestesia geral. Na sala de radioterapia foi monitorizado com cardioscópio, monitor de pressão arterial não-invasiva, oxímetro de pulso, e submetido à anestesia geral com propofol e sevoflurano. Após a indução, foi mantido em ventilação espontânea com cânula de Guedel e cateter nasofaríngeo com O2 /sevoflurano, para acomodação da máscara imobilizadora. Na sala de recuperação pós-anestésica, não apresentou complicações. CONCLUSÕES: A escolha dos anestésicos e o acompanhamento clínico criterioso permitiram a boa evolução do paciente, com AVE prévio, cardiopata e idoso, submetido à anestesia geral balanceada para procedimento de aplicação de radioterapia, em regime ambulatorial.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Myasthenia Gravis (MG) is a rare autoimmune disease, characterized by the reduction in the number of nicotinic receptors in the neuromuscular junction, with an incidence of 14/100,000. The objective of this report is to describe the case of a patient with myasthenia gravis who underwent balanced general anesthesia for radiotherapy of a spinocellular carcinoma of the parotid gland as an outpatient. CASE REPORT: Male patient, 87 years old, 87 kg, physical status ASA III, with a prior history of myasthenia gravis; stroke; pacemaker for a third-degree AV block; and hypertension. He was scheduled for seven 20-minutes radiotherapy sessions under general anesthesia. In the radiotherapy room he was monitored with a cardioscope, noninvasive blood pressure, pulse oxymeter, and underwent general anesthesia with propofol and sevoflurane. After the induction, he maintained spontaneous ventilation with a Guedel canula and nasopharyngeal catheter with O2 /sevoflurane for proper fitting of the immobilizing mask. He did not present any complications in the post-anesthetic recovery room. CONCLUSIONS: The choice of anesthetics and strict clinical follow-up allowed an elderly patient, with prior stroke and cardiopathy, to be submitted to balanced general anesthesia for radiotherapy, as an outpatient, with good response.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Miastenia Gravis (MG) es una enfermedad auto inmune rara, caracterizada por la reducción de receptores nicotínicos en la junción neuromuscular, con incidencia de 14/100.000. El objetivo de este relato fue el de describir el caso del paciente portador de miastenia gravis sometido a la anestesia general balanceada, para tratamiento radioterápico de carcinoma espinocelular de parótida en régimen ambulatorial. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 87 años, 87 kg, estado físico ASA III, con historial de miastenia gravis; accidente vascular encefálico previo (AVE); marcapaso por bloqueo atrio-ventricular total; hipertensión arterial sistémica (HAS). Fueron programadas siete sesiones de radioterapia de 20 minutos para tratamiento del tumor de parótida bajo anestesia general. En la sala de radioterapia fue monitorizado con cardioscopio, monitor de presión arterial no invasiva, oxímetro de pulso y sometido a anestesia general con propofol y sevoflurano. Después de la inducción, se mantuvo en ventilación espontánea con cánula de Guedel y catéter nasofaríngeo con O2 /sevoflurano, para acomodación de la máscara de inmovilización. En la sala de recuperación postanestésica, no presentó complicaciones. CONCLUSIONES: La elección de los anestésicos y el acompañamiento clínico de criterio permitieron la buena evolución del paciente, con AVE previo, cardiopata y anciano, sometido a la anestesia general balanceada para procedimiento de aplicación de radioterapia, en régimen ambulatorial. <![CDATA[<B>A revolution in intravenous anesthesia</B>: <B>Sugammadex and Gantracurium</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A miastenia gravis (MG) é doença auto-imune rara, caracterizada pela redução de receptores nicotínicos na junção neuromuscular, com incidência de 14/100.000. O objetivo deste relato foi descrever o caso de paciente portador de miastenia gravis submetido à anestesia geral balanceada, para tratamento radioterápico de carcinoma espinocelular de parótida, em regime ambulatorial. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 87 anos, 87 kg, estado físico ASA III, com história de miastenia gravis; acidente vascular encefálico prévio (AVE); marca-passo por bloqueio atrioventricular total; hipertensão arterial sistêmica (HAS). Foram programadas sete sessões de radioterapia de 20 minutos para tratamento de tumor de parótida, sob anestesia geral. Na sala de radioterapia foi monitorizado com cardioscópio, monitor de pressão arterial não-invasiva, oxímetro de pulso, e submetido à anestesia geral com propofol e sevoflurano. Após a indução, foi mantido em ventilação espontânea com cânula de Guedel e cateter nasofaríngeo com O2 /sevoflurano, para acomodação da máscara imobilizadora. Na sala de recuperação pós-anestésica, não apresentou complicações. CONCLUSÕES: A escolha dos anestésicos e o acompanhamento clínico criterioso permitiram a boa evolução do paciente, com AVE prévio, cardiopata e idoso, submetido à anestesia geral balanceada para procedimento de aplicação de radioterapia, em regime ambulatorial.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Myasthenia Gravis (MG) is a rare autoimmune disease, characterized by the reduction in the number of nicotinic receptors in the neuromuscular junction, with an incidence of 14/100,000. The objective of this report is to describe the case of a patient with myasthenia gravis who underwent balanced general anesthesia for radiotherapy of a spinocellular carcinoma of the parotid gland as an outpatient. CASE REPORT: Male patient, 87 years old, 87 kg, physical status ASA III, with a prior history of myasthenia gravis; stroke; pacemaker for a third-degree AV block; and hypertension. He was scheduled for seven 20-minutes radiotherapy sessions under general anesthesia. In the radiotherapy room he was monitored with a cardioscope, noninvasive blood pressure, pulse oxymeter, and underwent general anesthesia with propofol and sevoflurane. After the induction, he maintained spontaneous ventilation with a Guedel canula and nasopharyngeal catheter with O2 /sevoflurane for proper fitting of the immobilizing mask. He did not present any complications in the post-anesthetic recovery room. CONCLUSIONS: The choice of anesthetics and strict clinical follow-up allowed an elderly patient, with prior stroke and cardiopathy, to be submitted to balanced general anesthesia for radiotherapy, as an outpatient, with good response.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Miastenia Gravis (MG) es una enfermedad auto inmune rara, caracterizada por la reducción de receptores nicotínicos en la junción neuromuscular, con incidencia de 14/100.000. El objetivo de este relato fue el de describir el caso del paciente portador de miastenia gravis sometido a la anestesia general balanceada, para tratamiento radioterápico de carcinoma espinocelular de parótida en régimen ambulatorial. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 87 años, 87 kg, estado físico ASA III, con historial de miastenia gravis; accidente vascular encefálico previo (AVE); marcapaso por bloqueo atrio-ventricular total; hipertensión arterial sistémica (HAS). Fueron programadas siete sesiones de radioterapia de 20 minutos para tratamiento del tumor de parótida bajo anestesia general. En la sala de radioterapia fue monitorizado con cardioscopio, monitor de presión arterial no invasiva, oxímetro de pulso y sometido a anestesia general con propofol y sevoflurano. Después de la inducción, se mantuvo en ventilación espontánea con cánula de Guedel y catéter nasofaríngeo con O2 /sevoflurano, para acomodación de la máscara de inmovilización. En la sala de recuperación postanestésica, no presentó complicaciones. CONCLUSIONES: La elección de los anestésicos y el acompañamiento clínico de criterio permitieron la buena evolución del paciente, con AVE previo, cardiopata y anciano, sometido a la anestesia general balanceada para procedimiento de aplicación de radioterapia, en régimen ambulatorial.