Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420060005&lang=en vol. 56 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Regression of general anesthesia in patients with cerebral palsy</B>: <B>a comparative study using the bispectral index</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: É descrito que os pacientes com paralisia cerebral (PC) são mais sensíveis aos agentes anestésicos que poderia comprometer o despertar da anestesia. O objetivo deste estudo foi avaliar a recuperação de pacientes com PC comparada com pacientes sem doença do SNC. MÉTODO: Participaram do estudo crianças de 5 a 15 anos, divididas em dois grupos: com diagnóstico de paralisia cerebral e sem doença do SNC. Todas foram submetidas à anestesia geral com sevoflurano associado a óxido nitroso e oxigênio a 50%. Além da monitorização habitualmente empregada, foram monitorizadas com o EEG-BIS. Durante o despertar da anestesia, a extubação traqueal e o pós-anestésico imediato, foi avaliada a regressão da anestesia segundo os critérios adotados por Saraiva. Avaliou-se também a velocidade de eliminação dos agentes anestésicos correlacionando-a com os valores de EEG-BIS e comparando os dois grupos de pacientes. A análise estatística foi realizada por meio da análise exploratória de dados e teste estatístico para comparação de médias, considerando como diferença estatística significativa o valor de p menor ou igual a 5%. RESULTADOS: Foram avaliados 56 pacientes, sendo 31 com PC e 25 sem doença do SNC. Os grupos foram homogêneos com relação à idade e ao sexo. O valor do EEG-BIS basal dos pacientes com PC foi menor do que o grupo-controle, com diferença estatística significativa (p = 0,04). Nos cinco primeiros minutos após a interrupção do sevoflurano, o valor do EEG-BIS dos pacientes com PC apresentou elevação mais lenta com relação ao controle. A velocidade de eliminação do agente anestésico foi semelhante nos dois grupos. Aos 15 minutos, 48% dos pacientes do grupo-controle estavam no estágio III de regressão anestésica, versus 29% do grupo com paralisia cerebral. Aos 30 minutos, 72% dos pacientes do grupo-controle estavam aptos para receber alta, no estágio IV de regressão anestésica, versus 41,9% dos pacientes com PC. CONCLUSÕES: Os pacientes com paralisia cerebral apresentaram retorno mais lento da consciência em comparação com o grupo-controle.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: It has been said that patients with cerebral palsy (CP) present a higher sensitivity to anesthetic agents, which may affect adversely the awakening from anesthesia. The objective of this study was to evaluate the recovery of patients with CP compared with patients without CNS disease. METHODS: The study population was composed of children ages 5 to 15, divided in two groups: those with a diagnosis of cerebral palsy and those without CNS disease. All of them underwent general anesthesia with sevoflurane associated with nitrous oxide and 50% oxygen. Besides the parameters commonly monitored, they also underwent EEG-BIS monitoring. Regression of general anesthesia during awakening from anesthesia, tracheal extubation, and the immediate postanesthetic period were evaluated according to the criteria adopted by Saraiva. The speed of elimination of the anesthetic agents was also evaluated, correlating it with the EEG-BIS values, and comparing the two groups of patients. Statistical analysis was done through exploratory analysis of the data and statistical testing comparing the means. The statistical difference was considered significant for values of p smaller or equal to 5%. RESULTS: Fifty-six patients were evaluated: 31 with CP and 25 without CNS disease. Both groups were homogenous regarding age and gender. Baseline EEG-BIS values for CP patients were smaller than those for the control group, and this difference was statistically significant (p = 0.04). During the first five minutes after discontinuation of sevoflurane, the elevation of the EEG-BIS values for CP patients was slower than for the control group. The speed of elimination of the anesthetic agent was similar in both groups. At 15 minutes, 48% of the patients in the control group were in stage II of anesthetic regression versus 29% of the patients with cerebral palsy. At 30 minutes, 72% of the patients in the control group were in condition to be discharged, in stage IV of anesthetic regression, versus 41.9% of the patients with CP. CONCLUSIONS: Patients with cerebral palsy presented a slower return to the conscious state when compared with patients in the control group.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Se ha descrito que los pacientes con parálisis cerebral (PC) son más sensibles a los agentes anestésicos, lo que podría comprometer el despertar de la anestesia. El objetivo de este estudio fue el de evaluar la recuperación de pacientes con PC comparada a los pacientes sin enfermedad del SNC. MÉTODO: Participaron del estudio niños de 5 a 15 años, divididos en dos grupos: con diagnóstico de parálisis cerebral y sin la enfermedad del SNC. Todos se sometieron a anestesia general con sevoflurano asociado a óxido nitroso y oxígeno a 50%. Además de la monitorización habitualmente empleada fueron monitorizados con el EEG-BIS. Durante el despertar de la anestesia, la extubación traqueal y el posanestésico inmediato, se avaluó la regresión de la anestesia según los criterios adoptados por Saraiva. También se evaluó la velocidad de eliminación de los agentes anestésicos correlacionándola con los valores de EEG-BIS y comparándola con los dos grupos de pacientes. El análisis estadístico se realizó a través del análisis de exploración de datos y prueba estadística para la comparación de promedios, considerando como diferencia estadística significativa el valor de p menor o igual a 5%. RESULTADOS: Se evaluaron 56 pacientes siendo 31 con PC y 25 sin enfermedad del SNC. Los grupos fueron homogéneos con relación a la edad y el sexo. El valor del EEG-BIS basal de los pacientes con PC fue menor que el grupo control, con diferencia estadística significativa (p = 0,04). En los cinco primeros minutos después de la interrupción del sevoflurano, el valor del EEG-BIS de los pacientes con PC presentó una elevación más lenta con relación al control. La velocidad de eliminación del agente anestésico fue semejante en los dos grupos. A los quince minutos 48% de los pacientes del grupo control estaba en el estadio III de regresión anestésica, versus 29% del grupo con parálisis cerebral. A los treinta minutos, el 72% de los pacientes del grupo control estaba apto para recibir el alta, estadio IV de regresión anestésica, versus 41,9% de los pacientes con PC. CONCLUSIONES: Los pacientes con parálisis cerebral presentaron un regreso más lento de la conciencia en comparación con el grupo control. <![CDATA[<B>Comparative study of midazolam with ketamine S(+) versus midazolam with uterine paracervical block for manual intrauterine aspiration</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Avaliar a efetividade, a analgesia pós-operatória e o grau de satisfação e recomendação das pacientes submetidas à aspiração manual intra-uterina por meio da comparação de duas técnicas anestésicas. MÉTODO: Foram estudadas, prospectivamente, 80 pacientes distribuídas aleatoriamente em dois grupos. Todas receberam midazolam, por via venosa. Em seguida, o Grupo MC recebeu cetamina S(+) por via venosa e o Grupo MP, bloqueio paracervical uterino. Na sala de cirurgia a eficácia da técnica foi avaliada por três observadores (o pesquisador, o obstetra e o residente de obstetrícia) e, após uma hora, foi avaliada por um observador que desconhecia a técnica realizada, a analgesia pós-operatória, os graus de satisfação de recomendação da paciente mediante escala verbal. RESULTADOS: As técnicas mostraram-se eficientes em 95% das pacientes do Grupo MC e 76,7% das pacientes do Grupo MP (p = 0,04). Entre as pacientes do Grupo MC, 67% não apresentaram dor após uma hora, enquanto no grupo MP a porcentagem de pacientes sem dor foi de 33,3% (p < 0,01 e um risco relativo = 2). Ambos os grupos tiveram 90% de satisfação e de recomendação da técnica. CONCLUSÕES: Neste estudo concluiu-se que a anestesia com midazolam e cetamina S(+) foi superior à associação de midazolam com bloqueio paracervical uterino para aspiração manual intra-uterina, tanto com relação à eficácia quanto à analgesia pós-operatória, sob o ponto de vista dos observadores. Na opinião das pacientes o índice de satisfação foi alto com as duas técnicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The aim of this study was to evaluate the efficacy, postoperative analgesia, the degree of satisfaction of the patients submitted to manual intrauterine aspiration, and whether the patient would recommend the technique, by comparing two anesthetic techniques. METHODS: A prospective study was done with 80 patients divided, randomized, in two groups. All of them received IV midazolam. Afterwards, the MC Group received IV Ketamaine S(+) and the MP Group underwent paracervical uterine block. In the operating room, the efficacy of the technique was evaluated by 3 observers (the researcher, the obstetrician, and the obstetrics resident) and, after one hour, an observer, who did not know which technique had been used, evaluated the postoperative analgesia, and the degree of satisfaction and whether or not the patient would recommend the technique, using a verbal scale. RESULTS: The techniques were effective in 95% of the patients in the MC group and 76.7% of the patients in the MP group (p = 0.04). Among the patients in the MC group, 67% did not experience pain after 1 hour, while in the MP group the percentage of pain free patients was 33.3% (p < 0.01, and a relative risk = 2). Both groups had a 90% satisfaction rate and 90% would recommend the technique. CONCLUSIONS: We concluded that anesthesia with midazolam and ketamine S(+) was better than the association of midazolam with uterine paracervical block for manual intrauterine aspiration, regarding both efficacy and postoperative analgesia. The index of satisfaction was very high for both techniques.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Evaluar la efectividad, la analgesia postoperatoria y el grado de satisfacción y recomendación de las pacientes sometidas a la aspiración manual intrauterina a través de la comparación de las técnicas anestésicas. MÉTODO: Formando parte de un estudio de prospección, se estudiaron 80 pacientes distribuidas aleatoriamente en 2 grupos. Todas recibieron midazolam por vía venosa. En seguida, el Grupo MC, recibió cetamina S(+) por vía venosa y el Grupo MP bloqueo paracervical uterino. En la sala de cirugía la eficacia de la técnica fue evaluada por tres observadores (el investigador, el obstetra y el residente de obstetricia) y después de una hora, fue evaluada por un observador que desconocía la técnica realizada, la analgesia postoperatoria y los grados de satisfacción de recomendación de la paciente mediante escala verbal. RESULTADOS: Las técnicas se mostraron eficientes en 95% de las pacientes del Grupo MC y 76,7% de las pacientes del grupo MP (p = 0,04). Entre las pacientes del Grupo MC, 67 % no presentaron dolor después de una hora, mientras que en el grupo MP el porcentaje de pacientes sin dolor fue de un 33,3% (p < 0,01 y un riesgo relativo = 2). Ambos grupos tuvieron un 90% de satisfacción y de recomendación de la técnica. CONCLUSIONES: En ese estudio se concluyó que la anestesia con midazolam y cetamina S(+) fue superior a la asociación de midazolam con bloqueo paracervical uterino para aspiración manual intrauterina, tanto con relación a la eficacia como a la analgesia postoperatoria, bajo el punto de vista de los observadores. En la opinión de las pacientes el índice de satisfacción fue alto con las dos técnicas. <![CDATA[<B>Effective volume of local anesthetics for fascia iliac compartment block</B>: <B>a double-blind, comparative study between 0.5% ropivacaine and 0.5% bupivacaine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do compartimento da fáscia ilíaca é amplamente empregado como parte das técnicas anestésicas para intervenções cirúrgicas de quadril, coxa e joelho. A maioria dos estudos tem utilizado volumes fixos de ropivacaína ou de bupivacaína. Este estudo teve como objetivo calcular os volumes de ropivacaína a 0,5% e de bupivacaína a 0,5% efetivos em 50% (VE50), 95% (VE95) e 99% (VE99) dos casos para realização de bloqueios do compartimento da fáscia ilíaca. MÉTODO: Cinqüenta e um adultos agendados para intervenções cirúrgicas eletivas do quadril, diáfise femoral e joelho foram submetidos ao bloqueio do compartimento da fáscia ilíaca. Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos e receberam ropivacaína a 0,5% (n = 25) ou bupivacaína a 0,5% (n = 26). O sucesso do bloqueio foi definido como bloqueio sensitivo completo das regiões anterior, medial e lateral da coxa. O volume anestésico foi determinado pelo método up-and-down de Massey e Dixon e os volumes efetivos foram calculados pelas fórmulas de Massey e Dixon (VE50) e por regressão de probits (VE50, VE95 e VE99). RESULTADOS: Os volumes anestésicos capazes de produzir bloqueio nervoso efetivo em 50% dos casos, calculados pela formula de Massey e Dixon, foram 28,79 mL (IC 95%: 26,31 - 31,5 mL) para ropivacaína e 29,56 mL (IC 95%: 25,22 - 34,64 mL) para bupivacaína (p = 0,62). Os volumes efetivos de ropivacaína capazes de bloquear 50%, 95% e 99% dos casos foram estimados pela regressão de probits como 28,8 mL (27,2 - 30,4), 34,3 mL (32,5 - 37,3) e 36,6 mL (34,3 - 40,5), respectivamente. Os volumes correspondentes de bupivacaína foram 29,5 mL (28,1 - 31,1), 36,1 mL (33,5 - 38,1), e 37,3 mL (35,1 - 41,3) (p < 0,05). CONCLUSÕES: Os volumes necessários de ropivacaína a 0,5% e bupivacaína a 0,5% com adrenalina 1:200.000 para o bloqueio do compartimento da fáscia ilíaca são similares.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Fascia iliac compartment block is widely used as one of the anesthetic techniques used for surgical interventions of the hip, thigh, and knee. The majority of the studies have used fixed volumes of ropivacaine or bupivacaine. The objective of this study was to calculate the effective volume of 0.5% ropivacaine and 0.5% bupivacaine in 50% (EV50%), 95% (EV95), and 99% (EV99) of the cases to achieve fascia iliac compartment block. METHODS: Fifty-one adults scheduled for elective surgical interventions of the hip, femoral diaphysis, and knee underwent fascia iliac compartment block. Patients were randomly assigned to receive either 0.5% ropivacaine (n = 25) or 0.5% bupivacaine (n = 26). The success of the block was defined as a complete sensitive block of the anterior, medial, and lateral regions of the thigh. The volume of the anesthetic was determined by Massey and Dixon's up-and-down method, while the effective volume was calculated by Massey and Dixon's formula (EV50) and by probits regression (EV50, EV95, and EV99). RESULTS: The volume of anesthetic capable of producing an effective nervous anesthesia in 50% of the cases, calculated by Massey and Dixon formula, were 28.79 mL (CI 95%: 26.31 - 31.5 mL) for ropivacaine, and 29.56 mL (CI 95%: 25.22 - 34.64 mL) for bupivacaine (p = 0.62). The effective volumes of ropivacaine capable of producing a blocking in 50%, 95%, and 99% of the cases were estimated by probits regression as 28.8 mL (27.2 - 30.4), 34.3 mL (32.5 - 37.3), and 36.6 mL (34.3 - 40.5), respectively. The corresponding volumes of bupivacaine were 29.5 mL (28.1 - 31.1), 36.1 mL (33.5 - 38.1), and 37.3 mL (35.1 - 41.3) (p > 0.05). CONCLUSIONS: The volumes of 0.5% ropivacaine and 0.5% bupivacaine with adrenaline 1:200,000 for the fascia iliac block are similar.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del compartimento de la fascia ilíaca es ampliamente empleado como parte de las técnicas anestésicas para intervenciones quirúrgicas de la cadera, muslo y rodilla. La mayoría de los estudios han utilizado volúmenes fijos de ropivacaína o de bupivacaína. Este estudio tuvo como objetivo calcular los volúmenes de ropivacaína a 0,5% y de bupivacaína a 0,5% efectivos en 50% (VE50), 95% (VE95) y 99% (VE99) de los casos para la realización de bloqueos del compartimento de la fascia ilíaca. MÉTODO: Cincuenta y un adultos con cirugías marcadas electivas de la cadera, diáfisis femoral y rodilla se sometieron al bloqueo del compartimento de la fascia ilíaca. Los pacientes fueron aleatoriamente distribuidos y recibieron ropivacaína a 0,5% (n = 25) o bupivacaína a 0,5% (n = 26). El éxito del bloqueo fue definido como bloqueo sensitivo completo de las regiones anterior, media y lateral del muslo. El volumen anestésico fue determinado por el método up-and-down de Massey y Dixon y los volúmenes efectivos fueron calculados por las formulas de Massey y Dixon (VE50) y por regresión de probits (VE50, VE95 y VE99). RESULTADOS: Los volúmenes anestésicos capaces de producir bloqueo nervioso efectivo en 50% de los casos, calculados por la formula de Massey y Dixon, fueron 28,79 mL (IC 95% : 26,31 -31,5 mL) para ropivacaína y 29,56 mL (IC 95% : 25,22 - 34,64 mL) para bupivacaína (p = 0,62). Los volúmenes efectivos de ropivacaína capaces de bloquear 50%, 95% y 99% de los casos se estimaron por la regresión de probits como 28,8 mL (27,2 - 30,4), 34,3 mL (32,5 - 37,3) y 36,6 mL (34,3 - 40,5), respectivamente. Los volúmenes correspondientes de bupivacaína fueron 29,5 mL (28,1 - 31,1), 36,1 mL (33,5 - 38,1), y 37,3 mL (35,1 - 41,3) (p > 0,05). CONCLUSIONES: Los volúmenes necesarios de ropivacaína a 0,5% y bupivacaína a 0,5% con adrenalina 1:200.000 para el bloqueo del compartimento de la fascia ilíaca son semejantes. <![CDATA[<B>Prevalence of diaphragmatic paralysis after brachial plexus blockade by the posterior approach with 0.2% ropivacaine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio de plexo braquial pela via interescalênica descrita por Winnie é uma das técnicas mais eficazes para promover analgesia pós-operatória de intervenções cirúrgicas no ombro. Uma de suas conseqüências é a paralisia diafragmática. Esta paralisia pode levar, em pacientes com algum grau de disfunção pulmonar prévia, à insuficiência respiratória. A abordagem do plexo braquial por via posterior tem conquistado espaço. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de paralisia diafragmática, após o bloqueio de plexo braquial interescalênico pela via posterior com o uso de ropivacaína a 0,2%. MÉTODO: Vinte e dois pacientes submetidos ao bloqueio do plexo braquial interescalênico pela via posterior com ropivacaína a 0,2%, foram avaliados no pós-operatório com o objetivo de identificar sinais radiológicos de elevação da cúpula diafragmática sugestivos de paralisia hemidiafragmática. Em 20 pacientes utilizou-se 40 mL de ropivacaína a 0,2%, nestes foi realizada radiografia de tórax em inspiração. Em dois foram utilizados 20 mL de ropivacaína a 0,2%, com subseqüente avaliação fluoroscópica. RESULTADOS: Não houve complicações relacionadas à realização do bloqueio. Em todos os pacientes, o bloqueio foi efetivo e proporcionou boa analgesia pós-operatória. Foi observada elevação da cúpula diafragmática compatível com paralisia hemidiafragmática em todos os casos estudados. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo observou-se que o bloqueio do plexo braquial pela via posterior é uma técnica que está associada à alta prevalência de paralisia diafragmática, mesmo utilizando-se baixas concentrações de anestésico local.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Brachial plexus blockade by the interscalene approach, described by Winnie, is one of the most effective techniques in promoting postoperative analgesia in surgeries of the shoulder. Diaphragmatic paralysis is one of the consequences of this technique. This paralysis can cause respiratory failure in patients with prior lung dysfunction. Brachial plexus blockade by the posterior approach has become increasingly more popular. The objective of this study was to determine the prevalence of diaphragmatic paralysis after interscalene brachial plexus blockade by the posterior approach with 0.2% ropivacaine. METHODS: Twenty-two patients who underwent interscalene brachial plexus blockade by the posterior approach with 0.2% ropivacaine were evaluated in the postoperative period to identify radiological signs of elevation of the hemidiaphragm that could suggest hemidiaphragmatic paralysis. Forty mL of 0.2% ropivacaine were used in 20 patients; inspiratory chest X-rays were done in these patients. Twenty mL of 0.2% ropivacaine were used in two patients, with posterior fluoroscopic evaluation. RESULTS: There were no complications related to the procedure. The anesthesia was effective in every patient, providing good postoperative analgesia. Every patient in this study presented elevation of the diaphragm compatible with hemidiaphragmatic paralysis. CONCLUSIONS: We observed that brachial plexus blockade by the posterior approach is associated with a high prevalence of diaphragmatic paralysis, even with low concentrations of local anesthetics.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo de plexo braquial por vía interescalénica descrita por Winnie es una de las técnicas más eficaces para promover la analgesia postoperatoria de intervenciones quirúrgicas en el hombro. Una de sus consecuencias es la parálisis diafragmática. En pacientes con algún grado de disfunción pulmonar previa, esa parálisis puede conllevar a la insuficiencia respiratoria. El abordaje del plexo braquial por vía posterior ha conquistado espacio. El objetivo de este estudio fue el de determinar la prevalencia de parálisis diafragmática, después del bloqueo de plexo braquial interescalénico por vía posterior con el uso de ropivacaína a 0,2%. MÉTODO: Veinte y dos pacientes sometidos al bloqueo del plexo braquial interescalénico por vía posterior con ropivacaína a 0,2% fueron evaluados en el postoperatorio con el objetivo de identificar señales radiológicas de elevación de la cúpula diafragmática sugestivas de parálisis hemidiafragmática. En 20 pacientes se utilizó 40 mL de ropivacaína a 0,2%, en ellos fue realizada la radiografía de tórax en inspiración. En dos fueron utilizados 20 mL de ropivacaína a 0,2%, con la siguiente evaluación fluoroscópica. RESULTADOS: No hubo complicaciones relacionadas con la realización del bloqueo. En todos los pacientes, el bloqueo fue efectivo y proporcionó una buena analgesia postoperatoria. Se observó una elevación de la cúpula diafragmática compatible con la parálisis hemidiafragmática en todos los casos estudiados. CONCLUSIONES: En las condiciones de este estudio se pudo observar que el bloqueo del plexo braquial por vía posterior es una técnica que está asociada a la alta prevalencia de parálisis diafragmática, incluso cuando se utilizan bajas concentraciones de anestésico local. <![CDATA[<B>Validity of the hospital anxiety and depression scale in patients with chronic pain</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Diversos estudos sugerem forte associação entre a ansiedade e a depressão com dor crônica, o que pode ser evidenciado pela utilização de escalas padronizadas para a detecção desses sintomas. O objetivo deste estudo foi estimar a sensibilidade e a especificidade da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD), em pacientes portadores de síndromes dolorosas crônicas acompanhados no Centro de Dor do Hospital Universitário Professor Edgard Santos. MÉTODO: Foi realizado um estudo descritivo transversal em pacientes que procuraram o Centro de Dor entre março de 2002 e julho de 2003, que constou de entrevistas utilizando a Escala HAD e o M.I.N.I. International Neuropsychiatric Interview Brazilian Version 5.0.0 (M.I.N.I. PLUS). RESULTADOS: Foram avaliados 91 pacientes. A utilização da HAD evidenciou que 61 pacientes (67%) apresentaram ansiedade e 42 pacientes (46,2%) apresentaram depressão. Os resultados da HAD mostraram que dos pacientes deprimidos, 38 (90,5%) eram também ansiosos; enquanto dos ansiosos, 38 (62,3%) também estavam deprimidos, sendo esta uma associação considerada como significativa pela análise estatística (p < 0,001). O M.I.N.I. PLUS revelou 40,7% de transtorno do humor atual e 47,3% de transtorno de ansiedade. Quanto à sensibilidade e a especificidade da HAD foram encontrados os seguintes resultados: sensibilidade 73,3% para depressão e 91,7% para ansiedade. Especificidade 67,2% para depressão e 41,8% para ansiedade. CONCLUSÕES: A escala HAD mostrou boa sensibilidade para avaliar sintomas de ansiedade e depressão, porém não evidenciou boa especificidade para diagnósticos de depressão e ansiedade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Several studies suggest a strong association between anxiety and depression with chronic pain. That can be demonstrated using standard scales to detect these symptoms. The objective of this study was to determine sensibility and specificity of the Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD) in patients with chronic pain syndromes followed at the Pain Center of the Hospital Universitário Professor Edgard Santos. METHODS: A transversal, descriptive study was conducted with patients who sought to the Pain Center between March 2002 and July 2003. It was composed of interviews using the HAD Scale and the M.I.N.I. International Neuropsychiatric Interview Brazilian Version 5.0.0 (M.I.N.I. PLUS). RESULTS: Ninety-one patients were evaluated. The HAD demonstrated that 61 patients (67%) presented anxiety, while 42 patients (46.2%) presented depression. HAD results showed that among patients with depression, 38 (90.5%) also had anxiety; while among those with anxiety, 38 (62.3%) also had depression. Statistical analysis showed that this association was statistically significant (p < 0.001). M.I.N.I. PLUS revealed an incidence of 40.7% in current mood changes and 47.3% of anxiety. As for HAD's sensibility and specificity, we found the following results: sensibility of 73.3% for depression and 91.7% for anxiety, and a specificity of 67.2% for depression and 41.8% for anxiety. CONCLUSIONS: The HAD scale showed good sensibility to evaluate anxiety and depression symptoms, but did not demonstrate good specificity for the diagnosis of depression and anxiety.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Diversos estudios sugieren una fuerte asociación entre la ansiedad y la depresión con dolor crónico, lo que puede ser evidenciado por la utilización de escalas estandarizadas para la detección de esos síntomas. El objetivo de este estudio fue el de estimar la sensibilidad y la especificidad de la Escala Hospitalaria de Ansiedad y Depresión (HAD), en pacientes portadores de síndromes dolorosos crónicos con seguimiento por parte del Centro de Dolor del Hospital Universitario Profesor Edgard Santos. MÉTODO: Fue realizado un estudio descriptivo transversal en pacientes que se personaron en el Centro de dolor entre marzo de 2002 y julio de 2003, que constó de entrevistas utilizando la Escala HAD y el M.I.N.I International Neuropsychiatric Interview Brazilian Version 5.0.0 (M.I.N.I. PLUS). RESULTADOS: Fueron evaluados 91 pacientes. La utilización de la HAD evidenció que 61 pacientes (67%) presentaron ansiedad y 42 pacientes (46,2%) presentaron depresión. Los resultados de la HAD mostraron que de los pacientes deprimidos, 38 (90,5%) eran también ansiosos; mientras que de los ansiosos, 38 (62,3%) también estaban deprimidos, siendo esa una asociación considerada como significativa por el análisis estadístico (p < 0,001). El M.I.N.I. PLUS reveló un 40,7% de trastorno del humor actual y un 47,3% de trastorno de ansiedad. En cuanto a la sensibilidad y a la especificidad de la HAD, se encontraron los siguientes resultados: sensibilidad 73,3% para la depresión y 91,7% para la ansiedad. Especificidad 67,2% para la depresión y 41,8% para la ansiedad. CONCLUSIONES: La escala HAD mostró un buen nivel de sensibilidad para evaluar síntomas de ansiedad y depresión, sin embargo, no mostró una buena especificidad para diagnósticos de depresión y ansiedad. <![CDATA[<B>Immediate hemodynamic and metabolic effects of 7.5% sodium chloride and its association with 6% dextran 70 in hemorragic shock resuscitation</B>: <B>an experimental study in dogs</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O dextran associado à solução hipertônica de cloreto sódio a 7,5% apresenta efeitos hemodinâmicos benéficos no controle prolongado da reanimação no choque hemorrágico. O objetivo deste estudo foi verificar se a associação do dextran à solução de cloreto de sódio a 7,5% apresentaria vantagens na avaliação imediata dos parâmetros hemodinâmicos e metabólicos na reanimação em modelo de choque hemorrágico controlado em cães. MÉTODO: Foram estudados 16 cães submetidos à hemorragia controlada até que a pressão arterial média atingisse 40 mmHg e permanecesse assim por até 30 minutos. Estes foram divididos em G1, com administração de NaCI a 7,5%, e G2, com administração NaCI a 7,5% combinada com dextran 70 a 6%, no volume de 4 mL.kg-1, durante três minutos. Foram avaliados os parâmetros hemodinâmicos e metabólicos. Consideraram-se quatro momentos: M1 - 10 minutos após o preparo cirúrgico, M2 - obtido na metade da fase de choque, M3 - obtido dois minutos após o final da administração das soluções, M4 - 30 minutos após o início da reanimação. RESULTADOS: Após a reanimação, não houve diferença significativa dos valores da FC, PAM, PCP e IRVS. O G2 apresentou valores maiores do IC em M4. Os valores da SvO2 foram menores no G1, final do experimento. A C(a-v)O2 foi maior no G1 nos momentos M3 e M4. Os valores do VO2 aumentaram nos dois grupos em M4 e os valores do lactato plasmático aumentaram progressivamente até M3 e diminuíram em M4. Houve aumento dos valores do Na plasmático e redução do hematócrito nos dois grupos. CONCLUSÕES: O G2 mostrou melhor desempenho hemodinâmico principalmente após 30 minutos do início da reanimação. Observou-se, também, maior expansão plasmática e melhor perfusão tecidual na associação do dextran ao NaCl a 7,5%.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dextran associated with 7.5% sodium chloride has positive hemodynamic effects in the long term control of hemorrhagic shock. The objective of this study was to verify whether the association of dextran with 7.5% chloride solution would be advantageous in the immediate hemodynamic evaluation of controlled hemorrhagic shock in dogs. METHODS: This study included 16 dogs submitted to controlled hemorrhage until their mean arterial blood pressure reached 40 mmHg, being maintained at this level for 30 minutes. They were divided in two groups: G1 received 7.5% NaCl and G2 received 7.5% NaCl in 6% dextran 70; in both groups, 4 mL.kg-1 of the solutions were administered for three minutes. Hemodynamic and metabolic parameters were evaluated in four different phases: M1 - 10 minutes after preparation for surgery, M2 - obtained in the middle of the shock phase. M3 - two minutes after the administration of the IV solutions, M4 - 30 minutes after the beginning of the resuscitation. RESULTS: After the resuscitation, there were no significant differences in HR, MAP, PCP, and SVRI. G2 presented the highest CI values in M4. G1 showed the smaller SvO2 values at the end of the experiment; and the C(a-v)O2 was higher in M3 and M4. For both groups, VO2 values increased in M4, and lactate plasma values increased progressively until M3, decreasing in M4. Both groups also presented increased Na plasma values and decreased hematocrit. CONCLUSIONS: G2 showed the best hemodynamic performance, especially 30 minutes after the beginning of resuscitation. Plasma expansion and tissue perfusion were also better with 7.5% NaCl in dextran.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dextran, asociado a la solución hipertónica de cloruro sodio a 7,5% presenta efectos hemodinámicos benéficos en el control prolongado de la reanimación en el choque hemorrágico. El objetivo de este estudio fue verificar si la asociación del dextran a la solución de cloruro de sodio a 7,5% presentaría ventajas en la evaluación inmediata de los parámetros hemodinámicos y metabólicos en reanimación de modelo de choque hemorrágico controlado en perros. MÉTODO: Se estudiaron 16 perros sometidos a la hemorragia controlada hasta que la presión arterial promedio alcanzase 40 mmHg y permaneciese así hasta 30 minutos. Ellos fueron divididos en G1 administración de NaCI a 7,5% y G2 administración NaCI a 7,5% combinada con dextran 70 a 6%, en un volumen de 4 mL.kg-1, durante tres minutos. Se evaluaron los parámetros hemodinámicos y metabólicos. Se tuvo en cuenta cuatro momentos de estudio: (M1) 10 minutos después de la preparación quirúrgica, (M2) obtenido en la mitad de la fase de choque, (M3) obtenido dos minutos después del final de la administración de las soluciones, (M4) 30 minutos después del inicio de la reanimación. RESULTADOS: Después de la reanimación, no hubo diferencia significativa de los valores de la FC, PAM, PCP y IRVS. El G2 presentó valores mayores del IC en M4. Los valores de la SvO2 fueron menores en el G1, final del experimento. La C(a-v)O2 fue mayor en el G1 en los momentos M3 y M4. Los valores del VO2 aumentaron en los dos grupos en M4 y los valores del lactato plasmático aumentaron progresivamente hasta llegar a M3 disminuyendo en M4. Hubo un aumento de los valores del en la plasmático y una reducción del hematócrito en los dos grupos. CONCLUSIONES: El G2 mostró un mejor desempeño hemodinámico principalmente después de 30 minutos del inicio de la reanimación. Se observó también, una mayor expansión plasmática y una mejor perfusión de tejido en la asociación del dextran con NaCl a 7,5%. <![CDATA[<B>Complexation of 50% enantiomeric excess (S75-R25) bupivacaine with cyclodextrins and spinal block anesthesia in rats</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Com a finalidade de prolongar a duração de ação e reduzir a toxicidade sistêmica, têm-se desenvolvido formulações de anestésicos locais (AL) complexados com ciclodextrinas (CD). Este estudo realizou a caracterização físico-química e avaliou, em ratos, os efeitos dos complexos de inclusão de bupivacaína racêmica (S50-R50) e da mistura com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) de bupivacaína com hidroxipropil-betaciclodextrina (HP-beta-CD), comparando-os com as soluções atualmente utilizadas na clínica. MÉTODO: Os complexos de inclusão de S75-R25 em HP-beta-CD (razão molar 1:1) foram caracterizados por estudos de solubilidade de fases variando-se as concentrações de HP-beta-CD e a temperatura. Determinaram-se as constantes de afinidade (K) pela HP-beta-CD e os parâmetros termodinâmicos para a complexação. Os bloqueios motor e sensitivo foram avaliados, por meio da administração subaracnóidea das formulações na concentração clínica de 0,5%. RESULTADOS: A formação de complexos de inclusão foi observada pelo aumento da solubilidade aquosa do AL sob diferentes temperaturas e concentrações de HP-beta-CD. Os testes in vivo mostraram que S50-R50HP-beta-CD e S75-R25HP-beta-CD reduziram a latência (p < 0,001) sem alterar o tempo de recuperação do bloqueio motor, tempo para efeito máximo e efeito total dos fármacos. Além disso, ambas as formulações aumentaram a intensidade (1,5 vez, p < 0,001) e prolongaram a duração da analgesia, com relação aos fármacos livres. CONCLUSÕES: Os complexos S50-R50HP-beta-CD e S75-R25HP-beta-CD potencializaram o bloqueio nervoso diferencial, podendo ser utilizados para reduzir a freqüência de administrações ou a dose de AL para indução de um mesmo efeito. A formulação contendo a mistura com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) de bupivacaína mostrou-se interessante no desenvolvimento de formulações seguras e úteis para o tratamento da dor aguda no período pós-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: In order to prolong the action and reduce systemic toxicity, formulations of local anesthetic (LA) complexed with cyclodextrins (CD) have been developed. This study determined the physical-chemical characterization and evaluated the effects of inclusion complexes of racemic bupivacaine (S50-R50) and 50% enantiomeric excess (S75-R25) bupivacaine with hydroxypropil-beta-cyclodextrin (HP-beta-CD) in rats, and comparing them with the solutions currently used in the clinical practice. METHODS: Inclusion complexation of S75-R25 with HP-beta-CD (equimolar ratio 1:1) was characterized by phase-solubility studies varying the concentrations of HP-beta-CD and the temperature. Affinity constants (K) for HP-beta-CD and the thermodynamic parameters for complexation were determined. Motor and sensitive anesthesias were evaluated through the subarachnoid administration of the formulations in the concentration of 0.5%. RESULTS: Inclusion complexation was observed through the increase in aqueous solubility of LA in different temperatures and concentrations of HP-beta-CD. The in vivo tests demonstrated that S50-R50HP-beta-CD and S75-R25HP-beta-CD reduced latency (p < 0.001) without changing the recovery time of the motor block, time for maximal effect, and total effect of the drugs. Besides, both formulations increased the intensity (1.5 times, p < 0.001) and prolonged the duration of analgesia compared to the free drugs. CONCLUSIONS: The complexes S50-R50HP-beta-CD and S75-R25HP-beta-CD potentiated the differential nervous block, and can be used to reduce the frequency of administration or the dose of the LA to induce the same effect. The formulation containing enantiomeric excess (S75-R25) bupivacaine showed to be interesting in the development of safer formulations, and useful for the treatment of acute pain in the postoperative period.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Con la finalidad de prolongar la duración de la acción y reducir la toxicidad sistémica, se han desarrollado formulaciones de AL con complejo de ciclodextrinas (CD). Ese estudio realizó la caracterización físico-química y evaluó en ratones, los efectos de los complejos de inclusión de bupivacaína racémica (S50-R50) y de la mezcla con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) de bupivacaína con hidroxipropil-betaciclodextrina (HP-beta-CD), comparándolos con las soluciones actualmente utilizadas en la clínica. MÉTODO: Los complejos de inclusión de S75-R25 en HP-beta-CD (razón molar 1:1) fueron caracterizados por estudios de solubilidad de fases variando las concentraciones de HP-beta-CD y la temperatura. Fueron determinadas las constantes de afinidad (K) por la HP-beta-CD y los parámetros termodinámicos para los complejos. Los bloqueos motor y sensitivo fueron evaluados en ratones, a través de la administración subaracnoidea de las formulaciones en la concentración clínica de 0,5%. RESULTADOS: La formación de complejos de inclusión se observó a través del aumento de la solubilidad acuosa del AL bajo diferentes temperaturas y concentraciones de HP-beta-CD. Las pruebas in vivo mostraron que S50-R50HP-beta-CD y S75-R25HP-beta-CD redujeron la latencia (p < 0,001) sin alterar el tiempo de recuperación del bloqueo motor, tiempo para efecto máximo y efecto total de los fármacos. Además, ambas formulaciones aumentaron la intensidad (1,5 veces, p < 0,001) y prolongaron la duración de la analgesia, con relación a los fármacos libres. CONCLUSIONES: Los complejos, S50-R50HP-beta-CD y S75-R25HP-beta-CD, potenciaron el bloqueo nervioso diferencial, pudiendo ser utilizados para reducir la frecuencia de administraciones o la dosis de AL para inducción de un mismo efecto. La formulación conteniendo la mezcla con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) de bupivacaina fue interesante en el desarrollo de formulaciones seguras y útiles para el tratamiento del dolor agudo en el período postoperatorio. <![CDATA[<B>Infraclavicular vertical brachial plexus blockade in patients with chronic obstructive pulmonary disease</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) têm risco aumentado de complicações pós-operatórias, sobretudo quando submetidos à anestesia geral. O bloqueio do plexo braquial representa uma alternativa para estes pacientes em intervenções cirúrgicas de membros superiores. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de bloqueio do plexo braquial, por via infraclavicular vertical em paciente com DPOC com fratura de cotovelo. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 67 anos, 52 kg, estado físico ASA III, com indicação de osteossíntese de cotovelo, portadora de bronquiectasias desde nove anos de idade após uma pneumonia. Apresentava tosse produtiva habitualmente, e fora submetida à avaliação de seu pneumologista que a liberou para o procedimento. Após instalação de monitorização com pressão arterial não-invasiva, ECG e oxímetro de pulso, foi realizado bloqueio do plexo braquial por via infraclavicular vertical com 30 mL de ropivacaína a 0,5%. A intervenção cirúrgica foi realizada sem intercorrências. A paciente recebeu alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento cirúrgico. CONCLUSÕES: O bloqueio do plexo braquial por via infraclavicular vertical é uma técnica alternativa para portadores de DPOC e fratura de cotovelo, por sua menor morbidade quando comparado com a anestesia geral e com a via supraclavicular.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Patients with Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) have a higher risk of postoperative complications, especially when undergoing general anesthesia. Brachial plexus blockade is an alternative for these patients when they undergo upper limb surgeries. The objective of this report is to present a case of infraclavicular brachial plexus blockade in patients with COPD and a fractured elbow. CASE REPORT: A female patient, 67 years old, 52 kg, physical status ASA III, with post-pneumonia bronchiectasis since nine years of age and an indication of osteosynthesis of the elbow. She presented productive cough regularly; after evaluation, her pneumologist cleared her for the surgery. The patient was monitored with non-invasive blood pressure. ECG, and pulse oximeter. Infraclavicular brachial plexus blockade with 0.5% ropivacaine 30 mL was performed, without intercurrences. The patient was discharged from the hospital the following day. CONCLUSIONS: Infraclavicular brachial plexus blockade is an alternative for patients with COPD and fracture of the elbow, due to its lower morbidity when compared to general anesthetic.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los pacientes con enfermedad pulmonar obstructiva crónica (DPOC) presentan riesgo mayor de complicaciones postoperatorias especialmente cuando se les someten a la anestesia general. El bloqueo del plexo braquial representa una alternativa para esos pacientes en intervenciones quirúrgicas de miembros superiores. El objetivo de este relato fue el de presentar un caso de bloqueo del plexo braquial, por vía infraclavicular vertical en paciente con DPOC con fractura de codo. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 67 años, 52 kg, estado físico ASA III, con indicación de osteosíntesis de codo, portadora de bronquiectasias desde los nueve años de edad después de una pneumonía. Presentaba una tos productiva habitualmente, y fue sometida a la evaluación de su neumólogo que la liberó para el procedimiento. Después de la instalación de monitorización con presión arterial no invasiva, ECG y oxímetro de pulso, se realizó un bloqueo del plexo braquial por vía infraclavicular vertical con 30 mL de ropivacaína a 0,5%. La intervención quirúrgica fue realizada sin incidencias. La paciente recibió alta hospitalaria al día siguiente del procedimiento quirúrgico. CONCLUSIONES: El bloqueo del plexo braquial por vía infraclavicular vertical es una alternativa técnica para portadores de DPOC y fractura de codo, por su menor morbidez cuando se le compara a la anestesia general y a su vía supraclavicular. <![CDATA[<B>Intraventricular pneumocephalus after accidental perforation of the dura mater</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de ar para a realização do teste da perda da resistência com a finalidade de identificar o espaço peridural é extremamente difundido no mundo inteiro, porém uma das complicações possíveis é a perfuração acidental de dura-máter que apresenta incidência estimada entre 1% e 2%. O objetivo deste relato foi descrever um caso de paciente com pneumoencéfalo intraventricular após perfuração acidental de dura-máter usando a técnica da perda da resistência com ar. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 26 anos, 75 kg, 1,67 m, estado físico ASA I, com 38 semanas de gestação foi encaminhada ao centro obstétrico para realização de cesariana. Após monitorização foi realizada punção venosa. A paciente foi posicionada na posição sentada para realização de anestesia peridural. Durante a realização da identificação do espaço peridural com a técnica da perda da resistência usando-se ar, foi diagnosticada perfuração acidental da dura-máter por meio da observação de fluxo livre de líquor pela agulha. Foi modificada a técnica para raquianestesia e administradas medicações anestésicas através da agulha que já estava posicionada no espaço subaracnóideo. Nas primeiras 24 horas a paciente evoluiu com cefaléia que foi tratada com cafeína, dipirona, hidratação, hidrocortisona e repouso; mesmo assim, houve piora do quadro, passando a apresentar cefaléia até na posição de decúbito. Foi realizada tomografia computadorizada de crânio que evidenciou presença de pneumoencéfalo. Após consulta com especialista foi adotada conduta expectante com melhora progressiva do sintoma, com alta hospitalar no quinto dia de evolução, sem seqüelas. CONCLUSÕES: O pneumoencéfalo após perfuração acidental da dura-máter apresentou um quadro de cefaléia com características semelhantes àquela produzida pela perda liquórica, porém com resolução espontânea após absorção do ar, dispensando medidas mais invasivas como a realização do tampão sangüíneo peridural.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The loss of resistance to air to identify the epidural space is widely used. However, the accidental perforation of the dura mater is one of the possible complications of this procedure, with an estimated incidence between 1% and 2%. The objective of this report was to describe the case of a patient with intraventricular pneumocephalus after the accidental perforation of the dura mater using the loss of resistance with air technique. CASE REPORT: Female patient, 26 years old, 75 kg, 1.67 m, physical status ASA I, with a 38-week pregnancy, was referred to the obstetric service for a cesarean section. Venipuncture was performed after placement of the monitoring. The patient was placed in a sitting position for administration of the epidural anesthesia. During the identification of the epidural space with the loss of resistance with air technique, an accidental perforation of the dura mater was diagnosed by observing free flow of CSF through the needle. The technique was modified to epidural anesthesia and anesthetics were administered by the needle placed in the subarachnoid space. In the first 24 hours, the patient developed headache and she was treated with caffeine, dypirone, hydration, hydrocortisone, and bed rest; despite those measures, the patient's symptoms worsened and evolved to headache in decubitus. A CT scan of the head showed the presence of pneumocephalus. After evaluation by a specialist, the patient remained under observation, with progressive improvement of the symptoms and was discharged from the hospital in the fifth day, without complications. CONCLUSIONS: Pneumocephalus after accidental perforation of the dura mater presented headache with the characteristics of headache secondary to loss of CSF, but with spontaneous resolution after the air was absorbed. Invasive measures, such as epidural blood patch, were not necessary.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de aire para la realización de la prueba de la pérdida de la resistencia con la finalidad de identificar el espacio peridural está extremadamente difundido en el mundo entero, pero una de las complicaciones posibles es la perforación accidental de dura-mater que presenta incidencia estimada entre 1% y 2%. El objetivo de ese relato fue el describir un caso de paciente con pneumoencéfalo intraventricular después de la perforación accidental de dura-mater usando la técnica de la pérdida de la resistencia con aire. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 26 años, 75 kg, 1,67 m, estado físico ASA I, con 38 semanas de embarazo, llevada al centro obstétrico para la realización de cesariana. Después de la monitorización se realizó la punción venosa. La paciente fue posicionada en la posición sentada para la realización de anestesia peridural. Durante la realización de la identificación del espacio peridural con la técnica de la pérdida de la resistencia usando aire, fue diagnosticada una perforación accidental da dura-mater a través de la observación de flujo libre de licuor por la aguja. Se modificó entones la técnica para raquianestesia y administradas medicaciones anestésicas a través de la aguja que ya estaba posicionada en el espacio subaracnoideo. En la primeras 24 horas la paciente evolucionó con cefalea que fue tratada con cafeína, dipirona, hidratación, hidrocortisona y reposo, e incluso así, hubo un empeoramiento del cuadro, pasando a presentar cefalea hasta en la posición de decúbito. Fue realizada una tomografía computadorizada de cráneo que evidenció una presencia de pneumoencéfalo. Después de la consulta con especialista fue adoptada una conducta de espera con mejora progresiva del síntoma, con alta hospitalaria al quinto día de evolución, sin observar secuelas. CONCLUSIONES: El pneumoencéfalo después de la perforación accidental de dura-mater presentó un cuadro de cefalea con características similares a aquella producida por la pérdida licuórica, pero con resolución espontánea después de la absorción del aire, dispensando medidas de invasión como la realización del tapón sanguíneo peridural. <![CDATA[<B>Total spinal block after posterior lumbar plexus blockade</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio do plexo lombar pode ser bastante útil em procedimentos cirúrgicos do quadril, da coxa e do joelho, mas exige prática do anestesiologista tendo em vista suas potenciais complicações. O presente relato tem por objetivo apresentar um caso de raquianestesia total após bloqueio do plexo lombar pela via posterior e discutir o provável mecanismo fisiopatológico. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 34 anos, 97 kg, estado físico ASA I, programado para artroplastia total do quadril. Foi realizada anestesia geral seguida de bloqueio do plexo lombar direito pela via posterior com auxílio de estimulador de nervo periférico. A agulha foi introduzida até uma profundidade de 8 cm, perpendicular à pele, e a uma distância de 4 cm da linha média sobre uma linha perpendicular ao processo espinhoso de L4. Após a identificação de resposta motora no quadríceps, a intensidade da corrente de estimulação foi reduzida até 0,35 mA, sendo, então, administrada ropivacaína a 0,5% (39 mL). Durante a injeção, foram verificadas contrações intermitentes do quadríceps. Após o bloqueio, o paciente evoluiu com apnéia, hipotensão arterial e midríase bilateral. Ao final da intervenção cirúrgica, apresentava bloqueio motor em ambos os membros inferiores que só regrediu após nove horas. No pós-operatório, o paciente queixou-se de dor intensa, recebendo alta hospitalar em 12 dias sem anormalidade motora ou sensitiva. CONCLUSÕES: A identificação do compartimento do psoas, onde está o plexo lombar, exige a utilização de intensidade de corrente entre 0,5 e 1 mA. A ocorrência de resposta motora com baixas correntes pode indicar posicionamento da agulha dentro da bainha que envolve a raiz nervosa e que continua até os espaços peridural e subaracnóideo, para onde a solução anestésica pode se dispersar. Apesar de oferecer larga margem de segurança, o bloqueio do plexo lombar exige do anestesiologista conhecimento minucioso da anatomia, treinamento na técnica e vigilância constante.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Lumbar plexus blockade can be very useful in surgical procedures of the hip, thigh, and knee, but it should be performed by an experienced anesthesiologist due to potential complications. The current report presents a case of total spinal block after posterior lumbar plexus blockade and discusses the possible pathophysiological mechanisms. CASE REPORT: Male patient, 34 years old, 97 kg, physical status ASA I, scheduled for total hip arthroplasty. After general anesthesia, a right posterior lumbar plexus blockade was performed with the adjunct of a peripheral nerve stimulator. The needle was introduced to a depth of 8 cm, perpendicular to the skin, 4 cm from the mid line, on a line perpendicular to the spinal process of L4. After identification of a motor response from the quadriceps, the intensity of the current was reduced to 0.35 mA and 0.5% ropivacaine (39 mL) was administered. During the injection, there were intermittent contractions of the quadriceps. After the block, the patient presented apnea, hypotension, and both pupils were dilated. At the end of the surgery, the patient presented motor block of the lower extremities, which reversed only nine hours after the block. In the postoperative period, the patient complained of severe pain; he was discharged 12 days after the surgery without motor or sensitive deficits. CONCLUSIONS: To identify the psoas compartment, where the lumbar plexus blockade is located, the intensity of the current must be between 0.5 and 1 mA. Motor response with low current indicates that the needle may be inside the sheath that surrounds the nervous root and extends to the epidural and subarachnoid spaces, to where the anesthetic solution might spread. Despite the wide safety margin of the procedure, the anesthesiologist must have keen anatomy knowledge, training on the technique, and be constantly alert to perform a lumbar plexus blockade.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo del plexo lumbar puede ser bastante útil en procedimientos quirúrgicos de la cadera, del muslo y de la rodilla, pero exige práctica del anestesiólogo teniendo en cuenta sus potenciales complicaciones. El presente relato tiene como objetivos presentar un caso de raquianestesia total después del bloqueo del plexo lumbar por la vía posterior y discutir el probable mecanismo fisiopatológico. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 34 años, 97 kg, estado físico ASA I, programado para artroplastia total de la cadera. Fue realizada anestesia general seguida de bloqueo del plexo lumbar derecho por la vía posterior con auxilio de estimulador de nervio periférico. La aguja fue introducida hasta una profundidad de 8 cm, perpendicular a la piel, y a una distancia de 4 cm de la línea media sobre una línea perpendicular al proceso espinoso de L4. Después de la identificación de respuesta motora en el cuadriceps, la intensidad de la corriente de estimulación se redujo hasta 0,35 mA, siendo entonces administrada ropivacaína a 0,5% (39 mL). Durante la inyección, fueron verificadas contracciones intermitentes del cuadriceps. Después del bloqueo, el paciente evolucionó con apnea, hipotensión arterial y midriasis bilateral. Al final de la cirugía, presentaba bloqueo motor en los dos miembros inferiores que solo mejoró nueve horas después de la realización del bloqueo. En el postoperatorio, el paciente se quejó de dolor intenso, recibiendo alta hospitalaria 12 días después de la cirugía sin anormalidades motora o sensitiva. CONCLUSIONES: La identificación del compartimento del psoas, donde está el plexo lumbar, exige la utilización de intensidad de corriente entre 0,5 e 1 mA. La incidencia de respuesta motora con bajas corrientes puede indicar posicionamiento de la aguja dentro del recubrimiento que envuelve la raíz nerviosa y que continua hasta los espacios peridural y subaracnoideo, para donde la solución anestésica puede se dispersar. A pesar de ofrecer un extenso margen de seguridad, el bloqueo del plexo lumbar demanda del anestesiólogo un conocimiento minucioso de la anatomía, una capacitación en la técnica y una vigilancia constante. <![CDATA[<B>Accidental spinal block during vertebral artroplasty</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cirurgia de artroplastia vertebral com uso do cimento ósseo tem suas particularidades e complicações. Na maioria das vezes o procedimento é realizado sob anestesia local com sedação, mas algumas vezes é realizado bloqueio subaracnóideo ou peridural com morfina com o intuito de fornecer analgesia pós-operatória. O objetivo deste relato foi discutir as possíveis complicações em cirurgias de artroplastia vertebral. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 76 anos, apresentando fratura patológica em T12, foi admitido para cirurgia de artroplastia vertebral e biopsia óssea. Foi realizada sedação com midazolam e fentanil, o paciente foi colocado em decúbito ventral e o cirurgião infiltrou anestésico local desde a pele até o corpo vertebral de T12 a seguir biopsiou a vértebra e injetou 6 mL de cimento ósseo em T12. Ao final do procedimento o paciente apresentava paralisia dos membros inferiores. CONCLUSÕES: A intervenção cirúrgica na coluna vertebral não é procedimento isento de complicações. Quando se associa bloqueio espinal pode-se retardar o diagnóstico de complicação cirúrgica; além disto corre-se o risco de se imputar à anestesia um problema proveniente do procedimento cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Vertebral artroplasty with bone cement has its particularities and complications. Most often the procedure is performed under local anesthetic and sedation, but sometimes it is done under subarachnoid or epidural block with morphine to achieve postoperative analgesia. The objective of this report is to discuss the possible complications of vertebroplasties. CASE REPORT: Male patient, 76 years old, presenting pathologic fracture in T12 was admitted for vertebral artroplasty and bone biopsy. Patient was sedated with midazolam and fentanyl, placed in the prone position, and the surgeon injected local anesthetic from the skin until the vertebral body of T12. He then took a biopsy of the vertebra and injected 6 mL of bone cement in T12. At the end of the procedure the patient presented paralysis of the lower limbs. CONCLUSIONS: Surgeries in the spinal column are not free of complications. When it is associated with spinal block, the diagnosis of surgical complications might be delayed. Besides, anesthesia might be blamed for a problem caused by the surgical procedure.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A cirugía de artroplastia vertebral con uso del cimiento óseo tiene sus particularidades y complicaciones. En la mayoría de las veces el procedimiento se realiza bajo anestesia local con sedación, pero en algunos casos se realiza el bloqueo subaracnoideo o peridural con morfina con el interés de suministrar analgesia postoperatoria. El objetivo de este relato fue el de discutir las posibles complicaciones en cirugías de artroplastia vertebral. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 76 años, presentando fractura patológica en T12, fue admitido para cirugía de artroplastia vertebral y biopsia ósea. Se realizó sedación con midazolam y fentanil, el paciente fue colocado en decúbito ventral y el cirujano le infiltró el anestésico local desde la piel hasta el cuerpo vertebral de T12; a continuación se realizó la biopsia la vértebra e inyectó 6 mL de cimiento óseo en T12. Al final del procedimiento el paciente presentaba parálisis de los miembros inferiores. CONCLUSIONES: La intervención quirúrgica en la columna vertebral no es un procedimiento exento de complicaciones. Cuando se asocia bloqueo espinal se puede retardar el diagnóstico de complicación quirúrgica; además de eso, se corre el riesgo de imputársele a la anestesia un problema proveniente del procedimiento quirúrgico. <![CDATA[<B>Adjuvant and alternative analgesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora a dor aguda e a crônica sejam habitualmente controladas com intervenções farmacológicas, 14 métodos complementares de analgesia adjuvante e alternativa (AAA) podem reduzir o uso e abuso na prescrição de analgésicos e diminuir os efeitos colaterais que eventualmente comprometem o estado fisiológico do paciente. CONTEÚDO: Todos os mecanismos antiálgicos atuam através da via espinal de controle da comporta de Melzack e Wall e/ou através da transdução do sinal nos sistemas de neurotransmissão e neuromodulação central relacionados com analgesia, relaxamento e humor: peptidérgico, monaminérgico, gabaérgico, colinérgico e canabinóide. A analgesia adjuvante complementar é habitualmente utilizada nos tratamentos fisiátricos, ortopédicos, reumatológicos, obstétricos e com acupuntura. A analgesia alternativa complementar pode potencializar os métodos analgésicos convencionais, a exposição à luz do sol matutino, luz e cores sob luz artificial, o tempo (T) - anestésicos gerais mais potentes à noite, opióides de manhã e anestésicos locais à tarde, dieta, bom humor e riso, espiritualidade, religião, meditação, musicoterapia, hipnose e efeito placebo. CONCLUSÕES: Se a dor aguda é um mecanismo de defesa, a dor crônica é um estado patológico desagradável relacionado com a depressão endógena e a uma baixa qualidade de vida. É importante estabelecer relações interdisciplinares entre a Medicina adjuvante e alternativa nas terapias analgésicas e antiinflamatórias clássicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although acute and chronic pain are usually controlled with pharmacological interventions, 14 complementary methods of adjuvant and alternative analgesia (AAA) may reduce the abusive prescription of analgesics and the side effects that eventually compromise the patient's physiological status. CONTENTS: The action of every analgesic mechanism is through the spinal gate of Melzack and Wall and/or through signal transduction in the central neurotransmission and neuromodulation systems related to analgesia, relaxation, and mood: peptidergic, monoaminergic, gabaergic, cholinergic, and cannabinoid. Complementary adjuvant analgesia is normally used in physiatric, orthopedic, rheumatologic, and obstetric treatments and acupuncture. It can potentiate conventional analgesic methods: exposure to the morning sunlight; light and colors under artificial light; time (T) - more potent general anesthetics at night, opioids in the morning, and local anesthetics in the afternoon; diet; good spirits and laughter; spirituality, religion, meditation; music therapy; hypnosis; and placebo effect. CONCLUSIONS: If acute pain is a defense mechanism, chronic pain is a disagreeable pathologic state related to endogenous depression and poor quality of life. It is important to establish interdisciplinary relationships between adjuvant and alternative medicine in classic analgesic and anti-inflammatory therapies.<hr/>JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: Aunque el dolor agudo y el crónico sean habitualmente controlados con intervenciones farmacológicas, 14 métodos complementarios de analgesia adyuvante y alternativa (AAA) pueden reducir el uso y el abuso en la prescripción de analgésicos y disminuir los efectos colaterales que eventualmente comprometen el estado fisiológico del paciente. CONTENIDO: Todos los mecanismos antiálgicos actúan a través de la vía espinal de control de la compuerta de Melzack y Wall y/o a través de la transducción de la señal en los sistemas de neurotransmisión y neuromodulación central relacionados con la analgesia, relajamiento y el humor: peptidérgico, monaminérgico, gabaérgico, colinérgico y canabinoide. La Analgesia Adyuvante Complementaria es habitualmente utilizada en los tratamientos fisiátricos, ortopédicos, reumatológicos, obstétricos y con acupuntura. La Analgesia Alternativa Complementaria puede potenciar los métodos analgésicos convencionales, la exposición al del sol del alba, luz y colores bajo la luz artificial, el tiempo (T) - anestésicos generales más potentes por la noche, opioides por la mañana y anestésicos locales a la tarde, dieta, buen humor y la risa, espiritualidad, religión, meditación, musicoterapia, hipnosis y efecto placebo. CONCLUSIONES: Si el dolor agudo es un mecanismo de defensa, el dolor crónico es un estado patológico desagradable relacionado con la depresión endógena y con una baja calidad de vida. Es importante establecer relaciones interdisciplinarias entre la Medicina adyuvante y alternativa en las terapias analgésicas y antiinflamatorias clásicas. <![CDATA[<B>Effects of increasing spinal hyperbaric lidocaine concentrations of spinal cord and meninges</B>: <B>experimental study in dogs</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora a dor aguda e a crônica sejam habitualmente controladas com intervenções farmacológicas, 14 métodos complementares de analgesia adjuvante e alternativa (AAA) podem reduzir o uso e abuso na prescrição de analgésicos e diminuir os efeitos colaterais que eventualmente comprometem o estado fisiológico do paciente. CONTEÚDO: Todos os mecanismos antiálgicos atuam através da via espinal de controle da comporta de Melzack e Wall e/ou através da transdução do sinal nos sistemas de neurotransmissão e neuromodulação central relacionados com analgesia, relaxamento e humor: peptidérgico, monaminérgico, gabaérgico, colinérgico e canabinóide. A analgesia adjuvante complementar é habitualmente utilizada nos tratamentos fisiátricos, ortopédicos, reumatológicos, obstétricos e com acupuntura. A analgesia alternativa complementar pode potencializar os métodos analgésicos convencionais, a exposição à luz do sol matutino, luz e cores sob luz artificial, o tempo (T) - anestésicos gerais mais potentes à noite, opióides de manhã e anestésicos locais à tarde, dieta, bom humor e riso, espiritualidade, religião, meditação, musicoterapia, hipnose e efeito placebo. CONCLUSÕES: Se a dor aguda é um mecanismo de defesa, a dor crônica é um estado patológico desagradável relacionado com a depressão endógena e a uma baixa qualidade de vida. É importante estabelecer relações interdisciplinares entre a Medicina adjuvante e alternativa nas terapias analgésicas e antiinflamatórias clássicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although acute and chronic pain are usually controlled with pharmacological interventions, 14 complementary methods of adjuvant and alternative analgesia (AAA) may reduce the abusive prescription of analgesics and the side effects that eventually compromise the patient's physiological status. CONTENTS: The action of every analgesic mechanism is through the spinal gate of Melzack and Wall and/or through signal transduction in the central neurotransmission and neuromodulation systems related to analgesia, relaxation, and mood: peptidergic, monoaminergic, gabaergic, cholinergic, and cannabinoid. Complementary adjuvant analgesia is normally used in physiatric, orthopedic, rheumatologic, and obstetric treatments and acupuncture. It can potentiate conventional analgesic methods: exposure to the morning sunlight; light and colors under artificial light; time (T) - more potent general anesthetics at night, opioids in the morning, and local anesthetics in the afternoon; diet; good spirits and laughter; spirituality, religion, meditation; music therapy; hypnosis; and placebo effect. CONCLUSIONS: If acute pain is a defense mechanism, chronic pain is a disagreeable pathologic state related to endogenous depression and poor quality of life. It is important to establish interdisciplinary relationships between adjuvant and alternative medicine in classic analgesic and anti-inflammatory therapies.<hr/>JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: Aunque el dolor agudo y el crónico sean habitualmente controlados con intervenciones farmacológicas, 14 métodos complementarios de analgesia adyuvante y alternativa (AAA) pueden reducir el uso y el abuso en la prescripción de analgésicos y disminuir los efectos colaterales que eventualmente comprometen el estado fisiológico del paciente. CONTENIDO: Todos los mecanismos antiálgicos actúan a través de la vía espinal de control de la compuerta de Melzack y Wall y/o a través de la transducción de la señal en los sistemas de neurotransmisión y neuromodulación central relacionados con la analgesia, relajamiento y el humor: peptidérgico, monaminérgico, gabaérgico, colinérgico y canabinoide. La Analgesia Adyuvante Complementaria es habitualmente utilizada en los tratamientos fisiátricos, ortopédicos, reumatológicos, obstétricos y con acupuntura. La Analgesia Alternativa Complementaria puede potenciar los métodos analgésicos convencionales, la exposición al del sol del alba, luz y colores bajo la luz artificial, el tiempo (T) - anestésicos generales más potentes por la noche, opioides por la mañana y anestésicos locales a la tarde, dieta, buen humor y la risa, espiritualidad, religión, meditación, musicoterapia, hipnosis y efecto placebo. CONCLUSIONES: Si el dolor agudo es un mecanismo de defensa, el dolor crónico es un estado patológico desagradable relacionado con la depresión endógena y con una baja calidad de vida. Es importante establecer relaciones interdisciplinarias entre la Medicina adyuvante y alternativa en las terapias analgésicas y antiinflamatorias clásicas. <![CDATA[<B>Comparative study of 0.5% racemic bupivacaine versus enantiomeric mixture (S75-R25) of 0.5% bupivacaine in brachial plexus block for orthopedic surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942006000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Embora a dor aguda e a crônica sejam habitualmente controladas com intervenções farmacológicas, 14 métodos complementares de analgesia adjuvante e alternativa (AAA) podem reduzir o uso e abuso na prescrição de analgésicos e diminuir os efeitos colaterais que eventualmente comprometem o estado fisiológico do paciente. CONTEÚDO: Todos os mecanismos antiálgicos atuam através da via espinal de controle da comporta de Melzack e Wall e/ou através da transdução do sinal nos sistemas de neurotransmissão e neuromodulação central relacionados com analgesia, relaxamento e humor: peptidérgico, monaminérgico, gabaérgico, colinérgico e canabinóide. A analgesia adjuvante complementar é habitualmente utilizada nos tratamentos fisiátricos, ortopédicos, reumatológicos, obstétricos e com acupuntura. A analgesia alternativa complementar pode potencializar os métodos analgésicos convencionais, a exposição à luz do sol matutino, luz e cores sob luz artificial, o tempo (T) - anestésicos gerais mais potentes à noite, opióides de manhã e anestésicos locais à tarde, dieta, bom humor e riso, espiritualidade, religião, meditação, musicoterapia, hipnose e efeito placebo. CONCLUSÕES: Se a dor aguda é um mecanismo de defesa, a dor crônica é um estado patológico desagradável relacionado com a depressão endógena e a uma baixa qualidade de vida. É importante estabelecer relações interdisciplinares entre a Medicina adjuvante e alternativa nas terapias analgésicas e antiinflamatórias clássicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although acute and chronic pain are usually controlled with pharmacological interventions, 14 complementary methods of adjuvant and alternative analgesia (AAA) may reduce the abusive prescription of analgesics and the side effects that eventually compromise the patient's physiological status. CONTENTS: The action of every analgesic mechanism is through the spinal gate of Melzack and Wall and/or through signal transduction in the central neurotransmission and neuromodulation systems related to analgesia, relaxation, and mood: peptidergic, monoaminergic, gabaergic, cholinergic, and cannabinoid. Complementary adjuvant analgesia is normally used in physiatric, orthopedic, rheumatologic, and obstetric treatments and acupuncture. It can potentiate conventional analgesic methods: exposure to the morning sunlight; light and colors under artificial light; time (T) - more potent general anesthetics at night, opioids in the morning, and local anesthetics in the afternoon; diet; good spirits and laughter; spirituality, religion, meditation; music therapy; hypnosis; and placebo effect. CONCLUSIONS: If acute pain is a defense mechanism, chronic pain is a disagreeable pathologic state related to endogenous depression and poor quality of life. It is important to establish interdisciplinary relationships between adjuvant and alternative medicine in classic analgesic and anti-inflammatory therapies.<hr/>JUSTIFICACIÓN Y OBJETIVOS: Aunque el dolor agudo y el crónico sean habitualmente controlados con intervenciones farmacológicas, 14 métodos complementarios de analgesia adyuvante y alternativa (AAA) pueden reducir el uso y el abuso en la prescripción de analgésicos y disminuir los efectos colaterales que eventualmente comprometen el estado fisiológico del paciente. CONTENIDO: Todos los mecanismos antiálgicos actúan a través de la vía espinal de control de la compuerta de Melzack y Wall y/o a través de la transducción de la señal en los sistemas de neurotransmisión y neuromodulación central relacionados con la analgesia, relajamiento y el humor: peptidérgico, monaminérgico, gabaérgico, colinérgico y canabinoide. La Analgesia Adyuvante Complementaria es habitualmente utilizada en los tratamientos fisiátricos, ortopédicos, reumatológicos, obstétricos y con acupuntura. La Analgesia Alternativa Complementaria puede potenciar los métodos analgésicos convencionales, la exposición al del sol del alba, luz y colores bajo la luz artificial, el tiempo (T) - anestésicos generales más potentes por la noche, opioides por la mañana y anestésicos locales a la tarde, dieta, buen humor y la risa, espiritualidad, religión, meditación, musicoterapia, hipnosis y efecto placebo. CONCLUSIONES: Si el dolor agudo es un mecanismo de defensa, el dolor crónico es un estado patológico desagradable relacionado con la depresión endógena y con una baja calidad de vida. Es importante establecer relaciones interdisciplinarias entre la Medicina adyuvante y alternativa en las terapias analgésicas y antiinflamatorias clásicas.