Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420070001&lang=en vol. 57 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Consequences of the addition of nitrous oxide to anesthesia during pneumoperitoneum in videolaparoscopic surgeries</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A instalação do pneumoperitônio durante intervenção cirúrgica videolaparoscópica induz à ativação de mecanismos neuroendócrinos, alterações cardiovasculares e hormonais. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da adição do óxido nitroso sobre a resposta simpática cardiovascular e a concentração expirada de sevoflurano (CEsevo) durante o pneumoperitônio, objetivando manter adequação anestésica avaliada por meio de parâmetros hemodinâmicos, do BIS e SEF95% em colecistectomias videolaparoscópicas. MÉTODO: Foram incluídos no estudo 31 pacientes, estado físico ASA I e II, com idade entre 19 e 76 anos. A indução anestésica foi feita com sufentanil (0,3 µg.kg-1), propofol (2,5 mg.kg-1) e cisatracúrio (0,15 mg.kg-1). Durante a manutenção da anestesia, a CEsevo foi ajustada para manter o BIS entre 40 e 60. Após a instalação do pneumoperitônio, iniciou-se a administração de óxido nitroso em concentrações crescentes de 20%, 40% e 60%. Foram aferidos os parâmetros BIS, SEF95%, pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM) e freqüência cardíaca (FC), nos momentos M1 - 5 minutos após pneumoperitônio, M2 - quando a concentração expirada do N2O = 20% (CEN2O = 20%); M3 - CEN2O = 40%; M4 - CEN2O = 60%. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre PAS, PAD, PAM e FC durante os momentos estudados. Houve diferença significativa na CEsevo nos momentos estudados, com diminuição de 35% quando comparou-se M1 e M4. CONCLUSÕES: O óxido nitroso, quando administrado em associação ao sevoflurano durante o pneumoperitônio em colecistectomia videolaparoscópica, propicia estabilidade hemodinâmica e diminuição do consumo de sevoflurano, com manutenção de parâmetros eletroencefalográficos compatíveis com adequação anestésica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of pneumoperitoneum during videolaparoscopic surgeries activates neuroendocrine mechanisms, and causes cardiovascular and hormonal changes. The aim of this study was to evaluate the effects of the addition of nitrous oxide, to maintain adequate anesthetic levels, on the cardiovascular sympathetic response and in the expired concentration of sevoflurane (ECsevo) during pneumoperitoneum, by evaluating hemodynamic parameters, BIS, and SEF95%, during videolaparoscopic cholecystectomies. METHODS: Thirty-one patients, physical status ASA I and II, ages 19 to 76 years, were included in the study. Anesthetic induction was accomplished with sufentanyl 0.3 µg.kg-1), propofol (2.5 mg.kg-1), and cisatracurium (0.15 mg.kg-1). During the maintenance phase of anesthesia, the dose of ECsevo was adjusted to maintain BIS between 40 and 60. The administration of increasing concentrations of nitrous oxide, 20%, 40%, and 60%, was initiated after inducing pneumoperitoneum. The bispectral index, SEF95%, systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), mean arterial pressure (MAP), and heart rate (HR) were evaluated at M1 - 5 minutes after the pneumoperitoneum; M2 - when the expired concentration of N2O = 20% (ECN2O = 20%); M3 - ECN2O = 40%; M4 - ECN2O = 60%. RESULTS: There were no significant differences among SBP, DBP, MAP, and HR in the moments studied. There was a significant difference in ECsevo in those same moments, with a 35% reduction when M1 and M4 were compared. CONCLUSIONS: When nitrous oxide is administered in association with sevoflurane during pneumoperitoneum in videolaparoscopic cholecystectomy, it provides for hemodynamic stability and reduces the amount of sevoflurane needed while, at the same time, maintaining electroencephalographic parameters compatible with adequate anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La instalación del pneumoperitoneo durante la intervención quirúrgica videolaparoscópica activa mecanismos neuroendócrinos, alteraciones cardiovasculares y hormonales. El objetivo de este estudio fue el de evaluar los efectos de la adición del óxido nitroso sobre la respuesta simpática cardiovascular y la concentración expirada de sevoflurano (CEsevo) durante el pneumoperitoneo, para mantener la adecuación anestésica evaluada a través de parámetros hemodinámicos, del BIS y SEF95% en colecistectomías videolaparoscópicas. MÉTODO: Se incluyeron en el estudio 31 pacientes, estado físico ASA I y II, con edad entre 19 y 76 años. La inducción anestésica se realizó con sufentanil (0,3 &micro;g.kg-1), propofol (2,5 mg.kg-1) y cisatracurio (0,15 mg.kg-1). Durante la anestesia, la CEsevo se ajustó para mantener el BIS entre 40 y 60. Posteriormente a la instalación del pneumoperitoneo, se inició la administración de óxido nitroso en concentraciones aumentadas de 20%, 40% y 60%. Se comprobaron los parámetros BIS, SEF95%, presión arterial sistólica (PAS), presión arterial diastólica (PAD), presión arterial promedio (PAM) y frecuencia cardiaca (FC), en los momentos M1 - 5 minutos después pneumoperitoneo, M2 - cuando la concentración expirada del N2O = 20% (CEN2O = 20%); M3 - CEN2O = 40%; M4 - CEN2O = 60%. RESULTADOS: No hubo diferencia significativa entre PAS, PAD, PAM y FC durante los momentos estudiados. Hubo diferencia significativa en la CEsevo en los momentos estudiados, con una reducción de un 35% cuando se la comparó a M1 y M4. CONCLUSIONES: El óxido nitroso, cuando se administra en asociación con el sevoflurano durante el pneumoperitoneo en colecistectomía videolaparoscópica, propicia estabilidad hemodinámica y la reducción del consumo de sevoflurano, manteniendo los parámetros electroencefalográficos compatibles con la adecuación anestésica. <![CDATA[<B>Epidural S(+) ketamine and S(+) ketamine-morphine associated with ropivacaine in the postoperative analgesia and sedation of upper abdominal surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A combinação de fármacos, atuando por diferentes mecanismos de ação no corno dorsal da medula espinhal, acarreta diminuição da dor pós-operatória, com menor incidência de efeitos colaterais. O objetivo foi avaliar a analgesia e a sedação pós-operatórias causadas pela S(+) cetamina e S(+) cetamina-morfina associadas à ropivacaína, por via peridural, em colecistectomia por via subcostal. MÉTODO: Participaram do estudo 70 pacientes, de ambos os sexos, estado físico ASA I e II. Foram administradas por via peridural: ropivacaína a 0,75% associada ao cloreto de sódio a 0,9% no Grupo-controle (GC); ropivacaína a 0,75% associada à S(+) cetamina (0,5 mg.kg-1) no Grupo Cetamina (GK); ropivacaína a 0,75% associada à S(+) cetamina (0,5 mg.kg-1) e à morfina (2 mg) no Grupo Cetamina-Morfina2 (GKM2); ropivacaína a 0,75% associada à S(+) cetamina (0,5 mg.kg-1) e à morfina (3 mg) no Grupo Cetamina-Morfina3 (GKM3). A analgesia e a sedação foram observadas às duas, seis e 24 horas após o término do ato operatório. RESULTADOS: A sedação foi observada até duas horas após o término do ato operatório nos grupos GK, GKM2 e GKM3. A analgesia foi efetiva no GC até duas horas de pós-operatório, no GK nas duas e seis horas; nos GKM2 e GKM3, nas 2h, 6h e 24h. CONCLUSÕES: A S(+) cetamina e as associações S(+) cetamina-morfina promoveram sedação até duas horas após o término de ato operatório. A S(+) cetamina promoveu analgesia especialmente no momento de observação de duas horas e as associações S(+) cetamina-morfina promoveram analgesia sobretudo nos momentos de observação de 2h e 6h após o término do ato operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The association of drugs with different mechanisms of action in the dorsal horn of the spinal cord decreases postoperative pain, with a reduction in the incidence of side effects. The aim of this study was to evaluate postoperative analgesia and sedation by epidural S(+) ketamine and S(+) ketamine-morphine associated with ropivacaine in subcostal cholecystectomy. METHODS: Seventy patients of both genders, physical status ASA I and II, participated in this study. The following drugs were administered epidurally: 0.75% ropivacaine associated with 0.9% sodium chloride in the Control Group (CG); 0.75% ropivacaine associated with S(+) ketamine (0.5 mg.kg-1) in the Ketamine Group (KG); 0.75% ropivacaine associated with S(+) ketamine (0.5 mg.kg-1) and morphine (2 mg) in the Ketamine-Morphine Group2 (KMG2); 0.75% ropivacaine associated with S(+) ketamine (0.5 mg.kg-1) and morphine (3 mg) in the Ketamine-Morphine Group3 (KMG3). Analgesia and sedation were evaluated 2h, 6h, and 24h after the end of the surgery. RESULTS: Sedation was observed up to 2 hours after the end of the procedure in KG, KMG2, and KMG3. Analgesia was effective in CG up to 2 hours after the surgery, at 2h and 6h in KG, and at 2h, 6h, and 24h, in KMG2 and KMG3. CONCLUSIONS: S(+) ketamine and the associations S(+) ketamine-morphine promoted sedation up to 2h after the end of the surgical procedure. S(+) ketamine promoted analgesia especially at the moment of the 2h observation, and the associations of S(+) ketamine-morphine promoted analgesia especially at 2h and 6h after the surgery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La combinación de fármacos, actuando por diferentes mecanismos de acción en el cuerno dorsal de la médula espinal, acarrea una disminución del dolor postoperatorio, con una menor incidencia de los efectos colaterales. El objetivo fue el de evaluar la analgesia y la sedación postoperatorias causadas por la S(+) cetamina y S(+) cetamina-morfina asociadas a la ropivacaína, por vía peridural, en colecistectomía por vía subcostal. MÉTODO: Participaron del estudio 70 pacientes, de ambos sexos, estado físico ASA I y II. Se administraron por vía peridural: ropivacaína a 0,75% asociada al cloruro de sodio a 0,9% en el Grupo Control (GC); ropivacaína a 0,75% asociada a la S(+) cetamina (0,5 mg.kg-1) en el Grupo Cetamina (GK); ropivacaína a 0,75% asociada à S(+) cetamina (0,5 mg.kg-1) y a la morfina (2 mg) en el Grupo Cetamina-Morfina2 (GKM2); ropivacaína a 0,75% asociada a la S(+) cetamina (0,5 mg.kg-1) y a la morfina (3 mg) en el Grupo Cetamina-Morfina3 (GKM3). La analgesia y la sedación fueron observadas a las 2h, 6h y 24h después del término de la operación. RESULTADOS: La sedación fue observada en 2h después de la operación en los grupos GK, GKM2 y GKM3. La analgesia quedó efectiva en el GC en 2h después del postoperatorio, en el GK en la 2h y 6h; en los GKM2 y GKM3 en las 2h, 6h y 24h. CONCLUSIONES: La S(+) cetamina y las asociaciones S(+) cetamina-morfina promovieron sedación hasta 2 horas después del término de la operación. La S(+) cetamina promovió analgesia especialmente 2 en horas y las asociaciones S(+) cetamina-morfina promovieron analgesia principalmente en los momentos de observación de 2h y 6h después del término de la operación. <![CDATA[<B>Assessment of oral S(+) ketamine associated with morphine for the treatment of oncologic pain</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A morfina é muito usada para o alívio da dor oncológica. Entretanto, pode ocorrer tolerância com seu uso prolongado. A associação de antagonista de receptores NMDA pode diminuir ou retardar esse fenômeno. A S(+) cetamina parece ser mais potente e com menos efeitos colaterais. O objetivo deste estudo foi avaliar a ação da S(+) cetamina associada à morfina no tratamento da dor oncológica. MÉTODO: Foram avaliados, de forma duplamente encoberta, 30 pacientes divididos em dois grupos. Os do G1 receberam 10 mg de morfina a cada seis horas, associada a 10 mg de S(+) cetamina a cada oito horas, por via oral. Os do G2 receberam 10 mg de morfina a cada seis horas, associada ao placebo a cada oito horas, por via oral. A dose de morfina foi aumentada em 5 mg, quando necessário. A intensidade da dor foi avaliada por meio de escala verbal. RESULTADOS: A porcentagem de dor ausente e leve foi semelhante nos grupos (G1 = 0 e G2 = 0 no M0; G1 = 22,2 e G2 = 53,8 no M1; G1 = 22,2 e G2 = 61,5 no M2; G1 = 44,6 e G2 = 61,5 no M3; e G1 = 44,5 e G2 = 53,8 no M4); teste do Qui-quadrado. Foi observada porcentagem de alívio moderado e completo semelhante nos grupos (G1 = 33,4 e G2 = 53,9 após uma semana; G1 = 44,4 e G2 = 69,2 após duas semanas; G1 = 66,6 e G2 = 69,2 após três semanas; G1 = 55,6 e G2 = 53,9 após quatro semanas); teste do Qui-quadrado. A necessidade de aumento da dose de morfina foi semelhante nos dois grupos (G1 = 2,22 e G2 = 2,15), teste de Mann-Whitney. CONCLUSÕES: Não foi observado aumento do efeito analgésico com 10 mg de S (+) cetamina, administrada a cada oito horas por via oral associada à morfina no tratamento da dor oncológica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Morphine is used frequently to treat oncologic pain. However, tolerance may develop with prolonged use. The association of a NMDA receptor antagonist may reduce or delay the onset of tolerance. S(+) ketamine seems to be more potent and with fewer side effects. The aim of this study was to evaluate the association of S(+) ketamine and morphine in the treatment of oncologic pain. METHODS: Thirty patients, randomly divided in two groups, participated in this double-blind study. Patients in G1 received 10 mg of morphine PO every 6 hours and 10 mg of S(+) ketamine PO every 8 hours. Patients in G2 received 10 mg of morphine PO every 6 hours and placebo PO every 8 hours. The dose of morphine was adjusted by 5 mg increments whenever necessary. Pain severity was evaluated through a verbal scale. RESULTS: The percentage of no pain and mild pain was similar in both groups (G1 = 0 and G2 = 0 at M0; G1 = 22.2 and G2 = 53.8 at M1; G1 = 22.2 and G2 = 61.5 at M2; G1 = 44.6 and G2 = 61.5 at M3; and G1 = 44.5 and G2 = 53.8 at M4); Chi-square test. The percentage of moderate relief and complete relief was similar in both groups (G1 = 33.4 and G2 = 53.9 after one week; G1 = 44.4 and G2 = 69.2 after two weeks; G1 = 66.6 and G2 = 69.2 after three weeks; and G1 = 55.6 and G2 = 53.9 after four weeks); Chi-square test. The need to increase the dose of morphine was also similar in both groups (G1 = 2.22 and G2 = 2.15); Mann-Whitney test. CONCLUSIONS: We did not observe an increase on the analgesic effects of morphine with the association of 10 mg of S(+) ketamine PO in the treatment of oncologic pain.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La morfina se usa con frecuencia para o alivio del dolor oncológico. Sin embargo, puede ocurrir una tolerancia con su uso prolongado. La asociación de antagonista de receptores NMDA puede disminuir o retardar ese fenómeno. La S(+) cetamina parece ser más potente y con menos efectos colaterales. El objetivo de este estudio fue el de evaluar la acción de la S(+) cetamina asociada a la morfina en el tratamiento del dolor oncológico. MÉTODO: Fueron evaluados de forma doblemente encubierta, 30 pacientes divididos en de los grupos. Los del G1 recibieron 10 mg de morfina a cada 6 horas, asociada a 10 mg de S(+) cetamina a cada 8 horas, por vía oral. Los del G2 recibieron 10 mg de morfina a cada 6 horas, asociada al placebo a cada 8 horas, por vía oral. La dosis de morfina se aumentó en 5 mg, cuando necesario. La intensidad del dolor se midió a través de una escala verbal. RESULTADOS: El porcentaje de dolor ausente y ligero fue semejante en los grupos (G1 = 0 y G2 = 0 en el M0; G1 = 22,2 y G2 = 53,8 en el M1; G1 = 22,2 y G2 = 61,5 en el M2; G1 = 44,6 y G2 = 61,5 en el M3; y G1 = 44,5 y G2 = 53,8 en el M4); teste del Qui-cuadrado. Se observó un porcentaje de alivio moderado y completo similar en los grupos (G1 = 33,4 y G2 = 53,9 después de una semana; G1 = 44,4 y G2 = 69,2 después de de los semanas; G1 = 66,6 y G2 = 69,2 después de tres semanas; G1 = 55,6 y G2 = 53,9 después de cuatro semanas); teste del Qui-cuadrado. La necesidad de aumento de la dosis de morfina fue similar en los de los grupos (G1 = 2,22 y G2 = 2,15), prueba de Mann-Whitney. CONCLUSIONES: No se observó un aumento en el efecto analgésico con 10 mg de S (+) cetamina, administrada a cada 8 horas por vía oral asociada a la morfina en el tratamiento del dolor oncológico. <![CDATA[<B>Effect of pretreatment with lidocaine, intravenous paracetamol and lidocaine-fentanyl on propofol injection pain</B>: <B>comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Foi realizado estudo duplamente encoberto, aleatório, para avaliar a eficácia do tratamento prévio, por via venosa, com lidocaína, paracetamol (Perfalgan®) ou lidocaína associada ao fentanil na redução da dor causada pela injeção de propofol. MÉTODOS: Imediatamente após a oclusão venosa com torniquete de borracha foi feita a administração venosa de 4 mL de lidocaína a 1% (Grupo L, n = 50), 4 mL de paracetamol (Perfalgan®) (40 mg) (Grupo R, n = 50), lidocaína a 2% associada a 100 µg de fentanil (Grupo LF, n = 50) ou 4 mL de solução fisiológica a 0,9% (Grupo P, n = 50; grupo-controle com placebo) a 200 adultos. A liberação da obstrução venosa foi feita após 60 segundos, sendo seguida da administração venosa de propofol, 2,5 mg.kg-1 a uma velocidade de 0,5 mg.s-1 através de cateter 20G inserido na veia do dorso da mão. A avaliação da dor foi feita durante a injeção de propofol. Ela incluiu movimentos da mão, expressão verbal espontânea de dor, caretas e gemidos durante a injeção de propofol. RESULTADOS: Lidocaína-fentanil (70% sem dor) e lidocaína (68% sem dor) foram mais eficazes na redução da dor causada pela injeção de propofol do que o paracetamol (54% sem dor) e o placebo (36% sem dor) (p < 0,05). A diferença na redução da incidência de dor causada pela injeção de propofol entre a lidocaína e lidocaína-fentanil não foi significativa. O paracetamol foi muito superior ao placebo (p < 0,05). CONCLUSÕES: O propofol é um anestésico amplamente utilizado. Lidocaína e lidocaína-fentanil administrados como tratamento prévio, na forma de retenção venosa durante 60 segundos, antes da administração do propofol reduziram de forma acentuada a dor causada pela injeção de propofol, enquanto o paracetamol (Perfalgan®) reduziu discretamente essa mesma dor.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Performed a randomized, double blind study to assess the efficacy of intravenous (IV) pretreatment with lidocaine, IV paracetamol (Perfalgan®) or lidocaine mixed with fentanyl in reducing propofol injection pain. METHODS: Immediately after venous occlusion with a rubber tourniquet on the patient's arm IV lidocaine 1% 4 mL (Group L, n = 50), IV paracetamol (Perfalgan®) 4 mL (40 mg) (Group R, n = 50), lidocaine 2% mixed with 100 µg fentanyl (Group LF, n = 50) or normal saline 4 mL (Group P, n = 50; as placebo control) was given to 200 adult patients. The release of the venous occlusion was done after 60s and followed by intravenous administration of propofol 2.5 mg.kg-1 at rate of 0.5 mg.s-1 through a 20G catheter inserted in hand dorsum vein. Pain assessment was made during the propofol injection. This included movement of hand, spontaneous verbal expressions of pain, frowning, and moaning during the injection of propofol. RESULTS: Lidocaine-fentanyl (70% pain free), and lidocaine (68% pain free) significantly reduced propofol injection pain more than paracetamol (54% pain free) and more than placebo (36% pain free) (p < 0.05). The difference in reducing the incidence of propofol injection pain between lidocaine and lidocaine-fentanyl did not reach statistical significance. There was a significant superiority of paracetamol compared to placebo (p < 0.05). CONCLUSIONS: Propofol, a commonly used anesthetic. Given as a venous retention pretreatment 60 seconds before propofol, lidocaine and lidocaine-fentanyl were found to significantly reduce the propofol injection pain, whereas IV paracetamol (Perfalgan®) slightly reduced the propofol injection pain.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Se realizó estudio doblemente encubierto, aleatorio, para evaluar la eficacia del tratamiento previo, intravenoso (IV), con lidocaína, paracetamol (Perfalgan®) o lidocaína asociada con fentanil en la reducción del dolor causado por la inyección de propofol. MÉTODOS: Inmediatamente después de la oclusión venosa con un torniquete de goma, se hizo la administración intravenosa de 4 mL de lidocaína a 1% (Grupo L, n = 50), 4 mL de paracetamol (Perfalgan®) (40 mg) (Grupo R, n = 50), lidocaína a 2% asociada con 100 µg de fentanil (Grupo LF, n = 50) o 4 mL de solución fisiológica (Grupo P, n = 50; grupo control con placebo) a 200 adultos. La liberación de la obstrucción venosa fue hecha después de 60 segundos, siendo seguida de la administración intravenosa de propofol, 2,5 mg.kg-1 a una velocidad de 0,5 mg.s-1 a través de un catéter de 20G insertado en la vena del dorso de la mano. La evaluación del dolor fue hecha durante la inyección de propofol. Ella incluyó movimientos de la mano, expresión verbal espontánea de dolor, muecas y gemidos durante la inyección de propofol. RESULTADOS: Lidocaína-fentanil (70% sin dolor) y lidocaína (68% sin dolor) fueron más eficaces en la reducción del dolor causado por la inyección de propofol que el paracetamol (54% sin dolor) y el placebo (36% sin dolor) (p < 0.05). La diferencia en la reducción de la incidencia de dolor causada por la inyección de propofol entre la lidocaína y la lidocaína-fentanil, no fue estadísticamente significativa. El paracetamol fue significativamente superior al placebo (p < 0,05). CONCLUSIONES: El propofol es un anestésico ampliamente utilizado. La lidocaína y lidocaína-fentanil administrados como tratamiento previo, en la forma de retención venosa durante 60 segundos, antes de la administración del propofol redujeron significativamente el dolor causado por la inyección de propofol, mientras que el paracetamol IV (Perfalgan®) redujo discretamente ese mismo dolor. <![CDATA[<B>Labor analgesia</B>: <B>a comparative study between combined spinal-epidural anesthesia versus continuous epidural anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O alívio da dor no trabalho de parto tem recebido atenção constante visando ao bem-estar materno, diminuindo o estresse causado pela dor e reduzindo as conseqüências deste sobre o concepto. Inúmeras técnicas podem ser utilizadas para analgesia de parto. Este trabalho teve como objetivo comparar a técnica peridural contínua com a combinada, ambas com o uso de bupivacaína a 0,25% em excesso enantiomérico 50% e fentanil como agentes. MÉTODO: Participaram do estudo 40 parturientes em trabalho de parto com dilatação cervical entre 4 e 5 cm que foram distribuídas em dois grupos iguais de forma aleatória. O Grupo I recebeu anestesia peridural contínua. O Grupo II recebeu anestesia combinada. Foram avaliados: medidas antropométricas, idade gestacional, dilatação cervical, tempo entre o bloqueio e a ausência de dor por meio da escala analógica visual, possibilidade de deambulação, tempo entre o início da analgesia e a dilatação cervical completa, duração do período expulsivo, parâmetros hemodinâmicos maternos e vitalidade do recém-nascido. Possíveis complicações, como depressão respiratória, hipotensão arterial materna, prurido, náuseas e vômitos, também foram observadas. Para a comparação das médias utilizou-se o teste t de Student e para a paridade e tipo de parto utilizou-se o teste do Qui-quadrado. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa entre os dois grupos em relação ao tempo entre o início da analgesia e a dilatação cervical completa, bem como em relação ao tempo da duração do período expulsivo, incidência de cesariana relacionada com a analgesia, parâmetros hemodinâmicos maternos e vitalidade do recém-nascido. CONCLUSÕES: Ambas as técnicas se mostraram eficazes e seguras para a analgesia do trabalho de parto, embora a técnica combinada tenha proporcionado um rápido e imediato alívio da dor. Estudos clínicos com maior número de casos são necessários para avaliar diferença na incidência de cesarianas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pain relief during labor is a permanent concern, aiming at the maternal well being, decreasing the stress secondary to pain, and reducing its consequences on the fetus. Several analgesia techniques can be used during labor. The aim of this study was to compare continuous and combined epidural analgesia, both of them using 0.25% bupivacaine with 50% enantiomeric excess and fentanyl. METHODS: Forty pregnant women, in labor, with cervical dilation between 4 and 5 cm, were randomly divided in two groups. Group I received continuous epidural anesthesia. Group II received combined anesthesia. The following parameters were evaluated: anthropometric measurements, gestational age, cervical dilation, length of time between the blockade and absence of pain according to the visual analogic scale, ability to walk, length of time between analgesia and complete cervical dilation, duration of the expulsive phase, maternal hemodynamic parameters, and vitality of the newborn. Possible complications, such as respiratory depression, maternal hypotension, pruritus, nausea, and vomiting were also evaluated. The Student t test was used to compare the means and the Chi-square test was used to compare the number of pregnancies and type of labor. RESULTS: There were no statistically significant differences between both groups regarding the length of time between the beginning of analgesia and complete cervical dilation, as well as regarding the duration of the expulsive phase, incidence of cesarean section related to the analgesia, maternal hemodynamic parameters, and vitality of the newborn. CONCLUSIONS: Both techniques are effective and safe for labor analgesia, although the combined technique provided fast and immediate pain relief. Clinical studies with a larger number of patients are necessary to evaluate the differences in the incidence of cesarean sections.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El alivio del dolor en el trabajo de parto ha recibido una atención constante objetivando el bienestar materno, disminuyendo el estrés causado por el dolor y reduciendo las consecuencias de éste sobre el concepto. Innumerables técnicas pueden ser utilizadas para la analgesia de parto. Este trabajo tuvo como objetivo comparar la técnica peridural continua con la combinada, ambas con el uso de bupivacaína a 0,25% en exceso enantiomérico 50% y fentanil como agentes. MÉTODO: Participaron del estudio 40 parturientes en trabajo de parto con dilatación cervical entre 4 y 5 cm que se repartieron en de los grupos iguales de forma aleatoria. El Grupo I recibió anestesia peridural continua. El Grupo II recibió anestesia combinada. Se evaluaron: medidas antropométricas, edad de embarazo, dilatación cervical, tiempo entre el bloqueo y la ausencia de dolor a través de la escala analógica visual, posibilidad de deambulación, tiempo entre el inicio de la analgesia y la dilatación cervical completa, duración del período expulsivo, parámetros hemodinámicos maternos y vital edad del recién nacido. Posibles complicaciones como depresión respiratoria, hipotensión arterial materna, prurito, náuseas y vómitos también fueron observados. Para la comparación de los promedios se utilizó el teste t de Student y para la paridad y tipo de parto se utilizó el teste del Qui-cuadrado. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística significativa entre los de los grupos con relación al tiempo entre el inicio de la analgesia y la dilatación cervical completa, como también con relación al tiempo de la duración del período expulsivo, incidencia de cesárea relacionada con la analgesia, parámetros hemodinámicos maternos y vital edad del recién nacido. CONCLUSIONES: Las dos técnicas fueron eficaces y seguras para la analgesia del trabajo de parto, aunque la técnica combinada haya proporcionado un rápido e inmediato alivio del dolor. Estudios clínicos con mayor número de casos son necesarios para evaluar diferencia en la incidencia de cesarianas. <![CDATA[<B><b>[RETRACTED ARTICLE] </b>Hospital anxiety and depression scale</B>: <B>a study on the validation of the criteria and reliability on preoperative patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O alívio da dor no trabalho de parto tem recebido atenção constante visando ao bem-estar materno, diminuindo o estresse causado pela dor e reduzindo as conseqüências deste sobre o concepto. Inúmeras técnicas podem ser utilizadas para analgesia de parto. Este trabalho teve como objetivo comparar a técnica peridural contínua com a combinada, ambas com o uso de bupivacaína a 0,25% em excesso enantiomérico 50% e fentanil como agentes. MÉTODO: Participaram do estudo 40 parturientes em trabalho de parto com dilatação cervical entre 4 e 5 cm que foram distribuídas em dois grupos iguais de forma aleatória. O Grupo I recebeu anestesia peridural contínua. O Grupo II recebeu anestesia combinada. Foram avaliados: medidas antropométricas, idade gestacional, dilatação cervical, tempo entre o bloqueio e a ausência de dor por meio da escala analógica visual, possibilidade de deambulação, tempo entre o início da analgesia e a dilatação cervical completa, duração do período expulsivo, parâmetros hemodinâmicos maternos e vitalidade do recém-nascido. Possíveis complicações, como depressão respiratória, hipotensão arterial materna, prurido, náuseas e vômitos, também foram observadas. Para a comparação das médias utilizou-se o teste t de Student e para a paridade e tipo de parto utilizou-se o teste do Qui-quadrado. RESULTADOS: Não houve diferença estatística significativa entre os dois grupos em relação ao tempo entre o início da analgesia e a dilatação cervical completa, bem como em relação ao tempo da duração do período expulsivo, incidência de cesariana relacionada com a analgesia, parâmetros hemodinâmicos maternos e vitalidade do recém-nascido. CONCLUSÕES: Ambas as técnicas se mostraram eficazes e seguras para a analgesia do trabalho de parto, embora a técnica combinada tenha proporcionado um rápido e imediato alívio da dor. Estudos clínicos com maior número de casos são necessários para avaliar diferença na incidência de cesarianas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pain relief during labor is a permanent concern, aiming at the maternal well being, decreasing the stress secondary to pain, and reducing its consequences on the fetus. Several analgesia techniques can be used during labor. The aim of this study was to compare continuous and combined epidural analgesia, both of them using 0.25% bupivacaine with 50% enantiomeric excess and fentanyl. METHODS: Forty pregnant women, in labor, with cervical dilation between 4 and 5 cm, were randomly divided in two groups. Group I received continuous epidural anesthesia. Group II received combined anesthesia. The following parameters were evaluated: anthropometric measurements, gestational age, cervical dilation, length of time between the blockade and absence of pain according to the visual analogic scale, ability to walk, length of time between analgesia and complete cervical dilation, duration of the expulsive phase, maternal hemodynamic parameters, and vitality of the newborn. Possible complications, such as respiratory depression, maternal hypotension, pruritus, nausea, and vomiting were also evaluated. The Student t test was used to compare the means and the Chi-square test was used to compare the number of pregnancies and type of labor. RESULTS: There were no statistically significant differences between both groups regarding the length of time between the beginning of analgesia and complete cervical dilation, as well as regarding the duration of the expulsive phase, incidence of cesarean section related to the analgesia, maternal hemodynamic parameters, and vitality of the newborn. CONCLUSIONS: Both techniques are effective and safe for labor analgesia, although the combined technique provided fast and immediate pain relief. Clinical studies with a larger number of patients are necessary to evaluate the differences in the incidence of cesarean sections.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El alivio del dolor en el trabajo de parto ha recibido una atención constante objetivando el bienestar materno, disminuyendo el estrés causado por el dolor y reduciendo las consecuencias de éste sobre el concepto. Innumerables técnicas pueden ser utilizadas para la analgesia de parto. Este trabajo tuvo como objetivo comparar la técnica peridural continua con la combinada, ambas con el uso de bupivacaína a 0,25% en exceso enantiomérico 50% y fentanil como agentes. MÉTODO: Participaron del estudio 40 parturientes en trabajo de parto con dilatación cervical entre 4 y 5 cm que se repartieron en de los grupos iguales de forma aleatoria. El Grupo I recibió anestesia peridural continua. El Grupo II recibió anestesia combinada. Se evaluaron: medidas antropométricas, edad de embarazo, dilatación cervical, tiempo entre el bloqueo y la ausencia de dolor a través de la escala analógica visual, posibilidad de deambulación, tiempo entre el inicio de la analgesia y la dilatación cervical completa, duración del período expulsivo, parámetros hemodinámicos maternos y vital edad del recién nacido. Posibles complicaciones como depresión respiratoria, hipotensión arterial materna, prurito, náuseas y vómitos también fueron observados. Para la comparación de los promedios se utilizó el teste t de Student y para la paridad y tipo de parto se utilizó el teste del Qui-cuadrado. RESULTADOS: No hubo diferencia estadística significativa entre los de los grupos con relación al tiempo entre el inicio de la analgesia y la dilatación cervical completa, como también con relación al tiempo de la duración del período expulsivo, incidencia de cesárea relacionada con la analgesia, parámetros hemodinámicos maternos y vital edad del recién nacido. CONCLUSIONES: Las dos técnicas fueron eficaces y seguras para la analgesia del trabajo de parto, aunque la técnica combinada haya proporcionado un rápido e inmediato alivio del dolor. Estudios clínicos con mayor número de casos son necesarios para evaluar diferencia en la incidencia de cesarianas. <![CDATA[<B>Hemodynamic effects of the acute intoxication with bupivacaine, levobupivacaine and 50% enantiomeric excess mixture</B>: <B>an experimental study in pigs</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Até recentemente, a bupivacaína tem sido o anestésico de escolha nos bloqueios locorregionais em razão da qualidade da anestesia proporcionada e pela sua duração. Apesar disso, sua toxicidade cardiovascular preocupa os anestesiologistas que procuram novas opções farmacológicas com menor grau desse inconveniente. Uma destas é o seu isômero levógiro, a levobupivacaína, que por uma menor afinidade aos receptores dos canais de sódio da célula cardíaca, seria menos cardiotóxica. Em nosso meio está disponível a apresentação contendo 75% do isômero levógiro e 25% do isômero dextrógiro, denominada mistura com excesso enantiomérico de 50%. O objetivo deste estudo foi avaliar as repercussões hemodinâmicas da injeção intravascular de dose tóxica desses três agentes, buscando encontrar qual deles tem menor impacto em caso de acidente. MÉTODO: Suínos da raça Large White foram anestesiados com tiopental, intubados e ventilados mecanicamente, sendo em seguida instalada monitorização hemodinâmica com cateter de Swan-Ganz e pressão invasiva para estudo das variáveis hemodinâmicas. Após repouso, foram divididos de forma aleatória em três grupos e realizada intoxicação duplamente encoberta com um dos agentes na dose de 4 mg.kg-1. Os resultados hemodinâmicos foram avaliados durante 30 minutos. Aos resultados foram aplicados testes estatísticos para comparação entre os grupos. RESULTADOS: A mistura com excesso enantiomérico de 50% e a levobupivacaína causaram maiores repercussões hemodinâmicas do que a mistura racêmica, sendo estas mais pronunciadas com o primeiro agente. Esses resultados se opõem aos encontrados em humanos, sobretudo quando da utilização do isômero levógiro puro, mas estão de acordo com resultados recentes também em animais. Extrapolar dados obtidos em suínos para seres humanos exige muita cautela e novos estudos são necessários. CONCLUSÔES: Em suínos, a mistura com excesso enantiomérico de 50% particularmente, e a levobupivacaína mostraram-se mais tóxicas quando administradas por via venosa do que a bupivacaína racêmica.<hr/>BACKGROUND AND METHODS: Until recently, bupivacaine had been the anesthetic of choice for loco-regional blocks due to the quality and duration of the anesthesia. But its cardiovascular toxicity is a source of concern for anesthesiologists who seek new pharmacological options with a smaller degree of this problem. Its levorotatory isomer, levobupivacaine, that would be less cardiotoxic due a smaller affinity for the receptors of the sodium channels of the cardiac cell, is one of these options. In Brazil, a presentation containing 75% of the levorotatory isomer and 25% of the dextrorotatory isomer, called 50% enantiomeric excess mixture is available. The aim of this study was to evaluate the hemodynamic repercussions of the intravascular injection of a toxic dose of those three agents to determine which one has the least impact in the case of an accident. METHODS: Large White pigs were anesthetized with thiopental, intubated, and placed on mechanical ventilation. Hemodynamic monitoring was achieved with a Swan-Ganz catheter and invasive blood pressure. After a period of rest, the animals were randomly divided in three groups. The intoxication was performed, on a double-blind fashion, with 4 mg.kg-1 of one of the drugs. Hemodynamic parameters were evaluated during 30 minutes. Analytical tests were used to compare the results among the groups. RESULTS: The 50% enantiomeric excess mixture and levobupivacaine had greater hemodynamic repercussions than the racemic mixture, which were more pronounced with the first drug. These results go against those found in humans, especially regarding the pure levorotatory isomer, but are similar to recent results reported in animals. One should be careful when extrapolating the data obtained in pigs to humans and further studies are necessary. CONCLUSIONS: In pigs, the 50% enantiomeric excess mixture, in particular, and levobupivacaine were more toxic when administered intravenously than racemic bupivacaine.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La bupivacaína ha sido hasta hace poco tiempo el anestésico por elección en los bloqueos loco-regionales en razón de la calidad de la anestesia proporcionada y por su duración. A pesar de eso, su toxicidad cardiovascular preocupa a los anestesiólogos que buscan nuevas opciones farmacológicas con un menor grado de ese inconveniente. Una de ellas es su isómero levógiro, la levobupivacaína, que por una menor afinidad con los receptores de los canales de sodio de la célula cardiaca, sería menos cardiotóxica. En nuestro medio está disponible la presentación que contiene un 75% del isómero levógiro y un 25% del isómero dextrógiro, denominada mezcla con exceso enantiomérico de 50%. El objetivo de este estudio fue el de evaluar las repercusiones hemodinámicas de la inyección intravascular de dosis tóxica de esos tres agentes, buscando encontrar cuál de ellos registra un menor impacto en caso de accidente. MÉTODO: Cerdos de la raza Large White fueron anestesiados con tiopental, intubados y ventilados mecánicamente, siendo a continuación instalada la monitorización hemodinámica con catéter de Swan-Ganz y presión invasiva para estudio de las variables hemodinámicas. Después del reposo, fueron divididos aleatoriamente en tres grupos y realizada intoxicación doble encubierta con uno de los agentes en dosis de 4 mg.kg-1. Los resultados hemodinámicos fueron evaluados durante 30 minutos. A los resultados se les aplicó pruebas estadísticas para la comparación entre los grupos. RESULTADOS: La mezcla con exceso enantiomérico de 50% y la levobupivacaína causaron mayores repercusiones hemodinámicas que la mezcla racémica, siendo esas más fuertes con el primer agente. Esos resultados se oponen a los ya encontrados en humanos, particularmente cuando se utiliza el isómero levógiro puro, pero están a tono con los resultados recientes también obtenidos en animales. Rebasar los datos obtenidos en cerdos con los obtenidos en seres humanos, exige mucha cautela y nuevos estudios se hacen necesarios. CONCLUSIONES: En cerdos, la mezcla con exceso enantiomérico de 50% particularmente, y la levobupivacaína fueron más tóxicas cuando se administraron por vía venosa que la bupivacaína racémica. <![CDATA[<B>Influence of procainamide on the neuromuscular blockade caused by rocuronium and investigation on the mechanism of action of procainamide on the neuromuscular junction</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A potencialização da procainamida sobre o bloqueio neuromuscular produzido pela d-tubocurarina já está comprovada, porém o mecanismo é controverso. O objetivo do estudo foi avaliar a influência da procainamida no bloqueio neuromuscular produzido pelo rocurônio e investigar os mecanismos desta interação. MÉTODO: Foram utilizados 15 ratos (250 a 300 g) em preparação descrita por Bülbring. Formaram-se os seguintes grupos (n = 5 cada): procainamida - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo I); rocurônio - 4 &micro;g.mL-1 (Grupo II) e rocurônio - 4 &micro;g.mL-1 e procainamida - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo III). Avaliaram-se: 1) a amplitude das contrações musculares sob estimulação indireta em cada grupo, antes e após a adição dos fármacos; 2) os potenciais de placa terminal em miniatura (PPTM); 3) a eficácia da 4-aminopiridina na reversão do bloqueio neuromuscular. O mecanismo da interação foi estudado em Biventer cervicis (n = 5) e diafragma de rato desnervado (n = 5), observando-se a influência da procainamida na resposta à acetilcolina antes e após a adição da procainamida. RESULTADOS: A procainamida isoladamente não alterou as respostas neuromusculares. O bloqueio produzido com o Grupo III foi de 68,6% &plusmn; 7,1%, com diferença significativa (p = 0,0067) em relação ao Grupo II (10,4% &plusmn; 4,5%), revertido pela 4-aminopiridina. A procainamida ocasionou aumento na freqüência dos PPTM, seguido de bloqueio revertido pela 4-aminopiridina. Em Biventer cervicis a procainamida aumentou a resposta à ação de contração da acetilcolina, resultado não observado com o diafragma desnervado. CONCLUSÕES: A procainamida potencializou o bloqueio produzido pelo rocurônio. As alterações observadas com PPTM e Biventer cervicis identificaram ação pré-sináptica. O antagonismo da 4-aminopiridina sobre o bloqueio dos PPTM sugeriu dessensibilização dos receptores pela procainamida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: It has already been proved that procainamide potentiates the neuromuscular blockade of d-tubocurarine; however, the mechanism of this potentiation is controversial. The aim of this study was to assess the influence of procainamide on the neuromuscular blockade produced by rocuronium and investigate the mechanisms of this interaction. METHODS: Fifteen rats (250 to 300 g) were used in the preparation described by Bülbring. They were divided in three groups (n = 5 each): procainamide - 20 µg.mL-1 (Group I); rocuronium - 4 µg.mL-1 (Group II); and rocuronium - 4 µg.mL-1 and procainamide - 20 µg.mL-1 (Group III). The following parameters were evaluated: 1) amplitude of muscle contractions under indirect stimulation, before and after the administration of the drugs; 2) miniature end plate potentials (MEPPs); and 3) the efficacy of 4-aminopyridine in reverting the muscular blockade. The mechanism of the interaction was studied in Biventer cervicis (n = 5) and in the denervated rat diaphragm (n = 5), observing the influence of procainamide in the response to acetylcholine. RESULTS: Procainamide alone did not change the neuromuscular responses. Group III presented a 68.6% &plusmn; 7.1% blockade, which represented a statistically significant difference (p = 0.0067) when compared with Group II (10.4% &plusmn; 4.5%), which was reverted by 4-aminopiridine. Procainamide increased the frequency of the MEPP, followed by a blockade that was reverted by 4-aminopiridine. In Biventer cervicis, procainamide increased the contraction in response to acetylcholine, which was not observed in the denervated diaphragm. CONCLUSIONS: Procainamide potentiated the blockade caused by rocuronium. The changes observed with MEPP and Biventer cervicis identified pre-synaptic action. The antagonism of 4-aminopiridine on the blockade of the MEPP suggested receptor desensitization by procainamide.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La potenciación de la procainamida sobre el bloqueo neuromuscular producido por la d-tubocurarina ya está comprobada, pero sin embargo el mecanismo es controvertido. El objetivo del estudio fue el de evaluar la influencia de la procainamida en el bloqueo neuromuscular producido por el rocuronio e investigar los mecanismos de esa interacción. MÉTODO: Se utilizaron 15 ratones (250 a 300 g) en preparación descrita por Bülbring. Se formaron los siguientes grupos (n = 5 cada): procainamida - 20 &micro;g.mL-1 (Grupo I); rocuronio - 4 &micro;g.mL-1 (Grupo II) y rocuronio - 4&micro;g.mL-1 y procainamida - 20&micro;g.mL-1 (Grupo III). Se evaluó: 1) la amplitud de las contracciones musculares bajo la estimulación indirecta en cada grupo, antes y después de la adición de los fármacos; 2) los potenciales de placa terminal en miniatura (PPTM); 3) la eficacia de la 4-aminopiridina en la reversión del bloqueo neuromuscular. El mecanismo de la interacción se estudió en Biventer cervicis (n = 5) y diafragma de ratón desnervado (n = 5), observándose la influencia de la procainamida en la respuesta a la acetilcolina antes y después de la adición de la procainamida. RESULTADOS: De forma aislada, la procainamida no alteró las respuestas neuromusculares. El bloqueo producido con el Grupo III fue de 68,6% &plusmn; 7,1%, con una diferencia significativa (p = 0,0067) con relación al Grupo II (10,4% &plusmn; 4,5%), revertido por la 4-aminopiridina. La procainamida ocasionó un aumento en la frecuencia de los PPTM, seguido de bloqueo revertido por la 4-aminopiridina. En Biventer cervicis, la procainamida aumentó la respuesta a la acción de contracción de la acetilcolina, resultado no observado con el diafragma desnervado. CONCLUSIONES: La procainamida potenció el bloqueo producido por el rocuronio. Las alteraciones observadas con PPTM y Biventer cervicis identificaron una acción presináptica. El antagonismo de la 4-aminopiridina sobre el bloqueo de los PPTMs sugirió la desensibilización de los receptores por la procainamida. <![CDATA[<B>Anesthesia for endoscopic ventriculostomy for the treatment of hydrocephalus</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A terceiro-ventriculostomia endoscópica está se tornando um procedimento de rotina entre as intervenções neurocirúrgicas infantis. Entretanto, relatos sobre anestesia para crianças submetidas a tais procedimentos ainda são escassos. O objetivo desta série de casos foi demonstrar os cuidados e a eficácia do método empregado. RELATO DOS CASOS: Foram avaliadas retrospectivamente 38 crianças abaixo de 2 anos que se submeteram à terceiro-ventriculostomia neuroendoscópica para tratamento de hidrocefalia obstrutiva no período de 1999 a 2004 no Biocor Instituto. Foram estudados o diagnóstico, comorbidades, idade, peso, técnica anestésica, monitorização e as complicações intra e pós-operatórias. Todos os pacientes, entre 1 semana e 20 meses, apresentavam hidrocefalia obstrutiva por compressão do aqueduto de etiologia variada. A indução anestésica em 35 crianças foi por via inalatória e por via venosa em três delas. A monitorização de 34 pacientes foi com eletrocardiograma, oxímetro de pulso, capnógrafo e termômetro esofágico, sendo quatro crianças monitorizadas com pressão arterial invasiva contínua. A manutenção da anestesia em 15 pacientes foi balanceada com fentanil e isoflurano e em outros 23 pacientes inalatória com isoflurano. Trinta e cinco crianças foram extubadas após o procedimento na sala cirúrgica e outras três no CTI. Seis pacientes foram encaminhados ao CTI após a extubação. Complicações observadas: disritmias cardíacas sem repercussão hemodinâmica no intra-operatório (seis casos). Dois pacientes tiveram sangramento intra-operatório, mas somente um deles demandou implante de derivação ventricular externa. As complicações no pós-operatório foram: vômitos (6), picos febris (4) convulsões (2), laringoespasmo (1) e estridor laríngeo (1). CONCLUSÕES: A terceiro-ventriculostomia apresenta baixa incidência de complicações mesmo em pacientes com menos de 24 meses, desde que sejam adotadas técnicas anestésicas e cirúrgicas adequadas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Endoscopic third ventriculostomy is becoming routine among neurosurgical pediatric procedures. However, reports on anesthesia for children undergoing such procedures are rare. The aim of this series of cases was to demonstrate the precautions that should be taken and efficacy of the method used. CASE REPORT: Thirty-eight children younger than 2 years, who underwent neuroendoscopic third ventriculostomy for the treatment of obstructive hydrocephalus from 1999 to 2004 at the Biocor Instituto were evaluated retrospectively. The diagnosis, comorbidities, age, weight, anesthetic technique, monitoring, and intra- and postoperative complications were evaluated. Patients, ages 1 week to 20 months, presented obstructive hydrocephalus secondary to compression of the aqueduct of different etiologies. In thirty-five children anesthesia was induced by inhalational anesthetics and in 3 by intravenous anesthetics. Thirty-four patients were monitored with electrocardiogram, pulse oxymeter, capnograph, and esophageal thermometer, while in 4 children it included also continuous invasive blood pressure monitoring. Fifteen patients had balanced maintenance anesthesia with fentanyl and isoflurane, and 23 children received inhalational isoflurane. Thirty-five children were extubated after the procedure in the surgical room and three in the ICU. Six patients were transferred to the ICU after extubation. The following complications were observed: intraoperative cardiac arrhythmias without hemodynamic repercussions (6 cases); two patients presented intraoperative bleeding, but in only one the placement of an external derivation was necessary. The postoperative complications included: vomiting (6), fever (4), seizures (2), laryngeal spasm (1), and stridor (1). CONCLUSIONS: Third ventriculostomy has a low incidence of complications, even in patients younger than 24 months, as long as proper anesthetic and surgical procedures are used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La tercero-ventriculostomía endoscópica se está convirtiendo en un procedimiento de rutina entre las intervenciones neuroquirúrgicas en niños. Sin embargo, relatos sobre anestesia para niños sometidos a esos procedimientos son escasos todavía. El objetivo de esta serie de casos fue demostrar los cuidados y la eficacia del método empleado. RELATO DE LOS CASOS: Se evaluaron retrospectivamente 38 niños por debajo de 2 años de edad que se sometieron a la tercero-ventriculostomía neuroendoscópica para tratamiento de hidrocefalia obstructiva en el período de 1999 a 2004 en el Biocor Instituto. Se estudiaron el diagnóstico, comorbidades, edad, peso, técnica anestésica, monitorización y las complicaciones intra y postoperatorias. Todos los pacientes, entre 1 semana y 20 meses, presentaban hidrocefalia obstructiva por compresión del acueducto de etiología variada. La inducción anestésica en 35 niños fue por inhalación y por vía venosa en 3 de ellos. La monitorización de 34 pacientes fue con electrocardiograma, oxímetro de pulso, capnógrafo y termómetro esofágico, siendo 4 niños monitorizados con presión arterial invasiva continua. El mantenimiento de la anestesia en 15 pacientes fue balanceada con fentanil e isoflurano y en otros 23 pacientes inhalatoria con isoflurano. Treinta y cinco niños fueron extubados después del procedimiento en la sala quirúrgica y otros tres en el CTI. Seis pacientes fueron llevados al CTI después de la extubación. Complicaciones observadas: arritmias cardíacas sin repercusión hemodinámica en el intraoperatorio (6 casos). de los pacientes presentaron sangramiento intraoperatorio, pero solamente uno de ellos necesitó implante de derivación ventricular externa. Las complicaciones en el postoperatorio fueron: vómito (6), picos de fiebre (4) convulsione (2), laringoespasmo (1) y estridor laríngeo (1). CONCLUSIONES: La tercero-ventriculostomía presenta una baja incidencia de complicaciones incluso en pacientes con menos de 24 meses, siempre que sean adoptadas las técnicas anestésicas y quirúrgicas adecuadas. <![CDATA[<B>Anesthesia for pacemaker implant in an adult patient with unoperated univentricular heart</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Ventrículo único é anormalidade rara encontrada em cerca de 1% dos pacientes com cardiopatia congênita. Somente 11 casos de pacientes com ventrículo único não-operado e idade acima de 50 anos foram relatados na literatura. Este trabalho teve como objetivo descrever a conduta anestésica em paciente com ventrículo único para implante de marca-passo. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 47 anos, com presença de dupla via de entrada do ventrículo esquerdo, L-transposição de grandes artérias e estenose subpulmonar, sem correção cirúrgica prévia, foi agendada para implante de marca-passo cardíaco definitivo seqüencial de duas câmaras. Ao MAPA apresentava bloqueio atrioventricular de segundo grau e uma freqüência cardíaca média de 45 bpm. Os exames pré-operatórios mostravam hematócrito de 57%, coagulograma normal, função ventricular preservada. A monitorização constou de oxímetro de pulso, ECG nas derivações D II e V5, PIA, capnógrafo e analisador de gases. Um marca-passo temporário transcutâneo foi disponibilizado no caso de bradicardia intensa. A anestesia foi induzida com fentanil (0,25 mg), etomidato (20 mg) e atracúrio (35 mg). Quatro minutos após a indução, a freqüência cardíaca diminuiu para 30 bpm, sendo administrado 1 mg de atropina, com reversão da bradicardia. A anestesia foi mantida com sevoflurano a 2,5%, ar 60% e oxigênio 40%. O estado hemodinâmico e a saturação de oxigênio permaneceram estáveis. A paciente foi encaminhada à unidade de terapia intensiva estável e extubada ao final do procedimento. CONCLUSÕES: A conduta anestésica para implante de marca-passo em paciente de 47 anos com dupla via de entrada do ventrículo esquerdo e estenose subpulmonar não-operada foi adequada, haja vista que permitiu a realização do procedimento indicado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Single ventricle is a rare abnormality, affecting 1% of the patients with congenital cardiopathy. Only 11 cases of patients with unoperated univentricular heart older than 50 years were reported in the literature. The aim of this report was to describe the anesthetic conduct in a patient with univentricular heart undergoing pacemaker implant. CASE REPORT: A female patient, 47 years old, with double outlet left ventricle, L-transposition of the great vessels, and pulmonary stenosis, without prior surgical correction, was scheduled for definitive implant of a sequential dual-chamber pacemaker. The ABPM demonstrated second degree atrioventricular block and a mean heart rate of 45 bpm. Preoperative exams showed a hematocrit of 57%, normal coagulation studies, and preserved ventricular function. Monitoring consisted of pulse oxymeter, ECG on D II and V5, IBP, capnograph, and gas analyzer. A temporary transcutaneous pacemaker was available in case of severe bradycardia. Anesthesia was induced with fentanyl (0.25 mg), etomidate (20 mg), and atracurium (35 mg). Four minutes after anesthetic induction, the heart rate decreased to 30 bmp and 1 mg of atropine was administered with reversal of the bradycardia. Anesthesia was maintained with 2.5% sevoflurane, 60% room air, and 40% oxygen. Hemodynamic parameters and oxygen saturation remained stable. The patient was transferred to the intensive care unit in stable condition and extubated at the end of the procedure. CONCLUSIONS: The anesthetic conduct for pacemaker implant in a 47-year old patient with non-operated double outlet left ventricle and pulmonary stenosis was appropriate, since it allowed the procedure to be performed.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Ventrículo único es una anormalidad rara encontrada en aproximadamente 1% de los pacientes con cardiopatía congénita. Solamente 11 casos de pacientes con ventrículo único no operado y edad por encima de los 50 años, fueron relatados en la literatura. Este trabajo tiene el objetivo de describir la conducta anestésica en paciente con ventrículo único para implante de marcapaso. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 47 años, con doble vía de entrada del ventrículo izquierdo, L-transposición de grandes arterias y estenosis subpulmonar, sin corrección quirúrgica previa, se marcó consulta para implante de marcapaso cardíaco definitivo secuencial de dos cámaras. En el MAPA presentaba bloqueo atrioventricular de segundo grado y una frecuencia cardiaca promedio de 45bpm. Los exámenes preoperatorios mostraban hematócrito de 57%, coagulograma normal, función ventricular preservada. La monitorización constó de oxímetro de pulso, ECG en las derivaciones D II y V5, PIA, capnógrafo y analizador de gases. Un marcapaso temporal transcutáneo quedó a disposición para el caso de bradicardia intensa. La anestesia se indujo con fentanil (0.25 mg), etomidato (20 mg) y atracurio (35 mg). Cuatro minutos después de la inducción, la frecuencia cardiaca disminuyó para 30bpm siendo administrado 1 mg de atropina, con reversión de la bradicardia. La anestesia se mantuvo con sevoflurano a 2.5%, aire 60% y oxígeno 40%. El estado hemodinámico y la saturación de oxígeno permanecieron estables. La paciente fue llevada a la unidad de terapia intensiva estable y extubada al final del procedimiento. CONCLUSIONES: La conducta anestésica para implante de marcapaso en paciente de 47 años con doble vía de entrada del ventrículo izquierdo y estenosis subpulmonar no operada, fue adecuada, ya que permitió la realización del procedimiento indicado. <![CDATA[<B>Pain</B>: <B>current aspects on peripheral and central sensitization</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As pesquisas recentes têm focalizado a plasticidade bioquímica e estrutural do sistema nervoso decorrente da lesão tissular. Os mecanismos envolvidos na transição da dor aguda para crônica são complexos e envolvem a interação de sistemas receptores e o fluxo de íons intracelulares, sistemas de segundo mensageiro e novas conexões sinápticas. O objetivo deste artigo foi discutir os novos mecanismos que envolvem a sensibilização periférica e central. CONTEÚDO: A lesão tissular provoca aumento na resposta dos nociceptores, chamada de sensibilização ou facilitação. Esses fenômenos iniciam-se após a liberação local de mediadores inflamatórios e a ativação de células do sistema imune ou de receptores específicos no sistema nervoso periférico e central. CONCLUSÕES: As lesões do tecido e dos neurônios resultam em sensibilização de nociceptores e facilitação da condução nervosa central e periférica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Current research has focused on the biochemical and structural plasticity of the nervous system secondary to tissue injury. The mechanisms involved in the transition from acute to chronic pain are complex and involve the interaction of receptor systems and the flow of intracellular ions, second messenger systems, and new synaptic connections. The aim of this article was to discuss the new mechanisms concerning peripheral and central sensitization. CONTENTS: Tissue injury increases the response of nociceptors, known as sensitization or facilitation. These phenomena begin after the local release of inflammatory mediators and the activation of the cells of the immune system or specific receptors in the peripheral and central nervous system. CONCLUSIONS: Tissue and neuronal lesions result in sensitization of the nociceptors and facilitation of the central and peripheral nervous conduction.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las recientes investigaciones se han centrado en la plasticidad bioquímica y estructural del sistema nervioso proveniente de la lesión tisular. Los mecanismos involucrados en transición del dolor agudo para crónico son complejos e involucran la interacción de sistemas receptores y el flujo de iones intracelulares, sistemas de segundo mensajero y nuevas conexiones sinápticas. El objetivo de este artículo fue discutir los nuevos mecanismos que envuelven la sensibilización periférica y central. CONCLUSION: La lesión tisular provoca un aumento en la respuesta de los nociceptores, llamada sensibilización o facilitación. Esos fenómenos empiezan después de la liberación local de mediadores inflamatorios y de la activación de células del sistema inmune o de receptores específicos en el sistema nervioso periférico y central. CONCLUSIONES: Las lesiones del tejido y de las neuronas resultan en una sensibilización de nociceptores y en la facilitación de la conducción nerviosa central y periférica. <![CDATA[<B>Ultrasound-guided nerve blocks</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As técnicas de bloqueios nervosos guiados por ultra-som são baseadas na visualização direta das estruturas nervosas, da agulha de bloqueio e das estruturas anatômicas adjacentes. Desta maneira, é possível depositar a solução de anestésico local precisamente em torno dos nervos e acompanhar a sua dispersão em tempo real, obtendo-se, assim, um bloqueio mais eficaz, de menor latência, menor dependência de referências anatômicas, menor volume de solução anestésica e maior segurança. CONTEÚDO: O artigo revisa os aspectos relativos aos mecanismos físicos para formação de imagens, a anatomia ultra-sonográfica do neuroeixo e dos plexos braquial e lombossacral, os equipamentos e materiais empregados nos bloqueios, os ajustes do aparelho de ultra-som para melhorar as imagens, os planos de visualização das agulhas de bloqueio e as técnicas e o treinamento em bloqueios guiados por ultra-som. CONCLUSÕES: Os passos para se obter sucesso em anestesia regional incluem a identificação exata da posição dos nervos, a localização precisa da agulha, sem lesões nas estruturas adjacentes e, finalmente, a injeção cuidadosa de anestésico local junto aos nervos. Embora a neuroestimulação forneça grande auxílio na identificação dos nervos, esta não consegue, isoladamente, preencher todas essas exigências. Por isso, acredita-se que os bloqueios guiados por ultra-som serão a técnica de eleição para anestesia regional num futuro não muito distante.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Ultrasound-guided nerve blocks are based on the direct visualization of nerve structures, needle, and adjacent anatomic structures. Thus, it is possible to place the local anesthetic precisely around the nerves and follow its dispersion in real time, obtaining, therefore, more effective blockades, reduced dependency on anatomic references, decreased anesthetic volume, and increased safety. CONTENTS: The aim of this paper was to review the physical mechanisms of image formation, ultrasound anatomy of the neuro axis and of the brachial and lumbosacral plexuses, equipment and materials used in the blockades, settings of the ultrasound equipment to improve the image, planes of visualization of the needles, the techniques, and training in ultrasound-guided nerve blocks. CONCLUSIONS: The steps for a successful regional block include the identification of the exact position of the nerves, the precise localization of the needle, without causing injuries to adjacent structures, and, finally, the careful administration of the local anesthetic close to the nerves. Although neurostimulation is very useful in identifying nerves, it does not fulfill all those requirements. Therefore, it is believed that ultrasound-guided nerve blocks will be the technique of choice in regional anesthesia in a not too distant future.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las técnicas de bloqueos nerviosos guiados por ultrasonido se basan en la visualización directa de las estructuras nerviosas, de la aguja de bloqueo y de las estructuras anatómicas adyacentes. De esa manera, se puede depositar la solución de anestésico local precisamente en torno de los nervios y acompañar su dispersión en tiempo real, obteniéndose así, un bloqueo más eficaz, de menor latencia, menor dependencia de referencias anatómicas, menor volumenn de solución anestésica y una mayor seguridad. CONCLUSION: El artículo revisa los aspectos relativos a los mecanismos físicos para la formación de imágenes, la anatomía ultra sonográfica del neuro eje y de los plexos braquial y lumbo sacral, los equipos y materiales empleados en los bloqueos, los ajustes del aparato de ultrasonido para mejorar las imágenes, los planos de visualización de las agujas de bloqueo y las técnicas y el entrenamiento en bloqueos guiados por ultrasonido. CONCLUSIONES: Los pasos para obtener el éxito en anestesia regional incluyen la identificación exacta de la posición de los nervios, la localización precisa de la aguja, sin lesiones en las estructuras adyacentes y, finalmente, la inyección cuidadosa de anestésico local junto a los nervios. Aunque la neuro estimulación sea de gran ayuda en la identificación de los nervios, ella no logra, aisladamente, rellenar todas esas exigencias. A causa de eso, se cree que los bloqueos guiados por ultrasonido serán la técnica de elección para la anestesia regional en un futuro no muy distante.