Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420070002&lang=en vol. 57 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Side effects of subarachnoid and epidural sufentanil associated with a local anesthetic in patients undergoing labor analgesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A associação do opióide ao anestésico local melhora a qualidade da analgesia de parto e reduz o risco de toxicidade sistêmica pelo anestésico local. Os opióides, entretanto, podem determinar efeitos colaterais. O objetivo desta pesquisa foi comparar os efeitos adversos determinados pelo sufentanil, administrado por via subaracnóidea, associado à bupivacaína, com aquele determinado pelo sufentanil por via peridural, associado à ropivacaína, nas doses utilizadas no Serviço de Anestesia, em gestantes submetidas à analgesia de parto. MÉTODO: Participaram do estudo 60 pacientes, estado físico ASA I e II, com idade entre 15 e 42 anos, com gestação a termo e fetos saudáveis, submetidas à analgesia de parto. Foram distribuídas de forma aleatória em dois grupos: G1 - Duplo bloqueio - bupivacaína a 0,5% (2,5 mg) e sufentanil (5 &micro;g) pela via subaracnóidea, G2 - Peridural - ropivacaína a 0,2% (20 mg) e sufentanil (10 &micro;g) pela via peridural. Para doses complementares foi administrada ropivacaína a 0,2% (12 mg) e para resolução do parto, ropivacaína a 1% (50 mg). As pacientes foram avaliadas após analgesia (M1) com relação a hipotensão arterial, bradicardia materna, prurido, náusea, vômito, depressão respiratória e sedação. No pós-operatório (M2), quanto à presença de náusea, vômito, prurido, sedação, retenção urinária e dor. Os recém-nascidos foram avaliados pelo índice de Apgar. Para análise estatística, foram utilizados teste t de Student, Mann-Whitney e Qui-quadrado. RESULTADOS: Os grupos foram similares com relação à idade, ao peso, à altura, à duração do período de trabalho de parto após analgesia, ao Apgar dos recém-nascidos, à ocorrência de hipotensão arterial, bradicardia, náusea, vômito, prurido e retenção urinária. A sedação foi mais freqüente nas pacientes de G2, em M1 (50%) com diferença estatística significativa. CONCLUSÕES: O sufentanil nas doses utilizadas, administrado por via subaracnóidea ou peridural, associado aos anestésicos locais, determinou similaridade na duração do trabalho de parto após analgesia e no Apgar dos recém-nascidos. A sedação foi o efeito adverso mais freqüente nas pacientes que receberam o opióide pela via peridural.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The association of an opioid with a local anesthetic improves the quality of labor analgesia and reduces the risk of systemic toxicity of the local anesthetic. However, opioids are not devoid of side effects. The aim of this study was to compare the side effects of subarachnoid sufentanil associated with bupivacaine to those caused by epidural sufentanil associated with ropivacaine in the doses used in the Anesthesiology Department in pregnant women undergoing labor analgesia. METHODS: Sixty pregnant women, ASA physical status I and II, ages between 15 and 42 years, at term and with healthy fetuses, undergoing labor analgesia were enrolled in this study. They were randomly divided in two groups: G1 - combined spinal epidural anesthesia - 0.5% bupivacaine (2.5 mg) and subarachnoid sufentanil (5 &micro;g); G2 - Epidural Block - 0.2% ropivacaine (20 mg), and epidural sufentanil (10 &micro;g). Complementary doses of 0.2% ropivacaine (12 mg) were administered whenever necessary, and 1% ropivacaine (50 mg) was administered for labor resolution. Patients were evaluated after analgesia (M1) regarding the presence of hypotension, maternal bradycardia, pruritus, nausea, vomiting, respiratory depression, and sedation. They were also evaluated postoperatively (M2) regarding the presence of nausea, vomiting, pruritus, sedation, urinary retention, and pain. Newborns were evaluated by the Apgar score. The test t Student, Mann-Whitney test, and Chi-Square test were used for the statistical analysis. RESULTS: Both groups were similar regarding age, weight, height, duration of labor after analgesia, Apgar score of the newborns, hypotension, maternal bradycardia, nausea, vomiting, pruritus, and urinary retention. Sedation was more frequent in patients in G2 at M1 (50%), which was statistically significant. CONCLUSION: Subarachnoid or epidural sufentanil, in the doses used in this study, associated with local anesthetics, had the same effect on the duration of labor after analgesia and in the Apgar score of newborns. Sedation was the most frequent side effect in patients receiving epidural sufentanil.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La asociación del opioide con el anestésico local mejora la calidad de la analgesia de parto y reduce el riesgo de toxicidad sistémica por el anestésico local. Los opioides, sin embargo, pueden determinar efectos colaterales. El objetivo de esta investigación fue comparar los efectos adversos determinados por el sufentanil, administrado por vía subaracnoidea, asociado a la bupivacaína, con aquel determinado por el sufentanil por vía peridural, asociado a la ropivacaína, en las dosis utilizadas en el Servicio de Anestesia, en embarazadas sometidas a la analgesia de parto. MÉTODO: Participaron del estudio 60 pacientes, estado físico ASA I y II, con edad entre los 15 y los 42 años, con embarazo en tiempo y fetos saludables, sometidas a la analgesia de parto. Se distribuyeron aleatoriamente en de los grupos: G1 Doble bloqueo bupivacaína a 0,5% (2,5 mg) y sufentanil (5 &micro;g) por vía subaracnoidea, G2 Peridural ropivacaína a 0,2% (20 mg) y sufentanil (10 &micro;g) por vía peridural. Para dosis complementarias fue administrada ropivacaína a 0,2% (12 mg) y para resolución del parto, ropivacaína a 1% (50 mg). Las pacientes se evaluaron después de la analgesia (M1) con relación a la hipotensión arterial, bradicardia materna, prurito, náusea, vómito, depresión respiratoria y sedación. En el postoperatorio (M2), en cuanto a la presencia de náusea, vómito, prurito, sedación, retención urinaria y dolor. Los recién nacidos se evaluaron por el índice de Apgar. Para análisis estadístico, se utilizaron la prueba t de Student, Mann-Whitney y Qui-cuadrado. RESULTADOS: Los grupos fueron similares con relación a la edad, al peso, a la altura, a la duración del período de trabajo de parto después de la analgesia, al Apgar de los recién nacidos, a la existencia de hipotensión arterial, bradicardia, náusea, vómito, prurito y retención urinaria. La sedación fue más frecuente en las pacientes de G2, en M1 (50%) con diferencia estadística significativa. CONCLUSIONES: El sufentanil en las dosis utilizadas, administrado por vía subaracnoidea o peridural, asociado a los anestésicos locales, determinó similitud en la duración del trabajo de parto después de la analgesia y en el Apgar de los recién nacidos. La sedación fue el efecto adverso más frecuente en las pacientes que recibieron el opioide por vía peridural. <![CDATA[<B>0.5% enantiomeric excess bupivacaine (S75-R25), 0.5% racemic bupivacaine, and 2%lidocaine for facial nerve block by the O'Brien technique</B>: <B>a comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Mistura de enantiômeros da bupivacaína em diferentes formulações, S75-R25 ou S90-R10, foi proposta objetivando menor cardiotoxicidade e bloqueio motor satisfatório. O objetivo deste estudo foi comparar o tempo de instalação e o grau de bloqueio motor utilizando a bupivacaína com excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,5%, a bupivacaína racêmica a 0,5% e a lidocaína a 2% no bloqueio do nervo facial pela técnica de O'Brien. MÉTODO: Participaram do estudo 45 pacientes, com idade acima de 60 anos, programados para tratamento cirúrgico de catarata sob bloqueio retrobulbar, precedido pela acinesia de O'Brien. Os pacientes foram divididos de forma aleatória em três grupos de 15, de acordo com a solução anestésica empregada para o bloqueio do nervo facial: Grupo L (Lidocaína), Grupo B (Bupivacaína) e Grupo M (S75-R25). Foram injetados 3 mL da solução. Foram verificados o tempo de instalação e o grau do bloqueio motor (Graus 1, 2 e 3) aos 15 segundos após a injeção e, sucessivamente, a cada 15 segundos até completar 180 segundos. RESULTADOS: As manifestações iniciais do bloqueio foram mais rápidas (15s) no Grupo L do que nos Grupos B e M. Não houve diferença entre os Grupos B e M. Todos os pacientes do Grupo L apresentaram bloqueio motor Grau 3 em até 60 segundos, tempo menor do que aqueles observados nos Grupos B e M (120 e 135, respectivamente). Os grupos B e M tiveram comportamento semelhante ao longo do estudo, não havendo diferença estatística entre eles. Aos 180 segundos o bloqueio motor Grau 3 foi semelhante nos três grupos. CONCLUSÕES: A instalação do bloqueio motor e o grau máximo de bloqueio foram obtidos com mais rapidez com a lidocaína a 2%. O mesmo grau foi atingido pela bupivacaína racêmica e pela S75-R25, porém em tempo maior. Esses dois anestésicos apresentaram o mesmo comportamento com relação à latência e ao grau máximo do bloqueio motor, e ao término de 180 segundos não havia mais diferença na intensidade deste entre as três soluções estudadas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Enantiomeric mixtures of bupivacaine in different formulations, S75-R25 or S90-R10, were proposed aiming at reducing the cardiotoxicity and with a satisfactory motor blockade. The aim of this study was to compare the length of time until the appearance of the motor blockade and its degree using 50% enantiomeric excess 0.5% bupivacaine (S75-R25), 0.5% racemic bupivacaine, and 2% lidocaine for facial nerve block by the O'Brien technique. METHODS: Forty-five patients, over 60 years old, scheduled for the surgical treatment of cataracts under retrobulbar block preceded by O'Brien paralysis participated in this study. Patients were randomly divided in three groups of 15 patients, according to the anesthetic used for the facial nerve block: Group L (Lidocaine), Group B (Bupivacaine), and Group M (S75-R25). Three milliliters of the solution were administered. The length of time for motor blockade to become apparent and the degree of the motor block (Grades 1, 2, and 3) were evaluated 15 seconds after the injection and every 15 seconds until it reached 180 seconds. RESULTS: The initial manifestations of the blockade were faster (15 s) in Group L. There were no differences between Groups B and M. Every patient in Group L showed Grade 3 motor block in up to 60 seconds, which was faster than Groups B and M (120 and 135 seconds, respectively). Groups B and M had similar behavior during the study, without any statistically significant difference. At 180 seconds, the incidence of Grade 3 motor block was similar in all three groups. CONCLUSIONS: The beginning of the motor blockade and its maximal degree were achieved faster with 2% lidocaine. The same degree was achieved by racemic bupivacaine and S75-R25, but it took longer. These two anesthetics showed the same behavior regarding the latency and the maximal degree of motor block, but at the end of 180 seconds there were no differences in the intensity of the blockade among the three groups.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Mezcla de enantiómeros de la bupivacaína en diferentes formulaciones, S75-R25 o S90-R10, fueron propuestos objetivando una menor cardiotoxicidad y bloqueo motor satisfactorio. El objetivo de este estudio fue comparar el tiempo de instalación y el grado de bloqueo motor utilizando la bupivacaína con exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,5%, la bupivacaína racémica a 0,5% y la lidocaína a 2% en el bloqueo del nervio facial por la técnica de O'Brien. MÉTODO: Participaron del estudio 45 pacientes, con edad por encima de los 60 años, programados para tratamiento quirúrgico de catarata bajo bloqueo retrobulbar, precedido por la acinesia de O'Brien. Los pacientes fueron divididos aleatoriamente en 3 grupos de 15, de acuerdo con la solución anestésica empleada para el bloqueo del nervio facial: Grupo L (Lidocaína), Grupo B (Bupivacaína) y Grupo M (S75-R25). Fueron inyectados 3 mL de la solución. Fueron verificados el tiempo de instalación y el grado del bloqueo motor (Grados 1, 2 y 3) a los 15 segundos después de la inyección y sucesivamente a cada 15 segundos hasta completar los 180 segundos. RESULTADOS: Las manifestaciones iniciales del bloqueo fueron más rápidas (15 s) en el Grupo L que en los Grupos B y M. No hubo diferencia entre los Grupos B y M. Todos los pacientes del Grupo L presentaron bloqueo motor Grado 3 en hasta 60 segundos, tiempo menor que aquellos observados en los Grupos B y M (120 y 135, respectivamente). Los grupos B y M tuvieron un comportamiento semejante a lo largo del estudio, no habiendo diferencia estadística entre ellos. A los 180 segundos el bloqueo motor Grado 3 fue semejante en los 3 Grupos. CONCLUSIONES: La instalación del bloqueo motor y el grado máximo de bloqueo se obtuvieron más rápidamente con la lidocaína a 2%. El mismo grado se alcanzó por la bupivacaína racémica y por la S75-R25, pero sin embargo en tiempo mayor. Esos de los anestésicos presentaron el mismo comportamiento en relación a la latencia y al grado máximo del bloqueo motor, siendo que al término de 180 segundos, no había más diferencia en la intensidad de este entre las tres soluciones estudiadas. <![CDATA[<B>Preoperative anxiety in surgeries of the breast</B>: <B>a comparative study between patients with suspected breast cancer and that undergoing cosmetic surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A avaliação da ansiedade não faz parte da rotina da avaliação pré-anestésica (APA), o que faz com que situações especiais em que o estado emocional dos pacientes possa estar alterado, passem despercebidas pelo anestesiologista. Este estudo visou comparar, no momento da APA ambulatorial, fatores de risco, intensidade e prevalência de ansiedade em pacientes com suspeita de câncer de mama e a serem submetidas a procedimentos cirúrgicos estéticos de mama. MÉTODO: Após aprovação pelo Comitê de Ética, foram estudadas, no ambulatório de APA, 114 pacientes, ASA I ou II, idade > 14 anos, divididas nos grupos: GMAMA - pacientes com suspeita de câncer de mama; GPLAST - pacientes a serem submetidas à cirurgia plástica estética. Após consentimento esclarecido, as pacientes responderam o teste de avaliação de ansiedade (IDATE - Inventário de Ansiedade Traço-Estado) antes da avaliação pré-anestésica. Foram analisados: dados sociodemográficos; experiência com procedimentos cirúrgicos anteriores; número e percentual de pacientes com ansiedade baixa, moderada e alta (IDATE I e II); mediana das pontuações das escalas IDATE I e II. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos em relação aos dados sociodemográficos e experiência com procedimentos cirúrgicos anteriores. Observou-se diferença significativa dos níveis e prevalência de ansiedade-estado (IDATE I). Não foram identificados fatores de risco para ansiedade-estado e ansiedade-traço. CONCLUSÕES: As pacientes com suspeita de câncer de mama a serem submetidas à retirada de nódulo ou tecido mamário para diagnóstico apresentaram níveis e prevalência de ansiedade-estado alta maiores do que as pacientes a serem submetidas a mamoplastias; os níveis e a prevalência de ansiedade-traço foram similares nos dois grupos e não foram identificados fatores de risco para ansiedade-estado e ansiedade-traço.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Evaluation of anxiety is not part of the routine pre-anesthetic evaluation (APA). Therefore, special situations in which patients might present altered mood will go unnoticed by the anesthesiologist. The objective of this study was to compare, at the moment of the outpatient basis APA, the risk factors, severity, and prevalence of anxiety in patients with suspected breast cancer and those undergoing cosmetic surgery of the breast. METHODS: After approval by the Ethics Committee, 114 patients, ASA I or II, 14 years or older, were studied at the APA clinic; they were divided in two groups: GMAMA - patients with suspected breast cancer; GPLAST - patients undergoing cosmetic surgery. After signing the informed consent, patients answered the anxiety evaluation test (STAI - State-Trait Anxiety Inventory) before the preanesthetic evaluation. The following parameters were analyzed: socio-demographic data; prior experience with surgical procedures; number and percentage of patients with low, moderate, or high anxiety (STAI I and II); and median of the STAI I and II scores. RESULTS: Both groups were homogenous regarding the socio-demographic data and prior experience with surgical procedures. There was a significant difference in the levels and prevalence of anxiety-state (STAI I). No risk factors for anxiety-state and anxiety-trait were identified. CONCLUSIONS: Patients with suspected breast cancer scheduled for nodulectomy or removal of breast tissue for diagnosis, had higher levels and prevalence of anxiety-state than patients undergoing mammaplasty; the levels and prevalence of anxiety-trait were similar in both groups; no risk factors for anxiety-state and anxiety-trait were identified.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La evaluación de la ansiedad no forma parte de la rutina de la evaluación preanestésica (APA), lo que hace que situaciones especiales en que el estado emocional de los pacientes pueda estar alterado pasen desapercibidas por el anestesiólogo. Este estudio quiso comparar al momento de la APA ambulatorial, factores de riesgo, intensidad y prevalencia de ansiedad en pacientes con sospecha de cáncer de mama a ser sometidas a procedimientos quirúrgicos estéticos de mama. MÉTODO: Después de la aprobación por el Comité de Ética, fueron estudiadas en el ambulatorio de APA, 114 pacientes, ASA I o II, edad > 14 años, divididas en los grupos: GMAMA - pacientes con sospecha de cáncer de mama; GPLAST - pacientes a ser sometidas a cirugía plástica estética. Después del consentimiento aclarado, las pacientes respondieron al la prueba de evaluación de ansiedad (IDATE - Inventario de Ansiedad Trazo-Estado) antes de la evaluación preanestésica. Se analizaron: datos sociodemográficos; experiencia con procedimientos quirúrgicos anteriores; número y porcentaje de pacientes con ansiedad baja, moderada y alta (IDATE I y II); promedio de los puntajes de las escalas IDATE I y II. RESULTADOS: Los grupos fueron homogéneos en relación a los datos sociodemográficos y experiencia con procedimientos quirúrgicos anteriores. Se observó diferencia significativa de los niveles y prevalencia de ansiedad-estado (IDATE I). No fueron identificados factores de riesgo para ansiedad-estado y ansiedad-trazo. CONCLUSIONES: Las pacientes con sospecha de cáncer de mama a ser sometidas a la retirada de nódulo o tejido mamario para diagnóstico presentaron niveles y prevalencia de ansiedad-estado alta mayores que las pacientes a ser sometidas a mamoplastías; los niveles y la prevalencia de ansiedad-trazo fueron similares en los de los grupos y no fueron identificados factores de riesgo para ansiedad-estado y ansiedad-trazo. <![CDATA[<B>Measurement of anxiety and depression in preoperative patients. Comparative study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os pacientes que vão ser submetidos a um procedimento cirúrgico experimentam ansiedade. A ansiedade e a depressão são os distúrbios mais associados às doenças físicas. Na Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) não figuram itens que poderiam estar presentes em doenças físicas e na ansiedade e na depressão. O objetivo deste estudo foi medir a freqüência e o nível da ansiedade e da depressão em pacientes no pré-operatório e em um grupo-controle. MÉTODO: Setenta e nove pacientes internados no Departamento de Cirurgia da Santa Casa de São Paulo e 56 acompanhantes responderam a um questionário de dados sociodemográficos e a HADS. RESULTADOS: A avaliação dos sintomas mostrou que 35 (44,3%) pacientes e 36 (64,3%) acompanhantes foram considerados com ansiedade (teste Exato de Fisher - p = 0,03) e 21 (26,6%) pacientes e 23 (41,1%) acompanhantes foram considerados com depressão (p = 0,09). Com relação ao impacto das variáveis sociodemográficas sobre a medida da ansiedade e da depressão, foi observado apenas que os pacientes desempregados apresentaram nível mais elevado de ansiedade. CONCLUSÕES: Este estudo confirmou a possibilidade do uso da escala HADS de ansiedade e depressão em pacientes cirúrgicos internados. Ele mostrou também que a avaliação da ansiedade no período pré-operatório deve ser realizada, independentemente de o paciente apresentar ou não doença clínica e/ou cirúrgica grave, pois a freqüência de pacientes com ansiedade é relevante e estes merecem algum tipo de cuidado diferenciado no mínimo o uso de medicação ansiolítica antes da intervenção cirúrgica. Foram encontrados níveis muito maiores de ansiedade entre os acompanhantes dos pacientes. Essas pessoas, avaliadas sem que houvesse um concomitante problema clínico, possivelmente demonstraram estar expostas a um considerável nível de estresse, o que resultou em estado ansioso maior do que os pacientes que seriam submetidos a procedimento cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Patients scheduled for surgeries experience anxiety. Anxiety and depression are the disorders most commonly associated with organic diseases. The Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) does not include items that could be present in organic diseases and in anxiety and depression. The objective of this study was to measure the frequency and the level of anxiety and depression in preoperative patients and in a control group. METHODS: Seventy-nine patients admitted to the Surgical Department of Santa Casa de São Paulo and 56 caretakers answered a questionnaire on socio-demographic data and the HADS. RESULTS: The evaluation of the symptoms showed that 35 (44.3%) patients and 36 (64.3%) caretakers had anxiety (Fisher Exact test - p = 0.03) and 21 (26.6%) patients and 23 (41.1%) caretakers had depression (p = 0.09). Regarding the impact of the socio-demographic data on the measurement of anxiety and depression, it was only observed that patients that were unemployed had higher anxiety levels. CONCLUSIONS: This study confirmed that the HADS could be used in hospitalized surgical patients. It also showed that patients should be evaluated preoperatively for anxiety and depression, regardless of the presence of severe clinical and/or surgical disorders, because the frequency of patients with anxiety is relevant and they deserve a differentiated approach - at least the administration of tranquilizers before surgery. Caretakers presented significantly higher levels of anxiety. Those people, evaluated in the absence of concomitant clinical problems, probably demonstrated to be exposed to a considerable level of stress, resulting in a higher anxiety state than the patients scheduled for surgeries.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los pacientes que serán sometidos a un procedimiento quirúrgico tuvieron ansiedad. La ansiedad y la depresión son los disturbios más asociados a las enfermedades físicas. En la Escala Hospitalaria de Ansiedad y Depresión (HADS) no figuran ítems que podrían estar presentes en enfermedades físicas y en la ansiedad y en la depresión. El objetivo de este estudio fue medir la frecuencia y el nivel de la ansiedad y de la depresión en pacientes en el preoperatorio y en un grupo control. MÉTODO: Setenta y nueve pacientes internados en el Departamento de Cirugía de la Santa Casa de São Paulo y 56 acompañantes respondieron a un cuestionario de datos socio demográficos y la HADS. RESULTADOS: La evaluación de los síntomas mostró que 35 (44,3%) pacientes y 36 (64,3%) acompañantes fueron considerados con ansiedad (teste exacto de Fisher - p = 0,03) y 21 (26,6%) pacientes y 23 (41,1%) acompañantes fueron considerados con depresión (p = 0,09). En relación al impacto de las variables socio demográficas sobre la medida de la ansiedad y de la depresión, se observó apenas que los pacientes sin empleo presentaron un nivel más elevado de ansiedad. CONCLUSIONES: Este estudio confirmó la posibilidad del uso de la escala HADS de ansiedad y depresión en pacientes quirúrgicos internados. También nos mostró que la evaluación de la ansiedad en el período preoperatorio debe ser realizada, independientemente de que el paciente presente o no enfermedad clínica y/o quirúrgica grave, pues la frecuencia de pacientes con ansiedad es relevante y ellos merecen algún tipo de cuidado diferenciado, como mínimo el uso de medicación ansiolítica antes de la intervención quirúrgica. Fueron encontrados niveles significativamente mayores de ansiedad entre los acompañantes de los pacientes. Esas personas, evaluadas sin que existiese un concomitante problema clínico, posiblemente demostraron estar expuestas a un nivel ostensible de estrés, lo que conllevó a un estado de ansiedad mayor que el que tendrían los pacientes que serían sometidos a procedimiento quirúrgico. <![CDATA[<B>Implementation of a Preanesthetic Evaluation Service in a University Hospital</B>: <B>difficulties and results</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A avaliação pré-operatória é a chave principal para um bom preparo pré-operatório e manuseio intra-operatório. Quando realizada em nível ambulatorial permite uma análise melhor, possibilitando investigações adicionais, melhorando a qualidade do preparo e diminuindo os custos hospitalares. O objetivo deste estudo foi analisar a implantação e o desenvolvimento do Serviço de Avaliação Pré-Anestésica (SAPAN) em Hospital Universitário, verificando quais foram as dificuldades e os resultados positivos encontrados. MÉTODO: Foram avaliados os dados relativos aos pacientes atendidos no ambulatório do SAPAN, pelos médicos em especialização com supervisão de um docente, nos primeiros nove meses de instalação. A consulta era feita seguindo uma ficha padronizada. Ao término, os pacientes eram liberados para o procedimento cirúrgico ou encaminhados para consulta com outros especialistas para controle de doenças específicas. Analisou-se o número de pacientes avaliados e o número de procedimentos cirúrgicos eletivos realizados nesse período e as diversas especialidades cirúrgicas, porcentagem de pacientes com intervenção cirúrgica suspensa por necessidade de controle de doenças, e as especialidades clínicas mais solicitadas. RESULTADOS: Realizaram-se 913 consultas ambulatoriais e 5.409 intervenções cirúrgicas eletivas. Várias clínicas não encaminharam seus pacientes para a avaliação. Por necessidade clínica, 11,9% dos pacientes tiveram o procedimento cirúrgico suspenso, e as clínicas envolvidas foram cardiologia (43,08%), pneumologia (25,74%), hematologia (21,65%) e endocrinologia (9,52%). CONCLUSÕES: Embora grande parte dos pacientes não tenha sido encaminhada pelas especialidades cirúrgicas, os dados iniciais do SAPAN permitiram demonstrar os benefícios de um serviço de preparo ambulatorial dos pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Preoperative evaluation is the key for a good preoperative preparation and intraoperative handling. When done in the outpatient clinic, it allows for better analysis and further investigation, improving the quality of the preparation and decreasing hospital costs. The aim of this study was to analyze the implementation of the Serviço de Avaliação Pré-Anestésica (SAPAN Preanesthetic - Service) in a University Hospital, and to determine the difficulties and positive results. METHODS: The data regarding patients seen at the SAPAN clinic, by the residents, under the supervision of an attending physician, in the first nine months after its implementation was reviewed. The consultation followed a standard form. At the end of the preanesthetic evaluation, patients were either cleared for surgery or referred to other specialties for the treatment of specific diseases. The items analyzed were: number of patients evaluated, number of elective surgeries performed during this period, surgical specialties involved, percentage of patients whose surgeries were cancelled due to the need to control underlying diseases, and clinical specialties requested the most to evaluate and treat those patients. RESULTS: Nine hundred and thirteen outpatient consultations and 5,409 elective surgeries were performed. In 11.9% of the cases, the surgeries were cancelled for medical reasons, and the most frequent specialties involved were cardiology (43.08%), pneumology (25.74%), hematology (21.65%), and endocrinology (9.52%). CONCLUSIONS: Although the majority of patients was not referred by the surgical specialties, the initial SAPAN data demonstrated the benefits of a preanesthetic evaluation service.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La evaluación preoperatoria es la clave principal para una buena preparación preoperatoria y el manoseo intraoperatorio. Cuando se realizada en un nivel ambulatorial permite un mejor análisis, posibilitando investigaciones adicionales, mejorando la calidad de la preparación y disminuyendo los costes hospitalarios. El objetivo de este estudio fue analizar la implantación y el desarrollo del Servicio de Evaluación Preanestésica (SAPAN) en Hospital Universitario, verificando cuáles fueron las dificultades y los resultados positivos encontrados. MÉTODO: Se evaluaron los datos relativos a los pacientes atendidos en el ambulatorio del SAPAN, por los médicos en especialización con supervisión de un docente, en los primeros nueve meses de instalación. La consulta era hecha siguiendo una ficha estándar. Al término los pacientes eran liberados para el procedimiento quirúrgico o enviados para consulta con otros especialistas para control de enfermedades específicas. Se analizó el número de pacientes evaluados y el número de procedimientos quirúrgicos electivos realizados en ese período y las diversas especialidades quirúrgicas, el porcentaje de pacientes con intervención quirúrgica suspendida por necesidad de control de enfermedades, y las especialidades clínicas más solicitadas. RESULTADOS: Se realizaron 913 consultas ambulatoriales y 5.409 intervenciones quirúrgicas electivas. Varias clínicas no enviaron sus pacientes para evaluación. Por necesidad clínica 11,9% de los pacientes tuvieron el procedimiento quirúrgico suspendido, siendo que las clínicas involucradas fueron cardiología (43,08%), neumología (25,74%), hematología (21,65%) y endocrinología (9,52%). CONCLUSIONES: Aunque una gran parte de los pacientes no hayan sido enviados por las especialidades quirúrgicas, los datos iniciales del SAPAN permitieron demostrar los beneficios de un servicio de preparación ambulatorial de los pacientes. <![CDATA[<B>Severe hemodynamic instability during the use of isoflurane in a patient with idiopathic scoliosis</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O isoflurano é considerado um anestésico inalatório seguro. Apresenta reduzido grau de biotransformação, baixa toxicidade hepática e renal. Em concentrações clínicas apresenta efeito inotrópico negativo mínimo, diminuição da resistência vascular sistêmica e, raramente, pode provocar disritmias cardíacas. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de instabilidade hemodinâmica grave em paciente portador de escoliose idiopática. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 13 anos, estado físico ASA I, sem antecedente de alergia a medicamentos, agendado para correção cirúrgica de escoliose idiopática. Após indução da anestesia com fentanil, midazolam, propofol e atracúrio, isoflurano a 1%, em 100% de oxigênio foi então iniciado para manutenção. Cinco minutos depois, o paciente apresentou hipotensão arterial grave (PAM = 26 mmHg) associada à taquicardia sinusal (FC = 166 bpm) que não respondeu ao uso de vasopressores e infusão de volume. A ausculta pulmonar e precordial, oximetria, capnografia, temperatura nasofaríngea e gasometria arterial revelaram-se sem alterações. O paciente recebeu tratamento para anafilaxia e a intervenção cirúrgica foi interrompida. A clara relação temporal entre a administração de isoflurano e a ocorrência dos sintomas sugeriu um diagnóstico de intolerância cardiovascular à administração inalatória de isoflurano. Duas semanas depois a anestesia venosa total foi administrada sem intercorrências. CONCLUSÕES: Não há relatos de instabilidade hemodinâmica grave causada por isoflurano em pacientes previamente sadios. Anafilaxia, taquicardia supraventricular com repercussão hemodinâmica e sensibilidade cardíaca aumentada ao isoflurano são discutidas como possíveis causas da instabilidade hemodinâmica. Atualmente, há evidências que o isoflurano pode interferir no sistema de acoplamento-desacoplamento da contratilidade miocárdica por meio da redução do Ca2+ citosólico e/ou deprimindo a função das proteínas contráteis. Os mecanismos moleculares fundamentais desse processo ainda devem ser elucidados. O relato sugere que a administração do isoflurano foi a causa das alterações hemodinâmicas apresentadas pelo paciente e que este, provavelmente, apresentou uma incomum sensibilidade cardiovascular ao fármaco.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Isoflurane is considered a safe inhalational anesthetic. It has a low level of biotransformation, and low hepatic and renal toxicity. In clinical concentrations, it has minimal negative inotropic effect, causes a small reduction in systemic vascular resistance, and, rarely, can cause cardiac arrhythmias. The objective of this report was to present a case of severe hemodynamic instability in a patient with idiopathic scoliosis. CASE REPORT: Male patient, 13 years old, ASA physical status I, with no prior history of allergy to medications, scheduled for surgical repair of idiopathic scoliosis. After anesthetic induction with fentanyl, midazolam, propofol, and atracurium, 1% isoflurane with 100% oxygen was initiated for anesthesia maintenance. After five minutes, the patient presented severe hypotension (MAP = 26 mmHg) associated with sinus tachycardia (HR = 166 bpm) that did not respond to the administration of vasopressors and fluids. Lung and heart auscultation, pulse oxymetry, capnography, nasopharyngeal temperature, and arterial blood gases did not change. The patient was treated for anaphylaxis and the surgery was cancelled. The clear temporal relationship between the administration of isoflurane and the symptoms suggested the diagnosis of cardiovascular intolerance to inhalational isoflurane. Two weeks later, total intravenous anesthesia was administered without complications. CONCLUSIONS: There are no reports of severe hemodynamic instability caused by isoflurane in previously healthy individuals. Anaphylaxis, supraventricular tachycardia with hemodynamic consequences, and increased cardiac sensitivity to isoflurane are discussed as possible causes of the hemodynamic instability. Currently, there is evidence that isoflurane can interfere in the coupling-uncoupling system of myocardial contractility by reducing cytosolic Ca2+ and/or depressing the function of contractile proteins. The fundamental molecular mechanisms of this process remain to be elucidated. This report suggests that the administration of isoflurane was the cause of the hemodynamic changes; the patient probably developed an unusual cardiovascular sensitivity to the drug.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El isoflurano se considera un anestésico de inhalación seguro. Presenta un reducido grado de biotransformación, baja toxicidad hepática y renal. En concentraciones clínicas presenta efecto inotrópico negativo mínimo, disminución de la resistencia vascular sistémica y raramente puede provocar arritmias cardíacas. El objetivo de este relato fue presentar un caso de inestabilidad hemodinámica grave en paciente portador de escoliosis idiopática. RELATO DE CASO: Paciente del sexo masculino, 13 años, estado físico ASA I, sin antecedente de alergia a medicamentos, con consulta marcada para corrección quirúrgica de escoliosis idiopática. Después de la inducción de la anestesia con fentanil, midazolam, propofol y atracurio, isoflurano a 1%, en 100% de oxígeno se inició el mantenimiento. Cinco minutos después el paciente presentó hipotensión arterial grave (PAM = 26 mmHg) asociada a la taquicardia sinusal (FC = 166 bpm) que no respondió al uso de vasopresores e infusión de volumen. La ausculta pulmonar y precordial, oximetría, capnografía, temperatura nasofaríngea y gasometría arterial no tuvieron alteraciones. El paciente recibió tratamiento para anafilaxia y la intervención quirúrgica fue interrumpida. La clara relación temporal entre la administración de isoflurano y la incidencia de los síntomas sugirió un diagnóstico de intolerancia cardiovascular a la administración de inhalación de isoflurano. Dos semanas después, la anestesia venosa total se administró sin problemas. CONCLUSIONES: No existen relatos de inestabilidad hemodinámica grave causada por isoflurano en pacientes previamente saludables. Anafilaxia, taquicardia supraventricular con repercusión hemodinámica y sensibilidad cardiaca aumentada al isoflurano son discutidas como posibles causas de la inestabilidad hemodinámica. Actualmente, existen evidencias de que el isoflurano pude interferir en el sistema de acoplamiento y desacoplamiento de la contratilidad miocárdica a través de la reducción del Ca2+ citosólico y/o deprimiendo la función de las proteínas contráctiles. Los mecanismos moleculares fundamentales de este proceso deben ser elucidados todavía. El relato sugiere que la administración del isoflurano fue la causa de las alteraciones hemodinámicas presentadas por el paciente y que este, probablemente, presentó una sensibilidad cardiovascular no común al fármaco. <![CDATA[<B>Hematoma after epidural anesthesia</B>: <B>conservative treatment. Case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O hematoma associado à compressão espinhal após anestesia peridural é uma complicação neurológica grave, apesar da pequena incidência relatada (1:150.000). É um episódio agudo, e o tratamento tradicionalmente aplicado é a descompressão cirúrgica de urgência. Mais recentemente, em casos específicos, o tratamento com corticosteróide tem sido aplicado como alternativa, com boa recuperação neurológica. O objetivo deste relato foi expor um caso de hematoma peridural com tratamento conservador e recuperação neurológica completa. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 34 anos, estado físico ASA I, sem qualquer histórico de coagulopatia ou terapia anticoagulante, submetida à anestesia peridural com punção única, em L2-L3, para tratamento cirúrgico de varizes nos membros inferiores. Oito horas após a anestesia regional, ela ainda apresentava bloqueio motor completo (escala de Bromage), redução das sensibilidades térmica e dolorosa abaixo do nível L3, hiperalgesia na região plantar esquerda, preservação dos reflexos tendinosos e ausência de dor lombar. A tomografia computadorizada revelou hematoma peridural em L2 com compressão do saco dural. Dez horas após a punção peridural não havia progressão dos sinais e sintomas neurológicos. Optou-se, então, pelo tratamento com metilprednisolona em infusão venosa contínua (5,3 mg.kg-1 na primeira hora e 1,4 mg.kg-1.h-1 nas 23 horas subseqüentes). Oito horas após o início do tratamento, a paciente recuperou as sensibilidades térmica e dolorosa, e houve regressão total do bloqueio motor. Na 12ª hora, deambulava e referia dor na ferida operatória. O hematoma peridural não foi visualizado em nova tomografia computadorizada na 14ª hora após o início do tratamento. A paciente recebeu alta hospitalar 86 horas depois do início do tratamento conservador, sem comprometimento neurológico. Uma tomografia computadorizada de controle, após sete meses, mostrou o canal vertebral completamente normal. CONCLUSÕES: A eficiência da abordagem conservadora mostrou-se uma alternativa importante à intervenção cirúrgica em casos específicos. A avaliação da progressão ou a estabilização do comprometimento neurológico, sobretudo após a oitava hora após a punção peridural, é essencial para a escolha do tratamento.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Hematoma associated with spinal compression after epidural anesthesia is a severe neurological complication, despite the reduced incidence reported (1:150,000). It is an acute episode and the traditional treatment includes urgent surgical decompression. More recently, treatment with corticosteroids has been used as an alternative, in specific cases, with good neurological resolution. The objective of this report was to present the case of an epidural hematoma treated conservatively with complete neurological recovery. CASE REPORT: Female patient, 34 years old, ASA physical status I, with no prior history of bleeding disorders or anticlotting treatment, underwent epidural anesthesia at the L2-L3 level for the surgical treatment of lower limb varicose veins. Eight hours after the regional anesthesia, the patient still presented complete motor blockade (Bromage scale), reduction of thermal and pain sensitivity below L3, hyperalgesia in the left plantar region, preserved tendon reflexes, and absence of lumbar pain. A CT scan showed an epidural hematoma in L2, with compression of the dural sac. Ten hours after the epidural puncture, there was no regression of neurological signs and symptoms. It was decided, then, to treat the patient with a continuous infusion of methylprednisolone (5.3 mg.kg-1 in the first hour and 1.4 mg.kg-1.h-1 in the following 23 hours). Eight hours after the beginning of the treatment, the patient recovered thermal and pain sensitivity and presented total regression of the motor blockade. On the 12th hour, she was walking and complained of pain in the surgical wound. The epidural hematoma was not visualized in a CT scan done 14 hours after the beginning of the treatment. The patient was discharged 86 hours after the beginning of the treatment without neurological deficits. A CT scan done after 7 months showed a completely normal spinal canal. CONCLUSIONS: The efficacy of the conservative approach demonstrated that it is an important alternative to surgery in specific cases. The evaluation of the progression or stabilization of the neurological deficit, especially 8 hours after the epidural puncture, is essential in choosing the treatment.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: O hematoma asociado a la compresión espinal después de la anestesia peridural es una complicación neurológica grave, a pesar de la pequeña incidencia relatada (1:150.000). Es un episodio agudo y el tratamiento tradicionalmente aplicado es la descompresión quirúrgica de urgencia. Recientemente, en casos específicos, el tratamiento con corticosteroide ha sido aplicado como alternativa y con una buena recuperación neurológica. El objetivo de este relato fue exponer un caso de hematoma peridural con tratamiento conservador y recuperación neurológica completa. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 34 años, estado físico ASA I, sin ningún historial de coagulopatía o terapia anticoagulante, sometida a la anestesia peridural con punción única, en L2-L3, para tratamiento quirúrgico de várices en los miembros inferiores. Ocho horas después de la anestesia regional, todavía presentaba bloqueo motor completo (escala de Bromage), reducción de las sensibilidades térmica y dolorosa por debajo del nivel L3, hiperalgesia en la región plantar izquierda, preservación de los reflejos tendinosos y ausencia de dolor lumbar. La tomografía computadorizada reveló hematoma peridural en L2 con compresión del saco dural. Diez horas después de la punción peridural no había progresión de las señales y síntomas neurológicos. Se optó entonces por el tratamiento con metilprednisolona en infusión venosa continua (5,3 mg.kg-1 en la primera hora y 1,4 mg.kg-1.h-1 en las 23 horas siguientes). Ocho horas después del inicio del tratamiento, la paciente recuperó las sensibilidades térmica y dolorosa y la regresión total del bloqueo motor. En la 12ª hora, deambulaba y refería dolor en la herida operada. El hematoma peridural no se visualizó en una nueva tomografía computadorizada en la 14ª hora después del inicio del tratamiento. La paciente recibió alta hospitalaria 86 horas después del inicio del tratamiento conservador, sin comprometimiento neurológico. Una tomografía computadorizada de control después de 7 meses, mostró el canal vertebral completamente normal. CONCLUSIONES: La eficiencia del abordaje conservadora fue una alternativa importante para la intervención quirúrgica en casos específicos. La evaluación de la progresión o estabilización del comprometimiento neurológico, particularmente después de la 8ª hora posterior a la punción peridural, es esencial para la elección del tratamiento. <![CDATA[<B>Conservative treatment of hematoma after spinal anesthesia</B>: <B>case report and literature review</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Durante a realização de anestesia espinal existe o risco de ocorrer sangramentos. A compressão do tecido nervoso, secundária à formação de hematoma, pode determinar o surgimento de lesão neurológica que se não for diagnosticada e tratada a tempo pode ser permanente. A identificação dos fatores de risco, o diagnóstico e o tratamento precoce da compressão são importantes para o prognóstico do paciente. O objetivo deste trabalho foi descrever um caso de hematoma após raquianestesia tratado de forma conservadora e revisar os trabalhos na literatura. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 73 anos, 65 kg, 1,67 m, estado físico ASA III. Foi submetido a raquianestesia para retirada de cateter de diálise peritoneal. Durante a realização da punção ocorreram parestesias no membro inferior direito. Foram injetados 15 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% sem vasoconstritor. Vinte e quatro horas após a realização do bloqueio o paciente permanecia com anestesia em sela e com dor lombar, e 48 horas após o procedimento apresentou incontinência urinária. A ressonância nuclear magnética demonstrou existência de processo expansivo subaracnóideo, com compressão de raízes nervosas (L4 a S1). Após avaliação do neurocirurgião, instituiu-se tratamento conservador. O paciente recebeu alta hospitalar no 18&deg; dia de pós-operatório, assintomático. CONCLUSÕES: O caso apresentado mostrou boa evolução com o tratamento conservador.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal anesthesia caries the risk of bleeding. Compression of nervous tissue secondary to the formation of a hematoma can cause neurological damage, which, if not diagnosed and treated in a timely fashion, can be permanent. The identification of risk factors, diagnosis, and early treatment are important for the prognosis. The objective of this report was to describe the case of a hematoma after spinal anesthesia treated conservatively, and review the literature. CASE REPORT: Male patient, 73 years old, 65 kg, 1.67 m, and ASA physical status III, underwent spinal anesthesia for removal of a peritoneal dialysis catheter. During the puncture, the patient experienced paresthesia of the right lower limb. Fifteen milligrams of 0.5% hyperbaric bupivacaine without vasoconstrictor were administered. Twenty-four hours later, saddle anesthesia and lumbar pain persisted and, after 48 hours, the patient presented urinary incontinence. An MRI demonstrated the presence of an expansive subarachnoid process compressing the nerve roots (L4 and S1). After evaluation by the neurosurgeon, conservative treatment was instituted. The patient was discharged from the hospital on the 18th postoperative day, asymptomatic. CONCLUSIONS: The case reported here presented a good evolution with the conservative treatment.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Durante la realización de anestesia espinal existe el riesgo de que ocurran sangramientos. La compresión del tejido nervioso, secundaria a la formación de hematoma puede determinar el aparecimiento de lesión neurológica que, si no se diagnostica y se trata a tiempo, puede ser permanente. La identificación de los factores de riesgo, el diagnóstico y el tratamiento precoz de la compresión son importantes para el pronóstico del paciente. El objetivo de este trabajo fue describir un caso de hematoma después raquianestesia tratado de forma conservadora y revisar los trabajos en la literatura. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 73 años, 65 kg, 1,67 m, estado físico ASA III. Fue sometido a raquianestesia para retirada de catéter de diálisis peritoneal. Durante la realización de la punción hubo parestesias en el miembro inferior derecho. Se inyectaron 15 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% sin vasoconstrictor. Veinte y cuatro horas después de la realización del bloqueo el paciente permanecía con anestesia en silla de montar y con dolor lumbar, y 48 horas después del procedimiento presentó una incontinencia urinaria. La resonancia nuclear magnética demostró la existencia de un proceso expansivo subaracnoideo, con compresión de raíces nerviosas (L4 a S1). Después de la evaluación del neurocirujano, se empieza el tratamiento conservador. El paciente recibió alta hospitalaria el 18&deg; día de postoperatorio asintomático. CONCLUSIÓN: El caso presentado mostró una buena evolución con el tratamiento conservador. <![CDATA[<B>Psoas muscle abscess after epidural analgesia</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O abscesso do músculo psoas é uma complicação rara da analgesia peridural. O manuseio adequado dessa intercorrência é fundamental para uma boa resolução do quadro clínico. O objetivo deste relato foi discutir o diagnóstico e o tratamento do abscesso do músculo psoas. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 65 anos, com dor neuropática nos membros inferiores de difícil controle com medicamentos por via sistêmica. Optou-se pela administração de opióide e anestésico local por via peridural como alternativa analgésica. Vinte dias após o uso contínuo da via peridural, a paciente começou a apresentar dor na região lombar, cefaléia e febre. A tomografia computadorizada da pelve revelou abscesso do músculo psoas, sendo indicada drenagem fechada e antibioticoterapia. CONCLUSÕES: A supervisão minuciosa do paciente é necessária e deve ser contínua quando um cateter peridural for colocado. Essa vigilância deve ser mantida após a sua retirada.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Psoas muscle abscess is a rare complication of epidural analgesia. The adequate approach to this complication is fundamental for a good resolution. The objective of this report was to discuss the diagnosis and treatment of psoas muscle abscess. CASE REPORT: A female patient, 65 years old, with neuropathic pain in the lower limbs, difficult to control with systemic drugs. The patient was treated with epidural opioid and local anesthetic as an alternate treatment. Twenty days after the continuous epidural administration, the patient complained of lumbar pain, headache, and fever. A CT scan of the pelvis showed an abscess of the psoas muscle, thus, closed drainage and antibiotics were indicated. CONCLUSIONS: An adequate, continuous supervision of the patient is necessary when an epidural catheter is placed, and it should continue after its removal.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El absceso del músculo psoas es una complicación rara de la analgesia peridural. El manoseo adecuado de esa situación intercurrente es fundamental para una buena resolución del cuadro clínico. El objetivo de este relato fue discutir el diagnóstico y el tratamiento del absceso del músculo psoas. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 65 años, con dolor neuropático en los miembros inferiores de difícil control con medicamentos por vía sistémica. Se optó por la administración de opioide y anestésico local por vía peridural como alternativa analgésica. Veinte días después del uso continuo de la vía peridural, la paciente empezó a presentar dolor en la región lumbar, cefalea y fiebre. La tomografía computadorizada de la pelvis reveló absceso del músculo psoas, siendo indicado el drenado cerrado y antibioticoterapia. CONCLUSIONES: La supervisión minuciosa del paciente es necesaria y debe ser continua cuando un catéter peridural se pone, y esa vigilancia debe mantenerse después de su retirada. <![CDATA[<B>Anesthesia for morbid obesity</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A obesidade mórbida é uma doença muito freqüente em nosso meio, enquanto nos EUA já assumiu caráter epidêmico. O paciente obeso apresenta uma série de alterações fisiopatológicas, além de importantes comorbidades, o que exige do anestesiologista pleno conhecimento da fisiopatologia da doença. O procedimento cirúrgico de redução gástrica tem sido cada vez mais realizado e o período perioperatório apresenta características únicas com alterações cardiovascular e pulmonar que o tornam um verdadeiro desafio para os profissionais envolvidos. O hospital também deve estar preparado para receber esses pacientes, com equipamentos adequados, equipe multidisciplinar e cuidados pós-operatórios. O objetivo deste estudo foi demonstrar que o paciente obeso mórbido não é apenas um paciente com excesso de peso, e, portanto, procurou-se nortear as principais condutas a serem observadas. CONTEÚDO: São apresentadas neste artigo as principais alterações fisiopatológicas do obeso mórbido, bem como dados de epidemiologia e doenças correlacionadas. É realizada uma revisão das doses dos medicamentos usados na anestesia, bem como a melhor abordagem pré-, intra- e pós-operatória pelo anestesiologista. CONCLUSÕES: A abordagem do paciente com obesidade mórbida exige um planejamento minucioso que se inicia na seleção dos pacientes, tem continuidade com pré-operatório detalhado e intra-operatório individualizado, e se estende até o pós-operatório, quando a incidência de complicações pulmonar, cardiovascular e infecciosa é maior que na população não-obesa. Para que os resultados sejam favoráveis é extremamente importante o envolvimento de uma equipe multiprofissional que inclui Clínica Geral, Anestesiologia, Cirurgia Geral, Enfermagem, Psicologia, Fisioterapia, Nutrologia e Terapia Intensiva.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Morbid obesity is very frequent in our society, having achieved the level of an epidemic in the United States. Obese patients present several physiopathologic changes and important comorbidities, which the anesthesiologist must be aware of. Gastric reduction surgery is increasingly more frequent, and the perioperative period has unique characteristics, with cardiovascular and pulmonary changes that make it a real challenge for the professional involved. The hospital should also be prepared to receive those patients, with adequate equipment, a multidisciplinary team, and postoperative care. The objective of this study was to demonstrate that the patient with morbid obesity is not only a person with weight excess and, therefore, we attempted to describe the main conducts to be followed. CONTENTS: Here we present the main physiopathologic changes in the patient with morbid obesity, as well as the epidemiological data and correlated diseases. We review the doses of the drugs used in anesthesia, and the best pre, intra, and postoperative approach. CONCLUSIONS: The care of the patient with morbid obesity demands careful planning, which begins with patient selection, continues with a detailed preoperative and individualized intraoperative periods, and extends through the postoperative period, when the incidence of pulmonary, cardiovascular, and infectious complications is greater than in the non-obese population. The involvement of a multidisciplinary team, including Internal Medicine, Anesthesiology, General Surgery, Nursing, Psychology, Physical Therapy, Nutrition, and Intensive Care, is extremely important for good results.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La obesidad mórbida es una enfermedad muy frecuente en nuestro medio, mientras que en los EUA ya llegó a tener un carácter epidémico. El paciente obeso presenta una serie de alteraciones fisiopatológicas, además de importantes comorbidades lo que exige del anestesiólogo un pleno conocimiento de la fisiopatología de la enfermedad. El procedimiento quirúrgico de reducción gástrica ha sido cada vez más realizado y el período perioperatorio presenta características únicas con alteraciones cardiovascular y pulmonar que lo convierten en un verdadero desafío para los profesionales involucrados. El hospital también debe estar preparado para recibir a esos pacientes con equipos adecuados, un equipo multidisciplinario y cuidados postoperatorios adecuados. El objetivo de este estudio fue demostrar que el paciente obeso mórbido no es solamente un paciente con exceso de peso, y por tanto se buscó guiar las principales conductas a ser observadas. CONTENIDO: En este artículo presentamos las principales alteraciones fisiopatológicas del obeso mórbido, como también datos epidemiológicos y enfermedades correlativas. Se realiza una revisión de las dosis de los medicamentos usados en la anestesia, como también el mejor de los abordajes pre, intra y postoperatorio por partes del anestesiólogo. CONCLUSIONES: El abordaje del paciente con obesidad mórbida exige una planificación minuciosa que se inicia en la selección de los pacientes, tiene una continuidad con el preoperatorio detallado y intraoperatorio individualizado, y se extiende hasta el postoperatorio, cuando la incidencia de complicaciones pulmonar, cardiovascular e infecciosa es mayor que en la población no obesa. Para que los resultados sean favorables es extremadamente importante la involucración de un equipo multiprofesional que incluye Clínica General, Anestesiología, Cirugía General, Enfermería, Psicología, Fisioterapia, Nutrología y Terapia Intensiva. <![CDATA[<B>Ankylosing spondylitis and anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A espondilite anquilosante (EA) é uma doença inflamatória crônica das articulações, incluída no grupo das espondiloartropatias soronegativas. A característica principal dessa doença é a fusão óssea da coluna vertebral que leva à perda permanente da flexibilidade do dorso e do pescoço. Outras grandes articulações e tecidos conectivos poderão estar afetados pelo processo inflamatório. A EA acomete principalmente homens entre 20 e 40 anos; é rara após os 50 anos. As mulheres correspondem somente à minoria de pacientes. Há pouca informação sobre a EA na literatura anestésica. O objetivo deste artigo foi revisar aspectos da EA de interesse para o anestesiologista, permitindo um adequado manuseio perioperatório. CONTEÚDO: Estão definidas as características da espondilite anquilosante quanto à clínica e a conduta anestésica. CONCLUSÕES: Os pacientes com doenças crônicas da coluna vertebral apresentam desafios específicos para o anestesiologista. O manuseio da via aérea e o acesso ao neuroeixo poderão ser difíceis. Preferência tem sido dada à anestesia geral, mesmo com via aérea difícil reconhecida, evitando-se a anestesia no neuroeixo. O grau de envolvimento da coluna cervical determinará o quanto poderá ser difícil a intubação traqueal. Cuidado especial deve ser tomado para evitar a manipulação excessiva da coluna cervical, que poderia levar ao trauma da medula espinhal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Ankylosing spondylitis (AS) is a chronic inflammatory disease of the joints, included in the group of seronegative spondyloarthropathies. Its main characteristic is the fusion of the bones in the spine, which causes loss of flexibility of the back and neck. Other large articulations and connective tissues can be affected by the inflammatory process. It affects mainly men between the ages of 20 and 40; it is rare after the age of 50. Women represent a minority of patients. There is little information about AS in the anesthetic literature. The objective of this article was to review the characteristics of AS pertaining anesthesiology for an adequate perioperative handling. CONTENTS: The clinical characteristics of ankylosing spondylitis pertaining to the anesthetic conduct are reviewed. CONCLUSIONS: Patients with chronic diseases of the spine represent specific challenges to the anesthesiologist. Handling of the airways and the access to the neuroaxis can be difficult. Most anesthesiologists prefer to use general anesthesia, avoiding the neuroaxis, in those patients, despite the presence of difficult airways. The degree of spine involvement will determine how difficult the tracheal intubation might be. Special care should be taken to avoid excessive manipulation of the neck, which could cause trauma to the spinal cord.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La espondilitis anquilosante (EA) es una enfermedad inflamatoria crónica de las articulaciones, incluida en el grupo de las espondiloartropatías soronegativas. La característica principal de esa enfermedad es la fusión ósea de la columna vertebral que conlleva a la pérdida permanente de la flexibilidad del dorso y del cuello. Otras grandes articulaciones y tejidos conectivos podrán estar afectados por el proceso inflamatorio. La EA acomete principalmente a hombres entre los 20 y 40 años; es rara después de los 50 años. Las mujeres corresponden solamente a la minoría de pacientes. Existe poca información sobre la EA en la literatura anestésica. El objetivo de este artículo fue revisar aspectos de la EA de interés para el anestesiólogo, permitiendo un adecuado manoseo perioperatorio. CONTENIDO: Están definidas las características de la espondilitis anquilosante en cuanto a la clínica y la conducta anestésica. CONCLUSIONES: Los pacientes con enfermedades crónicas de la columna vertebral presentan desafíos específicos para el anestesiólogo. El manoseo de la vía aérea y el acceso al neuro-eje podrán ser difíciles. La preferencia ha sido dada a la anestesia general, incluso con la vía aérea de difícil acceso, evitando la anestesia en el neuro-eje. El grado de involucración de la columna cervical determinará cuanto podrá ser difícil la intubación traqueal. Un cuidado especial debe tenerse para evitar la manipulación excesiva de la columna cervical, lo que podría conllevar al trauma de la médula espinal. <![CDATA[<B>The use of dexmedetomidine in neurosurgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os fármacos alfa2-agonistas são a cada dia mais utilizados em Anestesiologia, seja como adjuvantes ou como agentes anestésicos únicos. Atualmente, o emprego da dexmedetomidina vem se popularizando devido à sua maior seletividade aos receptores alfa2 e, também, ao seu perfil farmacocinético. O objetivo desta revisão foi fazer uma análise do emprego da dexmedetomidina em neurocirurgia. CONTEÚDO: Além das considerações e revisão da literatura quanto ao emprego da dexmedetomidina especificamente em procedimentos neurocirúrgicos, foi realizada descrição dos efeitos do fármaco nos diversos sistemas do organismo. CONCLUSÕES: A dexmedetomidina tem perfil farmacocinético e farmacodinâmico que favorece seu emprego em diversos procedimentos neurocirúrgicos. A utilização clínica em procedimentos cirúrgicos com craniotomia para pinçamento de aneurisma e remoção de tumores é crescente. Além disso, seu uso em intervenções cirúrgicas funcionais é promissor.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of alpha2-adrenergic agonists is increasingly more frequent in Anesthesiology, as adjuvant or the sole anesthetic drug. Currently, dexmedetomidine is gaining popularity due to its greater selectivity for the alpha2-adrenergic receptors and its pharmacokinetic profile. The aim of this review was to analyze the use of dexmedetomidine in neurosurgery. CONTENTS: Besides considerations and review of the literature regarding the use of dexmedetomidine, specifically in neurosurgical procedures, its effects on the different organ systems are described. CONCLUSIONS: The pharmacokinetic and pharmacodynamic profile of dexmedetomidine favors its use in several neurosurgical procedures. Its use in craniotomy for the treatment of aneurysms and tumor removal is recent. Besides, its use in functional surgical interventions is promising.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los fármacos alfa2-agonistas son cada día más utilizados en Anestesiología, sea como adyuvantes o como agentes anestésicos únicos. Actualmente, el empleo de la dexmedetomidina se ha venido popularizando debido a su mayor selectividad a los receptores alfa2 y, también, a su perfil farmacocinético. El objetivo de esta revisión fue hacer una análisis del empleo de la dexmedetomidina en Neurocirugía. CONTENIDO: Además de las consideraciones y de la revisión de la literatura en cuanto al empleo de la dexmedetomidina específicamente en procedimientos neuro-quirúrgicos, fue realizada una descripción de los efectos del fármaco en los diversos sistemas del organismo. CONCLUSIONES: La dexmedetomidina tiene un perfil farmacocinético y farmacodinámico que favorece su empleo en diversos procedimientos neuro-quirúrgicos. La utilización clínica en procedimientos quirúrgicos con craneotomia para el pinzamiento de aneurisma y la retirada de tumores va en aumento. Además, su uso en intervenciones quirúrgicas funcionales es promisorio.