Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420070003&lang=en vol. 57 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Clinical research on pediatric patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Assessment of the cognitive effects of inhalational induction with sevoflurane associated or not with nitrous oxide</B>: <B>a comparative study in adult volunteers</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A indução com agentes inalatórios via máscara facial vem sendo alvo de crescente interesse desde a introdução do sevoflurano. Ao mesmo tempo a influência da adição de óxido nitroso merece atenção no que diz respeito ao padrão da indução e da recuperação, sobretudo, à completa recuperação da função cognitiva. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos cognitivos da indução anestésica inalatória com sevoflurano de modo isolado ou associado ao óxido nitroso em adultos. MÉTODO: Foram estudados 20 voluntários adultos, estado físico ASA I, sem doença psiquiátrica ou utilização prévia de benzodiazepínicos. Após terem sido submetidos ao questionário Mini Exame do Estado Mental (MEEM), o Grupo I recebeu sevoflurano na concentração de 5% até que fosse atingido o índice bispectral (BIS) de 60. O Grupo II recebeu óxido nitroso em concentrações crescentes com incremento de 10 até 50% quando então foi administrado o sevoflurano até que fosse atingido o BIS de 60. Foram anotados valores de pressão arterial, freqüência cardíaca, oximetria de pulso, SEF 95% (Spectral Edge Frequency), tempo de indução e o tempo de recuperação anestésica. RESULTADOS: Não houve diferença entre o tempo de indução nos dois grupos. O Grupo II apresentou maior estabilidade hemodinâmica e menor valor do SEF 95% no momento BIS = 60. O tempo para recuperação da função cognitiva foi igual nos dois grupos, assim como a incidência de náuseas e vômitos. Não foi verificada ocorrência de apnéia. O Grupo II apresentou maior incidência de agitação psicomotora durante a indução. CONCLUSÕES: O sevoflurano isoladamente ou em associação com óxido nitroso constituiu opção adequada para indução inalatória ou sedação ambulatorial em adultos, com manutenção da ventilação espontânea, proporcionando rápida recuperação da função cognitiva.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthetic induction with inhalational agents using a facemask has gained attention since the introduction of sevoflurane. At the same time, the influence of adding nitrous oxide on the pattern of induction and recuperation deserves attention, especially regarding recovery of the cognitive function. The objective of this study was to evaluate the cognitive effects of inhalational anesthetic induction with sevoflurane alone or associated with nitrous oxide in adults. METHODS: Twenty adult volunteers, ASA physical state I, without a history of psychiatric disorders or prior use of benzodiazepines, were enrolled in the study. After answering the Mini-Mental State Examination (MMSE), Group I received 5% sevoflurane until a bispectral index (BIS) of 60 was achieved. Group II received nitrous oxide in increments of 10% until it achieved 50% followed by the administration of sevoflurane until a BIS of 60 was achieved. Arterial blood pressure, heart rate, pulse oxymetry, SEF 95% (Spectral Edge Frequency), induction time, and anesthetic recovery time were evaluated. RESULTS: Time of induction showed no differences between both groups. Group II showed greater hemodynamic stability and smaller SEF 95% values when BIS achieved 60. The time for recovery of cognitive function was similar in both groups, as well as the incidence of nausea and vomiting. There were no cases of apnea. Group II demonstrated greater incidence of psychomotor agitation during induction. CONCLUSIONS: Sevoflurane alone or in association with nitrous oxide is an adequate option for inhalational anesthetic induction or outpatient sedation in adults, maintaining spontaneous ventilation, and providing a fast recuperation of the cognitive function.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La inducción con agentes inhalatorios vía máscara facial ha venido siendo objeto de un creciente interés desde la introducción del sevoflurano. Al mismo tiempo el influjo de la adición de óxido nitroso merece gran atención en lo que se refiere al estándar de la inducción y de la recuperación, sobre todo, a la completa recuperación de la función cognitiva. El objetivo de este estudio fue el de evaluar los efectos cognitivos de la inducción anestésica inhalatoria con sevoflurano de modo aislado o asociado al óxido nitroso en adultos. MÉTODO: Se estudiaron 20 voluntarios adultos, estado físico ASA I, sin enfermedades psiquiátricas o previa utilización de benzodiazepínicos. Después de haber sido sometidos al cuestionario Mini Examen del Estado Mental (MEEM), el Grupo I recibió sevoflurano en la concentración de 5% hasta que fuese alcanzado el índice bispectral (BIS) de 60. El Grupo II recibió óxido nitroso en concentraciones crecientes con incremento de 10% hasta 50% cuando se le administró entonces el sevoflurano hasta que fuese alcanzado el BIS de 60. Fueron anotados valores de presión arterial, frecuencia cardiaca, oximetría de pulso, SEF 95% (Spectral Edge Frequency), tiempo de inducción y el tiempo de recuperación anestésica. RESULTADOS: No hubo diferencia entre el tiempo de inducción en los dos grupos. El Grupo II presentó una estabilidad hemodinámica mayor y un menor valor del SEF 95% al momento del BIS = 60. El tiempo para la recuperación de la función cognitiva fue igual en los dos grupos, como también lo fue la incidencia de náuseas y vómitos. No se verificó la incidencia de apnea. El Grupo II presentó mayor incidencia de agitación psicomotora durante la inducción. CONCLUSIONES: El sevoflurano aisladamente o en asociación con el óxido nitroso constituyó la opción adecuada para la inducción inhalatoria o la sedación ambulatorial en adultos, con el mantenimiento de la ventilación espontánea, proporcionando una rápida recuperación de la función cognitiva. <![CDATA[<B>Remifentanil</B>: <B>does the infusion regimen make a difference in the prevention of hemodynamic responses to tracheal intubation?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os opióides em doses elevadas diminuem a resposta circulatória à intubação traqueal. Entretanto, o lento perfil de recuperação dos opióides tradicionais pode limitar a utilização em altas doses. O remifentanil possui tempo de início e de término de ação rápidos e previsíveis, o que o diferencia dos demais. O objetivo primário deste estudo foi verificar a hipótese de que não há necessidade de iniciar a administração de remifentanil antes da indução com o propofol. MÉTODO: Foram avaliados 30 pacientes, divididos em dois grupos, que receberam anestesia geral venosa total. No Grupo 1, a infusão de remifentanil (0,3 µg.kg-1.min-1) foi iniciada dois minutos antes da indução e, no Grupo 2, juntamente com a indução. Foram avaliadas as pressões arteriais sistólica, diastólica e média (PAS, PAD, PAM), freqüência cardíaca (FC), concentrações no local efetor de propofol (CEF-prop) e de remifentanil (CEF-remi) em três momentos: basal (M0); após a perda do contato verbal (M1); e após a intubação traqueal (M2). RESULTADOS: As pressões arteriais apresentaram reduções significativas em ambos os grupos, em M1 e M2. A CEF-remi foi maior no Grupo 1, em M1 e maior, no Grupo 2, em M2 (p < 0,05). Houve correlações estatísticas significativas entre o índice de sobrecarga vascular (ISV) e a variação tensional sistólica após perda do contato verbal, no Grupo 1 (r = -0,80; p < 0,01), e após a intubação traqueal, no Grupo 2 (r = -0,60; p < 0,01). CONCLUSÕES: O remifentanil, administrado dois minutos antes da indução, com o propofol, não causou proteção cardiovascular adicional às manobras de intubação traqueal. Isso sugere que o início da infusão de remifentanil dois minutos antes da indução seja desnecessário.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: High doses of opioids decrease the hemodynamic response to tracheal intubation. However, the slow recovery profile of traditional opioids may limit the use of high doses. Remifentanil has a fast time of onset and is short acting, which differentiates it from the other drugs in this class. The primary objective of this study was to verify the hypothesis that there is no need to initiate the administration of remifentanil before the induction with propofol. METHODS: Thirty patients, divided in two groups, who received total intravenous anesthesia, were evaluated. In Group 1, the infusion of remifentanil (0.3 µg.kg-1.min-1) was initiated two minutes before induction, and in Group 2, at the same time of the induction. Systolic, diastolic, and mean arterial blood pressure (SBP, DBP, MAP), heart rate (HR), concentration of propofol (CEF-prop) and remifentanil (CEF-remi) in the effector area in three moments: baseline (M0), after losing verbal contact (M1), and after tracheal intubation (M2) were evaluated. RESULTS: There were significant reductions in blood pressure in both groups at M1 and M2. CEF-remi was greater in Group 1, at M1, and greater in Group 2, at M2 (p < 0.05). There was a significant statistical correlation between the vascular overload index (VOI) and the variation of the systolic pressure after the loss of verbal contact in Group 1 (r = -0.80; p < 0.01) and in Group 2 after tracheal intubation (r = -0.60; p < 0.01). CONCLUSIONS: Remifentanil administered two minutes before induction with propofol did not offer additional cardiovascular protection to tracheal intubation. This suggests that it is not necessary to start the infusion of remifentanil two minutes before anesthetic induction.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los opioides en dosis elevadas disminuyen la respuesta circulatoria a la intubación traqueal. Sin embargo, el lento perfil de recuperación de los opioides tradicionales puede limitar la utilización en altas dosis. El remifentanil posee tiempo de inicio y de término de acción rápidos y previsibles, lo que lo diferencia de los demás. El objetivo primario de este estudio fue verificar la hipótesis de que no hay necesidad de iniciar la administración de remifentanil antes de la inducción con el propofol. MÉTODO: Fueron evaluados 30 pacientes, divididos en dos grupos, que recibieron anestesia general intravenosa total. En el Grupo 1, la infusión de remifentanil (0,3 µg.kg-1.min-1) se inició dos minutos antes de la inducción y, en el Grupo 2, conjuntamente con la inducción. Se evaluaron las presiones arteriales sistólica, diastólica y promedio (PAS, PAD, PAM), frecuencia cardiaca (FC), concentraciones en el local efector de propofol (CEF-prop) y de remifentanil (CEF-remi) en tres momentos: basal (M0); después de la pérdida del contacto verbal (M1); y después de la intubación traqueal (M2). RESULTADOS: Las presiones arteriales presentaron reducciones significativas en los dos grupos: M1 y M2. La CEF-remi fue mayor en el Grupo 1, en M1 y mayor en el Grupo 2, en M2 (p < 0,05). Hubo correlaciones estadísticas significativas entre el índice de sobrecarga vascular (ISV) y la variación de tensión sistólica después de la pérdida del contacto verbal en el Grupo 1 (r = -0,80; p < 0,01) y después de la intubación traqueal en el Grupo 2 (r = -0,60; p < 0,01). CONCLUSIONES: El remifentanil administrado dos minutos antes de la inducción con el propofol no causó protección cardiovascular adicional a las maniobras de intubación traqueal. Eso nos sugiere que el inicio de la infusión de remifentanil dos minutos antes de la inducción sea innecesario. <![CDATA[<B>Low dose isobaric, hyperbaric, or hypobaric bupivacaine for unilateral spinal anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A raquianestesia unilateral pode apresentar vantagens principalmente em pacientes em regime ambulatorial. Baixa dose da solução anestésica, velocidade lenta da injeção espinal e a posição lateral facilitam a obtenção da distribuição unilateral na raquianestesia. Foram comparadas soluções isobárica, hiperbárica e hipobárica de bupivacaína com objetivos de se obter raquianestesia unilateral em pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas ortopédicas em regime ambulatorial. MÉTODO: Cento e cinqüenta pacientes foram aleatoriamente separados em três grupos para receberem 5 mg de bupivacaína a 0,5% isobárica (Grupo Iso), ou 5 mg de bupivacaína a 0,5% hiperbárica (Grupo Hiper), ou 5 mg de bupivacaína a 0,15% hipobárica (Grupo Hipo). As soluções foram administradas no interespaço L3-L4 com o paciente na posição lateral e permanecendo nesta posição por 20 minutos. A anestesia sensitiva foi avaliada pelo teste da picada da agulha. O bloqueio motor avaliado pela escala modificada de Bromage. Ambos os bloqueios foram comparados com o lado não operado e entre si. RESULTADOS: Existiu diferença significativa entre o lado operado e não-operado em todos os três grupos aos 20 minutos, mas maior freqüência de raquianestesia unilateral foi obtida com as soluções hiperbárica e hipobárica de bupivacaína. Bloqueio sensitivo e motor foram observados em 14 pacientes do Grupo Iso, 38 pacientes no Grupo Hiper e 40 pacientes no Grupo Hipo. Não ocorreram alterações hemodinâmicas em nenhum paciente. Não foram observados cefaléia pós-punção nem sintomas neurológicos temporários. CONCLUSÕES: A raquianestesia com soluções hipobárica e hiperbárica proporcionou maior freqüência de unilateralidade. Após 20 minutos a solução isobárica de bupivacaína mobilizou-se no líquido cefalorraquidano (LCR), resultando em apenas 28% de raquianestesia unilateral.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Unilateral spinal anesthesia has its advantages, especially in patients undergoing outpatient basis surgeries. Low dose, slow speed of administration, and the lateral positioning make easier the unilateral distribution in spinal anesthesia. Isobaric, hyperbaric, and hypobaric solutions of bupivacaine were compared in the unilateral spinal anesthesia in patients undergoing outpatient basis orthopedic surgeries. METHODS: One hundred and fifty patients were randomly divided in three groups to receive 5 mg of 0.5% isobaric bupivacaine (Iso Group), 5 mg of 0.5% hyperbaric bupivacaine (Hyper Group), or 5 mg of 0.15% hypobaric bupivacaine (Hypo Group). The solutions were administered in the L3-L4 space with the patient in the lateral decubitus and remaining in this position for 20 minutes. Sensitive anesthesia was evaluated by the pin prick test. Motor blockade was determined by the modified Bromage scale. Both blockades were compared with the opposite side and among themselves. RESULTS: There was a significant difference between the side of the surgery and the opposite side in all three groups at 20 minutes, but the frequency of unilateral spinal anesthesia was greater with the hyperbaric and hypobaric solutions. Sensitive and motor blockades were observed in 14 patients in the Iso Group, 38 patients in the Hyper Group, and 40 patients in the Hypo Group. Patients did not develop any hemodynamic changes. Postpuncture headache and transitory neurological symptoms were not observed. CONCLUSIONS: Spinal anesthesia with hypobaric and hyperbaric solutions present a higher frequency of unilateral anesthesia. After 20 minutes, isobaric bupivacaine mobilized into cerebrospinal fluid (CSF) resulted in unilateral spinal anesthesia in only 28% of the patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia raquidea unilateral puede presentar ventajas principalmente en pacientes en régimen ambulatorial. Baja dosis de la solución anestésica, velocidad lenta de la inyección espinal y la posición lateral facilitan la obtención de la distribución unilateral en la anestesia raquidea. Se compararon las soluciones isobara, hiperbara e hipobara de bupivacaína para obtener la anestesia raquidea unilateral en pacientes sometidos a intervenciones quirúrgicas ortopédicas en régimen ambulatorial. MÉTODO: Ciento cincuenta pacientes fueron aleatoriamente separados en tres grupos para recibir 5 mg de bupivacaína a 0,5% isobara (Grupo Iso) o 5 mg de bupivacaína a 0,5% hiperbara (Grupo Hiper) o 5 mg de bupivacaína a 0,15% hipobara (Grupo Hipo). Las soluciones se administraron en el interespacio L3-L4 con el paciente en la posición lateral y permaneciendo en esa posición por 20 minutos. La anestesia sensitiva se evaluó por el test de la picada de la aguja. El bloqueo motor evaluado por la escala modificada de Bromage. Los dos bloqueos se compararon con el lado no operado y también entre sí. RESULTADOS: Se notó una diferencia significativa entre el lado operado y no operado en todos los tres grupos a los 20 minutos, pero se obtuvo una mayor frecuencia de anestesia raquidea unilateral con las soluciones hiperbara e hipobara de bupivacaína. Se observó bloqueo sensitivo y motor en 14 pacientes del Grupo Iso, 38 pacientes en el Grupo Hiper y 40 pacientes en el Grupo Hipo. No ocurrieron alteraciones hemodinámicas en ningún paciente. No se observó cefalea postpunción ni síntomas neurológicos transitorios. CONCLUSIONES: La anestesia raquidea con soluciones hipobara e hiperbara proporcionaron una mayor frecuencia de unilateralidad. Tras 20 minutos la solución isobara de bupivacaína se movió en el LCR resultando en apenas 28% de anestesia raquidea unilateral. <![CDATA[<B>Combined spinal-epidural for labor analgesia</B>: <B>does the addition of sufentanil to the local anesthetic influence apgar scores of the newborns?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio combinado (BC) é uma técnica muito utilizada em anestesia obstétrica. Porém não há na literatura padronização com relação à técnica, doses e anestésicos utilizados, além da controvérsia sobre a possibilidade da adição do opióide ao anestésico local causar bradicardia fetal e alteração de sua vitalidade. O objetivo deste estudo foi identificar as técnicas e anestésicos utilizados no Serviço de Anestesiologia do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) e avaliar se a utilização de sufentanil associado ao anestésico local no BC altera o Apgar dos recém-nascidos. MÉTODO: Foram analisadas as fichas de anestesia em que foram realizados BC para analgesia de parto durante 12 meses no Hospital Universitário da USP. Foram registrados o uso e dose de sufentanil, a via de parto utilizada e os escores de Apgar do 1°, 5° e 10° minutos dos recém-nascidos. RESULTADOS: Dos 635 BC avaliados, 307 utilizaram sufentanil e anestésico local (Grupo SUF) e 328, só anestésico local (Grupo AL). Cento e vinte e sete (20%) foram realizados através da técnica de agulha por dentro de agulha e os outros 508 (80%) foram realizados pela técnica de duas punções. Não foi verificada diferença entre o Apgar dos grupos estudados no 1°, 5° e 10° minutos. CONCLUSÕES: O sufentanil utilizado no bloqueio combinado não alterou o Apgar dos recém-nascidos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Combined spinal-epidural (CSE) is a very common obstetric technique. However, the literature does not present a standardization regarding the technique, doses, and anesthetics used, besides there is also the controversy about the possibility that the addition of opioids to the local anesthetic causes fetal bradycardia and affects its vitality. The aim of this study was to identify the techniques and anesthetics used in the Anesthesiology Service of the Hospital Universitário of Universidade de São Paulo (USP) and determine whether the use of sufentanil associated with the local anesthetic affects Apgar scores of newborns. METHODS: The anesthesiology charts of patients submitted to CSE for labor analgesia over a 12-month period at the Hospital Universitário of USP were analyzed. The use and dose of sufentanil, the type of delivery, and Apgar scores in the 1st, 5th, and 10th minutes were recorded. RESULTS: Of the 635 CSE analyzed, 307 used sufentanil and local anesthetic (SUF Group) and 328 only local anesthetic (LA Group). One hundred and twenty-seven (20%) were done using the needle through the needle technique and the other 508 (80%) used the double puncture technique. There were no differences in the Apgar scores in the 1st, 5th, and 10th minutes between both groups. CONCLUSIONS: The use of sufentanil in the combined spinal-epidural did not change Apgar scores of the newborns.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo combinado (BC) es una técnica muy utilizada en anestesia obstétrica. Sin embargo no existe en la literatura una estandarización con relación a la técnica, dosis y anestésicos utilizados, además de la controversia sobre la posibilidad de la adición del opioide al anestésico local causar una bradicardia fetal y la alteración de su vitalidad. El objetivo de este estudio fue identificar las técnicas y anestésicos utilizados en el Servicio de Anestesiología del Hospital Universitario de la Universidade de São Paulo (USP) y evaluar si la utilización de sufentanil asociado al anestésico local en el BC altera el Apgar de los recién nacidos. MÉTODO: Se analizaron las fichas de anestesia en que se realizaron BC para la analgesia de parto durante 12 meses en el Hospital Universitario de la USP. Se registraron el uso y la dosis de sufentanil, la vía de parto utilizada y las puntuaciones de Apgar del 1°, 5° y 10° minutos de los recién nacidos. RESULTADOS: De los 635 BC evaluados, 307 utilizaron sufentanil y anestésico local (Grupo SUF) y 328, solo anestésico local (Grupo AL). Ciento veinte y siete (20%) fueron realizados a través de la técnica de aguja por dentro de aguja y los otros 508 (80%) realizados por la técnica dos punciones. No se verificó diferencia entre el Apgar de los grupos estudiados en el 1°, 5° y 10° minutos. CONCLUSIONES: El sufentanil utilizado en el bloqueo combinado no alteró el Apgar de los recién nacidos. <![CDATA[<B>Extended three-in-one block versus intravenous analgesia for postoperative pain management after reconstruction of anterior cruciate ligament of the knee</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio femoral contínuo (3-em-1) é usado para a analgesia pós-operatória de artroplastia de quadril e joelho com bons resultados, apresentando vantagens sobre outras técnicas de analgesia locorregional ou sistêmica e com baixa incidência de complicações. O objetivo deste estudo foi avaliar clinicamente a utilidade do bloqueio femoral contínuo em comparação com a analgesia por via venosa na reconstrução do ligamento cruzado anterior. MÉTODO: Foi realizado um estudo prospectivo, controlado, com 60 pacientes com estado físico ASA I. Os paciente foram divididos em dois grupos: Grupo 1 (n = 30): bloqueio femoral contínuo com infusão de bupivacaína e clonidina; Grupo 2 (n = 30): infusão por via venosa de cetoprofeno. A intervenção cirúrgica foi realizada sob raquianestesia e sedação. O tratamento da dor pós-operatória foi feito com analgesia controlada pelo paciente (PCA) usando morfina. A dor pós-operatória foi registrada 2, 4, 6, 24 e 36 horas após a intervenção cirúrgica usando a Escala Visual Analógica (VAS). O consumo de morfina, a satisfação dos pacientes e as complicações também foram registradas. RESULTADOS: No Grupo 1, o VAS pós-operatório entre 4 e 48 horas após a intervenção cirúrgica foi de 21 mm ± 2 e no Grupo 2 foi de 45 mm ± 4 (p < 0,001). O uso de morfina no período de 4 a 48 horas no Grupo 1 foi de 4,5 mg ± 1,5 e no Grupo 2 foi de 25,5 mg ± 3 (p < 0,001). No Grupo 1, 6,7% dos pacientes apresentaram náusea ou vômito no pós-operatório (NVPO) comparado com 20% no Grupo 2. CONCLUSÕES: O bloqueio 3-em-1 com bupivacaína e clonidina em infusão contínua forneceu analgesia mais eficaz, maior satisfação do paciente, reduziu o consumo de morfina por via venosa e apresentou menor incidência de NVPO do que a analgesia sistêmica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Continuous femoral block (three-in-one) is used for postoperative analgesia in hip and knee replacements with good results, with advantages over other locoregional analgesic or intravenous techniques having low incidence of complications. The aim of this study was to clinically evaluate the utility of continuous femoral block compared with intravenous analgesia in reconstruction of anterior cruciate ligament. METHODS: Controlled prospective study of 60 patients ASA I. Patients were divided into two groups: Group 1 (n = 30): continuous femoral block with an infusion of bupivacaine and clonidine; and Group 2 (n = 30): intravenous ketoprofen infusion. Surgery was performed under spinal anesthesia and sedation. Postoperative pain management with morphine patient controlled analgesia (PCA). Postoperative pain recorded at 2, 4, 6, 24 and 36 hours after surgery using Visual Analog Scale (VAS). Morphine consumption, satisfaction's score and complications are registered. RESULTS: In Group 1 postoperative VAS between 4 and 48 hours was 21 mm ± 2 and in Group 2 was 45 mm ± 4 (p < 0.001). Morphine consumption between 4 and 48 hours in Group 1 was 4.5 mg ± 1.5 and in Group 2 was 25.5 mg ± 3 (p < 0.001). In Group 1, 6.7% of patients presented postoperative nausea or vomiting (PONV) compared to 20% in Group 2. CONCLUSION: The three-in-one block with bupivacaine and clonidine in continuous infusion provides more efficient analgesia, patient satisfaction and less consumption of intravenous morphine and PONV than intravenous analgesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo femoral continuo (tres-en-uno) se usa para la analgesia postoperatoria de artroplastia de cadera y rodilla con buenos resultados, presentando ventajas sobre otras técnicas de analgesia loco regional o sistemica y con baja incidencia de complicaciones. El objetivo de este estudio fue el de evaluar clínicamente la utilidad del bloqueo femoral continuo en comparación con la analgesia intravenosa en la reconstrucción del ligamento cruzado anterior. MÉTODOS: Se realizó un estudio prospectivo controlado con 60 pacientes de estado físico ASA I. Los pacientes fueron divididos en dos grupos: Grupo 1 (n = 30): bloqueo femoral continuo con infusión de bupivacaína y clonidina; y Grupo 2 (n =3 0): infusión intravenosa de cetoprofeno. La intervención quirúrgica se hizo bajo raquianestesia y sedación. El tratamiento del dolor postoperatorio se hizo con analgesia controlada por el paciente (PCA) usando morfina. El dolor postoperatorio fue registrada 2, 4, 6, 24 y 36 horas después de la intervención quirúrgica usando la Escala Visual Analógica (VAS). El consumo de morfina, la satisfacción de los pacientes y las complicaciones también fueron registrados. RESULTADOS: En el Grupo 1, el VAS postoperatorio entre 4 y 48 horas trás de la intervención quirúrgica fue de 21 mm ± 2 y en el Grupo 2 fue de 45 mm ± 4 (p < 0.001). El uso de morfina en el período de 4 a 48 horas en el Grupo 1 fue de 4,5 mg ± 1,5 y en el Grupo 2 de 25,5 mg ± 3 (p < 0.001). En el Grupo 1, 6,7% de los pacientes presentaron náusea o vómito en el postoperatorio (NVPO) comparado con 20% del Grupo 2. CONCLUSIONES: El bloqueo 3-en-1 con bupivacaína y clonidina en infusión continua suministró analgesia más eficaz, mayor satisfacción del paciente, redució el consumo de morfina intravenosa y presentó una menor incidencia de NVPO que la analgesia sistemica. <![CDATA[<B>Influence of lithium on the neuromuscular blockade produced by atracurium and cisatracurium</B>: <B>study on rat phrenic nerve-diaphragm preparations</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O lítio, fármaco amplamente utilizado nos distúrbios bipolares, pode interagir com os bloqueadores neuromusculares. Os mecanismos para explicar os seus efeitos na transmissão neuromuscular e a interação com bloqueadores neuromusculares são controversos. O objetivo deste trabalho foi avaliar, em diafragma de rato, os efeitos do lítio sobre a resposta muscular à estimulação indireta e a possível interação com os bloqueadores neuromusculares. MÉTODO: Utilizaram-se ratos com peso entre 250g e 300g, sacrificados sob anestesia com uretana. A preparação nervo frênico-diafragma foi montada de acordo com a técnica descrita por Bulbring. O diafragma foi mantido sob tensão, ligado a um transdutor isométrico e submetido à estimulação indireta de 0,1 Hz de freqüência. As contrações do diafragma foram registradas em fisiógrafo. Da análise da amplitude das respostas musculares avaliaram-se: os efeitos dos fármacos: lítio (1,5 mg.mL-1); atracúrio (20 µg.mL-1) e cisatracúrio (3 µg.mL-1) empregados isoladamente; da associação lítio-bloqueadores neuromusculares; e do lítio no bloqueio neuromuscular produzido pelo atracúrio (35 µg.mL-1) e cisatracúrio (5 µg.mL-1). Os efeitos foram avaliados antes e 45 minutos após a adição dos fármacos. Também foram estudados os efeitos do lítio nos potenciais de membrana (PM) e potenciais de placa terminal em miniatura (PPTM). RESULTADOS: O lítio isoladamente não alterou a amplitude das respostas musculares, mas diminuiu significativamente o bloqueio neuromuscular produzido pelo atracúrio e cisatracúrio. Não alterou o PM e ocasionou aumento inicial da freqüência dos PPTM. CONCLUSÕES: O lítio empregado isoladamente não comprometeu a transmissão neuromuscular e aumentou a resistência ao efeito do atracúrio e cisatracúrio. Não mostrou ação sobre a fibra muscular, sendo que as alterações nos potenciais de placa terminal em miniatura evidenciaram ação pré-sináptica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Lithium is widely used for the treatment of bipolar disorders and can interact with neuromuscular blockers. There is a controversy about the mechanisms by which it affects neuromuscular transmission and its interaction with neuromuscular blockers. The objective of this study was to evaluate, on the rat diaphragm, the effects of lithium on the muscular response and indirect stimulation, and the possible interaction with neuromuscular blockers. METHODS: Rats weighing between 250 and 300 g were sacrificed under urethane anesthesia. The phrenic nerve-diaphragm preparation was assembled according to the Bulbring technique. The diaphragm was kept under tension, connected to an isometric transducer, and submitted to indirect stimulation with a frequency of 0.1 Hz. The contractions of the diaphragm were registered on a physiograph. The analysis of the amplitude of the muscular responses evaluated: the effects of the isolated drugs: lithium (1.5 mg.mL-1); atracurium (20 µg.mL-1), and cisatracurium (3 µg.mL-1); the lithium-neuromuscular blockers association; and the effects of lithium on the neuromuscular blockade produced by atracurium (35 µg.mL-1) and cisatracurium (5 µg.mL-1). The effects were evaluated before and 45 minutes after the addition of the drugs. The effects of lithium on membrane potentials (MP) and miniature end-plate potentials (MEPP) were also evaluated. RESULTS: Lithium by itself did not change the amplitude of the muscular responses, but it decreased significantly the neuromuscular blockade produced by atracurium and cisatracurium. It did not change MP and caused an initial increase in MEPP. CONCLUSIONS: Lithium by itself did not compromise neuromuscular transmission and increased the resistance to the effects of atracurium and cisatracurium. It did not show any action on the muscle fiber, and the changes in miniature end-plate potentials indicated pre-synaptic action.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El litio, fármaco ampliamente utilizado en los disturbios bipolares, puede interactuar con los bloqueadores neuromusculares. Los mecanismos para explicar sus efectos en la transmisión neuromuscular y en la interacción con bloqueadores neuromusculares son controvertidos. El objetivo de este trabajo fue evaluar, en diafragma de ratón, los efectos del litio sobre la respuesta muscular al estímulo indirecto y la posible interacción con los bloqueadores neuromusculares. MÉTODO: Se utilizaron ratones con peso entre 250 y 300 g, sacrificados bajo anestesia con uretana. La preparación nervio frénico-diafragma se montó de acuerdo con la técnica de Bulbring. El diafragma se mantuvo bajo tensión, ligado a un transductor isométrico y sometido a la estimulación indirecta de 0,1 Hz de frecuencia. Las contracciones del diafragma fueron registradas en un fisiógrafo. Del análisis de la amplitud de las respuestas musculares se evaluaron los efectos de los fármacos: litio (1,5 mg.mL-1); atracurio (20 µg.mL-1) y cisatracurio (3 µg.mL-1) empleados aisladamente; de la asociación litio-bloqueadores neuromusculares; y del litio en el bloqueo neuromuscular producido por el atracurio (35 µg.mL-1) y cisatracurio (5 µg.mL-1). Los efectos se evaluaron antes y 45 minutos después de la adición de los fármacos. También se estudiaron los efectos del litio en los potenciales de membrana (PM) y potenciales de placa terminal en miniatura (PPTM). RESULTADOS: El litio aisladamente no alteró la amplitud de las respuestas musculares, pero sí que redujo significativamente el bloqueo neuromuscular producido por el atracurio y el cisatracurio. No alteró el PM y ocasionó un aumento inicial de la frecuencia de los PPTM. CONCLUSIONES: El litio empleado aisladamente no comprometió la transmisión neuromuscular y aumentó la resistencia al efecto del atracurio y del cisatracurio. No mostró acción sobre la fibra muscular, siendo que las alteraciones en los potenciales de placa terminal en miniatura mostraron una acción presináptica. <![CDATA[<B>Subarachnoid anesthesia for cesarean section in a patient with multiple sclerosis</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A esclerose múltipla é uma doença adquirida que se caracteriza por áreas desmielinizadas no encéfalo e na medula espinal. O quadro clínico depende das áreas anatômicas acometidas. As principais causas de morte são infecção, falência respiratória e estado de mal epiléptico. Ocorre em pacientes geneticamente predispostos após contato com fatores ambientais, principalmente os vírus. O objetivo desse relato foi apresentar a técnica anestésica adotada em paciente com esclerose múltipla submetida à cesariana. RELATO DO CASO: Paciente com 32 anos, 60 kg, portadora de esclerose múltipla, tratada com metilprednisolona, deu entrada no centro obstétrico para realização de cesariana. Após monitoração foi realizada anestesia subaracnóidea com bupivacaína a 0,5% hiperbárica (12,5 mg) associada à morfina (0,1 mg). O procedimento evoluiu sem intercorrências e a paciente recebeu alta hospitalar 48 horas após o parto sem piora dos sintomas preexistentes. CONCLUSÕES: O presente caso sugere que a raquianestesia pode ser administrada em paciente portador de esclerose múltipla sem a ocorrência obrigatória de exacerbações agudas dos sintomas no período pós-operatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Multiple sclerosis is an acquired disease characterized by demyelinated areas in the brain and spinal cord. The clinical presentation depends on the anatomical areas involved. The main causes of death are infection, respiratory failure, and status epilepticus. It affects genetically predisposed patients after contact with environmental factors, especially viruses. The objective of this report was to present the anesthetic technique used in a patient with multiple sclerosis undergoing cesarean section. CASE REPORT: A 32-year old patient, 60 kg, with multiple sclerosis, treated with methylprednisolone, was admitted to the obstetric ward for a cesarean section. After monitoring, subarachnoid anesthesia was performed with 0.5% hyperbaric bupivacaine (12.5 mg) associated with morphine (0.1 mg). The procedure evolved without any intercurrences and the patient was discharged from the hospital 48 hours after delivery without worsening of her symptoms. CONCLUSIONS: This case suggests that spinal anesthesia can be administered in patients with multiple sclerosis without the acute worsening of their symptoms in the postoperative period.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La esclerosis múltiple es una enfermedad adquirida que se caracteriza por áreas desmielinizadas en el encéfalo y en la médula espinal. El cuadro clínico depende de las áreas anatómicas acometidas. Las principales causas de muerte son infección, falencia respiratoria y estado de mal epiléptico. Ocurre en pacientes genéticamente predispuestos después del contacto con factores ambientales, principalmente los virus. El objetivo de este relato fue presentar la técnica anestésica adoptada en paciente con esclerosis múltiple sometida a cesárea. RELATO DEL CASO: Paciente con 32 anos, 60 kg, portadora de esclerosis múltiple, tratada con metilprednisolona, entró en el centro obstétrico para realización de cesárea. Después de la monitorización se realizó anestesia subaracnoidea con bupivacaína a 0,5% hiperbara (12,5 mg) asociada a la morfina (0,1 mg). El procedimiento evolucionó sin interferencias y la paciente recibió su alta hospitalaria 48 horas después del parto sin empeoramiento de los síntomas preexistentes. CONCLUSIONES: El presente caso nos sugiere que la anestesia raquidea puede ser administrada en paciente portador de esclerosis múltiple sin la incidencia obligatoria de exacerbaciones agudas de los síntomas en el período postoperatorio. <![CDATA[<B>Anesthesia in cocaine users</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A cocaína é a droga ilícita mais freqüentemente associada a óbitos, e suas implicações perioperatórias nos pacientes agudamente intoxicados ou com história de uso crônico precisam ser bem conhecidas pelos anestesiologistas. O conhecimento da neurofisiologia, da farmacologia e das conseqüências fisiopatológicas decorrentes do uso da cocaína poderá facilitar o cuidado desses pacientes. O objetivo deste trabalho foi revisar as informações sobre a cocaína e suas interações com a anestesia. CONTEÚDO: O artigo discute a farmacologia da cocaína, as conseqüências fisiopatológicas decorrentes do seu uso e as interações com a anestesia. CONCLUSÕES: A compreensão e o reconhecimento precoce das complicações associadas ao uso de cocaína são essenciais para o manuseio adequado de pacientes usuários desta droga. O anestesiologista deve estar preparado, pois tanto as anestesias regionais quanto a geral apresentam riscos significativos nesses pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Cocaine is the illicit drug most frequently associated with death, and the anesthesiologist should be aware of the perioperative complications of this drug in patients with acute intoxication or with a history of chronic use. The knowledge of the neurophysiology, pharmacology, and physiopathological consequences of cocaine abuse may facilitate the care of these patients. The objective of this work was to review the information on cocaine and its interactions with anesthesia. CONTENTS: This paper discusses the pharmacology, physiopathological consequences of cocaine use, and its interactions with anesthesia. CONCLUSIONS: The knowledge and early recognition of the complications associated with the use of cocaine are essential for the adequate management of cocaine users. The anesthesiologist should be prepared because both regional and general anesthesia carry significant risks in those patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cocaína es la droga ilícita más frecuentemente asociada a decesos, y sus implicaciones perioperatorias en los pacientes agudamente intoxicados o con historial de uso crónico necesitan ser muy bien conocidas por los anestesiólogos. El conocimiento de la neurofisiología, de la farmacología y de las consecuencias fisiopatológicas provenientes del uso de la cocaína podrá facilitar el cuidado de esos pacientes. El objetivo de este trabajo fue revisar las informaciones sobre la cocaína y sus interacciones con la anestesia. CONTENIDO: El artículo discute la farmacología de la cocaína, las consecuencias fisiopatológicas provenientes de su uso y las interacciones con la anestesia. CONCLUSIONES: La comprensión y el reconocimiento precoz de las complicaciones asociadas al uso de la cocaína son esenciales para el manejo adecuado de pacientes usuarios de esa droga. El anestesiólogo debe estar preparado, pues tanto las anestesias regionales como la general presentan riesgos significativos en esos pacientes. <![CDATA[<B>Von Willebrand's disease and anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença de von Willebrand ocorre devido à mutação no cromossomo 12 e é caracterizada por deficiência qualitativa ou quantitativa do fator de von Willebrand. A diversidade de mutações leva ao aparecimento das mais variadas manifestações clínicas possibilitando a divisão dos pacientes em vários tipos e subtipos clínicos. A coagulopatia se manifesta basicamente através da disfunção plaquetária associada à diminuição dos níveis séricos do fator VIII coagulante. O objetivo dessa revisão foi mostrar os cuidados relacionados aos pacientes portadores da doença de von Willebrand durante o período perioperatório. CONTEÚDO: Foram definidas as características da doença de von Willebrand quanto à fisiopatologia, à classificação, ao diagnóstico laboratorial, ao tratamento atual e aos cuidados com o manuseio do paciente no período perioperatório. CONCLUSÕES: A doença de von Willebrand é o distúrbio hemorrágico hereditário mais comum, porém ela é subdiagnosticada pela complexidade da própria doença. A correta classificação do paciente, o uso apropriado da desmopressina e a transfusão do fator de von Willebrand são medidas fundamentais para a realização do procedimento anestésico bem-sucedido.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: von Willebrand's disease is secondary to a mutation on chromosome 12, and is characterized by a qualitative and quantitative deficiency of the von Willebrand's factor. The diversity of the mutations is responsible for several different clinical manifestations, enabling the classification of several types and subtypes. The coagulopathy is manifested basically through a platelet dysfunction associated with a reduction in the serum levels of factor VIII. The objective of this review was to present the perioperative care of patients with von Willebrand's disease. CONTENTS: The physiopathology, classification, laboratorial diagnosis, and current treatment of von Willebrand's disease, as well as the perioperative management of these patients are discussed. CONCLUSIONS: von Willebrand's disease is the most common hereditary coagulopathy, but it is underdiagnosed due to the complexity of the disease itself. The right classification, proper use of desmopressin, and transfusion of von Willebrand's factor are fundamental for a successful anesthesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La enfermedad de von Willebrand ocurre debido a la mutación en el cromosoma 12 y se caracteriza por la deficiencia cualitativa o cuantitativa del factor de von Willebrand. La diversidad de mutaciones conlleva al aparecimiento de las más variadas manifestaciones clínicas posibilitando la división de los pacientes en varios tipos y subtipos clínicos. La coagulopatía se manifiesta básicamente a través de la disfunción plaquetaria asociada con la disminución de los niveles séricos del factor VIII coagulante. El objetivo de esa revisión fue mostrar los cuidados relacionados con las pacientes portadoras de la enfermedad de von Willebrand durante el período perioperatorio. CONTENIDO: Se definieron las características de la enfermedad de von Willebrand en cuanto a las fisiopatologías, la clasificación, al diagnóstico laboratorial, al tratamiento actual y a los cuidados con el manejo del paciente en el período perioperatorio. CONCLUSIONES: La enfermedad de von Willebrand es el disturbio hemorrágico hereditario más común, sin embargo ella está subdiagnosticada por la complejidad de la propia enfermedad. La correcta clasificación del paciente, el uso apropiado de la desmopresina y la transfusión del factor de von Willebrand son medidas fundamentales para la realización del procedimiento anestésico exitoso. <![CDATA[<B>Oxytocin in cesarean sections</B>: <B>what is the best way to use it?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ocitocina é uterotônico utilizado em anestesia obstétrica, cuja administração, tanto profilática quanto terapêutica, justifica-se por reduzir a incidência de hemorragia após o parto. No entanto, ainda não está estabelecido o regime ideal de infusão em cesarianas eletivas. Este estudo tem o intuito de revisar as principais características fisiológicas e farmacológicas da ocitocina e discutir o seu uso racional pelos anestesiologistas, tendo em vista os seus efeitos colaterais. CONTEÚDO: A ocitocina é produzida pelo hipotálamo e armazenada pela hipófise posterior. No útero ela determina contração da musculatura lisa que é bastante importante para o controle de hemorragia após a dequitação. Ela atua, também, em outros sistemas, sendo relevante a diminuição da resistência vascular periférica com conseqüente hipotensão arterial. As ações extra-uterinas passam a ser importantes quando a ocitocina é feita em altas doses ou em bolus, especialmente em gestantes sob anestesia (seja bloqueio espinal ou anestesia geral) apresentando hipovolemia, ou com alteração prévia no sistema cardiovascular. Diversos regimes de infusão têm sido estudados, variando-se a dose e/ou velocidade de infusão na tentativa de se estabelecer qual a maneira mais adequada de sua utilização. CONCLUSÕES: A ocitocina permanece como fármaco de primeira escolha para a prevenção e tratamento da atonia uterina após cesariana, especialmente por seu amplo espectro terapêutico. Apesar de estar disponível para a prática clínica há quase 50 anos, ainda não está estabelecido qual o regime adequado de sua infusão em cesarianas. A tendência atual é a utilização em infusão contínua de doses reduzidas, devendo ser evitada a administração em bolus.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Oxytocin is the uterotonic used in obstetric anesthesia, and its prophylactic and therapeutic administration is justified because it reduces the incidence of post-partum hemorrhage. However, the ideal infusion regimen in elective cesarean sections has not been determined yet. The objective of this study was to review the main physiological and pharmacological characteristics of oxytocin and to discuss its rational use by anesthesiologists in view of its side effects. CONTENTS: Oxytocin is produced by the hypothalamus and stored in the posterior lobe of the pituitary gland. In the uterus, is causes contraction of the smooth muscle, which is very important to control hemorrhage after uterine emptying. It also affects other systems, and the reduction in peripheral vascular resistance with consequent hypotension is very important. The extra-uterine actions of oxytocin are important when administered in high doses or in bolus, especially in parturients under anesthesia (spinal block or general anesthesia) with hypovolemia or preexistent alterations in the cardiovascular system. Several infusion regimens have been studied, varying the dose and/or the speed of administration, in an attempt to establish the most adequate. CONCLUSIONS: Due to its wide therapeutic spectrum, oxytocin remains the drug of choice to prevent uterine atony after cesarean sections. Although it has been used for almost 50 years, the adequate infusion regimen in cesarean sections has not been determined yet. The current tendency is to use continual infusion of low doses, and bolus administration should be avoided.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La ocitocina es un uterotónico utilizado en anestesia obstétrica, cuya administración, tanto profiláctica, como terapéutica, se justifica por reducir la incidencia de hemorragia después del alumbramiento. Sin embargo, todavía no se estableció el régimen ideal de infusión en cesáreas electivas. Este estudio tiene la intención de revisar las principales características fisiológicas y farmacológicas de la ocitocina y discutir su uso racional por parte de los anestesiólogos, teniendo en cuenta sus efectos colaterales. CONTENIDO: La ocitocina es producida por el hipotálamo y almacenada por la hipófisis posterior. En el útero, hay una contracción de la musculatura lisa que es bastante importante para el control de la hemorragia después de la expulsión de la placenta. Actúa también en otros sistemas, siendo relevante la reducción de la resistencia vascular periférica con la consecuente hipotensión arterial. Las acciones extra-uterinas pasan a ser importantes cuando la ocitocina se crea en altas dosis o en bolus, especialmente en embarazadas bajo anestesia (sea bloqueo espinal o anestesia general) presentando hipovolemia, o con alteración previa en el sistema cardiovascular. Diversos regímenes de infusión han sido estudiados, variando la dosis y/o la velocidad de infusión en la tentativa de establecer cuál es la manera más adecuada para su utilización. CONCLUSIONES: La ocitocina permanece como fármaco de primera elección para la prevención y el tratamiento de la atonía uterina después de la cesárea, especialmente por su amplio espectro terapéutico. A pesar de estar disponible para la práctica clínica hace casi 50 años, todavía no está establecido cuál es el régimen adecuado de su infusión en cesáreas. La tendencia actual es la utilización en infusión continua de dosis reducidas, debiendo ser evitada la administración en bolus. <![CDATA[<B>The relative density of a solution</B>: <B>unmasking concepts</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942007000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ocitocina é uterotônico utilizado em anestesia obstétrica, cuja administração, tanto profilática quanto terapêutica, justifica-se por reduzir a incidência de hemorragia após o parto. No entanto, ainda não está estabelecido o regime ideal de infusão em cesarianas eletivas. Este estudo tem o intuito de revisar as principais características fisiológicas e farmacológicas da ocitocina e discutir o seu uso racional pelos anestesiologistas, tendo em vista os seus efeitos colaterais. CONTEÚDO: A ocitocina é produzida pelo hipotálamo e armazenada pela hipófise posterior. No útero ela determina contração da musculatura lisa que é bastante importante para o controle de hemorragia após a dequitação. Ela atua, também, em outros sistemas, sendo relevante a diminuição da resistência vascular periférica com conseqüente hipotensão arterial. As ações extra-uterinas passam a ser importantes quando a ocitocina é feita em altas doses ou em bolus, especialmente em gestantes sob anestesia (seja bloqueio espinal ou anestesia geral) apresentando hipovolemia, ou com alteração prévia no sistema cardiovascular. Diversos regimes de infusão têm sido estudados, variando-se a dose e/ou velocidade de infusão na tentativa de se estabelecer qual a maneira mais adequada de sua utilização. CONCLUSÕES: A ocitocina permanece como fármaco de primeira escolha para a prevenção e tratamento da atonia uterina após cesariana, especialmente por seu amplo espectro terapêutico. Apesar de estar disponível para a prática clínica há quase 50 anos, ainda não está estabelecido qual o regime adequado de sua infusão em cesarianas. A tendência atual é a utilização em infusão contínua de doses reduzidas, devendo ser evitada a administração em bolus.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Oxytocin is the uterotonic used in obstetric anesthesia, and its prophylactic and therapeutic administration is justified because it reduces the incidence of post-partum hemorrhage. However, the ideal infusion regimen in elective cesarean sections has not been determined yet. The objective of this study was to review the main physiological and pharmacological characteristics of oxytocin and to discuss its rational use by anesthesiologists in view of its side effects. CONTENTS: Oxytocin is produced by the hypothalamus and stored in the posterior lobe of the pituitary gland. In the uterus, is causes contraction of the smooth muscle, which is very important to control hemorrhage after uterine emptying. It also affects other systems, and the reduction in peripheral vascular resistance with consequent hypotension is very important. The extra-uterine actions of oxytocin are important when administered in high doses or in bolus, especially in parturients under anesthesia (spinal block or general anesthesia) with hypovolemia or preexistent alterations in the cardiovascular system. Several infusion regimens have been studied, varying the dose and/or the speed of administration, in an attempt to establish the most adequate. CONCLUSIONS: Due to its wide therapeutic spectrum, oxytocin remains the drug of choice to prevent uterine atony after cesarean sections. Although it has been used for almost 50 years, the adequate infusion regimen in cesarean sections has not been determined yet. The current tendency is to use continual infusion of low doses, and bolus administration should be avoided.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La ocitocina es un uterotónico utilizado en anestesia obstétrica, cuya administración, tanto profiláctica, como terapéutica, se justifica por reducir la incidencia de hemorragia después del alumbramiento. Sin embargo, todavía no se estableció el régimen ideal de infusión en cesáreas electivas. Este estudio tiene la intención de revisar las principales características fisiológicas y farmacológicas de la ocitocina y discutir su uso racional por parte de los anestesiólogos, teniendo en cuenta sus efectos colaterales. CONTENIDO: La ocitocina es producida por el hipotálamo y almacenada por la hipófisis posterior. En el útero, hay una contracción de la musculatura lisa que es bastante importante para el control de la hemorragia después de la expulsión de la placenta. Actúa también en otros sistemas, siendo relevante la reducción de la resistencia vascular periférica con la consecuente hipotensión arterial. Las acciones extra-uterinas pasan a ser importantes cuando la ocitocina se crea en altas dosis o en bolus, especialmente en embarazadas bajo anestesia (sea bloqueo espinal o anestesia general) presentando hipovolemia, o con alteración previa en el sistema cardiovascular. Diversos regímenes de infusión han sido estudiados, variando la dosis y/o la velocidad de infusión en la tentativa de establecer cuál es la manera más adecuada para su utilización. CONCLUSIONES: La ocitocina permanece como fármaco de primera elección para la prevención y el tratamiento de la atonía uterina después de la cesárea, especialmente por su amplio espectro terapéutico. A pesar de estar disponible para la práctica clínica hace casi 50 años, todavía no está establecido cuál es el régimen adecuado de su infusión en cesáreas. La tendencia actual es la utilización en infusión continua de dosis reducidas, debiendo ser evitada la administración en bolus.