Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420080001&lang=en vol. 58 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Positioning of the anesthetized patient and cerebral perfusion</b>: <b>foreseeable catastrophes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>A comparative study of 0.125% racemic bupivacaine (S50-R50) and 0.125% and 0.25% 50% enantiomeric excess bupivacaine (S75-R25) in epidural anesthesia for labor analgesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A peridural contínua é utilizada para alívio da dor do trabalho de parto e associada a baixos índices de complicações. Estudos com enantiômeros levógiros dos anestésicos locais demonstraram maior segurança em função de menor cardiotoxicidade. O objetivo deste estudo foi comparar a analgesia e o bloqueio motor entre a bupivacaína (S50-R50) a 0,125% e a bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,125% e 0,25% em peridural contínua para analgesia de parto. MÉTODO: Realizou-se ensaio clínico duplamente encoberto, com distribuição aleatória de 75 participantes em trabalho de parto, distribuídas em três grupos: GI - bupivacaína (S50-R50) a 0,125%; GII - bupivacaína (S75-R25) a 0,125%; e GIII - bupivacaína (S75-R25) a 0,25%. A inclusão no estudo foi feita após assinatura do Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS: Não foram encontradas diferenças estatísticas significativas quanto à latência da analgesia, nível sensorial do bloqueio, volume de anestésico local, duração do trabalho de parto e da analgesia, freqüência de parto instrumental, escores de Apgar ou pH do cordão umbilical. O intervalo para a primeira dose resgate foi maior e os escores de dor em 45 min foram menores no grupo bupivacaína (S75-R25) a 0,25%. A intensidade do bloqueio motor foi maior no grupo bupivacaína (S50-R50) a 0,125%. CONCLUSÕES: A bupivacaína (S75-R25) determinou um bloqueio motor menos intenso, mesmo quando utilizada em maior concentração (0,25%), resultando em melhor qualidade de analgesia, sem interferir na evolução do trabalho de parto ou na vitalidade dos recém-nascidos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Continuous epidural block is used for relief of labor pain and it is associated with a low incidence of complications. Studies with the levorotatory isomer of local anesthetics demonstrated that they are safer regarding the cardiotoxicity. The objective of this study was to compare analgesia and motor blockade of 0.125% bupivacaine (S50-R50) and 0.125% and 0.25% 50% enantiomeric excess bupivacaine (S75-R25) in continuous epidural block for labor analgesia. METHODS: Seventy-five patients in labor participated in this randomized, double-blind study after signing an informed consent. Patients were divided in three groups: GI - 0.125% bupivacaine (S50-R50); GII - 0.125% bupivacaine (S75-R25) and GIII - 0.25% bupivacaine (S75-R25). RESULTS: The latency of analgesia, levels of sensorial blockade, volume of local anesthetic, duration of labor and analgesia, frequency of instrumental delivery, Apgar scores, or pH of umbilical cord blood showed no statistically significant differences. The length of time until the first rescue dose was greater and pain scores at 45 minutes were also greater in the 0.25% bupivacaine (S75-R25) group. The intensity of the motor blockade was greater in the 0.125% bupivacaine (S50-R50) group. CONCLUSIONS: The motor blockade was less intense with bupivacaine (S75-R25) regardless the concentration, resulting in analgesia of better quality without interfering with the evolution of labor or the vitality of newborns.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La peridural continua se utiliza para el alivio del dolor del trabajo de parto y asociada a bajos índices de complicaciones. Estudios con enantiómeros levógiros de los anestésicos locales demostraron una mayor seguridad en función de una menor cardiotoxicidad. El objetivo de este estudio fue comparar la analgesia y el bloqueo motor entre la Bupivacaina (S50-R50) a 0,125% y la Bupivacaina en exceso enantiomérico de 50% (S75-R25) a 0,125% e 0,25% en peridural continua para analgesia de parto. MÉTODO: Se realizó un ensayo clínico doblemente encubierto, con distribución aleatoria de 75 participantes en trabajo de parto, distribuidas en tres grupos: GI - Bupivacaina (S50-R50) a 0,125%, GII - Bupivacaina (S75-R25) a 0,125% y GIII - Bupivacaina (S75-R25) a 0,25%. La inclusión en el estudio fue hecha después de la firma del Consentimiento Libre y Aclarado. RESULTADOS: No se encontraron diferencias estadísticas significativas en cuanto a la latencia de la analgesia, nivel sensorial del bloqueo, volumen de anestésico local, duración del trabajo de parto y de la analgesia, frecuencia de parto instrumental, puntuaciones de Apgar o pH del cordón umbilical. El intervalo para la primera dosis rescate fue mayor y los puntajes de dolor en 45 minutos fueron menores en el grupo Bupivacaina (S75-R25) a 0,25%. La intensidad del bloqueo motor fue mayor en el grupo Bupivacaina (S50-R50) a 0,125%. CONCLUSIONES: La Bupivacaina (S75-R25) determinó un bloqueo motor menos intenso, incluso cuando se utilizó en mayor concentración (0,25%), resultando en una mejor calidad de analgesia, sin interferir en la evolución del trabajo de parto o en la vitalidad de los recién nacidos. <![CDATA[<b>Preparation, characterization and <I>in vitro</I> evaluation of 50% enantiomeric excess bupivacaine (S75-R25)-loaded microspheres</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As microesferas podem ser utilizadas como um sistema de liberação controlada para prolongar a ação de anestésicos locais. Esse estudo teve como objetivo a preparação, caracterização e análise da liberação in vitro de microesferas de bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% (S75-R25). MÉTODO: As micropartículas foram preparadas utilizando o co-polímero de ácido poliláctico-co-glicólico contendo bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% pelo método spray-dryed. RESULTADOS: A caracterização das microesferas em relação ao seu tamanho e conteúdo foram similares aos valores teóricos. A liberação in vitro apresentou um padrão bifásico. CONCLUSÕES: O processo de fabricação de microesferas contendo bupivacaína em excesso enantiomérico de 50% pelo método spray-dryed é factível de ser realizado, com resultados semelhantes aos encontrados com microesferas de bupivacaína.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Microspheres can be used as a controlled delivery system to prolong the duration of action of local anesthetics. The objective of this study was the preparation, characterization and analysis of the in vitro release of 50% enantiomeric excess bupivacaine (S75-R25)-loaded microspheres. METHODS: Microspheres were prepared using the copolymer of polylactide-co-glycolic acid by the spray-dryed method. RESULTS: Characterization of microspheres regarding their size and content were similar to the theoretical values. The in vitro release demonstrated a biphasic pattern. CONCLUSIONS: Manufacturing of 50% enantiomeric excess bupivacaine-loaded microspheres by the spray-dryed method with results similar to bupivacaine-loaded microspheres can be done.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las micro esferas pueden ser utilizadas como un sistema de liberación controlada para prolongar la acción de anestésicos locales. Este estudio tuvo como objetivo la preparación, caracterización y el análisis de la liberación in vitro de micro esferas de bupivacaina en exceso enantiomérico de 50% (S75-R25). MÉTODO: Las micro partículas fueron preparadas utilizando el copolímero de ácido poliláctico-co-glicólico con bupivacaina en exceso enantiomérico de un 50% por el método spray-dryed. RESULTADOS: La caracterización de las micro esferas con relación a su tamaño y contenido fueron similares a los valores teóricos. La liberación in vitro presentó un estándar bifásico. CONCLUSIONES: El proceso de fabricación de micro esferas con bupivacaina en exceso enantiomérico de 50% por el método spray-dryed se puede realizar con resultados semejantes a los encontrados con micro esferas de bupivacaina. <![CDATA[<b>Topical anesthesia associated with sedation for phacoemulsification</b>: <b>experience with 312 patients</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia tópica vem ganhando espaço nas operações de catarata, sobretudo após os avanços advindos com a técnica de facoemulsificação. O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia da anestesia tópica associada à sedação para operações de catarata por facoemulsificação. MÉTODO: Estudo prospectivo de 312 pacientes, ASA I e II, com idades entre 41 e 89 anos. Foi realizada a facoemulsificação sob anestesia tópica (cinco minutos antes da operação, por gotejamento com proximetacaína a 0,5%) associada à sedação (midazolam, 1 mg, por via venosa, administrado 15 minutos antes da operação). Alfentanil em bolus de 125 µg por via venosa foi administrado sob demanda. Variáveis como dor no intra-operatório, consumo de alfentanil, efeitos colaterais, tempo de recupe\ração e nível de satisfação do paciente foram analisados. RESULTADOS: No período intra-operatório foram observados oito (2,6%) casos de bradicardia, quatro (1,3%) de edema epitelial, dois (0,65%) de náuseas e duas (0,65%) rupturas de cápsula posterior. No pós-operatório foram observados 15 (4,8%) casos de náuseas, seis (1,9%) casos de tonturas, dois (0,65%) casos de vômitos e um (0,32%) caso de bradicardia. O tempo médio de recuperação pós-operatória foi de 21,77 minutos. O consumo de alfentanil variou entre 125 µg e 1.250 µg, com um consumo médio de 537 µg. Trezentos (96,2%) pacientes classificaram a técnica anestésica como boa e 12 (3,8%) pacientes classificaram como regular. Quarenta e dois pacientes relataram dor em algum momento da operação e quatro (1,3%) pacientes disseram que caso necessitassem realizar um novo procedimento de facoemulsificação não gostariam de ser submetidos à mesma técnica anestésica. CONCLUSÕES: A anestesia tópica com sedação em pacientes submetidos a operações de catarata por facoemulsificação, neste estudo, demonstrou eficácia, fácil aplicação e complicações mínimas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of topical anesthesia in cataract surgeries has been increasing, especially after the development of phacoemulsification. The objective of this study was to evaluate the efficacy of topical anesthesia associated with sedation for cataract extraction by phacoemulsification. METHODS: A prospective study was conducted with 312 patients, ASA I and II, ages 41 to 89 years. Phacoemulsification was performed under topical anesthesia (5 minutes before surgery, by dripping 0.5% proximetacaine) associated with sedation (intravenous midazolam, 1 mg, administered 15 minutes before the surgery). Intravenous bolus of alfentanil, 125 µg, were administered under demand. Parameters, such as intraoperative pain, consumption of alfentanil, side effects, recovery time, and level of patient satisfaction were analyzed. RESULTS: In the intraoperative period, 8 (2.6%) cases of bradycardia, 4 (1.3%) of epithelial edema, 2 (0.65%) of nausea, and 2 (0.65%) ruptures of the posterior capsule were observed. In the postoperative period, 15 (4.8%) cases of nausea, 6 (1.9%) cases of dizziness, 2 (0.65%) of vomiting, and 1 (0.32%) case of bradycardia were observed. The mean time of postoperative recovery was 21.77 minutes. Consumption of alfentanil varied from 125 µg to 1250 µg, with a mean consumption of 537 µg. Tree hundred (96.2%) patients classified the technique as good and 12 (3.8%), as regular. Forty-two patients complained of pain sometime during surgery, and 4 (1.3%) patients said that if they needed another phacoemulsification, they would not like to undergo the same anesthetic technique. CONCLUSIONS: In this study, topical anesthesia with sedation of patients undergoing cataract removal by phacoemulsification demonstrated to be effective, easy to apply, and had a very low incidence of complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia tópica ha venido obteniendo espacio en las operaciones de catarata, principalmente después de los avances provenientes de la técnica de facoemulsificación. El objetivo de este estudio fue evaluar la eficacia de la anestesia tópica asociada a la sedación para operaciones de catarata por facoemulsificación. MÉTODO: Estudio prospectivo de 312 pacientes, ASA I y II, con edades entre 41 y 89 años. Fue realizada la facoemulsificación bajo anestesia tópica (5 minutos antes de la operación, por goteo con proximetacaína a 0,5%) asociada a la sedación (midazolan, 1 mg, por vía venosa, administrado 15 minutos antes de la operación). Alfentanil en bolus de 125 µg por vía venosa fue administrado bajo demanda. Variables como el dolor en el intraoperatorio, consumo de alfentanil, efectos colaterales, tiempo de recuperación y nivel de satisfacción del paciente se analizaron. RESULTADOS: En el período intraoperatorio se observaron 8 (2,6%) casos de bradicardia, 4 (1,3%) de edema epitelial, 2 (0,65%) de náuseas y 2 (0,65%) rupturas de cápsula posterior. En el postoperatorio se observaron 15 (4,8%) casos de náuseas, 6 (1,9%) casos de mareos, 2 (0,65%) casos de vómitos y 1 (0,32%) caso de bradicardia. El tiempo promedio de recuperación post-operatoria fue de 21,77 minutos. El consumo de alfentanil varió entre 125 µg y 1.250 µg, con un consumo promedio de 537 µg. Trescientos (96,2%) pacientes clasificaron la técnica anestésica como buena y 12 (3,8%) pacientes la clasificaron como regular. Cuarenta y de los pacientes relataron dolor en algún momento de la operación y 4 (1,3%) pacientes dijeron que si necesitasen realizar un nuevo procedimiento de facoemulsificación no les gustarían ser sometidos a la misma técnica anestésica. CONCLUSIONES: La anestesia tópica con sedación en pacientes sometidos a operaciones de catarata por facoemulsificación, en este estudio, demostró eficacia, una fácil aplicación y complicaciones mínimas. <![CDATA[<b>Prophylactic antiemetic therapy for acute abdominal surgery</b>: <b>a comparative study of droperidol, metoclopramide, tropisetron, granisetron and dexamethasone</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios (NVPO) gira em torno de 30%. A profilaxia de NVPO foi objeto de múltiplos estudos, tanto para tentar diminuir esse problema como para comparar o índice custo-benefício do tratamento utilizado. Esse estudo comparou a eficácia de cinco fármacos antieméticos em apendicectomia. MÉTODO: Estudo clínico prospectivo controlado, duplamente encoberto de 150 pacientes ASA I e II com IMC < 30, submetidos a apendicectomia. Os pacientes foram divididos em seis grupos: Grupo 1 (n = 25): 5 mL solução fisiológica a 0,9%; Grupo 2 (n = 25): droperidol 0,625 mg; Grupo 3 (n = 25): metoclopramida 20 mg; Grupo 4 (n = 25): tropisetron 5 mg; Grupo 5 (n = 25): granisetron 1 mg; Grupo 6 (n = 25): dexametasona 4 mg. A monitoração foi realizada com ECG, PANI, SpO2, P ET CO2, analisador de gases anestésicos e estimulador de nervo periférico. Foi avaliada a presença de NVPO, complicações e o grau de satisfação nas primeiras 48 horas. RESULTADOS: O droperidol apresentou incidência 4% de NVPO, os grupos de granisetron, tropisetron e metoclopramida apresentaram 12% de NVPO (p < 0,05). O grupo de dexametasona apresentou 24% e o controle 28% de NVPO. CONCLUSÕES: Na profilaxia de NVPO em apendicectomia de urgência o uso de baixas doses de droperidol foi mais efetivo que o dos outros fármacos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: It is calculated that the incidence of postoperative nausea and vomiting (PONV) is approximately 30%. The prophylaxis of PONV has been the subject of several studies, both to decrease this problem and to compare the cost-benefit ration of the treatment used. The objective of this study was to compare the efficacy of 5 antiemetic drugs with a control group in emergency appendectomy. METHODS: A controlled, double-blind, prospective study with 150 patients, ASA I and II, BMI < 30, undergoing appendectomy, was undertaken. Patients were divided in six groups: Group 1 (n = 25): 5 mL of normal saline; Group 2 (n = 25): 0.625 mg of droperidol; Group 3 (n = 25): 20 mg of metoclopramide; Group 4 (n = 25): 5 mg of tropisetron; Group 5 (n = 25): 1 mg of granisetron; Group 6 (n = 25): 4 mg of dexamethasone. Monitoring included ECG, non-invasive blood pressure, O2 saturation, P ET CO2, anesthetic gas analyzer and peripheral nerve stimulator. The presence of PONV, complications and the degree of satisfaction in the first 48 hours were evaluated. RESULTS: The incidence of PONV in the droperidol group was 4% while in the granisetron, tropisetron and metoclopramide groups it was 12% (p < 0.05). The dexamethasone group had a 24% incidence and the control group 28%. CONCLUSIONS: Low doses of droperidol were more effective in the prophylaxis of PONV in emergency appendectomy than the other drugs.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La incidencia de náuseas y vómitos peri operatorios (NVPO) se estima en un 30%. La profilaxis de NVPO ha sido objetivo de múltiples estudios, tanto para intentar disminuir este problema como a su vez comparar índice costo-beneficio de la terapia utilizada. Este estudio evalúa la utilización de 5 fármacos antieméticos en relación a grupo control para apendicectomía de urgencia. MÉTODO: Estudio clínico prospectivo controlado, doble ciego de 150 pacientes ASA I y II con IMC < 30, beneficiarios de apendicectomía. Los pacientes fueron divididos en seis grupos: Grupo 1 (n = 25): 5 ml solución salina; Grupo 2 (n = 25): droperidol 0,625 mg; Grupo 3 (n = 25): metoclopramida 20 mg; Grupo 4 (n = 25): tropisetrón 5 mg; Grupo 5 (n = 25): granisetrón 1 mg; Grupo 6 (n = 25): dexametasona 4 mg. El monitoreo se realizó con ECG, NIBP, SATO2, P ET CO2, analizador de gases anestésicos y ENP. Se evaluó la presencia de NVPO, complicaciones y grado de satisfacción en las primeras 48 horas. RESULTADOS: Droperidol presentó un 4,0% de NVPO en comparación con los grupos de granisetrón, tropisetrón y metoclopramida que presentaron un 12,0% de NVPO (p < 0,05). El grupo de dexametasona presento 24,0% y el control un 28,0% de NVPO. CONCLUSIONES: En la profilaxis para NVPO en la apendicectomía de urgencia se muestra más efectivo el uso de dosis bajas de droperidol en comparación con otros fármacos. <![CDATA[<b>Anesthesia for cesarean section on a pregnant woman with hypoplasia of the distal aorta</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Anomalias vasculares maternas, potencialmente graves para o feto, podem colocar em risco a perfusão uterina, suscitando cuidados ainda maiores por parte da equipe anestésica. O objetivo deste relato foi mostrar a conduta anestésica para operação cesariana em uma gestante com hipoplasia de aorta distal, logo abaixo da emergência das artérias renais, com estenose da artéria renal e ausência de artérias ilíacas. RELATO DO CASO: Paciente de 30 anos, 54 kg, na segunda gestação com uma cesariana anterior sem intercorrências. Durante a realização de ecografia gestacional na 12ª semana observou-se interrupção da aorta logo abaixo da saída das artérias renais. A paciente foi encaminhada para a realização de cineangiocoronariografia que mostrou hipoplasia da aorta distal abaixo das artérias renais, com ausência das artérias ilíacas. Durante a investigação clínica a paciente mostrou-se assintomática, com exceção de hipertensão arterial e claudicação aos grandes esforços. A paciente foi submetida à anestesia peridural contínua, com titulação da dose anestésica necessária à realização da cesariana. Inicialmente foram injetados 50 mg de bupivacaína a 0,5% sem vasoconstritor e 10 µg de sufentanil. Quinze minutos após, a anestesia foi complementada com mais 25 mg de bupivacaína a 0,5%, o que foi suficiente para atingir adequado nível de bloqueio. A cesariana transcorreu sem intercorrências e a criança nasceu em boas condições clínicas. CONCLUSÕES: O uso de anestesia peridural contínua com doses fracionadas demonstrou ser uma técnica anestésica segura para a realização desse procedimento por reduzir os riscos de hipotensão arterial materna inerente ao bloqueio espinal e também por minimizar a transferência placentária de fármacos, que ocorrem quando do emprego da anestesia geral. A titulação de fármacos através do cateter peridural possibilitou atingir nível anestésico adequado à realização do ato cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Maternal vascular anomalies, potentially severe for the fetus, can jeopardize uterine perfusion, which demands more caution by the anesthesiology team. The objective of this report was to demonstrate the anesthetic conduct for a cesarean section on a pregnant woman with hipoplasia of the distal aorta, just below the renal arteries, with stenosis of the renal artery and absence of the iliac arteries. CASE REPORT: This is a 30-year old patient, weighing 54 kg, on her second pregnancy, with a history of an uncomplicated cesarean section. During the gestational echocardiography on the 12th week, it was observed an interruption of the distal aorta, just below the renal arteries. The patient was referred for coronary angiography, which demonstrated hypoplasia of the distal aorta, just below the renal arteries, and absence of the iliac arteries. During the clinical investigation, the patient remained asymptomatic, except for hypertension and claudication during great efforts. She underwent continuous epidural anesthesia and the dose of the anesthetic was titrated as needed for the cesarean section. Initially, 50 mg of 0.5% bupivacaine without vasoconstrictor and 10 µg of sufentanil were administered. After 15 minutes, anesthesia was complemented with 25 mg of 0.5% bupivacaine, which was enough to achieve an adequate level of blockade. The cesarean section was performed without intercurrences, and the fetus was born in good clinical conditions. CONCLUSION: The use of continuous epidural block in fractionated doses demonstrated to be a safe anesthetic technique for this procedure because it reduces the risks of maternal hypotension, inherent to the spinal block, and also minimized the placentary transference of drugs, which is the case with general anesthesia. Titration of drugs through the epidural catheter allowed reaching an adequate anesthetic level for this type of surgery.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Anomalías vasculares maternas, potencialmente graves para el feto, pueden colocar en riesgo la perfusión uterina, suscitando cuidados mucho más puntuales por parte del equipo anestésico. El objetivo de este relato fue mostrar la conducta anestésica para operación en cesárea en una embarazada con hipoplasia de aorta distal, bien debajo de la emergencia de las arterias renales, con estenosis de la arteria renal y falta de arterias ilíacas. RELATO DEL CASO: Paciente de 30 años, 54 kg, en el 2&deg; embarazo con una cesárea anterior sin intercurrencias. Durante la realización de ecografía de gestación en la 12ª semana se observó una interrupción de la aorta bien debajo de la salida de las arterias renales. A la paciente se le realizó cineangiocoronariografía que mostró hipoplasia de la aorta distal por debajo de las arterias renales, con ausencia de las arterias ilíacas. Durante la investigación clínica la paciente se mostró asintomática, con excepción de hipertensión arterial y claudicación a los grandes esfuerzos. La paciente fue sometida a la anestesia peridural continua, con titulación de la dosis anestésica necesaria para la realización de la cesárea. Inicialmente se inyectaron 50 mg de bupivacaína a 0,5% sin vasoconstrictor y 10 µg de sufentanil. Quince minutos después, la anestesia fue complementada con 25 mg más de bupivacaína a 0,5%, lo que fue suficiente para alcanzar un adecuado nivel de bloqueo. La cesárea transcurrió sin intercurrencias y el niño nació en buenas condiciones clínicas. CONCLUSIONES: El uso de anestesia peridural continua con dosis fraccionadas demostró ser una técnica anestésica segura para la realización de este procedimiento por reducir los riesgos de hipotensión arterial materna inherente al bloqueo espinal y también por minimizar la transferencia placentaria de fármacos que ocurren cuando se usa la anestesia general. La titulación de fármacos a través del catéter peridural posibilitó alcanzar un nivel anestésico adecuado para la realización de la operación. <![CDATA[<b>Ultrasound-guided ileoinguinal and ileohypogastric nerve block associated with general anesthesia</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Procedimentos cirúrgicos realizados em regime ambulatorial estão se tornando mais freqüentes. O bloqueio dos nervos ilioinguinal e iliohipogástrico tem sido usado para analgesia pós-operatória de pacientes submetidos à herniorrafia inguinal em regime ambulatorial. A ultra-sonografia auxilia as técnicas de anestesia regional possibilitando mais precisão no depósito do anestésico local ao redor dos nervos. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de bloqueio dos nervos ilioinguinal e iliohipogástrico guiado por ultra-sonografia em paciente agendado para herniorrafia inguinal em regime ambulatorial. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 36 anos, 74 kg, estado físico ASA I, agendado para realização de herniorrafia inguinal. Foi realizado o bloqueio dos nervos ilioipogástrico e ilioinguinal guiado por ultra-sonografia com ropivacaína a 0,5% e, em seguida, realizada anestesia venosa total. O paciente recebeu alta hospitalar quatro horas após o procedimento com escore de dor avaliado pela Escala Analógica Verbal de 3. CONCLUSÕES: O bloqueio dos nervos iliohipogástrico e ilioinguinal guiado por ultra-sonografia em pacientes submetidos à herniorrafia inguinal em regime ambulatorial pode ser utilizado no auxílio do controle da dor pós-operatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Outpatient surgeries are becoming more frequent. Ilioinguinal and iliohypogastric nerve block has been used in postoperative analgesia of patients undergoing outpatient inguinal herniorrhaphy. Ultrasound-guided regional anesthesia increases the accuracy of deposition of the local anesthetic around the nerves. The objective of this report was to present a case of ultrasound-guided ilioinguinal and iliohypogastric nerve block for outpatient inguinal herniorrhaphy. CASE REPORT: A 36-year old male patient, 74 kg, physical status ASA I, was scheduled for inguinal herniorrhaphy. Ultrasound-guided iliohypogastric and ilioinguinal nerve block was accomplished with 0.5% ropivacaine, followed by total intravenous anesthesia. The patient was discharged from the hospital 4 hours after the procedure with a pain score of 3 in the Verbal Analogue Scale. CONCLUSION: Ultrasound-guided iliohypogastric and ilioinguinal nerve block in patients undergoing outpatient inguinal herniorrhaphy can be done as an aid to postoperative analgesia.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Procedimientos quirúrgicos realizados en régimen ambulatorial se están convirtiendo cada vez más frecuentes. El bloqueo de los nervios íleoinguinal e íleohipogástrico ha sido usado para la analgesia postoperatoria de pacientes sometidos a la herniorrafia inguinal en régimen ambulatorial. La ultrasonografía auxilia las técnicas de anestesia regional posibilitando una mayor precisión en el depósito del anestésico local el rededor de los nervios. El objetivo de este relato fue presentar un caso de bloqueo de los nervios íleoinguinal e íleohipogástrico guiado por ultrasonografía en paciente a realizar herniorrafia inguinal en régimen ambulatorial. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 36 años, 74 kg, estado físico ASA I, listo para la realización de herniorrafia inguinal. Fue realizado el bloqueo de los nervios íleohipogástrico e íleoinguinal guiado por ultrasonografía con ropivacaína a 0,5% y enseguida fue realizada anestesia venosa total. El paciente tuvo alta 4 horas después del procedimiento con puntuación de dolor evaluado por la Escala Analógica Verbal de 3. CONCLUSIONES: El bloqueo de los nervios íleohipogástrico e íleoinguinal guiados por ultrasonografía en pacientes sometidos a herniorrafia inguinal en régimen ambulatorial, puede ser utilizado en el auxilio del control del dolor postoperatorio. <![CDATA[<b>Blind nasotracheal intubation in awaken patient scheduled for hemimandibulectomy</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A abordagem à via aérea pode utilizar diversos recursos. Manter o paciente acordado, cujo controle seguro da ventilação/oxigenação é incerto, constitui uma opção quando há dúvida quanto à intubação. A intubação nasotraqueal (INT) às cegas é uma alternativa à fibroscopia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 75 anos, 56 kg, candidata à hemimandibulectomia, com imobilidade cervical por artrodese, abertura bucal de 2,2 cm, retrognatismo moderado, sem protrusão voluntária da mandíbula, distância mento-esternal de 11 cm e mento-tireoidiana de 6 cm, recebendo 5 pontos na escala Wilson. A paciente previamente orientada consentiu com o procedimento. Após monitoração e oxigenação, foi iniciada infusão contínua de dexmedetomidina. Realizado bloqueio dos nervos laríngeo superior e inferior com lidocaína a 2,0% sem vasoconstritor e instilação de lidocaína spray em hipofaringe. Previamente à INT foram administrados ondansetron, midazolam, fentanil e droperidol, permanecendo a paciente acordada e cooperativa. A inserção via nasal de tubo traqueal foi orientada pela sua opacificação e ruídos respiratórios e confirmada por ausculta pulmonar e capnografia. Iniciada infusão contínua de propofol e remifentanil, administrados rocurônio e ventilação controlada. A operação de 60 minutos não teve intercorrências. Ao término, a paciente apresentava ventilação espontânea, sendo extubada e encaminhada à recuperação pós-anestésica, recebendo alta sem queixas. CONCLUSÕES: A INT é alternativa à fibroscopia quando a segurança do controle das vias aéreas é incerta. O prévio esclarecimento da paciente foi essencial. Houve segurança, sem depressão respiratória ou instabilidade hemodinâmica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Several resources can be used for the approach of the airways. Maintaining a patient awake when control of ventilation/oxygenation is uncertain is an option when intubation is doubtful. Blind nasotracheal intubation (NTI) is an alternative to fiberoptic endoscopy. CASE REPORT: A 75-year old patient, weighing 56 kg, was scheduled for hemimandibulectomy; she presented cervical immobility secondary to arthrodesis, mouth opening of 2.2 cm, moderate retrognatism, voluntary protrusion of the mandible was absent, mentosternal distance of 11 cm and mento-thyroid distance of 6 cm, therefore receiving a score of 5 on the Wilson scale. The patient signed an informed consent after being informed about the procedure. After monitoring and oxygenation, continuous infusion of dexmedetomidine was initiated. Superior and inferior laryngeal nerve block was performed with 2.0% lidocaine without vasoconstrictor and the hypopharinx was anesthetized with a lidocaine spray. Before NTI, ondansetron, midazolam, fentanyl, and droperidol were administered and the patient remained awake and cooperative. Nasal insertion of the tracheal tube was oriented by its opacification and respiratory sounds and the placement was confirmed by pulmonary auscultation and capnography. Continuous infusion of propofol and remifentanil was instituted, vecuronium was administered and controlled ventilation was initiated. The surgery lasted 60 minutes without intercurrences. At the end, the patient was breathing spontaneously, so she was extubated and transferred to the recovery room from where she was discharged without any complaints. CONCLUSION: Nasotracheal intubation is an alternative to fiberoptic endoscopy when safety and control of the airways is uncertain. Informing the patient about the procedure was essential. Safety was assured and respiratory depression and hemodynamic instability was not observed.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El abordaje a la vía aérea puede utilizar diversos recursos. Mantener el paciente despierto cuyo control seguro de la ventilación/oxigenación no es muy regular y es una opción cuando existe una duda en cuanto a la intubación. La intubación nasotraqueal (INT) a ciegas es una alternativa a la fibroscopía. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 75 años, 56 kg, candidata a la hemimandibulectomia, con inmovilidad cervical por artrodesis, abertura bucal de 2,2 cm, retrognatismo moderado, sin profusión voluntaria de la mandíbula, distancia mento-esternal de 11 cm y mento-tiroidiana de 6 cm, recibiendo 5 puntos en la escala Wilson. La paciente previamente orientada consintió con el procedimiento. Después de la monitorización y oxigenación, se inició la infusión continua de dexmedetomidina. Realizado el bloqueo de los nervios laríngeo superior e inferior con lidocaína a 2,0% sin vasoconstrictor e instilación de lidocaína spray en hipofaringe. Previamente a la INT se administraron ondansetrona, midazolam, fentanil y droperidol, permaneciendo la paciente despierta y cooperante. La inserción vía nasal de tubo traqueal fue orientada por su opacificación y ruidos respiratorios y confirmada por auscultación pulmonar y capnografía. Iniciada infusión continua de propofol y remifentanil, administrados rocuronio y ventilación controlada. La operación de 60 minutos no tuvo intercurrencias. Al término de la cirugía, la paciente presentaba ventilación espontánea, siendo extubada y llevada a la recuperación postanestésica, recibiendo alta sin quejas. CONCLUSIONES: La INT es una alternativa a la fibroscopía cuando la seguridad del control de las vías aéreas no es segura. La previa clarificación de la paciente fue esencial. Hubo seguridad, sin depresión respiratoria o inestabilidad hemodinámica. <![CDATA[<b>Intraoperative pulmonary barotrauma during ophthalmologic surgery</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Acidentes anestésicos graves por mau funcionamento de ventiladores mecânicos tornaram-se raros nos tempos atuais. Porém, detalhes técnicos, mesmo em aparelhos de fabricação recente, podem resultar em armadilhas para o anestesiologista e ameaçar a segurança do paciente. O objetivo deste relato de caso foi enfatizar a necessidade de análise criteriosa do material em uso, assim como de detectar e tratar o pneumotórax hipertensivo intra-operatório. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 16 anos, estado físico ASA I, submetida a recobrimento conjuntival de córnea sob anestesia geral. A manutenção foi feita com isoflurano e ventilação controlada mecânica. A anestesia transcorreu sem anormalidades. Na fase final do procedimento cirúrgico, após mobilização do aparelho de anestesia para o início do procedimento de despertar, observou-se quadro de hipóxia, hipotensão arterial e dificuldade ventilatória. Retirados os campos cirúrgicos, evidenciou-se importante enfisema subcutâneo, envolvendo a face, o pescoço e o membro superior. Procedeu-se à troca da cânula traqueal, observando-se a presença de sangue em seu interior. A radiografia de tórax confirmou o diagnóstico de pneumotórax, que foi prontamente drenado. A inspeção no equipamento revelou acotovelamento da mangueira que liga a região inferior do canister ao corpo do aparelho, em função da mobilização do braço articulado, bloqueando o fluxo normal de gases e levando a barotrauma pulmonar. CONCLUSÕES: O pneumotórax hipertensivo durante anestesia geral com ventilação com pressão positiva deve ser sempre um acidente a ser considerado. Múltiplos fatores podem precipitá-lo, o que exige alto grau de suspeição sempre que estiverem envolvidos no ato anestésico-cirúrgico. O equipamento de anestesia deve ser cuidadosamente examinado para que sejam detectadas potenciais causas de acidentes anestésicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Nowadays, severe anesthetic complications caused by the improper use of mechanical ventilators are rare. However, technical details even in recent models can be a trap for the anesthesiologist and threaten patient safety. The objective of this report was to demonstrate the importance of a careful analysis of the device to be used, as well as to detect and treat intraoperative tension pneumothorax. CASE REPORT: A 16-year old female patient, physical status ASA I, underwent corneal conjunctival covering under general anesthesia. Anesthesia was maintained with isoflurane and controlled mechanical ventilation. No abnormalities were observed during anesthesia. At the final phase of the surgery, after mobilizing the anesthesia device to start the awakening process, the patient developed hypoxia, hypertension and ventilatory difficulties. After removal of the sterile drapes from the surgical field, subcutaneous emphysema was evident in the face, neck and upper limb. The tracheal cannula, which contained blood, was changed. A chest X-ray confirmed the diagnosis of pneumothorax that was immediately drained. Inspection of the equipment revealed the presence of a kink in the tubing connecting the inferior portion of the canister to the equipment itself caused by mobilization of the articulated arm, blocking the normal flow of gases and leading to pulmonary barotrauma. CONCLUSIONS: The development of tension pneumothorax during general anesthesia with positive pressure ventilation should always be considered. Several factors can contribute to the development of this condition, which should be considered when they are present during surgeries. The anesthesia equipment should be examined carefully to detect potential causes of anesthetic complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Accidentes anestésicos graves por mal funcionamiento de ventiladores mecánicos se hicieron escasos en los tiempos actuales. Sin embargo, detalles técnicos, incluso en aparatos de reciente fabricación, pueden ser trampas para el anestesiólogo y amenazar la seguridad del paciente. El objetivo de este relato de caso fue enfatizar la necesidad de un análisis de criterio del material en uso, como también detectar y tratar el neumotórax hipertensivo intraoperatorio. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 16 años, estado físico ASA I, sometido al recubrimiento conjuntival de córnea bajo anestesia general. El mantenimiento se hizo con isoflurano y ventilación controlada mecánica. La anestesia transcurrió sin anormalidades. En la fase final del Procedimiento Quirúrgico, después de la movilización del aparato de anestesia para iniciar el Procedimiento de despertar, se observó un cuadro de hipoxia, hipotensión arterial y dificultad en la ventilación. Retirados los campos quirúrgicos, se vio un importante enfisema subcutáneo, involucrando la cara, el cuello y el miembro superior. Se procedió entonces al cambio de la cánula traqueal, observando la presencia de sangre en su interior. La radiografía de tórax confirmó el diagnóstico de neumotórax, que fue rápidamente drenado. La inspección en el equipo reveló un amontonamiento de la manguera que conecta la región inferior del canister al cuerpo del aparato, en función de la movilización del brazo articulado, bloqueando el flujo normal de gases y conllevando a baro trauma pulmonar. CONCLUSIONES: El neumotórax hipertensivo durante anestesia general con ventilación con presión positiva debe ser siempre un accidente a ser considerado. Múltiples factores pueden precipitarlo, lo que exige un alto grado de sospecha siempre que estén involucrados en el acto anestésico quirúrgico. El equipo de anestesia debe ser cuidadosamente examinado para que se detecten potenciales causas de accidentes anestésicos. <![CDATA[<b>Right atrial myxoma associated with acute cor pulmonale</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os mixomas atriais são a forma mais comum de tumor intracardíaco primário. Apesar de serem tumores de comportamento benigno, recomenda-se que sejam retirados tão logo diagnosticados devido à possibilidade de embolização do tumor com suas nefastas conseqüências. O objetivo do presente relato foi apresentar um caso de tumor intracardíaco com localização rara (intra-atrial direito) que apresentou embolização intra-operatória de parte do tumor e alertar os anestesiologistas para a possibilidade dessa complicação, além de discutir a conduta anestésica. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 42 anos, portador de grande massa em átrio direito, submetido à retirada do tumor. A indução da anestesia foi feita com etomidato, fentanil e brometo de rocurônio e a manutenção, com isoflurano e fentanil. No intra-operatório o paciente apresentou quadro de cor pulmonale agudo em virtude da embolização de parte do tumor, sendo realizadas medidas de suporte e iniciada rapidamente a circulação extracorpórea. O restante da operação transcorreu bem e o paciente recebeu alta no sétimo dia pós-operatório em boas condições. CONCLUSÕES: Apesar do mixoma intracardíaco ser um tumor de características benignas, ele pode estar associado a complicações graves e às vezes fatais. O conhecimento da doença é importante para que o anestesiologista possa manusear de modo adequado esses pacientes, bem como diagnosticar e tratar as possíveis complicações intra-operatórias.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Atrial myxomas are the most common type of primary intracardiac tumors. Although they are benign, it is recommended its immediate removal as soon as the diagnosis is confirmed, since they are associated with tumor embolization and their harmful consequences. The objective of this report was to present the case of an intracardiac tumor of rare location (right atrium) that developed intraoperative embolization and to alert anesthesiologists for the possibility of this complication, besides discussing the anesthetic conduct. CASE REPORT: A male patient, 42 years old, presented with a large mass in the right atrium, being scheduled for removal of the tumor. Anesthetic induction consisted of ethomidate, fentanyl and rocuronium bromide and it was maintained with isoflurane and fentanyl. Intraoperatively, the patient developed acute cor pulmonale secondary to tumor embolization, with the immediate institution of support measures and cardiopulmonary bypass. The remaining of the surgery was uneventful and the patient was discharged on the 7th postoperative day in good conditions. CONCLUSIONS: Although intracardiac myxoma is a benign tumor, it can be associated with severe and even fatal complications. Knowledge of the disease is important for the proper management of those patients by the anesthesiologist, as well as to diagnose and treat possible intraoperative complications.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los mixomas atriales son la forma más común de tumor intracardiaco primario. A pesar de ser tumores de comportamiento benigno, se recomienda que sean retirados en cuanto sean diagnosticados debido a la posibilidad de embolización del tumor con sus nefastas consecuencias. El objetivo de este relato de caso fue presentar un caso de tumor intracardiaco con localización rara (intra-atrial derecho) que presentó embolización intraoperatoria de parte del tumor y avisar a los anestesiólogos para la posibilidad de esta complicación, además de discutir la conducta anestésica. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 42 años, portador de gran masa en atrio derecho, sometido a la retirada del tumor. La inducción de la anestesia fue hecha con etomidato, fentanil y bromuro de rocuronio y el mantenimiento con isoflurano y fentanil. En el intraoperatorio el paciente presentó un cuadro de cor pulmonale agudo debido a la embolización de parte del tumor siendo realizadas medidas de soporte e iniciada rápidamente la circulación extra-corpórea. El resto de la operación transcurrió bien y el paciente tuvo alta al 7º día del postoperatorio en buenas condiciones. CONCLUSIONES: A pesar del mixoma intracardiaco ser un tumor de características benignas, puede estar asociado a complicaciones graves y a veces fatales. El conocimiento de la enfermedad es importante para que el anestesiólogo pueda manosear adecuadamente esos pacientes, y diagnosticar y tratar las posibles complicaciones intraoperatorias. <![CDATA[<b>Atelectasis during anesthesia</b>: <b>pathophysiology and treatment</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O colapso pulmonar intra-operatório é uma complicação de elevada incidência em pacientes submetidos à intervenção cirúrgica sob anestesia geral com relaxamento/paralisia da musculatura. Essa complicação está associada à piora das trocas gasosas no intra-operatório e, em alguns casos, necessidade de suporte respiratório prolongado no período pós-operatório. Os objetivos deste estudo foram revisar os aspectos fisiopatológicos da formação de atelectasias durante anestesia geral e as possíveis manobras terapêuticas para prevenir e tratar essa complicação. CONTEÚDO: Nesta revisão, os conceitos sobre a incidência de atelectasias intra-operatórias, os fatores relacionados com o seu desenvolvimento, tanto mecânicos quanto associados ao ajuste do respirador durante procedimento cirúrgico, os aspectos do diagnóstico e as estratégias de prevenção e tratamento foram abordados de maneira sistemática. CONCLUSÕES: A compreensão dos mecanismos relacionados com o desenvolvimento do colapso pulmonar durante o período intra-operatório, assim como o seu tratamento, pode contribuir para a redução da incidência de complicações pulmonares pós-operatórias, o tempo de recuperação e os custos hospitalares.<hr/>BACKGROUND AND METHODS: The incidence of intraoperative pulmonary collapse is elevated in patients undergoing surgery under general anesthesia with muscle relaxation/paralysis. This complication is associated with worsening intraoperative gas exchange and, in some cases, the need for prolonged postoperative respiratory support. The objective of this report was to review the pathophysiological aspects of atelectasis during general anesthesia and possible therapeutic maneuvers that could prevent and treat this complication. CONTENTS: This review discusses the concepts about the incidence of intraoperative atelectasis, factors that influence their development, both mechanical and those related to mechanical ventilator settings during the surgery, diagnostic criteria, and strategies to prevent and treat this complication. CONCLUSIONS: Understanding of the mechanisms related with the development of intraoperative pulmonary collapse, as well as its treatment, can contribute to reduce the incidence of postoperative pulmonary complications, the length of recovery and hospital costs.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El colapso pulmonar intraoperatorio es una complicación de elevada incidencia en pacientes sometidos a la intervención quirúrgica bajo anestesia general con relajamiento/parálisis de la musculatura. Esta complicación está asociada al empeoramiento de los cambios de gas en el intraoperatorio y en algunos casos, necesidad de soporte respiratorio prolongado en el período postoperatorio. Los objetivos de este estudio fueron los de revisar los aspectos fisiopatológicos de la formación de atelectasias durante anestesia general y las posibles maniobras terapéuticas para prevenir y tratar esa complicación. CONTENIDO: En esta revisión, los conceptos sobre la incidencia de atelectasias intraoperatorias, los factores relacionados a su desarrollo, tanto mecánicos como los relacionados al ajuste del respirador durante el procedimiento quirúrgico, los aspectos del diagnóstico y las estrategias de prevención y tratamiento fueron abordados de manera sistemática. CONCLUSIONES: La comprensión de los mecanismos relacionados al desarrollo del colapso pulmonar durante el período intraoperatorio, como también su tratamiento, pueden contribuir para la reducción de la incidencia de complicaciones pulmonares postoperatorias, el tiempo de recuperación y los costes de las internaciones en los hospitales. <![CDATA[<b>Turner syndrome and anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942008000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A síndrome de Turner é uma anormalidade genética freqüente e complexa, que afeta mulheres e está associada a uma grande variedade de alterações anatômicas e fisiológicas, em especial relacionadas com as vias aéreas e o sistema cardiovascular. Foi objetivo deste artigo fazer uma revisão das alterações anatomofisiológicas da síndrome de Turner de maior interesse para o anestesiologista, discutir o manuseio perioperatório e fazer uma revisão da literatura a respeito da conduta anestésica nesses pacientes. CONTEÚDO: A síndrome de Turner é uma doença genética caracterizada por anormalidade no número ou morfologia do cromossomo sexual. Com mais freqüência o cromossomo sexual é ausente, resultando em cariótipo 45,X e um fenótipo de disgenesia gonadal. As principais alterações anatomofisiológicas de interesse para o anestesiologista incluem pescoço curto e hipoplasias maxilar e mandibular, o que pode provocar uma via aérea difícil. O menor comprimento da traquéia, bem como sua bifurcação mais superior, pode facilitar a intubação endobrônquica e extubação traqueal acidental quando houver tração da cânula traqueal. Cardiopatias, doenças endócrinas e gastrintestinais, alterações hepáticas e renais, comprometimento osteoarticular, bem como alterações oftálmicas e auditivas, são freqüentes, devendo ser detectados durante a avaliação pré-anestésica. As técnicas de anestesia geral ou regional parecem ser seguras nesse tipo de paciente. CONCLUSÕES: A síndrome de Turner é uma anormalidade genética que apresenta importantes alterações anatomofisiológicas de interesse para o anestesiologista. O conhecimento dessas alterações permite manuseio anestésico seguro com baixa morbimortalidade perioperatória.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Turner syndrome is a frequent and complex genetic abnormality affecting women, being associated with a wide variety of anatomical and physiological changes, especially related with the airways and cardiovascular system. The objective of this report was to review the anatomopathologic changes of this syndrome that concern the anesthesiologist the most, discuss the perioperative management and review the literature regarding the anesthetic conduct in those patients. CONTENTS: Turner syndrome is a genetic disorder characterized by an abnormality in the number or morphology of the sex chromosome. The most frequent abnormality is the absence of a sex chromosome, resulting in the 45X karyotype and a phenotype composed of gonadal dysgenesis. The main anatomo-physiological changes pertaining the anesthesiologist include a short neck, and maxillary and mandibular hipoplasia, which might be responsible for difficult airways. The shorter length of the trachea, as well as the higher location of its bifurcation, can predispose to bronchial intubation and accidental endotracheal extubation when the tracheal cannula is under traction. The presence of cardiopathies, endocrine and gastrointestinal disorders, liver and kidney changes, as well as osteoarticular involvement, besides ophthalmologic and hearing impairments, are very frequent, and should be detected during the pre-anesthetic evaluation. General or regional anesthesia seems to be safe for those patients. CONCLUSIONS: Turner syndrome is a genetic abnormality with important anatomo-physiological abnormalities important to the anesthesiologist. The knowledge of this disorder allows for a safer anesthetic management with low perioperative morbimortality.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El síndrome de Turner es una anormalidad genética frecuente y compleja que afecta a las mujeres y que está asociada a una gran variedad de alteraciones anatómicas y fisiológicas en especial relacionadas con las vías aéreas y el sistema cardiovascular. Fue objeto de este artículo hacer una revisión de las alteraciones anátomo-fisiológicas del síndrome de Turner de mayor interés para el anestesiólogo, discutir el manoseo perioperatorio y hacer una revisión de la literatura respecto de la conducta anestésica en esos pacientes. CONTENIDO: El síndrome de Turner es una enfermedad genética caracterizada por una anormalidad en el número o en la morfología del cromosoma sexual. Frecuentemente el cromosoma sexual falta, resultando en cariótipo 45,X y un fenotipo de disgenesia gonadal. Las principales alteraciones anatomo-fisiológicas de interés para el anestesiólogo incluyen cuello corto, hipoplasia maxilar y mandibular lo que puede provocar una vía aérea difícil. La extensión más corta de la tráquea como su bifurcación más superior, puede facilitar la intubación endobrónquica y la extubación traqueal accidental cuando haya una tracción de la cánula traqueal. La presencia de cardiopatías, enfermedades endocrinas y gastrointestinales, alteraciones hepáticas y renales como también la extensión ósteo-articular además de las alteraciones oftálmicas y auditivas son frecuentes debiendo ser detectadas durante la evaluación preanestésica. Las técnicas de anestesia general o regional parecen ser seguras en este tipo de pacientes ³. CONCLUSIONES: El síndrome de Turner es una anormalidad genética que presenta importantes alteraciones anátomo-fisiológicas de interés para el anestesiólogo. El conocimiento de esas alteraciones permite el manejo anestésico seguro con una baja morbi-mortalidad perioperatoria.