Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420090004&lang=en vol. 59 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>A comparative study between bupivacaine and clonidine associated with bupivacaine in cervical plexus block for carotid endarterectomy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio de plexo cervical permite avaliação neurológica durante a endarterctomia, além de manter analgesia pós-operatória. A clonidina é agonista alfa2 com efeito analgésico em diferentes bloqueios. O objetivo deste estudo foi comparar o efeito analgésico da clonidina com bupivacaína em relação à bupivacaína isolada em bloqueio de plexo cervical. MÉTODO: Foram avaliados 30 pacientes de forma aleatória e duplamente-encoberta divididos em dois grupos: G1 recebeu 1,5 mg.kg-1 de bupivacaína a 0,375% associados a 150 ¼g de clonidina (2 mL) e G2, 1,5 mg.kg-1 de bupivacaína a 0,375% associados à solução fisiológica (2 mL). Foram avaliados: frequência cardíaca e pressão arterial nos momentos 0 (bloqueio), 30, 60, 90 e 120 minutos; necessidade de complementação anestésica; momento para primeira complementação analgésica; quantidade de analgésico usada e intensidade da dor nos momentos 0 (término da operação), 30, 60, 120, 240 e 360 minutos. RESULTADOS: A complementação anestésica com lidocaína foi de 3,8 mL no G1 e 3,6 mL no G2 sem diferença estatística significativa. O momento para a primeira complementação foi de 302,6 ± 152,6 minutos no G1, e de 236,6 ± 132,9 minutos no G2, sem diferença significativa. Não houve diferença na dose de dipirona e tramadol usada. Não houve diferença na intensidade da dor entre os grupos. CONCLUSÃO: A associação de 150 ¼g de clonidina à bupivacaína em bloqueio de plexo cervical para endarterectomia de carótida não promoveu melhora significativa do efeito analgésico avaliado por intensidade da dor, primeira complementação analgésica e quantidade de analgésico complementar.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Neurological evaluation can be done during cervical plexus block for endarterectomy, which also maintains postoperative analgesia. The objective of this study was to compare the analgesic effects of clonidine associated with bupivacaine to those of bupivacaine in cervical plexus block. METHODS: A randomized double-blind study was undertaken with 30 patients divided in two groups: G1 received 1.5 mg.kg-1 of 0.375% bupivacaine associated with 150 ¼g of clonidine (2 mL), and G2 received 1.5 mg.kg-1 of 0.375% bupivacaine associated with NS (2 mL). The following parameters were evaluated: heart rate and blood pressure at 0 (block), 30, 60, 90, and 120 minutes; the need for anesthetic supplementation; time until the first analgesic supplementation; amount of analgesic used; and pain severity at 0 (end of the surgery), 30, 60, 120, 240, and 360 minutes. RESULTS: Group 1 received 3.8 mL of lidocaine for anesthetic supplementation, while G2 received 3.6 mL of lidocaine, but this difference was not statistically significant. In G1, the time until the first supplementation was 302.6 ± 152.6 minutes, and in G2 it was 236.6 ± 132.9 minutes, which was not statistically significant. Differences between the doses of dypirone and tramadol were not observed. Differences in pain severity between both groups were not observed either. CONCLUSION: The association of 150 ¼g of clonidine and bupivacaine in cervical plexus block for carotid endarterectomy did not improve significantly the analgesic effects evaluated by pain severity, time until the first analgesic supplementations and amount of supplementary analgesics.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo de plexo cervical permite la evaluación neurológica durante la endarterectomía, además de mantener la analgesia postoperatoria. La clonidina es agonista alfa-2 con un efecto analgésico en diferentes bloqueos. El objetivo de este estudio fue comparar el efecto analgésico de la clonidina con la bupivacaína con relación a la bupivacaína aislada en bloqueo de plexo cervical. MÉTODO: Se evaluaron 30 pacientes, de forma aleatoria y en doble ciego, divididos en dos grupos: G1 recibió 1,5 mg.kg-1 de bupivacaína a 0,375% asociados a 150 ¼g de clonidina (2 mL) y G2, 1,5 mg.kg-1 de bupivacaína a 0,375% asociados a la solución fisiológica (2 mL). Se evaluaron la frecuencia cardiaca y la presión arterial en los momentos 0 (bloqueo), 30, 60, 90 y 120 minutos; la necesidad de complementación anestésica; el momento para la primera complementación analgésica; la cantidad de analgésico usado y la intensidad del dolor en el momento 0 (término de la operación), 30, 60, 120, 240 y 360 minutos. RESULTADOS: La complementación anestésica con lidocaína fue de 3,8 mL en el G1 y 3,6 mL en el G2 sin diferencias estadísticas significativas. El momento para la primera complementación fue de 302,6 ± 152,6 minutos en el G1, y de 236,6 ± 132,9 minutos en el G2, sin diferencia significativa. No hubo diferencia en la dosis de dipirona y tramadol usada. No hubo diferencia en la intensidad del dolor entre los grupos. CONCLUSIÓN: La asociación de 150 ¼g de clonidina a bupivacaína en el bloqueo de plexo cervical para la endarterectomía de carótida, no generó ninguna mejoría significativa del efecto analgésico evaluado por la intensidad del dolor, en la primera complementación analgésica y en la cantidad de analgésico complementario. <![CDATA[<B>Assessment of the use of racemic ketamine and its S(+) isomer, associated or not with low doses of fentanyl, in balneotherapy for major burn patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O cuidado da ferida do grande-queimado desencadeia estímulo doloroso muito intenso. Este estudo teve por objetivo avaliar a segurança e efetividade de diferentes combinações de fármacos na anestesia para balneoterapia. MÉTODO: Com a aprovação do Comitê de Ética, foram estudados 200 procedimentos de balneoterapia em 87 grandes queimados adultos. Em todos os casos foi empregado o midazolam. Foram utilizados frascos numerados da cetamina, não se conhecendo no momento do uso se era racêmica ou S(+). A cada manhã era sorteado se os procedimentos daquele dia seriam conduzidos com ou sem fentanil. Formaram-se quatro grupos: ISO/sf (isômero S(+) sem o fentanil), ISO/cf (isômero S(+) com o fentanil), RAC/sf (cetamina racêmica sem o fentanil) e RAC/cf (cetamina racêmica com o fentanil). As doses iniciais propostas foram: midazolam 0,06 mg.kg-1, cetamina 1,0 a 1,1 mg.kg-1, fentanil 0,8 ¼g.kg-1; as doses adicionais eram administradas conforme necessário. RESULTADOS: Em apenas um caso houve lembrança de dor durante a balneoterapia. No grupo que recebeu a cetamina S(+), o acréscimo do fentanil não evidenciou vantagens; associado à forma racêmica, o fentanil reduziu a dose total e o número de bolus da cetamina. A extensão da superfície corporal queimada foi a principal determinante da intensidade de dor pós-procedimento. A menor intensidade de dor pós-procedimento foi o principal fator considerado pelo paciente para sua satisfação pela anestesia recebida. CONCLUSÕES: As quatro diferentes combinações de fármacos mostraram-se seguras e permitiram ausência de dor durante a balneoterapia. Características não ligadas diretamente aos anestésicos mostraram-se de maior importância na definição da dor pós-procedimento, que foi a principal característica considerada pelo grande queimado para definir sua satisfação com a anestesia recebida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The care of the wounds of major burn patients triggers severe painful stimuli. The objective of this study was to assess the safety and efficacy of different drug combinations in anesthesia for balneotherapy. METHODS: After approval by the Ethics Commission, 200 procedures of balneotherapy in 87 major burn adult patients were evaluated. Midazolam was used in all cases. The vials of ketamine were numbered and, therefore, at the time of the use, one did not know whether racemic or S(+)ketamine was being used. Each morning it was decided by drawing lots whether fentanyl would be used or not in the procedures of that day. Patients were included in one of four groups: ISO/sf (S(+) isomer without fentanyl), ISO/cf (S(+) isomer with fentanyl), RAC/sf (racemic ketamine without fentanyl), and RAC/cf (racemic ketamine with fentanyl). The initial doses proposed were as follows: midazolam, 0.06 mg.kg-1; ketamine, 1.0 to 1.1 mg.kg-1; and fentanyl, 0.8 ¼g.kg1-1; additional doses were administered as needed. RESULTS: Only one patient recalled the pain of balneotherapy. In the group that received S(+)ketamine, the use of fentanyl did not bring additional advantages; however, when associated with racemic ketamine, fentanyl reduced the total dose and the number of ketamine boluses. The extension of body surface burned was the main determinant of the severity of post-procedure pain. Reduced pain severity was the main factor considered by patients when grading their satisfaction with the anesthesia. CONCLUSIONS: The four different drug combinations proved to be safe and guaranteed the absence of pain during balneotherapy. Characteristics not directly related to the anesthetics proved to be more important in the incidence of post-procedure pain, which was the main factor considered by major burn patient to define their satisfaction with the anesthesia used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El cuidado de la herida del gran quemado desencadena un estímulo doloroso muy intenso. Este estudio tuvo el objetivo de evaluar la seguridad y la eficacia de diferentes combinaciones de fármacos en la anestesia para balneoterapia. MÉTODO: Con la aprobación del Comité de Ética, fueron estudiados 200 procedimientos de balneoterapia en 87 grandes quemados adultos. En todos los casos se usó el midazolam. Se utilizaron frascos numerados de la cetamina, y cuando se usaron no se sabía si era racémica o S (+). Todas las mañanas, se hacía el sorteo para saber si los procedimientos de ese día serían comandados por el fentanil o no. Quedaron establecidos cuatro grupos: ISO/sf (isómero S(+) sin el fentanil), ISO/cf (isómero S(+) con el fentanil), RAC/sf (cetamina racémica sin el fentanil) y RAC/cf (cetamina racémica con el fentanil). Las dosis iniciales propuestas fueron: midazolam 0,06 mg.kg-1, cetamina 1,0 a 1,1 mg.kg-1, fentanil 0,8 ¼g.kg-1; las dosis adicionales se administraban conforme a lo necesario. RESULTADOS: En solo un caso hubo recuerdo de dolor durante la balneoterapia. En el grupo que recibió la cetamina S(+), la añadidura del fentanil no mostró ventajas. Asociado a la forma racémica, el fentanil redujo la dosis total y el número de bolo de la cetamina. La extensión de la superficie corporal quemada fue el principal determinante de la intensidad de dolor posprocedimiento. La menor intensidad de dolor posprocedimiento, fue el principal factor considerado por el paciente para su satisfacción por la anestesia recibida. CONCLUSIONES: Las cuatro diferentes combinaciones de fármacos fueron seguras y permitieron la ausencia de dolor durante la balneoterapia. Las características no vinculadas directamente a los anestésicos, tuvieron una mayor importancia en la definición del dolor posprocedimiento, que fue la principal característica considerada por el gran quemado para definir su satisfacción con la anestesia recibida. <![CDATA[<B>The incidence of postoperative respiratory depression in patients undergoing intravenous or epidural analgesia with opioids</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A analgesia controlada pelo paciente (PCA), por via venosa ou peridural, é técnica segura e eficaz no tratamento da dor pós-operatória. Todavia, o uso de opioides não é isento de risco, e a depressão respiratória é a complicação mais temida. Os objetivos deste estudo foram descrever a incidência de depressão respiratória associada à analgesia pós-operatória com opioides administrados por via peridural ou venosa e as características dos pacientes que apresentaram a complicação. MÉTODO: Estudo de incidência, retrospectivo, em pacientes operados no Hospital SARAH Brasília entre dezembro de 1999 e dezembro de 2007 e tratados com PCA com opioides por via venosa ou peridural. Foram definidos como casos de depressão respiratória: frequência respiratória < 8 irpm, necessidade do uso de naloxona ou saturação periférica de oxigênio abaixo de 90%. RESULTADOS: Foram avaliados 2790 pacientes, dos quais 635 pacientes receberam PCA venosa e 2155, analgesia peridural. Ocorreram sete casos de depressão respiratória pós-operatória (incidência de 0,25%). Destes, seis pacientes foram tratados com PCA venosa com morfina, enquanto o último recebeu analgesia peridural com fentanil. A média de idade foi de 30,5 ± 24,7 anos; o tempo médio entre o término da anestesia até a ocorrência da depressão respiratória foi de 18,1 ± 26,3 horas. A ocorrência de depressão respiratória foi significativamente mais frequente na PCA venosa com morfina (p = 0,001) e idade menor que 16 anos (p < 0,05). CONCLUSÕES: A incidência de depressão respiratória encontrada foi semelhante à descrita na literatura, sendo mais frequente em crianças e adolescentes, e com PCA venosa.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Intravenous or epidural patient-controlled analgesia (PCA) is a safe and effective technique in the treatment of postoperative pain. However, the use of opioids is not devoid of risks,and respiratory depression represents the most feared complication. The objective of the present study was to describe the incidence of respiratory depression associated with postoperative analgesia with the intravenous or epidural administration of opioids and the characteristics of the patients who developed this complication. METHODS: This is a retrospective, incidence study in patients who underwent surgeries at the Hospital SARAH Brasília from December 1999 to December 2007 and treated with intravenous or epidural PCA with opioids. Respiratory depression was defined as: respiratory rate < 8 bpm, need to use naloxone, or peripheral oxygen saturation below 90%. RESULTS: Two thousand seven hundred and ninety patients were evaluated; 635 of those patients received intravenous PCA and 2155 epidural analgesia. Seven patients developed postoperative respiratory depression (0.25%). Six of those patients were treated with intravenous PCA with morphine, while the last one received epidural analgesia with fentanyl. Patients had a mean age of 30.5 ± 24.7 years; the mean time between the end of anesthesia and the development of respiratory depression was 18.1 ± 26.3 hours. The incidence of respiratory depression was significantly higher in PCA with intravenous morphine (p = 0.001) and age below 16 years (p < 0.05). CONCLUSIONS: The incidence of respiratory depression was similar to that described in the literature; it is more frequent in children and adolescents, and with intravenous PCA.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La analgesia controlada por el paciente (PCA), por vía venosa o epidural, es una técnica segura y eficaz en el tratamiento del dolor postoperatorio. Sin embargo, el uso de opioides no está exento de riesgos y la depresión respiratoria es la complicación más temida. Los objetivos de este estudio fueron describir la incidencia de depresión respiratoria asociada a la analgesia postoperatoria con opioides administrados por vía epidural o venosa, y las características de los pacientes que presentaron la complicación. MÉTODO: Estudio de incidencia retrospectiva en pacientes operados en el Hospital SARAH Brasília entre diciembre de 1999 y diciembre de 2007 y tratados con PCA con opioides por vía venosa o epidural. Se definieron como casos de depresión respiratoria, frecuencia respiratoria d" 8 irpm, necesidad del uso de naloxona, o saturación periférica de oxígeno por debajo de un 90%. RESULTADOS: Fueron evaluados 2790 pacientes, de los cuales 635 pacientes recibieron PCA venosa y 2155, analgesia epidural. Se dieron siete casos de depresión respiratoria postoperatoria (incidencia de 0,25%). De ellos, seis pacientes fueron tratados con PCA venosa con morfina, mientras que el último recibió analgesia epidural con fentanil. El promedio de edad fue de 30,5 ± 24,7 años; el tiempo medio entre el término de la anestesia hasta el aparecimiento de la depresión respiratoria fue de 18,1 ± 26,3 horas. El aparecimiento de depresión respiratoria fue significativamente más frecuente en la PCA venosa con morfina (p = 0,001) y en una edad menor que 16 años (p < 0,05). CONCLUSIONES: La incidencia de depresión respiratoria encontrada fue similar a la descrita en la literatura, siendo más frecuente en niños y adolescentes con PCA venosa. <![CDATA[<B>Efficacy of intraoperative methadone and clonidine in pain control in the immediate postoperative period after the use of remifentanil</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Por suas características farmacocinéticas, o remifentanil não promove efeito analgésico residual no pós-operatório imediato. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da metadona e da clonidina no controle da dor pós-operatória de intervenções cirúrgicas videolaparoscópicas sob anestesia venosa total com infusão alvo-controlada de remifentanil. MÉTODO: Participaram deste estudo aleatório, duplamente encoberto e placebo-controlado, 126 pacientes com idade entre 18 e 65 anos, ASA PS 1 e 2 de ambos os sexos, que estavam previamente programados para a realização de intervenções cirúrgicas laparoscópicas. Após venopunção, os pacientes receberam por via venosa cetoprofeno e dipirona. A indução e manutenção da anestesia foram realizadas com infusão alvo-controlada de remifentanil e propofol. Antes do início da operação, os pacientes recebiam por via venosa a solução contendo metadona 0,1 mg.kg-1 (grupo metadona), clonidina 2,0 ¼g.kg-1 (grupo clonidina) ou solução fisiológica a 0,9% (grupo placebo). Na sala de recuperação pós-anestésica, a dor pós-operatória foi avaliada através da escala numérica verbal (ENV). Foi considerado paciente sem dor quando a ENV < 2 e paciente com dor quando > 3. RESULTADOS: A incidência de dor no grupo metadona foi significativamente menor em relação ao grupo clonidina e grupo placebo (11, 21 e 23, respectivamente; p < 0,02). Não houve diferença significativa na incidência de dor entre pacientes do grupo clonidina e placebo. CONCLUSÕES: Em relação ao controle da dor pós-operatória de intervenções cirúrgicas videolaparoscópicas sob anestesia venosa total com uso de remifentanil, o emprego da metadona foi mais eficaz que a clonidina; e usar clonidina não foi melhor que não usar.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to its pharmacokinetic characteristics, remifentanil does not promote residual analgesia in the immediate postoperative period. The objective of this study was to compare the efficacy of methadone and clonidine in the control of postoperative pain of videolaparoscopic surgeries under total intravenous anesthesia with target-controlled remifentanil infusion. METHODS: One hundred and twenty-six patients, ages 18 to 65 years, ASA I and II, of both genders, scheduled for laparoscopic surgeries, participated in this randomized, double- blind, placebo-controlled study. After venipuncture, intravenous ketoprofen and dypirone were administered. Target-controlled infusion of remifentanil and propofol was used for induction and maintenance of anesthesia. Before beginning the procedure, an intravenous solution containing 0.1 mg.kg-1 of methadone (methadone group), 2.0 ¼g.kg-1 of clonidine (clonidine group), or NS (placebo group) was administered. In the post-anesthetic care unit, postoperative pain was evaluated by the Verbal Numeric Scale (VNS). Absence of pain was defined as a score < 2, and pain as a score of > 3. RESULTS: The incidence of pain in the methadone group was significantly lower than in the clonidine and placebo groups (11, 21, and 23, respectively; p < 0.02). Significant differences in the incidence of pain in the placebo and clonidine groups were not observed. CONCLUSIONS: Methadone was more effective than clonidine in the control of postoperative pain in videolaparoscopic surgeries under total intravenous anesthesia with remifentanil; and using clonidine was not better than not using it.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El remifentanil, por sus características farmacocinéticas, no genera un efecto analgésico residual en el postoperatorio inmediato. El objetivo de este estudio fue comparar la eficacia de la metadona y de la clonidina en el control del dolor postoperatorio de intervenciones quirúrgicas videolaparoscópicas bajo anestesia venosa total con infusión objeto controlada de remifentanil. MÉTODO: Participaron en este estudio aleatorio, doble ciego y placebo-controlado, 126 pacientes con una edad entre los 18 y los 65 años, ASA PS 1 y 2 de ambos sexos, que estaban previamente programados para la realización de las intervenciones quirúrgicas laparoscópicas. Después de la venopunción, los pacientes recibieron por vía venosa cetoprofeno y dipirona. La inducción y el mantenimiento de la anestesia fue realizada con infusión objeto controlada de remifentanil y propofol. Antes del inicio de la operación, los pacientes recibieron por vía venosa la solución conteniendo metadona 0,1 mg.kg-1 (grupo metadona), clonidina 2,0 ¼g.kg-1 (grupo clonidina) o solución fisiológica a 0,9% (grupo placebo). En la sala de recuperación postanestésica, el dolor postoperatorio se evaluó a través de la escala numérica verbal (ENV). Se tuvo en cuenta el paciente sin dolor cuando la ENV era < 2 y el paciente con dolor cuando había > 3. RESULTADOS: La incidencia de dolor en el grupo metadona fue significativamente menor con relación al grupo clonidina y al grupo placebo (11, 21 y 23, respectivamente; p < 0,02). No hubo diferencia significativa en la incidencia de dolor entre los pacientes del grupo clonidina y placebo. CONCLUSIONES: Con relación al control del dolor postoperatorio de intervenciones quirúrgicas videolaparoscópicas bajo anestesia venosa total con el uso de remifentanil, el empleo de la metadona fue más eficaz que la clonidina. Y usar clonidina no fue mejor que no usarla. <![CDATA[<B>Evaluation of preoperative anxiety and depression in patients undergoing invasive cardiac procedures</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A avaliação específica da ansiedade e da depressão não está incluída na rotina de avaliação pré-operatória, o que faz com que em situações como as doenças cardíacas, em que o estado emocional dos pacientes pode estar modificado pela própria doença, possam não ser diagnosticadas. O objetivo do estudo foi comparar o nível e a prevalência de ansiedade e depressão em pacientes com doença cardíaca a serem submetidos a procedimentos invasivos e/ou cirúrgicos, utilizando a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (Hospital Anxiety and Depression Scale - HAD). MÉTODO: Após a aprovação pelos Comitês de Ética, foram incluídos 96 pacientes, estado físico ASA II e III, que constituíram três grupos: estudo eletrofisiológico (EEF), implante de marcapasso (MP) e revascularização do miocárdio (RM). Os escores considerados "ponto de corte" foram: escala HAD-ansiedade (HAD-A) com ansiedade > 9; escala HAD-depressão (HAD-D) com depressão > 9. RESULTADOS: Os grupos foram homogêneos quanto às variáveis sociodemográficas. Observou-se diferença estatística significativa entre os três grupos (p = 0,006; p = 0,034) quanto ao nível e prevalência de ansiedade (HAD-A) e na comparação do nível de ansiedade grupo a grupo verificou-se diferença significativa entre os grupos EEF × RM e EEF × MP (p < 0,05). A comparação dos três grupos quanto ao nível e prevalência de depressão (HAD-D) não mostrou diferença estatística significativa. CONCLUSÕES: Os pacientes com doença cardíaca a serem submetidos a estudo eletrofisiológico, implante de marcapasso e revascularização do miocárdio têm diferença dos níveis e prevalência de ansiedade, mas não apresentam diferença em relação aos níveis e prevalência de depressão.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Specific assessment of anxiety and depression is not included in routine preoperative evaluation; therefore, in cases of cardiac diseases in which the emotional status of the patient may be modified by the disease those disorders may not be diagnosed. The objective of the present study was to compare the level and prevalence of anxiety and depression in patients with cardiac disease undergoing invasive and/or surgical procedures using the Hospital Anxiety and Depression Scale - HAD. METHODS: After approval by the Ethics Committee, 96 patients, physical status ASA II and III, were divided in three groups: electrophysiological study (EPS), pacemaker (PM) placement, and myocardial revascularization (MR). "Cutting points" were as follows: HAD-anxiety scale (HAD-A) with anxiety > 9; HAD-depression scale (HAD-D) with depression > 9. RESULTS: All three groups were homogenous regarding sociodemographic parameters. Statistically significant differences were observed among the three groups (p = 0.006; p = 0.034) in the level and prevalence of anxiety (HAD-A); and in the intergroup comparison of the anxiety level significant differences were observed between the EPS x MR and EPS x PM groups (p < 0.05). Significant differences in the level and prevalence of depression (HAD-D) among the study groups were not observed. CONCLUSIONS: Patients with cardiac diseases undergoing electrophysiological studies, pacemaker implantation, and myocardial revascularization have different levels and prevalence of anxiety, but they do not show differences in the level and prevalence of depression.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La evaluación específica de la ansiedad y de la depresión no está incluida en la rutina de evaluación preoperatoria, lo que hace con que en algunas situaciones como las enfermedades cardiacas, en que el estado emocional de los pacientes puede estar modificado por la propia enfermedad, puedan no quedar diagnosticadas. El objetivo del estudio fue comparar el nivel y la prevalencia de ansiedad y depresión en pacientes con enfermedad cardiaca a ser sometidos a procedimientos invasivos y/o quirúrgicos, utilizando la Escala Hospitalaria de Ansiedad y Depresión (Hospital Anxiety and Depression Scale - HAD). MÉTODO: Después de la aprobación por parte de los Comités de Ética, se incluyeron 96 pacientes, estado físico ASA II y III, que constituyeron tres grupos: estudio electrofisiológico (EEF), implante de marcapaso (MP) y revascularización del miocardio (RM). Las puntuaciones consideradas "punto de corte" fueron las siguientes: escala HAD-ansiedad (HAD-A): con ansiedad > 9; escala HAD-depresión (HAD-D): con depresión > 9. RESULTADOS: Los grupos fueron homogéneos en cuanto a las variables sociodemográficas. Se observó una diferencia estadística significativa entre los tres grupos (p = 0,006; p = 0,034) en lo concerniente al nivel y a la prevalencia de ansiedad (HAD-A) y en la comparación del nivel de ansiedad grupo a grupo, se verificó la diferencia significativa entre los grupos EEF x RM y EEF x MP (p < 0,05). La comparación de los tres grupos en cuanto al nivel y a la prevalencia de Depresión (HAD-D) no arrojó diferencia estadística significativa. CONCLUSIONES: Los pacientes con enfermedad cardiaca a ser sometidos a estudio electrofisiológico, implante de marcapaso y revascularización del miocardio, tienen diferencia de los niveles y prevalencia de ansiedad, pero no presentan diferencia con relación a los niveles y a la prevalencia de depresión. <![CDATA[<B>Intraoperative volume replacement</B>: <B>crystalloids <I>versus</I> colloids in surgical myocardial revascularization without cardiopulmonary bypass</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de cristaloides ou coloides na reposição volêmica de intervenções cirúrgicas de grande porte é assunto controverso. O objetivo deste trabalho foi comparar os efeitos do cristaloide (solução fisiológica a 0,9% SF) com coloide (gelatina fluida modificada) quando administrados no intraoperatório de revascularização cirúrgica do miocárdio (RVCM) sem circulação extracorpórea (CEC). MÉTODO: Quarenta pacientes submetidos à RVCM sem CEC foram divididos aleatoriamente em dois grupos similares. O primeiro grupo recebeu gelatina fluida modificada e SF e o segundo grupo recebeu somente SF. Registrou-se a diurese, nível da hemoglobina, sangramentos intra e pós-operatórios, valores de glicemia e lactato do intraoperatório em quatro medidas distintas. Foram avaliados a morbimortalidade pós-operatória, o tempo de internação na unidade de terapia intensiva (UTI) e o tempo de internação hospitalar. RESULTADOS: O tempo de extubação do grupo da gelatina foi de 6,6 horas contra 7,3 horas do grupo do SF. O tempo de internação no CTI foi de 2,4 dias no grupo da gelatina contra 3,3 dias no grupo do SF. O tempo de internação hospitalar no grupo da gelatina foi de 10,3 dias contra 6,8 dias no grupo do uso exclusivo de SF. A ocorrência de complicações renais, respiratórias, disritmias cardíacas, infartos, infecções, reintubações, transfusões sanguíneas e reoperações foi a mesma. CONCLUSÕES: O uso de coloides, representados pela gelatina fluida modificada associada a cristaloides ou o uso de cristaloides exclusivamente não alterou o prognóstico pós-operatório de pacientes submetidos à RVCM sem CEC nos pacientes estudados. Talvez mais importante que o tipo de líquido administrado ao paciente cirúrgico seja a manutenção de estabilidade hemodinâmica adequada durante o procedimento.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of crystalloids or colloids for volume replacement in large size surgeries is controversial. The objective of this study was to compare the effects of the intraoperative administration of crystalloids (normal saline - NS) with those of colloids (modified fluid gelatin) for surgical myocardial revascularization (SMR) without cardiopulmonary bypass (CPB). METHODS: Forty patients undergoing SMR without CPB were randomly divided in two similar groups. The first group received modified fluid gelatin and NS and the second group received only NS. Urine output, hemoglobin level, intra- and postoperative bleeding, blood glucose levels, and intraoperative lactate in four distinct measurements were recorded. Postoperative morbidity and mortality, length of stay in the intensive care unit (ICU), and length of hospitalization were analyzed. RESULTS: Time to extubation in the gelatin group was 6.6 hours versus 7.3 hours in the NS group. The length of stay in the ICU was 2.4 days in the gelatin group versus 3.3 days in the NS group. The length of hospitalization was 10.3 days in the gelatin group versus 6.8 days in the NS group. The incidence of renal and respiratory complications, cardiac arrhythmias, myocardial infarctions, infections, reintubations, blood transfusions, and reoperation was the same in both groups. CONCLUSIONS: The use of colloids represented here by modified fluid gelatin associated with crystalloids or the use of crystalloids alone did not change the postoperative prognosis of patients undergoing SMR without CPB. Perhaps maintenance of the hemodynamic balance during the surgery is more important than the type of fluid administered.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso de cristaloides o coloides en la reposición volémica de intervenciones quirúrgicas de gran envergadura es un asunto controvertido. El objeto de este trabajo fue comparar los efectos del cristaloide (solución fisiológica al 0,9% SF), con coloide (gelatina fluida modificada), cuando se administran en el intraoperatorio de revascularización quirúrgica del miocardio (RVCM) sin circulación extracorpórea (CEC). MÉTODO: Cuarenta pacientes sometidos a la RVCM sin CEC fueron divididos aleatoriamente en dos grupos similares. El primer grupo recibió gelatina fluida modificada y SF, el segundo grupo recibió solo SF. Se registró la diuresis, el nivel de la hemoglobina, el sangramiento intra y postoperatorio, y los valores de glicemia y lactato del intraoperatorio en cuatro medidas distintas. Se evaluaron la morbimortalidad postoperatoria, el tiempo de internación en la Unidad de Cuidados Intensivos (UCI) y el tiempo de internación hospitalaria. RESULTADOS: El tiempo de extubación del grupo de la gelatina fue de 6,6 horas contra 7,3 horas del grupo del SF, el tiempo de internación en UCI fue de 2,4 días en el grupo de la gelatina contra 3,3 días en el grupo del SF. El tiempo de internación hospitalaria en el grupo de la gelatina fue de 10,3 días contra 6,8 días en el grupo del uso exclusivo de SF. El aparecimiento de complicaciones renales, respiratorias, arritmias cardíacas, infartos, infecciones, reintubaciones, transfusiones sanguíneas y reoperaciones, fue la misma. CONCLUSIONES: El uso de coloides, representados por la gelatina fluida modificada, asociada a cristaloides o el uso de cristaloides exclusivamente, no alteró el pronóstico postoperatorio de pacientes sometidos a la RVCM sin CEC en los pacientes estudiados. Tal vez, más importante que el tipo de líquido administrado al paciente quirúrgico, sea el mantener la estabilidad hemodinámica adecuada durante el procedimiento. <![CDATA[<B>Correlation between the inspired fraction of oxygen, maternal partial oxygen pressure, and fetal partial oxygen pressure during cesarean section of normal pregnancies</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar das alterações na função pulmonar, a oxigenação materna se mantém nas anestesias regionais para obstetrícia. Mesmo assim, nessas situações, o fornecimento de oxigênio suplementar para a mãe é prática disseminada. A principal justificativa é a boa oxigenação fetal; entretanto, não há devida comprovação. Este estudo prospectivo e com distribuição randômica das pacientes teve o objetivo de testar a hipótese da existência ou não de correlação entre hiperóxia materna e elevação de parâmetros gasométricos fetais na cesariana eletiva. MÉTODO: Foram estudadas vinte pacientes grávidas, submetidas à raquianestesia, através de gasometrias arteriais, com diferentes frações inspiradas de oxigênio e correlacionadas com a gasometria fetal. RESULTADOS: O aumento da fração inspirada de oxigênio materno não se correlacionou com o aumento da pressão parcial de oxigênio fetal. CONCLUSÕES: A indução de hiperóxia materna através de oxigenoterapia suplementar não foi capaz de aumentar a pressão parcial de oxigênio no feto. Não houve modificação nos parâmetros gasométricos fetais, mesmo em caso de mudança desses parâmetros na parturiente, induzidos pela hiperóxia durante a cesariana sob raquianestesia.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Despite changes in pulmonary function, maternal oxygenation is maintained during obstetric regional blocks. But in those situations, the administration of supplementary oxygen to parturients is a common practice. Good fetal oxygenation is the main justification; however, this has not been proven. The objective of this randomized, prospective study was to test the hypothesis of whether maternal hyperoxia is correlated with an increase in fetal gasometric parameters in elective cesarean sections. METHODS: Arterial blood gases of 20 parturients undergoing spinal block with different inspired fractions of oxygen were evaluated and correlated with fetal arterial blood gases. RESULTS: An increase in maternal inspired fraction of oxygen did not show any correlation with an increase of fetal partial oxygen pressure. CONCLUSIONS: Induction of maternal hyperoxia by the administration of supplementary oxygen did not increase fetal partial oxygen pressure. Fetal gasometric parameters did not change even when maternal parameters changed, induced by hyperoxia, during cesarean section under spinal block.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A pesar de las alteraciones en la función pulmonar, la oxigenación materna se mantiene en las anestesias regionales para obstetricia. Pero incluso así, en esas situaciones, el suministro de oxígeno suplementario para la madre se practica en forma diseminada. La principal justificación es la buena oxigenación fetal, sin embargo, no existe la debida comprobación al respecto. Este estudio prospectivo y con distribución randómica de las pacientes, tuvo el objetivo de comprobar la hipótesis de la existencia o no de una correlación entre la hiperoxia materna y la elevación de los parámetros gasométricos fetales en la cesárea por elección.? MÉTODO: Se estudiaron veinte pacientes embarazadas, sometidas a la raquianestesia, a través de gasometrías arteriales, con diferentes fracciones inspiradas de oxígeno y correlacionadas con la gasometría fetal. RESULTADOS: El aumento de la fracción inspirada de oxígeno materno no se correlacionó con el aumento de la presión parcial de oxígeno fetal. CONCLUSIONES: La inducción de hiperoxia materna a través de la oxigenoterapia suplementaria, no fue capaz de aumentar la presión parcial de oxígeno en el feto. No hubo modificación en los parámetros gasométricos fetales, incluso en el caso del cambio de esos parámetros en la parturiente, inducidos por la hiperoxia durante la cesárea bajo raquianestesia. <![CDATA[<b>Analgesic effects of H<sub>1</sub> receptor antagonists in the rat model of formalin-induced pain</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os receptores de histamina mediam vias nociceptivas principalmente no sistema nervoso central. Alguns estudos mostraram efeito analgésico de antagonistas de receptor de histamina no sistema nervoso periférico. Não está claro se o efeito analgésico local é classe específico ou droga específico. MÉTODO: Para responder a essa questão, utilizamos três diferentes antagonistas do receptor H1 (pirilamina, prometazina e cetirizina) administrados diretamente na pata do rato, pela via intraperitoneal ou por bloqueio de nervo periférico em modelo de dor induzida por formalina. Observamos o efeito das drogas no comportamento do número de elevações da pata. RESULTADOS: Na fase I, a pirilamina local diminuiu o número de elevações da pata de forma dose-dependente. Na dose mais alta, a diminuição foi de 97,8%. Para a prometazina, a diminuição foi de 92% e para cetizirina, 23,9%. Na fase II, a pirilamina diminuiu o número de elevações da pata em 93,5%, a prometazina em 78,2% e a cetirizina em 80,1%. A administração dos fármacos por via intraperitoneal não alterou o comportamento doloroso. Quando utilizadas para bloqueio de nervo periférico, na fase I, a pirilamina diminuiu o número de elevações da pata em 96,7%, a prometazina em 73,3% e a cetirizina em 23,9%. Na fase II, a pirilamina levou à diminuição de 86,6%, a prometazina de 64,4% e a cetirizina de 19,9%. CONCLUSÕES: Os resultados mostraram que os antagonistas de receptor da histamina H1 apresentam efeitos analgésicos locais, diferentes do efeito sistêmico, sendo um deles anti-inflamatório e classe específico e o outro específico para prometazina e pirilamina, semelhante a efeito clínico anestésico local.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Histamine receptors mediate nociceptive pathways, especially in the central nervous system. Some studies have demonstrated the analgesic effects of histamine receptor antagonists in the peripheral nervous system. It is not clear whether the local analgesic effect is class-specific or drug-specific. METHODS: To answer this question, we used three different H1 receptor antagonists (pyrilamine, promethazine, and cetirizine) administered directly in the paw of the rat, intraperitoneally, or in peripheral nerve blockade in the formalin-induced pain model. The effects of the drugs on the number of paw elevations were observed. RESULTS: In phase I, the local administration of pyrilamine caused a dose-dependent reduction on the number of paw elevations; in the highest dose, the number of paw elevations was reduced by 97.8%. Promethazine decreased it by 92%, while cetirizine decreased by 23.9%. In phase II, pyrilamine decreased the number of paw elevations by 93.5%, promethazine by 78.2%, and cetirizine by 80.1%. Intraperitoneal administration of drugs did not change painful behavior. When used in peripheral nerve block, in phase I pyrilamine reduced the number of paw elevations by 96.7%, promethazine by 73.3%, and cetirizine by 23.9%. In phase II, pyrilamine reduced the number of paw elevations by 86.6%, promethazine by 64.4%, and cetirizine by 19.9%. CONCLUSIONS: The results demonstrate that H1 receptor antagonists have local analgesic effects, different from the systemic effects, one of them an anti-inflammatory and class-specific effect and the other similarly to the local anesthetic effect, specific for promethazine and pyrilamine<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los receptores de histamina intermedian las vías nociceptivas, principalmente en el sistema nervioso central. Algunos estudios arrojaron un efecto analgésico de antagonistas de receptor de histamina en el sistema nervioso periférico. No queda claro si el efecto analgésico local es de clase específico o un fármaco específico. MÉTODO: Para responder a esa pregunta, utilizamos tres diferentes antagonistas del receptor H1 (pirilamina, prometazina y cetirizina), administrados directamente en la pata del ratón, por vía intraperitoneal o por bloqueo de nervio periférico en modelo de dolor inducido por formalina. Observamos el efecto de los fármacos en el comportamiento del número de elevaciones de la pata. RESULTADOS: En la fase I, la pirilamina local redujo el número de elevaciones de la pata de forma dosis dependiente. En la dosis más alta, la reducción fue de un 97,8%. Para la prometazina, la disminución fue de un 92% y para la cetizirina de 23.9%. En la fase II, la pirilamina redujo el número de elevaciones de la pata en un 93,5%, la prometazina, un 78,2% y la cetirizina un 80,1%. La administración de los fármacos por vía intraperitoneal no alteró el comportamiento doloroso. Cuando se usaron para bloqueo del nervio periférico en la fase I, la pirilamina redujo el número de elevaciones de la pata en un 96,7%, la prometazina en un 73,3% y la cetirizina en un 23,9%. En la fase II, la pirilamina redujo un 86,6%, la prometazina un 64,4% y la cetirizina un 19,9%. CONCLUSIONES: Los resultados mostraron que los antagonistas del receptor de la histamina H1 presentaron efectos analgésicos locales, diferentes del efecto sistémico, siendo uno de ellos antiinflamatorio y clase específico, y el otro específico para la prometazina y la pirilamina, parecido con el efecto clínico anestésico local. <![CDATA[<B>Subarachnoid blockade for cesarean section in a patient with ventriculoperitoneal shunt</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Pacientes portadores de derivação ventriculoperitoneal (DVP) causam preocupação adicional quando o bloqueio do neuroeixo é indicado, sobretudo em obstetrícia. Atualmente não existe consenso na literatura sobre a técnica anestésica de escolha nesses casos. O objetivo deste relato foi descrever o caso de paciente com DVP submetida à cesariana sob anestesia subaracnoidea. RELATO DO CASO: Paciente de 28 anos, secundigesta, um parto anterior sem história de aborto, de termo, pré-natal sem intercorrências, em trabalho de parto há cinco horas, uma cesariana há sete anos. Evoluiu com sofrimento fetal agudo, indicada cesariana de emergência. Portadora DVP há cinco anos, devido à hipertensão intracraniana (sic) de etiologia desconhecida. Exame neurológico normal. Foi submetida à anestesia subaracnoidea com bupivacaína a 0,5% pesada 15 mg e morfina 80 ¼g. Nascimento fetal com Apgar 8 (1 minuto) e 10 (5 minutos) após nascimento. Alta após dois dias em excelente condição clínica. CONCLUSÕES: A abordagem anestésica de pacientes obstétricas com DVP é complexa, devendo-se comparar o risco e o benefício das técnicas no momento e circunstância da indicação. O bloqueio do neuroeixo tem sido relatado com sucesso em portadoras de doenças neurológicas. Quanto à DVP, não existe na literatura contraindicação formal ao bloqueio. Os casos devem ser individualizados. Neste relato, diante da emergência obstétrica e do quadro neurológico vigente, optou-se pelo bloqueio no neuroeixo. A técnica proporcionou adequado manuseio da via aérea, boa condição materno-fetal e analgesia pós-operatória. A evolução foi favorável, sem alterações neurológicas decorrentes da técnica escolhida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Patients with ventriculoperitoneal shunt (VPS) represent an additional concern when neuroaxis block is indicated, especially in obstetrics. Currently, a consensus on the anesthetic technique of choice in those cases does not exist in the literature. The objective of this report was to describe the case of a cesarean section under subarachnoid blockade in a patient with VPS. CASE REPORT: This is a 28 years old pregnant patient at term, in her second pregnancy, one prior delivery, a cesarean section seven years ago, no history of miscarriages, and pre-natal care without intercurrences, in labor for five hours. The patient evolved with acute fetal distress and an emergency cesarean section was indicated. She had had a VPS for five years due to intracranial hypertension (sic) of unknown etiology. Neurological exam was normal. She underwent subarachnoid block with 15 mg of 0.5% hyperbaric bupivacaine and 80 ¼g of morphine. The newborn had an Apgar of 8 (in the first minute) and 10 (in the 5th minute). The patient was discharged two days later in excellent clinical condition. CONCLUSIONS: The anesthetic approach of obstetric patients with VPS is complex, and the risk and benefits of anesthetic techniques, as well as the circumstances that led to this indication, should be considered at the time of the indication. Successful of neuroaxis block in patients with neurological diseases has been reported. As for VPS, formal contraindication for neuroaxis block does not exist in the literature. Cases should be individualized. In the present report, due to an obstetric emergency and the neurologic condition of the patient, a decision to use neuroaxis blockade was made. The technique provided adequate management of the airways, good maternal-fetal condition, and postoperative analgesia. The evolution was favorable and the patient did not show any neurologic changes secondary to the technique used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los pacientes portadores de derivación ventriculoperitoneal (DVP) nos causan una preocupación adicional cuando el bloqueo del neuro-eje está indicado, principalmente en obstetricia. Actualmente no existe un consenso en la literatura sobre la técnica anestésica de elección en esos casos. El objetivo de este relato, fue describir el caso de un paciente con DVP sometida a cesárea bajo anestesia subaracnoidea. RELATO DEL CASO: Paciente de 28 años, secundípara, con un parto anterior sin historial de aborto, de término, prenatal sin intercurrencias, en trabajo de parto hacía ya cinco horas, y una cesárea realizada hace siete años. Evoluciona con sufrimiento fetal agudo, indicada una cesárea de emergencia. Portadora DVP hace cinco años, debido a la hipertensión intracraneal (sic) de etiología desconocida. Examen neurológico normal. Se sometió a la anestesia subaracnoidea con bupivacaína a 0,5% pesada 15 mg y morfina 80 ¼g. El nacimiento fetal fue con Apgar 8 (1 minuto) y 10 (5 minutos) después del nacimiento. El alta fue concedida después de dos días en excelente condición clínica. CONCLUSIONES: El abordaje anestésico de pacientes obstétricas con DVP es complejo, y deben ser comparados el riesgo y el beneficio de las técnicas en el momento y en las circunstancias de la indicación. El bloqueo del neuro-eje ha sido relatado con éxito en las portadoras de enfermedades neurológicas. En cuanto a la DVP, no existe en la literatura ninguna contraindicación formal para el bloqueo. Los casos deben ser individualizados. En este relato frente a la emergencia obstétrica y el cuadro neurológico vigente, se optó por el bloqueo en el neuro-eje. La técnica proporcionó un adecuado manejo de la vía aérea, una buena condición materno-fetal y una analgesia postoperatoria. La evolución fue favorable sin alteraciones neurológicas provenientes de la técnica escogida. <![CDATA[<B>Bilateral trigeminal neuralgia</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A neuralgia do nervo trigêmeo é uma condição intensamente dolorosa, caracterizada por surtos de dor lancinante e súbita, tipo choque, com duração de poucos segundos a dois minutos e geralmente unilateral. Sua incidência anual é de cerca de 4,3 em 100.000 na população geral, tendo manifestação bilateral em apenas 3% desses casos. O objetivo deste artigo foi descrever um caso raro de neuralgia do trigêmeo primário bilateral. RELATO DO CASO: Paciente de 61 anos, maranhense, casada, do lar, com antecedente de hipertensão arterial e há seis anos com queixa de dor intensa em V2-V3 à esquerda, com duração de 5 a 10 segundos, em região lateral do nariz e mandibular, com piora ao falar, mastigar e com diminuição da temperatura. Já havia utilizado clorpromazina (3 mg a cada oito horas) e carbamazepina (200 mg a cada oito horas) durante seis meses sem alívio da dor. Ao exame físico apresentava alodinia térmica e mecânica em regiões de V2-V3. Estava em uso de gabapentina (1.200 mg ao dia) com alívio parcial da dor. Foi então aumentada a gabapentina para 1500 mg ao dia e introduzida amitriptilina 12,5 mg à noite. Evoluiu com dor leve e esporádica com diminuição da intensidade da dor ao longo de 10 meses de tratamento, sendo reduzida progressivamente a gabapentina para 600 mg ao dia e mantida a amitriptilina 12,5 mg ao dia. Após um ano, começou a apresentar dor de característica semelhante em região mandibular à direita, tendo melhorado com aumento de gabapentina para 900 mg ao dia. Não apresentava exames alterados de tomografia ou ressonância magnética de encéfalo. CONCLUSÕES: A carbamazepina é o fármaco de primeira escolha para tratamento de neuralgia trigeminal, porém a gabapentina tem sido cada vez mais utilizada como primeira medida farmacológica ou em casos refratários à terapia convencional.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Trigeminal neuralgia is an extremely painful condition characterized by recurrent episodes of sudden, lancinating, shock-like pain lasting from a few seconds to two minutes usually unilateral. It has an annual incidence of approximately 4.3 in 100,000 in the general population and only 3% of those cases present bilateral manifestation. The objective of this report was to describe a rare case of bilateral trigeminal neuralgia. CASE REPORT: A 61 years old housewife from Maranhão, Brazil, married, with a history of hypertension, presented with a six-year history of severe pain in the left V2-V3 regions, lasting 5 to 10 seconds, in the lateral aspect of the nose and mandible, worsening by talking, chewing, and with a decrease in temperature. She had been treated with chlorpromazine (3 mg every eight hours) and carbamazepine (200 mg every eight hours) during six months without improvement. On physical exam, the patient presented thermal and mechanical allodynia in the V2-V3 regions. She was using gabapentin (1,200 mg/day) with partial relief of the pain. The dose of gabapentin was increased to 1,500 mg/day and amitriptyline 12.5 mg at night was added to the therapeutic regimen. The patient evolved with mild and sporadical pain and a reduction in pain severity during 10 months; the dose of gabapentin was progressively reduced to 600 mg/day, and amitriptyline was maintained at 12.5 mg/day. After one year, the patient developed similar pain in the region of the right mandible, which improved with an increase in the dose of gabapentin to 900 mg/day. Head CT and MRI did not show any abnormalities. CONCLUSIONS: Carbamazepine is the first choice for the treatment of trigeminal neuralgia; however, the use of gabapentin as the first pharmacological choice or in cases refractory to conventional therapy has been increasing.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La neuralgia del nervio trigémino es una condición intensamente dolorosa, caracterizada por brotes de dolor lancinantes y súbitos, del tipo descarga eléctrica, con una duración de pocos segundos a dos minutos y generalmente unilateral. Su incidencia anual es de cerca de 4,3 en 100.000 en la población general, manifestándose bilateralmente en solo un 3% de esos casos. El objetivo de este artículo fue describir un caso raro de neuralgia del trigémino primario bilateral. RELATO DEL CASO: Paciente de 61 años, del estado brasileño de Maranhão, casada, ama de casa, con antecedentes de hipertensión arterial y hace seis años quejándose de dolor intenso en V2-V3 a la izquierda, con una duración de 5 a 10 segundos en la región lateral de la nariz y la mandíbula, con empeoramiento al hablar, masticar y con una reducción de la temperatura. Ya había utilizado clorpromazina (3 mg a cada ocho horas), y carbamazepina (200 mg a cada ocho horas), durante seis meses sin que se le aliviase el dolor. Cuando se le examinó físicamente, presentaba alodinia térmica y mecánica en regiones de V2-V3. Estaba usando gabapentina (1.200 mg al día), con alivio parcial del dolor. Se le aumentó entonces la gabapentina para 1.500 mg al día y se le introdujo la amitriptilina 12,5 mg por la noche. La paciente desarrolló un ligero y esporádico dolor, con una reducción de su intensidad a lo largo de 10 meses de tratamiento, siendo reducida progresivamente la gabapentina para 600 mg al día y mantenida la amitriptilina 12,5 mg al día. Después de un año, empezó a presentar dolor de características similares en la región mandibular a la derecha, y mejoró con el aumento de la gabapentina para 900 mg al día. No presentaba exámenes de tomografía o resonancia magnética de encéfalo alterados. CONCLUSIONES: La carbamazepina es el fármaco de primera elección para el tratamiento de la neuralgia trigeminal, sin embargo la gabapentina ha sido cada vez más utilizada como primera medida farmacológica o en casos refractarios a la terapia convencional. <![CDATA[<B>Continuous spinal block in a patient undergoing partial gastrectomy</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Devido à alta incidência de complicações técnicas e neurológicas, a raquianestesia contínua foi abandonada por muitos anos. Com o surgimento dos cateteres intermediários, a técnica vem ressurgindo e ganhando simpatia no arsenal anestesiológico. O objetivo deste relato foi resgatar a utilidade da técnica como alternativa viável para procedimento de médio a grande porte. RELATO DO CASO: Paciente feminina, 58 anos, 62 kg, estado físico ASA I, com relato de enxaqueca, lombalgia e procedimentos cirúrgicos prévios sob raquianestesia sem intercorrências. Candidata à laparotomia exploradora por provável tumor pélvico. Após venóclise com cateter 18G, monitorização com cardioscópio, pressão arterial-não invasiva e oximetria de pulso, foi sedada com midazolam 2 mg e fentanil 100 ¼g e colocada em decúbito lateral esquerdo. Foi submetida à raquianestesia contínua por via mediana em L3-L4. Foram injetados 9 mg de bupivacaína hiperbárica a 0,5% e 120 ¼g de sulfato de morfina. Após inspeção da cavidade, verificou-se que o tumor era proveniente do estroma gástrico, sendo necessária ampliação da incisão e realização de gastrectomia parcial. Todo o procedimento foi realizado com pequena dose de solução hiperbárica e completa estabilidade hemodinâmica. Não houve necessidade de UTI no pós-operatório e a paciente evoluiu sem queixas e com alto grau de satisfação. Recebeu alta hospitalar após 72 horas sem nenhuma intercorrência. CONCLUSÕES: Os cateteres intermediários utilizados em raquianestesia contínua mostram-se promissores em tornar a técnica bastante atraente e de grande utilidade em operações de médio a grande porte, podendo inclusive ser alternativa eficaz no manuseio de pacientes em estado crítico, em que grandes repercussões hemodinâmicas podem ser deletérias.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the high incidence of technical and neurological complications, continuous spinal blocks were not performed for several years. With the advent of intermediate catheters the technique has been used more often and gaining acceptance among anesthesiologists. The objective of this report was to demonstrate the usefulness of the technique as a viable alternative for medium and major size surgeries. CASE REPORT: This is a 58 years old female patient, weighing 62 kg, physical status ASA I, with a history of migraines, low back pain, and prior surgeries under spinal block without intercurrence. The patient was scheduled for exploratory laparotomy for a probable pelvic tumor. After venoclysis with an 18G catheter, monitoring with cardioscope, non-invasive blood pressure and pulse oximetry was instituted; she was sedated with 2 mg of midazolam and 100 ¼g of fentanyl, and placed in left lateral decubitus. The patient underwent continuous spinal block through the median approach in L3-L4; 9 mg of 0.5% hyperbaric bupivacaine and 120 ¼g of morphine sulfate were administered. Inspection of the abdominal cavity revealed a gastric stromal tumor that required an increase in the incision for a partial gastrectomy. A small dose of hyperbaric solution was required for the entire procedure, which was associated with complete hemodynamic stability. Postoperative admission to the ICU was not necessary; the patient presented a good evolution without complaints and with a high degree of satisfaction. She was discharged from the hospital after 72 hours without intercurrence. CONCLUSIONS: Intermediate catheters used in continuous spinal blocks have shown the potential to turn it an attractive and useful technique in medium and large size surgeries and it can even be an effective alternative in the management of critical patients to whom hemodynamic repercussions can be harmful.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A causa de la elevada incidencia de las complicaciones técnicas y neurológicas, la raquianestesia continua fue abandonada durante muchos años. Con el surgimiento de los catéteres intermediarios, la técnica ha venido evolucionando nuevamente y obteniendo la simpatía en el arsenal anestesiológico. El objetivo de este relato, fue rescatar la utilidad de la técnica como una alternativa viable para el procedimiento de medio y gran porte. RELATO DEL CASO: Paciente femenina, 58 años, 62 kg, estado físico ASA I, con relato de jaqueca, lumbago y procedimientos quirúrgicos previos, bajo raquianestesia sin intercurrencias. Candidata a laparotomía exploradora por un probable tumor pélvico. Después de efectuada la venoclisis con catéter 18G, monitorización con cardioscopio, presión arterial no invasiva, y la oximetría de pulso, se le sedó con midazolam 2 mg y fentanil 100 ¼g y se le puso en decúbito lateral izquierdo. Se le sometió a la raquianestesia continua por vía mediana en L3-L4. Se le inyectaron 9 mg bupivacaína hiperbárica a 0,5% y 120 ¼g de sulfato de morfina. Después de la inspección de la cavidad, se verificó que el tumor era proveniente del estroma gástrico, siendo necesaria la ampliación de la incisión y la realización de gastrectomía parcial. Todo el procedimiento fue realizado con una pequeña dosis de solución hiperbárica y una completa estabilidad hemodinámica. No hubo necesidad de UCI en el postoperatorio y la paciente evolucionó sin quejarse y con un alto grado de satisfacción. Recibió el alta después de 72 horas sin ningún problema. CONCLUSIONES: Los catéteres intermediarios utilizados en la raquianestesia continua parecen ser promisorios en hacer con que la técnica sea bastante atractiva y de gran utilidad en operaciones de medio y gran porte, y puede incluso ser una alternativa eficaz en el manejo de pacientes en estado crítico, donde las grandes repercusiones hemodinámicas pueden ser perjudiciales. <![CDATA[<B>Laryngospasm</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A manutenção das vias aéreas é de importância fundamental para os anestesiologistas, particularmente durante a indução da anestesia e após a extubação, quando ocorre mais frequentemente o espasmo da laringe ou laringoespasmo. O anestesiologista deve conhecer a fisiologia do funcionamento faríngeo-laríngeo e os fatores de risco para a obstrução das vias aéreas, pois se trata de complicação potencialmente grave que pode ocorrer durante procedimento anestésico-cirúrgico, de etiologia multifatorial e cujas consequências podem ser nefastas. O atraso no diagnóstico ou tratamento e a evolução do quadro podem levar à hipoxemia, edema agudo do pulmão e eventualmente óbito do paciente. Nesse contexto o objetivo deste artigo foi rever as medidas que devem ser tomadas em situação de laringoespasmo, já que oxigenação e ventilação adequadas podem ficar comprometidas em tal situação. CONTEÚDO: Este artigo de revisão apresenta os mecanismos de manutenção das vias aéreas, discutindo seus aspectos mais relevantes e etiologia, fisiopatologia, tratamento e prevenção do laringoespasmo. CONCLUSÕES: Há muitas recomendações na literatura que visam tratar ou prevenir o desenvolvimento do laringoespasmo, mas nenhuma é completamente eficaz. Devido à sua gravidade, é necessário que sejam realizados mais estudos com enfoque nas medidas de prevenção dessa complicação.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Airways management is fundamental for anesthesiologists, especially during induction of anesthesia and after extubation, when laryngeal spasm is more common. The anesthesiologist should know pharyngeal-laryngeal physiology and the risk factors for airways obstruction, since this is a potentially severe complication with a multifactorial etiology that can develop during anesthesia and whose consequences can be catastrophic. A delay in the diagnosis or treatment and its evolution can lead to hypoxemia, acute pulmonary edema, and, eventually, death of the patient. In this context, the objective of this report was to review the measures that should be taken in cases of laryngospasm because adequate oxygenation and ventilation may be compromised in this situation. CONTENTS: This review article presents the mechanisms of airways management, discussing the most relevant aspects and etiology, pathophysiology, treatment, and prevention of laryngospasm. CONCLUSIONS: The literature has several recommendations on the treatment or prevention of laryngospasm, but none of them is completely effective. Due to its severity, further studies on measures to prevent this complication are necessary.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El mantenimiento de las vías aéreas tiene una importancia fundamental para los anestesiólogos, particularmente durante la inducción de la anestesia y después de la extubación, cuando ocurre más a menudo el espasmo de la laringe o laringoespasmo. El anestesiólogo debe conocer la fisiología del funcionamiento faríngeo-laríngeo y los factores de riesgo para la obstrucción de las vías aéreas, porque se trata de una complicación potencialmente grave que puede ocurrir durante el procedimiento anestésico quirúrgico, de etiología multifactorial y cuyas consecuencias pueden ser nefastas. El atraso en el diagnóstico o tratamiento y la evolución del cuadro pueden conllevar a la hipoxemia, edema agudo del pulmón y eventualmente al deceso del paciente. En ese sentido, el objetivo de este artículo fue analizar nuevamente las medidas que deben ser tomadas en una situación de laringoespasmo, ya que la oxigenación y la ventilación adecuadas pueden quedar comprometidas en esa situación. CONTENIDO: Este artículo de revisión presenta los mecanismos de mantenimiento de las vías aéreas, discutiendo sus aspectos más relevantes y la etiología, fisiopatología, tratamiento y prevención del laringoespasmo. CONCLUSIONES: Existen muchas recomendaciones en la literatura que objetivan tratar o prevenir el desarrollo del laringoespasmo, pero ninguna de ellas es completamente eficaz. Debido a su gravedad, se hace necesario realizar más estudios con un enfoque en las medidas de prevención de esa complicación. <![CDATA[<B>Carlos Parsloe (1919-2009) - in memory</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Dr. Carlos Pereira Parsloe foi o mais importante e conhecido anestesiologista brasileiro e o que alcançou maior repercussão mundial. Teve papel fundamental como Presidente da Comissão Científica do III Congresso Mundial de Anestesiologia (Brasil). Foi Presidente da SAESP e atingiu a Presidência da WFSA. Sua autobiografia foi publicada pela Wood Library-Museum of Anesthesiology (Illinois, EUA). Com seu desaparecimento em janeiro deste ano de 2009, a Anestesiologia brasileira perdeu um dos seus mais valiosos membros. CONTEÚDO: A vida de Parsloe é descrita, ressaltando-se seu caráter, sua competência, sua dedicação ao estudo e ao ensino, as funções que brilhantemente exerceu e as conquistas que obteve. Registram-se fatos desde sua infância até o curso médico no Rio de Janeiro e seus primeiros anos de exercício da Medicina nesta cidade e em Chicago (EUA). Transmite fatos ocorridos durante os dois anos de residência dele em Madison (Wisconsin), sob a orientação de Ralph Waters, da qual sempre se orgulhou. Relata sua volta temporária ao Brasil, seu segundo período de vida em Madison, seu retorno definitivo ao nosso país e sua vida e importância no Serviço Médico de Anestesia (SMA) de São Paulo. Recorda algumas das numerosas homenagens que recebeu no Brasil e no exterior. CONCLUSÕES: Ocorrendo neste ano o triste desaparecimento do Dr. Carlos Pereira Parsloe, justifica-se prestar a ele esta homenagem, fundamentada no que ele significou para a Anestesiologia brasileira e mundial, marcando para sempre quem foi e o que fez pela especialidade, pela WFSA, SBA, SAESP, por diversas outras sociedades nacionais e internacionais e, ainda, por muitos anestesiologistas do nosso país.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Dr. Carlos Pereira Parsloe was the most important and well known Brazilian anesthesiologist, and the one who achieved greater world repercussion. He played a fundamental role as President of the Scientific Commission of the III World congress of Anesthesiology (Brazil). He was President of SAESP and President of WFSA. His autobiography was published by the Wood Library-Museum of Anesthesiology (Illinois, USA). With his passing in January of 2009, Brazilian Anesthesiology lost one of its most valuable members. CONTENTS: The life of Dr. Parsloe, emphasizing his character, competence, and achievements, is described. Events from his childhood to the medical course in Rio de Janeiro and his first years as a physician in Rio de Janeiro and Chicago (USA) are described. This paper describes events during his two-year residency in Madison (Wisconsin) under the guidance of Ralph Waters, of which he was proud. It reports his temporary return to Brazil, his second period in Madison, and his definitive return to our country and his life, and the importance of the Medical Anesthetic Service (SMA, from the Portuguese) of São Paulo. And it covers some of the countless tributes he received, both in Brazil and abroad. CONCLUSIONS: This tribute, based on his meaning to Brazilian and International Anesthesia, which defined who he was and what he did for our subspecialty, WFSA, SBA, SAESP, several other national and international societies, and for many anesthesiologists in our country, comes after de death of Dr. Carlos Pereira Parsloe in 2009.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El Dr. Carlos Pereira Parsloe fue el más importante y conocido anestesiólogo brasileño y el que alcanzó mayor repercusión mundial. Jugó un rol fundamental como Presidente de la Comisión Científica del III Congreso Mundial de Anestesiología (Brasil). Fue el Presidente de la SAESP y llegó a la Presidencia de la WFSA. Su autobiografía fue publicada por la Wood Library-Museum of Anesthesiology (Illinois-USA). Con su fallecimiento, en enero de este año de 2009, la Anestesiología brasileña perdió a uno de sus más valiosos miembros. CONTENIDO: En la vida de Parsloe, se destaca su carácter, su competencia, su dedicación al estudio y a la enseñanza, las funciones que brillantemente ejerció y las conquistas que obtuvo. Quedan registrados hechos desde su infancia hasta el curso de medicina que realizó en Rio de Janeiro y sus primeros años de práctica médica en esa ciudad y en Chicago (EUA). Aquí veremos hechos que acaecieron durante los dos años de su residencia en Madison (Wisconsin), bajo la tutela de Ralph Waters, de la cual siempre se enorgulleció. Relataremos su regreso temporal a Brasil, su segundo período de vida en Madison, su retorno definitivo a nuestro país y la importancia que tuvo para el Servicio Médico de Anestesia de São Paulo (SMA). Recordaremos algunos de los homenajes que recibió en Brasil y en el exterior. CONCLUSIONES: Tras el triste deceso del Dr. Carlos Pereira Parsloe este año, le rendimos este merecido homenaje, por lo que él significó para la Anestesiología brasileña y mundial, destacando quien fue y lo que hizo por la especialidad, por la WFSA, SBA, SAESP y por diversas Sociedades nacionales e internacionales, y también por muchos anestesiólogos de nuestro País.