Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420090005&lang=en vol. 59 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Effective anesthetic volumes in sciatic nerve block</B>: <B>comparison between the parasacral and infragluteal-parabiceps approaches with 0.5% bupivacaine with adrenaline and 0.5% ropivacaine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O volume e a massa das soluções de anestésico local (AL) influenciam a taxa de sucesso dos bloqueios periféricos. Desta forma, o objetivo principal do estudo foi determinar os volumes de anestésico local para o bloqueio do nervo isquiático (BNI) nas abordagens parassacral e infraglútea-parabiceptal. MÉTODO: Cento e um pacientes foram alocados aleatoriamente em 4 grupos e submetidos ao BNI nas abordagens infraglútea-parabiceptal ou parassacral, utilizando ropivacaína a 0,5% ou bupivacaína a 0,5% com adrenalina 5 µg.mL-1. Sucesso foi definido como bloqueio sensitivo e motor completo do nervo isquiático 30 minutos após a injeção do AL. Os volumes foram calculados pelo método up-and-down. RESULTADOS: Na abordagem parassacral o volume efetivo médio da ropivacaína foi 17,6 mL (IC 95%: 14,9 - 20,8) e da bupivacaína 16,4 mL (IC 95%: 12,3 - 21,9). Na abordagem infraglútea-parabiceptal o volume efetivo médio da ropivacaína foi 21,8 mL (IC 95%: 18,7 - 25,5) e bupivacaína 20,4 mL (IC 95%: 18,6 - 22,5). Volumes foram significativamente menores (p < 0,01) na abordagem parassacral comparativamente à infraglútea-parabiceptal. Na estimativa da regressão de Probits para volumes efetivos em 95% dos pacientes, os volumes na abordagem parassacral foram 21,8 mL para ropivacaína e 20,5 mL para bupivacaína; e na infraglútea- parabiceptal foram 27,2 mL na ropivacaína e 25,5 mL na bupivacaína. O volume efetivo em 99% dos pacientes no BNI parassacral para ropivacaína foi 24 mL e para bupivacaína 22,5 mL; e 29,9 mL de ropivacaína e 28,0 mL de bupivacaína no grupo infraglúteoparabiceptal. CONCLUSÕES: Foram necessários volumes significativamente menores na abordagem parassacral do BNI comparativamente à abordagem infraglúteaparabiceptal, mas os volumes anestésicos não diferiram entre os AL.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The volume and mass of local anesthetics (LA) affect the success rate of peripheral nerve blocks. Thus, the main objective of this study was to determine the volumes of local anesthetics in parasacral and infragluteal-parabiceps sciatic nerve block (SNB). METHODS: One hundred and one patients undergoing infragluteal-parabiceps or parasacral SNB with 0.5% ropivacaine or 0.5% bupivacaine with 5 µg.mL-1 of adrenaline were randomly divided into 4 groups. Success was defined as complete sensitive and motor blockades of the sciatic nerve 30 minutes after the administration of the LA. Volumes were calculated by the up-and-down method. RESULTS: In the parasacral approach, the mean effective volume of ropivacaine was 17.6 mL (95% CI: 14.9-20.8) and of bupivacaine it was 16.4 mL (95% CI: 12.3-21.9). In the infragluteal-parabiceps approach, the mean effective volume of ropivacaine was 21.8 mL (95% CI: 18.7-25.5), and that of bupivacaine was 20.4 mL (95% CI: 18.6-22.5). Volumes were significantly lower (p < 0.01) in the parasacral than in the infragluteal-parabiceps approach. In Probit regression, the estimated effective volume in 95% of the patients in the parasacral approach was 21.8 mL for ropivacaine, and 20.5 mL for bupivacaine; in the infragluteal-parabiceps approach the volumes were 27.2 mL for ropivacaine and 25.5 mL for bupivacaine. The effective volume in 99% of the patients in parasacral SNB was 24 mL for ropivacaine, and 24 mL for bupivacaine; and in the infragluteal-parabiceps approach, 29.9 mL for ropivacaine, and 28.0 mL for bupivacaine. CONCLUSIONS: In sciatic nerve block, significantly smaller volumes were necessary in the parasacral than in the infragluteal-parabiceps approach, but volumes did not differ between both LAs.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El volumen y la masa de las soluciones de anestésico local (AL), influyen en la tasa de éxito de los bloqueos periféricos. Así, el objetivo principal del estudio fue determinar los volúmenes de anestésico local para el bloqueo del nervio isquiático (BNI) en los abordajes parasacral e infraglúteoparabicipital. MÉTODO: Ciento y un pacientes se ubicaron aleatoriamente en 4 grupos y fueron sometidos al BNI para los abordajes infraglúteoparabicipital o parasacral, utilizando ropivacaína a 0,5% o bupivacaína a 0,5% con adrenalina 5 µg.mL-1. El éxito se definió como bloqueo sensitivo y motor completo del nervio isquiático 30 minutos después de la inyección del AL. Los volúmenes se calcularon a través del método up-and-down. RESULTADOS: En el abordaje parasacral, el volumen efectivo promedio de la ropivacaína fue de 17,6 mL (IC 95%: 14,9 - 20,8) y el de la bupivacaína 16,4 mL (IC 95%: 12,3 - 21,9). En el abordaje infraglúteo-parabicipital el volumen efectivo promedio de la ropivacaína fue 21,8 mL (IC 95%: 18,7 - 25,5) y bupivacaína 20,4 mL (IC 95%: 18,6 - 22,5). Los volúmenes fueron significativamente menores (p < 0,01) en el abordaje parasacral al compararlos con el infraglúteo-parabicipital. En la estimativa de la regresión de Probits para volúmenes efectivos en un 95% de los pacientes, los volúmenes en el abordaje parasacral fueron 21,8 mL para la ropivacaína y 20,5 mL para la bupivacaína; y en el infraglúteo-parabicipital fueron 27,2 mL en la ropivacaína y 25,5 mL en la bupivacaína. El volumen efectivo en un 99% de los pacientes, en el BNI parasacral, para la ropivacaína fue 24 mL y para la bupivacaína 22,5 mL; y 29,9 mL de ropivacaína y 28,0 mL de bupivacaína en el grupo infraglúteoparabicipital. CONCLUSIONES: Se hicieron necesarios volúmenes significativamente menores en el abordaje parasacral del BNI al compararlos con el abordaje infraglúteo-parabicipital, pero los volúmenes anestésicos no fueron diferentes entre los AL. <![CDATA[<B>Effects of epidural analgesia and continuous lumbar plexus block on functional rehabilitation after total hip arthroplasty</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor após artroplastia total do quadril (ATQ) é intensa e agravada pelas mobilizações, o que demanda técnica analgésica eficaz e que permita mobilidade precoce, participação nas atividades de reabilitação e rápida recuperação funcional. O objetivo do estudo foi comparar os efeitos das técnicas de analgesia controlada pelo paciente (ACP) pelas vias peridural e perineural do plexo lombar sobre a reabilitação funcional em pacientes submetidos à ATQ. MÉTODO: Pacientes estado físico ASA I a III foram alocados aleatoriamente nos grupos Peridural e Lombar. Para a ATQ, foi realizada anestesia peridural lombar contínua com ropivacaína a 0,5% (Peridural) ou bloqueio contínuo do plexo lombar com ropivacaína a 0,5% (Lombar). Na sala de recuperação, iniciou-se ACP com infusão de ropivacaína a 0,2% (Lombar) ou ropivacaína a 0,2% + fentanil 3 µg.mL-1 (Peridural). A eficácia da analgesia nas primeiras 48 horas após a ATQ (escores de dor, consumo de morfina de resgate e de bolos da bomba de ACP) foi comparada entre os grupos. Diferentes parâmetros da reabilitação pós-operatória foram estudados. RESULTADOS: Quarenta e um pacientes foram submetidos à análise estatística. Os escores de dor em repouso foram semelhantes nos dois grupos. Apesar do controle mais efetivo da dor dinâmica no grupo Peridural e o uso de morfina ter sido maior, mais frequente e mais precoce no grupo Lombar, não houve diferença entre os grupos em nenhum dos parâmetros estudados de reabilitação. As técnicas de analgesia não influenciaram as falhas no processo de reabilitação. CONCLUSÕES: A maior efetividade da analgesia peridural não se traduziu em melhora no processo de reabilitação, nem reduziu o tempo necessário para alcançar os desfechos estudados.<hr/>BAKGROUND AND OBJECTIVES: Pain after total hip arthroplasty (THA) is severe and it is aggravated by movements, which requires an effective analgesic technique that allows early mobilization, participation in rehabilitation activities, and fast functional recovery. The objective of this study was to compare the effects of epidural and perineural patient-controlled analgesia (PCA) of the lumbar plexus on functional rehabilitation of patients undergoing THA. METHODS: Patients classified as physical status ASA I to III were randomly divided into two groups: Epidural and Lumbar. For THA, patients underwent continuous epidural lumbar block with 0.5% ropivacaine (Epidural) or continuous lumbar plexus block with 0.5% ropivacaine (Lumbar). In the recovery room, PCA with infusion of 0.2% ropivacaine (Lumbar) or 0.2% ropivacaine + fentanyl 3 µg.mL-1 (Epidural) was instituted. Analgesic efficacy in the first 48 hours after THA (pain scores, rescue morphine consumption, and bolus of the PCA pump) was compared between both groups. Different postoperative rehabilitation parameters were analyzed. RESULTS: Forty-one patients underwent statistical analysis. Resting pain scores were similar in both groups. Despite more effective control of dynamic pain in the Epidural group and the greater, more frequent, and earlier morphine consumption in the Lumbar group, rehabilitation parameters evaluated did not differ in both groups. Analgesia techniques did not affect rehabilitation failures. CONCLUSIONS: The greater effectivity of epidural analgesia did not translate in improvement of the rehabilitation process nor did it decrease the time necessary to achieve end goals.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor después de la artroplastia total de la cadera (ATC) es intenso y se agrava por los movimientos, lo que demanda una técnica analgésica eficaz y que permita la movilidad precoz, la participación en las actividades de rehabilitación, y una rápida recuperación funcional. El objetivo de este estudio, fue comparar los efectos de las técnicas de analgesia controlada por el paciente (ACP), por las vías epidural y perineural del plexo lumbar sobre la rehabilitación funcional en pacientes sometidos a la ATC. MÉTODO: Pacientes en estado físico ASA I a III, que fueron ubicados aleatoriamente en los grupos Epidural y Lumbar. Para la ATC, se realizó la anestesia epidural lumbar continua con ropivacaína a 0,5% (Epidural) o bloqueo continuo del plexo lumbar con ropivacaína a 0,5% (Lumbar). En la sala de recuperación, se inició ACP con infusión de ropivacaína a 0,2% (Lumbar) o ropivacaína a 0,2% + fentanil 3 µg.mL-1 (Epidural). La eficacia de la analgesia en las primeras 48 horas después de la ATC (niveles de dolor, consumo de morfina de rescate y de bolos de la bomba de ACP), se comparó entre los grupos. Los diferentes parámetros de la rehabilitación postoperatoria también se estudiaron. RESULTADOS: Cuarenta y un pacientes se sometieron al análisis estadístico. Los niveles de dolor en reposo fueron similares en los dos grupos. A pesar de un control más efectivo del dolor dinámico en el grupo Epidural y de un uso más potente de la morfina, que se aplicó más a menudo y precozmente en el grupo Lumbar, no hubo diferencia entre los grupos en ninguno de los parámetros estudiados de rehabilitación. Las técnicas de analgesia no influyeron en las fallas en el proceso de rehabilitación. CONCLUSIONES: El más alto nivel de efectividad de la analgesia epidural, no se tradujo en una mejoría en el proceso de rehabilitación, ni tampoco redujo el tiempo necesario para alcanzar los resultados estudiados. <![CDATA[<B>Computed tomography in pulmonary evaluation of children with acyanotic congenital heart defect and pulmonary hyperflow</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Disfunção respiratória é frequente em crianças com cardiopatias congênitas acianóticas com hiperfluxo pulmonar (CCAHP), porém pouco é conhecido sobre a estrutura pulmonar destes pacientes. O objetivo deste estudo foi quantificar os volumes de gás e tecido e a distribuição da aeração pulmonar nesta população. MÉTODOS: Após aprovação do Comitê de Ética institucional e obtenção do consentimento escrito pós-informado, foram obtidas tomografias computadorizadas torácicas em sete crianças com CCAHF. As imagens pulmonares direita e esquerda foram contornadas em todas as imagens e os volumes e pesos pulmonares foram computados a partir dos dados volumétricos. As comparações entre esquerda e direita foram analisadas usando teste t de Student pareado e as correlações através de regressão exponencial. RESULTADOS: A idade mediana foi 20 meses e o peso foi de 9,9 kg. Volume pulmonar total (VPT) foi de 66,7 ± 23,1 mL.kg-1, o de tecido 33,5 ± 15,7 mL.kg-1 e o de gás 33,1 ± 8,3 mL.kg-1. O pulmão direito representou 57,9% e o pulmão esquerdo 42,1% do VPT (p < 0,001). O volume pulmonar de gás à direita foi 60,5% do volume de gás total (p< 0,001) e a quantidade de parênquima pulmonar normalmente aerado foi significativamente menor à esquerda (27,6 ± 6,8 vs . 18,1 ± 8% p < 0,001). CONCLUSÕES: As crianças portadoras de CCAHP apresentaram aumento no volume de tecido pulmonar maior que o esperado, possivelmente por edema intersticial. A aeração pulmonar está reduzida no pulmão esquerdo pela compressão imposta pelo coração ao pulmão subjacente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Respiratory dysfunction is common in children with acyanotic congenital heart defects (ACHD) with pulmonary hyperflow; however, little is known about the pulmonary structure of those patients. The objective of this study was to quantify the volumes of air and tissue, as well as the distribution of pulmonary aeration in this population. METHODS: After approval by the Ethics Committee of the institution and signing of an informed consent, seven children with ACHD with pulmonary hyperflow underwent computed tomographies of the chest. All images included the left and right pulmonary contour, and pulmonary volumes and weight were calculated using volumetric data. Paired Student t test was used to compare left and right, and exponential regression was used for correlations. RESULTS: Patients had a mean age of 20 months and weight of 9.9 kg. Total pulmonary volume (TPV) was 66.7 ± 23.1 mL.kg-1, tissue volume of 33.5 ± 15.7 mL.kg-1, and air volume of 33.1 ± 8.3 mL.kg-1. The right lung represented 57.9% of TPV and the left, 42.1% (p < 0.001). The pulmonary volume of air on the right was 60.5% of the total air volume (p < 0.001), and the volume of pulmonary parenchyma normally aerated was significantly lower on the left (27.6 ± 6.8 vs . 18.1 ± 8%, p < 0.001). CONCLUSIONS: The volume of lung tissue was greater than expected in children with ACHD with pulmonary hyperflow, possibly due to interstitial edema. Pulmonary aeration is reduced in the left lung due to the compression of the lung by the heart.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La disfunción respiratoria es frecuente en niños con cardiopatías congénitas acianóticas con hiperflujo pulmonar (CCAHP), sin embargo, se conoce muy poco sobre la estructura pulmonar de esos pacientes. El objetivo de este estudio, fue cuantificar los volúmenes de gas y tejido y la distribución de la aeración pulmonar en esa población. MÉTODOS: Después de la aprobación por parte del Comité de Ética Institucional y de la obtención del consentimiento escrito informado, se obtuvieron tomografías computadorizadas torácicas en siete niños con CCAHF. Las imágenes pulmonares derecha e izquierda fueron perfiladas en todas las imágenes, y los volúmenes y los pesos pulmonares fueron computados a partir de los datos volumétricos. Las comparaciones entre izquierda y derecha fueron analizadas usando el test t de Student pareado y las correlaciones a través de regresión exponencial. RESULTADOS: La edad mediana fue de 20 meses y el peso fue de 9,9 kg. El volumen pulmonar total (VPT) 66,7 ± 23,1 mL.kg-1, y del tejido 33,5 ± 15,7 mL.kg-1 y el del gas 33,1 ± 8,3 mL.kg-1. El pulmón derecho representó un 57,9% y el pulmón izquierdo 42,1% del VPT (p < 0,001). El volumen pulmonar de gas a la derecha fue de un 60,5% del volumen de gas total (p < 0,001) y la cantidad de parénquima pulmonar normalmente aerado fue significativamente menor a la izquierda (27,6 ± 6,8 vs . 18,1 ± 8%, p < 0,001). CONCLUSIONES: Los niños portadores de CCAHP presentaron un aumento en el volumen de tejido pulmonar mayor que lo esperado, posiblemente por edema intersticial. La aeración pulmonar está reducida en el pulmón izquierdo por la compresión impuesta por el corazón al pulmón subyacente. <![CDATA[<B>Supplemental oxygen and the incidence of perioperative nausea and vomiting in cesarean sections under subarachnoid block</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Oxigênio suplementar pode reduzir a incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios em pacientes submetidos à anestesia geral. O objetivo deste estudo foi testar a eficácia do oxigênio suplementar durante a cesariana eletiva sob anestesia subaracnoidea em diminuir a incidência de náuseas e vômitos perioperatórios. MÉTODO: Após indução de anestesia subaracnoidea padronizada, noventa e quatro parturientes submetidas ao parto operatório foram distribuídas de forma aleatória para receberem, através de cateter nasal tipo óculos, 4 L.min-1 de oxigênio (Grupo O) ou ar comprimido (Grupo S) até o final do procedimento. As pacientes foram inquiridas acerca da ocorrência de náuseas e vômitos durante a operação e nas primeiras seis e 24 horas de pós-parto. RESULTADOS: Os dois grupos mostraram-se comparáveis quanto às variáveis demográficas, perioperatórias e quanto aos dados do recém-nascido. No Grupo O, a incidência de náusea durante a operação nas primeiras 6 horas de pós-operatório e entre 6 e 24 horas de pós-operatório foi de 35%, 20% e 13%, respectivamente, enquanto no Grupo S foi de 35%, 30% e 19%, respectivamente. A incidência de vômito no Grupo O foi de 9%, 11% e 6% nos períodos correspondentes e no Grupo S 21%, 7% e 7%, respectivamente. Essas diferenças não foram significativas. CONCLUSÕES: Na população estudada, a oxigenoterapia suplementar desde a indução da anestesia até o término da operação não reduziu a incidência de náuseas ou vômitos intraoperatórios e pós-operatórios em mulheres submetidas ao parto cesariano sob anestesia subaracnoidea.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Supplemental oxygen can reduce the incidence of postoperative nausea and vomiting in patients under general anesthesia. The objective of the present study was to determine the efficacy of supplemental oxygen to reduce the incidence of perioperative nausea and vomiting in elective cesareans under subarachnoid block. METHODS: After induction of standardized subarachnoid block, 94 parturients undergoing surgical delivery were randomly divided to receive 4 L.min-1 of oxygen (Group O) or medical air (Group S) under nasal cannula throughout the procedure. Patients were questioned on the development of nausea and vomiting during the surgery and in the first six and 24 hours after the procedure. RESULTS: Demographic and perioperative parameters, as well as the data on the newborn, were comparable in both groups. In Group O, the incidence of nausea during the surgery, in the first 6 hours afterwards, and between 6 and 24 hours was 35%, 30%, and 19%, respectively, while in Group S, it was 35%, 30%, and 19%, respectively. In Group O, the incidence of vomiting was 9%, 11% and 6% in the corresponding periods, and in Group S, 21%, 7% and 7%, respectively. Those differences were not statistically significant. CONCLUSIONS: The administration of supplemental oxygen from anesthetic induction until the end of the surgery did not reduce the incidence of intra- and postoperative nausea or vomiting in women undergoing cesarean section under subarachnoid block.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El oxígeno suplementario puede reducir la incidencia de náuseas y vómitos postoperatorios en pacientes sometidos a la anestesia general. El objetivo de este estudio, fue comprobar la eficacia del oxígeno suplementario durante la cesárea electiva bajo anestesia subaracnoidea, para reducir la incidencia de náuseas y vómitos perioperatorios. MÉTODO: Después de la inducción de anestesia subaracnoidea estandarizada, noventa y cuatro parturientas sometidas al parto en quirófano, se distribuyeron de forma aleatoria para recibir, a través de catéter nasal tipo gafas, 4 L.min-1 de oxígeno (Grupo O), o aire comprimido (Grupo S), hasta el final del procedimiento. Se les preguntó sobre el aparecimiento de náuseas y vómitos durante la operación y en las primeras 6 y 24 horas del posparto. RESULTADOS: Los dos grupos fueron comparables en cuanto a las variables demográficas, perioperatorias y en cuanto a los datos del recién nacido. En el Grupo O, la incidencia de náuseas durante la operación en las primeras 6 horas del postoperatorio y entre las 6 y 24 horas del postoperatorio, fue de un 35%, 20% y 13%, respectivamente, mientras que en el Grupo S, fue de un 35%, 30% y 19%, respectivamente. La incidencia de vómitos en el Grupo O fue de un 9%, 11% y 6% en los períodos correspondientes, y en el Grupo S, 21%, 7% y 7%, respectivamente. Esas diferencias no fueron significativas. CONCLUSIONES: En la población estudiada, la oxigenoterapia suplementaria desde la inducción de la anestesia hasta el término de la operación, no redujo la incidencia de náuseas o vómitos intraoperatorios y postoperatorios en mujeres sometidas al parto por cesárea bajo anestesia subaracnoidea. <![CDATA[<B>Prophylaxis of postoperative nausea and vomiting in morbidly obese patients undergoing laparoscopic gastroplasties</B>: <B>a comparative study among three methods</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As intervenções cirúrgicas bariátricas videolaparoscópicas são associadas à alta incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios. Estes eventos podem levar a significativa morbidade, aumentam o custo da internação e levam à insatisfação dos pacientes. O objetivo desse estudo foi comparar diferentes esquemas para a prevenção de náuseas e vômitos no pós-operatório de gastroplastias videolaparoscópicas. MÉTODO: Estudo prospectivo ao acaso com 77 pacientes submetidos à gastroplastia videolaparoscópica. Foram divididos em: grupo Cont, controle (n = 19) sem administração de qualquer antiemético; grupo Dexa (n = 16) administrado dexametasona; grupo Onda (n = 20), ondansetrona; grupo Dexa + Onda (n = 22), associação das duas últimas medicações. Para todos os pacientes foi feita anestesia padronizada e analgesia pós-operatória com morfina por via venosa. Foram excluídos do estudo aqueles que faziam uso prévio de protetores gástricos ou antieméticos, bem como portadores de hérnia hiatal. Foram registrados os dados demográficos, duração da operação, dose de morfina usada e ocorrência de náuseas e vômitos no pós-operatório imediato (até seis horas). RESULTADOS: Não houve diferença estatística entre os grupos com relação aos dados demográficos e doses de morfina usadas (One-way ANOVA). A incidência de náusea e/ou vômito em cada grupo foi: grupo Cont - 78,94%; grupo Dexa - 62,5%; grupo Onda 50% e grupo Dexa + Onda - 18,8% (p = 0,0002). CONCLUSÕES: A incidência de náusea e/ou vômito pós-operatórios em gastroplastia videolaparoscópica é reduzida com a associação ondansetrona e dexametasona de forma mais eficaz do que o uso isolado dessas medicações.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Videolaparoscopic bariatric surgeries are associated with a high incidence of postoperative nausea and vomiting. Those events can lead to significant morbidity, increase hospitalization costs, as well as patient dissatisfaction. The objective of this study was to compare different prophylaxis protocols of postoperative nausea and vomiting in videolaparoscopic gastroplasties. METHODS: This is a randomized prospective study with 77 patients undergoing videolaparoscopic gastroplasty. Patients were divided into four groups as follows: Cont group, control (n = 19) where antiemetics were not administered; Dexa group (n = 16), patients received dexamethasone; Onda group (n = 20), patients received ondansetron; and Dexa+Onda group (n = 22), patients received dexamethasone and ondansetron. All patients underwent standardized anesthesia and postoperative analgesia with intravenous morphine. Patients who were taking gastric protectors or antiemetics and those with hiatal hernia were excluded. Demographic data, duration of the surgery, doses of morphine, and development of nausea and vomiting in the immediate postoperative period (up to six hours) were recorded. RESULTS: Demographic data and doses of morphine administered did not differ among the groups (One-way ANOVA). The incidence of nausea and/or vomiting in the different groups was: Cont group - 78.94%; Dexa group - 62.25%; Onda group - 50%; and Dexa+Onda group - 18.8% (p = 0.0002). CONCLUSIONS: The incidence of postoperative nausea and vomiting in videolaparoscopic gastroplasties was more effectively reduced with the association of ondansetron and dexamethasone than with each drug separately.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las intervenciones quirúrgicas bariátricas videolaparoscópicas están asociadas a la alta incidencia de náuseas y vómitos postoperatorios. Esos eventos pueden conllevar a una significativa morbidez, aumentan el coste del ingreso y conllevan a la insatisfacción de los pacientes. El objetivo de este estudio, fue comparar diferentes esquemas para la prevención de náuseas y vómitos en el postoperatorio de gastroplastias videolaparoscópicas. MÉTODO: Estudio prospectivo hecho al azar con 77 pacientes sometidos a la gastroplastia videolaparoscópica. Fueron divididos en: grupo Cont, control (n = 19) sin administración de cualquier antiemético; grupo Dexa (n = 16) administrado dexametasona; grupo Onda (n = 20), ondansetrona; grupo Dexa + Onda (n = 22), asociación de las dos últimas medicaciones. Para todos los pacientes se aplicó una anestesia estandarizada y una analgesia postoperatoria con morfina por vía venosa. Se excluyeron del estudio aquellos que usaban protectores gástricos o antieméticos, como también portadores de hernia de hiato. Se registraron los datos demográficos, duración de la operación, dosis de morfina usada y el aparecimiento de náuseas y vómitos en el postoperatorio inmediato (hasta seis horas). RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos con relación a los datos demográficos y a las dosis de morfina usadas (One-way ANOVA). La incidencia de náusea y/o vómito en cada grupo fue: grupo Cont - 78,94%; grupo Dexa - 62,5%; grupo Onda -50% y grupo Dexa + Onda - 18,8% (p = 0,0002). CONCLUSIONES: La incidencia de náusea y/o vómito postoperatorios en gastroplastia videolaparoscópica queda reducida con la combinación de la ondansetrona y la dexametasona de forma más eficaz que con el uso aislado de esas mismas medicaciones. <![CDATA[<B>Does abbreviation of preoperative fasting to two hours with carbohydrates increase the anesthetic risk?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O objetivo do presente estudo foi avaliar o surgimento de possíveis complicações anestésicas relacionadas à abreviação do jejum pré-operatório para duas horas com uma solução contendo dextrinomaltose a 12,5% dentro do projeto ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-operatória). MÉTODO: Foram avaliados prospectivamente todos os pacientes submetidos a diversas operações sobre o trato digestivo e parede abdominal dentro de um novo protocolo de condutas perioperatórias estabelecidas pelo projeto ACERTO entre agosto de 2005 e dezembro de 2007. Todos receberam o suplemento nutricional (dextrinomaltose a 12,5%) por via oral seis e duas horas antes do procedimento cirúrgico. A coleta de dados foi prospectiva sem o conhecimento dos profissionais do serviço. Observou-se o tempo de jejum pré-operatório e as complicações anestésicas relacionadas ao curto tempo de jejum (broncoaspiração). RESULTADOS: Foram avaliados 375 pacientes, sendo 174 homens (46,4%) e 201 mulheres (53,6%) entre 18 e 90 anos de idade O tempo médio de jejum pré-operatório foi de quatro horas variando de duas a 20 horas. Não houve nenhum caso de broncoaspiração durante os procedimentos. O tempo de jejum foi maior (p < 0,01) quando se praticou procedimento anestésico associado (bloqueio + geral). CONCLUSÕES: A adoção das medidas multidisciplinares perioperatórias do projeto ACERTO não trouxe nenhuma complicação relacionada ao jejum pré-operatório. A dextrinomaltose é suplemento nutricional útil e seguro para o paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The objective of the present study was to evaluate the incidence of possible anesthetic complications related with the abbreviation of preoperative fasting to two hours with a solution of 12.5% dextrinomaltose within the ACERTO (from the Portuguese for Acceleration of Total Postoperative Recovery) project. METHODS: All patients undergoing different types of digestive tract and abdominal wall surgeries within a new protocol of perioperative conducts, established by the ACERTO project, between August 2005 and December 2007 were evaluated. All patients received oral nutritional supplementation (12.5% dextrinomaltose) six and two hours before the procedure. Data were collected prospectively without the knowledge of the professionals in the department. The length of preoperative fasting and anesthetic complications related with the short fasting time (pulmonary aspiration) were recorded. RESULTS: Three hundred and seventy five patients, 174 male (46.4%) and 201 female (53.6%), ages 18 to 90 years, were evaluated. The mean preoperative fasting time was four hours, ranging from two to 20 hours. Pulmonary aspiration was not observed during the procedures. The length of fasting was longer (p < 0.01) when combined anesthesia (blockade + general) was used. CONCLUSIONS: Adopting the multidisciplinary preoperative measures of the ACERTO project was not associated with any preoperative fasting-associated complications. Dextrinomaltose is a useful and safe nutritional supplement for the patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El objetivo del presente estudio, fue evaluar el surgimiento de posibles complicaciones anestésicas relacionadas con la reducción del ayuno preoperatorio en dos horas con una solución que contiene dextrinomaltosa a 12,5% dentro del proyecto ACERTO (Aceleración de la Recuperación Total Postoperatoria). MÉTODO: Se evaluaron de forma prospectiva, todos los pacientes sometidos a diversas operaciones sobre el tracto digestivo y la pared abdominal, dentro de un nuevo protocolo de conductas perioperatorias establecidas por el proyecto ACERTO, entre agosto de 2005 y diciembre de 2007. Todos recibieron el suplemento nutricional (dextrinomaltosa a 12,5%) por vía oral seis y dos horas antes del procedimiento quirúrgico. La recolección de datos fue prospectiva sin que los profesionales del servicio lo supieran. Se observó el tiempo de ayuno preoperatorio y las complicaciones anestésicas relacionadas con el corto tiempo de ayuno (broncoaspiración). RESULTADOS: Se evaluaron 375 pacientes, siendo de ellos 174 hombres (un 46,4%) y 201 mujeres (un 53,6%), entre 18 y 90 años de edad. El tiempo promedio de ayuno preoperatorio fue de cuatro horas, variando de 2 a 20 horas. No se registró ningún caso de broncoaspiración durante los procedimientos. El tiempo de ayuno fue mayor (p < 0,01) cuando se practicó el procedimiento anestésico asociado (bloqueo + general). CONCLUSIONES: La adopción de las medidas multidisciplinarias perioperatorias del proyecto ACERTO, no conllevó a ninguna complicación relacionada con el ayuno preoperatorio. La dextrinomaltosa es el suplemento nutricional más útil y seguro para el paciente. <![CDATA[<B>A comparative study between ultrasound and neurostimulation guided axillary brachial plexus block</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso do ultrassom em Anestesia Regional vem crescendo. Existem poucos estudos comparando o uso do ultrassom com a neuroestimulação. O objetivo deste estudo foi comparar a execução do bloqueio do plexo braquial pela via axilar guiado por neuroestimulação com dupla injeção e guiado por ultrassonografia em procedimentos cirúrgicos na mão. Para isto, foram comparados o tempo de realização, a taxa de sucesso e complicações. MÉTODO: Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Governador Celso Ramos foram selecionados 40 pacientes escalados para operações eletivas na mão com bloqueio de plexo braquial via axilar. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente eletronicamente em dois grupos de 20 pacientes: Grupo Neuroestimulação (NE) e Grupo Ultrassonografia (US). Foram comparados tempo de realização, taxa de sucesso e taxa de complicações. RESULTADOS: As taxas de bloqueio completo, falha parcial e falha total não apresentaram diferença estatística significativa entre os grupos US e NE. O tempo médio para realização do procedimento no grupo US (354 segundos) não apresentou diferença estatística significativa quando comparado ao grupo NE (381 segundos). Pacientes do grupo NE apresentaram maior taxa de punção vascular (40%) quando comparados ao grupo US (10%, p < 0,05). A taxa de presença de parestesia durante a realização do bloqueio foi igual entre os dois grupos (15%). CONCLUSÕES: A taxa de sucesso e tempo para a realização foram semelhantes entre o bloqueio de plexo braquial via axilar guiado por ultrassom quando comparado com o guiado por neuroestimulação com dois estímulos em operações sobre a mão. Maior taxa de punção vascular ocorreu no bloqueio guiado por neuroestimulação.<hr/>Conceição DB, Helayel PE, Oliveira Filho GR - A Comparative Study between Ultrasound- and Neurostimulation-Guided Axillary Brachial Plexus Block. BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of ultrasound in Regional Blocks is increasingly more frequent. However, very few studies comparing ultrasound and neurostimulation have been conducted. The objective of this study was to compare neurostimulation-guided axillary brachial plexus block with double injection and ultrasound-guided axillary plexus block for hand surgeries. The time to perform the technique, success rate, and complications were compared. METHODS: After approval by the Ethics on Research Committee of the Hospital Governador Celso Ramos, 40 patients scheduled for elective hand surgeries under axillary plexus block were selected. Patients were randomly divided into two groups with 20 patients each: Neurostimulation (NE) and Ultrasound (US) groups. The time to perform the technique, success rate, and complication rate were compared. RESULTS: Complete blockade, partial failure, and total failure rates did not show statistically significant differences between the US and NE groups. The mean time to perform the technique in the US group (354 seconds) was not statistically different than that of the NE group (381 seconds). Patients in the NE group had a higher incidence of vascular punctures (40%) when compared with those in the US group (10%, p < 0.05). The rate of paresthesia during the blockade was similar in both groups (15%). CONCLUSIONS: The success rate and time to perform the blockade were similar in ultrasound- and neurostimulation-guided axillary plexus block for hand surgeries. The rate of vascular puncture was higher in neurostimulation-guided axillary plexus block.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso del ultrasonido en Anestesia Regional ha venido creciendo. Existen pocos estudios comparando el uso del ultrasonido con la neuroestimulación. El objetivo de este estudio, fue comparar la ejecución del bloqueo del plexo braquial por la vía axilar, guiado por neuroestimulación con doble inyección y guiado por ultrasonido en procedimientos quirúrgicos en la mano. Para eso, se compararon el tiempo de realización, la tasa de éxito y las complicaciones. MÉTODO: Después de la aprobación por parte del Comité de Ética en Investigación del Hospital Governador Celso Ramos, se seleccionaron 40 pacientes para operaciones por elección en la mano, con bloqueo de plexo braquial vía axilar. Los pacientes se distribuyeron aleatoriamente y electrónicamente en dos grupos de 20 pacientes: Grupo Neuroestimulación (NE) y Grupo Ultrasonido (US). Se compararon el tiempo de realización, la tasa de éxito y las complicaciones. RESULTADOS: Las tasas de bloqueo completo, falla parcial y falla total, no presentaron diferencias estadísticas significativa entre los grupos US y NE. El tiempo promedio para la realización del procedimiento en el grupo US (354 segundos) no presentó diferencia estadística significativa cuando se le comparó al grupo NE (381 segundos). Los pacientes del grupo NE presentaron una tasa más elevada de punción vascular (40%), cuando se les comparó con el grupo US (10%, p < 0,05). La tasa de presencia de parestesia durante la realización del bloqueo fue igual entre los dos grupos (15%). CONCLUSIONES: La tasa de éxito y el tiempo para la realización, fueron similares entre el bloqueo de plexo braquial vía axilar guiado por ultrasonido, cuando se le comparó con el guiado por neuroestimulación con los de los estímulos en operaciones sobre la mano. Un tasa más elevada de punción vascular se dio en el bloqueo guiado por neuroestimulación. <![CDATA[<B>Comparison of hemodynamic changes in acute intoxication with intravenous bupivacaine and ropivacaine in swine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ropivacaína apresentada na forma levógira pura foi introduzida para proporcionar alternativa mais segura que a bupivacaína nas anestesias locorregionais. O objetivo deste estudo foi comparar as repercussões hemodinâmicas após injeção por via venosa dos dois agentes em suínos, simulando intoxicação que pode ocorrer durante anestesia locorregional em humanos. MÉTODO: Suínos da raça Large-White foram anestesiados com tiopental, realizada intubação traqueal e instituída ventilação controlada mecânica. As variáveis hemodinâmicas foram medidas através de monitorização invasiva da pressão arterial e cateterização de artéria pulmonar. Após período de repouso de 30 minutos os animais foram aleatoriamente divididos em dois grupos e receberam por via venosa 4 mg.kg-1 de um ou outro agente sem conhecimento do pesquisador. Os resultados hemodinâmicos foram avaliados em repouso e 1, 5, 10, 15, 20 e 30 minutos após a intoxicação. RESULTADOS: As repercussões hemodinâmicas da intoxicação aguda com bupivacaína foram mais importantes e mais prolongadas do que as com ropivacaína. Com bupivacaína o índice cardíaco teve diminuição maior e mais prolongado, a pressão arterial média e a frequência cardíaca diminuições mais prolongadas, a pressão venosa central aumento mais prolongado e a pressão capilar pulmonar aumentou mais e por mais tempo. O impacto no índice de resistência vascular sistêmica mostrou que a vasomotricidade foi parcialmente mantida, houve aumento nos dois grupos e, paradoxalmente, maior e por mais tempo com bupivacaína. CONCLUSÕES: Em suínos a ropivacaína causou menos repercussões hemodinâmicas do que a bupivacaína quando as mesmas doses foram injetadas por via venosa.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pure levorotatory ropivacaine was introduced to provide a safer alternative to bupivacaine in regional blocks. The objective of this study was to compare the hemodynamic repercussions after the intravenous administration of both agents in swine, simulating the intoxication that can be seen during regional blocks in humans. METHODS: Large-White swine were anesthetized with thiopental, followed by endotracheal intubation and controlled mechanical ventilation. Hemodynamic parameters included non-invasive blood pressure and catheterization of the pulmonary artery. After 30 minutes, animals were randomly divided into two groups, and 4 mg.kg-1 of one of the agents was administered intravenously without the knowledge of the investigator. Hemodynamic parameters were evaluated at rest and 1, 5, 10, 15, 20, and 30 minutes after intoxication. RESULTS: The hemodynamic repercussions of acute bupivacaine intoxication were more important and prolonged than in ropivacaine intoxication. With bupivacaine, the cardiac index showed greater and more prolonged reduction, mean arterial pressure and heart rate had more prolonged reduction, central venous pressure showed a more prolonged increase, and pulmonary wedge pressure increased more for more prolonged time. The impact on the systemic vascular resistance index showed that vasomotricity was partially maintained, increased in both groups, and, paradoxically, was greater and longer-lasting with bupivacaine. CONCLUSIONS: In swine, ropivacaine caused less hemodynamic repercussions than bupivacaine when the same doses were administered intravenously.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La ropivacaina, presentada bajo la forma de levógira pura, se introdujo para proporcionar una alternativa más segura que la bupivacaina en las anestesias locorregionales. El objetivo de este estudio fue el de comparar las repercusiones hemodinámicas después de una inyección por vía venosa de los dos agentes en cerdos, simulando una intoxicación que puede ocurrir durante la anestesia locorregional en los humanos. MÉTODO: Se utilizaron cerdos de la raza Large-White, los cuales fueron anestesiados con tiopental, y fue realizada intubación traqueal e instituida la ventilación controlada mecánica. Las variables hemodinámicas se midieron a través de la monitorización invasiva de la presión arterial y de la cateterización de la arteria pulmonar. Después del período de reposo de 30 minutos, los animales fueron aleatoriamente divididos en dos grupos y recibieron por vía venosa 4 mg.kg-1 de uno u otro agente, sin que el investigador lo supiese. Los resultados hemodinámicos fueron evaluados en reposo y 1, 5, 10, 15, 20 y 30 minutos después de la intoxicación. RESULTADOS: Las repercusiones hemodinámicas de la intoxicación aguda con bupivacaina fueron más importantes y más prolongadas que las de la ropivacaina. Con la bupivacaina, el índice cardíaco se redujo más y fue más prolongado, la presión arterial promedio y la frecuencia cardiaca registraron reducciones más prolongadas, la presión venosa central aumento más y la presión capilar pulmonar también aumentó más y durante más tiempo. El impacto en el índice de resistencia vascular sistémica mostró que la vasomotricidad se mantuvo parcialmente. También se registró un aumento en los dos grupos y, paradójicamente, un tiempo mayor con la bupivacaina. CONCLUSIONES: En los cerdos, la ropivacaína causó menos repercusiones hemodinámicas que la bupivacaina, cuando las mismas dosis se inyectaron por vía venosa. <![CDATA[<B>Anesthesia in a patient with congenital insensitivity to pain and anhidrosis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A insensibilidade congênita a dor e anidrose (ICDA) ou neuropatia hereditária sensorial e autonômica tipo IV (NHSA tipo IV) é neuropatia autossômica recessiva rara do grupo das neuropatias hereditárias sensoriais e autonômicas (NHSA), caracterizada por insensibilidade ao estímulo doloroso, anidrose e retardo mental. Existem poucos relatos sobre a conduta anestésica em pacientes com ICDA devido sua extrema raridade. O objetivo deste relato foi apresentar a conduta anestésica em paciente com ICDA submetida à artrodese de tornozelo esquerdo com colocação de haste e discutir as características de interesse para a anestesia nestes pacientes. RELATO DO CASO: Paciente com história de ICDA foi admitida para artrodese de tornozelo esquerdo devido à artropatia de Charcot. Na sala de operação foi monitorizada com eletrocardiógrafo, índice bispectral, SEF 95%, pressão arterial não invasiva e saturação periférica da hemoglobina, medicada com midazolam como pré-anestésico e submetida à anestesia venosa com propofol e cisatracúrio. Não houve a necessidade de administração de analgésicos. Após intubação traqueal, foi acrescentada monitorização da pressão expiratória final do gás carbônico e da temperatura esofágica. Não apresentou complicações no período perioperatório. Teve alta hospitalar no segundo dia de pós-operatório. CONCLUSÕES: Embora apresentem insensibilidade à dor, alguns pacientes apresentam hiperestesia tátil, o que poderia causar sensações desagradáveis durante a manipulação cirúrgica. Apesar de relatos na literatura de pacientes submetidos a bloqueios no neuroeixo e até mesmo a procedimentos sem anestesia, neste caso utilizou-se a anestesia venosa que proporcionou condições adequadas para o procedimento anestésico-cirúrgico.<hr/>ACKGROUND AND OBJECTIVES: Congenital insensitivity to pain and Anhidrosis (CIPA) or hereditary sensory and autonomic neuropathy type IV (HSAN IV) is a rare autosomal recessive neuropathy of the group of hereditary sensory and autonomic neuropathies (HSAN) characterized by insensitivity to pain, anhidrosis, and mental retardation. Since it is a rare condition, reports on the anesthetic conduct in patients with CIPA are not easily found in the literature. The objective of this report was to present the anesthetic conduct in a patient with CIPA undergoing left ankle arthrodesis with placement of an implant, and to discuss the characteristics of this disorder that concern anesthesiologists the most. CASE REPORT: A female patient with a history of CIPA was admitted for left ankle arthrodesis due to Charcot arthropathy. In the operating room, the patient was monitored with an electrocardiograph, bispectral index, 95% SEF, non-invasive blood pressure, and peripheral hemoglobin saturation; she was pre-medicated with midazolam and underwent intravenous anesthesia with propofol and cisatracurium. The administration of analgesics was not necessary. After tracheal intubation, monitoring of end-expiratory pressure of carbon dioxide and esophageal temperature were added. The patient did not develop postoperative complications. She was discharged from the hospital on the second postoperative day. CONCLUSIONS: Although there is insensitivity to pain, some patients present tactile hyperesthesia that can cause unpleasant feelings during surgical manipulation. Despite reports in the literature of patients undergoing neuroaxis blocks, and even procedures without anesthesia, intravenous anesthesia, which provided adequate conditions for the anesthetic-surgical procedure was used in this case.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La falta de sensibilidad congénita al dolor y la anhidrosis (ICDA) o neuropatía hereditaria sensorial y autonómica tipo IV (NHSA tipo IV), es una neuropatía autosómica recesiva rara del grupo de las neuropatías hereditarias sensoriales y autonómicas (NHSA), caracterizada por la insensibilidad al estímulo doloroso, anhidrosis y retraso mental. Existen pocos relatos sobre la conducta anestésica en pacientes con ICDA, debido a su extrema raridad. El objetivo de este relato, fue presentar la conducta anestésica en paciente con ICDA sometida a la artrodesis de tobillo izquierdo con colocación de vástago y discutir las características de interés para la anestesia en esos pacientes. RELATO DEL CASO: Paciente con historial de ICDA que fue admitida para artrodesis de tobillo izquierdo debido a la artropatía de Charcot. En la sala de operación, fue monitorizada con electrocardiógrafo, índice bispectral, SEF 95%, presión arterial no invasiva y saturación periférica de la hemoglobina, y medicada con midazolam como preanestésico. Posteriormente fue sometida a anestesia venosa con propofol y cisatracurio. No hubo necesidad de administrar analgésicos. Después de la intubación traqueal, se le monitoreó la presión expiratoria final del gas carbónico y de la temperatura esofágica. No presentó complicaciones en el período perioperatorio. Obtuvo su alta al segundo día del postoperatorio. CONCLUSIONES: Aunque presenten insensibilidad al dolor, algunos pacientes debutan con hiperestesia táctil, lo que podría causar sensaciones desagradables durante la manipulación quirúrgica. A pesar de los relatos en la literatura de pacientes sometidos a bloqueos en el neuro eje, e incluso a procedimientos sin anestesia, en ese caso se usó la anestesia venosa, proporcionando condiciones adecuadas para el procedimiento anestésico-quirúrgico. <![CDATA[<B>Rhinoscope-guided nasotracheal intubation in a one-year old child with <I>Osteogenesis imperfecta</B></I>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Osteogênesis Imperfecta (OI) é uma rara doença genética de herança autossômica dominante. A anestesia para o paciente portador da OI inclui diversos desafios, entre eles o manuseio da via aérea e a escolha da técnica anestésica. O objetivo do presente artigo foi descrever caso de criança portadora desta doença associada à hidrocefalia, submetida à anestesia venosa total e intubação nasotraqueal guiada por rinoscópio para realização de derivação ventrículo-peritoneal. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, um ano e três meses de idade, com diagnósticos de OI (tipo III) e hidrocefalia submetido à derivação ventrículo-peritoneal. Após a administração de midazolam (1 mg.kg-1) por via oral 30 minutos antes do procedimento, a criança foi monitorizada, seguindo-se a venóclise com cateter 24G. Após oxigenação, procedeu-se à indução anestésica com remifentanil, propofol e cisatracúrio. A intubação nasotraqueal foi guiada por rinolaringoscópio (Olimpus® ENF P3) e cânula de 4,5 mm com balonete foi inserida sem intercorrências. A anestesia foi mantida com infusão de remifentanil e propofol. A operação teve duração de 120 minutos, sem intercorrências. CONCLUSÕES: O presente relato descreveu alternativa de aces-so à via aérea em crianças submetidas à anestesia geral e que por algum motivo não podem ser ventiladas através da máscara laríngea. O rinolaringoscópio, por apresentar diâmetro reduzido, permite a inserção de cânulas traqueais que não poderiam ser utilizadas com o emprego do fibroscópio convencional.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Osteogenesis imperfecta (OI) is a rare, autosomal dominant disease. Anesthesia for patients with OI has several challenges; among them, management of the airways and the choice of anesthetic technique should be mentioned. The objective of this report was to describe the case of a child with this disorder associated with hydrocephalus who underwent total intravenous anesthesia and rhinoscope-guided nasotracheal intubation for a ventriculoperitoneal shunt. CASE REPORT: This is a 15-month old male with OI (type III) and hydrocephalus who underwent placement of a ventriculoperitoneal shunt. After the oral administration of midazolam (1 mg.kg-1) 30 minutes before the procedure, the child was monitored and, afterwards, a 24G catheter was used for venipuncture. After oxygenation, anesthesia was induced with remifentanil, propofol, and cisatracurium. A 4.5-mm ETT with balloon was used for the rhinoscopeguided (Olimpus® ENF P3) nasotracheal intubation without intercurrences. Anesthesia was maintained with the infusion of remifentanil and propofol. The surgery lasted 120 minutes, without intercurrences. CONCLUSIONS: The present report described an alternative for the access of the upper airways in children undergoing general anesthesia and who, for some reason, cannot be ventilated with a laryngeal mask. Since the rhinolaryngoscope has a reduced diameter, it allows the insertion of ETTs that could not be used with conventional fiberscopes.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Osteogénesis Imperfecta (OI) es una rara enfermedad genética de herencia autosómica dominante. La anestesia para el paciente portador de la OI incluye diversos retos, entre ellos el manejo de la vía aérea y la elección de la técnica anestésica. El objetivo del presente artículo, fue describir el caso de un niño portador de esa enfermedad asociada a la hidrocefalia, y sometido a la anestesia venosa total e intubación nasotraqueal, guiada por rinoscopio para la realización de la derivación ventrículo-peritoneal. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, un año y tres meses de edad, con diagnósticos de OI (tipo III) e hidrocefalia sometido a la derivación ventrículo-peritoneal. Después de la administración de midazolam (1 mg.kg-1) por vía oral, 30 minutos antes del procedimiento, el niño fue monitorizado, con posterior venoclisis con catéter 24G. Después de la oxigenación, se procedió a la inducción anestésica con remifentanil, propofol y cisatracurio. La intubación nasotraqueal fue guiada por rinolaringoscopio (Olimpus® ENF P3) y cánula de 4,5 mm con balón e insertada sin intercurrencias. La anestesia se mantuvo con infusión de remifentanil y propofol. La operación duró 120 minutos sin intercurrencias. CONCLUSIONES: El presente relato describió una alternativa de acceso a la vía aérea en niños sometidos a la anestesia general y que por algún motivo no pueden ser ventilados a través de la máscara laríngea. El rinolaringoscopio, por presentar un diámetro reducido, permite la inserción de cánulas traqueales que no podrían ser utilizadas con el uso del fibroscopio convencional. <![CDATA[<B>Abdominal compartment syndrome during endoscopic clamping of an intestinal perforation secondary to colonoscopy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A colonoscopia é um exame muito utilizado nos dias atuais para diagnóstico, tratamento e controle de doenças intestinais. A perfuração intestinal, embora rara, é a mais temida complicação deste exame. A correção da perfuração pode ser feita através do uso de clipes posicionados por via endoscópica. O objetivo deste relato de caso foi alertar os especialistas para a ocorrência e o tratamento de síndrome de compartimento abdominal durante pinçamento endoscópio de perfuração intestinal secundário à colonoscopia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 60 anos, estado físico ASA II, submetida à colonoscopia sob sedação. Durante o exame constatou-se perfuração acidental do intestino e optou-se por tentar pinçar a perfuração por via endoscópica. A paciente evoluiu então com dor e distensão abdominal, pneumoperitônio, síndrome de compartimento abdominal, dispnéia e instabilidade cardiovascular. Realizou-se punção abdominal de emergência, o que determinou a melhora clínica da paciente até que laparotomia de urgência fosse realizada. Após laparotomia exploradora e sutura da perfuração a paciente evoluiu clinicamente bem. CONCLUSÕES: O pinçamento por via endoscópica de perfuração intestinal secundária à colonoscopia pode contribuir para a formação de pneumoperitônio hipertensivo e síndrome de compartimento abdominal, com repercussões clínicas graves que exigem tratamento imediato. Profissionais capacitados e recursos técnicos adequados podem ser fatores determinantes do prognóstico do paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Colonoscopy is widely used for diagnosis, treatment, and control of intestinal disorders. Intestinal perforation, although rare, is the most feared complication. Perforations can be treated by endoscopic clamping. The objective of this report was to alert specialists for the development and treatment of abdominal compartment syndrome during endoscopic clamping of an intestinal perforation secondary to colonoscopy. CASE REPORT: This is a 60 years old female, physical status ASA II, who underwent colonoscopy under sedation. During the exam, an accidental intestinal perforation was observed, and it was decided to attempt the endoscopic clamping of the perforation. The patient developed abdominal pain and distension, pneumoperitoneum, abdominal compartment syndrome, dyspnea, and cardiovascular instability. Emergency abdominal puncture was done with clinical improvement until urgent laparotomy was performed. After exploratory laparotomy and stitching of the perforation, the patient presented good clinical evolution. CONCLUSIONS: Endoscopic clamping of an intestinal perforation secondary to colonoscopy can contribute for the development of hypertensive pneumoperitoneum and abdominal compartment syndrome with severe clinical repercussions that demand immediate treatment. Capable professionals and adequate technical resources can be determinant of the prognosis of the patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La colonoscopia es un examen utilizado muy a menudo en la actualidad para el diagnóstico, tratamiento y el control de las enfermedades intestinales. La perforación intestinal, aunque sea rara, es la más temida complicación de ese examen. La corrección de la perforación puede ser hecha a través del uso de clips introducidos por vía endoscópica. El objetivo de este relato de caso, fue avisarles a los expertos sobre el aparecimiento y el tratamiento del síndrome de Compartimiento Abdominal durante el pinzamiento endoscópico de perforación intestinal secundario a la colonoscopia. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, 60 años, estado físico ASA II, sometida a la colonoscopia bajo sedación. Durante el examen se comprobó la perforación accidental del intestino y se optó por tratar de pinzar la perforación por vía endoscópica. La paciente evolucionó con dolor y con una distensión abdominal, neumoperitoneo, síndrome de Compartimiento Abdominal, disnea e inestabilidad cardiovascular. Se realizó la punción abdominal de emergencia, lo que determinó la mejoría clínica de la paciente hasta que se hiciese la laparotomía de urgencia. Después de realizarla con exploración y con sutura de la perforación, la paciente evolucionó bien clínicamente. CONCLUSIONES: El pinzamiento por vía endoscópica de perforación intestinal secundaria a la colonoscopia, puede contribuir a la formación de neumoperitoneo hipertensivo y el síndrome de Compartimiento Abdominal, con repercusiones clínicas graves que exigen un tratamiento inmediato. Los profesionales capacitados y los recursos técnicos adecuados, pueden ser factores determinantes del pronóstico del paciente. <![CDATA[<B>Bougie</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As situações de via aérea difícil expõem o anestesiologista à necessidade de rápida atuação, muitas vezes necessitando de dispositivos complementares para garantir a permeabilidade destas vias. Porém muitos destes dispositivos são dispendiosos e necessitam treinamento para seu emprego. É apresentado aqui dispositivo simples, descartável e que pode ser confeccionado pelo próprio anestesiologista, tornando-o ferramenta de baixo custo: o bougie. CONTEÚDO: O bougie consiste de introdutor que, inserido na traquéia, ajuda a orientar a introdução da cânula traqueal. Por ser ferramenta simples, de fácil manipulação e de baixo custo, mostra-se extremamente útil nas situações de via aérea difícil inesperada. CONCLUSÕES: O bougie mostrou-se uma valiosa ferramenta no arsenal anestesiológico, estando bem indicado num amplo espectro de situações.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Difficult airways require fast action by the anesthesiologist often requiring complementary devices to ensure patent airways. However, several of those devices are expensive and require training in order to be used. The bougie, a simple and disposable device can also be manufactured by the anesthesiologist, making it a low cost tool. CONTENTS: Bougies are composed of one introducer that when inserted in the trachea helps orienting the introduction of the tracheal tube. It is a simple tool, easy to use, low in cost, and has been shown to be very useful in unexpected difficult airways. CONCLUSIONS: The bougie has shown to be a valuable tool in the armamentarium of the anesthesiologist, and it is indicated in a wide range of situations.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las situaciones de vía aérea difícil obligan al anestesiólogo a actuar rápidamente, muchas veces necesitando dispositivos complementarios para garantizar la permeabilidad de esas vías. Sin embargo, muchos de esos dispositivos son caros y necesitan un entrenamiento para su uso. Aquí presentamos un dispositivo sencillo, desechable y que puede ser confeccionado por el mismo anestesiólogo, convirtiéndolo así en una herramienta de bajo coste: el bougie. CONTENIDO: El bougie es un introductor que insertado en la tráquea, ayuda a orientar la inserción de la cánula traqueal. Por ser una herramienta muy sencilla, de fácil manejo y de bajo coste, es muy útil en las situaciones de vía aérea difícil inesperada. CONCLUSIONES: El bougie fue una valiosa herramienta en el arsenal anestesiológico, siendo muy bien indicada en una amplia gama de situaciones. <![CDATA[<B>Time and obstetric anesthesia</B>: <B>from chaotic cosmology to chronobiology</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Ciclos temporais (claro/escuro; nascer/morrer, etc.) ao lado de condições ambientais (sincronizadores) influenciam a fisiologia do parto em função da existência de relógios endógenos (osciladores) que interagem com pistas sociais diuturnas. Nesta revisão foram ordenados os parâmetros anestésico-obstétricos cíclicos mais importantes no atendimento à parturiente. CONTEÚDO: Análise cronobiológica dos principais eventos da fisiopatologia obstétrica da Mulier sapiens: I) Período da embriogênese - risco de teratogênese; II) Da prematuridade ao pósdatismo: do parto eutócico à cerclagem uterina; III) A noite e o parto: maior incidência noturna do parto (facilitação fisiológica) e diurna da cesariana (opção do obstetra); IV) A lua e o parto - resultado não conclusivo; V) plantão noturno na Anestesia Obstétrica: contingência profissional de mais riscos; VI) Tempos da cesariana: retirada fetal: tempo UD (uterotomy - delivery) o mais curto possível; correção eficaz de hipotensão arterial e valorizar o tempo de jejum pré-anestésico; VII) Variação circadiana da distócia: dor; contração uterina; perda sanguínea; hipertensão arterial sistêmica (HAS); risco de alergia e asma brônquica. Na fase noturna há maior intensidade de contração e maiores riscos de hemorragia, de alergia e de asma. Em contraponto, há ausência de variação circadiana da HAS na eclâmpsia; VIII) Cronofarmacologia obstétrica: anestésicos locais, analgésicos, hipnóticos, anestésicos gerais e bloqueadores neuromusculares. A cronergia explica o pico analgésico matinal dos opioides, vespertino dos anestésicos locais e noturno dos anestésicos gerais inalatórios. CONCLUSÕES: A abordagem cronobiológica do atendimento anestésico ao parto na maternidade enfatiza a importância obstétrica da ritmicidade circadiana na humanização e segurança do parto.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Temporal cycles (dark/light; birth/death; etc.), along with environmental conditions (synchronizers), influence labor physiology because of the presence of endogenous clocks (oscillators) that interact with social diuturnal clues. In this review, the most important cyclic anesthetic-obstetric parameters in parturient care are listed. CONTENTS: Chronobiological analysis of the main events in the obstetric pathophysiology of Mulier sapiens: I) Embryogenesis - risk of teratogenesis; II) From prematurity to post-didacticism: from eutocic labor to cervical cerclage; III) Night and labor: higher incidence of nocturnal labor (physiological facilitation) and daylight cesarean section (choice of the obstetrician); IV) The moon and labor - non-conclusive results; V) The night shift in obstetric anesthesia: riskier professional contingency; VI) Phases of cesarean section: removal of the fetus: UD stage (uterotomy - delivery) as brief as possible; effective correction of hypotension and valorize pre-anesthetic fasting; VII) circadian variation of dystocia: pain; uterine contraction; blood loss; hypertension (HTN); risk of allergy and asthma. In the nocturnal phase, the intensity of contraction and risk of hemorrhage, allergy, and asthma are greater. On the other hand, HTN in eclampsia does not show circadian variation; VIII) Obstetric chronopharmacology: local anesthetics, analgesics, hypnotics, general anesthetics, and neuromuscular blockers. Chronoenergy explains the matinal peak of opioid analgesia, vespertine of local anesthetic, and nocturnal of inhalational anesthetics. CONCLUSIONS: The chronobiological approach of labor anesthesia emphasizes the obstetric importance of circadian rhythmicity in labor humanization and safety.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Ciclos temporales (claro/oscuro; nacer/morir, etc.), y las condiciones ambientales (sincronizadores), influyen en la fisiología del parto en función de la existencia de relojes endógenos (osciladores), que interactúan con pistas sociales diuturnas. En esta revisión, fueron abordados los parámetros anestésico-obstétricos cíclicos más importantes en la atención a la parturiente. CONTENIDO: Análisis cronobiológico de los principales eventos de la fisiopatología obstétrica de la Mulier sapiens: I) Período de la embriogénesis y riesgo de teratogénesis; II) de la prematuridad al postdatismo: del parto eutócico al cerclaje uterino; III) La noche y el parto: mayor incidencia nocturna del parto (facilitación fisiológica), y diurna de la cesárea (opción del obstetra); IV) La luna y el parto (resultado no conclusivo); V) guardia nocturna en la Anestesia Obstétrica: contingencia profesional de más riesgos; VI) Tiempos de la cesárea: retirada fetal: tiempo UD (uterotomy - delivery), el más corto posible; corrección eficaz de la hipotensión arterial y valorización del tiempo de ayuno preanestésico; VII) Variación circadiana de la distocia: dolor; contracción uterina; pérdida sanguínea; hipertensión arterial sistémica (HAS); riesgo de alergia y asma brónquica. En la fase nocturna, existe una mayor intensidad de contracción y más riesgos de hemorragia, de alergia y de asma. En contraposición, hay una falta de variación circadiana de la HAS en la eclampsia; VIII) Cronofarmacología obstétrica: anestésicos locales, analgésicos, hipnóticos, anestésicos generales y bloqueadores neuromusculares. La cronergia explica el pico analgésico matinal de los opioides, el vespertino de los anestésicos locales y el nocturno de los anestésicos generales inhalatorios. CONCLUSIONES: El abordaje cronobiológico de la atención anestésica al parto en la maternidad, enfatiza la importancia obstétrica del ritmo circadiano en la humanización y seguridad del parto.