Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420090006&lang=en vol. 59 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Epidural lumbar block or lumbar plexus block combined with general anesthesia</B>: <B>efficacy and hemodynamic effects on total hip arthroplasty</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia para artroplastia total do quadril (ATQ) constitui desafio devido à idade avançada e às doenças associadas dos pacientes. O objetivo do estudo foi avaliar se o bloqueio do plexo lombar combinado à anestesia geral se equivale à anestesia peridural lombar quanto à eficácia do bloqueio nociceptivo, efeitos hemodinâmicos secundários, dificuldade na sua execução e influência no sangramento operatório em pacientes submetidos à ATQ. MÉTODO: Pacientes estado físico ASA I a III foram alocados aleatoriamente nos grupos Peridural e Lombar. No grupo Peridural, foi realizada anestesia peridural lombar contínua com ropivacaína a 0,5% 10 a 15 mL. No grupo Lombar, foi realizado bloqueio do plexo lombar pela via posterior com ropivacaína a 0,5% 0,4 mL.kg-1. Todos os pacientes foram submetidos à anestesia geral. Foram estudados: a dificuldade na execução dos bloqueios, sua eficácia e efeitos hemodinâmicos secundários. RESULTADOS: 41 pacientes foram incluídos no estudo. O tempo para execução do bloqueio peridural foi menor, mas o número de tentativas de posicionamento da agulha foi semelhante nos dois grupos. O bloqueio peridural foi mais eficaz. No grupo Lombar, houve aumento da pressão arterial diastólica e média (PAM) e no duplo produto após a incisão e o consumo anestésico durante a operação foi maior. Após o bloqueio, a PAM foi menor nos momentos 50, 60 e 70 minutos após a realização do bloqueio peridural. O sangramento foi semelhante nos dois grupos. CONCLUSÕES: A técnica peridural promoveu bloqueio nociceptivo mais eficaz sem se associar à instabilidade hemodinâmica quando combinada à anestesia geral. O bloqueio do plexo lombar mostrou-se uma técnica útil em combinação com a anestesia geral quando a anestesia peridural estiver contraindicada.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthesia for total hip arthroplasty (THA) is a challenge due to the advanced age and associated diseases of patients. The objective of this study was to evaluate whether the efficacy of the nociceptive blockade, secondary hemodynamic effects, difficulty to execute the technique, and influence in intraoperative bleeding of lumbar plexus block combined with general anesthesia is equivalent to epidural lumbar block in patients undergoing THA. METHODS: Patients with physical status ASA I to III were randomly separated into two groups, Epidural and Lumbar. In the Epidural group, continuous epidural lumbar block with 10 to 15 mL of 0.5% ropivacaine was performed. Patients in the Lumbar group underwent posterior lumbar plexus block with 0.4 mL.kg-1 of 0.5% ropivacaine. All patients underwent general anesthesia. The difficulty to perform the technique, its efficacy, and secondary hemodynamic effects were evaluated. RESULTS: Forty-one patients were included in this study. The length of time to execute the epidural block was shorter, but the number of attempts to position the needle was similar in both groups. Epidural block was more effective. In the Lumbar group, an increase in diastolic blood pressure and mean arterial pressure (MAP) and in the double product was observed after the incision, and anesthetic consumption was greater. After the blockade, MAP was lower 50, 60, and 70 minutes after the epidural block. Bleeding was similar in both groups. CONCLUSIONS: Nociceptive blockade, which was not associated with hemodynamic instability when combined with general anesthesia, was more effective in epidural block. Lumbar plexus block proved to be a useful technique when combined with general anesthesia when epidural block is contraindicated.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia para la artroplastia total de la cadera (ATC), constituye un reto a causa de la edad avanzada y de las enfermedades asociadas a los pacientes. El objetivo del estudio, fue evaluar si el bloqueo del plexo lumbar combinado con la anestesia general, equivale a la anestesia epidural lumbar en cuanto a la eficacia del bloqueo nociceptivo, efectos hemodinámicos secundarios, dificultad en su ejecución e influencia en el sangramiento operatorio en pacientes sometidos a la ATC. MÉTODO: Pacientes estado físico ASA I a III que fueron ubicados aleatoriamente en los grupos Epidural y Lumbar. En el grupo Epidural, se realizó la anestesia epidural lumbar continua con la ropivacaína a 0,5% 10 a 15 mL. En el grupo Lumbar, fue realizado el bloqueo del plexo lumbar por la vía posterior con ropivacaína a 0,5% 0,4 mL.kg-1. Todos los pacientes fueron sometidos a la anestesia general. Se estudiaron: la dificultad en la ejecución de los bloqueos, su eficacia y los efectos hemodinámicos secundarios. RESULTADOS: Cuarenta y un pacientes fueron incluidos en el estudio. El tiempo para la ejecución del bloqueo epidural fue menor, pero el número de intentos en colocar la aguja fue similar en los dos grupos. El bloqueo epidural fue más eficaz. En el grupo Lumbar, se registró un aumento de la presión arterial diastólica y media (PAM) y en el doble producto. Después de la incisión, el consumo anestésico durante la operación fue mayor. Posteriormente al bloqueo, la PAM fue menor en los 50, 60 y 70 minutos después de la realización del bloqueo epidural. El sangramiento fue parecido en los dos grupos. CONCLUSIONES: La técnica epidural promovió un bloqueo nociceptivo más eficaz sin asociarse a la inestabilidad hemodinámica, cuando se le combinó con la anestesia general. El bloqueo del plexo lumbar fue una técnica útil en combinación con la anestesia general cuando la anestesia epidural estuvo contraindicada. <![CDATA[<B>Supraclavicular brachial plexus block</B>: <B>a comparative clinical study between bupivacaine and levobupivacaine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio de plexo braquial é técnica anestésica utilizada para procedimentos em membros superiores. O plexo braquial é território potencial para absorção de anestésicos locais. Estudos dos estereoisômeros da bupivacaína vêm demonstrando menor potencial de toxicidade da fração levógira (levobupivacaína) sobre o sistema cardiovascular. Porém, é discutida a eficácia anestésica (bloqueio sensitivo e motor) da levobupivacaína em anestesia do neuroeixo. Este estudo visa demonstrar a eficácia anestésica da levobupivacaína, comparandoa com a bupivacaína racêmica em bloqueio de plexo braquial, via perivascular subclávia. MÉTODO: Cinquenta pacientes adultos de ambos os sexos, ASA I e II, foram submetidos à anestesia de plexo braquial via perivascular subclávia para procedimentos ortopédicos de membros superiores, com auxílio de neuroestimulador. Foram divididos de modo aleatório em dois grupos: G BUPI - bupivacaína racêmica e G LEVO - levobupivacaína, num volume de 30 mL a 0,5%. O bloqueio sensitivo foi avaliado pelo método de "picada de agulha" nos metâmeros de C5 a C8; e o bloqueio motor, nos intervalos em minutos 1, 2, 5, 10, 15, 20, 25, 30 ou até instalação do bloqueio em movimentos dos dedos, mão, antebraço e braço. RESULTADOS: Não houve diferença estatística entre os dois grupos quanto à latência, incidência de falhas e grau do bloqueio motor, bem como incidência de falhas do bloqueio sensitivo, mas verificou-se diferença estatística da latência do bloqueio sensitivo em todos os metâmeros analisados. Não houve efeitos adversos inerentes à aplicação do anestésico local. CONCLUSÕES: A levobupivacaína demonstrou eficácia anestésica em bloqueio de plexo braquial, equiparável à solução racêmica usualmente empregada.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Brachial plexus block is used in surgical procedures of the upper limbs. The brachial plexus is a potential territory for absorption of local anesthetics. Studies on bupivacaine isomers have shown reduced cardiovascular toxicity of its levorotatory form (levobupivacaine). However, the anesthetic efficacy (sensorial and motor blockades) of levobupivacaine in neuroaxis blocks has been debated. The objective of this study was to demonstrate the anesthetic efficacy of levobupivacaine in brachial plexus block, using the perivascular subclavian approach, by comparing it to racemic bupivacaine. METHODS: Fifty adult patients of both genders, ASA I and II, underwent subclavian perivascular brachial plexus block, with the aid of a peripheral neurostimulator, for orthopedic surgeries of the upper limbs. Patients were randomly divided into two groups: G BUPI - racemic bupivacaine, and G LEVO - levobupivacaine, and they received 30 mL of the 0.5% solution. Sensorial blockade was evaluated by pinprick stimulation from C5 to C8 metameres; and the motor blockade was assessed 1, 2, 5, 10, 15, 20, 25, and 30 minutes after the administration of the local anesthetic or until blockade of fingers, hand, forearm, and arm movements was observed. RESULTS: Statistical differences in latency, failure rate, and degree of the motor blockade, and failure of the sensorial blockade between both groups were not observed, but the latency of the sensorial blockade in all metameres analyzed showed statistically significant differences. Adverse events inherent to the administration of local anesthetics were not observed. CONCLUSIONS: The anesthetic efficacy of levobupivacaine in brachial plexus block was similar to that of the racemic solution commonly used.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo de plexo braquial es la técnica anestésica utilizada para procedimientos en miembros superiores. El plexo braquial es el territorio potencial para la absorción de anestésicos locales. Estudios de los estereoisómeros de la bupivacaína han venido demostrando un menor potencial de toxicidad de la fracción levógira (levobupivacaína), sobre el sistema cardiovascular. Sin embargo, se discute la eficacia anestésica (bloqueo sensitivo y motor), de la levobupivacaína en anestesia del neuro eje. Este estudio pretende demostrar la eficacia anestésica de la levobupivacaína, comparándola con la bupivacaína racémica en bloqueo de plexo braquial por la vía perivascular subclavia. MÉTODO: Cincuenta pacientes adultos de ambos sexos, ASA I y II, fueron sometidos a la anestesia de plexo braquial vía perivascular subclavia para procedimientos ortopédicos de miembros superiores con la ayuda de un neuroestimulador. Se dividieron de modo aleatorio, en dos grupos: G BUPI - bupivacaína racémica, G LEVO - levobupivacaína, en un volumen de 30 mL a 0,5%. El bloqueo sensitivo fue evaluado por el método de "picada de aguja" en los metámeros de C5 a C8; y el bloqueo motor, en los intervalos en minutos: 1, 2, 5, 10, 15, 20, 25, 30, o hasta la instalación del bloqueo en los movimientos de los dedos, la mano el antebrazo y el brazo. RESULTADOS: No hubo ninguna diferencia estadística entre los dos grupos en cuanto a la latencia, incidencia de fallas, grado del bloqueo motor e incidencia de fallas y grado del bloqueo motor e incidencia de fallas del bloqueo sensitivo, pero sí que se verificó la diferencia estadística de la latencia del bloqueo sensitivo en todos los metámeros analizados. No hubo efectos adversos inherentes a la aplicación del anestésico local. CONCLUSIONES: La levobupivacaína demostró una eficacia anestésica en el bloqueo de plexo braquial, igualable a la solución racémica usualmente utilizada. <![CDATA[<B>Dose requirement of intrathecal bupivacaine for cesarean delivery is similar in obese and normal weight women</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os efeitos do IMC na dispersão subaracnóidea de bupivacaína são controversos. O presente estudo avaliou a ED95 de bupivacaína subaracnóidea em cesarianas eletivas em mulheres obesas e naquelas com peso normal. MÉTODO: Foram avaliadas gestantes com peso normal (IMC < 25 kg.m-2) e obesas (IMC > 30 kg.m-2) com feto único de termo, submetidas a cesarianas eletivas. Esse foi um estudo encoberto e de alocação sequencial usando o método up-and-down (modificado pela regra de Narayana). Todas as pacientes receberam bloqueio combinado raquiperidural com administração subaracnóidea de doses variáveis de bupivacaína hiperbárica a 0,75% mais 10 µg de fentanil e 100 µg de morfina. A primeira paciente recebeu 9 mg de bupivacaína. A anestesia foi suplementada quando necessário por meio de um cateter peridural. O sucesso da anestesia, definido como bloqueio sensitivo até pelo menos T6 sem necessidade de anestesia suplementar, foi o objetivo primário. A ED95 para resultado satisfatório foi determinada por modelo logístico sem transformação logarítmica das doses. RESULTADOS: Vinte e quatro gestantes com peso normal e dezesseis gestantes obesas participaram deste estudo. A ED95 estimada para todas as pacientes foi de 12,92 mg (IC 95%: 11,49 a 34,77). A ED95 estimada para as gestantes com peso normal e as gestantes obesas foi semelhante, 12,78 mg (IC 95%: 10,75 a + infinito) e 11,86 mg (CI 95%: 11,31 a 15,61), respectivamente. CONCLUSÕES: Se a anestesia subaracnóidea com injeção única for utilizada em cesarianas, pacientes com peso normal e obesas devem receber doses semelhantes de bupivacaína hiperbárica. Apesar de não ter sido possível determinar com precisão a ED95 nesse estudo, é possível afirmar que ela é de pelo menos 11,49 mg.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The effect of BMI on the spread of intrathecal bupivacaine is controversial. This study assessed the ED95 of intrathecal bupivacaine for elective cesarean delivery in obese and normal weight women. METHODS: We studied normal weight (BMI < 25 kg.m-2) and obese (BMI > 30 kg.m-2) women with singleton term pregnancies undergoing elective cesarean delivery. The study was conducted as a single blinded, up-down sequential allocation study (modified by the Narayana rule). All patients received a combined spinal-epidural anesthesia with a variable intrathecal dose of hyperbaric 0.75% bupivacaine, plus fentanyl 10 µg and morphine 100 µg. The first patient received 9 mg of bupivacaine. Supplemental anesthesia was provided through the epidural catheter if required. The primary outcome was successful analgesia, defined as a sensory block to at least T6, and no request for supplemental anesthesia. The ED95 for the satisfactory outcome was determined by a logistic model with non-log-transformed doses. RESULTS: Twenty-four normal weight and sixteen obese patients were enrolled. The estimated ED95 for all forty patients was 12.92 mg (95% CI: 11.49 to 34.77). The estimated ED95 for the normal weight and the obese subgroups were similar at 12.78 mg (95% CI: 10.75 to + infinity) and 11.86 mg (95%CI: 11.31 to 15.61), respectively. CONCLUSIONS: If single shot spinal anesthesia is used for cesarean delivery, obese and normal weight patients should receive similar doses of hyperbaric bupivacaine. Although in our study the effective dose 95% could not be precisely determined, it is possible to state that it is at least 11.49 mg.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los efectos del IMC en la dispersión intratecal de bupivacaína son controvertidos. El presente estudio evaluó la ED95 de bupivacaína intratecal en cesáreas de elección en mujeres obesas y con peso normal. MÉTODO: Evaluamos embarazadas con peso normal (IMC < 25 kg.m-2) y obesas (IMC > 30 kg.m-2), con feto único a término, sometidas a cesáreas de elección. Ese fue un estudio mono ciego y de ubicación secuencial, usando el método up-down (modificado por la regla de Narayana). Todas las pacientes recibieron bloqueo combinado raquiepidural con administración intratecal de dosis variables de bupivacaína hiperbárica a 0.75% más 10 µg de fentanil y 100 µg de morfina. La primera paciente recibió 9 mg de bupivacaína. La anestesia se suplementó cuando fue necesario, a través de un catéter epidural. El éxito de la anestesia, definido como bloqueo sensitivo hasta por lo menos T6, sin necesidad de anestesia suplementaria, fue el objetivo primario. La ED95 para un resultado satisfactorio fue determinada por un modelo logístico sin transformación logarítmica de las dosis. RESULTADOS: Veinte y cuarto embarazadas con peso normal y dieciséis embarazadas obesas participaron en este estudio. La ED95 estimada para todas las pacientes fue de 12,92 mg (IC 95%: 11,49 a 34,77). La ED95 estimada para las embarazadas con peso normal y las embarazadas obesas fue similar, 12,78 mg (IC 95%: 10,75 a + infinito) y 11,86 mg (CI 95%: 11,31 a 15,61), respectivamente. CONCLUSIONES: Si la anestesia raquídea con inyección única es utilizada en cesáreas, las pacientes con peso normal y obesas deben recibir dosis parecidas de bupivacaína hiperbárica. A pesar de que no fuimos capaces de determinar con exactitud la ED95 en nuestro estudio, sí que podemos afirmar que es de por lo menos 11,49 mg. <![CDATA[<B>Postoperative analgesia for the surgical correction of congenital clubfoot</B>: <B>comparison between peripheral nerve block and caudal epidural block</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O procedimento de correção de pé torto congênito (PTC) cursa com dor pós-operatória intensa. A técnica mais utilizada em crianças é a peridural caudal associada à anestesia geral. Tem como limitação a curta duração da analgesia pós-operatória. Os bloqueios de nervos periféricos têm sido apontados como procedimentos com baixa incidência de complicações e tempo prolongado de analgesia. O objetivo do estudo foi comparar o tempo de analgesia dos bloqueios nervosos periféricos e bloqueio caudal e o consumo de morfina nas primeiras 24 horas após a correção de PTC em crianças. MÉTODO: Estudo randômico, encoberto, em crianças submetidas à intervenção cirúrgica para liberação póstero-medial de PTC, alocadas em 4 grupos conforme a técnica anestésica: Caudal (ACa); Bloqueios isquiático e femoral (IF); Bloqueios isquiático e safeno (IS); Bloqueio isquiático e anestesia local (IL), associados à anestesia geral. Nas primeiras 24 horas os pacientes receberam dipirona e paracetamol via oral e foram avaliados por anestesiologista que desconhecia a técnica empregada. Conforme escores da escala CHIPPS (Children's and infants postoperative pain scale) era administrada morfina via oral (0,19 mg.kg-1 por dia). RESULTADOS: Foram estudadas 118 crianças distribuídas nos grupos ACa (30), IF (32), IS (28) IL (28). O tempo médio entre o bloqueio e a primeira dose de morfina foi 6,16 horas no grupo ACa, 7,05 horas no IF, 7,58 horas no IS e 8,18 horas no IL. O consumo de morfina foi 0,3 mg.kg-1 por dia nos quatro grupos. Não houve diferença significativa entre os grupos. CONCLUSÕES: Os bloqueios nervosos periféricos não promoveram maior tempo de analgesia, tampouco redução no consumo de morfina nas primeiras 24 horas em crianças submetidas à correção de PTC quando comparados ao bloqueio peridural caudal.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Correction of congenital clubfoot (CCF) is associated with severe postoperative pain. Caudal epidural block associated with general anesthesia is the anesthetic technique used more often in children, but it is limited by the short duration of the postoperative analgesia. Peripheral nerve blocks are associated with a low incidence of complications and prolonged analgesia. The objective of this study was to compare the duration of analgesia in peripheral nerve blocks and caudal block, as well as morphine consumption in the first 24 hours after correction of CCF in children. METHODS: This is a randomized, double-blind study with children undergoing surgeries for posteromedial release of CCF, who were divided in four groups according to the anesthetic technique: caudal (ACa), sciatic and femoral block (IF), sciatic and saphenous block (IS), and sciatic block and local anesthesia (IL), associated with general anesthesia. In the first 24 hours, patients received oral dypirone and acetaminophen, and they were evaluated by anesthesiologists who were unaware of the technique used. Oral morphine (0.19 mg.kg¹ per day) was administered according to the scores of the CHIPPS (Children's and infants' postoperative pain scale) scale. RESULTS: One hundred and eighteen children separated into four groups: ACa (30), IF (32), IS (28), and IL (28) participated in this study. The mean time between the blockade and the first dose of morphine was 6.16 hours in group ACa, 7.05 hours in group IF, 7.58 in IS, and 8.18 hours in IL. Morphine consumption was 0.3 mg.kg-1 per day in all four groups. Significant differences were not observed among the groups. CONCLUSIONS: peripheral nerve blocks did not promote longer lasting analgesia or a decrease in morphine consumption in the first 24 hours in children undergoing CCF correction when compared to caudal epidural block.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El procedimiento de corrección de pie jorobado congénito (PJC), debuta con dolor postoperatorio intenso. La técnica más utilizada en niños es la epidural caudal asociada a la anestesia general. Posee la limitante de una corta duración de la analgesia postoperatoria. Los bloqueos de nervios periféricos han sido indicados como procedimientos con una baja incidencia de complicaciones y un tiempo prolongado de analgesia. El objetivo del estudio actual, fue comparar el tiempo de analgesia de los bloqueos nerviosos periféricos y del bloqueo caudal y el consumo de morfina, en las primeras 24 horas después de la corrección de PJC en niños. MÉTODO: Estudio randómico doble ciego, en niños sometidos a la intervención quirúrgica para liberación posteromedial de PJC, ubicadas en cuatro grupos conforme a la técnica anestésica: caudal (ACa); bloqueos isquiático y femoral (IF); bloqueos isquiático y safeno (IS); bloqueo isquiático y anestesia local (IL), asociados a la anestesia general. En las primeras 24 horas, los pacientes recibieron dipirona y paracetamol vía oral y fueron evaluados por un anestesiólogo que no conocía la técnica usada. Conforme a las puntuaciones de la escala CHIPPS (Children's and infants postoperative pain scale), se administraba morfina vía oral (0,19 mg.kg-1 por día). RESULTADOS: Fueron estudiados 118 niños distribuidos en los grupos ACa (30), IF (32), IS (28) IL (28). El tiempo promedio entre el bloqueo y la primera dosis de morfina fue de 6,16 horas en el grupo ACa, 7,05 horas en el IF, 7,58 horas en el IS y 8,18 horas en el IL. El consumo de morfina fue de 0,3 mg.kg-1 por día en los cuatro grupos. No hubo diferencia significativa entre los grupos. CONCLUSIONES: Los bloqueos nerviosos periféricos no promovieron un tiempo más elevado de analgesia, ni tampoco una reducción en el consumo de morfina en las primeras 24 horas, en niños sometidos a la corrección de PJC cuando se les comparó con el bloqueo epidural caudal. <![CDATA[<B>Clonidine as pre-anesthetic medication in cataract extration</B>: <B>comparison between 100 µg and 200 µg</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Avaliar a sedação, a pressão intraocular e as alterações hemodinâmicas com o uso de doses baixas de clonidina, 100 µg e 200 µg por via oral, como medicação pré-anestésica para operações de catarata em regime ambulatorial. MÉTODO: O trabalho foi realizado pela Universidade Federal de São Paulo, sendo um estudo clínico aleatório e duplamente encoberto em 60 pacientes, de ambos os sexos, estado físico ASA 1 e 2, com idade mínima de 18 anos e máxima de 80 anos. Os pacientes foram divididos em três grupos: placebo, clonidina 100 µg e 200 µg. As medidas de pressão intraocular, frequência cardíaca e pressão arterial, além da avaliação de sedação, foram feitas antes e após 90 minutos da administração da clonidina. Os níveis de sedação foram classificados de acordo com a escala de sedação de Ramsay. RESULTADOS: Pacientes que receberam placebo e 100 µg de clonidina não apresentaram redução da frequência cardíaca com diferença estatística significativa, enquanto os que receberam 200 µg de clonidina, sim. Os que receberam clonidina na dose de 200 µg apresentaram redução na pressão arterial sistólica e diastólica (p < 0,05). Um paciente que utilizou 200 µg de clonidina desenvolveu hipotensão arterial grave com pressão sistólica < 80 mmHg. Os pacientes tratados com clonidina apresentaram redução da pressão intraocular (p < 0,05). Quanto à sedação, 90 minutos após a administração de placebo e clonidina 100 µg e 200 µg por via oral, 25%, 60% e 80% dos pacientes encontravam-se, respectivamente, em Ramsay 3 ou 4. CONCLUSÕES: A dose de 100 µg de clonidina pode ser indicada como medicação pré-anestésica para facectomia, possuindo efeito na sedação, diminuição da pressão intraocular e ausência de efeitos adversos na pressão arterial sistêmica e frequência cardíaca.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The objective of the present study was to evaluate the degree of sedation, intraocular pressure, and hemodynamic changes with premedication with low doses of oral clonidine, 100 µg and 200 µg, in outpatient cataract surgeries. METHODS: This is a randomized, double-blind, clinical study undertaken at the Universidade Federal de São Paulo with 60 patients of both genders, physical status ASA 1 and 2, ages 18 to 80 years. Patients were separated into three groups: placebo, clonidine 100 µg, and clonidine 200 µg. Intraocular pressure, heart rate, and blood pressure besides assessment of sedation were measured before and 90 minutes after the administration of clonidine. Sedation levels were classified according to the Ramsay sedation scale. RESULTS: Patients who received placebo and 100 µg of clonidine did not show reduction in heart rate, while a reduction in heart rate was observed in patients who received 200 µg of clonidine, and this difference was statistically significant. Patients who received 200 µg of clonidine also had a reduction in systolic and diastolic blood pressure (p < 0.05). One patient who received 200 µg of clonidine developed severe hypotension, with systolic pressure < 80 mmHg. Patients treated with clonidine had a reduction in intraocular pressure (p < 0.05). Ninety minutes after the oral administration of placebo and 100 µg and 200 µg of clonidine, 25%, 60%, and 80% of the patients respectively were classified as Ramsay 3 or 4. CONCLUSIONS: Clonidine 100 µg can be indicated as premedication for fasciectomies, being effective in sedation and reduction of intraocular pressure, without adverse effects on blood pressure and heart rate.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Evaluar la sedación, la presión intraocular y las alteraciones hemodinámicas con el uso de bajas dosis de clonidina, 100 µg y 200 µg por vía oral, como medicación preanestésica para operaciones de catarata en el ambulatorio. MÉTODO: El trabajo fue realizado por la Universidad Federal de São Paulo, siendo un estudio clínico aleatorio y doble ciego en 60 pacientes de los dos sexos, estado físico ASA 1 y 2, con edad mínima de 18 años y máxima de 80 años. Los pacientes fueron divididos en tres grupos: placebo, clonidina 100 µg y 200 µg. Las medidas de presión intraocular, frecuencia cardiaca y presión arterial, además de la evaluación de sedación, fueron hechas antes y después de los 90 minutos iniciales en que se administró la clonidina. Los niveles de sedación se clasificaron de acuerdo con la escala de sedación de Ramsay. RESULTADOS: Los pacientes que recibieron placebo y 100 µg de clonidina, no presentaron una reducción de la frecuencia cardiaca con diferencia estadística significativa, mientras que los que recibieron 200 µg de clonidina, sí la presentaron. Los que recibieron clonidina en dosis de 200 µg presentaron una reducción en la presión arterial sistólica y diastólica (p < 0,05). Un paciente que utilizó 200 µg de clonidina, debutó con hipotensión arterial grave y presión sistólica < 80 mm Hg. Los pacientes tratados con clonidina, presentaron una reducción de la presión intraocular (p < 0,05). En cuanto a la sedación, 90 minutos después de la administración del placebo y la clonidina 100 µg y 200 µg por vía oral, 25%, 60% y 80% de los pacientes estaba respectivamente en Ramsay 3 ó 4. CONCLUSIONES: La dosis de 100 µg de clonidina puede ser indicada como una medicación preanestésica para facectomía, con efecto en la sedación, reducción de la presión intraocular y ausencia de efectos adversos en la presión arterial sistémica y en la frecuencia cardiaca. <![CDATA[<B>Influence of angiotensin-converting enzyme inhibitors on hypotension after anesthetic induction</B>: <B>is the preoperative discontinuation of this drug necessary?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Tem sido sugerida a suspensão de medicamentos como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) com base em relatos de hipotensão arterial durante a anestesia. Isso pode implicar em maior risco de picos hipertensivos no intraoperatório, com efeitos deletérios para o paciente. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos IECA utilizados no pré-operatório na ocorrência de hipotensão arterial durante anestesia. MÉTODO: Delineamento tipo caso controle, onde casos foram pacientes que apresentaram hipotensão arterial após indução da anestesia. Como controles foram selecionados pacientes da mesma faixa etária e sexo, submetidos à intervenção cirúrgica no mesmo período dos casos e que não apresentaram hipotensão arterial. As variáveis de interesse: idade, sexo, porte cirúrgico, diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica (HAS), uso de IECA, estado físico (ASA), sangramento no intraoperatório, técnica anestésica e tempo cirúrgico. RESULTADOS: 40 pacientes apresentaram hipotensão arterial, num total de 2.179 operações. Desses, 20 usaram IECA no dia da operação. O grupo controle foi composto por 171 pacientes, dos quais 11 usaram IECA. Na análise univariada foi encontrada associação entre hipotensão arterial e idade avançada (p < 0,001), diagnóstico prévio de hipertensão arterial (p < 0,001), uso de IECA (p = 0,006), estado físico do paciente (ASA) (p = 0,006) e porte cirúrgico (p = 0,028). Numa análise estratificada não houve associação de hipotensão arterial com o uso de IECA. Na regressão logística mantiveram associação com a hipotensão arterial, o porte cirúrgico e idade do paciente. CONCLUSÕES: Não foi encontrada associação do uso de IECA e hipotensão arterial durante a anestesia. Os autores consideraram que a orientação de suspender o IECA na véspera da intervenção cirúrgica precisa ser revista. Outros estudos devem ser considerados para confirmar esse resultado.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The discontinuation of drugs such as angiotensin-converting enzyme inhibitors (ACE inhibitors) has been suggested based on reports of hypotension during anesthesia. This may imply on a higher risk of intraoperative hypertensive peaks with deleterious consequences for the patient. The objective of the present study was to evaluate the influence of the preoperative use of ACE inhibitors on the development of hypotension during anesthesia. METHODS: This is a case-controlled study of patients who developed hypotension after anesthetic induction. The control group was composed of patients of the same age and gender who underwent surgeries during the same period and who did not develop hypotension. Parameters of interest included: age, gender, size of the surgery, prior diagnosis of hypertension, use of ACE inhibitors, physical status (ASA), intraoperative bleeding, anesthetic technique, and duration of the surgery. RESULTS: In 2,179 surgeries, 40 patients developed hypotension. Twenty of those patients used ACEIs on the day of the surgery. The control group was composed by 171 patients, 11 of which used ACE inhibitors. Univariate analysis showed an association between hypertension and advanced age (p < 0.001), prior diagnosis of hypertension (p < 0.001), use of ACEIs (p = 0.006), physical status (ASA) (p = 0.006), and size of the surgery (p = 0.028). Stratified analysis did not show an association between hypotension and use of ACE inhibitors. On logistic regression, the association between the size of the surgery and the age of the patient and the development of hypotension remained. CONCLUSIONS: We did not observe an association between the use of ACE inhibitors and hypotension during anesthesia. The authors considered that the recommendation to discontinue ACE inhibitors on the day before the surgery should be reviewed. Other studies are necessary to confirm those results.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: En base a relatos de hipotensión arterial durante la anestesia, se ha sugerido la suspensión de medicamentos como los inhibidores de la enzima conversora de angiotensina (IECA). Eso puede redundar en un riesgo más elevado de picos hipertensivos en el intraoperatorio y con efectos perjudiciales para el paciente. El objetivo de este estudio, fue evaluar la influencia de los IECA utilizados en el preoperatorio si surge la hipotensión arterial durante la anestesia. MÉTODO: Delineamiento de tipo caso control, donde los casos fueron pacientes que presentaron hipotensión arterial después de la inducción de la anestesia. Como controles fueron seleccionados pacientes de la misma franja etaria y sexo, sometidos a la intervención quirúrgica en el mismo período de los casos y que no presentaron hipotensión arterial. Las variables de interés fueron las siguientes: edad, sexo, porte quirúrgico, diagnóstico previo de hipertensión arterial sistémica (HAS), uso de IECA, estado físico (ASA), sangramiento en el intraoperatorio, técnica anestésica y tiempo quirúrgico. RESULTADOS: Cuarenta pacientes presentaron hipotensión arterial, en un total de 2.179 operaciones. De ellos, 20 usaron IECA el día de la operación. El grupo control estuvo compuesto por 171 pacientes, de los cuales 11 usaron IECA. En el análisis univariado, se encontró una asociación entre la hipotensión arterial y la edad avanzada (p < 0,001), diagnóstico previo de hipertensión arterial (p < 0,001), uso de IECA (p = 0,006), estado físico del paciente (ASA) (p = 0,006) y porte quirúrgico (p = 0,028). En un análisis estratificado, no hubo asociación de la hipotensión arterial con el uso de IECA. En la regresión logística, se mantuvieron la asociación con la hipotensión arterial, el porte quirúrgico y la edad del paciente. CONCLUSIONES: No encontramos asociación del uso de IECA e hipotensión arterial durante la anestesia. Los autores consideraron que la orientación de suspender el IECA en la víspera de la intervención quirúrgica tiene que ser analizada nuevamente. Otros estudios deben ser considerados para confirmar ese resultado. <![CDATA[<B>Main concerns of patients regarding the most common complications in the post-anesthetic care unit</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Eventos considerados "menores" têm assumido papel fundamental na determinação da qualidade do serviço prestado na área da Anestesiologia. O objetivo do presente estudo foi avaliar as principais preocupações dos pacientes em relação ao período pós-anestésico e testar a hipótese de que os efeitos mais indesejados podem ser influenciados por características demográficas. MÉTODO: Um questionário foi respondido por 440 pacientes imediatamente antes da avaliação pré-anestésica. Foram listados os possíveis efeitos indesejáveis no período pós-operatório imediato, baseados em levantamento a partir de dados disponíveis na literatura e considerando o critério de frequência, mas não o de gravidade. Foram avaliados os dados demográficos e pesquisadas as nove preocupações mais frequentemente citadas. As informações coletadas a partir da análise dos questionários preenchidos pelos entrevistados foram relacionadas com seus dados antropométricos, socioeconômicos e educacionais, com o objetivo de avaliar a influência dessas variáveis no perfil das respostas. RESULTADOS: Entre os efeitos indesejados, o temor de acordar intubado foi o mais frequentemente citado como o mais importante, seguido de "dor forte no local da cirurgia" e "acordar durante a cirurgia". A análise dos três efeitos mais indesejados em relação aos dados demográficos não evidenciou diferença estatística significativa, com exceção do item "dor no local da cirurgia" (menos citada entre pacientes do sexo masculino). CONCLUSÕES: As principais preocupações dos pacientes em relação ao período pós-anestésico são: acordar com um tubo na garganta, dor forte no local da cirurgia e a lembrança de estar acordado durante a cirurgia. A idade, o grau de escolaridade e a renda familiar não determinaram diferenças nas preocupações dos pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: "Minor" events have a fundamental role in the determination of the quality of the Anesthesiology service. The objective of the present study was to evaluate the main concerns of patients regarding the post-anesthetic period and to test the hypothesis that the most undesirable effects can be influenced by demographic characteristics. METHODS: Four hundred and forty patients answered a questionnaire immediately before the pre-anesthetic evaluation. Possible undesirable effects in the immediate postoperative period, based on data gathered in the literature considering the criterion of frequency but not severity were listed. Demographic data and the nine more frequent occupations were evaluated. The information gathered from the analysis of the questionnaires was related with anthropometric, socioeconomic, and educational data of the patients to assess their influence on the answer profile. RESULTS: Among the undesirable effects, the fear of being intubated upon waking up was mentioned more often as the most important factor, followed by "severe pain at the surgery site". Analysis of the three most frequent undesirable effects according to the demographic data did not show significant statistical differences, except for "pain at the surgery site" (which was less common among male patients). CONCLUSIONS: The main post-anesthetic concerns of patients included: waking up with a tube in the throat, severe pain at the surgery site, and remembering being conscious during the surgery. Age, schooling, and family income did not determine differences in the concerns of patients.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los eventos considerados "menores", han asumido un rol fundamental en la determinación de la calidad del servicio prestado en el área de la Anestesiología. El objetivo del presente estudio, fue evaluar las principales preocupaciones de los pacientes con relación al período postanestésico y comprobar la hipótesis de que los efectos menos deseados pueden sufrir el influjo de las características demográficas. MÉTODO: Un cuestionario fue respondido por 440 pacientes inmediatamente antes de la evaluación preanestésica. Se relacionaron los posibles efectos no deseados en el período postoperatorio inmediato, basados en una investigación hecha a partir de datos disponibles en la literatura y considerando el criterio de frecuencia, pero no el de gravedad. Fueron evaluados los datos demográficos e investigadas las nueve preocupaciones citadas más a menudo. Las informaciones recolectadas a partir del análisis de los cuestionarios rellenados por los entrevistados, fueron comparadas con sus datos antropométricos, socioeconómicos y educativos, con el objetivo de evaluar la influencia de esas variables en el perfil de las respuestas. RESULTADOS: Entre los efectos no deseados, el temor de despertarse intubado fue el más citado como siendo el más importante, seguido de "dolor fuerte en la región de la cirugía" y "despertarse durante la cirugía". El análisis de los tres efectos menos deseados con relación a los datos demográficos, no reveló ninguna diferencia estadística significativa, con excepción del ítem "dolor en la región de la cirugía" (menos citado entre pacientes del sexo masculino). CONCLUSIONES: Las principales preocupaciones de los pacientes con relación al período postanestésico son: despertarse con un tubo en la garganta, sentir un fuerte dolor en la región de la cirugía y el recuerdo de estar despierto durante la cirugía. La edad, el nivel cultural y los ingresos familiares, no definieron diferencias en las preocupaciones de los pacientes. <![CDATA[<B>Influence of local anesthetics on the neuromuscular blockade produced by rocuronium</B>: <B>effects of lidocaine and 50% enantiomeric excess bupivacaine on the neuromuscular junction</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os efeitos dos anestésicos locais (AL) na transmissão neuromuscular e sua influência no bloqueio neuromuscular produzido por bloqueadores neuromusculares competitivos são ainda alvo de pouca investigação. O objetivo do estudo foi avaliar in vitro os efeitos da lidocaína e da mistura enantiomérica em excesso de 50% de bupivacaína (S75-R25) no bloqueio neuromuscular produzido pelo rocurônio. MÉTODOS: Ratos foram distribuídos em cinco grupos (n = 5) de acordo com o fármaco estudado: lidocaína, bupivacaína (S75-R25), rocurônio, isoladamente (grupos I, II e III); rocurônio em preparações previamente expostas aos AL (grupos IV e V). As concentrações utilizadas foram: 20 µg.mL-1, 5 µg.mL-1 e 4 µg.mL¹ para lidocaína, bupivacaína (S75-R25) e rocurônio, respectivamente. Avaliaram-se: 1) a força de contração muscular do diafragma à estimulação elétrica indireta, antes e 60 minutos após a adição dos AL e do rocurônio isoladamente, e a associação AL-rocurônio; 2) os efeitos dos AL sobre o potencial de membrana (PM) e potenciais de placa terminal em miniatura (PPTM). Em preparação biventer cérvicis de pintainho, foi avaliado o efeito do AL na resposta contraturante à acetilcolina. RESULTADOS: A lidocaína e a bupivacaína (S75-R25) isoladamente não alteraram as respostas musculares e os valores do PM. Nas preparações expostas aos AL, o bloqueio pelo rocurônio foi significativamente maior em relação ao produzido pelo rocurônio isoladamente. Em preparação biventer cervicis de pintainho, a lidocaína e a bupivacaína (S75-R25) diminuíram a resposta de contração à acetilcolina. A lidocaína aumentou a frequência dos PPTM, seguido de bloqueio; a bupivacaína (S75-R25) produziu diminuição seguida de bloqueio. CONCLUSÕES: Os anestésicos locais potencializaram o bloqueio neuromuscular causado pelo rocurônio. Os resultados mostraram ação pré-sináptica e póssináptica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The effects of local anesthetics (LA) on neuromuscular transmission and their influence on the neuromuscular blockade produced by competitive neuromuscular blockers have not been fully investigated. The objective of this study was to evaluate, in vitro, the effects of lidocaine and 50% enantiomeric excess bupivacaine (S75-R25) on the neuromuscular blockade produced by rocuronium. METHODS: The rats were divided in five groups (n = 5) according to the drug used: isolated lidocaine, bupivacaine (S75-R25), or rocuronium (groups I, II, and II); and rocuronium in preparations previously exposed to LAs (groups IV and V). The concentrations used were as follows: 20 µg.mL-1, 5 µg.mL-1, and 4 µg.mL-1 of lidocaine, bupivacaine (S75-R25), and rocuronium, respectively. The following parameters were evaluated: 1) the strength of muscular contraction of the diaphragm to indirect electrical stimulations, before and 60 minutes after the isolated addition of the LAs and rocuronium, and the association AL-rocuronium; and 2) the effects of LAs on membrane potential (MP) and miniature end-plate potentials (MEPP). The effect of LAs on muscle contraction in response to acetylcholine was evaluated in chick biventer cervicis preparations. RESULTS: Isolated lidocaine and bupivacaine (S75-R25) did not change the muscular response and the levels of MPs. In preparations exposed to LAs, rocuroniuminduced blockade was significantly greater than that produced by rocuronium alone. In chick biventer cervicis preparations, lidocaine and bupivacaine (S75R25) decreased contraction in response to acetylcholine. Lidocaine increased the frequency of MEPPs, which was followed by the blockade; bupivacaine (S75R25) caused a reduction in MEPPs followed by blockade. CONCLUSIONS: Local anesthetics caused a potentiation of the neuromuscular blockade produced by rocuronium. The results showed pre- and post-synaptic effects.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los efectos de los anestésicos locales (AL), en la transmisión neuromuscular y su influencia en el bloqueo neuromuscular producido por bloqueadores neuromusculares competitivos, todavía no se ha investigado lo suficiente. El objetivo del estudio, fue evaluar in vitro los efectos de la lidocaína y de la mezcla enantiomérica en exceso de 50% de bupivacaína (S75-R25) en el bloqueo neuromuscular producido por el rocuronio. MÉTODOS: Algunos ratones se distribuyeron en cinco grupos (n = 5) de acuerdo con el fármaco estudiado: lidocaína, bupivacaína (S75-R25), rocuronio, aisladamente (Grupos I, II, III); rocuronio en preparaciones previamente expuestas a los AL (Grupos IV, V). Las concentraciones utilizadas fueron: 20 µg.mL-1, 5 µg.mL-1 y 4 µg.mL-1, para lidocaína, bupivacaína (S75-R25), y rocuronio, respectivamente. Se evaluó: 1) la fuerza de contracción muscular del diafragma a la estimulación eléctrica indirecta, antes y 60 minutos después de la adición de los AL y rocuronio aisladamente, y la asociación AL - rocuronio; 2) efectos de los AL sobre el potencial de la membrana (PM) y potenciales de placa terminal en miniatura (PPTM). En una preparación biventer cérvicis de pollito, se evaluó el efecto de los AL en la respuesta de contracción a la acetilcolina. RESULTADOS: La lidocaína y la bupivacaína (S75-R25) aisladamente, no alteraron las respuestas musculares y los valores del PM. En las preparaciones expuestas a los AL, el bloqueo por el rocuronio fue significativamente mayor con relación al producido por el rocuronio aisladamente. En una preparación biventer cervicis de pollito, la lidocaína y la bupivacaína (S75-R25), redujeron la respuesta de contracción a la acetilcolina. La lidocaína aumentó la frecuencia de los PPTM, seguido de bloqueo; la bupivacaína (S75-R25) generó una disminución seguida de bloqueo. CONCLUSIONES: Los anestésicos locales potenciaron el bloqueo neuromuscular causado por el rocuronio. Los resultados mostraron una acción presináptica y postsináptica. <![CDATA[<B>Total intravenous anesthesia with target-controlled infusion of remifetanil and propofol for ablation of atrial fibrillation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ablação de fibrilação atrial (FA) é um procedimento novo em nosso meio, embora seja comum em outros centros. A escolha da anestesia, monitores e cuidados anestesiológicos para esse procedimento, realizado fora do bloco cirúrgico, não tem sido descrita. O objetivo deste relato foi descrever uma técnica de anestesia para a realização de ablação de FA. RELATO DO CASO: Paciente feminina, 49 anos, 73 kg, 155 cm, ASA II por hipertensão arterial sistêmica. A monitorização constou de eletrocardiograma com 12 derivações, oximetria de pulso, frequência cardíaca, eletroencefalografia bispectral para medidas de BIS, taxa de supressão (SR) e SEF95 e pressão arterial média (PAM). A indução anestésica foi realizada com propofol por via venosa, em infusão alvo-controlada (IAC), com alvo regulado em 4 µg.mL-1, remifentanil por via venosa, em IAC, com alvo de 3 ng.mL¹, e rocurônio por via venosa em bolus na dose de 0,2 mg.kg-1. O modelo farmacocinético de propofol utilizado foi o descrito por Marsh e incorporado à bomba de propofol PFS®. O modelo farmacocinético de remifentanil utilizado foi o descrito por Minto e incorporado à bomba de infusão Alaris PK®. As concentrações, no local efetor ou biofase, corresponderam às informações obtidas através das bombas de infusão e representaram medidas preditivas das concentrações de ambos os fármacos nos respectivos locais de ação. As concentrações de propofol e de remifentanil foram reguladas de acordo com o BIS e a PAM, respectivamente. CONCLUSÕES: A anestesia venosa total para ablação de FA pode ser uma opção segura, levando-se em conta que não há alteração da eletrofisiologia das vias acessórias. A literatura é escassa a este respeito e novas publicações poderão ou não justificar esta modalidade de anestesia durante ablação de FA.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although ablation of atrial fibrillation (AF) is common in other centers, among us it is a new procedure. The choice of anesthesia, monitors, and anesthesiologic care for this procedure performed outside the surgical center has not been described. The objective of this report was to describe an anesthesia technique for ablation of AF. CASE REPORT: This is a 49-year old female weighing 73 kg, 155 cm, and ASA II due to hypertension. The patient was monitored with a 12-lead ECG, pulse oximetry, heart rate, bispectral electroencephalography for BIS measurement, suppression rate (SR), and SEF95, and mean arterial pressure (MAP). Intravenous target-controlled infusion (TCI) of propofol with a target of 4 µg.mL-1, intravenous TCI of remifentanil with a target of 3 ng.mL-1, and intravenous bolus of rocuronium 0.2 mg.kg-1 were used for induction of anesthesia. The pharmacokinetic model of propofol described by Marsh was used and incorporated into the propofol PFS pump®. The pharmacokinetic model of remifentanil described by Minto was incorporated into the Alaris PK® infusion pump. Local effector, or biophase, concentrations corresponded to the information obtained from the infusion pumps and represented predictive measurements of the concentrations of both drugs on their sites of action. The concentrations of propofol and remifentanil were regulated according to BIS and MAP, respectively. CONCLUSIONS: Total intravenous anesthesia for ablation of AF can be a safe option considering the lack of electrophysiological changes in accessory pathways. The literature on this subject is scarce and new publications could justify, or not, this type of anesthesia during ablation of AF.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La ablación de fibrilación atrial (FA) es un procedimiento nuevo en nuestro medio, aunque sea común en otros centros. No han sido descritos la elección de la anestesia, los monitores y los cuidados anestesiológicos para ese procedimiento realizado fuera del bloque quirúrgico. El objetivo de este relato fue describir una técnica de anestesia para la realización de la ablación de FA. RELATO DEL CASO: Paciente femenina, 49 años, 73 kg, 155 cm, ASA II por hipertensión arterial sistémica. El monitoreo tuvo un electrocardiograma con 12 derivaciones, oximetría de pulso, frecuencia cardiaca, electroencefalografía bispectral para medidas de BIS, tasa de supresión (SR) y SEF95, y presión arterial promedio (PAM). La inducción anestésica fue realizada con propofol por vía venosa, en infusión objeto-controlada (IAC), con objeto regulado en 4 µg.mL-1, remifentanil por vía venosa, en IAC, con objeto de 3 ng.mL-1, y rocuronio por vía venosa en bolo con dosis de 0,2 mg.kg-1. El modelo farmacocinético de propofol utilizado fue el descrito por Marsh y fue incorporado a la bomba de propofol PFS®. El modelo farmacocinético de remifentanil utilizado fue el descrito por Minto y fue incorporado a la bomba de infusión Alaris PK®. Las concentraciones en el local efector o biofase, correspondieron a informaciones obtenidas a través de las bombas de infusión, y representaron medidas de predicción de las concentraciones de los dos fármacos en los respectivos locales de acción. Las concentraciones de propofol y de remifentanil se regularon a tono con el BIS y la PAM, respectivamente. CONCLUSIONES: La anestesia venosa total para la ablación de FA, puede ser una opción segura si tenemos en cuenta que no hay alteración de la electrofisiología de las vías accesorias. La literatura es escasa en ese sentido, y nuevas publicaciones podrán o no justificar esa modalidad de anestesia durante la ablación de FA. <![CDATA[<B>Combined spinal epidural anesthesia during colon surgery in a high-risk patient</B>: <B>case report</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O bloqueio combinado raqui-peridural (BCRP) oferece vantagens sobre a anestesia peridural ou subaracnóidea com injeção única. O objetivo deste relato foi apresentar um caso onde a anestesia subaracnóidea segmentar pode ser técnica efetiva para intervenção cirúrgica gastrintestinal com respiração espontânea. RELATO DO CASO: Paciente estado físico ASA III, diabetes mellitus tipo II, com hipertensão arterial sistêmica e doença pulmonar obstrutiva crônica, foi escalada para ressecção de tumor de cólon direito. O BCRP foi realizado no interespaço T5 - T6 e foram injetados 8 mg de bupivacaína a 0,5% isobárica acrescida de 50 µg de morfina no espaço subaracnóideo. O cateter peridural (20G) foi introduzido quatro centímetros em direção cefálica. Foi obtida sedação com doses fracionadas de 1 mg de midazolam (total de 6 mg). Bupivacaína a 0,5% foi administrada em bolus de 25 mg através do cateter duas horas após a anestesia subaracnóidea. Não houve necessidade de vasopressor nem atropina. CONCLUSÕES: Este caso proporciona evidências de que a raquianestesia segmentar pode ser uma técnica anestésica para operação gastrintestinal com respiração espontânea.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Combined spinal epidural anesthesia (CSEA) has advantages over single injection epidural or subarachnoid blockades. The objective of this report was to present a case in which segmental subarachnoid block can be an effective technique for gastrointestinal surgery with spontaneous respiration. CASE REPORT: Patient with physical status ASA III, with diabetes mellitus type II, hypertension, and chronic obstructive pulmonary disease was scheduled for resection of a right colon tumor. Combined spinal epidural block was performed in the T5-T6 space and 8 mg of 0.5% isobaric bupivacaine with 50 µg of morphine were injected in the subarachnoid space. The epidural catheter (20G) was introduced four centimeters in the cephalad direction. Sedation was achieved with fractionated doses of 1 mg of midazolam (total of 6 mg). A bolus of 25 mg of 0.5% bupivacaine was administered through the catheter two hours after the subarachnoid block. Vasopressors and atropine were not used. CONCLUSIONS: This case provides evidence that segmental spinal block can be the anesthetic technique used in gastrointestinal surgeries with spontaneous respiration.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El bloqueo combinado raquiepidural (BCRE), tiene ventajas sobre la anestesia epidural o subaracnoidea con inyección única. El objetivo de este relato, fue presentar un caso donde la anestesia subaracnoidea segmentaria, puede ser una técnica efectiva para la intervención quirúrgica gastrointestinal con respiración espontánea. RELATO DEL CASO: Paciente estado físico ASA III, diabetes mellitus tipo II, con hipertensión arterial sistémica y enfermedad pulmonar obstructiva crónica, que fue indicada para la resección del tumor de colon derecho. El BCRE se realizó en el interespacio T5 - T6, y se inyectaron 8 mg de bupivacaína a 0,5% isobárica con 50 µg más de morfina en el espacio subaracnoideo. El catéter epidural (20G) fue introducido cuatro centímetros en dirección cefálica. La sedación se obtuvo con dosis fraccionadas de 1 mg de midazolam (total de 6 mg). La bupivacaína a 0,5% se administró en bolo de 25 mg a través del catéter dos horas después de la anestesia subaracnoidea. No hubo necesidad de aplicar vasopresor ni atropina. CONCLUSIONES: Este caso nos demuestra que la raquianestesia segmentaria puede ser una técnica anestésica para la operación gastrointestinal con respiración espontánea. <![CDATA[<B>Anesthetic conduct in cesarean section in a parturient with unruptured intracranial aneurysm</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O manuseio anestésico para cesariana programada em gestante com aneurisma intracraniano não roto é particularmente interessante, pois apresenta diversas particularidades relacionadas às alterações fisiológicas da gestação acrescida dos riscos de ruptura do aneurisma durante o procedimento anestésico. A literatura é escassa nesse assunto, sendo assim importante a divulgação dos casos. RELATO DO CASO: Gestante de termo, 31 anos, com aneurisma intracraniano não roto submetida à cesariana programada sob anestesia peridural simples. O procedimento evoluiu sem intercorrências para mãe e filho. CONCLUSÕES: Recomendações baseadas em evidências para anestesia obstétrica em pacientes portadoras de aneurisma intracraniano não roto não existem. Não há dados experimentais ou clínicos que confirmem ou refutem anestesia geral ou regional nesse contexto. Dessa forma, a decisão de qual técnica utilizar deve ser feita com bases individuais, ponderando os riscos e benefícios de cada procedimento e a experiência do profissional que irá conduzi-la.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The anesthetic management of a parturient with unruptured intracranial aneurysm scheduled to undergo cesarean section is interesting, since it has several particularities associated with pregnancy-related physiologic changes that are associated with the risk of aneurismal rupture during the anesthetic procedure. Studies on this subject are rare in the literature and, therefore, the dissemination of those cases is important. CASE REPORT: This is a 31-year old female at term with unruptured intracranial aneurysm scheduled for cesarean section under epidural block. The procedure evolved without maternal or fetal intercurrences. CONCLUSIONS: Evidence-based recommendations for obstetric anesthesia in patients with unruptured intracranial aneurysm are lacking. Experimental or clinical data confirming or refuting general anesthesia or regional blocks in this context do not exist. Thus, the decision of which technique should be used is individual, considering the risks and benefits of each procedure and the experience of the anesthesiologist.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El manejo anestésico para la cesárea programada en embarazada con aneurisma cerebral íntegro es particularmente interesante, porque presenta diversas particularidades relacionadas con las alteraciones fisiológicas del embarazo y por añadidura, con los riesgos de ruptura del aneurisma durante el procedimiento anestésico. La literatura es parca en ese asunto, siendo muy importante la divulgación de los casos. RELATO DEL CASO: Embarazada de término, 31 años, con aneurisma cerebral no roto y sometida a la cesárea programada bajo anestesia epidural simple. El procedimiento evolucionó sin intercurrencias para la madre y el hijo. CONCLUSIONES: No existen recomendaciones basadas en evidencias, para la anestesia obstétrica en pacientes portadoras de aneurisma cerebral no roto. No hay datos experimentales o clínicos que confirmen o que refuten la anestesia general o regional en ese contexto. Por lo tanto, la decisión de cuál técnica utilizar, debe ser usada con bases individuales, mensurado los riesgos y los beneficios de cada procedimiento y la experiencia del profesional que la llevará a cabo. <![CDATA[<B>Transesophageal echocardiography and intraoperative diagnosis of persistent left superior vena cava</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A persistência da veia cava superior esquerda ocorre isoladamente em 0,5% da população normal, porém nos pacientes com cardiopatia congênita chega a estar presente em 3% a 10% dos casos. O objetivo deste relato foi apresentar um caso de diagnóstico intraoperatório com o auxílio da ecocardiografia transesofágica e ressaltar a importância da sua utilização rotineira em intervenções cirúrgicas para correção de cardiopatia congênita. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 16 anos, ASA II, com diagnóstico prévio de comunicação interatrial (CIA) tipo seio venoso superior com drenagem anômala parcial de veias pulmonares em programação para correção cirúrgica da cardiopatia. Após indução da anestesia geral foi realizado ecocardiograma transesofágico (ETE). O exame inicial mostrou dilatação das câmaras cardíacas direitas, CIA tipo seio venoso superior de 17 milímetros, drenagem anômala da veia pulmonar superior direita desembocando na veia cava superior (VCS) direita e dilatação do seio coronário, o que aventou a possibilidade da persistência da veia cava superior esquerda. Para a confirmação da suspeita foram injetados no acesso venoso do braço esquerdo 10 mL de solução fisiológica a 0,9% (faz o papel de "contraste" no exame ecocardiográfico) e imediatamente após foram visualizadas as microbolhas passando pelo seio coronário, teste positivo para o diagnóstico de VCS superior esquerda persistente. CONCLUSÕES: A ecocardiografia transesofágica rotineira no intraoperatório de pacientes com cardiopatia congênita tem fundamental importância como método auxiliar não só ao cirurgião, muitas vezes influenciando diretamente na técnica cirúrgica empregada, como também para o anestesiologista, que pode extrair do exame uma série de informações úteis no manuseio hemodinâmico do paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Isolated persistent left superior vena cava has an incidence of 0.5% in the normal population, but in patients with congenital cardiopathy its incidence ranges from 3% to 10%. The objective of this report was to present a case of intraoperative diagnosis with transesophageal echocardiography and to emphasize the importance of its routine use in surgical procedures for correction of congenital cardiopathies. CASE REPORT: This is a 16-year old male patient, ASA II, with a diagnosis of superior sinus venosus interatrial communication (IAC) with partial anomalous drainage of the pulmonary veins scheduled for the surgical correction of the cardiopathy. After induction of general anesthesia, transesophageal echocardiography (TEE) showed initially a dilation of the right cardiac chambers, a 17-mm superior sinus venosus IAC, anomalous drainage of the right superior pulmonary vein draining into the right superior vena cava (SVC), and dilation of the coronary sinus raising the possibility of persistent left superior vena cava. To confirm this suspicion, 10 mL of NS (works as a contrast in echocardiography) were injected in the venous access of the left arm, and microbubbles crossing the coronary sinus were observed immediately afterwards confirming the diagnosis of persistent left superior vena cava. CONCLUSIONS: Routine intraoperative transesophageal echocardiography in patients with congenital cardiopathy is a fundamental auxiliary method, not only for the surgeon, often having direct influence on the surgical technique used, but also for the anesthesiologist, who can get useful information for the hemodynamic management of the patient.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La persistencia de la vena cava superior izquierda ocurre de forma aislada en 0,5% de la población normal, sin embargo, en los pacientes con cardiopatía congénita llega a estar presente de un 3% a un 10% de los casos. El objetivo de este relato, fue presentar un caso de diagnóstico intraoperatorio con la ayuda de la ecocardiografía transesofágica y resaltar la importancia de su utilización de rutina en intervenciones quirúrgicas para la corrección de cardiopatía congénita. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, 16 años, ASA II, con diagnóstico previo de comunicación interatrial (CIA), tipo seno venoso superior, con drenaje anómalo parcial de venas pulmonares, programado para la corrección quirúrgica de la cardiopatía. Después de la inducción de la anestesia general, se realizó el ecocardiograma transesofágico (ETE). El examen inicial mostró lo siguiente: dilatación de las cámaras cardiacas derechas, CIA tipo seno venoso superior de 17 milímetros, drenaje anómalo de la vena pulmonar superior derecha desembocando en la vena cava superior (VCS) derecha, y dilatación del seno coronario, vislumbrándose así la posibilidad de la persistencia de la vena cava superior izquierda. Para la confirmación de la sospecha, se inyectaron en el acceso venoso del brazo izquierdo, 10 mL de solución fisiológica a 0,9% (haciendo el papel de "contraste" en el examen ecocardiográfico), e inmediatamente después, se visualizaron las micro burbujas pasando por el seno coronario, test positivo para el diagnóstico de VCS superior izquierda persistente. CONCLUSIONES: La ecocardiografía transesofágica de rutina en el intraoperatorio de pacientes con cardiopatía congénita, tiene una fundamental importancia como método auxiliar no solo para el cirujano, que muchas veces está influenciando directamente la técnica quirúrgica usada, sino también para el anestesiólogo, que puede extraer del examen una serie de informaciones útiles en el manejo hemodinámico del paciente. <![CDATA[<B>Ways the anesthesiologist can contribute to the prophylaxis of infection in the surgical patient</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942009000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O paciente cirúrgico com infecção hospitalar, além de aumentar os custos hospitalares, pode não recuperar sua condição prévia e até morrer. Além dos riscos individuais bem estabelecidos, o desenvolvimento de infecção pósoperatória depende do procedimento a que será submetido, das condições hospitalares e do cirurgião. Apesar de haver muitos protocolos visando o controle da infecção, falta padronização de intervenções intraoperatórias visando a otimização desse paciente. Assim, esta revisão teve como objetivo discutir algumas dessas intervenções que são eficazes e necessárias, alertando o anestesiologista da sua importância na prevenção da infecção hospitalar. CONTEÚDO: Nesta revisão foram abordadas as causas de infecção no paciente cirúrgico e discutiu-se como a adequada administração de antibióticos, o controle térmico e glicêmico e as estratégias de ventilação mecânica, hidratação e transfusão podem reduzir as taxas de infecção no paciente cirúrgico. CONCLUSÕES: O anestesiologista é o profissional que deve intervir no intraoperatório com medidas simples para otimizar o atendimento do paciente cirúrgico e diminuir índices de infecção.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Besides the increase in hospital costs, surgical patients with nosocomial infection may not recover their previous condition and their condition can even evolve to death. Besides well-established patient-related risks, postoperative infection is also dependent on the surgical procedure, the hospital conditions and the surgeon. Despite several protocols to prevent nosocomial infections, standardization of intraoperative interventions to optimize those patients does not exist. Thus, the objective of this review was to discuss some of those interventions that are effective and necessary, alerting anesthesiologists of their importance in preventing nosocomial infections. CONTENTS: In this review, the causes of infections in surgical patients as well as the adequate administration of antibiotics, temperature and blood glucose control, and strategies of mechanical ventilation, hydration, and transfusions that can reduce the incidence of infections in surgical patients are discussed. CONCLUSIONS: The anesthesiologist is the professional who should intervene in the intraoperative period with simple measures to optimize the care of surgical patients and to reduce the incidence of infections.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El paciente quirúrgico con infección hospitalaria, además de aumentar los costes hospitalarios, puede que no recupere su condición previa e incluso muera. Además de los riesgos individuales ya establecidos, el desarrollo de la infección postoperatoria depende del procedimiento a que será sometido, de las condiciones hospitalarias y del cirujano. A pesar de haber muchas medidas para controlar la infección, falta una estandarización de las intervenciones intraoperatorias para optimizar ese paciente. Esta revisión tuvo el objetivo de discutir algunas de esas intervenciones que son eficaces y necesarias, alertando al anestesiólogo sobre su importancia en la prevención de la infección hospitalaria. CONTENIDO: En esta revisión, fueron abordadas las causas de infección en el paciente quirúrgico, y se discutió también como una adecuada administración de antibióticos, el control térmico y glucémico y las estrategias de ventilación mecánica, hidratación y transfusión, pueden reducir los niveles de infección en el paciente quirúrgico. CONCLUSIONES: El anestesiólogo es el profesional que debe intervenir en el intraoperatorio con medidas sencillas para optimizar la atención del paciente quirúrgico y reducir sus indicadores de infección.