Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420100001&lang=en vol. 60 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Analgesic efficacy of the intra-articular administration of high Doses of morphine in patients undergoing total knee arthroplasty</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar da eficácia da morfina intraarticular (IA) permanecer controversa, tem-se mostrado que doses maiores promovem melhores resultados e, consequentemente, menor consumo pós-operatório de analgésico, caracterizando, assim, efeito dose-dependente na ação periférica. Foi conduzido estudo controlado, aleatório e duplamente encoberto para avaliar a eficácia de 10 mg de morfina por via intra-articular em pacientes submetidos à artroplastia total de joelho. MÉTODO: Foram avaliados 50 pacientes submetidos à artroplastia total de joelho, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: o grupotratamento recebeu 10 mg (1 mL) de morfina por via intra-articular diluído em 19 mL de solução fisiológica a 0,9% (SF), enquanto o grupo-controle recebeu injeção intra-articular contendo 20 mL de SF, ambos após o fechamento da cápsula articular, ao final da operação. Morfina subcutânea sob demanda esteve disponível para dor residual. As seguintes variáveis foram avaliadas: intensidade da dor graduada na Escala Numérica (EN) às 2 h (M1), 6 h (M2), 12 h (M3) e 24 h (M4) após injeção IA; tempo para primeira solicitação de analgésico; consumo de analgésicos e efeitos adversos. CONCLUSÕES: O grupo-tratamento apresentou menores valores na EN que o grupo-controle em M1 e M2, enquanto que nos outros momentos não houve diferença significativa. O intervalo para primeira solicitação de analgésicos foi significativamente maior no grupo tratamento e o consumo de analgésicos nas primeiras 24 horas foi menor neste grupo. Não houve diferença entre incidência de efeitos adversos entre os grupos. Concluiu-se que 10 mg de morfina reduziram dor pós-operatória 2 e 6 horas após injeção IA, promoveram maior período sem analgésico de resgate e reduziram seu consumo nas primeiras 24 horas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Although the efficacy of intraarticular (IA) morphine is still controversial, it has been shown that higher doses promote better results and consequently decrease postoperative analgesic consumption, characterizing a dose-dependent peripheral action. A controlled, randomized, double-blind study was undertaken to evaluate the efficacy of the intra-articular administration of 10 mg of morphine in patients undergoing total knee arthroplasty. METHODS: Fifty patients undergoing total knee arthroplasty were randomly divided into two groups: the treatment group received 10 mg (1 mL) of intra-articular morphine diluted in 19 mL of NS, while the control group received the intra-articular administration of 20 mL of NS, both after closure of the capsule at the end of the surgery. On demand subcutaneous morphine was available for residual pain. The following parameters were evaluated: pain severity according to the numeric scale (NS), 2 h (M1), 6 h (M2), 12 h (M3), and 24 h (M4) after the IA injection; time until the first request of analgesic; analgesic consumption, and side effects. CONCLUSIONS: The treatment group had lower NS than the control group in M1 and M2, while significant differences were not observed in the other moments. The time until the first request of analgesics was significantly higher in the treatment group, and analgesic consumption in the first 24 hours was also lower in this group. The incidence of side effects did not differ between both groups. We concluded that the postoperative IA administration of 10 mg of morphine promoted a longer period without rescue analgesics and reduced their consumption in the first 24 hours.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: A pesar de que la eficacia de la morfina intra-articular (IA), permanece como algo controvertido, ha quedado demostrado que las dosis mayores generan mejores resultados y consecuentemente, un menor consumo postoperatorio de analgésico, caracterizando así, el efecto dosis-dependiente en la acción periférica. Fue realizado un estudio controlado, aleatorio y doble ciego para evaluar la eficacia de 10 mg de morfina por vía intraarticular en pacientes sometidos a la artroplastia total de rodilla. MÉTODO: Se evaluaron 50 pacientes sometidos a la artroplastia total de rodilla, distribuidos aleatoriamente en dos grupos: el grupo tratamiento recibió 10 mg (1 mL) de morfina por vía intra-articular diluido en 19 mL de solución fisiológica al 0,9% (SF), mientras que el grupo control recibió una inyección intra-articular con 20 mL de SF, ambos después del cierre de la cápsula articular, al final de la operación. La morfina subcutánea bajo demanda, estuvo disponible para el dolor residual. Se evaluaron las siguientes variables: intensidad del dolor graduada en la Escala Numérica (EN) a las 2h (M1), 6h (M2), 12h (M3) y 24h (M4), después de la inyección IA; tiempo para la primera solicitación de analgésico; y consumo de analgésicos y efectos adversos. CONCLUSIONES: El grupo tratamiento presentó menores valores en la EN que el grupo control en M1 y M2, mientras que en los otros momentos, no se registró ninguna diferencia significativa. El intervalo para la primera solicitación de analgésicos fue significantemente mayor en el grupo tratamiento y el consumo de analgésicos en las primeras 24 horas fue menor en ese grupo. No hubo diferencia entre la incidencia de efectos adversos entre los grupos. Llegamos a la conclusión, de que 10 mg de morfina redujeron el dolor del postoperatorio entre 2 y 6 horas después de aplicada la inyección IA, y se generó un periodo mayor sin analgésico de rescate reduciendo su consumo en las primeras 24 horas. <![CDATA[<B>Use of the ultrasound to determine the level of lumbar puncture in pregnant women</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Para determinar o nível vertebral para punção lombar, utiliza-se uma linha imaginária que une as cristas ilíacas. Essa linha cruza a coluna vertebral no nível L4 ou no espaço L4-L5. Essa referência anatômica pode ser inexata em grande proporção de pacientes. Este estudo teve como objetivo determinar se há diferença na determinação do espaço vertebral L3-L4 pelo exame físico quando comparado ao ultrassom em gestantes obesas e não obesas. MÉTODO: Foram estudadas pacientes adultas submetidas à cesariana eletiva sob raquianestesia. As pacientes foram analisadas em dois grupos: obesas e não obesas. Com a paciente na posição sentada, foi determinado pelo exame físico o espaço vertebral L3-L4. Em seguida, foi executada a ultrassonografia da região lombar. Houve a identificação do osso sacro e o transdutor foi dirigido em direção cranial para identificar os processos espinhosos das vértebras lombares. Foi registrado qual nível vertebral havia sido estimado clinicamente como L3-L4. RESULTADOS: Foram incluídas 90 pacientes, sendo 43 não obesas e 47 obesas. Em todas as pacientes, foi possível a determinação dos espaços vertebrais lombares por meio da ultrassonografia. Os espaços vertebrais identificados como L3-L4 ao exame físico corresponderam aos estimados como L3-L4 pelo ultrassom em 53% e 49% nos grupos não obesas e obesas, respectivamente. Não houve diferença significativa entre os grupos. CONCLUSÕES: As percentagens de acerto na identificação do espaço vertebral L3-L4 em gestantes obesas e não obesas são baixas. A ultrassonografia da coluna vertebral pode reduzir o erro de determinação do espaço vertebral L3-L4 em gestantes obesas e não obesas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: An imaginary line connecting both iliac crests is used to determine the vertebral level for lumbar puncture. This line crosses the spine at the level of L4 or the L4-L5 space. This anatomical reference can be inaccurate in a large proportion of patients. The objective of the present study was to determine whether the identification of the L3-L4 space by the physical exam differs from that of the ultrasound in obese and non-obese pregnant women. METHODS: Adult patients undergoing elective cesarean sections under spinal block participated in this study. Patients were divided in two groups: obese and non-obese. The L3-L4 space was determined by physical exam with the patient in the sitting position. This was followed by a lumbar ultrasound. After the sacrum was identified, the transducer was directed in the cephalad direction to identify the spinous processes of the lumbar vertebrae. The clinically estimated L3-L4 level was recorded. RESULTS: Ninety patients, 43 obese and 47 non-obese, were included in this study. Lumbar intervertebral spaces were identified by ultrasound in all patients. The L3-L4 space clinically identified corresponded to the ultrasound identification in 53% and 49% of the cases in the non-obese and obese groups, respectively. There was no significant difference between groups. CONCLUSIONS: The L3-L4 space is correctly identified in a low percentage of obese and non-obese pregnant women. Spinal ultrasound can reduce the incidence of mistaken identification of the L3-L4 space in obese and non-obese pregnant women.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Para determinar el nivel vertebral para la punción lumbar, se utiliza una línea imaginaria que une las crestas ilíacas. Esa línea cruza la columna vertebral en el nivel L4 o en el espacio L4-L5. Esa referencia anatómica puede ser inexacta en una gran proporción de pacientes. Este estudio quiso determinar si existe alguna diferencia en la determinación del espacio vertebral L3-L4 por el examen físico cuando se le comparó al ultrasonido en embarazadas obesas y no obesas. MÉTODO: Se estudiaron pacientes adultas sometidas a la cesárea electiva bajo raquianestesia. Las pacientes se analizaron en dos grupos: obesas y no obesas. Con la paciente en la posición sentada, se determinó a través del examen físico, el espacio vertebral L3-L4. Enseguida se realizó el ultrasonido de la región lumbar. Se identificó el hueso sacro y el transductor fue colocado en dirección craneal para identificar los procesos espinosos de las vértebras lumbares. Quedó registrado el nivel vertebral que había sido estimado clínicamente como L3-L4. RESULTADOS: Se incluyeron 90 pacientes, siendo 43 no obesas y 47 obesas. En todas las pacientes se pudieron determinar los espacios vertebrales lumbares a través del ultrasonido. Los espacios vertebrales identificados como L3-L4 en el examen físico, correspondieron a los estimados como L3-L4 por el ultrasonido en un 53 y un 49% en los grupos de no obesas y obesas, respectivamente. No hubo diferencia significativa entre los grupos. CONCLUSIONES: El porcentaje de acierto en la identificación del espacio vertebral L3-L4 en embarazadas obesas y no obesas es bajo. El ultrasonido de la columna vertebral puede reducir el error de determinación del espacio vertebral L3-L4 en embarazadas obesas y no obesas. <![CDATA[<B>Applicability of the simplified acute physiology score (SAPS 3) in brazilian hospitals</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O sistema prognóstico SAPS 3 (Simplified Acute Physiology Score 3) é composto de 20 variáveis, representadas por escore fisiológico agudo e avaliação do estado prévio, visando estabelecer índice preditivo de mortalidade para pacientes admitidos em unidades de terapia intensiva (UTI). O estudo teve objetivo de validar este sistema e verificar o poder discriminatório deste índice em pacientes cirúrgicos do Brasil. MÉTODO: Estudo prospectivo, realizado em duas UTI especializadas em pacientes cirúrgicos de dois diferentes hospitais, no período de um ano, excluiuse pacientes com idade inferior a 16 anos, que permaneceram tempo inferior a 24 horas na UTI, readmitidos e aqueles admitidos para procedimento dialítico. A habilidade preditiva do índice SAPS 3 em diferenciar sobreviventes e não sobreviventes foi verificada utilizando curva ROC e a calibração pelo teste Hosmer-Lemeshow goodness-of-fit. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 1.310 pacientes. Operações gastrintestinais foram predominantes (34,9%). O menor valor do índice SAPS 3 foi 18 e o maior 154, média de 48,5 ± 18,1. A mortalidade hospitalar prevista e real foi de 10,3% e de 10,8%, respectivamente, razão de mortalidade padronizada (SMR) foi 1,04 (IC95% = 1,03-1,07). A calibração pelo método Hosmer e Lemeshow mostrou X² = 10,47 p = 0,234. O valor do escore SAPS 3 que melhor discriminou sobreviventes e não sobreviventes foi 57, com sensibilidade de 75,8% e especificidade de 86%. Dos pacientes com índice SAPS 3 maior que 57, 73,5% não sobreviveram versus 26,5% de sobreviventes (OR = 1,32 IC95% 1,23 - 1,42, p < 0,0001). CONCLUSÕES: O sistema SAPS 3 é válido na população brasileira de pacientes cirúrgicos, sendo útil para indicar pacientes graves e determinar maiores cuidados neste grupo.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The SAPS 3 (Simplified Acute Physiology Score 3) prognostic system is composed of 20 parameters, represented by an acute physiology score and assessment of the previous status, aimed at establishing a predictive mortality index for patients admitted to intensive care units (ICU). The objective of this study was to validate this system and determine its discriminatory power in surgical patients in Brazil. METHODS: This is a prospective study undertaken in two surgical ICUs of two different hospitals over a one-year period; patients younger than 16 years, who stay at the ICU for less than 24 hours, readmitted to the unit, and those admitted for dialysis were excluded from the study. The predictive ability of the SAPS 3 index to differentiate survivors and non-survivors was determined by the ROC curve and calibration by the Hosmer-Lemeshow goodness-of-fit test. RESULTS: One thousand three-hundred and ten patients were included in the study. Gastrointestinal surgeries predominated (34.9%). Eighteen was the lower SAPS 3 index and the highest was 154, with a mean of 48.5 ± 18.1. The predicted and real hospital mortality was 10.3% and 10.8%, respectively; the standardized mortality ratio (SMR) was 1.04 (95%CI = 1.03-1.07). Calibration by the Hosmer and Lemeshow method showed X² = 10.47 p = 0.234. The SAPS 3 score that better discriminated survivors and non-survivors was 57, with sensitivity of 75.8% and specificity 86%. Among the patients with SAPS 3 index higher than 57, 73.5% did not survive versus 26.5% who survived (OR= 1.32, 95%CI 1.23-1.42, p < 0.0001). CONCLUSIONS: The SAPS 3 system is valid for the Brazilian population of surgical patients, being a useful indicator of critical patients and to determine greater care in this group.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El sistema de pronóstico SAPS 3 (Simplified Acute Physiology Score 3), se compone de 20 variables, representadas por una puntuación fisiológica aguda y por una evaluación del estado previo, con el fin de establecer el índice predictivo de mortalidad para los pacientes admitidos en las unidades de cuidados intensivos (UCI). El estudio quiso validar ese sistema y verificar el poder discriminatorio de ese índice en pacientes quirúrgicos de Brasil. MÉTODO: Estudio prospectivo, realizado en dos UCIs especializadas en pacientes quirúrgicos de dos hospitales diferentes, en el período de un año, donde quedaron excluidos pacientes con edad inferior a los 16 años, que permanecieron un tiempo inferior a 24 horas en la UCI, los readmitidos y los que fueron admitidos para el procedimiento de diálisis. La habilidad predictiva del índice SAPS 3 para diferenciar a los sobrevivientes y a los no sobrevivientes, se constató utilizando la curva ROC y la calibración a través del test Hosmer-Lemeshow goodness-of-fit. RESULTADOS: Se incluyeron en el estudio 1310 pacientes. Las operaciones gastrointestinales fueron predominantes (34,9%). El menor valor del índice SAPS 3 fue 18 y el mayor 154, un promedio de 48,5 ± 18,1. La mortalidad hospitalaria prevista y real alcanzó los 10,3% y 10,8% respectivamente, la razón de mortalidad estandarizada (SMR) fue 1,04 (IC95% = 1,03-1,07). La calibración por el método Hosmer y Lemeshow mostró X2 = 10,47 p = 0,234. El valor de la puntuación SAPS 3 que desglosó mejor a los sobrevivientes y a los no sobrevivientes fue 57, con una sensibilidad de un 75,8% y una especificidad de un 86%. De los pacientes con el índice SAPS 3 mayor que 57, un 73,5% no sobrevivieron contra un 26,5% de sobrevivientes (OR = 1,32 IC95% 1,23 &ndash; 1,42, p < 0,0001). CONCLUSIONES: El sistema SAPS 3 es valido en la población brasileña de pacientes quirúrgicos, siendo útil para indicar pacientes graves y determinar mayores cuidados en ese grupo. <![CDATA[<B>Disposable versus reusable laryngeal tube suction for ventilation in patients undergoing laparoscopic cholecystectomy</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O tubo laríngeo com sucção (LTS-II) é uma versão recente dos dispositivos supraglóticos reutilizáveis que permitem a drenagem gástrica. Neste estudo prospectivo e aleatório comparam-se inserção e ventilação de LTS-II descartável (LTS-D) com a reutilizável (LTS-II) para manuseio das vias aéreas em condições associadas com pressão abdominal elevada induzida por pneumoperitônio. MÉTODO: Sessenta pacientes, ASA I e II, submetidos à colecistectomia laparoscópica eletiva foram aleatoriamente separados para receber LTS-D (n = 30) ou LTS-II (n = 30) para manutenção das vias aéreas. Após a indução da anestesia geral, os dispositivos foram inseridos, seu correto posicionamento foi verificado e a pressão de vazamento de ar foi medida. Facilidade de inserção, qualidade do selo das vias aéreas, visualização fibrobroncoscópica, risco de insuflação gástrica, inserção do tubo nasogástrico e morbidade faríngea pós-operatória foram avaliados. RESULTADOS: Os índices de sucesso da primeira e segunda tentativas foram comparados nos dois grupos (86% versus 93% e 96% versus 96% nos grupos LTS-D e LTS-II, respectivamente). Um paciente de cada grupo não pode ser intubado após três tentativas Após a insuflação, a ventilação falhou em um paciente no grupo LTS-D e em dois pacientes no LTS-II e os pacientes precisaram ser intubados com cânula traqueal. O tempo até o primeiro volume corrente ser fornecido pelo LTS-D e LTS-II foi de 20,8 ± 11,6 e 18,2 ± 4,8 segundos, respectivamente (p = 0,27), e o tempo de fixação e manipulação foi de 73,3 ± 18,5 e 65,5 ± 16,2 segundos, respectivamente (p = 0,096). Sonda nasogástrica foi inserida em todos os pacientes. Não foram observadas diferenças significativas nas queixas pós-operatórias. CONCLUSÕES: Foi possível obter vias aéreas seguras com os dois dispositivos em condições de pressão intra-abdominal elevada.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVE: The laryngeal tube suction II (LTS-II) is a recent version of reusable supraglottic airway devices allowing gastric drainage. In this prospective, randomized study we compared insertion and ventilation of disposable LTS-II (LTS-D) with reusable type (LTS-II) for airway management under conditions with elevated intra abdominal pressure induced by capnoperitoneum. METHODS: 60 ASA I and II patients undergoing elective laparoscopic cholecystectomy were randomized to receive either a LTS-D (n=30) or LTS-II (n=30) for airway management. After induction of general anaesthesia the devices were inserted, their correct placement was verified and airway leak pressure was measured. Ease of insertion, quality of airway seal, fiberoptic view, risk of gastric insufflation, insertion of nasogastric tube and postoperative pharyngeal morbidity were examined. RESULTS: First time and second time success rates were comparable for both groups (86% vs. 93% and 96% vs. 96% in LTS-D and LTS-II groups, respectively). One patient in each group could not be intubated after three attempts. After gas insufflation, ventilation of one patient in LTS-D and 2 patients in LTS-II groups was faulty and the patients were intubated with endotracheal tube. Time until delivery of first tidal volume for LTS-D and LTS-II was 20.8 ± 11.6 s, and 18.2 ± 4.8 seconds respectively (p = 0.27), fixation and manipulation time was 73.3 ± 18.5 and 65.5 ± 16.2 seconds, respectively (p = 0.096). Nasogastric tube insertion was successful in all patients. There were no significant differences in postoperative complaints. CONCLUSIONS: Both devices provide a secure airway under conditions of elevated intra abdominal pressure.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El tubo laríngeo con succión (LTSII) es una versión reciente de los dispositivos supraglóticos reutilizables que permiten el drenaje gástrico. En este estudio prospectivo y aleatorio, comparamos la inserción y la ventilación de LTS-II desechable (LTS-D) con la reutilizable (LTS-II) para la administración de las vías aéreas en condiciones asociadas con la presión abdominal elevada inducida por el neumoperitoneo. MÉTODO: Sesenta pacientes ASA I y II sometidos a la colecistectomía laparoscópica electiva fueron aleatoriamente divididos para recibir el LTS-D (n = 30) o LTS-II (n = 30) para la administración de las vías aéreas. Después de la inducción de la anestesia general, los dispositivos se insertaron, y se verificó su correcta posición junto con la presión de salida de aire que también se midió. La facilidad de inserción, la calidad del sellado de las vías aéreas, la visualización fibrobroncoscópica, el riesgo de insuflación gástrica, la inserción del tubo nasogástrico y la morbilidad faríngea postoperatoria fueron evaluadas. RESULTADOS: Los índices de éxito del primer y segundo intento se compararon en los de los grupos (86% vs. 93% y 96% vs. 96% en los grupos LTS-D y LTS-II, respectivamente); un paciente en cada grupo no pudo ser intubado después de haberlo intentado tres veces. Después de la insuflación, la ventilación de uno y de dos de los pacientes en los grupos LTS-D y LTS-II, respectivamente, falló y los pacientes necesitaron ser intubados con un tubo endotraqueal. El tiempo hasta que se suministró el primer volumen corriente a través del LTS-D y LTSII fue de 20,8 ± 11,6 y 18,2 ± 4,8 segundos, respectivamente (p = 0,27), el tiempo de fijación y manipulación fue de 73,3 ± 18,5 y 65,5 ± 16,2 segundos, respectivamente (p = 0,096). El tubo nasogástrico fue insertado en todos los pacientes. No se observaron diferencias significativas en los quejidos del postoperatorio. CONCLUSIONES: Se pudieron obtener vías aéreas seguras en condiciones con presión intraabdominal elevada con los dos dispositivos. <![CDATA[<B>Evaluation of the quality of life of anesthesiologists in the city of Recife</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A prática médica em Anestesiologia é atividade desgastante e estressante. Neste estudo, foi avaliada a qualidade de vida dos anestesiologistas que trabalham na cidade do Recife e relacionado o perfil de qualidade de vida com o grau de satisfação com a saúde, número de dias e turnos semanais trabalhados, gênero e faixa etária. MÉTODO: Utilizou-se o questionário WHOQOL-BREF. Foram aplicados a correlação de Sperman e os testes t de Student, Anova e de variância pelo teste de Scheffé, adotando-se os valores de p < 0,05 como significativos. RESULTADOS: A análise subjetiva mostrou que 44,6% dos anestesiologistas têm percepção negativa ou indefinida sobre sua qualidade de vida. Apresentaram influência significativa nesse resultado, o grau de satisfação com a saúde (r = 0,525; p = 0,01) e o excesso de turnos semanais trabalhados (p = 0,03). As mulheres apresentaram escores significativamente inferiores ao dos homens, na avaliação subjetiva geral de qualidade de vida e nos domínios psicológico e relações sociais. Não foi encontrada diferença significativa nas diferentes faixas etárias. O domínio meio ambiente apresentou escores inferiores ao dos demais em todas as variáveis analisadas. CONCLUSÕES: O excesso de trabalho foi fator negativo na qualidade de vida dos anestesiologistas da cidade do Recife e as mulheres apresentaram qualidade de vida significativamente inferior aos homens. Esses resultados apontam para a necessidade de reflexão e de atitudes que possam influenciar positivamente na saúde e na qualidade de vida desses profissionais. Adicionalmente às atitudes individuais, é de fundamental importância o apoio institucional na prática anestésica e, para mudanças positivas, as decisões devem basear-se em evidências científicas.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The practice of Anesthesiology is exhausting and stressful. The present study evaluated the quality of life of anesthesiologists working in the city of Recife, correlating the profile of the quality of life with the degree of satisfaction with their health, number of working days and weekly shifts, gender, and age group. METHODS: The WHOQOL-BREF questionnaire was used. Spearman's correlation and Student t test, ANOVA, and Scheffé test for variance were used, considering a p < 0.05 significant. RESULTS: Subjective analysis demonstrated that 44.6% of anesthesiologists have a negative or undefined perception about their quality of life. The degree of satisfaction with their health (r = 0.525; p = 0.01) and the excess of weekly working shifts (p = 0.03) had a significant influence on the results. Female anesthesiologists had significantly lower scores than males in the subjective evaluation of quality of life and in the psychological and social relationships domains. A significant difference was not observed among different age groups. The environmental domain had lower scores than the others in all parameters analyzed. CONCLUSIONS: Long working hours represented a negative factor in quality of life of all anesthesiologists in the city of Recife, and that of female anesthesiologists was significantly worse than males. Therefore, we concluded that reflection and actions are required to influence positively the health and quality of life of those professionals. Besides individual actions, institutional support is fundamentally important for the practice of anesthesiology and, to achieve positive changes, decisions should be based on scientific evidence.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS:La práctica médica en Anestesiología es una actividad que desgasta y estresa. En este estudio, se evaluó la calidad de vida de los anestesiólogos que trabajan en la ciudad de Recife y se relacionó el perfil de calidad de vida, con el grado de satisfacción con relación a la salud, al número de días y a los turnos semanales trabajados, el sexo y la franja etaria. MÉTODO: Se utilizó el cuestionario WHOQOL-BREF. Se aplicaron la correlación de Sperman y los tests t de Student, Anova y de variancia por el test de Scheffé, adoptándose los valores de p < 0,05 como significativos. RESULTADOS: El análisis subjetivo arrojó que un 44,6% de los anestesiólogos tienen una percepción negativa o indefinida sobre su calidad de vida. Presentaron una influencia significativa en ese resultado, el grado de satisfacción con la salud (r = 0,525; p = 0,01) y el exceso de turnos semanales trabajados (p = 0,03). Las mujeres presentaron puntuaciones significativamente inferiores a la de los hombres en la evaluación subjetiva general de calidad de vida y en las áreas psicológica y de las relaciones sociales. No se encontró diferencia significativa en las diferentes franjas etarias. El área promedio ambiente presentó puntuaciones inferiores a la de los demás en todas las variables analizadas. CONCLUSIONES: El exceso de trabajo fue un factor negativo en la calidad de vida de los anestesiólogos de la ciudad de Recife, y las mujeres presentaron una calidad de vida significativamente inferior a la de los hombres. Frente a esos resultados, entendimos que había una necesidad de reflexionar y de tomar actitudes que puedan influir positivamente en la salud y en la calidad de vida de esos profesionales. Para mejorar las actitudes individuales, es de fundamental importancia tener un apoyo institucional en la práctica anestésica y para los cambios positivos, las decisiones deben estar basadas en evidencias científicas. <![CDATA[<B>Hemodynamic effects of atracurium and cisatracurium and the use of diphenhydramine and cimetidine</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Haja visto que atracúrio pode causar hipotensão arterial no homem, investigaram-se os efeitos hemodinâmicos promovidos pelo atracúrio e pelo cisatracúrio e a proteção hemodinâmica conferida pela difenidramina e cimetidina em ratos. MÉTODO: 1) Ratos Wistar anestesiados com pentobarbital sódico e preparados de acordo com Brown e col. para avaliar doses de atracúrio e cisatracúrio para redução de T4/T1 da sequência de quatro estímulos maior ou igual a 95%. 2) Avaliação das alterações hemodinâmicas de atracúrio e cisatracúrio por injeção venosa, medindo-se a pressão arterial sistêmica da artéria carótida e eletrocardiograma de ratos. 3) Observação de proteção hemodinâmica pelo tratamento prévio com difenidramina (2 mg.kg-1) e/ou cimetidina (4 mg.kg-1) por injeção venosa. Análise estatística: teste t de Student, ANOVA. RESULTADOS: O atracúrio e o cisatracúrio não modificaram a pressão arterial média (PAM) nas doses de 1 mg.kg-1 e 0,25 mg.kg-1, respectivamente. Doses de 4 mg.kg-1 promoveram diminuição da PAM de 62,8 ± 4,5% do controle para o atracúrio, e de 82,5 ± 2,3% do controle para o cisatracúrio. Com difenidramina e cimetidina, a pressão sistólica diminuiu 95,4 ± 2,5% do controle. Com cimetidina, pressão diastólica diminuiu 82,7 ± 8,4% do controle. O efeito conjunto sobre as pressões sistólica e diastólica refletiu-se nos valores observados da PAM. CONCLUSÕES: A difenidramina e a cimetidina, isoladamente, não impediram a diminuição da pressão arterial média induzida pelo atracúrio. No entanto, associação destes dois fármacos foi eficaz na prevenção dos efeitos hemodinâmicos induzidos pelo atracúrio. O cisatracúrio nas doses do experimento não promoveu diminuição da pressão arterial que justificasse as medidas preventivas aplicadas nos grupos onde se utilizou o atracúrio.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Since atracurium can cause hypotension in humans, the hemodynamic effects of atracurium and cisatracurium as well as the hemodynamic protection of diphenhydramine and cimetidine were investigated in rats. METHODS: 1) Wistar rats were anesthetized with sodium pentobarbital and prepared according to Brown et al. to evaluate different doses of atracurium and cisatracurium in the reduction of T4/T1 equal or greater than 95%. 2) Assessment of the hemodynamic changes caused by the intravenous administration of atracurium and cisatracurium by monitoring the blood pressure in the carotid artery and the electrocardiogram of rats. 3) Observation of the hemodynamic protection of prior treatment with the intravenous administration of diphenhydramine (2 mg.kg-1) and/or cimetidine (4 mg.kg-1). Statistical analysis: Student t test and ANOVA. RESULTS: Doses of 1 mg.kg-1 and 0.25 mg.kg-1 of atracurium and cisatracurium respectively did not change the mean arterial pressure (MAP). Doses of 4 mg.kg-1 of atracurium and cisatracurium decreased MAP to 62.8 ± 4.5% and 82.5 ± 2.3% respectively when compared to control levels. When the rats were pre-treated with diphenhydramine and cimetidine, diastolic pressure was reduced to 95.4% ± 2.5%. With cimetidine, diastolic pressure was reduced to 82.7 ± 8.4% when compared to the control group. The effects on systolic and diastolic blood pressure were reflected in the levels of MAP. CONCLUSIONS: The isolated administration of diphenhydramine and cimetidine did not prevent the reduction in mean arterial pressure induced by atracurium. However, the association of both drugs was able to prevent the hemodynamic effects of atracurium. The doses of cisatracurium used in this study did not cause a reduction in blood pressure significant enough to justify the use of the preventive measures used in the atracurium groups.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Habida cuenta de que el atracurio puede causar hipotensión arterial en el hombre, se investigaron los efectos hemodinámicos promovidos por el atracurio y por el cisatracurio, y la protección hemodinámica dada por la difenidramina y la cimetidina en ratones. MÉTODO: 1) Ratones Wistar anestesiados con pentobarbital sódico y preparados de acuerdo con Brown y col. para evaluar las dosis de atracurio y cisatracurio para la reducción de T4/T1 de la secuencia de cuatro estímulos mayor o igual al 95%. 2) Evaluación de las alteraciones hemodinámicas del atracurio y el cisatracurio por inyección venosa, midiendo la presión arterial sistémica de la arteria carótida y electrocardiograma de ratones. 3) Observación de la protección hemodinámica por el tratamiento previo con difenidramina (2 mg.kg-1) y/o cimetidina (4 mg.kg-1) por inyección venosa. Análisis estadístico: test t de Student, ANOVA. RESULTADOS: El atracurio y el cisatracurio no modificaron la presión arterial promedio (PAP) en las dosis de 1 mg.kg-1 y 0,25 mg.kg-1, respectivamente. Las dosis de 4 mg.kg-1 disminuyeron la PAP de 62,8 ± 4,5% del control para el atracurio, y de 82,5 ± 2,3% del control para el cisatracurio. Con la difenidramina y la cimetidina, la presión sistólica se redujo a 95,4 ± 2,5% del control. Con la cimetidina, la presión diastólica disminuyó 82,7 ± 8,4% del control. El efecto con-junto sobre las presiones sistólica y diastólica se reflejó en los valores observados de la PAP. CONCLUSIONES: La difenidramina y la cimetidina, aisladamente, no impidieron la disminución de la presión arterial promedio inducida por el atracurio. Sin embargo, la asociación de esos de los fármacos fue eficaz en la prevención de los efectos hemodinámicos inducidos por el atracurio. El cisatracurio, en las dosis del experimento, no promovió una disminución de la presión arterial que justificase las medidas preventivas aplicadas en los grupos donde se utilizó el atracurio. <![CDATA[<B>Anesthesia for partial bilateral salpingectomy in a patient with idiopathic hypertrophic cardiomyopathy</B>: <B>case report and review of the literature</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A miocardiopatia hipertrófica é uma doença cardíaca rara, com transmissão autossômica dominante e que se caracteriza pela hipertrofia do septo ventricular e pelas anormalidades da valva mitral. RELATO DO CASO: Paciente secundípara, de 25 anos, com diagnóstico de miocardiopatia hipertrófica há quatro anos e antecedente de asma leve intermitente controlada com inalações esporádicas de corticosteroides. Apresentava sopro holossistólico IV/VI plurifocal e importante escoliose, com os espaços intervertebrais palpáveis. Acusou palpitações esporádicas durante toda a gravidez e recebia medicação de 100 mg de atenolol por dia. Apresentava hemograma, creatinina e eletrólitos dentro dos limites normais, ecocardiograma com miocardiopatia hipertrófica de predomínio septal, com fração de ejeção sistólica de 0,76%. A paciente entrou em trabalho de parto de rápida evolução e nasceu criança viva, do sexo feminino, com APGAR 9/9 sem complicações maternas nem fetais. Foi realizada a programação para a realização de salpingectomia parcial bilateral. Em consulta, a paciente negou-se a receber anestesia para o procedimento. A técnica anestésica de eleição foi a regional combinada. O procedimento cirúrgico durou 20 minutos e as mudanças de pressão arterial junto com a frequência cardíaca foram 10% menores que as dos valores iniciais, sem complicações hemodinâmicas nem cirúrgicas imediatas. CONCLUSÕES: A mortalidade absoluta materna com miocardiopatia hipertrófica (MH) é muito baixa e costuma aparecer em mulheres com fatores de alto risco. Não há evidências de que a anestesia regional aumente o risco em mulheres com MH quando é utilizada para o parto vaginal. Tanto a anestesia geral como a regional foram utilizadas com sucesso e sem complicações em cesarianas de parturientes com MH.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Hypertrophic cardiomyopathy is a rare, autosomal dominant cardiac disorder characterized by hypertrophy of the interventricular septum and mitral valve abnormalities. CASE REPORT: A 25-year old female, second gestation, with a diagnosis of hypertrophic cardiomyopathy for four years and history of mild intermittent asthma controlled with sporadical use of corticosteroids. On physical exam, the patient had a IV/VI systolic and plurifocal heart murmur and accentuated scoliosis with palpable intervertebral spaces. She complained of occasional palpitations during pregnancy, and was treated with 100 mg of atenolol a day. Complete blood count, creatinine, and electrolytes were within normal limits; echocardiogram showed hypertrophic cardiomyopathy predominantly septal and ejection fraction of 0.76%. The patient underwent emergency labor giving birth to a live female fetus, Apgar 9/9, without maternal and fetal hemodynamic complications. The patient was scheduled for bilateral partial salpingectomy. During the interview, the patient refused general anesthesia for the procedure. A decision was made for combined regional blockade. The surgical procedure lasted 20 minutes during which changes in blood pressure and heart rate were up to 10% lower than baseline levels without immediate hemodynamic or surgical complications. CONCLUSIONS: Absolute maternal mortality in hypertrophic cardiomyopathy (HC) is very low and it is usually seen in patients with high risk factors. Evidence does not show an increased risk of regional blocks in females with HC when it is used for vaginal delivery. Both general anesthesia and regional blocks were successfully used without complication for cesarean sections in patients with HC.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La cardiomiopatía hipertrófica es enfermedad cardíaca rara, con transmisión autosómica dominante que se caracteriza por hipertrofia del septum ventricular y anormalidades de la válvula mitral. RELATO DEL CASO: Paciente segundigesta, 25 años con diagnóstico de cardiomiopatía hipertrófica hace 4 años e antecedente de asma bronquial leve intermitente controlada con inhalaciones esporádicas de corticoesteroides. Presentaba soplo holosistólico IV/VI plurifocal e importante escoliosis, con los espacios intervertebrales palpables. Refirió palpitaciones esporádicas durante todo el embarazo y se encontraba medicada con 100 mg de atenolol diarios. Presentaba hemograma, creatinina y electrolitos dentro de los límites normales, ecocardiograma que reportaba cardiomiopatía hipertrófica de predominio septal con fracción de eyección sistólica del 76%. La paciente entró en labor de parto de urgencia, obteniéndose producto femenino vivo, APGAR 9/9, sin complicaciones hemodinámicas maternas ni fetales. Se programa para la realización de salpingectomía parcial bilateral. Se entrevista a la paciente, la cual nos refirió que se rehusaba a recibir anestesia general para el procedimiento. La técnica anestésica elegida fue la regional combinada. El procedimiento quirúrgico duró 20 minutos, y los cambios de presión arterial y frecuencia cardíaca fue menos del 10% que el de los valores iniciales, sin complicaciones hemodinámicas ni quirúrgicas inmediatas. CONCLUSIONES: La mortalidad absoluta materna con cardiomiopatia hipertrófica (CH) es muy baja y suele estar confinada a mujeres con factores de alto riesgo. No hay evidencia que la anestesia regional aumenta el riesgo en mujeres con CH cuando se utiliza para el parto vaginal. Tanto la anestesia general como regional han sido utilizado con éxito y sin complicaciones en cesáreas de parturientas con CH. <![CDATA[<B>Drugs errors in anaesthesia practice</B>: <B>four cases of non-fatal morbidity</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os anestesistas estão se preocupando mais em garantir segurança aos pacientes, enfatizando o desfecho cirúrgico e qualidade do atendimento no centro cirúrgico e em outras áreas do hospital. Na prática, não existe nenhum aspecto da Anestesiologia que seja mais importante no manuseio seguro dos pacientes do que a administração correta de fármacos. Erros farmacológicos representam uma pequena percentagem dos problemas anestésicos, mas apresentam potencial de morbidade grave e consequências legais. O objetivo deste relato foi descrever quatro casos de erros medicamentosos (EM) raros no centro cirúrgico, sem consequências danosas para os pacientes e como sua análise e identificação evitaram o desenvolvimento de danos mais graves. RELATO DOS CASOS: Quatro casos de sobredoses acidentais no centro cirúrgico antes da indução anestésica. A mesma seringa foi usada para preparar e diluir dois medicamentos diferentes. Portanto, esse erro foi causado pela presença do segundo medicamento. A toxicidade se manifestou com depressão respiratória e sedação temporárias, havendo necessidade de ventilação assistida, mas sem desfechos adversos. CONCLUSÕES: Explicou-se como os medicamentos envolvidos e quando o erro cometido foram identificados para melhorar a prática clínica, reduzindo os erros medicamentosos. Enfatizamos a importância da informação e educação dos profissionais de saúde sobre novos medicamentos e seu processo de preparação, pois foi prática inaceitável em 2009.<hr/>BACKGROUND AND OBJETIVES: Anesthesiologists became more concerned about ensuring patient safety by a greater emphasis on outcome, quality patient care both in operation theatre and elsewhere in hospital. In the clinical practice, there is no aspect of Anesthesia that occupies a more important place in the safe management of the patients than the accurate drug administration. Medication errors represent a small part of anesthesia problems but still have potential for serious morbidity and legal consequences. The objective of this report was to describe four cases of unusual medical errors (ME) in the operation theatre, without harm to the patient, and how their analysis and identification had prevented more serious damage occurrence. CASE REPORTS: Four cases of inadvertent overdose in operation theatre previous to induction anesthesia. The same syringe was used to prepare and dilute two different drugs. This error was therefore caused by the presence of the second drug. Toxicity was manifested as brief respiratory depression and sedation, and assisted ventilation was required but no adverse outcomes happened. CONCLUSIONS: We explain how we identified the drug involved, the point at which the error occurred in order to improve clinical practice reducing medication errors. We focus on providing more information and education to each health care professional about new drugs and their preparation process, because this is should not be an acceptable practice in 2009.<hr/>JUSTIFICATIVAS Y OBJETIVOS: Los anestesiólogos están cada vez más preocupados sobre la seguridad de los pacientes, haciendo un gran énfasis en los resultados, en la cualidad de los cuidados en la salud, como también en el quirófano o en cualquier otro lugar dentro del hospital. En la práctica clínica, no existe un aspecto de la anestesia que sea más crucial en el aspecto del cuidado de la seguridad de los pacientes, que no sea la correcta administración de los fármacos. Los errores en la medicación representan una pequeña parte de los problemas de la anestesia pero todavía son un serio problema para la morbilidad, como también traen serias consecuencias legales. El objetivo de este artículo, fue describir cuatro casos de unos inusuales errores médicos (EM) en el quirófano, sin perjudicar al paciente y verificando cómo sus análisis e identificaciones pueden prevenir daños más serios. REPORTE DE CASOS: Cuatro casos de sobre dosis inadvertida en quirófano antes de la inducción de anestesia. Se usó la misma jeringuilla para la preparación y la dilución de dos fármacos diferentes. Por lo tanto, el error fue causado por la presencia del segundo fármaco. La toxicidad se manifestó con depresión y sedación temporales, necesitando ventilación asistida, no habiendo sido registrados resultados adversos. CONCLUSIONES Hemos explicado cómo identificar los fármacos involucrados, y el punto en que ocurrió el error, en el sentido de perfeccionar la práctica clínica reduciendo los errores médicos. Nos concentramos en proveer más información y más educación de literatura médica sobre los nuevos fármacos y sobre sus procesos de preparación a cada médico, porque ésa no es una práctica aceptable en el 2009. <![CDATA[<B>Anesthesia in patients with positive direct coombs test</B>: <B>report of three cases</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existe associação entre anemias hemolíticas autoimunes (AHA) e doença neoplásica, com consequente incompatibilidade sanguínea que dificulta a transfusão destes pacientes. Os autores descrevem e discutem a conduta em três casos com Teste de Coombs Direto (TCD) positivo e impossibilidade de determinação de grupo sanguíneo propostos para intervenção cirúrgica por doença neoplásica. RELATO DOS CASOS: 1º caso: paciente do sexo masculino, 87 anos, ASA III, para intervenção cirúrgica por neoplasia do cólon. Apresentou TCD positivo, foi tratado com corticoide, imunoglobulina (Ig) e eritropoietina, tendo-se conseguido tipar. No intraoperatório, administrou-se uma unidade de concentrado eritrocitário (UCE) sem incidentes. Faleceu 24 horas depois por acidente vascular encefálico isquêmico. 2º caso: paciente do sexo masculino, 77 anos, ASA III, para intervenção cirúrgica de carcinoma gástrico. Apresentou TCD positivo, realizou tratamento com corticoide e Ig, não se conseguindo tipar. A intervenção cirúrgica decorreu sem incidentes. Faleceu ao 18º dia pós-operatório após parada cardiorrespiratória. 3º caso: paciente do sexo feminino, 80 anos, ASA IV, para laparotomia exploradora de urgência. Apresentou também TCD positivo. A intervenção cirúrgica (hemicolectomia) decorreu sem incidentes. Faleceu às 48 horas do pós-operatório com acidente vascular encefálico isquêmico. CONCLUSÕES: Os autoanticorpos (Ac) circulantes nas AHA podem impossibilitar tipagem sanguínea e disponibilidade de sangue compatível para transfusão. O tratamento correto da AHA visa à remissão dos Ac e ao tratamento da anemia. Na urgência em transfundir sem possibilidade de tipagem, a transfusão sanguínea surge como medida life-saving.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Neoplasias can be associated with autoimmune hemolytic anemia (AHA) with the consequent blood incompatibility that hinders blood transfusion. The authors describe and discuss the conduct in three patients undergoing surgical intervention for neoplastic disease with positive Coombs Test (CT), and the impossibility to determine the blood type. CASE REPORT: 1st case: 87-year old male patient, ASA III, scheduled for surgery for colon neoplasia. The patient had positive CT, being treated with corticosteroids, immunoglobulin (Ig), and erythropoietin, after which it was possible to determine his blood type. One unit of packed-red blood cells (PRBC) was transfused intraoperatively without intercurrences. Twenty four hours after the transfusion, the patient died due to an ischemic stroke. 2nd case: 77-year old male patient, ASA III, scheduled for surgery for a gastric carcinoma. The patient had a positive CT, being treated with corticosteroids and Ig, but we were unable to determine his blood type. The surgery was performed without intercurrences. The patient died on the 18th postoperative day after a cardiorespiratory arrest. 3rd case: 80-year old female patient, ASA IV, undergoing emergency exploratory laparotomy. She also had a positive CT. The surgery (hemicolectomy) was performed without intercurrences. The patient died 48 hours after the surgery from an ischemic stroke. CONCLUSIONS: Circulating autoantibodies in AHA can make it impossible to determine the blood type to transfuse compatible blood. Proper treatment of AHA is aimed at remission of autoantibodies and anemia. When it is not possible to determine the blood type, the procedure should be a life-saving blood transfusion.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Existe una asociación entre las anemias hemolíticas autoinmunes (AHA) y la enfermedad neoplásica, con la consecuente incompatibilidad sanguínea que dificulta la transfusión de esos pacientes. Los autores describen y discuten la conducta en tres casos propuestos para la intervención quirúrgica por una enfermedad neoplásica, con el Test de Coombs Directo (TCD), positivo y la imposibilidad de la determinación de un grupo sanguíneo. RELATO DE LOS CASOS: 1&ordm; caso: paciente del sexo masculino, 87 años, ASA III, listo para la intervención quirúrgica por neoplasia del colon. Presentó un TCD positivo, fue tratado con corticoide, inmunoglobulina (Ig) y eritropoyetina, siendo posible la tipificación. En el intraoperatorio, se administró una unidad de concentrado eritrocitario (UCE) sin incidentes. La El paciente falleció 24 horas después por accidente vascular encefálico isquémico. 2&ordm; caso: paciente del sexo masculino, 77 años, ASA III, listo para intervención quirúrgica de carcinoma gástrico. Presentó un TCD positivo, realizó tratamiento con corticoide e Ig, sin haber logrado la tipificación. La intervención quirúrgica transcurrió sin incidentes. Falleció al 18&ordm; día del postoperatorio, después de una parada cardiorrespiratoria. 3&ordm; caso: paciente del sexo femenino, 80 años, ASA IV, para laparotomía exploradora de urgencia. También presentó un TCD positivo. La intervención quirúrgica (hemicolectomía), transcurrió sin incidentes. Falleció a las 48 horas del postoperatorio con un accidente vascular encefálico isquémico. CONCLUSIONES: Los autoanticuerpos (Ac) circulantes en las AHA, pueden imposibilitar la tipificación sanguínea y la disponibilidad de sangre compatible para la transfusión. El tratamiento correcto de la AHA, tiene el objetivo de alcanzar la remisión de los Ac y de realizar el tratamiento de la anemia. Si tenemos la urgencia de transfundir sin la posibilidad de tipificar, la transfusión sanguínea surge como una medida life-saving. (economía de vida). <![CDATA[<B>Uncommon causes of hemodynamic instability during myocardial revascularization without cardiopulmonary bypass</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A revascularização miocárdica (RM) em pacientes com hipertrofia e/ou disfunção ventricular é frequentemente realizada sem utilização de circulação extracorpórea (CEC) porque o desmame da CEC pode ser difícil nesses casos. O controle intraoperatório exige ajuste hemodinâmico estrito, bem como uso de pinçamento aórtico parcial para minimizar alterações hemodinâmicas é efetivo. O objetivo foi relatar dois casos de instabilidade hemodinâmica durante RM sem CEC, após pinçamento parcial da aorta. RELATO DOS CASOS: No primeiro caso, a paciente do sexo feminino apresentava diâmetro aórtico ligeiramente reduzido (2,8 cm) e o segundo paciente apresentava fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) de 24% à ecocardiografia. Em ambos os casos, observou-se importante hipotensão arterial e elevação da pressão arterial pulmonar imediatamente após pinçamento aórtico. As equipes cirúrgicas foram avisadas e a instabilidade hemodinâmica de cada caso resolvida após a liberação do pinçamento parcial da aorta. Os pinçamentos posteriores foram realizados em menor área aórtica e as anastomoses proximais realizadas sem intercorrências. CONCLUSÕES: Embora as causas mais comuns de instabilidade hemodinâmica durante a RM sem CEC refiram-se à manipulação da posição cardíaca e a alterações da pré-carga ventricular, nesses casos, hipotensão arterial e hipertensão pulmonar deveram-se, provavelmente, à diminuição do débito cardíaco secundário ao aumento da pós-carga em pacientes com pequeno diâmetro relativo da aorta ou disfunção ventricular ocorridos mesmo com pinçamento parcial. A adequada monitoração intraoperatória e a correção imediata de alterações hemodinâmicas podem minimizar a morbimortalidade cirúrgica.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Myocardial revascularization (MR) in patients with ventricular hypertrophy and/or dysfunction is frequently performed without cardiopulmonary bypass (CB), since it can be difficult to wean those patients off CB. Intraoperative control demands strict hemodynamic adjustment, as well as partial clamping of the aorta to minimize hemodynamic changes. The objective of this study was to report two cases of hemodynamic instability during MR without CB after partial clamping of the aorta. CASE REPORT: The first case is a female patient, whose aortic diameter was slightly reduced (2.8 cm); the second case refers to a patient with left ventricular ejection fraction (LVEF) of 24% on the echocardiogram. In both cases, significant hypotension and increase in pulmonary blood pressure were observed immediately after clamping of the aorta. The surgical teams were informed of the problem, and in both cases the hemodynamic instability was reverted after unclamping of the aorta. Afterwards, smaller areas of the aorta were clamped and proximal anastomoses were performed without intercurrence. CONCLUSIONS: Although cardiac manipulation and changes in ventricular preload represent the most common causes of hemodynamic instability during MR without CB, in the cases presented here, hypotension and pulmonary hypertension were most likely secondary to a reduction in cardiac output due to the increase in afterload in patients with a relatively small aortic diameter or ventricular dysfunction even with partial clamping. Adequate intraoperative monitoring and immediate correction of the hemodynamic changes can minimize surgical morbidity and mortality.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La revascularización miocárdica (RM) en pacientes con hipertrofia y/o disfunción ventricular, es a menudo realizada sin la utilización de la circulación extracorpórea (CEC), porque el destete de la CEC puede ser difícil en esos casos. El control intraoperatorio exige un ajuste hemodinámico estricto, y también puede ser eficaz, el uso del pinzamiento aórtico parcial para minimizar las alteraciones hemodinámicas. El objetivo fue relatar dos casos de inestabilidad hemodinámica durante la RM sin CEC, después del pinzamiento parcial de la aorta. RELATO DE LOS CASOS: En el primer caso, la paciente del sexo femenino presentaba un diámetro aórtico ligeramente reducido (2,8 cm), y el segundo paciente presentaba una fracción de eyección ventricular izquierda (FEVI) de un 24% a la ecocardiografía. En los dos casos, observamos una importante hipotensión arterial y una elevación de la presión arterial pulmonar inmediatamente después del pinzamiento aórtico. Los equipos de cirugía recibieron el aviso y la inestabilidad hemodinámica de cada caso se resolvió después de la liberación del pinzamiento parcial de la aorta. Los pinzamientos posteriores se realizaron en una menor área aórtica y las anastomosis proximales se hicieron sin intercurrencias. CONCLUSIONES: Aunque las causas más frecuentes de la inestabilidad hemodinámica durante la RM sin CEC se refieran a la manipulación de la posición cardiaca y a las alteraciones de la precarga ventricular, en esos casos, la hipotensión arterial y la hipertensión pulmonar se debieron probablemente, a la reducción del débito cardíaco secundario, al aumento de la poscarga en pacientes con un diámetro reducido relativo de la aorta, o a la disfunción ventricular todos inclusive con pinzamiento parcial. El adecuado monitoreo intraoperatorio y la inmediata corrección de las alteraciones hemodinámicas, pueden minimizar la morbimortalidad quirúrgica. <![CDATA[<B>Failure of subarachnoid blocks</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Desde Bier, é descrita falha de anestesia subaracnóidea que causa desconforto ao paciente e que ocorre, eventualmente, mesmo diante de profissionais hábeis que a tenham conduzido de forma tecnicamente correta. Há variação, no entanto, de conceito de falha e, principalmente, de identificação precisa de causas. O objetivo do trabalho é identificar melhor as causas deste desconforto por meio de revisão sistemática de publicações com casuística significativa. CONTEÚDO: Dividiu-se a análise em três tópicos: anatomia e suas variações; o agente anestésico, que trata da seleção do agente, suas soluções e adições, de forma a atingir o resultado mais apropriado à intervenção cirúrgica proposta; e a dose, discutindo-se concentração, volume ou dose gravimétrica, no sentido de obter resultado mais adequado tanto no que diz respeito à intensidade do bloqueio quanto à sua duração. CONCLUSÕES: As falhas são mais afeitas a fatores técnicos: avaliação anatômica adequada, escolha criteriosa da agulha e do local da punção, cuidados no armazenamento dos agentes, adequação de dose, baricidade, além de posicionamento correto do paciente durante e após punção, tudo adequado ao objetivo cirúrgico.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Due to the discomfort caused to patients, failure of subarachnoid blocks that happen occasionally even when properly conducted be the most capable professionals have been described since Bier. However, the concept of failure and especially identification of the causes vary. The objective of this report was to identify the causes of this discomfort through a systematic review of publications with a significant number of patients. CONTENTS: The analysis was divided in three topics: anatomy and its variations; anesthetic agent, focusing on drug selection, its solutions, and additions to achieve the most appropriate result of the proposed surgery; and the dose, discussing concentration, volume, or gravimetric dose, to obtain the most adequate result regarding the intensity of the blockade and its duration. CONCLUSIONS: Failures are more commonly secondary to technical factors: adequate anatomic assessment, judicious choice of the needle and puncture site, care when storing the drugs, dose adequacy, and baricity, besides proper patient positioning during and after the puncture, and they all should be adequate for the surgical objective.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Bier ya describía los fallos en la anestesia subaracnoidea que causa la incomodidad al paciente, y que se da, eventualmente, incluso con la presencia de profesionales hábiles que la hayan conducido de forma técnicamente correcta. Existe una variación, sin embargo, del concepto de fallo y principalmente, de la identificación precisa de las causas. El objetivo del trabajo es identificar mejor las causas de esa incomodidad a través de la revisión sistemática de publicaciones con casuística significativa. CONTENIDO: El análisis se dividió en tres tópicos: la anatomía y sus variaciones; el agente anestésico, que trata sobre la selección del agente, sus soluciones y añadiduras, para poder alcanzar el resultado más apropiado en la intervención quirúrgica que se propone ejecutar; y la dosis, discutiendo la concentración, el volumen o la dosis gravimétrica, para poder obtener el resultado más adecuado, tanto en lo concerniente a la intensidad del bloqueo, como en lo que respecta a su duración. CONCLUSIONES: Los fallos son más inherentes a los factores técnicos: la evaluación anatómica adecuada, la elección de criterio de la aguja y del local de la punción, los cuidados en el almacenaje de los agentes, la adecuación de la dosis, la baricidad, además del posicionamiento correcto del paciente durante y después de la punción, todo a tono con el objetivo quirúrgico. <![CDATA[<B>The airways and gastric contents in obese patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O presente artigo teve como objetivo rever as referências bibliográficas e questionar o conceito de que o obeso deve ser considerado de estômago cheio, questionando, consequentemente, a forma como a via aérea deve ser abordada na indução da anestesia geral, considerada de difícil acesso devido à obesidade. CONTEÚDO: Classicamente, o paciente obeso é considerado de estômago cheio, levando a condutas protetoras das vias aéreas durante a indução da anestesia geral. Frequentemente, são realizadas intubações com o paciente acordado ou intubação de sequência rápida. Porém tal conceito baseia-se em um único trabalho da literatura, citado por diversos outros autores. O obeso também é considerado difícil de intubar, criando receio a respeito do sucesso da abordagem da via aérea. Os trabalhos da literatura, entretanto, contestam tais conceitos, o que leva ao questionamento das técnicas de acesso às vias aéreas. CONCLUSÕES: Os trabalhos da literatura mostram que o esvaziamento gástrico no obeso não é lentificado como se acreditava, assim como o conteúdo gástrico não é maior que no paciente não obeso; portanto, a intubação em plano anestésico pode ser realizada com segurança. Apesar de a obesidade, isoladamente, não causar falha na intubação, outros sinais podem ser usados para prever intubação difícil.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The objective of this study was to review the literature and to question the concept that obese patients should be considered as having a potential full stomach and, therefore, question how the airways, considered as of difficult access due to obesity, should be approached during anesthetic induction. CONTENTS: Classically, obese patients are viewed as having a potential full stomach, leading to conducts to protect the airways during anesthetic induction. Frequently, awake intubation or rapid sequence intubation is performed. However, this concept is based on a single study, which has been cited by other authors. Obese patients are also considered difficult to intubate, raising the concern on the successful approach of the airways. However, studies in the literature question this concept, leading to questioning of the techniques used to access the airways. CONCLUSIONS: Studies in the literature demonstrate that gastric emptying is not slowed in obese patients as previously believed, and gastric contents are not greater in this patient population; intubation can, therefore, be safely done after anesthesia. Although obesity alone does not lead to failure to intubate, other signs can be used to predict difficult intubations.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El presente artículo tuvo el objetivo de analizar nuevamente las referencias bibliográficas y de cuestionar el concepto de que el obeso debe ser considerado como de estómago lleno, cuestionando, por tanto, la forma como la vía aérea debe ser abordada en la inducción de la anestesia general considerada de difícil acceso a causa de la obesidad. CONTENIDO: Clásicamente, al paciente obeso se le considera como de estómago lleno, conllevando a conductas protectoras de las vías aéreas durante la inducción de la anestesia general. A menudo se realizan intubaciones con el paciente despierto o intubación de secuencia rápida. Sin embargo, tal concepto se basa en un solo trabajo de la literatura, citado por diversos autores. El obeso también se considera difícil de intubar, creando un recelo respecto del éxito del abordaje de la vía aérea. Los trabajos de la literatura, sin embargo, refutan tales conceptos, lo que nos lleva a cuestionar sobre las técnicas de acceso a las vías aéreas. CONCLUSIONES: Los trabajos de la literatura muestran que el vaciamiento gástrico en el obeso no es lentificado como se creía, como también el contenido gástrico no es mayor que en el paciente no obeso, por lo tanto, la intubación en la anestesia puede ser realizada con seguridad. A pesar de que la obesidad aisladamente no cause una falla en la intubación, otras señales pueden ser usadas para prevenir la intubación difícil. <![CDATA[<B>Applications of Magnesium Sulfate in Obstetrics and Anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O magnésio é um íon predominantemente intracelular. Seu efeito bloqueador do receptor NMDA lhe confere características analgésicas e sedativas. O objetivo desse artigo foi revisar a fisiologia, a farmacologia e a diminuição da concentração plasmática do magnésio, assim como algumas das suas aplicações em obstetrícia e em anestesia. CONTEÚDO: O magnésio é um cátion intracelular que possui múltiplas funções: é cofator de enzimas do metabolismo glicídico e de enzimas da degradação dos ácidos nucleicos, proteínas e ácidos graxos; regula a passagem de íons transmembrana e intervém na atividade de várias enzimas. O paciente em estado crítico apresenta tendência à hipomagnesemia e o tratamento consiste em corrigir a causa quando possível acompanhada da reposição do magnésio. Já foi demonstrada a redução da concentração alveolar mínima (CAM) dos agentes inalatórios em animais e do uso de opioides em humanos sob anestesia. CONCLUSÕES: O sulfato de magnésio vem sendo utilizado em obstetrícia com boa efetividade para inibição do trabalho de parto prematuro e para o tratamento das crises convulsivas associadas ao quadro de eclâmpsia. É um fármaco com potencial analgésico e sedativo que pode ser utilizado como coadjuvante durante a anestesia geral atenuando a resposta pressórica à intubação traqueal e diminuindo a necessidade de anestésicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Magnesium is predominantly an intracellular ion. Its blocking effects on NMDA receptors are responsible for the analgesic and sedative characteristics of this ion. The objective of this study was to review the physiology, pharmacology, and decreased plasma levels of magnesium, as well as its applications in obstetrics and anesthesia. CONTENTS: Magnesium is an intracellular cation with multiple functions: it is a cofactor for enzymes of the glucose metabolism and those that participate in the degradation of nucleic acids, proteins, and fatty acids; it regulates the movements of transmembrane ions; and it intervenes in the activity of several enzymes. Critical patients have a tendency to develop hypomagnesemia, and the treatment consists in correcting the cause, whenever possible, and replacement of magnesium. A reduction in the minimum alveolar concentration (MAC) of inhalational agents in animals and the use of opioids in humans under anesthesia has been demonstrated. CONCLUSIONS: Magnesium sulfate has been used in obstetrics with good results, inhibiting premature labor and in the treatment of eclampsia-associated seizures. It is potentially analgesic and sedative, and could be used as adjuvant during general anesthesia, attenuating the blood pressure response to tracheal intubation and decreasing the need of anesthetics.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El magnesio es un ión predominantemente intracelular. Su efecto bloqueador del receptor NMDA le confiere características analgésicas y sedativas. El objetivo de este artículo, fue revisar la fisiología, la farmacología y la disminución de la concentración plasmática del magnesio, como también de algunas de sus aplicaciones en obstetricia y en anestesia. CONTENIDO: El magnesio es un catión intracelular que posee múltiples funciones: es cofactor de enzimas del metabolismo glicídico y de enzimas de la degradación de los ácidos nucleicos, proteínas y ácidos grasos; regula el paso de los iones transmembrana e interviene en la actividad de varias enzimas. El paciente en estado crítico, presenta una tendencia a la hipomagnesemia, y el tratamiento consiste en corregir la causa cuando es posible, acompañada de la reposición del magnesio. Ya ha quedado demostrada la reducción de la concentración alveolar mínima (CAM), de los agentes inhalatorios en animales y el uso de opioides en humanos bajo anestesia. CONCLUSIONES: El sulfato de magnesio, ha venido siendo utilizado en obstetricia con una buena efectividad para la inhibición del parto prematuro y para el tratamiento de las crisis convulsivas asociadas al cuadro de eclampsia. Es un fármaco con potencial analgésico y sedativo que puede ser utilizado como coadyuvante durante la anestesia general, atenuando la respuesta presórica a la intubación traqueal y disminuyendo la necesidad del uso de anestésicos.