Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420100004&lang=en vol. 60 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Jonnesco</b>: <b>one century of thoracic spinal anesthesia history</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Hemodynamic effects of the combination of dexmedetomidine-fentanyl versus midazolam-fentanyl in children undergoing cardiac surgery with cardiopulmonary bypass</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Avaliar a eficácia da infusão combinada de dexmedetomidina e fentanil na resposta hemodinâmica durante cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea (CEC) em crianças. MÉTODO: Trinta e duas crianças com idade entre 1 mês e 10 anos, agendadas para cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, foram distribuídas de modo aleatório em dois grupos: o Grupo MDZ recebeu midazolam 0,2 mg.kg-1.h-1, enquanto o Grupo DEX recebeu dexmedetomidina 1 µg.kg-1.h-1 durante uma hora e, em seguida, o ritmo de infusão foi reduzido à metade em ambos os grupos. Ambos os grupos receberam fentanil 10 µg.kg-1, midazolam 0,2 mg.h-1 e vecurônio 0,2 mg.kg-1 para indução da anestesia. As mesmas doses de fentanil com vecurônio da indução foram infundidas durante a primeira hora após a indução e, em seguida, reduzidas à metade. As infusões foram iniciadas imediatamente após a indução e mantidas até o final da cirurgia. O isoflurano foi administrado por curto tempo para controle da resposta hiperdinâmica à incisão e esternotomia. RESULTADOS: Em ambos os grupos, a pressão arterial sistólica e a frequência cardíaca reduziram de modo significativo após uma hora de infusão anestésica, porém o aumento da pressão arterial sistólica e diastólica e da frequência cardíaca à incisão da pele foram significantemente menores no Grupo DEX. Um número significativamente menor de pacientes demandaram suplementação com isoflurano no Grupo DEX. Após a CEC, os pacientes de ambos os grupos tiveram respostas hemodinâmicas similares. CONCLUSÕES: A infusão sem bolus de dexmedetomidina parece ser um adjuvante efetivo do fentanil na promoção de sedação e controle das respostas hemodinâmicas durante cirurgia para cardiopatias congênitas em crianças.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: To evaluate the efficacy of the combined infusion of dexmedetomidine and fentanyl on the hemodynamic response during cardiac surgery with cardiopulmonary bypass (CPB) in children. METHODS: Thirty-two children, ages 1 month to 10 years, scheduled for cardiac surgery with cardiopulmonary bypass were randomly divided in two groups: the MDZ Group received midazolam 0.2 mg.kg-1.h-1, while the DEX group received dexmedetomidine 1 µg.kg-1.h-1 during one hour followed be a reduction by half in the rate of infusion in both groups. Both groups received fentanyl 10 µg.kg-1, midazolam 0.2 mg.h-1, and vecuronium 0.2 mg.kg-1 for anesthesia induction. The same doses of fentanyl and vecuronium used during induction were infused during the first hour after induction, followed by a reduction to half. Infusions were initiated immediately after induction and maintained until the end of the surgery. Isoflurane was administered for a short time to control the hyperdynamic response to incision and sternotomy. RESULTS: In both groups, systolic blood pressure and heart rate reduced significantly after one hour of anesthetic infusion, but the increase in systolic and diastolic pressure and heart rate to skin incision were significantly lower in the DEX Group. A significantly lower number of patients demanded supplementation with isoflurane in the DEX Group. After CPB, patients in both groups had similar hemodynamic responses. CONCLUSIONS: Infusion of dexmedetomidine without bolus seems to be an effective adjuvant to fentanyl on the promotion of sedation and control of hemodynamic responses during surgery for congenital cardiopathies in children.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Evaluar la eficacia de la infusión combinada de dexmedetomidina y fentanil en la respuesta hedominámica durante la cirugía cardíaca con circulación extracorpórea (CEC) en niños. MÉTODO: Treinta y dos niños, con edad entre 1 mes y 10 años, citados para cirugía cardíaca con circulación extracorpórea, que fueron distribuidos aleatoriamente en dos grupos: el Grupo MDZ recibió midazolam 0,2 mg.kg-1.h-1, mientras que el Grupo DEX recibió dexmedetomidina 1 µg.kg-1.h-1 durante una hora y enseguida el ritmo de infusión se redujo a la mitad en los dos grupos. Los dos grupos recibieron fentanil 10 µg. kg-1, midazolam 0,2 mg.h-1 y vecuronio 0,2 mg.kg-1 para la inducción de la anestesia. Las mismas dosis de fentanil con vecuronio de la inducción fueron infundidas durante la primera hora después de la inducción y enseguida reducidas a la mitad. Las infusiones fueron iniciadas inmediatamente después de la inducción y mantenidas hasta el final de la cirugía. El isoflurano se administró por un corto tiempo para el control de la respuesta hiperdinámica a la incisión y esternotomía. RESULTADOS: En los dos grupos, la presión arterial sistólica y la frecuencia cardíaca se redujeron ostensiblemente después de una hora de infusión anestésica, pero el aumento de la presión arterial sistólica y diastólica y el de la frecuencia cardíaca al momento de la incisión de la piel, fueron significantemente menores en el Grupo DEX. Un número significativamente menor de pacientes exigió un suplemento con isoflurano en el Grupo DEX. Después de la CEC, los pacientes de los dos grupos tuvieron respuestas hedominámicas similares. CONCLUSIONES: La infusión sin bolo de dexmedetomidina parece ser un adyuvante efectivo del fentanil en la promoción de la sedación y el control de las respuestas hemodinámicas durante la cirugía para las cardiopatías congénitas en niños. <![CDATA[<b>Effects of acute normovolemic hemodilution on blood coagulation</b>: <b>comparison between tests of an in vivo and an in vitro model</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hemodiluição normovolêmica produz resultados conflitantes na hemostasia, pois os trabalhos diferem quanto a tipo de líquido utilizado, profundidade da hemodiluição, método utilizado para avaliar a hemostasia e forma de se produzir hemodiluição. O efeito da hemodiluição na hemostasia pode depender da forma como ela é feita, se no modelo in vivo ou no modelo in vitro. O objetivo deste estudo foi avaliar e comparar a hemostasia em ambos os modelos, em dois diferentes graus de profundidade. MÉTODO: Treze pacientes foram submetidos à hemodiluição normovolêmica aguda e o hematócrito foi reduzido para 30% e 20%. A volemia foi mantida com lactato de Ringer. Foram colhidas amostras de sangue para avaliação da hemostasia nos momentos M1 antes da hemodiluição, M2 20 minutos após a obtenção do hematócrito de 30% e M3 20 minutos após a obtenção do hematócrito de 20%. Antes da hemodiluição, amostras de sangue foram colhidas para a realização da hemodiluição em um tubo de ensaio. Os graus de hemodiluição no tubo de ensaio (in vitro) foram os mesmos que os produzidos nos pacientes (in vivo). A hemostasia foi avaliada por meio dos tempos de protrombina, tromboplastina parcial ativado e de trombina e da quantificação do fibrinogênio. RESULTADOS: O comportamento dos testes que avaliaram a hemostasia foi idêntico nos dois modelos utilizados. Houve aumento do TP, do TTPA e do TT e diminuição da concentração de fibrinogênio. Quanto maior o grau de hemodiluição, maior o comprometimento da coagulação. CONCLUSÕES: O modelo in vitro pode substituir o modelo in vivo na avaliação da hemostasia durante hemodiluição normovolêmica aguda.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Normovolemic hemodilution produces conflicting results on hemostasis, since works differ according to the fluids used, degree of hemodilution, method used to evaluate hemostasis, and the way used to produce hemodilution. The effects of hemodilution on hemostasis can depend on how it is done and whether an in vivo or an in vitro model is used. The objective of this study was to evaluate and compare hemostasis in two different degrees of hemodilution in both models. METHODS: Thirteen patients underwent acute normovolemic hemodilution with a reduction in hematocrit to 30% and 20%. Volemia was maintained with Ringer's lactate. Blood samples for evaluation of hemostasis were collected at moments M1 before hemodilution, M2 20 minutes after obtaining a hematocrit of 30%, and M3 20 minutes after obtaining a hematocrit of 20%. Before hemodilution, blood samples were collected to perform hemodilution in a test tube. The degree of hemodilution in the test tube (in vitro) was the same as that produced in the patients (in vivo). Hemostasis was evaluated by the prothrombin time, partial activated thromboplastin time, and thrombin time, and by quantifying fibrinogen. RESULTS: The behavior of the tests that evaluated hemostasis was identical in both models. An increase in PT, aPTT, and TT, as well as a reduction in the concentration of fibrinogen was observed. The higher degree of hemodilution was associated with greater compromise of coagulation. CONCLUSIONS: The in vitro model can substitute the in vivo mode in the evaluation of hemostasis during acute normovolemic hemodilution.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La Hemodilución normovolémica produce resultados conflictivos en la hemostasia, porque los trabajos se diferencian en cuanto al tipo de líquido utilizado, profundidad de la hemodilución, método utilizado para evaluar la hemostasia y forma de producir la hemodilución. El efecto de la hemodilución en la hemostasia puede depender de la forma como ella se realiza, si es en el modelo in vivo o en el modelo in vitro. El objetivo de este estudio fue evaluar y comparar la hemostasia en los dos modelos, en dos diferentes grados de profundidad. MÉTODO: Trece pacientes se sometieron a la hemodilución normovolémica aguda y el hematocrito fue reducido para 30% y 20%. La volemia se mantuvo con Ringer con lactato. Se recogieron muestras de sangre para evaluación de la hemostasia en los momentos M1 (antes de la Hemodilución, M2 20 minutos después de la obtención del hematocrito de 30%) y M3 (20 minutos después de la obtención del hematocrito de 20%). Antes de la Hemodilución, muestras de sangre se recogieron para la realización de la Hemodilución en un tubo de ensayo. Los grados de Hemodilución en el tubo de ensayo (in vitro) fueron los mismos que los producidos en los pacientes (in vivo). La hemostasia fue evaluada por medio de los tiempos de protrombina, tromboplastina parcial activado, trombina y de la cuantificación del fibrinógeno. RESULTADOS: El comportamiento de los tests que evaluaron la hemostasia fue idéntico en los dos modelos utilizados. Hubo un aumento del TP, del TTPA y del TT y una reducción de la concentración de fibrinógeno. Mientras mayor el grado de hemodilución, mayor el comprometimiento de la coagulación. CONCLUSIONES: El modelo in vitro puede reemplazar al modelo in vivo en la evaluación de la hemostasia durante la hemodilución normovolémica aguda. <![CDATA[<b>Evaluating the depth of the epidural space with the use of ultrasound</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi avaliar o uso do ultrassom na determinação da profundidade do espaço peridural. MÉTODO: Sessenta pacientes foram alocados prospectivamente tendo a identificação do espaço intervertebral L3-L4 inicialmente feita pelo método palpatório. Posteriormente, utilizou-se o método ultrassonográfico, realizando-se a medida da profundidade do espaço peridural (PU). Após a punção peridural, foram anotadas as medidas da profundidade (PA). Realizaram-se estatísticas descritivas dos dados e calculou-se o coeficiente de correlação de concordância e análise de Bland-Altman, com intervalo de 95% de confiança para as medidas de profundidade. RESULTADOS: A análise de concordância entre o método palpatório e ultrassonográfico foi de 86,6%. Foram obtidos valores médios de PU 4,97 ± 0,51 cm e PA 4,97 ± 0,71 cm e coeficiente de correlação de Pearson de 0,66, enquanto a análise Bland-Altman revelou diferença média de 0,0035 ± 0,53 cm, com limite de 95% de confiança entre -0,228 a 0,221. CONCLUSÕES: A ultrassonografia é uma ferramenta precisa para a determinação da profundidade do espaço peridural.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The objective of the present study was to evaluate the use of the ultrasound on the determination of the depth of the epidural space. METHODS: Sixty patients were included in this prospective study; the L3-L4 space was initially identified by palpation followed by the ultrasound measuring the depth of the epidural space (PU). After the epidural puncture the measurements o the depth (PA) were recorded. The data underwent descriptive statistics, and the concordance correlation coefficient and Bland-Altman analysis, with 95% confidence interval were calculated. RESULTS: Analysis of concordance between the palpation and ultrasound methods was 86.6%. Mean values of PU obtained were 4.97 ± 0.51 cm and PA 4.97 ± 0.71 cm, and Pearson correlation coefficient of 0.66 while Bland-Altman analysis revealed a mean difference of 0.0035 ± 0.53 cm with 95% confidence interval between -0.228 and 0.221. CONCLUSIONS: The ultrasound is a precise tool to determine the depth of the epidural space.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El objetivo de este estudio fue evaluar el uso del ultrasonido para la determinación de la profundidad del espacio epidural. MÉTODO: Sesenta pacientes fueron ubicados, prospectivamente teniendo la identificación del espacio intervertebral L3-L4 inicialmente realizada por el método de palpación. Posteriormente se usó el método de ultrasonido, y se realizó la medida de la profundidad del espacio epidural (PU). Después de la punción epidural, se anotaron las medidas de la profundidad (PA). Se midieron las estadísticas descriptivas de los datos y se calculó el coeficiente de correlación de concordancia y análisis de Bland-Altman, con un intervalo de un 95% de confianza para las medidas de profundidad. RESULTADOS: El análisis de concordancia entre el método de palpación y el ultrasonido fue de un 86,6%. Se obtuvieron valores promedios de PU 4,97 ± 0,51 cm y PA 4,97 ± 0,71 cm y un coeficiente de correlación de Pearson de 0,66, mientras el análisis Bland-Altman arrojó una diferencia promedio de 0,0035 ± 0,53 cm, con un límite de un 95% de confianza entre -0,228 a 0,221. CONCLUSIONES: El ultrasonido es un instrumento preciso para la determinación de la profundidad del espacio epidural. <![CDATA[<b>Prevalence and predictive factors of urinary retention assessed by ultrasound in the immediate post-anesthetic period</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Retenção urinária é uma condição frequente na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA). Sobredistensão vesical e consequente lesão do detrusor da bexiga são situações passíveis de prevenção. A ultrassonografia permite medida confiável do volume urinário, determinando a prevalência da distensão vesical pós-operatória. Este estudo teve como objetivo determinar a prevalência de retenção urinária pós-operatória e identificar fatores independentes de previsão de sua ocorrência. MÉTODO: Prospectivamente, foram incluídos no estudo 257 pacientes admitidos na SRPA. As variáveis coletadas incluíram: idade, sexo, estado físico, local da cirurgia, tipo de anestesia, tempos cirúrgico e anestésico, uso ou não de opioides, volume de fluidos administrados, história prévia de sintomas urinários. Medidas do volume vesical foram feitas, por ultrassonografia, na admissão e na alta da SRPA. O critério para caracterizar retenção urinária foi: volume vesical igual ou maior que 600 mL, associado à incapacidade de micção espontânea 30 minutos após o diagnóstico. Análises univariadas e multivariadas foram utilizadas para identificar os fatores preditivos independentes. RESULTADOS: Ocorreu retenção urinária em 19 pacientes (7,39%). Os fatores preditivos independentes identificados foram o volume urinário igual ou maior que 360 mL na admissão à SRPA (Qui-quadrado de Mantel-Haenszel (1 gl) = 18,76; p < 0,01), com razão de chances de 9,82 (intervalo de confiança 95% = 3,26 29,55) e as cirurgias sobre os membros inferiores (Qui-quadrado de Mantel-Haenszel (1 gl) = 5,33; p = 0,02), com razão de chances de 4,33 (intervalo de confiança 95% = 1,34 14,02). CONCLUSÕES: dada a prevalência da retenção urinária, sugere-se avaliação sistemática do volume urinário na SRPA, par ticular mente naqueles portadores de fatores preditivos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Urinary retention is a common condition in the post-anesthetic care unit (PACU). Vesical overdistension and consequent damage of the detrusor muscle of the urinary bladder represent situations that can be prevented. The ultrasound allows the reliable measurement of the urinary volume, determining the prevalence of postoperative vesical distension. The objective of the present study was to determine the prevalence of postoperative urinary retention and identify independent predictive factors. METHODS: Two-hundred and fifty-seven patients admitted to the PACU were included prospectively in this study. Parameters collected included: age, gender, physical status, site of surgery, type of anesthesia, time of the surgery and anesthesia, use of opioids, volume of fluids administered, and history of urinary symptoms. Vesical volumes were measured by ultrasound after admission and upon discharge from the PACU. The criteria to characterize urinary retention were: vesical volume equal or higher than 600 mL associated with incapacity of spontaneous micturition for 30 minutes after the diagnosis. Univariate and multivariate analyses were used to indentify independent predictive factors. RESULTS: Urinary retention was observed in 19 patients (7.39%), independent predictive factors identified included urinary volume equal to or greater than 360 mL upon admission to the PACU (Mantel-Haenszel Chi-square test (1 dF) = 18.76; p < 0.01), with an odds ratio of 9.82 (95% confidence interval = 3.26-29.55) and surgeries of the lower limbs (Mantel-Haenszel Chi-square test (1 dF) = 5.33; p = 0.02), with odds ratio of 4.33 (95% confidence interval = 1.34-14.02). CONCLUSIONS: Due to the prevalence of urinary retention, we suggest that a systematic evaluation of the urinary volume at the PACU should be done, especially in those patients with predictive factors.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La retención urinaria es una condición frecuente en la sala de recuperación postanestésica (SRPA). La sobredistensión vesical y la consecuente lesión del detrusor de la vejiga son situaciones que se pueden prevenir. El ultrasonido permite una medida confiable del volumen urinario, determinando la prevalencia de la distensión vesical postoperatoria. Este estudio tuvo el objetivo de determinar la prevalencia de retención urinaria postoperatoria e identificar los factores independientes de previsión para su aparecimiento. MÉTODO: Doscientos cincuenta y siete pacientes admitidos en la SRPA fueron prospectivamente incluidos en el estudio. Las variables recolectadas incluyeron: edad, sexo, estado físico, local de la cirugía, tipo de anestesia, tiempos quirúrgico y anestésico, uso o no de opioides, volumen de fluidos administrados, e historial previo de síntomas urinarios. Las medidas del volumen vesical fueron realizadas por ultrasonido, en la entrada y en el alta de la SRPA. El criterio para caracterizar la retención urinaria fue el volumen vesical igual o mayor que 600 mL, asociado a la incapacidad de micción espontánea 30 minutos después del diagnóstico. Los análisis univariados y multivariados fueron utilizados para identificar los factores predictivos independientes. RESULTADOS: Ocurrió una retención urinaria en 19 pacientes (7,39%). Los factores predictivos independientes identificados fueron el volumen urinario igual o mayor que 360 mL en la admisión a la SRPA (Cui-cuadrado de Mantel-Haenszel (1 gl.) = 18,76; p < 0,01), con razón de chances de 9,82 (intervalo de 95% de confianza = 3,26 29,55) y las cirugías sobre los miembros inferiores (Cui-cuadrado de Mantel-Haenszel (1 gl.) = 5,33; p = 0,02), con razón de chances de 4,33 (intervalo de un 95% de confianza = 1,34 14,02). CONCLUSIONES: dada la prevalencia de la retención urinaria, se sugiere una evaluación sistemática del volumen urinario en la SRPA, particularmente en los pacientes portadores de factores predictivos. <![CDATA[<b>Phenylephrine for blood pressure control in elective cesarean section</b>: <b>therapeutic versus prophylactic doses</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia raquídea é utilizada com frequência em casos de cesariana e se algumas medidas profiláticas não forem adotadas a incidência de hipotensão arterial é superior a 80%. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da fenilefrina quando administrada terapêutica ou profilaticamente para a manutenção da pressão arterial em pacientes submetidas à anestesia raquídea para cesarianas eletivas. MÉTODO: Foram estudadas 120 gestantes submetidas a cesarianas eletivas sob anestesia raquídea, alocadas aleatoriamente em três grupos iguais, conforme o regime de administração de fenilefrina. No Grupo 1, administrou-se fenilefrina em infusão contínua, em bomba de infusão, na dose de 0,15 µg.Kg-1.min-1 após a anestesia raquídea. No Grupo 2, foi administrada fenilefrina em dose única, de forma profilática, na dose de 50 µg após a anestesia raquídea e, no Grupo 3, fenilefrina em dose única de 50 µg em caso de hipotensão arterial definida como queda da PAS e/ou PAD de até 20% em relação à média dos valores basais. Avaliou-se a incidência de hipotensão arterial, náuseas, vômitos e do índice de Apgar. RESULTADOS: A incidência de hipotensão arterial foi significativamente maior no Grupo 3, ocorrendo em 85% das gestantes. Nos Grupos 1 e 2, ocorreu em 17,5% e 32,5% dos casos, respectivamente (p < 0,001). A incidência de náuseas foi bem superior no Grupo 3, ocorrendo em 40% das pacientes, enquanto nos Grupos 1 e 2 a incidência foi de 10% e 15%, respectivamente, apresentando significância estatística. CONCLUSÕES: De acordo com a metodologia empregada, o estudo mostra que a infusão contínua profilática de fenilefrina iniciada imediatamente após a realização da anestesia raquídea para cesariana é mais efetiva para reduzir a incidência de hipotensão arterial e os efeitos colaterais maternos e fetais.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal block is commonly used in cesarean sections and, if some prophylactic measures are not taken, the incidence of hypotension is higher than 80%. The objective of this study was to compare the efficacy of the administration of therapeutic or prophylactic doses of phenylephrine to maintain blood pressure in patients undergoing spinal block for elective cesarean section. METHODS: One hundred and twenty gravidas undergoing elective cesarean sections under spinal block, randomly divided in three equal groups according to the regimen of phenylephrine administered, were included in this study. In Group 1, continuous infusion of phenylephrine, using an infusion pump at 0.15 µg.kg-1.min-1 was administered after the spinal block. In Group 2, a single dose of prophylactic phenylephrine 50 µg was administered after the spinal block, and Group 3 received a single dose of phenylephrine 50 µg in case of hypotension, which was defined as a drop in SBP and/or DBP of up to 20% of baseline levels. The incidence of hypotension, nausea, and vomiting as well as the Apgar score were evaluated. RESULTS: The incidence of hypotension was significantly greater in Group 3, affecting 85% of the gravidas. In Groups 1 and 2 hypotension was seen in 17.5% and 32.5% of the cases respectively (p < 0.001). The incidence of nausea was much higher in Group 3 affecting 40% of the patients while in Groups 1 and 2 it was 10% and 15% respectively which was statistically significant. CONCLUSIONS: According to the methodology used, this study showed that prophylactic continuous infusion of phenylephrine initiated immediately after the spinal block for cesarean section is more effective in reducing the incidence of hypotension and maternal and fetal side effects.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La raquianestesia se usa a menudo en casos de cesárea y si algunas medidas profilácticas no se adoptan, la incidencia de hipotensión arterial es superior al 80%. El objetivo de este estudio fue comparar la eficacia de la fenilefrina cuando se administra terapéutica o profilácticamente para el mantenimiento de la presión arterial en pacientes sometidas a la raquianestesia para cesáreas electivas. MÉTODO: Se estudiaron 120 gestantes sometidas a cesáreas electivas bajo raquianestesia, ubicadas aleatoriamente en tres grupos iguales, conforme al régimen de administración de fenilefrina. En el Grupo 1, se administró fenilefrina en infusión continua, con bomba de infusión en dosis de 0,15 µg.Kg-1.min-1 después de la raquianestesia. En el Grupo 2, fue administrada fenilefrina en dosis única, de forma profiláctica, en dosis de 50 µg después de la raquianestesia, y en el Grupo 3, fenilefrina en dosis única de 50 µg en el caso de hipotensión arterial definida como una caída de la PAS y/o PAD en hasta un 20% con relación al promedio de los valores basales. Se evaluó la incidencia de hipotensión arterial, náuseas, vómitos y el índice de Apgar. RESULTADOS: La incidencia de hipotensión arterial fue significativamente más elevada en el Grupo 3, acaeciendo en un 85% de las embarazadas. En los Grupos 1 y 2, ocurrió en un 17,5% y 32,5% de los casos respectivamente (p < 0,001). La incidencia de náuseas fue bastante superior en el Grupo 3 en un 40% de las pacientes, mientras que en los Grupos 1 y 2 la incidencia fue de un 10% y un 15% respectivamente, presentando significancia estadística. CONCLUSIONES: A tono con la metodología utilizada, el estudio muestra que la infusión continua profiláctica de fenilefrina iniciada inmediatamente después de la realización de la raquianestesia para cesárea, es más efectiva en la reducción de la incidencia de hipotensión arterial y los efectos colaterales maternos y fetales. <![CDATA[<b>Evaluating the cost of drugs used in the outpatient treatment of chronic pain</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor crônica é muito prevalente e o custo do tratamento pode ter impacto relevante sobre as pessoas e a sociedade. O objetivo deste estudo foi avaliar os custos mensais médios dos medicamentos para tratamento ambulatorial da dor crônica. MÉTODO: Neste estudo, analisou-se o custo de medicamentos empregados por 233 pacientes com dor crônica (117 com dor nociceptiva, 59 com dor neuropática e 57 com dor mista) e atendidos no Centro Alfa da UNIFESP, entre janeiro de 2004 e janeiro de 2008. RESULTADOS: A média de custos geral foi de R$127,74 (custo mínimo de R$5,00 e máximo de R$780,00). CONCLUSÕES: O estudo revelou que os custos de medicamentos não diferem de forma significativa, levando-se em conta o tipo de dor envolvida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Chronic pain is very prevalent and the cost of its treatment can cause a relevant impact on people and society. The objective of this study was to evaluate the monthly cost of drugs used in the outpatient treatment of chronic pain. METHODS: In the present study the cost of the drugs used by 233 patients with chronic pain (117 with nociceptive pain, 59 with neuropathic pain, and 57 with mixed pain) followed at the Alpha Center of UNIFESP between January 2004 and January 2008 was evaluated. RESULTS: The mean general cost was R$ 127.74 (from R$ 5.00 to R$ 780.00). CONCLUSIONS: This study showed that the cost of the drugs does not differ significantly taking into consideration the type of pain.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor crónico ocurre muy a menudo y el coste del tratamiento puede tener un impacto relevante en las personas y en la sociedad. El objetivo de este estudio fue evaluar los costes mensuales promedios de los medicamentos para el tratamiento ambulatorial del dolor crónico. MÉTODO: En este estudio, analizamos el coste de los medicamentos utilizados por 233 pacientes con dolor crónico (117 con dolor nociceptivo, 59 con dolor neuropático y 57 con dolor mixto), y que fueron atendidos en el Centro Alfa de la UNIFESP, entre enero de 2004 y enero de 2008. RESULTADOS: El promedio general de los costes rondó los R$ 127,74 (coste mínimo de R$ 5,00 y máximo de R$ 780,00). CONCLUSIONES: El estudio reveló que los costes de medicamentos no son diferentes de forma significativa, teniendo en cuenta el tipo de dolor que existe. <![CDATA[<b>Ventilatory strategies for hypoxemia during cardiac surgery</b>: <b>survey validation for anesthesiologists in Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A hipoxemia perioperatória ocorre frequentemente em cirurgia cardíaca e a atelectasia é sua principal causa. Além disso, podemos citar como causas circulação extracorpórea (CEC), dissecção de artérias torácicas internas, status clínico prévio do paciente, entre outras. O presente estudo elaborou um questionário anônimo para observar as estratégias ventilatórias frente à hipoxemia em cirurgia cardía ca adotadas por cinco mil anestesiologistas distribuídos no país. MÉTODO: Foram enviados questionários por e-mail a cinco mil anestesiologistas do Brasil. RESULTADOS: Dos questionários enviados, foram recebidas 81 respostas válidas. Dentre as respostas, 65 (80%) anestesiologistas fazem uso da ventilação controlada a volume (VCV) frente a 16 (20%) que preferem ventilação controlada à pressão (PCV). O volume (Vt) corrente utilizado é inferior a 10 mL.kg-1 para 46 (61%) contra 29 (39%) que adotam um Vt maior que 10 mL.kg-1. Quarenta e sete (58%) usam PEEP e 17 (21%) utilizam FiO2 acima de 60%. No caso de hipoxemia intraoperatória, 20,9% aumentam ou introduzem PEEP, 70,3% aumentam a FiO2, 19,7% realizam manobra de recrutamento alveolar, 13,5% aumentam o volume-corrente e 20,9% realizam checagem de falhas no aparelho de anestesia. As respostas foram enviadas de 15 estados. CONCLUSÕES: As condutas descritas nos questionários respondidos são compatíveis com a literatura internacional. Com ajuste no formato do questionário e na abordagem aos anestesiologistas, novos estudos poderão ser realizados.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Perioperative hypoxemia is common in cardiac surgeries, and atelectasis is the main cause. Besides, we can mention extracorporeal circulation (ECC), dissection of internal thoracic arteries, and previous clinical status of the patient among others as its causes. The present study elaborated an anonymous questionnaire to observe ventilatory strategies for hypoxemia in cardiac surgeries adopted by five thousand anesthesiologists all over the country. METHODS: Questionnaires were sent via e-mail for five thousand anesthesiologists in Brazil. RESULTS: Out of the questionnaires sent, 81 valid responses were received. Among the answers, 65 (80%) anesthesiologists use volume-controlled ventilation (VCV), while 16 (20%) prefer pressure-controlled ventilation (PCV). The tidal volume (Vt) used is lower than 10 mL.kg-1, for 46 (61%) versus 20 (30%) who adopt a Vt greater than 10 mL.kg-1. Forty-seven (58%) use PEEP and 15 (21%) use FiO2 above 60%. In the case of intraoperative hypoxemia, 20.9% increase or introduce PEEP, 70.3% increase the FiO2, 19.7% use alveolar recruitment maneuvers, 13.5% increase the tidal volume, and 20.9% check for the presence of failures in the anesthesia equipment. Responses were sent from 15 states. CONCLUSIONS: The conducts described in the questionnaires are compatible with those of the international literature. Adjusting the questionnaires format and the way to approach anesthesiologists, new studies could be undertaken.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hipoxemia perioperatoria ocurre frecuentemente en la cirugía cardíaca, y la atelectasia es su principal causa. Además, podemos citar como causas la circulación extracorpórea (CEC), disección de arterias torácicas internas, status clínico previo del paciente, entre otras. El presente estudio elaboró un cuestionario anónimo para observar las estrategias ventilatorias frente a la hipoxemia en cirugía cardíaca adoptadas por cinco mil anestesiólogos en todo el país. MÉTODO: Fueron enviados cuestionarios por e-mail a cinco mil anestesiólogos de Brasil. RESULTADOS: De los cuestionarios enviados, se recibieron 81 respuestas válidas. Entre las respuestas, 65 (80%) anestesiólogos usan ventilación controlada a volumen (VCV) frente a 16 (20%) que prefieren la ventilación controlada a presión (PCV). El volumen (Vt) corriente utilizado es inferior a 10 mL.kg-1 para 46 (61%) contra 29 (39%) que adoptan un Vt mayor que 10 mL.kg-1. Cuarenta y siete (58%) usan PEEP y 17 (21%) utilizan FiO2 por encima del 60%. En el caso de hipoxemia intraoperatoria, 20,9% aumentan o introducen PEEP, un 70,3% aumentan la FiO2, un 19,7% realizan maniobra de reclutamiento alveolar, un 13,5% aumentan el volumen corriente y un 20,9% realizan el chequeo de fallas en el aparato de anestesia. Las respuestas fueron enviadas desde 15 estados. CONCLUSIONES: Las conductas descritas en los cuestionarios respondidos están a tono con la literatura internacional. Nuevos estudios se podrán hacer ajustando el formato del cuestionario y el abordaje a los anestesiólogos. <![CDATA[<b>Evaluation of transoperatory ventilation modalities by a questionnaire</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os aparelhos de anestesia vêm possibilitando reduzir repercussões fisiológicas e problemas causados por ventilação mecânica. O objetivo deste estudo foi avaliar, retrospectivamente, os métodos e recursos de suporte ventilatório utilizados por um grupo de anestesiologistas em pacientes sem lesão pulmonar prévia no período intraoperatório. MÉTODO: Um questionário anônimo, com 27 questões objetivas, foi aplicado em um grupo composto por médicos anestesiologistas e em especialização que atuam em diferentes hospitais privados na cidade de São Paulo. Os questionários foram aplicados em um período de 15 dias. Observaram-se os padrões ventilatórios, a pressão positiva ao final da expiração (PEEP), o recrutamento alveolar e o cálculo do volume-corrente empregado com intubação traqueal. RESULTADOS: Os participantes foram predominantemente do sexo masculino, 40,5% com título superior em Anestesiologia (TSA), e a maioria concluiu a especialização há menos de 10 anos. A maior parte dos anestesiologistas faz uso de PEEP rotineiramente, entre 5 e 10 cmH2O. Fluxo de gases frescos acima de 1.000 mL.min-1 ainda é utilizado pela maior parte dos anestesiologistas. Manobras de recrutamento alveolar são realizadas por 80% dos entrevistados, logo após a intubação e antes da desintubação, sendo a estratégia mais comum a insuflação com 40 cmH2O por 15 segundos. Quanto às estratégias protetoras de ventilação, apenas 30% utilizam volume-corrente < 7 mL.kg-1, com frações inspiradas de oxigênio entre 40% e 60%. CONCLUSÕES: Este estudo descritivo permite afirmar que, nos hospitais avaliados, grande parte dos anestesiologistas utiliza recursos visando minimizar eventual repercussão da ventilação controlada mecânica. Esses dados podem orientar o desenvolvimento de programas de educação médica continuada em ventilação mecânica associada à anestesia, visando à segurança e à melhora do atendimento ao paciente.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anesthesia devices have been making it possible to reduce the physiological repercussions and problems caused by mechanical ventilation. The objective of this study was to evaluate, retrospectively, ventilatory methods and support resources used by a group of anesthesiologists in patients without prior lung damage in the intraoperative period. METHODS: A non-identifiable questionnaire composed of 27 questions was applied to a group of anesthesiologists and anesthesiology residents who work at different private hospitals in the city of São Paulo. The questionnaires were applied over a 15-day period. Ventilation patterns, positive end-expiratory pressure (PEEP), alveolar recruitment maneuvers, and the calculation of the tidal volume used with tracheal intubation were observed. RESULTS: Participants were predominantly males, 40.5% bearing the Anesthesiology Superior Title (TSA), and the majority concluded their residency less than 10 years ago. Most anesthesiologists used PEEP, between 5 and 10 cmH2O, routinely. Fresh gas flow above 1,000 mL.min-1 is still used by most anesthesiologists. Alveolar recruitment maneuvers were performed by 80% of those interviewed, shortly after intubation and before removing the ET tube with the most common strategy insufflation with 40 cmH2O for 15 seconds. As for strategies to protect ventilation, only 30% used a tidal volume with less than 7 mL.kg-1 with inspired oxygen fraction between 40% and 60%. CONCLUSIONS: This descriptive study allows us to state that in the hospitals evaluated the majority of anesthesiologists uses resources to minimize eventual repercussions of controlled mechanical ventilation. This data can orient the development of continuing medical education programs in mechanical ventilation associated with anesthesia aiming to safety and improvement of patient care.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Los aparatos de anestesia han venido posibilitando la reducción de las repercusiones fisiológicas y de los problemas causados por la ventilación mecánica. El objetivo de este estudio fue evaluar de forma retrospectiva, los métodos y los recursos de ayuda ventilatoria utilizados por un grupo de anestesiólogos en pacientes sin lesión pulmonar previa en el período intraoperatorio. MÉTODO: Un cuestionario no identificado, con 27 preguntas objetivas, se aplicó a un grupo compuesto por médicos anestesiólogos y en especialización que actúan en diferentes hospitales privados en la ciudad de São Paulo. Los cuestionarios se aplicaron en un período de 15 días. Se observaron los estándares ventilatorios, la presión positiva al final de la expiración (PEEP), el reclutamiento alveolar y el cálculo del volumen corriente que se usó con intubación traqueal. RESULTADOS: Los participantes fueron predominantemente del sexo masculino, un 40,5% con título superior en Anestesiología (TSA), y la mayoría que terminó la especialización hace menos de 10 años. La mayor parte de los anestesiólogos utiliza el PEEP como rutina, entre 5 y 10 cmH2O. Gran parte de los anestesiólogos todavía usa el flujo de gases frescos por encima de 1000 mL.min-1. Las maniobras de reclutamiento alveolar son hechas por un 80% de los entrevistados después de la intubación y antes de la retirada de los tubos, siendo la estrategia más común la insuflación con 40 cmH2O por 15 segundos. En cuanto a las estrategias protectoras de ventilación, apenas 30% utilizan volumen corriente < 7 mL.kg-1, con fracciones inspiradas de oxígeno entre 40 y 60%. CONCLUSIONES: Este estudio descriptivo permite afirmar que en los hospitales evaluados, gran parte de los anestesiólogos utiliza recursos para minimizar una eventual repercusión de la ventilación controlada mecánica. Esos datos pueden orientar el desarrollo de programas de educación médica continua en ventilación mecánica, asociada a la anestesia para garantizar así la seguridad y la mejoría de la atención al paciente. <![CDATA[<b>Ultrasound-guided femoral and sciatic nerve blocks in an anticoagulated patient</b>: <b>relato de casos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O uso de ultrassom para guiar a punção em bloqueios de nervos periféricos tem-se tornado cada vez mais frequente. Com a menor probabilidade de promover lesões vasculares, o ultrassom torna-se uma ferramenta interessante na realização de bloqueios periféricos, especialmente nos pacientes em uso de anticoagulantes ou com distúrbios da coagulação. O objetivo foi relatar dois casos em que se realizaram os bloqueios isquiático e femoral guiados por ultrassom em pacientes anticoagulados. RELATO DOS CASOS: No primeiro caso, a cirurgia realizada consistiu na amputação de antepé esquerdo devido a necrose e sinais de infecção e, no segundo caso, em limpeza cirúrgica de joelho esquerdo. Os pacientes apr esentavam distúrbios de coagulação com atividade de protrombina e tempo de tromboplastina ativado acima dos valores da normalidade. Ambos os pacientes foram submetidos a bloqueio femoral e isquiático guiados por ultrassom, evoluindo sem alteração motora ou sensitiva nos territórios desses nervos e sem hematoma no local da punção. CONCLUSÕES: A anticoagulação impõe certas restrições à aplicação das técnicas anestésicas regionais clássicas. Com o avanço dos equipamentos e métodos de ultrassom, hoje é possível identificar com alta precisão estruturas vasculares e neurais. Isso possibilita que a punção guiada por ultrassom seja mais precisa, tanto para atingir a área de interesse como para minimizar os riscos de lesão vascular acidental. Até o presente, não se recomenda a realização de bloqueio periférico em pacientes anticoagulados ou portadores de coagulopatias. Entretanto, considerando que há poucos relatos sobre bloqueios regionais com ultrassom em situações de coagulopatias, a segurança de tal técnica nessas condições ainda não foi estabelecida.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The use of the ultrasound to guide the puncture in peripheral nerve blocks has become increasingly more frequent. With the lower probability of promoting vascular damage the ultrasound has become an interesting tool in peripheral nerve blocks especially in patients in use of anticoagulants or with coagulopathies. The objective of this article was to report two cases in which ultrasound-guided sciatic and femoral nerve blocks were performed in anticoagulated patients. CASE REPORTS: In the first case, the patient underwent amputation of the left forefoot due to necrosis and signs of infection, and in the second case, surgical cleaning of the left knee. Patients had changes in coagulation with levels of activity of prothrombin and activated partial thromboplastin time above normal limits. Both patients underwent ultrasound-guided femoral and sciatic nerve blocks, evolving without motor or sensorial changes in the territories of those nerves and without hematoma at the site of puncture. CONCLUSIONS: Anticoagulation imposes some restrictions to classical regional anesthetic techniques. With the development of ultrasound equipment and methods, it is now possible to accurately identify vascular and neural structures. This allows ultrasound-guided puncture to be more precise, both to achieve the area of interest and to minimize the risks of accidental vascular damage. Until now, peripheral block was not recommended in anticoagulated patients or in those with coagulopathies. However, considering that few reports on ultrasound-guided regional blocks in coagulopathies can be found in the literature, the safety of this technique in this condition has yet to be established.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso del ultrasonido para guiar la punción en bloqueos de nervios periféricos se ha convertido cada vez más en una práctica frecuente. Con la menor probabilidad de promover lesiones vasculares, el ultrasonido se convierte en un instrumento interesante en la realización de bloqueos periféricos, especialmente en los pacientes que usan anticoagulantes o con disturbios de la coagulación. El objetivo de este estudio fue relatar dos casos en que se realizaron los bloqueos isquiático y femoral guiados por ultrasonido en pacientes anticoagulados. RELATO DE LOS CASOS: En el primer caso, la cirugía realizada consistió en la amputación del pie anterior izquierdo en función de una necrosis y de señales de infección. El segundo caso, fue una limpieza quirúrgica de la rodilla izquierda. Los pacientes presentaron disturbios de coagulación con una actividad de protrombina y tiempo de tromboplastina activado por encima de los valores normales. Los dos pacientes se sometieron al bloqueo femoral e isquiático guiado por ultrasonido, evolucionando sin alteración motora o sensitiva en los territorios de esos nervios y sin hematoma en la región local de la punción. CONCLUSIONES: La anticoagulación impone ciertas restricciones a la aplicación de las técnicas anestésicas regionales clásicas. Con el avance de los equipos y métodos de ultrasonido, hoy por hoy se puede identificar con alta precisión las estructuras vasculares y neurales. Eso posibilita que la punción guiada por ultrasonido sea más exacta, tanto para alcanzar el área de interés como para minimizar los riesgos de lesión vascular accidental. Hasta el presente momento, no se recomienda la realización de bloqueo periférico en pacientes anticoagulados o portadores de coagulopatías. Sin embargo, considerando que existen pocos relatos sobre bloqueos regionales con ultrasonido en situaciones de coagulopatías, la seguridad de tal técnica en esas condiciones todavía no se ha establecido. <![CDATA[<b>Severe carbamazepine-induced cutaneous reaction in the treatment of post-herpetic neuralgia</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O herpes zoster tem como principal complicação a neuralgia pós-herpética (NPH). Utiliza-se para o tratamento a carbamazepina (CXB), um anticonvulsivante bem tolerado, porém frequentemente associado a reações Cutâneas graves, como, por exemplo, a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a necrólise epidérmica tóxica (NET). O objetivo deste trabalho é relatar um caso de SSJ/NET secundário ao uso de CBZ em paciente com NPH. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, com dor contínua em região torácica e dorso, intensa, em queimação, fisgada, choque, alteração de força de membro superior ipsilateral e sudorese. Apresentava lesões crostosas e eritematosas em região dorsal do tórax, com alodinia e disestesias em dermátomo acometido. Iniciou-se CBZ 300 mg.dia-1, amitriptilina (AMT) 12,5 mg à noite e infiltração com anestésico local na região afetada. Após 15 dias, referia mal-estar, febre, dores musculares e artralgias com rash cutâneo leve e inespecífico. Retirou-se a carbamazepina imediatamente. Uma semana depois, foi internada com urticária e exantema generalizados, erupções Cutâneas eritematosas, bolhosas e máculas purpúricas por todo o corpo. A impressão era de SSJ/NET induzida por carbamazepina. Houve progressiva piora do quadro, com aumento do número e do tamanho das lesões Cutâneas, além de rash eritematoso macular generalizado, áreas de necrose e erosões, com destacamento simétrico da epiderme em face, pescoço, tórax, dorso e membros acometendo mais de 50% da área de superfície, além de envolvimento da mucosa bucal, conjuntival e genital com erosões vesiculares. Apresentou piora funcional progressiva, evoluindo com choque séptico e falência múltipla de órgãos, indo a óbito. CONCLUSÕES: A SSJ/NET é uma reação Cutânea grave com potencial para morbidade e mortalidade elevadas e que demanda intervenção rápida e tratamento adequado. Fica também o alerta para o uso da carbamazepina, que deve sempre ser supervisionado, especialmente em idosos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Post-herpetic neuralgia (PHN) is the main complication of herpes zoster. Carbamazepine (CBZ), a well-tolerated anticonvulsant, but frequently associated with severe cutaneous reactions, such as the Stevens-Johnson syndrome (SJS) and toxic epidermal necrolysis (TEN) is used in the treatment of this complication. The objective of this article was to report a case of SJS/TEN secondary to CBZ in a patient with PHN. CASE REPORT: This is a female patient with continuous severe, burning, chock-like pain in the thoracic region and dorsum associated with reduced strength in the ipsilateral upper limb and diaphoresis. She had crusty and erythematous lesions in the dorsal region of the thorax with allodynia and dysesthesia in the affected dermatome. She was treated with CBZ 300 mg.day-1, amitriptyline (AMT) 12.5 mg at bedtime, and infiltration with local anesthetic in the affected region. After 15 days, she developed malaise, fever, muscle pain, and arthralgia with a mild non-specific cutaneous rash. Carbamazepine was discontinued immediately. One week later, she was hospitalized with urticaria, generalized exanthema, erythematous cutaneous eruptions, bullae, and purpuric maculae all over her body. The impression was of carbamazepine-induced SJS/TEN. She evolved with progressive worsening of her symptoms, with increase in the number and size of cutaneous lesions, besides generalized erythematous macular rash, areas of necrosis, and erosions with symmetrical loosening of the epidermis in face, neck, thorax, dorsum, and limbs, affecting more that 50% of her body surface, besides involvement of buccal, conjunctival, and genital mucosa with vesicular erosions. She had progressive functional worsening, evolving to septic shock and multiple organ failure followed by death. CONCLUSIONS: Stevens-Johnson syndrome and toxic epidermal necrolysis are severe cutaneous reaction with potential for elevated morbidity and mortality that requires immediate intervention and adequate management. In addition, we would like to alert that the use of Carbamazepine should be supervised, especially in the elderly.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El herpes zoster tiene como principal complicación la neuralgia postherpética (NPH). Para su tratamiento se usa la carbamazepina (CBZ), un anticonvulsivo bien tolerado, pero que sin embargo está a menudo asociado a reacciones cutáneas graves, como por ejemplo, el síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) y la necrólisis epidérmica tóxica (NET). El objetivo de este trabajo es relatar un caso de SSJ/NET secundario al uso de CBZ en paciente con NPH. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo femenino, con dolor continuo e intenso en la región torácica y dorso, ardor, punzada, descarga eléctrica, alteración de fuerza del miembro superior ipsilateral y sudoración. Presentaba lesiones de postillas y eritemas en la región dorsal del tórax, con alodinia y disestesias en el dermatoma acometido. Se inició CBZ 300 mg.día-1, amitriptilina (AMT)12,5 mg por la noche e infiltración con anestésico local en la región afectada. Después de 15 días, el paciente decía sentir un fuerte malestar, fiebre, dolores musculares y artralgias con rash cutáneo ligero e inespecífico. Se le retiró la carbamazepina inmediatamente. Una semana después fue ingresado con urticaria y exantema generalizados, erupciones cutáneas eritematosas, burbujas y marcas purpúricas por todo el cuerpo. La impresión era de SSJ/NET inducida por carbamazepina. Hubo un progresivo empeoramiento del cuadro, con aumento del número y del tamaño de las lesiones cutáneas, además de rash eritematoso macular generalizado, áreas de necrosis y erosiones simétricas de la epidermis en la cara, cuello, tórax, dorso y miembros, llegando a más del 50% del área de superficie, además de la involucración de la mucosa bucal, conjuntival y genital con erosiones vesiculares. Presentó un empeoramiento funcional progresivo, evolucionando con choque séptico y fracaso multiorgánico, lo que produjo finalmente su deceso. CONCLUSIONES: La SSJ/NET es una reacción cutánea grave con potencial para la morbilidade y mortalidad elevadas y que exige una intervención rápida y un manejo adecuado. También alertamos sobre el uso de la carbamazepina, que debe siempre ser inspeccionado, especialmente en los ancianos. <![CDATA[<b>Effects of propofol on the cardiac conduction system</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Alguns estudos têm demonstrado que o uso do propofol é, algumas vezes, associado a bradiarritmias ou reversão de arritmias para ritmo sinusal. Essa propriedade do propofol sugere interferência no Sistema de Condução Cardíaco (SCC). CONTEÚDO: Realizou-se revisão com base nos principais artigos contemporâneos que englobam o uso do propofol na presença de arritmias cardía cas. Os autores discorrem sobre os mecanismos fisiopatológicos das taquiarritmias supraventriculares (TSV) e as eventuais interferências causadas pelo propofol sobre o SCC. CONCLUSÕES: Os estudos realizados até então parecem indicar que, provavelmente, o propofol interfere nas TSV automáticas (pelo menos em crianças), mas não nas taquiarritmias em que o mecanismo seja de reentrada.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Some studies have demonstrated that the use of propofol is occasionally associated with bradyarrhythmias or reversion of arrhythmias to sinus rhythm. This property of propofol suggests interference with the Cardiac Conduction System (CCS). CONTENTS: A review of the main contemporary articles on the use of propofol in the presence of cardiac arrhythmias was undertaken. The authors describe pathophysiological mechanisms of supraventricular tachyarrhythmias (SVT) and occasional interferences caused by propofol on the CCS. CONCLUSIONS: The studies undertaken so far seem to indicate that propofol probably interferes in automatic SVT (at least in children), but not in reentrant tachyarrhythmias.<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Algunos estudios han demostrado que el uso del propofol es algunas veces, asociado a bradiarritmias o a reversión de arritmias para ritmo sinusal. Esa propiedad del propofol nos sugiere una interferencia en el Sistema de Conducción Cardíaco (SCC). CONTENIDO: Se realizó una revisión en base a los principales artículos contemporáneos que engloban el uso del propofol cuando ocurren arritmias cardíacas. Los autores nos hablan sobre los mecanismos fisiopatológicos de las taquiarritmias supraventriculares y las eventuales interferencias causadas por el propofol sobre el SCC. CONCLUSIÓN: Los estudios realizados hasta ahora parecen indicar que probablemente, el propofol interfiere en las TSV automáticas (por lo menos en niños), pero no en las taquiarritmias en que el mecanismo sea de reentrada. <![CDATA[<b>Is cardiolipin the target of local anesthetic cardiotoxicity?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os anestésicos locais são amplamente utilizados na prevenção ou na reversão de dor aguda e no tratamento de dor crônica. A reação de cardiotoxicidade induzida pelos anestésicos locais é um evento acidental sem terapia farmacológica, exceto a infusão de intralípides relatados recentemente cujo mecanismo de ação ainda não é bem compreendido. CONTEÚDO: A cardiolipina, um fosfolipídio aniônico, desempenha papel relevante na determinação de reação respiratória mitocondrial, metabolismo de ácidos graxos e apoptose celular. A disfunção do metabolismo energético mitocondrial é sugerida em associação com a cardiotoxicidade dos anestésicos locais, a partir de um estudo in vitro de que ela talvez se deva a fortes ligações eletrostáticas entre os anestésicos locais e a cardiolipina na membrana mitocondrial. Não há, contudo, evidência experimental. Portanto, levantamos a hipótese de que as interações anestésico-cardiolipina sejam o principal determinante associado à reação de cardiotoxicidade, o que pode ser estabelecido com a adoção de métodos teóricos e biológicos estruturais. Esse modelo de interação nos daria uma pista sobre o mecanismo da cardiotoxicidade dos anestésicos locais, visando a futuras pesquisas na área de desenvolvimento de fármacos de prevenção a esse evento na prática clínica. CONCLUSÕES: A interação entre a cardiolipina mitocondrial e os anestésicos locais pode ser a principal fonte de sua cardiotoxicidade, em função de seus efeitos sobre o metabolismo energético e o estado eletrostático.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Local anesthetics are used broadly to prevent or reverse acute pain and treat symptoms of chronic pain. Local anesthetic-induced cardiotoxic reaction has been considered the accidental event without currently effective therapeutic drugs except for recently reported intralipid infusion whose possible mechanism of action is not well known. CONTENTS: Cardiolipin, an anionic phospholipid, plays a key role in determining mitochondrial respiratory reaction, fatty acid metabolism and cellular apoptosis. Mitochondrial energy metabolism dysfunction is suggested as associated with local anesthetic cardiotoxicity, from an in vitro study report that the local anesthetic cardiotoxicity may be due to the strong electrostatic interaction of local anesthetics and cardiolipin in the mitochondria membrane, although there is a lack for experimental evidence. Herein we hypothesized that local anesthetic-cardiolipin interactions were the major determinant of local anesthetic-associated cardiotoxic reaction, established by means of theoretic and structural biological methods. This interacting model would give an insight on the underlying mechanism of local anesthetic cardiotoxicity and provide clues for further in depth research on designing preventive drugs for such inadvertent accidence in routine clinical practice. CONCLUSIONS: The interaction between local anesthetic and mitochondrial cardiolipin may be the underlying mechanism for cardiotoxicity affecting its energy metabolism and electrostatic status.