Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Anestesiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-709420100005&lang=en vol. 60 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Music and anesthesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>A comparative study among three techniques of general anesthesia for ultrasound-guided transrectal prostate biopsy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A biópsia de próstata dirigida por ultrassonografia transretal constitui referência no diagnóstico das neoplasias da próstata. Quanto maior o número de amostras colhidas, maiores a dor e o desconforto relatados pelo paciente. O objetivo do estudo foi comparar três técnicas anestésicas neste grupo de pacientes. MÉTODO: Foram estudados 45 pacientes separados em três grupos: 1 - Propofol; 2 - Propofol + Bloqueio de Plexo Prostático; 3 - Propofol + Fentanil. Os pacientes foram monitorados com pressão arterial não invasiva, eletrocardioscopia contínua, oximetria de pulso (SpO2) e Índice Bispectral. Não receberam medicação pré-anestésica. Foram avaliados os parâmetros hemodinâmicos no intra e pós-operatório, Índice bispectral no intraoperatório, avaliação da dor pela escala numérica verbal (ENV) no pós-operatório imediato e uso de dipirona como tratamento da dor pós-operatória. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre os três grupos: variáveis antropométricas, quantidade de propofol, número de fragmentos e tempo do exame. Os parâmetros hemodinâmicos e a SpO2 apresentaram comportamento semelhante nos três grupos durante o estudo. No grupo 1, a dor avaliada pela ENV foi mais elevada e houve maior necessidade de dipirona que nos outros grupos. CONCLUSÕES: Sedação com propofol isolado para biópsia causa maior dor e desconforto pós-operatório do que quando associado a bloqueio do plexo prostático ou a fentanil sistêmico. Além de hipnose, é necessária a realização de analgesia intraoperatória para garantir conforto pósoperatório<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Ultrasound-guided transrectal prostate biopsy is a reference in the diagnosis of prostate neoplasias. The higher the number of samples, the greater is the pain and discomfort. The objective of this study was to compare three anesthetic techniques in this group of patients. METHODS: Forty-five patients were included in this study. Patients were divided into three groups: 1 - Propofol; 2 - Propofol + Prostatic Plexus Block; 3 - Propofol + Fentanyl. Patients were monitored with non-invasive blood pressure, continuous electrocardioscopy, pulse oximetry (SpO2), and Bispectral Index. Patients did not receive pre-anesthetic medication. Intraoperative and postoperative hemodynamic parameters, intraoperative bispectral index, and postoperative visual analogue scale (VAS) and the use of dypirone to treat postoperative pain were evaluated. RESULTS: A significant difference among the three groups was not observed for: anthropometric parameters, amount of propofol, number of fragments, and duration of the exam. Hemodynamic parameters and SpO2 presented similar behavior in all three groups. In group 1, the pain evaluated by the VAS was more severe and required more dypirone than in the other groups. CONCLUSIONS: Sedation with propofol alone for biopsy is associated with greater postoperative pain and discomfort than in prostatic plexus block or systemic fentanyl. Besides hypnosis, intraoperative analgesia is required to guarantee postoperative comfort<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La biopsia de próstata dirigida por ultrasonido transrectal constituye una referencia en el diagnóstico de las neoplasias de la próstata. Mientras mayor es el número de muestras escogidas, mayores son el dolor y la incomodidad relatados por el paciente. El objetivo del estudio fue comparar tres técnicas anestésicas en ese grupo de pacientes. MÉTODO: Fueron estudiados 45 pacientes divididos en tres grupos: 1- Propofol; 2- Propofol + Bloqueo de Plexo Prostático; 3- Propofol + Fentanil. Los pacientes fueron monitorizados con presión arterial no invasiva, electrocardioscopia continua, oximetría de pulso (SpO2) e Índice Bispectral. No recibieron medicación preanestésica. Se evaluaron los parámetros hemodinámicos en el intra y postoperatorio, índice bispectral en el intraoperatorio, el dolor por la escala numérica verbal (ENV) en el postoperatorio inmediato y el uso de dipirona como tratamiento del dolor postoperatorio. RESULTADOS: No hubo diferencia significativa entre los tres grupos: en las variables antropométricas, cantidad de propofol, número de fragmentos y tiempo del examen. Los parámetros hemodinámicos y la SpO2 presentaron un comportamiento semejante en los tres grupos durante el estudio. En el grupo 1, el dolor evaluado por la ENV fue más elevado y hubo una mayor necesidad de aplicar la dipirona que en los otros grupos. CONCLUSIONES: La sedación con propofol aislado para la biopsia causa un mayor dolor e incomodidad en el postoperatorio que cuando se asocia al bloqueo del plexo prostático o al fentanil sistémico. Además de la hipnosis, se hace necesario realizar la analgesia intraoperatoria para garantizar la comodidad en el postoperatorio <![CDATA[<b>A double-blind comparative study between generic Sevoflurane and Sevorane<sup>TM</sup></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O sevoflurano é acondicionado em três tipos de recipientes. As diferenças de propriedades físico-químicas desses produtos se devem aos diversos processos de fabricação, embora sejam essencialmente idênticos quanto às provas de comparação química. Existe a hipótese de que a molécula do sevoflurano possa apresentar instabilidade química devido à formação de ácidos de Lewis em conse quência do material utilizado para a fabricação dos frascos e do teor de água. O objetivo deste trabalho foi analisar a eficácia clínica do sevoflurano quando acondicionado em frascos diferentes. MÉTODO: Foram estudados 64 pacientes adultos distribuídos aleatoriamente em dois grupos. Foram utilizados dois vaporizadores Datex-Ohmeda, sendo um abastecido apenas com Sevoflurano Genérico e o outro com Sevorane®. O coordenador do estudo foi o responsável pelo abastecimento dos vaporizadores e não realizou nenhuma anestesia. Em ambos os grupos, utilizou-se a mesma técnica anestésica e a mesma monitoração (ECG, FC, SpO2, P ET CO2, BIS, SEF, TOF, % INSP, % EXP, PAS, PAD). RESULTADOS: Durante a anestesia não houve diferença entre os grupos. Houve diferença estatística entre a interrupção do sevoflurano e a abertura espontânea dos olhos (13,91 ± 6,39 min Grupo II, e 10,34 ± 6,05 min Grupo I) e a interrupção do sevoflurano e o aperto de mão ao comando verbal (15,38 ± 6,47 min Grupo II, e 11,88 ± 6,60 min Grupo I). Não houve diferença estatística entre a interrupção do sevoflurano e o momento em que os pacientes atingiram Índice de Aldrete-Kroulik igual ou superior a 8. CONCLUSÕES: Durante a anestesia, não houve diferença entre os grupos. Embora o despertar tenha sido 3,5 minutos mais rápido no Grupo I (Sevoflurano Genérico), os anestesiologistas não observaram qualquer diferença no comportamento clínico dos pacientes quanto a esse aspecto<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Sevoflurane is presented in three types of vials. The differences in physical-chemical properties of those products are due to different manufacturing processes, although they are essentially identical regarding chemical comparison tests. It has been hypothesized that the Sevoflurane molecule could present chemical instability due to the formation of Lewis acids as a consequence of the materials used in the fabrication of the vials and the water content. The objective of this study was to analyze the clinical efficacy of Sevoflurane conditioned in different vials. METHODS: Sixty-four adult patients were randomly divided into two groups. Two Datex-Ohmeda vaporizers, one with only Generic Sevoflurane and the other with SevoraneTM, were used. The study coordinator was responsible for supplying the vaporizers and he did not participated in none anesthetic procedures. The same anesthetic technique and monitoring (ECG, HR, SpO2, P ET CO2, BIS, SEF, TOF, % INSP, % EXP, SBP, and DBP) were used in both groups. RESULTS: During anesthesia, differences were not observed between both groups. A statistically significant difference was observed in the time between the interruption of Sevoflurane and spontaneous eye opening (13,91 ± 6.39 min in Group II, and 10.34 ± 6.05 min in Group I) and the interruption of Sevoflurane and handgrip on verbal command (15.38 ± 6.47 min in Group II, and 11.88 ± 6.60 in Group I). A statistically significance difference was not observed between the interruption of Sevoflurane and the moment that patients achieved an Aldrete- Kroulik index equal or above 8. CONCLUSIONS: during anesthesia a significant difference between both groups was not observed. Although awakening was 3,5 minutes faster in Group I (Generic Sevoflurane), anesthesiologists did not observe any difference in the clinical behavior of patients<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El Sevoflurano se coloca en tres tipos de recipientes. Las diferencias de propiedades físico-químicas de esos productos se deben a los diversos procesos de fabricación, aunque sean esencialmente idénticos en cuanto a las pruebas de comparación química. Existe la hipótesis de que la molécula del Sevoflurano pueda presentar una inestabilidad química debido a la formación de ácidos Lewis, como consecuencia del material utilizado para la fabricación de los pomos y del contenido de agua. El objetivo de este trabajo fue analizar la eficacia clínica del Sevoflurano cuando fue acondicionado en pomos diferentes. MÉTODO: Se estudiaron 64 pacientes adultos distribuidos aleatoriamente en dos grupos. Fueron utilizados dos vaporizadores Datex-Ohmeda, siendo uno de ellos abastecido apenas con Sevoflurano Genérico y el otro con Sevorane®. El coordinador del estudio fue el responsable por el abastecimiento de los vaporizadores y no realizó la anestesia. En los dos grupos, se usó la misma técnica anestésica y la misma monitorización (ECG, FC, SpO2, P ET CO2, BIS, SEF, TOF, % INSP, % EXP, PAS, PAD). RESULTADOS: No hubo diferencia entre los grupos durante la anestesia. Pero sí que hubo una diferencia estadística entre la interrupción del Sevoflurano y la abertura espontánea de los ojos (13,91 ± 6,39 min Grupo II, y 10,34 ± 6,05 min Grupo I), y la interrupción del Sevoflurano y el apretón de la mano al comando verbal (15,38 ± 6,47 min Grupo II, y 11,88 ± 6,60 min Grupo I). No hubo diferencia estadística entre la interrupción del Sevoflurano y el momento en que los pacientes alcanzaron el Índice de Aldrete-Kroulik igual o superior a 8. CONCLUSIONES: Durante la anestesia, no se registró diferencia entre los grupos. Aunque el despertar haya sido 3,5 minutos más rápido en el Grupo I (Sevoflurano Genérico), los anestesistas no se percataron de ninguna diferencia en el comportamiento clínico de los pacientes en cuanto a ese aspecto <![CDATA[<b>Anesthetic profile of a non-lipid propofol nanoemulsion</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Uso clínico de formulação lipídica de propofol causa dor durante injeção, reação alérgica e crescimento microbiano. Propofol tem sido reformulado em diferentes apresentações não lipídicas para reduzir os efeitos adversos, mas essas mudanças podem modificar sua farmacocinética e farmacodinâmica. Neste trabalho, investigamos a farmacologia e a toxicologia do propofol lipídico (CLP) e da nanoemulsão não lipídica (NLP). MÉTODO: CLP and NLP foram infundidos na veia jugular de ratos sob medida da pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC) e frequência respiratória (FR). Ambas as formulações (1%) foram infundidas (40 µL.min-1) durante 1 hora. Doses hipnóticas e anestésicas, assim como recuperações, foram determinadas. A dor induzida pelo veículo do CLP e NLP foi comparada por meio da contagem do número de contorções abdominais ("writhing test") após injeção intraperitonial (i.p.) em camundongos. Ácido acético (0,6%) foi usado como controle positivo. RESULTADOS: As doses hipnóticas e anestésicas com 1% CLP (6,0 ± 1,3 e 17,8 ± 2,6 mg.kg-1, respectivamente) e 1% NLP (5,4 ± 1,0 e 16,0 ± 1,4 mg.kg-1, respectivamente) não foram significativamente diferentes. A recuperação da hipnose e da anestesia foi mais rápida com NLP do que com CLP. As alterações de FC, PA e FR causadas pelo NLP não foram significativamente diferentes das do CLP. Ácido acético e veículo do CLP provocaram 46,0 ± 2,0 e 12,5 ± 0,6 contorções em 20 min após injeção i.p., respectivamente. Observou-se ausência de contorções abdominais com veículo de NLP. Nenhuma resposta inflamatória abdominal foi notada com a injeção i.p. de ambos os veículos de propofol. CONCLUSÕES: O NLP pode representar melhor alternativa do que o CLP para anestesia venosa com menores efeitos adversos<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The clinical use of a lipid propofol formulation causes pain during injection, allergic reactions, and bacterial growth. Propofol has been reformulated in different non-lipid presentations to reduce the incidence of adverse effects, but those changes can modify its pharmacokinetics and pharmacodynamics. In the present study, we investigate the pharmacology and toxicology of lipid propofol (CLP) and the non-lipid nanoemulsion (NLP). METHODS: Conventional lipid formulation of propofol and NLP were infused in the jugular veins of rats and blood pressure (BP), heart rate (HR), and respiratory rate (RR) were measured. Both formulations (1%) were infused (40 µL.min-1) over 1 hour. Hypnotic and anesthetic doses as well as recoveries were determined. The pain induced by the CLP and NLP vehicles was compared by counting the number of abdominal contortions ("writhing test") after the intraperitoneal (i.p.) injection in mice. Acetic acid (0.6%) was used as positive control. RESULTS: Hypnotic and anesthetic doses of 1% CLP (6.0 ± 1.3 and 17.8 ± 2.6 mg.kg-1, respectively) and 1% NLP (5.4 ± 1.0 and 16.0 ± 1.4 mg.kg-1, respectively) were not significantly different. Recovery from hypnosis and anesthesia was faster with NLP than with CLP. Changes in HR, BP, and RR caused by NLP were not significantly different from those caused by CLP. Acetic acid and the vehicle of CLP caused 46.0 ± 2.0 and 12.5 ± 0.6 abdominal contortions 20 min after i.p. injection, respectively. The absence of abdominal contractions was observed with the vehicle of NLP. Abdominal inflammatory response was not observed after the i.p. injection of both propofol vehicles. CONCLUSIONS: Non-lipid formulation of propofol can be a better alternative to CPL for intravenous anesthesia with fewer adverse effects<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El uso clínico de la formulación lipídica del propofol, causa dolor durante la inyección, reacción alérgica y crecimiento microbiano. El propofol ha sido reformulado en diferentes presentaciones no lipídicas para reducir los efectos adversos, pero esos cambios pueden modificar su farmacocinética y farmacodinámica. En este trabajo, investigamos la farmacología y la toxicología del propofol lipídico (CLP) y de la nanoemulsión no lipídica (NLP). MÉTODO: El CLP y el NLP fueron infundidos en la vena yugular de ratones midiendo la presión arterial (PA), frecuencia cardíaca (FC) y frecuencia respiratoria (FR). Las dos formulaciones (1%) fueron infundidas (40 µL.min-1) durante 1 hora. Dosis hipnóticas y anestésicas y recuperaciones, fueron determinadas. El dolor inducido por el vehículo del CLP y NLP se comparó por medio del conteo del número de contorciones abdominales ("writhing test") después de la inyección intraperitoneal en ratones. El ácido acético (0,6%) fue usado como control positivo. RESULTADOS: Las dosis hipnóticas y anestésicas con 1% CLP (6,0 ± 1,3 y 17,8 ± 2,6 mg.kg-1, respectivamente) y 1% NLP (5,4 ± 1,0 y 16,0 ± 1,4 mg.kg-1, respectivamente), no fueron significativamente diferentes. La recuperación de la hipnosis y de la anestesia fue más rápida con NLP que con CLP. Las alteraciones de FC, PA y FR causadas por el NLP no fueron significativamente diferentes de las del CLP. El ácido acético y el vehículo del CLP provocaron 46,0 ± 2,0 y 12,5 ± 0,6 contorciones en 20 minutos después de la inyección i.p., respectivamente. No se observaron contorciones abdominales con vehículo de NLP. Ninguna respuesta inflamatoria abdominal fue notada con la inyección i.p. de los dos vehículos de propofol. CONCLUSIONES: El NLP puede representar una mejor alternativa que el CLP para la anestesia venosa, con menores efectos adversos <![CDATA[<b>A comparative study between bupivacaine (S75-R25) and ropivacaine in spinal anesthesia for labor analgesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia peridural é utilizada para alívio da dor no trabalho de parto e está associada a baixos índices de complicações. Estudos com enantiômeros levógiros dos anestésicos locais demonstraram maior segurança em função da menor cardiotoxicidade. Este estudo teve o objetivo de avaliar a latência e a duração da analgesia e as repercussões maternas e fetais com o emprego da bupivacaína (S75-R25) e da ropivacaína quando utilizadas para analgesia de parto por bloqueio peridural. MÉTODOS: Realizou-se um ensaio clínico prospectivo, duplamente encoberto e aleatório, de 49 pacientes gestantes de termo, apresentando baixo risco, com indicação de parto vaginal, idade entre 15 e 35 anos, ASA I ou II distribuídas em dois grupos: GI - bupivacaína (S75-R25) 0,25%; GII - ropivacaína a 0,20%. RESULTADOS: Evidenciou-se diferença estatisticamente significante entre os dois grupos 30 minutos após a instalação da peridural, sendo os escores de dor maiores no grupo que utilizou a ropivacaína. Não foram encontradas diferenças estatísticas significativas quanto a latência de analgesia, nível sensorial do bloqueio, volume de anestésico local, dose de resgate, duração do trabalho de parto e da analgesia, frequência de parto instrumental, alterações hemodinâmicas, escores de Apgar ou pH do cordão umbilical e incidência de eventos adversos. CONCLUSÕES: O uso de bupivacaína (S75-R25) e ropivacaína para a analgesia de parto proporcionou boas condições para a realização da anestesia peridural com pequenas ocorrências de eventos adversos<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Spinal anesthesia is used for relief of pain during labor and it is associated with low indices of complications. Studies with levorotatory enantiomers of local anesthetics demonstrate higher safety due to the lower cardiotoxicity. The objective of this study was to evaluate the latency and duration of analgesia and maternal and fetal repercussions with bupivacaine (S75-R25) and ropivacaine in spinal anesthesia for labor analgesia. METHODS: A prospective, double-blind, randomized clinical assay was undertaken with 49 labouring parturients with low risk, with indication of vaginal delivery, ages 15 to 35 years, ASA I or II, divided into two groups: GI - 0.25% bupivacaine (S75-R25); GII - 0.20% ropivacaine. RESULTS: A statistically significant difference was observed between the two groups 30 minutes after the spinal anesthesia, and pain scores were higher in the ropivacaine group. Statistically significant differences were not observed regarding the latency of analgesia, sensorial level of the blockade, volume of local anesthetic, rescue dose, duration of labor and analgesia, frequency of instrument-assisted labor, hemodynamic changes, Apgar scores or umbilical cord blood pH, and incidence of adverse events. CONCLUSIONS: The use of bupivacaine (S75-R25) and ropivacaine in labor analgesia provided good conditions for spinal anesthesia with small indices of adverse events<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia epidural se usa para el alivio del dolor en el parto y está asociada a bajos índices de complicaciones. Estudios con enantiómeros levógiros de los anestésicos locales, han demostrado una seguridad más elevada en función de una menor cardiotoxicidad. Este estudio quiso evaluar la latencia y la duración de la analgesia y las repercusiones maternas y fetales con el uso de la bupivacaína (S75-R25) y de la ropivacaína cuando se usan para la analgesia de parto por bloqueo epidural. MÉTODOS: Realizamos un ensayo clínico prospectivo, encubierto y randomizado, con 49 pacientes gestantes a término, que presentaban bajo riesgo, con indicación de parto vaginal, y una edad entre los 15 y los 35 años, ASA I o II distribuidas en dos grupos: GI - bupivacaína (S75-R25) 0,25%; GII - ropivacaína a 0,20%. RESULTADOS: Quedó evidenciada la diferencia estadísticamente significativa entre los dos grupos, 30 minutos después de la administración de la epidural, siendo que las puntuaciones de dolor fueron más elevadas en el grupo que utilizó la ropivacaína. No se encontraron diferencias estadísticas significativas en cuanto a la latencia de la analgesia, nivel sensorial del bloqueo, volumen del anestésico local, dosis de rescate, duración del parto y de la analgesia, frecuencia de parto instrumental, alteraciones hemodinámicas, puntuaciones de Apgar o pH del cordón umbilical e incidencia de eventos adversos. CONCLUSIONES: El uso de la bupivacaína (S75-R25) y la ropivacaína para la analgesia de parto, proporcionó buenas condiciones para la realización de la anestesia epidural con pequeñas incidencias de eventos adversos <![CDATA[<b>Ropivacaine in peribulbar anesthesia</b>: <b>vasoconstrictive properties</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anestesia peribulbar pode reduzir o fluxo sanguíneo ocular (FSO) por elevação da pressão intraocular (PIO) ou ação de fármacos. A ropivacaína tem baixa toxicidade e ação vasoconstritora intrínseca ainda não comprovada sobre vasculatura ocular. Medidas da amplitude de pulso ocular (APO) permitem avaliação indireta do FSO. O objetivo deste estudo é avaliar, via FSO, a ação vasoconstritora da ropivacaína em anestesia peribulbar. MÉTODO: Quarenta olhos submetidos a bloqueio peribulbar com 7 mL de solução anestésica, sem vasoconstritor, foram separados aleatoriamente em dois grupos: ropivacaína (n = 20) e bupivacaína (n = 20). Foram avaliados PIO, pressão de perfusão ocular (PPO), APO, variáveis hemodinâmicas e grau de acinesia antes e aos 5 e 10 minutos após bloqueio peribulbar. Para avaliação dos parâmetros oculares, utilizou-se tonômetro de contorno dinâmico. A sedação foi idêntica nos dois grupos. RESULTADOS: Não houve variação significativa dos parâmetros hemodinâmicos e da intensidade de bloqueio motor entre os grupos. Aos 5 e 10 minutos houve diferença de PIO, PPO e APO entre os grupos (p < 0,05). A variação da PIO aos 5 e 10 minutos foi, respectivamente, de -0,88% e -4,54% com ropivacaína e 17,61% e 16,56% com bupivacaína. A alteração da PPO após 5 e 10 minutos foi de 1,5% e 4,2% com ropivacaína, e de -7% e -6% com bupivacaína. A APO variou -55,59% e -59,67% com ropivacaína aos 5 e 10 minutos, e -34,71% e -28,82% com bupivacaína. CONCLUSÕES: A ropivacaína reduziu mais intensamente a amplitude de pulso ocular, apesar das pequenas alterações de PIO e PPO. A diminuição do fluxo sanguíneo ocular pela ropivacaína pode ser atribuída ao seu efeito vasoconstritor<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Peribulbar anesthesia can reduce ocular blood flow (OBF) by increasing intraocular pressure (IOP) or due to the action of drugs. Ropivacaine has low toxicity and intrinsic vasoconstrictive properties, yet to be proven on the ocular vasculature. Measurements of ocular pulse amplitude (OPA) allow the indirect evaluation of the OBF. The objective of the present study was to evaluate through the OBF the vasoconstrictive properties of ropivacaine in peribulbar anesthesia. METHODS: Forty eyes undergoing peribulbar anesthesia with 7 mL of anesthetic solution without vasoconstrictor were randomly divided into two groups: ropivacaine (n = 20) and bupivacaine (n = 20). The IOP, ocular perfusion pressure (OPP), OPA, hemodynamic parameters, and the degree of akinesia before and 5 and 10 minutes after the blockade were evaluated. A dynamic contour tonometer was used to evaluate ocular parameters. Sedation was similar in both groups. RESULTS: A significant variation in hemodynamic parameters and intensity of the motor blockade was not observed between groups. Differences in IOP, OPP, and OPA (p < 0.05) were observed between both groups at 5 and 10 minutes. The variation of IOP at 5 and 10 minutes was -0.88% and -4.54%, respectively with ropivacaine, and 17.61% and 16.56% with bupivacaine. The change in OPP after 5 and 10 minutes was 1.5% and 4.2% with ropivacaine, and -7% and -6% with bupivacaine. Ocular pulse amplitude varied -55.59% and -59.67% with ropivacaine at 5 and 10 minutes, and -34.71% and -28.82% with bupivacaine. CONCLUSIONS: Ropivacaine reduced more intensely the ocular pulse amplitude despite little changes in IOP and OPP. The reduction in ocular blood flow caused by ropivacaine can be attributed to its vasoconstrictive effect<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La anestesia peribulbar puede reducir el flujo sanguíneo ocular (FSO) por elevación de la presión intraocular (PIO) o por la acción de fármacos. La ropivacaína tiene una baja toxicidad y una acción vasoconstrictora intrínseca que todavía no ha sido comprobada sobre la vasculatura ocular. Medidas de la amplitud del pulso ocular (APO) permiten una evaluación indirecta del FSO. El objetivo de este estudio es evaluar, vía FSO, la acción vasoconstrictora de la ropivacaína en la anestesia peribulbar. MÉTODO: Cuarenta pacientes, sometidos a bloqueo peribulbar con 7 mL de solución anestésica, sin vasoconstrictor, fueron divididos aleatoriamente en dos grupos: Ropivacaína (n = 20) y bupivacaína (n = 20). Se evaluaron PIO, presión de perfusión ocular (PPO), APO, variables hemodinámicas y el grado de acinesia antes y a los 5 y 10 minutos posteriores al bloqueo peribulbar. Para la evaluación de los parámetros oculares, se utilizó el tonómetro de contorno dinámico. La sedación fue idéntica en los dos grupos. RESULTADOS: No se registró variación significativa de los parámetros hemodinámicos y de la intensidad del bloqueo motor. A los 5 y 10 minutos, se registró una diferencia de PIO, PPO y APO entre los grupos (p < 0,05). La variación de la PIO a los 5 y 10 minutos fue, respectivamente, de -0,88% y -4,54% con ropivacaína y de 17,61% y 16,56% con bupivacaína. La alteración de la PPO después de 5 y 10 minutos fue de 1,5% y 4,2% con ropivacaína, y de -7% y -6% con bupivacaína. La APO varió -55,59% y -59,67% con ropivacaína a los 5 y 10 minutos, y -34,71% y -28,82% con bupivacaína. CONCLUSIONES: La ropivacaína redujo más intensamente la amplitud del pulso ocular, a pesar de las pequeñas alteraciones de PIO y PPO. La disminución del flujo sanguíneo ocular por la ropivacaína puede ser atribuida a su efecto vasoconstrictor <![CDATA[<b>Utility of transesophageal echocardiography during severe hypotension in non-cardiac surgery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Hipotensão arterial grave e refratária é uma ocorrência perioperatória rara em cirurgias não cardíacas, mas a determinação de sua etiologia é essencial para o tratamento bem-sucedido. MÉTODOS: Adultos submetidos a cirurgias não cardíacas foram incluídos prospectivamente neste estudo. Hipotensão arterial grave foi definida como uma queda de 30% em relação à pressão arterial sistólica basal que não respondeu à administração adequada de fluidos e efedrina, de acordo com critérios do anestesiologista. Uma sonda multiplanar de ecocardiografia transesofageana (ETE) foi inserida antes de qualquer outro monitoramento hemodinâmico invasivo. RESULTADOS: Quarenta e dois adultos (68 ± 12 anos) foram incluídos neste estudo, 84% durante a cirurgia não cardíaca eletiva. Cirurgias abdominais (abertas e laparoscópicas), torácicas e ortopédicas foram as mais frequentes. Em todos os pacientes, a ETE foi útil para a determinação da etiologia da hipotensão arterial grave. Hipovolemia foi diagnosticada em 18 pacientes (42%). Baixa fração de ejeção (FE < 30%) foi detectada em cinco casos, tendo sido tratada com sucesso pela administração de fármacos vasoativos. Obstrução dinâmica da via de saída do ventrículo esquerdo associada a movimento sistólico anterior (MAS) da válvula mitral foi diagnosticada em cinco pacientes; em outros seis, foi detectada embolia grave durante cirurgia dos quadris e joelhos. Isquemia miocárdica causando hipotensão arterial persistente foi detectada em cinco pacientes; em três pacientes, o tamponamento cardíaco foi a causa da hipotensão arterial grave. Dois pacientes morreram; ambos apresentavam isquemia miocárdica grave. CONCLUSÕES: Ecocardiografia transesofageana perioperatória foi realizada rapidamente e demonstrou ser uma técnica útil no contexto de hipotensão arterial durante cirurgia não cardíaca. O coração e os grandes vasos puderam ser observados diretamente e avaliados de modo funcional. Assim, a etiologia da hipotensão arterial grave pode ser facilmente identificada e tratada<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Severe and refractory hypotension is an infrequent perioperative situation during non-cardiac surgery, but determining its etiology is essential for successful management and therapy. METHODS: Adults undergoing non-cardiac surgery were prospectively enrolled in this study. Severe hypotension was defined as a drop from 30% of baseline systolic arterial pressure unresponsive to adequate fluids administration and to ephedrine, according to the anasthesiologist criteria. A multiplanar transesophageal echocardiography (TEE) probe was inserted, prior to any other invasive hemodynamic monitor. RESULTS: Forty two adults (68 ± 12 years) were studied, 84% during elective non-cardiac surgery. Abdominal (open and laparoscopic), thoracic and orthopaedic surgeries were performed most frequently. In all patients, TEE was useful for determining the etiology of severe hypotension. Hypovolemia was diagnosed in 18 patients (42%). Low ejection fraction (EF < 30%) was detected in 5 cases and was successfully treated with vasoactive drugs. Dynamic left ventricular outflow tract obstruction, associated with systolic anterior motion of the mitral valve, was diagnosed in 5 patients; in another 6 patients severe embolism was detected during hip and knee surgery. Myocardial ischemia causing persistent hypotension was detected in 5 patients; in 3 patients, cardiac tamponade was the etiology of severe hypotension. Two patients died; both had severe myocardial ischemia. CONCLUSIONS: Perioperative TEE was performed quickly, proving to be a useful technique in the context of hypotension during non-cardiac surgery. The heart and great vessels could be observed directly and functionally evaluated. Thus, the etiology of severe hypotension could be easily determined and managed<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La hipotensión arterial severa y refractaria es una incidencia rara en Cirugías no cardiacas, pero determinar su etiología es esencial para el tratamiento exitoso. MÉTODOS: Adultos sometidos a cirugías no cardiacas que fueron incluidos prospectivamente en este estudio. La hipotensión arterial severa fue definida como una caída de un 30% con relación a la presión arterial sistólica basal que no respondió a la administración adecuada de fluidos y efedrina, de acuerdo con critérios del anestesiólogo. Una sonda multiplanar de ecocardiografía transesofageana (ETE) se insertó antes de cualqueir otro monitoreo hemodinámico invasivo. RESULTADOS: Cuarenta y dos adultos (68 ± 12 años) se incluyeron en este estudio, 84% durante la Cirugía no cardiaca electiva. Cirugías abdominales (abiertas y laparoscópicas), torácicas y ortopédicas fueron las más frecuentes. En todos los pacientes, la ETE fue útil para la determinación de la etiología de la hipotensión arterial severa. La Hipovolemia fue diagnosticada en 18 pacientes (42%). Una baja fracción de eyección (FE < 30%), fue detectada en cinco casos, y fue tratada exitosamente con la administración de fármacos vasoactivos. Se diagnosticó la obstrución dinámica de la vía de salida del ventrículo izquierdo asociada al movimento sistólico anterior (MAS), de la válvula mitral en cinco pacientes; en otros seis, fue detectada embolia severa durante cirugía de caderas y rodillas. La Isquemia miocárdica causando hipotensión arterial persistente se detectó en cinco pacientes; en tres pacientes, el taponamiento cardíaco fue la causa de la hipotensión arterial severa. Dos pacientes fallecieron y ambos presentaban isquemia miocárdica severa. CONCLUSIONES: La Ecocardiografia transesofageana perioperatoria fue realizada rápidamente y demostró ser una técnica útil en el contexto de la hipotensión arterial durante la cirugía no cardiaca. El corazón y los grandes vasos, pudieron ser observados directamente y evaluados de modo funcional. Así, la etiología de la hipotensión arterial severa puede ser fácilmente identificada y tratada <![CDATA[<b>Intravenous and subcutaneous tramadol for inguinal herniorrhaphy</b>: <b>comparative study</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A herniorrafia inguinal é uma das cirurgias mais realizadas no homem. O bloqueio do neuroeixo é a técnica anestésica comumente utilizada e, na maioria das vezes, o paciente se encontra em condições para alta domiciliar algumas horas após o procedimento, desde que apresente analgesia satisfatória e ausência de náuseas e vômitos. O tramadol é um fármaco analgésico que pode ser utilizado para a analgesia pós-operatória, porém apresenta, como importantes efeitos colaterais, a presença de náuseas e vômitos, cuja incidência pode variar de 0% a 50% associada ao seu uso. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de náuseas e vômitos e a qualidade da analgesia pósoperatória do tramadol pela via subcutânea e endovenosa em pacientes submetidos à herniorrafia inguinal. METÓDO: Estudo prospectivo com 30 pacientes submetidos à herniorrafia inguinal. Foram divididos em dois grupos: Grupo C (n = 15) recebeu Tramadol 1,5 mg.kg-1 subcutâneo e Grupo V (n = 15) recebeu Tramadol 1,5 mg.kg-1 endovenoso. Para todos os pacientes, fez-se anestesia peridural contínua com levobupivacaína a 0,5%. Foram registrados os dados antropométricos, qualidade de analgesia e ocorrência de náuseas e vômitos nas primeiras 8 horas do pós-operatório. RESULTADOS: Não houve diferença estatística entre os grupos com relação aos dados antropométricos, qualidade da analgesia e ocorrência de náuseas e vômitos. CONCLUSÕES: Conclui-se, neste estudo, que não existe diferença estatisticamente significante quanto à incidência de náuseas e vômitos e à qualidade da analgesia quando se utiliza o tramadol por via venosa e subcutânea<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Inguinal herniorrhaphy is one of the most common surgeries in men. Neuroaxis block is the anesthetic technique used more often and in the majority of the cases the patient is ready to be discharged from the hospital a few hours after the procedure, as long as satisfactory analgesia is present and nausea and vomiting are absent. Tramadol is an analgesic drug that can be used in postoperative analgesia, but it has important side effects, such as nausea and vomiting whose incidence can range from 0% to 50%. The objective of the present study was to compare the incidence of nausea and vomiting and the quality of postoperative analgesia of subcutaneous and intravenous tramadol in patients undergoing inguinal herniorrhaphy. METHODS: This is a prospective study with 30 patients undergoing inguinal herniorrhaphy. Patients were divided into two groups: Group C (n = 15) received 1.5 mg.kg-1 of subcutaneous Tramadol, and Group V (n = 15) received 1.5 mg.kg-1 of intravenous Tramadol. All patients underwent continuous epidural anesthesia with 0.5% levobupivacaine. Anthropometric data, quality of analgesia, and the development of postoperative nausea and vomiting in the first eight hours were recorded. RESULTS: Statistically significant differences were not observed between both groups for anthropometric data, quality of analgesia, and the development of nausea and vomiting. CONCLUSIONS: The present study demonstrates the absence of statistically significant differences regarding the incidence of nausea and vomiting and quality of analgesia when using intravenous and subcutaneous Tramadol<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La herniorrafía inguinal es una de las cirugías más realizadas en el hombre. El bloqueo del neuro eje es la técnica anestésica más utilizada y en la mayoría de los casos, el paciente está en condiciones de recibir el alta algunas horas después del procedimiento, siempre que presente analgesia satisfactoria y la ausencia de náuseas y vómitos. El tramadol es un fármaco analgésico que puede ser utilizado para la analgesia postoperatoria, pero que presenta, como importantes efectos colaterales, náuseas y vómitos, y su incidencia puede variar de 0% a 50%, dependiendo del uso. El objetivo de este estudio fue comparar la incidencia de náuseas y vómitos y la calidad de la analgesia postoperatoria del tramadol por la vía subcutánea y endovenosa en pacientes sometidos a la herniorrafía inguinal. MÉTODOS: Estudio prospectivo con 30 pacientes sometidos a la herniorrafía inguinal. Se dividieron en dos grupos: Grupo C (n = 15) que recibió Tramadol 1,5 mg.kg-1 subcutáneo y el Grupo V (n = 15) que recibió Tramadol 1,5 mg.kg-1 endovenoso. A todos los pacientes se les practicó la anestesia epidural continua con levobupivacaína a 0,5%. Fueron registrados los datos antropométricos, la calidad de la analgesia y la incidencia de náuseas y vómitos en el postoperatorio (en las primeras ocho horas). RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos con relación a los datos antropométricos, calidad de la analgesia e incidencia de náuseas y vómitos. CONCLUSIONES: En este estudio llegamos a la conclusión de que no existe diferencia estadísticamente significante cuanto a la incidencia de náuseas y vómitos y a la calidad de la analgesia cuando se utiliza el tramadol por vía venosa y subcutánea <![CDATA[<b>Frequency of the adequate use of statistical tests of hypothesis in original articles published in the Revista Brasileira de Anestesiologia between January 2008 and December 2009</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A realização de uma análise estatística é necessária para uma avaliação adequada do artigo original por parte do leitor, possibilitando-lhe melhor visualização e compreensão dos resultados. O objetivo desta pesquisa foi determinar a frequência do uso adequado dos testes estatísticos de hipóteses presentes nos artigos originais publicados na Revista Brasileira de Anestesiologia no período entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009. MÉTODOS: Foram selecionados artigos originais publicados na Revista Brasileira de Anestesiologia entre janeiro de 2008 a dezembro de 2009. O uso dos testes estatísticos foi avaliado como apropriado quando a seleção dos testes foi adequada para variáveis contínuas e categóricas e para testes paramétricos e não paramétricos; houve descrição do fator de correção quando se relatou o uso de múltiplas comparações; foi mencionado o uso específico de um teste estatístico para a análise de uma variável. RESULTADOS: Foram selecionados 76 artigos originais, com um total de 179 testes estatísticos de hipóteses. A frequência dos testes estatísticos mais utilizados foi: 20,11% para o qui-quadrado, 19,55% para o teste t de student, 10,05% para o teste de ANOVA e 9,49% para o teste exato de Fisher. A frequência de uso adequado dos testes estatísticos de hipóteses foi de 56,42% (IC 95% 49,16% a 63,68%), de uso inadequado 13,41% (IC 95% 8,42% a 18,40%), ocorrendo resultado inconclusivo em 30,16% (IC 95% 23,44% a 36,88%). CONCLUSÕES: A frequência do uso adequado dos testes estatísticos utilizados nos artigos originais publicados na Revista Brasileira de Anestesiologia entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009 foi de 56,42%<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Statistical analysis is necessary for adequate evaluation of the original article by the reader allowing him/her to better visualize and comprehend the results. The objective of the present study was to determine the frequency of the adequate use of statistical tests in original articles published in the Revista Brasileira de Anestesiologia from January 2008 to December 2009. METHODS: Original articles published in the Revista Brasileira de Anestesiologia between January 2008 and December 2009 were selected. The use of statistical tests was deemed appropriate when the selection of the tests was adequate for continuous and categorical variables and for parametric and non-parametric tests, the correction factor was described when the use of multiple comparisons was reported, and the specific use of a statistical test for analysis of one variable was mentioned. RESULTS: Seventy-six original articles from a total of 179 statistical tests were selected. The frequency of the statistical tests used more often was: Chi-square 20.11%, Student t test 19.55%, ANOVA 10.05%, and Fisher exact test 9.49%. The frequency of the adequate use of statistical tests was 56.42% (95% CI 49.16% to 63.68%), erroneous use in 13.41% (95% CI 8.42% to 18.40%), and an inconclusive result in 30.16% (95% CI 23.44% to 36.88%). CONCLUSIONS: The frequency of inadequate use of statistical tests in the articles published by the Revista Brasileira de Anestesiologia between January 2008 and December 2009 was 56.42%<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La realización de un análisis estadístico se hace necesario para una evaluación pertinente del artículo original por parte del lector, ayudándolo a obtener una mejor visualización y comprensión de los resultados. El objetivo de esta investigación fue determinar la frecuencia del uso adecuado de los test estadísticos de hipótesis presentes en los artículos originales publicados en la Revista Brasileña de Anestesiología, entre enero de 2008 y diciembre de 2009. MÉTODOS: Se seleccionaron artículos originales publicados en la Revista Brasileña de Anestesiología entre enero de 2008 a diciembre de 2009. El uso de los test estadísticos se evaluó como apropiado cuando: la selección de los test fue satisfactoria para las variables continuas y categóricas y para el test paramétrico y no paramétrico; hubo una descripción del factor de corrección cuando se relató el uso de múltiples comparaciones; fue mencionado el uso específico de un test estadístico para el análisis de una variable. RESULTADOS: Se seleccionaron 76 artículos originales, con un total de 179 test estadísticos de hipótesis. La frecuencia de los test estadísticos más utilizados fue: 20,11% para el Chi-Cuadrado, 19,55%, para el test t de Student, 10,05% para el test de ANOVA y 9,49% para el test exacto de Fisher. La frecuencia de uso adecuado de los test estadísticos de hipótesis fue de un 56,42% (IC 95% 49,16% a 63,68%), de uso inadecuado, 13,41% (IC 95% 8,42% a 18,40%), con un resultado sin conclusiones en un 30,16% (IC 95% 23,44% a 36,88%). CONCLUSIONES: La frecuencia del uso adecuado de los test estadísticos utilizados en los artículos originales publicados en la Revista Brasileña de Anestesiología entre enero de 2008 y diciembre de 2009, fue de un 56,42% <![CDATA[<b>Continuous spinal anesthesia with high dose of local anesthetics</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A maior vantagem da raquianestesia contínua é o melhor controle de nível, intensidade e duração da analgesia espinal. Com o advento dos cateteres intermediários (cateter por foral da agulha) e sua baixa incidência de cefaleia e sintomas neurológicos, a técnica vem ganhando credibilidade. O objetivo de caso é relatar a possível segurança do uso do novo cateter com grande dose de bupivacaína hiperbárica a 0,5% com glicose a 1,6% associada à lidocaína 2% hiperbárica com glicose a 1,6%. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 78 anos, 85 kg, 168 cm, estado físico ASA III, hipertenso, coronariopata e insuficiência renal crônica. Candidato à cirurgia de volumosas hérnias inguinal bilateral e umbilical, sendo submetido por uma semana a pneumoperitôneo para criar espaço. Após venóclise com cateter 18G, monitoração com cardioscópio, pressão arterial não invasiva e oximetria de pulso, foi sedado com 1 mg de midazolam e fentanil 100 µg por via venosa e colocado em decúbito lateral esquerdo. Submetido à raquianestesia contínua por via mediana em L3-L4, com conjunto de agulha cortante 27G e cateter 22G. A dose total de anestésico utilizada no procedimento foi 25 mg de bupivacaína 0,5% (hiperbárica com glicose a 1,6%) e 160 mg de lidocaína 2% (hiperbárica com glicose a 1,6%) e morfina (100 µg). Paciente acompanhado até o 30º dia sem queixa neurológica. CONCLUSÕES: Recentemente, a má distribuição do anestésico local através de microcateter foi atribuída como causa de síndrome de cauda equina. Este relato de caso mostrou que, com a administração de altas doses de anestésicos hiperbáricos através do novo cateter, não houve má distribuição nem risco de síndrome de cauda equina<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Better control of the level, intensity, and duration of spinal analgesia represents the greatest advantages of continuous spinal anesthesia. With the advent of intermediate catheters (over-the-needle catheter) and its low incidence of headaches and neurological symptoms, the technique has been gaining credibility. The objective of this paper is to report the possible safety of the new catheter with a large dose of hyperbaric 0.5% bupivacaine with 1.6% glucose associated with hyperbaric 2% lidocaine with 1.6% glucose. CASE REPORT: Male patient, 78 years old, 85 kg, 168 cm, physical status ASA III, with hypertension, coronary artery disease, and chronic renal failure. The patient was candidate for surgery for huge bilateral inguinal and umbilical hernias, being submitted to preoperative pneumoperitoneum for one week to stretch abdominal cavity. After venoclysis with an 18G catheter, he was monitored with cardioscope, non-invasive blood pressure, and pulse oximetry; he was sedated with 1 mg of midazolam and 100 µg of fentanyl intravenously, and placed in left lateral decubitus. He underwent continuous spinal anesthesia by a median puncture in L3-L4 with a set with a 27G cut-bevel needle and 22G catheter. The total dose of anesthetic used was 25 mg of 0.5% bupivacaine (hyperbaric, with 1.6% glucose), 160 mg of 2% lidocaine (hyperbaric, with 1.6% glucose), and morphine (100 µg). The patient was followed-up until the 30th postoperative day without neurological complaints. CONCLUSIONS: Recently, the poor distribution of the local anesthetic through the microcatheter was attributed as the cause of cauda equina syndrome. This case report showed that, with the administration of high doses of hyperbaric anesthetics through the new catheter, poor distribution or risk of cauda equina syndrome were not observed<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La mayor ventaja de la raquianestesia continua es el mejor control del nivel de intensidad y duración de la analgesia espinal. Con el advenimiento de los catéteres intermediarios (catéter por fuera de la aguja) y por su baja incidencia de cefalea y síntomas neurológicos, la técnica ha venido ganando credibilidad. El objetivo de este caso es relatar la posible seguridad del uso del nuevo catéter con una gran dosis de bupivacaína hiperbárica al 0,5% con glucosa al 1,6% asociada a la lidocaína al 2% hiperbárica y con glucosa al 1,6%. RELATO DEL CASO: Paciente masculino, de 78 años, 85 kg, 168 cm, estado físico ASA III, hipertenso, con coronariopatía e insuficiencia renal crónica. Candidato a cirugía de voluminosas hernias inguinales bilateral y umbilical, siendo sometido durante una semana a neumoperitoneo para crear espacio. Posteriormente a la venoclisis con catéter 18G, monitorización con cardioscopio, presión arterial no invasiva y oximetria de pulso, fue sedado con 1 mg de midazolam y fentanil 100 µg por vía venosa y colocado en decúbito lateral izquierdo. Sometido a la raquianestesia continua por vía mediana en L3-L4, y conjunto de aguja cortante 27G con catéter 22G. La dosis total de anestésico utilizada en el procedimiento fue 25 mg de bupivacaína al 0,5% (hiperbárica con glucosa al 1,6%) y 160 mg de lidocaína al 2% (hiperbárica con glucosa al 1,6%) y morfina (100 µg). Paciente con seguimiento hasta el 30º día sin quejidos neurológicos. CONCLUSIONES: Recientemente, la mala distribución del anestésico local a través de microcatéter, se atribuyó a una causa del síndrome de cola de caballo. Este relato de caso mostró que, con la administración de altas dosis de anestésicos hiperbáricos a través del nuevo catéter, no hubo una mala distribución ni el riesgo de síndrome de cola de caballo <![CDATA[<b>Latex allergy in a patient with Kabuki syndrome</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O conhecimento do profissional de Anestesiologia sobre aspectos específicos de pacientes portadores de síndromes raras é uma necessidade crescente, já que cada vez mais esses pacientes são levados aos centros cirúrgicos. O objetivo é descrever um caso de alergia ao látex ocorrido em um desses pacientes com diagnóstico da Síndrome de Kabuki, cujos aspectos ainda não foram completamente esclarecidos, alertando os anestesiologistas quanto à possibilidade dessa associação. RELATO DO CASO: Paciente de 11 anos com diagnóstico de Síndrome de Kabuki foi admitida para exérese de lesões de partes moles. Apresentava histórico de reações alérgicas prévias após procedimentos cirúrgicos de pequeno porte. Com a necessidade da realização de um novo procedimento, após avaliação pré-anestésica, foi encaminhada a um alergologista, que a submeteu a testes cutâneos que confirmaram a hipótese de alergia ao látex. Foi levada mais uma vez ao centro cirúrgico para exérese das lesões, sob anestesia geral. Foram tomadas todas as precauções, com o objetivo de evitar novas manifestações clínicas. O procedimento transcorreu sem intercorrências e a paciente recebeu alta no mesmo dia, sem apresentar qualquer tipo de complicação, o que reforçou ainda mais o diagnóstico. CONCLUSÕES: A Síndrome de Kabuki parece ter um curso relativamente benigno em sua história natural. Entretanto, há muitos aspectos ainda a serem esclarecidos e, portanto, não se descarta a possibilidade da associação dessa patologia com outras condições que interessam ao anestesiologista. Essa descrição tem por objetivo alertar quanto ao risco da associação dessa síndrome com a alergia ao látex. Para tanto, deve-se incentivar, na avaliação pré-anestésica desses pacientes, a realização de uma anamnese bem feita, com a análise de outros fatores predisponentes que não a síndrome per se<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The knowledge of anesthesiologists of specific aspects of patients with rare syndromes is a growing need since those patients are increasingly taken to the operating room. The objective of this report was to describe a case of latex allergy in a patient with Kabuki Syndrome, whose aspects have not been completely explained, alerting anesthesiologists for the possibility of this association. CASE REPORT: This is an 11 years old patient with the diagnosis of Kabuki syndrome, admitted for removal of soft tissue lesions. She had a history of allergic reactions after small surgeries. Since she needed to undergo another procedure, after the pre-anesthetic evaluation the patient was referred to an allergist who confirmed, after skin tests, that the patient had latex allergy. She was taken to the operating room for removal of those lesions under general anesthesia. All precautions were taken to avoid new clinical manifestations. Intercurrences were not observed during the procedure and the patient was discharged on the same day without any complications, which reinforced the diagnosis. CONCLUSIONS: Kabuki syndrome seems to have a relatively benign course. However, it has many aspects that remain to be cleared and, therefore, the possibility of its association with other condition that might be important for the anesthesiologist exists. The objective of this report was to alert for the risk of its association with latex allergy. For such, during the pre-anesthetic evaluation, a good anamnesis with analysis of predisposing factors other than the syndrome itself should be stimulated<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El conocimiento del profesional de Anestesiología sobre los aspectos específicos de pacientes portadores de síndromes raros, es una necesidad que ha venido creciendo, pues cada vez más, esos pacientes son derivados a los quirófanos. Nuestro objetivo es describir un caso de alergia al látex que ocurrió en uno de esos pacientes con diagnóstico del Síndrome de Kabuki, y cuyos aspectos todavía no fueron completamente aclarados, alertando a los anestesiólogos en cuanto a la posibilidad de esa asociación. RELATO DEL CASO: Paciente de 11 años, con diagnóstico de Síndrome de Kabuki, que fue admitida para exéresis de lesiones de las partes blandas. Presentaba un historial de reacciones alérgicas previas posteriores a los procedimientos quirúrgicos de pequeño porte. Con la necesidad de realizar un nuevo procedimiento, y después de la evaluación preanestésica, la paciente fue derivada a un alergista que la sometió a pruebas cutáneas las cuales confirmaron la hipótesis de alergia al látex. Una vez más fue enviada al quirófano para exéresis de las lesiones bajo anestesia general. Fueron tomadas todas las precauciones con el objetivo de evitar nuevas manifestaciones clínicas. El procedimiento transcurrió sin intercurrencias y la paciente recibió alta el mismo día, sin que presentase ningún tipo de complicación, lo que reforzó mucho más el diagnóstico. CONCLUSIONES: El Síndrome de Kabuki parece tener un curso relativamente benigno en su historial natural. Sin embargo, existen muchos aspectos que todavía necesitan ser aclarados y por lo tanto, no descartamos la posibilidad de la asociación de esa patología con otras condiciones que son del interés del anestesiólogo. Esa descripción tiene el objetivo de alertar sobre el riesgo de la asociación de ese síndrome con la alergia al látex. Para tanto, debemos incentivar la evaluación preanestésica de esos pacientes, la realización de una anamnesis correcta y el análisis de otros factores predisponentes que no sean solo el síndrome por sí mismo <![CDATA[<b>Anesthesia for peritonectomy with hyperthermic intraoperative peritoneal chemotherapy</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O pseudomixoma peritoneal é uma condição rara, relacionada com neoplasias epiteliais de apêndice e ovário. O tratamento de escolha é a citorredução cirúrgica, peritonectomia e quimioterapia intra-abdominal hipertérmica transoperatória (QIAHT). Cabe ao anestesiologista a manutenção de normovolemia, normotermia, manejo da dor pós-operatória e do estado de coagulação. O objetivo foi descrever um caso de peritonectomia com QIAHT. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 37 anos, ASA I, apendicectomia há 3 meses, com laudo anatomopatológico de cistoadenoma mucinoso. Após revisão da peça, evidenciou-se pseudomixoma peritoneal, com indicação de peritonectomia com QIAHT. Instalou-se cateter peridural (T11-T12), dose-teste e morfina. Procedeu-se à indução anestésica com remifentanil 0,4 µg.kg-1.min-1, propofol e rocurônio, além de intubação orotraqueal em sequência rápida. A manutenção foi realizada com remifentanil, sevoflurano e rocurônio, conforme o TOF. Ropivacaína 50 mg e fentanil 100 µg em 10 mL foram administrados via cateter peridural 10 minutos antes da incisão. Durante toda a cirurgia, PVC, SpO2, FeCO2, temperatura, frequência cardíaca, PAM e diurese mantiveram-se em valores estáveis dentro da normalidade, inclusive no período da QIAHT. Redução no hematócrito e SvO2, alargamento do TAP e plaquetopenia foram corrigidos com a administração de hemocomponentes. Após 13 horas de cirurgia, a paciente foi admitida na UTI em ventilação controlada. Foi extubada no 1º dia de pós-operatório, recebendo alta hospitalar no 17º dia de internamento. CONCLUSÕES: A citorredução cirúrgica e a peritonectomia com QIAHT surgiram na década de 1990, com diversos estudos revelando aumento significativo da sobrevida. Pela complexidade do procedimento e grande porte cirúrgico, é fundamental a vigilância do anestesiologista para a manutenção dos parâmetros clínicos, laboratoriais, reconhecimento e tratamento de qualquer alteração<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pseudomyxoma peritonei is a rare condition related to epithelial neoplasia of the appendix and ovaries. Surgical cytoreduction, peritonectomy, and hyperthermic intraoperative peritoneal chemotherapy (HIPEC) is the treatment of choice. Maintenance of normovolemia, normothermia, postoperative pain management and coagulation status are all responsibility of the anesthesiologist. The objective of this report was to describe a case of peritonectomy with HIPEC. CASE REPORT: This is a 37 year-old female, ASA I, with a history of appendectomy 3 months ago with an anatomopathological report of mucinous cystoadenoma. After review of the pathological sample, a pseudomyxoma peritonei was diagnosed with indication of peritonectomy with HIPEC. An epidural catheter (T11-T12) was placed and a test-dose, as well as morphine, was administered. Anesthesia was induced with remifentanil, 0.4 µg.kg-1.min-1, propofol, and rocuronium, besides rapid-sequence orotracheal intubation. Remifentanil, sevoflurane, and rocuronium were used for anesthesia maintenance according to the TOF. Ropivacaine 50 mg, and fentanyl 10 µg. in 10 mL were administered through the epidural catheter 10 minutes before incision. During the surgery, CVP, SpO2, FeCO2, temperature, heart rate, MAP, and urine output maintained stable levels within normal limits, including during HIPEC. Reduction of the hematocrit and SvO2, increased PT, and thrombocytopenia were corrected by administering blood products. After 13 hours of surgery, the patient was admitted to the ICU under controlled ventilation. She was extubated on the 1st postoperative day, being discharged from the hospital on the 17th day of hospitalization. CONCLUSIONS: Surgical cytoreduction and peritonectomy with HIPEC goes back to the decade of 1990 with several studies showing a significant increase in survival. Due to the complexity of the procedure and large surgery the vigilance of the anesthesiologist is fundamental for maintenance of clinical and laboratorial parameters, and recognition and treatment of any changes<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El seudomixoma peritoneal es una condición rara, relacionada con neoplasias epiteliales de apéndice y ovario. El tratamiento de elección es la citorreducción quirúrgica, peritonectomía y quimioterapia intraabdominal hipertérmica transoperatoria (QIAHT). Le concierne al anestesiólogo mantener la normovolemia, normotermia, el manejo del dolor postoperatorio y el estado de coagulación. El objetivo de este estudio fue describir un caso de peritonectomía con QIAHT. RELATO DEL CASO: Paciente femenina, 37 años, ASA I, con apendicectomía hace 3 meses, con laudo anatomopatológico de cistoadenoma mucinoso. Después de revisada la pieza, quedó evidenciado el seudomixoma peritoneal, con una indicación de peritonectomía con QIAHT. Se instaló un catéter epidural (T11-T12), dosis de test y morfina. Se procedió entonces a la inducción anestésica con remifentanil 0,4 µg.kg-1.min-1, propofol y rocuronio, además de intubación orotraqueal en secuencia rápida. El mantenimiento se hizo con remifentanil, sevoflurano y rocuronio, conforme al TOF. Fueron administrados vía catéter epidural 10 minutos antes de la incisión ropivacaína 50 mg y fentanil 100 µg en 10 mL. Durante toda la cirugía, PVC, SpO2, FeCO2, la temperatura, frecuencia cardíaca, PAM y diuresis mantuvieron valores estables dentro de la normalidad, inclusive en el período de la QIAHT. Reducción en el hematocrito y SvO2, el ensanchamiento del TAP y la plaquetopenia fueron corregidos con la administración de hemocomponentes. Después de 13 horas de cirugía, la paciente fue admitida en la UCI en ventilación controlada. Se extubó el 1º día del postoperatorio, con alta al 17º día del ingreso. CONCLUSIONES: La citorreducción quirúrgica y la peritonectomía con QIAHT surgieron en la década de 1990, con diversos estudios revelando el aumento significativo de la sobrevida. En función de la complejidad del procedimiento y de la gran demanda quirúrgica, es fundamental que el anestesista vigile el mantenimiento de los parámetros clínicos, laboratoriales, el reconocimiento y el tratamiento de cualquier alteración <![CDATA[<b>Subcutaneous emphysema induced by supplementary oxygen delivery nasopharyngeal cannula</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A ocorrência de enfisema subcutâneo atingindo face, pescoço e tórax está bem documentada em casos de procedimentos odontológicos, cirurgia de cabeça e/ou pescoço e trauma craniofacial. Sua ocorrência sem lesão reconhecida das mucosas é rara. Este relato descreve um caso clínico em que o enfisema ocorreu sem uma lesão óbvia. RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, hígido, submetido a anestesias peridural e local associadas à sedação, para a realização de lipoaspiração de abdome e região submentoniana. Procedimento sem intercorrências até posicionar uma sonda nasofaríngea para administrar oxigênio suplementar. Descreve também uma abordagem alternativa para sua resolução. CONCLUSÕES: Embora raro, o enfisema subcutâneo pode ter graves repercussões. A drenagem linfática manual pode ser uma opção para o tratamento da complicação estética<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The development of subcutaneous emphysema involving face, neck, and thorax has been well-documented in cases of odontologic procedures, head and/or neck surgery, and craniofacial trauma. Its development without known damage to the mucosa is rare. This report describes the case of a patient who developed emphysema without an obvious lesion. CASE REPORT: This is a male patient, healthy, undergoing epidural blockade and local anesthesia associated with sedation for lipoaspiration of the abdomen and submentonian region. Intercurrences were not observed during the procedure until a nasopharyngeal cannula was placed for oxygen administration. We also describe an alternative approach for its resolution. CONCLUSIONS: Although rare, subcutaneous emphysema can have serious repercussions. Manual lymphatic drainage can be an option for the treatment of this aesthetical complication<hr/>JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La incidencia del enfisema subcutáneo que llega a la cara, cuello y tórax está bien documentada en casos de procedimientos odontológicos, cirugía de cabeza y/o cuello y trauma craneofacial. Su aparecimiento sin lesión reconocida de las mucosas es raro. Este relato describe un caso clínico en que el enfisema se dio sin una lesión obvia. RELATO DEL CASO: Paciente del sexo masculino, sano, sometido a anestesias epidural y local, asociadas a la sedación para la realización de liposucción de abdomen y de la región submentoniana. Procedimiento sin intercurrencias hasta colocar una sonda nasofaríngea para administrar oxígeno suplementario. También describe un abordaje alternativo para su resolución. CONCLUSIONES: Aunque sea raro, el enfisema subcutáneo a veces puede tener graves consecuencias. El drenaje linfático manual puede ser una opción para el tratamiento de la complicación estética <![CDATA[<b>Total intravenous anesthesia (TIVA) in an infant with Werdnig-Hoffmann disease</b>: <b>case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Foi com grande interesse que li o artigo "Anestesia Venosa Total (AVT) em Lactente com Doença de Werdnig-Hoffmann. Relato de Caso", de Resende e col. ¹, publicado nesta revista. Gostaria, em primeiro lugar, de parabenizar os autores pela iniciativa. Entretanto, dois pontos me chamaram a atenção. O primeiro refere-se à definição de lactente, a qual compreende o período de 1 a 12 meses de idade. A partir de 12 meses, define-se como pré-escolar ou apenas criança. No artigo, o autor coloca a idade do paciente como 1 ano, mas não especifica meses ou dias. Provavelmente, esse paciente tem mais de 12 meses, sendo, dessa forma, a definição de lactente inadequada. O segundo e mais importante ponto diz respeito à técnica usada e ao título do artigo. No título, utilizou-se a expressão "anestesia venosa total", mas no relato foi dito que, além de propofol e remifentanil, a anestesia foi mantida com oxigênio e N2O. Se foi usado um gás com propriedades anestésicas (N2O), não seria correto classificar essa técnica como venosa total. Além disso, ele cita o artigo de Crawford e col. ², que definiu doses de remifentanil para intubação em crianças. Esse estudo foi realizado utilizando-se oxigenação na concentração de 100%, pois os autores provavelmente entendem que a adição de gases com propriedades anestésicas interferiria nos resultados obtidos<hr/>I read the article "Total Intravenous Anesthesia (TIA) in a Patient with Werdnig-Hoffman Disease. Case Report", of Resende et al.1, published in this journal with great interest. First, I would like to congratulate the authors for their initiative. However, two points called my attention. The first one refers to the definition of infant, which comprehends the period from 1 to 12 months of age. From 12 months on, it defines preschooler or just child. In the article, the author states the age of the patient as 1 year old, but he does not specify months or days. Probably, this patient has more than 12 months of age and, therefore, calling him an infant is inappropriate. The second and most important point refers to the technique used and to the title of the article. In the title, the expression "total intravenous anesthesia" was used, but in the report it was stated that besides propofol and remifentanil anesthesia was maintained with oxygen and N2O. If a gas with anesthetic properties (N2O) was used, it would not be correct to call this technique total intravenous anesthesia. Besides, he mentioned the article of Crawford et al. 2, who defined the doses of remifentanil for intubation in children. This study was undertaken using 100% oxygen, since the authors probably understand that the addition of gases with anesthetic properties would interfere with the results obtained<hr/>Fue con un gran interés que leí el artículo "Anestesia Venosa Total (AVT) en Lactante con Enfermedad de Werdnig-Hoffmann. Relato de Caso", de Resende y col. ¹, publicado en esta revista. Y de hecho quiero, en primer lugar, felicitar a los autores por la iniciativa. Sin embargo, dos puntos me llamaron la atención. El primero, se refiere a la definición de lactante, la cual abarca el período de 1 a 12 meses de edad. A partir de los 12 meses, se define como preescolar o apenas como niño. En el artículo, el autor coloca la edad del paciente como de 1 año, pero no especifica meses o días. Tal vez, ese paciente tenga más de 12 meses y entonces la definición de lactante sería inadecuada. El segundo y el más importante de mis cuestionamientos, versa sobre la técnica usada y sobre el título del artículo. En el título, se usó la expresión "anestesia venosa total", pero en el relato se dijo que, además del propofol y del remifentanil, la anestesia se mantuvo con oxígeno y N2O. Si fue usado un gas con propiedades anestésicas (N2O), no sería correcto clasificar esa técnica como venosa total. Además, él cita el artículo de Crawford y col. ², que definió dosis de remifentanil para la intubación en niños. Ese estudio fue realizado utilizando la oxigenación en la concentración de 100%, porque los autores probablemente entienden que la adición de los gases con propiedades anestésicas interferiría en los resultados obtenidos