Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Oftalmologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0034-728020180002&lang=es vol. 77 num. 2 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Analysis of corneal curvature after pterygium excision: the impact of the surgical procedure objectively in our practice]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200065&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Introdução: O pterígio é uma proliferação de tecido fibrovascular centrípeta, que avança da conjuntiva bulbar em direção ao centro da córnea. A excisão do pterígio pode causar melhora na acuidade visual. A excisão cirúrgica tem como objetivo atingir uma superfície ocular topograficamente regular. A melhora da acuidade visual decorre da alteração do poder refrativo corneano, que é aferido na topografia como alteração do astigmatismo topográfico. O objetivo do estudo foi avaliar a variação do astigmatismo topográfico final após a cirurgia de exérese de pterígio. Métodos: Foi realizado um estudo prospectivo de acompanhamento de pacientes após cirurgia de exérese de pterígio com a realização de topografias corneanas antes e 1 mês após a cirurgia. A população foi do tipo não-probabilística de voluntários, com n de 74 olhos. A amostragem foi por conveniência, sendo oferecida a participação aos pacientes do ambulatório geral de oftalmologia que foram submetidos ao procedimento de exérese de pterígio entre julho e dezembro de 2015. Resultados: Foram realizadas 74 cirurgias no período e 44 foram incluídas na analise estatística. Os valores médios do astigmatismo topográfico (CYL) mostraram redução estatisticamente significativa de 2,715D para 1,448D (p=0,0037). A alteração do meridiano mais curvo (Ks) não mostrou alteração significativa com variação de 45,60 D para 45,32 D (p=0,1050), enquanto o meridiano plano à 90º Ks (Kf) mostrou aumento significativo de 42,86 D para 43,87 D (p=0,0052). A analise isolada dos grupos mostrou que apenas o grupo com pterígios grau 3 sofreu alteração significativa do CYL de 7,12 D para 1,82 D (p=0,0002). Conclusão: A cirurgia resultou em uma redução significativa do astigmatismo topográfico apenas em pacientes com pterígio grau 3, isso em decorrência da redução do aplanamento provocado pelo pterígio.<hr/>Abstract Introduction: Pterygium is a centripetal proliferation of fibrovascular tissue, which proceeds from the bulbar conjunctiva towards the center of the cornea. Excision of the pterygium may cause visual acuity improvement and surgical excision aims to achieve a topographically regular ocular surface. The improvement of the visual acuity results from the alteration of the refractive corneal power, that is measured in the topography as alteration of the topographic astigmatism. The objective of this study was to evaluate the variation of the final topographic astigmatism after the pterygium excision surgery. Methods: A prospective study was carried out to follow up patients after pterygium excision surgery with corneal topography before and 1 month after the surgery. The population was of the non-probabilistic type of volunteers, with n of 74 eyes. Sampling was for convenience and participation was offered to patients from the ophthalmology residence outpatient service who underwent pterygium excision between July and December 2015. Results: A total of 74 surgeries were performed in the period and 44 were included in the statistical analysis. Mean values of topographic astigmatism (CYL) showed a statistically significant reduction from 2.715D to 1.448D (p = 0.0037). The change in the more curved meridian (Ks) showed no significant change from 45.60D to 45.32D (p = 0.1050), while the meridian plane at 90º Ks (Kf) showed a significant increase from 42.86D to 43,87D (p = 0.0052). Isolated analysis of the groups showed that only the group with grade 3 pterygia suffered a significant alteration of CYL from 7,12D to 1,82D (p = 0,0002). Conclusion: The surgery resulted in a significant reduction of topographic astigmatism only in patients with grade 3 pterygium, due to the reduction of the flattening caused by the pterygium. <![CDATA[Optic nerve: measure the diameter of its sheath to detect intracranial hypertension]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200068&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Objetivo: este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre a avaliação e detecção da hipertensão intracraniana através da ultrassonografia do nervo óptico. Métodos: revisão narrativa da literatura baseado em um levantamento bibliográfico nas bases de dados eletrônicas: PubMed, LILACS, SCIELO e CINAHL, através do uso dos descritores: Intracranial Hypertension. Optic Nerve. Ultrasonography, seus correspondentes em português e suas intersecções. Foram selecionados 27 artigos publicados no período de 1998-2017. Resultados: os artigos indicaram que a ultrassonografia do diâmetro da bainha do nervo óptico (DBNO) é util na detecção da hipertensão intracraniana. Conclusão: O aumento do DBNO é uma alteração com elevada acurácia para diagnosticar o aumento da pressão intracraniana em pacientes críticos.<hr/>Abstract Objective: This work had the objective of reviewing the literature on the evaluation and detection of intracranial hypertension through optical nerve ultrasound. Method: literature review based on a bibliographic survey in the electronic databases: PubMed, LILACS, SCIELO and CINAHL, using the following descriptors: Intracranial Hypertension.Optic Nerve. Ultrasonography, its correspondents in Portuguese and their intersections. We selected 27 articles published in the period of 1998-2017. Results: the articles indicated that ultrasonography of the diameter of the optic nerve sheath (ONSD) is useful in the detection of intracranial hypertension. Conclusion: The increase in ONSD is a highly accurate change to diagnose increased intracranial pressure in critically ill patients. <![CDATA[Decrease of myopia progression with 0.025% atropine]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200072&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Objetivo: Demonstrar a eficácia do uso do colírio de atropina 0,025% em crianças míopes, no Brasil, para a diminuição da progressão da miopia. Métodos: Realizou-se estudo prospectivo em 60 pacientes do Hospital Geral Universitário e Oftalmocenter Santa Rosa - Cuiabá - MT, com idades entre 6 e 12 anos, com equivalente esférico da refração entre -1,00 a -6,00 DE, refração cilíndrica &lt; -1,00 DC e taxa de progressão anual de 0,50 DE (ou maior). Efetuou-se exame oftalmológico geral, topografia corneana e a medida do diâmetro anteroposterior do globo ocular (DAP). Os pacientes foram divididos em dois grupos: em que o Grupo 1 recebeu colírio de atropina 0,025%, todas as noites, e prescreveu-se a refração total com lentes com antirreflexo de multicamadas; e, no Grupo 2, somente a refração total. Nova avaliação foi realizada dois anos após. O teste T Student pareado foi utilizado para comparações das refrações, DAP e ceratometrias, medidas no exame inicial e no exame com 2 anos de seguimento. Resultados: Das 60 crianças, 30 eram do Grupo 1 com idade média de 8,21 ± 1,72 anos, e as do grupo controle com idade média de 8,17 ± 1,73 anos. Quatorze (46,66%) e 16 (53,33%) eram do sexo masculino nos Grupos 1 e 2, respectivamente. O Grupo 1 revelou menor progressão da miopia (Grupo 1: 0,43 ± 0,19D, Grupo 2: 1,24 ± 0,37D) e menor crescimento do DAP em relação ao grupo controle (Grupo 1: 0,19 ± 0,09mm, Grupo 2: 0,48 ± 0,12mm). Houve diferença estatisticamente significativa (P&lt;0,05) entre o grupo tratado e o controle em relação à refração e ao crescimento DAP. A topografia não teve mudança estatisticamente significativa. Conclusão: A atropina em baixas concentrações foi eficaz em diminuir a progressão da miopia em 65% desta população estudada, por 2 anos. No entanto estudos com maior número de participantes e em diversas regiões do Brasil poderiam demonstrar melhor esse fato.<hr/>Abstract Purpose: To demonstrate the efficacy of 0.025% atropine eyedrops in myopic children in Brazil for decreasing myopia progression Methods: This was a prospective study with 60 children from Hospital Geral Universitário and Oftalmocenter Santa Rosa in Cuiabá, MT, Brazil, aged between 6 to 12 years, with spherical equivalent refractive error of -1.00 to -6.00 diopters (D) and astigmatism of -1.00 D or smaller. They underwent a complete ophthalmological examination, corneal topography and optical biometry. Children were assigned into two groups: group 1 used 0.025% atropine drop, once-nightly dosing, and it was prescribed total refraction in anti-reflective coating lens; and group 2 was prescribed just total refraction. A new evaluation was conducted 2 years after that. Paired student’s t-test was used to compare refractions, axial length and keratometry which were measured in an initial exam and after a two-year follow-up. Results: Of the 60 children, the 30 in group 1 had an age mean and SD 8.21 +/- 1.72, and of the control group were 8.17 +/- 1.73 years. Fourteen (46,66%) and 16 (53,33%) were male, respectively. Myopic progression was significantly lower in group 1 (-0.43 +/- 0.19 D) than in group 2 (-1.24 +/- 0.37 D) and axial length increase was also significantly smaller in group 1(0.19 +/- 0.09 mm) than in group 2 (0.48 +/- 0.12 mm). There were no significant statistical differences regarding keratometry between groups. Conclusions: Low dose atropine eyedrops were effective in decreasing myopia progression in 65% of this population studied for 2 years. Furthermore, a larger scale randomized controlled study with longer follow-up seems warranted. <![CDATA[Assessment of visual acuity improvement in patients with AMD referred to the low vision department]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200076&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Purpose: To evaluate the vision improvement through the use of visual aids of patients with Age-Related Macular Degeneration (AMD) those were examined in the low vision department. Methods: A retrospective study was conducted by reviewing medical records of 61 patients with AMD who were referred to the Low Vision Department from January 2012 to December 2014. The data collected included age, sex, diagnosis of the type of AMD and previous use of vascular endothelium growth factor inhibitor or antioxidants. In addition, far acuity, with and without optical aid, was indicated as well as which aid was prescribed. Results: In this study with 61 patients, 54.1% were male and 45.9% female. The most prevalent age group was 71-80 years old (44.3%) and most of the patients had the dry form of AMD (70.5%). With the use of visual aids, 73.8% of the patients improved visual acuity for far vision. The most prescribed optical aid was the Galileu 2.8x telescope (50.8%). Conclusion: Patients with visual impairment and AMD can benefit significantly from the visual aids if they are properly prescribed and fitted. Most patients in the study were fitted with at least one of the indicated visual aids, resulting in a significant improvement in far acuity.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar a melhora da visão através de auxílios visuais em pacientes portadores de Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) encaminhados ao serviço de visão subnormal. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, através da revisão 61 prontuários de pacientes com diagnóstico de DMRI que foram encaminhados ao departamento de Visão Subnormal (VSN), no período de janeiro 2012 a dezembro de 2014. Foram coletados dados sobre idade, sexo, diagnóstico do tipo de DMRI e uso prévio de inibidor do fator de crescimento do endotélio vascular (anti-VEGF) ou antioxidante. Além disso, outras informações foram colhidas como acuidade visual para longe sem auxílio e com auxílio óptico, indicando o(s) auxílio(s) óptico(s) prescrito(s). Resultados: Dos 61 pacientes avaliados, 54,1% eram do sexo masculino e 45,9% do sexo feminino. A faixa etária mais prevalente foi de 71-80 anos (44,3%) e a maioria (70,5%) apresentava a forma seca de DMRI. Com o uso de recursos visuais, 73,8% dos tiveram melhora da acuidade visual para longe. O auxilio óptico mais prescrito foi o telescópio do tipo Galileu 2,8x (50,8%). Conclusão: Pacientes com deficiência visual e DMRI podem se beneficiar significativamente dos recursos visuais se esses forem devidamente indicados e adaptados. A maioria dos pacientes aceitou pelo menos um dos recursos visuais indicados resultando numa melhora importante da acuidade visual de longe. <![CDATA[Analysis of the frequency of uveitis in spondyloarthritis patients and associations with clinical parameters of the disease]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200080&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Objetivo: A uveíte anterior aguda é a principal manifestação extra-articular na espondiloartrite. O objetivo deste estudo foi analisar se a presença da uveíte se associa com diferentes manifestações clínicas, laboratoriais, radiológicas e a terapêutica nos pacientes com espondiloartrite. Métodos: Estudo observacional retrospectivo realizado com 153 pacientes portadores de espondiloartrite atendidos no período de 1997 a 2017 na Grande Florianópolis, Brasil. Foram analisados dados demográficos, laboratoriais, clínicos e do tratamento de pacientes com espondiloartrite em relação a presença ou não de uveíte. Resultados: A uveíte foi encontrada em 26,8% dos pacientes. A presença de complicações foi rara, ocorrendo catarata em somente quatro pacientes e glaucoma em dois deles. Foi observada uma tendência a maior frequência de uveíte anterior aguda no sexo masculino (p=0,06), nos pacientes com história familiar (p=0,19) e HLA-B27 positivos (p=0,14). Pacientes com espondiloartrite e uveíte mais frequentemente usavam anti-TNF (p=0,04) e apresentavam sacroiliite em exames de imagem (p=0,02). Não observou-se associação entre a uveíte e o acometimento cardiovascular (p=0,44), cutâneo (p=0,13) ou gastrointestinal (p=0,10). Conclusão: A uveíte que ocorre em pacientes com espondiloartrite é comum, tem predomínio no sexo masculino e é mais frequente em pacientes com HLA-B27 positivo. O uso de imunobiológicos como o anti-TNF é frequente nos pacientes com uveíte.<hr/>Abstract Objective: Acute anterior uveitis (AAU) is the most common extra-articular manifestation of spondyloarthritis. The aim of this study is to analyze if the presence of uveitis is associated with a diferent clinical manifestation, laboratorial, radiological and therapetiuc among spondyloarthritis patients. Methods: This was a observational retrospective study with 153 patients with spondyloarthritis attended in the period from 1997 to 2017 in Florianopolis, Brazil. It was analyzed demografical, laboratorial, clinical and therapeutic data in spondyloarthritis patients with or without uveitis. Results: 26,8% of the patients with spondyloarthritis presented uveitis. The presence of complications was rare, with cataract occurring in only four patients and glaucoma in two of them. A higher frequency of acute anterior uveitis in males (p = 0.06) was observed in patients with a family history (p = 0.19) and HLA-B27 positive (p = 0.14). Patients with spondyloarthritis and uveitis more frequently used anti-TNF (p = 0.04) and presented sacroiliitis on imaging tests (p = 0.02). There was no association between uveitis and cardiovascular (p = 0.44), cutaneous (p = 0.13) or gastrointestinal involvement (p = 0.10). Conclusion: Uveitis in patients with spondylarthritis is common, predominantly in males, and more frequently in HLA-B27 positive patients. The use of immunobiological agents such as anti-TNF is common in patients with uveitis. <![CDATA[Vogt-Koyanagi-Harada syndrome: evaluation of the disease phase in which patients receive the first specialized attendance]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200085&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Objetivo: Avaliar em qual fase da síndrome de Vogt-Koyanagi-Harada (SVKH) os pacientes recebem o primeiro atendimento em serviço especializado. Métodos: Foram analisados prontuários de 14 pacientes atendidos no Setor de Uveítes do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ no período de janeiro de 2014 a março de 2017. Nesta análise, foram observados o sexo, a idade, a fase da doença e a acuidade visual destes pacientes com ao menos doença provável da SVKH. Resultados: Observamos que 35,4% dos pacientes apresentavam a doença ainda na fase uveítica e que 78,5% destes pacientes apresentava acuidade visual igual ou pior que 0,05. Destes pacientes, 78,5% eram do sexo feminino e 21,5% do sexo masculino e a mediana de idades foi de 34 anos. Conclusão: Os pacientes analisados obtiveram dificuldade em ter acesso precoce a um setor especializado, afetando assim, diretamente o tratamento e prognóstico visual.<hr/>Abstract Objective: To evaluate in which phase of Vogt-Koyanagi-Harada (VKH) syndrome the patients receive the first attendance in specialized service. Methods: A retrospective study was conduted to evaluate medical records of 14 patients with VKH in the Clementino Fraga Filho University Hospital of the Federal University of Rio de Janeiro from January 2014 to March 2017. In this analysis, gender, age, stage of disease and visual acuity of these patients with at least probable VKH were recorded. Results: Of these patients, 78.5% were female and 21.5% male and the median age was 34 years. We observed that 35.4% of the patients had the disease still in the uveitic phase and that 78.5% of these patients had visual acuity equal to or worse than 0.05. Conclusion: There is a delay in the admission of these patients to a specialized sector, thus affecting directly the treatment and visual prognosis. <![CDATA[Pellucid marginal degeneration: postponing penetrating keratoplasty for over a decade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200089&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Pellucid marginal degeneration (PMD) treatment can be challenging in moderate to advanced cases and penetrating keratoplasty should be avoided due to high risk of complications, such as graft rejection. We report a case of a 30-year-old female patient with PMD that was referred to our service with bilateral low visual acuity, worse in her right eye and contact lenses intolerance. We performed a corneal crescentic lamellar wedge resection that resulted in good useful vision and postponed the keratoplasty for eighteen years.<hr/>Resumo A degeneração marginal pelúcida (DMP) é uma ectasia corneana de difícil manejo em casos moderados e avançados. O transplante de córnea penetrante nesses pacientes deve ser evitado ao máximo tendo em vista que a descentração necessária do botão aumenta o risco de vascularização e consequentemente rejeição, além das dificuldades técnicas e possibilidade de deiscência de sutura devido ao afinamento corneano pronunciado característico desta ectasia. Nós relatamos o caso de uma paciente de 30 anos com DMP com queixa de baixa visual bilateral, pior no olho direito e intolerância a lentes de contato. Foi realizada ressecção lamelar em crescente neste olho, com excelente resultado, concedendo visão útil a paciente e postergando o transplante penetrante por dezoito anos. <![CDATA[Recorrent bilateral orbits pseudo-tumor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200092&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O pseudotumor orbitário é uma doença inflamatória idiopática benigna. Os autores apresentam um caso manifestado em adolescente de 12 anos, diagnosticado por meio do exame clínico, laboratorial e radiológico. Houve boa resposta ao tratamento proposto com corticosteroides. O relato é seguido de breve retomada literária acerca do tema.<hr/>Abstract The orbital pseudotumor is a benign idiopathic inflammatory disease. The authors present a case manifested in 12 years old boy, diagnosed by clinical, laboratory and radiological examination. There was a good response to treatment with corticosteroids proposed. The report is followed by brief literary resume on the subject. <![CDATA[Use of scleral contact lens in the therapeutic approach of corneal neurotrophic ulcer]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200095&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Neste artigo descrevemos como conduzimos com sucesso um caso de úlcera neurotrófica não responsivo à terapia convencional com o uso de lente de contato escleral e as vantagens desta terapêutica.<hr/>Abstract In this paper we describe how we successfully conducted a case of neurotrophic ulcer not responsive to conventional therapy using scleral contact lens and the advantages of this therapy. <![CDATA[Endonasal technique for orbital decompression surgery in a patient with Graves’ exophthalmopathy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200098&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Paciente do sexo feminino, 29 anos, ex-tabagista, diagnosticada em setembro de 2012 com doença de Graves e apresentação rápida de exoftalmia bilateral. Na avaliação oftalmológica, apresentava motilidade preservada, proptose e bolsa de gordura superior em AO com retração de PPSS e PPII e exoftalmetria em OD de 26 mm,e em OE de 24 mm. Em maio de 2014,fez o mapeamento da retina que evidenciou cicatrizes de coriorretinite em ambos os olhos e campimetria computadorizada, apresentando degrau nasal em OD, contração superior, depressão centro-inferior. Em junho de 2016, realizou cirurgia de descompressão orbitária de paredes medial e inferior bilateral por via endoscópica com uso de endoscópio nasal Karl Storz, em 30 graus de óptica. A abordagem cirúrgica da oftalmopatia de Graves deve ser empregada na fase cicatricial exceto nos casos com risco de perda da visão. Antes realizada por acesso externo, atualmente a descompressão orbitária pode ser realizada via endoscópica, com mínima invasividade e permite a remoção da parede inferior e medial sem necessidade de incisões externas. É um procedimento seguro para o tratamento da orbitopatia distireoidiana associada a menor morbidade, no qual se evita lesões ao ducto nasolacrimal, nasofrontal ou ao infraorbital e se possibilita redução da proptose entre 3 a 4 mm. Os benefícios da descompressão estão relacionados com a melhora da acuidade visual, além do resultado estético. A continuidade do tratamento cirúrgico será realizada por meio de correção de retração palpebral seguida de blefaroplastia.<hr/>Abstract Female, 29, former smoker, diagnosed in September 2012 with Graves’ disease and rapid presentation of bilateral exophthalmos. In the ophthalmologic evaluation, it presented preserved motility, proptosis and upper fat sac in OA with retraction of PPSS and PPII and exophthalmetry in OD of 26 mm, and in OE of 24 mm. In May 2014, he performed the mapping of the retina that showed scars of chorioretinitis in both eyes and computerized campimetry, presenting a nasal step in OD, superior contraction, central-inferior depression. In June 2016, he underwent orbital decompression surgery of the medial and inferior bilateral walls by endoscopic approach using the Karl Storz nasal endoscope at 30 degrees of optics. The surgical approach of Graves’ ophthalmopathy should be used in the cicatricial phase except in cases with risk of loss of vision. Before performed by external access, orbital decompression can now be performed endoscopically, with minimal invasiveness and allows the removal of the inferior wall and Without external incisions. It is a safe procedure for the treatment of dysthyroidal orbitopathy, associated with lower morbidity, in which lesions are avoided in the nasolacrimal, nasofrontal, or infraorbital ducts and it is possible to reduce proptosis between 3 and 4 mm. The benefits of decompression are related to Improvement of visual acuity, besides the aesthetic result. The continuation of the surgical treatment will be performed by correction of palpebral retraction followed by blepharoplasty. <![CDATA[Phenotypic expression variability in Best Disease: a purpose of a series of cases]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200102&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract The objective of the following work is to document the phenotypic expression variability in Best Disease in first-degree relatives. The information was collected by assessing medical notes, interviewing the patient and obtaining photographic record of the diagnostic methods to which the patient was submitted. Data was analyzed along with a thorough review of the literature. A series of cases were reported in which the patient presenting the phenotypic characteristics of the disease has first degree relatives without ophthalmic findings during examination, but present an abnormal pattern on the electro-oculogram (EOG). Our article reveals the importance of electrophysiological exams in the diagnosis of Best vitelliform macular dystrophy, including the prevention of its clinical manifestation (autosomal dominant), providing concrete subsidies for genetic counseling.<hr/>Resumo O objetivo do presente trabalho é a documentação da variabilidade de expressão fenotípica da Doença de Best em parentes de primeiro grau. As informações foram obtidas por meio de revisão do prontuário, entrevista com o paciente e registro fotográfico dos métodos diagnósticos aos quais os pacientes foram submetidos. Dados foram analisados junto a uma extensa revisão da literatura. Relatamos uma série de casos, no qual o paciente que apresenta as alterações fenotípicas da doença tem familiares de primeiro grau sem alterações ao exame oftalmológico, porém os mesmos apresentam padrão anormal de eletro-oculograma (EOG). O nosso artigo revela a importância dos exames eletrofisiológicos no diagnóstico da distrofia macular viteliforme de Best, inclusive no que se refere à prevenção de sua manifestação clínica (autossômica dominante), fornecendo subsídios concretos para o aconselhamento genético. <![CDATA[Permanent treatment suture for the treatment of congenital nerve palsy of III nerve]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-72802018000200105&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo A paralisia do terceiro nervo craniano representa o estrabismo paralítico de tratamento mais complexo e desafiador. Os casos de paralisia completa III par incitam o uso de certas técnicas de cirurgia de estrabismo destinadas a manter o olho voltado para a posição primária do olhar (PPO). Entretanto, as possibilidades terapêuticas são limitadas e complexas e o tratamento cirúrgico tende a hipocorreção e recorrências frequentes a longo prazo.O envolvimento completo e congênito do terceiro nervo craniano requer cirurgias para a exotropia, hipotropia e ptose.Dentre as técnicas cirúrgicas já descritas, optou-se pela realização de uma modificação da técnica cirúrgica de recuo-ressecção, que deu-se em único tempo cirúrgico, sendo suficiente para alcançar o objetivo estético. Este trabalho relata o resultado positivoda manutenção de sutura de tração à carúncula para tratamento cirúrgico de estrabismo paralítico congênito de nervo oculomotor de longa data.<hr/>Abstract Paralysis of the third cranial nerve represents the most complex and challenging paralytic squint. The cases of complete III nerve paralysis encourages the use of certain strabismus surgery techniques in order to keep eye in primary position of gaze. However, the therapeutic possibilities are limited and complex and the surgical treatment tends to hypocorrection and frequent recurrences in the long term. Complete and congenital involvement of the third cranial nerve requires surgeries for exotropia, hypotropia and ptosis. Among the surgical techniques already described, we choose a modification of the surgical technique of recession-resection, which occurred in a single surgical time, being suffice to achieve aesthetic objective. This paper reports the positive result of the maintenance of caruncle traction suture as surgical treatment of congenital III nerve paralysis.