Scielo RSS <![CDATA[Arquivos Brasileiros de Cardiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0066-782X20170004&lang=en vol. 108 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[SAMe-TT<sub>2</sub>R<sub>2</sub> Score in the Outpatient Anticoagulation Clinic to Predict Time in Therapeutic Range and Adverse Events]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400290&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: The SAMe-TT2R2 score was developed to predict which patients on oral anticoagulation with vitamin K antagonists (VKAs) will reach an adequate time in therapeutic range (TTR) (&gt; 65%-70%). Studies have reported a relationship between this score and the occurrence of adverse events. Objective: To describe the TTR according to the score, in addition to relating the score obtained with the occurrence of adverse events in patients with nonvalvular atrial fibrillation (AF) on oral anticoagulation with VKAs. Methods: Retrospective cohort study including patients with nonvalvular AF attending an outpatient anticoagulation clinic of a tertiary hospital. Visits to the outpatient clinic and emergency, as well as hospital admissions to the institution, during 2014 were evaluated. The TTR was calculated through the Rosendaal´s method. Results: We analyzed 263 patients (median TTR, 62.5%). The low-risk group (score 0-1) had a better median TTR as compared with the high-risk group (score ≥ 2): 69.2% vs. 56.3%, p = 0.002. Similarly, the percentage of patients with TTR ≥ 60%, 65% or 70% was higher in the low-risk group (p &lt; 0.001, p = 0.001 and p = 0.003, respectively). The high-risk group had a higher percentage of adverse events (11.2% vs. 7.2%), although not significant (p = 0.369). Conclusions: The SAMe-TT2R2 score proved to be effective to predict patients with a better TTR, but was not associated with adverse events.<hr/>Resumo Fundamento: O escore SAMe-TT2R2 foi desenvolvido visando predizer quais pacientes em anticoagulação oral com antagonistas da vitamina K (AVKs) atingirão um tempo na faixa terapêutica (TFT) adequado (&gt; 65%-70%) no seguimento. Estudos também o relacionaram com a ocorrência de eventos adversos. Objetivos: Descrever o TFT de acordo com o escore, além de relacionar a pontuação obtida com a ocorrência de eventos adversos adversos em pacientes com fibrilação atrial (FA) não valvar em anticoagulação oral com AVKs. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo incluindo pacientes com FA não valvar em acompanhamento em ambulatório de anticoagulação de um hospital terciário. Foi realizada uma avaliação retrospectiva de consultas ambulatoriais, visitas a emergência e internações hospitalares na instituição no período de janeiro-dezembro/2014. O TFT foi calculado aplicando-se o método de Rosendaal. Resultados: Foram analisados 263 pacientes com TFT mediano de 62,5%. O grupo de baixo risco (0-1 ponto) obteve um TFT mediano maior em comparação com o grupo de alto risco (≥ 2 pontos): 69,2% vs. 56,3%, p = 0,002. Da mesma forma, o percentual de pacientes com TFT ≥ 60%, 65% ou 70% foi superior nos pacientes de baixo risco (p &lt; 0,001, p = 0,001 e p = 0,003, respectivamente). Os pacientes de alto risco tiveram um percentual maior de eventos adversos (11,2% vs. 7,2%), embora não significativo (p = 0,369). Conclusões: O escore SAMe-TT2R2 foi uma ferramenta eficaz na predição do TFT em pacientes com FA em uso de AVKs para anticoagulação, porém não se associou à ocorrência de eventos adversos. <![CDATA[Comparison of Two Central Venous Pressure Control Strategies to Prevent Atrial Fibrillation After Coronary Artery Bypass Grafting]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400297&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: Atrial fibrillation (AF) takes place in 10-40% of patients undergoing coronary artery bypass grafting (CABG), and increases cardiovascular mortality. Enlargement of atrial chambers is associated with increased AF incidence, so patients with higher central venous pressure (CVP) are expected to have larger atrial distension, which increases AF incidence. Objective: To compare post-CABG AF incidence, following two CVP control strategies. Methods: Interventional, randomized, controlled clinical study. The sample comprised 140 patients undergoing CABG between 2011 and 2015. They were randomized into two groups, G15 and G20, with CVP maintained ≤ 15 cmH2O and ≤ 20 cmH2O, respectively. Results: 70 patients were included in each group. The AF incidence in G15 was 8.57%, and in G20, 22.86%, with absolute risk reduction of 14.28%, and number needed to treat (NNT) of 7 (p = 0.03). Mortality (G15 = 5.71%; G20 = 11.42%; p = 0.07), hospital length of stay (G15 = 7.14 days; G20 = 8.21 days; p = 0.36), number of grafts (median: G15 = 3, G2 = 2; p = 0.22) and cardiopulmonary bypass use (G15 = 67.10%; G20 = 55.70%; p = 0.22) were statistically similar. Age (p = 0.04) and hospital length of stay (p = 0.001) were significantly higher in patients who developed AF in both groups. Conclusion: Keeping CVP low in the first 72 post-CABG hours reduces the relative risk of AF, and may be useful to prevent AF after CABG.<hr/>Resumo Fundamento: A fibrilação atrial (FA) ocorre em 10-40% dos pacientes submetidos a cirurgia de revascularização miocárdica (RM), e eleva a mortalidade cardiovascular. Como o aumento dos átrios está associado ao aumento da incidência de FA, espera-se que pacientes com pressão venosa central (PVC) mais alta tenham maior distensão atrial, o que eleva a incidência dessa arritmia. Objetivo: Comparar a incidência de FA em pós-operatório de RM, seguindo duas estratégias de controle de PVC. Métodos: Estudo clínico randomizado controlado intervencionista. A amostra foi composta por 140 pacientes submetidos a RM entre 2011 e 2015. Os pacientes foram randomizados em dois grupos, G15 e G20, mantidos com PVC máxima de 15 cmH2O e 20 cmH2O, respectivamente. Resultados: Foram incluídos 70 pacientes em cada grupo. A incidência da arritmia em G15 foi de 8,57% e, no G20, de 22,86%, com redução de risco absoluto de 14,28% e número necessário para tratar (NNT) de 7 (p = 0,03). Mortalidade (G15 = 5,71%; G20 = 11,42%; p = 0,07), tempo de internamento (G15 = 7,14 dias; G20 = 8,21 dias; p = 0,36), número de enxertos (medianas: G15 = 3, G2 = 2; p = 0,22) e uso de circulação extracorpórea (G15 = 67,10%; G20 = 55,70%; p = 0,22) mostraram-se estatisticamente semelhantes. A idade (p = 0,04) e o tempo de internamento (p = 0,001) foram significativamente maiores nos pacientes que desenvolveram FA nos dois grupos. Conclusão: Manter a PVC com valores mais baixos nas primeiras 72h após a cirurgia de RM reduz o risco relativo de FA e pode ser uma ferramenta útil na prevenção da FA após RM. <![CDATA[A Multivariate Model for Prediction of Obstructive Coronary Disease in Patients with Acute Chest Pain: Development and Validation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400304&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: Currently, there is no validated multivariate model to predict probability of obstructive coronary disease in patients with acute chest pain. Objective: To develop and validate a multivariate model to predict coronary artery disease (CAD) based on variables assessed at admission to the coronary care unit (CCU) due to acute chest pain. Methods: A total of 470 patients were studied, 370 utilized as the derivation sample and the subsequent 100 patients as the validation sample. As the reference standard, angiography was required to rule in CAD (stenosis ≥ 70%), while either angiography or a negative noninvasive test could be used to rule it out. As predictors, 13 baseline variables related to medical history, 14 characteristics of chest discomfort, and eight variables from physical examination or laboratory tests were tested. Results: The prevalence of CAD was 48%. By logistic regression, six variables remained independent predictors of CAD: age, male gender, relief with nitrate, signs of heart failure, positive electrocardiogram, and troponin. The area under the curve (AUC) of this final model was 0.80 (95% confidence interval [95%CI] = 0.75 - 0.84) in the derivation sample and 0.86 (95%CI = 0.79 - 0.93) in the validation sample. Hosmer-Lemeshow's test indicated good calibration in both samples (p = 0.98 and p = 0.23, respectively). Compared with a basic model containing electrocardiogram and troponin, the full model provided an AUC increment of 0.07 in both derivation (p = 0.0002) and validation (p = 0.039) samples. Integrated discrimination improvement was 0.09 in both derivation (p &lt; 0.001) and validation (p &lt; 0.0015) samples. Conclusion: A multivariate model was derived and validated as an accurate tool for estimating the pretest probability of CAD in patients with acute chest pain.<hr/>Resumo Fundamento: Atualmente, não existe um modelo multivariado validado para predizer a probabilidade de doença coronariana obstrutiva em pacientes com dor torácica aguda. Objetivo: Desenvolver e validar um modelo multivariado para predizer doença arterial coronariana (DAC) com base em variáveis avaliadas à admissão na unidade coronariana (UC) devido a dor torácica aguda. Métodos: Foram estudados um total de 470 pacientes, 370 utilizados como amostra de derivação e os subsequentes 100 pacientes como amostra de validação. Como padrão de referência, a angiografia foi necessária para descartar DAC (estenose ≥ 70%), enquanto a angiografia ou um teste não invasivo negativo foi utilizado para confirmar a doença. Foram testadas como preditoras 13 variáveis basais relacionadas à história médica, 14 características de desconforto torácico e oito variáveis relacionadas ao exame físico ou testes laboratoriais. Resultados: A prevalência de DAC foi de 48%. Por regressão logística, seis variáveis permaneceram como preditoras independentes de DAC: idade, gênero masculino, alívio com nitrato, sinais de insuficiência cardíaca, e eletrocardiograma e troponina positivos. A área sob a curva (area under the curve, AUC) deste modelo final foi de 0,80 (intervalo de confiança de 95% [IC95%] = 0,75 - 0,84) na amostra de derivação e 0,86 (IC95% = 0,79 - 0,93) na amostra de validação. O teste de Hosmer-Lemeshow indicou uma boa calibração em ambas as amostras (p = 0,98 e p = 0,23, respectivamente). Em comparação com o modelo básico contendo eletrocardiograma e troponina, o modelo completo ofereceu um incremento na AUC de 0,07 tanto na amostra de derivação (p = 0,0002) quanto na de validação (p = 0,039). A melhoria na discriminação integrada foi de 0,09 nas amostras de derivação (p &lt; 0,001) e validação (p &lt; 0,0015). Conclusão: Um modelo multivariado foi derivado e validado como uma ferramenta acurada para estimar a probabilidade pré-teste de DAC em pacientes com dor torácica aguda. <![CDATA[Effects of Continuous and Accumulated Exercise on Endothelial Function in Rat Aorta]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400315&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: The practice of exercise in short bouts repeated throughout the day may be an alternative strategy to lift people out of physical inactivity. Objective: to evaluate if accumulated exercise, as occurs in continuous exercise training, improve endothelial function in rat aorta. Methods: Wistar male rats were divided into three groups: continuous exercise (CEx, 1 hour on the treadmill) or accumulated exercise (AEx, 4 bouts of 15 minutes / day) for 5 days/week for 8 weeks, or sedentary (SED). During the training period, body weight gain and increase in exercise performance were recorded. On sacrifice day, aorta was dissected into rings (3-5 mm) and mounted on the organ bath. Results: Fitness was significantly greater in CEx and AEx rats as compared with SED animals. In addition, compared with the SED group, CEx animals had a lower body mass gain, and the aorta obtained from these animals had reduced contractile response to norepinephrine and greater acetylcholine-induced relaxation. These results were not observed in ACEx animals. Conclusions: Both CEx and AEx improved fitness, but only CEx led to reduced body weight gain and improved endothelial function.<hr/>Resumo Fundamento: A prática de exercícios em sessões curtas que se repetem ao longo do dia pode ser uma alternativa para tirar as pessoas da inatividade física. Objetivo: Verificar se o exercício acumulado, tal como ocorre com o treinamento com exercício contínuo, melhora a função endotelial na aorta de ratos. Métodos: Ratos Wistar machos foram divididos em 3 grupos: treinamento com exercício contínuo (ExC; 1 hora em esteira) ou com exercício acumulado (ExA; 4 sessões de 15 minutos ao longo do dia) por 5 dias/semana, durante 8 semanas, ou grupo sedentário (SED). Durante o treinamento, foram registrados o ganho de peso corporal e desempenho na esteira. No dia do sacrifício, anéis (3-5 mm) da aorta foram obtidos e montados em banho de órgãos. Resultados: Animais ExC e ExA mostraram aptidão física significativamente maior em comparação com os SED. Paralelamente, em comparação com SED, animais ExC tiveram menor ganho de massa corporal, e aortas retiradas desses animais mostraram respostas contrácteis à noradrenalina reduzidas e maior relaxamento induzido pela acetilcolina. Esses resultados não foram observados no grupo ExA. Conclusões: Tanto o ExC quanto o ExA melhoraram a aptidão física, mas somente o ExC foi capaz de reduzir o ganho de peso corporal dos animais e melhorar a função endotelial. <![CDATA[Kinetics of Hypotension during 50 Sessions of Resistance and Aerobic Training in Hypertensive Patients: a Randomized Clinical Trial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400323&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: Resistance and aerobic training are recommended as an adjunctive treatment for hypertension. However, the number of sessions required until the hypotensive effect of the exercise has stabilized has not been clearly established. Objective: To establish the adaptive kinetics of the blood pressure (BP) responses as a function of time and type of training in hypertensive patients. Methods: We recruited 69 patients with a mean age of 63.4 ± 2.1 years, randomized into one group of resistance training (n = 32) and another of aerobic training (n = 32). Anthropometric measurements were obtained, and one repetition maximum (1RM) testing was performed. BP was measured before each training session with a digital BP arm monitor. The 50 training sessions were categorized into quintiles. To compare the effect of BP reduction with both training methods, we used two-way analysis of covariance (ANCOVA) adjusted for the BP values obtained before the interventions. The differences between the moments were established by one-way analysis of variance (ANOVA). Results: The reductions in systolic (SBP) and diastolic BP (DBP) were 6.9 mmHg and 5.3 mmHg, respectively, with resistance training and 16.5 mmHg and 11.6 mmHg, respectively, with aerobic training. The kinetics of the hypotensive response of the SBP showed significant reductions until the 20th session in both groups. Stabilization of the DBP occurred in the 20th session of resistance training and in the 10th session of aerobic training. Conclusion: A total of 20 sessions of resistance or aerobic training are required to achieve the maximum benefits of BP reduction. The methods investigated yielded distinct adaptive kinetic patterns along the 50 sessions.<hr/>Resumo Fundamento: Os treinamentos de força e aeróbio são indicados para o tratamento adjuvante da hipertensão. Entretanto, o número de sessões necessárias até estabilização do efeito hipotensor com o exercício ainda não está claramente estabelecido. Objetivo: Estabelecer a cinética adaptativa das respostas tensionais em função do tempo e do tipo de treinamento em hipertensos. Métodos: Foram recrutados 69 hipertensos com idade média de 63,4 ± 2,1 anos, randomizados em um grupo de treinamento de força (n = 32) e outro de treinamento aeróbio (n = 32). Foram realizadas medidas antropométricas e testes de uma repetição máxima (1RM). A pressão arterial (PA) foi medida antes de cada sessão de treinamento com um aparelho de pressão digital de braço. As 50 sessões de treinamento foram categorizadas em quintis. Para comparar o efeito da redução da PA entre os métodos de treinamentos (between), utilizamos análise de covariância (ANCOVA) bifatorial ajustada para os valores de PA pré-intervenção. As diferenças entre os momentos foram estabelecidas por análise de variância (ANOVA) unifatorial. Resultados: As reduções na PA sistólica (PAS) e diastólica (PAD) foram de 6,9 mmHg e 5,3 mmHg, respectivamente, com o treinamento de força e 16,5 mmHg e 11,6 mmHg, respectivamente, com o treinamento aeróbio. A cinética hipotensiva da PAS apresentou reduções significativas até a 20ª sessão em ambos os grupos. Observou-se estabilização da PAD na 20ª sessão com o treinamento de força e na 10ª sessão com o aeróbio. Conclusão: São necessárias 20 sessões de treinamento de força ou aeróbio para alcance dos benefícios máximos de redução da PA. Os métodos investigados proporcionaram padrões cinéticos adaptativos distintos ao longo das 50 sessões. <![CDATA[MCP-1 Levels are Associated with Cardiac Remodeling but not with Resistant Hypertension]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400331&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: Hypertension is a chronic, low-grade inflammation process associated with the release of cytokines and development of target organ damage. Deregulated monocyte chemoattractant protein-1 (MCP-1) levels have been associated with high blood pressure and cardiovascular complications; however, the mechanisms involved are complex and not fully understood. Objective: This study aimed to compare the levels of MCP-1 in patients with resistant (RH) versus mild-to-moderate (HTN) hypertension and their association with the presence or absence of left ventricular hypertrophy (LVH) in all hypertensive subjects. Methods: We enrolled 256 hypertensive subjects: 120 RH and 136 HTN, investigating the relationship between circulating MCP-1 levels and blood pressure, biochemical data, hematologic profile, and cardiac damage within the RH and HTN groups. Plasma MCP-1 levels were measured by ELISA and LVH was assessed by echocardiography. Results: We found no difference in MCP-1 levels between RH and HTN subjects. On the other hand, we encountered lower MCP-1 levels in patients with LVH (105 pg/mL [100 - 260 pg/mL] versus 136 pg/mL (100 - 200 pg/mL), p = 0.005, respectively] compared with those without LVH. A logistic regression model adjusted for body mass index (BMI), age, race, aldosterone levels, and presence of diabetes and RH demonstrated that median levels of MCP-1 (2.55 pg/mL [1.22 - 5.2 pg/mL], p = 0.01) were independently associated with LVH in the entire hypertensive population. Conclusion: Since MCP-1 levels were similar in both RH and HTN subjects and decreased in hypertensive patients with existing LVH, our study suggests a possible downregulation in MCP-1 levels in hypertensive individuals with LVH, regardless of hypertension strata.<hr/>Resumo Fundamentos: A hipertensão arterial é um processo crônico de baixo grau inflamatório, associado com liberação de citocinas e desenvolvimento de lesão em órgãos-alvo. A desregulação dos níveis de proteína quimiotática de monócitos-1 (MCP-1) tem sido associada com elevação da pressão arterial e complicações cardiovasculares; porém, os mecanismos envolvidos são complexos e ainda não foram inteiramente elucidados. Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar os níveis de MCP-1 em pacientes com hipertensão resistente (HR) versus pacientes com hipertensão de grau leve a moderado (HAS) e sua associação com a presença ou ausência de hipertrofia ventricular esquerda (HVE) em todos os indivíduos hipertensos. Métodos: Foram incluídos 256 indivíduos hipertensos: 120 com HR e 136 com HAS. Foi investigada a relação entre os níveis circulantes de MCP-1 e pressão arterial, dados bioquímicos, perfil hematológico e dano cardíaco nos grupos HR e HAS. Os níveis plasmáticos de MCP-1 foram medidos por ELISA e a HVE foi avaliada por ecocardiografia. Resultados: Não encontramos diferença nos níveis de MCP-1 entre indivíduos com HR e HAS. Por outro lado, encontramos níveis mais baixos de MCP-1 em pacientes com HVE (105 pg/mL [100 - 260 pg/mL] versus 136 pg/mL [100 - 200 pg/mL], respectivamente, p = 0,005] em comparação a pacientes sem HVE. Um modelo de regressão logística ajustado para o índice de massa corporal (IMC), idade, raça, níveis de aldosterona e presença de diabetes e HR mostrou que os níveis medianos de MCP-1 (2,55 pg/mL [1,22 - 5,2 pg/mL], p = 0,01) estiveram independentemente associados com HVE em toda a população de hipertensos. Conclusão: Como os níveis de MCP-1 foram semelhantes em indivíduos tanto com HR quanto HAS e estiveram diminuídos em pacientes hipertensos com HVE, nosso estudo sugere uma possível redução nos níveis de MCP-1 em indivíduos hipertensos com HVE, independe do grau da hipertensão. <![CDATA[Papillary Muscle Free Strain in Patients with Severe Degenerative and Functional Mitral Regurgitation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400339&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Fundamento: The role of papillary muscle function in severe mitral regurgitation with preserved and reduced left ventricular ejection fraction and the method of choice to evaluate PM have still been the subjects of controversy. Objectives: To evaluate and compare papillary muscle function in and between patients with severe degenerative and functional mitral regurgitation by using the free strain method. Methods: 64 patients with severe mitral regurgitation - 39 patients with degenerative mitral regurgitation (DMR group) and 25 patients with severe functional mitral regurgitation (FMR group) - and 30 control subjects (control group) were included in the study. Papillary muscle function was evaluated through the free strain method from apical four chamber images of the anterolateral papillary muscle (APM) and from apical three chamber images of the posteromedial papillary muscle (PPM). Global left ventricular longitudinal and circumferential strains were evaluated by applying 2D speckle tracking imaging. Results: Global left ventricular longitudinal strain (DMR group, -17 [-14.2/-20]; FMR group, -9 [-7/-10.7]; control group, -20 [-18/-21] p &lt; 0.001), global left ventricular circumferential strain (DMR group, -20 [-14.5/-22.7]; FMR group, -10 [-7/-12]; control group, -23 [-21/-27.5] p &lt; 0.001) and papillary musle strains (PPMS; DMR group, -30.5 [-24/-46.7]; FMR group, -18 [-12/-30]; control group; -43 [-34.5/-39.5] p &lt; 0.001; APMS; DMR group, (-35 [-23.5/-43]; FMR group, -20 [-13.5/-26]; control group, -40 [-32.5/-48] p &lt; 0.001) were significantly different among all groups. APMS and PPMS were highly correlated with LVEF (p &lt; 0.001, p &lt; 0.001; respectively), GLS (p &lt; 0.001, p &lt; 0.001; respectively) and GCS (p &lt; 0.001, p &lt; 0.00; respectively) of LV among all groups. No correlation was found between papillary muscle strains and effective orifice area (EOA) in both groups of severe mitral regurgitation. Conclusions: Measuring papillary muscle longitudinal strain by the free strain method is practical and applicable. Papillary muscle dysfunction plays a small role in severe MR due to degenerative or functional causes and papillary muscle functions in general seems to follow left ventricular function. PPM is the most affected PM in severe mitral regurgitation in both groups of DMR and FMR.<hr/>Resumo Fundamento: O papel da função do músculo papilar na regurgitação mitral grave com fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada e reduzida e o método de escolha para avaliar PM ainda são objetos de controvérsia. Objetivos: Avaliar e comparar a função dos músculos papilares entre pacientes com insuficiência mitral funcional e degenerativa pelo método free strain. Métodos: 64 pacientes com insuficiência mitral grave - 39 pacientes com insuficiência mitral degenerativa grave (grupo IMD) e 25 com insuficiência mitral funcional grave (grupo IMF) - e 30 indivíduos controle (grupo controle) foram incluídos no estudo. A função dos músculos papilares foi avaliada pelo método free strain a partir de imagens apicais quatro-câmaras do músculo papilar anterolateral (MPA) e imagens apicais três-câmaras do músculo papilar posteromedial (MPP). Strains circunferenciais e longitudinais globais do ventrículo esquerdo foram avaliados por meio de imagens bidimensionais a partir do rastreamento de conjunto de pontos de cinza (speckle tracking). Resultados: O strain longitudinal global do ventrículo esquerdo (grupo IMD, -17 [-14,2/-20]; grupo IMF, -9 [-7/-10,7]; grupo controle, -20 [-18/-21] p &lt; 0,001); strain circunferencial global do ventrículo esquerdo (grupo IMD, -20 [-14,5/-22,7]; grupo IMF, -10 [-7/-12]; grupo controle, -23 [-21/-27,5] p &lt; 0,001) e strains de músculos papilares (MPP; grupo IMD, -30,5 [-24/-46,7]; grupo IMF, -18 [-12/-30]; grupo controle; -43 [-34,5/-39,5] p &lt; 0,001; MPA; grupo IMD, (-35 [-23,5/-43]; grupo IMF, -20 [-13,5/-26]; grupo controle, -40 [-32,5/-48] p &lt; 0,001) mostraram-se significativamente diferentes nos grupos. MPA e MPP mostraram-se altamente correlacionados com a FEVE (p &lt; 0,001, p &lt; 0,00; respectivamente), SLG (p &lt; 0,001, p &lt; 0,001; respectivamente) e SCG (p &lt; 0,001, p &lt; 0,001; respectivamente) do VE entre todos os grupos. Não foi encontrada correlação entre os strains de músculos papilares e área eficaz do orifício (AEO) nos grupos de insuficiência mitral grave. Conclusões: A medição do strain longitudinal de músculos papilares pelo método free strain é prática e aplicável. A disfunção dos músculos papilares tem um papel pequeno em IM grave devido a causas degenerativas e funcionais, e a função dos músculos papilares, em general, parece seguir a função ventricular esquerda. O MPP é o MP mais afetado na insuficiência mitral em ambos os grupos, IMD e IMF. <![CDATA[Quality of Life Score as a Predictor of Death in Dogs with Degenerative Mitral Valve Disease]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400347&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background: The knowledge of the variables predicting mortality is important in clinical practice and for therapeutic monitoring in mitral valve disease. Objectives: To determine whether a quality of life score evaluated with the Functional Evaluation of Cardiac Health questionnaire would predict mortality in dogs with degenerative mitral valve disease (DMVD). Methods: Thirty-six client-owned dogs with mitral valve disease underwent clinical, laboratory, and echocardiographic evaluations at baseline and were monitored for 6 months. Cardiovascular death was the primary outcome. Results: The 36 dogs were classified as survivors or nonsurvivors. Higher values of the following variables were obtained at baseline in the nonsurviving group (12 dogs): amino-terminal pro-B-type natriuretic peptide (NT-proBNP) levels, plasma norepinephrine, heart rate, quality of life score, diastolic left ventricular internal dimension to aortic root ratio, systolic left ventricular internal dimension to aortic root ratio, and left atrium to aortic root ratio. NT-proBNP levels and quality life score were independently associated with death in the multivariable analysis. Conclusion: The quality life score was an independent variable for cardiac death in dogs with DMVD. This result is encouraging, as this score is easy to apply and does not require any technology, only a veterinarian and an observant owner.<hr/>Resumo Fundamento: O conhecimento das variáveis preditoras de mortalidade é importante para a prática clínica e para o acompanhamento terapêutico na doença da valva mitral. Objetivos: Determinar se um escore de qualidade de vida avaliado com o Functional Evaluation of Cardiac Health poderia auxiliar na predição de mortalidade em cães com doença degenerativa da valva mitral (DDVM). Métodos: Trinta e seis cães de estimação com doença valvar mitral foram submetidos a avaliação clínica, laboratorial e ecocardiográfica no início do estudo e monitorizados durante 6 meses. A morte cardiovascular foi o desfecho primário. Resultados: Os 36 cães foram classificados como sobreviventes ou não sobreviventes. Os valores mais elevados das seguintes variáveis foram obtidos no início do estudo no grupo de não sobreviventes (12 cães): fragmento N-terminal do peptídeo natriurético tipo B (NT-proBNP), norepinefrina plasmática, frequência cardíaca, escore de qualidade de vida, razão da dimensão interna diastólica do ventrículo esquerdo e raiz aórtica, razão da dimensão interna sistólica do ventrículo esquerdo e raiz aórtica e a relação da dimensão do átrio esquerdo e a raiz aórtica. Concentrações de NT-proBNP e o escore de qualidade de vida foram independentemente associados com morte na análise multivariada. Conclusão: O escore de qualidade de vida foi uma variável independente para a morte por doença cardíaca em cães com DDVM. Este resultado é encorajador, pois este escore é de fácil aplicação e não requer o emprego de tecnologia, necessitando apenas de um veterinário e um dono observador. <![CDATA[Myosin-binding Protein C Compound Heterozygous Variant Effect on the Phenotypic Expression of Hypertrophic Cardiomyopathy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400354&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Hypertrophic cardiomyopathy (HCM) is an autosomal dominant genetic disease caused by mutations in genes encoding sarcomere proteins. It is the major cause of sudden cardiac death in young high-level athletes. Studies have demonstrated a poorer prognosis when associated with specific mutations. The association between HCM genotype and phenotype has been the subject of several studies since the discovery of the genetic nature of the disease. This study shows the effect of a MYBPC3 compound variant on the phenotypic HCM expression. A family in which a young man had a clinical diagnosis of HCM underwent clinical and genetic investigations. The coding regions of the MYH7, MYBPC3 and TNNT2 genes were sequenced and analyzed. The proband present a malignant manifestation of the disease, and is the only one to express HCM in his family. The genetic analysis through direct sequencing of the three main genes related to this disease identified a compound heterozygous variant (p.E542Q and p.D610H) in MYBPC3. A family analysis indicated that the p.E542Q and p.D610H alleles have paternal and maternal origin, respectively. No family member carrier of one of the variant alleles manifested clinical signs of HCM. We suggest that the MYBPC3-biallelic heterozygous expression of p.E542Q and p.D610H may cause the severe disease phenotype seen in the proband.<hr/>Resumo A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é uma doença autossômica dominante causada por mutações em genes que codificam as proteínas dos sarcômeros. É a principal causa de morte súbita cardíaca em atletas jovens de alto nível. Estudos têm demonstrado um pior prognóstico associado a mutações específicas. A associação entre genótipo e fenótipo em CMH tem sido objeto de diversos estudos desde a descoberta da origem genética dessa doença. Este trabalho apresenta o efeito de uma mutação composta em MYBPC3 na expressão fenotípica da CMH. Uma família na qual um jovem tem o diagnóstico clínico de CMH foi submetida à investigação clínica e genética. As regiões codificadoras dos genes MYH7, MYBPC3 e TNNT2 foram sequenciadas e analisadas. O probando apresenta uma manifestação maligna da doença e é o único em sua família a desenvolver CMH. A análise genética pelo sequenciamento direto dos três principais genes relacionados à essa doença identificou uma variante em heterozigose composta (p.E542Q e p.D610H) em MYBPC3. A análise da família mostrou que os alelos p.E542Q e p.D610H tem origem paterna e materna, respectivamente. Nenhum familiar portador de um dos alelos variantes manifestou sinais clínicos de CMH. Sugerimos que a expressão heterozigótica bialélica de p.E542Q e p.D610H pode ser responsável pelo fenótipo severo da doença encontrada no probando. <![CDATA[Association between Obstructive Sleep Apnea and Myocardial Infarction: A Systematic Review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400361&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Obstructive sleep apnea (OSA) has been associated to cardiovascular risk factors. However, the association between OSA and cardiovascular disease is still controversial. The objective of the present study was to verify the association between OSA and myocardial infarction (MI). This is a systematic review of the literature performed through electronic data sources MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science and BVS -Biblioteca Virtual em Saúde (Virtual Health Library). The descriptors used were: 'obstructive sleep apnea' AND 'polysomnography' AND 'myocardial infarction' AND 'adults NOT 'treatment.' The present work analysed three prospective studies, selected from 142 articles. The studies followed a total sample of 5,067 OSA patients, mostly composed by male participants. All patients underwent night polysomnography, and all studies found an association between OSA and fatal and non-fatal cardiovascular outcomes. Thus, we were able to observe that 644 (12.7%) of the 5,067 patients suffered MI or stroke, or required a revascularization procedure, and 25.6% of these cardiovascular events were fatal. MI was responsible for 29.5% of all 644 analysed outcomes. There is an association between OSA and MI, in male patients, and apnea and hypopnea index (AHI) are the most reliable markers.<hr/>Resumo A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada a fatores de risco cardiovascular, porém a relação entre a AOS e doença cardiovascular ainda é controversa. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre AOS e infarto do miocárdio (IM). Revisão sistemática de literatura por meio das fontes de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: "obstructive sleep apnea" AND "polysomnography" AND "myocardial infarction" AND "adults" NOT "treatment".O presente trabalho analisou três estudos prospectivos, selecionados dentre 142 artigos encontrados. Os estudos acompanharam uma amostra total de 5.067 pacientes diagnosticados com AOS, composta majoritariamente por participantes do sexo masculino. Todos os pacientes realizaram polissonografia noturna, e todas as pesquisas encontraram associação entre AOS e desfechos cardiovasculares fatais e não fatais. Assim, foi possível observar que 644 (12,7%) dos 5.067 pacientes sofreram IM ou acidente vascular cerebral, ou precisaram de procedimento de revascularização, sendo que 25,6% desses eventos cardiovasculares foram fatais. O IM foi responsável por 29,5% do total de 644 desfechos analisados. Existe associação entre AOS e IM, no sexo masculino, sendo o índice de apneia e hipopneia (IAH) um dos marcadores mais fidedignos. <![CDATA[Challenges for the Implementation of the First Large-Scale Rheumatic Heart Disease Screening Program in Brazil: The PROVAR Study Experience]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400370&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Obstructive sleep apnea (OSA) has been associated to cardiovascular risk factors. However, the association between OSA and cardiovascular disease is still controversial. The objective of the present study was to verify the association between OSA and myocardial infarction (MI). This is a systematic review of the literature performed through electronic data sources MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science and BVS -Biblioteca Virtual em Saúde (Virtual Health Library). The descriptors used were: 'obstructive sleep apnea' AND 'polysomnography' AND 'myocardial infarction' AND 'adults NOT 'treatment.' The present work analysed three prospective studies, selected from 142 articles. The studies followed a total sample of 5,067 OSA patients, mostly composed by male participants. All patients underwent night polysomnography, and all studies found an association between OSA and fatal and non-fatal cardiovascular outcomes. Thus, we were able to observe that 644 (12.7%) of the 5,067 patients suffered MI or stroke, or required a revascularization procedure, and 25.6% of these cardiovascular events were fatal. MI was responsible for 29.5% of all 644 analysed outcomes. There is an association between OSA and MI, in male patients, and apnea and hypopnea index (AHI) are the most reliable markers.<hr/>Resumo A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada a fatores de risco cardiovascular, porém a relação entre a AOS e doença cardiovascular ainda é controversa. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre AOS e infarto do miocárdio (IM). Revisão sistemática de literatura por meio das fontes de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: "obstructive sleep apnea" AND "polysomnography" AND "myocardial infarction" AND "adults" NOT "treatment".O presente trabalho analisou três estudos prospectivos, selecionados dentre 142 artigos encontrados. Os estudos acompanharam uma amostra total de 5.067 pacientes diagnosticados com AOS, composta majoritariamente por participantes do sexo masculino. Todos os pacientes realizaram polissonografia noturna, e todas as pesquisas encontraram associação entre AOS e desfechos cardiovasculares fatais e não fatais. Assim, foi possível observar que 644 (12,7%) dos 5.067 pacientes sofreram IM ou acidente vascular cerebral, ou precisaram de procedimento de revascularização, sendo que 25,6% desses eventos cardiovasculares foram fatais. O IM foi responsável por 29,5% do total de 644 desfechos analisados. Existe associação entre AOS e IM, no sexo masculino, sendo o índice de apneia e hipopneia (IAH) um dos marcadores mais fidedignos. <![CDATA[Case 3/2017 - High Origin of the Right Coronary Artery at the Sinotubular Junction, in a 14-Year-Old Teenager, in Diagnostic Imaging Diversity]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400375&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Obstructive sleep apnea (OSA) has been associated to cardiovascular risk factors. However, the association between OSA and cardiovascular disease is still controversial. The objective of the present study was to verify the association between OSA and myocardial infarction (MI). This is a systematic review of the literature performed through electronic data sources MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science and BVS -Biblioteca Virtual em Saúde (Virtual Health Library). The descriptors used were: 'obstructive sleep apnea' AND 'polysomnography' AND 'myocardial infarction' AND 'adults NOT 'treatment.' The present work analysed three prospective studies, selected from 142 articles. The studies followed a total sample of 5,067 OSA patients, mostly composed by male participants. All patients underwent night polysomnography, and all studies found an association between OSA and fatal and non-fatal cardiovascular outcomes. Thus, we were able to observe that 644 (12.7%) of the 5,067 patients suffered MI or stroke, or required a revascularization procedure, and 25.6% of these cardiovascular events were fatal. MI was responsible for 29.5% of all 644 analysed outcomes. There is an association between OSA and MI, in male patients, and apnea and hypopnea index (AHI) are the most reliable markers.<hr/>Resumo A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada a fatores de risco cardiovascular, porém a relação entre a AOS e doença cardiovascular ainda é controversa. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre AOS e infarto do miocárdio (IM). Revisão sistemática de literatura por meio das fontes de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: "obstructive sleep apnea" AND "polysomnography" AND "myocardial infarction" AND "adults" NOT "treatment".O presente trabalho analisou três estudos prospectivos, selecionados dentre 142 artigos encontrados. Os estudos acompanharam uma amostra total de 5.067 pacientes diagnosticados com AOS, composta majoritariamente por participantes do sexo masculino. Todos os pacientes realizaram polissonografia noturna, e todas as pesquisas encontraram associação entre AOS e desfechos cardiovasculares fatais e não fatais. Assim, foi possível observar que 644 (12,7%) dos 5.067 pacientes sofreram IM ou acidente vascular cerebral, ou precisaram de procedimento de revascularização, sendo que 25,6% desses eventos cardiovasculares foram fatais. O IM foi responsável por 29,5% do total de 644 desfechos analisados. Existe associação entre AOS e IM, no sexo masculino, sendo o índice de apneia e hipopneia (IAH) um dos marcadores mais fidedignos. <![CDATA[Heyde's Syndrome and Transcatheter Aortic Valve Implantation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400378&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Obstructive sleep apnea (OSA) has been associated to cardiovascular risk factors. However, the association between OSA and cardiovascular disease is still controversial. The objective of the present study was to verify the association between OSA and myocardial infarction (MI). This is a systematic review of the literature performed through electronic data sources MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science and BVS -Biblioteca Virtual em Saúde (Virtual Health Library). The descriptors used were: 'obstructive sleep apnea' AND 'polysomnography' AND 'myocardial infarction' AND 'adults NOT 'treatment.' The present work analysed three prospective studies, selected from 142 articles. The studies followed a total sample of 5,067 OSA patients, mostly composed by male participants. All patients underwent night polysomnography, and all studies found an association between OSA and fatal and non-fatal cardiovascular outcomes. Thus, we were able to observe that 644 (12.7%) of the 5,067 patients suffered MI or stroke, or required a revascularization procedure, and 25.6% of these cardiovascular events were fatal. MI was responsible for 29.5% of all 644 analysed outcomes. There is an association between OSA and MI, in male patients, and apnea and hypopnea index (AHI) are the most reliable markers.<hr/>Resumo A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada a fatores de risco cardiovascular, porém a relação entre a AOS e doença cardiovascular ainda é controversa. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre AOS e infarto do miocárdio (IM). Revisão sistemática de literatura por meio das fontes de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: "obstructive sleep apnea" AND "polysomnography" AND "myocardial infarction" AND "adults" NOT "treatment".O presente trabalho analisou três estudos prospectivos, selecionados dentre 142 artigos encontrados. Os estudos acompanharam uma amostra total de 5.067 pacientes diagnosticados com AOS, composta majoritariamente por participantes do sexo masculino. Todos os pacientes realizaram polissonografia noturna, e todas as pesquisas encontraram associação entre AOS e desfechos cardiovasculares fatais e não fatais. Assim, foi possível observar que 644 (12,7%) dos 5.067 pacientes sofreram IM ou acidente vascular cerebral, ou precisaram de procedimento de revascularização, sendo que 25,6% desses eventos cardiovasculares foram fatais. O IM foi responsável por 29,5% do total de 644 desfechos analisados. Existe associação entre AOS e IM, no sexo masculino, sendo o índice de apneia e hipopneia (IAH) um dos marcadores mais fidedignos. <![CDATA[Giant Left Ventricle Outflow Tract Pseudoaneurysm after Ross Procedure]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400381&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Obstructive sleep apnea (OSA) has been associated to cardiovascular risk factors. However, the association between OSA and cardiovascular disease is still controversial. The objective of the present study was to verify the association between OSA and myocardial infarction (MI). This is a systematic review of the literature performed through electronic data sources MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science and BVS -Biblioteca Virtual em Saúde (Virtual Health Library). The descriptors used were: 'obstructive sleep apnea' AND 'polysomnography' AND 'myocardial infarction' AND 'adults NOT 'treatment.' The present work analysed three prospective studies, selected from 142 articles. The studies followed a total sample of 5,067 OSA patients, mostly composed by male participants. All patients underwent night polysomnography, and all studies found an association between OSA and fatal and non-fatal cardiovascular outcomes. Thus, we were able to observe that 644 (12.7%) of the 5,067 patients suffered MI or stroke, or required a revascularization procedure, and 25.6% of these cardiovascular events were fatal. MI was responsible for 29.5% of all 644 analysed outcomes. There is an association between OSA and MI, in male patients, and apnea and hypopnea index (AHI) are the most reliable markers.<hr/>Resumo A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada a fatores de risco cardiovascular, porém a relação entre a AOS e doença cardiovascular ainda é controversa. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre AOS e infarto do miocárdio (IM). Revisão sistemática de literatura por meio das fontes de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: "obstructive sleep apnea" AND "polysomnography" AND "myocardial infarction" AND "adults" NOT "treatment".O presente trabalho analisou três estudos prospectivos, selecionados dentre 142 artigos encontrados. Os estudos acompanharam uma amostra total de 5.067 pacientes diagnosticados com AOS, composta majoritariamente por participantes do sexo masculino. Todos os pacientes realizaram polissonografia noturna, e todas as pesquisas encontraram associação entre AOS e desfechos cardiovasculares fatais e não fatais. Assim, foi possível observar que 644 (12,7%) dos 5.067 pacientes sofreram IM ou acidente vascular cerebral, ou precisaram de procedimento de revascularização, sendo que 25,6% desses eventos cardiovasculares foram fatais. O IM foi responsável por 29,5% do total de 644 desfechos analisados. Existe associação entre AOS e IM, no sexo masculino, sendo o índice de apneia e hipopneia (IAH) um dos marcadores mais fidedignos. <![CDATA[The Tip of The Iceberg: Non-Calcified Coronary Plague and Epicardial Adipose Tissue]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2017000400383&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Obstructive sleep apnea (OSA) has been associated to cardiovascular risk factors. However, the association between OSA and cardiovascular disease is still controversial. The objective of the present study was to verify the association between OSA and myocardial infarction (MI). This is a systematic review of the literature performed through electronic data sources MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science and BVS -Biblioteca Virtual em Saúde (Virtual Health Library). The descriptors used were: 'obstructive sleep apnea' AND 'polysomnography' AND 'myocardial infarction' AND 'adults NOT 'treatment.' The present work analysed three prospective studies, selected from 142 articles. The studies followed a total sample of 5,067 OSA patients, mostly composed by male participants. All patients underwent night polysomnography, and all studies found an association between OSA and fatal and non-fatal cardiovascular outcomes. Thus, we were able to observe that 644 (12.7%) of the 5,067 patients suffered MI or stroke, or required a revascularization procedure, and 25.6% of these cardiovascular events were fatal. MI was responsible for 29.5% of all 644 analysed outcomes. There is an association between OSA and MI, in male patients, and apnea and hypopnea index (AHI) are the most reliable markers.<hr/>Resumo A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada a fatores de risco cardiovascular, porém a relação entre a AOS e doença cardiovascular ainda é controversa. O objetivo do presente estudo foi verificar a associação entre AOS e infarto do miocárdio (IM). Revisão sistemática de literatura por meio das fontes de dados eletrônicas MEDLINE/PubMed, PubMed Central, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: "obstructive sleep apnea" AND "polysomnography" AND "myocardial infarction" AND "adults" NOT "treatment".O presente trabalho analisou três estudos prospectivos, selecionados dentre 142 artigos encontrados. Os estudos acompanharam uma amostra total de 5.067 pacientes diagnosticados com AOS, composta majoritariamente por participantes do sexo masculino. Todos os pacientes realizaram polissonografia noturna, e todas as pesquisas encontraram associação entre AOS e desfechos cardiovasculares fatais e não fatais. Assim, foi possível observar que 644 (12,7%) dos 5.067 pacientes sofreram IM ou acidente vascular cerebral, ou precisaram de procedimento de revascularização, sendo que 25,6% desses eventos cardiovasculares foram fatais. O IM foi responsável por 29,5% do total de 644 desfechos analisados. Existe associação entre AOS e IM, no sexo masculino, sendo o índice de apneia e hipopneia (IAH) um dos marcadores mais fidedignos.