Scielo RSS <![CDATA[Arquivos Brasileiros de Cardiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0066-782X20150003&lang=es vol. 104 num. 3 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Adib Domingos Jatene, 1929-2014]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Serum Potassium Levels Inversely Correlate with D-Dimer In Patients with Acute-Onset Atrial Fibrillation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300002&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: D-dimer values are frequently increased in patients with atrial fibrillation (AF) compared to subjects in sinus rhythm. Hypokalemia plays a role in several cardiovascular diseases, but little is known about the association with AF. Objective: D-dimer values are frequently increased in patients with atrial fibrillation (AF) compared with subjects in sinus rhythm. Hypokalemia plays a role in several cardiovascular diseases, but little is known about the association with AF. The aim of this study was to investigate correlations between D-dimer and serum potassium in acute-onset AF (AAF). Methods: To investigate the potential correlation between the values of serum potassium and D-dimer in patients with AAF, we retrospectively reviewed clinical and laboratory data of all emergency department visits for AAF in 2013. Results: Among 271 consecutive AAF patients with D-dimer assessments, those with hypokalemia (n = 98) had significantly higher D-dimer values than normokalemic patients (139 versus 114 ng/mL, p = 0.004). The rate of patients with D-dimer values exceeding the diagnostic cut-off was higher in the group of patients with hypokalemia than in those with normal serum potassium (26.5% versus 16.2%; p = 0.029). An inverse and highly significant correlation was found between serum potassium and D-dimer (r = −0.21; p &lt; 0.001), even after adjustments for age and sex (beta coefficient −94.8; p = 0.001). The relative risk for a positive D-dimer value attributed to hypokalemia was 1.64 (95% CI, 1.02 to 2.63; p = 0.040). The correlation remained statistically significant in patients free from antihypertensive drugs (r = −0.25; p = 0.018), but not in those taking angiotensin-receptor blockers, angiotensin-converting enzyme inhibitors, or diuretics. Conclusions: The inverse correlation between values of potassium and D-dimer in patients with AAF provides important and complementary information about the thromboembolic risk of these patients. <hr/> Fundamento: Valores de D-dímero são frequentemente aumentada em pacientes com fibrilação atrial (FA) em comparação com indivíduos em ritmo sinusal. A hipocalemia desempenha um papel em várias doenças cardiovasculares, mas pouco se sabe sobre a associação com FA. Objetivo: As concentrações de D-dímero encontram-se frequentemente aumentadas em pacientes com FA, quando comparados com indivíduos em ritmo sinusal. A hipopotassemia desempenha um papel importante nas doenças cardiovasculares, porém, pouco é conhecido sobre sua associação com a FA. O objetivo deste estudo foi investigar a correlação entre os níveis séricos de D-dímero e potássio na FA aguda (FAA). Métodos: Para investigar a existência de uma potencial correlação entre os níveis séricos de potássio e D-dímero em pacientes com FAA, realizamos uma revisão retrospectiva de dados clínicos e laboratoriais relacionados a todas as visitas ao departamento de emergência devido à FAA, no ano de 2013. Resultados: Entre os 271 pacientes com FAA, aqueles com hipopotassemia (n = 98) mostraram aumento significativo nos níveis de D-dímero, quando comparados com pacientes com concentrações normais de potássio (139 versus 114 ng/mL, p = 0,004). A taxa de pacientes com níveis de D-dímero excedendo o valor limiar de diagnóstico foi maior no grupo de pacientes com hipopotassemia, quando comparado com o grupo de pacientes com concentrações normais de potássio (26,5% versus 16,2%; p = 0,029). Detectamos uma correlação inversa e altamente significativa entre os níveis séricos de potássio e D-dímero (r = -0,21; p &lt; 0,001), até mesmo após ajuste para idade e sexo (coeficiente beta –94,8; p = 0,001). O risco relativo de um valor positivo de D-dímero estar relacionado à hipopotassemia foi de 1,64 (95% CI, 1,02 to 2,63; p = 0,040). A correlação permaneceu estatisticamente significativa em pacientes livres de medicamentos hipertensivos (r = -0,25; p = 0,018), porém não nos pacientes em tratamento com bloqueadores do receptor de angiotensina, inibidores da enzima conversora de angiotensina e diuréticos. Conclusões: A correlação inversa existente entre os níveis séricos de potássio e D-dímero em pacientes com FAA fornece informações importantes sobre o risco de tromboembolismo nestes pacientes. <![CDATA[Vascular Response of Ruthenium Tetraamines in Aortic Ring from Normotensive Rats]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300003&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: Ruthenium (Ru) tetraamines are being increasingly used as nitric oxide (NO) carriers. In this context, pharmacological studies have become highly relevant to better understand the mechanism of action involved. Objective: To evaluate the vascular response of the tetraamines trans-[RuII(NH3)4(Py)(NO)]3+, trans-[RuII(Cl)(NO) (cyclan)](PF6)2, and trans-[RuII(NH3)4(4-acPy)(NO)]3+. Methods: Aortic rings were contracted with noradrenaline (10−6 M). After voltage stabilization, a single concentration (10−6 M) of the compounds was added to the assay medium. The responses were recorded during 120 min. Vascular integrity was assessed functionally using acetylcholine at 10−6 M and sodium nitroprusside at 10−6 M as well as by histological examination. Results: Histological analysis confirmed the presence or absence of endothelial cells in those tissues. All tetraamine complexes altered the contractile response induced by norepinephrine, resulting in increased tone followed by relaxation. In rings with endothelium, the inhibition of endothelial NO caused a reduction of the contractile effect caused by pyridine NO. No significant responses were observed in rings with endothelium after treatment with cyclan NO. In contrast, in rings without endothelium, the inhibition of guanylate cyclase significantly reduced the contractile response caused by the pyridine NO and cyclan NO complexes, and both complexes caused a relaxing effect. Conclusion: The results indicate that the vascular effect of the evaluated complexes involved a decrease in the vascular tone induced by norepinephrine (10−6 M) at the end of the incubation period in aortic rings with and without endothelium, indicating the slow release of NO from these complexes and suggesting that the ligands promoted chemical stability to the molecule. Moreover, we demonstrated that the association of Ru with NO is more stable when the ligands pyridine and cyclan are used in the formulation of the compound. <hr/> Fundamento: As tetra-aminas de rutênio cada vez mais se destacam como carreadoras da molécula de óxido nítrico. Desse modo, estudos farmacológicos tornam-se altamente relevantes, afim de melhor compreender o mecanismo de ação envolvido. Objetivo: Avaliar a resposta vascular das tetra-aminas trans-[RuII(NH3)4(Py)(NO)]3+, trans-[RuII(Cl)(NO)(Cyclan)](PF6)2 e trans-[RuII(NH3)4(4-acPy)(NO)]3+. Métodos: Anéis de aorta foram pré-contraídos com noradrenalina (10-6M). Após estabilização da tensão, concentração única (10-6M) dos compostos foi adicionada ao banho de incubação. As respostas foram registradas ao longo de 120 minutos. A integridade vascular foi avaliada funcionalmente (acetilcolina 10-6M; nitroprussiato de sódio 10-6M) e histologicamente Resultados: A análise histológica confirmou a presença ou não de células endoteliais nos tecidos analisados. Todos os complexos alteraram a resposta contrátil induzida pela noradrenalina, resultando em aumento de tônus seguido de efeito relaxante. Em anéis com endotélio, a inibição do óxido nítrico endotelial causou redução do efeito contrátil da piridina óxido nítrico. Não foram observadas respostas significativas em anéis com endotélio referente ao composto cyclan óxido nítrico. Por outro lado, em anéis sem endotélio, a inibição da guanilato ciclase reduziu significativamente a resposta contrátil dos complexos piridina óxido nítrico e cyclan óxido nítrico, levando ambos os compostos a um efeito relaxante. Conclusão: Os resultados obtidos demonstram que o efeito vascular dos complexos avaliados apresentaram diminuição no tônus vascular induzido pela noradrenalina (10-6M) ao final do tempo de incubação, em anéis com e sem endotélio, indicando liberação lenta da molécula de óxido nítrico do composto estudado e sugerindo que os ligantes causaram estabilidade química à molécula. Demonstramos que a ligação rutênio óxido nítrico é mais estável quando utilizamos os ligantes piridina e cyclan para a formulação do composto. <![CDATA[Role of microRNAs 221/222 on Statin Induced Nitric Oxide Release in Human Endothelial Cells]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300004&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: Nitric oxide (NO) has been largely associated with cardiovascular protection through improvement of endothelial function. Recently, new evidence about modulation of NO release by microRNAs (miRs) has been reported, which could be involved with statin-dependent pleiotropic effects, including anti-inflammatory properties related to vascular endothelium function. Objective: To evaluate the effects of cholesterol-lowering drugs including the inhibitors of cholesterol synthesis, atorvastatin and simvastatin, and the inhibitor of cholesterol absorption ezetimibe on NO release, NOS3 mRNA expression and miRs potentially involved in NO bioavailability. Methods: Human umbilical vein endothelial cells (HUVEC) were exposed to atorvastatin, simvastatin or ezetimibe (0 to 5.0 μM). Cells were submitted to total RNA extraction and relative quantification of NOS3 mRNA and miRs -221, -222 and -1303 by qPCR. NO release was measured in supernatants by ozone-chemiluminescence. Results: Both statins increased NO levels and NOS3 mRNA expression but no influence was observed for ezetimibe treatment. Atorvastatin, simvastatin and ezetimibe down-regulated the expression of miR-221, whereas miR-222 was reduced only after the atorvastatin treatment. The magnitude of the reduction of miR-221 and miR-222 after treatment with statins correlated with the increment in NOS3 mRNA levels. No influence was observed on the miR-1303 expression after treatments. Conclusion: NO release in endothelial cells is increased by statins but not by the inhibitor of cholesterol absorption, ezetimibe. Our results provide new evidence about the participation of regulatory miRs 221/222 on NO release induction mediated by statins. Although ezetimibe did not modulate NO levels, the down-regulation of miR-221 could involve potential effects on endothelial function. <hr/> Fundamento: O óxido nítrico (NO) tem sido amplamente associado com proteção cardiovascular através de melhoria da função endotelial. Recentemente, novas evidências sobre a modulação do NO na liberação de microRNAs (miRs) têm sido relatadas, o que poderia estar envolvido com efeitos pleiotrópicos dependentes de estatinas, incluindo propriedades anti-inflamatórias relacionadas com a função do endotélio vascular. Objetivo: Avaliar os efeitos dos medicamentos redutores de colesterol, incluindo os inibidores da síntese de colesterol, atorvastatina e sinvastatina, e o inibidor da absorção de colesterol, ezetimiba, na liberação de NO, expressão do mRNA do NOS3 e miRs potencialmente envolvidos na biodisponibilidade do NO. Métodos: Células endoteliais da veia umbilical humana (HUVEC) foram expostas à atorvastatina, sinvastatina ou ezetimiba (0 a 5,0 μM). As células foram submetidas à extração do RNA total e quantificação relativa de mRNA do NOS3 e dos miRs-221,-222 e -1303 por qPCR. A liberação de NO foi medida em sobrenadantes por ozônio-quimioluminescência. Resultados: Ambas as estatinas aumentaram os níveis de NO e a expressão do mRNA do NOS3, mas nenhum efeito foi observado em relação ao tratamento com ezetimiba. A atorvastatina, sinvastatina e ezetimiba regularam negativamente a expressão do miR-221, enquanto que o miR-222 reduziu somente após o tratamento com atorvastatina. A magnitude da redução de miR-221 e miR-222 após tratamento com estatinas correlacionou com o incremento nos níveis de mRNA do NOS3. Nenhuma influência foi observada sobre a expressão do miR-1303 após os tratamentos. Conclusão: A liberação de NO pelas células endoteliais é aumentada por estatinas, mas não pelo inibidor da absorção de colesterol ezetimiba. Nossos resultados fornecem novas evidências sobre a participação dos miRs regulatórios 221/222 na liberação de NO mediada por estatinas. Embora a ezetimiba não tenha modulado os níveis de NO, a regulação negativa do miR-221 poderia envolver efeitos potenciais sobre a função endotelial. <![CDATA[Correlation between C-Reactive Protein in Peripheral Vein and Coronary Sinus in Stable and Unstable Angina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300005&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: High sensitivity C-reactive protein (hs-CRP) is commonly used in clinical practice to assess cardiovascular risk. However, a correlation has not yet been established between the absolute levels of peripheral and central hs-CRP. Objective: To assess the correlation between serum hs-CRP levels (mg/L) in a peripheral vein in the left forearm (LFPV) with those in the coronary sinus (CS) of patients with coronary artery disease (CAD) and a diagnosis of stable angina (SA) or unstable angina (UA). Methods: This observational, descriptive, and cross-sectional study was conducted at the Instituto do Coração, Hospital das Clinicas, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, and at the Hospital Beneficência Portuguesa de Sao Paulo, where CAD patients referred to the hospital for coronary angiography were evaluated. Results: Forty patients with CAD (20 with SA and 20 with UA) were included in the study. Blood samples from LFPV and CS were collected before coronary angiography. Furthermore, analysis of the correlation between serum levels of hs-CRP in LFPV versus CS showed a strong linear correlation for both SA (r = 0.993, p &lt; 0.001) and UA (r = 0.976, p &lt; 0.001) and for the entire sample (r = 0.985, p &lt; 0.001). Conclusion: Our data suggest a strong linear correlation between hs-CRP levels in LFPV versus CS in patients with SA and UA. <hr/> Fundamento: A proteína C-reativa de alta sensibilidade (PCR-as) é comumente utilizada na prática clínica para avaliar o risco cardiovascular. Entretanto, a correlação entre os níveis séricos de PCR-as (valores absolutos) periférico versus central ainda não foi feita. Objetivo: Avaliar a correlação entre os níveis séricos de PCR-as (mg/L) em veia periférica do antebraço esquerdo (VPAE) versus seio coronário (SC), em pacientes portadores de doença arterial coronária (DAC) com diagnóstico de angina estável (AE) ou angina instável (AI). Métodos: Estudo observacional, descritivo, transversal, realizado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, onde foram avaliados os pacientes encaminhados ao hospital com DAC para angiografia coronária. Resultados: Quarenta pacientes com DAC (20 AE e 20 AI) foram incluídos no estudo. Amostras de sangue na VPAE e SC foram coletadas simultaneamente antes da angiografia coronária. A análise de correlação entre os níveis séricos de PCR-as em VPAE versus SC mostrou forte correlação linear tanto para AE (r = 0,993, p &lt; 0,001) como para AI (r = 0,976, p &lt; 0,001) e em toda a amostra (r = 0,985, p &lt; 0,001). Conclusão: Nossos dados sugeriram forte correlação linear entre os níveis de PCR-as em VPAE versus SC na AE e AI. <![CDATA[Right Ventricular Doppler Echocardiographic Study of Indeterminate Form of Chagas Disease]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300006&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: Patients with indeterminate form of Chagas disease/cardiac normality (ICD/CN) exhibited normal electrocardiograms and chest X-rays; however, more sophisticated tests detected some degree of morphological and functional changes in the heart. Objective: To assess the prevalence of systolic and diastolic dysfunction of the right ventricle (RV) in patients with ICD/CN. Methods: This was a case–control and prevalence study. Using Doppler two-dimensional echocardiography (2D), 92 patients were assessed and divided into two groups: group I (normal, n = 31) and group II (ICD/CN, n = 61). Results: The prevalence of RV systolic dysfunction in patients in groups I and II was as follows: fractional area change (0.0% versus 0.6%), mobility of the tricuspid annulus (0.0% versus 0.0%), and S-wave tissue Doppler (6.4% versus 26.0%, p = 0.016). The prevalence of global disorders such as the right myocardial performance index using tissue Doppler (16.1% versus 27.8%, p = 0.099) and pulsed Doppler (61.3% versus 68%, p = 0.141) and diastolic disorders such as abnormal relaxation (0.0% versus 6.0%), pseudonormal pattern (0.0% versus 0.0%), and restrictive pattern (0.0% versus 0.0%) was not statistically different between groups. Conclusion: The prevalence of RV systolic dysfunction was estimated to be 26% (S wave velocity compared with other variables), suggesting incipient changes in RV systolic function in the ICD/CN group. <hr/> Fundamento: Pacientes com forma indeterminada da doença de Chagas/normalidade cardíaca (FIDC/NC) apresentam eletrocardiograma e raios X de tórax normais, porém, quando submetidos a exames mais sofisticados, são detectados alguns graus de alterações morfofuncionais do coração. Objetivo: Avaliar a prevalência de disfunção sistólica e diastólica do ventrículo direito (VD) em pacientes com FIDC/NC. Métodos: Estudo de caso-controle e prevalência. Foram avaliados 92 pacientes com Doppler ecocardiograma bidimensional (2D), divididos em dois grupos: grupo I (normal, n = 31) e grupo II (FIDC/NC, n = 61). Resultados: A prevalência da disfunção sistólica do VD em pacientes dos grupos I e II foi: mudança de área fracional (0,0% versus 0,6%), mobilidade do anel tricuspídeo (0,0% versus 0,0%) e onda S ao Doppler tecidual (6,4% versus 26,0%, com p = 0,016). As prevalências das disfunções globais – como índice de performance miocárdica direita ao Doppler tecidual (16,1% versus 27,8% com p = 0,099) e ao Doppler pulsado (61,3% versus 68% com p = 0,141) e diastólico, como alteração do relaxamento (0,0% versus 6,0%), padrão pseudonormal (0,0% versus 0,0%) e padrão restritivo (0,0% versus 0,0%) – não apresentaram significância estatística entre os grupos. Conclusão: A prevalência de disfunção sistólica do VD foi estimada em 26% (velocidade da onda S em comparação a outras variáveis), sugerindo alterações incipientes da função sistólica do VD no grupo FIDC/NC. <![CDATA[Prevalence of Burnout Syndrome in Patients Admitted with Acute Coronary Syndrome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300007&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: Burnout Syndrome is the extreme emotional response to chronic occupational stress, manifesting as physical and mental exhaustion. Although associated with higher prevalence of cardiovascular risk factors, no study so far has evaluated whether the Burnout Syndrome could be a prevalent factor in non-elderly individuals active in the labor market, admitted for acute coronary syndrome (ACS). Objective: To evaluate the prevalence of the Burnout Syndrome in non-elderly, economically active patients, hospitalized with ACS. Methods: Cross-sectional study conducted in a tertiary and private cardiology center, with economically active patients aged &lt;65 years, hospitalized with diagnosis of ACS. The Burnout Syndrome was evaluated with the Burnout Syndrome Inventory (BSI), which assesses workplace conditions and four dimensions that characterize the syndrome: emotional exhaustion (EE), emotional distancing (EmD), dehumanization (De) and professional fulfillment (PF). The Lipp’s Stress Symptoms Inventory for Adults (LSSI) was applied to evaluate global stress. Results: Of 830 patients evaluated with suspected ACS, 170 met the study criteria, 90% of which were men, overall average age was 52 years, and 40.5% had an average income above 11 minimum wages. The prevalence of the Burnout Syndrome was 4.1%. When we evaluated each dimension individually, we found high EE in 34.7%, high De in 52.4%, high EDi in 30.6%, and low PF in 5.9%. The overall prevalence of stress was 87.5%. Conclusion: We found a low prevalence of Burnout Syndrome in an economically active, non-elderly population among patients admitted for ACS in a tertiary and private hospital. <hr/> Fundamento: Síndrome de Burnout (SB) é a resposta emocional extrema ao estresse crônico ocupacional, manifestando-se como processo de esgotamento físico e psíquico. Embora associada com maior prevalência de fatores de risco, nenhum estudo avaliou até o momento se a SB poderia ser um fator prevalente em indivíduos não idosos, ativos no mercado de trabalho, admitidos por síndrome coronária aguda (SCA). Objetivo: Avaliar a prevalência da SB em pacientes economicamente ativos, não idosos, hospitalizados com diagnóstico de SCA. Métodos: Estudo transversal realizado em um centro de cardiologia terciário e privado, com pacientes economicamente ativos, com idade &lt; 65 anos, hospitalizados com diagnóstico de SCA. Para avaliação da SB, aplicou-se o Inventário da Síndrome de Burnout (ISB), que avalia as condições do ambiente de trabalho e as dimensões que caracterizam a SB: exaustão emocional (EE), distanciamento emocional (DEm), desumanização (Des) e realização profissional (RP). Aplicou-se ainda o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL) para avaliação de estresse global. Resultados: Dos 830 pacientes avaliados com suspeita de SCA, 170 preencheram os critérios do estudo, sendo 90% homens, com idade média de 52 anos, e rendimento médio acima de 11 salários mínimos em 40,5% da amostra. A prevalência da SB foi de 4,1%. Elevada EE esteve presente em 34,7%, elevado DEm em 52,4%, elevada Des em 30,6% e baixa RP em 5,9%. A prevalência de estresse geral foi de 87,5%. Conclusão: A SB foi pouco prevalente em pacientes ativos no mercado de trabalho, não idosos, e internados por SCA nesta amostra avaliada em um hospital cardiológico privado e terciário. <![CDATA[Chronic Stress Improves NO- and Ca2+ Flux-Dependent Vascular Function: A Pharmacological Study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300008&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: Stress is associated with cardiovascular diseases. Objective: This study aimed at assessing whether chronic stress induces vascular alterations, and whether these modulations are nitric oxide (NO) and Ca2+ dependent. Methods: Wistar rats, 30 days of age, were separated into 2 groups: control (C) and Stress (St). Chronic stress consisted of immobilization for 1 hour/day, 5 days/week, 15 weeks. Systolic blood pressure was assessed. Vascular studies on aortic rings were performed. Concentration-effect curves were built for noradrenaline, in the presence of L-NAME or prazosin, acetylcholine, sodium nitroprusside and KCl. In addition, Ca2+ flux was also evaluated. Results: Chronic stress induced hypertension, decreased the vascular response to KCl and to noradrenaline, and increased the vascular response to acetylcholine. L-NAME blunted the difference observed in noradrenaline curves. Furthermore, contractile response to Ca2+ was decreased in the aorta of stressed rats. Conclusion: Our data suggest that the vascular response to chronic stress is an adaptation to its deleterious effects, such as hypertension. In addition, this adaptation is NO- and Ca2+-dependent. These data help to clarify the contribution of stress to cardiovascular abnormalities. However, further studies are necessary to better elucidate the mechanisms involved in the cardiovascular dysfunction associated with stressors. (Arq Bras Cardiol. 2014; [online].ahead print, PP.0-0) <hr/> Fundamento: Estresse está associado com complicações cardiovasculares. Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar se o estresse crônico induz alterações vasculares, e se essas alterações são dependentes de óxido nítrico (NO) e Ca2+. Métodos: Ratos machos Wistar com 30 dias de idade foram separados em 2 grupos: controle (C) e Estresse (St). Utilizou-se estresse crônico de imobilização por 1 hora/dia, 5 dias/semana, 15 semanas. Pressão arterial sistólica foi avaliada. A função vascular foi avaliada em anéis aórticos. Curvas de concentração-efeito foram realizadas para noradrenalina, na presença de L-NAME ou prazosina, cloreto de potássio (KCl), acetilcolina e nitroprussiato de sódio. Também foi efetuado um estudo para avaliação para fluxo de Ca2+. Resultados: Estresse crônico induziu hipertensão e resposta vascular diminuída para noradrenalina e KCl e aumentada para acetilcolina. A pré-incubação com L-NAME eliminou a diferença para noradrenalina. A resposta contrátil vascular para Ca2+ foi reduzida em animais estressados. Conclusão: Nossos dados sugerem que a resposta vascular ao estresse crônico seria uma adaptação aos efeitos deletérios do estresse, incluindo a hipertensão. Além disso, esses mecanismos adaptativos dependem de liberação de NO e fluxo de Ca2+. Esses resultados ajudam a esclarecer os mecanismos envolvidos nas alterações cardiovasculares associadas ao estresse. Entretanto, mais estudos são necessários para a melhor compreensão desses mecanismos. <![CDATA[Hypotensive Response Magnitude and Duration in Hypertensives: Continuous and Interval Exercise]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300009&lng=es&nrm=iso&tlng=es Background: Although exercise training is known to promote post-exercise hypotension, there is currently no consistent argument about the effects of manipulating its various components (intensity, duration, rest periods, types of exercise, training methods) on the magnitude and duration of hypotensive response. Objective: To compare the effect of continuous and interval exercises on hypotensive response magnitude and duration in hypertensive patients by using ambulatory blood pressure monitoring (ABPM). Methods: The sample consisted of 20 elderly hypertensives. Each participant underwent three ABPM sessions: one control ABPM, without exercise; one ABPM after continuous exercise; and one ABPM after interval exercise. Systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), mean arterial pressure (MAP), heart rate (HR) and double product (DP) were monitored to check post-exercise hypotension and for comparison between each ABPM. Results: ABPM after continuous exercise and after interval exercise showed post-exercise hypotension and a significant reduction (p &lt; 0.05) in SBP, DBP, MAP and DP for 20 hours as compared with control ABPM. Comparing ABPM after continuous and ABPM after interval exercise, a significant reduction (p &lt; 0.05) in SBP, DBP, MAP and DP was observed in the latter. Conclusion: Continuous and interval exercise trainings promote post-exercise hypotension with reduction in SBP, DBP, MAP and DP in the 20 hours following exercise. Interval exercise training causes greater post-exercise hypotension and lower cardiovascular overload as compared with continuous exercise. <hr/> Fundamento: Embora se saiba que o exercício promova hipotensão pós-exercício, até o momento não há argumentações consistentes sobre os efeitos da manipulação de seus diversos componentes (intensidade, duração, intervalos de descanso, tipos de exercício, métodos de treinamento) na magnitude e duração da resposta hipotensora. Objetivo: Comparar os efeitos dos exercícios dinâmicos, contínuo e intervalado, sobre a magnitude e duração da resposta hipotensora em hipertensos por meio da monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA). Métodos: A amostra foi composta por 20 idosos hipertensos. Cada participante realizou três sessões de MAPA, sendo uma controle (sem exercício), uma após exercício contínuo e uma após exercício intervalado. O monitoramento de pressão arterial sistólica (PAS), pressão arterial diastólica (PAD), pressão arterial média (PAM), frequência cardíaca (FC) e duplo produto (DP) foi realizado para verificação da hipotensão pós-exercício e comparação entre cada MAPA. Resultados: As MAPAs após exercício contínuo e intervalado demonstraram hipotensão pós-exercício e redução significativa (p &lt; 0,05) de PAS, PAD, PAM e DP por 20 horas, na comparação com a MAPA controle. Na comparação entre as MAPAs após exercício contínuo e intervalado, verificou-se redução significativa (p &lt; 0,05) de PAS, PAD, PAM e DP após exercício intervalado. Conclusão: Os exercícios contínuo e intervalado promovem hipotensão pós-exercício, com redução significativa de PAS, PAD, PAM e DP ao longo das 20 horas subsequentes à atividade. O exercício intervalado gera maior magnitude de hipotensão pós-exercício e menor sobrecarga cardiovascular, medida por menor DP. <![CDATA[Electrical Properties of Isolated Cardiomyocytes in a Rat Model of Thiamine Deficiency]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300010&lng=es&nrm=iso&tlng=es In modern society, thiamine deficiency (TD) remains an important medical condition linked to altered cardiac function. There have been contradictory reports about the impact of TD on heart physiology, especially in the context of cardiac excitability. In order to address this particular question, we used a TD rat model and patch-clamp technique to investigate the electrical properties of isolated cardiomyocytes from epicardium and endocardium. Neither cell type showed substantial differences on the action potential waveform and transient outward potassium current. Based on our results we can conclude that TD does not induce major electrical remodeling in isolated cardiac myocytes in either endocardium or epicardium cells.<hr/>Na sociedade moderna, a deficiência de tiamina (DT) ainda é uma condição médica importante ligada à função cardíaca alterada. Há relatos contraditórios sobre o impacto da DT sobre a fisiologia do coração, especialmente no contexto da excitabilidade cardíaca. A fim de resolver essa questão em particular, nós utilizamos de um modelo de DT para investigar as propriedades elétricas de cardiomiócitos isolados das diferentes sub-regiões do miocárdio de ratos, epicárdio e endocárdio, por meio da técnica de “patch clamp”. Nenhum dos dois tipos de célula estudados apresentou diferenças significativas na morfologia do potencial de ação e corrente transitória rápida de saída de potássio. Com base em nossos resultados, podemos concluir que a DT não induz grande remodelamento elétrico em miócitos cardíacos isolados tanto nas células do endocárdio quanto nas do epicárdio. <![CDATA[Hypertension in Patients with Cancer]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300011&lng=es&nrm=iso&tlng=es There is a known association between chemotherapy and radiotherapy for treatment of cancer patients and development or worsening of hypertension. The aim of this article is to review this association. A literature search was conducted for articles reporting this association on the databases PubMed, SciELO and LILACS between 1993 and 2013. There was a high coprevalence of hypertension and cancer, since both diseases share the same risk factors, such as sedentary lifestyle, obesity, smoking, unhealthy diet and alcohol abuse. The use of chemotherapy and adjuvant drugs effective in the treatment of cancer increased the survival rate of these patients and, consequently, increased the incidence of hypertension. We described the association between the use of angiogenesis inhibitors (bevacizumab, sorafenib and sunitinib), corticosteroids, erythropoietin and non-steroidal anti-inflammatory drugs with the development of hypertension. We also described the relationship between hypertension and carotid baroreceptor injury secondary to cervical radiotherapy. Morbidity and mortality increased in patients with cancer and hypertension without proper antihypertensive treatment. We concluded that there is need for early diagnosis, effective monitoring and treatment strategies for hypertension in cancer patients in order to reduce cardiovascular morbidity and mortality.<hr/>Há associação conhecida entre a quimioterapia e a radioterapia utilizadas no tratamento do paciente com Câncer (CA) e o desenvolvimento ou agravamento da Hipertensão Arterial (HA). Este artigo teve como objetivo revisar a referida associação. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre 1993 e 2013, que relatasse tal associação. Observou-se maior coprevalência entre HA e CA por ambas as doenças compartilharem dos mesmos fatores de risco, tais como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e abuso de álcool. O uso de quimioterápicos e fármacos adjuvantes eficazes no tratamento do CA aumentou a sobrevida desses pacientes e, consequentemente, a maior incidência de HA. Descreveuse a associação entre o uso dos inibidores de angiogênese (bevacizumab, sorafenib e sunitinib), corticoides, eritropoetina e anti-inflamatórios não esteroidais com o desenvolvimento de HA. Também foi relatada a relação entre hipertensão e lesão do barorreceptor carotídeo secundária a radioterapia cervical. A morbimortalidade aumentou nos pacientes com CA e hipertensos sem tratamento anti-hipertensivo adequado. Concluiu-se pela necessidade de diagnóstico precoce, estratégias de monitorização e tratamento efetivo da HA no paciente com CA com objetivo de diminuir a morbimortalidade cardiovascular. <![CDATA[Subclinical Atherosclerosis in Patients with Chronic Non-Dialytic Renal Disease]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300012&lng=es&nrm=iso&tlng=es There is a known association between chemotherapy and radiotherapy for treatment of cancer patients and development or worsening of hypertension. The aim of this article is to review this association. A literature search was conducted for articles reporting this association on the databases PubMed, SciELO and LILACS between 1993 and 2013. There was a high coprevalence of hypertension and cancer, since both diseases share the same risk factors, such as sedentary lifestyle, obesity, smoking, unhealthy diet and alcohol abuse. The use of chemotherapy and adjuvant drugs effective in the treatment of cancer increased the survival rate of these patients and, consequently, increased the incidence of hypertension. We described the association between the use of angiogenesis inhibitors (bevacizumab, sorafenib and sunitinib), corticosteroids, erythropoietin and non-steroidal anti-inflammatory drugs with the development of hypertension. We also described the relationship between hypertension and carotid baroreceptor injury secondary to cervical radiotherapy. Morbidity and mortality increased in patients with cancer and hypertension without proper antihypertensive treatment. We concluded that there is need for early diagnosis, effective monitoring and treatment strategies for hypertension in cancer patients in order to reduce cardiovascular morbidity and mortality.<hr/>Há associação conhecida entre a quimioterapia e a radioterapia utilizadas no tratamento do paciente com Câncer (CA) e o desenvolvimento ou agravamento da Hipertensão Arterial (HA). Este artigo teve como objetivo revisar a referida associação. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre 1993 e 2013, que relatasse tal associação. Observou-se maior coprevalência entre HA e CA por ambas as doenças compartilharem dos mesmos fatores de risco, tais como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e abuso de álcool. O uso de quimioterápicos e fármacos adjuvantes eficazes no tratamento do CA aumentou a sobrevida desses pacientes e, consequentemente, a maior incidência de HA. Descreveuse a associação entre o uso dos inibidores de angiogênese (bevacizumab, sorafenib e sunitinib), corticoides, eritropoetina e anti-inflamatórios não esteroidais com o desenvolvimento de HA. Também foi relatada a relação entre hipertensão e lesão do barorreceptor carotídeo secundária a radioterapia cervical. A morbimortalidade aumentou nos pacientes com CA e hipertensos sem tratamento anti-hipertensivo adequado. Concluiu-se pela necessidade de diagnóstico precoce, estratégias de monitorização e tratamento efetivo da HA no paciente com CA com objetivo de diminuir a morbimortalidade cardiovascular. <![CDATA[Case 3/2015 A 32-year-old Female Patient with Coarctation of the Aorta, Bicuspid Aortic Valve and Dilatation of the Ascending Aorta]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300013&lng=es&nrm=iso&tlng=es There is a known association between chemotherapy and radiotherapy for treatment of cancer patients and development or worsening of hypertension. The aim of this article is to review this association. A literature search was conducted for articles reporting this association on the databases PubMed, SciELO and LILACS between 1993 and 2013. There was a high coprevalence of hypertension and cancer, since both diseases share the same risk factors, such as sedentary lifestyle, obesity, smoking, unhealthy diet and alcohol abuse. The use of chemotherapy and adjuvant drugs effective in the treatment of cancer increased the survival rate of these patients and, consequently, increased the incidence of hypertension. We described the association between the use of angiogenesis inhibitors (bevacizumab, sorafenib and sunitinib), corticosteroids, erythropoietin and non-steroidal anti-inflammatory drugs with the development of hypertension. We also described the relationship between hypertension and carotid baroreceptor injury secondary to cervical radiotherapy. Morbidity and mortality increased in patients with cancer and hypertension without proper antihypertensive treatment. We concluded that there is need for early diagnosis, effective monitoring and treatment strategies for hypertension in cancer patients in order to reduce cardiovascular morbidity and mortality.<hr/>Há associação conhecida entre a quimioterapia e a radioterapia utilizadas no tratamento do paciente com Câncer (CA) e o desenvolvimento ou agravamento da Hipertensão Arterial (HA). Este artigo teve como objetivo revisar a referida associação. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre 1993 e 2013, que relatasse tal associação. Observou-se maior coprevalência entre HA e CA por ambas as doenças compartilharem dos mesmos fatores de risco, tais como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e abuso de álcool. O uso de quimioterápicos e fármacos adjuvantes eficazes no tratamento do CA aumentou a sobrevida desses pacientes e, consequentemente, a maior incidência de HA. Descreveuse a associação entre o uso dos inibidores de angiogênese (bevacizumab, sorafenib e sunitinib), corticoides, eritropoetina e anti-inflamatórios não esteroidais com o desenvolvimento de HA. Também foi relatada a relação entre hipertensão e lesão do barorreceptor carotídeo secundária a radioterapia cervical. A morbimortalidade aumentou nos pacientes com CA e hipertensos sem tratamento anti-hipertensivo adequado. Concluiu-se pela necessidade de diagnóstico precoce, estratégias de monitorização e tratamento efetivo da HA no paciente com CA com objetivo de diminuir a morbimortalidade cardiovascular. <![CDATA[Left Ventricular Assist Device Followed by Heart Transplantation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300014&lng=es&nrm=iso&tlng=es There is a known association between chemotherapy and radiotherapy for treatment of cancer patients and development or worsening of hypertension. The aim of this article is to review this association. A literature search was conducted for articles reporting this association on the databases PubMed, SciELO and LILACS between 1993 and 2013. There was a high coprevalence of hypertension and cancer, since both diseases share the same risk factors, such as sedentary lifestyle, obesity, smoking, unhealthy diet and alcohol abuse. The use of chemotherapy and adjuvant drugs effective in the treatment of cancer increased the survival rate of these patients and, consequently, increased the incidence of hypertension. We described the association between the use of angiogenesis inhibitors (bevacizumab, sorafenib and sunitinib), corticosteroids, erythropoietin and non-steroidal anti-inflammatory drugs with the development of hypertension. We also described the relationship between hypertension and carotid baroreceptor injury secondary to cervical radiotherapy. Morbidity and mortality increased in patients with cancer and hypertension without proper antihypertensive treatment. We concluded that there is need for early diagnosis, effective monitoring and treatment strategies for hypertension in cancer patients in order to reduce cardiovascular morbidity and mortality.<hr/>Há associação conhecida entre a quimioterapia e a radioterapia utilizadas no tratamento do paciente com Câncer (CA) e o desenvolvimento ou agravamento da Hipertensão Arterial (HA). Este artigo teve como objetivo revisar a referida associação. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre 1993 e 2013, que relatasse tal associação. Observou-se maior coprevalência entre HA e CA por ambas as doenças compartilharem dos mesmos fatores de risco, tais como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e abuso de álcool. O uso de quimioterápicos e fármacos adjuvantes eficazes no tratamento do CA aumentou a sobrevida desses pacientes e, consequentemente, a maior incidência de HA. Descreveuse a associação entre o uso dos inibidores de angiogênese (bevacizumab, sorafenib e sunitinib), corticoides, eritropoetina e anti-inflamatórios não esteroidais com o desenvolvimento de HA. Também foi relatada a relação entre hipertensão e lesão do barorreceptor carotídeo secundária a radioterapia cervical. A morbimortalidade aumentou nos pacientes com CA e hipertensos sem tratamento anti-hipertensivo adequado. Concluiu-se pela necessidade de diagnóstico precoce, estratégias de monitorização e tratamento efetivo da HA no paciente com CA com objetivo de diminuir a morbimortalidade cardiovascular. <![CDATA[The New Faces of Medicine – a Journey and a Perspective]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300015&lng=es&nrm=iso&tlng=es There is a known association between chemotherapy and radiotherapy for treatment of cancer patients and development or worsening of hypertension. The aim of this article is to review this association. A literature search was conducted for articles reporting this association on the databases PubMed, SciELO and LILACS between 1993 and 2013. There was a high coprevalence of hypertension and cancer, since both diseases share the same risk factors, such as sedentary lifestyle, obesity, smoking, unhealthy diet and alcohol abuse. The use of chemotherapy and adjuvant drugs effective in the treatment of cancer increased the survival rate of these patients and, consequently, increased the incidence of hypertension. We described the association between the use of angiogenesis inhibitors (bevacizumab, sorafenib and sunitinib), corticosteroids, erythropoietin and non-steroidal anti-inflammatory drugs with the development of hypertension. We also described the relationship between hypertension and carotid baroreceptor injury secondary to cervical radiotherapy. Morbidity and mortality increased in patients with cancer and hypertension without proper antihypertensive treatment. We concluded that there is need for early diagnosis, effective monitoring and treatment strategies for hypertension in cancer patients in order to reduce cardiovascular morbidity and mortality.<hr/>Há associação conhecida entre a quimioterapia e a radioterapia utilizadas no tratamento do paciente com Câncer (CA) e o desenvolvimento ou agravamento da Hipertensão Arterial (HA). Este artigo teve como objetivo revisar a referida associação. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre 1993 e 2013, que relatasse tal associação. Observou-se maior coprevalência entre HA e CA por ambas as doenças compartilharem dos mesmos fatores de risco, tais como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e abuso de álcool. O uso de quimioterápicos e fármacos adjuvantes eficazes no tratamento do CA aumentou a sobrevida desses pacientes e, consequentemente, a maior incidência de HA. Descreveuse a associação entre o uso dos inibidores de angiogênese (bevacizumab, sorafenib e sunitinib), corticoides, eritropoetina e anti-inflamatórios não esteroidais com o desenvolvimento de HA. Também foi relatada a relação entre hipertensão e lesão do barorreceptor carotídeo secundária a radioterapia cervical. A morbimortalidade aumentou nos pacientes com CA e hipertensos sem tratamento anti-hipertensivo adequado. Concluiu-se pela necessidade de diagnóstico precoce, estratégias de monitorização e tratamento efetivo da HA no paciente com CA com objetivo de diminuir a morbimortalidade cardiovascular. <![CDATA[Reel Syndrome: an Unusual Complication of Cardiac Pacemaker Implantation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2015000300016&lng=es&nrm=iso&tlng=es There is a known association between chemotherapy and radiotherapy for treatment of cancer patients and development or worsening of hypertension. The aim of this article is to review this association. A literature search was conducted for articles reporting this association on the databases PubMed, SciELO and LILACS between 1993 and 2013. There was a high coprevalence of hypertension and cancer, since both diseases share the same risk factors, such as sedentary lifestyle, obesity, smoking, unhealthy diet and alcohol abuse. The use of chemotherapy and adjuvant drugs effective in the treatment of cancer increased the survival rate of these patients and, consequently, increased the incidence of hypertension. We described the association between the use of angiogenesis inhibitors (bevacizumab, sorafenib and sunitinib), corticosteroids, erythropoietin and non-steroidal anti-inflammatory drugs with the development of hypertension. We also described the relationship between hypertension and carotid baroreceptor injury secondary to cervical radiotherapy. Morbidity and mortality increased in patients with cancer and hypertension without proper antihypertensive treatment. We concluded that there is need for early diagnosis, effective monitoring and treatment strategies for hypertension in cancer patients in order to reduce cardiovascular morbidity and mortality.<hr/>Há associação conhecida entre a quimioterapia e a radioterapia utilizadas no tratamento do paciente com Câncer (CA) e o desenvolvimento ou agravamento da Hipertensão Arterial (HA). Este artigo teve como objetivo revisar a referida associação. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases PubMed, SciELO e LILACS, entre 1993 e 2013, que relatasse tal associação. Observou-se maior coprevalência entre HA e CA por ambas as doenças compartilharem dos mesmos fatores de risco, tais como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e abuso de álcool. O uso de quimioterápicos e fármacos adjuvantes eficazes no tratamento do CA aumentou a sobrevida desses pacientes e, consequentemente, a maior incidência de HA. Descreveuse a associação entre o uso dos inibidores de angiogênese (bevacizumab, sorafenib e sunitinib), corticoides, eritropoetina e anti-inflamatórios não esteroidais com o desenvolvimento de HA. Também foi relatada a relação entre hipertensão e lesão do barorreceptor carotídeo secundária a radioterapia cervical. A morbimortalidade aumentou nos pacientes com CA e hipertensos sem tratamento anti-hipertensivo adequado. Concluiu-se pela necessidade de diagnóstico precoce, estratégias de monitorização e tratamento efetivo da HA no paciente com CA com objetivo de diminuir a morbimortalidade cardiovascular.