Scielo RSS <![CDATA[Arquivos Brasileiros de Cardiologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0066-782X20120013&lang=en vol. 99 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Impact of basic research on advances in cardiology</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Lack of tight association between quality of life and exercise capacity in pulmonary arterial hypertension</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: Na hipertensão arterial pulmonar (HAP) a qualidade de vida relacionada saúde (QVRS) tem sido investigada em curtos períodos de tempo (semanas), mas pouco se sabe sobre a perspectiva do paciente no médio e longo prazo. OBJETIVO: Analisar o estado de pacientes em terapias específicas de HAP durante um ano de observação, em termos de QVRS, e investigar se possíveis associações entre a capacidade de exercício (CE) e a QVRS persistem no médio prazo. MÉTODOS: Trinta e quatro pacientes em terapias para a HAP (bosentan e/ou sildenafil) foram selecionados (idade de 14 a 58 anos, mediana de 35,5 anos, classe funcional II ou III), e avaliados no momento basal, e 3, 6, 9 e 12 meses depois, usando o teste de caminhada de 6 minutos e questionário SF-36 de QVRS. RESULTADOS: A distância percorrida nos seis minutos não mudou durante o acompanhamento (387 - 432 metros, valores da mediana, p=0.2775), o mesmo para a classe funcional e saturação periférica de oxigênio. Os escores SF-36 também se mantiveram estáveis, com a saúde física sempre pior que a saúde mental. Das 40 possíveis associações entre a CE e QVRS, apenas 12 foram significativas (30%, p<0,05). A previsão de uma QVRS severamente deprimida com base em uma distância percorrida de 235 metros foi específica em &gt;90%, mas sensível em <43%. CONCLUSÃO: Os pacientes com HAP que se mantêm estáveis em termos da CE também parecem fazê-lo em termos de QVRS. Contudo, CE e QVRS não têm ligação consistente com o tempo, e devem ser analisadas como diferentes perspectivas no paciente individual.<hr/>BACKGROUND: In pulmonary arterial hypertension (PAH) health-related quality of life (HRQOL) has been investigated over the short-term (weeks) but little is known about patient's perspective over the medium and long term. OBJECTIVE: To analyze how patients on specific PAH therapies do over one year of observation in terms of HRQOL, and to investigate if possible associations between the exercise capacity (EC) and HRQOL persist over the medium term. METHODS: Thirty-four patients on PAH therapies (bosentan and/or sildenafil) were enrolled (age 14 to 58 years, median 35.5 years, functional class II or III), and evaluated at baseline, and 3, 6, 9 and 12 months subsequently using the six-minute walk test and the SF-36 HRQOL questionnaire. RESULTS: The six minute walked distance did not change over the follow-up (387-432 meters, median values, p=0.2775), the same for the functional class and peripheral oxygen saturation. The SF-36 scores also remained stable, with physical health always worse than mental health. Of 40 possible associations between EC and HRQOL, only 12 were significant (30%, p<0.05). Prediction of severely depressed HRQOL based on a walked distance of <235 meters was &gt;90% specific but <43% sensitive. CONCLUSION: Patients with PAH who remain stable in terms of EC also seem to do so in terms of HRQOL. However, EC and HRQOL are not consistently tied over time, and should be analyzed as different perspectives in the individual patient. <![CDATA[<b>Assessment of cardiac allograft vasculopathy in cardiac transplantation</b>: <b>experience of a Brazilian center</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: O transplante cardíaco continua sendo o tratamento de escolha para a insuficiência cardíaca refratária ao tratamento otimizado. Dois métodos diagnósticos apresentam elevada sensibilidade no diagnóstico de episódios de rejeição ao enxerto e Doença Vascular do Enxerto (DVE), causas importantes de mortalidade no pós-transplante. OBJETIVO: Avaliar a relação entre os resultados do ultrassom intracoronariano (USIV) e os laudos das biópsias endomiocárdicas (BX) no seguimento de pacientes submetidos a transplante cardíaco em um serviço de referência brasileiro. MÉTODOS: Foi realizado um ensaio epidemiológico retrospectivo observacional, com pacientes submetidos a transplante cardíaco ortotópico, no período de 2000 a 2009. Foram analisados os prontuários desses pacientes e os resultados dos USIV e BX realizados rotineiramente no seguimento clínico pós-transplante e terapêutica em uso. RESULTADOS: Dos 77 pacientes analisados, 63,63% são do sexo masculino, nas faixas etárias de 22 a 69 anos. Quanto aos resultados dos USIV, 33,96% foram classificados em Stanford classe I, e 32,08%, como Stanford IV. Dos 143 laudos das biópsias, 51,08% tiveram resultado 1R, 3R em 0,69% dos laudos, e 14,48% apresentaram a descrição de efeito Quilty. Todos usaram antiproliferativos, 80,51% usaram inibidores da calcineurina e 19,48% usaram inibidores do sinal de proliferação (ISP). CONCLUSÃO: A avaliação dos pacientes pós-transplante cardíaco por meio do USIV incorpora informações detalhadas para o diagnóstico precoce e sensível da DVE, que são complementadas pelas informações histológicas fornecidas pelas BX, estabelecendo uma possível relação causal entre a DVE e os episódios de rejeição humoral.<hr/>BACKGROUND: Cardiac transplantation continues to be the treatment of choice for heart failure refractory to optimized treatment. Two methods have high sensitivity for diagnosing allograft rejection episodes and cardiac allograft vasculopathy (CAV), important causes of mortality after transplantation. OBJECTIVE: To assess the relationship between intravascular ultrasound (IVUS) results and endomyocardial biopsy (BX) reports in the follow-up of patients undergoing cardiac transplantation in a Brazilian reference service. METHODS: A retrospective epidemiological observational study was carried out with patients undergoing orthotopic cardiac transplantation from 2000 to 2009. The study assessed the medical records of those patients and the results of the IVUS and BX routinely performed in the clinical post-transplant follow-up, as well as the therapy used. RESULTS: Of the 77 patients assessed, 63.63% were males, their ages ranging from 22 to 69 years. Regarding the IVUS results, 33.96% of the patients were classified as Stanford class I, and 32.08%, as Stanford class IV. Of the 143 BX reports, 51.08% were 1R, and 0.69%, 3R. The Quilty effect was described in 14.48% of the BX reports. All patients used antiproliferative agents, 80.51% used calcineurin inhibitors, and 19.48% used proliferation signal inhibitors. CONCLUSION: The assessment of cardiac transplant patients by use of IVUS provides detailed information for the early and sensitive diagnosis of CAV, which is complemented by histological data derived from BX, establishing a possible causal relationship between CAV and humoral rejection episodes. <![CDATA[<b>Insulin resistance can impair reduction on carotid intima-media thickness in obese adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: O processo aterosclerótico no nível endotelial começa em idade precoce e parece estar associado com a obesidade e suas comorbidades como a resistência insulínica. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi verificar a influência da resistência insulínica em marcadores inflamatórios e subclínicos de aterosclerose em adolescentes obesos. MÉTODOS: Sessenta e seis adolescentes obesos pós-púberes foram divididos em dois grupos de acordo com o índice de resistência insulínica estimado pelo Modelo de Avaliação da Homeostase (HOMA-RI): com resistência insulínica (RI) n = 39 e sem resistência insulínica (NRI) n = 27, e foram submetidos a uma intervenção interdisciplinar ao longo de um ano. A espessura mediointimal da artéria carótida comum (EMIC), e o tecido adiposo visceral e subcutâneo foram determinados por ultrassonografia. A composição corporal, pressão arterial, índice HOMA-RI, perfil lipídico e as concentrações de adipocinas [leptina, adiponectina, e inibidor do ativador do plasminogênio-1 (PAI-1)] foram analisados antes e após a terapia. RESULTADOS: Ambos os grupos apresentaram melhoras significativas na composição corporal, estado inflamatório (redução da concentração de leptina e PAI 1; aumento de adiponectina plasmática) e redução da EMIC. Apenas o grupo NRI mostrou correlação positiva entre as alterações na gordura visceral (∆Visceral) e mudanças na EMIC (∆ EMIC) (r = 0,42, p < 0,05). A análise por regressão linear simples revelou o ∆Visceral ser um preditor independente para a redução da EMIC nesse grupo (R2 ajustado = 0,14, p = 0,04). Os valores finais da EIMC permaneceram significativamente maiores no grupo RI, quando comparado com grupo NRI. CONCLUSÃO: A presença de resistência insulínica pode prejudicar mudanças na EMIC levando ao desenvolvimento precoce da aterosclerose em adolescentes obesos submetidos a uma intervenção interdisciplinar.<hr/>BACKGROUND: The atherosclerotic process at the endothelial level begins in early ages and seems to be associated with obesity and its comorbidities as insulin resistance. OBJECTIVE: The aim of this study was to verify the influence of insulin resistance on inflammatory and subclinical markers of atherosclerosis in obese adolescents. METHODS: Sixty-six post-pubescent obese adolescents were divided in two groups according to homeostasis model assessment of insulin resistance (HOMA-IR) measurement: with insulin resistance (IR) n=39 and without insulin resistance (NIR) n=27, and submitted to an interdisciplinary intervention over the course of 1 year. Common carotid artery intima-media thickness (cIMT), visceral and subcutaneous adipose tissue was determined by ultrasound. Body composition, blood pressure, HOMA-IR, lipid profile and adipokines concentrations [leptin, adiponectin, and plasminogen activator inhibitor type (PAI-1)] were analyzed before and after the therapy. RESULTS: Both groups presented significant improvements in body composition, inflammatory state (reduction of leptin and PAI-1 concentration; increasing of plasma adiponectin) and reduction of cIMT. Only NIR group showed positive correlation between changes in visceral fat (∆Visceral) and changes in cIMT (∆ cIMT) (r = 0.42; p < 0.05). Simple linear regression analyze revealed ∆Visceral to be an independent predictor to reduction of cIMT in this group (R2 adjusted = 0.14, p = 0.04). The final values of cIMT remained significantly higher in IR group when compared to NIR group. CONCLUSION: The presence of insulin resistance can impair changes in cIMT leading to early development of atherosclerosis in obese adolescents submitted to an interdisciplinary intervention.. <![CDATA[<b>Correlation between serum cystatin C and markers of subclinical atherosclerosis in hypertensive patients</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: A cistatina C sérica (s-CC), um marcador endógeno da função renal, tem sido proposta também como um marcador de risco cardiovascular. No entanto, ainda não está estabelecido se se trata de um marcador direto de aterosclerose, independentemente da função renal. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi correlacionar a s-CC com dois marcadores substitutos de aterosclerose subclínica. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal envolvendo 103 pacientes hipertensos ambulatoriais, de meia idade (57,49 ± 11,7 anos), sendo 60 do sexo feminino (58,25%) e a maioria com função renal preservada. A s-CC foi correlacionada com a espessura mediointimal carotídea (EMIc) e a dilatação mediada por fluxo de artéria braquial (DMF), ambas avaliadas por ultrassonografia, bem como com o clearance de creatinina medido e fatores de risco cardiovascular estabelecidos. RESULTADOS: A s-CC não se correlacionou significativamente nem com a EMIc (r = -0,024, p = 0,84) nem com a DMF (r = -0,050 e p = 0,687), e não foi observada também associação significativa com fatores de risco convencionais nem marcadores inflamatórios. Na análise univariada, a s-CC se correlacionou com o clearance de creatinina medido (r = - 0,498, p < 0,001), idade (r = 0,408, p < 0,001), microalbuminúria (r = 0,291, p = 0,014), ácido úrico (r = 0,391, p < 0,001), relação E/e' (r = 0,242, p = 0,049) e escore de Framingham (r = 0,359, p = 0,001). No entanto, após análise de regressão múltipla, apenas a associação com o clearance de creatinina medido permaneceu significativa (r = -0,491, p <0,001). CONCLUSÃO: Em pacientes hipertensos ambulatoriais de meia idade, a s-CC se correlacionou com o clearance de creatinina medido,como esperado, mas não foi observada associação com marcadores de aterosclerose nem com fatores de risco cardiovascular estabelecidos.<hr/>BACKGROUND: Serum cystatin C (s-CC), an endogenous marker of kidney function, has also been proposed as a cardiovascular risk marker. However, it is unknown whether it is a direct marker of atherosclerosis, independently of kidney function. OBJECTIVE: The aim of this study was to correlate s-CC with two surrogate markers of subclinical atherosclerosis. METHODS: This is a cross-sectional study involving 103 middle-aged (57.49 ± 11.7 years) hypertensive outpatients, being 60 female (58.25%), most with preserved kidney function. S-CC was correlated with carotid intima media thickness (IMT) and flow-mediated dilation of brachial artery (FMD), both assessed by ultrasound, as well as with measured creatinine clearance and established cardiovascular risk factors. RESULTS: S-CC was neither significantly correlated with IMT (r = -0.024; p = 0.84) nor with FMD (r = -0.050 and p = 0.687) and no significant association was observed with conventional risk factors and inflammatory markers. In univariate analysis, s-CC was correlated with measured creatinine clearance (r = -0,498; p < 0,001), age (r = 0,408; p < 0,001), microalbuminuria (r = 0,291; p = 0,014), uric acid (r = 0,391; p < 0,001), ratio E/e' (r = 0,242; p = 0,049) and Framingham score (r = 0,359; p = 0,001). However, after multiple regression analysis, only the association with measured creatinine clearance remained significant (r = -0,491; p < 0,001). CONCLUSION: In middle-aged hypertensive outpatients, s-CC correlated with measured creatinine clearance, as expected, but no association was observed with markers of atherosclerosis neither with established cardiovascular risk factors. <![CDATA[<b>Chronic stress improves the myocardial function without altering L-type Ca<sup>+2</sup> channel activity in rats</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: O estresse crônico está associado à remodelação cardíaca; entretanto, os mecanismos permanecem a ser descobertos. OBJETIVO: A proposta deste estudo foi testar a hipótese de que o estresse crônico promove disfunção cardíaca associada a depressão da atividade do canal-L para Ca2+. M MÉTODOS: Ratos Wistar machos com 30 dias de idade (70 - 100 g) foram distribuídos dentro de dois grupos: controle (C) e estresse crônico (St). O estresse consistiu na imobilização durante 15 semanas, cinco vezes por semana, 1 h por dia. A função cardíaca foi avaliada pela performance do ventrículo esquerdo por meio do ecocardiograma e pelo músculo papilar ventricular isolado. A função do músculo papilar foi avaliada em condição basal e com manobras inotrópicas, como: pós-pausa e elevação na concentração extracelular de Ca2+, na presença ou ausência de um bloqueador específico de canal-L para Ca2+. RESULTADOS: O estresse ficou caracterizado por hipertrofia das glândulas adrenais, aumento nos níveis de corticosterona circulante e por hipertensão arterial. Ainda, o estresse crônico gerou hipertrofia ventricular esquerda. O estresse crônico foi capaz de melhorar a resposta no músculo papilar para manobras inotrópicas positivas. A melhora de função não esteve associada com o canal-L para Ca2+. CONCLUSÃO: O estresse produziu hipertrofia cardíaca; entretanto, nos estudos de músculo papilar isolado, as manobras inotrópicas positivas potencializaram a função cardíaca em ratos estressados, sem o envolvimento do canal-L para Ca2+. Assim os mecanismos responsáveis permanecem incertos para alterações no influxo de Ca2+.<hr/>BACKGROUND: Chronic stress is associated with cardiac remodeling; however the mechanisms have yet to be clarified. OBJECTIVE: The purpose of this study was test the hypothesis that chronic stress promotes cardiac dysfunction associated to L-type calcium Ca2+ channel activity depression. METHODS: Thirty-day-old male Wistar rats (70 - 100 g) were distributed into two groups: control (C) and chronic stress (St). The stress was consistently maintained at immobilization during 15 weeks, 5 times per week, 1h per day. The cardiac function was evaluated by left ventricular performance through echocardiography and by ventricular isolated papillary muscle. The myocardial papillary muscle activity was assessed at baseline conditions and with inotropic maneuvers such as: post-rest contraction and increases in extracellular Ca2+ concentration, in presence or absence of specific blockers L-type calcium channels. RESULTS: The stress was characterized for adrenal glands hypertrophy, increase of systemic corticosterone level and arterial hypertension. The chronic stress provided left ventricular hypertrophy. The left ventricular and baseline myocardial function did not change with chronic stress. However, it improved the response of the papillary muscle in relation to positive inotropic stimulation. This function improvement was not associated with the L-type Ca2+ channel. CONCLUSION: Chronic stress produced cardiac hypertrophy; however, in the study of papillary muscle, the positive inotropic maneuvers potentiated cardiac function in stressed rats, without involvement of L-type Ca2+ channel. Thus, the responsible mechanisms remain unclear with respect to Ca2+ influx alterations. <![CDATA[<b>Relationship between parathyroid hormone and depression in heart failure</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: Tem-se observado que a depressão é preditora de reinternação e mortalidade na insuficiência cardíaca. O hormônio da paratireoide é um biomarcador novo e promissor que pode predizer a internação, a capacidade funcional e a mortalidade na insuficiência cardíaca. OBJETIVO: Nosso objetivo foi investigar a associação da depressão aos níveis séricos de hormônio da paratireoide em pacientes com insuficiência cardíaca sistólica. MÉTODOS: Cem pacientes ambulatoriais consecutivos com IC sistólica com fração de ejeção do ventrículo esquerdo < 40% foram examinados prospectivamente. Todos os pacientes foram submetidos a exames laboratoriais, incluindo análises de peptídeo natriurético cerebral e de hormônio da tireoide. Os pacientes foram convidados a completar o Inventário de Depressão de Beck-II. RESULTADOS: Cinquenta e um pacientes (51%) apresentavam escore de BDI ruim (escore de BDI &gt; 18). Esses pacientes apresentavam níveis de hormônio da paratireoide significativamente mais elevados em comparação com aqueles com bons escores de BDI (133 ± 46 pg/ml versus 71 ± 26 pg/ml, p < 0,001). No modelo de regressão logística multivariada, constatou-se que o nível do hormônio da tireoide (razão de chances (OR) = 1.035, p = 0,003), fração de ejeção do ventrículo esquerdo (OR = 0,854, p = 0,004), classe funcional III / IV (OR = 28,022, p = 0,005), C-reactive protein (CRP) (OR = 1,088, p = 0,020) e presença de edema pré-tibial (OR = 12,341, p = 0,033) constituíam preditores independentes de depressão moderada a importante após o ajuste de outros possíveis fatores de confusão. CONCLUSÃO: Pacientes com insuficiência cardíaca sistólica com depressão moderada a importante apresentavam níveis séricos elevados de hormônio da tireoide e CRP, capacidade funcional ruim e fração de ejeção do ventrículo esquerdo mais baixa. A associação da depressão com esses parâmetros pode explicar a contribuição da depressão para a internação e a mortalidade na insuficiência cardíaca.<hr/>BACKGROUND: Depression has been found to be a predictor of rehospitalization and mortality in heart failure (HF). Parathyroid hormone (PTH) is a novel promising biomarker that can predict hospitalization, functional status and mortality in HF. OBJECTIVE: We aimed to investigate the association of depression with serum PTH levels in patients with systolic HF. METHODS: A total of consecutive 100 outpatients with systolic HF having left ventricular ejection fraction (LVEF) < 40%, were prospectively studied. All patients underwent laboratory tests, including brain natriuretic peptide (BNP) and PTH analyses. The patients were asked to complete the Beck Depression Inventory- II (BDI). RESULTS: Fifty-one patients (51%) were shown to have poor BDI score (BDIS &gt; 18). Patients with poor BDI score had significantly higher PTH levels compared to those with good BDIS (133 ± 46 pg/ml vs. 71 ± 26 pg/ml, p < 0.001). In multivariable logistic regression model, PTH level (Odds ratio (OR) = 1.035, p = 0.003), LVEF (OR = 0.854, p = 0.004), NYHA functional class III/IV (OR = 28.022, p = 0.005), C-reactive protein (CRP) (OR = 1.088, p = 0.020), and presence of pretibial edema (OR = 12.341, p = 0.033) were found to be independent predictors of moderate to severe depression after adjustment of other potential confounders. CONCLUSION: Systolic HF patients with moderate to severe depression had higher serum levels of PTH and CRP, poor functional status and lower LVEF. The association of depression with such parameters might explain the contribution of depression to hospitalization and mortality in HF. <![CDATA[<b>Simplified International Index of Erectile Function (IIEF-5) and coronary artery disease in hypertensive patients</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: A Disfunção Erétil (DE) se associa ao risco aumentado de Doença Arterial Coronariana (DAC). OBJETIVO: Avaliar a associação entre DE, determinada pelo Índice Internacional de Função Erétil Simplificado (IIFE-5), e DAC. MÉTODOS: Estudo de corte transversal que avaliou 263 hipertensos (55 [50 - 61] anos). A DE foi avaliada pelo IIEF-5 e a DAC, por meio da história de revascularização miocárdica prévia e/ou por cineangiocoronariografia. RESULTADOS: O IIFE-5 se correlacionou com o clearance de creatinina [ClCr] (Rho = 0,23; p < 0,001) e com a idade (Rho = -0,22; p < 0,001). Quarenta e dois pacientes apresentavam DAC; e o IIFE-5 foi capaz de discriminá-los (área sob a curva ROC = 0,63; p = 0,006). Os pacientes foram divididos em dois grupos: IIFE-5 < 20 (n = 140) e IIFE- 5 &gt; 20 (n = 123); aqueles com menor IIFE-5 tinham idade mais elevada (57 [52 - 61] vs. 54 [45 - 60] anos; p = 0,002), maior prevalência de DAC (22% vs. 9%; p = 0,004), tabagismo (64% vs. 47%; p = 0,009) e do uso de inibidores dos canais de cálcio (65 % vs. 43%; p = 0,001), além de menor ClCr (67,3 [30,8 - 88,6] vs. 82,6 [65,9 - 98,2] ml/min; p < 0,001). O IIFE-5 < 20 se associou ao maior risco de DAC em regressão logística; tanto univariada (RR = 2,89 [IC 95% 1,39 - 6,05]), quanto após ajustes para idade, diabetes, ClCr, tabagismo, pressão arterial média e uso de anti- hipertensivos (RR = 2,59 [IC 95%: 1,01 - 6,61]). CONCLUSÃO: O IIFE-5 se associa ao diagnóstico de DAC e sua utilização pode agregar informação ao estadiamento do risco cardiovascular em pacientes hipertensos.<hr/>BACKGROUND: Erectile Dysfunction (ED) is associated with increased risk of coronary artery disease (CAD). OBJECTIVE: To evaluate the association between ED, determined by the Simplified International Index of Erectile Function (IIEF-5) and CAD. METHODS: This was a cross-sectional cohort study that evaluated 263 hypertensive patients (55 [50-61] years). ED was assessed through the IIEF-5 and CAD by the history of previous myocardial revascularization and/or coronary angiography. RESULTS: The IIEF-5 correlated with creatinine clearance [CrCl] (Rho = 0.23, p <0.001) and age (Rho = -0.22, p <0.001). Forty-two patients had CAD, and IIEF-5 was able to discriminate them (area under the ROC curve = 0.63, p = 0.006). Patients were divided into two groups: IIEF-5 < 20 (n = 140) and IIEF-5 &gt; 20 (n = 123); those with lower IIEF-5 scores were older (57 [52-61] vs. 54 [45-60] years, p = 0.002), had higher prevalence of CAD (22% vs. 9%, p = 0.004), smoking (64% vs. 47%, p = 0.009) and use of calcium channel inhibitors (65% vs. 43.%, p = 0.001), as well as lower CrCl (67.3 [30.8 to 88.6] vs. 82.6 [65.9 - 98.2] ml/min, p <0.001). The IIEF-5 < 21 was associated with increased risk of CAD in the logistic regression, both univariate (RR = 2.89 [95%CI: 1.39 - 6.05]), and after adjusting for age, diabetes, CrCl, smoking, mean arterial pressure and use of antihypertensive drugs (RR = 2.59 [95% CI: 1.01 - 6.61]). CONCLUSION: The IIEF-5 is associated with the diagnosis of CAD and its use can add information to cardiovascular risk staging in hypertensive patients. <![CDATA[<b>Endothelial function, uterine perfusion and central Flow in pregnancies complicated by Preeclampsia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: A fisiopatologia da Pré-Eclampsia (PE) é caracterizada por deficiência no processo de placentação, disfunção endotelial sistêmica e hiperfluxo do Sistema Nervoso Central (SNC). Do ponto de vista clínico, seria interessante determinar a ocorrência desses fenômenos antes do aparecimento das manifestações clínicas da doença, levantando a possibilidade de novos métodos de predição da PE. OBJETIVO: Comparar o processo de placentação, a função endotelial e o hiperfluxo do SNC em gestantes de alto risco para desenvolvimento de PE que posteriormente desenvolveram ou não a síndrome. MÉTODOS: Um total de 74 gestantes foi submetido ao exame de Dilatação Fluxo-Mediada (DFM) da artéria braquial, dopplerfluxometria de artérias uterinas e oftálmica para avaliação da função endotelial, processo de placentação e hiperfluxo central, respectivamente. Os exames foram realizados entre 24 e 28 semanas de gestação e as pacientes foram acompanhadas até o puerpério para coleta de dados. RESULTADOS: Quinze pacientes tiveram a gestação complicada pela PE e 59 se mantiveram normotensas até o puerpério. Pacientes que subsequentemente desenvolveram PE apresentaram entre 24 e 28 semanas de gestação, maiores valores no índice de pulsatilidade das artérias uterinas e menores valores de DFM (p < 0,001 e p = 0,001, respectivamente). Entretanto, não houve diferença nos valores obtidos no índice de resistência da artéria oftálmica (p = 0,08). CONCLUSÃO: Os dados obtidos sugerem que a deficiência no processo de placentação e a disfunção endotelial precedem cronologicamente as manifestações clínicas da PE, o que não ocorre com o hiperfluxo do SNC.<hr/>BACKGROUND: The physiopathology of Preeclampsia (PE) is characterized by a deficiency in the process of placentation, systemic endothelial dysfunction and Central Nervous System (CNS) hyperflow. From a clinical point of view, it would be interesting to determine the occurrence of these phenomena before the onset of clinical manifestations of the disease, raising the possibility of new methods for predicting PE. OBJECTIVE:Compare the process of placentation, endothelial function and CNS hyperflow in pregnant women at high risk for the development of PE who subsequently developed or not the syndrome. METHODS: A total of 74 pregnant women underwent the Flow-Mediated Dilation (FMD) of the brachial artery, Doppler study of uterine and ophthalmic arteries for the assessment of endothelial function, process of placentation and central hyperflow, respectively. The examinations were performed between 24 and 28 weeks of gestation and were followed until the postpartum period for data collection. RESULTS: Fifteen patients had PE and 59 remained normotensive until the puerperium. Patients who subsequently developed PE had between 24 and 28 weeks of gestation, higher pulsatility index of uterine arteries and lower values of FMD (p < 0.001 and p = 0.001, respectively). However, there was no difference in the values obtained in the resistive index in the ophthalmic artery (p = 0.08). CONCLUSION: The data obtained suggest that the deficiency in the process of placentation and endothelial dysfunction chronologically precede the clinical manifestations of PE, which does not occur with CNS hyperflow. <![CDATA[<b>Identification of cardiovascular risk factors in parents/caregivers of children with heart diseases</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: As doenças cardiovasculares representam uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. No Brasil, constituem a principal causa de óbitos. OBJETIVO: Identificar fatores de risco cardiovasculares em pais/cuidadores de crianças cardiopatas, mediante avaliação do estado nutricional, condições de saúde e estilo de vida. MÉTODOS: Estudo transversal, com 150 pais ou cuidadores de crianças cardiopatas que frequentavam um ambulatório de cardiologia pediátrica. Dados de identificação, estilo de vida e condições de saúde foram coletados por meio de questionário estruturado. Para análise dos hábitos alimentares utilizou-se questionário de frequência alimentar, e para avaliação do estado nutricional foram realizadas aferições de peso, estatura e circunferência da cintura e cálculo e classificação do Índice de Massa Corporal (IMC). RESULTADOS: Foram avaliados 155 pais de crianças cardiopatas, predominantemente do sexo feminino, 91,6%; a média de idade foi 35,0 ± 10,6 anos. Os fatores de risco observados em maior prevalência foram sedentarismo (85,2%), obesidade (28%) e hipertensão (22,6%). Em relação aos hábitos alimentares foi identificada elevada frequência de consumo de carne vermelha, margarina, azeite, açúcar e baixo consumo de peixes. A comparação entre os gêneros apresentou diferença significativa em relação à obesidade, detectada pelo IMC, e hipertensão, e ambas foram mais presentes entre mulheres. A medida da circunferência da cintura também evidenciou maior risco cardiovascular nas mulheres. CONCLUSÃO: Foram identificados fatores de risco para doenças cardiovasculares nos pais/cuidadores avaliados, como excesso de peso, sedentarismo e hipertensão, além de hábitos alimentares inadequados como elevada frequência de consumo de gorduras saturadas e colesterol e baixa frequência de consumo de gorduras insaturadas.<hr/>BACKGROUND: Cardiovascular diseases are one of the major causes of morbidity and mortality worldwide. In Brazil, they are the major cause of death. OBJECTIVE: To identify cardiovascular risk factors in parents/caregivers of children with heart diseases by assessing their nutritional status, health conditions, and life style. METHODS: Cross-sectional study of 150 parents or caregivers of children with heart diseases who attended a cardiology outpatient clinic. Data on identification, lifestyle and health conditions were collected by means of a structured questionnaire. For the assessment of the eating habits, a questionnaire on eating frequency was used; for the assessment of the nutritional status, weight, height, and waist circumference were measured, and the body mass index (BMI) was calculated and classified. RESULTS: A total of 155 parents of children with heart diseases, predominantly of the female gender (91.6%), were evaluated; their mean age was 35.0 ± 10.6 years. The most prevalent risk factors were sedentary lifestyle (85.2%), obesity (28%) and hypertension (22.6%). As regards the eating habits, a high frequency of intake of red meat, margarine, vegetable oil, and sugar and low intake of fish were observed. Comparison between genders showed a significant difference in relation to obesity, as detected by BMI, and hypertension, both more frequent among women. Waist circumference measurement also showed a higher cardiovascular risk in women. CONCLUSION: Cardiovascular risk factors such as excess weight, sedentary lifestyle, and hypertension as well as inadequate eating habits such as a high frequency of intake of saturated fat and cholesterol and low intake of unsaturated fat were identified in the parents/caregivers assessed. <![CDATA[<b>Free and open-source software application for the evaluation of coronary computed tomography angiography images</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: A estandardização do padrão de imagens utilizada dentro da medicina foi realizada em 1993 por meio do padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine). Diversos exames utilizam esse padrão e cada vez mais são necessários softwares capazes de manipular esse tipo de imagem, porém esses softwares geralmente não têm o formato livre e de código aberto, e isso dificulta o seu ajuste para os mais diferentes interesses. OBJETIVO: Desenvolver e validar um software livre e de código aberto capaz de manipular imagens DICOM de exames de angiotomografia de coronárias. MÉTODOS: Desenvolvemos e testamos o software intitulado ImageLab na avaliação de 100 exames selecionados de forma randômica por meio de um banco de dados. Foram realizadas 600 análises divididas por dois observadores utilizando o ImageLab e um outro software comercializado junto a aparelhos de tomografia computadorizada Philips Brilliance, na avaliação da presença de lesões e placas coronarianas nos territórios do Tronco da Coronária Esquerda (TCE) e na Artéria Descendente Anterior (ADA). Para avaliar as concordâncias intraobservador, interobservadores e intersoftware, utilizamos concordância simples e estatística Kappa. RESULTADOS: As concordâncias observadas entre os softwares foram em geral classificadas como substancial ou quase perfeitas na maioria das comparações. CONCLUSÃO: O software ImageLab concordou com o software Philips na avaliação de exames de angiotomografia de coronárias especialmente em pacientes sem lesões, com lesões inferiores a 50% no TCE e inferiores a 70% na ADA. A concordância para lesão >70% na ADA foi menor, porém isso também é observado quando se utiliza o padrão de referência anatômico.<hr/>BACKGROUND: The standardization of images used in Medicine in 1993 was performed using the DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) standard. Several tests use this standard and it is increasingly necessary to design software applications capable of handling this type of image; however, these software applications are not usually free and open-source, and this fact hinders their adjustment to most diverse interests. OBJECTIVE: To develop and validate a free and open-source software application capable of handling DICOM coronary computed tomography angiography images. METHODS: We developed and tested the ImageLab software in the evaluation of 100 tests randomly selected from a database. We carried out 600 tests divided between two observers using ImageLab and another software sold with Philips Brilliance computed tomography appliances in the evaluation of coronary lesions and plaques around the left main coronary artery (LMCA) and the anterior descending artery (ADA). To evaluate intraobserver, interobserver and intersoftware agreements, we used simple and kappa statistics agreements. RESULTS: The agreements observed between software applications were generally classified as substantial or almost perfect in most comparisons. CONCLUSION: The ImageLab software agreed with the Philips software in the evaluation of coronary computed tomography angiography tests, especially in patients without lesions, with lesions < 50% in the LMCA and < 70% in the ADA. The agreement for lesions &gt; 70% in the ADA was lower, but this is also observed when the anatomical reference standard is used. <![CDATA[<b>Inadequate request of transthoracic echocardiography according to the guidelines of the Brazilian Society of Cardiology</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTO: Diretrizes são fontes de recomendações para a solicitação adequada de exames. Em 2009, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou novas Diretrizes para a ecocardiografia transtorácica (ETT). OBJETIVO: Avaliar a prevalência de solicitações ambulatoriais Classe III para ETT e analisar o perfil destas solicitações comparando-as entre um hospital público universitário (HPU) e um hospital cardiológico privado (HCP). MÉTODOS: Foram avaliadas prospectivamente 779 solicitações consecutivas de ETT ambulatoriais: 391 do HCP e 388 do HPU, entre dezembro de 2009 a maio de 2010. A distribuição das indicações foi comparada pelo teste qui-quadrado. O valor de significância estatística adotado foi de 0,05. RESULTADOS: Das 779 indicações ambulatoriais, 61 (7,8%) foram consideradas Classe III. Destas 14 eram do HPU e 47 do HCP. A distribuição das indicações diferiu de modo significativo entre as instituições (p < 0,001): check-up em pacientes assintomáticos liderou as indicações inapropriadas com 37 casos (33 no HCP - 89,18%); seguido de avaliação pós-angioplastia em 9 casos (8 na instituição privada - 88,88%); acompanhamento de função ventricular em pacientes com insuficiência cardíaca estável com 6 casos (4 no HPU - 66,66%); pós-cirurgia de revascularização, 5 casos (4 no HCP - 80%); e avaliação de alteração eletrocardiográfica inespecífica em 4 casos (4 no HPU - 100%). CONCLUSÃO: Avaliação de assintomáticos é a causa principal de indicações classe III no ETT que diferiram entre as instituições: avaliação de check-up na instituição privada versus acompanhamento de insuficiência cardíaca na pública.<hr/>BACKGROUND: Guidelines from medical societies suggest recommendations for the appropriate request of tests. In 2009, the Brazilian Society of Cardiology (BSC) published new guidelines for transthoracic echocardiography (TTE) request. OBJECTIVE: To evaluate the prevalence of Class III requests for TTE, as defined by the BSC Guidelines and analyze these requests profile comparing a public university hospital (PUH) with a private cardiology hospital (PCH). METHODS: We prospectively evaluated 779 consecutive outpatient TTE requests: 391 from the PCH and 388 from the PUH between December 2009 and May 2010. The indications studied were classified accordingly to the BSC guidelines. Request distribution was compared by Chi-square test. Statistical significance was set at p < 0.05. RESULTS: Of the 779 requests, 61 (7.8%) were considered Class III. Of these 14 were from the public and 47 from the private hospital. The distribution of requests was statistically different between institutions (p < 0.001). Check-up in asymptomatic patients was the main inadequate indication, with 37 cases (33 in the private institution- 89.18%), followed by evaluation after angioplasty in 9 cases (8 in the private institution - 88.88%); ventricular function monitoring in patients with stable heart failure in 6 cases (4 in the public institution - 66.66%), post-bypass surgery in 5 cases (4 in the private institution- 80%), and evaluation of nonspecific electrocardiographic abnormalities in 4 cases (4 in the public institution - 100%). CONCLUSION: Asymptomatic patients' assessment was the main cause of inadequate TTE requests, which differs between institutions: routine check-up in the private and heart failure in the public hospital. <![CDATA[<b>Blood pressure and interpersonal discrimination</b>: <b>systematic review of epidemiologic studies</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en A relação entre pressão arterial e discriminação tem sido investigada recentemente, havendo intensos debates na literatura sobre o tema. Este trabalho objetivou atualizar as revisões de literatura sobre discriminação e pressão arterial ou hipertensão. Foi conduzida pesquisa no PubMed, entre janeiro/2000 e dezembro/2010, incluindo estudos epidemiológicos, que avaliaram a discriminação interpessoal e sua relação com pressão arterial/hipertensão. Os 22 estudos identificados originaram-se dos Estados Unidos; 96% deles empregaram o delineamento transversal, com amostras de conveniência e compostas, em 59% dos casos, exclusivamente por negros. Os instrumentos mais utilizados para aferir discriminação foram Everyday Discrimination Scale e Perceived Racism Scale, enfatizando a discriminação étnico-racial, ocorrida ao longo da vida ou cotidianamente. Nos 22 estudos avaliados, a relação entre discriminação e os desfechos foi analisada 50 vezes. Em 20 (40%) resultados, não foi encontrada qualquer associação e, em apenas 15 (30%), observaram-se associações positivas globais, sendo 67% destas estatisticamente significativas. Foram também observadas oito associações inversas, sugerindo que maior exposição à discriminação estaria associada com menor pressão arterial/hipertensão. Os estudos não permitiram apoiar consistentemente a hipótese de que a discriminação está associada à maior pressão arterial. Isto pode ser atribuído, em parte, às limitações dos estudos, relacionadas à mensuração da discriminação e de eventos que podem modificar sua associação com os desfechos. Para consolidar a discriminação como um fator de risco epidemiológico, é necessário utilizar estratégias metodológicas mais rigorosas e revisar os marcos teóricos que propõem relações de causa e efeito entre discriminação e pressão arterial.<hr/>The relationship between blood pressure and discrimination has been recently investigated, and there are conflicting debates in literature devoted to the topic. The objective of this study was to update previous literature reviews on discrimination and blood pressure. A bibliographic search was conducted in PubMed between January/2000 and December/2010, including epidemiological studies, assessing the relationship between interpersonal discrimination and blood pressure/hypertension. The 22 studies included originated from the United States; 96% of them used the cross-sectional design with convenience sample, comprising, in 59% of the studies, exclusively Black participants. The Everyday Discrimination Scale and the Perceived Racism Scale were the most frequently used instruments, emphasizing lifetime or chronic/everyday racial/ethnic discrimination. In the 22 studies assessed, the association between discrimination and blood pressure/hypertension was assessed 50 times. Twenty results (40%) showed no association between them, and only 15 (30%) revealed global positive associations, of which 67% were statistically significant. Eight negative associations were also observed, suggesting that higher exposure to discrimination would be associated with lower blood pressure/hypertension. The studies did not consistently support the hypothesis that discrimination is associated with higher blood pressure. These findings can be partially attributed to the limitations of the studies, especially those related to the measurement of discrimination and of factors that might modify its association with outcomes. To establish discrimination as an epidemiological risk factor, more rigorous methodological strategies should be used, and the theoretical frameworks that postulate causal relationships between discrimination and blood pressure should be reviewed. <![CDATA[<b>The centennial of professor Luiz V. Décourt's Birth</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en A relação entre pressão arterial e discriminação tem sido investigada recentemente, havendo intensos debates na literatura sobre o tema. Este trabalho objetivou atualizar as revisões de literatura sobre discriminação e pressão arterial ou hipertensão. Foi conduzida pesquisa no PubMed, entre janeiro/2000 e dezembro/2010, incluindo estudos epidemiológicos, que avaliaram a discriminação interpessoal e sua relação com pressão arterial/hipertensão. Os 22 estudos identificados originaram-se dos Estados Unidos; 96% deles empregaram o delineamento transversal, com amostras de conveniência e compostas, em 59% dos casos, exclusivamente por negros. Os instrumentos mais utilizados para aferir discriminação foram Everyday Discrimination Scale e Perceived Racism Scale, enfatizando a discriminação étnico-racial, ocorrida ao longo da vida ou cotidianamente. Nos 22 estudos avaliados, a relação entre discriminação e os desfechos foi analisada 50 vezes. Em 20 (40%) resultados, não foi encontrada qualquer associação e, em apenas 15 (30%), observaram-se associações positivas globais, sendo 67% destas estatisticamente significativas. Foram também observadas oito associações inversas, sugerindo que maior exposição à discriminação estaria associada com menor pressão arterial/hipertensão. Os estudos não permitiram apoiar consistentemente a hipótese de que a discriminação está associada à maior pressão arterial. Isto pode ser atribuído, em parte, às limitações dos estudos, relacionadas à mensuração da discriminação e de eventos que podem modificar sua associação com os desfechos. Para consolidar a discriminação como um fator de risco epidemiológico, é necessário utilizar estratégias metodológicas mais rigorosas e revisar os marcos teóricos que propõem relações de causa e efeito entre discriminação e pressão arterial.<hr/>The relationship between blood pressure and discrimination has been recently investigated, and there are conflicting debates in literature devoted to the topic. The objective of this study was to update previous literature reviews on discrimination and blood pressure. A bibliographic search was conducted in PubMed between January/2000 and December/2010, including epidemiological studies, assessing the relationship between interpersonal discrimination and blood pressure/hypertension. The 22 studies included originated from the United States; 96% of them used the cross-sectional design with convenience sample, comprising, in 59% of the studies, exclusively Black participants. The Everyday Discrimination Scale and the Perceived Racism Scale were the most frequently used instruments, emphasizing lifetime or chronic/everyday racial/ethnic discrimination. In the 22 studies assessed, the association between discrimination and blood pressure/hypertension was assessed 50 times. Twenty results (40%) showed no association between them, and only 15 (30%) revealed global positive associations, of which 67% were statistically significant. Eight negative associations were also observed, suggesting that higher exposure to discrimination would be associated with lower blood pressure/hypertension. The studies did not consistently support the hypothesis that discrimination is associated with higher blood pressure. These findings can be partially attributed to the limitations of the studies, especially those related to the measurement of discrimination and of factors that might modify its association with outcomes. To establish discrimination as an epidemiological risk factor, more rigorous methodological strategies should be used, and the theoretical frameworks that postulate causal relationships between discrimination and blood pressure should be reviewed. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300015&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Case 04/12</b>: <b>a 44-year-old male with rheumatic valvular heart disease with multiple previous surgeries of aortic valve replacement admitted for treatment of congestive heart failure</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300016&lng=en&nrm=iso&tlng=en A relação entre pressão arterial e discriminação tem sido investigada recentemente, havendo intensos debates na literatura sobre o tema. Este trabalho objetivou atualizar as revisões de literatura sobre discriminação e pressão arterial ou hipertensão. Foi conduzida pesquisa no PubMed, entre janeiro/2000 e dezembro/2010, incluindo estudos epidemiológicos, que avaliaram a discriminação interpessoal e sua relação com pressão arterial/hipertensão. Os 22 estudos identificados originaram-se dos Estados Unidos; 96% deles empregaram o delineamento transversal, com amostras de conveniência e compostas, em 59% dos casos, exclusivamente por negros. Os instrumentos mais utilizados para aferir discriminação foram Everyday Discrimination Scale e Perceived Racism Scale, enfatizando a discriminação étnico-racial, ocorrida ao longo da vida ou cotidianamente. Nos 22 estudos avaliados, a relação entre discriminação e os desfechos foi analisada 50 vezes. Em 20 (40%) resultados, não foi encontrada qualquer associação e, em apenas 15 (30%), observaram-se associações positivas globais, sendo 67% destas estatisticamente significativas. Foram também observadas oito associações inversas, sugerindo que maior exposição à discriminação estaria associada com menor pressão arterial/hipertensão. Os estudos não permitiram apoiar consistentemente a hipótese de que a discriminação está associada à maior pressão arterial. Isto pode ser atribuído, em parte, às limitações dos estudos, relacionadas à mensuração da discriminação e de eventos que podem modificar sua associação com os desfechos. Para consolidar a discriminação como um fator de risco epidemiológico, é necessário utilizar estratégias metodológicas mais rigorosas e revisar os marcos teóricos que propõem relações de causa e efeito entre discriminação e pressão arterial.<hr/>The relationship between blood pressure and discrimination has been recently investigated, and there are conflicting debates in literature devoted to the topic. The objective of this study was to update previous literature reviews on discrimination and blood pressure. A bibliographic search was conducted in PubMed between January/2000 and December/2010, including epidemiological studies, assessing the relationship between interpersonal discrimination and blood pressure/hypertension. The 22 studies included originated from the United States; 96% of them used the cross-sectional design with convenience sample, comprising, in 59% of the studies, exclusively Black participants. The Everyday Discrimination Scale and the Perceived Racism Scale were the most frequently used instruments, emphasizing lifetime or chronic/everyday racial/ethnic discrimination. In the 22 studies assessed, the association between discrimination and blood pressure/hypertension was assessed 50 times. Twenty results (40%) showed no association between them, and only 15 (30%) revealed global positive associations, of which 67% were statistically significant. Eight negative associations were also observed, suggesting that higher exposure to discrimination would be associated with lower blood pressure/hypertension. The studies did not consistently support the hypothesis that discrimination is associated with higher blood pressure. These findings can be partially attributed to the limitations of the studies, especially those related to the measurement of discrimination and of factors that might modify its association with outcomes. To establish discrimination as an epidemiological risk factor, more rigorous methodological strategies should be used, and the theoretical frameworks that postulate causal relationships between discrimination and blood pressure should be reviewed. <![CDATA[<b>Prenatal management and outcome of junctional ectopic tachycardia and hydrops</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300017&lng=en&nrm=iso&tlng=en A relação entre pressão arterial e discriminação tem sido investigada recentemente, havendo intensos debates na literatura sobre o tema. Este trabalho objetivou atualizar as revisões de literatura sobre discriminação e pressão arterial ou hipertensão. Foi conduzida pesquisa no PubMed, entre janeiro/2000 e dezembro/2010, incluindo estudos epidemiológicos, que avaliaram a discriminação interpessoal e sua relação com pressão arterial/hipertensão. Os 22 estudos identificados originaram-se dos Estados Unidos; 96% deles empregaram o delineamento transversal, com amostras de conveniência e compostas, em 59% dos casos, exclusivamente por negros. Os instrumentos mais utilizados para aferir discriminação foram Everyday Discrimination Scale e Perceived Racism Scale, enfatizando a discriminação étnico-racial, ocorrida ao longo da vida ou cotidianamente. Nos 22 estudos avaliados, a relação entre discriminação e os desfechos foi analisada 50 vezes. Em 20 (40%) resultados, não foi encontrada qualquer associação e, em apenas 15 (30%), observaram-se associações positivas globais, sendo 67% destas estatisticamente significativas. Foram também observadas oito associações inversas, sugerindo que maior exposição à discriminação estaria associada com menor pressão arterial/hipertensão. Os estudos não permitiram apoiar consistentemente a hipótese de que a discriminação está associada à maior pressão arterial. Isto pode ser atribuído, em parte, às limitações dos estudos, relacionadas à mensuração da discriminação e de eventos que podem modificar sua associação com os desfechos. Para consolidar a discriminação como um fator de risco epidemiológico, é necessário utilizar estratégias metodológicas mais rigorosas e revisar os marcos teóricos que propõem relações de causa e efeito entre discriminação e pressão arterial.<hr/>The relationship between blood pressure and discrimination has been recently investigated, and there are conflicting debates in literature devoted to the topic. The objective of this study was to update previous literature reviews on discrimination and blood pressure. A bibliographic search was conducted in PubMed between January/2000 and December/2010, including epidemiological studies, assessing the relationship between interpersonal discrimination and blood pressure/hypertension. The 22 studies included originated from the United States; 96% of them used the cross-sectional design with convenience sample, comprising, in 59% of the studies, exclusively Black participants. The Everyday Discrimination Scale and the Perceived Racism Scale were the most frequently used instruments, emphasizing lifetime or chronic/everyday racial/ethnic discrimination. In the 22 studies assessed, the association between discrimination and blood pressure/hypertension was assessed 50 times. Twenty results (40%) showed no association between them, and only 15 (30%) revealed global positive associations, of which 67% were statistically significant. Eight negative associations were also observed, suggesting that higher exposure to discrimination would be associated with lower blood pressure/hypertension. The studies did not consistently support the hypothesis that discrimination is associated with higher blood pressure. These findings can be partially attributed to the limitations of the studies, especially those related to the measurement of discrimination and of factors that might modify its association with outcomes. To establish discrimination as an epidemiological risk factor, more rigorous methodological strategies should be used, and the theoretical frameworks that postulate causal relationships between discrimination and blood pressure should be reviewed. <![CDATA[<b>Variant technique of extra-anatomic aortic bypass in aortic recoarctation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2012001300018&lng=en&nrm=iso&tlng=en A relação entre pressão arterial e discriminação tem sido investigada recentemente, havendo intensos debates na literatura sobre o tema. Este trabalho objetivou atualizar as revisões de literatura sobre discriminação e pressão arterial ou hipertensão. Foi conduzida pesquisa no PubMed, entre janeiro/2000 e dezembro/2010, incluindo estudos epidemiológicos, que avaliaram a discriminação interpessoal e sua relação com pressão arterial/hipertensão. Os 22 estudos identificados originaram-se dos Estados Unidos; 96% deles empregaram o delineamento transversal, com amostras de conveniência e compostas, em 59% dos casos, exclusivamente por negros. Os instrumentos mais utilizados para aferir discriminação foram Everyday Discrimination Scale e Perceived Racism Scale, enfatizando a discriminação étnico-racial, ocorrida ao longo da vida ou cotidianamente. Nos 22 estudos avaliados, a relação entre discriminação e os desfechos foi analisada 50 vezes. Em 20 (40%) resultados, não foi encontrada qualquer associação e, em apenas 15 (30%), observaram-se associações positivas globais, sendo 67% destas estatisticamente significativas. Foram também observadas oito associações inversas, sugerindo que maior exposição à discriminação estaria associada com menor pressão arterial/hipertensão. Os estudos não permitiram apoiar consistentemente a hipótese de que a discriminação está associada à maior pressão arterial. Isto pode ser atribuído, em parte, às limitações dos estudos, relacionadas à mensuração da discriminação e de eventos que podem modificar sua associação com os desfechos. Para consolidar a discriminação como um fator de risco epidemiológico, é necessário utilizar estratégias metodológicas mais rigorosas e revisar os marcos teóricos que propõem relações de causa e efeito entre discriminação e pressão arterial.<hr/>The relationship between blood pressure and discrimination has been recently investigated, and there are conflicting debates in literature devoted to the topic. The objective of this study was to update previous literature reviews on discrimination and blood pressure. A bibliographic search was conducted in PubMed between January/2000 and December/2010, including epidemiological studies, assessing the relationship between interpersonal discrimination and blood pressure/hypertension. The 22 studies included originated from the United States; 96% of them used the cross-sectional design with convenience sample, comprising, in 59% of the studies, exclusively Black participants. The Everyday Discrimination Scale and the Perceived Racism Scale were the most frequently used instruments, emphasizing lifetime or chronic/everyday racial/ethnic discrimination. In the 22 studies assessed, the association between discrimination and blood pressure/hypertension was assessed 50 times. Twenty results (40%) showed no association between them, and only 15 (30%) revealed global positive associations, of which 67% were statistically significant. Eight negative associations were also observed, suggesting that higher exposure to discrimination would be associated with lower blood pressure/hypertension. The studies did not consistently support the hypothesis that discrimination is associated with higher blood pressure. These findings can be partially attributed to the limitations of the studies, especially those related to the measurement of discrimination and of factors that might modify its association with outcomes. To establish discrimination as an epidemiological risk factor, more rigorous methodological strategies should be used, and the theoretical frameworks that postulate causal relationships between discrimination and blood pressure should be reviewed.