Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20140002&lang=en vol. 55 num. 130 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>A doutrina dos elementos entre a poética e a epistemologia de Gaston Bachelard</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo propõe estudar o papel que a doutrina dos elementos ou princípios materiais fundamentais da natureza, presente na filosofia pré-socrática, desempenha na estética de Gaston Bachelard; ao mesmo tempo, o texto busca assinalar de que maneira essa referência - que, na Antiguidade Clássica, traduzia entre os filósofos gregos uma concepção da physis, do mundo da experiência sensível -, não pôde por outro lado ser apropriada pela epistemologia bachelardiana, cuja elaboração se alimentou da revolução intelectual operada no campo científico entre o final do século XIX e o início do XX.<hr/>The article proposes to study the role the doctrine of fundamental material elements of nature, present in the pre-Socratic philosophy, plays in the aesthetics of Gaston Bachelard. At the same time, it seeks to point out how this reference, which in Greek Antiquity expresses a philosophical conception of physis - of the world of sensible reality - could have not been appropriated by the epistemology of Bachelard, influenced and formed by the intellectual revolution wrought in the scientific field between the end of the nineteenth century and early twentieth century. <![CDATA[<b>Ética, moral, axiologia e valores</b>: <b>confusões e ambiguidades em torno de um conceito comum</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo tem por objetivo essencial contribuir para o esclarecimento teórico-filosófico do uso de conceitos como ética, moral, axiologia e valores, habitualmente empregues para nos referirmos a uma mesma realidade. Para tal, começaremos por analisar as respetivas etimologias que os caracterizam, examinaremos os diversos matizes dos seus sentidos diferenciados, bem como a sua relação de complementaridade, e terminaremos referindo o que entendemos por valores e qual a sua natureza e importância, principais características, bem como o universo a que se reportam. Ao longo do texto, aduziremos e concluiremos pelo uso preferencial do conceito de "ética" a "moral", para o qual estão reservados os termos "normas" e "regras", e o de "valor" a "norma", a par de uma perspetiva crítica daquela.<hr/>This article essentially aims to contribute to the philosophical-theoretical clarification of the use of concepts such as ethics, morals, axiology and values, usually used to refer to the same reality. To this end, we will begin by analyzing the respective etymologies that feature them, we will examine the various nuances of their senses, as well as their relationship of complementarity, and we will finish by referring to what we mean by values and what is their nature and importance, key features, as well as the universe to which they relate. Throughout the text, we will conclude by the preferential use of the concept from "ethics" to "morals", for which the terms "standards" and "rules" are reserved, and that from "value" to "standard", together with a critical perspective. <![CDATA[<b>Os elementos republicanos na tolerância de John Locke</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en John Locke é conhecido, sobretudo, por ser um dos fundadores do liberalismo. No entanto, pesquisas recentes apontam para novas interpretações do pensador inglês. No caminho dessa tendência, o objetivo deste texto é analisar os elementos republicanos na "Carta sobre a tolerância" de Locke.<hr/>John Locke is mainly known for being one of the founders of Liberalism. However, recent research points to new interpretations of the English thinker. On the way of this trend, the aim of this paper is to analyze the republican elements in the "Letter on Toleration" of Locke. <![CDATA[<b>Ascensão e discurso em Plotino</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en A concepção plotiniana de discurso é complexa e multi-facetada. Na "Enéada" I, 2, Plotino pensa o lógos prophorikós como uma imagem do lógos na alma. Na "Enéada" VI, 9, como um modo imperfeito de falar sobre o Um e um instrumento para exortar e instruir o filósofo no seu caminho de ascensão. Neste artigo, investigo quais são as relações entre discurso e ascensão da alma nas "Enéadas", tentando determinar quais são, de acordo com Plotino, as possibilidades e limites do discurso no seu uso filosófico.<hr/>The plotinian conception of discourse is a complex and manifold one. In "Ennead" I, 2, Plotinus thinks the lógos prophorikós as an image of the the lógos in the soul. In "Ennead" VI, 9, he thinks it as a fallible way to talk about the One and an instrument to exort and instruct the philosopher in his way of ascension. In this paper, I investigate what the relations of discourse and ascension of the soul are in the "Enneads", in an attempt to determinate what are, according to Plotinus, the possibilities and limits of language in its philosophical use. <![CDATA[<b>Toulmin: razonamiento, sentido común y derrotabilidad</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Primeiramente, oferecemos uma apresentação teórica da representação do pensamento prático, começando pela distinção entre silogismo dialético e silogismo demonstrativo. Fazemos referência à crítica de Toulmin contra o dedutivismo dominante de seu tempo. Em seguida, fornecemos argumentos para apoiar a relevância heurística do modelo de Toulmin para entender a discussão sobre a inclusão da lógica padrão na representação do pensamento comum. Afirmamos que o projeto analítico toulmaniano permite entender, com clareza metódica, a derrotabilidade dos argumentos do senso comum por meio da investigação da noção modal de probabilidade na linguagem comum.<hr/>First, we offer theoretical resemblance of the representation of practical reasoning, beginning with the distinction between demonstrative and dialectical syllogism. We make reference to the Toulmin’s critique against to the dominant deductivism in his time. Then we give arguments to sustain the heuristic relevance of Toulmin’s model to understand the discussion about the inclusion of default logics in the representation of ordinary reasoning. We assert that the Toulminian analytic design allows to understand, with methodical clarity, the defeasibility of common sense arguments by means of the investigation of the modal notion of probability in ordinary language <![CDATA[<b>A Spätphilosophie de F. W. Schelling e o desdobrar da consciência humana</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em 1821, Friedrich W. Schelling (1775-1854) inaugura um novo caminho para o seu pensamento. Esse novo caminho, como afirma o próprio filósofo, divide sua filosofia em duas partes, a saber, a filosofia negativa, que diz respeito a toda sua produção anterior, e a filosofia positiva que se inaugura a partir das aulas de Erlangen. Contudo, como veremos neste artigo, suas duas filosofias estão unidas na busca pelo pensamento da Unidade. Essa busca traduz-se na Spätphilosophie como busca do Absoluto. O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os escritos da chamada Filosofia da Mitologia que visam pensar o caminho do Absoluto. Tal caminho relaciona-se com o caminho percorrido pela própria consciência humana e, ao mesmo tempo, coincide com ela. Portanto, a análise culminará no que chamou de processo mitológico e sua relação com o politeísmo sucessivo, já que a mitologia teria se constituído graças à sucessão dos deuses efetuada na consciência humana.<hr/>In 1821, Friedrich W. Schelling (1775-1854) opens a new path for his thinking. This new path, as affirmed by the philosopher himself, he divides his philosophy in two parts: the negative philosophy, which concerns all his previous production, and the positive philosophy that is inaugurated by the Erlangen courses. However, both philosophies are linked together by the search of the thought of the Unity, a search manifested in the Spätphilosophie as the quest for the Absolute. The present article aims to reflect upon the writings of the so-called Philosophy of Mythology, which intends to think about the way to the Absolute. Such way is related to the path followed by the human conscience itself and, at the same time, it coincides with the conscience itself. Therefore, the analysis shall culminate in what Schelling called "mythological process" and in its relation with the successive polytheism, since mythology may have constituted itself by the succession of gods, effected in human conscience. <![CDATA[<b>Dos parientes dentro de la familia semanticista en la filosofía de la ciencia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo se inicia com a declaração de Díez e Moulines, segundo a qual é preferível dizer ‘família semanticista’ e não ‘concepção semanticista’, desde que, entretanto, os membros dessa família partilhem uma estratégia modal de apresentação e análise das teorias e, claro, de problemas metafóricos ligados a eles, ainda, entre eles não deve haver qualquer unanimidade em relação à natureza dos modelos. O estruturalismo, por exemplo, pensa os modelos como estruturas de conjunto teórico (ordenada por múltiplo), enquanto para van Fraassen elas são ‘pontos’ ou ‘trajetórias em fase de espaço’. Assim, o objetivo do presente trabalho consiste em pesquisar como é considerada a noção de modelo nesses dois membros da família semanticista, a despeito de sua relação em sua formulação inicial<hr/>This article begins with the statement of Díez and Moulines, in which it is preferable to say ‘semanticist family’ and not ‘semanticist conception’, since, even though, the members of this family share a modal strategy of presentation and analysis of the theories and, of course, of metatheoric problems linked to them, also, between them there is no unanimity in relation to the nature of the models. Structuralism, for example, thinks in the models as structures of theory set (n-tuple ordered), while for van Fraassen are ‘points’ or ‘trajectories in space phase’. Therefore, the aim of this paper consists to research how in these two members of semanticist family is assumed the notion of model, despite its relationship in its initial formulation. <![CDATA[<b>Adorno e Beckett: aporias da autonomia do drama</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo procura situar a interpretação proposta por Theodor W. Adorno para a peça "Fim de partida", de Samuel Beckett, no contexto de sua concepção de autonomia da arte. Segundo a hipótese do trabalho, o conceito de autonomia subjaz ao diagnóstico histórico de Adorno a respeito do gênero dramático, o qual justifica sua leitura da peça como uma paródia do drama. O artigo busca mostrar os acertos dessa leitura perante a recepção inicial da peça, e também seus limites, uma vez que resulta em uma abordagem da experiência teatral focada primordialmente na consideração do texto teatral, em detrimento da encenação.<hr/>This article aims to situate the interpretation proposed by Theodor W. Adorno for Samuel Beckett’s play "Endgame" in the context of his conception of the autonomy of art. According to the hypothesis of this essay, the concept of autonomy underlies Adorno’s historic diagnostic about the dramatic genre, which justifies his analysis of the play as a parody of drama. The article seeks to demonstrate the successes of this reading in face of the play’s early reception, as well as its limitations, since it results in an approach to the theatrical experience primarily focused on regarding the theatrical text, at the expense of the staging. <![CDATA[<b>Pode o conhecimento dar alguma alegria? Uma interpretação da "Melancolia I ", de Albrecht Dürer, a partir da "Ética" de Spinoza</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo busca interpretar a gravura "Melancolia I", do renascentista alemão Albrecht Dürer, segundo o pano de fundo filosófico do pensamento de Spinoza. A ideia central é a de que, nessa gravura, haveria uma intuição artístico-filosófica pela qual Dürer foi levado a associar a tristeza melancólica à ideia de um conhecimento confuso e turvado pela imaginação. Tal intuição se completaria numa outra gravura, criada no mesmo ano, o "São Jerônimo em seu gabinete", na qual a melancolia do "homem de cultura" renascentista desaparece. Tais intuições permitiriam ler as duas gravuras sob a ótica das "teorias" da mente e do conhecimento de Spinoza, para quem o conhecimento está associado à alegria, desde que esteja livre das sombras da imaginação projetadas pelo medo, pelo desejo excessivo, pelas crenças ou pelas superstições.<hr/>This article seeks to interpret the engraving "Melencolia I" (1514), made by the German Renaissance’s painter Albrecht Dürer, according to the philosophical background of Spinoza’s thought. The central idea is that, in this picture, there would be an artistic-philosophical intuition by which Dürer associated melancholy to the idea of a confused and muddied knowledge caused by imagination. Another engraving, also created in 1514, completes this intuition: "St. Jerome in his study", in which the melancholy of the Renaissance’s "man of culture" disappears. Such insights allow reading the two pictures from the perspective of Spinoza’s "theories" of mind and knowledge. He assumes that knowledge is associated with joy, since it is free from the shadows of the imagination projected by fear, excessive desire, beliefs or/and superstitions. <![CDATA[<b>Força versus representação</b>: <b>o legado de Nietzsche na filosofia de Gilles Deleuze</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en É inegável a influência que a obra de Nietzsche exerceu na filosofia de Deleuze. Inaugurando, de certo modo, um novo estilo de pensamento na cultura do Ocidente, Nietzsche conferiu novas interpretações a certos conceitos filosóficos considerados imutáveis e eternos, como os conceitos de verdade, de essência e de força. Utilizando-se da tipologia de forças nietzschianas, Deleuze nos mostra como o saber do Ocidente se funda em um pensamento que o filósofo francês denominará de representacional, em oposição a um pensamento da diferença, elucidando como estas duas formas de conhecer se correlacionam a tipos distintos de forças. Assim, o conceito de força cunhado por Nietzsche permitirá a Deleuze não somente traçar uma crítica ao saber ocidental - predominantemente representacional -, como também desenvolver sua própria filosofia da diferença, profundamente influenciada pela crítica e pelo perspectivismo nietzschianos.<hr/>The influence of Nietzsche’s work in Deleuze’s philosophy is undeniable. Starting a new style of thinking in the western culture, Nietzsche gave new interpretations to certain philosophical concepts considered immutable and eternal, like the concepts of truth, essence and force. Using Nietzsche’s typology of forces, Deleuze shows us how the western knowledge is constituted by a thought the French philosopher calls representational, as opposed to a thought of difference, elucidating how these two ways of knowledge relate to different types of forces. Therefore, the concept of force, created by Nietzsche, allows Deleuze to draw a criticism on western knowledge and also to develop his own philosophy of the difference, deeply influenced by the critic and perspectivism of Nietzsche’s philosophy. <![CDATA[<b>A filosofia e seu ensino</b>: <b>reflexões a partir da perspectiva Merleau-Pontyana sobre filosofia e história da filosofia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en À pergunta "O estudo de história da filosofia é de algum interesse para a própria filosofia?", diferentes são as respostas. Tomando-se como referência a defesa merleau-pontyana de uma intrínseca relação entre filosofia e história da filosofia e, particularmente, as ideias de Merleau-Ponty contidas no excerto "A Filosofia e o ‘Fora’", o presente artigo procurará subsidiar a tese de um ensino filosófico da filosofia. Objetiva, pois, encontrar argumentos subjacentes à tese de uma história filosófica da filosofia para fundamentar as relações entre a filosofia e seu ensino.<hr/>There are different answers to the following question: "Is there any interest, to philosophy itself, on the study of history of philosophy? Considering Merleau-Ponty’s argument of an intrinsic relationship between philosophy and history of philosophy, and, particularly his ideas contained in the excerpt "Philosophy and the Outside", this article will support the thesis of a philosophical teaching of philosophy. It aims, therefore, to find arguments underlying the thesis of a philosophical history of philosophy to substantiate the relationship between philosophy and its teaching. <![CDATA[<b>"Nach der Vollendung". Walter Benjamin e Heinrich Rickert</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo examina a influência do neokantiano Heinrich Rickert sobre Walter Benjamin, que foi seu aluno em 1912-1913. Chamando a atenção para a relação intrínseca entre arte e teoria, indicada pela "Crítica da faculdade de julgar", procura-se mostrar que os empréstimos operados por Benjamin não dizem respeito apenas aos elementos conceituais, mas também a certos motivos provenientes da "visão de mundo" da época. A partir dos materiais históricos e de conceitos que encontra em Rickert, Benjamin elabora construções metafóricas que associam o feminino à fantasia e à faculdade mimética. Nesta perspectiva, propomos uma interpretação da imagem de pensamento intitulada "Nach der Vollendung" ("Após a conclusão"), na qual a problemática erótica que aparece na filosofia dos valores de Rickert torna-se uma metáfora da criação artística.<hr/>This paper shows Heinrich Rickert’s influence on Walter Benjamin, who attended his lectures in 1912-1913. The intrinsic relation between art and theory, suggested by Kant’s "Critique of the Judgement", gives us the theoretical ground to understand that Benjamin uses not only conceptual elements from Rickert’s thought, but also themes from the "vision of the world" that conditioned it. With those historical materials found in Rickert’s philosophy values, he constructs metaphors associating feminine images to fantasy and mimetic power. We propose an interpretation of his Denkbild "Nach der Vollendung". In this text, Rickert’s erotic problematic became an image for artistic creation. <![CDATA[<b>Ideia, ser objetivo e realidade objetiva nas "Meditações" de Descartes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste artigo é responder à questão: a teoria cartesiana das ideias é realista direta ou representacionalista? Para responder a essa questão, analiso as noções de ideia, ser objetivo, realidade objetiva e essência nas "Meditações" de Descartes. Eu procuro mostrar que do ponto de vista da apreensão das essências das coisas externas, Descartes é um realista direto. Mas como algumas provas da existência são inferenciais, eu mostro também que deste ponto de vista a teoria cartesiana é representacionalista.<hr/>My aim in this article is to answer the question: is the Cartesian Theory of Ideas a direct realist or a representationalist theory? To answer this question, I analyze the notions of idea, objective being, objective reality and essence in Descartes’s "Meditations". I show that, from the point of view of the apprehension of the essences of external things, Descartes is a direct realist. However, since some proofs of the existence are inferential, I also show that, from this standpoint, the Cartesian theory is a representationalist theory. <![CDATA[<b>De Hegel a Marx</b>: <b>da inflexão ontológica à antítese direta</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abordaremos a crítica marxiana à noção hegeliana de "ser" (Sein), mostrando que a historicidade e a objetividade, em verdade, são determinações desta (sendo as categorias, em Marx, formas de ser [Daseinsformen], determinações de existência [Existenzbestimmungen]). Deste modo, intentamos mostrar que analogias entre a lógica hegeliana e a teoria marxiana podem eclipsar aspectos centrais à abordagem materialista proposta pelo autor de "O capital". Apontando a inversão hegeliana entre sujeito e predicado, Marx trata da apreensão do real que, muito embora seja traçada em diálogo com a dialética hegeliana, é também sua antítese direta (direktes Gegenteil).<hr/>We will deal with the Marxian criticism to the Hegelian notion of "being". It will be shown that historicity and objectivity are determinations of this category (and that categories are always forms of being, determinations of existence). So, the analogy between the Hegelian logic and the Marxian theory may, sometimes, hide essential aspects of the materialist comprehension of history. Here, we intend to prove that, by questioning the treatment dispensed to the matter of being by Hegel, Marx criticizes the Hegelian inversion between subject and predicate in a way that, although dialoguing with Hegel, his conception is the exact opposite at the same time. <![CDATA[<b>A alma humana enquanto ponto central enigmático entre natureza e espírito</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Tomando como ponto de partida o diálogo "Clara", escrito por Schelling, o autor faz da conexão da Natureza com o Espírito o fio condutor da trajetória do pensamento schellinguiano. É, antes de tudo, na disputa com as filosofias de Fichte e Hegel, que se revela a convergência entre a concepção transcendental do Espírito e a filosofia da Natureza, dando-se assim a entender a importância de um conceito especulativo da Natureza como acesso ao mundo real.<hr/>Taking the dialogue "Clara", written by Schelling, as a starting point, the author uses the conection of Nature with the Spirit as a guiding line for his exposition of Schelling’s thought. It is, above all, the dispute with the philosophies of Fichte e Hegel that reveals the convergence between a transcendental conception of Spirit and the philosophy of Nature. Thus, the author implies the importance of speculative concept of Nature as an access to the real world. <![CDATA[<b>Sobre virtudes e vícios</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200016&lng=en&nrm=iso&tlng=en Tomando como ponto de partida o diálogo "Clara", escrito por Schelling, o autor faz da conexão da Natureza com o Espírito o fio condutor da trajetória do pensamento schellinguiano. É, antes de tudo, na disputa com as filosofias de Fichte e Hegel, que se revela a convergência entre a concepção transcendental do Espírito e a filosofia da Natureza, dando-se assim a entender a importância de um conceito especulativo da Natureza como acesso ao mundo real.<hr/>Taking the dialogue "Clara", written by Schelling, as a starting point, the author uses the conection of Nature with the Spirit as a guiding line for his exposition of Schelling’s thought. It is, above all, the dispute with the philosophies of Fichte e Hegel that reveals the convergence between a transcendental conception of Spirit and the philosophy of Nature. Thus, the author implies the importance of speculative concept of Nature as an access to the real world. <![CDATA[<b>A irrealidade do tempo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200017&lng=en&nrm=iso&tlng=en Tomando como ponto de partida o diálogo "Clara", escrito por Schelling, o autor faz da conexão da Natureza com o Espírito o fio condutor da trajetória do pensamento schellinguiano. É, antes de tudo, na disputa com as filosofias de Fichte e Hegel, que se revela a convergência entre a concepção transcendental do Espírito e a filosofia da Natureza, dando-se assim a entender a importância de um conceito especulativo da Natureza como acesso ao mundo real.<hr/>Taking the dialogue "Clara", written by Schelling, as a starting point, the author uses the conection of Nature with the Spirit as a guiding line for his exposition of Schelling’s thought. It is, above all, the dispute with the philosophies of Fichte e Hegel that reveals the convergence between a transcendental conception of Spirit and the philosophy of Nature. Thus, the author implies the importance of speculative concept of Nature as an access to the real world. <![CDATA[<b>WEIL, S. "Œuvres Complètes". </b><b>Tome V, Vol. 2. Édition publié sous la direction de Robert Chenavier. "Écrits de New York et de Londres - L’Enracinement. Prélude à une déclaration des devoirs envers l’être humain". Les textes de ce volume on tété établis, présentés et annotés par Robert Chenavier et Patrice Rolland avec la collaboration de Maire-Noëlle Chenavier-Jullien. </b><b>Paris: Gallimard, 2013. 462p.</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200018&lng=en&nrm=iso&tlng=en Tomando como ponto de partida o diálogo "Clara", escrito por Schelling, o autor faz da conexão da Natureza com o Espírito o fio condutor da trajetória do pensamento schellinguiano. É, antes de tudo, na disputa com as filosofias de Fichte e Hegel, que se revela a convergência entre a concepção transcendental do Espírito e a filosofia da Natureza, dando-se assim a entender a importância de um conceito especulativo da Natureza como acesso ao mundo real.<hr/>Taking the dialogue "Clara", written by Schelling, as a starting point, the author uses the conection of Nature with the Spirit as a guiding line for his exposition of Schelling’s thought. It is, above all, the dispute with the philosophies of Fichte e Hegel that reveals the convergence between a transcendental conception of Spirit and the philosophy of Nature. Thus, the author implies the importance of speculative concept of Nature as an access to the real world. <![CDATA[<b>CASSIRER, E. "Filosofía moral, derecho y metafísica. Un diálogo con Axel Hägerström". </b><b>Ed. Roberto R. Aramayo. Barcelona: Herder, 2010. 169 p.</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000200019&lng=en&nrm=iso&tlng=en Tomando como ponto de partida o diálogo "Clara", escrito por Schelling, o autor faz da conexão da Natureza com o Espírito o fio condutor da trajetória do pensamento schellinguiano. É, antes de tudo, na disputa com as filosofias de Fichte e Hegel, que se revela a convergência entre a concepção transcendental do Espírito e a filosofia da Natureza, dando-se assim a entender a importância de um conceito especulativo da Natureza como acesso ao mundo real.<hr/>Taking the dialogue "Clara", written by Schelling, as a starting point, the author uses the conection of Nature with the Spirit as a guiding line for his exposition of Schelling’s thought. It is, above all, the dispute with the philosophies of Fichte e Hegel that reveals the convergence between a transcendental conception of Spirit and the philosophy of Nature. Thus, the author implies the importance of speculative concept of Nature as an access to the real world.