Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20160003&lang=pt vol. 57 num. 135 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[A LIBERDADE REPUBLICANA EM ALGERNON SIDNEY]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300601&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO O objetivo deste artigo é analisar a concepção de liberdade encontrada em "Discourses concerning government" de Algernon Sidney. Mantendo a perspectiva republicana, a liberdade é definida pela ausência de dominação, ou seja, pela não submissão, sujeição ou exposição à vontade arbitrária de outra pessoa; e assumindo a perspectiva jusnaturalista, a liberdade é considerada um direito natural, inerente à condição humana, que deve ser preservado e assegurado pela autoridade política. Pretende-se discutir como Sidney articula essas duas perspectivas em sua teoria política, projetando a concepção republicana de liberdade na modernidade.<hr/>ABSTRACT The objective of this paper is to analyze the concept of freedom found in Algernon Sidney’s "Discourses Concerning government". Keeping the republican thought, freedom is defined by the absence of domination, i.e., the denial of submission, bondage or exposure to the arbitrary will of another person; and taking the jusnaturalist thought, freedom is considered a natural right inherent to the human condition, which must be preserved and guaranteed by the political authority. I intend to discuss how Sidney articulates these two perspectives in his political theory, outlining the republican conception of freedom in modernity. <![CDATA[SOBRE LA RELACIÓN ENTRE LOS REALISMOS CIENTÍFICO, MODAL Y NOMOLÓGICO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300619&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Os debates sobre o Realismo Científico (RC) não só tiveram um começo e um desenvolvimento contemporâneos aos do Realismo Modal (RM) e Realismo Nomológico (RN), mas suas temáticas estiveram também profundamente entrelaçadas. Certa atitude realista em relação às teorias científicas tem sido muitas vezes acompanhada pela adoção de compromissos com a modalidade objetiva e as leis naturais. No entanto, as relações entre estas três posições têm sido pouco exploradas. Neste artigo defendo que manter o RC indiretamente envolve assumir compromissos com o RM e o RN. No primeiro caso, por causa dos argumentos que dão suporte ao RC; no segundo, uma vez que, dentro das alternativas disponíveis no debate sobre as leis, o RN é comparativamente melhor para o realista científico.<hr/>ABSTRACT Debates on scientific realism (SR) not only had a beginning and contemporary developments before those on Modal Realism (MR) and on Nomological Realism (NR), also their thematics were deeply entangled. Some realist attitude regarding other scientific theories has many times been followed by the adoption of commitments with an objective modality and the natural laws. Nevertheless, the relations among these three positions have been little explored. In this article I hold that keeping SR indirectly means committing to MR and NR. In the first case, because of the arguments supporting SR, in the second case, once within the options available in the debate on the laws, NR is - by comparison - better for the scientific realism. <![CDATA[SOBRE UMA FACULDADE SUPERIOR DE APETIÇÃO COMPREENDIDA COMO RAZÃO PRÁTICA: KANT EM DIÁLOGO COM WOLFF]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300641&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Neste artigo, busco identificar, por meio de algumas passagens da "Fundamentação da Metafísica dos Costumes" e da "Crítica da Razão Prática", o debate de Kant com a Filosofia Prática Universal de Wolff. Em um primeiro momento, apresento, de forma sucinta, alguns aspectos gerais da metafísica e da ética wolffiana com o intuito de, em um segundo momento, explicitar como algumas considerações de Kant, em suas duas primeiras obras morais, incidem diretamente nas teses de seu predecessor. A crítica de Kant é apresentada nas seguintes etapas. Primeiro, destaco, diante das teses de Wolff, o argumento kantiano sobre a impossibilidade de se estabelecerem os princípios da faculdade superior de apetição e da obrigação moral a partir do prazer baseado nas representações e, por conseguinte, no princípio da felicidade. Em um segundo momento, sublinho a reivindicação kantiana de uma razão prática pura como a única base da faculdade superior de apetição. A partir disso, é notável o surgimento dos novos conceitos kantianos de lei formal, de liberdade e de perfeição moral. Por último, destaco, ainda em diálogo com Wolff, como a razão prática pura, compreendida como faculdade superior de apetição, pode representar não apenas as bases da necessidade moral, mas também uma fonte adequada de motivação.<hr/>ABSTRACT In this Paper, I seek to identify Kant's debate with Wolff`s Universal Practical Philosophy in some passages of the "Foundations of Metaphysics of Morals" and of the "Critique of Practical Reason". At first, I briefly present some general aspects of Wolff`s metaphysics and ethics aiming at, in a second step, stressing how some of Kant's considerations, in his first two moral works, have a direct impact on the theses of his predecessor. First, stressing the discussion with Wolff, I highlight Kant's argument about the impossibility of establishing the principles of the superior faculty of desire and of moral obligation from the pleasure on the representations and, therefore, in the principle of happiness. In a second step, I stress the Kantian claim of pure practical reason as the basis of the superior faculty of desire. Thence, I show how the new Kantian concepts of formal law, freedom and moral perfection emerge. Finally, I highlight, still in a dialogue with Wolff, how the pure practical reason may represent not only the foundations of moral necessity, but also how it may be a proper source of motivation. <![CDATA[MICHEL FOUCAULT: AS LUTAS EM TORNO DO PODER E A DINÁSTICA DO SABER]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300659&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Neste artigo, objetivamos explorar os cruzamentos entre as lutas empreendidas por Michel Foucault no início dos anos setenta e o desenvolvimento de conceitos, como os de sobressaber e sobrepoder no curso "Théories et institutions pénales", a fim de entender como a insurreição dos saberes sujeitados, mencionada em "Il faut défendre la société", pode ser também identificada nos movimentos operários e em outras formas de luta, diante do excesso de saber posto ao serviço da concentração e burocratização do poder. Propomo-nos analisar ainda os desdobramentos teóricos da dinástica do saber, tratada em "Théories et institutions pénales" e em passagens de "Dits et écrits", principalmente pela sua diferença em relação à leitura althusseriana do conceito de ideologia. Nesse sentido, pretendemos indicar até que ponto o permanente afastamento foucaultiano do conceito de ideologia no começo dos anos setenta permitiu-lhe isolar a ideia de dinástica do saber como uma primeira delimitação da analítica do poder.<hr/>ABSTRACT In this paper we aim to explore the intersections between the struggles undertaken by Michel Foucault in the early seventies and the development of concepts such as over-learn and over- power in the course "Théories et Institutions pénales", in order to understand how the insurrection of subjected knowledges, mentioned in "Il faut défendre la société", can also be identified in labor movements and in other forms of clash, before the excessive knowledge put at the service of concentration and bureaucratization of power. We propose further examination on the theoretical developments of the dynastics of knowledge mentioned in "Théories et Institutions pénales" and in passages from "Dits et écrits", mainly because of its difference from Althusser's reading of that ideology concept. We intend to show to what extent the permanent removal of Foucault's ideology concept in the early seventies allowed him to isolate the dynastics of knowledge idea as a first delimitation of the analytics of power. <![CDATA[O CONCEITO DE GÉNIO NAS LIÇÕES DE ANTROPOLOGIA DE KANT]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300677&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Seguindo a elevação de outros dons naturais do espírito humano a categorias ou princípios estéticos, o que ocorreria gradualmente durante o século XVIII, o génio e as suas várias problemáticas tornam-se uma das mais prementes questões na agenda filosófica da época. Entre outros, a questão assume particular relevância na filosofia de Immanuel Kant, e isso não apenas na sua obra publicada, mas também na sua actividade como Professor. O presente texto propõe-se abordar a questão do génio nas lições de antropologia do filósofo (1772-1796), e, tomando isto como ensejo, cumprir dois objectivos centrais: em primeiro lugar, traçar uma brevíssima história do conceito desde o século XVII até Kant, a fim de perceber que emprego desta faria o filósofo, e como ele próprio se associa ou dissocia desta. Segundo, compreender o modo como, dada a sua percepção histórica do termo, a teoria do génio em Kant trilha um curso singular, distinto em relação ao dos seus contemporâneos, e que faz com que o génio ostente uma posição central no seio da sua própria teoria; pois, na visão de Kant, o génio não só desempenha um importante papel como mediador das faculdades do ânimo humano, como é ainda peça indispensável na boa proporção entre estes e na insuspeitada produção de conhecimento por isto gerada.<hr/>ABSTRACT Following the ascension of other natural gifts of the human spirit to the condition of categories or aesthetic principles, which would occur gradually during the 18th century, the topic of genius and its various issues becomes one of the most important questions in the philosophical agenda of the time. Among others, the question assumes particular relevance in Immanuel Kant's philosophy, not only in his published work, but also in his activity as a professor. The following text intends to approach the question of genius in the philosopher's Lectures on Anthropology (1772-1796), and taking the latter into account, to fulfil two central objectives: first, to etch a brief history of the concept from the 17th century until Kant, so as to realize what use Kant would make of this evolution, and how he himself associates or dissociates from it. Secondly, we intend to understand how Kant's theory of genius describes its own singular course, different from the ones of his contemporaries, and renders the genius a central piece within his own theory; for, in Kant's view, the genius not only plays an important role as mediator of the faculties of the spirit, but it is also an indispensable factor in the proportion between the latter, and in the unsuspected production of knowledge thus generated. <![CDATA[G. B. VICO Y LA MATEMÁTICA FORMAL EN LA "SCIENZA NUOVA" (1744)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300703&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Este artigo pretende mostrar o fundamento geométrico-matemático que permitiu a Giambattista Vico estabelecer um vínculo entre a criação humana e a criação divina. A pesquisa centrou-se no uso formal que o autor fez das ciências matemáticas para compreender o mundo. Considerando o pitagorismo presente na filosofía viquiana até 1710, o esforço busca mostrar a sobrevivência deste nos trabalhos posteriores do autor. Para isso, destacamos o novo papel que a geometria cumpriu inteligentemente na storia ideale eterna da Providência na "Scienza Nuova".<hr/>ABSTRACT The aim of this article is to show the geometric-mathematical basis that allowed Giambattista Vico to establish a bond between human and divine creation, focusing on the formal use of mathematical sciences in his comprehension of the world. Considering the Pythagorean character of his philosophy, up to year 1710, this study reveals its survival in Vico's later works by stressing the role of geometry in the witty understanding of Providence's storia ideale eterna in the "Scienza Nuova". <![CDATA[NIETZSCHE E O TRANS-HUMANISMO: EM TORNO DA QUESTÃO DA AUTOSSUPERAÇÃO DO HOMEM]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300719&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO O presente artigo pretende analisar a relação entre o pensamento de Nietzsche e o movimento trans-humanista, cuja força teórica alargou-se durante as primeiras décadas do novo milênio, amparada na crescente história de êxitos da biotecnologia. Pretende-se apresentar uma posição crítica à apropriação que o trans-humanismo vem fazendo do pensamento do autor de "Assim falou Zaratustra". O foco da análise é o programa de autossuperação do homem, que será analisado a partir de três eixos centrais: a ideia de natureza e de liberdade; o problema dos valores; e a questão do aperfeiçoamento promovido pela bioengenharia e suas consequências para o destino do homem. Presume-se, assim, não dar conta da amplitude e complexidade da temática, mas oferecer pistas para enfrentar a questão sob o viés da relação de continuidade entre o niilismo e a técnica contemporânea, nesse caso, do ponto de vista antropológico.<hr/>ABSTRACT This article aims to analyze the relationship between Nietzsche's thought and the transhumanist movement, whose theoretical strength built up during the first decades of the new millennium, supported by biotechnology's growing success history. It is intended to provide a critical position to the appropriation that transhumanism is doing of the thought of the "Thus Spoke Zarathustra's" author. The focus of the analysis is the program of self-overcoming of man, which will be analyzed from three central pillars: the idea of nature and freedom; the issue of values; and the issue of the improvement promoted by bio-engineering and its consequences for the destiny of man. It is assumed, therefore, it cannot account for the magnitude and complexity of the thematic, but it may offer clues to address the issue under the bias of continuity between nihilism and the contemporary technique, in this case, from the anthropological point of view. <![CDATA[RECONSTRUÇÃO RACIONAL, ARGUMENTO TRANSCENDENTAL, FUNDAMENTAÇÃO ÚLTIMA: SOBRE O DEBATE ENTRE HABERMAS E APEL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300741&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO O artigo pretende mostrar o sentido da noção de transcendental no interior do método reconstrutivo de Jürgen Habermas. Para isso, ele procura apresentar em primeiro lugar a diferença entre a argumentação transcendental como argumentação anticética e a prova transcendental em Kant e, em seguida, a diferença entre Habermas e Apel sobre a possibilidade de uma fundamentação última da racionalidade comunicativa. Segundo minha interpretação, há razões de ordem lógica para a recusa da fundamentação última em Habermas, mas também razões ligados à historicidade da compreensão da razão.<hr/>ABSTRACT The article aims to show the meaning of the notion of "transcendental" inside the reconstructive method of Jürgen Habermas. For such, first of all, it attempts to present the difference between the transcendental argumentation as anti-skeptical argumentation and the transcendental proof in Kant and, then, the difference between Habermas and Apel about the possibility of an ultimate foundation of communicative rationality. According to my interpretation, there are reasons of logical order for the refusal of the ultimate foundation in Habermas, but also reasons related to the historicity of understanding of reason. <![CDATA[FROM SCIENTIFIC STRUCTURALISM TO TRANSCENDENTAL STRUCTURALISM]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300759&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT In the current debate between scientific realism and empiricism, both sides seem to embrace some sort of structuralism as an important component of their descriptions of science. The structural realism is generally presented in two versions: one ontic and the other epistemic. It has been argued that that epistemic structural realism (ESR) is close, if not identical, to a Kantian approach. We aim to show that this is not the case, since ESR, being fundamentally a realist position, cannot be fully consistent with a transcendental approach. Such a position is better called transcendental structuralism (TS), an alternative that we believe is worth being investigated on its own. In this paper, we will take Henry Allison's interpretation of transcendental idealism as a starting point to establish the distinctions between ESR and TS.<hr/>RESUMO No debate atual entre realismo científico e empirismo, ambos os lados parecem abraçar algum tipo de estruturalismo como um componente importante de suas descrições sobre a ciência. O realismo estrutural é geralmente apresentado em duas versões: uma ôntica e outra epistêmica. Tem-se argumentado que o realismo estrutural epistêmico (ESR), por sua vez, é próximo, se não idêntico, a uma abordagem kantiana. Nosso objetivo neste artigo é mostrar que esse não é o caso. Sendo o ESR fundamentalmente uma posição realista, queremos defender que ele não pode ser totalmente compatível com uma abordagem transcendental. Uma posição kantiana mais coerente é aqui defendida sob o nome de estruturalismo transcendental (TS). Neste artigo, partiremos da interpretação de Henry Allison do idealismo transcendental para estabelecer as devidas distinções entre ESR e TS. <![CDATA[PESSIMISMO E EUDEMONOLOGIA: SCHOPENHAUER ENTRE PESSIMISMO METAFÍSICO E PESSIMISMO PRAGMÁTICO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300781&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Como entender uma teoria da felicidade enquanto sabedoria de vida, elaborada a partir de noções como as de uso prático da razão e de caráter adquirido, no pensamento do grande metafísico pessimista que certamente foi Schopenhauer? O presente artigo sustenta a hipótese de que o pessimismo schopenhaueriano pode ser melhor compreendido se considerado, por um lado, como um pessimismo metafísico, e, por outro, como um pessimismo pragmático. Para tanto, procuro mostrar em que medida a consideração da peculiar eudemonologia do pensador é fundamental para uma compreensão mais abrangente de seu pessimismo.<hr/>ABSTRACT How can a theory of happiness, based upon the practical use of reason and acquired character, be understood in the thought of Schopenhauer, the great pessimist metaphysic? This article aims to prove that Schopenhauer's pessimism can be better understood if considered, on the one hand, as metaphysical pessimism and, on the other, as pragmatical pessimism. Thus, I seek to show that the consideration of Schopenhauer's singular eudemonology is fundamental to fully understand his pessimism. <![CDATA[A FEW PUZZLES ABOUT WILLIAM JAMES' THEORY OF TRUTH]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000300803&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT William James makes several major claims about truth: (i) truth means agreement with reality independently of the knower, (ii) truth is made by human beings, (iii) truth can be verified, and (iv) truth is necessarily good. These claims give rise to a few puzzles: (i) and (ii) seem to contradict each other, and each of (ii), (iii), and (iv) has counter-intuitive implications. I argue that Richard Gale's interpretation of James' theory of truth is inadequate in dealing with these puzzles. I propose an alternative interpretation and show how it can solve these puzzles.<hr/>RESUMO William James faz diversas declarações relevantes sobre o conceito de verdade: (i) verdade significa concordância com a realidade independente do conhecedor, (ii) verdade é feita pelos seres humanos, (iii) verdade pode ser confirmada, e (iv) a verdade é necessariamente boa. Essas afirmações originam alguns enigmas: (i) e (ii) parecem se contradizer mutuamente, e cada um dos itens (ii), (iii) e (iv) tem implicações contraintuitivas. Argumento que a interpretação de Richard Gale sobre a teoria de James sobre a verdade é inadequada para lidar com tais enigmas. Proponho uma interpretação alternativa e mostro como ela pode resolver esses enigmas.