Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20160002&lang=pt vol. 57 num. 134 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[SOUFFRANCE ETHIQUE ET SOUFFRANCE TRAGIQUE : L'ELABORATION LEVINASSIENNE DE LA CRITIQUE NIETZSCHEENNE DE LA COMPASSION]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200379&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RÉSUMÉ Cet article analyse le problème de la souffrance dans l'œuvre de Lévinas à la lumière de la critique nietzschéenne de la compassion. Il s'agit dans un premier temps de montrer que, bien que la description que fait Lévinas de la souffrance éthique (le souffrir pour Autrui) soit similaire à l'idée nietzschéenne de la souffrance tragique ou inutile, les premiers écrits de Lévinas se concentrent aussi sur les dangers politiques qui resultent de la conception nietzschéenne du corps et de sa vision tragique de la souffrance. Dans un second temps, cet article se propose de montrer que la souffrance éthique telle que la décrit Lévinas ne correspond pas à la façon dont Nietzsche décrit la compassion comme étant une forme de nihilisme (au sens d'une négation de la vie). Il soutient au contraire l'idée que la souffrance éthique chez Lévinas permet d'aller plus loin dans la conception qu'a Nietzsche de l'amitié et de la vie<hr/>ABSTRACT This article analyses the problem of suffering in Lévinas's work in the light of Nietzsche's critic of compassion. It argues, in a first step, that although Lévinas's description of ethical suffering (namely, the idea of suffering for the other) is similar to Nietzsche's description of suffering as tragic or useless, Lévinas's first writings also focus on the political dangers associated with Nietzsche's conception of the body and of a purely tragic conception of suffering. In a second step, this article shows that the question of ethical suffering, such as Lévinas describes it, does not match Nietzsche's conception of compassion as being a form of nihilism (conceived as a negation of life), but, on the contrary, allows for the radicalization of some of Nietzsche's views on friendship and of life <![CDATA[O "SISTEMA" DA MORAL? UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A SISTEMATICIDADE INTERNA DA METAFÍSICA DOS COSTUMES DE KANT]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200401&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO O artigo tem como objetivo pôr em questão duas objeções comumente lançadas contra a "Metafísica dos Costumes", a saber, a sua falta de "clareza sistemática" quando comparada com outras obras críticas centrais de Kant, e também a admissão aparentemente equivocada da legalidade como conceito legítimo de um sistema metafísico prático. Argumentar-se-á que a identificação do ato do livre arbítrio como conceito supremo do sistema permite responder às críticas lançadas ao, por um lado, apresentar um princípio de ordenação sistemática empregado de forma análoga em outras obras reconhecidamente sistemáticas, e, por outro, justificar a posição central ocupada no sistema pelo ato correto ou conforme ao dever, ensejando a possibilidade de que tanto o Direito quanto a legalidade ética sejam concebidos como autênticos elementos de uma "Metafísica dos Costumes".<hr/>ABSTRACT This paper casts doubt on two objections commonly raised against the "Metaphysics of Morals", namely, its lack of "systematic consistency" when compared with other central works of Kant's critical philosophy and also the apparently misleading admission of legality as a legitimate concept of his practical metaphysical system. It will be argued that the identification of the act of free choice as the supreme concept of the system allows us to face these criticisms firstly by presenting a principle of systematic arrangement which is employed in other admittedly systematic works, and secondly by justifying the central position occupied by the right act, or the action in conformity with duty in Kant's system of morals, which allows for the possibility that both Law and ethical legality be considered as authentic elements of a "Metaphysics of Morals". <![CDATA[PROGRESSO E DEPRAVAÇÃO: A CULTURA COMO REMÉDIO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200421&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO O pensamento iluminista defendia que a ciência e as artes proporcionaram o desenvolvimento da razão e a melhoria dos costumes. A posição contrária, tomada pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), rendeu-lhe o prêmio da Academia de Dijon e o fez, depois da publicação de outras obras, um defensor da natureza e do homem natural. Diante da depravação dos costumes, o autor promove a própria cultura como remédio, haja vista que não se pode voltar ao estado de natureza. O conjunto de sua obra pode, dessa forma, ser considerado como uma tentativa audaciosa de Rousseau em utilizar-se das belas letras (o "Emílio" é um belo exemplo da arte literária do século XVIII) como um remédio contra os males da civilização, principalmente o afastamento do homem para com a natureza.<hr/>ABSTRACT The Enlightenment philosophers argued that science and the arts provided the development and improvement of the customs. The contrary position taken by Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) produced a great impact so that he received the Dijon Academy Award and was made - after the publication of other works - a defender of nature and of the natural man. Considering the depravity of manners, the author promotes the culture itself as a remedy, as no one can return to the state of nature. All his writings together can, thus, be seen as a bold attempt to use up the arts ("Emile" is a fine example of literary art of the eighteenth century) as a remedy against the evil of civilization, mainly the withdrawal of man from nature <![CDATA[IS LOVE A GIFT? A PHILOSOPHICAL INQUIRY ABOUT GIVENNESS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200441&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT The contemporary philosophical debate about "gift" brought into light above all by French philosophers Jacques Derrida and Jean-Luc Marion, brought about new and live discussions regarding what gift is and what is its nature. The present article analyses whether or not love can be regarded as a gift or, rather, follow the same problem showed by Derrida. According to him, every gift carries an internal contradiction and can never be and, therefore, will never be gift. A gift is impossible. What is as gift to people (someone freely gives something to someone), is, actually a commodity, an economical circle for Derrida. This article seeks to inquire whether can or cannot love follow the same gift pattern or if it, rather, builds his own path and follows its own internal logic. Is it possible to analyze love following on the footsteps of phenomenology? If love can be analyzed in a phenomenological fashion - reduction of love - then a new horizon will be opened.<hr/>RESUMO O problema do debate filosófico contemporâneo acerca do dom, trazido à tona sobretudo pelos filósofos franceses Jacques Derrida e Jean-Luc Marion, trouxe novas e vivas discussõets sobre o que é e qual a sua natureza. O presente artigo analisa se o amor pode ser considerado como um dom ou se segue o mesmo problema sublinhado por Derrida. Segundo o autor, todo dom tem uma contradição interna e não pode ser considerado como tal. O que é dom para as pessoas (alguém doa algo para alguém de modo livre), para Derrida é uma commodities, um círculo econômico. Em outras palavras, o dom é impossível. A análise que se faz neste artigo é se o amor segue este paradigma, portanto é impossível, ou se ele constrói um caminho próprio e segue sua própria lógica. É possível analisar o amor seguindo os passos da fenomenologia? Reduzindo o amor a fenômeno, então a análise se abre a novos horizontes. <![CDATA[A LÓGICA DA FICÇÃO NO "TRATADO" DE HUME]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200455&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO No Livro I, parte IV, do "Tratado da natureza humana", Hume desenvolve aquilo que vamos chamar de lógica da ficção. Não se trata de um simples erro da imaginação enquanto fantasia, mas de uma propensão a criar ideias, entidades e objetos a partir das percepções presentes na mente. O que resulta daí é um sentido rico e novo de ficção que permite a Hume desenvolver uma história natural da filosofia, descrevendo a gênese inevitável de conceitos metafísicos. Partindo de uma inspiração kantiana, iremos abordar esse tema ressaltando as semelhanças e diferenças entre as ficções naturais e a ilusão transcendental.<hr/>ABSTRACT In Book I, part IV, of the "Treatise of Human Nature", Hume develops what we will call logic of fiction. It is not the case of a mere error of imagination as fancy, but a tendency to feign ideas, entities and objects from the perceptions in the mind. The result is a rich and new sense of fiction that allows Hume to establish a natural history of Philosophy, describing the unavoidable genesis of metaphysical concepts. From a Kantian point of view, we will approach this subject by highlighting the similarities as well as the differences between the natural fictions and the transcendental illusion. <![CDATA[CULTURE, APPARTENANCE ET DIALOGUE : TROUVER LA JUSTE ARTICULATION]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200471&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RÉSUMÉ Le principal objectif de ce texte est d'apporter certaines clarifications par rapport à des problèmes et difficultés entourant l'usage actuel des notions de culture, d'appartenance et de dialogue. L'auteur montre que l'idée selon laquelle on pourrait être prisonnier de sa propre culture découle d'une transformation récente de la signification du concept de culture. Cette idée est critiquée comme étant un mythe, le mythe de la monade culturelle, reposant sur une mécompréhension des rapports entre culture, appartenance et dialogue. L'auteur s'efforce de proposer une meilleure compréhension de ces trois concepts, de façon à éviter toute forme de relativisme radical.<hr/>ABSTRACT The aim of this paper is to shed light on some difficulties and problems related to the current use of the concepts of culture, belonging and dialogue. The author shows that the idea that we could be prisoners of our own culture stems from a recent transformation of the meaning of the concept of culture. This idea is criticized as a myth, the myth of the cultural monad, based on a misunderstanding of the relationship among culture, belonging and dialogue. The author tries to offer a better understanding of these three concepts, in order to avoid any form of radical relativism. <![CDATA[SUPREMATISMO Y REVOLUCIÓN. ARTE MODERNO Y POLÍTICA CONTEMPORÁNEA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200485&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMEN Este artículo examina la estética suprematista en relación con teorías políticas contemporáneas sobre la revolución y la transformación social. El punto de partida del suprematismo es la destrucción de la realidad objetiva como acto liberador. Aunque diversos autores contemporáneos del campo de la teoría política conciben el arte tcomo producción de sentimientos que actúan como puntos de partida de la acción y el compromiso. Ambas perspectivas se entrelazan en el concepto de 'revolución': la liberación de la representación totalitaria y la creación de una nueva sociedad.<hr/>ABSTRACT This article discusses suprematist aesthetics in relation to contemporary political theories of revolution and radical social transformation. The starting point of suprematism is the destruction of objective representation of reality, and this is understood as liberation. However, many contemporary authors in the field of political theory understand art as production of feelings which are, in turn, the starting point of action and engagement. Both perspectives are interwoven in the concept of 'revolution': the liberation from totalitarian representation and the creation of a new society. <![CDATA[RECEPCIÓN Y CRÍTICA DEL PENSAMIENTO FILOSÓFICO DE LUDWIG FEUERBACH]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200505&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMEN El presente artículo trata de mostrar las varias y diversas interpretaciones y posiciones existentes con respecto a la filosofía de Feuerbach, lo cual revela la influencia e importancia de su pensamiento. Así mismo, más allá de los diversos intentos por periodizar la obra de Feuerbach, el artículo trata de mostrar en qué medida es posible afirmar la existencia de un principio interno explicativo de su filosofía, el cual puede encontrarse en el concepto mismo de crítica, referido tanto a su método como a su actitud filosófica. Esta crítica tiene, en cualquier caso, un sentido positivo y trata de reafirmar una concepción plena del ser humano.<hr/>ABSTRACT This paper tries to show the various and diverse interpretations and positions regarding Feuerbach's philosophy, what reveals the influence and importance of his thought. Likewise, beyond the various efforts to periodize Feuerbach's works, it tries to show how it is possible to affirm the existence of an internal explanatory principle to his philosophy, which can be found in the very concept of critique, referring both to his philosophical method and attitude. This critique has, in any case, a positive sense and tries to reassert a full conception of human beings. <![CDATA[ON ENVATTMENT - DISJUNCTIVISM, SKEPTICAL SCENARIOS AND RATIONALITY]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200525&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT The aim of this paper is two-fold: first, it is intended to articulate theses that are often assessed independently, thus showing that a strong version of epistemological disjunctivism about perceptual knowledge implies a transformative conception of rationality. This entails that individuals in skeptical scenarios could not entertain rational thoughts about their environment, for they would fail to have perceptual states. The secondary aim is to show that this consequence is not a sufficient reason to abandon the variety of disjunctivism presented. The argument for this claim depends on the assessment of rationality attributions to subjects in plausible cases of illusion and some clinical cases of hallucination.<hr/>RESUMO Este artigo tem dois objetivos: primeiramente, pretende-se articular teses que são frequentemente avaliadas independentemente, mostrando com isso que uma versão robusta do disjuntivismo epistemológico sobre conhecimento perceptual implica uma concepção transformativa da racionalidade. Uma consequência disso é que indivíduos em cenários céticos não poderiam entreter pensamentos racionais sobre o ambiente em que habitam, pois eles não possuiriam estados perceptuais. Em segundo lugar, argumenta-se que a consequência delineada acima não é uma razão suficiente para rejeitar o disjuntivismo tal como apresentado. Esse argumento depende da avaliação de atribuições de racionalidade a indivíduos em casos plausíveis de ilusão e em alguns casos clínicos de alucinação. <![CDATA[O NASCIMENTO DO INQUÉRITO NA TRAGÉDIA DE "ÉDIPO-REI": UMA LEITURA FOUCAULTIANA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200545&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Michel Foucault considera a tragédia de "Édipo-Rei" como uma história de saber-poder da qual emerge, no nascente direito grego, a prática do inquérito (enquête). Para ele, a trama discorre acerca da repressão que pesa sobre os sistemas ocidentais de verdade. Se de alguma maneira há uma determinação edipiana no Ocidente, esta não está no nível do desejo, como acredita a psicanálise, mas se encontra no interior do sistema de coações que sustenta, desde a Grécia, o discurso sobre a verdade e que se expressa a partir da exigência política, jurídica e religiosa de converter o acontecimento num fato conservado definitivamente por meio da comprovação das testemunhas. Édipo é, em síntese, uma história da verdade, em que há um crime que precisa ser desvendado e um criminoso a ser punido, e cada uma das partes da investigação atende rigorosamente às leis da época.<hr/>ABSTRACT Michel Foucault considers the tragedy "Oedipus, the King" as a story of knowledge-power from which emerges, in the nascent Greek law, the practice of inquiry (enquête). For him, the plot talks about the repression that weighs on Western systems of truth. If, somehow, there is an Oedipal determination in the West, this is not at the level of desire, as psychoanalysis believes, but it is within the constraints holding system, from Greece, the discourse about truth and that is expressed from the political, legal and religious requirement to convert the event into a fact saved definitely by the evidence of witnesses. Oedipus is, in short, a story of truth, in which there is a crime that needs to be unravelled and a criminal to be punished, and each part of the research caters strictly the laws from that time. <![CDATA[MACHIAVEL ET LA RHETORIQUE DES HUMEURS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2016000200565&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RÉSUMÉ L'article ici présenté se propose d'analyser la nature des humeurs sociaux dans la pensée de Machiavel, à partir de l'interprétation de Claude Lefort. Le penseur florentin propose, dans Le Prince et les Discours, une théorie de la division sociale qui constitue une nouveauté dans l'histoire de la philosophie politique. Notre objectif est d'essayer de préciser la position de Machiavel face à ce conflit, et si celui-ci peut être surmonté.<hr/>ABSTRACT Starting from an interpretation by Claude Lefort, the present article studies the nature of social humors in the thought of Machiavelli. In “The Prince” and in “The Discourses”, the Florentine thinker proposes a theory of social division that is a novelty in the history of Political Philosophy. I try to determine Machiavelli’s position vis-à-vis this conflict, and whether it can be overcome.