Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20020001&lang=es vol. 43 num. 105 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Apresentação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[<b>Padre Henrique Vaz</b>: <b>um mestre incomparável</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100002&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[<b>Palavras de agradecimento</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100003&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[<b>Political philosophy, ethnology, and time</b>: <b>a study of the notion of historical handicap</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100004&lng=es&nrm=iso&tlng=es This article starts by identifying the crucial importance of the notion of historical handicap for the present-day social sciences of Latin America. Such notion is not an original invention made by Latinamericanists. On the contrary, I demonstrate that the genealogy of the notion of historical handicap must be sought in the tradition of Western political philosophy. Such genealogy must take into account the way it was integrated into ethnological descriptions. When and how did the Other become the backward, the primitive? While this relation was secondary for ancient Greek thought, theories of historical development became the main source of ethnological categories in the modern era. Interestingly enough, this modern synthesis suited the practical purpose of justifying two successive waves of European imperialistic: the era of discoveries, and 19th century colonialism. The article concludes by raising questions about the present role and application of the social sciences.<hr/>Esse artigo começa por identificar o papel central da noção de incapacidade histórica para a literatura de Latin American studies produzida no pós-guerra. Tal noção não foi criada pelos Latinoamericanistas contemporâneos. É possível identificar o embrião da noção de incapacidade histórica nos mitos primitivistas da antiguidade clássica e, a partir daí, examinar as várias maneiras com que ela foi recebida e rearticulada pela tradição filosófica ocidental. Esse estudo é feito tendo em vista a incorporação da noção de incapacidade histórica a teorias etnológicas. Quando e como o "outro" passou a ser visto como o "atrasado", o "primitivo"? Se na antiguidade clássica essa identificação era incompleta, na era moderna teorias de desenvolvimento histórico se tornaram a fonte principal de categorias etnológicas. É importante notar que a síntese moderna dessas teorias também serviram para justificar as aventuras imperialistas Européias: a era dos descobrimentos, e o colonialismo do século XIX. O artigo termina apontando para a necessidade de um exame crítico dos propósitos e aplicações do conhecimento produzido pelas ciências sociais do presente. <![CDATA[<b>Significatividade e verdade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=es O presente artigo enfoca a concepção semântica da noção de verdade e a interpreta como uma tese acerca da prioridade da significatividade em relação à verdade. A partir disso, argumenta-se que a concepção deflacionista da verdade é inadequada, com base na alegação de que a significatividade envolve relações inferenciais e referenciais e na alegação de que a predicação da verdade envolve a atribuição de existência.<hr/>This paper focuses the semantic conception of truth and takes it as a thesis about the priority of significance in relation to the truth. It's argued that the deflacionary conception of truth is inadequate, on the allegation that the significance envelops inferential and referential relations, and on the allegation that the predicament of truth involves the assignment of existence. <![CDATA[<b>Rousseau e a arte de observar e julgar os homens</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100006&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo examina o que está envolvido no processo de conhecer e julgar outras pessoas, questão central para a compreensão do projeto autobiográfico de Rousseau. Isso é feito sobretudo a partir da análise de algumas figuras de "observadores" que encontramos na obra de Rousseau: o "Rousseau" dos Dialogues, Émile, Saint-Preux e Wolmar.<hr/>This article examines an important question for the adequate comprehension of Rousseau's autobiographical project: what is involved in the process of getting to know and passing judgements on other people? Special attention is given to some examples of "observers of men" which can be found in Rousseau's works: the "Rousseau" character in the Dialogues, Émile, Saint-Preux and Wolmar. <![CDATA[<b>Franz Brentano</b>: <b>equivocidad del ser y objeto intencional</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es This work aims to prove that the brentanian notion of intentionality, and particularly his conceptions of intentional object and immanence, cannot be properly understood but in the boundaries of the author' s ontological concerns, particularly his former defense and later denial of the equivocity of being.<hr/>Este trabajo se propone probar que el concepto brentaniano de intencionalidad, más propiamente, su teoría de la inmanencia del objeto intencional y el posterior abandono de la misma, no pueden ser comprendidos de modo adecuado sino en el marco de las preocupaciones ontológicas del autor y, en particular, de su defensa inicial y subsiguiente rechazo de la tesis de la equivocidad del ser. <![CDATA[<b>Heteronomia e imputabilidade na fundamentação da metafísica dos costumes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2002000100008&lng=es&nrm=iso&tlng=es Pretendo discutir o modo como Kant relaciona os conceitos de liberdade e moralidade na FMC. Neste livro, Kant afirma que "vontade livre e vontade submetida a leis morais são uma e mesma coisa" (FMC III: § 2/BA 98). Aparentemente apenas a vontade autônoma seria livre, não restando outra alternativa que não seja assimilar a vontade heterônoma à necessidade natural. Essa conseqüência provocaria certamente um embargo da imputabilidade das ações imorais. Quero defender que, embora Kant tenha obscurecido as distinções entre vontade livre e vontade moral, se nos ativermos à analise do conceito de vontade em FMC II: § 12 (BA 36-37), poderemos defender que não apenas a autonomia, mas também a heteronomia é livremente escolhida, tornando inteligível, assim, a imputabilidade dos atos imorais. Sustento, portanto, que é possível, apesar das ambigüidades de Kant, pensar a imputabilidade moral a partir de recursos conceituais internos à Fundamentação. Desse modo, não será necessário invocar a distinção entre Wille e Willkür desenvolvida na MC, nem mesmo outras obras para dar conta deste problema.<hr/>I intend to discuss the way as Kant relates the concepts of freedom and morality in the Foundations. In this book, Kant argues that" free will and will submitted to moral laws are one and same". Apparently just the autonomous will would be free, not remaining other alternative that is not to assimilate the heteronomous will to the natural necessity. That consequence would provoke an embargo of the imputability of immoral actions. I want to defend that, although Kant has obscure the distinctions between free will and moral will, if we concentrate on analyzes of the concept of will in Foundations II, we can defend that not just the autonomy, but the heteronomy is also chosen freely, turning intelligible, like this, the imputability of immoral acts. I sustain, therefore, that it's possible, in spite of the ambiguities of Kant, to think the moral imputability starting from internal conceptual resources to Foundations. Thus, it won't be necessary to invoke the distinction between Wille and Willkür, not even other works to solve this problem.