Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20040001&lang=en vol. 45 num. 109 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>A história como sacrifício em Blaise Pascal</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este trabalho desenvolve o tema da História em Pascal, bus­cando constituí-lo por meio da noção teológica de sacrifício. No contexto pascaliano, a História só é relevante enquanto História Espiritual, a história da salvação dos homens escolhidos entre os condenados pela queda adâmica. Como tal, a História não pode ser regida pela temporalidade vivida ordinaria­mente, mas pela temporalidade da graça, que direciona todos os instantes para o ponto central, o sacrifício de Jesus Cristo. Por isso, os homens só têm esperança de salvação na medida em que se integram ao Corpo Crístico, que prossegue em sacrifício desde o início até o fim dos tempos.<hr/>This work develops the theme of History in Pascal's thought through the theological notion of sacrifice. In Pascal's works, History is rele­vant only as Spiritual History, the history of salvation of the men that God has chosen among the sinners. As such, History cannot be guided by ordinary temporality, but only by graces temporality, that directs every single instant to the central point: the sacrifice of Christ. Because of that, men only have hope of salvation as long as they integrate Christ's holy Body that continues in sacrifice since the beginning until the end of Time. <![CDATA[<B>Hegel e W. Benjamin</B>: <B>variações em torno da crise da arte na época moderna</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo analisa e compara a reflexão de Hegel e de W. Benjamin sobre a crise da arte na época moderna, a partir de semelhanças e diferenças entre a tese do fim da arte, defendida pelo primeiro, e a concepção da perda da aura na arte, afirmada pelo segundo. Ao contrário de W Benjamin, que se detém na mudança do conceito de arte promovida pelos meios técnicos, Hegel pensa a transformação da arte a partir de um ponto de vista histórico amplo, que envolve toda a história da arte, desde os tempos antigos até a época moderna.<hr/>This article analyzes and compares Hegel's and W. Benjamin's reflections on the crisis of art in modern age, taking as its basis the resemblances and differences between (i) the thesis of the end of art, championed by the former, and (ii) the conception of aura decay in the work of art, posited by the latter. While W. Benjamin sticks to the change in the concept of art brought on by technique, Hegel considers the transformations in art from a broad historical point of view, from ancient times through modern age. <![CDATA[<B>A morte e a vida da arte</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo pretende oferecer uma re-interpretação da suposta tese hegeliana sobre o fim da arte. A especulação estética de Hegel não envolve uma constatação do fim da arte enquanto fenômeno histórico, mas apenas da sua transformação gradual a partir do predomínio da reflexão sobre intuição na idade moderna.<hr/>This article intends to offer a re-interpretation of Hegel s supposed thesis about the end of the art. Hegel's aesthetic speculation doesn't involve the verification of the end of the art as a historical phenomenon, but just of its gradual transformation starting from the prevalence of the reflection in the modern age. <![CDATA[<B>A legalidade como forma de Estado de direito</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente estudo visa a demonstrar que o Estado legal, assim como concebido por Weber e Kelsen, não pode ser identificado com o Estado de direito, mesmo que a legalidade seja uma condição necessária deste. Isso acontece porque a legalidade não é uma condição suficiente do Estado de direito em razão de não resolver adequadamente o que Habermas nοmeia de dialιtica entre igualdade de fato e de direito. O texto apresenta, a seguir, a partir de Habermas, quatro fases de juridicizaηão: 1] o Estado absolutista burguês; 2] o Estado burguês de direito; 3] o Estado democrático de direito e 4] o Estado social e democrático de direito. As três últimas fases são figurações conceituais do Estado de direito, regulando, verticalmente, a relação dos indivíduos para com o Estado e, horizontalmente, a relação para com o mercado. Por fim, apresentam-se os efeitos colaterais advindos de cada uma dessas fases de figuração do Estado de direito. Defende-se a tese de que tais efeitos são decorrência de uma perspectiva substancialista do Estado de direito, que interpreta os sujeitos apenas como atores, ou destinatários de direitos. Tais problemas são melhor resolvidos por uma perspectiva procedimental do Estado de direito, a qual, ao tratar os sujeitos como autores, pode contar com uma perspectiva autocorretiva dos problemas decorrentes do que Weber chamou de materialização do direito.<hr/>In this paper I argue that legal state as presented by Weber and Kelsen cannot be identified with the rule of law, because legality is a necessary but not a sufficient condition for making it possible. The ultimate reason for this is that it doesn't solve what Habermas calls the "dialectic of legal and factual equality". This paper presents three models of the rule of law, confronting them with the absolute state. These are the liberal, the democratic and the welfare state models. These regulate in different ways the relations both between the individual and the state and between individuals among themselves. Undesired effects of each model are also presented and discussed. It claims that these undesired effects stem from the fact that in each case we have to do with a substantive model of the rule of law, treating the subjects as mere addressees of the law Those problems are better solved by the procedural model of the rule of law proposed by Habermas, because it treats the subjects of rights as makers of the law. <![CDATA[<B>A quasi-materialist, quasi-dualist solution to the mind-body problem</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en If the mental can affect, or be affected by, the physical, then the mental must itself be physical. Otherwise the physical world would not be explanatorily closed. But it is closed. There are reasons to hold that materialism (in both its reductive and non-reductive varieties) is false. So how are we to explain the apparent responsiveness of the physical to the mental and vice versa? The only possible solution seems to be this: physical objects are really projections or isomorphs of objects whose essential properties are mental. (A slightly less accurate way of putting this would be to say: the constitutive - i.e. the non-structural and non-phenomenal - properties of physical objects are mental, i.e. are such as we are used to encountering only in "introspection".) The chair, qua thing that I can know through sense perception, and through hypotheses based strictly thereupon, is a kind of shadow of an object that is exactly like it, except that this other objects essential properties are mental. This line of thought, though radically counterintuitive, explains the apparent responsiveness of the mental to the physical, and vice versa, without being open to any of the criticisms to which materialism, dualistic interaction ism, and epiphenomenalism are open.<hr/>Se o mental pode afetar ou ser afetado pelo físico, então o mental deve ser ele mesmo físico. Se não fosse assim, as explicações do mundo físico não poderiam ser fechadas - e elas são fechadas. Há razões para se pensar que o materialismo é falso, tanto em suas versões redutivistas quanto nas não redutivistas. Mas como explicar então a aparente sensibilidade do físico ao mental e do mental ao físico? A única solução possível parece ser a seguinte: objetos físicos são na realidade projeções ou isomorfos de objetos cujas propriedades essenciais são mentais. Um modo um pouco menos preciso de apresentar essa tese é o de dizer que propriedades constitutivas, i.e. não estruturais e não fenomenais, de objetos físicos são mentais, i.e. são propriedades tais as que habitualmente encontramos apenas por "introspecção". A cadeira, na medida em que a conheço através da percepção sensorial e de hipóteses estritamente baseadas na percepção, é um tipo de sombra de um objeto que é exatamente como ela, com a única diferença de suas propriedades essenciais serem mentais. Esse raciocínio, embora radicalmente contraintuitivo, explica a aparente sensibilidade do mental ao físico e inversamente, sem se expor às críticas feitas ao materialismo, ao interacionismo dualista e ao epifenomenalismo. <![CDATA[<B>Nietzsche e Platão: arte e orquestração das paixões</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste texto é apontar os pontos de proximidade e de diferença entre as reflexões de Nietzsche e de Platão sobre o papel da arte para o autogoverno do indivíduo e a autonomia e soberania da cultura.<hr/>This article aims to show the points of difference and affinities between Nietzsche's and Plato's thoughts on the role of the art in the individual self-governing and sovereign of culture. <![CDATA[<B>Ética, ciência e tecnologia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo visa pensar a relação entre ética, ciência e tecnologia, enfatizando o problema de sua revinculação depois da cisão entre os juízos de fato e os juízos de valor, ocorrida no início dos tempos modernos. Uma vez examinada a ética da aristocracia guerreira e a moral do santo, procura-se delinear o caminho tomando como referência a ética da responsabilidade, cujo protótipo é a moral do sábio, desaparecido no curso dos tempos modernos, em razão da fragmentação do saber e do advento do especialista. Ao fim do estudo, é discutida a relação entre a ética e a metafísica, com o intuito de ajustar a questão antropológica à perspectiva cosmológica, bem como de fornecer as bases de um novo humanismo, objetivando a humanização da técnica e a geração de um novo homem, alfabetizado em ciência, tecnologia e humanidades.<hr/>The article aims at thinking the relation among ethics, science and technology, emphasizing the problem of their re-tying, after the division into judgments of fact and judgments of value, wich happened in the begininning of modern times. Since the warlike aristocracy's ethics and the saint man's moral are examined, it tries to outline its way, taking as a reference the ethics of responsability, whose prototype is the wise man's moral, which disappeared in the course of modern times, due to the fragmentation of knowing and the advent of the specialist. At the end of the study, the relationship between ethics and metaphysics is discussed, aiming at adjusting the anthropological question to the cosmological perspective, as well as at providing the bases of a new humanism, objectifying the humanization of the technique and the generation of a new man, literate at science, technology and the humanities. <![CDATA[<B>Possibilidade, compossibilidade e incompossibilidade em Leibniz</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo tem por objetivo tornar claro que há um problema referente à origem da incompossibilidade na metafísica de Leibniz, fornecendo, em um segundo momento, uma resposta ao problema.<hr/>This paper aims to make evident that there is a problem concerning the origin of incompossibility in Leibniz 's metaphysics. It presents, in a second moment, a solution to this problem. <![CDATA[<B>A propósito de "possibilidade, compossibilidae e incompossibilidade em Leibniz", de Edgar Marques</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo tem por objetivo tornar claro que há um problema referente à origem da incompossibilidade na metafísica de Leibniz, fornecendo, em um segundo momento, uma resposta ao problema.<hr/>This paper aims to make evident that there is a problem concerning the origin of incompossibility in Leibniz 's metaphysics. It presents, in a second moment, a solution to this problem. <![CDATA[<B>Teoria crítica da indústria cultural</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2004000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo tem por objetivo tornar claro que há um problema referente à origem da incompossibilidade na metafísica de Leibniz, fornecendo, em um segundo momento, uma resposta ao problema.<hr/>This paper aims to make evident that there is a problem concerning the origin of incompossibility in Leibniz 's metaphysics. It presents, in a second moment, a solution to this problem.