Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20100002&lang=pt vol. 51 num. 122 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt</link> <description/> </item> <item> <title><![CDATA[<b>Les transfigurations de la notion de physis entre Homère et Aristote</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Natureza dos deuses e divindade da natureza</b>: <b>reflexões sobre a recepção antiga e moderna do antropomorfismo divino grego</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A dificuldade em admitir-se o antropomorfismo dos deuses aparece na Grécia a partir da época arcaica, com os primeiros textos em prosa dos pensadores pré-socráticos. Neste estudo definirei as principais características dessa reflexão crítica sobre os limites do antropomorfismo, bem como a recusa dos intérpretes modernos em aceitar o antropomorfismo grego como uma experiência religiosa autêntica. Alguns fragmentos de Heráclito de Éfeso serão citados como exemplo da sabedoria dos jônios na época arcaica.<hr/>The difficulty in admitting divine anthropomorphism appears in Greece from the archaic epoch onwards with the first prose texts of the pre-Socratic thinkers. In this study I will define the main characteristics of this critical reflexion about the limits of anthropomorphism, as well as the modern scholars' refusal to accept it as an authentic religious experience. Some fragments of Heraclitus of Ephesus will be cited as an example of the Ionian wisdom of the archaic epoch. <![CDATA[<b>Parmênides e Heráclito</b>: <b>diferença e sintonia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo mostra como os pensamentos de Parmênides e de Heráclito estão em sintonia, na medida em que ambos denunciam o caráter ilusório da compreensão comum, constantemente cega ao que, aparentemente invisível, justamente os conduz a investigar a respeito da natureza (perì phýseos). Habitualmente não vemos aquilo que Parmênides vê, ou seja, que a verdade é que só há o ser e que o não-ser absolutamente não há. Não percebemos que tudo o que, de algum modo, nomeamos não-ser já é, e, portanto, nesse sentido, o não-ser é somente uma ilusão. Não entendemos que a totalidade do ser sendo unicamente o que é, sendo sempre o agora - não este ou aquele agora determinado - é necessariamente imóvel porque abarca tudo. Tampouco vemos o que Heráclito indica, isto é, que a verdade é que só há uma e a mesma conjuntura sempre dinâmica do jogo dos contrários, uma guerra originária, e que a habitual percepção dos entes particulares em isolamento uns em relação aos outros é também, por sua vez, apenas ilusória. Só vemos cada coisa em sua particularidade isolada, como se cada uma pudesse ser algo acabado e fixo. Esses dois pensadores operam no plano da inteligibilidade do princípio enquanto tal, para além da compreensão imediata do homem comum. Ainda que variem as perspectivas desde as quais cada um nomeia a dimensão que permanece invisível ao homem que não filosofa, ambos afirmam a unidade e 'mesmidade' no e do princípio.<hr/>This article shows how the thoughts of Parmenides and Heraclitus are in syntony with each other, inasmuch as both condemn the illusory character of usual understanding, always blind to that which, seemingly invisible, leads them to investigate about nature (perì phýseos). We usually we do not see what Parmenides sees, that is, that the truth is that there is only being and that, absolutely, there is not non-being. We do not realize that all we somehow name non-being already is and, thus, non-being is only an illusion. We do not understand that once the totality of being is only that which is, being always now - not this or that determined now - it is necessarily motionless because it embraces everything. Neither do we see what Heraclitus points out, that is, that the truth is that there is only one and the same, always dynamic conjuncture in the game of opposites, an originary war, and that the usual perception of individual beings, isolated in relation to each other, is, also, illusory. We only see each thing in its isolated individuality, as if each one could be some finished and fixed thing. These two thinkers operate on the intelligibility level of principles as such, beyond the immediate understanding of ordinary men. Even if the perspectives vary from which each one names that which remains invisible to the non philosopher, both assert the unity and sameness in and of the principle. <![CDATA[<b>Rhusmos e movimento dos átomos na física de Demócrito</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo mostra como os pensamentos de Parmênides e de Heráclito estão em sintonia, na medida em que ambos denunciam o caráter ilusório da compreensão comum, constantemente cega ao que, aparentemente invisível, justamente os conduz a investigar a respeito da natureza (perì phýseos). Habitualmente não vemos aquilo que Parmênides vê, ou seja, que a verdade é que só há o ser e que o não-ser absolutamente não há. Não percebemos que tudo o que, de algum modo, nomeamos não-ser já é, e, portanto, nesse sentido, o não-ser é somente uma ilusão. Não entendemos que a totalidade do ser sendo unicamente o que é, sendo sempre o agora - não este ou aquele agora determinado - é necessariamente imóvel porque abarca tudo. Tampouco vemos o que Heráclito indica, isto é, que a verdade é que só há uma e a mesma conjuntura sempre dinâmica do jogo dos contrários, uma guerra originária, e que a habitual percepção dos entes particulares em isolamento uns em relação aos outros é também, por sua vez, apenas ilusória. Só vemos cada coisa em sua particularidade isolada, como se cada uma pudesse ser algo acabado e fixo. Esses dois pensadores operam no plano da inteligibilidade do princípio enquanto tal, para além da compreensão imediata do homem comum. Ainda que variem as perspectivas desde as quais cada um nomeia a dimensão que permanece invisível ao homem que não filosofa, ambos afirmam a unidade e 'mesmidade' no e do princípio.<hr/>This article shows how the thoughts of Parmenides and Heraclitus are in syntony with each other, inasmuch as both condemn the illusory character of usual understanding, always blind to that which, seemingly invisible, leads them to investigate about nature (perì phýseos). We usually we do not see what Parmenides sees, that is, that the truth is that there is only being and that, absolutely, there is not non-being. We do not realize that all we somehow name non-being already is and, thus, non-being is only an illusion. We do not understand that once the totality of being is only that which is, being always now - not this or that determined now - it is necessarily motionless because it embraces everything. Neither do we see what Heraclitus points out, that is, that the truth is that there is only one and the same, always dynamic conjuncture in the game of opposites, an originary war, and that the usual perception of individual beings, isolated in relation to each other, is, also, illusory. We only see each thing in its isolated individuality, as if each one could be some finished and fixed thing. These two thinkers operate on the intelligibility level of principles as such, beyond the immediate understanding of ordinary men. Even if the perspectives vary from which each one names that which remains invisible to the non philosopher, both assert the unity and sameness in and of the principle. <![CDATA[<b>Paradoxo e natureza no livro V da <i>República</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo analisa a primeira onda do livro V da República de Platão, levando em conta a oposição entre opinião (dóxa) e ciência (epistéme), só formulada ao final da terceira onda. Sócrates problematiza a opinião corrente que aceita a diferença de natureza entre homens e mulheres para avançar a ideia de uma natureza humana comum. É essa tese paradoxal que justifica que possam ter uma mesma educação e que, assim, possam desempenhar as mesmas funções, vindo a ser guardiões e governantes da cidade.<hr/>The paper analyses the first wave in Plato´s Republic V, taking into account the opposition between opinion (doxa) and science (episteme), formulated at the end of the third wave. Socrates questions the current opinion which accepts the difference in nature between men and women in order to propose the idea of a common human nature. It is this paradoxical thesis that justifies the proposal that all should have the same education, thus allowing them to fulfill the same functions and, eventually, to become guardians and rulers in the city. <![CDATA[<b><i>Peri physeos psyches</i></b>: <b> sobre a natureza da alma no <i>Fedro</i> de Platão</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt No passo 245c do Fedro de Platão, no contexto do segundo discurso de Sócrates (no qual ele compõe sua palinodia dirigida a Eros), o filósofo chama atenção para a importância de "se tornar explícita a natureza da alma, dos seus estados e atos, assim como indagar se esta natureza é humana ou divina". Pretendo mostrar que Platão, nesse diálogo, tenta fundamentar a natureza mista da alma: em parte racional em parte passional. Essa ambiguidade constitutiva mostra-se diretamente correlacionada àquelas referentes às formas de Amor, Loucura e Retórica abordadas ao longo do diálogo, à medida que estas podem ser tanto perniciosas quanto prodigiosas, a depender do modo como se as conduz. Nessa perspectiva, meu propósito é defender a presença, na filosofia pensada por Platão, de elementos passionais imprescindíveis ao sucesso de sua atividade, cabendo ao filósofo alcançar, por meio de uma formação apropriada, a maestria para reverter aquilo que pode mergulhá-lo na ignorância e, consequentemente, na escravidão e na infelicidade, naquilo que justamente irá conduzi-lo na direção oposta: a do amor à Sabedoria.<hr/>In Plato's Phaedrus 245-c, when Socrates delivers his second speech (in which he composes his palinodia addressed to Eros), the philosopher calls attention to the importance of "first understanding the truth about the nature of the soul, divine or human, by examining what it does and what is done to it". I intend to point out that in this dialogue, Plato tries to found the mixed composition of the soul: partly rational, partly passionate. This constitutive ambiguity seems to be directly related to those different kinds of Love, Madness and Rhetoric examined in the dialogue, inasmuch as they could be either beneficial or harmful, depending on the way they are managed. Therefore, my purpose is to point that regarding philosophy as conceived by Plato, the appealing of passionate elements are quite indispensable for its successful activity, so that the philosopher must receive an adequate up-bringing in order to reach the mastery of turning elements that could draw him into deep ignorance, consequently into slavery and unhappiness, in their very opposite, which is the love of Wisdom. <![CDATA[<b>A natureza dos números na <i>República</i> de Platão</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt É incontestável a presença das matemáticas nos diálogos de Platão, todavia o alcance e o sentido desta presença é matéria de controvérsia entre os especialistas. Alguns acreditam que os temas matemáticos empregados nos diálogos são fantasias matemáticas, outros defendem baseados, sobretudo no testemunho de Aristóteles, que Platão teria substituído na sua hipótese as formas inteligíveis pelos números ideais. Sem tomar partido de antemão nestas querelas, o que propomos aqui é uma investigação acerca da natureza dos números fundamentada exclusivamente nos textos de Platão, particularmente orientada por uma passagem do livro VII do diálogo República(525 b11- c3), em que Sócrates diz o seguinte: "Seria, portanto, conveniente colocar este estudo, ò Glaucon, dentro de uma legislação e persuadir aqueles que vão participar das grandes coisas na cidade a irem ao cálculo e a aplicarem-se a ele, não nos seus afazeres privados, mas até chegarem à contemplação da natureza dos números através da própria intelecção (...)".<hr/>The presence of the mathematics in Plato's dialogues is unquestionable. However, its reach and sense is controversial for some specialists. Some believe that the mathematical themes employed in the dialogues are mathematical fantasies; on the other hand, others defend, based on the Aristotle's testimonies, that Plato would have substituted the intelligible forms by the ideal numbers in his hypothesis. Having not taken part in the quarrel, we propose an investigation on the nature of the numbers based exclusively in Plato's texts, particularly oriented by the a passage in book VII of Republic (525 b11 - c3), in which Socrates says: "Then it would be fitting, Glaucon, to set this study down in law and persuade those who are going to participate in the greatest things in the city to go to calculation and to take it up, not after the fashion of private men, but stay with it until they come to the contemplation of nature of numbers with intellection itself (...)". <![CDATA[<b>A natureza do filósofo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt É incontestável a presença das matemáticas nos diálogos de Platão, todavia o alcance e o sentido desta presença é matéria de controvérsia entre os especialistas. Alguns acreditam que os temas matemáticos empregados nos diálogos são fantasias matemáticas, outros defendem baseados, sobretudo no testemunho de Aristóteles, que Platão teria substituído na sua hipótese as formas inteligíveis pelos números ideais. Sem tomar partido de antemão nestas querelas, o que propomos aqui é uma investigação acerca da natureza dos números fundamentada exclusivamente nos textos de Platão, particularmente orientada por uma passagem do livro VII do diálogo República(525 b11- c3), em que Sócrates diz o seguinte: "Seria, portanto, conveniente colocar este estudo, ò Glaucon, dentro de uma legislação e persuadir aqueles que vão participar das grandes coisas na cidade a irem ao cálculo e a aplicarem-se a ele, não nos seus afazeres privados, mas até chegarem à contemplação da natureza dos números através da própria intelecção (...)".<hr/>The presence of the mathematics in Plato's dialogues is unquestionable. However, its reach and sense is controversial for some specialists. Some believe that the mathematical themes employed in the dialogues are mathematical fantasies; on the other hand, others defend, based on the Aristotle's testimonies, that Plato would have substituted the intelligible forms by the ideal numbers in his hypothesis. Having not taken part in the quarrel, we propose an investigation on the nature of the numbers based exclusively in Plato's texts, particularly oriented by the a passage in book VII of Republic (525 b11 - c3), in which Socrates says: "Then it would be fitting, Glaucon, to set this study down in law and persuade those who are going to participate in the greatest things in the city to go to calculation and to take it up, not after the fashion of private men, but stay with it until they come to the contemplation of nature of numbers with intellection itself (...)". <![CDATA[<b>Natura e generazione degli animali in aristotele</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt É incontestável a presença das matemáticas nos diálogos de Platão, todavia o alcance e o sentido desta presença é matéria de controvérsia entre os especialistas. Alguns acreditam que os temas matemáticos empregados nos diálogos são fantasias matemáticas, outros defendem baseados, sobretudo no testemunho de Aristóteles, que Platão teria substituído na sua hipótese as formas inteligíveis pelos números ideais. Sem tomar partido de antemão nestas querelas, o que propomos aqui é uma investigação acerca da natureza dos números fundamentada exclusivamente nos textos de Platão, particularmente orientada por uma passagem do livro VII do diálogo República(525 b11- c3), em que Sócrates diz o seguinte: "Seria, portanto, conveniente colocar este estudo, ò Glaucon, dentro de uma legislação e persuadir aqueles que vão participar das grandes coisas na cidade a irem ao cálculo e a aplicarem-se a ele, não nos seus afazeres privados, mas até chegarem à contemplação da natureza dos números através da própria intelecção (...)".<hr/>The presence of the mathematics in Plato's dialogues is unquestionable. However, its reach and sense is controversial for some specialists. Some believe that the mathematical themes employed in the dialogues are mathematical fantasies; on the other hand, others defend, based on the Aristotle's testimonies, that Plato would have substituted the intelligible forms by the ideal numbers in his hypothesis. Having not taken part in the quarrel, we propose an investigation on the nature of the numbers based exclusively in Plato's texts, particularly oriented by the a passage in book VII of Republic (525 b11 - c3), in which Socrates says: "Then it would be fitting, Glaucon, to set this study down in law and persuade those who are going to participate in the greatest things in the city to go to calculation and to take it up, not after the fashion of private men, but stay with it until they come to the contemplation of nature of numbers with intellection itself (...)". <![CDATA[<b>Por que o movimento é a essência da natureza?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O autor ressalta no presente texto a importância da noção de movimento (kinesis) para a determinação da natureza (physis) na Física de Aristóteles. Nessa perspectiva, ele discute o problema da definição de movimento apresentada pelo próprio Aristóteles nos três primeiros capítulos do livro III da Física.<hr/>In this article the author stresses the importance of the notion of movement (kinesis) in the determination of nature (physis) in Aristotle's Physics. In this perspective, he discusses the problem of the definition of movement given by Aristotle himself in the first three chapters of Book III. <![CDATA[<b>Sobre a definição de natureza</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pretendo neste artigo discutir a definição de natureza que Aristóteles oferece em Física 192b 20-23, tentando mostrar que tal definição deve ser entendida como uma conjunção de três (não apenas duas) condições: a primeira condição estabelece que a natureza é um tipo de causa; a segunda condição diz respeito à relação entre a natureza e a coisa natural que a tem como princípio e causa; a terceira condição diz respeito à relação entre a natureza e as propriedades que, enquanto causa, ela instila na coisa natural.<hr/>I discuss in this paper Aristotle's definition of nature in Physics 192b 20-23. I intend to prove that this definition has to taken as a set of three (not only two) conditions: the first condition just establishes that nature is a sort of cause; the second condition concerns the relationship between nature and the natural thing that has it as a cause; the third condition concerns the relationship between nature and the properties that natural things have from nature's causality. <![CDATA[<b><i>Hupokeimenê Phusis</i></b><b> nel libro I della <i>Fisica</i> di Aristotele</b>: <b>sulla natura del sostrato</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pretendo neste artigo discutir a definição de natureza que Aristóteles oferece em Física 192b 20-23, tentando mostrar que tal definição deve ser entendida como uma conjunção de três (não apenas duas) condições: a primeira condição estabelece que a natureza é um tipo de causa; a segunda condição diz respeito à relação entre a natureza e a coisa natural que a tem como princípio e causa; a terceira condição diz respeito à relação entre a natureza e as propriedades que, enquanto causa, ela instila na coisa natural.<hr/>I discuss in this paper Aristotle's definition of nature in Physics 192b 20-23. I intend to prove that this definition has to taken as a set of three (not only two) conditions: the first condition just establishes that nature is a sort of cause; the second condition concerns the relationship between nature and the natural thing that has it as a cause; the third condition concerns the relationship between nature and the properties that natural things have from nature's causality. <![CDATA[<b>Explicación causal y holismo de trasfondo en la filosofía natural de Aristóteles</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt El presente trabajo ofrece una reconstrucción del modo en el que Aristóteles concibe la explicación causal en su filosofía natural, tomando como punto de partida la conexión sistemática entre la teoría de la causalidad, por un lado, y la tesis de la composición hylemórfica y la teoría de los principos del cambio, por el otro. Sobre esta base, se ofrece una caracterización del modelo aristotélico de causalidad, con arreglo a algunas de sus principales marcas distintivas. Por último, se considera diversos aspectos y problemas que plantea dicho modelo, en conexión con la teoría aristotélica de la continuidad. En especial, se atiende a los problemas vinculados con la peculiar función causal que desempeña el entorno en el marco de la concepción aristotélica, la cual puede ser caracterizada, desde este particular punto de vista, como una forma determinada de holismo de trasfondo.<hr/>O presente trabalho oferece uma reconstrução do modo pelo qual Aristóteles concebe a explicação causal em sua filosofia natural tomando como ponto de partida a conexão sistemática entre a teoria da causalidade, por um lado, e a tese da composição hilemórfica e a teoria dos princípios da mudança, por outro. Sobre essa base, apresenta-se uma caracterização do modelo aristotélico de causalidade, atentando para algumas de suas principais marcas distintivas. Por último, considera-se diversos aspectos e problemas que tal modelo coloca em conexão com a teoria aristotélica da continuidade. Concentra-se, especialmente, nos problemas vinculados à função causal peculiar que o entorno desempenha no marco da concepção aristotélica, a qual pode ser caracterizada, desde este particular ponto de vista, como uma forma determinada de holismo de base. <![CDATA[<b>A interação naturante entre o demiurgo e o mundo, a questão dos "dois tipos de matéria" e a natureza da "implantação" da alma no corpo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Em seu Comentário ao Timeu, Proclo diz que em algumas ocasiões Platão fala de um modelo (a partir do qual o mundo é criado) que é idêntico ao Demiurgo, enquanto noutras ocasiões sugere que o modelo é distinto do Demiurgo. Aqui, identidade e diferença remetem à semelhança ou dessemelhança com o inteligível, identificado com a eternidade (estabilidade; fixidez). Ora, Platão também fala no Timeu que o Cosmos é bonito e seu Construtor (o Demiurgo) é bom porquanto fixou a vista no modelo eterno. Se perguntarmos o que é engendrado quando o Demiurgo fixa a vista num modelo que não lhe é idêntico, encontramos a resposta no Timeu: inveja, defeitos, desordem, limitação quanto à inteligência e à alma, incompletude, feiúra e imperfeição. Plotino, por sua vez, menciona (Enéadas, II.4), a existência de dois tipos de matéria, inteligível e sensível. A matéria inteligível ou divina equivale à "Díade indefinida", identificada com a processão do Noûs. Para Plotino, apesar de a matéria inteligível ser eterna e imutável sua archê é constituída por diferença e movimento - condições que preparam a naturação da matéria sensível. Para Proclo, a Alma, desdobramento do Noûs, faz a mediação entre o Intelecto, a matéria inteligível e a matéria sensível. Diversos intérpretes parecem ter entendido a matéria inteligível como matéria da Alma, e para explicar a interação entre o inteligível e o sensível muitas teorias surgiram a respeito da constituição da matéria inteligível e sobre a natureza do "veículo" ou "veículos" que estariam associados à "descida" e encarnação da Alma.<hr/>In his Commentary on the Timaeus Proclus says that in some occasions Plato speaks of a model (from which the world is created) that is identical to the Demiurge while in other occasions he suggests that the model is distinct from the Demiurge. Here, identity and difference refer to the similarity with or dissimilarity from the intelligible One, identified with eternity (stability; fixedness). However, Plato also speaks in the Timaeus that the Cosmos is pretty and its Constructor (the Demiurge) is good inasmuch as He fixed his sight in the perpetual model. If we ask what is produced when the Demiurge fixed his sight in a model that it is not identical to Himself, we find the reply in the Timaeus: envy, defects, disorder, limitation regarding intelligence and the soul, incompleteness, ugliness, and imperfection. Plotinus, on his turn, mentions (Enneads, II.4) the existence of two types of matter, intelligible and sensible. The intelligible or divine matter is equivalent to the "indefinite Dyad", identified with the procession of the Noûs. For Plotinus, though the intelligible matter is eternal and invariant, its archê is constituted by difference and movement - conditions that prepare the naturation of sensible matter. For Proclus, the Soul, an unfolding of the Noûs, mediates between the Intellect, intelligible matter and sensible matter. Many interpreters seem to have understood inteligible matter as the matter of the Soul, and to explain the interaction between the intelligible and the sensible many theories have appeared regarding the constitution of intelligible matter and about the nature of the "vehicle" or "vehicles" that would be associated with the Soul's "descent" and incarnation. <![CDATA[<b><i>Platão</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2010000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Em seu Comentário ao Timeu, Proclo diz que em algumas ocasiões Platão fala de um modelo (a partir do qual o mundo é criado) que é idêntico ao Demiurgo, enquanto noutras ocasiões sugere que o modelo é distinto do Demiurgo. Aqui, identidade e diferença remetem à semelhança ou dessemelhança com o inteligível, identificado com a eternidade (estabilidade; fixidez). Ora, Platão também fala no Timeu que o Cosmos é bonito e seu Construtor (o Demiurgo) é bom porquanto fixou a vista no modelo eterno. Se perguntarmos o que é engendrado quando o Demiurgo fixa a vista num modelo que não lhe é idêntico, encontramos a resposta no Timeu: inveja, defeitos, desordem, limitação quanto à inteligência e à alma, incompletude, feiúra e imperfeição. Plotino, por sua vez, menciona (Enéadas, II.4), a existência de dois tipos de matéria, inteligível e sensível. A matéria inteligível ou divina equivale à "Díade indefinida", identificada com a processão do Noûs. Para Plotino, apesar de a matéria inteligível ser eterna e imutável sua archê é constituída por diferença e movimento - condições que preparam a naturação da matéria sensível. Para Proclo, a Alma, desdobramento do Noûs, faz a mediação entre o Intelecto, a matéria inteligível e a matéria sensível. Diversos intérpretes parecem ter entendido a matéria inteligível como matéria da Alma, e para explicar a interação entre o inteligível e o sensível muitas teorias surgiram a respeito da constituição da matéria inteligível e sobre a natureza do "veículo" ou "veículos" que estariam associados à "descida" e encarnação da Alma.<hr/>In his Commentary on the Timaeus Proclus says that in some occasions Plato speaks of a model (from which the world is created) that is identical to the Demiurge while in other occasions he suggests that the model is distinct from the Demiurge. Here, identity and difference refer to the similarity with or dissimilarity from the intelligible One, identified with eternity (stability; fixedness). However, Plato also speaks in the Timaeus that the Cosmos is pretty and its Constructor (the Demiurge) is good inasmuch as He fixed his sight in the perpetual model. If we ask what is produced when the Demiurge fixed his sight in a model that it is not identical to Himself, we find the reply in the Timaeus: envy, defects, disorder, limitation regarding intelligence and the soul, incompleteness, ugliness, and imperfection. Plotinus, on his turn, mentions (Enneads, II.4) the existence of two types of matter, intelligible and sensible. The intelligible or divine matter is equivalent to the "indefinite Dyad", identified with the procession of the Noûs. For Plotinus, though the intelligible matter is eternal and invariant, its archê is constituted by difference and movement - conditions that prepare the naturation of sensible matter. For Proclus, the Soul, an unfolding of the Noûs, mediates between the Intellect, intelligible matter and sensible matter. Many interpreters seem to have understood inteligible matter as the matter of the Soul, and to explain the interaction between the intelligible and the sensible many theories have appeared regarding the constitution of intelligible matter and about the nature of the "vehicle" or "vehicles" that would be associated with the Soul's "descent" and incarnation.