Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20110001&lang=pt vol. 52 num. 123 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Alguns momentos do debate sobre as teorias do 'não-si' e das 'duas verdades' na história da filosofia buddhista</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo reconstrói alguns momentos salientes do desenvolvimento das doutrinas do 'não-si' e das 'duas verdades' na história da filosofia buddhista, desde as formulações originárias do buddhismo de base, às conclusões alcançadas por Nāgārjuna, o fundador da escola mahāyāna do Madhyamaka. Ao longo dessa sintética reconstrução, algumas passagens das Mūlamadhyamikakārikās de Nāgārjuna, cruciais para entender a sua (controversa) concepção epistemológica, mostrar-se-ão semelhantes, no tocante à estruturação e ao desenvolvimento do discurso, à primeira parte das Milinda Pañha, um diálogo para-canônico que escolhe uma abordagem apofática para tratar o tema da 'verdade última'. Tal paralelismo formal entre as passagens dos dois textos sugere a possibilidade de uma correspondência 'substancial' entre a concepção nagarjuniana e aquela das Milinda Pañha no que se refere ao 'ultimamente verdadeiro'.<hr/>The paper reconstructs some prominent stages of the development of the "non-self" and the "two truths" doctrines in Buddhist philosophy, from original formulations of mainstream buddhism, to the conclusions reached by Nāgārjuna, the founder of mahāyāna school of Madhyamaka. During this concise reconstructions, some passages of Nāgārjuna's Mūlamadhyamikakārikās, which are crucial to clarify his (controversial) epistemological conception, will prove themselves similar, regarding the structuring and the development of the discourse, to the first part of Milinda Pañha, a para-canonical dialogue which takes an apofatic approach to deal with the topic of the 'ultimate truth'. This formal parallelism between the passages of the two texts suggests the possibility of a 'substantial' correspondence between the nagarjunian conception and that of Milinda Pañha with regard to the 'ultimately true'. <![CDATA[<b>A santidade do contrato e das leis</b>: <b>considerações sobre a religião civil de Rousseau</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt No capítulo sobre a religião civil no Contrato social, Rousseau utiliza expressões como "santidade do contrato social e das leis", "profissão de fé puramente civil", e mesmo "religião civil" para fazer alusão à relação necessária, porém conflituosa, entre religião e política. Neste artigo, trata-se de discutir esse expediente retórico (que é similar à figura de linguagem denominada oxímoro) de um ponto de vista mais geral, com base na exposição do procedimento discursivo do legislador do Contrato e de suas semelhanças com o procedimento discursivo do próprio Rousseau para conciliar exigências contraditórias da religião e da política no problema da instituição das leis no Estado.<hr/>In the chapter about civil religion in the Social Contract, Rousseau uses expressions such as "sanctity of social contract and laws", "purely civil profession of faith", and even "civil religion" for alluding to the necessary, although conflicting, relation between Religion and Politics. This article aims at discussing this rhetoric device (that is similar to the figure of speech named oxymoron) from a more general point of view, based on the exposition of Contract's legislator speech procedure and of the similarities with Rousseau's speech procedure to conciliate the contradictory exigencies of Religion and Politics in the problem of laws' institution in State. <![CDATA[<b>Política e linguagem em Rousseau e Condillac</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Nosso objetivo no presente artigo é apresentar alguns elementos referentes ao debate acerca da origem e função da linguagem, ocorrido, principalmente, a partir do 4º e 5º decênios do século XVIII, entre Rousseau e Condillac. Pretendemos expor as principais similitudes e divergências que podem ser verificadas entres os escritos dos dois autores, prioritariamente no que concerne às relações estabelecidas por estes entre a linguagem e a política. Ressaltamos que o principal texto de Condillac a ser analisado é o Essai sur l'origines des connaissances humaines, obra publicada em 1746, e que Rousseau, na primeira parte do Discurs sur l'origine et les fondemens de l'inégalité parmi les hommes, admite ter sido a fonte de suas primeiras ideias acerca da questão da origem das línguas. Quanto aos escritos de Rousseau, ressaltamos que nossa análise centrar-se-à, sobretudo, no Discours sur l'inégalité e no Essai sur l'origine des langues.<hr/>My aim in this paper is to present some aspects of the debate which Rousseau and Condillac had concerning the origins and functions of language -a debate originating for the most part in the 4th and 5th decades of the eighteenth century. I intend to single out the main similarities and divergencies seen in the writings of those two authors, with especial regard to the relations established by them between language and politics. It should be noted that the main text by Condillac under analysis here is the Essai sur l'origines connaissances humaines, published in 1746, which Rousseau, writing in the Discurs sur l'origine et le fondement des inegalités parmi les hommes, acknowledges as the source of his first thoughts on the question of the origin of languages. As for Rousseau's writings, it should be stressed that my analysis focuses, above all, on the Discurs sur l'inegalité and the Essai sur l'origine des langues. <![CDATA[<b>The Hegel's <i>Vorlesungen über die Philosophie der Religion</i> (1821-1831) sources and critical editions from Marheineke to Jaeschke</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt In this paper I provide a concise plan about Hegel's Lectures on the Philosophy of Religion critical editions, laying stress on the method followed by editors in order to build a coherent text with the sources at their disposal. The Marheineke's edition (1832) is analysed with special attention since it was the edition that caused the division between a Right and a Left, opening the discussion on speculative theism as a consequence of the difficulty to distinguish the systematic part from the historical one in the reasoning carried out by Hegel.<hr/>Neste artigo eu ofereço um plano conciso acerca das edições críticas das Preleções sobre a Filosofia da Religião de Hegel enfatizando o método seguido pelos editores com o intuito de construir um texto coerente com as fontes disponíveis para eles. A edição de Marheineke (1832) é analisada com especial atenção dado que ela foi a edição que produziu a divisão entre uma Direita e uma Esquerda, bem como inaugurou a discussão sobre o teísmo especulativo como consequência da dificuldade de se distinguir a parte sistemática da histórica na argumentação desenvolvida por Hegel. <![CDATA[<b>Hegel e a crítica ao estado de natureza do Jusnaturalismo moderno</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este trabalho pretende desenvolver as seguintes proposições: 1) Nos escritos juvenis, a questão da exterioridade da natureza foi já pensada, por Hegel, como um atributo daquilo que é natural, e que será desenvolvido de forma mais consistente nas obras posteriores, sobretudo, na Enciclopédia com a formulação do conceito de natureza como a "ideia na forma do seroutro (Andersseins)". 2) Este modo de entender a natureza - segundo o ponto de vista de uma "outridade" - servirá de referência às relações de dominação no campo político, nas quais os traços de naturalidade permanecem segundo o paradigma da dialética do senhor e do escravo, e que caracteriza as concepções de estado de natureza da doutrina do Direito Natural - como a de Hobbes. 3) A coação como violência ou subjugação legítima praticada contra aquilo que contém o elemento da exterioridade da natureza é compatível com a determinação essencial da natureza, e designa a condição inicial do homem como ser natural (Naturwesen), o qual pode ser coagido.<hr/>This paper aims to develop the following propositions: 1) In the youthful writings, the issue of exteriority of nature has been already thought by Hegel as an attribute of what is natural, and will be developed more consistently in the later works, especially in the Encyclopedia with the formulation of the concept of nature as the "idea in the form of otherness (Andersseins). 2) This way of understanding nature - according to the point of view of "otherness" -will serve as a reference to the relations of domination in the political field, in which traces of naturalness remain under the paradigm of the dialectic of master and slave of nature, typical trait of Natural Law doctrine - like that of Hobbes. 3) The coercion as violence or the legitimate subjugation put into practice against what contains the element of externality of nature is compatible with the essential determination of the nature, and indicates the initial condition of the men as natural being (Naturwesen), which can be coerced. <![CDATA[<b>Nietzsce e a <i>idiotia</i> divina de Jesus</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo versa sobre a distinção axiológica estabelecida por Nietzsche entre a prática evangélica de Jesus e a distorção da mesma pela institucionalização da moralidade cristã. Através das indicações de Nietzsche, realiza-se uma interpretação imanente da mensagem religiosa de Jesus, que fez de sua doutrina uma possibilidade de se alcançar a beatitude no âmbito da própria vida, e não uma promessa para além do mundo; mais ainda, a comprovação de que a genuína prática cristã se fundamentava numa valoração amoral, destituída de qualquer qualidade normativa.<hr/>The article turns on the axiologic distinction established by Nietzsche enters the gospelical practical of Jesus and the distortion of the same one for the institutionalization of the Christian morality. Through the indications of Nietzsche, one becomes fulfilled an interpretation immanent of the religious message of Jesus, who made of its doctrine a possibility of if reaching the beatitude in the scope of the proper life, and a promise does not stop beyond the world; more still, the evidence of that genuine practical Christian if based on an amoral valuation, destitute of any normative quality. <![CDATA[<b>The destinal question of language</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt How can we think the destinal place of language in the essentially historical condition of our existence if such historicity cannot be understood on the basis of the labor of negativity alone? The attempt is made here to think language in a more originary manner, as non-negative finitude, that affirms what is outside dialectical-speculative closure, what is to come. The notion of 'destinal' itself is thus transformed. No longer being merely a categorical grasp of "entities presently given", language is an originary exposure to the event of arrival in its lightning flash. Destiny appears as that of the messianic arrival of the 'not yet' which is not a telos that the immanent movement of historical reason reaches by an irresistible force of the negative. This essay reads Schelling, Heidegger and Kierkegaard to think language as a "place" of exposure to the non-teleological destiny that may erupt even today, here and now, without any given conditionality.<hr/>Como nós podemos pensar o lugar destinal da linguagem na condição essencialmente histórica de nossa existência se tal historicidade não pode ser entendida com base apenas no trabalho da negatividade? Faz-se aqui a tentativa de pensar a linguagem de um modo mais originário, como finitude não negativa, que afirma o que se encontra fora do fechamento dialético-especulativo, o que está por vir. A própria noção de 'destinal' é então transformada. Não sendo mais apenas uma apreensão categorial de "entidades presentemente dadas", a linguagem é uma exposição originária ao evento da chegada em seu instante iluminador. O destino aparece como o da chegada messiânica do 'ainda não' que não é um telos que o movimento imanente da razão histórica atinge por meio de uma irresistível força do negativo. Este ensaio lê Schelling, Heidegger e Kierkegaard para pensar a linguagem como um "lugar" de exposição ao destino não teológico que pode irromper mesmo hoje, aqui e agora, sem nenhuma condicionalidade dada. <![CDATA[<b>Amor e liberdade em Heidegger</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Nosso objetivo é mostrar, a partir das obras Ser e Tempo e Seminários de Zollikon, a constituição ontológica do amor como a afinação (Stimmung) fundamental para a convivência da presença (Dasein). Nossa hipótese sustenta-se no pressuposto que a copertença do amor (abertura fundamental para o outro) e da liberdade (deixar-ser o outro) consiste em uma modificação do existencial da disposição e expressa a unidade e a circularidade ontológica do ser-no-mundo. Pretendemos mostrar ainda que a solicitude (a abertura do ser-com) é a condição de possibilidade para a constituição ontológico-existencial da afinação do amor. Centrados no texto Sobre a essência da verdade, nosso intuito é sublinhar que a liberdade é também uma modificação do existencial da disposição, ou seja, uma afinação, e enquanto tal é o fundamento ontológico para o desvelamento do modo próprio (eigentliche) de ser da presença. Nesta perspectiva, podemos afirmar que a afinação da liberdade precede e penetra a afinação do amor. Isto significa que a afinação do amor se funda na afinação da liberdade e que esta ressoa naquela, o que nos permite dizer que elas são co-originárias.<hr/>The objective of the present paper is to show, using Being and time and Zollikon Seminars, the existential-ontological constitution of love as a mood (Stimmung) fundamental to the coexistence of Dasein. The hypothesis advanced here is that the co-pertinence of love (the fundamental disclosedness to the other) and of freedom (the letting-be of the other) consists in a modification of the existential of state-of-mind and expresses the unity and ontological circularity of Being-in-the-world. We intend also to show that solicitude (the disclosedness towards Being-with) is the condition of possibility for the existential-ontological constitution of the mood of love. Centered on the text On the Essence of Truth, our purpose is to emphasize that freedom is also a modification of the existential of state-of-mind or, one might say, mood, and as such it is the ontological ground for uncovering a proper (eigentliche) way of Being. In this way, we are able to affirm that the mood of freedom precedes and penetrates the mood of love. This means that the mood of love is founded in the mood of freedom and that it resonates in that mood, which permits us to say that they are co-originating. <![CDATA[<b>O transcendental encarnado</b>: <b>Merleau-Ponty e a<i> Nouvelle Ontologie</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O fio condutor que perpassa o presente ensaio alinha o peculiar estatuto da problemática transcendental no horizonte aberto pela obra de Merleau-Ponty. Nessa direção, demarcaremos as linhas mestras desse novo discurso transcendental, isto é, sua inflexão ontologicamente decisiva enquanto crítica revisional das condições de todo conhecimento agenciada sob o enigma de nossa conaturalidade carnal e, portanto, corporal com o mundo e com o outro.<hr/>The common thread running through this essay aligns the peculiar status of the transcendental problem on the horizon opened by the work of Merleau-Ponty. Along these lines, demarcating the guidelines of this new discourse transcendental, ie, its inflection ontologically decisive as revisional critical conditions of all knowledge brokered under the puzzle of our connaturality carnal, and therefore body with the world and each other. <![CDATA[<b>Aspectos teóricos do pensamento histórico de Quentin Skinner</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Após retratar o surgimento da Escola histórica do pensamento político de Cambridge, o foco da análise é centrado no desenvolvimento de alguns dos pressupostos teóricos elaborados por um de seus mais expressivos cultores: Quentin Skinner. Sem me ocupar com a exposição de "modelos alternativos" de interpretação de textos ou com a análise das críticas dirigidas ao contextualismo linguístico, passo em revista apenas os elementos que compõem o cerne da teoria interpretativa de textos políticos, conforme formulada pelo historiador inglês. Nesse sentido, discuto os pressupostos que o autor, ainda hoje, parece julgar úteis àqueles que se ocupam em perceber, nos clássicos da política, as diferenças e as singularidades que apartam de nós sistemas de crenças e vocabulários normativos de sociedades políticas perdidas em tempos remotos.<hr/>After depicting the birth of the Cambridge historical school of political thought, the focus of the analysis is placed on the development of some theoretical assumptions created by one of its most representative followers: Quentin Skinner. Unconcerned with the exposition of "alternative models" for text interpretations or with the analysis of the criticism directed to linguistic contextualism, this study revises the key elements of the interpretative theory of political texts, according to the English historian. In this sense, we discuss the assumptions that the author, even today, seems to deem useful to those who are interested in noticing in classic Politics the uniqueness which set us apart from the system of beliefs and normative vocabulary of the political societies lost in remote times. <![CDATA[<b>Justificação pública</b>: <b>a função da ideia de estrutura básica da sociedade em Rawls</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo principal deste artigo é estabelecer uma reflexão sobre a função da ideia da estrutura básica da sociedade (basic structure of society) para a justificação pública (public justification) dos princípios morais na teoria da justiça como equidade de John Rawls, principalmente nas obras Political Liberalism (PL, Lecture VII) e Justice as Fairness: A Restatement (JF, I, § 4, 9; II, § 15, 16), com a intenção de identificar um modelo ético coerentista e pragmatista de justificação, analisando o papel da categoria de justiça de fundo (background justice) neste contexto justificacional.<hr/>The main aim of this paper is to provide a reflection about the function of the idea of the basic structure of society for a public justification of the moral principles in the John Rawls's theory of justice as fairness, especially in works such as Political Liberalism (Lecture VII) and Justice as Fairness: A restatement (I, § 4, 9; II, § 15, 16), with a view to identifying a coherentist and pragmatical justification model, analyzing the role of the background justice category in this justificational context. <![CDATA[<b>Transparência, reflexão e vicissitude</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality. <![CDATA[<b>Memória do Departamento de Filosofia da UFMG</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality. <![CDATA[<b>Léa Ferreira Laterza, 1930-2001</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality. <![CDATA[<b>O conceito de pessoa</b>: <b>o estado da questão entre os gregos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality. <![CDATA[<b><i>Deleuze</i></b>: <b><i>a Arte e a Filosofia</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality. <![CDATA[<b><i>La Moral Metafísica</i></b>: <b><i>pasión y virtud en Descartes</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality. <![CDATA[<b><i>Hermenêutica da Obra de Arte</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000100018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a noção de condição de transparência proposta por Richard Moran em Authority and Estrangement (2001) segundoo qual a pergunta de primeira pessoa no tempo presente acerca da própria crença ("Eu acredito que p?") é respondida em referência às mesmas razões que justificam uma resposta para a pergunta correspondente acerca do mundo (acerca de verdade de p). A transparência, neste sentido, é uma característica fundamental do autoconhecimento no contexto da experiência comum e entender essa ideia nos ajuda a compreender as noções que estão normalmente associadas ao autoconhecimento, como imediatidade (não precisamos recorrer à observação ou inferência), autoridade de primeira pessoa (tenho acesso às minhas atitudes de um modo diferente das outras pessoas) e a relação entre o autoconhecimento, a racionalidade e a saúde psicológica da pessoa. Meu objetivo é, partindo de uma apresentação da condição de transparência e de algumas objeções a essa noção, oferecer uma interpretação da noção de transparência que favoreça uma concepção modesta de autoconhecimento e racionalidade que integra reflexão e vicissitude.<hr/>This article discusses the notion of transparency condition proposed by Richard Moran in Authority and Estrangement (2001). According to this notion the question in the first-person present tense about our own belief ("Do I believe in p?") is answered in reference with the same reasons that justify the answer to a corresponding question about the world (about the truth of p). Transparency, in this sense, is the fundamental characteristic of self-knowledge in the context of common experience. Understanding this idea helps us to understand the notions which are normally associated to self-knowledge, such as immediacy (we do not need to turn to observation or inference) first-person authority (I have different access to my attitudes than other people do) and the relationship between self-knowledge, rationality and psychic health of a person. Through the presentation of the transparency condition and some objections to this notion, I aim to offer an interpretation of the notion of transparency which favors a modest conception of self-knowledge and rationality.