Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20110002&lang=en vol. 52 num. 124 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en</link> <description/> </item> <item> <title><![CDATA[<b>Sobre a interpretação da epistemologia de Hume</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Na filosofia de Hume há uma nítida distinção entre a obra da juventude e a obra da maturidade. Mas seu Tratado da Natureza Humana não está no mesmo caso que essas outras obras de juventude que justificam falar de um jovem Hegel ou de um jovem Marx, ou de um Kant pré-crítico em contraste com o Kant da filosofia transcendental. Trata-se de um caso intermédio: a filosofia do autor é sempre a mesma, mas o Tratado apresentava, segundo o próprio autor, tais imprecisões e negligências que o levaram, na década seguinte, a publicar novas versões de suas principais teorias (do entendimento, das paixões, da moral) onde a filosofia, repito, ainda era a mesma, mas com vastas correções, notadamente na teoria do entendimento, sua epistemologia, que é o objeto do presente estudo. É preciso examinar cuidadosamente cada texto, sem pretender que haja um modelo único de leitura, de modo a fazer justiça tanto às geniais imperfeições do Tratado quando à argumentação mais sólida da Investigação sobre o Entendimento Humano. O resultado de tais leituras poderá indicar, por exemplo, não haver na primeira Investigação qualquer argumentação em favor de alguma forma de associacionismo a respeito da causação. Também não aparece ali compatibilidade da epistemologia de Hume com o empirismo comum, ou mesmo com qualquer espécie de pirronismo. Tais conclusões apóiam a interpretação de que Hume, em sua obra de maturidade, operou modificações relevantes de conteúdo, que deveriam ser reconhecidas como revisões definitivas das posições do autor.<hr/>Hume's philosophy present relevant differences between the work of his young years and the one produced in his maturity. However, the Treatise of Human Nature does not justify referring to a young Hume the same way Hegel, Marx or Kant have sometimes been considered. Hume's work is rather an intermediate case. The author allegedly develops his philosophical thought publishing new versions of its mains subjects, while criticizing the Treatise for its negligence and imprecision. The changes require an attentive examination of each text essaying different reading procedures in order to do justice to the genial imperfections of the Treatise as well as to the more consistent arguments presented in the Enquiry concerning Human Understanding. The result of a careful reading of the first Enquiry may shed light upon the absence of any involvement of association of ideas in causal reasoning. One can also find no compatibility of Hume's epistemology either with common empiricism or any kind of pyrrhonism. Such findings may offer strong support to the conclusion that Hume's mature epistemology operated relevant changes not only in the manner but also in the matter of his earlier work that should be acknowledged as final versions of the author's theoretical positions. <![CDATA[<b>David Hume, o começo e o fim</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo analisa o uso abundante por Hume de ficções que relatam o que significaria para nós a ausência de experiência - ou porque esta ainda não existiria, ou porque, por algum motivo, ela não existira mais. Sugerimos que essas ficções, além de seu objetivo mais imediato de prestar o devido reconhecimento à experiência e ao hábito como únicos fundamentos possíveis de nossas inferências de causa e efeito, revelam a tensão permanente de nossa existência entre duas forças de atração: uma força que nos puxa em direção à regularidade e uniformidade das leis da natureza e da natureza humana, afastando-nos da singularidade, da pura diferença entre percepções atômicas e da indiferença original da imaginação; e uma outra, que apenas entrevemos, mas que se mantém como uma ameaça constante por trás de todas as associações, inferências, crenças e mecanismos de paixões: o reino da pura singularidade, a recaída na indiferença, a ruína da natureza humana.<hr/>This paper analises some of the abundant ficticious situations conceived by Hume throughout his works to represent the absence of experience characterizing either an initial state, where experience doesn't exist yet, or a state where it doesn't exist anymore. We suggest that these fictitious situations, besides their more immediate goal of calling our attention to the fact that experience and habit are the only possible grounds for our causal inferences, also reveal the permanent tension between two opposite forces of attraction, to which our existences are subject according to Hume: one main force, that pulls us in the direction of the regularity and uniformity of natural laws and human nature, leading us away from the singularity, the pure difference among atomic perceptions, and the original indifference of imagination; and another force, which we perceive only in a shadowy way, but which nevertheless is present to us as a constant threat underneath all our associations, inferences, beliefs, and passions: the reign of pure singularity, the descent back into indifference, the ruin of human nature. <![CDATA[<b>A aposta na filosofia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Para Hume, filosofar é uma atividade semelhante às demais ocupações humanas. A decisão que leva à atividade filosófica é menos resultado de uma argumentação teórica do que fruto de um cálculo prático, que é entendido como uma caça ou um jogo. O objetivo deste trabalho será o de mostrar que no jogo filosófico perde quem joga sério demais. A aposta na filosofia tem que passar pelo bom humor e pela diversão: uma resposta a Pascal?<hr/>For Hume, philosophy is in itself neither more nor less important than other human activities. On the contrary, it can be explained from its resemblance with game and hunting. If one chooses to dedicate himself to philosophy, his decision is not the consequence of logical reasoning, but depends on practical evaluation, which has something to do with gambling. The following text tries to show that in philosophy, like in other games, the loser will be the one who plays too earnestly. The philosophical game requires good humour and some relaxation: Is this a good answer to Pascal's pari? <![CDATA[<b>Causas e leis nas ciências do homem</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en A proposta humeana acerca do método e da investigação na ciência do homem tornou-o um precursor do conhecido modelo covering-law de explicação científica, tal como defendido por Hempel, Nagel e outros filósofos contemporâneos da ciência. A interpretação da teoria da ciência de Hume como precursora desse modelo costuma ser majoritária entre os comentadores de sua filosofia. Apenas Donald Livingston travou uma discussão singular contra essa quase unanimidade, propondo-se a defender a existência de dois modelos de explicação na epistemologia de Hume, um adequado às ciências naturais, outro às morais. O autor apóia-se em certas passagens em que Hume parece reconhecer que, em ciências morais, predominariam as explicações recorrendo a causas morais, as quais consistiriam nas razões do agente ou conjunto de agentes envolvidos no evento a ser explicado. Defendemos que a diversidade das explicações causais naturais e morais em Hume pode ser discutida, não a partir de uma distinção radical de natureza, como aquela que Livingston quer estabelecer, mas a partir de uma distinção de grau: os graus de certeza que distinguem entre provas e probabilidades, entre explicações pela via dedutiva a partir de leis ou por generalizações estatísticas. Isto é, mais de acordo com a assimetria que Nagel reconhece entre ciências do particular e generalizadoras, quanto ao objetivo de estabelecer leis, no segundo caso, ou de apenas aplicá-las, no primeiro. Uma distinção compatível com aquela que Hume já adotara, atribuindo graus diferentes de generalidade de modo análogo a ciências naturais ou morais.<hr/>Hume's proposal of a science of man is often taken as a precursor of the now well-known covering-law model of scientific explanation, sustained by Hempel, Nagel and other contemporary philosophers of science. Among Hume's commentators D. Livingston is an exception, defending the existence of two models of explanation in Hume's epistemology, one suited to the natural sciences and another to the moral ones. Livingston supports his claims in certain passages where Hume allegedly refers to moral causes to explain the motives and reasons of agents involved in phenomena to be explained. Against such interpretation, we here defend that the humean distinction between natural and moral causes is rather of degree than of nature, similar to the one he establishes between proofs and probabilities. Such reading brings Hume's position closer to Nagel's as to classifying sciences according to their different degrees of generality. <![CDATA[<b>Hume e o "dogma do reducionismo"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste trabalho examina-se uma das principais acusações que Quine faz a Hume, quanto às características de seu empirismo: a de que Hume teria adotado o dogma do "reducionismo radical" e, ainda mais, em uma versão "naïve" e "intoleravelmente restritiva", na qual ele assume a forma de um "impossível empirismo termo-a-termo". Argumenta-se que a teoria humeana do conhecimento não parece justificar tal imputação. Indica-se também que não apenas Hume não adotou as teses empiristas problemáticas que Quine aponta, mas, ao contrário, parece mesmo ter antecipado algumas das posições hoje atribuídas a Quine, entre as quais o holismo e o naturalismo epistemológicos, em versões apropriadas ao contexto de sua filosofia.<hr/>This work examines the charge made by Quine on Hume, that he adopted the "dogma" of "radical reductionism", in its "naïve" and "intolerably restrictive version", involving "an impossible term-by-term empiricism". It is argued that Hume's theory of knowledge does not seem to justify this serious imputation. Furthermore, it is indicated that Hume not only did not adopt these problematic epistemological theses, but also, on the contrary, effectively anticipated some of the philosophical positions usually attributed to Quine, such as epistemological holism and naturalism. <![CDATA[<b>Regularity and counterfactuality in Hume's treatment of causation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Of the several theories of causation current in our days, Hume is said to be the inspiration of two of the most influential and accepted: the regularity theory, first clearly formulated by Thomas Brown in 1822, and the counterfactual theory, proposed by David Lewis in 1973. After a brief outline of the comparative merits and difficulties of these two views, I proceed to examine whether Hume's own treatment of causation actually corresponds to any of them. I will show that his first definition of cause, coupled with his rules by which to judge about causes and effects, contains elements that, properly developed, allow us to address successfully some traditional difficulties of the regularity view of causation, without resorting to the conceptual resources employed in the counterfactual approach. Therefore, we can properly classify Hume as an advocate of the conception of causation as regularity, noting however that his primary goal in his research and definitions of the concept was to provide not so much an analysis of causation as such, but of causation as we apprehend it, in the form of our ability to make causal inferences and refine them to reach the more sophisticated causal reasonings that are required in the theoretical and practical issues of life.<hr/>Das diversas teorias da causação existentes em nossos dias, Hume pode ser considerado o precursor de duas das mais influentes e aceitas: a teoria regularista, formulada claramente pela primeira vez por Thomas Brown, em 1822, e a teoria contrafatualista, proposta por David Lewis em 1973. Depois de um breve resumo dos méritos e dificuldades comparativos dessas duas perspectivas, passo a examinar se o tratamento de Hume da causação corresponde, na verdade a algum deles. Mostro que a sua primeira definição de causa, juntamente com suas regras para julgar sobre as causas e efeitos, contém elementos que, devidamente desenvolvidos, permitem-nos abordar com sucesso algumas dificuldades tradicionais da visão de regularista da causação sem recorrer aos recursos conceituais empregados na abordagem contrafatualista. Podemos, portanto, classificar corretamente Hume como um defensor da maneira de conceber a causação como regularidade, observando, porém, que o principal objetivo de sua pesquisa e definições do conceito foi o de fornecer, não tanto uma análise de causação, como tal, mas da causação tal como nós a apreendemos, como nossa capacidade de fazer inferências causais e refiná-las para alcançar os raciocínios causais mais sofisticados que são necessárias nas questões teóricas e práticas da vida. <![CDATA[<b>A dívida de Hume com Pascal</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Embora a bibliografia secundária tenha negligenciado a importância de Pascal para Hume, argumenta-se que, em muitos assuntos e ao longo de toda a vida, Hume beneficiou-se da leitura de Pascal. O artigo se concentra mais nas questões epistemológicas e metafísicas, fazendo somente breves alusões à moral e religião. Dois são os eixos principais da apropriação humeana do pensamento de Pascal: suas reflexões sobre o ceticismo e seu anti-cartesianismo, em particular sua crítica ao cogito e à concepção cartesiana de ciência.<hr/>Though neglected by Humean scholars, Pascal's thoughts seem to be very important to Hume in many ways and along all his life. This paper focus more on epistemological and matephysical matters, than on morals or religion. Hume uses some of Pascal's ideas concerning scepticism and arguments concerning the cogito and the Cartesian view of science. <![CDATA[<b>Hume e os propósitos da filosofia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hume é geralmente visto como um filósofo que, além de defender princípios céticos, pretendeu oferecer uma nova fundação para as ciências, baseada no estudo minucioso da natureza humana. De fato, não há dúvidas de que esse seria, para ele, um dos principais propósitos a que sua filosofia precisava servir. Procuraremos mostrar, no presente trabalho, que essa visão da filosofia humiana é, no fim das contas, limitada, já que perde de vista o fato de que, em textos posteriores, o filósofo escocês tentou estabelecer que a atividade filosófica deveria ser construída de modo a colaborar para a formação moral de seu público.<hr/>Hume is generally seen as a philosopher which, besides defending skeptical principles, intented to offer a new foundation for science, based on the accurate study of human nature. In fact, there is no doubt that he considers this to be one of the main purposes his philosophy should serve. In this work, we shall attempt to show that this is a limited view of Hume's thought, as it loses sight of the fact that, in posterior texts, he intended to establish the philosophical activity as something that should be developed in order to somehow form the moral character of its public. <![CDATA[<b>Agentes morais e a identidade da filosofia de Hume</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A interpretação padrão da filosofia de Hume o apresenta como um cético radical acerca das pretensões da razão em fundamentar adequadamente nosso sistema de crenças e, ao mesmo tempo, como um naturalista que procurou sustentar que nossas crenças, embora racionalmente infundadas, não podem ser abandonadas na vida comum, em função da ação de sentimentos e impulsos naturais. Este trabalho pretende mostrar que o naturalismo de Hume pode e deve ser interpretado como uma metodologia de abordagem de conceitos filosóficos (ideias e crenças, no vocabulário de Hume) que incorpora elementos irrefletidos da vida comum (como sentimentos e impulsos naturais) e atribui a tais elementos o mesmo estatuto teórico que processos abstratos como raciocínios e argumentos. Uma filosofia que legitima mecanismos não-reflexivos no tratamento de problemas filosóficos é chamada por Hume de "filosofia verdadeira". Tal espécie de filosofia é incompatível com formas radicais de ceticismo, pois mecanismos irrefletidos que originam ideias são imunes à dúvida. Para exemplificar as teses aqui defendidas e tornar minha caracterização do naturalismo mais convincente, faço uma rápida descrição, ao final do artigo, da abordagem abrangente dos agentes morais por Hume.<hr/>The standard interpretion of Hume's philosophy presents him both as a radical skeptic regarding rational claims about the adequate foundation of our belief system and as a naturalist who maintained that our beliefs (though rationally ungrounded) cannot be given up in ordinary life, due to natural drives and sentiments. This paper purports to show that Hume's naturalism can and should be interpreted as a method for addessing philosophical concepts (ideas and beliefs,to use Hume's jargon) that incorporates unreflected elements ofordinary life (such as natural sentiments and drives) and assigns to them the same theoretical status that abstract processes such as reasons and arguments have. A philosophy that warrants unreflected mechanisms in the treatment of philosophical problems is what Hume calls a "true philosophy". Such philosophy is compatible with the more radical forms of skepticism, because the unreflected mechanisms that bring about ideas are imune to doubt. To ilustrate the theses put forth here and so as to render my characterization of naturalism more persuasive, I describe briefly and in broad terms at the end of the paper Hume's view of moral agency. <![CDATA[<b>A imagem e a cor no <i>Tratado</i> de Hume</b>: <b>elementos de ontologia política</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste ensaio investigo a imagem e a cor no Tratado de Hume, de modo a relacionar com a instituição, em oposição à constituição.<hr/>In this essay I inquiry the image and the color in Hume's Treatise, in the way to relate with the institution, in opposition to the constitution. <![CDATA[<b>A obrigação da promessa em Hume</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste texto examino o sentido da obrigatoriedade da promessa em Hume, especialmente no contexto da sua classificação da virtude do cumprimento das promessas como virtudes artificiais. Nisso a posição de Hume se distingue das posições aristotélica e kantiana em Anscombe e Herman respectivamente. Mas, o problema principal - que não há um motivo natural para o cumprimento das promessas- divide intérpretes de Hume: Cohon e Baier. Defendo, seguindo Baier, que, embora não haja o referido motivo natural, há uma paixão ou motivos eficientes - por certo, não naturais como o motivo natural que nos conduz ao cuidado dos nossos filhos - que é o auto-interesse esclarecido: ele é auto-interesse e assim real e natural num sentido; e é esclarecido porque no reconhecimento de sua correspondência nos outros se engendra um vínculo com o benefício comum, no sentido de "de todos e de cada um".<hr/>In this essay I examine the obligation of promises according to Hume, giving special consideration to his view of the virtue of fulfilling one's promises as an artificial virtue. In this, Hume's position distinguishes itself from the Aristotelian and the Kantian views according to Anscombe and Herman, respectively. However, the main difficulty -that there is no natural motive to the fulfilling of promises, as there apparently should be for every natural obligation - divides the scholars of Hume: Cohon and Baier. I maintain, following Baier, that, in spite of the inexistence of a natural motive to the fulfillment of promises, there is a passion or effective motives - not natural as the natural motive that makes us care about our offspring - that can be called enlightened self-interest: it is a self-interest, and thus far real and natural; it is enlightened because of the recognition of its correspondence in others, which links it to a "common benefit" in the sense of a "mutual advantage". <![CDATA[<b>Hume jusnaturalista</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Trata-se de investigar a relação de Hume com a tradição jusnaturalista moderna, indicando que, sua ênfase na necessidade de um consentimento ou acordo entre os homens como fundamento da propriedade pode ser vista como a reabilitação de uma certa vertente do jusnaturalismo contra aquela que se tornou preponderante a partir de Locke.<hr/>This paper aims to investigate the relationship between Hume and the modern tradition of natural law theories, indicating that his emphasis on the need of an accord or agreement as the foundation of property can be seen as the rehabilitation of an aspect of natural law theories against an other, predominant after Locke. <![CDATA[<b>Hume</b>: <b>a teoria social como sistema</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hume defende na Investigação sobre o Entendimento Humano a parcimônia no uso de princípios explicativos. Tenta-se mostrar, neste artigo, como ele procurou seguir essa diretriz em seus trabalhos sobre os sentimentos morais, a história, a política e a economia. Explora-se, ao mesmo tempo, o caráter sistemático do projeto enunciado no começo do Tratado da Natureza Humana.<hr/>In his Enquiry on Human Understanding Hume proposes a rule of parcimony in the use of explanatory principles. This essay is an attempt to show how the philosopher managed to follow that rule in his writings on moral sentiments, history, politics and economics. At the same time, it explores the systematic character of the project described in the presentation of the Treatise on Human Nature. <![CDATA[<b>A influência de Locke no ceticismo religioso de Hume em "Dos Milagres"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hume defende na Investigação sobre o Entendimento Humano a parcimônia no uso de princípios explicativos. Tenta-se mostrar, neste artigo, como ele procurou seguir essa diretriz em seus trabalhos sobre os sentimentos morais, a história, a política e a economia. Explora-se, ao mesmo tempo, o caráter sistemático do projeto enunciado no começo do Tratado da Natureza Humana.<hr/>In his Enquiry on Human Understanding Hume proposes a rule of parcimony in the use of explanatory principles. This essay is an attempt to show how the philosopher managed to follow that rule in his writings on moral sentiments, history, politics and economics. At the same time, it explores the systematic character of the project described in the presentation of the Treatise on Human Nature. <![CDATA[<b>Ceticismo e crença religiosa no <em>Tratado da natureza humana</em></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200016&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hume defende na Investigação sobre o Entendimento Humano a parcimônia no uso de princípios explicativos. Tenta-se mostrar, neste artigo, como ele procurou seguir essa diretriz em seus trabalhos sobre os sentimentos morais, a história, a política e a economia. Explora-se, ao mesmo tempo, o caráter sistemático do projeto enunciado no começo do Tratado da Natureza Humana.<hr/>In his Enquiry on Human Understanding Hume proposes a rule of parcimony in the use of explanatory principles. This essay is an attempt to show how the philosopher managed to follow that rule in his writings on moral sentiments, history, politics and economics. At the same time, it explores the systematic character of the project described in the presentation of the Treatise on Human Nature. <![CDATA[<b>Hume e a epistemologia</b>: <b>uma leitura dos novos estudos humeanos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2011000200017&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hume defende na Investigação sobre o Entendimento Humano a parcimônia no uso de princípios explicativos. Tenta-se mostrar, neste artigo, como ele procurou seguir essa diretriz em seus trabalhos sobre os sentimentos morais, a história, a política e a economia. Explora-se, ao mesmo tempo, o caráter sistemático do projeto enunciado no começo do Tratado da Natureza Humana.<hr/>In his Enquiry on Human Understanding Hume proposes a rule of parcimony in the use of explanatory principles. This essay is an attempt to show how the philosopher managed to follow that rule in his writings on moral sentiments, history, politics and economics. At the same time, it explores the systematic character of the project described in the presentation of the Treatise on Human Nature.