Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320160008&lang=en vol. 38 num. 8 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Preeclampsia: Vascular Pathophysiological Mechanism and the Basis for Early Diagnosis and Treatment]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800369&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Placental Growth Measures in Relation to Birth Weight in a Latin American Population]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800373&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Introduction The placenta, translates how the fetus experiences the maternal environment and is a principal influence on birth weight (BW). Objective To explore the relationship between placental growth measures (PGMs) and BW in a public maternity hospital. Methods Observational retrospective study of 870 singleton live born infants at Hospital Maternidad Sardá, Universidad de Buenos Aires, Argentina, between January 2011 and August 2012 with complete data of PGMs. Details of history, clinical and obstetrical maternal data, labor and delivery and neonatal outcome data, including placental measures derived from the records, were evaluated. The following manual measurements of the placenta according to standard methods were performed: placental weight (PW, g), larger and smaller diameters (cm), eccentricity, width (cm), shape, area (cm2), BW/PW ratio (BPR) and PW/BW ratio (PBR), and efficiency. Associations between BW and PGMs were examined using multiple linear regression. Results Birth weight was correlated with placental weight (R2 =0.49, p &lt; 0.001), whereas gestational age was moderately correlated with placental weight (R2 =0.64, p &lt; 0.001). By gestational age, there was a positive trend for PW and BPR, but an inverse relationship with PBR (p &lt; 0.001). Placental weight alone accounted for 49% of birth weight variability (p &lt; 0,001), whereas all PGMs accounted for 52% (p &lt; 0,001). Combined, PGMs, maternal characteristics (parity, pre-eclampsia, tobacco use), gestational age and gender explained 77.8% of BW variations (p &lt; 0,001). Among preterm births, 59% of BW variances were accounted for by PGMs, compared with 44% at term. All placental measures except BPR were consistently higher in females than in males, which was also not significant. Indices of placental efficiency showed weakly clinical relevance. Conclusions Reliable measures of placental growth estimate 53.6% of BW variances and project this outcome to a greater degree in preterm births than at term. These findings would contribute to the understanding of the maternal-placental programming of chronic diseases.<hr/>Resumo Introdução Aplacenta traduz como o feto experimenta o ambientematerno, alémde ser a principal influência sobre o peso ao nascer (PN). Objetivo Explorar a relação entre medidas de crescimento da placenta (MCPs) e PN em uma maternidade pública. Métodos Estudo retrospectivo observacional de 870 recém-nascidos vivos únicos na Maternidade Sardá, Universidade de Buenos Aires, Argentina, entre janeiro de 2011 e agosto de 2012 com os dados completos das MCPs. Foram avaliados dados da história clínica e obstétricamaterna, trabalho de parto e resultados neonatais, incluindomedidas da placenta derivadas dos registrosmédicos. Foramrealizadas as seguintesmediçõesmanuais da placenta: peso da placenta (PP, g), diâmetros maior e menor (cm), excentricidade, espessura (cm), forma, área (cm2), razões PN/PP e PP/PN e eficiência. Associações entre PN e MCPs foram examinadas por meio de regressão linear múltipla. Resultados Peso ao nascer foi correlacionado com peso placentário (R2 = 0,49, p &lt; 0,001), enquanto idade gestacional foi moderadamente correlacionada com peso placentário (R2 = 0,64, p &lt; 0,001). Por idade gestacional, houve uma tendência positiva para a relação PP e PN/PP, mas uma relação inversa com a razão PP/PN (p &lt; 0,001). Somente peso da placenta respondeu por 49% da variabilidade do peso ao nascer (p &lt; 0,001), ao passo que todas as MCPs foram responsáveis por 52% (p &lt; 0,001). Combinados, MCPs, características maternas (paridade, pré-eclâmpsia, fumo), idade gestacional e sexo explicaram 77,8% da variação do peso ao nascer (p &lt; 0,001). Entre nascimentos pré-termo, 59% da variância do PN foi contabilizada pelas MCPs, emcomparação com44% a termo. Todas asmedidas placentárias, exceto a razão PN/PP, foram consistentemente maiores em mulheres do que em homens, mas não significativas. Índices de eficiência placentária mostraram fraca relevância clínica. Conclusões medidas confiáveis de crescimento placentário estimam 53,6% da variância do peso ao nascer, e projetamesse resultado a ummaior grau emnascimentos pré-termo do que a termo. Estes resultados contribuiriam para a compreensão da programação materno-placentária de doenças crónicas. <![CDATA[Postpartum Reclassification of Glycemic Status in Women with Gestational Diabetes Mellitus and Associated Risk Factors]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800381&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective The aims of the study were to evaluate, after pregnancy, the glycemic status of women with history of gestational diabetes mellitus (GDM) and to identify clinical variables associated with the development of type 2 diabetes mellitus (T2DM), impaired fasting glucose (IFG), and impaired glucose tolerance (IGT). Methods Retrospective cohort of 279 women with GDM who were reevaluated with an oral glucose tolerance test (OGTT) after pregnancy. Characteristics of the index pregnancy were analyzed as risk factors for the future development of prediabetes (IFG or IGT), and T2DM. Results: T2DM was diagnosed in 34 (12.2%) patients, IFG in 58 (20.8%), and IGT in 35 (12.5%). Women with postpartum T2DM showed more frequently a family history of T2DM, higher pre-pregnancy body mass index (BMI), lower gestational age, higher fasting and 2-hour plasma glucose levels on the OGTT at the diagnosis of GDM, higher levels of hemoglobin A1c, and a more frequent insulin requirement during pregnancy. Paternal history of T2DM (odds ratio [OR] =5.67; 95% confidence interval [95%CI] =1.64-19.59; p =0.006), first trimester fasting glucose value (OR =1.07; 95%CI =1.03-1.11; p =0.001), and insulin treatment during pregnancy (OR =15.92; 95%CI =5.54-45.71; p &lt; 0.001) were significant independent risk factors for the development of T2DM. Conclusion A high rate of abnormal glucose tolerance was found in women with previous GDM. Family history of T2DM, higher pre-pregnancy BMI, early onset of GDM, higher glucose levels, and insulin requirement during pregnancy were important risk factors for the early identification of women at high risk of developing T2DM. These findings may be useful for developing preventive strategies.<hr/>Objetivo Os objetivos do estudo foram avaliar o estado glicêmico de mulheres com história de diabetes mellitus gestacional (DMG) após o parto e identificar fatores associados ao desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), glicemia de jejum alterada (GJA) e tolerância diminuída à glicose (TDG). Métodos Coorte retrospectiva de 279 mulheres com DMG reavaliadas com um teste oral de tolerância à glicose (TOTG) após a gestação. Foram analisados fatores prognósticos da gestação índice e fatores de risco para o futuro desenvolvimento de pré-diabetes (GJA ou TDG) e DM2. Resultados: Diagnosticou-se DM2 em 34 pacientes (12,2%), GJA em 58 (20,8%) e TDG em 35 (12,5%). Mulheres que evoluíram para DM2 apresentaram maior frequência de história familiar de DM2, índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional mais elevado, menor idade gestacional, níveis superiores de glicemia de jejum e 2 horas após glicose no TOTG ao diagnóstico do DMG, hemoglobina glicada mais elevada, e uso mais frequente de insulina na gestação. História paterna de DM2 (odds ratio [OR] = 5,67; intervalo de confiança de 95% [IC95%] = 1,64-19,59; p = 0,006), glicemia de jejum do primeiro trimestre (OR = 1,07; IC95% = 1,03-1,11; p = 0,001) e o uso de insulina na gestação (OR = 15,92; IC95% = 5,54-45,71; p &lt; 0,001) foram fatores de risco independentes para o desenvolvimento de DM2. Conclusão Houve elevada incidência de alterações no metabolismo da glicose em mulheres com DMG prévio. História familiar de DM2, IMC pré-gestacional elevado, DMG diagnosticado mais precocemente na gestação, com glicemias mais elevadas e necessidade de insulina, foram importantes fatores de risco associados à identificação precoce de mulheres com alto risco de desenvolvimento de DM2. Este conhecimento pode ser útil para o desenvolvimento de estratégias de prevenção. <![CDATA[HIV Prevalence among Pregnant Women in Brazil: A National Survey]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800391&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Background This study was conducted to determine the seroprevalence of HIV among pregnant women in Brazil and to describe HIV testing coverage and the uptake of antenatal care (ANC). Methods Between October 2010 and January 2012, a probability sample survey of parturient women aged 15-49 years who visited public hospital delivery services in Brazil was conducted. Data were collected from prenatal reports and hospital records. Dried blood spot (DNS) samples were collected and tested for HIV.We describe the agespecific prevalence of HIV infection and ANC uptake with respect to sociodemographic factors. Results Of the 36,713 included women, 35,444 (96.6%) were tested for HIV during delivery admission. The overall HIV prevalence was of 0.38% (95% confidence interval [CI]: 0.31-0.48), and it was highest in: the 30 to 39 year-old age group (0.60% [0.40- 0.88]), in the Southern region of Brazil (0.79% [0.59-1.04]), among women who had not completed primary (0.63% [0.30-1.31]) or secondary (0.67% [0.49-0.97]) school education, and among women who self-reported as Asian (0.94% [0.28-3.10]). The HIV testing coverage during prenatal care was of 86.6% for one test and of 38.2% for two tests. Overall, 98.5% of women attended at least 1 ANC visit, 90.4% attended at least 4 visits, 71% attended at least 6 visits, and 51.7% received ANC during the 1st trimester. HIV testing coverage and ANC uptake indicators increased with increasing age and education level of education, and were highest in the Southern region. Conclusions Brazil presents an HIV prevalence of less than 1% and almost universal coverage of ANC. However, gaps in HIV testing and ANC during the first trimester challenge the prevention of the vertical transmission of HIV. More efforts are needed to address regional and social disparities.<hr/>Introdução Este estudo foi realizado com o objetivo de determinar a soroprevalência do HIV entre as mulheres grávidas no Brasil e descrever a cobertura de exames de HIV e a integração dos cuidados pré-natais (CPN). Métodos Entre outubro de 2010 e janeiro de 2012, foi realizada uma pesquisa de probabilidade por amostragem direcionada a mulheres grávidas com idade entre 15 e 49 anos, que utilizaram serviços de parto em hospitais públicos do Brasil. Os dados foram coletados a partir de relatórios pré-natais e registros hospitalares. Amostras de sangue foram coletadas e submetidas a exames de HIV. Descrevemos a prevalência da infecção pelo HIV específica de acordo com a idade e a absorção dos CPN em relação a fatores demográficos. Resultados Das 36.713 mulheres incluídas, 35.444 (96,6%) foram submetidas a exames de HIV durante a admissão para o trabalho de parto. A prevalência global de HIV foi de 0,38% (intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,31-0,48), e foi maior no grupo com a faixa etária entre 30 e 39 anos de idade (0,60% [0,40-0,88]), da região Sul (0,79% [0,59-1,04]), entre as mulheres com o ensino fundamental incompleto (0,63% [0,30-1,31]) ou ensino médio incompleto (0,67% [0,49-0,97]), e entre as mulheres que se identificam como asiáticas (0,94% [0,28-3,10]). A cobertura do exame de HIV durante os CPN foi de 86,6% para um exame e de 38,2% para dois exames. No geral, 98,5% das mulheres foram atendidas em pelo menos 1 consulta de CPN, 90,4% compareceram a pelo menos 4 consultas, 71% compareceram a pelo menos 6 visitas, e 51,7% receberam CPN durante o 1o trimestre. A cobertura de exames de HIV e os indicadores de captação de CPN aumentaram de forma proporcional ao aumento da idade e do nível de educação, e foram maiores na região Sudeste. Conclusões O Brasil apresenta uma prevalência de menos de 1% e cobertura praticamente universal de CPN. No entanto, as lacunas nos exames de HIV e CPN durante o primeiro trimestre representam um desafio à prevenção contra a transmissão vertical do HIV. São necessários mais esforços a fim de reduzir as disparidades regionais e sociais. <![CDATA[Diagnostic Accuracy of Anthropometric Indicators in the Prediction of Urinary Incontinence in Physically Active Older Women]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800399&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Purpose To determine the diagnostic accuracy and the cutoff point of the variables conicity index, waist to height ratio and fat percentage to detect urinary incontinence in physically active older women. Method A total of 152 women were analyzed. The instruments used were the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ [Area 4]) to check the level of physical activity, and the Diagnostic Form to obtain sociodemographic data and presence of urinary incontinence. To calculate the conicity index, waist to height ratio and fat percentage, body mass, height and waist circumference were measured. Descriptive and inferential statistics were used. Cutoff points, sensitivity (S) and specificity (SP) were determined by receiver operating characteristic (ROC) curves. A 5% significance level was adopted. Results The prevalence of urinary incontinence was of 32.2%. The cutoff point with better sensitivity and specificity for the conicity index was 1.23 (S =87.8; SP =35.9); for the waist to height ratio, it was 0.57 (S =79.6; SP =45.6); and for the fat percentage, it was 39.71 (S =89.8; SP =42.7). The area under the ROC curve was 0.666 for the conicity index, 0.653 for the waist to height ratio, and 0.660 for the fat percentage. Conclusions The cutoff points for the anthropometric measurements conicity index, waist to height ratio and fat percentage indicate that these measures can be used to predict urinary incontinence in physically active older women. Furthermore, fat percentage seemed to be the best measure for this population.<hr/>Objetivo Verificar a acurácia diagnóstica e o ponto de corte das variáveis índice de conicidade, razão cintura/estatura e percentual de gordura para detectar a incontinência urinária em idosas fisicamente ativas. Métodos Foram avaliadas 152 idosas. Os instrumentos utilizados foram o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ [Domínio 4]), para verificar o nível de atividade física, e a Ficha Diagnóstica, para obter dados sociodemográficos e da presença de incontinência urinária. Para os cálculos de índice de conicidade, razão cintura/estatura e percentual de gordura, mensuraram-se a massa corporal, estatura e perímetro da cintura. Utilizou-se estatística descritiva e inferencial. Os pontos de corte, sensibilidade (S) e especificidade (E) foram determinados por meio das curvas receiver operating characteristic (ROC). Adotou-se um nível de significância de 5%. Resultados A prevalência de incontinência urinária foi de 32,2%. O ponto de corte com melhor sensibilidade e especificidade do índice de conicidade foi de 1,23 (S = 87,8; E = 35,9), da razão cintura/estatura, de 0,57 (S = 79,6; E = 45,6), e, para percentual de gordura, de 39,71 (S = 89,8; E = 42,7). A área sob a curva ROC foi de 0,666 para o índice de conicidade, 0,653 para a razão cintura/estatura, e 0,660 para o percentual de gordura. Conclusões Os pontos de corte das medidas antropométricas índice de conicidade, razão cintura/estatura e percentual de gordura indicam que essas medidas podem ser utilizadas para predizer incontinência urinária em mulheres idosas fisicamente ativas. Além disso, o percentual de gordura demonstrou ser a melhor medida para esta população. <![CDATA[Surgical Outcomes of a Combined Surgical Approach for Apical Prolapse Repair]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800405&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Introduction We aimed to evaluate the safety, efficacy and surgical outcomes of combined laparoscopic/vaginal prolapse repair by two surgeons. Material and Methods A retrospective chart review of all patients (n =135) who underwent apical prolapse repair from February 2009 to December 2012 performed in a collaborative manner by a Minimally Invasive Gynecologic Surgeon and a Urogynecologist. Demographic data (age, body mass index [BMI], race, gravidity, parity) and surgical information (estimated blood loss, operative time, intraoperative complications, readmission and reoperation rates, presence of postoperative infection) were collected. Results The majority of patients were postmenopausal (58.91%), multiparous (mean parity =2.49) and overweight (mean BMI =27.71). Nearly 20% had previous prolapse surgery. The most common surgical procedure was laparoscopic supracervical hysterectomy (LSH) with sacrocervicopexy (59.26%), and the most common vaginal repair was of the posterior compartment (78.68%). The median operative time was 149 minutes (82-302), and the estimated blood loss was 100 mL (10-530). Five intraoperative complications, five readmissions and four reoperations were noted. Performance of a concomitant hysterectomy did not affect surgical or anatomical outcomes. Conclusion Combination laparoscopic/vaginal prolapse repair by two separate surgeons seems to be an efficient option for operative management.<hr/>Resumo Introdução Objetivamos avaliar a segurança, eficácia e desfechos cirúrgicos da via laparoscópica e vaginal combinadas para a correção do prolapso feitos por dois cirurgiões. Métodos Um estudo retrospectivo com análise de prontuário foi realizado em todos os pacientes (n =135) que foram submetidos a correção de prolapso apical de fevereiro de 2009 a dezembro de 2012 de maneira concomitante por um laparoscopista e um uroginecologista. Dados demográficos (idade, índice de massa corporal [IMC], raça, número de gestações e partos) e cirúrgicos (perda sanguínea estimada, tempo operatório, complicações intraoperatórias, taxas de readmissão e reoperação, e presença de infecção pós-operatória) foram analisados. Resultados Operfil da paciente operada era pertencente à pós-menopausa (58,91%), ser multípara (paridade média =2,49) e com sobrepeso (IMC médio =27,71). Aproximadamente 20% havia feito cirurgia prévia para prolapso. O procedimento cirúrgico mais realizado foi a histerectomia supracervical laparoscópica (HSL) com sacrocervicopexia (59,6%); o reparo vaginal mais encontrado foi o para defeito de compartimento posterior (78,68%). O tempo operatório mediano foi de 149 minutos (82-302), e a perda sanguínea estimada foi de 100 ml (10-530). Cinco complicações pós-operatórias, cinco readmissões e quatro reoperações foram encontradas. A realização de uma histerectomia em concomitância aos demais procedimentos não afetou os desfechos cirúrgicos ou anatômicos. Conclusão O reparo combinado do prolapso pela via laparoscópica e vaginal por dois cirurgiões em concomitância aparenta ser uma opção eficiente para o manejo operatório. <![CDATA[Pelvic Intravenous Leiomyomatosis - Case Report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800412&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Introduction Intravenous leiomyomatosis is a benign and rare condition that can result in cardiac events with fatal outcomes when left untreated. Intravenous leiomyomatosis is probably underestimated because the diagnosis is easily missed. We present a case of an intravenous leiomyomatosis without extra-pelvic involvement, with a brief review of this pathology. Case Report 46-year-old woman submitted to hysterectomy and bilateral adnexectomy because of a pelvic mass detected in ultrasound. During the surgery, intravenous leiomyomatosis diagnosis was suspected. Pathological analysis confirmed this suspicion. Further imaging exams were performed without detecting any anomalies related to this condition. The patient remained with no evidence of disease after one year of follow-up. Conclusion Intravenous leiomyomatosis is a rare condition that can lead to serious complications. Early diagnosis followed by an appropriate treatment is very important to patient outcome, and underdiagnoses can be counteracted if the gynecologist is aware of this entity.<hr/>Resumo Introdução A leiomiomatose intravenosa é uma condição benigna, rara, que pode resultar em eventos cardíacos, podendo ser fatal quando não tratada. Esta patologia está provavelmente subestimada, uma vez que facilmente não é diagnosticada. Neste artigo, apresentamos um caso de leiomiomatose intravenosa sem envolvimento extrapélvico, com uma breve revisão da patologia. Relato de Caso Mulher de 46 anos de idade, submetida a histerectomia e anexectomia bilateral após detecção ecográfica de massa pélvica. Durante a cirurgia, houve a suspeita de leiomiomatose intravenosa, e o exame anátomo-patológico confirmou o diagnóstico. A paciente foi submetida a outros exames de imagem, não sendo detectada qualquer anomalia relacionada com a patologia. Após um ano de followup, a paciente manteve-se sem evidência de doença. Conclusão A leiomiomatose intravenosa é uma condição rara que pode levar a complicações graves. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são muito importantes para o prognóstico da paciente, e os subdiagnósticos podem ser evitados se o ginecologista estiver ciente dessa entidade. <![CDATA[Impacts of Preeclampsia on the Brain of the Offspring]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800416&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Preeclampsia (PE) is a significant gestational disorder that causes complications in 3- 5% of all human pregnancies. Apart from the immediate risks and complications for mother and fetus, both additionally carry elevated lifelong risks for specific complications. Offspring of PE pregnancies (PE-F1) have higher risks for hypertension, stroke and cognitive impairment compared with well-matched offspring (F1) fromuncomplicated pregnancies. Prior to the clinical onset of PE, placental angiokines secreted into the maternal plasma are deviated. In many PE patients this includes deficits in placental growth factor (PGF). Our laboratory found that mice genetically-deleted for PGF (PGF - / -) have altered cerebrovascular and brain neurological development detectable from midgestation to adulthood. We hypothesized that the PGF deficits seen in human PE, deviate fetal cerebrovascular and neurological development in a manner that impairs cognitive functions and elevates stroke risk. Here we summarize the initial analytical outcomes from a pilot study of 8-10 year old male and female PE-F1s and matched controls. Our studies were the first to report magnetic resonance imaging (MRI), magnetic resonance angiography (MRA) and functional brain region assessment by eyemovement control and clinical psychometric testing in PE-F1s. Further studies in larger cohorts are essential to define whether there are image-based biomarkers that describe unique anatomical features in PE-F1 brains.<hr/>Resumo A pré-eclampsia (PE) é importante doença gravídica complicando 3-5% de todas as gestações humanas. Além dos riscos imediatos e complicações para a mãe e o feto, a PE associa-se a outros riscos materno-fetais elevados em longo prazo. Nascituros de gestações complicadas por PE (PE-F1) apresentam maiores riscos de desenvolver hipertensão, acidente vascular cerebral e disfunção cognitiva em comparação com prole (F1) de gestações sem complicações. Antes do aparecimento clínico da PE, angiocitocinas placentárias secretadas no plasma materno apresentam-se alteradas. Em muitos pacientes com PE, isso inclui valores plasmáticos reduzidos de Fator de Crescimento Placentário (PGF). Nosso laboratório identificou que camundongos geneticamente não produtores de PGF (PGF- / - ) apresentam alterações vasculares e de desenvolvimento cerebral detectáveis do período gestacional à idade adulta. Nossa hipótese é que os déficits de PGF identificados em mulheres que desenvolveram PE podem desviar o desenvolvimento neurológico e vascular cerebral fetal, de maneira a prejudicar funções cognitivas, elevando o risco de AVC. Aqui resumimos os resultados analíticos iniciais de um estudo piloto comcrianças do sexomasculino e feminino de 8- 10 anos de idade nascidas de mães que tiveram PE (PE-F1s) comparadas com crianças controle pareadas por idade e sexo. Nossos estudos são os primeiros a relatar a ressonância magnética (RNM), a angiorressonância e a avaliação funcional do cérebro pelo controle de movimento dos olhos e pelo teste clínico psicotécnico em PE-F1s. Estudos adicionais em coortes maiores são essenciais para definir se há biomarcadores com base em imagens que possam descrever características anatômicas únicas em cérebros de crianças PE-F1. <![CDATA[Cabergoline in the Treatment of Peripartum Cardiomyopathy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000800423&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Preeclampsia (PE) is a significant gestational disorder that causes complications in 3- 5% of all human pregnancies. Apart from the immediate risks and complications for mother and fetus, both additionally carry elevated lifelong risks for specific complications. Offspring of PE pregnancies (PE-F1) have higher risks for hypertension, stroke and cognitive impairment compared with well-matched offspring (F1) fromuncomplicated pregnancies. Prior to the clinical onset of PE, placental angiokines secreted into the maternal plasma are deviated. In many PE patients this includes deficits in placental growth factor (PGF). Our laboratory found that mice genetically-deleted for PGF (PGF - / -) have altered cerebrovascular and brain neurological development detectable from midgestation to adulthood. We hypothesized that the PGF deficits seen in human PE, deviate fetal cerebrovascular and neurological development in a manner that impairs cognitive functions and elevates stroke risk. Here we summarize the initial analytical outcomes from a pilot study of 8-10 year old male and female PE-F1s and matched controls. Our studies were the first to report magnetic resonance imaging (MRI), magnetic resonance angiography (MRA) and functional brain region assessment by eyemovement control and clinical psychometric testing in PE-F1s. Further studies in larger cohorts are essential to define whether there are image-based biomarkers that describe unique anatomical features in PE-F1 brains.<hr/>Resumo A pré-eclampsia (PE) é importante doença gravídica complicando 3-5% de todas as gestações humanas. Além dos riscos imediatos e complicações para a mãe e o feto, a PE associa-se a outros riscos materno-fetais elevados em longo prazo. Nascituros de gestações complicadas por PE (PE-F1) apresentam maiores riscos de desenvolver hipertensão, acidente vascular cerebral e disfunção cognitiva em comparação com prole (F1) de gestações sem complicações. Antes do aparecimento clínico da PE, angiocitocinas placentárias secretadas no plasma materno apresentam-se alteradas. Em muitos pacientes com PE, isso inclui valores plasmáticos reduzidos de Fator de Crescimento Placentário (PGF). Nosso laboratório identificou que camundongos geneticamente não produtores de PGF (PGF- / - ) apresentam alterações vasculares e de desenvolvimento cerebral detectáveis do período gestacional à idade adulta. Nossa hipótese é que os déficits de PGF identificados em mulheres que desenvolveram PE podem desviar o desenvolvimento neurológico e vascular cerebral fetal, de maneira a prejudicar funções cognitivas, elevando o risco de AVC. Aqui resumimos os resultados analíticos iniciais de um estudo piloto comcrianças do sexomasculino e feminino de 8- 10 anos de idade nascidas de mães que tiveram PE (PE-F1s) comparadas com crianças controle pareadas por idade e sexo. Nossos estudos são os primeiros a relatar a ressonância magnética (RNM), a angiorressonância e a avaliação funcional do cérebro pelo controle de movimento dos olhos e pelo teste clínico psicotécnico em PE-F1s. Estudos adicionais em coortes maiores são essenciais para definir se há biomarcadores com base em imagens que possam descrever características anatômicas únicas em cérebros de crianças PE-F1.