Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320180012&lang=en vol. 40 num. 12 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Sexuality Education in Schools]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200731&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[The Role of Caspase-3, Apoptosis-Inducing Factor, and B-cell Lymphoma-2 Expressions in Term Premature Rupture of Membrane]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200733&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To determine the role of caspase-3, apoptosis-inducing factor (AIF), and Bcell lymphoma-2 (Bcl-2) expressions in term premature rupture of membrane (PROM). Methods An analytic observational study with case-control design was conducted, involving 52 subjects (37-42 weeks of gestation) who were divided into 2 groups: 26 cases of term delivery with PROM, and 26 controls of term delivery without PROM. The expressions of caspase-3, AIF, and Bcl-2 in the amniotic membrane were determined by immunohistochemistry. Data were analyzed using the chi-squared test. The risk of PROM was expressed by odds ratio (OR). Results There were no significant differences in age, parity and body mass index between the two groups (p &gt; 0.05). High caspase-3 and AIF expressions increased the risk of PROM 17.64 times (OR = 17.64; 95% CI = 4.44-70.07; p = 0.001) and 9.45 times (OR = 9.45; 95% CI= 2.62-34.07; p = 0.001), respectively, while low Bcl-2 expression increased 10.39 times (OR = 10.39; 95% CI = 2.73-39.56; p = 0.001)the risk of PROM . Conclusion High caspase-3 and AIF expressions and low Bcl-2 expression were risk factors for term PROM. Caspase-dependent and independent pathways of apoptosis were involved in the mechanism of PROM in term pregnancy. <![CDATA[Umbilical Cord Blood Gas Analysis, Obstetric Performance and Perinatal Outcome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200740&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To analyze if umbilical artery pH (pHua) ≤7.00 and umbilical artery blood deficit (BDua) ≥12.00 mmol/L are good predictors of adverse neonatal outcomes. Methods This was an observational, longitudinal and retrospective cohort study, conducted at the department of obstetrics and gynecology of Centro Hospitalar Tondela Viseu between September 2013 and September 2015. Total cohort and subgroup analysis were performed: group A-women with umbilical cord blood gas analysis (UCBGA) performed for non-reassuring fetal cardiotocographic patterns, placental abruption, or shoulder dystocia; and group B-all the others. Assays were made with the software SPSS for Windows, Versions 20.0 and 21.0 (IBM Corp., Armonk, NY, USA). Results A total of 428 UCBGAs met the inclusion criteria. The group analysis revealed an association between group A and pHua ≤7.00, as well as between BDua ≥12.00 mmol/L and 1st minute Apgar score ≤4 (p = 0.011). After the application of the logistic regression models in the total cohort analysis, pHua ≤7.00 had an impact in the occurrence of acute neonatal hypoxia (odds ratio [OR]: 6.71; 95% confidence interval [CI]: 1.21-37.06; p = 0.029); multiparous women had a higher risk of delivering a newborn with first minute Apgar score ≤4 and acute neonatal hypoxia (OR: 5.38; 95% CI: 1.35-21.43; p = 0.017; and OR: 2.66; 95% CI: 1.03-6.89, p = 0.043, respectively); women who had urologic problems during pregnancy had a higher risk of delivering a newborn with 5th minute Apgar score ≤7 (OR: 15.17; 95% CI: 1.29-177.99; p = 0.030); and shoulder dystocia represented a 15 times higher risk of acute neonatal hypoxia (OR: 14.82; 95% CI: 2.20-99.60; p = 0.006). Conclusion The pHua and the BDua are predictors of adverse neonatal outcome, and UCBGA is a useful tool for screening newborns at risk. Universal UCBGA should be considered for all deliveries, as it is an accurate screening test for neonatal hypoxia.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar se o pH da artéria umbilical (pHua) ≤7,00 e o déficit de bases da artéria umbilical (BDua) ≥12,00 mmol/L são preditores de desfechos neonatais adversos. Métodos Estudo observacional, longitudinal e retrospectivo, realizado no Serviço de Ginecolocgia e Obstetrícia do Centro Hospitalar Tondela Viseu durante o período de setembro de 2013 a setembro de 2015. Foi realizada a análise de toda a coorte e de dois subgrupos: grupo A-mulheres cuja gasometria do cordão umbilical (UCBGA, na sigla em inglês) foi realizada por traçado cardiotocográfico não tranquilizador, descolamento prematuro de placenta normalmente inserida, ou distócia de ombros; e grupo B -todas as outras. A análise estatística foi realizada com o programa SPSS for Windows, Versões 20.0 e 21.0 (IBM Corp., Armonk, NY, USA) Resultados Um total de 428 UCBGAs cumpriram os critérios de inclusão. A análise de grupo revelou uma associação entre o grupo A e pHua ≤7,00 (p = 0,002), e entre BDua ≥12,00 mmol/L e índice de Apgar ao 1o minuto ≤4 (p = 0,011). Após a aplicação dos modelos de regressão logística na análise da coorte total, pHua ≤7.00 teve impacto na ocorrência de hipóxia neonatal aguda (razão de probabilidade [RP]: 6,71; 95% índice de confiança [IC]: 1,21-37,06; p = 0,029); verificou-se maior risco de recém-nascido com índice de Apgar ao 1o minuto ≤4 e hipóxia neonatal aguda nas multíparas (RP: 5,38; 95% IC: 1,35-21,.43; p = 0,017; e RP: 2,66; 95% IC: 1,03-6,89; p = 0,043, respectivamente); e de recém-nascido com índice de Apgar ao quinto minuto ≤7 nas mulheres com problemas urológicos na gravidez (RP: 15,17; 95% IC: 1,29-177,99; p = 0,030); e a ocorrência de distócia de ombros aumentou 15 vezes o risco de hipóxia neonatal aguda (RP: 14,82; 95% IC: 2,20-99,60; p = 0,006). Conclusão OpHua e o BDua são preditores de desfecho neonatal adverso, e a UCBGA é uma ferramenta útil no rastreio dos recém-nascidos em risco. A realização universal de UCBGA deve ser considerada emtodos os partos, visto ser umteste de rastreio objetivo de hipóxia neonatal. <![CDATA[Association between Caffeine Consumption in Pregnancy and Low Birth Weight and Preterm Birth in the birth Cohort of Ribeirão Preto]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200749&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To describe caffeine consumption during pregnancy and its association with low birth weight (LBW) and preterm birth in the birth cohort of Ribeirão Preto, state of São Paulo, Brazil, in 2010. Methods Cohort study, with descriptive and analytical approach. Data included 7,607 women and their newborns in Ribeirão Preto, state of São Paulo, Brazil. The women answered standardized questionnaires about reproductive health, prenatal care, life habits, sociodemographic conditions, and information about coffee intake. The independent variable was high caffeine consumption (≥300 mg/day) from coffee during pregnancy, and the dependent variables were LBW (birth weight &lt; 2,500 g) and preterm birth (&lt; 37 weeks of gestational age). Four adjusted polytomous logistic regression models, relative risk (RR) and 95% confidence interval (CI) were fitted: biological and sociodemographic conditions; obstetric history; current gestational conditions; and all variables included in the previous models. Results A total of 4,908 (64.5%) mothers consumed caffeine, 143 (2.9%) of whom reported high consumption. High caffeine intake was significantly associated with reduced education and with the occupation of the head of the family, nonwhite skin color, not having a partner, higher parity, previous abortion and preterm birth, urinary tract infection, threatened abortion, alcohol consumption and smoking. No association was found between high caffeine consumption and LBW or preterm birth in both Conclusion In this cohort, high caffeine intake was lower than in other studies and no association with LBW or preterm birth was found.<hr/>Resumo Objetivo Descrever a associação entre consumo de cafeína durante a gestação com baixo peso ao nascer (BPN) e nascimento pré-termo (PT) na coorte de Ribeirão Preto, estado de São Paulo, Brasil, em 2010. Métodos Estudo de coorte, com abordagem descritiva e analítica. Foram incluídas 7.607 mulheres e seus recém-nascidos em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. As mulheres responderam a questionários padronizados sobre saúde reprodutiva, cuidados pré-natais, hábitos de vida, condições sociodemográficas e consumo de cafeína. A variável independente foi alto consumo de cafeína (≥300 mg/dia) durante a gestação e as dependentes foram BPN (peso &lt; 2.500 g) e nascimento PT (&lt; 37 semanas de gestação). Foram calculados riscos relativos (RRs) e intervalos de confiança (ICs) de 95% em quatro modelos de regressão logística: condições biológicas e sociodemográficas; história obstétrica; condições da gestação atual; e todas as variáveis incluídas nos modelos anteriores. Resultados Um total de 4.908 (64,5%) mães consumiram cafeína, e destas, 143 (2,9%) relataram alto consumo. Alto consumo de cafeína esteve associado com menor escolaridade materna, ocupação do chefe da família, cor de pele não branca, mulheres sem companheiro, maior paridade, aborto e nascimento PT anterior, infecção do trato urinário, ameaça de aborto, consumo de álcool e tabagismo. Não foi encontrada associação entre alto consumo de cafeína e BPN ou nascimento PT nas análises não ajustada (RR = 1,45; IC 95%: 0,91-2,32; e RR = 1,16; IC 95%: 0,77-1,75, respectivamente) e ajustada (RR = 1,42; IC 95%: 0,85-2,38; e RR = 1,03; IC 95%: 0,65-1,63, respectivamente). Conclusão Nessa coorte, o alto consumo de cafeína foimenor que emoutros estudos e não foi encontrada associação com BPN ou nascimento PT. <![CDATA[Circulating Tissue Inhibitor of Metalloproteinase-4 levels are not a Predictor of Preeclampsia in the period between 20 and 25 Weeks of Gestation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200757&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To evaluate whether the circulating level of tissue inhibitor of metalloproteinase- 4 (TIMP-4) in the period between 20 and 25 weeks of gestation is a predictor of preeclampsia. Methods We have performed a case-control study, nested in a prospective study cohort in Ribeirão Preto, in the state of São Paulo, Brazil. Of the 1,400 pregnant women evaluated between 20 and 25 weeks of gestation, 460 delivered in hospitals outside of our institution. Of the 940 pregnant women who completed the protocol, 30 developed preeclampsia. Healthy pregnant women (controls, n = 90) were randomly selected from the remaining 910 participants. From blood samples collected between 20 and 25 weeks of gestation, we performed a screening of 55 angiogenesis-related proteins in 4 cases and 4 controls. The protein TIMP-4 was the most differentially expressed between cases and controls. Therefore, wemeasured this protein in all cases (n = 30) and controls selected (n = 90). Results There were no differences in the plasma TIMP-4 levels of cases compared with controls (1,144 263 versus 1,160 362 pg/mL, respectively; p &gt; 0.05). Conclusion Plasma TIMP-4 levels were not altered at 20 to 25 weeks of gestation, before the manifestation of clinical symptoms; therefore, they are not good predictors of the development of preeclampsia.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar se o nível de inibidor tecidual de metaloproteinases tipo-4 (TIMP-4, na sigla em inglês) circulante no período entre 20 e 25 semanas de gestação é um preditor de preeclâmpsia. Métodos Foi realizado um estudo caso-controle aninhado em uma coorte de estudo prospectivo em Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. De 1.400 mulheres grávidas avaliadas entre 20 e 25 semanas de gestação, 460 tiveram parto em hospitais fora da nossa instituição. Das 940 gestantes que completaram o protocolo, 30 desenvolveram preeclâmpsia. Gestantes saudáveis (controles, n = 90) foram selecionadas aleatoriamente das 910 participantes restantes. A partir de amostras de sangue coletadas entre 20 e 25 semanas de gestação, foi realizada uma triagem de 55 proteínas relacionadas à angiogênese em 4 casos e 4 controles. A proteína TIMP-4 foi a mais diferentemente expressa entre os casos e os controles; portanto, medimos esta proteína em todos os casos (n = 30) e controles selecionados (n = 90). Resultados Não houve diferenças nos níveis plasmáticos de TIMP-4 nos casos em comparação com os controles (1.144 263 versus 1.160 362 pg/mL, respectivamente; p &gt; 0,05). Conclusão Os níveis plasmáticos de TIMP-4 não foramalterados no período entre 20 e 25 semanas de gestação antes da manifestação dos sintomas clínicos; portanto, não são um bom preditor do desenvolvimento da preeclâmpsia. <![CDATA[Electrophysiological Responses to Different Follicle- Stimulating Hormone Isoforms on Human Cumulus Oophorus Cells: Preliminary Results]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200763&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective The aim of the present study was to provide a better understanding of the specific action of two follicle-stimulating hormone (FSH) isoforms (β-follitropin and sheep FSH) on the membrane potential of human cumulus cells. Methods Electrophysiological data were associated with the characteristics of the patient, such as age and cause of infertility. The membrane potential of cumulus cells was recorded with borosilicate microelectrodes filled with KCl (3 M) with tip resistance of 15 to 25 MΩ. Sheep FSH and β-follitropin were topically administered onto the cells after stabilization of the resting potential for at least 5 minutes. Results In cumulus cells, the mean resting membrane potential was - 34.02 ± 2.04 mV (n = 14). The mean membrane resistance was 16.5 ± 1.8 MΩ (n = 14). Sheep FSH (4 mUI/mL) and β-follitropin (4 mUI/mL) produced depolarization in the membrane potential 180 and 120 seconds after the administration of the hormone, respectively. Conclusion Both FSH isoforms induced similar depolarization patterns, but β-follitropin presented a faster response. A better understanding of the differences of the effects of FSH isoforms on cell membrane potential shall contribute to improve the use of gonadotrophins in fertility treatments.<hr/>Resumo Objetivo O objetivo do presente estudo foi fornecer uma melhor compreensão da ação específica de duas isoformas de hormônio folículo estimulante (FSH, sigla em inglês) (β-folitropina e FSH ovino) no potencial de membrana de células do cumulus oophorus humanas. Métodos Dados eletrofisiológicos foram associados às características da paciente, como idade e causa da infertilidade. O potencial de membrana das células do cumulus foi registrado com microeletrodos de borossilicato preenchidos com KCl (3 M) com uma resistência de 15 a 25 MΩ. O FSH ovino e a β-folitropina foram administrados topicamente nas células após a estabilização do potencial de repouso durante pelo menos 5 minutos. Resultados Nas células do cumulus, o potencial médio de membrana em repouso foi de -34,02 ± 2,04 mV (n = 14). A resistência média da membrana foi de 16,5 ± 1,8 MΩ (n = 14). O FSH ovino (4 mUI/mL) e a β-folitropina (4 mUI/mL) produziram despolarização no potencial de membrana 180 e 120 segundos após a aplicação do hormônio, respectivamente. Conclusão Ambas as isoformas de FSH induzem padrões de despolarização semelhantes, mas a β-folitropina apresentou uma resposta mais rápida. Uma melhor compreensão das diferenças dos efeitos das isoformas do FSH no potencial da membrana celular contribuirá para aprimorar o uso das gonadotrofinas no estímulo ovariano controlado e em protocolos de maturação oocitária in vitro. <![CDATA[Sexual Function of Women with Infertility]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200771&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To assess the sexual function, anxiety, and depression of infertile women relative to a control group. Methods Infertile women (infertile group, IG) of reproductive age were invited to participate in this controlled study. A control group (CG) of women was recruited from the general population of the same city. Sexual function was assessed by the Female Sexual Function Index (FSFI), and anxiety and depression were measured by the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Results A total of 280 women participated in the present study, 140 in the IG and 140 in the CG. The analysis of the FSFI scores showed that 47 women (33.57%) in the IG and 49 women (35%) in the CG had sexual dysfunction (FSFI ≤ 26.55; p = 0.90). Women with anxiety or depression had a greater risk of sexual dysfunction, and sexual dysfunction increased the risk of anxiety and depression. Married women had a lower risk of depression than single women who were living with their partners. Conclusion Infertilewomenhadno increased riskof sexual dysfunction relativetocontrols. Anxiety and depression increased the risk of sexual dysfunction in the studied population.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar a função sexual, ansiedade e depressão de mulheres inférteis em relação a um grupo controle. Métodos Mulheres inférteis (grupo infértil, GI) em idade reprodutiva foram convidadas a participar deste estudo. Um grupo controle (GC) de mulheres foi recrutado da população geral da mesma cidade. A função sexual foi avaliada pelo Índice de Função Sexual Feminina (FSFI, na sigla eminglês), e ansiedade e depressão foram medidas pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS, na sigla em inglês). Resultados Um total de 280 mulheres participaram deste estudo, sendo 140 no GI e 140 no GC. A análise dos escores do FSFI mostrou que 47 mulheres (33,57%) no GI e 49 mulheres (35%) no GC apresentaram disfunção sexual (FSFI≤ 26,55; p = 0,90). Mulheres com ansiedade ou depressão tiveram um risco maior de disfunção sexual e a disfunção sexual aumentava o risco de ansiedade e depressão. Asmulheres casadas tiveram um risco menor de depressão do que as mulheres amasiadas. Conclusão As mulheres inférteis não apresentaram risco aumentado de disfunção sexual em relação aos controles. Ansiedade e depressão aumentaram o risco de disfunção sexual na população estudada. <![CDATA[Identification of a Subtype of Poorly Differentiated Invasive Ductal Carcinoma of the Breast Based on Vimentin and E-cadherin Expression]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200779&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective The use of molecular markers can identify a subgroup of tumors with distinct recurrence patterns. The present study aimed to characterize the immunohistochemical expression of vimentin (VIM), of E-cadherin (CDH1), and of cytokeratin 5 (CK5) in patients with invasive ductal carcinomas (IDCs). Methods We have constructed a tissuemicroarray (TMA) from87 patients with IDC of the breast. Immunohistochemistry (IHC) was performed to study the expression of estrogen and progesterone receptors (ER and PgR), human epidermal growth factor receptor 2 (HER2), VIM, CDH1, CK5, and Ki67. The tumors were classified as luminal A and B (n = 39), HER2 enriched (n = 25), and triple-negative (TNBC) (n = 23), based on the IHC expression. Results We have observed that luminal A and B tumors lack the VIM+/CDH1-/low phenotype. This phenotype was observed in 16.5% of the HER2+ tumors and in 60% of the TNBC tumors (p = 0.0001). Out of a total of 20 TNBC tumors, the CK5 (basal-like marker) was positive in 11 of them. The VIM+/CDH1-/low phenotype was observed in 5 CK5+ TNBC tumors (45%) and in 7 out of 9 CK5- TNBC tumors (78%) (p = 0.02). The median Ki67 index in the VIM+/CDH1-/low tumors was 13.6 (range: 17.8-45.4) compared with 9.8 (range: 4.1-38.1) in other tumors (p = 0.0007). The presence of lymph nodemetastasis was less frequent in patients with VIM+/CDH1-/low tumors (23% versus 61%; X2 test; p = 0.01). Conclusion Our findings suggest that the expression of VIM and CDH1 can identify a subset of IDCs of the breast with a mesenchymal phenotype associated with poor prognosis, high-grade lesion, and high mitotic index.<hr/>Resumo Objetivo O uso de marcadores moleculares pode identificar subtipos tumorais com diferentes taxas de recidiva. O objetivo do presente estudo é caracterizar a expressão imunohistoquímica da vimentina (VIM), da E-caderina (CDH1) e de CK5 em pacientes com carcinoma ductal invasivo (CDI) da mama. Métodos Utilizamos uma matriz de amostras teciduais (TMA, na sigla em inglês) de 87 pacientes com CDI da mama. Para avaliar a expressão dos receptores de estrogênio (RE) e receptores de progesterona (RP), HER2, VIM, CDH1, CK5 e Ki67, utilizamos imunohistoquímica. Os tumores foram classificados como luminal A e B (n = 39), HER2+ (n = 25) e triplo negativo (TNBC) (n = 23). Resultados Foi observado que tumores luminais A e B não expressaram o fenótipo VIM+/CDH1-/low. Este fenótipo foi observado em 16,5% dos tumores HER2+ e em 60% dos tumores TNBC (p = 0,0001). Dos 20 tumores TNBC, a CK5 (marcador de tumor basalóide) foi super expressa em 11 amostras. O fenótipo VIM+/CDH1-/low foi observado em 5 tumores CK5+ TNBC (45%) e em 7 dos 9 tumores CK5- TNBC (78%) (p = 0,02). A expressão média de Ki67 nos tumores VIM+/CDH1-/low foi 13.6 (amplitude de 17,8 a 45,4) comparado com 9,8 (amplitude de 4,1 a 38,1) nos outros tumores (p = 0,0007). A presença demetástase linfonodal foimenor em tumores com fenótipo VIM+/CDH1-/low (23% contra 61%; teste X2; p = 0,01). Conclusão Nossos achados sugerem que a expressão de VIM e CDH1 pode identificar um subtipo de CDI da mama com fenótipo mesenquimal associado a pior prognóstico, lesões de alto grau e alto índice mitótico. <![CDATA[Female Genito-Pelvic Pain/Penetration Disorder: Review of the Related Factors and Overall Approach]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200787&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Genito-pelvic pain/penetration disorder (GPPPD) can be an extremely bothersome condition for patients, and a tough challenge for professionals regarding its assessment and treatment. The goal of the present paper is to review the etiology, assessment, and treatment of GPPPD, especially focusing on the cognitive aspects of the disease and cognitive-behavioral treatment options, through a non-systematic review of articles indexed to the Medline, Scopus and Web of Science databases, using the following MeSH queries: pelvic pain; dyspareunia; vaginismus; vulvodynia; and cognitive therapy. Altogether, 36 articles discussing the etiology, diagnosis and management of GPPPD were selected. We provide an overview of GPPPD based on biological, psychological and relational factors, emphasizing the last two. We also summarize the available medical treatments and provide strategies to approach the psychological trigger and persisting factors for the patient and the partner. Professionals should be familiarized with the factors underlining the problem, and should be able to provide helpful suggestions to guide the couple out of the GPPPD fear-avoidance circle.<hr/>Resumo A perturbação de dor gênito-pélvica e da penetração (PDGPP) é uma patologia com elevado impacto no bem-estar das pacientes, e traduz-se num desafio diagnóstico e de tratamento para os profissionais que as acompanham. O objetivo deste artigo é rever a etiologia e o tratamento da PDGPP, tendo em conta, principalmente, os aspetos cognitivos e as abordagens de inspiração psicoterapêutica cognitivo-comportamental. Para tal, foi efetuada uma revisão não sistemática dos artigos indexados às bases de dados Medline, Scopus e Web of Science, usando os termos: dor pélvica; dispareunia; vaginismo; vulvodinia; e terapia cognitiva. No total, foram incluídos 36 artigos discutindo a etiologia, diagnóstico e tratamento da PDGPP. Neste artigo, proporcionamos uma revisão do tratamento da PDGPP baseado em fatores biológicos, psicológicos e relacionais, enfatizando os últimos dois. Também resumimos as opções de tratamento <![CDATA[Impacts of Cytochrome P450 2D6 (CYP2D6) Genetic Polymorphism in Tamoxifen Therapy for Breast Cancer Impactos do polimorfismo genético do citocromo P450 2D6 (CYP2D6) na terapia com tamoxifeno para câncer de mama]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200794&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Tamoxifen (TMX) is the main drug used both in pre and postmenopausal women as adjuvant treatment for hormone receptor-positive breast cancer. An important barrier to the use of TMXis the development ofdrug resistance causedby molecular processes related to genetic and epigenetic mechanisms, such as the actions of cytochrome P450 2D6 (CYP2D6) polymorphisms and of its metabolites. The present study aimed to review recent findings related to the impact of CYP2D6 polymorphisms and how they can affect the results of TMX in breast cancer treatment. The keywords CYP2D6, tamoxifen, and breast cancer were searched in the PubMed, Scopus, The Cochrane Library, Scielo, and Bireme databases. Studies related to other types of neoplasms or based on other isoenzymes from cytochrome P450, but not on CYP2D6, were excluded. The impact of CYP2D6 polymorphisms in the TMX resistance mechanism remains unclear. The CYP2D6 gene seems to contribute to decreasing the efficacy of TMX, while the main mechanism responsible for therapy failure, morbidity, and mortality is the progression of the disease.<hr/>Resumo Otamoxifeno é a principal drogaque pode ser utilizada comotratamentohormonal adjuvante empacientesportadoras de câncer demamareceptor hormonal positivotanto na pré- quanto na pós-menopausa.Umadasmaiores barreirasemseu uso é o desenvolvimento de resistência medicamentosa causada por meio de processos moleculares relacionados a mecanismos genéticos e epigenéticos, como a ação dos polimorfismos do gene citocromo P450 2D6 (CYP2D6) e seus metabólitos.Opresente estudo busca revisar as descobertas recentes acerca dos impactos dos polimorfismos do gene CYP2D6 e de como eles podem afetar os resultados do tamoxifeno na terapêutica do câncer de mama. As palavras-chave CYP2D6, tamoxifeno e câncer de mama foram buscadas nas bases de dados Pubmed, Scopus, The Cochrane Library, Scielo e Bireme. Estudos relacionados com outros tipos de câncer ou relacionados a outras isoenzimas do citocromo P450 que não o CYP2D6 foram excluídos. O impacto do polimorfismo do CYP2D6 nos mecanismos de resistência ao tamoxifeno permanecem controversos. O gene CYP2D6 parece reduzir a eficácia do TMX; entretanto, os principais fatores associados a falha terapêutica são morbimortalidade e a progressão da doença <![CDATA[Radiation-Induced Uterine Carcinosarcoma after Concurrent Chemoradiotherapy for Cervical Squamous Cell Carcinoma]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200800&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To describe a case of radiation-induced uterine carcinosarcoma 6 years after a cervical squamous cell carcinoma treatment, which imposed some diagnostic and management challenges. Case Report A 57-year-old woman with a history of pelvic chemoradiotherapy ~ 6.5 years before the event described in this study, following an International Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) stage IIB cervical cancer, presented with a cervical mass, involving the uterine cavity, the cervical canal and the upper two thirds of the vagina. The biopsy showed a poorly differentiated carcinoma, and a positron emission tomography (PET) scan excluded distant metastasis, although it was unable to define the origin of the tumor as either a new primary malignancy of the endometrium/cervix or as a cervical recurrence. Surgical staging procedure was performed, and the diagnosis was endometrial carcinosarcoma, FIGO stage IIB. The patient was not able to complete the adjuvant therapy, and the progression of the disease was remarkable. Conclusion The present case highlights one of the less common but more serious consequences of radiotherapy for cervical cancer, which has an increasing incidence in younger women, raising concerns about the long-termconsequences of its management. <![CDATA[Refractory Severe Thrombocytopenia during Pregnancy: How to Manage]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032018001200803&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Thrombocytopenia is the most common hemostatic change in pregnancy, but severe thrombocytopenia is rare. One of the causes, immune thrombocytopenic purpura (ITP), is characterized by increased platelet destruction by immunoglobulin G (IgG) antibodies, presenting a high risk of hemorrhage for the patient, but also for the fetus, since antibodiesmay cross the placenta.We present the case of a 23-year-old pregnant woman with a history of Langerhans cell histiocytosis of the mandible submitted to surgery and chemotherapy when she was 10 years old, with diagnosis of ITP since then. At 28 weeks of gestation, she presented with petechiae, epistaxis, and gingival bleeding, with a platelet count of 3 x 109/L and positive IgG antiplatelet antibodies test. At a multidisciplinary discussion, it was decided to delay a cesarean section, due to the absence of fetal distress and to the high risk of morbidity for the patient. Many therapies were attempted without success. The IgG produced a slight and transient increase in the platelet count. On the 36th week of gestation, an elective cesarean section was performed. The perioperative period transfusions were guided by rotational thromboelastometry (ROTEM) monitoring. The procedure was performed under general anesthesia and videolaryngoscopy-assisted intubation. The patient was hemodynamically stable, without significant bleeding, and was transferred to the intensive care unit. The platelet count eventually decreased and a splenectomy was performed. Regional anesthesia may be contraindicated, and general anesthesia is associated with an increased risk of airway hemorrhage due to traumatic injury during the tracheal intubation and of hemorrhage associated with the surgical procedure. A multidisciplinary approach is essential in high-risk cases.<hr/>Resumo A trombocitopenia é a alteração da hemostase mais comum na gravidez. Contudo, a trombocitopenia grave é rara. Uma das suas causas, a púrpura trombocitopênica imunológica (PTI), é caracterizada pelo aumento da destruição plaquetária por anticorpos de imunoglobulina G (IgG), apresentando alto risco de hemorragia para a paciente e também para o feto, uma vez que os anticorpos podem atravessar a placenta. Apresentamos o caso de uma grávida de 23 anos com histórico de histiocitose de células de Langerhans da mandíbula submetida a cirurgia e quimioterapia aos 10 anos de idade, com diagnóstico de PTI desde então. Na 28a semana de gestação, a paciente apresentou um quadro de petéquias, epistaxe e hemorragia gengival, com contagem plaquetária de 3 x 109/L e teste de anticorpos antiplaquetários IgG positivo. Em uma discussão multidisciplinar, decidiu-se adiar a cesariana devido à ausência de sofrimento fetal e ao alto risco de morbidade para a paciente. Muitas terapêuticas foram tentadas sem sucesso. A IgG produziu apenas um ligeiro e transitório aumento na contagem plaquetária. Na 36ª semana de gestação, foi realizada uma cesariana eletiva. As transfusões no período perioperatório foram guiadas por tromboelastometria rotacional (ROTEM). O procedimento foi realizado sob anestesia geral e intubação assistida por videolaringoscopia. A paciente manteve-se hemodinamicamente estável, sem hemorragia significativa. Ela foi transferida para a unidade de terapia intensiva. A contagem plaquetária continuou a diminuir, e a paciente foi submetida a uma esplenectomia. Nestes casos, a anestesia regional pode ser contraindicada, e a anestesia geral está associada a um risco aumentado de hemorragia das via aéreas devido a lesão traumática durante a intubação traqueal e de hemorragia associada ao procedimento cirúrgico. Uma abordagem multidisciplinar é essencial em casos de alto risco.