Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320150006&lang=en vol. 37 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Ultrasound during the second stage of labour: is it effective to reduce the caesarean section rates?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600249&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Right subclavian artery evaluation during first trimester ultrasound scan]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600252&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a artéria subclávia direita durante a ecografia do primeiro trimestre, descrever a técnica para a sua avaliação e, em caso de identificação de artéria subclávia direita aberrante (ARSA), determinar sua associação com alterações cromossómicas e/ou malformações cardíacas e sua orientação. MÉTODOS: Estudo prospectivo que consistiu na avaliação da artéria subclávia direita no primeiro trimestre (comprimento crânio caudal entre 45 e 84 milímetros), em todas as gestações únicas, consecutivas, por um único examinador, ecógrafo Voluson E8 (GE Healthcare, Zipf, Áustria) com sonda transabdominal RAB 4-8-D, 2 a 8 MHz, por um período não superior a 2 minutos, numa população geral de baixo risco. Com a ajuda do power/color Doppler, a artéria subclávia direita foi classificada como normal ou aberrante. Foi utilizada análise de regressão estatística (IBM SPSS Statistics for Windows, versão 20.0) para estudar o grau de associação entre a falha na avaliação/classificação da artéria subclávia direita e o comprimento crânio-caudal fetal e o índice de massa corporal materno. RESULTADOS: A mediana da idade materna foi de 30 anos (variando entre 17 e 43 anos) e a mediana do tempo de gestação no momento da avaliação da artéria subclávia direita foi de 12 semanas de gestação (variando entre 11 e 13 semanas de gestação). A avaliação da artéria subclávia direita foi possível em 138/176 (78,4%) dos casos. ARSA foi diagnosticada em um único caso (0,7%). Esse feto com ARSA também apresentou um foco hiperecogênico no ventrículo cardíaco esquerdo. Foi realizada ecocardiografia fetal às 16 semanas de gestação, que confirmou o diagnóstico de ARSA e foco hiperecogênico. A amniocentese revelou cariótipo normal, 46, XX. CONCLUSÃO: É possível fazer o diagnóstico de ARSA na ecografia do primeiro trimestre. O nosso único caso de ARSA apresentou um cariótipo normal sem malformações cardíacas associadas. <hr/> PURPOSE: To determine the feasibility of evaluation of the right subclavian artery during the first trimester ultrasound scan, as well as to describe the technique for its evaluation and, in case of aberrant right subclavian artery (ARSA) identification, to determine its association with chromosomal abnormalities and/or cardiac malformations and its management. METHODS: A prospective study for evaluation of the right subclavian artery during the first trimester ultrasound scan (crown-to-rump length between 45 and 84 mm), in all consecutive single pregnancies, by a single examiner, using a Voluson E8 system (GE Healthcare, Zipf, Austria) with a 2 to 8 MHz RAB 4-8-D transabdominal probe, within a short period of time (less than 2 minutes), in a general low risk population. Color and/or power Doppler flow mapping was used to classify the right subclavian artery as normal or aberrant. Regression analysis with the IBM SPSS Statistics software for Windows, version 20.0 was used to determine the significance of the association between failure to examine/classify the right subclavian artery and both fetal crown-rump length and maternal body mass index. RESULTS : Median maternal age was 30 years (range: 17-43 years) and median gestational age at the time of evaluation of the right subclavian artery was 12 weeks (range: 11-13 weeks). The evaluation of the right subclavian artery was successful in 138/176 (78.4%) of the cases. ARSA was diagnosed in a single case (0.7%). This fetus with ARSA also presented a hyperechogenic focus on the left cardiac ventricle. Fetal echocardiography at 16 weeks of gestation was performed and confirmed ARSA and the hyperechogenic focus. Amniocentesis revealed a normal 46, XX karyotype. CONCLUSION: ARSA can be identified during a routine first trimester ultrasound scan. Our single ARSA case had a normal karyotype and no associated cardiac malformations. <![CDATA[Treatment of low-risk gestational trophoblastic neoplasia comparing biweekly eight-day Methotrexate with folinic acid versus bolus-dose Actinomycin-D, among Brazilian women]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600258&lng=en&nrm=iso&tlng=en PURPOSE: To compare two single-agent chemotherapy (ChT) regimens evaluating, in first-line treatment, response and side effects and, in final single-agent treatment, the outcomes, among Brazilian patients with low-risk gestational trophoblastic neoplasia (GTN), according to International Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO) 2002. METHODS: Retrospective analysis of two concurrent cohorts with 194 low-risk GTN patients: from 1992 to 2012, as first-line treatment, 115 patients received 4 intramuscular doses of methotrexate alternated with 4 oral doses of folinic acid (MTX/FA) repetead every 14 days and, since 1996, 79 patients received an endovenous bolus-dose of actinomycin D (Act-D), biweekly. At GTN diagnosis, patient opinion was taken into consideration when defining the initial single-agent ChT regimen, and when there was resistance or toxicity to one regimen, the other drug was used preferentially. This study was approved by the Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Ethical Committee. RESULTS: Both groups were clinically similar (p&gt;0.05). In first-line treatments, frequency of complete response was similar (75.7% with MTX/FA and 67.1% with bolus Act-D); the number of ChT courses -median 3 (range: 1-10) with MTX/FA and 2 (range: 1-6) with bolus Act-D - and the time to remission -median 9 weeks (range: 2-16) with MTX/FA and 10 weeks (range: 2-16) with bolus Act-D) - were not different between the groups. In both groups, first-line side effects frequency were high but intensity was low; stomatitis was higher with MTX/FA (p&lt;0.01) and nausea and vomit with Act-D (p&lt;0.01). Final single-agent ChT responses were high in both groups (94.8% with MTX/FA and 83.5% with bolus Act-D; p&lt;0.01) and 13% higher in the group initially treated with MTX/FA. Rates of hysterectomy and of GTN recurrence were low and similar. No patient died due to GTN. CONCLUSION: The two regimens had similar first-line ChT response. Final single-agent response rates were high and similar in both groups but the final single-agent remission rate was higher in the MTX/FA group. <hr/> OBJETIVO: Em mulheres brasileiras com neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) de baixo-risco, de acordo com a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) 2002, comparar dois regimes de quimioterapia (Qt) por agente único avaliando resposta e efeitos colaterais no tratamento de primeira linha, e a eficácia no tratamento final por agente único de Qt. MÉTODOS: Análise retrospectiva de duas coortes concorrentes com 194 pacientes com NTG de baixo risco: de 1992 a 2012; como primeira linha, 115 pacientes receberam 4 doses intramusculares de metotrexato alternado com 4 doses orais de ácido folínico (MTX/FA) repetidos a cada 14 dias e, desde 1996, 79 pacientes receberam quinzenalmente dose em bolo de actinomicina D (Act-D) por via endovenosa. No momento do diagnóstico da NTG, a opinião da paciente foi levada em consideração para definir o regime de Qt por agente único inicial e, quando havia resistência ou toxicidade a um regime, o outro fármaco era usado preferentemente. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. RESULTADOS: Ambos os grupos eram clinicamente semelhantes (p&gt;0,05). Nos tratamentos de primeira linha, a frequência de resposta completa foi semelhante (75,7% com MTX/FA e 67,1% com Act-D em bolo); não houve diferença entre os grupos quanto ao número de séries de Qt - mediana 3 (intervalo: 1-10) com MTX/FA e 2 (intervalo: 1-6) com Act-D em bolo - e ao tempo para remissão - mediana 9 semanas (intervalo: 2-16) com MTX/FA e 10 semanas (intervalo: 2-16) com Act-D em bolo. Em ambos os grupos, foi elevada a frequência de efeitos colaterais no tratamento de primeira linha, mas com intensidade baixa; estomatite foi mais frequente com MTX/FA (p&lt;0.01) e náuseas e vômitos com Act-D (p&lt;0.01). A resposta final à Qt por agente único foi alta nos dois grupos (94,8% com MTX/FA e 83,5% com Act-D em bolo; p&lt;0,01) e 13% maior no grupo inicialmente tratado com MTX/FA. As frequências de histerectomia e de recorrência da NTG foram baixas e semelhantes. Nenhuma paciente morreu devido à NTG. CONCLUSÃO: Os dois regimes tiveram resultados semelhantes no tratamento de primeira linha. A resposta final ao tratamento por agente único foi alta e semelhante, mas a taxa final de remissão foi maior no grupo iniciado por MTX/FA. <![CDATA[Comparison of quality of life in women with sexual dysfunction]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600266&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar a relação entre função sexual e qualidade de vida em mulheres grávidas, residentes em duas cidades do Nordeste. MÉTODOS: A amostra constituiu-se de 207 gestantes. A coleta de dados foi feita por meio da aplicação de questionário contendo questões sobre dados sociodemográficos, ginecológicos e obstétricos, conhecimento corporal e sexual. A qualidade de vida foi avaliada através da aplicação do Índice de Qualidade de Vida Ferrans &amp; Powers (IQV Ferrans e Power). A função sexual foi avaliada por meio do Índice de Função Sexual Feminina (IFSF). Foram realizados os testes estatísticos de Shapiro-Wilk, Mann-Whitney e Wilcoxon para análise dos dados coletados. RESULTADOS: As gestantes avaliadas apresentaram idade mediana de 30 anos (quartil 26-33 anos) e estavam aproximadamente na 26a semana gestacional. Observou-se diminuição significativa da frequência mensal do relacionamento sexual do casal, que passou de uma mediana de 12 para 4 vezes por mês (Z =-10,56; p&lt;0,001). A disfunção sexual se mostrou presente em 35,7% das gestantes avaliadas, e a qualidade de vida dessas foi inferior quando comparada àquelas com função sexual sem alteração (Z=-2,87; p=0,004). CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo mostram que a disfunção sexual afetou negativamente a qualidade de vida de mulheres grávidas, devendo ser um aspecto relevante para ser avaliado durante as consultas de pré-natal. <hr/> PURPOSE: To investigate the relationship between sexual function and quality of life in pregnant women living in two cities of Northeastern Brazil. METHODS: The sample consisted of 207 pregnant women. The data were collected through a questionnaire containing questions about socio-demographic, gynecological and obstetrical data, body and sexual knowledge. Quality of life was assessed by applying the Ferrans &amp; Powers Quality of Life Index (QLI Ferrans and Power). Sexual function was assessed using the Female Sexual Function Index (IFSF). Data were statistically analyzed using the Shapiro-Wilk, Mann-Whitney and Wilcoxon tests. RESULTS: The pregnant women studied had a median age of 30 years (quartile 26-33 years) and were approximately at the 26th gestational week. A significant decrease in the monthly frequency of sexual relations of the couple was observed, with a median of 12 to 4 times per month (Z=-10.56; p&lt;0.001). Sexual dysfunction was detected in 35.7% of the pregnant women studied, whose quality of life was lower when compared to women with unchanged sexual function (Z=-2.9; p=0.004). CONCLUSION: The results of this study show that sexual dysfunction negatively affected the quality of life of pregnant women, and this should be an important aspect for review during prenatal consultations. <![CDATA[Ovarian function in systemic lupus erythematosus patients undergoing the use of cyclophosphamide in two major rheumatologic care centers in Curitiba, Paraná State]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600272&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a resposta ovariana após uso de ciclofosfamida (CFM) em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e correlacionar os achados de tempo de doença e idade no período de utilização de CFM e dose cumulativa com alterações no ciclo menstrual e/ou evolução para insuficiência ovariana (IO). MÉTODOS: Foi um estudo transversal, retrospectivo, com 50 pacientes com diagnóstico de LES e que fizeram tratamento com CFM com seguimento clínico de, pelo menos, 1 ano. Foram incluídas pacientes com idade entre 12 e 40 anos e que apresentavam ciclos menstruais regulares prévios ao tratamento. Foram excluídas pacientes que descontinuaram o seguimento, ou este foi menor do que um ano, além daquelas que apresentaram irregularidade/ausência menstrual antes do uso do fármaco. Todas as mulheres estudadas foram submetidas à entrevista e à aplicação de questionário. Neste foram abordadas questões relevantes de padrão de ciclo menstrual antes e posterior à terapia, assim como períodos gestacionais e método contraceptivo. Foi questionado se as pacientes foram orientadas sobre os efeitos colaterais e as consequências da CFM. Para análise estatística, foram utilizados os testes t de Student, Mann-Whitney, do χ2 e o não paramétrico de Kolmogorov-Smirnov. RESULTADOS: A média de idade das pacientes incluídas no do estudo foi de 30,8 anos, e a média de idade no momento do uso de CFM, de 25,3 anos. Após a CFM, 24% das pacientes não menstruaram mais, 28% voltaram a ter ciclos regulares e 48% delas permaneceram com ciclos irregulares. Verificou-se que as pacientes que evoluíram com falência ovariana tinham maior tempo de doença (12,3 anos) do que aquelas que não evoluíram (8,9 anos). Treze pacientes tiveram gestação após a CFM, em todas ocorreu de forma espontânea; no entanto, 66% evoluíram com abortamento. A média de idade das pacientes que fizeram uso de CFM e evoluíram com falência ovariana foi de 28,1 anos. A amenorreia ocorreu em 50% das pacientes que tinham idade entre 31 e 40 anos, 22,2%, entre 21 e 30 anos, e 7,7%, entre 12 e 20 anos. Nosso estudo não mostrou correlação estatística entre dose cumulativa e falência ovariana, apesar de que doses cumulativas maiores que 11 g tendem a promover algum tipo de irregularidade menstrual. CONCLUSÃO: O tempo de doença do LES, a idade no momento do tratamento e as maiores doses cumulativas são importantes fatores preditores da IO pós-terapia com CFM. Gestação em pacientes lúpicas após o uso do quimioterápico tem maiores chances de evoluir com abortamento. Viu-se que pequena parte das doentes estava ciente de todas as repercussões que a droga poderia gerar. Por isso, novos estudos devem ser realizados para o conhecimento e a conscientização, por parte do meio médico, sobre a importância da anticoncepção e da preservação do tecido ovariano. <hr/> PURPOSE: To evaluate the ovarian response after cyclophosphamide use (CPM) in patients with systemic lupus erythematosus (SLE) and to correlate the age and cumulative dose findings with changes in menstrual cycle and/or progression to ovarian failure (OF). METHODS: This was a cross-sectional, retrospective study of 50 patients with a diagnosis of SLE who used CFM with a clinical follow-up of at least 1 year. Included were patients aged 12-40 years, who had undergone chemotherapy for SLE control and who had regular menstrual cycles before the beginning of CPM treatment. Patients who discontinued follow-up, who were followed up for less than one year or who had irregular/absent menses before the beginning of CPM treatment were excluded. All women studied were submitted to an interview and a questionnaire containing questions about the pattern of the menstrual cycle before and after therapy, and about the gestational periods and contraception. We asked if the patients had been instructed about the side effects and consequences of CFM. Statistical analysis was performed using the Student t-test and the Mann Whitney, χ2 and nonparametric Kolmogorov-Smirnov tests. RESULTS: The mean age of the patients included in the study was 30.8 years and the mean age at the time of use of CPM was 25.3 years. After CFM, 24% of patients stopped menstruating, 28% returned to regular cycles and 48% continued to have irregular cycles. It was found that the patients who developed OF had longer disease duration (12.3 years) than those who did not develop it (8.9 years). Thirteen patients became spontaneously pregnant after CFM; however, 66% progressed to abortion. The mean age of the patients who used CFM and developed OF was 28.1 years. Amenorrhea occurred in 50% of those aged 31-40 years, in 22.2% of those aged 21-30 years and in 7.7% of those aged 12-20 years. Our study showed no statistical correlation between cumulative dose and OF, although cumulative doses greater than 11grams tended to promote some type of menstrual irregularity. CONCLUSION: SLE disease duration, age at the time of treatment and the highest cumulative doses are important predictors of OF after therapy with CFM. Pregnancy in lupus patients is more likely to evolve with abortion after the use of chemotherapy. It was seen that a small proportion of patients were aware of all the implications of the drug. Therefore, additional studies should be conducted for further knowledge and awareness of the importance of contraception and the preservation of ovarian tissue on the part of the medical community. <![CDATA[Assessment of functional fitness through the set of AAHPERD tests in women after menopause: Is there a decline between the fifth and sixth decades of life?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600278&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: analisar o nível de aptidão funcional de um grupo de mulheres na pós-menopausa da cidade de Presidente Prudente por meio do conjunto de testes de aptidão funcional da American Aliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance e verificar se existe diferença entre grupos de mulheres na quinta e sexta década de vida. MÉTODOS: estudo de característica transversal, com 175 mulheres na pós-menopausa (dosagem de hormônio folículo estimulante&gt;26,72 mIU/L) desenvolvido na cidade de Presidente Prudente no ano de 2013. Os critérios de inclusão foram não ter feito parte de nenhum tipo de intervenção motora sistematizada durante, pelo menos, seis meses do período que antecedeu a coleta de dados da investigação; não apresentar comprometimentos motores ou cognitivos que inviabilizassem a realização dos protocolos de avaliação, não apresentar doença crônica ou degenerativa, lesão musculo-esquelética ou comorbidade que pudessem impedir ou limitar a realização das avaliações. As avaliações foram conduzidas pelos mesmos avaliadores treinados. O grupo 50 a 59 anos apresentou valores médios para idade de 55,3±4,5 anos, FSH de 53,5±21,1 mUI/mL, coordenação 11,4±2,2 segundos, força 20,1±3,9 repetições, flexibilidade 51,7±11,8 centímetros, agilidade 23,2±2,8 segundos e Resistência aeróbia 500±43 segundos e o grupo 60 a 69 anos apresentou idade média de 65,1±4,1 anos com FSH de 54,9±15,9, coordenação 11,6±2,6 segundos, força 20,3±4,7 repetições, flexibilidade 54,6±11,2 centímetros, agilidade 24,7±4,3 segundos e Resistência aeróbia 508±51 segundos. CONCLUSÃO: foi possível analisar a aptidão funcional de mulheres na pós-menopausa por meio do conjunto de testes da American Aliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance não havendo diferenças significativas para as variáveis força, flexibilidade, capacidade aeróbia e coordenação, sendo que apenas a variável agilidade demonstrou diferenças significativas. Recomenda-se outros estudos, buscando formular valores normativos para a população em questão. <hr/> PURPOSE: to analize the level of functional fitness of a group of postmenopausal women in the city of Presidente Prudente using the set of functional fitness tests of the American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance and to check whether there are differences between groups of women in the fifth and sixth decade of life. METHODS: This was a cross-sectional study conducted on 175 postmenopausal women (follicle stimulating hormone level&gt;26.72 mIU/L) in the city of Presidente Prudente in 2013. The inclusion criteria were not being part of any type of systematic motor intervention for at least six months before the collection of research data; absence of motor or cognitive impairment that would prevent the evaluation protocols, and absence of chronic or degenerative disease, musculoskeletal injury or comorbidity that could prevent or limit the evaluations. The women were evaluated by the same trained examiners. The 50 to 59 year group showed a mean age of 55.3±4.5 years, mean FSH values of 53.5±21.1 mIU/mL, mean coordination of 11.4±2.2 seconds, mean strength of 20.1±3.9 repetitions, mean flexibility of 51.7±11.8 cm, mean 23.2±2.8 seconds agility and mean aerobic resistance of 500±43/2 . The 60 to 69 year group had a mean age of 65.1±4.1 years with FSH 54.9±15.9, 11.6±2.6 seconds coordination, strength 20.3±4.7 repetitions, 54.6±11.2 cm flexibility, agility 24.7±4.3 seconds, and aerobic resistance of 508±51 seconds. CONCLUSION: It was possible to analyze the functional fitness of postmenopausal women through the set of the American Alliance testing for Health, Physical Education, Recreation and Dance with no significant differences between groups for the variables strength, flexibility, aerobic capacity and coordination, and with only the speed variable showing significant differences. We recommend further studies seeking to formulate normative values for the population in question. <![CDATA[Gene expression profile of ABC transporters and cytotoxic effect of ibuprofen and acetaminophen in an epithelial ovarian cancer cell line in vitro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600283&lng=en&nrm=iso&tlng=en PURPOSES: To determine the basic expression of ABC transporters in an epithelial ovarian cancer cell line, and to investigate whether low concentrations of acetaminophen and ibuprofen inhibited the growth of this cell line in vitro. METHODS: TOV-21 G cells were exposed to different concentrations of acetaminophen (1.5 to 15 μg/mL) and ibuprofen (2.0 to 20 μg/mL) for 24 to 48 hours. The cellular growth was assessed using a cell viability assay. Cellular morphology was determined by fluorescence microscopy. The gene expression profile of ABC transporters was determined by assessing a panel including 42 genes of the ABC transporter superfamily. RESULTS: We observed a significant decrease in TOV-21 G cell growth after exposure to 15 μg/mL of acetaminophen for 24 (p=0.02) and 48 hours (p=0.01), or to 20 μg/mL of ibuprofen for 48 hours (p=0.04). Assessing the morphology of TOV-21 G cells did not reveal evidence of extensive apoptosis. TOV-21 G cells had a reduced expression of the genes ABCA1, ABCC3, ABCC4, ABCD3, ABCD4 and ABCE1 within the ABC transporter superfamily. CONCLUSIONS: This study provides in vitro evidence of inhibitory effects of growth in therapeutic concentrations of acetaminophen and ibuprofen on TOV-21 G cells. Additionally, TOV-21 G cells presented a reduced expression of the ABCA1, ABCC3, ABCC4, ABCD3, ABCD4 and ABCE1 transporters. <hr/> OBJETIVOS: Determinar a expressão básica dos transportadores ABC em uma linhagem celular do câncer epitelial de ovário, e investigar se o acetaminofen e o ibuprofeno em baixas concentrações são capazes de inibir o crescimento desta linhagem celular in vitro. MÉTODOS: A linhagem celular TOV-21 G foi exposta a diferentes concentrações de acetaminofen (1,5 a 15 µg/mL) e ibuprofeno (2,0 a 20 µg/mL), de 24 a 48 horas. O crescimento celular foi avaliado utilizando-se um ensaio de viabilidade celular. A morfologia celular foi determinada por meio da microscopia de fluorescência. O perfil de expressão gênica foi estabelecido por um painel de 42 genes da superfamília de transportadores ABC. RESULTADOS: Observou-se um decréscimo significativo no crescimento das células TOV-21 G expostas a 15 µg/mL de acetaminofen durante 24 (p=0,02) e 48 horas (p=0,01), ou a 20 µg/mL de ibuprofeno por 48 horas (p=0,04). Ao avaliar a morfologia das células cultivadas, não foi observada evidência de apoptose extensiva. A linhagem de células estudada subexpressa os genes de ABCA1, ABCC3, ABCC4, ABCD3, ABCD4 e ABCE1 na superfamília de transportadores ABC. CONCLUSÕES: Este estudo fornece evidências in vitro referentes aos efeitos inibidores do crescimento de concentrações terapêuticas do acetaminofen e ibuprofeno na linhagem celular testada. Além disso, as células TOV-21 G apresentaram uma expressão reduzida de genes dos transportadores ABCA1, ABCC3, ABCC4, ABCD3, ABCD4 e ABCE1. <![CDATA[Beta thalassemia major and pregnancy during adolescence: report of two cases]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000600291&lng=en&nrm=iso&tlng=en A talassemia beta maior é uma doença hematológica hereditária rara em que deficiência na síntese de cadeias globínicas beta causa anemia grave. O tratamento consiste de transfusão sanguínea e quelação de ferro. Descrevemos dois casos de adolescentes com talassemia beta maior, com gestação não planejada e início tardio de pré-natal. Uma delas apresentou piora da anemia, necessidade transfusional aumentada, restrição de crescimento fetal e senescência placentária. A outra apresentava também hipotireoidismo e baixo peso materno, e foi internada por duas ocasiões durante a gestação, por choque hemorrágico do dengue e por infecção respiratória associada a vírus influenza H1N1. Uma delas apresentou restrição de crescimento fetal e teve parto vaginal no termo complicado com hipotonia uterina. Ambas necessitaram de transfusão sanguínea no pós-parto e optaram por medroxiprogesterona como método contraceptivo subsequentemente. Esse relato ressalta a importância de orientação contraceptiva para essas mulheres e o papel do cuidado pré-natal especializado em conjunto com hematologista.<hr/>Beta thalassemia major is a rare hereditary blood disease in which impaired synthesis of beta globin chains causes severe anemia. Medical treatment consists of chronic blood transfusions and iron chelation. We describe two cases of adolescents with beta thalassemia major with unplanned pregnancies and late onset of prenatal care. One had worsening of anemia with increased transfusional requirement, fetal growth restriction, and placental senescence. The other was also diagnosed with hypothyroidism and low maternal weight, and was admitted twice during pregnancy due to dengue shock syndrome and influenza H1N1-associated respiratory infection. She also developed fetal growth restriction and underwent vaginal delivery at term complicated by uterine hypotonia. Both patients required blood transfusions after birth and chose medroxyprogesterone as a contraceptive method afterwards. This report highlights the importance of medical advice on contraceptive methods for these women and the role of a specialized prenatal follow-up in association with a hematologist.