Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320150004&lang=es vol. 37 num. 4 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Physical models of the foetus created using magnetic resonance imaging, computed tomography, and ultrasound data: history, description, and potential uses]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400149&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Factors associated with menopausal symptoms in women from a metropolitan region in Southeastern Brazil: a population-based household survey]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400152&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVOS: Avaliar a idade da menopausa e os fatores associados aos sintomas menopausais em mulheres de uma região metropolitana do sudeste do Brasil. MÉTODOS: Um estudo exploratório de corte-transversal foi realizado com 749 mulheres entre 45 e 60 anos (pesquisa de base populacional). A variável dependente foi a intensidade dos sintomas menopausais avaliada através do escore total do questionário Menopause Rating Scale (MRS). As variáveis independentes foram características sociodemográficas, problemas e hábitos de saúde, auto-percepção de saúde e antecedentes ginecológicos. A análise estatística foi realizada com o teste do χ2 e regressão de Poisson. RESULTADOS: A média etária das mulheres entrevistadas foi 52,5 (±4,4) anos. Com relação ao estado menopausal, 16% das mulheres encontravam-se na pré-menopausa, o mesmo número na perimenopausa e 68% estavam na pós-menopausa. A média de idade de ocorrência da menopausa foi 46,5±5,8 anos. A intensidade dos sintomas menopausais foi definida de acordo com a mediana do escore total do MRS e foi considerada severa para valores acima de 8. Depressão/ansiedade (RP=1,8; IC95% 1,5-2,2; p&lt;0,01), doenças osteoarticulares (RP=1,5; IC95% 1,2-1,7; p&lt;0,01), auto-percepção do estado geral de saúde regular, ruim ou péssimo (RP=1,4; IC95% 1,2-1,7; p&lt;0,01), antecedente de algum aborto (RP=1,3; IC95% 1,1-1,5; p&lt;0,01), tratamento para menopausa atual ou prévio (RP=1,2; IC95% 1,1-1,4; p&lt;0,01), estar na perimenopausa ou pós-menopausa (RP=1,4; IC95% 1,1-1,8; p=0,01), número de partos normais &gt;1 (RP=1,2; IC95% 1,02-1,4; p=0,02) e asma (RP=1,2; IC95% 1,01-1,4; p=0,03) se associaram a maior severidade de sintomas menopausais. Apresentar maior idade (RP=0,96; IC95% 0,96-0,97; p&lt;0,01) se associou a menor intensidade de sintomas da menopausa. CONCLUSÃO: A intensidade dos sintomas menopausais está relacionada a um amplo conjunto de fatores. Entender e controlar estes fatores pode auxiliar na redução dos sintomas menopausais, além de fornecer dados para definir grupos que necessitam maior atenção por parte dos serviços de saúde. <hr/> PURPOSE: To determine the average age at the onset of menopause and to investigate menopausal symptoms in women in a metropolitan region in Southeastern Brazil. METHODS: A descriptive, exploratory, cross-sectional study was conducted with 749 women (a population-based household survey). The dependent variable was the intensity of menopausal symptoms assessed by th Menopause Rating Scale (MRS). The independent variables were sociodemographic data, health-related habits and problems, self-perception of health, and gynecological background. Statistical analysis was carried out by the χ2 test and Poisson regression using the backward selection criteria. RESULTS: The mean age of the women was 52.5 (±4.4) years. With regard to menopausal status, 16% were premenopausal, 16% perimenopausal and 68% postmenopausal. The mean age at the onset of menopause was 46.5 (±5.8) years. The intensity of menopausal symptoms was defined according to the median MRS score and was considered severe for values ​​above 8. Depression/anxiety (PR=1.8; 95%CI 1.5-2.2; p&lt;0.01), rheumatic diseases (PR 1.5; 95%CI 1.2-1.7; p&lt;0.01), self-perception of health as fair/poor/very poor (PR 1.4; 95% CI 1.2-1.7; p&lt;0.01), history of abortion (PR 1.3; 95%CI 1.1-1.4; p&lt;0.01), current or previous treatment for menopausal symptoms (PR 1.2; 95%CI 1.1-1.4; p&lt;0.01), peri- or postmenopausal status (PR 1.4; 95%CI 1.1-1.7; p&lt;0.01), number of normal deliveries &gt;1 (PR 1.2; 95%CI 1.02-1.4; p&lt;0.01) and asthma (PR 1.2; 95%CI 1.01-1.4; p&lt;0.01) were associated with more severe menopausal symptoms. Older age (PR 0.96; 95%CI 0.96-0.97; p&lt;0.01) was associated with less severe symptoms. CONCLUSION: The severity of menopausal symptoms was related to a wild range of factors, especially presence of chronic diseases, a larger number of pregnancies, use of hormone therapy, and worse self-rated health. A better understanding of these factors can help to reduce the impact of symptoms on quality of life, and to identify groups of women who are likely to need more care during and beyond menopause. <![CDATA[Pregnancy aspects related to intracranial hemorrhage in newborns of very low weight in South Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400159&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Analisar a relação da via de parto e de outros aspectos perinatais com a ocorrência de hemorragia intracraniana em recém-nascidos de muito baixo peso em um Hospital Universitário do Sul do Brasil. MÉTODOS: Estudo de caso-controle. Foram analisados os prontuários de todos os recém-nascidos que nasceram com peso ≤1.500 g, no período de janeiro de 2011 a setembro de 2014, e que foram submetidos ao exame de ultrassonografia transfontanela. Foram selecionados como casos os que tiveram diagnóstico de hemorragia intracraniana e como controles, os que apresentaram exame normal. As diferenças entre os grupos foram avaliadas pelo teste t de Student, do χ2 ou exato de Fisher, e a medida de associação foi a odds ratio, com intervalo de confiança de 95% e α=5%. RESULTADOS: Foram registrados 222 nascimentos com peso ao nascer ≤1.500 g; desses, 113 foram submetidos à ultrassonografia transfontanela e puderam ser incluídos no estudo. Em 69 (61,1%) casos houve o diagnóstico de hemorragia intracraniana (casos) e 44 (38,9%) tiveram o exame de ultrassonografia transfontanela normal (controles). A maioria dos casos apresentou hemorragia grau I (96,8%) com origem na matriz germinativa (95,7%). A via de parto predominante foi a cesárea (81,2% dos casos e 72,7% dos controles). Foram registrados 5 óbitos, sendo 3 casos e 2 controles. A idade gestacional variou de 24 a 37 semanas. O peso ao nascer mediano foi de 1.205 g (variação: 675-1.500 g). O tempo de internação hospitalar mediano do bebê foi de 52 dias, variando de 5 a 163 dias. CONCLUSÃO: A hemorragia intracraniana da matriz germinativa grau I foi a mais frequente. Não foram encontradas diferenças entre casos e controles para as variáveis estudadas. O baixo número de recém-nascidos que foram submetidos à ultrassonografia transfontanela limitou o tamanho amostral e os resultados do estudo. <hr/> PURPOSE: To analyze the relationship between route of delivery and other aspects of pregnancy and the occurrence of intracranial hemorrhage in newborns of very low weight at a teaching hospital in South Brazil. METHODS: A case-control study was conducted. Medical records of all patients who were born weighing ≤1,500 g and who were submitted to transfontanellar ultrasonography were analyzed from January 2011 to September 2014. The cases were newborns with diagnosis of intracranial hemorrhage, while newborns with regular exams were used as controls. Differences between groups were analyzed by the Student t test and by χ2 or Fisher exact tests, and association was determined using the odds ratio with a 95% confidence interval and α=5%. RESULTS: A total of 222 newborns with birth weight ≤1,500 g were recorded; of these, 113 were submitted to transfontanellar ultrasonography and were included in the study. Sixty-nine (61.1%) newborns were diagnosed with intracranial hemorrhage (cases) and 44 (38.9%) showed no abnormal results (controls). Most cases had grade I hemorrhage (96.8%) originating from the germinative matrix (95.7%). The predominant route of delivery was caesarean section (81.2% of the cases and 72.7% of the controls). Five deaths were recorded (3 cases and 2 controls). Gestational age ranged from 24 to 37 weeks. Median birth weight was 1,205 g (range: 675-1,500 g). The median time of hospitalization was 52 days, ranging from 5 to 163 days. CONCLUSION: Grade I intracranial hemorrhage from the germinative matrix was the most frequent. No differences were found between cases and controls for the variables studied. The small number of infants submitted to transfontanellar ultrasonography limited the sample size and the results of the study. <![CDATA[Factors associated with postpartum weight retention in a Brazilian cohort]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400164&lng=es&nrm=iso&tlng=es PURPOSE: To identify the factors associated with weight retention after pregnancy. METHODS: A cohort study was performed with 145 women receiving maternity care at a hospital in Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil, aged 19 to 45 years, between weeks 38 and 42 of pregnancy. The patients were evaluated at one month, three months, and six months after delivery. Student's t-test or one-way analysis of variance (ANOVA) was used to compare groups, as indicated; correlations were assessed with Pearson's and Spearman's tests, as indicated; to identify and evaluate confounders independently associated with total weight loss, a multivariate linear regression analysis was performed and statistical significance was set at p≤0.05. RESULTS: There was a significant positive association between total weight gain - and a negative association with physical exercise during pregnancy - with total weight loss. Higher parity, inter-pregnancy interval, calorie intake, pre-pregnancy body mass index (BMI), weight gain related to pre-pregnancy BMI, presence and severity of depression, and lack of exclusive breastfeeding were directly associated with lower weight loss. Among nominal variables, level of education and marital status were significantly associated with total weight loss. CONCLUSION: In the present study, lower weight retention in the postpartum period was associated with higher educational attainment and with being married. Normal or below-normal pre-pregnancy BMI, physical activity and adequate weight gain during pregnancy, lower parity, exclusive breastfeeding for a longer period, appropriate or low calorie intake, and absence of depression were also determinants of reduced weight retention. <hr/> OBJETIVO: Identificar os fatores associados à retenção de peso após a gravidez. MÉTODOS: Foi realizado um estudo de coorte com 145 mulheres que receberam cuidados de maternidade em um hospital de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil, com idades entre 19 e 45 anos entre a 38ª e a 42ª semana da gravidez. As pacientes foram avaliadas um, três e seis meses após o parto. As variáveis foram analisadas com o teste t de Student ou análise de variância de uma via (ANOVA), conforme indicado; as associações foram analisadas pelas correlações de Pearson e Spearman. Para identificar e analisar confundidores independentemente associados à perda de peso, foi utilizada regressão linear multivariada e foi considerado estatisticamente significante p≤0,05. RESULTADOS: Houve uma associação positiva significativa entre o ganho de peso total - e uma associação negativa com o exercício físico durante a gravidez - com a perda de peso total. Maior número de partos, intervalo entre partos, ingestão de calorias, índice de massa corporal (IMC) antes da gestação, ganho de peso relacionado com IMC pré-gestacional, presença e severidade de depressão e falta de aleitamento materno exclusivo foram diretamente associados com menor perda de peso. Entre as variáveis nominais, o nível de escolaridade e estado civil foram significativamente associados com a perda de peso total. CONCLUSÃO: No presente estudo, menor retenção de peso no pós-parto foi associada com maior nível educacional e com o fato de a gestante ser casada. IMC pré-gestacional normal ou abaixo do normal, atividade física e ganho de peso adequado durante a gravidez, menor paridade, amamentação exclusiva por um período mais longo, ingestão adequada ou de baixa caloria e ausência de depressão foram também determinantes na retenção de peso reduzida. <![CDATA[Podocyturia in pregnant women with chronic hypertension may predict kidney injury?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400172&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Avaliar a presença de podocitúria em gestantes hipertensas crônicas no terceiro trimestre da gestação e a associação com doença renal. MÉTODOS: Estudo observacional descritivo em uma amostra de conveniência de 38 gestantes hipertensas crônicas. Os podócitos foram marcados com técnica de imunofluorescência indireta com antipodocina e diamidino-fenilindol (DAPI). A contagem foi feita a partir de 30 campos analisados de forma aleatória, corrigida pela creatinina urinária (podócitos/mg de creatinina). Foram assumidos dois grupos: grupo GN (função glomerular normal), com até 100 podócitos, e grupo GP (provável glomerulopatia), com mais de 100 podócitos. A dosagem de creatinina foi realizada com uso da técnica do picrato alcalino. As variáveis de análise foram o índice de massa corpórea, a idade gestacional na coleta, a pressão arterial sistólica e a pressão arterial diastólica no momento da coleta. Para a análise dos dados, foi utilizado o programa SPSS - versão 16.0. (IBM - USA). Nas análises estatísticas, foi utilizado o teste do χ2, sendo consideradas diferenças significantes valores de p&lt;0,05. RESULTADOS: A contagem de podócitos no grupo GN teve mediana de 20,3 (0,0 a 98,1), e no grupo GP, de 176,9 (109,1 a 490,6). A média do índice de massa corpórea foi 30,2 kg/m2 (DP=5,6), a média da idade gestacional foi de 35,1 semanas (DP=2,5), a mediana da pressão arterial sistólica foi de 130,0 mmHg (100,0-160,0) e a mediana da pressão arterial diastólica de 80,0 mmHg (60,0-110,0). Não houve correlação significativa entre podocitúria e índice de massa corpórea (p=0,305), idade gestacional na coleta (p=0,392), pressão arterial sistólica (p=0,540) e pressão arterial diastólica (p=0,540). CONCLUSÕES: Não foi identificado um padrão de podocitúria compatível com a presença de glomerulopatia ativa, ainda que algumas das gestantes (15,8%) tenham exibido perda podocitária expressiva. Consideramos ser prematuro recomendar para a prática clínica rotineira a incorporação da pesquisa de podocitúria ao longo do pré-natal de gestantes hipertensas crônicas. <hr/> PURPOSE: To evaluate the presence of podocyturia in chronic hypertensive pregnant women in the third trimester of pregnancy and its possible association with renal disease. METHODS: This was an observational study of a convenience sample of 38 chronic hypertensive pregnant women. The podocytes were labeled by the indirect immunofluorescence technique with anti-podocin and diamidino-phenylindole (DAPI). The count was made on 30 random fields analyzed and corrected according to urinary creatinine (podocytes/mg creatinine). The patients were assigned to two groups: NG (normal glomerular function), up to 100 podocytes, and GP (probable glomerulopathy), more than 100 podocytes. Urinary creatinine was measured by the alkaline picrate method. The variables analyzed were body mass index, gestational age, and systolic and diastolic blood pressure at the time of sample collection. Data were analyzed using the SPSS - version 16.0 (IBM - USA). Statistical analysis was performed by the χ2 test, and significant differences were considered when p&lt;0.05. RESULTS: The median podocyte count was 20.3 (0.0-98.1) for group GN, and 176.9 (109.1-490.6) for GP. The mean body mass index was 30.2 kg/m2 (SD=5.6), mean gestational age was 35.1 weeks (SD=2.5), median systolic blood pressure was 130.0 mmHg (100.0-160.0) and median diastolic blood pressure was 80.0 mmHg (60.0-110.0). There was no significant correlation between podocyturia and body mass index (p=0.305), gestational age (p=0.392), systolic blood pressure (p=0.540) or diastolic blood pressure (p=0.540). CONCLUSIONS: In this study, there was no podocyturia pattern consistent with the presence of active renal disease, although some of the women studied (15.8%) exhibited a significant loss. We believe that it is premature to recommend the inclusion of the determination of podocyturia in routine prenatal clinical practice in chronically hypertensive pregnant women. <![CDATA[Prevalence of cervical infection by human papillomavirus and cervical intraepithelial neoplasia in HIV-positive and negative women]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400178&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Realizar estudo comparativo entre mulheres positivas e negativas para o vírus da imunodeficiência humana (HIV), analisando: prevalência de neoplasia intraepitelial cervical (NIC) e infecção cervical pelo papilomavírus humano (HPV); risco viral e relação com desenvolvimento de NIC; parâmetros sociodemográficos e de comportamento que influenciaram na presença de infecção cervical por HPV e NIC. MÉTODOS: Estudo comparativo entre mulheres positivas e negativas para o HIV, sendo analisadas, respectivamente, 202 e 171 mulheres para avaliar a prevalência de NIC e 164 e 100 mulheres para avaliar a prevalência de infecção cervical pelo HPV. Em todas as consultas foram realizados: coleta de amostras cervicais para realização de citologia oncótica e reação em cadeia da polimerase (PCR) para detecção do DNA-HPV; colposcopia; questionário padronizado para coleta de dados demográficos/comportamentais; biópsia de todas as alterações colposcópicas. O exame histopatológico foi o padrão-ouro para o diagnóstico de NIC. RESULTADOS: A prevalência de NIC foi de 2,4 e 15,3% (p&lt;0,001) e de infecção cervical pelo HPV foi de 37,1 e 55,5% (p=0,002), respectivamente, nas negativas e positivas para o HIV. As soropositivas tiveram mais infecção por HPV de alto risco (35,7 e 23,6%; p=0,02) e por múltiplos tipos (6,2 e 0%). O HPV 16 foi o tipo prevalente, ocorrendo em 11,3 e 10,2% das positivas e negativas para o HIV e também nas mulheres que tiveram NIC nos dois grupos. Os fatores associados ao desenvolvimento de NIC foram: infecção pelo HIV (HT=4,64; IC95% 2,23-9,65), idade (HT=0,95; IC95% 0,93-0,98 para cada ano de vida) e estado civil (HT=0,49; IC95% 0,30-0,80). Os fatores associados à infecção pelo HPV foram: presença do HIV (HT=2,72; IC95% 1,77-4,17), maior número de parceiros sexuais (HT=1,87; IC95% 1,23-2,84), idade (HT=0,97; IC95% 0,95-0,99 para cada ano de vida) e estado civil (HT=0,65: IC95% 0,42-1,0 para união estável/viúvas). CONCLUSÃO: A prevalência de NIC e infecção cervical pelo HPV foi maior nas mulheres positivas para o HIV, que também apresentaram mais infecções por HPV de alto risco e múltiplos tipos. O tipo 16 foi o predominante nos dois grupos e nas mulheres que tiveram NIC. As mulheres com mais idade e união estável/viúvas tiveram menor chance de adquirir infecção cervical por HPV e NIC. <hr/> PURPOSE: To conduct a comparative study between two groups of women (HIV positive and negative) analyzing: the prevalence of cervical intraepithelial neoplasia (CIN) and cervical HPV infection; viral risk and relationship with development of CIN; and sociodemographic and behavioral parameters that influence cervical HPV infection and the development of CIN. METHODS: A cross-sectional study in which 202 HIV-positive women and 164 HIV-negative women were analyzed to assess the prevalence of CIN and 171 HIV-positive women and 160 HIV-negative women were analyzed to assess the prevalence of cervical HPV infection. The following procedures were performed on the occasion of each medical visit: collection of cervical samples for cytology and polymerase chain reaction (PCR) to detect HPV DNA; colposcopy; standardized questionnaire to collect demographic and behavioral data; and biopsy of all colposcopic changes. Histopathology was the gold standard for the diagnosis of CIN. RESULTS: The prevalence of CIN was 2.4 and 15.3% (p&lt;0.001) and the prevalence of cervical HPV infection was 37.1 and 55.5% (p=0.002), respectively, among HIV-negative and -positive women. HIV-positive women had a higher risk of HPV infection (35.7 and 23.6%) (p=0.02). HPV 16 was the most prevalent virus type, occurring in 11.3 and 10.2% of HIV-positive and negative women and was also more prevalent among women presenting CIN in both groups. Factors associated fwith the development of CIN were: HIV infection (HT=4.64; 95%CI 2.23-9.65), age (HT=0.95; 95%CI 0.93-0.98 for each year of life) and marital status (HT=0.49; 95%CI 0.30-0.80). Associated factors for HPV infection were: HIV presence (HT=2.72; 95%CI 1.77-4.17), greater number of sexual partners (HT=1.87; 95%CI 1.23-2.84), age (HT=0.97; 95%CI 0.95-0.99 for each year of life) and marital status (HT=0.65; 95%CI 0.42-1.0 for stable union/widows). CONCLUSION: The prevalence of CIN and cervical HPV infection was higher in HIV-positive women, who also presented a higher risk of HPV infections and multiple viral types. Type 16 was predominant in both groups and in women with CIN. Older women and women with stable union/widows were less likely to acquire cervical HPV infection and CIN. <![CDATA[Genetic analysis and cAMP measurement: comparison between lean and obese anovulating mice]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400186&lng=es&nrm=iso&tlng=es PURPOSE: To evaluate genes differentially expressed in ovaries from lean (wild type) and obese (ob/ob) female mice and cyclic AMP production in both groups. METHODS: The expression on messenger RNA levels of 84 genes concerning obesity was analyzed through the PCR array, and cyclic AMP was quantified by the enzyme immunoassay method. RESULTS: The most downregulated genes in the Obesity Group included adenylate cyclase-activating polypeptide type 1, somatostatin, apolipoprotein A4, pancreatic colipase, and interleukin-1 beta. The mean decrease in expression levels of these genes was around 96, 40, 9, 4.2 and 3.6-fold, respectively. On the other hand, the most upregulated genes in the Obesity Group were receptor (calcitonin) activity-modifying protein 3, peroxisome proliferator activated receptor alpha, calcitonin receptor, and corticotropin-releasing hormone receptor 1. The increase means in the expression levels of such genes were 2.3, 2.7, 4.8 and 6.3-fold, respectively. The ovarian cyclic AMP production was significantly higher in ob/ob female mice (2,229±52 fMol) compared to the Control Group (1,814±45 fMol). CONCLUSIONS: Obese and anovulatory female mice have reduced reproductive hormone levels and altered ovogenesis. Several genes have their expression levels altered when leptin is absent, especially adenylate cyclase-activating polypeptide type 1. <hr/> OBJETIVO: Avaliar os genes diferencialmente expressos em ovários de camundongos fêmeas magras (tipo selvagem) e obesas (ob/ob) e a produção de AMP cíclico em ambos os grupos. MÉTODOS: A expressão nos níveis de RNA mensageiro de 84 genes relacionados à obesidade foi analisada por PCR Array, e o AMP cíclico foi quantificado por método imunoenzimático. RESULTADOS: Os genes que mais sofreram diminuição da expressão no Grupo Obesidade incluíram o tipo 1 de polipeptídeo ativador da adenilato ciclase, o da somatostatina, da apolipoproteína A4, da colipase pancreática e da beta interleucina 1. A média de redução na expressão desses genes foi de aproximadamente 96, 40, 9, 4,2 e 3,6 vezes, respectivamente. Por outro lado, os genes que mais tiveram aumento na expressão no Grupo Obesidade foram o gene da proteína modificadora da atividade do receptor de calcitonina 3, do proliferador de peroxissomos ativados por proteína alfa, do receptor de calcitonina e do receptor para hormônio liberador de corticotropinas 1. As médias de acréscimo nos níveis de expressão de tais genes foram de 2,3, 2,7, 4,8 e 6,3 vezes, respectivamente. A produção de AMP cíclico ovariana foi significantemente aumentada em camundongos fêmeas ob/ob (2.229±52 fMol) quando comparada ao Grupo Controle (1.814±45 fMol). CONCLUSÕES: Camundongos fêmeas obesas e anovuladoras possuem níveis de hormônio reprodutivo reduzidos e ovulogênese alterada. Vários genes mostram níveis de expressão alterados quando a leptina está ausente, principalmente o tipo 1 de polipeptídeo ativador da adenilato ciclase. <![CDATA[Herlyn-Werner-Wunderlich syndrome: a case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000400192&lng=es&nrm=iso&tlng=es Herlyn-Werner-Wunderlich (HWW) syndrome is a rare congenital disorder of the Müllerian ducts in which there is uterus didelphys, obstructed hemivagina and unilateral renal agenesis. The most common presentation is an abdominal mass secondary to hematocolpos, pain and dysmenorrhea. However, in some cases, such as the one we present here, menses are normal due to an obstructed hemivagina, and diagnosis can be delayed. We describe evaluation and surgical management of a 13-year-old girl with this condition who was diagnosed by computed tomography (CT) scan and confirmed by pelvic ultrasound and surgical exploration, as well as a review of the literature.<hr/>A síndrome de Herlyn-Werner-Wunderlich (HWW) é uma doença congênita rara dos dutos müllerianos, em que há útero didelfo, hemivagina obstruída e agenesia renal unilateral. A apresentação clínica mais comum é como uma massa abdominal secundária a hematocolpo, dor e dismenorreia. Em alguns casos, porém, como no que apresentamos aqui, a menstruação é normal devido à obstrução de uma hemivagina, e o diagnóstico pode ser tardio. Descrevemos neste trabalho a avaliação e manejo cirúrgico de uma paciente de 13 anos com essa condição que foi diagnosticada com uso de tomografia computadorizada e confirmada por ultrassonografia pélvica e exploração cirúrgica, bem como uma revisão da literatura.