Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320140010&lang=es vol. 36 num. 10 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Environmental factors and endometriosis: a point of view]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000433&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Changes in motor behavior during pregnancy in rats: the basis for a possible animal model of restless legs syndrome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000436&lng=es&nrm=iso&tlng=es PURPOSE: Pregnant women have a 2-3 fold higher probability of developing restless legs syndrome (RLS – sleep-related movement disorders) than general population. This study aims to evaluate the behavior and locomotion of rats during pregnancy in order to verify if part of these animals exhibit some RLS-like features. METHODS: We used 14 female 80-day-old Wistar rats that weighed between 200 and 250 g. The rats were distributed into control (CTRL) and pregnant (PN) groups. After a baseline evaluation of their behavior and locomotor activity in an open-field environment, the PN group was inducted into pregnancy, and their behavior and locomotor activity were evaluated on days 3, 10 and 19 of pregnancy and in the post-lactation period in parallel with the CTRL group. The serum iron and transferrin levels in the CTRL and PN groups were analyzed in blood collected after euthanasia by decapitation. RESULTS: There were no significant differences in the total ambulation, grooming events, fecal boli or urine pools between the CTRL and PN groups. However, the PN group exhibited fewer rearing events, increased grooming time and reduced immobilization time than the CTRL group (ANOVA, p&lt;0.05). CONCLUSION: These results suggest that pregnant rats show behavioral and locomotor alterations similar to those observed in animal models of RLS, demonstrating to be a possible animal model of this sleep disorder. <hr/> OBJETIVO: Mulheres grávidas apresentam de duas a trêz vezes maior probabilidade de desenvolver a Síndrome das Pernas Inquietas (SPI – distúrbio do movimento relacionado ao sono) do que a população geral. O objetivo do estudo foi avaliar o comportamento e a locomoção de ratas durante a gravidez, a fim de verificar se esses animais apresentam algumas características SPI-like. MÉTODOS: Foram utilizadas 14 fêmeas Wistar de 80 dias de idade, pesando entre 200 e 250 g. Os ratos foram distribuídos em grupos controle (CTRL) e prenhes (PN). Após uma avaliação inicial do comportamento e da atividade locomotora em um ambiente de campo aberto, o grupo PN foi introduzido a prenhez, e sua atividade e comportamento locomotor foram avaliados nos dias 3, 10 e 19 de prenhez e no período pós-lactação em paralelo ao grupo CTRL. Os níveis de ferro e transferrina séricos nos grupos CTRL e PN foram analisados em sangue coletado após eutanásia por decapitação. RESULTADOS: Não houve diferenças significativas na deambulação total, nos eventos de grooming, bolos fecais e urina entre os grupos CTRL e PN. No entanto, o grupo PN apresentou menos eventos de rearing, aumento no tempo de duração de grooming e redução no tempo de imobilização em relação ao grupo CTRL (ANOVA, p&lt;0,05). CONCLUSÃO: Esses resultados sugerem que ratas prenhes apresentam alterações comportamentais e locomotoras semelhantes às observadas em modelos animais de SPI, demonstrando ser um possível modelo animal desse distúrbio do sono. <![CDATA[Perinatal morbidity and mortality in pregnancies that progressed with ruptured membranes at a public hospital in Northern Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000442&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Identificar os fatores obstétricos e perinatais associados à morbimortalidade perinatal em gestações que cursaram com amniorrexe prematura. MÉTODOS: Estudo transversal de base hospitalar, com dados secundários de prontuários de pacientes (n=87) que evoluíram com quadro de amniorrexe prematura com idade gestacional entre 24 e 42 semanas, definida pela ultrassonografia, e internadas no período de janeiro a abril de 2013 em uma maternidade pública no estado do Acre, região Norte do Brasil. Os dados foram submetidos à análise bivariada para seleção de variáveis que compuseram o modelo múltiplo utilizando a técnica de regressão logística de Poisson. RESULTADOS: A prevalência de morbimortalidade perinatal foi de 51,4%. Nesse total estão computados 2,3% de óbitos fetais (2 casos) e 9,2% de óbitos neonatais (8 casos). As variáveis que apresentaram associação no modelo múltiplo final com morbimortalidade foram: número de consultas de pré-natal ≥6, com razão de prevalência (RP) 0,5 e intervalo de confiança de 95% (IC95%) 0,3-0,9, idade gestacional ≥30 semanas (RP=0,6; IC95% 0,4-0,8), baixo peso ao nascer (RP=2,9; IC95% 1,5-5,4) e necessidade de ventilação mecânica (RP=3,8; IC95% 2,0-7,2). CONCLUSÃO: Observou-se elevada morbimortalidade perinatal entre casos que cursaram com amniorrexe prematura. A morbimortalidade esteve associada a fatores como menor número de consultas de pré-natal, extrema prematuridade e o baixo peso. <hr/> PURPOSE: To identify obstetric and perinatal factors associated with perinatal morbidity and mortality in pregnancies that progressed with ruptured membranes. METHODS: A cross-sectional hospital-based study with secondary data from records of patients (n=87) that evolved with the premature rupture of membranes between 24 and 42 weeks of gestation, admitted from January to April 2013 to a public hospital in Acre State, North of Brazil. Data were subjected to bivariate analysis for selection of variables to be used in a multiple regression model according to Poisson logistic regression with robust error. RESULTS: The prevalence of perinatal morbidity-mortality was 51.4%, including a 2.3% death rate (2 cases) and a 9.2% fetal neonatal death rate (8 cases). The variables associated with mortality in the final multiple model were: number of prenatal consultations ≥6, with a prevalence ratio (PR) of 0.5 and a 95% confidence interval (95%CI) of 0.3-0.9, gestational age ≥30 weeks (PR=0.6; 95%CI 0.4-0.8), low birth weight (PR=2.9; 95%CI 1.5-5.4), and mechanical ventilation (PR=3.8; 95%CI 2.0-7.2). CONCLUSION: Perinatal morbidity and mortality were high among cases of ruptured membranes. Morbidity and mortality were associated with factors such as fewer prenatal visits, extreme prematurity and low birth weight in this group. <![CDATA[Obesity and cardiometabolic risk factors during pregnancy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000449&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Avaliar fatores de risco cardiometabólicos durante a gestação normal, observando a influência da obesidade materna sobre os mesmos. MÉTODOS: Estudo realizado com 25 gestantes sadias com gestação única e idade gestacional inferior a 20 semanas. Foi feita análise longitudinal de pressão arterial, peso, índice de massa corporal (IMC), concentrações séricas de leptina, adiponectina, cortisol, colesterol total e frações, triglicérides, ácido úrico, glicose de jejum, teste oral de tolerância à glicose, HOMA-IR e relação insulina/glicose nos três trimestres da gestação. Para avaliação da influência da obesidade, as gestantes foram divididas em dois grupos baseados no IMC do primeiro trimestre: grupo com peso normal (Gpn) para gestantes com IMC&lt;25 kg/m2 e grupo com sobrepeso/obesidade (Gso) para IMC≥25 kg/m2. Foram utilizados testes ANOVA de um fator para medidas repetidas ou teste de Friedman e os testes t de Student ou de Mann-Whitney para análises estatísticas comparativas e teste de Pearson para correlações. RESULTADOS: A média de idade foi de 22 anos. Os valores médios para o primeiro trimestre foram: peso 66,3 kg e IMC 26,4 kg/m2, sendo 20,2 kg/m2 do Gpn e 30,7 kg/m2 do Gso. A média do ganho de peso foi de 12,7 kg (10,3 kg para Gso e 15,2 Kg para Gpn). Os níveis de cortisol, ácido úrico e lipidograma elevaram-se nos trimestres, com exceção do HDL-colesterol que não se alterou. A pressão arterial, insulina e HOMA-IR sofreram elevação apenas no terceiro trimestre. O grupo Gso mostrou tendência a maior ganho de peso, apresentou concentrações de leptina, colesterol total, LDL-colesterol, VLDL-colesterol, TG, glicemia jejum e insulina mais elevados, maior HOMA-IR, além de reduzida concentração de HDL-colesterol e pressão arterial diastólica mais elevada no 3° trimestre. Três gestantes desenvolveram hipertensão gestacional, apresentaram obesidade pré-gestacional, ganho excessivo de peso, hiperleptinemia e relação insulina/glicose maior que dois. O peso e o IMC apresentaram correlação positiva com colesterol total e sua fração LDL, TG, ácido úrico, glicemia jejum, insulina e HOMA-IR; e negativa com adiponectina e HDL-colesterol. Leptina apresentou correlação positiva com pressão arterial. CONCLUSÕES: As alterações metabólicas da gestação são mais expressivas entre as gestantes obesas, o que as torna mais propensas às complicações cardiometabólicas. As mulheres obesas devem ser esclarecidas sobre esses riscos e diante de uma gestante obesa, na primeira consulta de pré-natal, o cálculo do IMC, bem como da relação insulina/glicose e o lipidograma devem ser solicitados, a fim de identificar a gestante de maior risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. <hr/> PURPOSE: To assess cardiometabolic risk factors during normal pregnancy and the influence of maternal obesity on them. METHODS: This study included 25 healthy pregnant women with a single pregnancy and a gestational age of less than twenty weeks. Longitudinal analysis of blood pressure, body weight, body mass index (BMI), serum concentrations of leptin, adiponectin, cortisol, total cholesterol and fractions, triglycerides, uric acid, fasting glucose, oral glucose tolerance test, HOMA-IR and insulin/glucose ratio was performed each trimester during pregnancy. In order to evaluate the impact of obesity, pregnant women were divided into two groups based on BMI for the first quarter of pregnancy: Gpn for pregnant women with BMI&lt;25 kg/m2 and Gso for BMI≥25 kg/m2. One-Way ANOVA for repeated measurements or Friedman test and Student-t or Mann-Whitney tests for statistical comparisons and Pearson correlations test were used for statistical analysis. RESULTS: The mean values for the first quarter of pregnancy for the following parameters were: age: 22 years; weight: 66.3 kg and BMI 26.4 kg/m2, with 20.2 and 30.7 kg/m2 for the Gpn and Gso groups, respectively. Mean weight gain during pregnancy was ±12.7 kg with 10.3 kg for the Gso group and 15.2 kg for the Gpn group. Regarding plasma determinations, cortisol, uric acid and lipid profile increased during all trimesters of pregnancy, except for HDL-cholesterol, which did not change. Blood pressure, insulin and HOMA-IR only increased in the third quarter of pregnancy. The Gso group tended to gain more weight and to show higher concentrations of leptin, total cholesterol, LDL-cholesterol, VLDL-cholesterol, TG, glucose, insulin, HOMA-IR, besides lower HDL-cholesterol and greater diastolic blood pressure in the 3rd quarter of pregnancy. Three pregnant women developed gestational hypertension, presented prepregnancy obesity, excessive weight gain, hyperleptinemia and an insulin/glucose ratio greater than two. Weight and BMI were positively correlated with total cholesterol and its LDL fraction, TG, uric acid, fasting blood glucose, insulin and HOMA-IR; and were negatively correlated with adiponectin and HDL-cholesterol. Leptin level was positively correlated with blood pressure. CONCLUSIONS: The metabolic changes in pregnancy are more significant in obese women, suggesting, as expected, an increased risk of cardiometabolic complications. During their first visit for prenatal care, obese women should be informed about these risks, have their BMI and insulin/glucose ratio calculated along with their lipid profile to identify pregnant women at higher risk for cardiovascular diseases. <![CDATA[Protective role of the G allele of the polymorphism in the Interleukin 10 gene (-1082G/A) against the development of preeclampsia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000456&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVOS: Identificar a frequência do polimorfismo no gene IL-10, rs1800896 (-1082 A/G), em mulheres com pré-eclâmpsia (PE) e em mulheres do grupo controle e associar a presença deste polimorfismo com a proteção contra o desenvolvimento da PE. MÉTODOS: Estudo do tipo caso-controle, no qual foram selecionadas 54 mulheres com PE, classificadas de acordo com os critérios da National High Blood Pressure Education Program e 172 mulheres do grupo controle, com pelo menos duas gestações saudáveis. O polimorfismo proposto foi estudado utilizando-se a técnica de reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR), com sondas de hidrólise. A análise estatística foi realizada utilizando-se o teste de associação do χ2. Odds ratio e seu intervalo de confiança de 95% foram usados para medir a força de associação entre o polimorfismo estudado e o desenvolvimento da PE. RESULTADOS: Foi observado aumento significativo da frequência do genótipo AG entre mulheres do grupo controle (85 versus 15% nas mulheres com PE). O alelo G é significativamente mais frequente entre as mulheres do grupo controle do que nas com PE (Teste χ2; p=0,01). O odds ratio para as portadoras do alelo G foi de 2, 13, indicando que apresentam menor risco de desenvolver PE do que as não portadoras. CONCLUSÕES: Sugere-se associação entre a presença do alelo G do polimorfismo no gene IL-10, rs1800896 (-1082 A/G), e a proteção contra o desenvolvimento da PE. Mais estudos sobre a contribuição dessas variações e os mecanismos pelos quais afetam o risco de desenvolver PE ainda necessitam de ser realizadas. <hr/> PURPOSE: To identify the frequency of polymorphism in the IL-10 gene, rs1800896 (-1082 A/G), in women with preeclampsia (PE) and in women in a control group and to associate the presence of this polymorphism with protection against the development of PE. METHODS: This was a case-control study conducted on 54 women with PE, classified according to the criteria of the National High Blood Pressure Education Program, and on 172 control women with at least two healthy pregnancies. The proposed polymorphism was studied by the technique of real time polymerase chain reaction (qPCR), with hydrolysis probes. Statistical analysis was performed using the χ2 test. Odds ratio and confidence interval of 95% were used to measure the strength of association between the studied polymorphism and the development of PE. RESULTS: Statistically increased frequency of the AG genotype was observed among control women (85 versus 15% in women with PE). The G allele was significantly more frequent among control women than PE women (χ2 test, p = 0.01). The odds ratio for carriers of the G allele was 2.13, indicating a lower risk of developing PE compared to non-carriers. CONCLUSIONS: Thus, an association is suggested to occur between the presence of the G allele of the polymorphism in the IL-10 rs1800896 (-1082 A/G) gene and protection against the development of PE. More studies investigating the contribution of these variations and the mechanisms by which they affect the risk of developing PE still need to be undertaken. <![CDATA[Clinical and laboratory characteristics of pregnant women with preeclampsia versus gestational hypertension]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000461&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Comparar as características clínicas e laboratoriais, os resultados maternos e perinatais de gestantes com pré-eclâmpsia versus hipertensão gestacional. MÉTODOS: Análise retrospectiva dos prontuários médicos de pacientes com diagnóstico de pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional, cujas gestações foram resolvidas em um período de cinco anos. Foram coletadas informações laboratoriais, resultados obstétricos e perinatais. As comparações entre os grupos foram realizadas com o uso do teste adequado para a variável analisada: teste t não pareado, teste U de Mann-Whitney, ou teste do χ2. Consideramos p&lt;0,05 como nível de significância estatística. RESULTADOS: Foram avaliadas 199 pacientes no grupo com hipertensão gestacional (HG) e 220 pacientes no grupo com pré-eclâmpsia (PE). No grupo HG o índice de massa corpórea médio foi 34,6 kg/m2 e no grupo PE, 32,7 kg/m2, com diferença significativa. O grupo PE apresentou valores de pressão arterial sistólica superiores ao grupo HG. Em relação aos exames laboratoriais, a média de valores denotou, de uma forma geral, maior gravidade no grupo PE. Pacientes submetidas à cesárea foram 59,1% dos casos no grupo PE e 47,5% no grupo HG. Em relação aos resultados perinatais, a idade gestacional e o peso ao nascer foram significativamente inferiores no grupo PE. CONCLUSÃO: As mulheres com hipertensão gestacional apresentam características epidemiológicas de pacientes com risco de doenças crônicas. As pacientes com pré-eclâmpsia apresentam parâmetros clínicos e laboratoriais de maior gravidade, taxas superiores de cesárea e piores resultados maternos e perinatais. <hr/> PURPOSE: To compare clinical and laboratory characteristics, obstetric and perinatal outcomes of patients with pre-eclampsia versus gestational hypertension. METHODS: A retrospective study was carried out to analyze medical records of patients diagnosed with pre-eclampsia and gestational hypertension whose pregnancies were resolved within a period of 5 years, for a total of 419 cases. We collected clinical and laboratory data, obstetric and perinatal outcomes. Comparisons between groups were performed using the test suitable for the variable analyzed: unpaired t test, Mann-Whitney U test or χ2 test, with the level of significance set at p&lt;0.05. RESULTS: Were evaluated 199 patients in the gestational hypertension group (GH) and 220 patients in the pre-eclampsia group (PE). Mean body mass index was 34.6 kg/m2 in the GH group and 32.7 kg/m2 in the PE group, with a significant difference between groups. The PE group showed higher systolic and diastolic blood pressure and higher rates of abnormal values in the laboratory tests, although the mean values were within the normal range. Cesarean section was performed in 59.1% of cases of PE and in 47.5% of the GH group; and perinatal outcomes in terms of gestational age and birth weight were significantly lower in the PE group. CONCLUSION: Women with gestational hypertension exhibit epidemiological characteristics of patients at risk for chronic diseases. Patients with pre-eclampsia present clinical and laboratory parameters of greater severity, higher rates of cesarean delivery and worse maternal and perinatal outcomes. <![CDATA[Factors associated with the onset of hypertension in women of 50 years of age or more in a city in Southeastern Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000467&lng=es&nrm=iso&tlng=es PURPOSE: To evaluate factors associated with hypertension in Brazilian women of 50 years of age or more. METHODS: A cross-sectional population based study using self-reports. A total of 622 women were included. The association between sociodemographic, clinical and behavioral factors and the woman's age at the onset of hypertension was evaluated. Data were analyzed according to cumulative continuation rates without hypertension, using the life-table method and considering annual intervals. Next, a Cox multiple regression analysis model was adjusted to analyze the occurrence rates of hypertension according to various predictor variables. Significance level was pre-established at 5% (95% confidence level) and the sampling plan (primary sampling unit) was taken into consideration. RESULTS: Median age at onset of hypertension was 64.3 years. Cumulative continuation rate without hypertension at 90 years was 20%. Higher body mass index (BMI) at 20–30 years of age was associated with a higher cumulative occurrence rate of hypertension over time (coefficient=0.078; p&lt;0.001). Being white was associated with a lower cumulative occurrence rate of hypertension over time (coefficient= -0.439; p=0.003), while smoking &gt;15 cigarettes/day was associated with a higher rate over time (coefficient=0.485; p=0.004). CONCLUSION: The results of the present study highlight the importance of weight control in young adulthood and of avoiding smoking in preventing hypertension in women aged ≥50 years. <hr/> OBJETIVO: Avaliar os fatores associados com a taxa de ocorrência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) em mulheres brasileiras com 50 anos ou mais. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal de base populacional usando autorrelato de doenças. Foi avaliada a associação entre os fatores sociodemográficos, clínicos e comportamentais com a idade da ocorrência de hipertensão. Os dados foram analisados com uso das taxas acumuladas de continuação para hipertensão utilizando o método de tabela de vida, com intervalos anuais. Em seguida, foi ajustado modelo de regressão múltipla de Cox, para a análise de diversas variáveis preditoras, possivelmente associadas à taxa acumulada de ocorrência de hipertensão. O nível de significância foi pré-estabelecido em 5% (Intervalo de confiança de 95%) e o plano de amostragem (unidade primária da amostra) foi levado em consideração. RESULTADOS: A mediana da ocorrência da hipertensão das mulheres da amostra foi de 64,3 anos. A taxa acumulada de continuação sem hipertensão, aos 90 anos, foi de 20%. Quanto maior o índice de massa corpórea entre os 20 e 30 anos, maior foi a taxa acumulada de ocorrência de HAS ao longo do tempo (coef=0,078; p&lt;0,001); ter cor da pele branca esteve associada à menor taxa acumulada de ocorrência de HAS ao longo do tempo (coef=-0,4; p=0,003) e fumar mais de 15 cigarros por dia esteve associado ao aumento da taxa acumulada de ocorrência de HAS ao longo do tempo (coef=0,4; p=0,004). CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo evidenciam a importância de controlar o peso na adulta jovem e evitar o tabagismo para prevenir a ocorrência de hipertensão em mulheres com 50 anos ou mais. <![CDATA[Number of antral follicles and the success of in vitro fertilization: a multivariate analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014001000473&lng=es&nrm=iso&tlng=es OBJETIVO: Verificar se a contagem de folículos antrais pode predizer o número de oócitos captados em pacientes submetidas à fertilização in vitro (FIV), bem como correlacioná-la com a idade materna e a taxa de gestação. MÉTODOS: Estudo observacional retrospectivo que incluiu 193 pacientes submetidas a técnicas de reprodução assistida, entre setembro de 2010 e setembro de 2012, em uma Clínica de Reprodução Humana do Sudeste do Brasil. O estudo incluiu mulheres com indicação de FIV e com dosagem de hormônio folículo-estimulante inferior a 10 mUI/mL no terceiro dia do ciclo, sendo excluídas as receptoras de oócitos. As pacientes foram divididas em três grupos de acordo com o número de folículos antrais (até 10, de 11 a 22, maior ou igual a 23 folículos). Para a comparação entre esses três grupos e o grupo das pacientes que engravidaram, foram excluídas as pacientes que não desenvolveram oócitos e as que não tiveram embriões transferidos. Utilizou-se o coeficiente de correlação de Spearman para medir o grau de associação entre as variáveis numéricas e o teste do χ2 para comparar taxa de gravidez e contagem de folículos antrais. Para avaliar a probabilidade de gravidez, utilizou-se a regressão logística multivariada, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: A taxa de gestação da amostra foi 35,6%. Observou-se correlação significativa (cs) positiva entre contagem de folículos antrais e número de oócitos aspirados (cs=0,5; p&lt;0,05) e negativa entre contagem de folículos antrais e idade (cs= -0,5; p&lt;0,05). Não houve diferença significativa (p=0,16) na comparação entre os grupos com diferentes números de folículos e o grupo com teste de gravidez positivo, entretanto, por meio da análise multivariada, encontrou-se ponto de corte de 27 folículos antrais, a partir do qual as probabilidades de sucesso de gestação tenderam a ficar constantes. CONCLUSÕES: A contagem dos folículos antrais decresce ao longo dos anos, é fator preditor do número de oócitos captados e pode prever a probabilidade de sucesso da fertilização in vitro. <hr/> PURPOSE: To determine whether the antral follicle count can predict the number of retrieved oocytes in patients undergoing in vitro fertilization (IVF) and to correlate it with maternal age and pregnancy rate. METHODS: This was a retrospective observational study based on a review of medical records from 193 patients who underwent assisted reproduction techniques between September 2010 and September 2012 in a Clinic for Human Reproduction. The study included women indicated for IVF who had follicle-stimulating hormone levels below 10 mIU/mL on third day of the menstrual cycle, with oocyte recipients being excluded. The patients were divided into three groups according to the number of antral follicle (up to 10 follicles, 11–22 follicles, and 23 or more follicles). To compare these three groups with the group of patients who became pregnant, patients who had not developed oocytes and had not undergone embryo transfer were also excluded. Spearman's correlation coefficient was used to measure the level of association between the numerical variables, and χ2 test was used to compare pregnancy rates with antral follicle count. To assess the likelihood of pregnancy, we used multivariate logistic regression, with the level of significance set at 5%. RESULTS: The pregnancy rate of the sample was 35.6%. There was a positive significant correlation (sc) between antral follicle count and number of retrieved oocytes (sc=0.5; p&lt;0.05) and a negative correlation between antral follicle count and age (sc= -0.5; p&lt;0.05). There was no significant difference (p=0.16) when groups with different numbers of follicles were compared to the positive pregnancy test group; however, a cutoff of 27 antral follicles was observed in multivariate analysis, after which the probability of successful gestation tended to remain constant. CONCLUSIONS: The antral follicle count decreases over the years, is a predictor of the number of retrieved oocytes and can predict the likelihood of the success of in vitro fertilization.