Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320150008&lang=pt vol. 37 num. 8 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Crescimento fetal: o dilema das múltiplas referências]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800345&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Associação de alelos HLA e aborto espontâneo recorrente em uma população de São Luís/Maranhão, na região Nordeste do Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800347&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>OBJETIVO:</title><p> Investigar a associação dos alelos HLA-A, -B e -DRB1 com a ocorrência de Aborto Espontâneo Recorrente.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Estudo caso-controle com 200 mulheres com idade entre 18 e 35 anos, sendo a amostra de conveniência com 100 mulheres que tiveram aborto espontâneo recorrente idiopático e 100 mulheres sem aborto e com dois ou mais filhos. A obtenção do DNA Genômico foi de sangue periférico, sendo a extração realizada a partir de 500l do Buffy-Coat conservado a -20°C. A Tipificação HLA foi feita pelo método PCR-SSOP (<italic>Polymerase Chain Reaction - Specific Sequence of Oligonucleotides Probes</italic>, One Lambda<sup>(r)</sup>, CA, EUA). As regiões do DNA amplificado foram o exon 2 e 3 para os <italic>loci</italic>A e B e apenas o exon 3 para o <italic>locus</italic> DRB1. Para determinação da genotipagem HLA-A, HLA-B e HLA-DRB1, utilizou-se o programa HLA FUSION<sup>TM</sup>(One Lambda, Canoga Park, CA, United States, 3.0 version). Na análise estatística, utilizaram-se frequências absolutas e porcentagens, e cálculo de média e desvio padrão. As variáveis qualitativas foram comparadas utilizando-se o teste χ<sup>2</sup>, com correção de Yates, ou Teste Exato de Fisher. Para as comparações e significância (p&lt;0,05), foi calculado <italic>Odds Ratio</italic> com IC95%.</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> O alelo A*34 apresentou frequência significativamente maior no grupo caso em relação ao controle (4,0<italic> versus</italic>0,5%; p&lt;0,05). Os alelos A*24 (6,0<italic> versus</italic>12,5%; p&lt;0,05) e B*35 (8,0<italic> versus</italic>20,5%; p&lt;0,05) foram significativamente menos frequentes no grupo caso. Entre os alelos de classe II, o DRB1*03 apresentou frequência ligeiramente maior no grupo caso (11,0<italic> versus</italic>5,5%; p=0,056).</p></sec><sec><title>CONCLUSÕES:</title><p> Foi demonstrado que o alelo HLA-A*34 é fator de risco para o abortamento espontâneo recorrente, enquanto os alelos HLA-A*24 e HLA-B*35 estão associados à proteção, e nenhum alelo do <italic>locus</italic> DRB1 apresentou associação com AER.</p></sec><hr/><sec><title>PURPOSE:</title><p> To investigate the association of the HLA-A, -B and -DRB1 alleles with the occurrence of Recurrent Spontaneous Abortion.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> A case-control study of 200 women aged 18 to 35 years, consisting of a convenience sample of 100 women who had idiopathic recurrent spontaneous abortion and 100 women without abortion and with two or more children. Peripheral blood genomic DNA was extracted from 500l of Buffy Coat stored at -20°C. HLA typing was performed by the PCR-SSOP method (Polymerase Chain Reaction - Specific Sequence of Oligonucleotides Probes, One Lambda<sup>(r)</sup>, CA, USA). The regions of the amplified DNA were exon 2 and 3 for the A and B <italic>loci</italic> and only exon 3 for the DRB1 <italic>locus</italic>. The HLA FUSION<sup>TM</sup> program (One Lambda, Canoga Park, CA, USA, version 3.0) was used for HLA-A, HLA-B and HLA-DRB1 genotyping. Absolute frequencies and percentages and calculation of mean and standard deviation were used for standard statistical analysis. The qualitative variables were compared by the χ<sup>2</sup> test with Yates correction or by Fisher's exact test. The odds ratio with the 95%CI was used for the comparisons, with the level of significance set at p&lt;0.05.</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> The frequency of the A*34 allele was significantly higher in the case group compared to control (4.0<italic> versus</italic>0.5%; p&lt;0.05). Alleles A*24 (6.0<italic> versus</italic>12.5%; p&lt;0.05) and B*35 (8.0<italic> versus</italic>20.5%; p&lt;0.05) were significantly less frequent in the case group. Among the class II alleles, DRB1*03 showed a slightly higher frequency in the case group (11.0<italic> versus</italic>5.5%, p = 0.056).</p></sec><sec><title>CONCLUSIONS:</title><p> It was shown that the HLA-A*34 allele is a risk factor for recurrent spontaneous abortion, while the HLA-A*24 and HLA-B*35 alleles are associated with protection, and no allele of the DRB1 <italic>locus</italic> was associated with RSA.</p></sec> <![CDATA[Suscetibilidade à prematuridade: investigação de fatores comportamentais, genéticos, médicos e sociodemográficos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800353&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>OBJETIVO:</title><p> Investigar a associação entre fatores de risco genéticos, comportamentais, biológicos e médicos e a ocorrência da prematuridade.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Realizou-se estudo retrospectivo do tipo caso-controle. A técnica de reação em cadeia da polimerase em tempo real foi utilizada para analisar a influência dos polimorfismos rs12473815 do gene codificante para o receptor do hormônio folículo estimulante (<italic>FSHR</italic>) e rs1942836 do gene codificante para o receptor da progesterona (<italic>PGR</italic>). A avaliação dos outros fatores de risco se deu por meio da aplicação de questionários validados ou especificamente desenvolvidos e análise de dados em prontuário eletrônico. Foram incluídas 157 gestantes (45 casos com gestação &lt;37 semanas e 112 controles com gestação &gt;37 e ≤42 semanas).</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> Os genótipos CT do polimorfismo rs12473815 e TC e CC do polimorfismo rs1942836 mostraram-se associados a uma maior chance de desenvolver parto prematuro. Observou-se associação entre o nascimento prematuro e a ingestão alcoólica quando o consumo ocorreu em duas ou mais ocasiões mensais. O baixo índice de massa corporal pré-gestacional se mostrou preditor do nascimento prematuro espontâneo, enquanto o elevado índice de massa corporal reduziu a sua probabilidade.</p></sec><sec><title>CONCLUSÕES:</title><p> Os resultados encontrados sugerem que a ingestão alcoólica excessiva, o baixo índice de massa corporal pré-gestacional e os alelos de risco dos polimorfismos rs12473815 e rs1942836 dos genes <italic>FSHR</italic>e <italic>PGR</italic>, respectivamente, influenciam a ocorrência de nascimento prematuro.</p></sec><hr/><sec><title>PURPOSE:</title><p> To investigate the association between genetic, behavioral, biological and medical risk factors and the occurrence of preterm birth.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> A retrospective case-control study was conducted. The real-time polymerase chain reaction was used to analyze the influence of the rs12473815 polymorphism of the follicle stimulating hormone receptor gene (<italic>FSHR</italic>) and the rs1942836 polymorphism of the progesterone receptor gene (<italic>PGR</italic>). Other proposed risk factors were assessed using validated or specifically developed questionnaires and analysis of electronically recorded medical data. A total of 157 patients were included (45 cases who went into labor before 37 weeks of pregnancy and 112 controls who went into labor after 37 and before 42 weeks of pregnancy).</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> The genotypes CT of rs12473815 and CT and CC of rs1942836 were associated with a higher chance of premature delivery. There was an association between preterm birth and alcohol intake when consumption occurred 2 or more times per month. Low pre-pregnancy body mass index was a predictor of spontaneous preterm birth, while high body mass index reduced this likelihood.</p></sec><sec><title>CONCLUSIONS:</title><p> The results suggest that excessive alcohol intake, a low level of pre-pregnancy body mass and the risk alleles of rs12473815 and rs1942836 polymorphisms of the FSHR and PGR genes, respectively, influence the occurrence of preterm birth.</p></sec> <![CDATA[Qualidade do sono em gestantes com sobrepeso]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800359&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>OBJETIVO:</title><p> Comparar a qualidade do sono de gestantes com e sem sobrepeso no segundo e terceiro trimestres.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Estudo transversal incluindo 223 gestantes com ≥14 semanas: 105 com sobrepeso (índice de massa corporal - IMC - pré-gestacional ≥25,0 km<sup>2</sup>) e 118 eutróficas (IMC 18,5-24,9 kg/m<sup>2</sup>) em acompanhamento pré-natal. A versão brasileira do questionário <italic>Pittsburgh Sleep Quality Index</italic> (PSQI-BR) foi utilizada para avaliação do sono. Testes do χ<sup>2</sup> e <italic>t</italic> de Student foram utilizados para comparar diferenças entre os grupos; p&lt;0,05 foi considerado significante.</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> A maioria (65,9%) apresentou baixa qualidade de sono (escore total &gt;5) e essa proporção foi significativamente mais alta entre as mulheres com sobrepeso (80/105), em comparação às eutróficas (67/118) (76,2 <italic>versus</italic> 56,8%, p=0,004). No 2º trimestre, essa proporção não alcançou significância estatística (72,5 <italic>versus</italic> 53,7%, p=0,06), mas o escore médio total do PSQI-BR foi mais alto entre aquelas com sobrepeso (7,0±3,8 <italic>versus</italic> 5,5±3,2, p=0,02). Nesse período, os escores médios de latência e qualidade subjetiva do sono foram significativamente mais altos entre as mulheres com sobrepeso (1,4±1,0 <italic>versus</italic> 1,0±0,9, p=0,02, e 1,3±0,8 <italic>versus</italic> 0,8±0,8, p=0,02, respectivamente). No 3º trimestre, a proporção de gestantes com baixa qualidade do sono foi mais alta entre as mulheres com sobrepeso, mas sem diferença significante (79,6 <italic>versus</italic> 60,8%, p=0,06). Nessa fase, o escore total do instrumento foi semelhante entre as mulheres com e sem sobrepeso (9,4±4,2 <italic>versus</italic> 8,3±4,6, p=0,2). No entanto, gestantes com sobrepeso apresentaram escores médios mais altos para distúrbios do sono (2,3±0,7 <italic>versus</italic> 2,0±0,8, p=0,04).</p></sec><sec><title>CONCLUSÃO:</title><p> Mulheres com sobrepeso pré-gestacional apresentaram sono mais comprometido do que as eutróficas, no segundo e terceiro trimestres da gravidez.</p></sec><hr/><sec><title>PURPOSE:</title><p> To compare sleep quality of overweight <italic>versus</italic> normal weight women in the second and third trimesters of pregnancy.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> A cross-sectional study involving 223 women with 14 or more weeks of pregnancy, 105 of them overweight (pre-pregnancy body mass index - BMI - ≥25.0 kg/m<sup>2</sup>) and 118 of normal weight (BMI 18.5-24.9 kg/m<sup>2</sup>), attending the prenatal care clinic. The Brazilian version of the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI-BR) questionnaire was used to evaluate sleep quality. The Student t-test and the chi-square test were used to compare differences between groups and a p value &lt;0.05 was considered statistically significant.</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> Most of the participants (67.7%) were poor sleepers (total score &gt;5); this proportion was significantly higher among overweight (80/105) <italic>versus</italic> normal weight (67/118) women (76.2 <italic>versus</italic> 56.8%, p=0,004). During the second trimester, this difference did not reach statistical significance (72.5 <italic>versus</italic> 53.7%, respectively, p=0.06) but mean total PSQI-BR scores were significantly higher among overweight participants (7.0±3.8 <italic>versus</italic> 5.5±3.2, p=0.02). In the 2<sup>nd</sup> trimester, overweight women also had higher scores for sleep latency (1.4±1.0 <italic>versus</italic> 1.0±0.9, p=0.02) and subjective sleep quality (1.3±0.8 <italic>versus</italic> 0.8±0.8, p=0.02). In the third trimester, the proportion of women with poor sleep quality was significantly higher in the overweight group, but did not reach statistical significance (79.6 <italic>versus</italic> 60.8%, p=0.06). During this period, total mean scores were similar for women with and without excess weight (9.4±4.2 <italic>versus</italic> 8.3±4.6, p=0.2). However, overweight women had higher mean scores for sleep disturbance (2.3±0.7 <italic>versus</italic> 2.0±0.8, p=0.04).</p></sec><sec><title>CONCLUSION:</title><p> Overweight women had a poorer sleep quality than normal weight women in the second and third trimesters of pregnancy.</p></sec> <![CDATA[Distribuição espacial da gravidez adolescente e associações com indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social: estado de Minas Gerais, sudeste do Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800366&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>PURPOSE:</title><p> To describe associations between pregnancy rates in adolescence and socioeconomic and social responsibility indicators in the municipalities of the State of Minas Gerais, Southeast of Brazil, in the year of 2010.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> Ecological study using data from the Brazilian Live Birth Information System (SINASC). The percentage of live births to adolescent mothers (LBAM) for each municipality was calculated based on the quotient between number of born alive infants of mothers aged 10-19 years old and total number of live births in the year of 2010. Fully Bayesian models were used to obtain the percentages of LBAM adjusted for spatial effects and to assess possible associations with socioeconomic and social responsibility indicators.</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> The crude percentage of LBAM for the total number of live births in the municipalities of Minas Gerais in 2010 ranged from 0 to 46.4%, with median percentage being 19.6% and the first and third quartiles being 15.6 and 23.1%, respectively. This study has demonstrated a close relationship between adolescent pregnancy and socioeconomic indicators. LBAM percentages were found to be higher in municipalities with low population density, low human development index and other low development indicators.</p></sec><sec><title>CONCLUSION:</title><p> The strong relationship between LBAM percentages and socioeconomic indicators suggests that adolescent pregnancy is more a social than a biological problem. Therefore, programs and actions should go beyond sexual education and information on preventive health methods.</p></sec><hr/><sec><title>OBJETIVO:</title><p> Descrever as associações entre os percentuais de gravidez na adolescência e indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social dos municípios do estado de Minas Gerais, sudeste do Brasil, no ano de 2010.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Estudo ecológico, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). O percentual de nascidos vivos de mães adolescentes (LBAM) para cada município foi calculado segundo o quociente entre o número de nascidos vivos de mães com idade entre 10 e 19 anos e o número total de nascidos vivos registrados no ano de 2010. Modelos totalmente bayesianos foram utilizados para a obtenção de percentuais de LBAM ajustados por efeitos espaciais e para avaliar as possíveis associações com os indicadores socioeconômicos e de responsabilidade social.</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> Os percentuais brutos de LBAM em relação ao total de nascidos vivos nos municípios de Minas Gerais no ano de 2010 variaram de 0 a 46,4%, com uma mediana de 19,6%. O primeiro e o terceiro quartis são, respectivemente, 15,6 e 23,1%. O estudo evidenciou uma estreita relação entre a gravidez na adolescência e indicadores econômicos e sociais. Os percentuais de LBAM se mostraram maiores nos municípios com menor tamanho populacional, menores valores do Índice de Desenvolvimento Humano e menores valores de outros indicadores de desenvolvimento.</p></sec><sec><title>CONCLUSÃO:</title><p> A forte relação entre os percentuais de LBAM e os indicadores sociais e econômicos sugerem que a gravidez adolescente é muito mais um problema social que biológico. Os programas e as ações devem ir muito além de educação sexual e informações sobre métodos preventivos de saúde.</p></sec> <![CDATA[Impacto do tipo de incontinência urinária sobre a qualidade de vida de usuárias do Sistema Único de Saúde no Sudeste do Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800374&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>OBJETIVO:</title><p> Identificar o impacto da incontinência urinária (IU) sobre a qualidade de vida (QV), comparar os escores dos domínios de QV em mulheres com incontinência de esforço (IUE), bexiga hiperativa (BH) e incontinência mista (IUM) e estabelecer a associação entre o tipo clínico de IU e o impacto sobre a QV.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Foram coletadas informações sobre idade, índice de massa corpórea (IMC) e comorbidades de 181 mulheres incontinentes atendidas em serviço público. O <italic>King's Health Questionnaire</italic> (KHQ) foi aplicado e as pacientes foram divididas, de acordo com a autoavaliação do impacto da incontinência, em dois grupos, cujos escores dos domínios do KHQ foram comparados pelo teste de Mann-Whitney. De acordo com os sintomas, as mulheres foram divididas nos grupos IUE, BH e IUM, e os escores do KHQ foram comparados pelos testes de Kruskal-Wallis e de Dunn. As razões de chances (OR) de a mulher reportar pior impacto da IU na QV foram estimadas por modelo logístico binário. As variáveis de controle foram faixa etária, IMC e número de comorbidades.</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> Observou-se diferença significante entre os dois grupos de autoavaliação do impacto da IU para todos os domínios do KHQ. O grupo IUM apresentou piores escores que o grupo IUE para todos os domínios, e o grupo BH, para limitações de atividades diárias e físicas. Houve diferença significante entre as chances de as mulheres dos grupos IUE e IUM reportarem pior impacto de IU na QV (OR=2,9; p=0,02).</p></sec><sec><title>CONCLUSÃO:</title><p> Assim como em outras populações de serviços especializados, a IUM foi o subtipo mais comum, e a perda urinária comprometeu de forma moderada/grave a QV, afetando o domínio limitações das atividades diárias com maior intensidade. A análise ajustada mostrou que mulheres com IUM apresentam chance aproximadamente três vezes maior de reportarem pior impacto sobre a QV que aquelas com IUE.</p></sec><hr/><sec><title>PURPOSE:</title><p> To identify the impact of urinary incontinence (UI) on quality of life (QoL), to compare the scores of QoL domains in women with stress urinary incontinence (SUI), overactive bladder (OAB) and mixed incontinence (MUI) and to establish the association between the clinical type of UI and the impact on QoL.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> Data of 181 incontinent women attended at a public hospital were collected regarding age, body mass index (BMI) and co-morbidities. King's Health Questionnaire (KHQ) was applied and patients were classified into two groups according to the self-assessment of incontinence impact. KHQ scores were compared by the Mann-Whitney test. Depending on their urinary symptoms, women were divided into SUI, OAB and MUI groups and their scores in the KHQ domains were compared by the Kruskal-Wallis and Dunn tests. The odds ratio (OR) of a woman reporting a worse effect of UI on QoL was estimated using the binary logistic model. The control variables were: age, BMI and number of co-morbidities.</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> A significant difference was found between the two groups of self-assessment of UI impact for all KHQ domains. The MUI group showed worse scores than the SUI group for all domains, and OAB group, for limitation of physical and daily activities. There was a significant difference between the odds of the women in the SUI and MUI groups reporting worse effects of UI on QoL (OR=2.9; p=0.02).</p></sec><sec><title>CONCLUSION:</title><p> As reported at other reference services, MUI was the most commom type, and urinary loss had a moderate/major impact on QoL, affecting mainly role limitations domain. The adjusted analysis showed that women with MUI had almost three times greater odds of reporting worse impact on QoL than women with SUI.</p></sec> <![CDATA[Tempo de espera pela primeira colposcopia em mulheres com teste de Papanicolaou alterado]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800381&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>OBJETIVO:</title><p> Avaliar o tempo de espera para obter a primeira colposcopia por mulheres com teste de Papanicolaou alterado.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Estudo de coorte retrospectivo desenvolvido com pacientes que demandaram colposcopia para esclarecer o resultado de colpocitologia alterada, entre janeiro de 2002 e agosto de 2008, em região metropolitana do Brasil. Os tempos de espera foram definidos como: Tempo de Espera Total (intervalo entre a data do resultado da citologia e a data da primeira colposcopia); Tempo de Espera Parcial A (intervalo entre a data do resultado da citologia e a data do encaminhamento da unidade de origem); e Tempo de Espera Parcial B (intervalo entre a data do encaminhamento da unidade de origem e a data da primeira colposcopia). Foram calculadas médias, medianas e frequências absolutas e relativas. Os testes de Kruskal-Wallis e do χ<sup>2</sup> de Pearson foram usados para verificar a significância estatística.</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> 1.544 mulheres foram incluídas, com média de idade de 34 anos (DP=12,6 anos). A maior parte teve acesso ao exame dentro de 30 dias (65,8%) ou de 60 dias (92,8%) a partir da data do encaminhamento da unidade de origem. As médias do Tempo de Espera Total, do Tempo de Espera Parcial A e do Tempo de Espera Parcial B foram de 94,5 dias (DP=96,8 dias), 67,8 dias (DP=95,3 dias) e 29,2 dias (DP=35,1 dias), respectivamente.</p></sec><sec><title>CONCLUSÃO:</title><p> Grande parte das mulheres teve acesso à colposcopia dentro de 60 dias após o encaminhamento feito na unidade de origem, mas a espera total foi longa. Medidas para reduzir o tempo de espera para a primeira colposcopia podem ajudar a melhorar a qualidade da atenção no âmbito do controle do câncer do colo do útero e devem ser direcionadas à etapa entre a data do resultado da citologia e o encaminhamento para o polo de colposcopia.</p></sec><hr/><sec><title>PURPOSE:</title><p> To evaluate the waiting times before obtaining the first colposcopic examination for women with abnormal Papanicolaou smears.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> Retrospective cohort study conducted on patients who required a colposcopic examination to clarify an abnormal pap test, between 2002 January and 2008 August, in a metropolitan region of Brazil. The waiting times were defined as: Total Waiting Time (interval between the date of the pap test result and the date of the first colposcopic examination); Partial A Waiting Time (interval between the date of the pap test result and the date of referral); Partial B Waiting Time (interval between the date of referral and the date of the first colposcopic examination). Means, medians, relative and absolute frequencies were calculated. The Kruskal-Wallis test and Pearson's chi-square test were used to determine statistical significance.</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> A total of 1,544 women with mean of age of 34 years (SD=12.6 years) were analyzed. Most of them had access to colposcopic examination within 30 days (65.8%) or 60 days (92.8%) from referral. Mean Total Waiting Time, Partial A Waiting Time, and Partial B Waiting Time were 94.5 days (SD=96.8 days), 67.8 days (SD=95.3 days) and 29.2 days (SD=35.1 days), respectively.</p></sec><sec><title>CONCLUSION:</title><p> A large part of the women studied had access to colposcopic examination within 60 days after referral, but Total waiting time was long. Measures to reduce the waiting time for obtaining the first colposcopic examination can help to improve the quality of care in the context of cervical cancer control in the region, and ought to be addressed at the phase between the date of the pap test results and the date of referral to the teaching hospital.</p></sec> <![CDATA[Mortalidade por câncer de mama feminino no Brasil de acordo com a cor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032015000800388&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <sec><title>OBJETIVO:</title><p> Descrever a mortalidade por câncer de mama feminino no Brasil segundo a cor, nos anos de 2000 e 2010.</p></sec><sec><title>MÉTODOS:</title><p> Estudo descritivo, no qual os dados populacionais foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações de óbitos por câncer de mama foram coletadas do Ministério da Saúde, através do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Foram calculadas as taxas de mortalidade bruta por câncer de mama feminino de acordo com a cor e o grupo etário, até 49 anos ou ≥ 50 anos. Os resultados foram também avaliados pelas cinco macrorregiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste).</p></sec><sec><title>RESULTADOS:</title><p> No Brasil, em mulheres com 50 anos ou mais, as maiores taxas brutas de mortalidade por câncer de mama em 2000 foram de 62,6/100.000, 46,0/100.000 e 29,7/100.000, entre amarelas, brancas e pretas, respectivamente. Nas mulheres com menos de 50 anos, em 2000, a mortalidade bruta variou de 2,0/100.000 entre as indígenas a 6,8/100.000 entre as mulheres brancas. Após dez anos, em mulheres com idade superior a 50 anos, a taxa bruta de mortalidade entre amarelas, brancas e pretas foi de 21,5, 53,2 e 40,4 por 100.000, respectivamente. Nas macrorregiões do país, as maiores taxas de mortalidade por câncer de mama foram observadas nas mulheres brancas e pretas das regiões Sul e Sudeste. No Nordeste, as taxas de mortalidade em mulheres pretas e pardas dobraram em 2010.</p></sec><sec><title>CONCLUSÃO:</title><p> As taxas de mortalidade por câncer de mama apresentam variações étnicas e geográficas. Entretanto, não se pode excluir a possibilidade de que grandes variações tenham ocorrido em decorrência de melhoria na qualidade da informação sobre a mortalidade no país.</p></sec><hr/><sec><title>PURPOSE:</title><p> To describe the mortality of female breast cancer in Brazil according to color, in the years 2000 and 2010.</p></sec><sec><title>METHODS:</title><p> A descriptive study in which demographic data were obtained from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). The breast cancer death information in Brazil was collected from the Ministry of Health through the Mortality Information System (SIM). The crude mortality rates for female breast cancer were calculated according to color and age group, up to 49 years and ≥50 years. The results obtained were distributed into five geographical regions of the country (North, Northeast, Midwest, South and Southeast).</p></sec><sec><title>RESULTS:</title><p> In Brazil, in women aged 50 or more, the highest crude mortality rates of breast cancer in 2000 were 62.6/100,000, 46.0/100,000 and 29.7/100,000 among yellow, white and black women, respectively. In women under 50 years in 2000, the crude mortality ranged from 2.0/100,000 among indigenous women to 6.8/100,000 among white women. After ten years, in women over 50 years, the crude mortality rate among yellow, white and black women was 21.5, 53.2 and 40.4 per 100,000, respectively. In the country's regions, the highest mortality rates of breast cancer were observed in white and black women from the South and Southeast. In the Northeast, mortality rates in black and brown women doubled in 2010.</p></sec><sec><title>CONCLUSION:</title><p> Breast cancer mortality rates show ethnic and geographical variations. However, it is not possible to exclude the possibility that large variations have occurred as a result of improvement in the quality of information on mortality in the country.</p></sec>