Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320140007&lang=pt vol. 36 num. 7 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Até quando o Brasil será conhecido como o país da cesárea?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700283&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Causas de morte materna no Estado do Pará, Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700290&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: Identificar as principais causas relacionadas à morte materna no Estado do Pará. MÉTODOS: O estudo foi descritivo, observacional e retrospectivo, realizado por meio de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará. As informações contidas no SIM foram obtidas por meio do programa TabWin 3.2 e anotadas no protocolo de pesquisa elaborado pelos pesquisadores. A amostra compreendeu 383 casos de morte materna, de 10 a 49 anos de idade, que ocorreram de 2006 a 2010. A avaliação dos resultados obtidos foi realizada por meio de testes estatísticos não paramétricos (χ2 e teste G). Foram utilizados os programas BioStat 5.0(r), para a análise estatística, e o Microsoft(r) Excel 2007, para confecção de banco de dados e tabelas. RESULTADOS: A Razão de Mortalidade Materna foi de 51,9 e não diminuiu significativamente no período. Os óbitos ocorreram, em sua maioria, no puerpério (até 42 dias) (51,7%) e foi utilizado algum método para confirmação diagnóstica. As causas obstétricas diretas predominaram (90,6%), principalmente a hipertensão (34,6%), com destaque para a eclâmpsia (70%), e a hemorragia (22,2%), sendo todas evitáveis (100%). CONCLUSÃO: A morte materna no Pará é caracterizada por ocorrer durante o puerpério (até 42 dias), em virtude principalmente de causas obstétricas diretas, como a hipertensão, com destaque para a eclâmpsia, e transtornos hemorrágicos, evidenciando a necessidade de atenção integral e de qualidade à saúde da gestante, desde o pré-natal até o puerpério, no Estado do Pará. <hr/> PURPOSE: To identify the major causes of maternal death in the State of Pará, Brazil. METHODS: A descriptive, observational and retrospective study was conducted using data from the Mortality Information System (SIM) of the State Department of Public Health of Pará. SIM information was obtained using the TabWin 3.2 software and recorded in a research protocol developed by the investigators. The sample included 383 maternal deaths of 10-49-year-old women, which occurred from 2006 to 2010. Data were analyzed using non-parametric tests (χ2 and G-tests). The BioStat(r) 5.0 software was used for statistical analysis and Microsoft(r) Excel 2007 for the preparation of database and tables. RESULTS: The Maternal Mortality Ratio was 51.9 and did not decrease significantly during the period. Most deaths occurred during the postpartum period (up to 42 days) (51.7%), and some diagnostic confirmation was used. Direct obstetric causes were dominant (90.6%), mainly hypertension (34.6%), with emphasis on eclampsia (70%), and hemorrhage (22.2%). All of these maternal deaths were avoidable (100%). CONCLUSION: Maternal death in Pará is characterized by occurring during the puerperium (up to 42 days), due mainly to direct obstetric causes, such as hypertension, with emphasis on eclampsia, and hemorrhage. This evidences the need for complete attention with good quality for pregnant women, from prenatal care to puerperium, in the state of Pará. <![CDATA[Ruptura prematura das membranas antes da 35a semana: resultados perinatais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700296&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: Descrever os resultados perinatais na ruptura prematura das membranas pré-termo. MÉTODOS: Estudo observacional do tipo coorte retrospectivo, realizado no Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira - IMIP, de janeiro de 2008 a dezembro de 2012. Foram incluídas 124 gestantes com ruptura prematura das membranas pré-termo, com feto único e idade gestacional &lt;35 semanas. Gestantes com malformações fetais, síndromes hipertensivas, diabetes e diagnóstico de infecção na admissão foram excluídas. As gestantes foram internadas para realização de conduta conservadora, sendo realizada corticoterapia, antibioticoterapia e tocólise com nifepina, se necessário. Os resultados foram apresentados como distribuição de frequências e medidas de tendência central e de dispersão. RESULTADOS: Dezessete mulheres (13,7%) tinham idade gestacional menor que a 24a semana. As médias foram as seguintes: idade materna - 25,7 anos, idade gestacional no diagnóstico da ruptura prematura das membranas pré-termo - 29 semanas, índice de líquido amniótico - 3,5 cm e período de latência - 10,5 dias. A maioria das mulheres desencadeou o trabalho de parto espontâneo até a 30a semana, e a taxa de parto vaginal foi de 88,2%. A principal complicação materna foi a corioamnionite (34,7%). A sepse neonatal foi observada em 12%, e a mortalidade perinatal foi de 21,5% no grupo a partir da 24a semana e de 76,5% nas gestantes antes da 24a semana. CONCLUSÕES: Na ruptura prematura das membranas pré-termo, foi observada uma baixa frequência de morbidade e mortalidade materna, porém com altas taxas de complicações e óbito perinatais, sugerindo que outros protocolos de conduta nessas pacientes sejam estudados. <hr/> PURPOSE: To describe the perinatal outcomes after preterm premature rupture of membranes. METHODS: A retrospective cohort study was carried out at Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira - IMIP from January 2008 to December 2012. A total of 124 preterm premature rupture of membranes singleton pregnancies, with gestational age &lt;35, were included in the study. Pregnant women carrying fetuses with malformations, hypertensive syndromes, diabetes, or diagnosis of infections at admission were excluded. The pregnant women were hospitalized for conservative treatment with corticosteroids, antibiotics and tocolysis with nifedipine if necessary. The results are reported as frequency distributions and measures of central tendency and dispersion. RESULTS: Seventeen patients (13.7%) had a gestational age of less than 24 weeks. Mean maternal age was 25.7 years, mean gestational age at the diagnosis of preterm premature rupture of membranes was 29 weeks, mean amniotic fluid index was 3.5 cm, and mean latency period was 10.5 days. Most patients went into spontaneous labor by the 30th week of pregnancy, and the rate of vaginal delivery was 88.2%. Chorioamnionitis was the most frequent maternal complication (34.7%). Neonatal sepsis was observed in 12% of patients, and the perinatal mortality rate was 21.5% for the group at or beyond the 24th week of gestation and 76.5% for the group with less than 24 weeks of gestational age. CONCLUSIONS: A low maternal mortality rate was observed in preterm premature rupture of membranes; however, high rates of complications and perinatal death were observed, suggesting that other conduct protocols should be studied. <![CDATA[Causas evitáveis e mortalidade neonatal nas microrregiões do estado de São Paulo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700303&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: Identificar padrões espaciais da distribuição da mortalidade neonatal nas microrregiões do estado de São Paulo e verificar o papel das causas evitáveis na composição desse indicador de saúde. MÉTODOS: Este estudo ecológico e exploratório utilizou dados sobre mortalidade neonatal obtidos do Departamento de Informações e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) no período entre os anos de 2007 e 2011. A malha digital das microrregiões do estado de São Paulo foi obtida do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram calculados os coeficientes de Moran, que indicam o grau de correlação espacial, para taxa de mortalidade neonatal total e para taxa por causas evitáveis; foram construídos mapas temáticos com essas taxas e com a diferença entre elas; foi construído o Box Map. RESULTADOS: A taxa de mortalidade neonatal total foi 8,42/1.000 nascidos vivos e a taxa de mortalidade neonatal por causas evitáveis de 6,19/1.000 nascidos vivos. Os coeficientes de Moran (I) para essas taxas foram significativos (valor p&lt;0,05) - para a taxa de mortalidade neonatal total I=0,11 e para taxa de mortalidade por causas evitáveis I=0,19 -, e os óbitos neonatais se concentraram na região sudoeste e no Vale do Paraíba. Se as causas evitáveis fossem abolidas, haveria uma redução significativa da taxa média de mortalidade neonatal total, de 8,42 para 2,23 óbitos/1.000 nascidos vivos, representando uma queda de 73%. CONCLUSÃO: Foi possível mostrar que, se as causas de mortes evitáveis fossem de fato abolidas, a taxa de mortalidade neonatal se aproximaria da taxa de países desenvolvidos. <hr/> PURPOSE: To identify spatial patterns of neonatal mortality distribution in the micro regions of São Paulo State and verify the role of avoidable causes in the composition of this health indicator. METHODS: This ecological exploratory study used neonatal mortality information obtained from Information System and Information Technology Department of the Brazilian National Healthcare System (DATASUS) in the period between the years 2007 and 2011. The digital set of micro regions of São Paulo State was obtained from Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Moran Indexes were calculated for the neonatal mortality total rate and rate from avoidable causes; thematic maps were constructed with these rates, as well as the difference between them; and the Box Map was built. RESULTS: The overall neonatal mortality rate was 8.42/1,000 live births and neonatal mortality rate from avoidable causes of 6.19/1,000 live births. Moran coefficients (I) for these rates were significant (p-value&lt;0.05) - for the total rate of neonatal mortality I=0.11 and for mortality from preventable causes I=0.19 -, and neonatal deaths were concentrated in southwest region and the Vale do Paraíba. If preventable causes were abolished, there would be a significant reduction in the average rate of overall neonatal mortality, from 8.42 to 2.23 deaths/1,000 live births, representing a decline of 73%. CONCLUSION: This study demonstrated that neonatal mortality rate would be close to the rates of developed countries if avoidable causes were abolished. <![CDATA[Relação entre ansiedade e síndrome da bexiga hiperativa em mulheres mais velhas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700310&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt PURPOSE: The objective of this study was to investigate the relationship between overactive bladder syndrome and anxiety in older women. METHODS: Of the 198 older women who were invited, 29 were excluded and 166 were then divided into two groups according to the Advanced Questionnaire of Overactive Bladder (OAB-V8): one group with overactive bladder symptoms (OAB-V8≥8) and the other without the symptoms of an overactive bladder (OAB-V8&lt;8). The purpose was to conduct a frequency analysis and to investigate the relation of the social demographic data and anxiety in the two groups. The Beck Anxiety Inventory (BAI) was used to evaluate the level of anxiety. The Kolmogorov-Smirnov test was used to determine the distribution of the data. The differences between the two groups for the continuous variables were analyzed by the Mann-Whitney U test, the differences for the categorical variables were analyzed by the Chi-Square test and the association between the continuous variables was analyzed by the Spearman Correlation test. The tests were two-tailed with a confidence level of 5%. RESULTS: Overall, the frequency of an overactive bladder was present in 117 (70.5%) of the participants. The body mass index (BMI) of the group with overactive bladder symptoms was significantly higher than the BMI of those without these symptoms (p=0.001). A higher prevalence of mild, moderate and severe anxiety was observed among older women with overactive bladder symptoms. In addition, the overactive bladder symptoms group presented a positive low correlation with anxiety symptoms (r=0.345) and with BMI (r=0.281). There was a small correlation between BMI and anxiety symptoms (r=0.164). CONCLUSIONS: Overactive bladder syndrome was prevalent among older women and the existence of these symptoms was linked to the presence of mild, moderate and/or severe anxiety symptoms. <hr/> OBJETIVO: Investigar a relação entre a síndrome da bexiga hiperativa e ansiedade em mulheres mais velhas. MÉTODOS: Das 198 mulheres mais velhas que foram convidadas, 29 foram excluídas, restando 166, que foram divididas em dois grupos de acordo com o Questionário Avançado de Bexiga Hiperativa (OAB-V8): um grupo com sintomas de bexiga hiperativa (OAB-V8≥8) e outro sem os sintomas da bexiga hiperativa (OAB-V8&lt;8). O objetivo foi realizar uma análise de frequência e investigar a relação entre os dados sócio-demográficos e ansiedade entre os grupos. A Escala de Ansiedade de Beck (EAB) foi utilizada para avaliar o nível de ansiedade. O teste de Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para determinar a distribuição dos dados. As diferenças entre os dois grupos para as variáveis ​​contínuas foram analisadas pelo teste de Mann-Whitney, e para as variáveis ​​categóricas foi utilizado o teste Qui-quadrado. Para analisar a associação entre as variáveis ​​contínuas, foi utilizado o teste de Correlação de Spearman. Os testes foram bi-caudais com um nível de confiança de 5%. RESULTADOS: Em geral, a frequência de bexiga hiperativa estava presente em 117 (70,5%) das participantes. O grupo com sintomas de bexiga hiperativa apresentou um IMC (índice de massa corporal) significativamente maior do que aqueles sem esses sintomas (p=0,001). Observou-se maior prevalência de ansiedade leve, moderada e grave entre as mulheres mais velhas com sintomas de bexiga hiperativa. Além disso, o grupo com sintomas de bexiga hiperativa apresentou correlação positiva baixa com sintomas de ansiedade (r=0,345) e com o IMC (r=0,281). Houve uma pequena correlação entre IMC e sintomas de ansiedade (r=0,164). CONCLUSÕES: Síndrome da bexiga hiperativa foi frequente entre as mulheres mais velhas e a existência desses sintomas estavam ligados à presença de sintomas de ansiedade leve, moderada e/ou grave. <![CDATA[Associação entre calcificações arteriais mamárias e fatores de risco para doença cardiovascular em mulheres menopausadas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700315&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: Avaliar a presença de calcificações arteriais em mamografias de mulheres menopausadas e a sua associação com fatores de risco para doenças cardiovasculares. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de corte transversal e retrospectivo, em que foram analisados as mamografias e os prontuários médicos de 197 pacientes atendidas no período entre 2004 e 2005. As variáveis do estudo foram: calcificação arterial mamária, acidente vascular cerebral, síndrome coronariana aguda, idade, obesidade, diabetes mellitus, tabagismo e hipertensão arterial sistêmica. Para a análise estatística dos dados, utilizaram-se os testes de Mann-Whitney, χ2 e Cochran-Armitage, sendo também avaliadas as razões de prevalência entre as variáveis descritas e calcificação arterial mamária. Os dados foram analisados com o software SAS, versão 9.1. RESULTADOS: Dos 197 exames e prontuários analisados, observou-se a prevalência de 36,6% para calcificações arteriais nas mamografias. Entre os fatores de risco para doença cardiovascular avaliados, os mais frequentes foram: hipertensão (56,4%), obesidade (31,9%), tabagismo (15,2%) e diabetes (14,7%). A síndrome coronariana aguda e o acidente vascular cerebral tiveram prevalências de 5,6 e 2,0% respectivamente. Entre as mamografias de mulheres diabéticas, a maior ocorrência foi de calcificação arterial mamária com razão de prevalência de 2,1 (IC95%1,0-4,1) e valor p de 0,02. Por outro lado, nas mamografias de pacientes fumantes, foi menor a ocorrência de calcificação arterial mamária com razão de prevalência de 0,3 (IC95% 0,1-0,8). Hipertensão arterial sistêmica, obesidade, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral e síndrome coronariana aguda não apresentaram associação significativa com calcificações mamárias. CONCLUSÃO: A ocorrência de calcificação arterial mamária foi associada ao diabetes mellitus e mostrou associação negativa com o tabagismo. A presença de calcificação revelou-se independente dos demais fatores de risco para doença cardiovascular analisados. <hr/> PURPOSE: To analyze associations between mammographic arterial mammary calcifications in menopausal women and risk factors for cardiovascular disease. METHODS: This was a cross-sectional retrospective study, in which we analyzed the mammograms and medical records of 197 patients treated between 2004 and 2005. Study variables were: breast arterial calcifications, stroke, acute coronary syndrome, age, obesity, diabetes mellitus, smoking, and hypertension. For statistical analysis, we used the Mann-Whitney, χ2 and Cochran-Armitage tests, and also evaluated the prevalence ratios between these variables and mammary artery calcifications. Data were analyzed with the SAS version 9.1 software. RESULTS: In the group of 197 women, there was a prevalence of 36.6% of arterial calcifications on mammograms. Among the risk factors analyzed, the most frequent were hypertension (56.4%), obesity (31.9%), smoking (15.2%), and diabetes (14.7%). Acute coronary syndrome and stroke presented 5.6 and 2.0% of prevalence, respectively. Among the mammograms of women with diabetes, the odds ratio of mammary artery calcifications was 2.1 (95%CI 1.0-4.1), with p-value of 0.02. On the other hand, the mammograms of smokers showed the low occurrence of breast arterial calcification, with an odds ratio of 0.3 (95%CI 0.1-0.8). Hypertension, obesity, diabetes mellitus, stroke and acute coronary syndrome were not significantly associated with breast arterial calcification. CONCLUSION: The occurrence of breast arterial calcification was associated with diabetes mellitus and was negatively associated with smoking. The presence of calcification was independent of the other risk factors for cardiovascular disease analyzed. <![CDATA[Adaptação transcultural da Escala de Atitudes em Relação ao Ganho de Peso na Gestação]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700320&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: Apresentar a adaptação transcultural para o português da Escala de Atitudes em Relação ao Ganho de Peso na Gestação. MÉTODOS: Essa escala, que contém afirmações que expressavam diferentes atitudes de gestantes em relação ao seu próprio ganho de peso, foi desenvolvida para determinar se as atitudes em relação ao corpo afetariam o ganho de peso durante a gestação. Os procedimentos foram: tradução, retrotradução, avaliação da compreensão, elaboração de versão final, aplicação da escala em 180 gestantes (média 29,6 anos e idade gestacional 25,7 semanas) e análise psicométrica. RESULTADOS: Constatou-se equivalência satisfatória entre as versões inglês-português e boa consistência interna (Alpha de Cronbach 0,7). A análise fatorial exploratória sugeriu quatro subescalas com variância total explicada de 51,4%. CONCLUSÃO: A escala se demonstrou válida e pode ser utilizada em estudos com gestantes no Brasil para avaliação de atitudes em relação ao ganho de peso e detecção e prevenção de comportamentos disfuncionais durante a gestação. <hr/> PURPOSE: To present the cross-cultural adaptation to Brazilian Portuguese language of the Pregnancy and Weight Gain Attitude Scale. METHODS: This scale was developed in order to verify whether attitude toward thinness affects weight gain during pregnancy and contains statements that express different attitudes of pregnant women regarding their own weight gain. The procedures were: translation, back translation, comprehension evaluation, preparation of a final version, application of the scale to 180 pregnant women (mean age=29.6, gestational age=25.7 weeks) and psychometric analysis. RESULTS: Satisfactory equivalence between the versions and satisfactory internal consistency (Cronbach's alpha 0.7) were detected. The exploratory factor analysis suggested four subscales with 51.4% total variance explained. CONCLUSION: The scale proved to be valid and can be used in studies with pregnant women in Brazil to assess attitudes toward weight gain and to detect and prevent dysfunctional behaviors during pregnancy. <![CDATA[Alterações da matriz extracelular causadas pelo diabetes: o impacto sobre a continência urinária]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032014000700328&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A prevalência de incontinência urinária em gestantes diabéticas é significantemente elevada e persiste por até dois anos após o parto cesárea, podendo ser a sequela mais frequente da hiperglicemia gestacional comparada a outras complicações. Dessa forma, identificar os fatores de risco para o desenvolvimento da incontinência urinária em diabéticas é o principal objetivo na prevenção dessa condição tão comum. Pesquisas recentes apontam que não apenas o músculo uretral mas também a matriz extracelular uretral desempenham papel importante no mecanismo da continência urinária. Os trabalhos do nosso grupo de pesquisa evidenciaram que, em ratas, o diabetes durante a prenhez lesa a matriz extracelular e o músculo estriado uretral, o que pode explicar a alta prevalência de incontinência e disfunção do assoalho pélvico em mulheres com diabetes mellitus gestacional. O diabetes exerce efeito sobre a expressão, organização e alteração dos componentes da matriz extracelular em diversos órgãos, e a remodelação do tecido e a fibrose parecem ser uma consequência direta dele. Assim, a compreensão do impacto de fatores de risco modificáveis, como o diabetes, permitirá que, utilizando estratégias preventivas, reduzamos as taxas de incontinência urinária, bem como os custos de assistência à saúde, e melhoremos a qualidade de vida das mulheres, especialmente na gestação e no pós-parto.<hr/>The prevalence of urinary incontinence in diabetic pregnant women is significantly high two years after cesarean section. Incontinence can be the most common consequence of hyperglycemia compared to other complications. Thus, identifying the risk factors for the development of urinary incontinence in diabetes is the major aim in the prevention of this very common condition. Recent surveys have shown that not only muscle but also the urethral extracellular matrix play an important role in the mechanism of urinary continence. Translational work on rats by our research group showed that diabetes during pregnancy damages the extracellular matrix and urethral striated muscle, a fact that may explain the high prevalence of urinary incontinence and pelvic floor dysfunction in women with gestational diabetes mellitus. Diabetes affects the expression, organization and change in extracellular matrix components in different organs, and tissue remodeling and fibrosis appear to be a direct consequence of it. Therefore, understanding the impact of modifiable risk factors, such as diabetes, which involves using preventive strategies, can reduce the rates of urinary incontinence and the health care costs, and improve the quality of life of women, especially during pregnancy and postpartum.