Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320160011&lang=pt vol. 38 num. 11 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Diferenças no diagnóstico e tratamento da retocele: é hora da padronização]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100529&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Análise da validade de constructo e consistência interna da escala de estado de ansiedade (E-Ansiedade) do inventário de ansiedade traço-estado (Idate) para gestantes em trabalho de parto]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100531&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Purpose To analyze the internal consistency and the construct validity of the State-Trait Anxiety Inventory (STAI) State-Anxiety (S-Anxiety) scale for pregnant women during labor. Method A study of measurement property including 150 pregnant women aged between 15 and 45 years old, during the first period of labor and with term pregnancies. The questionnaire used was the STAI S-Anxiety scale. In order to assess the internal consistency, Cronbach’s α was calculated through an exploratory factor analysis. The correlation between the factors was calculated using the Pearson coefficient. The state of significance used for this analysis was 0.05. Results The STAI S-Anxiety scale used in the context of labor showed two factors represented as the absence (factor 1) and the presence of anxiety (factor 2); item 4 (“I regret it”) did not show a representative value. Both factors showed high indications of Cronbach’s α, varying from 0.830 for factor 1, and 0.723 for factor 2. In the results of the Pearson coefficient between the two factors, a significant but weak correlation was observed (r = -0.188; p = 0.021). Conclusion The STAI S-Anxiety scale used in pregnant women during labor presented appropriate values of internal consistency; however, item 3 did not show a significant factorial value. Therefore, this questionnaire must be applied cautiously and carefully without the use of the item 4 in the clinical practice and in researches about labor.<hr/>Resumo Objetivo Analisar a consistência interna e validade de constructo da escala de estado de ansiedade do Inventário de ansiedade traço-estado (Idate) para gestantes em trabalho de parto. Métodos Trata-se de um estudo de propriedades de medida incluindo 150 gestantes comidade entre 15 e 45 anos, no primeiro período de trabalho de parto e comgestação a termo. O questionário utilizado foi a escala estado de ansiedade do Idate. Para a avaliação da consistência interna, o alfa de Cronbach foi calculado por meio da análise fatorial exploratória. A correlação dos fatores foi realizada por correlação de Pearson. O nível de significância adotado para esta análise foi de 0,05. Resultados Verificou-se que a escala estado do Idate no contexto de parto apresenta dois fatores, representados como ausência (fator 1) e presença de ansiedade (fator 2); o item 4 (“Estou arrependida”) não apresentou valor representativo. Ambos os fatores apresentaram índices altos de alfa de Cronbach, variando entre 0,830 para o fator 1 e 0,723 para o fator 2. Nos resultados da correlação de Pearson entre os dois fatores, foi observada uma correlação significativa, porém fraca (r = -0,188; p = 0,021). Conclusões A escala de estado de ansiedade do Idate utilizada em gestantes durante o trabalho de parto apresentou valores de consistência interna adequados, porém o item 4 não apresentou valor fatorial representativo. Portanto, a utilização desse questionário na prática clínica e em pesquisas sobre o parto deve ser realizado sem a utilização do item 4 de maneira cautelosa e criteriosa. <![CDATA[Avaliação do conhecimento de gestantes e puérperas sobre a toxoplasmose na cidade do Rio Grande - RS, Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100538&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Introduction Toxoplasmosis a parasitic zoonosis of global distribution, responsible for disorders during gestation can cause fetal death or congenital anomalies. Objective To evaluate the knowledge of toxoplasmosis among pregnant and postpartum women treated at the University Hospital of the city of Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brazil. Methods This was a cross-sectional study of 100 pregnant and postpartum women at the University Hospital. Participants answered a self-administered questionnaire and gave consent for data relating to serological examinations to be abstracted from their medical records. Results The proportion of women who received information about toxoplasmosis was higher among those who received care in the private health care system (52.9%) than among those cared for in the public health care system (25.0%). Only 55.7% of women reported having some knowledge about toxoplasmosis. Of these, 53.7% received information during the prenatal period. However, most participants were unable to answer questions about preventive measures and modes of infection. Of the 100 patients in the study, only 46 underwent serologic testing for toxoplasmosis, 65.2% of whom tested negative (IgG). Conclusion Findings from this study are relevant to the training of health professionals regarding toxoplasmosis education and prevention. Improved education for health care providers and patients can lead to earlier diagnoses and reductions in adverse outcomes.<hr/>Resumo Introdução A toxoplasmose é um parasita zoonose com distribuic¸ão global, responsável por enfermidades durante a gestac¸ão que podem causar o óbito do feto ou anomalias congênitas. Objetivo Avaliar o conhecimento sobre toxoplasmose das gestantes e puérperas atendidas no Hospital Universitário da cidade de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Método Estudo transversal sobre o conhecimento de 100 gestantes/puérperas no Hospital Universitário. A participação do sujeito da pesquisa consistiu em responder a um questionário autoaplicável e em autorizar o acesso ao seu prontuário e à sua carteira de pré-natal, nos quais foram pesquisados dados referentes aos exames sorológicos realizados. Resultados O percentual de mulheres que receberam informações sobre toxoplasmose foi maior nas atendidas no sistema de saúde privado (52,9%). Somente 55,7% afirmaram ter algum conhecimento sobre a toxoplasmose. Destas, 53,7% receberam informação durante o pré-natal. Entretanto, a maioria das participantes não soube responder sobre as medidas preventivas e formas de infecção da toxoplasmose. Das 100 pacientes, apenas 46 realizaram o teste sorológico para toxoplasmose, e destas, 65,2% apresentaram resultado negativo. Conclusões Comisso, torna-se relevante o incentivo à educação em saúde dentro das instituições em todos os momentos do pré-natal, e a capacitação dos profissionais frente às gestantes e puérperas acerca da toxoplasmose, abrangendo desde a educação em saúde até a realização do diagnóstico precoce. <![CDATA[Contracepção em adolescentes antes e depois do parto: escolhas e desafios para o futuro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100545&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective To determine methods of contraception used by adolescents before and after pregnancy. Methods A cross-sectional study was performed, and data were collected from medical records of all teens in puerperal consultation at the Hospital da Mulher - José Aristodemo Pinotti (Caism), Universidade Estadual de Campinas (CAISM), São Paulo, Brazil, between July 2011 and September 2013. The inclusion criterionwas being 10 to 19 years old, and the exclusion criterion was having a first consultation 90 days after childbirth. Statistical analyseswere performed with averages, standard deviations, percentages, correlations and Fisher's exact tests using the SAS program, version 9.4. Results A total of 196 adolescents in postpartum consultation were included (44 days after childbirth on average). The majority was older than 14 years (89%), with an average age of 16.2 years, and the most were exclusively breast-feeding (70%). Before pregnancy, the use of any contraceptive methods was mentioned by 74% adolescents; the most frequent use was combined oral contraceptive followed by condom. The main reason for abandoning the use of contraception was the occurrence of an unintended pregnancy (41%), followed by reports of side effects (22%), behavior issues (18%) and desire for pregnancy (16%). A positive correlation was found between the age of the adolescent at the moment of childbirth, the age of menarche (r = 0.3), and the first sexual intercourse (r = 0.419). Vaginal delivery occurred in 76% of the cases. After birth, depot medroxyprogesterone acetate (DMPA) was the contraception method most frequently used (71%), followed by oral contraceptives (11.8%) and intrauterine devices (IUDs, 11.2%). Conclusions The most prescribed contraceptive method before pregnancy in adolescents who had childbirth was combined oral contraceptives. Many of the study participants had an unintended pregnancy. After childbirth, the most used contraceptive method was DMPA. To improve contraception and reduce the chance of unintended pregnancies among adolescents, we should promote the use of long-acting reversible contraceptives (LARCS).<hr/>Resumo Objetivo Conhecer os métodos contraceptivos utilizados por adolescentes antes e após a gravidez. Métodos Estudo transversal, os dados foram coletados de prontuários médicos de todas as adolescentes em consulta puerperal do Hospital da Mulher - José Aristodemo Pinotti (CAISM), Unicamp, São Paulo, Brasil, entre julho de 2011 e setembro de 2013. O critério de inclusão foi idade entre 10 e 19 anos, e o critério de exclusão foi primeira consulta com mais de 90 dias após o parto. As análises estatísticas foram realizadas com médias, desvios-padrão, porcentagens, correlações e teste exato de Fisher utilizando o pro grama SAS, versão 9.4. Resultados Um total de 196 adolescentes em consulta pós-parto foram incluídas (em média 44 dias após o parto). A maioria tinha mais do que 14 anos (89%), com idade média de 16,2 anos, e estava em aleitamento exclusivo (70%). Antes da gravidez, o uso de quaisquer métodos anticoncepcionais foi mencionado por 74% das adolescentes; o mais frequente foi contraceptivo oral combinado seguido de preservativo. A principal razão para abandonar o uso de contracepção foi a ocorrência de gravidez indesejada (41%), seguido por relatos de efeitos colaterais (22%), problemas comportamentais (18%) e desejo de gravidez (16%). Uma correlação positiva foi encontrada entre a idade da adolescente no momento do parto, a idade da menarca (r = 0,3), e a primeira relação sexual (r = 0,419). O parto vaginal ocorreu em 76% dos casos. Após o nascimento, acetato de medroxiprogesterona de depósito (DMPA) foi o método de contracepção mais utilizado (71%), seguido do contraceptivo oral (11,8%) e do dispositivo intrauterino (DIU) (11,2%). Conclusões O método anticoncepcional mais prescrito antes da gravidez em adolescentes que tiveram parto no serviço foi contraceptivo combinado oral. Muitas participantes do estudo tiveram uma gravidez indesejada. Após o parto, o método contraceptivomais utilizado foi DMPA. Paramelhor contracepção e reduzir a chance de gravidez indesejada entre adolescentes, devemos promover e estimular o uso de contraceptivos reversíveis longa ação. <![CDATA[Hipotireoidismo subclínico e resultados de Injeção intracitoplasmática de espermatozoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100552&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Purpose Whether preconception elevated concentrations of thyroid-stimulating hormone (TSH) compromises reproductive outcomes in patients undergoing assisted reproduction techniques (ARTs) remains unclear. This study therefore compared the reproductive outcomes in patients with TSH concentrations of &lt; 2.5 mIU/L, 2.5-4.0 mIU/L, and 4.0-10.0mIU/L undergoing controlled ovarian stimulation (COS) for in vitro fertilization (IVF)/intracytoplasmic sperm injection (ICSI). Methods This retrospective cohort study evaluated the medical records of all women with measured TSH concentrations who underwent IVF/ICSI between January 2011 and December 2012. The patients were divided into three groups: TSH &lt; 2.5mIU/L (group 1); THS ≥2.5 and &lt; 4.0 mIU/L (group 2); and THS ≥4 mIU/L and &lt; 10.0 mIU/L (group 3). Patients who were administered levothyroxine for treating hypothyroidism were excluded from the analysis. The primary endpoints were clinical pregnancy,miscarriage, live birth and multiple pregnancy rates. Results During the study period, 787 women underwent IVF/ICSI. Sixty were excluded because their TSH concentrations were unavailable, and 77 were excluded due to their use of levothyroxine. The prevalence of patients presenting elevated concentrations of TSHwas of 5.07% (using a TSH threshold of 4.0 mIU/L) and of 29.99% (using a TSH threshold of 2.5 mIU/L). Patient characteristics, type of COS, and response to COS did not differ among the three groups, and there were no differences in clinical pregnancy (24.4% versus 25.9% versus 24.2%, p = 0.93); miscarriage (17.1% versus 14.3% versus 12.5%, p = 0.93); live birth (20.2% versus 22.2% versus 21.2%, p = 0.86); and multiple pregnancy rates (27.0% versus 21.4% versus 25.0%, p = 0.90) respectively. Conclusion Response to COS, live birth, and miscarriage rates were not altered in women with elevated concentrations of TSH undergoing IVF/ICSI, regardless of using a TSH threshold of 2.5mIU/L or 4.0mIU/L. These findings reinforce the uncertainties related to the impact of subclinical hypothyroidism on reproductive outcomes in women undergoing COS for ARTs.<hr/>Resumo Objetivos Se concentrações elevadas de hormônio estimulante da tireoide (TSH) antes do parto comprometem resultados reprodutivos em pacientes submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA) é incerto. Este estudo comparou resultados reprodutivos de pacientes com concentrações de TSH &lt; 2,5 mIU/L; 2,5-4,0 mIU/L e 4,0-10,0 mIU/L submetidas a estimulação ovariana controlada (EOC) para fertilização in vitro (FIV)/injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Métodos Este estudo de coorte retrospectiva avaliou prontuários médicos de todas as pacientes que tinham registro de concentrações de TSH submetidas a FIV/ICSI entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012. As pacientes foram divididas em três grupos: aquelas com TSH &lt; 2,5 mIU/L (grupo 1); entre 2,5 e 4,0 mIU/L (grupo 2) e entre 4,0 mIU/L e 10,0 mIU/L (grupo 3). As pacientes que estavam em uso de levotiroxina para tratamento de hipotireoidismo foram excluídas da análise. Os desfechos primários foram taxas de gravidez clínica, de abortamento, de nascido vivo e de gravidez múltipla. Resultados Durante o período do estudo, 787 mulheres foramsubmetidas a FIV/ICSI. Sessenta foram excluídas por causa da indisponibilidade das concentrações de TSH, e 77 foram excluídas porque estavam usando levotiroxina. A prevalência de pacientes apresentando elevação das concentrações de TSH foi de 5,07% (usando um limite de TSH de 4,0 mIU/L) e 29,99% (usando um limite de TSH de 2,5 mIU/L). As características das pacientes, tipo de EOC e reposta à EOC não diferiram entre os três grupos, nem houve diferenças nas taxas de gravidez clínica (24,4% versus 25,9% versus 24,2%, p = 0,93); abortamento (17,1% versus 14,3% versus 12,5%, p = 0,93); nascido vivo (20,2% versus 22,2% versus 21,2%, p = 0,86); e taxas de gestação múltipla (27,0% versus 21,4% versus 25,0%, p = 0,90), respectivamente. Conclusão Resposta à EOC, taxa de nascido vivo e de abortamento não foram alteradas em mulheres submetidas a FIV/ICSI com concentrações elevadas de TSH independente de usar um limite de 2,5 ou 4,0 mIU/L. Estes achados reforçam as incertezas relacionadas ao impacto do hipotireoidismo subclínico nos resultados reprodutivos de mulheres submetidas a EOC para TRA. <![CDATA[Prevalência de disfunção sexual entre mulheres grávidas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100559&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Purpose To identify pregnancy as a causative factor of sexual dysfunction among expectant women. Methods A prospective study with 225 expectant mothers seen in the prenatal clinic of a federal university. Sexual function was evaluated by means of the Female Sexual Function Index (FSFI), and all domains were analyzed (desire, arousal, lubrication, orgasm, satisfaction, and pain). Initially, a univariate analysis of the sample was done. The averages for each domain according to the risk of sexual dysfunction (FSFI ≤ 26.5) were compared using the Student’s t-test for independent samples. The strength of the correlation between sexual dysfunction and all sociodemographic, clinical and behavioral variables was measured by the Chi-Square (X2) test. Then, odds ratios (ORs) and their confidence intervals were assigned to perform a bivariate analysis. Any p values less than 0.05 were considered significant. Results Approximately two-thirds of the women (66.7%) showed signs of risk of sexual dysfunction (FSFI ≤ 26.5). Within these cases, all sexual dysfunction domains (desire, arousal, lubrication, orgasm, satisfaction, and pain) were found to be statistically significant (p &lt; 0.001). The domains most affected were desire (2.67), satisfaction (2.71) and arousal (2.78). Conclusions Pregnancy appears to be an important causative factor of sexual dysfunction among pregnant women.<hr/>Resumo Objetivo Identificar a gravidez como fator causador de disfunção sexual entre mulheres gestantes. Métodos Estudo prospectivo com 225 gestantes atendidas no ambulatório de prénatal de uma universidade federal. A função sexual foi avaliada por meio do Female Sexual Function Index (FSFI), e todos os domínios foram analisados (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor). Inicialmente, uma análise univariada da amostra foi feita. As médias para cada domínio de acordo com o risco de disfunção sexual (FSFI ≤ 26,5) foram comparadas pelo teste t de Student para amostras independentes. A força da correlação entre a disfunção sexual e todas as variáveis sociodemográficas, clínicas e comportamentais foi medida pelo teste do qui-quadrado (X2). A partir desta perspectiva, foram aferidos os odds ratios (ORs) e seus respectivos intervalos de confiança para a análise bivariada. Quaisquer valores de p inferiores a 0,05 foram considerados significativos. Resultados Cerca de dois terços das mulheres (66,7%) mostraram sinais de risco de disfunção sexual (FSFI ≤ 26,5). Dentro destes casos, todos os domínios de disfunção sexual (desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor) foram estatisticamente significativos (p &lt; 0,001). Os domínios mais afetados foram o desejo (2,67), a satisfação (2,71) e a excitação (2,78). Conclusões A gravidez parece ser um importante fator causador de disfunção sexual entre mulheres gestantes. <![CDATA[Eficácia da terapia anticolinérgica na bexiga hiperativa: revisão sistemática e metanálise]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100564&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract The overactive bladder (OAB) has a significant negative impact on the quality of life of patients. Antimuscarinics have become the pharmacological treatment of choice for this condition. The objective of this systematic review and meta-analysis is to examine the evidence from randomized clinical trials about the outcomes of the antimuscarinic drugs available in Brazil on OABs. We searched MEDLINE and the Cochrane Central Register of Controlled Trials from the inception of these databases through to September 2015. The primary outcome measures were the mean decrease in urge urinary incontinence episodes and the mean decrease in the frequency of micturition. The results suggest that there is a moderate to high amount of evidence supporting the benefit of using anticholinergic drugs in alleviating OAB symptoms when compared with placebo. It is still not clear whether any of the specific drugs that are available in Brazil offer advantages over the others. These drugs are associated with adverse effects (dry mouth and constipation), although they are not related to an increase in the number of withdrawals.<hr/>Resumo A bexiga hiperativa determina um impacto negativo na qualidade de vida dos nossos pacientes. Os antimuscarínicos tornaram-se o tratamento farmacológico de escolha para essa condição. O objetivo desta revisão sistemática e metanálise é examinar as melhores evidências científicas sobre estas medicações disponíveis no Brasil no tratamento de mulheres com bexiga hiperativa. As bases de dados utilizadas foram MEDLINE e a biblioteca da Cochrane, das quais selecionamos os ensaios clínicos randomizados até setembro de 2015. Os principais desfechos analisados foram a diminuição dos episódios de incontinência urinária de urgência e a diminuição da frequência de micção. Os resultados sugerem que as drogas existentes no Brasil sustentam o benefício dos anticolinérgicos no alívio dos sintomas da bexiga hiperativa quando comparadas como placebo. Emtermos de eficácia, as medicações apresentam resultados semelhantes no controle dos sintomas. Essas drogas estão associadas a efeitos adversos importantes, tais como boca seca e constipação, e esses efeitos adversos não influenciaram no uso da medicação. <![CDATA[Síndrome do espelho após tratamento laser por fetoscopia - caso clínico]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100576&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Mirror syndrome is a rare disease with unknown pathophysiology that can be present in different diseases that can cause fetal hydrops. The prognosis is usually bad with a high perinatal mortality. We report an unusual form of mirror syndrome that manifested itself only after a successful treatment for fetal hydrops (caused by twin-twin transfusion syndrome, in Quinteros stage IV) was performed. This syndrome was controlled by medical treatment, and despite the usually bad prognosis seen in these cases, we could extend the pregnancy from the 23rd to the 34th week of gestation, resulting in the birth of 2 live infants.<hr/>Resumo A síndrome do espelho é uma doença rara, de fisiopatologia desconhecida, que se manifesta em situações obstétricas responsáveis pela presença de hidrópsia fetal. Habitualmente o prognóstico é reservado, uma vez que se associa a elevadas taxas de mortalidade perinatal. O presente caso clínico trata de uma situação de síndrome do espelho que se manifestou, atipicamente, após o tratamento eficaz para a hidrópsia fetal associada à síndrome de transfusão feto-fetal. Apesar do mau prognóstico associado a estas situações, conseguiu-se controlar a situação apenas com tratamento médico e, desta forma, prolongar a gravidez durante 12 semanas. <![CDATA[Comentários sobre Tratamento da miocardiopatia periparto com agonista dopaminérgico e subsequente gestação com resultado satisfatório]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016001100580&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Mirror syndrome is a rare disease with unknown pathophysiology that can be present in different diseases that can cause fetal hydrops. The prognosis is usually bad with a high perinatal mortality. We report an unusual form of mirror syndrome that manifested itself only after a successful treatment for fetal hydrops (caused by twin-twin transfusion syndrome, in Quinteros stage IV) was performed. This syndrome was controlled by medical treatment, and despite the usually bad prognosis seen in these cases, we could extend the pregnancy from the 23rd to the 34th week of gestation, resulting in the birth of 2 live infants.<hr/>Resumo A síndrome do espelho é uma doença rara, de fisiopatologia desconhecida, que se manifesta em situações obstétricas responsáveis pela presença de hidrópsia fetal. Habitualmente o prognóstico é reservado, uma vez que se associa a elevadas taxas de mortalidade perinatal. O presente caso clínico trata de uma situação de síndrome do espelho que se manifestou, atipicamente, após o tratamento eficaz para a hidrópsia fetal associada à síndrome de transfusão feto-fetal. Apesar do mau prognóstico associado a estas situações, conseguiu-se controlar a situação apenas com tratamento médico e, desta forma, prolongar a gravidez durante 12 semanas.