Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320160005&lang=pt vol. 38 num. 5 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Contraceptivos reversíveis de longa duração: uma importante medida para reduzir as gestações não planejadas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500207&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Uso de contraceptivos reversíveis de longa duração e a relação entre taxas de descontinuidade devido à menopausa e à esterilização de homens e mulheres]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500210&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Introduction Women require effective contraception until they reach menopause. The long acting reversible contraceptives (LARC) and the depot-medroxyprogesterone acetate (DMPA, Depo-Provera(r), Pfizer, Puurs, Belgium) are great options and can replace possible sterilizations. Purpose To assess the relationship between the use of LARCs and DMPA and terminations ascribed to menopause and sterilizations in a Brazilian clinic. Methods We reviewed the records of women between 12 and 50 years of age attending the clinic that chose to use a LARC method or DMPA. Cumulative termination rates due to sterilization or because the woman had reached menopause were computed using single decrement life-table analysis over 32 years. We also examined all records of surgical sterilization at our hospital between the years 1980-2012. Results Three hundred thirty-two women had continuously used the same contraceptive until menopause, and 555 women had discontinued the method because they or their partners underwent sterilization. From year 20 to year 30 of use, levonorgestrel intrauterine-releasing system (LNG-IUS - Mirena(r), Bayer Oy, Turku, Finland; available since 1980), copper intrauterine device (IUD - available since 1980) and DMPA users showed a trend of cumulative higher discontinuation rates due to menopause when compared with the discontinuation rates due to sterilization. Over the study period, a steep decline in the use of sterilization occurred. Conclusion Over the past 15 years of research we have observed a trend: women usually preferred to continue using LARC methods or DMPA until menopause rather than decide for sterilization, be it their own, or their partners'. The annual number of sterilizations dropped in the same period. The use of LARC methods and DMPA until menopause is an important option to avoid sterilization, which requires a surgical procedure with potential complications.<hr/>Resumo Introdução Mulheres necessitam de contracepção até atingirem a menopausa. Os contraceptivos reversíveis de longa duração e o acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD) são ótimas opções para substituir possíveis esterilizações. Objetivo Avaliar a relação entre o uso de contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs) e AMPD com terminações atribuídas à menopausa e a esterilizações em uma clínica brasileira. Métodos Revisamos os registros de mulheres entre 12 e 50 anos de idade atendidas em clínica e que escolheram usar LARC ou AMPD. Índices de terminação acumulada devido à esterilização ou à menopausa foram computados usando análise de tabela de vida durante 32 anos. Também examinamos todos os registros de cirurgias de esterilização em nosso hospital no período de 1980 a 2012. Resultados Trezentas e trinta e duas mulheres usaram continuamente o mesmo contraceptivo até a menopausa, e 555 mulheres não deram continuidade ao método pelo fato de elas ou seus parceiros terem se submetido à esterilização. De 20 a 30 anos de uso, usuários de sistema intrauterino de levonorgestrel, dispositivo intrauterino de cobre e AMPD apresentaram tendência de maiores índices de descontinuidade devido à menopausa quando comparados a índices de descontinuidade devido à esterilização. No período de estudo, ocorreu um declínio acentuado no uso de esterilização. Conclusão Nos últimos 15 anos do estudo, foi observada uma tendência na qual mulheres optaram mais por continuar usando LARC ou AMPD até a menopausa do que pela esterilização própria ou de seus parceiros. O número anual de esterilizações caiu no mesmo período. O uso de LARC e AMPD até a menopausa é uma opção importante para evitar a esterilização, que exige um procedimento cirúrgico com potenciais complicações. <![CDATA[Endometriose, reserva ovariana e taxa de nascidos vivos após FIV/ICSI]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500218&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Purpose To evaluate whether women with endometriosis have different ovarian reserves and reproductive outcomes when compared with women without this diagnosis undergoing in vitro fertilization/intracytoplasmic sperm injection ( IVF/ ICSI), and to compare the reproductive outcomes between women with and without the diagnosis considering the ovarian reserve assessed by antral follicle count ( AFC ). Methods This retrospective cohort study evaluated all women who underwent IVF/ ICSI in a university hospital in Brazil between January 2011 and December 2012. All patients were followed up until a negative pregnancy test or until the end of the pregnancy. The primary outcomes assessed were number of retrieved oocytes and live birth. Women were divided into two groups according to the diagnosis of endometriosis, and each group was divided again into a group that had AFC 6 (poor ovarian reserve) and another that had AFC 7 (normal ovarian reserve). Continuous variables with normal distribution were compared using unpaired t-test, and those without normal distribution, using Mann-Whitney test. Binary data were compared using either Fisher's exact test or Chi-square (2) test. The significance level was set as p &lt; 0.05. Results 787 women underwent IVF/ICSI (241 of which had endometriosis). Although the mean age has been similar between women with and without the diagnosis of endometriosis (33.8 4 versus 33.7 4.4 years, respectively), poor ovarian reserves were much more common in women with endometriosis (39.8 versus 22.7%). The chance of achieving live birth was similar between women with the diagnosis of endometriosis and those without it (19.1 versus 22.5%), and also when considering only women with a poor ovarian reserve (9.4 versus 8.9%) and only those with a normal ovarian reserve (25.5 versus 26.5%). Conclusions Women diagnosed with endometriosis are more likely to have a poor ovarian reserve; however, their chance of conceiving by IVF/ICSI is similar to the one observed in patients without endometriosis and with a comparable ovarian reserve.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar se mulheres com endometriose possuem diferenças quanto a reserva ovariana (RO) e a resultados de reprodução assistida quando comparadas a mulheres sem este diagnóstico submetidas IVF/ICSI (in vitro fertilization/intracytoplasmic sperm injection), e comparar resultados reprodutivos entre mulheres com e sem o diagnóstico, considerando a RO obtida pela contagem de folículos antrais ( CFA ). Métodos Este estudo de coorte retrospectivo avaliou todas as mulheres submetidas à FIV/ICSI em uma universidade do Brasil nos anos de 2011 e 2012. Todas as pacientes foram seguidas até um teste negativo de gravidez ou até o final da gestação. Os desfechos primários analisados foram o número do oócitos captados e nascidos vivos. As mulheres foram divididas em 2 grupos de acordo com o diagnóstico de endometriose e subdivididas de acordo com a CFA 6 (baixa RO) e 7 (RO normal). As variáveis contínuas com distribuição normal foram comparadas pelo teste t não pareado e sem distribuição normal pelo teste de Mann-Whitney. Os dados binários foram comparados por ambos os testes Qui-quadrado (2) e exato de Fisher. O nível de significância foi definido como p &lt; 0,05. Resultados 787 mulheres foram submetidas a IVF/ICSI (241 com endometriose). Embora a média de idade tenha sido similar entre as mulheres com e sem o diagnóstico de endometriose (33,8 4 versus 33,7 4.4 anos, respectivamente), a baixa RO é muito mais comum em mulheres com endometriose (39,8 versus 22,7%). A chance de obter um nascido vivo foi similar entre as mulheres com e sem endometriose (19,1 versus 22,5%), e também quando consideradas apenas as mulheres com baixa RO (9 , 4 versus 8,9%), e apenas com RO normal (25,5 versus 26 ,5% ). Conclusões Mulheres diagnosticadas com endometriose são mais susceptíveis a ter baixa RO; no entanto, suas chances de conceber por IVF/ICSI são similares às observadas em pacientes sem endometriose e com uma RO comparável. <![CDATA[Nível de atividade física de mulheres menopausadas com baixa densidade mineral óssea]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500225&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Introduction Proper physical activity is related to the prevention and the treatment of osteoporosis. Purpose To assess the level of physical activity (PA) in post-menopausal women with low bone mineral density ( BMD ). Methods This cross-sectional clinical study included 123 post-menopausal women. The inclusion criteria were: age of 45 years with last menses at least 12 months prior to the initiation of the study, and bone density scan (BDS) values measured over the preceding 12 months. Women with severe osteoarthritis were excluded. Women were allocated into three groups, according to BMD measured by BDS [osteoporosis (OP; 54 women), osteopenia (35 women), and normal bone density (NBD; 35 women)], and compared for general, clinical, and anthropometric data, and for PA level. The latter was assessed using the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), in metabolic equivalent of task (MET) units. Participants were classified as sedentary, active or very active. Quantitative variables were compared using ANOVA followed by Tukey's test. Associations between qualitative variables were tested by Chi-square (χ2) or Fisher's exact test. In order to check for differences among groups and IPAQ domains, a generalized linear model with Gamma distribution was adjusted for values in METs. Results The OP group differed from the NBD group regarding age (61.8 10.1 and 52.9 5.4 years), percentage of participants with self-declared white ethnicity (43.9 and 28.0%), body mass index (BMI - 25.7 5.4 and 30.9 5.1 kg/m2), and time since menopause (15.5 7.5 and 5.8 4.5 years). Smoking rates were higher in the OP (55.6%) and NBD groups (33.3%) than in the osteopenia group (11.1%). Within the OP group, the rate of subjects with sedentary lifestyles was higher (42.6%), and time spent sitting was greater (344.3 204.8 METs) than in the groups with osteopenia (20.0 % and 300.9 230.6 METs) and NBD (17.7% and 303.2 187.9 METs). Conclusions The rate of sedentary lifestyles was higher in post-menopausal women with OP than in those with either osteopenia or NBD. In order to change this physical inactivity profile, strategies should be created to address this group of patients.<hr/>Resumo Introdução Atividade física adequada está relacionada com a prevenção e o tratamento da osteoporose. Objetivo Avaliar o nível de atividade física em mulheres na pós-menopausa com baixa densidade mineral óssea ( DMO ). Métodos Este estudo clínico transversal incluiu 123 mulheres na pós-menopausa. Os critérios de inclusão foram idade 45 anos, com última menstruação pelo menos 12 meses antes do início do estudo, e DMO medida nos últimos 12 meses. Foram excluídas mulheres com osteoartrite grave. As mulheres foram divididas em três grupos, de acordo com DMO medida por densitometria óssea [osteoporose (OP; 54 mulheres), osteopenia (35 mulheres) e DMO normal (NBD; 35 mulheres)], e comparadas com dados gerais, clínicos e antropométricos, e quanto ao nível de atividade física. Este último foi avaliado pelo International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), em unidades de metabolic equivalent of task (METs). As participantes foram classificadas como sedentárias, ativas ou muito ativas. As variáveis quantitativas foram comparadas por ANOVA seguida pelo teste de Tukey. As associações entre as variáveis qualitativas foram testadas por Qui-quadrado (χ2) ou exato de Fisher. Para verificar diferenças entre os grupos e domínios do IPAQ, um modelo linear generalizado com distribuição Gama foi ajustado para os valores em METs. Resultados O grupo OP diferiu do NBD quanto à idade (61,8 10,1 e 52,9 5 , 4 anos), porcentagem de etnia autorrelatada branca (43,9 e 28,0%), índice de massa corporal (25,7 5,4 e 30,9 5,1 kg/m2) e tempo da menopausa (15,5 7,5 e 5,8 4,5 anos). As taxas de tabagismo foram maiores nos grupos com OP (55,6 % ) e NBD (33,3%) do que no com osteopenia (11,1%). No grupo com OP, sedentarismo (42,6%) e tempo gasto sentado foram maiores (344,3 204.8 METs) do que nos com osteopenia (20,0% e 300,9 230,6 METs) e NBD (17,7% e 303,2 187,9 METs). Conclusões O sedentarismo foi maior em mulheres na pós-menopausa com osteoporose do que naquelas com osteopenia ou NBD. Estratégias devem ser criadas para alterar este perfil de inatividade física neste grupo de pacientes. <![CDATA[Incidência de infecção cervical pelo vírus papiloma humano e neoplasia intraepitelial cervical em mulheres com sorologia positiva e negativa para o HIV]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500231&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives To evaluate the incidence and factors associated with cervical intraepithelial neoplasia (CIN) and cervical infection by human papillomavirus (HPV) among HIV-positive and HIV-negative women. Methods A cohort of 103 HIV positive and 113 HIV negative women were monitored between October 2008 and February 2012, for at least one year. Procedures included cervical cytology, DNA/HPV detection by polymerase chain reaction, colposcopy with biopsy if necessary, followed by an interview for exposure characteristics data. CIN was based on the histopathological results. Results The incidence of CIN was of 8.8 and 4.6 cases/100 women-years in HIVpositive and HIV-negative women, respectively. HIV-positive women presented a hazard ratio (HR) of 2.8 for CIN and developed lesions earlier (0.86 year) than HIVnegative women (2 years) (p = 0.01). The risk of developing CIN decreased with age (HR = 0.9) and marital status (HR = 0.4). HPV patients presented a higher incidence of CIN when compared HIV-positive and HIV-negative women (p = 0.01). The incidence of HPV cervical infection was 18.1 and 11.4 cases/100 women-years in HIV-positive and HIV-negative women, respectively. Those HIV-positive presented earlier HPV infection (p = 0.002). The risk of developing HPV infection decreased with age and was higher among HIV-positive women. HPV 16 was the most common type in HIV-positive women, and also the type most closely associated with CIN in HIV-negative women. Conclusions HIV-positive women had a greater incidence of HPV and CIN, and in a shorter time interval. More rigorous and timely clinical control is required for this group.<hr/>Resumo Objetivos Avaliar a incidência e fatores associados com neoplasia intraepitelial cervical (NIC) e infecção cervical pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) entre mulheres HIV positivas e negativas. Métodos Coorte de 103 mulheres positivas para o HIV e 113 negativas, que foram acompanhadas entre outubro de 2008 a fevereiro de 2012, com seguimento mínimo de um ano. Os procedimentos realizados foram coleta de material cervical para citologia oncótica e detecção do DNA/HPV pela reação em cadeia da polimerase, colposcopia seguida de biópsia, se necessário, e entrevista para obter dados e características de exposição. O diagnóstico de NIC foi baseado no resultado histopatológico das biópsias. Resultados A incidência pessoas-tempo de NIC foi de 8,8 e 4,6 casos/100 mulheresano para as mulheres HIV-positivas e HIV-negativas, respectivamente. As HIV-positivas apresentaram uma razão de risco (HR) de 2,8 para NIC e desenvolveram lesões mais precocemente (0,86 ano) do que as negativas (2 anos) (p = 0,01). O risco de desenvolver NIC diminuiu com a idade (HR = 0,9) e o estado civil (HR = 0,4). Pacientes com HPV apresentaram maior incidência de NIC, quando comparadas as mulheres HIVpositivas e as negativas (47,6 10,5%) (p = 0,01). A incidência de infecção cervical pelo HPV, por pessoa/tempo, foi de 18,1 e 11,4 casos/100 mulheres-ano, respectivamente para mulheres HIV-positivas e negativas. As HIV-positivas apresentaram HPV mais precocemente (p = 0,002). O risco de apresentar HPV diminuiu com a idade e foi maior entre as HIV-positivas. O HPV 16 foi o tipo mais comum entre as mulheres HIVpositivas. Conclusões As mulheres HIV-positivas tiveram maior incidência de HPV e NIC, e um menor intervalo de tempo. Controle clínico mais rigoroso e oportuno é requerido para este grupo. <![CDATA[Subtipos moleculares de câncer de mama não estão associados ao subestadiamento ou ao superestadiamento do câncer de mama]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500239&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Purpose to evaluate the agreement between the clinical and pathological stagings of breast cancer based on clinical and molecular features. Methods this was a cross-sectional study, in which clinical, epidemiological and pathological data were collected from 226 patients who underwent surgery at the Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti Women's Hospital (CAISM/Unicamp) from January 2008 to September 2010. Patients were staged clinically and pathologically, and were classified as: understaged, when the clinical staging was lower than the pathological staging; correctly staged, when the clinical staging was the same as the pathological one; and overstaged, when the clinical staging was greater than the pathological staging. Results understaged patients were younger (52.2 years; p &lt; 0.01) and more symptomatic at diagnosis (p = 0.04) when compared with correctly or overstaged patients. Clinicopathological surrogate subtype, menopausal status, parity, hormone replace therapy and histology were not associated with differences in staging. Women under 57 years of age were clinically understaged mainly due to underestimation of T ( tumor staging) (p &lt; 0.001), as were the premenopausal women (p &lt; 0.01). Patients whose diagnosis was made due to clinical complaints, and not by screening, were clinically understaged due to underestimation of N (lymph nodes staging) (p &lt; 0.001). Conclusion the study shows that the clinicopathological surrogate subtype is not associated with differences in staging, while younger women diagnosed because of clinical complaints tend to have their breast tumors understaged during clinical evaluation.<hr/>Resumo Objetivo avaliar a concordância entre o estadiamento clínico e patológico do câncer de mama em função das características clínicas e moleculares das pacientes. Métodos estudo de corte transversal, sendo coletados dados clínicos, epidemiológicos e anátomo-patológicos de 226 pacientes operadas no Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher - CAISM/ Unicamp), de janeiro de 2008 a setembro de 2010. As pacientes foram estadiadas clínica e patologicamente e classificadas como: subestadiadas, quando o estadiamento clínico foi menor do que o patológico; corretamente estadiadas, quando o estadiamento clínico foi equivalente ao patológico; e superestadiadas, quando o estadiamento clínico foi maior do que o patológico. Resultados as pacientes subestadiadas eram mais jovens (52,2 anos; p &lt; 0,01) e sintomáticas ao diagnóstico (p = 0,04) do que as pacientes corretamente estadiadas ou superestadiadas. O subtipo clinico-patológico, o status menopausal, a paridade, a terapia de reposição hormonal e a histologia não foram associados com a diferença no estadiamento. Detectamos que as mulheres com menos de 57 anos de idade foram clinicamente subestadiadas principalmente devido à subestimação do T (p &lt; 0 ,001), assim como as mulheres na pré-menopausa (p &lt; 0,01). Por outro lado, as pacientes cujo diagnóstico foi realizado por queixa clínica, e não rastreamento, foram clinicamente subestadiadas devido à subestimação do N (p &lt; 0,001). Conclusão o estudo nos mostra que o subtipo clinico-patológico não está associado a diferenças de estadiamento, enquanto mulheres mais jovens, e que tiveram seu diagnóstico por queixa clínica, tendem a ter seus tumores mais frequentemente subestadiados. <![CDATA[Qualidade de vida de gestantes vivendo com HIV/Aids]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500246&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective to evaluate the quality of life of HIV positive (HIVþ) pregnant women using the HIV/AIDS Target Quality of Life (HAT-QoL) instrument. Methods cross-sectional study, conducted between May 2014 and November 2015 , with HIVþ pregnant women selected by convenience sampling. Sociodemographic and behavioral data were collected through interviews, and the HAT-QoL questionnaire was applied. Clinical and laboratorial data were collected from medical records. Results twenty-seven pregnant women participated in the study. Their mean age was 27 years (standard deviation - SD: 7.3). The majority (59%) had up to 8 years of education, 52% identified themselves as white, 56% were unemployed, and 59% had a household income higher than the minimum wage. The mean infection time by the virus was 68.4 months (5.7 years). The majority (74%) were contaminated with HIV through sexual intercourse, and 67% declared not having a HIVþrelative. Regarding the use of condoms, 41% reported using them sporadically, and the same number did not have proper knowledge about them. Only 23 patients (85%) reported having been prescribed antiretrovirals. Fourteen (64%) had a CD4 count higher than 500 cells/mm3, and 13 pregnant women (59%) had an undetectable viral load. The scores from the quality of life questionnaire dimensions that were more affected are: infection "disclosure concerns" (mean: 39.8; SD: 27.1), followed by "financial concerns" (mean: 49.1; SD: 36), and "HIV acceptance" (mean: 49.1; SD: 35.8). The dimension with the best score was "medication concerns" (mean: 80.8; SD: 26.5). Conclusion quality of life has been increasingly used as a clinical outcome evaluation parameter. The results of this study contribute to the establishment of interventions based on the needs of HIVþ pregnant women.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar a qualidade de vida de gestantes com sorologia positiva para o HIV através do instrumento Target Quality of Life ( HAT-QoL ). Métodos Estudo transversal, realizado de maio de 2014 a novembro de 2015, em gestantes HIV þ , sendo a amostra de conveniência. Através de entrevista foram coletados dados sociodemográficos, comportamentais e aplicado o questionário HATQoL. Dados clínicos e laboratoriais foram aferidos dos prontuários. Resultados Participaram 27 gestantes. A idade média foi de 27 anos (dp:7,3). A maioria (59%) tem até oito anos de estudo, 52% se declararam brancas, 56% não estavam trabalhando e 59% tinham renda familiar superior a um salário mínimo. O tempo médio de infecção pelo vírus foi de 68,4 meses (5,7 anos). A maioria (74%) foi contaminada pelo HIV através da relação sexual e (67%) refere não ter familiar HIV þ . Em relação ao uso do preservativo, 41% declararam usar às vezes e a mesma proporção não tinha conhecimento adequado sobre o mesmo. Apenas 23 pacientes (85%) relataram prescrição de antirretrovirais. Apresentaram CD4 superior a 500 células/ mm3 14 (64%) e carga viral indetectável 13 (59%) gestantes. Os escores dos domínios do questionário de qualidade de vida mais comprometidos foram "Preocupação com sigilo sobre a infecção" (média: 39,8; dp: 27,1) seguido de "Preocupações financeiras" (média: 49,1; dp: 36) e "Aceitação do HIV"(média: 49,1; dp: 35,8). O domínio com melhor escore foi "Preocupação com a medicação" (média: 80,8; dp: 26,5). Conclusão A qualidade de vida vem sendo utilizada cada vez mais como avaliação de desfecho clínico, os resultados deste estudo contribuem para estabelecimento de intervenções baseadas nas necessidades das gestantes que vivem com HIV. <![CDATA[Genes comuns desregulados em endometriose e doenças malignas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032016000500253&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Several authors have investigated the malignant transformation of endometriosis, which supports the hypothesis of the pre-neoplastic state of endometriotic lesions, but there are few data about the pathways and molecular events related to this phenomenon. This review provides current data about deregulated genes that may function as key factors in the malignant transition of endometriotic lesions. In order to do so, we first searched for studies that have screened differential gene expression between endometriotic tissues and normal endometrial tissue of women without endometriosis, and found only two articles with 139 deregulated genes. Further, using the PubMed database, we crossed the symbol of each gene with the terms related to malignancies, such as cancer and tumor, and obtained 9,619 articles, among which 444 were studies about gene expression associated with specific types of tumor. This revealed that more than 68% of the analyzed genes are also deregulated in cancer. We have also found genes functioning as tumor suppressors and an oncogene. In this study, we present a list of 95 informative genes in order to understand the genetic components that may be responsible for endometriosis' malignant transformation. However, future studies should be conducted to confirm these findings.<hr/>Resumo Vários autores têm estudado transformações malignas em endometriose que suportam a hipótese de um estado pré-neoplásico das lesões endometrióticas; contudo, existem poucos dados sobre as vias e eventos moleculares relacionados a este fenômeno. Esta revisão fornece dados atuais sobre genes desregulados que possam funcionar como fatores-chave para a transição maligna das lesões endometrióticas. Assim, inicialmente, estudos de expressão gênica diferencial em larga escala comparando tecido endometriótico e endométrio normal de mulheres sem endometriose foram procurados, e apenas dois artigos com 139 genes desregulados foram obtidos. Posteriormente, usando o banco de dados do PubMed, foram cruzados os símbolos de cada gene com termos relacionados à malignidade, como câncer e tumor, e 9.619 artigos foram obtidos, dos quais 444 eram estudos sobre expressão de genes associados a tipos específicos de tumor. Isto revela que mais de 68% dos genes analisados eram também desregulados em câncer. Também foram encontrados genes que funcionam como supressor tumoral e um oncogene. Este estudo apresenta uma lista de 95 genes informativos para compreender os componentes genéticos que possam ser responsáveis por transformações malignas na endometriose. Contudo, estudos futuros são necessários para confirmar estes achados.