Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320000003&lang=en vol. 22 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Defesa Profissional, a FEBRASGO e a Nova Tabela de Honorários]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Performance of Cervical Canal and Vaginal Cul-de-sac Samples for the Diagnosis of Cervical Neoplasia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: comparar o desempenho das amostras do canal cervical e fundo de saco vaginal para o exame colpocitológico no diagnóstico da neoplasia do colo uterino. Métodos: foram constituídos três grupos seqüenciais: grupo 1) 10.048 mulheres com amostras da ectocérvice e fundo de saco, utilizando espátula de Ayre; grupo 2) 3.847 mulheres com amostras da ectocérvice, fundo de saco e canal cervical, utilizando espátula de Ayre e escova cytobrush; grupo 3) 4.059 mulheres com amostras da ectocérvice e canal cervical, utilizando espátula de Ayre e escova cytobrush. A metodologia estatística utilizou análise de variância (ANOVA) e comparação de proporções. Resultados: os percentuais de exames alterados dos grupos 2 (2,6%) e 3 (2,4%), incluindo todas as lesões escamosas e glandulares, foram significativamente maiores que no grupo 1 (2%). Os percentuais de diagnóstico da lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau (LIE-BG) não foram estatisticamente diferentes entre os três grupos (1,27; 1,25 e 1,07%). Por outro lado, os percentuais de diagnóstico da lesão intra-epitelial escamosa de alto grau (LIE-AG) foram significativamente maiores nos grupos 2 (0,81%) e 3 (0,77%) do que no grupo 1 (0,54%). A diferença entre os percentuais dos grupos 2 e 3 não foi estatisticamente significante. Conclusões: a amostra do canal cervical melhora o desempenho do exame colpocitológico para o diagnóstico da lesão intra-epitelial escamosa de alto grau, ao passo que a amostra de fundo de saco não interfere significativamente nos percentuais de diagnóstico das lesões intra-epiteliais.<hr/>Purpose: to compare the performance of cervical canal and vaginal cul-de-sac samples for colpocytology testing, in order to diagnose cervical neoplasia. Methods: three sequential groups were constituted: group 1 - 10,048 women with ectocervix and cul-de-sac samples collected with the use of an Ayre spatula; group 2 - 3,847 women with ectocervix, cul-de-sac and cervical canal samples taken with an Ayre spatula and a cytobrush, and group 3 -- 4,059 women with ectocervix and cervical canal samples, using an Ayre spatula and a cytobrush. ANOVA (analysis of variance) and comparison of proportions were utilized for the statistical analysis. Results: the rates of abnormal tests in groups 2 (2.6%) and 3 (2.4%), including all squamous and glandular lesions, were significantly higher than in group 1 (2.0%). The diagnosis rates of low-grade squamous intraepithelial lesion (LGSIL) were not statistically different between the three groups (1.27, 1.25 and 1.07%). On the other hand, the diagnosis rates of high-grade squamous intraepithelial lesion (HGSIL) were statistically higher in groups 2 (0.81%) and 3 (0.77%) than in group 1 (0.54%). The difference between the rates of the second and the third groups did not present any statistical significance. Conclusions: the cervical canal sampling improves the performance of cytologic testing for the diagnosis of HGSIL, while cul-de-sac sampling does not change significantly the performance in diagnosing cervical neoplasia. <![CDATA[Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance (ASCUS): study of 208 Cases]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: avaliar aspectos clínicos, colposcópicos e acompanhamento citológico de quadros classificados como atipias de células escamosas de significado indeterminado (ASCUS). Métodos: foram analisados retrospectivamente 208 casos de ASCUS diagnosticados entre 1996 e 1998 e tabulados quanto a idade, queixas clínicas, colposcopia e seguimento. Resultados: a relação ASCUS:lesão intra-epitelial escamosa foi de 1:1,2, confirmando adequado controle de qualidade. Pacientes com menos de 35 anos corresponderam a 72,6% dos casos. Um grande número não tinha queixas clínicas (36,5%). Nos casos em que foi realizada colposcopia (n = 58), a zona de transformação atípica foi observada em 60%. A subclassificação das ASCUS em provavelmente displásico (D), provavelmente reativo (R) e não-determinado (U) indicou predominância do primeiro (65%). O acompanhamento de 86 pacientes mostrou que, após 3 a 6 meses (média de 4,5 meses), em 12,5% foi possível detectar citologicamente uma lesão intra-epitelial escamosa. Conclusão: com base nos resultados deste trabalho foi possível concluir que as ASCUS incidem em mulheres jovens, com queixas clínicas corriqueiras e apresentam correlação colposcópica positiva. Nestes casos o acompanhamento citológico se faz imprescindível para esclarecimento de lesão intra-epitelial escamosa subjacente ou subseqüente.<hr/>Purpose: to assess clinical, colposcopic profile and follow-up of patients with a cytological report of atypical squamous cells of undetermined significance (ASCUS). Methods: a total of 208 cases of ASCUS diagnosed between 1996 e 1998 were analyzed retrospectively regarding age, symptoms, colposcopy and follow-up. Results: the ASCUS:SIL (squamous intraepithelial lesion) ratio reported was 1:1.2, showing an adequate quality control. Most of the patients were between 15 and 35 years old (72.6 %). The majority referred no symptoms (36.5 %). The colposcopy showed (n = 58) the atypical zone of transformation in 60% of the cases. The subclassification into ASCUS favoring a dysplasia (ASCUS--D), reactive process (ASCUS-R) and unqualified (ASCUS-U) showed that 65% of cases belonged to the first category (ASCUS-D). In the follow-up of 86 patients for 3 to 6 months (average of 4.5 months), 12.5% had a subsequent SIL. Conclusion: the findings of this study indicate that ASCUS occurrence in young women with common symptoms, is frequent and there is the possibility of diagnosing by colposcopy. The follow-up is very important to define the concurrent or subsequent development of a squamous intraepithelial lesion. <![CDATA[Endometriosis Simulating Bladder Cancer]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: o acometimento do trato urinário pela endometriose é raro e quando ocorre, a bexiga é o órgão mais freqüentemente afetado. Observamos que algumas pacientes têm sido encaminhadas com o diagnóstico clínico de neoplasia vesical. Em geral, a literatura mostra relatos isolados de casos, tornando difícil a padronização de condutas. Tivemos por objetivo apresentar nossa experiência, mostrando os principais aspectos diagnósticos e terapêuticos desta entidade clínica. Métodos: avaliamos retrospectivamente os casos com diagnóstico de endometriose vesical por meio do arquivo do Departamento de Patologia, fazendo revisão dos dados clínicos de prontuário e convocando as pacientes para seguimento ambulatorial após tratamento. Resultados: os principais sinais e sintomas apresentados pelas pacientes foram disúria cíclica, massa e dor pélvica crônica. O diagnóstico presuntivo foi realizado mediante ultra-sonografia (USG), tomografia computadorizada (TC) de abdome, cistoscopia e laparoscopia. O diagnóstico definitivo com confirmação anátomo-patológica foi obtido pela ressecção endoscópica em 3 casos e biópsia laparoscópica em 1 caso. As opções terapêuticas foram o tratamento medicamentoso exclusivo e a ressecção da lesão empregando a via endoscópica ou cistectomia parcial, sempre complementados por tratamento clínico adjuvante. Conclusões: revisamos os principais aspectos clínicos e terapêuticos da endometriose do trato urinário, lembrando que esta representa um importante diagnóstico diferencial de tumor vesical em mulheres jovens na idade reprodutiva.<hr/>Purpose: urinary tract involvement by endometriosis is uncommon and the bladder is the most common site. We observed that clinical misdiagnosis of bladder cancer frequently is made. Because the disease is generally described in case reports there is not a consensual management. We present and discuss our experience of diagnostic and therapeutic issues. Methods: retrospective analysis of urinary endometriosis slides of the Department of Pathology files was made. Medical charts and follow-up were reviewed in detail and interviews were performed during or after treatment. Results: we describe four cases with cyclic disuria, abdominal mass, pelvic pain and imaging diagnosis of bladder tumor. Pathological specimens were obtained by endoscopic resection (3 cases) and laparoscopic biopsy (1 case). Therapeutic options were exclusive medical treatment or surgical removal with transurethral resection or partial cystectomy supplemented with adjuvant medication. Conclusions: we review the clinical and therapeutic aspects of urinary tract endometriosis stressing that this is an important differential diagnosis of bladder cancer in reproductive women. <![CDATA[Clinical and Laboratorial Evaluation of Children and Teenagers with Vulvovaginal Complaints]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: analisar as queixas vulvovaginais mais freqüentemente observadas no Ambulatório de Ginecologia Infanto-puberal (AGIP) do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Métodos: foram avaliados retrospectivamente 210 prontuários de meninas, até 18 anos de idade, que procuraram o AGIP/HUB com queixas vulvovaginais. Analisaram-se as queixas mais freqüentes e os agentes etiológicos mais observados à secreção vaginal. Resultados: a idade média das 210 pacientes estudadas, até dezoito anos, foi de 12 ± 2,3 anos e as queixas mais comuns foram o corrimento vaginal e o prurido vulvar. Alterações inflamatórias inespecíficas foram observadas em 147 destas pacientes (70%) as quais foram tratadas com orientação a respeito de vestuário, de atividades diárias e de higiene. As outras 63 pacientes, nas quais foi observado um agente etiológico específico, necessitaram de tratamento medicamentoso apropriado. Somente em pacientes com vida sexual ativa foram observados infecções por Gardnerella vaginalis, Trichomoma vaginalis, HPV, assim como sífilis. Para estas pacientes a idade da sexarca foi de 14,1 ± 1,6 anos. Vinte pacientes apresentaram queixas vulvares concomitantemente, de fácil manuseio e orientação. Conclusão: higiene, vestuário e orientação adequada às pacientes e seus familiares são fundamentais para o controle e tratamento das queixas vulvovaginais, quase sempre dispensando o uso de antimicrobianos.<hr/>Purpose: to assess the commonest vulvovaginal complaints and vaginal discharge etiology in the Child and Teenager Gynecologic Outpatient Clinic of the University Hospital of Brasília (AGIP/HUB). Methods: we evaluated retrospectively 210 charts of patients, younger than 19 years old, who attended AGIP/HUB with vulvovaginal complaints. Results: the average age of the 210 patients was 12 ± 2.3 years, and the vaginal discharge and vulvar pruritus were the commonest complaints. Unspecific inflammatory conditions were observed in 147 (70%) of these patients and their treatment consisted of appropriate clothing, daily activities and hygienic orientation. Antibiotic treatment was necessary in 63 patients, where specific etiologic agents were found. Gardnerella, Trichomonas, HPV and syphilis were observed only in sexually active patients. They had had their first sexual intercourse when they were 14.1 ± 1.6 years old. Twenty patients also presented vulvar complaints that were easy to handle. Conclusion: Hygiene, clothing and adequate orientation for these patients and their families are fundamental to treat vulvovaginitis, almost always avoiding the use of antibiotics. <![CDATA[Risk of Gynecologic Complaints and Sexual Dysfunctions According to History of Sexual Violence]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar, numa população brasileira, a possível associação entre história de violência sexual e algumas das queixas ginecológicas referidas com maior freqüência pelas mulheres. Métodos: análise secundária de dados de um estudo do tipo transversal retrospectivo em que foram entrevistadas, em seus domicílios, 1.838 mulheres com 15 a 49 anos de idade, residentes em Campinas e Sumaré, no Estado de São Paulo. Utilizou-se um questionário estruturado e pré-testado, que permitiu caracterizar a história de violência sexual das mulheres, a existência de disfunções sexuais e a presença de sintomas ginecológicos no ano anterior à entrevista. As diferenças estatísticas foram avaliadas com o teste chi². Resultados: pouco mais de um terço (38,1%) das mulheres não relatou história de violência sexual; 54,8% referiram que, alguma vez, tiveram relações sexuais contra sua vontade, sem terem sido forçadas a isto, embora 23% mencionaram algum tipo de constrangimento; 7,1% relataram já terem sido forçadas a manter relações. Verificou-se associação estatística entre história de violência sexual e a referência a queixas ginecológicas e a disfunções sexuais. Conclusões: evidenciou-se que até formas menos agressivas de imposição da vontade masculina na vida sexual do casal associaram-se a uma maior prevalência das queixas ginecológicas mais freqüentes. O ginecologista deve, portanto, ter em conta este fator etiológico, excepcionalmente considerado no presente momento.<hr/>Purpose: to evaluate, in a Brazilian population, the possible association between history of sexual violence and some of the more frequent gynecologic complaints related by women. Methods: secondary analysis of data from a cross-sectional study in which 1838 women between 15 and 49 years of age were interviewed in their homes. They were residents of the cities of Campinas and Sumaré, in the state of São Paulo. A structured and pretested questionnaire was used, which allowed to characterize the interviewees' history of sexual violence, the existence of sexual dysfunctions and the presence of gynecologic symptoms in the year previous to the interview. The statistical differences were evaluated by the chi² test. Results: little more than one third (38.1%) of the women did not report history of sexual violence; 54.8% related that at least once they had had sexual intercourse against their will, without being forced to, although 23% mentioned some kind of coercion; 7.1% reported having been forced to have sex. Statistical association was found between history of sexual violence and the reference to gynecologic complaints and sexual dysfunctions. Conclusions: it was observed that even less aggressive forms of imposition of the man's will in the couple's sexual life were associated with a higher prevalence of the most frequent gynecologic complaints. The gynecologist must, therefore, have in mind this etiological factor which is rarely being considered at the present time. <![CDATA[Recurrence of Seizures after Anticonvulsant Therapy with Magnesium Sulfate in Patients with Eclampsia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: determinar a freqüência de recorrência das crises convulsivas após tratamento com sulfato de magnésio, avaliando o tratamento adotado e o prognóstico materno. Casuística e Métodos: analisaram-se todos os casos de eclâmpsia atendidos no IMIP entre janeiro de 1995 e junho de 1998. Sulfato de magnésio e oxigenoterapia foram administrados para todas as pacientes, interrompendo-se a gravidez após estabilização do quadro clínico. Determinou-se a freqüência de complicações maternas de acordo com a presença ou não de recorrência da crise convulsiva, utilizando-se o teste chi² de associação, a um nível de significância de 5%. Resultados: doze pacientes apresentaram recorrência da eclâmpsia após sulfato de magnésio (10%), repetindo-se então metade da dose de ataque. Em 4 destas verificou-se nova recorrência, administrando-se então diazepam endovenoso. Depois do diazepam, uma paciente ainda teve crises repetidas, sendo então realizada infusão de fenitoína e, posteriormente, indução do coma barbitúrico (tionembutal). Essa paciente foi submetida a tomografia computadorizada, constatando-se hemorragia intracraniana. As complicações maternas foram significativamente mais freqüentes no grupo com recorrência: coma (16,7% versus 0,9%), acidose (50% versus 2,9%), edema agudo de pulmão (16,7% versus 2,9%), hemorragia cerebral (16,7% versus 0%) e insuficiência renal aguda (16,7% versus 1,9%). Ocorreram 3 casos de morte materna no grupo com recorrência (25%) e 2 no grupo sem recorrência (1,9%). Conclusões: a recorrência da crise convulsiva é pouco freqüente após uso do sulfato de magnésio (10%), porém associa-se a aumento da morbimortalidade materna, requerendo acompanhamento em UTI e realização de tomografia para exclusão de hemorragia cerebral.<hr/>Purpose: to determine the frequency of recurrence of seizures after anticonvulsant therapy with magnesium sulfate and to evaluate treatment and maternal prognosis. Patients and Methods: a prospective cohort study was conducted, enrolling all cases of eclampsia managed at IMIP between January/1995 and June/1998. Magnesium sulfate and oxygen therapy were administered routinely and interruption of pregnancy was performed after maternal stabilization. The frequency of recurrence of seizures and its association with maternal complications were determined. chi² test for association was used at a 5% level of significance. Results: twelve cases presented recurrence of convulsions after magnesium sulfate (10%) and all received a repeated dose. In four of them convulsions persisted and they received intravenous diazepam. After diazepam, one patient still had seizures, with unsuccessful administration of phenytoin and therefore barbituric coma was induced (thionembutal). This patient had a CT-scan with evidence of intracerebral hemorrhage. Maternal complications were significantly more frequent in the group with recurrence: coma (16.7% versus 0.95), acidosis (50% versus 2.9%), pulmonary edema (16.7% versus 2.9%), cerebral hemorrhage (16.7% versus 0%) and acute renal failure (16.7% versus 1.9%). Three cases of maternal death occurred in patients with recurrence (25%) versus 2 cases in patients without recurrence (1.9%). Conclusions: rate of recurrence after anticonvulsant therapy with magnesium sulfate is low (10%) but it is associated with increased maternal morbidity and mortality. These cases must be managed in an intensive care unit and submitted to routine CT-scan because cerebral hemorrhage can be the cause of recurrence. <![CDATA[Clinical and Histopathological Predictors of Gestational Trophoblastic Tumor +after Complete Hydatidiform Mole]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: definir os preditores clínicos e histopatológicos mais eficientes da evolução da mola hidatiforme completa (MHC) para tumor trofoblástico gestacional (TTG). Métodos: estudo prospectivo clínico e histopatológico de todas as portadoras de MHC, atendidas entre 1990 e 1998 no Hospital das Clínicas de Botucatu -- UNESP. A avaliação clínica pré-esvaziamento molar classificou a gravidez molar em: MHC de alto risco e MHC de baixo risco. Foram analisados os preditores clínicos para TTG, estabelecidos por Goldstein et al.¹ e por outros autores2--10. A avaliação histopatológica incluiu a determinação do diagnóstico de MHC, segundo os critérios de Szulman e Surti11, e o reconhecimento dos fatores de risco para TTG, de Ayhan et al.8. Os preditores clínicos e histopatológicos foram correlacionados com o desenvolvimento de TTG pós-molar. Resultados: em 65 portadoras de MHC, cistos do ovário maiores que 6 cm e tamanho uterino maior que 16 cm foram os preditores clínicos mais eficientes de TTG. A proliferação trofoblástica, a atipia nuclear, a necrose/hemorragia, a maturação trofoblástica e a relação cito/sinciciotrofoblasto não foram preditores significativos para TTG. A correlação entre preditor clínico e histopatológico para o desenvolvimento de TTG não foi possível porque nenhum parâmetro histopatológico foi significativo. Conclusões: mais estudos são necessários para avaliar possíveis preditores de persistência (TTG) e sua aplicação no contexto clínico das MHC. Enquanto isso, a determinação seriada de hCG sérico permanece o único indicador prognóstico seguro para TTG pós-MHC.<hr/>Purpose: to determine the most efficient clinical and histopathological predictors of complete hydatidiform mole (CHM) after gestational trophoblastic tumors (GTT). Methods: a prospective clinical and histopathological study was performed on all patients with CHM treated at the University Hospital of Botucatu between 1990 and 1998. Preevacuation clinical evaluation allowed the classification of molar pregnancy into high risk and low risk CHM. The author analyzed the clinical predictors of GTT established by Goldstein et al.¹ and by other authors2--10. The histopathological evaluation included the confirmation of CHM diagnosis based on the criteria by Szulman and Surti11 and the understanding of risk factors for GTT by Ayhan et al.8. The clinical and histopathological predictors were correlated with the postmolar GTT. Results: ovarian cysts larger than 6 cm and uterus size larger than 16 cm were the most efficient clinical predictors of GTT in 65 patients with CHM. Trophoblastic proliferation, nuclear atypia, necrosis/hemorrhage, trophoblastic maturation, and the ratio cytotrophoblast to syncytiotrophoblast were not significant predictors of GTT. The correlation between the clinical and histopathological predictors for the development of GTT was not possible, as no histopathological parameter was significant. Conclusion: additional investigations could evaluate other predictors for persistent disease, and its usefulness in a clinical context. The sequential determination of plasmatic beta-hCG remains the only safe predictor for persistent disease. <![CDATA[Factors Associated with Cesarean Section in Primipara Women with One Previous Cesarean Section]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a via de parto em um grupo de gestantes primíparas de baixa renda com uma cesárea anterior e os fatores associados à repetição da cesárea no segundo parto. Pacientes e Métodos: realizou-se um estudo caso-controle com 356 gestantes atendidas de janeiro de 1993 a janeiro de 1996 na Maternidade do CAISM/UNICAMP. Constituíram os casos as 153 gestantes que tiveram o segundo parto por cesárea, e os controles, as 203 que tiveram o segundo parto vaginal. Para a análise utilizaram-se médias, desvio padrão, teste t de Student, teste de Mann-Whitney, chi² e "odds ratio" (OR) e IC 95% para cada possível fator associado à realização de cesárea no segundo parto. Resultados: a via do segundo parto foi vaginal em 57% das vezes. Dentre as diversas variáveis estudadas, as que mostraram estar significativamente associadas à realização de cesárea no segundo parto foram: maior idade materna (para mulheres com 35 anos ou mais, OR = 16,4), antecedente de abortamento (OR = 2,09), indução do trabalho de parto (OR = 3,83), rotura prematura de membranas (OR = 2 ,83), a não-realização de analgesia durante o período de dilatação (OR = 5,3), o diagnóstico de algum sinal de vitalidade fetal alterada (OR = 2,7) e a ocorrência do parto à tarde (OR = 1,92). Conclusões: os resultados indicam que os fatores associados à repetição de cesárea em mulheres com uma cicatriz de cesárea nesta população são predominantemente médicos, mas há a possibilidade de se proporem intervenções dirigidas a diminuir o índice de repetição de cesáreas.<hr/>Purpose: to evaluate the route of delivery in a group of low-income primipara pregnant women with a previous cesarean section, and the factors associated with the repetition of the cesarean section on the second delivery. Patients and Methods: it was a case-control study including 356 women who were assisted at the Maternity of CAISM/UNICAMP during the period between January 1993 and January 1996. The cases were 153 women whose second delivery was through a cesarean section and the controls were 203 women whose second delivery was vaginal. For analysis, means, standard deviation, Student's t-test, Mann-Whitney test, chi² test and odds ratio (OR) with 95% CI for each factor possibly associated with cesarean section on the second delivery were used. Results: the route of the second delivery was vaginal for 57% of the women. Among the several variables studied, those which showed to be significantly associated with a cesarean section on the second delivery were: higher maternal age (for women over 35 years, OR = 16.4), previous abortions (OR = 2.09), induced labor (OR = 3,83), premature rupture of membranes (OR = 2.83), not having an epidural analgesia performed during labor (OR = 5.3), the finding of some alteration in fetal well-being (OR = 2.7) and the delivery occurring during the afternoon (OR = 1.92). Conclusions: these results indicate that the factors associated with the repetition of cesarean section in women with a previous scar of cesarean section in this population are predominantly medical; however, there is still the possibility of proposing interventions directed to decreasing the rates of repeated cesarean sections. <![CDATA[Comparação Entre a Análise Visual e a Computadorizada de Registros Cardiotocográficos Anteparto em Gestações de Alto Risco]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a via de parto em um grupo de gestantes primíparas de baixa renda com uma cesárea anterior e os fatores associados à repetição da cesárea no segundo parto. Pacientes e Métodos: realizou-se um estudo caso-controle com 356 gestantes atendidas de janeiro de 1993 a janeiro de 1996 na Maternidade do CAISM/UNICAMP. Constituíram os casos as 153 gestantes que tiveram o segundo parto por cesárea, e os controles, as 203 que tiveram o segundo parto vaginal. Para a análise utilizaram-se médias, desvio padrão, teste t de Student, teste de Mann-Whitney, chi² e "odds ratio" (OR) e IC 95% para cada possível fator associado à realização de cesárea no segundo parto. Resultados: a via do segundo parto foi vaginal em 57% das vezes. Dentre as diversas variáveis estudadas, as que mostraram estar significativamente associadas à realização de cesárea no segundo parto foram: maior idade materna (para mulheres com 35 anos ou mais, OR = 16,4), antecedente de abortamento (OR = 2,09), indução do trabalho de parto (OR = 3,83), rotura prematura de membranas (OR = 2 ,83), a não-realização de analgesia durante o período de dilatação (OR = 5,3), o diagnóstico de algum sinal de vitalidade fetal alterada (OR = 2,7) e a ocorrência do parto à tarde (OR = 1,92). Conclusões: os resultados indicam que os fatores associados à repetição de cesárea em mulheres com uma cicatriz de cesárea nesta população são predominantemente médicos, mas há a possibilidade de se proporem intervenções dirigidas a diminuir o índice de repetição de cesáreas.<hr/>Purpose: to evaluate the route of delivery in a group of low-income primipara pregnant women with a previous cesarean section, and the factors associated with the repetition of the cesarean section on the second delivery. Patients and Methods: it was a case-control study including 356 women who were assisted at the Maternity of CAISM/UNICAMP during the period between January 1993 and January 1996. The cases were 153 women whose second delivery was through a cesarean section and the controls were 203 women whose second delivery was vaginal. For analysis, means, standard deviation, Student's t-test, Mann-Whitney test, chi² test and odds ratio (OR) with 95% CI for each factor possibly associated with cesarean section on the second delivery were used. Results: the route of the second delivery was vaginal for 57% of the women. Among the several variables studied, those which showed to be significantly associated with a cesarean section on the second delivery were: higher maternal age (for women over 35 years, OR = 16.4), previous abortions (OR = 2.09), induced labor (OR = 3,83), premature rupture of membranes (OR = 2.83), not having an epidural analgesia performed during labor (OR = 5.3), the finding of some alteration in fetal well-being (OR = 2.7) and the delivery occurring during the afternoon (OR = 1.92). Conclusions: these results indicate that the factors associated with the repetition of cesarean section in women with a previous scar of cesarean section in this population are predominantly medical; however, there is still the possibility of proposing interventions directed to decreasing the rates of repeated cesarean sections. <![CDATA[Efeitos sobre o Endométrio e o Padrão de Sangramento da Adição Seqüencial Cíclica do Acetato de Ciproterona à Terapêutica de Reposição Estrogênica Contínua em Pacientes Pós-Menopáusicas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a via de parto em um grupo de gestantes primíparas de baixa renda com uma cesárea anterior e os fatores associados à repetição da cesárea no segundo parto. Pacientes e Métodos: realizou-se um estudo caso-controle com 356 gestantes atendidas de janeiro de 1993 a janeiro de 1996 na Maternidade do CAISM/UNICAMP. Constituíram os casos as 153 gestantes que tiveram o segundo parto por cesárea, e os controles, as 203 que tiveram o segundo parto vaginal. Para a análise utilizaram-se médias, desvio padrão, teste t de Student, teste de Mann-Whitney, chi² e "odds ratio" (OR) e IC 95% para cada possível fator associado à realização de cesárea no segundo parto. Resultados: a via do segundo parto foi vaginal em 57% das vezes. Dentre as diversas variáveis estudadas, as que mostraram estar significativamente associadas à realização de cesárea no segundo parto foram: maior idade materna (para mulheres com 35 anos ou mais, OR = 16,4), antecedente de abortamento (OR = 2,09), indução do trabalho de parto (OR = 3,83), rotura prematura de membranas (OR = 2 ,83), a não-realização de analgesia durante o período de dilatação (OR = 5,3), o diagnóstico de algum sinal de vitalidade fetal alterada (OR = 2,7) e a ocorrência do parto à tarde (OR = 1,92). Conclusões: os resultados indicam que os fatores associados à repetição de cesárea em mulheres com uma cicatriz de cesárea nesta população são predominantemente médicos, mas há a possibilidade de se proporem intervenções dirigidas a diminuir o índice de repetição de cesáreas.<hr/>Purpose: to evaluate the route of delivery in a group of low-income primipara pregnant women with a previous cesarean section, and the factors associated with the repetition of the cesarean section on the second delivery. Patients and Methods: it was a case-control study including 356 women who were assisted at the Maternity of CAISM/UNICAMP during the period between January 1993 and January 1996. The cases were 153 women whose second delivery was through a cesarean section and the controls were 203 women whose second delivery was vaginal. For analysis, means, standard deviation, Student's t-test, Mann-Whitney test, chi² test and odds ratio (OR) with 95% CI for each factor possibly associated with cesarean section on the second delivery were used. Results: the route of the second delivery was vaginal for 57% of the women. Among the several variables studied, those which showed to be significantly associated with a cesarean section on the second delivery were: higher maternal age (for women over 35 years, OR = 16.4), previous abortions (OR = 2.09), induced labor (OR = 3,83), premature rupture of membranes (OR = 2.83), not having an epidural analgesia performed during labor (OR = 5.3), the finding of some alteration in fetal well-being (OR = 2.7) and the delivery occurring during the afternoon (OR = 1.92). Conclusions: these results indicate that the factors associated with the repetition of cesarean section in women with a previous scar of cesarean section in this population are predominantly medical; however, there is still the possibility of proposing interventions directed to decreasing the rates of repeated cesarean sections. <![CDATA[Desempenho da Mamografia no Diagnóstico do Câncer da Mama em Mulheres de 35 a 50 Anos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a via de parto em um grupo de gestantes primíparas de baixa renda com uma cesárea anterior e os fatores associados à repetição da cesárea no segundo parto. Pacientes e Métodos: realizou-se um estudo caso-controle com 356 gestantes atendidas de janeiro de 1993 a janeiro de 1996 na Maternidade do CAISM/UNICAMP. Constituíram os casos as 153 gestantes que tiveram o segundo parto por cesárea, e os controles, as 203 que tiveram o segundo parto vaginal. Para a análise utilizaram-se médias, desvio padrão, teste t de Student, teste de Mann-Whitney, chi² e "odds ratio" (OR) e IC 95% para cada possível fator associado à realização de cesárea no segundo parto. Resultados: a via do segundo parto foi vaginal em 57% das vezes. Dentre as diversas variáveis estudadas, as que mostraram estar significativamente associadas à realização de cesárea no segundo parto foram: maior idade materna (para mulheres com 35 anos ou mais, OR = 16,4), antecedente de abortamento (OR = 2,09), indução do trabalho de parto (OR = 3,83), rotura prematura de membranas (OR = 2 ,83), a não-realização de analgesia durante o período de dilatação (OR = 5,3), o diagnóstico de algum sinal de vitalidade fetal alterada (OR = 2,7) e a ocorrência do parto à tarde (OR = 1,92). Conclusões: os resultados indicam que os fatores associados à repetição de cesárea em mulheres com uma cicatriz de cesárea nesta população são predominantemente médicos, mas há a possibilidade de se proporem intervenções dirigidas a diminuir o índice de repetição de cesáreas.<hr/>Purpose: to evaluate the route of delivery in a group of low-income primipara pregnant women with a previous cesarean section, and the factors associated with the repetition of the cesarean section on the second delivery. Patients and Methods: it was a case-control study including 356 women who were assisted at the Maternity of CAISM/UNICAMP during the period between January 1993 and January 1996. The cases were 153 women whose second delivery was through a cesarean section and the controls were 203 women whose second delivery was vaginal. For analysis, means, standard deviation, Student's t-test, Mann-Whitney test, chi² test and odds ratio (OR) with 95% CI for each factor possibly associated with cesarean section on the second delivery were used. Results: the route of the second delivery was vaginal for 57% of the women. Among the several variables studied, those which showed to be significantly associated with a cesarean section on the second delivery were: higher maternal age (for women over 35 years, OR = 16.4), previous abortions (OR = 2.09), induced labor (OR = 3,83), premature rupture of membranes (OR = 2.83), not having an epidural analgesia performed during labor (OR = 5.3), the finding of some alteration in fetal well-being (OR = 2.7) and the delivery occurring during the afternoon (OR = 1.92). Conclusions: these results indicate that the factors associated with the repetition of cesarean section in women with a previous scar of cesarean section in this population are predominantly medical; however, there is still the possibility of proposing interventions directed to decreasing the rates of repeated cesarean sections. <![CDATA[Uso do Verapamil em Gestantes Hipertensas Crônicas: Repercussão no Fluxo das Artérias Uterinas e Umbilical]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a via de parto em um grupo de gestantes primíparas de baixa renda com uma cesárea anterior e os fatores associados à repetição da cesárea no segundo parto. Pacientes e Métodos: realizou-se um estudo caso-controle com 356 gestantes atendidas de janeiro de 1993 a janeiro de 1996 na Maternidade do CAISM/UNICAMP. Constituíram os casos as 153 gestantes que tiveram o segundo parto por cesárea, e os controles, as 203 que tiveram o segundo parto vaginal. Para a análise utilizaram-se médias, desvio padrão, teste t de Student, teste de Mann-Whitney, chi² e "odds ratio" (OR) e IC 95% para cada possível fator associado à realização de cesárea no segundo parto. Resultados: a via do segundo parto foi vaginal em 57% das vezes. Dentre as diversas variáveis estudadas, as que mostraram estar significativamente associadas à realização de cesárea no segundo parto foram: maior idade materna (para mulheres com 35 anos ou mais, OR = 16,4), antecedente de abortamento (OR = 2,09), indução do trabalho de parto (OR = 3,83), rotura prematura de membranas (OR = 2 ,83), a não-realização de analgesia durante o período de dilatação (OR = 5,3), o diagnóstico de algum sinal de vitalidade fetal alterada (OR = 2,7) e a ocorrência do parto à tarde (OR = 1,92). Conclusões: os resultados indicam que os fatores associados à repetição de cesárea em mulheres com uma cicatriz de cesárea nesta população são predominantemente médicos, mas há a possibilidade de se proporem intervenções dirigidas a diminuir o índice de repetição de cesáreas.<hr/>Purpose: to evaluate the route of delivery in a group of low-income primipara pregnant women with a previous cesarean section, and the factors associated with the repetition of the cesarean section on the second delivery. Patients and Methods: it was a case-control study including 356 women who were assisted at the Maternity of CAISM/UNICAMP during the period between January 1993 and January 1996. The cases were 153 women whose second delivery was through a cesarean section and the controls were 203 women whose second delivery was vaginal. For analysis, means, standard deviation, Student's t-test, Mann-Whitney test, chi² test and odds ratio (OR) with 95% CI for each factor possibly associated with cesarean section on the second delivery were used. Results: the route of the second delivery was vaginal for 57% of the women. Among the several variables studied, those which showed to be significantly associated with a cesarean section on the second delivery were: higher maternal age (for women over 35 years, OR = 16.4), previous abortions (OR = 2.09), induced labor (OR = 3,83), premature rupture of membranes (OR = 2.83), not having an epidural analgesia performed during labor (OR = 5.3), the finding of some alteration in fetal well-being (OR = 2.7) and the delivery occurring during the afternoon (OR = 1.92). Conclusions: these results indicate that the factors associated with the repetition of cesarean section in women with a previous scar of cesarean section in this population are predominantly medical; however, there is still the possibility of proposing interventions directed to decreasing the rates of repeated cesarean sections.