Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320050008&lang=en vol. 27 num. 8 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Um programa de triagem populacional para toxoplasmose?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Acute toxoplasmosis</B>: <B>study of the frequency, vertical tansmission rate and the relationship between maternal-fetal diagnostic tests during pregnancy in a Central-Western state of Brazil</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800002&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: estabelecer a freqüência da toxoplasmose aguda em gestantes, a taxa de transmissão vertical e o resultado perinatal dos fetos infectados. Objetivou-se, ainda, avaliar a relação entre os principais testes materno-fetais de diagnóstico da toxoplasmose durante a gestação, bem como a relação entre faixa etária e a infecção aguda pelo Toxoplasma gondii. MÉTODOS: estudo prospectivo longitudinal com 32.512 gestantes submetidas à triagem pré-natal pelo Programa de Proteção à Gestante de Mato Grosso do Sul, no período de novembro de 2002 a outubro de 2003. Utilizaram-se método ELISA (IgG e IgM) e teste de avidez de anticorpos IgG para diagnóstico da toxoplasmose materna, e PCR no líquido amniótico, para diagnóstico da infecção fetal. A avaliação das variáveis foi feita pelas médias, ao passo que a correlação entre algumas variáveis foi avaliada pelo teste do c² e teste de Fisher bicaudado em tabelas de contingência de dupla entrada. RESULTADOS: encontrou-se freqüência de 0,42% para a infecção aguda pelo T. gondii na população de gestantes, sendo 92% delas expostas previamente à infecção e 8% suscetíveis. Nas gestantes com sorologia IgM reagente, a faixa etária variou de 14 a 39 anos, com média de 23&plusmn;5,9 anos. Não houve relação significativa estatisticamente entre faixa etária e infecção materna aguda pelo T. gondii (p=0,73). Verificou-se taxa de transmissão vertical de 3,9%. Houve relação estatisticamente significativa (p=0,001) entre o teste de avidez (IgG) baixo (<30%) e presença de infecção fetal, e ausência de toxoplasmose fetal quando a avidez apresentava-se elevada (>60%). Houve associação significativa estatisticamente (p=0,001) entre infecção fetal (PCR em líquido amniótico) e infecção neonatal. CONCLUSÕES: a freqüência da toxoplasmose aguda materna apresentou-se abaixo do observado em outras investigações no Brasil. Entretanto a taxa de transmissão vertical não foi discordante do encontrado em outros estudos. O teste de avidez dos anticorpos IgG, quando associado à idade gestacional e data de realização do exame, mostrou-se útil para orientar a terapêutica e avaliar o risco de transmissão vertical, permitindo afastá-lo quando havia avidez elevada previamente a 12 semanas. O PCR positivo foi associado à pior prognóstico neonatal, demonstrando-se método específico para diagnóstico intra-útero da infecção fetal.<hr/>PURPOSE: to establish the frequency of acute toxoplasmosis in pregnant women, vertical transmission rate and the perinatal results of the infected fetuses and also to evaluate the relationship between the most used maternal-fetal diagnostic tests for toxoplasmosis during pregnancy and the relationship between age and acute toxoplasmosis infection during pregnancy. METHODS: longitudinal prospective study of 32,512 pregnant women attended by The Pregnancy Protection Program of the State of Mato Grosso do Sul - Brazil, from November 2002 to October 2003. ELISA (IgG and IgM) and IgG avidity test were performed for maternal diagnosis and amniotic fluid PCR for fetal investigation of the infection. The relationship between data was analyzed statistically by the chi2 or two-sided Fisher's exact test in contingency tables. RESULTS: a 0.42% frequency of acute Toxoplasma gondii infection among pregnant population was found, where 92% were previously exposed and 8% were susceptible. Among IgM-positive pregnant women, the age ranged from 14 to 39 years, with a mean of 23&plusmn;5.9 years. There was no statistically significant relationship between age and maternal acute T. gondii infection (p=0.73). The vertical transmission rate was 3.9%. A statistically significant relationship was shown (p=0.001) between a lower avidity IgG test (<30%) and the presence of fetal infection and a higher IgG avidity test (>60%) and the absence of fetal infection. There was a statistically significant association (p=0.001) between fetal infection (amniotic fluid PCR) and neonatal infection. CONCLUSIONS: maternal acute toxoplasmosis frequency was lower than the Brazilian national parameters, whereas vertical transmission rate did not differ from the rates found in other studies. The IgG avidity test, when associated with gestational age and the examination date, was useful to evaluate the therapeutical options and to consider the risk of vertical transmission when performed before 12 weeks. Positive PCR in amniotic fluid showed a positive relationship with the worst neonatal prognosis, being a specific method in diagnosing intrauterine fetal infection. <![CDATA[<B>Cardiofemoral index for the evaluation of fetal anemia in isoimmunized pregnancies</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: estabelecer novo marcador não invasivo na detecção da anemia fetal, em gestantes isoimunizadas por antígenos eritrocitários. MÉTODOS: em estudo transversal o índice ecográfico obtido pela razão entre a medida ecográfica do diâmetro biventricular externo (DBVE) e do comprimento do fêmur (ambos em centímetros) foi correlacionado à concentração da hemoglobina fetal. Foram incluídos no estudo 59 fetos de gestantes isoimunizadas selecionados para propedêutica invasiva que foram submetidos a 130 cordocenteses para diagnóstico e tratamento da anemia. A medida do índice cárdio-femoral foi obtida imediatamente antes da cordocentese e o valor da hemoglobina foi determinado em amostra de sangue fetal obtida durante o procedimento. A correlação entre o índice cárdio-femoral e o valor da hemoglobina fetal foi avaliada por regressão linear e o ponto de corte de melhor acuidade no diagnóstico da anemia (hemoglobina menor que 10 g/dl), verificado pela curva ROC. RESULTADOS: a medida ecográfica do DBVE variou de 1,6 a 4,7 cm (média 2,5&plusmn;1,3 cm) e a do comprimento do fêmur de 3,0 a 6,9 cm (média 4,3&plusmn;0,9 cm). O índice cárdio-femoral calculado variou de 0,4 a 1,0 (média 0,6&plusmn;0,1). Observou-se correlação inversa entre o índice ecográfico e a hemoglobina fetal (R²=0,37 e p<0,0001). O valor 0,60 para o índice cárdio-femoral foi o ponto de corte com melhor acuidade para a predição de um nível de hemoglobina fetal menor que 10,0 g/dl: sensibilidade 80,9%, especificidade 83,1%, valor preditivo positivo 73,1% e valor preditivo negativo 88,5%. CONCLUSÃO: o índice cárdio-femoral apresentou boa acuidade na predição do nível de hemoglobina fetal abaixo de 10 g/dl em gestantes isoimunizadas por antígenos eritrocitários, podendo se tornar marcador não invasivo da anemia fetal.<hr/>PURPOSE: to test a new, noninvasive method for the diagnosis of fetal anemia in red blood cell isoimmunized pregnancies. METHODS: the index obtained by the ratio between the ultrasonographic measurement of the biventricular outer dimension (BVOD) and femur length (both in centimeters) was correlated with fetal hemoglobin values in a cross-sectional study. Fifty-nine fetuses of isoimmunized pregnancies selected for invasive treatment and submitted to 130 cordocenteses for the diagnosis and treatment of anemia were included in the study. The cardiofemoral index was obtained immediately before the cordocentesis and the fetal hemoglobin index was obtained from fetal blood samples. Linear regression was carried out to assess the correlation between the index and fetal hemoglobin; ROC curve was applied to determine the most accurate cutoff for the diagnosis of the fetal hemoglobin concentration below 10g/dl. RESULTS: BVOD measurement varied from 1.6 to 4.7 cm (average 2.5&plusmn;1.3cm), and length of the femur, from 3.0 to 6.9 cm (average 4.3&plusmn;0.9 cm). The cardiofemoral index varied from 0.4 to 1.0 (average 0.6&plusmn;0.1). A significant inverse correlation between the cardiofemoral index and fetal hemoglobin (R²=0.37 and p<0.0001) was observed. The cutoff of 0.60 was the best to predict a level of fetal hemoglobin below or equal to 10.0g/dl: 80.85% sensitivity, 83.13% specificity, 73.8% positive predictive value, and 88.46% negative predictive value, in the diagnosis of fetuses anemia. CONCLUSION: the cardiofemoral index allows for good accuracy in the prediction of fetal hemoglobin concentration below 10g/dl in red blood cell isoimmunized pregnancies. It may thus be applied as a noninvasive method to the diagnosis of this pathology. <![CDATA[<B>Treatment of puerperal endometritis using a regimen with exclusive parenteral antibiotics</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: analisar a efetividade e segurança da antibioticoterapia parenteral hospitalar exclusiva para tratamento da endometrite puerperal, em população de baixo nível socioeconômico. MÉTODOS: estudo clínico prospectivo, que avaliou 21 puérperas com diagnóstico de endometrite puerperal, cujas gestações foram resolvidas em hospital universitário por cesárea (52,4%) ou parto normal (47,6). A amostra caracterizou-se por baixo nível socioeconômico e de escolaridade. Foram submetidas ao regime de antibioticoterapia parenteral exclusiva, apenas durante o período de internação (grupo ATP-EX). Os resultados foram comparados com aqueles obtidos de série histórica do mesmo serviço (20 casos) submetidas a antibioticoterapia parenteral hospitalar, complementada por terapia via oral ambulatorial (grupo ATP+VO). As pacientes foram avaliadas clinicamente em retornos periódicos visando identificar casos de recidivas e complicações infecciosas. RESULTADOS: uma paciente do grupo ATP+VO necessitou de reinternação no 6º dia após a alta por recrudescência da endometrite. Não foi observada nenhuma complicação entre as pacientes do grupo ATP-EX. CONCLUSÃO: para o tratamento de endometrite puerperal, não foi observado benefício adicional com a adição da antibioticoterapia oral complementar após a alta. Os resultados com o uso da antibioticoterapia parenteral exclusiva durante a internação indicam que esse esquema pode ser utilizado com segurança em população de baixo nível socioeconômico.<hr/>PURPOSE: to analyze the effectiveness and safety of exclusive hospital parenteral antibiotic therapy to treat puerperal endometritis in a population of low socioeconomic level. METHODS: a prospective clinical trial evaluated 21 puerperae with a diagnosis of postpartum endometritis, whose deliveries occurred at a university hospital by cesarean section (52.4%) or normal delivery (47.6%). The sample was characterized by low socioeconomic and educational levels. The patients were submitted to a regimen of exclusive parenteral antibiotic, only during the hospitalization period (ATP-EX group). These results were compared with results obtained in a historical cohort in the same hospital (20 cases) submitted to a regimen of hospital parenteral antibiotic therapy complemented with ambulatory oral treatment (ATP+VO group). The patients were evaluated clinically on the occasion of periodic return visits in order to identify cases of recurrence and infectious complications. RESULTS: one patient from the ATP+VO group needed to be readmitted to the hospital on the 6th day after her discharge from the hospital with a diagnosis of endometritis recrudescence. No complications were observed among patients from ATP-EX group. CONCLUSION: for the treatment of puerperal endometritis, there was no additional advantage in using supplementary oral antibiotic therapy after patient discharge. The results using exclusive parenteral antibiotic treatment during hospitalization time indicate that it is effective and can be safely used in a population of low socioeconomic level. <![CDATA[<B>Preliminary results of the use of oral hypoglycemic drugs on gestational diabetes mellitus</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: comparar a eficácia da glibenclamida e da acarbose com insulina no tratamento do diabete melito gestacional (DMG) em relação ao controle glicêmico materno, peso do recém-nascido (RN) e hipoglicemia neonatal. MÉTODOS: trata-se de ensaio clínico randomizado, prospectivo e aberto. Foram incluídas 57 pacientes com diagnóstico de DMG, que necessitaram de terapêutica complementar à dietoterapia e à atividade física. As gestantes foram aleatoriamente alocadas em um de três grupos com terapêuticas diferentes: um grupo controle conduzido com insulinoterapia, outro com glibenclamida e outro com acarbose. O período do estudo foi de sete meses (1º de outubro de 2003 a 1º de maio de 2004). Os desfechos primários avaliados foram o nível glicêmico materno após o inicio do tratamento, a necessidade de troca de terapêutica para controle glicêmico, peso do RN e presença de hipoglicemia neonatal. A análise estatística foi realizada pelo teste estatístico ANOVA, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: as características maternas foram semelhantes nos três grupos estudados. O controle glicêmico não foi obtido em três pacientes que utilizaram glibenclamida (15%) e em sete das usuárias de acarbose (38,8%). Não houve diferença quanto à glicemia em jejum e pós-prandial e no peso médio do RN entre os três grupos. A incidência de fetos grandes para a idade gestacional foi de 5,2, 31,5 e 11,1% nos grupos tratados com insulina, glibenclamida e acarbose, respectivamente. A hipoglicemia neonatal ocorreu em seis RN, sendo quatro deles do grupo glibenclamida (21,0%). CONCLUSÕES: a glibenclamida foi mais eficiente para o controle glicêmico que a acarbose, mas ambos foram menos eficientes que a insulina. Os RN de pacientes alocadas no grupo glibenclamida apresentaram maior incidência de macrossomia e de hipoglicemia neonatal quando comparados com os RN cujas mães receberam outros tratamentos.<hr/>PURPOSE: to compare the effectiveness of glibenclamide and acarbose with that of insulin for the treatment of gestational diabetes mellitus (GDM), in regard to maternal glucose levels, newborn (NB) weight and neonatal hypoglycemia. METHODS: an open, randomized prospective study was carried out. Fifty-seven patients diagnosed with GDM were included. These patients required dietary control and additional therapy. Pregnant women were randomly alloted to one of three groups with different therapies: a control group making use of insulin therapy, a study group making use of glibenclamide and a study group making use of acarbose. The study took seven months (from October 1st 2003 to May 1st 2004). Assessed outcomes were maternal glucose levels in the prenatal period, the need for replacing therapy to achieve glucose level control, NB weight and neonatal hypoglycemia. Statistical analysis was determined by ANOVA with the level of significance set at 5%. RESULTS: maternal characteristics were similar in all the three groups. Glucose level control was not obtained in three of the patients who used glibenclamide (15%) and in seven (38.8%) of the patients who used acarbose. Regarding fasting and postprandial glucose level rates and average NB weight no difference between the three groups was observed. No statistical difference was found for fasting or postprandial glucose levels and average NB weight in any of the three groups. The rate of large for gestational age fetuses was 5.2, 31.5 and 11.1% for the groups treated with insulin, glibenclamide and acarbose, respectively. Neonatal hypoglycemia was observed in six NB. Four of these were from the glibenclamide group (21.0%). CONCLUSIONS: glibenclamide was more effective for glucose level control than acarbose but neither were more efficient than insulin. NB children whose mothers had been alloted to the glibenclamide group showed a higher rate of macrosomia and neonatal hypoglycemia when compared to those newborns whose mothers were subjected to other therapies. <![CDATA[<B>Prevalence of subclinical hypothyroidism and its effects on lipidic profile and bone mineral density in postmenopausal women</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: avaliar a prevalência do hipotiroidismo subclínico e suas repercussões sobre o perfil lipídico e a densidade mineral óssea (DMO) em mulheres na pós-menopausa. Métodos: trata-se de estudo transversal com recuperação de dados de prontuários de pacientes acompanhadas em ambulatório de climatério. Critérios de inclusão: mulheres na pós-menopausa com dosagem do hormônio estimulador da tiróide (TSH) e de tiroxina livre (T4-L). Critérios de exclusão: hipertiroidismo e carcinoma de tiróide. Considerou-se hipotiroidismo subclínico valores de TSH superiores a 5,0 mUI/mL e T4-L normal. Foram selecionadas 320 pacientes (idade 55,2&plusmn;6,4 anos) divididas em 3 grupos: função tiroideana normal (n=208), hipotiroidismo subclínico (n=53) e hipotiroidismo clínico sob tratamento (n=59). Foram analisados dados clínicos, uso de terapia hormonal, índice de massa corpórea (IMC=kg/m²), perfil lipídico (colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos) e DMO da coluna lombar e fêmur. Na análise estatística, as diferenças entre as médias dos grupos foram comparadas utilizando-se a análise de variância (ANOVA). Para múltipla comparação, assumindo que a variância era diferente entre os grupos, utilizou-se o método de Tukey. RESULTADOS: o hipotiroidismo subclínico foi diagnosticado em 16,1% dos casos. Os grupos foram homogêneos quanto às características clínicas, IMC e perfil lipídico e uso de terapêutica hormonal. Nas pacientes com hipotiroidismo subclínico ou clínico encontrou-se menor freqüência de osteopenia na coluna lombar e fêmur quando comparadas às eutiroidianas (p<0,001). Houve correlação negativa entre os valores de TSH e DMO da coluna lombar e fêmur (p<0,001). Não se constatou correlação entre os valores de TSH e idade, tempo de menopausa, IMC e perfil lipídico. O total de usuárias de terapia hormonal foi de 65,1%, duração média de 3,43&plusmn;2,42 anos, não diferindo entre os grupos. CONCLUSÃO: o hipotiroidismo subclínico com prevalência de 16,1% na pós-menopausa associou-se à baixa DMO, mas sem repercussões sobre o perfil lipídico.<hr/>PURPOSE: to evaluate the prevalence of subclinical hypothyroidism and its effects on lipidic profile and bone mineral density (BMD) in postmenopausal women. METHODS: a cross-sectional study with survey of data from medical records of patients attended at a climacteric outpatient clinic. Inclusion criteria: postmenopausal women with measured thyroid-stimulating hormone (TSH) and free thyroxin (T4-L). Exclusion criteria: hyperthyroidism and thyroid cancer. Values of TSH >5.0 mIU/ml and normal T4-L were considered to be subclinical hypothyroidism. The 329 selected women (55.2&plusmn;6.4 years) were divided into three groups: normal thyroid function (control) (n=208), subclinical hypothyroidism (n=53) and clinical hypothyroidism under treatment (n=59). Clinical data, hormonal therapy use, body mass index (BMI=kg/m²), lipid profile (total cholesterol, HDL, LDL, triglycerides) and BMD of lumbar column and femur were obtained. RESULTS: subclinical hypothyroidism was diagnosed in 16.1% of the cases. The groups were homogeneous regarding clinical features, BMI or lipidic profile. BMD in lumbar column and femur was lower in subclinical and clinical hypothyroidism than in euthyroidism (p<0.001). There was a negative correlation between values of TSH and BMD of lumbar column and femur (p<0.001). There was no correlation between TSH values and age, menopause time, BMI, and lipid profile. The total of hormonal therapy users was 65.1%, mean duration of 3.43&plusmn;2.42 years, not differing between the groups. CONCLUSION: subclinical hypothyroidism with prevalence of 16.1% in postmenopausal women was associated with lower BMD, with no effects on lipid profile. <![CDATA[<B>Polymorphism in genes of the progesterone receptor (PROGINS) in women with breast cancer</B>: <B>a case-control study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: analisar a correlação entre o polimorfismo PROGINS e o câncer de mama. MÉTODOS: estudo caso-controle desenvolvido entre abril e outubro de 2004 com o pareamento de 50 mulheres com diagnóstico histopatológico de carcinoma de mama e 49 mulheres saudáveis. A inserção Alu de 306 pares de base no intron G do gene do receptor da progesterona denominada PROGINS foi detectada por meio de reação em cadeia da polimerase e analisada em gel de agarose 2% corado com brometo de etídio. Os grupos controle e experimental foram comparados, por meio de programa estatístico Epi-Info 6.0, quanto aos genótipos e às freqüências alélicas, utilizando-se o teste do chi2. RESULTADOS: em relação ao PROGINS encontramos uma prevalência na população estudada de 62 (62,6%) indivíduos homozigotos selvagens, 35 (35,3%) de heterozigotos e dois (2,1%) casos com a presença da mutação. Não foi evidenciada diferença significante em relação ao polimorfismo PROGINS, quando comparados os casos e controles, seja com relação à homozigose (62 vs 65,3%), heterozigose (36 vs 34,6%) ou à presença de mutação (2,0 vs 2,1%), com p de 0,920 (OR=1,01), 0,891 (OR=1,06) e 0,988 (OR=1,10), respectivamente. CONCLUSÕES: os resultados mostraram que o polimorfismo PROGINS não conferiu risco substancial de câncer de mama em seus portadores.<hr/>PURPOSE: to analyze the correlation between PROGINS polymorphism and breast cancer. METHODS: a case-control study was carried out from April to October 2004. The genotypes of 50 women with breast cancer and 49 healthy women were analyzed. The 306-base pair Alu insertion polymorphism in the G intron of progesterone receptor gene was detected by polymerase chain reaction and analyzed on 2% agarose gel stained with ethidium bromide. The control and experimental groups were compared regarding genotypes using the statistical Epi-Info 6.0 program and for frequencies the exact Fisher test or chi2 test were used. p value smaller p than 5% was considered to be significant. RESULTS: in relation to PROGINS we found in the studied population a prevalence of 62 (62.6%) wild homozygous, 35 (35.3%) heterozygous individuals and two (2.1%) cases with the presence of the mutation. Regarding PROGINS polymorphism, significance was not evidenced when cases and controls were compared, as related to homozygosis (62 vs 65.3%), heterozygosis (36 vs 34,6%) or the mutation (2.0 vs 2.1%), with p=0.920 (OR=1.01), 0.891 (OR=1.06), and 0.988 (OR=1.10), respectively. CONCLUSIONS: the results show that single-gene PROGINS polymorphism does not confer a substantial risk of breast cancer to its carriers. <![CDATA[<B>Prevalence of overweight and obesity among climacteric women</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: avaliar a prevalência de sobrepeso e obesidade entre mulheres climatéricas. MÉTODOS: estudo transversal de 611 mulheres entre 45 e 60 anos atendidas em serviço de atenção ao climatério entre janeiro e junho de 2003. O peso corporal foi avaliado com base no índice de massa corporal (IMC). Consideraram-se como sobrepeso ou obesidade valores de IMC iguais ou superiores a 25 kg/m². Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, reprodutivas e relacionadas ao estilo de vida. A análise estatística foi realizada por meio do teste do chi2 seguido de regressão logística. RESULTADOS: a maioria das mulheres pesquisadas era pós-menopáusica (52,9%), com média de idade de 51,4 (&plusmn;4,4) anos. Cerca de 63,7% apresentavam IMC igual ou superior a 25 kg/m², com prevalência de sobrepeso e obesidade de 33,6 e 30,1%, respectivamente. A prevalência de sobrepeso e obesidade foi maior entre as mulheres com maior idade (OR=1,2; IC 95%: 1,1-1,4) ou não usuárias de terapia hormonal (OR=1,8; IC 95%: 1,2-2,8). O oposto foi observado entre as mulheres sem companheiro fixo (OR=0,7; IC 95%: 0,4-0,9) ou sem ocupação remunerada (OR=0,6; IC 95%: 0,5-0,9). CONCLUSÕES: neste estudo, a prevalência de sobrepeso e obesidade foi influenciada pela idade e não pelo estado menopausal. A associação entre o estado marital e a ocupação com o IMC reforça a hipótese de a saúde da mulher climatérica não ser influenciada apenas por fatores biológicos, mas também por fatores psicossociais e estilo de vida. A menor ocorrência de sobrepeso e obesidade entre as usuárias de terapia hormonal é explicável por possíveis restrições a sua prescrição entre mulheres previamente com sobrepeso ou obesidade. Porém, mais estudos são necessários para se obterem dados mais conclusivos, idealmente longitudinais.<hr/>PURPOSE: to evaluate the prevalence of overweight and obesity among climacteric women. METHODS: this cross-sectional study included 611 women aged between 45 and 60 years attended at a climacteric clinic from January to June 2003. The prevalence of overweight and obesity was evaluated through the body mass index (BMI). Overweight or obesity was considered when there was a BMI equal or higher than 25 kg/m². Sociodemographic and reproductive variables as well as life style were also evaluated. The chi2 test followed by logistic regression was performed for statistical analysis. RESULTS: the average age of the studied women was 51.4 (&plusmn;4.4) years, whereas 52.9% of them were postmenopausal. About 63.7% of them had a BMI equal or higher than 25 kg/m². The prevalence of overweight and obesity was 33.6 and 30.1%, respectively. The prevalence of overweight and obesity was higher among older women (OR=1.2; 95%IC: 1.1-1.4) or non hormonal therapy users (OR=1.8; 95%IC: 1.2-2.8). The opposite was observed among the women without a professional occupation (OR=0.6; 95%IC: 0.5-0.9) or a steady partner (OR=0.7; 95%IC: 0,4-0,9). CONCLUSIONS: in this study, the prevalence of overweight and obesity was influenced by age, but not by the menopausal status. The association between the marital status and occupation and the BMI strengthens the hypothesis that the health of the climacteric women may be influenced by biological factors as well as by psychosocial factors and life style. The lowest prevalence of overweight and obesity among the users of hormonal therapy may be explained by possible restrictions in relation to its prescription for women with previous overweight or obesity. Further studies are necessary to get more conclusive results, in particular with longitudinal studies. <![CDATA[<B>Coverage of the Pap smear in Brazil and its determining factors</B>: <B>a systematic literature review</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: apresentar o panorama da cobertura do exame de Papanicolaou no Brasil, com ênfase nos seus fatores determinantes. MÉTODOS: foram pesquisadas as bases de dados "on line" LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), MEDLINE - 1966 a 2004 (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), PAHO (Acervo da Biblioteca da Organização Pan-Americana de Saúde) e WHOLIS (Sistema de Informação da Biblioteca da OMS). A revisão foi ampliada por meio da busca a referências bibliográficas dos estudos relevantes, solicitação de estudos publicados e não publicados a especialistas e outras fontes. Foram selecionados artigos que preenchiam os seguintes critérios: ser um estudo transversal, ter sido realizado no Brasil, conter informações sobre a cobertura do exame Papanicolaou (alguma vez na vida ou nos últimos três anos) ou sobre seus fatores determinantes. Foram excluídas as duplicidades e os artigos sem resumo. Um total de 13 artigos foram selecionados atendendo a esses critérios. RESULTADOS: são poucos os estudos sobre a cobertura do exame de Papanicolaou no Brasil. A maioria concentra-se nas grandes cidades das regiões Sul e Sudeste do país. Além da escassez, existe pouca padronização metodológica em relação à amostragem e perfil das mulheres a serem investigadas, o que torna difícil a comparação entre si. Estas diferenças metodológicas devem ter contribuído para a grande variabilidade nas coberturas encontradas. Entretanto, apesar de todos os problemas, observa-se tendência de aumento temporal no percentual de mulheres que foram submetidas a pelo menos um exame de Papanicolaou: os dois únicos estudos realizados nos anos 80 mostram coberturas de 55,0 e 68,9% na vida, ao passo que um inquérito domiciliar realizado em 15 capitais e no Distrito Federal entre 2002 e 2003 apresenta valores que variam de 73,4 a 92,9%; porém, dois estudos de abrangência nacional realizados em 2003 apresentaram coberturas abaixo de 70,0% nos últimos três anos. Por outro lado, algumas variáveis foram mais freqüentemente observadas nas mulheres não submetidas ao exame de Papanicolaou: ter baixo nível socioeconômico, ter baixa escolaridade, ter baixa renda familiar e pertencer às faixas etárias mais jovens. CONCLUSÃO: os dados aqui apresentados apontam para desigualdades regionais na cobertura do exame de Papanicolaou na população feminina brasileira e para a necessidade de intervenção junto àqueles fatores a ela associados.<hr/>PURPOSE: to present an overview of the coverage of the Pap smear in Brazil, emphasizing the determinant factors associated with failure of women to submit to the test. METHODS: the literature was reviewed using the LILACS (Latin-American and Caribbean Literature in Sciences of the Health), MEDLINE - 1966 to 2004 (International Literature in Sciences of the Health), PAHO (Collection of the Library of the Pan-American Organization of Health), and WHOLIS (System of Information of the Library of OMS) databases. The review was enlarged through the search of bibliographical references of relevant studies, request for published and unpublished studies by specialists, and other sources. Articles that fulfilled the following criteria were selected: to be a cross-sectional study, carried out in Brazil, including information about periodicity of the Pap test (some time in life or in the last three years) and/or containing information about factors associated with failure of women to submit to the test. Duplicates and articles without summary were excluded. A total of 13 articles fulfilling these criteria were selected. RESULTS: there are few studies on the coverage of Pap smear in Brazil. Most of them are concentrated in the big cities of the South and Southeast regions of the country. Besides the shortage, little methodological standardization exists in relation to the sampling and profile of the investigated women, which turns difficult the comparison among them. These methodological differences must have contributed to the great variability found in the coverage. However, in spite of all of the problems, a trend of time series increase is observed in the percentage of women who had at least one Pap smear in life. The two studies accomplished in the eighties showed coverage of 55.0 and 68.9% some time in life, while a household survey carried out in 2002 and 2003 presented values that varied from 73.4 to 92.9%; however, two studies of national inclusion presented estimates below 70.0% in the last three years. On the other hand, some variables were associated with the women's failure to submit to the Pap smear: low socioeconomic level, low education, low family income, and to belong to the younger age groups. CONCLUSION: the data here presented point to regional inequalities in the coverage of the Pap smear in the Brazilian female population and to the need of intervention targeted to those factors associated with women's failure to submit to the Pap smear. <![CDATA[<B>Methods for labor induction</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O interesse da obstetrícia moderna pela indução do parto é demonstrado pela grande quantidade de artigos científicos publicados nos últimos anos. Os avanços da medicina em geral e da obstetrícia em particular têm permitido que mais gestações de risco evoluam até o termo ou próximo dele, com indicação materna ou fetal de interrupção da gestação antes do desencadeamento do trabalho de parto espontâneo. Isso coloca o obstetra na situação entre a escolha da cesárea ou da indução do parto. Para que o obstetra faça a escolha pela indução do parto e desta forma colabore com a diminuição da incidência de cesárea, é necessário que haja método acessível, barato, seguro, efetivo, de fácil utilização e de boa aceitabilidade. Embora exista grande quantidade de métodos de indução do parto relatados na literatura médica, sabe-se que ainda não há método ideal. No entanto, dentre eles, dois se destacam. O primeiro é a ocitocina, que possui as vantagens de promover contrações uterinas fisiológicas de trabalho de parto e com possibilidade de reverter os quadros de aumento da contratilidade uterina com a sua suspensão. O outro método é o misoprostol, o mais utilizado na atualidade, que amadurece o colo uterino e provoca contrações uterinas de trabalho de parto. No entanto, em relação ao misoprostol ainda existem controvérsias sobre sua dose e via ideal e segurança.<hr/>The interest of modern obstetrics in labor induction can be demonstrated by the huge amount of scientific articles published during the last few years. The advances of medicine in general and particularly of obstetrics allowed that more risky pregnancies reach term or near term, with a maternal or fetal indication for pregnancy interruption before the spontaneous onset of labor and delivery. This leads the obstetrician to the situation of choosing between cesarean section and labor induction. With the aim of helping the obstetrician to make the choice for labor induction and thus collaborate with the reduction in cesarean section rates, it is necessary that an accessible, cheap, safe, effective, easy to be used method with good acceptability is available. Although several methods of labor induction reported in medical literature do exist, it is known that there is no ideal method. However, among them, two are highlighted. The first is oxytocin, which has the advantages of promoting physiologic uterine contractions of labor and reverting uterine hypercontractility when suspended. The other method is misoprostol, nowadays the most used, which ripens the uterine cervix and induces uterine contractions of labor. However, there are still some controversies regarding its ideal dose, route and safety. <![CDATA[<B>Ultrasonographic and Doppler velocimetry evaluation of levator ani muscle in premenopausal women with and without urinary stress incontinence</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800011&lng=en&nrm=iso&tlng=en O interesse da obstetrícia moderna pela indução do parto é demonstrado pela grande quantidade de artigos científicos publicados nos últimos anos. Os avanços da medicina em geral e da obstetrícia em particular têm permitido que mais gestações de risco evoluam até o termo ou próximo dele, com indicação materna ou fetal de interrupção da gestação antes do desencadeamento do trabalho de parto espontâneo. Isso coloca o obstetra na situação entre a escolha da cesárea ou da indução do parto. Para que o obstetra faça a escolha pela indução do parto e desta forma colabore com a diminuição da incidência de cesárea, é necessário que haja método acessível, barato, seguro, efetivo, de fácil utilização e de boa aceitabilidade. Embora exista grande quantidade de métodos de indução do parto relatados na literatura médica, sabe-se que ainda não há método ideal. No entanto, dentre eles, dois se destacam. O primeiro é a ocitocina, que possui as vantagens de promover contrações uterinas fisiológicas de trabalho de parto e com possibilidade de reverter os quadros de aumento da contratilidade uterina com a sua suspensão. O outro método é o misoprostol, o mais utilizado na atualidade, que amadurece o colo uterino e provoca contrações uterinas de trabalho de parto. No entanto, em relação ao misoprostol ainda existem controvérsias sobre sua dose e via ideal e segurança.<hr/>The interest of modern obstetrics in labor induction can be demonstrated by the huge amount of scientific articles published during the last few years. The advances of medicine in general and particularly of obstetrics allowed that more risky pregnancies reach term or near term, with a maternal or fetal indication for pregnancy interruption before the spontaneous onset of labor and delivery. This leads the obstetrician to the situation of choosing between cesarean section and labor induction. With the aim of helping the obstetrician to make the choice for labor induction and thus collaborate with the reduction in cesarean section rates, it is necessary that an accessible, cheap, safe, effective, easy to be used method with good acceptability is available. Although several methods of labor induction reported in medical literature do exist, it is known that there is no ideal method. However, among them, two are highlighted. The first is oxytocin, which has the advantages of promoting physiologic uterine contractions of labor and reverting uterine hypercontractility when suspended. The other method is misoprostol, nowadays the most used, which ripens the uterine cervix and induces uterine contractions of labor. However, there are still some controversies regarding its ideal dose, route and safety. <![CDATA[<B>Placental thickness and fetal abdominal circumference by ultrasound on gestational diabetes mellitus patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O interesse da obstetrícia moderna pela indução do parto é demonstrado pela grande quantidade de artigos científicos publicados nos últimos anos. Os avanços da medicina em geral e da obstetrícia em particular têm permitido que mais gestações de risco evoluam até o termo ou próximo dele, com indicação materna ou fetal de interrupção da gestação antes do desencadeamento do trabalho de parto espontâneo. Isso coloca o obstetra na situação entre a escolha da cesárea ou da indução do parto. Para que o obstetra faça a escolha pela indução do parto e desta forma colabore com a diminuição da incidência de cesárea, é necessário que haja método acessível, barato, seguro, efetivo, de fácil utilização e de boa aceitabilidade. Embora exista grande quantidade de métodos de indução do parto relatados na literatura médica, sabe-se que ainda não há método ideal. No entanto, dentre eles, dois se destacam. O primeiro é a ocitocina, que possui as vantagens de promover contrações uterinas fisiológicas de trabalho de parto e com possibilidade de reverter os quadros de aumento da contratilidade uterina com a sua suspensão. O outro método é o misoprostol, o mais utilizado na atualidade, que amadurece o colo uterino e provoca contrações uterinas de trabalho de parto. No entanto, em relação ao misoprostol ainda existem controvérsias sobre sua dose e via ideal e segurança.<hr/>The interest of modern obstetrics in labor induction can be demonstrated by the huge amount of scientific articles published during the last few years. The advances of medicine in general and particularly of obstetrics allowed that more risky pregnancies reach term or near term, with a maternal or fetal indication for pregnancy interruption before the spontaneous onset of labor and delivery. This leads the obstetrician to the situation of choosing between cesarean section and labor induction. With the aim of helping the obstetrician to make the choice for labor induction and thus collaborate with the reduction in cesarean section rates, it is necessary that an accessible, cheap, safe, effective, easy to be used method with good acceptability is available. Although several methods of labor induction reported in medical literature do exist, it is known that there is no ideal method. However, among them, two are highlighted. The first is oxytocin, which has the advantages of promoting physiologic uterine contractions of labor and reverting uterine hypercontractility when suspended. The other method is misoprostol, nowadays the most used, which ripens the uterine cervix and induces uterine contractions of labor. However, there are still some controversies regarding its ideal dose, route and safety. <![CDATA[<B>Comparative study of the use of the intrauterine device inserted in the immediate postpartum/post-cesarean section period</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800013&lng=en&nrm=iso&tlng=en O interesse da obstetrícia moderna pela indução do parto é demonstrado pela grande quantidade de artigos científicos publicados nos últimos anos. Os avanços da medicina em geral e da obstetrícia em particular têm permitido que mais gestações de risco evoluam até o termo ou próximo dele, com indicação materna ou fetal de interrupção da gestação antes do desencadeamento do trabalho de parto espontâneo. Isso coloca o obstetra na situação entre a escolha da cesárea ou da indução do parto. Para que o obstetra faça a escolha pela indução do parto e desta forma colabore com a diminuição da incidência de cesárea, é necessário que haja método acessível, barato, seguro, efetivo, de fácil utilização e de boa aceitabilidade. Embora exista grande quantidade de métodos de indução do parto relatados na literatura médica, sabe-se que ainda não há método ideal. No entanto, dentre eles, dois se destacam. O primeiro é a ocitocina, que possui as vantagens de promover contrações uterinas fisiológicas de trabalho de parto e com possibilidade de reverter os quadros de aumento da contratilidade uterina com a sua suspensão. O outro método é o misoprostol, o mais utilizado na atualidade, que amadurece o colo uterino e provoca contrações uterinas de trabalho de parto. No entanto, em relação ao misoprostol ainda existem controvérsias sobre sua dose e via ideal e segurança.<hr/>The interest of modern obstetrics in labor induction can be demonstrated by the huge amount of scientific articles published during the last few years. The advances of medicine in general and particularly of obstetrics allowed that more risky pregnancies reach term or near term, with a maternal or fetal indication for pregnancy interruption before the spontaneous onset of labor and delivery. This leads the obstetrician to the situation of choosing between cesarean section and labor induction. With the aim of helping the obstetrician to make the choice for labor induction and thus collaborate with the reduction in cesarean section rates, it is necessary that an accessible, cheap, safe, effective, easy to be used method with good acceptability is available. Although several methods of labor induction reported in medical literature do exist, it is known that there is no ideal method. However, among them, two are highlighted. The first is oxytocin, which has the advantages of promoting physiologic uterine contractions of labor and reverting uterine hypercontractility when suspended. The other method is misoprostol, nowadays the most used, which ripens the uterine cervix and induces uterine contractions of labor. However, there are still some controversies regarding its ideal dose, route and safety. <![CDATA[<B>Breast cancer, menopause, and quality of life</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032005000800014&lng=en&nrm=iso&tlng=en O interesse da obstetrícia moderna pela indução do parto é demonstrado pela grande quantidade de artigos científicos publicados nos últimos anos. Os avanços da medicina em geral e da obstetrícia em particular têm permitido que mais gestações de risco evoluam até o termo ou próximo dele, com indicação materna ou fetal de interrupção da gestação antes do desencadeamento do trabalho de parto espontâneo. Isso coloca o obstetra na situação entre a escolha da cesárea ou da indução do parto. Para que o obstetra faça a escolha pela indução do parto e desta forma colabore com a diminuição da incidência de cesárea, é necessário que haja método acessível, barato, seguro, efetivo, de fácil utilização e de boa aceitabilidade. Embora exista grande quantidade de métodos de indução do parto relatados na literatura médica, sabe-se que ainda não há método ideal. No entanto, dentre eles, dois se destacam. O primeiro é a ocitocina, que possui as vantagens de promover contrações uterinas fisiológicas de trabalho de parto e com possibilidade de reverter os quadros de aumento da contratilidade uterina com a sua suspensão. O outro método é o misoprostol, o mais utilizado na atualidade, que amadurece o colo uterino e provoca contrações uterinas de trabalho de parto. No entanto, em relação ao misoprostol ainda existem controvérsias sobre sua dose e via ideal e segurança.<hr/>The interest of modern obstetrics in labor induction can be demonstrated by the huge amount of scientific articles published during the last few years. The advances of medicine in general and particularly of obstetrics allowed that more risky pregnancies reach term or near term, with a maternal or fetal indication for pregnancy interruption before the spontaneous onset of labor and delivery. This leads the obstetrician to the situation of choosing between cesarean section and labor induction. With the aim of helping the obstetrician to make the choice for labor induction and thus collaborate with the reduction in cesarean section rates, it is necessary that an accessible, cheap, safe, effective, easy to be used method with good acceptability is available. Although several methods of labor induction reported in medical literature do exist, it is known that there is no ideal method. However, among them, two are highlighted. The first is oxytocin, which has the advantages of promoting physiologic uterine contractions of labor and reverting uterine hypercontractility when suspended. The other method is misoprostol, nowadays the most used, which ripens the uterine cervix and induces uterine contractions of labor. However, there are still some controversies regarding its ideal dose, route and safety.