Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320060002&lang=pt vol. 28 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>O diagnóstico de células escamosas atípicas em citologia oncológica cervical</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<B>Prevalência das lesões intra-epiteliais de alto grau em pacientes com citologia com diagnóstico persistente de ASCUS</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: verificar a prevalência de lesões intra-epiteliais de alto grau (LIAG) e câncer invasor em mulheres com citologia com diagnóstico de ASCUS (atipias em células escamosas de significado indeterminado) persistente após 6 meses e verificar se a idade é fator indicador para a existência destas lesões neste grupo de mulheres. MÉTODOS: foram incluídos 215 casos de mulheres não-gestantes e HIV-negativas com diagnóstico de ASCUS (sem especificação) persistente em duas citologias com intervalo mínimo de 6 meses. Tais resultados foram confrontados com o resultado histológico de biópsias, exéreses da zona de transformação (large loop excision of the transformation zone) ou cones. Foram considerados negativos para LIAG ou câncer quando a colposcopia foi satisfatória e sem alterações ou quando, apesar de insatisfatória, não foi detectada lesão em pelo menos um seguimento citológico e colposcópico. Para estabelecer a prevalência de lesões, calculamos a freqüência de diagnósticos com seus respectivos intervalos de confiança a 95% (IC 95%). Para análise estatística da diferença de proporções de LIAG ou câncer em cada faixa de idade, foi utilizado teste do chi2, e ainda estimamos o risco destas lesões entre mulheres com mais de 35 anos pela razão de prevalências com seu IC 95%. RESULTADOS: encontramos um total de negativos de 49,3% dos casos (IC 95%: 42,6-55,9). A prevalência de lesões intra-epiteliais de baixo grau foi de 38,6% (IC 95%: 32,1-45,1) e de LIAG de 10,7% (IC 95%: 6,5-14,8). Casos de câncer foram encontrados em 1,4% das pacientes (IC 95%: 0-2,9). Não foi possível estabelecer, de forma significativa, maior risco de LIAG/câncer considerando o corte de idade em 35 anos. CONCLUSÃO: a prevalência de LIAG/câncer encontrada em nosso estudo mostra que o risco de encontrarmos este tipo de lesão em mulheres atendidas no Sistema Único de Saúde em nosso município com duas citologias com diagnóstico de ASCUS é de cerca de 12%. Não foi possível evidenciar maior probabilidade de LIAG/câncer em qualquer das faixas etárias analisadas, porém este resultado pode ter sido limitado pelo pequeno tamanho amostral.<hr/>PURPOSE: to determine the prevalence of high-grade squamous intraepithelial lesions (HSIL) and cancer in women with cytological diagnosis of persistent ASCUS (atypical squamous cells of undetermined significance) for 6 months in the last 7 years. We also assessed if age could be a predictive factor for presence of HSIL/cancer in this group. METHODS: we included 215 cases of non-pregnant and HIV-seronegative women with cytological diagnosis of persistent ASCUS (unespecific) with at least 6 months of interval between smears. This cytological diagnosis was compared to histological diagnosis obtained by biopsy (large loop excision of the transformation zone) or cone biopsies, and considered negative when colposcopy was satisfactory without lesions or, when unsatisfactory, no lesion was detected after at least one cytological and colposcopic follow-up. RESULTS: among the 215 cases, 49.3% had negative results (CI 95%: 42.6-55.9). The prevalence of histological confirmed low-grade squamous intraepithelial lesion was 38.6% (CI 95%: 32.1- 45.1) and HSIL was 10.7% (CI 95%: 6.5-14.8). Cases of cancer were found in 1.4% of patients (CI 95%: 0-2.9). We could not find a significant difference between the prevalence of HSIL/cancer according to age group using the cutoff point of 35 years. CONCLUSION: HSIL/cancer prevalence observed in this study has shown the risk of finding this kind of lesions in about 12% of women assisted in our public health system with two cytological diagnosis of ASCUS. A higher probability of HSIL/cancer in the different age groups was not found but this result was limited by our small sample size. <![CDATA[<B>Incidência de malformações congênitas em crianças concebidas através de injeção intracitoplasmática de espermatozóides</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: avaliar a incidência e tipos de malformações congênitas maiores (MCM) em crianças concebidas por injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) e nascidas vivas. MÉTODOS: um total de 680 crianças nasceram vivas de 511 casais submetidos à ICSI no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2002. A coleta de dados das crianças foi procedida por meio de questionário padronizado e exame clínico. Dos 511 casais, 366 foram contatados para amostragem de 371 gestações. Das 680 crianças nascidas vivas, 520 foram avaliadas, 250 delas (48,1%) por meio de questionário e 270 (51,9%) por questionário e exame físico. Duzentas e cinqüenta crianças foram de gestação única e 270 de gestação múltipla. Na análise das malformações congênitas foi empregada a 10ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças. Nesse estudo foram analisadas apenas as MCM. A incidência de MCM foi comparada à da população geral obtida pelo Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas. A análise estatística foi feita usando o teste do chi2 (nível de significância p<0,05). RESULTADOS: das 520 crianças observadas, 15 apresentaram MCM, dando incidência de 2,9%. Não houve diferença significativa em relação ao grupo controle (p>0,05), que teve 2,6% de incidência de MCM. As malformações mais freqüentes foram as de origem cardíaca (quatro isoladas e duas associadas), correspondendo a 40% do total. Os outros tipos de MCM foram: renal (três), defeito de fechamento do tubo neural (dois), defeito do crânio (um), lábio leporino (um), genital (um), síndrome de Down (associada à cardiopatia) (dois) e músculo-esquelética (um). Seis MCM ocorreram em crianças provenientes de gestações únicas e nove de gestações múltiplas. CONCLUSÃO: as crianças concebidas por ICSI e nascidas vivas apresentaram incidência de malformações congênitas maiores (2,9%) próximo ao esperado para a população geral (2,6%). Entretanto, para estabelecer com precisão os riscos de MCM é necessária continuidade na avaliação das crianças concebidas por ICSI.<hr/>PURPOSE: to evaluate the incidence and types of major congenital malformations (MCM) in liveborn children conceived by intracytoplasmic sperm injection (ICSI). METHODS: a total of 680 liveborn children resulted from 511 couples submitted to ICSI from January, 1999 to December, 2002. Data collection of the children was performed through standardized questionnaire and clinical examination. Of the 511 couples, 366 had been contacted for a sampling of 371 gestations. Of the 680 liveborn, 520 had been evaluated, 250 of them (48.1%) through questionnaire and 270 (51.9%) through questionnaire and physical examination. Two hundred and fifty children were from singleton pregnancies and 270 from multiple pregnancies. Malformations were classified according to the 10th revision of the International Statistical Classification of Diseases and Related Health. Only MCM were analyzed in this study. The incidence of MCM was compared with that of the general population obtained by the Latin American Collaborative Study of Congenital Malformations. The statistical analysis was performed by the c² test (level of significance p<0.05). RESULTS: of the 520 children, 15 presented MCM, resulting in an incidence of 2.9%. There was no difference in relation to the control group (p>0.05), which showed 2.6% incidence of MCM. The most frequent malformations were of cardiac origin (four isolated and two associated), corresponding to 40% of the total. The other types of MCM were: renal (three), neural tube (two), skull (one), cleft lip (one), genital (one), Down syndrome (associated with cardiac malformations) (two), and musculoskeletal (one). Six MCM occurred in children from singleton pregnancies and nine in children from multiple pregnancies. CONCLUSION: the liveborn children conceived by ICSI presented incidence of major congenital malformations (2.9%) near to the expected for the general population (2.6%). However, to establish the risks of MCM with precision it is necessary to continue the evaluation of the children conceived by ICSI. <![CDATA[<B>Ensaio clínico placebo-controlado com isoflavonas da soja para sintomas depressivos em mulheres no climatério</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVOS: avaliar a eficácia do uso de isoflavonas da soja no tratamento de sintomas depressivos em mulheres com síndrome climatérica. MÉTODOS: estudo experimental placebo-controlado, randomizado e duplo-cego, com 84 pacientes climatéricas atendidas ambulatorialmente no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa (PB). Na avaliação de sintomas depressivos empregou-se o Questionário de Auto-avaliação da Escala de Hamilton para Depressão (QAEH-D) nas visitas pré-tratamento (VT1) e na 8ª (VT2) e na 16ª (VT3) semana pós-tratamento. O grupo experimental (GExp) recebeu extrato de isoflavonas da soja, 120 mg por dia, e o controle (GCont), placebo. A comparação dos escores do QAEH-D entre os grupos em VT1, VT2 e VT3 constituiu a medida primária de eficácia (teste t, p<0,05). Análise secundária incluiu estimativa do "efeito dominó" e avaliação clínica e laboratorial de eventos adversos. RESULTADOS: houve redução significativa dos escores do QAEH-D no GExp (VT2<VT1; p=0,003), com redução adicional entre VT2 e VT3 (VT3<VT2; p=0,005). Similarmente, houve decréscimo dos escores entre VT1 e VT2 no GCont (VT2<VT1; p=0,04), que não persistiu posteriormente (VT2=VT3; p>0,05). De VT1 para VT3, evidenciou-se diferença estatisticamente significativa de 8,9% na redução dos escores entre os grupos (p=0,03). Não houve correlação da redução dos sintomas depressivos com resposta dos sintomas vasomotores (p>0,05). Houve redução das concentrações de FSH apenas no GExp (p=0,02), sem alterações do estradiol. Não ocorreram eventos adversos clinicamente relevantes. CONCLUSÕES: o efeito do extrato de isoflavonas foi superior ao do placebo, porém de pequena magnitude e apenas após 8 semanas de tratamento. Este pequeno efeito atribuído ao tratamento experimental, de boa tolerabilidade, poderá beneficiar pacientes que têm efeitos colaterais aos estrógenos ou que preferem não usar estes hormônios.<hr/>PURPOSE: to evaluate the efficacy of the use of isoflavones in the treatment of depressive symptoms in climacteric women. METHODS: placebo-controlled, randomized double-blind experimental study with 84 climacteric women who were assisted at the Lauro Wanderley University Hospital Ambulatory, in João Pessoa, Paraíba, Brazil. In the evaluation of the depressive symptoms the Self-evaluation questionnare of Hamilton's rating scale for depresion (QAEH-D) was used in the pretreatment visit (VT1), and in the 8th (VT2) and 16th (VT3) week after treatment. The experimental group (GExp) received soy extract with isoflavones, 120 mg per day, and the control group (GCont), placebo. The comparison of the scores of the QAEH-D between the VT1, VT2 and VT3 groups constituted the primary measure of efficacy (t test, p<0.05). Secondary analysis included the estimate of the "domino hypothesis" and the clinical and laboratory evaluation of side effects. RESULTS: there was a significant reduction of the QAEH-D scores in the GExp (VT2<VT1; p=0,003), with additional reduction between VT2 and VT3 (VT3<VT2; p=0.005). Similarly, there was a decrease of the scores between VT1 and VT2 in the GCont (VT2<VT1; p=0.04), which did not persist later (VT2=VT3; p>0.05). From VT1 to VT3, there was a significant difference (8.9%) in the reduction of the scores between GExp and GCont (p=0.03). There was no correlation between the reduction of the depressive symptoms and alterations of the vasomotor symptoms (p>0.05). There was a reduction of FSH concentrations only in GExp (p=0.02), without estradiol modifications. Side effects were not clinically relevant. CONCLUSIONS: the effect of soy isoflavones was superior to the placebo, however, of small magnitude and only identified after 8 weeks of treatment. This small effect attributed to the experimental treatment, of good tolerability, may benefit patients who have side effects due to estradiol, or those who prefer not to use hormones. <![CDATA[<B>Efeitos da terapia estro-raloxifeno sobre o endométrio de ratas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: avaliar os efeitos dos estrogênios conjugados eqüinos (Ece) e do raloxifeno (Ral), isoladamente ou associados, sobre o endométrio de ratas adultas. MÉTODOS: foram utilizadas 56 ratas adultas, ooforectomizadas, divididas aleatoriamente em sete grupos: GCont (controle); GEce (Ece 50 µg/kg); GEce/25 (Ece 25 µg/kg); GRal/0,75 (Ral 0,75 µg/kg); GRal/0,4 (Ral 0,4 mg/kg); GEce-Ral (50/0,75) - (Ece 50 µg/kg + Ral 0,75 mg/kg) e GEce-Ral (25/0,4) - (Ece 25 µg/kg + Ral 0,4 mg/kg). As drogas foram administradas por gavagem durante 21 dias consecutivos. Ao final da administração todos os animais foram anestesiados e fragmentos dos úteros removidos, fixados em formol a 10% e processados para inclusão em parafina. Os cortes obtidos foram corados por HE e submetidos à avaliação histomorfométrica. Foram avaliados os seguintes parâmetros: espessura do epitélio superficial, número de glândulas endometriais/mm² e número de vasos sangüíneos presentes no miométrio/mm². Os dados obtidos foram submetidos a análise estatística de ANOVA seguida pelo teste de Tukey-Kramer. RESULTADOS: nos grupos controle (Gcont) e tratados isoladamente com raloxifeno (GRal/0,75 e GRal/0,4) o endométrio mostrou-se atrófico. Já nos grupos tratados com Ece isoladamente foi observado endométrio muito desenvolvido, sendo este efeito mais acentuado no grupo que recebeu 50 µg/kg, no qual encontramos aumento da espessura do epitélio superficial e da lâmina própria e no número de glândulas endometriais e de vasos sanguíneos. Notamos também proliferação endometrial nos grupos que receberam a associação de Ece e Ral (GEce-Ral - 50/0,75) e (GEce-Ral - 25/0,4). CONCLUSÃO: o raloxifeno parece bloquear parcialmente a ação do estrogênio no endométrio de ratas adultas castradas.<hr/>PURPOSE: to evaluate the effects of conjugated equine estrogens (CEE) and raloxifene (Ral), alone or combined, on the rat endometrium. METHODS: fifty-six adult rats were ovariectomized and randomly divided into seven groups: GCont (control); GCEE (CEE 50 µg/kg); GCEE/25 (CEE 25 µg/kg); GRal/0.75 (Ral 0.75 mg/kg); GRal/0.4 (Ral 0.4 mg/kg); GCEERal (50/0.75) - (CEE 50 µg/kg + Ral 0.75 mg/kg), and GCEE-Ral (25/0.4) - (CEE 25 µg/kg + Ral 0.4 mg/kg). The drugs were orally administered (gavage) for 21 consecutive days. At the end of the experiment, all animals were anesthetized and sacrificed. Fragments of uterus were removed, fixed in 10% formaldehyde and processed for paraffin inclusion. The histological sections were stained by HE and submitted to histomorphometric evaluation. The following parameters were analyzed: thickness of superficial epithelium and number of endometrial glands/mm² and of blood vessels/mm². The data were evaluated using ANOVA followed by the Turkey-Kramer test. RESULTS: in the GCont and only Ral treatment (GRal/0.75 and GRal/0.4) the endometrium showed signals of atrophy. In the groups treated with only CEE signs of endometrial proliferation were observed, mainly in group GCEE/50. Also, there was endometrial proliferation in the groups that received combined CEE and Ral (Ral GCEE (50/0.75) and GCEE-Ral (25/0.4)), but it was more intensive in the animals treated with isolated estrogen than in those that received combined estrogen and raloxifene. CONCLUSION: raloxifene may partially block the action of estrogen on the castrated adult rat endometrium. <![CDATA[<B>Gestação após gastroplastia para tratamento de obesidade mórbida: série de casos e revisão da literatura</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: relatar a evolução de uma série de casos de gestação em mulheres previamente submetidas à cirurgia de bypass gástrico para tratamento de obesidade grave. MÉTODOS: cinco casos consecutivos de gravidez após gastroplastia ocorridos entre 2001 e 2004 foram avaliados. As pacientes tinham idade entre 30 e 34 anos e todas haviam sido submetidas à cirurgia de Capella. Aspectos clínicos, laboratoriais e do acompanhamento materno e fetal foram considerados, durante o período gestacional e após o parto. Foi realizada revisão da literatura internacional, por meio das bases de dados MEDLINE e Web of Science, utilizando os seguintes unitermos: gastroplasty, gastric bypass surgery, bariatric surgery e pregnancy. RESULTADOS: todas as gestações observadas foram únicas e não ocorreram complicações obstétricas, durante o seguimento pré-natal e parto. Também não houve registro de recém-nascidos prematuros ou de baixo peso ao nascimento. CONCLUSÃO: nossos dados sugerem que a gravidez após gastroplastia é segura para a mãe e feto. Entretanto, em virtude do limitado volume de informação disponível sobre o tema, investigações adicionais são necessárias para estabelecer recomendações apropriadas com relação ao seguimento dessas gestações.<hr/>PURPOSE: we report a small series of pregnant women who underwent gastric bypass surgery for severe obesity, with a review of the literature on this topic. METHODS: five consecutive cases of pregnancy after gastroplasty between 2001 and 2004 were evaluated, and clinical, laboratory and therapeutic features were considered. Patients were 30 to 34 years old and all had been submitted to gastroplasty by the Capella technique. The outcomes for both the pregnant woman and the fetus were evaluated. A search of the English language literature was done through MEDLINE and Web of Science databases with the following terms: gastroplasty, gastric bypass surgery, bariatric surgery, and pregnancy. RESULTS: all 5 pregnancies were singleton. No major obstetric complications were observed and there were no premature or lowbirth weight infants. CONCLUSION: our data suggest that pregnancy following gastroplasty is safe for mother and fetus. However, since information about this topic is limited, further investigations are required to establish appropriate recommendations concerning the follow-up of these pregnancies. <![CDATA[<B>Malformação arteriovenosa uterina após doença trofoblástica gestacional</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVO: investigar a presença e resultados de malformações vasculares uterinas (MAVU) após doença trofoblástica gestacional (DTG). MÉTODOS: estudo retrospectivo com inclusão de casos diagnosticados entre 1987 e 2004; 2764 pacientes após DTG foram acompanhadas anualmente com ultra-sonografia transvaginal e Doppler colorido no Centro de Neoplasia Trofoblástica Gestacional da Santa Casa da Misericórdia (Rio de Janeiro, RJ, Brasil). Sete pacientes tiveram diagnóstico final de MAVU baseado em análise ultra-sonográfica - índice de pulsatilidade (IP), índice de resistência (IR) e velocidade sistólica máxima (VSM) - e achados de imagens de ressonância nuclear magnética (RNM). Dosagens negativas de beta-hCG foram decisivas para estabelecer o diagnóstico diferencial com DTG recidivante. RESULTADOS: a incidência de MAVU após DTG foi 0,2% (7/2764). Achados ultra-sonográficos de MAVU: IP médio de 0,44&plusmn;0,058 (extremos: 0,38-0,52); IR médio de 0,36&plusmn;0,072 (extremos: 0,29-0,50); VSM média de 64,6&plusmn;23,99 cm/s (extremos: 37-96). A imagem de RNM revelou útero aumentado, miométrio heterogêneo, espaços vasculares tortuosos e vasos parametriais com ectasia. A apresentação clínica mais comum foi hemorragia transvaginal, presente em 52,7% (4/7) dos casos. Tratamento farmacológico com 150 mg de acetato de medroxiprogesterona foi empregado para controlar a hemorragia, após a estabilização hemodinâmica. Permanecem as pacientes em seguimento, assintomáticas até hoje. Duas pacientes engravidaram com MAVU, com gestações e partos exitosos. CONCLUSÃO: presente sangramento transvaginal em pacientes com beta-hCG negativo e história de DTG, deve-se considerar a possibilidade de MAVU e solicitar avaliação ultra-sonográfica com dopplervelocimetria. O tratamento conservador é a melhor opção na maioria dos casos de MAVU pós-DTG.<hr/>PURPOSE: to investigate the presence and outcome of uterinevascular malformations (UVAM) after gestational trophoblastic disease (GTD). METHODS: retrospective study of 2764 patients with GTD diagnosed from 1987 to 2004. All patients were followed up annually at the "Santa Casa da Misericórdia" Trophoblastic Disease Center (Rio de Janeiro, RJ, Brazil) with transvaginal ultrasonography (US) and color Doppler imaging. Seven patients had a final diagnosis of UVAM based on ultrasonographic analysis - pulsatility index (PI), resistance index (RI), peak systolic velocity (PSV) - and pelvic magnetic nuclear resonance (MNR) findings. Negative beta-hCG values were of utmost importance to establish differential diagnosis with persistent GTD. RESULTS: the incidence of UVAM after GTD was 0.2% (7/2764). US features of UVAM: PI mean 0.44&plusmn;0,058 (extremes: 0.38-0.52); RI mean 0.36&plusmn;0.072 (extremes: 0.29-0.50); PSV mean 64.6&plusmn;23.99 cm/s (extremes: 37-96). MNR image showed a bulky uterus, myometrial inhomogeneity, serpiginous flow-related signal voids, and prominent parametrial vessels. The most common UVAM clinical presentation was vaginal hemorrhage, present in 52.7% (4/7). Pharmacological management with 150 mg medroxyprogesterone acetate was employed to control bleeding, after hemodynamic stabilization. These patients are still being followed and remain asymptomatic nowadays. Two patients with persistent UVAM became pregnant and had successful outcomes. CONCLUSION: patients with antecedent of GTD presenting transvaginal bleeding and negative beta-hCG may be considered to have UVAM and should be investigated through US with Doppler velocimetry. Conservative management is a valuable option in many of the acquired UVAM after GTD. <![CDATA[<B>Prevalência de hemoglobina S em recém-nascidos de Fortaleza</B>: <B>importância da investigação neonatal</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJETIVOS: avaliar a prevalência de hemoglobina S (HbS, traços falciformes) em recém-nascidos, por meio de investigação clínico-laboratorial. MÉTODOS: foi elaborado protocolo que estabelece a coleta de 10 ml de sangue de segmento de cordão umbilical, após ser ligado e seccionado pelo obstetra em seguida ao parto, sendo as amostras introduzidas em um tubo contendo EDTA a 5% e submetidas a estudo cromatográfico líquido de alta resolução (high-performance liquid chromatography). Preenchia-se também protocolo clínico mediante entrevista com a puérpera, analisava-se o seu prontuário e efetuava-se o exame físico do recém-nascido. As variáveis analisadas foram peso do recém-nascido, sexo, Apgar no primeiro minuto e cor da mãe. A análise estatística foi baseada no programa Epi-Info versão 6.0, utilizando-se o teste t de Student, considerando-se o nível de significância de p<0,05. RESULTADOS: no período de agosto de 2001 a setembro de 2002, foram analisadas 389 amostras de sangue de cordão umbilical e identificada a presença de HbS em 16 recém-nascidos (4,1%), 15 dos quais compatíveis com traços falcêmicos (HbAS) e um com a hipótese diagnóstica de anemia falciforme (HbSS). Observou-se maior prevalência de hemoglobinopatia no sexo masculino. Não houve diferença significante entre os recém-nascidos com ou sem HbS para médias de peso e escores de Apgar, assim como para cor de pele das mães (brancas, pardas e negras). CONCLUSÃO: recomenda-se triagem de hemoglobinopatias em recém-nascidos, tendo em vista a possibilidade da ocorrência de 25% da anemia falciforme nos filhos de casais com ambos os cônjuges apresentando traços falcêmicos. Diante disso, sugere-se a implantação de programas com esses objetivos e incorporação às rotinas hospitalares.<hr/>PURPOSE: to evaluate the prevalence of hemoglobin S (HbS) in newborns, through clinical investigation and laboratory data. METHODS: a protocol established the drawing of 10 mL blood from the umbilical cord after its ligature and section, immediately after birth. The samples were kept in a tube with 5% EDTA and then submitted to high-performance liquid chromatography. The study included a clinical record taken from an interview with the mother, her physical and biochemical condition, as well as that of her newborn. Main criteria were newborn's weight, sex, first minute Apgar, and the mother's color. Statistical analysis was based on the Epi-Info 6.0 program and performed by Student's t test, with the level of significance set at p<0.05. RESULTS: from August 2001 to September 2002, 389 umbilical cord blood samples showed HbS in 16 newborn babies (4.1%). Fifteen of these presented sickle-cell traits (HbS) and the other had a diagnostic hypothesis of sickle-cell anemia (HbSS). Hemoglobinopathy prevailed among male babies. No significant difference was observed between newborns with or without HbS regarding averages of weight and Apgar scores; the same occurred regarding the mother's skin color (Caucasians, mulattos and blacks). CONCLUSION: searching for hemoglobin diseases in newborns should be considered because of the possibility of 25% sickle-cell anemia in the offspring of couples with sickle-cell traits. Screening for abnormal hemoglobin is important in the population at risk. Thus, the creation of programs with these aims is recommended to be included in hospital routines. <![CDATA[<B>Violência sexual</B>: <B>procedimentos indicados e seus resultados no atendimento de urgência de mulheres vítimas de estupro</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Violência sexual contra a mulher é uma das expressões da violência baseada no gênero, que tem como origem o desequilíbrio de poder existente entre homens e mulheres, com maior ou menor intensidade, em todos os países do mundo. Atualmente é reconhecida como um problema de direitos humanos pela ONU, incluindo a violência emocional, física e sexual. A prevalência de violência sexual é muito difícil de determinar, mas provavelmente afeta pelo menos um terço das mulheres alguma vez na vida. Tem variadas conseqüências sobre a saúde física, mental e ginecológica da mulher, as que dependem em grande parte do atendimento recebido logo após a violência. Infelizmente, a maior parte dos serviços de emergência não estão preparados para prestar atendimento adequado. O atendimento deve ser multidisciplinar e incluir anamnese e exame clínico cuidadosos utilizando exames laboratoriais, tratamento das lesões físicas e da crise emocional, prevenção da gravidez e de doenças de transmissão sexual, incluídos HIV/AIDS e com seguimento de pelo menos seis meses.<hr/>Gender-based violence is related to the power imbalance between men and women that is present, to a greater or lesser degree, in all societies. It was recognized as a human rights problem by the UN relatively recently. It includes emotional, physical and sexual violence. Sexual violence is the extreme form of gender violence, usually accompanied by the other types of violence. Its prevalence is difficult to determine, but it most probably affects at least one third of women some time in their life. It has multiple consequences to women's physical and gynecological health, which depends in great part on the quality of the care the woman received immediately after the assault. Unfortunately, most emergency health services, including those in women's hospitals, are rarely prepared to provide the correct care for these women. Care should be multidisciplinary and involves crisis treatment, meticulous clinical examination with complementary auxiliary methods, treatment of physical lesions, prevention of pregnancy and of sexually transmitted infections and AIDS, and follow-up for at least six months after the aggression. <![CDATA[<B>Ácido acetilalicílico associado ao cálcio na prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes hipertensas crônicas selecionadas pela dopplervelocimetria das artérias uterinas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Violência sexual contra a mulher é uma das expressões da violência baseada no gênero, que tem como origem o desequilíbrio de poder existente entre homens e mulheres, com maior ou menor intensidade, em todos os países do mundo. Atualmente é reconhecida como um problema de direitos humanos pela ONU, incluindo a violência emocional, física e sexual. A prevalência de violência sexual é muito difícil de determinar, mas provavelmente afeta pelo menos um terço das mulheres alguma vez na vida. Tem variadas conseqüências sobre a saúde física, mental e ginecológica da mulher, as que dependem em grande parte do atendimento recebido logo após a violência. Infelizmente, a maior parte dos serviços de emergência não estão preparados para prestar atendimento adequado. O atendimento deve ser multidisciplinar e incluir anamnese e exame clínico cuidadosos utilizando exames laboratoriais, tratamento das lesões físicas e da crise emocional, prevenção da gravidez e de doenças de transmissão sexual, incluídos HIV/AIDS e com seguimento de pelo menos seis meses.<hr/>Gender-based violence is related to the power imbalance between men and women that is present, to a greater or lesser degree, in all societies. It was recognized as a human rights problem by the UN relatively recently. It includes emotional, physical and sexual violence. Sexual violence is the extreme form of gender violence, usually accompanied by the other types of violence. Its prevalence is difficult to determine, but it most probably affects at least one third of women some time in their life. It has multiple consequences to women's physical and gynecological health, which depends in great part on the quality of the care the woman received immediately after the assault. Unfortunately, most emergency health services, including those in women's hospitals, are rarely prepared to provide the correct care for these women. Care should be multidisciplinary and involves crisis treatment, meticulous clinical examination with complementary auxiliary methods, treatment of physical lesions, prevention of pregnancy and of sexually transmitted infections and AIDS, and follow-up for at least six months after the aggression. <![CDATA[<B>Prevalência de complicações obstétricas em parturientes adolescentes</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032006000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Violência sexual contra a mulher é uma das expressões da violência baseada no gênero, que tem como origem o desequilíbrio de poder existente entre homens e mulheres, com maior ou menor intensidade, em todos os países do mundo. Atualmente é reconhecida como um problema de direitos humanos pela ONU, incluindo a violência emocional, física e sexual. A prevalência de violência sexual é muito difícil de determinar, mas provavelmente afeta pelo menos um terço das mulheres alguma vez na vida. Tem variadas conseqüências sobre a saúde física, mental e ginecológica da mulher, as que dependem em grande parte do atendimento recebido logo após a violência. Infelizmente, a maior parte dos serviços de emergência não estão preparados para prestar atendimento adequado. O atendimento deve ser multidisciplinar e incluir anamnese e exame clínico cuidadosos utilizando exames laboratoriais, tratamento das lesões físicas e da crise emocional, prevenção da gravidez e de doenças de transmissão sexual, incluídos HIV/AIDS e com seguimento de pelo menos seis meses.<hr/>Gender-based violence is related to the power imbalance between men and women that is present, to a greater or lesser degree, in all societies. It was recognized as a human rights problem by the UN relatively recently. It includes emotional, physical and sexual violence. Sexual violence is the extreme form of gender violence, usually accompanied by the other types of violence. Its prevalence is difficult to determine, but it most probably affects at least one third of women some time in their life. It has multiple consequences to women's physical and gynecological health, which depends in great part on the quality of the care the woman received immediately after the assault. Unfortunately, most emergency health services, including those in women's hospitals, are rarely prepared to provide the correct care for these women. Care should be multidisciplinary and involves crisis treatment, meticulous clinical examination with complementary auxiliary methods, treatment of physical lesions, prevention of pregnancy and of sexually transmitted infections and AIDS, and follow-up for at least six months after the aggression.