Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320120006&lang=en vol. 34 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Limitations of the success of screening for cervical cancer in Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Women with atypical, precursor lesions and invasive cervical cancer</b>: <b>behaviors according to the recommendations of the Ministry of Health</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar se as mulheres com atipias de significado indeterminado e lesões precursoras ou invasivas do colo do útero foram encaminhadas para uma Unidade de Média Complexidade (UMC) conforme as condutas recomendadas pelo do Ministério da Saúde. MÉTODOS: Estudo retrospectivo com base nos resultados dos exames citopatológicos de mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde, atendidas nas Unidades de Atenção Básica de Saúde (UABS), encaminhadas para a UMC do município de Goiânia (GO) no período de 2005 a 2006. Foram analisados 832 prontuários seguindo-se como padrão de avaliação as recomendações do Ministério da Saúde expostas na Nomenclatura Brasileira para Laudos Cervicais e Condutas Clínicas Preconizadas. Para verificar a distribuição das variáveis motivos de encaminhamento, resultados dos exames colposcópicos e histopatológicos, e condutas clínicas utilizou-se o cálculo de frequências absolutas e relativas, média, valores mínimo e máximo. RESULTADOS: Observou-se que 72,7% dos encaminhamentos não estavam em conformidade com as recomendações do MS. Das 605 mulheres com resultados classificados como células escamosas atípicas de significado indeterminado, possivelmente não neoplásicas, e lesão intraepitelial de baixo grau encaminhadas à UMC, 71,8% foram submetidas à colposcopia e 64,7% submetidas a exames histopatológicos cujos resultados foram classificados como sem neoplasias em 31,0% e NIC I em 44,6%. Das 211 mulheres com resultados classificados como lesões escamosas mais graves, 86,3% foram submetidas à colposcopia e destas 68,7% a exames histopatológicos. CONCLUSÕES: Os resultados deste estudo mostraram elevada frequência de encaminhamentos inadequados para Unidade de atendimento secundário, o que demandou alto percentual de procedimentos desnecessários. As recomendações do MS foram seguidas pelas Unidades secundárias e a maioria das mulheres recebeu orientação/tratamento preconizados.<hr/>PURPOSE: To verify whether women with atypias of undetermined significance and precursor lesions or invasive cervical outcomes were referred to Medium Complexity Units (MCU) following the guidelines recommended by the Brazilian Ministry of Health. METHODS: Retrospective study based on the cytopathological outcomes of users of the Unified Health System, seen at Basic Health Assistance Units (BHAU) and referred to MCUs in the municipality of Goiânia, state of Goiás, from 2005 to 2006. We assessed 832 records according to the recommendations of the Brazilian Ministry of Health, as established by the Brazilian Nomenclature for Cervical Cytopathologic Outcomes and Recommended Clinical Practice. To check the distribution of variables such as reasons for referral, results of colposcopy and histopathology and clinical procedures we calculated absolute and relative frequencies, mean, minimum and maximum values. RESULTS: We understood 72.7% of the referrals were not in accordance with the recommendations of the Ministry of Health. There were 605 women with test results classified as atypical squamous cells of undetermined significance, possibly non-neoplasms, and squamous intraepithelial lesion of low level which were sent to MCU, and of these 71.8% were submitted to colposcopy, and 64.7% had histopathological examination which results were classified as 31.0% with non-neoplasms and 44.6% as NIC I. Out of 211 women with results classified as more severe squamous lesions, 86.3% were submitted to colposcopy and 68.7% of these had histopathological examinations. CONCLUSIONS: The results of this study revealed high rates of inappropriate referrals to MCU, which required a high percentage of unnecessary procedures. The recommendations of the Ministry of Health were followed by BHAU and the majority of women received counseling/treatment as recommended. <![CDATA[<b>Frequency of hydatidiform mole in tissue obtained by curettage</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Determinar a frequência de mola hidatiforme em tecidos obtidos por curetagem uterina. MÉTODOS: Estudo transversal, prospectivo e descritivo que incluiu pacientes submetidas à curetagem uterina por diagnóstico de aborto ou mola hidatiforme cujo material obtido foi encaminhado para exame anatomopatológico. Foram excluídas aquelas que não aceitaram participar da pesquisa, recusando-se a assinar o Termo de Consentimento Informado Livre e Esclarecido. Foram analisadas as seguintes variáveis: achados anatomopatológicos, idade, raça/cor, número de gestações e abortos prévios, idade gestacional no momento do diagnóstico, níveis séricos quantitativos da fração beta da gonadotrofina coriônica humana e achados ultrassonográficos. As variáveis foram empregadas para a verificação com o diagnóstico histológico, considerado o padrão-ouro. Os dados foram armazenados e analisados no software Microsoft Excel® e no programa Epi-Info, versão 6.0 (STATCALC) e os resultados apresentados como frequência (porcentagem) ou média±desvio padrão. Para a associação entre variáveis qualitativas foi usado o teste do χ², e admitiu-se significância estatística quando p<0,05. RESULTADOS: No período, foram realizadas 515 curetagens, das quais 446 compuseram a amostra. A frequência de mola hidatiforme foi de 2,2% (dez casos). A média de idade das pacientes com mola foi 31±10 anos, a maioria era da raça branca e multípara e não tinha antecedente de aborto prévio, mas não houve associação significativa entre essas variáveis. A perda gestacional foi precoce nas pacientes com e sem mola, e as queixas mais comuns em ambos os grupos foram: sangramento vaginal e dor em cólica em hipogástrio. A dosagem sérica quantitativa da fração beta da gonadotrofina coriônica humana foi obtida em 422 casos (413 sem mola hidatiforme e 9 com mola hidatiforme). Os níveis do hormônio foram superiores a 100.000 mUI/mL em 1,9% das pacientes sem mola hidatiforme, e em 44,45% das pacientes com a doença (p=0,00004). Todas as pacientes com esse nível de hormônio tinham suspeita ultrassonográfica de gestação molar e uma delas apresentava também suspeita clínica. Trezentas e trinta e três pacientes foram submetidas a exame ultrassonográfico. Das pacientes com achados ultrassonográficos sugestivos de gestação molar, houve confirmação diagnóstica em cinco (41,7%) casos. Os outros sete (58,3%) eram falso-positivos. Houve associação significativa entre achado ultrassonográfico suspeito de gestação molar e confirmação da doença pela análise anatomopatológica (p=0,0001). Em metade dos casos de mola hidatiforme não havia suspeita da doença pelo quadro clínico, níveis da fração beta da gonadotrofina coriônica humana ou achados ultrassonográficos. CONCLUSÕES: A frequência de mola hidatiforme é baixa e a doença pode não ser suspeitada pelo quadro clínico, pela ultrassonografia e pelo nível sérico da fração beta da gonadotrofina coriônica humana, exigindo análise anatomopatológica dos tecidos obtidos pelo esvaziamento uterino para o seu diagnóstico.<hr/>PURPOSE: To determine the frequency of hydatiform mole in tissues obtained by curettage. METHODS: A cross-sectional, prospective and descriptive conducted on patients who underwent curretage due to a diagnosis of abortion or hydatiform mole whose material was sent for pathological examination. We excluded women who did not accept to participate and refused to sign the free informed consent form. We studied the following variables: pathological findings, age, race, number of pregnancies and previous abortions, gestational age at diagnosis, quantitative serum beta fraction of human chorionic gonadotropin and ultrasound findings. The data were compared to the to histological diagnosis, considered to be the gold standard. Data were stored and analyzed in Microsoft Excel® software and the Epi-Info program, version 6.0 (STATCALC) and the results are presented as frequency (percentage) or mean±standard deviation. The χ2 test was used to determine the association between qualitative variables and the level of significance was set at p<0.005. RESULTS: A total of 515 curettage procedures were performed, 446 of which comprised the sample. The frequency of hydatiform mole was 2.2% (ten cases). The mean age of the patients with a mole was 31±10 years, most patients were white and multiparous and had no history of previous abortions, but there was no significant association between these variables. The pregnancy loss occurred early in patients with and without a mole and the most common complaints in both groups were vaginal bleeding and cramps in the lower abdomen. Quantitative determination of human chorionic gonadotropin was performed in 422 cases (413 with and 9 without a hydatiform mole). The levels of the hormone were higher than 100,000 mIU/mL in 1.9% of the patients without a hydatiform mole and in 44.45% of the patients with the disease (p=0.00004). All patients with this hormonal level had an ultrasound suspicion of hydatiform mole and one of them also had a clinical suspicion. A total of 333 patients underwent ultrasound examination. Of the patients with sonographic findings suggestive of molar pregnancy, there was confirmation in five (41.7%) cases. The other seven (58.3%) were false positives. A significant association was found between ultrasound suspected molar pregnancy and disease confirmation by histopathological analysis (p=0.0001). In 50% of cases of hydatiform mole there was no suspicion of the disease according to clinical signs and symptoms, levels of beta fraction of human chorionic gonadotropin or sonographic findings. CONCLUSIONS: The frequency of hydatidiform mole is low and the disease may not be suspected by clinical examination, ultrasonography or the serum level of the beta fraction of human chorionic gonadotropin, requiring pathological examination of tissue obtained by uterine evacuation for diagnosis. <![CDATA[<b>Discrepancies between verbal information and the records in pregnant woman card, a neglected instrument</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar o preenchimento do cartão da gestante em serviço-escola e em outros serviços, assim como verificar a concordância entre esses registros e as informações verbais das puérperas. MÉTODOS: Realizou-se estudo epidemiológico, transversal, misto, com duas etapas, adotando amostragem estratificada proporcional ao número de partos. Na primeira, os registros no cartão da gestante de um serviço-escola foram comparados aos de unidades não vinculadas ao ensino superior na área de saúde, em Recife (PE). Na segunda etapa, foram coletadas informações sobre o pré-natal de puérperas, por meio de questionário semiestruturado. Foram incluídas 262 puérperas com mais de 19 anos de idade, que portavam o cartão da gestante quando do parto, ocorrido entre maio e julho de 2008. Foram empregados testes estatísticos do χ², t de Student ou de Mann-Whitney, todos unicaudais à direita, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: As informações mais frequentemente registradas no cartão da gestante, no serviço-escola, foram escolaridade (86,5 contra 70,3%; p=0,002), estado civil (83,7 contra 70,9%; p=0,01), peso anterior à gestação (72,1 contra 46,8%; p<0,001), estatura (62,5 contra 45,6%; p=0,007) e práticas educativas (76,9 contra 11,4%; p<0,001) e, nos outros serviços, apenas a informação de nascidos vivos com peso <2.500 g (27,2% contra 15,4% no serviço-escola; p=0,02). Houve discrepâncias significantes entre os dados obtidos por informe verbal e os registros no cartão da gestante. No serviço-escola, receberam assistência pré-natal adequada 40,3% das gestantes, contra 20,3%, nas outras unidades. CONCLUSÕES: Predominou maior percentual de registros, em todos os serviços, nas informações diretamente relacionadas ao parto, em detrimento das ações de caráter preventivo na assistência pré-natal.<hr/>PURPOSE: To compare the filling out of the prenatal care card of pregnant women at a school-service and other services, as well as to verify the concordance between these records and verbal information provided by the puerperae. METHODS: A two-stage epidemiological, cross-sectional study was performed with stratified sampling, proportional to number of births. In the first stage, the information recorded on the prenatal care card in the school-service was compared to that recorded in units not linked to higher health education in Recife (PE). In the second stage, the information about prenatal care was collected with a semi-structured questionnaire applied to women during the puerperal period. A total of 262 puerperae older than 19 years, who had a prenatal care card at the time of delivery were included in the study from May to July 2008. Data were analyzed statistically by the χ² test, Student´s t-test or Mann-Whitney test, all one-sided to the right, with the level of significance set at 5%. RESULTS: The information more often recorded on the prenatal care card in the school-service was: schooling (86.5 versus 70.3%; p=0.002), marital status, (83.7 versus 70.9%; p=0.01), weight prior to pregnancy (72.1 versus 46.8%; p<0.001), height (62.5 versus 45.6%; p=0.007), and educational practices (76.9 versus 11.4%; p<0.001) and, at other services, only birth weight <2,500 g (15.4 versus 27.2% at the school-service; p=0.02). There were significant discrepancies between data obtained by verbal information and the prenatal care records of the pregnant women. At the school-service, 40.3% of pregnant women received adequate prenatal care versus 20.3% at other units. CONCLUSIONS: In all services, there was a predominance of recorded information directly related to delivery, while information about actions with preventive characteristics during prenatal care was neglected. <![CDATA[<b>Waist circumference measured before the 12<sup>th</sup> week of pregnancy</b>: <b>correlation with serum leptin levels</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Avaliar a correlação entre a circunferência abdominal materna, medida antes da 12ª semana de gestação, e os níveis séricos de leptina durante a gravidez, bem como, comparar os níveis médios de leptina entre gestantes com e sem obesidade abdominal, diagnosticada no início da gestação. MÉTODOS: Estudo prospectivo incluindo 40 gestantes atendidas no pré-natal de baixo risco, superiores a 20 anos, não tabagistas, com gestação única, e sem doenças crônicas intercorrentes. A circunferência abdominal foi medida antes da 12ª semana, e os níveis séricos de leptina dosados entre a 9ª e a 12ª, a 25ª e a 28ª e entre a 34ª e a 37ª semanas de gestação. De acordo com a circunferência abdominal, a coorte foi dividida em dois grupos: com e sem obesidade abdominal. Os testes de Mann-Whitney e do χ² avaliaram as diferenças entre os grupos. A correlação de Pearson verificou a associação entre a circunferência abdominal e os níveis séricos de leptina durante a gestação. Considerou-se o valor de p<0,05. RESULTADOS: A média do peso e do índice de massa corpórea das pacientes com obesidade abdominal (74,4±11,0 kg/28,99±4,1) foi maior do que naquelas sem obesidade abdominal (55,6±5,9 kg/21,1±2,40) (p=0,001). A média dos níveis séricos de leptina no grupo das gestantes com obesidade abdominal (41,9±3,5 ng/mL) foi superior ao grupo das pacientes sem obesidade abdominal (23,6±2,7 ng/mL) (p<0,0002). Verificou-se, também, correlação entre a medida da circunferência abdominal e a média dos níveis séricos de leptina (r=0,7; p<0,0001). CONCLUSÕES: A circunferência abdominal medida antes da 12ª semana de gestação é um método válido e simples para se predizer os níveis séricos de leptina durante todo o período gestacional. Gestantes com obesidade abdominal diagnosticada antes da 12ª semana apresentam níveis médios de leptina sérica, durante a gravidez, superiores àquelas sem obesidade abdominal.<hr/>PURPOSE: To evaluate the correlation between maternal waist circumference measured before the 12th week of gestation and serum leptin levels during pregnancy, as well as to compare the leptin levels of women with and without abdominal obesity diagnosed in early pregnancy. METHODS: Prospective study including 40 pregnant women receiving low-risk prenatal care, older than 20 years, nonsmokers, with singleton pregnancies and without chronic disease. Waist circumference was measured before the 12th week and serum leptin levels were measured between the 9th and 12th, 25th and 28th and 34th and 37th weeks of gestation. According to waist circumference measurement, the cohort was divided into two groups: with and without abdominal obesity. The Mann-Whitney and χ² tests were used to assess the differences between groups. The Pearson correlation coeffient was used to assess the association between waist circumference and serum leptin levels during pregnancy. The level of significance was set at p<0.05. RESULTS: The mean weight and body mass index of patients with abdominal obesity (74.4±11.0 kg/28.9±4.1) was higher than that of patients without abdominal obesity (55.6±5.9 kg/21.1±2.4) (p=0.001). The mean leptin levels in pregnant patients with abdominal obesity (41.9±3.5 ng/mL) was higher than in patients without abdominal obesity (23.6±2.7 ng/mL) (p<0.0002). A positive correlation was obtained between the waist circumference measured during the same period and the mean serum leptin levels (r=0.7; p<0.0001). CONCLUSIONS: Waist circumference measured before the 12th week of pregnancy is a valid and simple method to predict the serum leptin levels throughout pregnancy. Pregnant women with abdominal obesity diagnosed before 12th week have higher mean serum leptin levels during pregnancy than those without abdominal obesity. <![CDATA[<b>Surgical and non-surgical treatment of vaginal agenesis</b>: <b>analysis of a series of cases</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar os resultados do tratamento da agenesia vaginal pela técnica cirúrgica de McIndoe-Bannister modificada e pela técnica de Frank. MÉTODOS: Este estudo retrospectivo foi conduzido com uma amostra de conveniência de 25 mulheres portadoras de agenesia vaginal em seguimento no Ambulatório de Ginecologia Infanto Puberal. Quinze mulheres foram submetidas à cirúrgica modificada de McIndoe-Bannister Grupo Cirúrgico e 10 fora tratadas com a técnica de Frank Grupo Frank. Para a análise comparativa entre essas duas amostras, foram considerados os seguintes parâmentros: vaginometria final, efeitos adversos e satisfação sexual após o tratamento. Esses dados foram obtidos por meio dos registros nos prontuários médicos. A satisfação sexual foi aferida por questão simples: como está sua vida sexual? RESULTADOS: Houve diferença em relação ao comprimento da vagina tanto naquelas submetidas à técnica de Frank (comprimento inicial 2,4±2,0 cm, após o tratamento 6,9±1,1 cm, p<0,0001), quanto naquelas submetidas à técnica cirúrgica (comprimento inicial 0,9±1,4 cm, após o tratamento 8,0±0,8 cm, p<0,0001). A vaginometria foi maior no Grupo Cirúrgico (Grupo Frank=7,0±0,9 cm versus Grupo Cirúrgico=8,0±0,8 cm, p=0,0005). Quarenta por cento do Grupo Cirúrgico tiveram complicações cirúrgicas. Não foram registradas complicações pela técnica de Frank. A satisfação sexual foi referida pela totalidade das pacientes. CONCLUSÃO: Os dados do presente estudo indicam que ambas as técnicas, cirúrgica e conservadora são eficientes para o tratamento da agenesia vaginal, resultando na construção da vagina favorável à realização do coito e com satisfação sexual. Os aspectos favoráveis da técnica de Frank estão relacionados com o baixo custo e baixos índices de complicações.<hr/>PURPOSE: This study aimed to evaluate the results of neovaginoplasty by a modified McIndoe-Bannister technique and by the non-surgical Frank technique. METHODS: This retrospective study was conducted on a convenience sample of 25 women with vaginal agenesis undergoing surgical or conservative treatment at an Infant-Pubertal Gynecology Outpatient Clinic. Data were obtained from the medical records. Fifteen women underwent the surgical McIndoe-Bannister modified technique Surgical Group, and 10 women underwent the non-surgical Frank technique Frank Group. The following parameters were considered for comparative analysis between the two samples: vaginometry, surgical and non-surgical complications, and sexual satisfaction after treatment. Sexual satisfaction was assessed by a simple question: How is your sex life? RESULTS: There were differences related to vaginal length before and after performing exercises in both Frank Group (initial vaginal length 2.4±2.0 cm versus 6.9±1.1 cm after treatment, p<0.0001) and Surgical Group (initial vaginal length 0.9±1.4 cm versus 8.0±0.8 cm after treatment, p<0.0001). Increased vaginal length was observed in Surgical Group compared to Frank Group (Frank Group=7.0±0.9 cm versus Surgical Group=8.0±0.8 cm, p=0.0005). Forty percent of Surgical Group women had surgical complications versus no complications with the Frank technique. All women reported to be satisfied with their sexual life. CONCLUSION: The present data indicate that both the surgical and Frank techniques are effective for the treatment of vaginal agenesis, resulting in the construction of a vagina that pewrmits sexual intercourse and sexual satisfaction. The favorable aspects of the Frank technique are related to its low cost and to the low rates of major complications. <![CDATA[<b>Deep infiltrating endometriosis</b>: <b>anatomical distribution and surgical treatment</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a distribuição anatômica das lesões de endometriose profunda infiltrativa (EPI) em uma amostra de mulheres do Sul do Brasil. MÉTODOS: Foi conduzida uma análise prospectiva das mulheres submetidas a tratamento cirúrgico de EPI durante o período entre janeiro de 2010 e janeiro de 2012. As lesões foram classificadas em oito localizações principais, da menos para a mais grave: ligamento redondo, serosa uterina anterior/reflexão peritonial vesicouterina, ligamento uterossacro, região retrocervical, vagina, bexiga, intestino e ureter. O número e a localização das lesões de EPI foram estudados para cada paciente de acordo com os critérios acima e, também, de acordo com o acometimento isolado ou múltiplo. A análise estatística foi conduzida com o programa Statistica versão 8.0. Os valores p<0,05 foram considerados estatisticamente significativos. RESULTADOS: Durante o período de estudo, um total de 143 mulheres apresentaram 577 lesões de EPI: ligamento uterossacro (n=239; 41,4%), retrocervical (n=91; 15,7%), vagina (n=50; 8,7%), ligamento redondo (n=50; 8,7%), septo vesicouterino (n=41; 7,1%), bexiga (n=12; 2,1%), intestino (n=83; 14,4%), ureter (n=11; 1,9%). Doença multifocal foi observada na maioria das pacientes (p<0,0001), sendo que o número médio de lesões por paciente foi de 4. Endometrioma foi identificado em 57 mulheres (39,9%). Sessenta e cinco pacientes (45,4%) apresentaram infiltração intestinal comprovada histologicamente, totalizando 83 lesões assim distribuídas: apêndice (n=7), ceco (n=1) e retossigmoide (n=75). O número médio de lesões intestinais por paciente foi de 1,3. CONCLUSÕES: a EPI tem um padrão de distribuição multifocal, o que tem importância fundamental quando se define o tratamento cirúrgico completo da doença.<hr/>PURPOSE: To evaluate the anatomical distribution of deep infiltrating endometriosis (DIE) lesions in a sample of women from the South of Brazil. METHODS: A prospective study was conducted on women undergoing surgical treatment for DIE from January 2010 to January 2012. The lesions were classified according to eight main locations, from least serious to worst: round ligament, anterior uterine serosa/vesicouterine peitoneal reflection, utero-sacral ligament, retrocervical area, vagina, bladder, intestine, ureter. The number and location of the DIE lesions were studied for each patient according to the above-mentioned criteria and also according to uni- or multifocality. The statistical analysis was performed using Statistica version 8.0. The values p<0.05 were considered statistically significant. RESULTS: During the study period, a total of 143 women presented 577 DIE lesions: uterosacral ligament (n=239; 41.4%), retrocervical (n=91; 15.7%), vagina (n=50; 8.7%), round ligament (n=50; 8,7%), vesico-uterine septum (n=41; 7.1%), bladder (n=12; 2.1%), and intestine (n=83; 14.4%), ureter (n=11; 1.9%). Multifocal disease was observed in the majority of patients (p<0.0001), and the mean number of DIE lesions per patient was 4. Ovarian endometrioma was present in 57 women (39.9%). Sixty-five patients (45.4%) presented intestinal infiltration on histological examination. A total of 83 DIE intestinal lesions were distributed as follows: appendix (n=7), cecum (n=1) and rectosigmoid (n=75). The mean number of intestinal lesions per patient was 1.3. CONCLUSIONS: DIE has a multifocal pattern of distribution, a fact of fundamental importance for the definition of the complete surgical treatment of the disease. <![CDATA[<b>Extrauterine leiomyomata presenting with sepsis requiring hemicolectomy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Extrauterine leiomyomas are rare, benign, and may arise in any anatomic sites. Their unusual growth pattern may even mimic malignancy and can result in a clinical dilemma. Occasionally, uterine leiomyomas become adherent to surrounding structures. They also develop an auxiliary blood supply, and lose their original attachment to the uterus, thus becoming 'parasitic'. Parasitic myomas may also be iatrogenically created after uterine fibroid surgery, particularly if morcellation is used. This report presented two cases of parasitic myomas with sepsis, both requiring right hemicolectomy. It reviewed the pertinent literature.<hr/>Leiomiomas extrauterinos são raros e benignos e podem surgir em qualquer local anatômico. O padrão de crescimento não-usual destas lesões pode até mesmo imitar malignidade e resultar em dilema clínico. Ocasionalmente, os leiomiomas uterinos aderem-se às estruturas circunvizinhas, desenvolvem suprimento sanguíneo auxiliar e perdem sua ligação original ao útero, tornando-se assim "parasíticos". Os miomas parasíticos podem também ser criados iatrogenicamente após cirurgia fibroide uterina, especialmente se for utilizada morcelação. Este relato apresentou dois casos de miomas parasíticos com sepse, ambos exigindo hemicolectomia à direita, bem como revisão da literatura pertinente. <![CDATA[<b>Motivational factors for women undergoing hysterectomy due to uterine leiomyoma</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Extrauterine leiomyomas are rare, benign, and may arise in any anatomic sites. Their unusual growth pattern may even mimic malignancy and can result in a clinical dilemma. Occasionally, uterine leiomyomas become adherent to surrounding structures. They also develop an auxiliary blood supply, and lose their original attachment to the uterus, thus becoming 'parasitic'. Parasitic myomas may also be iatrogenically created after uterine fibroid surgery, particularly if morcellation is used. This report presented two cases of parasitic myomas with sepsis, both requiring right hemicolectomy. It reviewed the pertinent literature.<hr/>Leiomiomas extrauterinos são raros e benignos e podem surgir em qualquer local anatômico. O padrão de crescimento não-usual destas lesões pode até mesmo imitar malignidade e resultar em dilema clínico. Ocasionalmente, os leiomiomas uterinos aderem-se às estruturas circunvizinhas, desenvolvem suprimento sanguíneo auxiliar e perdem sua ligação original ao útero, tornando-se assim "parasíticos". Os miomas parasíticos podem também ser criados iatrogenicamente após cirurgia fibroide uterina, especialmente se for utilizada morcelação. Este relato apresentou dois casos de miomas parasíticos com sepse, ambos exigindo hemicolectomia à direita, bem como revisão da literatura pertinente. <![CDATA[<b>Rapid rescreening of 100% of negative cervical smears as a method of internal quality control</b>: <b>conventional method</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032012000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Extrauterine leiomyomas are rare, benign, and may arise in any anatomic sites. Their unusual growth pattern may even mimic malignancy and can result in a clinical dilemma. Occasionally, uterine leiomyomas become adherent to surrounding structures. They also develop an auxiliary blood supply, and lose their original attachment to the uterus, thus becoming 'parasitic'. Parasitic myomas may also be iatrogenically created after uterine fibroid surgery, particularly if morcellation is used. This report presented two cases of parasitic myomas with sepsis, both requiring right hemicolectomy. It reviewed the pertinent literature.<hr/>Leiomiomas extrauterinos são raros e benignos e podem surgir em qualquer local anatômico. O padrão de crescimento não-usual destas lesões pode até mesmo imitar malignidade e resultar em dilema clínico. Ocasionalmente, os leiomiomas uterinos aderem-se às estruturas circunvizinhas, desenvolvem suprimento sanguíneo auxiliar e perdem sua ligação original ao útero, tornando-se assim "parasíticos". Os miomas parasíticos podem também ser criados iatrogenicamente após cirurgia fibroide uterina, especialmente se for utilizada morcelação. Este relato apresentou dois casos de miomas parasíticos com sepse, ambos exigindo hemicolectomia à direita, bem como revisão da literatura pertinente.