Scielo RSS <![CDATA[Trans/Form/Ação]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-317320160001&lang=en vol. 39 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Palavra do Editor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[A inteligência dos Futuros Contingentes: Interrogando G. W. Leibniz sobre Deus e a Verdade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: A presente investigação questiona a essência teo-lógica dos futuros contingentes. Para o efeito, analisa-se, primeiramente, a argumentação segundo a qual, sob certas condições lógicas, teológicas, ontológicas e cosmológicas antinecessitantes, detetadas por G. W. Leibniz (conciliando a posição de St. Agostinho com a de L. Molina e W. Ockham), a abertura contingente do futuro parece ser compatível com o regime das "verdades contingentes pré-determinadas", regime enquadrado teologicamente pelo princípio do "futuro melhor" ou do "único futuro verdadeiro". No entanto, os futuros contingentes incitam, com e contra Aristóteles, ao desenvolvimento de uma lógica temporal e plurivalente, ao modo de J. Łukasiewicz ou A. Prior. Essa lógica garante a abertura do futuro sem o oneroso custo metafísico da adesão a uma teo-lógica omnideterminante. A crítica do determinismo lógico, daí resultante, afigura-se mais coadunável com as condições pós-metafísicas inerentes à episteme agnósticacontemporânea, mas, nesse caso, a abertura do futuro implicaria uma profunda redefinição das próprias ideias e funções de "Deus", "matéria", "história" e "verdade".<hr/>ABSTRACT: This paper investigates the theological essence of contingent futures. First, it analyses the argument according to which, under certain logical, theological, ontological, and cosmological conditions detected by Leibniz (who reconciles St. Augustine's position with L. Molina's and W. Ockham's), the contingent openness of the future may be compatible with the regime of "pre- determined contingent truths", theologically grounded in the principle of an "optimal future" or a "single true future". However, the examination of contingent futures has also fostered, both for and against Aristotle's position, the development of a many-valued and temporal logic as proposed by J. Łukasiewicz or A. Prior. This logic safeguards the openness of future without the metaphysically expensive cost of adhering to an all-determining theo-logic. It hence follows that the critique of logical determinism seems to be more appropriate to express the post-metaphysical conditions of our present agnostic mentality . In this case, however, the openness of the future would entail a profound redefinition of the very ideas and functions of "God", "matter", "history", and "truth". <![CDATA[¿Fenomenología de lo Concreto? Crítica Fenomenológico-Política del Programa Filosófico de Heidegger en 1919/20]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100037&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMEN: El artículo expone el programa filosófico de Heidegger en su cursoProblemas fundamentales de la fenomenología de 1919/20 y destaca su concepto de concreción. Por esa vía se explicita cuál es para Heidegger el asunto y la tarea de la filosofía. Finalmente, se lleva a cabo una crítica de sus pretensiones tanto de concreción como de formalidad, mostrando que ambas están lastradas por varios prejuicios. Para finalizar, se ponen de relieve, también de forma crítica, algunas consecuencias fenomenológicas y políticas de esta particular idea de filosofía.<hr/>ABSTRACT: In this paper I descibe Heidegger's philosophical program in his lecture course of 1919/20, Basic problems of Phenomenology, emphasizing his concept of concretion. I try to make explicit how Heidegger understood the subject and the task of philosophy in those years. Next, I critically review his claims about concretion and formality in his philosophy, showing that they are burdened by various prejudices. Finally, I underscore some phenomenological and political consequences of this idea of philosophy. <![CDATA[A Psicanálise para Foucault: ontologia ou Hermenêutica?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100057&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: O presente artigo tem como objetivo discutir o estatuto que Foucault confere à psicanálise. Em As palavras e as coisas, de 1966, Foucault condena todo tipo de reflexão que procura conferir estatuto ontológico à finitude humana. Nesse sentido, faz-se necessário investigar se a crítica que Foucault endereça à psicanálise depois de 66 se dá nos mesmos termos que a crítica feita às analíticas da finitude. Ou seja, trata-se de entender se a acusação de que a psicanálise não passa de mais um "dispositivo de sexualidade" a serviço do biopoder está fundada na ideia de que a psicanálise supõe uma ontologia. A ideia da psicanálise como ontologia, contudo, é uma tese recusada por Foucault em alguns escritos da década de 50 e 60. Nesse período, o filósofo defende que a psicanálise é antes de tudo um método hermenêutico e não uma teoria geral sobre o homem. Assim, se é verdade que as teses genealógicas finais de Foucault sobre a psicanálise se fundamentam na visão da psicanálise como ontologia, deparamo-nos com um problema: afinal, a psicanálise, para Foucault, consiste ou não numa teoria sobre o ser do homem?<hr/>ABSTRACT: The goal of this study is to understand the status conferred on psychoanalysis by Foucault. In The Order of Things the philosopher condemns a certain kind of reflection that aims to confer an ontological status on human finitude. It is necessary to investigate whether the critique that Foucault addresses to psychoanalysis after 1966 is framed along the same lines as the critique made of the analytics of finitude. The aim is, therefore, to understand whether or not the accusatory claim that psychoanalysis is nothing but a "sexuality device" at the service of biopower is founded on the idea that psychoanalysis presupposes an ontology. The idea of psychoanalysis as ontology, however, is a thesis that is refuted by Foucault in some texts from the 1950's and 1960's. In this period, the philosopher holds that psychoanalysis is, above all, rather a hermeneutic method than a general theory on man. Thus, if it is true that Foucault's final genealogical theses on psychoanalysis are grounded on a view of psychoanalysis as ontology, we are posed with a problem: does psychoanalysis ultimately consist, for Foucault, in a theory of the being of man? <![CDATA[Por Que Revisitar o Debate entre Bergson e Einstein?1]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100077&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: Bergson e Einstein participaram de uma conferência no Collège de France, em Paris, no mês de abril de 1922. Muitos desencontros entre o físico e o filósofo, no que diz respeito à questão do tempo, são já superados, se considerarmos a existência de processos dinâmicos instáveis, mas ainda permanece atual a questão da interioridade do tempo à ciência e, portanto, a possibilidade de retomada da complementaridade entre a ciência e a metafísica, proposta por Bergson, como necessária para a compreensão da complexidade dos problemas contemporâneos. A partir das concepções de intuição em Bergson e Einstein, este artigo explora as dificuldades e as potências do diálogo entre a Física e a Filosofia.<hr/>ABSTRACT: Bergson and Einstein attended the conference held in Paris at the Collège de France in April 1922. Many disagreements between the physicist and the philosopher with regard to the question of time are overcome if we consider the existence of unstable dynamic processes. However, the question of interiority of time in science still remains, and therefore also the possibility of a resumption of the complementarity between science and metaphysics - something Bergson proposed as necessary for understanding the complexity of contemporary problems. Based on the concepts of intuition in Bergson and Einstein, this article explores the difficulties of, and the potentials for, the dialogue between physics and philosophy. <![CDATA[<strong><em>Aprendizagem e Comunicação em Bateson: A exigência de uma epistemologia Formal e Complexa</em></strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100093&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: Para Bateson, a mudança social radicaria numa mudança epistemológica profunda que incidisse sobretudo na educação e na comunicação (onde incluía a sua teorização psicológica). Essa revolução paradigmática, baseada na lógica formal de Whitehead e Russell, evitaria discursos ditos científicos destituídos de rigor. Aqui, analisamos hermeneuticamente o seu pensamento, salientando os limites que a lógica formal encontra nas experiências éticas, religiosas e estéticas. Sem essa revolução, encontramo-nos condenados à estagnação intelectual, pois formamos cidadãos sem capacidade de aprender a aprender, que possibilitaria a capacidade de produzir abduções, inferência lógica tão necessária na produção do raciocínio humano; o seu desenvolvimento garantiria a capacidade de pensar/construir complexamente o mundo, interligando os saberes; poucos são também aqueles que explicitam e argumentam a favor das suas crenças, base axiomática da capacidade abdutiva. A organização social (via sistema educativo, formal e não formal) se constrói com sujeitos que raramente possuem mentes bem estruturadas, favorecedoras de passagem de patamares de aprendizagem para outros superiores. Antes se estimula a confusão de tipos lógicos, tomando o todo pela parte, por exemplo. Bateson critica também o sistema de avaliação quantitativo, diminuindo a possibilidade de formação do pensamento abstrato e formal, como a filosofia e a matemática exigem.<hr/>ABSTRACT: For Bateson, social change must be rooted in a profound epistemological shift, focusing mainly on education and communication (which includes his psychological theory). This paradigmatic revolution, based on the formal logic of Whitehead and Russell, avoids discourse that is said to be scientific but is devoid of rigor. In this article we hermeneutically analyze Bateson's thinking on these issues, stressing the limits that formal logic has in facing ethical, religious and aesthetic experiences. Without this revolution, we are condemned to intellectual stagnation, because we would be training citizens without the capacity of learning to learn. This capacity makes possible the ability to produce abduction, the logical inference required in the production of human reasoning. Its development would ensure the ability to think/construct the world in a complex fashion, connecting various areas of knowledge. Few are those who explain and argue for their beliefs, but this is the axiomatic basis for abductive capacity. Social organization (via the formal and non-formal educational system) depends on subjects who rarely possess well-structured minds that can pass from one level of learning to a higher one; and it actually stimulates the confusion of logical types, such as taking the whole for the part, for example. Bateson also criticizes the quantitative evaluation system, which diminishes the possibility for training in abstract and formal thought of the kind required by philosophy and mathematics. <![CDATA[Mental Logic and the Denials of Conjunctions and Disjunctions]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100119&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT: The mental models theory predicts that, while conjunctions are easier than disjunctions for individuals, when denied, conjunctions are harder than disjunctions. Khemlani, Orenes, and Johnson-Laird proved that this prediction is correct in their work of 2014. In this paper, I analyze their results in order to check whether or not they really affect the mental logic theory. My conclusion is that, although Khemlani et al.'s study provides important findings, such findings do not necessarily lead to questioning or to rejecting the mental logic theory.<hr/>RESUMO: A teoria dos modelos mentais prevê que, enquanto as conjunções são mais fáceis do que as disjunções, para os indivíduos, quando negadas, as conjunções são mais difíceis do que as disjunções. Khemlani, Orenes e Johnson-Laird provaram que essa previsão está correta, em seu trabalho de 2014. Neste trabalho, analiso os seus resultados, a fim de verificar se eles realmente afetam a teoria da lógica mental ou não. Minha conclusão é que, embora o estudo da Khemlani, Orenes and Johnson-Laird forneça resultados importantes, tais resultados não conduzem necessariamente a minar ou rejeitar a teoria da lógica mental. <![CDATA[O Relativismo Cognitivo é Autorrefutante?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100139&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: Hilary Putnam procurou solapar o relativismo cognitivo, mediante acusações de incoerência autodestrutiva. A concepção de Thomas Kuhn de desenvolvimento do conhecimento científico ocupa um lugar de destaque nesse empreendimento crítico, e a incomensurabilidade entre paradigmas rivais constitui o núcleo da disputa. Putnam afirmou que a incomensurabilidade é autorrefutante, levando em conta apenas sua dimensão semântica. Este artigo examina essa investida antirrelativista. Considero dois sentidos de autorrefutação, o material e o formal, e defendo que essa acusação não atinge a referida formulação semântica. Adicionalmente, mostro que a dimensão epistemológica da incomensurabilidade também não é afetada.<hr/>ABSTRACT: Hilary Putnam sought to undermine cognitive relativism by charging it with self- destructive incoherence. Thomas Kuhn's conception of the development of scientific knowledge occupies a prominent place in that critical endeavor, and the incommensurability between rival paradigms constitutes the core of the dispute. Putnam claimed that incommensurability is self- refuting, taking into account only its semantic dimension. This article examines this anti-relativist attack. I consider two senses of self-refutation, the material and the formal, and argue that they do not affect the semantic formulation of incommensurability. Additionally, I show that the epistemological dimension of incommensurability is also unaffected. <![CDATA[O Valor e suas Formas na Crítica marxiana da economia Política]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100159&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: No presente artigo, propõe-se apresentar e explicitar o estatuto teórico da categoria marxiana do valor, conforme determinado no contexto da crítica da economia política, em sua fase madura (1857-1881). Em especial, pretende-se discutir o modo como Marx aborda a relação da determinação categorial do valor com as demais que compõem e constituem a formamercadoria dos produtos do trabalho humano. Nesse sentido, a teoria marxiana do valor aparece como exposição crítica do modo de produção capitalista a partir da análise categorial da mercadoria, tendo como meta revelá-la na sua dimensão mais essencial: a de veículo de realização da valorização do valor. A forma valor, acompanhando o desenvolvimento da argumentação marxiana em Grundrisse e O Capital, é analisada em sua configuração de determinação em processo, que se desdobra, pressupõe e implica um conjunto de outrasFormen que se articulam em momentos de diferenciação e desenvolvimento reais que se expressam concretamente nas objetivações do trabalho humano existindo como momentos do capital. Mercadoria, mercado e capital perdem todos sua aparência de exterioridade recíproca de "coisas" para se desvelarem realizações de um modo sócio-histórico de produzir a vida humana.<hr/>ABSTRACT: The present article aims to present and explain the theoretical status of the Marxian category of value, as determined in the context of the critique of political economy in its mature phase (1857-1881). In particular, it discusses how Marx presents the relationship of categorical determination of value with other relationships that compose and constitute the commodity form of the products of human labor. In this sense, the Marxian theory of value appears as a critical exposition of the capitalist mode of production, based on the categorical analysis of the commodity and aiming to reveal it in its most essential dimension: as the vehicle for implementing the appreciation of value. Value, according to the development of the Marxian argument in the Grundrisse and the Capital, is analyzed in its configuration as a determination process that unfolds, presupposes, and implies a set of other formen. These are articulated in moments of real differentiation and development that are concretely expressed in objectifications human labor existing as moments of capital. Goods, market, and capital lose all their appearance as the reciprocal externality of "stuff", to reveal realizations of a socio-historical mode of producing human life. <![CDATA[Para uma Dialéctica Constelar: Theodor W. Adorno à entrada do Século XXI1]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100213&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: Interrogando-se sobre o lugar da filosofia de Theodor W. Adorno no âmbito do pensamento crítico contemporâneo, o presente artigo procura dar conta dos revezes da recepção político-filosófica da dialéctica negativa (das posturas críticas de Habermas, Lyotard ou Agamben às mais favoráveis de Jameson e Holloway) e discutir a sua relevância actual. Defender-se-á que a politização do pensamento adorniano é possível, muito embora as suas valências críticas não se restrinjam a essa possibilidade. Hoje, a dialéctica negativa funcionaria também como antídoto contra os atalhos tomados pelas correntes "voluntarista" (Peter Hallward), "messiânica" (Agamben) e "ontológica" (realismo especulativo) da filosofia, à entrada do século XXI. Contudo, atendendo a que a relação entre teoria e prática é complexa em Adorno, a sua relevância actual ressaltaria em relação com as reacções críticas que o movimento do "realismo especulativo" tem suscitado. Em diálogo com alguns dos seus interlocutores (Markus Gabriel e Adrian Johnston), sugere-se que o desenvolvimento de uma "dialéctica constelar" depende da introdução de um elemento destotalizador no seio do diagnóstico radical - a um só tempo materialista e transcendental - da dialéctica negativa.<hr/>ABSTRACT: Questioning the place of Theodor W. Adorno's philosophy within contemporary critical thought, this article attempts to account for the politico-philosophical reception of Adorno's negative dialectics (from critical appraisals by Habermas, Lyotard, or Agamben, to sympathetic ones by Jameson or Holloway) and to discuss its present-day relevance. I argue that it is possible to politicize Adorno's work, although its critical valences go far beyond this possibility. Today, negative dialectics would provide an antidote against the shortcuts taken by 'voluntarist' (cf. Peter Hallward), 'messianic' (cf. Agamben) and 'ontological' (cf. speculative realism) turns/trends in twenty-first-century philosophy. However, in view of the complexity of Adorno's appraisal of the interplay between theory and praxis, the current relevance of his thought gains plausibility by being linked with critical responses to 'speculative realism'. In dialogue with some of its interlocutors (Markus Gabriel and Adrian Johnston), I suggest that developing a 'constellative dialectics' depends on the introduction of a detotalizing element within the radical - at once materialistic and transcendental - diagnosis of negative dialectics. <![CDATA[Pós-Modernismo: entre a Crítica e a Ideologia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000100233&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO: O objeto deste artigo é a noção de pós-modernismo, em torno da qual se travou um amplo debate que, num passado recente, alcançou grande projeção, e arrefeceu de modo algo abrupto. Buscaremos demonstrar que uma consideração crítica acerca do referido debate amplia nossa compreensão a propósito do capitalismo contemporâneo e, nesse sentido, por um lado, será realizado um esforço de apreensão conceitual, com o intuito de fixar as principais determinações (e indeterminações) do pós-modernismo. Por outro lado, tentaremos ancorar historicamente o debate sobre o pós-modernismo, localizando certas articulações entre o desenvolvimento teórico e o processo histórico que lhe é subjacente.<hr/>ABSTRACT: The object of this article is the notion of postmodernism, a topic around which was established a wide-ranging debate that achieved wide publicity in the fairly recent past. This debate, however, has since cooled abruptly. We will seek to demonstrate that a critical consideration of this debate enhances our understanding of contemporary capitalism. We first make an effort at conceptual apprehension, in order to establish the main determinations (and indeterminations) of postmodernism. We then try to historically anchor the debate on postmodernism, locating certain connections between its theoretical development and underlying historical processes.