Scielo RSS <![CDATA[Trans/Form/Ação]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-317320180001&lang=en vol. 41 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<em>Kyrieuon logos:</em> Diodoro Crono y el problema del determinismo a la luz de <em>Metafísica</em> IX, 3<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen: El presente artículo tiene por objetivo la reconstrucción del argumento dominador (kyrieuon logos) atribuido a Diodoro Crono y su revisión filosófica a la luz de la crítica aristotélica al actualismo extremo de la Escuela de Mégara en Metafísica IX, 3. Desde esta perspectiva, el trabajo aspira a situar el proyecto teórico de Diodoro en el marco de su disputa filosófica con la metafísica aristotélica y su concepto de δύναµις, con el fin de traducir esta querella dialéctica en lo que, a nuestro juicio, constituye una disputa teórica de importantes consecuencias prácticas: la disyunción excluyente entre el azar y el destino como paradigmas de interpretación conceptual y de acción moral.<hr/>Abstract: This paper aims to reconstruct and analyze the Master Argument (kyrieuon logos) attributed to Diodorus Chronus under the perspective of Aristotle's criticism of extreme actualism in Metaphysics IX. 3. From this point of view, the paper locates Diodorus' theoretical project within the framework of his philosophical dispute with Aristotle's metaphysics and the Aristotelian concept of δύναµις, trying to show that what really lies behind this dialectical confrontation is a theoretical problem of important practical consequences: the excluding disjunction between chance and destiny as paradigms of conceptual interpretation and moral action. <![CDATA[Deveres intergeracionais: como defini-los a partir da filosofia?<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100031&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: Conhecer os deveres que temos em relação às gerações futuras é cada vez mais urgente, diante da degradação individual, social e ambiental que a humanidade enfrenta. O presente artigo pretende mostrar, de início, a complexidade filosófica dessa questão, indicando que, nos enunciados sobre o assunto, há três pressuposições filosoficamente problemáticas: 1) haverá gerações futuras; 2) nossas ações são contingentes; e 3) somos responsáveis por nossos impactos sobre as próximas gerações. Discutimos essas suposições, por meio das questões sobre a eternidade do mundo, a existência da liberdade e o significado de dever, e abordamos, em seguida, as ideias convergentes de Hans Jonas e Ulrich Beck, as quais apontam que a singularidade do poder que a tecnologia conferiu ao ser humano requer agora um novo pensamento ético. Na conclusão, argumentamos que é preciso definir deveres em relação às gerações futuras e elencamos quais seriam, a nosso ver, os principais deles, levando em conta a ideia de incerteza, alcançada tanto por meio das discussões filosóficas apresentadas quanto a partir da nova conjuntura tecnocientífica de nosso tempo.<hr/>Abstract: Debates on our duties to future generations are increasingly urgent if we consider the individual, social, and human degradation of the present day. This article points out the philosophical complexity that underlies these debates, first indicating that the following assumptions are present in every statement concerning our duties to future generations: 1) there will be future generations; 2) our actions are contingent; 3) we are responsible for the way our actions impact future generations. The first three sections discuss each of these assumptions by presenting the debates over the eternity of the world, the existence of freedom, and the idea of duty. In the following sections we present the convergent ideas of Hans Jonas and Ulrich Beck, so as to argue that as technology has given humankind an unprecedented power over the world, a new kind of ethical thought is required. Finally, taking into account the idea of incertitude that arises both from the philosophical issues discussed and from our current techno-scientific context, we conclude by arguing that we should formulate our duties regarding future generations and specify those that are our main obligations. <![CDATA[Evangelho eterno. Hermenêutica e fim da história em Joaquim de Fiore<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100061&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: O estudo trata o tema do Evangelho eterno, em Joaquim de Fiore (1132-1202). A principal hipótese é que Joaquim entende o Evangelho eterno como uma nova mensagem derivada da compreensão espiritual das Escrituras, válida para o terceiro estado do mundo, o chamado estado espiritual. A defesa dessa hipótese implica a rejeição da ideia de que há uma nova escritura para o terceiro estado do mundo, como quer o espiritual franciscano Geraldo de Borgo, condenado em 1255. Em outro momento, significa admitir, diferentemente da maioria dos estudiosos do tema, que haveria um novo evangelho, o Evangelho eterno, em substituição ao Evangelho de Cristo e de seu Reino, destinado a vigorar soberanamente, no terceiro estado espiritual.<hr/>Abstract: This study evaluates the theme of the eternal gospel in Joachim of Fiore. The central hypothesis is that Joachim of Fiore understands the eternal gospel as a new message derived from the spiritual comprehension of the scriptures, valid within the third state of the world - the so-called spiritual state. The defense of this hypothesis implies the rejection of the notion of the existence a new scripture for the third state of the world, an idea advocated by the Franciscan Gerard of Borgo, condemned in 1255. Unlike most students of the theme, however, at other points in his work Fiore implies that there could be a new gospel, the eternal gospel, which would replace the Gospel of Christ and his Kingdom and be destined reign over the third spiritual state. <![CDATA[Entre laboriosos e contemplativos: o papel das noções de trabalho e preguiça no Ensaio sobre a origem das línguas, de Rousseau<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100081&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: No Ensaio sobre a origem das línguas, texto publicado postumamente, em 1781, Rousseau reflete sobre certos aspectos da conformação antropológica e social, tendo em vista as diferentes configurações climáticas e geográficas nas quais os homens se encontram. O objetivo do artigo será examinar a importância das noções de trabalho e preguiça sobre elementos que, no Ensaio, constituem a antropologia desenvolvida por Rousseau. Para isso, buscaremos demonstrar como as diferentes dificuldades impostas pela natureza exigem variadas respostas aos obstáculos do meio ambiente. Estabelecendo uma polarização entre o Norte e o Sul, através de uma descrição das múltiplas espécies de trabalho, veremos como tais atividades moldarão, à sua maneira, as diferentes línguas e paixões que caracterizam os indivíduos setentrionais e do merídio: se, no Norte, o trabalho recalca as paixões, no Sul, encontramos uma condição que melhor se harmoniza com a preguiça natural do homem, atributo antropológico essencial ao sistema natural proposto por Rousseau. Finalmente, salientaremos como a importância do trabalho como resposta às diferentes condições climático-geográficas também se faz sentir na formação dos povos, criando condições materiais e espaços possíveis de convivência, tornando-se um elemento essencial no composto que forma a gênese antropológica e social de Rousseau.<hr/>Abstract: In the Essay on the Origin of Languages, a text posthumously published in 1781, Rousseau reflects on aspects of anthropological and social formation in light of the different climatic and geographical settings in which men live. The aim of this paper is to examine the importance of the notions of labor (travail) and idleness (oisivété) for elements that, in the Essay, constitute the anthropology developed by Rousseau. To this end, we show how the various difficulties imposed by nature require varied responses to obstacles imposed by the environment. Establishing a polarization between North and South through a description of multiple types of human labor, we can see how such activities will shape, in their own way, the different languages and passions that characterize the northern and southern individuals: if in the North labor represses the passions, in the South one may find a condition that better suits men's natural idleness, an anthropological attribute which is essential to the natural system advanced by Rousseau. Lastly, we emphasize how the importance of labor as a response to different climatic-geographic conditions also plays a role in the formation of peoples, creating material conditions and possible spaces of companionship, thus becoming an essential element in the complex that forms the genesis of the anthropological and social thought of Rousseau. <![CDATA[O conceito de vontade na filosofia política de Rousseau e Condorcet<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100099&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: Este texto analisa o conceito de vontade na filosofia política de Rousseau e busca reinterpretá-lo à luz da filosofia de Condorcet. Defende-se que Condorcet consegue tornar o conceito de vontade geral rousseauniano menos ambíguo, a partir da adoção de três critérios, a saber: a elaboração de um rigoroso método para a identificação da vontade coletiva, a defesa da instrução pública e a opção por um republicanismo democrático.<hr/>Abstract: This paper analyzes the concept of will in the political philosophy of Rousseau and seeks to reinterpret it in the light of the philosophy of Condorcet. It is argued that Condorcet makes Rousseau's concept of general will less ambiguous by adopting three criteria, namely: the development of a rigorous method for identifying the collective will, the defense of public instruction, and the option for a democratic republicanism. <![CDATA[Spinoza: o sujeito oculto das disputas entre iluministas radicais e moderados na fundação dos EUA<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100141&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: Este trabalho analisa uma questão pouco explorada sobre o processo de formação da federação e da república dos EUA, ao final do século XVIII. Trata-se da presença de teses spinozanas nos debates que conduziram tal processo. Para demonstrar essa presença, o trabalho se valerá do cenário apresentado por Jonathan Israel, no qual se verifica uma divisão entre radicais e moderados, dentro do próprio iluminismo, e o protagonismo de Spinoza na formação do iluminismo radical. Esse conflito teria alcançado os EUA justamente no período que envolveu a independência das treze colônias inglesas e os anos subsequentes à fundação constitucional dos EUA.<hr/>Abstract: This paper examines a question that has been not often been discussed by those who study the process of the founding of the United States during the last decades of the 18th century. The investigation involves the influence of Spinoza on the political debates of this period. Jonathan Israel's distinction between the radical and the moderate Enlightenment will guide the argument presented here, because Israel indicates that Spinoza was an important reference for the radical thinkers. The conflict between adherents to the radical and the moderate Enlightenment was present before and after the United States' independence. <![CDATA["Entre las cosas cotidianas": el aparecer del mundo sensible desde la fenomenologia temprana]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100163&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen: Este artículo se propone describir el modo de aparecimiento del mundo sensible, entendiéndolo como el primer suelo sobre el cual la vida humana se instala efectivamente entre cosas concretas. Se intentará desvincular este nivel de presencia inmediata y cotidiana del mundo exterior del modo como tradicionalmente se le concibe, a saber, en el sentido de una manifestación "objetual". En este contexto, se recurrirá a descripciones fenomenológicas de la percepción que tuvieron lugar principalmente en trabajos filosóficos y psicológicos de la primera mitad del siglo XX, y que fueron influenciados por las reflexiones tempranas de Edmund Husserl. A partir de estas obras se indagará en la manera como el mundo sensible comparece a la vida cotidiana, al margen de todo carácter de "verdad epistémica". Así, nuestro propósito será comprender el mundo exterior en una íntima relación con una situación vital, en la cual la vida abre su propio suelo para poder vivir.<hr/>Abstract: This paper aims to describe the mode of appearance of the sensible world, understood as the first basis on which human life is effectively placed among concrete things. We will try to distinguish the level of immediate daily presence of the outside world from the way the outside world has traditionally been conceived, namely, as a mere "objective" manifestation. In this context, we will draw upon phenomenological descriptions of perception which appear mainly in philosophical and psychological works of early 20th century, and which were influenced by Edmund Husserl's studies on perception. On this basis, we inquire how the sensible world appears in daily life without the character of "epistemic truth". Our purpose thus is to understand the outside world in an intimate relationship with a vital situation in which life itself opens its own basis for living. <![CDATA[A noção husserliana de mundo da vida (<em>Lebenswe</em>l<em>t</em>): em defesa de sua unidade e coerência<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100191&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: Neste artigo, investigo algumas questões controversas acerca do conceito de mundo da vida (Lebenswelt), no pensamento de Edmund Husserl, defendendo que tal noção deve ser lida de maneira unívoca, apesar dos seus diferentes usos, e que pode ser compreendida como um conceito que mantém coerência interna com relação à obra do filósofo. Para uma apresentação completa desse último aspecto, analiso a ligação entre mundo da vida e ciência, bem como a questão de seu papel no conhecimento e o vínculo com a noção de intersubjetividade - todos esses temas centrais do pensamento husserliano tardio.<hr/>Abstract: This paper discusses some of the controversial issues concerning the concept of lifeworld (Lebenswelt) as it is laid out by Edmund Husserl. Despite its multiple usages, I argue that this notion must be construed as univocal, and as endowed with internal coherence throughout Husserl's work. So as to present this argument more fully, I examine the connection between lifeworld and science, as well as the former's contribution to knowledge and its relation to intersubjectivity, all of these themes being key concerns in the context of Husserl's later thought. <![CDATA[Fenomenología, verdad y horizonte<sup>1</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100209&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen: El presente articulo retoma la larga discusión sobre la relación entre los principales conceptos de verdad de la fenomenología - la evidencia (Evidenz) husserliana y el estar al descubierto (Entdecktheit) heideggereano - para argumentar contra las dos vertientes analíticas imperantes que, transitando caminos diferentes, han arrojado sin embargo la misma conclusión en cuanto a una insalvable mutua exclusión entre tales conceptos. A continuación se darán algunas claves que permitirán exponer tales conceptos como modos complementarios de un fenómeno de verdad mas amplio, para finalmente y en base a esta exposición poner de relieve de forma critica ciertos aspectos de la comprensión de historia de Heidegger que como se mostrará han repercutido negativamente en una visión unificadora de la fenomenología.<hr/>Abstract: This article takes up the long discussion between the two main concepts of truth in phenomenology - Husserl's concept of evidence (Evidenz) and Heidegger's concept of discoveredness (Entdecktheit). Arguments are presented against the two prevailing analytical tendencies which, following different paths, have both yielded the conclusion that there is an unbridgeable mutual exclusion between the two concepts. It is argued instead that the two concepts are complementary modes of a broader phenomenon of truth. Finally, the article critically highlights the understanding of history in Heidegger which, it is shown, had a negative impact on a unifying vision of phenomenology. <![CDATA[Deleuze, color y cosmos-Klee]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732018000100223&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen: En este trabajo buscamos proponer una teoría del color de inspiración deleuzeana, esto es, propondremos una teoría que atenderá al color en cuanto multiplicidad y acontecimiento. Para ello, ensayaremos un recorrido a través de ciertos pasajes deleuzeanos que nos permitirán avanzar en dicha propuesta y llevarla al territorio artístico para establecer una interferencia que implicará variar la dirección de nuestro trabajo al proponer un diálogo con Paul Klee. En definitiva, intentaremos desarrollar las siguientes preguntas: ¿Cómo pensar una teoría del color de inspiración deleuzeana? ¿Cómo llevarla al terreno artístico? ¿Cómo concebir su relación con un cosmos-Klee? Y esto, para intentar establecer a través de una conversación que podría sostenerse con la obra de Paul Klee otra perspectiva de trabajo en torno a la obra de Gilles Deleuze.<hr/>Abstract: In this work we seek to propose a theory of color through Deleuzian inspiration; that is, we will propose a theory that looks on color as multiplicity and event. We therefore practice a route through some Deleuzian passages that will allow us to move forward in this proposal and take it to the territory of art. We do this in order to establish an interference that will change the direction of our work: we propose a dialogue with Paul Klee. In short, we attempt to develop the following questions: how can we think of a theory of color through Deleuzian inspiration? How can we take it to the territory of art? How can we conceive of its relation to a cosmos-Klee? In discussing these questions, we intend to open another perspective on the work of Gilles Deleuze.