Scielo RSS <![CDATA[Trans/Form/Ação]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-317320160003&lang=es vol. 39 num. 3 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Palavra do editor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300007&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Thought Experiment Analyses of René Descartes' <em>Cogito</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300009&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT: René Descartes' Cogito is an example of a paradigmatic thought experiment, herald of both subjectivism and new science in Europe's Modern Age, that seems to have escaped the attention of thought experiment philosophers. On deep analysis, the Cogito appears as universal instantiation (or modus ponens with implicit major 'whatever has the property of thinking, exists'). The Cogito has strong rhetorical effects for it narratively generalizes from I to all human kind, and its historical and philosophical success can be explained from its concise enthymematic structure that rings true in many possible senses. We consider it a preeminent example of a thought experiment as it states the power of thinking as its very contents. From Descartes' methodology of doubt we can conclude that, e.g., on a Wittgensteinian interpretation, the Cogito is a logical thought experiment rather than a psychological one.<hr/>RESUMO: O Cogito de René Descartes é um exemplo de experimento mental paradigmático, precursor tanto do subjetivismo quanto da nova ciência, na Idade Moderna europeia, o qual parece ter escapado à atenção dos filósofos que estudaram o experimento mental. Na análise profunda, o Cogito aparece como uma instanciação universal (ou modus ponens, com implícita principal "tudo o que tem a propriedade de pensamento existe"). O Cogito tem fortes efeitos retóricos por si mesmo, generalizando narrativamente desde o eu para toda a espécie humana, e seu sucesso histórico e filosófico pode ser explicado por sua estrutura entimemática concisa, que soa através de muitos sentidos possíveis. Consideramos que é um exemplo proeminente de um experimento mental, na medida em que afirma o poder de pensar como seus próprios conteúdos. A partir da metodologia da dúvida de Descartes, podemos concluir que (por exemplo), em uma interpretação wittgensteiniana, o Cogito é um experimento mental mais lógico que psicológico. <![CDATA[La Ética de Adam Smith: Conciliando Paradigmas, una Propuesta Olvidada]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300023&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMEN: En su Teoría de los Sentimientos Morales Adam Smith propone una ética que concilia dos paradigmas habitualmente considerados como incompatibles: una ética de virtudes, con normas orientativas e ideales de excelencia, y una ética con reglas universales que se aplican en todos los casos sin excepción. Smith lo hace cambiando el punto de vista desde el que se realiza el juicio moral, a una perspectiva que llamaré "simpatético-imparcial", y que corresponde a "los sentimientos simpatéticos de un espectador imparcial y bien informado". Este novedoso punto de vista le permite introducir características modernas a la ética clásica de la virtud para dar una nueva justificación a las virtudes positivas, así como cambiar el modo de entender las "reglas o principios universales". De este modo, Smith construye una ética capaz de dar cuenta, dentro del mismo marco teórico, tanto de los ideales de excelencia propios de la virtud, como de los imperativos universales modernos.<hr/>ABSTRACT: In his Theory of Moral Sentiments, Adam Smith reconciles two moral paradigms that are usually considered incompatible: an ethics of virtue, with general guidelines and ideals of excellence, and an ethics with universal rules, which must be applied to all cases without exceptions. Smith makes this possible by shifting the perspective from which moral judgments are assessed to what I call the 'sympathetic-impartial' perspective, which stands for "the sympathetic feelings of an impartial and well-informed spectator". From this new standpoint, Smith is able to introduce some modern features into classic virtue ethics and provide a different justification for positive virtues, as well as to change the way 'universal norms or principles' are understood. Accordingly, Smith's theory accounts simultaneously, and within the same theoretical framework, for both ancient-like virtues and their ideals of excellence and for modern-like universal imperatives. <![CDATA[Sensualismo e Antimaterialismo em Rousseau]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300039&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO: Procuraremos analisar, neste artigo, o duplo movimento do pensamento rousseauniano, que, se, por um lado, se apresenta acentuadamente sensualista, principalmente nos primeiros livros do Emílio, por outro lado, encontra o limite desse sensualismo nas consequências extremas do materialismo de Diderot e Helvétius. Apontaremos aqui a proximidade de Rousseau com o pensamento que deriva da estátua hipotética de Condillac, mas que rejeita completamente a afirmação de que "julgar é sentir", proclamada por Helvétius. Para o autor da Profissão de fé do Vigário saboiano, o julgamento não pode ser reduzido à passividade das sensações, mas é resultado da intervenção ativa do eu, uma vontade livre e inteligente.<hr/>ABSTRACT: This article analyzes the double movement of Rousseau's thought, which if on one side is sharply sensualist, especially in the first books of Emile, on the other hand finds the limit of that sensualism in the extreme consequences of the materialistic thought of Diderot and Helvetius. We point out the proximity of Rousseau with the thought that comes from the hypothetical statute of Condillac, but at the same time Rousseau's complete rejection of the assertion that "to judge is to feel", proclaimed by Helvetius. To the author of the Profession of Faith of the Savoyard Vicar, judgment cannot be reduced to passivity of sensation, it is the result of active intervention of the I, a free and intelligent will that cannot be confused with the sensations. <![CDATA[Entre a Pragmática Linguística e a Hermenêutica Filosófica: Hegel e os Desafios de uma Estruturação Linguística da Experiência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300059&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO: Gostaria aqui de contribuir tanto à compreensão das concepções de Hegel acerca da linguagem quanto para uma apreciação da interlocução entre essas concepções e alguns desenvolvimentos na filosofia pós-hegeliana. O tema mais geral consiste em evidenciar os esforços de Hegel para estabelecer uma relação intrínseca entre experiência e linguagem. Primeiramente, tomando como ponto de partida questões diretivas da epistemologia moderna, gostaria de compreender traços da concepção hegeliana de linguagem no contexto de uma tematização intersubjetivista da validade objetiva (1). Em segundo lugar, gostaria de refletir sobre a relação entre metafísica inferencial e cognição (2). Finalmente, depois de tentar respaldar a tese de que Hegel antecipa a questão de uma tensão entre o gramatical e a historicidade do léxico (3), mostro como a conexão entre a guinada ontológica na hermenêutica e a doutrina hegeliana da sentença especulativa conduz à experiência do inacabamento linguístico do sentido poético (4).<hr/>ABSTRACT: This paper attempts to examine Hegel's comprehension of language and evaluate its relation to some themes in contemporary philosophy. The main purpose consists in pointing out Hegel's attempt to account for the linguistic structure of experience. To begin with, I consider Hegel's comprehension of language in an epistemological context as an effort to ground intersubjective justification of objective validity. Then I discuss the relation between cognition and inferential metaphysics. Finally, after arguing that Hegel anticipates the tension between grammar and lexical historicity, I attempt to show how the connection between the ontological turn in hermeneutics and Hegel's idea of the "speculative sentence" leads to the experience of the unfinishedness of poetic meaning. <![CDATA[O Problema da Autoconstituição do Eu Transcendental na Fenomenologia de Husserl: de <em>Ideias I a Meditações Cartesianas</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300087&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO: O presente artigo aborda um tema específico da fenomenologia de Husserl: o problema da autoconstituição do eu transcendental. O artigo se encontra dividido em duas partes. Inicialmente, investiga o eu como polo idêntico que acompanha todos os vividos. Em seguida, introduz o problema da autoconstituição: ao constituir seus objetos, o eu transcendental se autoconstitui. Por fim, retoma o referido problema, para investigar a gênese temporal da vida subjetiva e a autoconstituição do ego por meio dos seus próprios habitus.<hr/>ABSTRACT: The present paper approaches a specific topic in Husserl's phenomenology: the problem of the self-constitution of the transcendental ego. The article is divided into two parts. First, the ego as an identical pole that accompanies every experience is investigated. Next the problem of self-constitution is introduced: in constituting the object, the transcendental ego constitutes itself. Finally, the temporal genesis of subjective life and the self-constitution of the ego through its own habitus is discussed. <![CDATA["Hodie Legimus in Libro Experientiae". A Apropriação Heideggeriana da Fórmula de Bernardo de Claraval]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300101&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO: O artigo examina a apropriação heideggeriana de Bernardo de Claraval na nota "Zu den Sermones Bernardi in Canticum canticorum (Serm. III)" (HEIDEGGER, 1995, p. 334-337),que faz parte de outras notas e esboços de uma Vorlesung não proferida, intitulada "Os fundamentos filosóficos da mística medieval (1918-1919)" (HEIDEGGER,1995). Ao longo de minha análise, destaco três aspectos com base na fórmula inicial: "Hoje lemos no livro da experiência" -, que é parafraseada por Heidegger da seguinte maneira: "Hoje queremos mover-nos no campo da experiência pessoal de maneira compreensiva. Retorno à esfera da vivência própria e ausculta da revelação da própria consciência". Portanto, primeiramente, enfatizo a fórmula inicial como campo experiencial que o livro faz abrir: ler (legere) não é mais decifrar, mas mover-se a si mesmo, recolher, até mesmo ser afetado. Em segundo lugar, a partir da apropriação da cristologia de Bernardo de Claraval, mostro como Heidegger aponta para uma "experiência fundamental", no sentido de que, mesmo considerando que a experiência religiosa do místico cisterciense esteja centrada na figura de Cristo celebrado na liturgia monástica, a religiosidade cristã descortinada é uma vida fundamentalmente mais intensa e mais rica em vivências e em fenômenos vividos. Por fim, em terceiro lugar, destaco certa "inviolabilidade" da experiência religiosa em Bernardo de Claraval,concernente à autonomia e independência absolutas, de modo que nenhuma autoridade exterior, nem mesmo a eclesiástica, poderá determinar o sentido fundamentado em corpo doutrinal estranho às vivências mesmas. Para iluminar as notas da Vorlesung cancelada, as minhas análises recorrem às outras preleções de Heidegger ministradas na Universidade de Freiburg (1919-1923).<hr/>ABSTRACT: This article examines Heidegger's appropriation of ideas of Bernard of Clairvaux in the note "Zu den Sermons Bernardi in Canticum Canticorum (Serm III.)" (Heidegger, 1995, p. 334-337), which is part of other notes and sketches in a never presented Vorlesung entitled "Philosophical foundations of medieval mysticism (1918-1919)" (Heidegger, 1995). Throughout my analysis I highlight three points, based on the initial formula "Today we read in the book of experience". This formula is paraphrased by Heidegger as follows: "Today we want to move ourselves in the field of personal experience in a comprehensive way, return to the sphere of living itself and perceive the revelation of conscience itself." Therefore, first I emphasize the initial formula as an experiential field that the book opens: to read (legere) is no longer to decipher, but moving oneself, collecting, and even being affected. Second, based on the appropriation of the Christology of Bernard of Clairvaux, I show how Heidegger points to a "fundamental experience" in the sense that, even considering that the religious experience of the Cistercian mystic is centered on the figure of Christ celebrated in the monastic liturgy, the unveiled Christian religion is a life that is fundamentally more intense and richer in living experiences and lived phenomena. Finally, and in third place, I highlight a certain "inviolability" of religious experience in Bernard of Clairvaux in the sense of absolute autonomy and independence, so that no external authority, not even ecclesiastic authority, can determine meaning based on a body of doctrine foreign to lived experience. To illuminate the notes on the cancelled Vorlesung, my analysis turns to other lectures Heidegger gave at the University of Freiburg (1919-1923). <![CDATA[Que Realismo é Esse? Uma Análise da Ontologia Social de John Searle sob a Ótica da Arqueologia das Ciências Humanas de Foucault]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300121&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO: O artigo tem por objetivo analisar a ontologia social realista proposta por John Searle através da ótica da arqueologia das ciências humanas de Foucault. A ideia é verificar se a ontologia de Searle consegue escapar dos duplos identificados por Foucault no capítulo 9 de "As Palavras e as Coisas", de 1966 (o duplo empírico e transcendental, o "cogito" e o impensado e finalmente o recuo e o retorno da origem). A conclusão é que a ontologia de base naturalista proposta por Searle não consegue escapar destes duplos, padecendo, portanto, da mesma circularidade que caracteriza a fundamentação das ciências humanas. Por fim, apresentam-se dois possíveis programas de pesquisa baseados na ontologia social de Searle que poderiam possivelmente fundamentar adequadamente sua ontologia social.<hr/>ABSTRACT: The article aims to analyze John Searle's realist social ontology through Foucault's archaeology of human sciences. The idea is to check if Searle's ontology can escape the doubles identified by Foucault in chapter 9 of 1966's "The Order of Things" (the empirical and transcendental, the cogito and the unthought and finally the retreat and return of origin). The conclusion is that Searle's naturalist-based social ontology cannot escape those doubles, suffering, therefore, from the same circularity which characterizes the human sciences. Finally, we present two possible research programs based on Searle's ontology which could possibly and adequately base his social ontology. <![CDATA[O Empirismo Construtivo, a Distinção entre <em>Observar</em> e <em>Observar Que</em> e a Intencionalidade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300149&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO: No âmbito do empirismo construtivo, a célebre posição acerca dos objetivos da ciência de Bas van Fraassen, o ato de observar desempenha um papel crucial. Segundo Buekens e Muller defendem, em um artigo de 2012, o filósofo holandês deveria caracterizá-lo como um ato intencional, porque, na ciência, as observações são realizadas com um propósito. Nesta análise, que abordará também a distinção entre observar e observar que, introduzida por Hanson e Dretske, será mostrado que, ao contrário, considerações ligadas à intencionalidade do ato de observar são supérfluas para traçar a distinção entre entidades observáveis e inobserváveis da qual o empirismo construtivo depende.<hr/>ABSTRACT. The act of observing is crucial for constructive empiricism, Bas van Fraassen's celebrated position on the aim of science. As Buekens and Muller noted in 2012, the Dutch philosopher should have characterized observation as an intentional act, because observation in science has a purpose. In the present article, which will also address the distinction between observing and observing that, introduced by Hanson and Dretske, it will be shown that considerations about the intentionality of the act of observing are, on the contrary, unnecessary for drawing the distinction between observable and unobservable entities on which constructive empiricism depends. <![CDATA[Entre el Ciborg y el Barroco: un Entrecrucede Caminos Tecno-Científicos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300177&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMEN: El presente texto pretende analizar la sociedad actual. En ella la tecnociencia tiene una presencia importante y ésta, a su vez, no es muy diferente con respecto a las demandas intelectuales, culturales y sociales del Barroco. Es decir, en la sociedad actual podríamos decir que sucede lo mismo, interesa más obtener resultados, que se nos asombre, más que comprender el cómo funciona o se realizan. Si bien, como aconteció en el Barroco, sectores de la sociedad emprendieron acciones para dotar de más identidad y cultura a la sociedad e ir en contra de lo institucionalmente establecido. La sociedad actual, se puede decir que es una prolongación del barroco, y nos encontramos en el neobarroco. Este al igual que en el pasado se rebela contra el sistema que sólo está preocupado por la acumulación de dinero, así como contra la ausencia de libertad y, por tanto, contra la represión y la violencia institucionalizada. En definitiva, con este artículo se trata de dar una visión desde la hermenéutica de las similitudes del Barroco con nuestra sociedad actual.<hr/>ABSTRACT: This paper aims to analyze current society, where techno-science has a major presence while at the same time not differing greatly from that of the Baroque era with respect to intellectual, cultural, and social demands. As in the Baroque era, we are today more interested in getting results than in understanding how things works or how things are done. Also as in the Baroque era, sectors of society are taking action to encourage more identity and culture in society and are going against what is institutionally established. Today we can say that our society is an extension of the Baroque, and that we are in the neo-Baroque era. As in the past, there is now a rebellion against a system that is only concerned with the accumulation of money, as well as a rebellion against the lack of freedom and therefore against repression and institutionalized violence. In short, this article aims to present, from the point of view of hermeneutics, similarities between our current society and that of the Baroque era. <![CDATA[La Noción de Evaluación Eudaimonista en la Teoría Cognitiva de las Emociones de Martha Nussbaum]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732016000300191&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMEN: En este artículo se presenta la evaluación eudaimonista como una articulación entre el agente y los objetos del mundo. Sostendremos que, gracias a esta noción, la teoría de las emociones de Nussbaum es adecuada para dar cuenta de la función adaptativa de las emociones, por lo que las teorías no cognitivas no resultarían superiores en este aspecto. Esta noción serviría, asimismo, para no dejar de lado los aspectos cognitivos de la emoción. Veremos cómo las ideas de Nussbaum se basan en las de las teorías evaluativas provenientes de la psicología, para después desplegar su propuesta en detalle. En la exposición, también trataremos otras cuestiones, entre ellas, la racionalidad de las emociones, la relación entre éstas y el florecimiento humano, o la vinculación de las mismas con nuestra condición vulnerable.<hr/>ABSTRACT: This article presents eudaimonistic evaluation as an articulation between the agent and the objects of the world. We will argue that, thanks to this notion, Nussbaum's theory of emotions is appropriate to accounting for the adaptive function of emotions. This notion is useful for shedding light on the cognitive aspects of emotion. We will see how Nussbaum's ideas are based on evaluative theories from psychology, and we will explain in detail her proposals. In our explanation, we will deal with other questions such as the rationality of emotions, the relationship between emotions and human flourishing, and the link between emotions and our vulnerable nature.