Scielo RSS <![CDATA[Trans/Form/Ação]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-317320170002&lang=pt vol. 40 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Palavra do Editor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Análise objetiva e apreensão subjetiva na metafísica bergsoniana. A intuição da vida e o crivo dos fatos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Este artigo intenciona mostrar como o método filosófico desenvolvido e aplicado por Bergson, a intuição, articula distintos níveis de nossa experiência. Para isso, buscaremos extrair algumas lições de um momento especial da aplicação desse método, no qual o mergulho na interioridade psicológica se relaciona com a visão objetiva da exterioridade. Trata-se aqui de retomar o bloco central da obra A Evolução Criadora, núcleo metafísico da filosofia bergsoniana, no qual encontramos a reinterpretação dos dados da biologia que deriva na cosmologia. Mais precisamente, se a cosmologia elaborada nesse livro pode ser apontada como a performance mais paradigmática da intuição, nossa atenção se dirigirá a um passo metodológico anterior: a leitura dos dados da biologia evolutiva que dá contornos e subsídios à tese de que a consciência é coextensiva à vida.<hr/>Abstract: This paper intends to explain how the philosophical method developed and applied by Bergson - intuition - articulates different levels of our experience. To this end, we will try to extract some lessons from a special moment in the application of this method, in which the dive into psychological interiority is related to the objective vision of exteriority. Our analysis will focus on the central part of Creative Evolution, the metaphysical nucleus of Bergsonian philosophy, in which we find a reinterpretation of the evolutionary biology of the 19th century. This reinterpretation has as a consequence the most important of Bergson's cosmological theses. More precisely, though the cosmology developed in this book can be regarded as the most paradigmatic performance of intuition, our attention will be directed to an earlier methodological step, the philosophical interpretation of the data of evolutionary biology that underlies the essential statement that consciousness is coextensive with life. <![CDATA[A virada linguística e os dados imediatos da consciência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200047&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Trata-se de pensar o estatuto dos dados imediatos da consciência após a virada linguística na Filosofia contemporânea. O problema aqui é se pode haver algum conhecimento direto do vivente quanto aos seus estados psicológicos ou se estes seriam desde sempre condicionados pela estrutura da linguagem. Minha hipótese é que, mesmo que se admita uma relação estreita entre o pensamento e a linguagem, disto não se segue necessariamente que haja ali uma correspondência nem que os estados psicológicos se reduzem à sua expressão linguística. Para desenvolver essa hipótese, tomo a filosofia (ou antifilosofia) da linguagem de Henri Bergson como um caso exemplar. Já em sua primeira obra-prima, o Ensaio sobre os Dados Imediatos da Consciência, Bergson buscou mostrar por que o caráter pragmático dos signos, não obstante útil para a vida cotidiana e necessário para a maior parte das ciências, obstruía a apreensão qualitativa da vida mental e como disso surgiam dificuldades insuperáveis tanto para a ciência psicológica quanto para a Metafísica. Todavia, diferente de muitas doutrinas contemporâneas, a crítica da linguagem mais incitou do que impediu Bergson de distinguir uma "intuição" pela qual podemos ter um acesso não linguístico aos nossos estados psicológicos. Por esse contraponto entre intuição e linguagem, espero, enfim, lançar algumas dúvidas ao paradigma linguístico contemporâneo.<hr/>Abstract: This essay investigates the status of the immediate data of consciousness after the linguistic turn in contemporary philosophy. The central problem is if exist the possibility of a direct contact of lived beings with their psychological states, or if these are necessarily reduced to the external structure of language. My hypothesis is that even if one admits a strict relation between thought and language, this does not imply necessarily that this relation is a kind of correspondence or that thought is reducible to the structure of language. To develop this suggestion, I will assume Henri Bergson's conception of language as an exemplary case of what I entitle the "paradigm of intuition". By means of a commentary guided mostly by Bergson's first masterpiece, Time and Freewill: An Essay on the Immediate Data of Consciousness, I will show that Bergson understood that language has more than an instrumental role in the expression of our thoughts; I also show why, according to Bergson, this explains many of the difficulties of metaphysical problems. Through a reading between the lines of the debate between Bergson and psychophysics, I intend to point out how the critique of language does not prevent Bergson from privileging a manner of thought by which the lived being can recognize the immediate data of consciousness. For this counterpoint between intuition and language, I will attempt to cast some doubts on the contemporary linguistic paradigm. <![CDATA[Memória e criação em bergson: Sobre o fenômeno da atenção e os planos de consciência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200071&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Tendo como ponto de partida a distinção entre as duas formas de memória, nosso intuito é mostrar o aspecto criador da memória, em Bergson. Para tanto, investigaremos alguns exemplos do segundo e do terceiro capítulos de Matéria e memória, seu segundo livro. O que está em jogo, nesses exemplos, é o papel da memória em seu aspecto vital ou de atenção à vida ou, ainda, mais precisamente, do ponto de vista de sua junção com o corpo.<hr/>Abstract: Starting from the distinction between the two forms of memory, our intention is to show the creative aspect of memory in Bergson. To do so, we will investigate some examples from the second and third chapters of Bergson's second book, Matter and Memory. <![CDATA[O não lugar como lugar da experiência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200089&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Um dos principais temas postos pela filosofia bergsoniana, no âmbito da subjetividade, é o da distinção entre consciência interior e exterior, entre uma interioridade, um eu interior, profundo, e uma exterioridade, um eu superficial, periférico. Ainda que o lugar seja, em princípio, algo pertinente apenas a um dos dois polos do eu - a saber, aquele relativo à exterioridade, à extensão e ao espaço -, a discussão acerca da natureza própria da interioridade reconfigura a ideia de lugar, no pensamento bergsoniano, pois, na medida em que é duração, também o eu interior se apresenta como uma região muito particular da experiência e da vida. A amplitude e os limites da existência, posta então como efetiva experiência do indivíduo em meio a esses dois lugares extremos, irredutíveis e de naturezas absolutamente distintas, e também, por isso mesmo, a relação entre temporalidade e intencionalidade, é o que pretendemos abordar neste ensaio.<hr/>Abstract: One of the main issues posed by Bergson's philosophy in the field of subjectivity is the distinction between inner and outer consciousness; between an interiority, an inner deep self, and an exteriority, a superficial peripheral self. Even though place is in principle something pertinent only to one of the two poles of the self - namely, that relating to exteriority, extension and space - the discussion about the nature of interiority reconfigures the idea of place in Bergson's thought. This is because insofar as it is duration, the inner self also presents itself as a very particular region of experience and life. In this essay we address the extent and the limits of existence, posited as an effective experience of the individual in the midst of these two extreme, irreducible, and absolutely distinct places. In the same context, we also address the relation between temporality and intentionality. <![CDATA[Bergson e Kant: o problema do tempo e os limites da intuição]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200103&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Este texto tem por objeto a análise da intuição, das especificidades das definições bergsonianas e suas distinções em relação à visão moderna, sobretudo da doutrina kantiana, buscando mostrar os pontos de rompimento e avanço de Bergson em relação a essa concepção. O que se nota, em um primeiro momento, é como a obra de Bergson está de certo modo intimamente ligada a alguns temas clássicos da teoria do conhecimento já amplamente trabalhados na obra de Kant, razão pela qual esse autor está presente desde o início de seu pensamento, desde o Ensaio sobre os dados da consciência, estendendo-se mesmo por quase todo o conjunto de sua obra. De fato, se se abordar os textos de Bergson pela sua referência à história da filosofia, será Kant, sem dúvida, que aparecerá como seu grande interlocutor; na maior parte das vezes como contrapondo a uma crítica que pode ser estendida a toda tradição filosófica, sobretudo àquela que teria subjugado a metafísica aos métodos e orientações da ciência. É natural, com efeito, que o autor da Crítica da Razão Pura surja como personagem importante na obra de Bergson. O pensamento de Kant está assentado em um momento importante quanto aos "rumos" da filosofia, especialmente no que diz respeito ao alcance da metafísica. E, se Bergson expressara, em sua doutrina, todo um esforço para reaver o lugar de direito da metafísica, ampliando mesmo, para além dos limites da análise científica, seu alcance, é certamente Kant que ele haveria de encontrar em suas investigações.<hr/>Abstract: This text aims to analyze intuition, the specificities of the Bergsonian definitions relevant to it, and their distinctions relative to the modern view. Above all, we discuss the doctrine of Kant and seek to show Bergson's points of rupture and advancement in relation to this conception. What is noticeable at first glance is how Bergson's work is in a certain way intimately linked to some classical themes of the theory of knowledge already extensively treated in Kant's work. Kant is present from the beginning of Bergson's thought, ever since his An Essay on the Immediate Data of Consciousness, and his influence extends through almost all of Bergson's work. In fact, if one approaches the texts of Bergson in terms of his references to the history of philosophy, it is no doubt Kant who appears as the great interlocutor, in most cases advancing a critique that can be extended to the whole philosophical tradition, especially to that part which would subjugate metaphysics to the methods and orientations of science. It is natural, indeed, that the author of the Critique of Pure Reason emerges as an important character in Bergson's work. Kant's thinking appeared at an important moment in terms of the "directions" of philosophy, especially with regard to the attainment of metaphysics. Bergson expressed in his doctrine an effort to reclaim the rightful place of metaphysics, even extending its reach beyond the limits of scientific analysis, and thus it is certain that he would encounter Kant in his investigations. <![CDATA[O Labirinto Bergson-Merleau-Pontiano]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200125&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: O artigo investiga a presença de Bergson na obra de Merleau-Ponty e o labirinto de questões que aí se desdobra. Procura mostrar como, na avaliação de Merleau-Ponty, o conceito de natureza em Bergson o impede de passar à história. Para tanto, toma como referência e debate Presença e campo transcendental, de Bento Prado Júnior.<hr/>Abstract: This paper investigates the presence of Bergson in the work of Merleau-Ponty, and the labyrinth of questions that unfold from there. It shows how, for Merleau-Ponty, Bergson's concept of nature prevented him from moving on to history. For this purpose, we take as a starting point Bento Prado Júnior's "Presença e campo transcendental" (Presence and the transcendental field). <![CDATA[Democracia em <em>as duas fontes da moral e da religião</em>: Resistência e Aspiração]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200139&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a concepção de democracia, apresentada por Bergson, em As duas fontes da moral e da religião, enquanto movimento humano e social de resistência e de aspiração, no contexto de uma teoria da vida concebida, ela própria, como um movimento que se dá em dois sentidos, o da determinação e o da criação.<hr/>Abstract: This article reflects on the conception of democracy presented by Bergson in The Two Sources of Morality and Religion. Democracy is there conceived as a human and social movement of resistance and aspiration in the context of a theory of life; and life is itself conceived as a movement that takes place in two senses, that of determination and that of creation. <![CDATA[Bergson and the event. The case of war]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200163&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: Este artículo se propone realizar una lectura y un análisis del sentido de la noción de guerra en el contexto de un esquema teórico que permita dar una imagen política al pensamiento de Henri Bergson. Se sostendrá que esta suerte de noción de límite del término guerra habría de ser comprendida bajo una compleja articulación dada, en nuestra hipótesis, por los términos conceptuales de facticidad, constatación y acontecimiento. En suma, nuestro argumento intentará sostener que, por un lado, hay un pensamiento político en Bergson y, en consecuencia, es necesario para este filósofo dar cuenta de la realidad inevitable de la guerra misma en cuanto dato tanto histórico como político.<hr/>Abstract: This article intends to make a reading and analysis of the meaning of the notion of war in the context of a theoretical schema that permits the giving of a political image to the thought of Henri Bergson. It will be argued that this sort of notion of the limit of the term war has to be understood, in our hypothesis, through the conceptual terms of facticity, confirmation, and event. In sum, our argument will try to maintain that there is a political thought in Bergson, and that consequently it is inevitable for this philosopher take account of the reality of war as both historical and political data. <![CDATA[A rhythmic coexistence of duration: between Bergson and Deleuze]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200175&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen: La intención del presente artículo es reexaminar el concepto bergsoniano de Duración entendido como coexistencia de niveles de multiplicidad heterogéneos. Si bien dicho concepto ha sido pensado a partir de una comprensión que podría ser caracterizada como continuista, el mismo Bergson evitará confundir dicha continuidad con la idea de homogeneidad. Intentaremos mostrar que la determinación del concepto de Duración se alcanza al definirla como tensión o entrelazamiento entre sucesión y simultaneidad, y por consiguiente, como una multiplicidad que hace coexistir diferentes flujos de duración. Para ello, Bergson propone la existencia de un Tiempo impersonal y único como base para la relación entre duraciones. Nuestra hipótesis es que esta misma situación puede entenderse mejor si se articula el concepto de ritmo en la obra de Deleuze, concepto ligado íntimamente a las nociones de duración y coexistencia. Mediante los movimientos de contracción, dilatación, reunión y división, el ritmo opera junto a las duraciones disponiéndose como un campo de relación, pudiendo ocupar el lugar que había sido asignado al Tiempo único.<hr/>Abstract: The aim of this paper is to reevaluate the Bergsonian concept of durée, understood as a coexistence of heterogeneous levels of multiplicity. Although this concept has been thought of from a point of view that could be characterized as "continuist", Bergson himself avoids confusing this continuity with the idea of ​​homogeneity. We will try to show that the determination of the concept of durée is reached by defining it as a tension or interlacement between succession and simultaneity, and therefore as a multiplicity based on the coexistence of different flows of duration. Bergson proposes the existence of an impersonal and unique time as the basis for the relationship between durations. Our proposal is that this same situation can be better understood through the concept of rhythm as articulated in Deleuze's work, a concept closely linked to the notions of Durée and coexistence. Through the movements of contraction, dilation, reunion, and division, rhythm operates along with the available durations as a field of relation, being able to occupy the place that had been assigned to unique time. <![CDATA[Monismo da duração e ontologização do passado: sobre a leitura deleuzeana de Bergson]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200193&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: Trata-se de avaliar a justiça da leitura deleuzeana de Bergson, partindo de duas problemáticas principais: o monismo da duração, que Deleuze enxerga e defende em Bergson, e a ontologização do passado, a qual ele promove em sua apreciação da filosofia bergsoniana. Como procuraremos mostrar, se o primeiro ponto (o monismo da duração) parece particularmente equivocado, o segundo ponto (a ontologização do passado) parece encontrar guarida em alguns trechos da obra de Bergson.<hr/>Abstract: In this article we evaluate Deleuze's reading of Bergson, discussing two main problems: the monism of duration that Deleuze sees and defends in Bergson, and the ontologization of the past that he finds in the Bergsonian philosophy. As we shall attempt to show, if the first point (the monism of duration) seems particularly misleading, the second point (the ontologization of the past) seems to find a basis in some passages of Bergson's work. <![CDATA[A superação intuitiva da metafísica: o kantismo de Bergson]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732017000200217&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo: O texto aqui apresentado analisa aspectos relevantes da complexa relação que Bergson estabelece com Kant. Defende-se a hipótese de que Bergson não pode ser considerado mero adversário do filósofo alemão, mas seu projeto filosófico tem como objetivo retomar a metafísica, levando em consideração os limites que a crítica kantiana lhe impôs. Nesse sentido, a Crítica da Razão Pura, à qual Bergson dedicou sua atenção, serve de guia e apoio para a colocação das questões propriamente metafísicas, as quais a filosofia da duração busca responder. Procuramos mostrar também que, se Bergson criticou Kant em vários momentos da sua obra, foi apenas na medida em que a Crítica o impedia e impedia os outros de avançar. A relação entre as interdições kantianas para a razão especulativa e as ilusões da inteligência dissolvidas em A Evolução Criadora revela como Kant condensa ilusões que existiam antes dele e que, nesse sentido, Bergson não é nem pré-crítico, nem pós-kantiano. Em suma, defendemos que Bergson desloca as análises críticas e rompe com Kant do interior de sua filosofia, que ele divide em duas tendências - uma que ele rejeita, como antiga, outra da qual ele se apropria.<hr/>Abstract: This paper examines important aspects of Bergson's complex relationship with Kant. Our hypothesis defends that Bergson can not be considered a mere opponent of Kant, but that instead his philosophical project aims to renew metaphysics, taking into account the limits that the Kantian critique has imposed. In this sense, the Critique of Pure Reason, to which Bergson devoted his attention, serves as a guide and support for reworking metaphysical questions that the philosophy of duration seeks to answer. We have also shown that if Bergson criticized Kant at various points in his work, it was only to the extent that the Critique was an impediment to moving forward. The relation between Kantian interdictions to speculative reason and the illusions of intelligence dissolved by the analysis of Creative Evolution shows how Kant condenses illusions that existed before him. In in this sense, Bergson is neither pre-critical nor post-Kantian. To sum up, we argue that Bergson displaces critical analysis and breaks with Kant from the inside of Kant's philosophy, which Bergson divides into two tendencies, one that he rejects as old, another that he accepts.