Scielo RSS <![CDATA[Cadernos CEDES]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-326219980004&lang=en vol. 19 num. 47 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Apresentação</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<strong>School violence and the crisis of teacher authority</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo discute a relação entre os conceitos de violência e autoridade no contexto escolar e, particularmente, na relação professor-aluno. Para tanto, contrapõe uma leitura de cunho institucional da violência escolar às abordagens clássicas da temática, demonstrando a tese de que há um quantum de violência "produtiva" embutido na ação pedagógica.<hr/>The present article intends to discuss the relationship between the concepts of violence and authority within school context nowadays and, mainly, within teacher-student relationship. For that purpose, it proposes an institutional approach of school violence opposed to the classical approaches of the subject in focus, demonstrating the thesis according to which there is an amount of "productive" violence enclosed in the pedagogical action. <![CDATA[<strong>The fire power of the educational relationship as a target of new and old Prometheus</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente trabalho enfoca a relação educativa no contexto da escola pública das periferias dos centros urbanos, procurando distinguir uma certa indisciplina e até mesmo um certo tipo de violência inerente ao próprio entrechoque civilizatório que o ato educativo, em geral, pressupõe, de outro tipo de violência social mais contundente, arredia à escolarização. O autor lança mão de duas experiências pessoais vividas em escolas distintas: uma escola da periferia da Grande São Paulo, onde a violência, no interior da escola, atinge níveis acima do tolerável, e uma outra escola, tradicional de classe média, na qual também ocorre um certo tipo de violência. Acrescenta ainda ao esquema comparativo algumas reflexões oriundas de um enfoque psicanalítico institucional, procurando demonstrar a conjunção de forças inconscientes na construção do pacto mínimo para o estabelecimento de relações educativas.<hr/>This paper focuses on the educational relations in the context of public schools in the poor suburbs of urban centers aiming to identify a certain indiscipline and even a certain kind of violence inherent to the civilizing clash itself that is assumed by the act of education in general, from another kind of social violence more incisive which is a resistant to formal education. The author uses two personal experiences from two different schools: one in the poor outlining areas of Great São Paulo, where violence in the school reaches unbearable levels, and antoher in a traditional middle class school, where a certain kind of violence also occurs. The author also adds some reflections derived from a psychoanalytical focus on institutions to this comparative scheme attempting to show the conjunction of subconscious forces in the construction of a minimal pact for the establishment of educational relations. <![CDATA[<strong>Violence in the minds of the educational agents</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en A violência não é um tema novo na literatura e sempre suscita amplos debates. Na realidade, ela faz parte da escola como instituição social, estando presente na experiência cotidiana tanto dos agentes educativos como na dos alunos, notadamente pela profunda desigualdade social existente em alguns grupos sociais na sociedade brasileira. Como a violência se desenvolve nas práticas e ações no processo educacional? A noção de violência é comumente relacionada à sua faceta mais visível, a das cenas dos crimes urbanos e assaltos, amplamente exploradas e difundidas pela imprensa. Porém, várias são as formas pelas quais ela se realiza. Dentre estas, as mais nocivas abrigam-se na legalizada e institucionalizada, quase invisíveis aos olhos do cidadão, que não sabe se defender contra elas. A ação dos agentes educativos é uma violência institucionalizada. Mas é preciso distinguir duas ações: a que violenta os cidadãos pela reprodução da desigualdade, e a que socializa e impõe regras coletivas. A ausência da ação socializadora pode desdobrar-se em uma violência maior, pela falta de uma ética da vida. Este artigo busca contribuir para o debate sobre a questão da violência, apresentando alguns aspectos observados nas ações e práticas de agentes educativos e no cotidiano escolar.<hr/>Violence is very much present in debates. In fact, it is part of school as social institution which is present in daily experience not only of educational agents but also of pupils, particularly in Brazilian society, with deep social inequality. How does violence develop in the practices and actions within the educational process? The notion of violence is commonly related to its most visible facet which is that of urban crime scenes and robberies. The dimensions through which violence manifests itself are diverse. Among the dimensions through which violence affects us most noxiously are those of legalized and institutionalized violence, which are very little visible, sometimes even invisible. For this reason, we are unable to defend ourselves against them. The action of educational agents is an institutionalized reaction, that could become institutionalized violence too, throughout the educational process which establishes and reproduces itself by dissemination throughout the social relationships. The present text seeks to contribute to the debate on the question of violence in schools by presenting some aspects observed in the actions and practices of educational agents and in daily school life. <![CDATA[<strong>Violence, unsecurity and "imaginary of fear"</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste artigo é mostrar como a insegurança e o imaginário do medo, instalados na escola e tratados usualmente do ponto de vista do poder, com medidas restritivas e isoladoras, não são despertados somente pelo exercício e pela condição da violência cotidiana, mas por um "estado de violência" - ostensivo ou dissimulado - incorporado à cultura e ao imaginário individual e social. Ambos transformam as relações sociais, provocando a busca de novos lugares de encontro, socialidade, proteção. No cotidiano das escolas, precisam ser geridos por meio de práticas simbólicas e sociais diversas, que possibilitem lidar com essas novas relações.<hr/>In the set of actions which define the dimension of politics,departing from the act of interpreting, explaining, and controlling the urban violence phenomenon, it is intended to conduct the contemporaneous way of making, which we may call negotiating with school depredation. This article focuses on reflections on studies and researches carried out in Brazil and France on the urban violence uprising in schools located in poor and unfortunate regions. <![CDATA[<B>Trying to understand Prometheus and Dionysos under the sight of violence</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo trata de pesquisa realizada em uma Escola de periferia considerada problemática por receber alunos de uma gangue da cidade. Procura-se aqui complexificar o tema da violência, buscando uma maior amplitude de olhar para tal fenômeno que atinge o espaço escolar.<hr/>The article deals with a research which took place at a school located in the outskirts of a town which is considered troublesome for welcoming students from the town gang. The intent here is to make the violence issue more complex, searching for a higher amplitude when looking at such phenomenon that reaches school space. <![CDATA[<strong>School violence</strong>: <strong>contemporaneous ways of negotiating with depredation</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en No conjunto das ações que definem a dimensão do político, do ato de decifrar, interpretar e controlar o fenômeno da violência urbana, pretende-se encaminhar o modo de fazer contemporâneo, que podemos chamar de negociação com a depredação escolar. Trata-se de reflexões, estudos e pesquisas realizados no Brasil e na França sobre o aparecimento da violência urbana em escolas localizadas em bairros pobres e desfavorecidos.<hr/>In the set of actions which define the dimension of politics, departing from the act of interpreting, explaining, and controlling the urban violence phenomenon, it is intended to conduct the contemporaneous way of making, which we may call negotiating with school depredation. This article focuses on reflections on studies and researches carried out in Brazil and France on the urban violence uprising in schools located in poor and unfortunate regions. <![CDATA[<strong>The cinema and the school</strong>: <strong>imageable ways of the violence</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo pretende analisar as relações entre mito, violência e cinema. Queremos saber que suportes a narrativa fílmica oferece para que o público, ao ver um filme, possa criar e recriar sentidos, indo além dos valores reiterados pela estrutura fílmica. A escola seria um dos espaços para que a literatura, as artes em geral, e o cinema em particular, germinassem as possibilidades de alunos e professores transformarem-se em "sujeitos imaginantes", produtores e não apenas reprodutores de sentidos.<hr/>This article intends to analyise the relations between myth, violence and cinema. We want to know which are the stands that the filmic narrative offers to the public, when it sees a movie, to create and recreate meanings, going beyond the values reiterated by the filmic structure. The School would be a space to the literature, the arts in general and particularly tothe cinema particularly would to germinate the possibilities of studentspupils and teachers to get transformed into "imaginative subjects", producers and not only reproducers of meanings.