Scielo RSS <![CDATA[Novos estudos CEBRAP]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-330020070001&lang=pt vol. num. 77 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Investimento público no Brasil</B>: <B>propostas para desatar o nó</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Um desafio imposto aos formuladores de políticas é a proposição de formas de investimento em infra-estrutura, pela ação do Estado, sem que os ganhos derivados da responsabilidade fiscal sejam postos em risco. Este artigo procura desenhar um novo formato de bloco de investimentos, caracterizado pela formação de uma empresa controlada pelo Estado, mas de gestão privada e financiada pelo mercado.<hr/>It’s been a challenge to policymakers the conception of forms of infrastructure investment, by the action of the State, with no risks for fiscal responsibility. This article proposes a new shape of investment, characterized by the formation of an enterprise run by the State, but of private management and financed by the market. <![CDATA[<B>Nacionalismo e desenvolvimento</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este texto discute o nacionalismo, tomando emprestadas algumas proposições de um filósofo declarada e radicalmente antinacionalista, Friedrich Nietzsche. Procura-se argumentar que, ressalvados os raros casos de integração regional profunda, o nacionalismo é, na prática, o único caminho para o desenvolvimento econômico e a melhoria das condições de vida das populações na periferia da economia internacional.<hr/>This paper discusses nationalism, borrowing some propositions from a philosopher who was openly and radically antinationalist, Friedrich Nietzsche. It argues that, with the exception of the rare cases of deep regional integration, nationalism is, in practice, the only route to economic development and the improvement of the standards of living of populations in the periphery of the international economy. <![CDATA[<B>Mecanismos sutis</B>: <B>tecnologia e crescimento econômico</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Discutem-se aqui os desafios impostos ao crescimento econômico de países emergentes. A passividade no aprendizado tecnológico, a existência de um elevado hiato de produtividade em relação às economias líderes, a dependência de vantagens competitivas espúrias e a reprodução do atraso tecnológico são apresentados como obstáculos a superar. Sustenta-se que a ruptura da estratégia passiva é a única forma de levar esses países a dialogar com seu futuro.<hr/>The article deals with obstacles faced by developing countries to reach economic development. Passivity in technological learning, low productivity in relation to developed economies, adoption of spurious competitive advantages and reproduction of technological delay are presented as challenges to overcome. It states that breaking the passive strategy is the only way for these countries to build a better future. <![CDATA[<B>A trilha de Morales</B>: <B>novo movimento social indígena na Bolívia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo discute as condições socioeconômicas que possibilitaram a emergência de novos movimentos sociais na Bolívia, sob a liderança dos povos indígenas e plantadores de coca. Esses movimentos sociais apoiaram o presidente Evo Morales nas eleições de dezembro de 2005. Analisa também as dificuldades e contradições enfrentadas pelo novo governo.<hr/>This paper deals with social and economic conditions which made possible the emergence of new social movements in Bolivia under the leadership of indigenous peoples and coca farmers. These social movements supported the president Evo Morales in December 2005 elections. It also describes hindrances and contradictions faced by this new government. <![CDATA[<B>O mito do progresso</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O progresso é um mito renovado por um aparato ideológico interessado em convencer que a história tem destino certo e glorioso. O artigo analisa a quem o progresso serve, quais são os riscos e custos de natureza social, ambiental e de sobrevivência da espécie e que catástrofes futuras ele pode gerar. Dessa forma, busca apontar elementos para desconstruir o discurso hegemônico sobre a globalização associada à idéia de progresso inexorável.<hr/>Progress is a myth renewed by an ideological apparatus whose effort is to persuade that history has a glorious fate. The article analyzes who is favored by progress, the risks to society, environment and for humankind as a hole. It also tries to point out elements to the deconstruction of hegemonic discourse about globalization. <![CDATA[<B>Filiação intensiva e aliança demoníaca</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo sugere duas direções para o aprofundamento de um diálogo entre Deleuze e a antropologia. Na primeira parte, traça paralelos entre conceitos deleuzianos e temas analíticos influentes na antropologia de hoje; na segunda, examina uma incidência específica da antropologia social clássica - a teoria do parentesco - sobre a concepção deleuzo-guattariana da máquina territorial primitiva, ou semiótica pré-significante.<hr/>This article proposes an intensification of the dialogue between Deleuze and anthropology in at least two ways. In the first part, it traces proximities between deleuzian concepts and influent analytical themes for today’s anthropology; in the second, examines an specific incidence of classical social anthropology - the kinship theory - on Deleuze and Guattari’s conception of primitive territorial machine, or pre-signifier semiotics. <![CDATA[<B><I>Doxa</I> e crença entre os antropólogos</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Para explicar como uma interpretação se torna hegemônica e como se reproduzem os fenômenos de crença coletiva, o artigo centra foco na recepção do Ensaio sobre o dom, de Marcel Mauss, e dos diários de Malinowski. A comparação entre os casos permite examinar os fundamentos do crédito que se atribui a certos intérpretes, bem como a dinâmica da estruturação e da difusão de uma doxa.<hr/>In order to explain how an interpretation becomes hegemonic and how collective belief is reproduced, the article focuses on the reception of The Gift, by Marcel Mauss, and of Malinowski’s diaries. By comparing both cases, it traces the origin of the credit attributed to certain interpreters, as well as the dynamics of dissemination of a doxology. <![CDATA[<B>Jorge Luis Borges</B>: <B>história social de um escritor nato</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo examina condicionantes e práticas sociais que viabilizaram a trajetória literária de Jorge Luis Borges, autor que teria logrado apagar as marcas de sua vida pessoal. Por meio da análise dos textos de juventude, das relações familiares e do campo literário argentino no início do século XX, o artigo deslinda novas chaves para a compreensão da obra borgeana.<hr/>This essay seeks the social practices that made possible the literary trajectory of Jorge Luis Borges, author who would have erased the traces of his personal life. Taking as a guideline his early writings, family relations and the Argentine literary field in the first decades of the XXth century, the article suggests new keys to the interpretation of Borges’ work. <![CDATA[<B>O romance histórico ainda é possível?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O romance histórico articula uma oposição entre um plano público ou histórico (definido seja pelos costumes, acontecimentos, crises ou líderes) e um plano existencial ou individual, denotado pela categoria narrativa que denominamos personagens. A arte do romance histórico consiste na habilidade com que essa interseção é configurada e exprimida, em uma invenção singular que se produz de modo imprevisto em cada caso.<hr/>The historical novel is organized into an opposition between a public or historical level (whether customs, events, crises or leaders) and a existential or individual level expressed by that narrative category we call characters. The art of historical novel consists on the skill with which that intersection is modeled and conveyed, in an unique invention which must be produced unexpectedly in every case. <![CDATA[<B>Trajetos de uma forma literária</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Em resposta ao argumento de Fredric Jameson, esta conferência sustenta que a peculiaridade do romance histórico foi evitar qualquer estratificação estável entre alto e baixo. Sua evolução mostra antes um continuum oscilante de registros, cuja extensão o põe à parte diante de outras formas narrativas. O texto investiga ainda as razões pelas quais o romance histórico atualmente se difundiu como nunca nos âmbitos superiores da ficção, mais mesmo que no auge de seu período clássico no início do século XIX.<hr/>In response to Fredric Jameson’s argument, this conference argues that the peculiarity of the historical novel has been to elude any stable stratification of high and low. Its evolution exhibits rather an oscillating continuum of registers, and it’s the extent of this continuum that arguably sets it apart from other narrative forms. The text also investigates the reasons why the historical novel, nowadays, is widespread among the superior levels of fiction, even more than during its classical period, the first decades of the XIXth century. <![CDATA[<B>O limbo de Guantánamo</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo discute o estatuto legal dos procedimentos dos Estados Unidos quanto aos combatentes do Talibã mantidos no campo de prisioneiros da base naval de Guantánamo, em Cuba. Ao questionar as justificativas das autoridades norte-americanas para não conceder a esses detentos o status de "prisioneiros de guerra" nos termos das Convenções de Genebra, a autora postula uma revisão crítica desse protocolo internacional.<hr/>The article discusses the legal statute of the United States’ procedures concerning Taliban detainees at Guantánamo Bay. When questioning the refusal of American authorities to concede these prisoners the status of "prisoners of war" in the terms of the Geneva Conventions, the author claims a critical revision of this international protocol. <![CDATA[<B>Igualdade como ideal</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista a seguir, o filósofo e jurista norte-americano Ronald Dworkin discorre sobre temas recorrentes em sua obra. Ele reafirma que a igualdade de riquezas em si não tem jamais valor intrínseco e esclarece a natureza e as implicações práticas do "seguro hipotético" - sua complexa construção teórica para a implementação do ideal da igualdade no campo econômico.<hr/>In the following interview, Ronald Dworkin discusses recurrent topics of his work. He reaffirms that equality of resources has no intrinsical value and reveals the nature and practical implications of "hypothetical insurance" - his complex theoretical construction for the implementation of the ideal of equality in economical field. <![CDATA[<B>Justiça distributiva para formigas e cigarras</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista a seguir, o filósofo e jurista norte-americano Ronald Dworkin discorre sobre temas recorrentes em sua obra. Ele reafirma que a igualdade de riquezas em si não tem jamais valor intrínseco e esclarece a natureza e as implicações práticas do "seguro hipotético" - sua complexa construção teórica para a implementação do ideal da igualdade no campo econômico.<hr/>In the following interview, Ronald Dworkin discusses recurrent topics of his work. He reaffirms that equality of resources has no intrinsical value and reveals the nature and practical implications of "hypothetical insurance" - his complex theoretical construction for the implementation of the ideal of equality in economical field. <![CDATA[<B>Tiro à queima-roupa</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista a seguir, o filósofo e jurista norte-americano Ronald Dworkin discorre sobre temas recorrentes em sua obra. Ele reafirma que a igualdade de riquezas em si não tem jamais valor intrínseco e esclarece a natureza e as implicações práticas do "seguro hipotético" - sua complexa construção teórica para a implementação do ideal da igualdade no campo econômico.<hr/>In the following interview, Ronald Dworkin discusses recurrent topics of his work. He reaffirms that equality of resources has no intrinsical value and reveals the nature and practical implications of "hypothetical insurance" - his complex theoretical construction for the implementation of the ideal of equality in economical field. <![CDATA[<B>O Machado terra-a-terra de John Gledson</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista a seguir, o filósofo e jurista norte-americano Ronald Dworkin discorre sobre temas recorrentes em sua obra. Ele reafirma que a igualdade de riquezas em si não tem jamais valor intrínseco e esclarece a natureza e as implicações práticas do "seguro hipotético" - sua complexa construção teórica para a implementação do ideal da igualdade no campo econômico.<hr/>In the following interview, Ronald Dworkin discusses recurrent topics of his work. He reaffirms that equality of resources has no intrinsical value and reveals the nature and practical implications of "hypothetical insurance" - his complex theoretical construction for the implementation of the ideal of equality in economical field. <![CDATA[<B>O fundo falso da subjetividade</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002007000100016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista a seguir, o filósofo e jurista norte-americano Ronald Dworkin discorre sobre temas recorrentes em sua obra. Ele reafirma que a igualdade de riquezas em si não tem jamais valor intrínseco e esclarece a natureza e as implicações práticas do "seguro hipotético" - sua complexa construção teórica para a implementação do ideal da igualdade no campo econômico.<hr/>In the following interview, Ronald Dworkin discusses recurrent topics of his work. He reaffirms that equality of resources has no intrinsical value and reveals the nature and practical implications of "hypothetical insurance" - his complex theoretical construction for the implementation of the ideal of equality in economical field.