Scielo RSS <![CDATA[Novos Estudos - CEBRAP]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-330020110002&lang=pt vol. num. 90 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Amigo Juarez</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Sobre o transcendental prático e a dialética da sociabilidade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Ao escrever Apresentação do mundo: considerações sobre o pensamento de Ludwig Wittgenstein, as intenções de José Arthur Giannotti não eram principalmente exegéticas. Ele pretendia trilhar alguns caminhos abertos por Ludwig Wittgenstein no intuito de lidar com suas próprias obsessões filosóficas. Neste artigo, mostro por que e como algumas das linhas de pensamento de Wittgenstein ajudaram Giannotti a clarear logicamente alguns de seus próprios temas filosóficos obsessivos: o transcendental prático e a dialética da sociabilidade.<hr/>In writing Presentation of the World: considerations on the thought of Ludwig Wittgenstein, Giannotti's intentions were not primarily exegetical. He aimed to follow some of Wittgenstein's conceptual pathways in order to deal with his own philosophical obsessions. In this paper, I show why and how some of Wittgenstein's lines of thought helped Giannotti to logically clarify a couple of his own obsessive philosophical themes: the practical transcendental and the dialectic of sociability. <![CDATA[<b>Crítica e contradição</b>: <b>qual herança marxista?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Em Trabalho e reflexão e Certa herança marxista a reflexão de José Arthur Giannotti sobre a racionalidade do capitalismo contemporâneo o força a avançar em relação às categorias elaboradas originalmente por Marx. O artigo avalia criticamente as implicações da nova caracterização da dialética da sociabilidade capitalista oferecida por Giannotti para a sobrevida de uma herança marxista que procura manter a crítica imanente de Marx à positividade do capital.<hr/>In his book Trabalho e reflexão [Labor and reflexivity], José Arthur Giannotti's considerations about late capitalist rationality forces him to develop some of Marx's original concepts. This article offers a critical reading of the consequences of a renewd understanding of the dialectics of capitalist sociability elaborated by Giannotti for the survival of a Marxist critical legacy that aims at refreshing Marx's immanent critique of capitalism. <![CDATA[<b>O filósofo municipal, a Setzung e uma nova coalizão lógico-ontológica</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo apresenta uma interpretação de conjunto do percurso intelectual de José Arthur Giannotti até Lições de filosofia primeira (2011), e procura mostrar que, ao abandonar o universo da lógica da Setzung e o projeto de elaborar uma teoria da ilusão necessária, Giannotti não conseguiu mais reencontrar um solo para a crítica, resultado do abandono do campo de forças Kant-Hegel em favor de um campo de forças marcado pelas filosofias de Wittgenstein e Heidegger.<hr/>The article offers a critical overview of Brazilian philosopher José Arthur Giannotti's intellectual trajectory up to Lições de filosofia primeira (Lessons on First Philosophy, 2011), and attempts to show that, by giving up on the logic of Setzung and on the project of formulating a theory of "socially necessary illusions", Giannotti cannot find any longer the grounds for critique, a result of the abandonment of a theoretical force field built around Kant and Hegel for a different one, centered around Wittgenstein and Heidegger. <![CDATA[<b>De um filósofo municipal, que, depois de comentado, pode ser promovido a filósofo estadual</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo apresenta uma interpretação de conjunto do percurso intelectual de José Arthur Giannotti até Lições de filosofia primeira (2011), e procura mostrar que, ao abandonar o universo da lógica da Setzung e o projeto de elaborar uma teoria da ilusão necessária, Giannotti não conseguiu mais reencontrar um solo para a crítica, resultado do abandono do campo de forças Kant-Hegel em favor de um campo de forças marcado pelas filosofias de Wittgenstein e Heidegger.<hr/>The article offers a critical overview of Brazilian philosopher José Arthur Giannotti's intellectual trajectory up to Lições de filosofia primeira (Lessons on First Philosophy, 2011), and attempts to show that, by giving up on the logic of Setzung and on the project of formulating a theory of "socially necessary illusions", Giannotti cannot find any longer the grounds for critique, a result of the abandonment of a theoretical force field built around Kant and Hegel for a different one, centered around Wittgenstein and Heidegger. <![CDATA[<b>Redes de apoio social no Rio de Janeiro e em São Paulo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo analisa como indivíduos residentes no Rio de Janeiro e em São Paulo mobilizam seus vínculos mais próximos para obter auxílios cotidianos e empregos e para enfrentar crises de saúde. Utilizando dados de survey realizado em 2008, dá continuidade à investigação anterior sobre redes pessoais em São Paulo. O artigo analisa as principais características, dinâmicas e condicionantes, das redes egocentradas, mostrando fortes regularidades baseadas no ciclo de vida e nas diferenças entre grupos sociais. Apesar disso, os resultados indicam intensa heterogeneidade no interior de cada grupo, organizada, tanto para pobres quanto para não pobres, pela homofilia e pelo localismo das redes, com fortes consequências para a reprodução das desigualdades sociais.<hr/>This article analyzes egocentered networks of social support in Rio de Janeiro and São Paulo using data from a survey carried out in 2008. Following the results of a previous research about personal networks in São Paulo, we investigate the main characteristics, dynamics and conditioning factors of the networks, evidencing strong regularities along the life cycle and between social groups. Regardless of those regularities, the results indicate intense relational heterogeneity inside each social group, organized both among the poor and the non-poor by the homophily and localism of the networks, generating strong consequences for the reproduction of social inequalities. <![CDATA[<b>Um estado para o cosmopolitismo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo traz de volta o Estado como um ator estratégico da globalização. Ao passo que os marxistas lamentam o murchamento do Estado, os neoliberais dão boas-vindas ao triunfo do mercado. Inspirado pela proposta de Habermas para uma constitucionalização do direito internacional, o autor insere os movimentos sociais na sua visão cosmopolita de um sistema multinível de governança. Através de uma leitura cruzada de Ulrich Beck e Antonio Gramsci, ele propõe atualizar a sociologia histórica do Estado e conectá-la à sociologia dos movimentos sociais, a fim de explorar como um Estado cosmopolita pode, porventura, atuar como um conversor num projeto contra-hegemônico de globalização.<hr/>This article brings the state back in as a strategic player of globalization. Whereas Marxists lament the withering of the state, neoliberals welcome the triumph of the market. Inspired by Habermas's proposal for a constitutionalization of international law, the author introduces social movements into his cosmopolitan vision of a multi-level system of governance. Through a cross-reading of Ulrich Beck and Antonio Gramsci, it proposes to update the historical sociology of the state and connects it to the sociology of social movements in order to explore how a cosmopolitan state can possibly act as a shifter in a counter-hegemonic project of globalization. <![CDATA[<b>Construção, desconstrução</b>: <b>o legado do neoconcretismo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Para os artistas ligados ao neoconcretismo brasileiro, a experiência construtiva resultaria do gesto extremo de passar a limpo e retomar em novo patamar as promessas extraviadas das vanguardas do construtivismo europeu, gesto, ao ver desses artistas, tantas vezes postergado na arte europeia e norte-americana da primeira metade do século XX.<hr/>For the artists of Brazilian neoconcretismo, the constructive experience should result naturally from the extreme gesture of reconsidering and reappropriating in a new manner the lost promises of European constructivist avant-gardes, a gesture that, in the view of these artists, had been oftenly postponed in European and North American 20th century art. <![CDATA[<b>O novo romance egípcio</b>: <b>transformação urbana e forma narrativa</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Os trabalhos da nova geração de escritores do Cairo compartilham um conjunto de características narrativas peculiares, envolvendo tanto uma ruptura com as formas modernistas e realistas anteriores quanto uma transformação das regras de referências pelas quais o texto se relaciona com o mundo externo. O artigo procura mostrar que, independente de onde suas tramas sejam ambientadas, essas obras compartilham homologias formais com as crescentes favelas do Cairo.<hr/>The new Egyptian novel shares a set of distinct narrative characteristics; these involve both a rupture with earlier realist and modernist forms, and a transformation of the rules of reference by which the text relates to the extrinsic world. The author suggests that, whatever their actual settings, these works share demonstrable formal homologies with the sprawling slums of Cairo itself. <![CDATA[<b>Hegel e Haiti</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O paradoxo entre o discurso da liberdade e a prática da escravidão marcou a ascensão de uma série de nações ocidentais no interior da nascente economia global moderna. O artigo explora o uso da metáfora da escravidão no iluminismo filosófico europeu, e sugere que a "dialética do senhor e do escravo" hegeliana tem raízes mais na história contemporânea - particularmente, nas notícias que chegavam à Europa da Revolução Haitiana de 1791 - do que na tradição herdada pelo filósofo alemão.<hr/>The paradox between the discourse of freedom and the practice of slavery marked the ascendancy of a succession of Western nations within the Early Modern global economy. The article considers the use of slavery as a metaphor by 17th and 18th Century philosophers, and suggests that that Hegel's dialectic of master and slave has its roots not only on the philosophical tradition, but in contemporary events such as the 1791 Haitian Revolution. <![CDATA[<b>Os caminhos de terra deu, terra come</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O paradoxo entre o discurso da liberdade e a prática da escravidão marcou a ascensão de uma série de nações ocidentais no interior da nascente economia global moderna. O artigo explora o uso da metáfora da escravidão no iluminismo filosófico europeu, e sugere que a "dialética do senhor e do escravo" hegeliana tem raízes mais na história contemporânea - particularmente, nas notícias que chegavam à Europa da Revolução Haitiana de 1791 - do que na tradição herdada pelo filósofo alemão.<hr/>The paradox between the discourse of freedom and the practice of slavery marked the ascendancy of a succession of Western nations within the Early Modern global economy. The article considers the use of slavery as a metaphor by 17th and 18th Century philosophers, and suggests that that Hegel's dialectic of master and slave has its roots not only on the philosophical tradition, but in contemporary events such as the 1791 Haitian Revolution. <![CDATA[<b>As dobraduras da cidade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-33002011000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O paradoxo entre o discurso da liberdade e a prática da escravidão marcou a ascensão de uma série de nações ocidentais no interior da nascente economia global moderna. O artigo explora o uso da metáfora da escravidão no iluminismo filosófico europeu, e sugere que a "dialética do senhor e do escravo" hegeliana tem raízes mais na história contemporânea - particularmente, nas notícias que chegavam à Europa da Revolução Haitiana de 1791 - do que na tradição herdada pelo filósofo alemão.<hr/>The paradox between the discourse of freedom and the practice of slavery marked the ascendancy of a succession of Western nations within the Early Modern global economy. The article considers the use of slavery as a metaphor by 17th and 18th Century philosophers, and suggests that that Hegel's dialectic of master and slave has its roots not only on the philosophical tradition, but in contemporary events such as the 1791 Haitian Revolution.