Scielo RSS <![CDATA[Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-471420190001&lang=es vol. 27 num. lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[The image of French decorators in the 20th century, a history of words and practices]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142019000100301&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMÉ L'évolution sémantique du mot décorateur révèle les processus identitaires en jeu dans la construction des figures d'artistes. A l’orée du XXe siècle en France, les nouvelles valeurs de ce vocable trouvent leur origine dans l'affirmation du statut d'artiste créateur et dans la consécration de la synthèse des arts. Une figure idéale d'artiste décorateur se dessine sans pour autant renvoyer à une catégorie professionnelle stable. En effet, la réception critique ne fait pas consensus autour des compétences, entre savoir et savoir-faire, collaboration indépendante et maîtrise d'oeuvre, vision esthétique et dessin technique, conception sur mesure et en série. De l'ensemblier à l'architecte d'intérieur, le terme décorateur ne parvient à aucune définition sociale et professionnelle propre. La conception de la décoration de style français moderne et la nécessité de répondre aux besoins réels de la société divisent les créateurs. Les principes rationalistes de l'aménagement, défendus par l' Union des artistes modernes (UMA) en 1929, mettent définitivement en crise l'identité du décorateur ornementaliste. La dépréciation sémantique qui se poursuit pendant les Trente Glorieuses aboutit à des revendications professionnelles autour de "l'architecte spécialisé". Des groupements et syndicats comme l'Union des Créateurs d'ensembles et de modèles (UADCE) et le Syndicat des créateurs d'architectures intérieures (CAIM) témoignent des nouvelles stratégies identitaires au profit de l'architecte d'intérieur, créateur de modèles ou plus tardivement designer. La spécialisation et l'élargissement de compétences du décorateur au cours de cette période révèlent des porosités et des différenciations professionnelles toujours difficiles à légitimer.<hr/>ABSTRACT The semantic evolution of the word decorator reveals the identity processes at stake in the construction of the image of artists. At the dawn of the 20th century in France, the new values of this word were originated in the affirmation of the status of creative artist and in the consecration of the synthesis of arts. An ideal image of a decorating artist takes shape, but does not, however, refer to a stable professional category. In fact, there is no consensus in the scope of critical reception with regard to the competencies, between knowledge and savoir-fare, independent collaboration and project coordination, aesthetic vision and technical design, tailor-made or serial designs. From ensemblier to interior architects, the term decorator does not acquire any specific social and professional definition. The concept of modern French style decoration and the need to respond to real demands from society divides creators. Rationalist principles of arrangement of spaces, defended by the Union des artistes modernes (UMA) in 1929, placed the identity of ornamental decorators in definitive crisis. The semantic depreciation that extends during the Trente Glorieuses culminates in professional claims that revolve around the idea of the “trained architect”. Associations such as the Union des artistes décorateurs créateurs d’ensembles (UADCE) and unions such as the Créateurs d'architectures intérieures et de modèles (CAIM) represent new identity strategies in favor of the interior architect, model maker or, later, designer. The specialization and expansion of decorator’s skills during this period reveals the porosity and professional differences that are always difficult to legitimize.<hr/>RESUMO A evolução semântica da palavra “decorador” revela os processos identitários em jogo na construção das figuras de artistas. No alvorecer do século XX na França, os novos valores desse termo têm origem na afirmação do estatuto de artista criador e na consagração da síntese das artes. Uma figura ideal de artista decorador ganha forma, sem, contudo, referir-se a uma categoria profissional estável. Com efeito, não há consenso, no âmbito da recepção crítica, quanto às competências, entre conhecimento e savoir-faire, colaboração independente e coordenação de projeto, visão estética e desenho técnico, concepção sob medida ou em série. Do ensemblier ao arquiteto de interiores, o termo “decorador” não adquire nenhuma definição social e profissional específica. A concepção da decoração de estilo francês moderna e a necessidade de responder às reais demandas da sociedade dividem os criadores. Os princípios racionalistas de arranjo dos espaços, defendidos pela Union des Artistes Modernes (UMA) em 1929, colocam definitivamente em crise a identidade do decorador ornamentalista. A depreciação semântica que se prolonga durante os Trente Glorieuses culmina em reivindicações profissionais que giram em torno da figura do “arquiteto especializado”. Associações como a Union des Artistes Décorateurs Créateurs d'Ensembles (UADCE) e sindicatos como o dos Créateurs d'Architectures Intérieures et de Modèles (CAIM) expressam as novas estratégias identitárias em favor do arquiteto de interiores, criador de modelos ou, mais tardiamente, designer. A especialização e a ampliação das competências do decorador durante esse período revelam porosidades e diferenciações profissionais que são sempre difíceis de legitimar. <![CDATA[The sidewalks of Barão de Iguape street: disputes in the implementation of road equipment in São Paulo at the end of the 19<sup>th</sup> century]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142019000100302&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO Este artigo explora a relação entre o poder público e a população de São Paulo na implementação dos equipamentos viários no período entre 1886 e 1905, analisando seu impacto sobre o fazer urbano da cidade. A partir do estudo de caso de intimações para que moradores da rua Barão de Iguape, localizada no bairro central da Liberdade, construíssem os passeios em frente a suas edificações no ano de 1904, discutimos como eram entendidas as responsabilidades sobre a organização urbana naquele momento histórico. Para isso, abordaremos os conflitos e negociações, expressos na documentação das Obras particulares do acervo do Arquivo Histórico de São Paulo. A opção de trabalhar com um elemento de infraestrutura em geral negligenciado, tido como menor em comparação aos outros melhoramentos em implementação - característica que também se expressa na documentação - base da reflexão -, visa justamente apreender a relação entre esses atores no nível do cotidiano. Somos confrontados com um tipo de relação entre esses agentes bastante recorrente na cidade desde o período colonial: um compartilhamento da ação do poder público e dos moradores para a feitura da cidade. O calçamento das ruas da cidade e a construção de seus passeios é um dos exemplos de como essa relação se materializava na paisagem urbana, complexificando as dimensões das disputas políticas envolvidas na urbanização paulistana no fim do século XIX.<hr/>ABSTRACT This article explores the relation between public authority and the population of São Paulo in the implementation of road equipment in the period between 1886 and 1905, analyzing how it impact on the “urban making” of this city. Based in a case study of summonses to residents of Barão de Iguape street, located in the central neighborhood of Liberdade, to construct the sidewalks in front of their buildings in 1904, we discussed how were understood the responsibilities on the urban organization in that historical moment. For this, we will approach their conflicts and negotiations, expressed in the documentation of the “Obras particulares”, of the Historical Archive of São Paulo. The option of working with a generally neglected element of infrastructure, which is considered minor in comparison with the other improvements that were being implemented, characteristic that is also expressed in the central documentation of this article, is precisely to apprehend the relationship between these actors at the level of daily life. We are confronted with a kind of relationship between these agents that was quite recurrent in the city since the colonial period: a sharing of the action of the public authority and of the inhabitants for the making of the city. The pavement of the city’s streets and the construction of the sidewalks is one of the examples of how this relationship materialized in the urban landscape, making complex the dimensions of the political disputes involved in the urbanization of São Paulo in the late nineteenth century. <![CDATA[Findings of the São Cristóvão Slaughterhouse: the archaeological artifact virtualized at the Museu Histórico Nacional]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142019000100601&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO Este artigo parte da exposição “Achados da Leopoldina: arqueologia urbana na era digital”, sediada em 2017 no Museu Histórico Nacional, para analisar o lugar e o tempo da musealização e da exposição do objeto arqueológico oriundo do sítio Matadouro Público de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Para tanto, à luz da legislação específica do campo do patrimônio arqueológico e de suas contingências, reflete-se sobre o uso da virtualidade como recurso expográfico em um caso no qual a pesquisa arqueológica desembocou em uma solução de exposição centrada na linguagem virtual com fins de divulgação da coleção, deixando a cargo do acervo do Museu Histórico Nacional encarnar vicariamente a materialidade dos artefatos arqueológicos do antigo matadouro público da cidade do Rio de Janeiro.<hr/>ABSTRACT This paper is based on the exhibition Findings of Leopoldina: urban archaeology in the digital era, hosted by the Museu Histórico Nacional, in 2017. It aims to analyze the place and time of the musealization and the exhibition of the archaeological object deriving from the São Cristóvão Public Slaughterhouse site, in Rio de Janeiro. Therefore, given the specific legislation in the field of archaeological heritage and its contingencies, we reflect upon the use of virtuality as an exhibition resource in a case in which archaeological research led to a particular design solution for the exhibition, consisting of the dissemination of the collection by means of a virtual language, leaving to the objects of the Museu Histórico Nacional to vicariously embody the materiality of the archaeological artifacts of the ancient public slaughterhouse of the city of Rio de Janeiro. <![CDATA[The research and cataloguing methodology of the rooms of the Rui Barbosa Historic House Museum]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-47142019000100602&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO Este artigo apresenta os resultados da pesquisa “Desenvolvimento de metodologia para catalogação dos ambientes de um museu-casa, compreendidos como objetos museológicos”, desenvolvida no âmbito do Programa de Incentivo à Produção do Conhecimento Técnico e Científico na Área da Cultura da Fundação Casa de Rui Barbosa. A metodologia da pesquisa incluiu revisão bibliográfica e aplicação de questionários. Primeiramente discutimos a categoria museu-casa e a relevância do estudo dos interiores domésticos. Posteriormente, discutimos a concepção do cômodo enquanto museália e a importância do registro da trajetória social dos artefatos museológicos. Na quarta seção do artigo, apresentamos e refletimos sobre a coleção de cômodos-objetos do Museu Casa de Rui Barbosa, localizado em uma construção de 1850, que serviu de residência a Rui Barbosa e sua família entre 1895 e 1923. Os questionários foram respondidos por profissionais de museus-casas e pelo público do Museu Casa de Rui Barbosa. No primeiro caso, o objetivo foi investigar as metodologias de documentação museológica; já com a pesquisa de público, buscamos incluir as demandas e percepções dos visitantes sobre o museu-casa. Após essas reflexões e investigações, foi possível elaborar a metodologia de catalogação dos cômodos, que inclui as etapas de observação e leitura dos compartimentos da casa, análise de suas propriedades e preenchimento da ficha catalográfica. Até o presente momento, a pesquisa demonstrou o possível ineditismo desta metodologia, que tem potencial para ser adaptada à realidade de outros museus-casas.<hr/>ABSTRACT This article shows the results of the study “Development of methodology for cataloging the rooms of a historic house museum, understood as museum objects”, developed within the scope of the Incentive Program for the Production of Technical and Scientific Knowledge in the Culture Area of the House of Rui Barbosa Foundation. The study methodology included a literature review and application of questionnaires. Firstly, we discussed the historic house museum category and the relevance of studying domestic interiors in this context; then, we discussed the understanding of the rooms as museum objects and the importance of recording the social trajectory of museological artifacts. In the fourth section of this article, we present and reflect on the collection of object rooms of the Rui Barbosa Historic House, which is located in a construction built in 1850 that served as residence to Rui Barbosa and his family between 1895 and 1923. The field research included questionnaires with professionals of the historic house museum and with the public of the Rui Barbosa Historic House Museum. In the first case, the objective was to investigate the methodologies adopted for elaborating the museum documentation; the research with the public sought to include the visitors’ demands and perceptions regarding the house museum. After such reflections and investigations, elaborating the cataloguing methodology for the rooms was possible, which includes the steps of observation and reading of the house compartments, the analysis of their properties, and the filling of the catalogue records. Up until now, the research has demonstrated the possible novelty of this methodology, which has potential to be adapted to the realities of other historic house museums.