Scielo RSS <![CDATA[Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-608320120005&lang=pt vol. 39 num. 5 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Efeito antioxidante da buspirona no modelo de epilepsia induzida por pilocarpina</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: Crises epilépticas induzidas por pilocarpina podem produzir alterações histopatológicas em muitas regiões cerebrais como consequência da produção excessiva de radicais livres. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito antioxidante da buspirona no modelo de epilepsia induzida por pilocarpina. MATERIAL E MÉTODOS: Quarenta e oito animais foram divididos em quatro grupos. O primeiro grupo foi tratado com solução salina 0,9% (Controle). O segundo grupo foi tratado com pilocarpina 400 mg/kg (P400). Por sua vez, o terceiro grupo foi tratado com buspirona 5 mg/kg (BUSP) durante 14 dias consecutivos. Já os animais do quarto grupo foram tratados com buspirona durante 14 dias consecutivos, e, 30 minutos após a última administração dela, os camundongos receberam P400 (BUSP + P400). RESULTADOS: Durante o período do tratamento não se observaram sinais de toxicidade e nenhuma morte entre os animais tratados com buspirona. Em nosso estudo o grupo tratado com P400 demonstrou um aumento significativo da produção de nitrito e nos níveis de peroxidação lipídica após as crises epilépticas. Por outro lado, no hipocampo dos animais que receberam o pré-tratamento com buspirona e após 30 minutos receberam P400, foi observada redução significativa nos níveis de peroxidação lipídica (65%) e nitrito (85%), bem como aumento na atividade da enzima superóxido dismutase. CONCLUSÃO: O pré-tratamento com BUSP aumentou a latência para primeira crise epiléptica e diminuiu a taxa de mortalidade e o número de animais que apresentaram crise epiléptica e que progridem para o estado de mal epiléptico. Além disso, apresentou efeitos anticonvulsivantes associados com a redução do estresse oxidativo hipocampal no modelo de epilepsia induzida por pilocarpina.<hr/>BACKGROUND: Pilocarpine-induced seizures can cause pathological changes in many brain regions as a result of excessive production of free radicals. OBJECTIVE: The objective of this study was to evaluate the antioxidant effect of buspirone in the epilepsy model induced by pilocarpine. MATERIAL AND METHODS: Forty-eight animals were divided into four groups. The first group was treated with saline 0.9% (control); the second group received pilocarpine 400 mg/kg (P400); the third group was treated with buspirone 5 mg/kg (BUSP) for 14 consecutive days and animals in the fourth group were treated with buspirone for 14 consecutive days, and 30 minutes after the last buspirone administration were administered with P400 (BUSP + P400). RESULTS: No toxicity signs or death were observed in buspirone-treated animals. P400 group showed a significant increase in nitrite production and lipid peroxidation after seizures. Moreover, reduction in both the lipid peroxidation level (65%) and nitrite content (85%) as well as an increase in superoxide dismutase activity was detected following P400 injection in the hippocampus of buspirone-pretreated mice. DISCUSSION: Pretreatment with BUSP increased latency to first seizure, decreased the mortality rate and number of animals that presented seizures and progression to status epilepticus, showing potent anticonvulsant effects associated with reduction of hippocampal oxidative stress. <![CDATA[<b>Diminuição dos níveis de BDNF em amígdala e hipocampo após a administração intracerebroventricular de ouabaína</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt OBJECTIVE: The present study aims to investigate the effects of ouabain intracerebroventricular injection on BDNF levels in the amygdala and hippocampus of Wistar rats. METHODS: Animals received a single intracerebroventricular injection of ouabain (10-3 and 10-2 M) or artificial cerebrospinal fluid and immediately, 1h, 24h, or seven days after injection, BDNF levels were measured in the rat's amygdala and hippocampus by sandwich-ELISA (n = 8 animals per group). RESULTS: When evaluated immediately, 3h, or 24h after injection, ouabain in doses of 10-2 and 10-3 M does not alter BDNF levels in the amygdala and hippocampus. However, when evaluated seven days after injection, ouabain in 10-2 and 10-3 M, showed a significant reduction in BDNF levels in both brain regions evaluated. DISCUSSION: In conclusion, we propose that the ouabain decreased BDNF levels in the hippocampus and amygdala when assessed seven days after administration, supporting the Na/K ATPase hypothesis for bipolar illness.<hr/>OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo investigar os efeitos da injeção intracerebroventricular de ouabaína sobre os níveis de BDNF na amígdala e no hipocampo de ratos Wistar. MÉTODOS: Os animais receberam uma única injeção intracerebroventricular de ouabaína (10-3 and 10-2 M) ou fluido cerebroespinhal artificial e, imediatamente, 3h, 24h ou sete dias após a injeção, os níveis de BDNF foram mensurados na amígdala e hipocampo dos ratos por ELISA sandwich (n = 8 animais por grupo). RESULTADOS: Quando avaliados imediatamente após a injeção, 3h ou 24h, ouabaína nas doses 10-2 e 10-3 M não alterou os níveis de BDNF em ambas as estruturas avaliadas. Entretanto, quando avaliados sete dias após a injeção, ouabaína nas doses 10-2 e 10-3 M mostrou uma significante redução nos níveis de BDNF em amígdala e hipocampo. CONCLUSÃO: Em conclusão, propõe-se que a administração de ouabaína diminuiu os níveis de BDNF em amígdala e hipocampo quando avaliados sete dias após a injeção, suportando a hipótese da participação da Na/K ATPase no transtorno bipolar. <![CDATA[<b>Alterações motoras e funcionais em diferentes estágios da doença de Alzheimer</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: A doença de Alzheimer (DA) é a demência de maior prevalência e está associada a alterações cognitivas, comportamentais e funcionais. Entretanto, faz-se necessário esclarecer a influência do agravamento da doença no declínio dessas funções. OBJETIVO: Comparar funções cognitivas específicas, funções motoras e atividades de vida diária (AVD) de pacientes com DA em diferentes estágios da doença. MÉTODOS: Foram avaliadas as funções cognitivas, as funções motoras e as AVD de 74 pacientes com doença de Alzheimer (35 pacientes CDR1; 20 pacientes CDR2; 19 pacientes CDR3). RESULTADOS: A função motora e a independência das AVD apresentam declínio não linear. Enquanto a função motora apresenta maior declínio na fase leve para moderada, as AVD básicas sofrem maior declínio na fase grave da doença. CONCLUSÃO: O declínio motor é mais importante nas fases moderada e grave, associado a valores de perda de capacidade física e risco de quedas. Verifica-se que a perda de independência para realização das AVD instrumentais dos pacientes é muito maior do que o declínio físico e cognitivo avaliado objetivamente nas três fases da doença.<hr/>BACKGROUND: Alzheimer's disease (AD) is the most prevalent dementia, being associated with cognitive, behavioral, and functional alterations. However, clarifying the influence of the disease worsening in the decline of these functions is of major relevance. OBJECTIVE: Compare specific cognitive functions, motor functions and activities of daily living (ADL) of AD patients in different stages of the disease. METHODS: Cognitive and motor functions, as well as ADL of 74 AD patients (35 patients CDR1; 20 patients CDR2; 19 patients CDR3) were evaluated. RESULTS: Motor function and independency in the ADL have presented a non-linear decline. While motor function shows a greater decline from the mild to the moderate phase, ADL present a greater decline in the severe stage of the disease. DISCUSSION: Motor function decline is more evident in both moderate and severe stages of AD, associated with losses in physical capacity and increases in risk of falls. The patients' loss of independency to perform instrumental ADL occurs in a non-linear pattern and it is much greater than both physical and cognitive declines when these parameters are objectively evaluated in the three phases of the disease. <![CDATA[<b>Beber e dirigir</b>: <b>características de condutores com bafômetro positivo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: O beber e dirigir não foi suficientemente estudado no Brasil até agora. OBJETIVO: Apresentar dados do primeiro levantamento sobre o comportamento do beber e dirigir de um estado do Brasil. MÉTODO: Foram conduzidas 1.799 entrevistas anônimas com motoristas em postos de checagem de sobriedade em 10 cidades, representando as 10 regiões geográficas do estado de Minas Gerais. Desses motoristas, 1.209 (67,2%) responderam a um questionário estruturado e aceitaram o teste do bafômetro. RESULTADOS: Vinte por cento dos motoristas estavam dirigindo com níveis de alcoolemia acima do limite legal. A análise de regressão logística, controlada por sexo, foi utilizada para predizer bafômetro positivo. Essa análise mostrou chance aumentada de bafômetro positivo para condutor com idade acima de 31 anos que tem frequência de consumo de álcool de, pelo menos, um a dois dias na semana e para quem não usa o cinto de segurança. CONCLUSÃO: Estudos localizados com metodologia similares realizados em postos de checagem da sobriedade podem monitorar o comportamento dos condutores e os riscos no trânsito e direcionar políticas públicas sobre o beber e dirigir.<hr/>CONTEXT: Drinking and driving has not been adequately studied in Brazil so far. OBJECTIVE: The present study presents data from the first survey on drinking and driving behavior in a Brazilian state. METHOD: One thousand seven hundred ninety-nine anonymous interviews were conducted with drivers at sobriety checkpoints in ten cities representing the ten geographic regions of the state of Minas Gerais. Of those drivers, 1,209 (67.2%) responded to a subsequent structured questionnaire and agreed to take a breathalyzer test. RESULTS: Twenty percent of the drivers were driving with blood alcohol levels over the legal limit. Logistic regression analysis, controlled by sex, was used to predict positive breathalyzer test. Drivers over the age of 31 years with an alcohol consumption frequency of at least 1-2 days per week, who were not using seat belts, showed an increased probability of positive breathalyzer test. DISCUSSION: Studies with a similar metho­dology conducted in sobriety checkpoints can monitor the behavior of drivers and risks in traffic, and direct public policy on drinking and driving. <![CDATA[<b>Hipovitaminose D em idosos institucionalizados tratados com anticonvulsivantes, uma associação frequente</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: A população idosa apresenta alta prevalência de hipovitaminose D, sendo provável que, exposta ao uso de anticonvulsivantes, ocorra agravamento dessa condição. OBJETIVO: Avaliar a interferência do uso crônico de fármacos anticonvulsivantes nos níveis séricos de vitamina D em idosos institucionalizados com idade acima de 65 anos. MÉTODOS: Foram estudados 18 idosos institucionalizados tratados com anticonvulsivantes, por no mínimo 12 meses, comparados a 16 idosos não tratados. RESULTADOS: O estudo demonstrou que os dois grupos cursaram com deficiência de vitamina D, sendo mais pronunciada no grupo tratado com anticonvulsivantes. Embora não houvesse diferença estatisticamente significativa nos valores de paratormônio, nos idosos tratados foi observada uma tendência de níveis mais elevados, 53,44 ± 28,92 pg/ml em comparação aos idosos não tratados, 38,5 ± 10,08 pg/ml (P = 0,42). Foi observada diferença estatisticamente significativa entre os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D nas pacientes do sexo feminino tratadas de 9,22 ± 3,80 ng/ml versus não tratadas, 18,78 ± 7,62 ng/ml (P = 0,03). CONCLUSÃO: Nossos achados sugerem que idosos institucionalizados apresentam menores níveis séricos de 25-hidroxivitamina D, configurando um estado de deficiência, e diferença significativa foi detectada nas mulheres tratadas com fármacos anticonvulsivantes.<hr/>BACKGROUND: Elderly people have a high prevalence of hypovitaminosis D, especially when they are exposed to anticonvulsants. OBJECTIVE: The present study evaluated the influence of chronic use of anticonvulsants on serum levels of vitamin D in institutionalized elders aged above 65 years. METHODS: Eighteen elderly subjects treated with anticonvulsants were studied for at least 12 months and compared to 16 untreated elders. RESULTS: Vitamin D deficiency was observed in both groups, but the group treated with anticonvulsants showed a more remarkable deficiency. Although there was no statistically significant difference in serum parathyroid hormone levels, elderly patients in treatment had a higher value (53.44 ± 28.92 pg/ml) compared to untreated elders (38.5 ± 10.8 pg/ml: p = 0.42). Statistically significant difference was observed between serum 25-hydroxyvitamin D in treated female patients (9.22 ± 3.80 ng/ml) compared to untreated female patients (18.78 ± 7.62 ng/ml: p = 0.03). DISCUSSION: The observed deficiency in both groups suggests that elderly subjects have lower serum 25-hydroxyvitamin D. Compared to untreated elderly women, elderly women treated with anticonvulsants showed a significantly lower serum level of vitamin D. <![CDATA[<b>Prazosina de liberação lenta para pacientes com transtorno do estresse pós-traumático resistentes aos ISRS</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: Prazosina, um antagonista de receptores alfa-1 adrenérgicos, é utilizada no tratamento de pesadelos e insônia relacionados com TEPT. Apesar das evidências sugerindo sua eficácia também no tratamento de sintomas gerais de TEPT, sua curta meia-vida (2-3 horas) pode limitar seus efeitos terapêuticos. OBJETIVO: Descrever quatro casos de pacientes com TEPT resistentes aos inibidores de recaptação de serotonina ou de serotonina e adrenalina (terapia convencional) tratados com uma apresentação de prazosina de liberação lenta. MÉTODOS: Quatro pacientes com TEPT grave, resistentes à terapia convencional, tiveram a prazosina de liberação lenta (meia-vida de 10,8 horas) adicionada as suas prescrições por pelo menos três meses. Os sintomas de TEPT foram avaliados pela PCL-C e pelos itens referentes a pesadelos e insônia da CAPS, na linha de base e no final do período de observação de cada paciente. RESULTADOS: Dois pacientes mostraram melhora dos sintomas gerais de TEPT (redução de 35,7% e 11,9% nos escores da PCL-C), e três mostraram melhora de pesadelos e insônia (nos escores da CAPS). O único paciente que recebeu doses da prazosina pela manhã e ao deitar-se foi o que mostrou a maior melhora dos sintomas gerais de TEPT. CONCLUSÃO: Possivelmente, a sustentação do bloqueio da atividade noradrenérgica no sistema nervoso central promovida pela prazosina de liberação lenta durante o dia se faz necessária para a melhora de sintomas residuais de TEPT em pacientes em tratamento convencional com antidepressivos.<hr/>BACKGROUND: Prazosin is an antagonist of alpha-1 adrenergic receptor used to treat PTSD-related nightmares and insomnia. Although evidence suggests that it is also effective in the treatment of general symptoms of PTSD, its short half-life (2-3 hours) may limit its therapeutic effects. OBJECTIVE: To describe four cases of patients with PTSD resistant to selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) or selective serotonin/noradrenaline reuptake inhibitor (SNRIs) therapy (conventional therapy) treated with slow-release prazosin presentation. METHODS: Four patients with severe PTSD resistant to conventional therapy received slow-release prazosin (half-life of 10.8 hours) added to their prescription for at least three months. PTSD symptoms were evaluated by the PCL-C, together with nightmares and insomnia items of CAPS, at baseline and at the last observation of each patient. RESULTS: Two patients showed improvement in general symptoms of PTSD (reduction of 35.7% and 11.9% in PCL-C scores), and three showed relief from nightmares and insomnia (CAPS scores). The only patient who received morning and bedtime doses of prazosin showed the greatest improvement in general symptoms of PTSD. DISCUSSION: It is possible that the sustained blockade of noradrenergic activity in the central nervous system provided by slow-release prazosin during the day is necessary to further ameliorate residual PTSD symptoms in patients receiving conventional antidepressant therapy. <![CDATA[<b>Propriedades da Escala de Religiosidade de Duke em uma amostra de pós-graduandos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: Prazosina, um antagonista de receptores alfa-1 adrenérgicos, é utilizada no tratamento de pesadelos e insônia relacionados com TEPT. Apesar das evidências sugerindo sua eficácia também no tratamento de sintomas gerais de TEPT, sua curta meia-vida (2-3 horas) pode limitar seus efeitos terapêuticos. OBJETIVO: Descrever quatro casos de pacientes com TEPT resistentes aos inibidores de recaptação de serotonina ou de serotonina e adrenalina (terapia convencional) tratados com uma apresentação de prazosina de liberação lenta. MÉTODOS: Quatro pacientes com TEPT grave, resistentes à terapia convencional, tiveram a prazosina de liberação lenta (meia-vida de 10,8 horas) adicionada as suas prescrições por pelo menos três meses. Os sintomas de TEPT foram avaliados pela PCL-C e pelos itens referentes a pesadelos e insônia da CAPS, na linha de base e no final do período de observação de cada paciente. RESULTADOS: Dois pacientes mostraram melhora dos sintomas gerais de TEPT (redução de 35,7% e 11,9% nos escores da PCL-C), e três mostraram melhora de pesadelos e insônia (nos escores da CAPS). O único paciente que recebeu doses da prazosina pela manhã e ao deitar-se foi o que mostrou a maior melhora dos sintomas gerais de TEPT. CONCLUSÃO: Possivelmente, a sustentação do bloqueio da atividade noradrenérgica no sistema nervoso central promovida pela prazosina de liberação lenta durante o dia se faz necessária para a melhora de sintomas residuais de TEPT em pacientes em tratamento convencional com antidepressivos.<hr/>BACKGROUND: Prazosin is an antagonist of alpha-1 adrenergic receptor used to treat PTSD-related nightmares and insomnia. Although evidence suggests that it is also effective in the treatment of general symptoms of PTSD, its short half-life (2-3 hours) may limit its therapeutic effects. OBJECTIVE: To describe four cases of patients with PTSD resistant to selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) or selective serotonin/noradrenaline reuptake inhibitor (SNRIs) therapy (conventional therapy) treated with slow-release prazosin presentation. METHODS: Four patients with severe PTSD resistant to conventional therapy received slow-release prazosin (half-life of 10.8 hours) added to their prescription for at least three months. PTSD symptoms were evaluated by the PCL-C, together with nightmares and insomnia items of CAPS, at baseline and at the last observation of each patient. RESULTS: Two patients showed improvement in general symptoms of PTSD (reduction of 35.7% and 11.9% in PCL-C scores), and three showed relief from nightmares and insomnia (CAPS scores). The only patient who received morning and bedtime doses of prazosin showed the greatest improvement in general symptoms of PTSD. DISCUSSION: It is possible that the sustained blockade of noradrenergic activity in the central nervous system provided by slow-release prazosin during the day is necessary to further ameliorate residual PTSD symptoms in patients receiving conventional antidepressant therapy. <![CDATA[<b>Implicações dos estudos brasileiros em psiquiatria e espiritualidade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832012000500008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt CONTEXTO: Prazosina, um antagonista de receptores alfa-1 adrenérgicos, é utilizada no tratamento de pesadelos e insônia relacionados com TEPT. Apesar das evidências sugerindo sua eficácia também no tratamento de sintomas gerais de TEPT, sua curta meia-vida (2-3 horas) pode limitar seus efeitos terapêuticos. OBJETIVO: Descrever quatro casos de pacientes com TEPT resistentes aos inibidores de recaptação de serotonina ou de serotonina e adrenalina (terapia convencional) tratados com uma apresentação de prazosina de liberação lenta. MÉTODOS: Quatro pacientes com TEPT grave, resistentes à terapia convencional, tiveram a prazosina de liberação lenta (meia-vida de 10,8 horas) adicionada as suas prescrições por pelo menos três meses. Os sintomas de TEPT foram avaliados pela PCL-C e pelos itens referentes a pesadelos e insônia da CAPS, na linha de base e no final do período de observação de cada paciente. RESULTADOS: Dois pacientes mostraram melhora dos sintomas gerais de TEPT (redução de 35,7% e 11,9% nos escores da PCL-C), e três mostraram melhora de pesadelos e insônia (nos escores da CAPS). O único paciente que recebeu doses da prazosina pela manhã e ao deitar-se foi o que mostrou a maior melhora dos sintomas gerais de TEPT. CONCLUSÃO: Possivelmente, a sustentação do bloqueio da atividade noradrenérgica no sistema nervoso central promovida pela prazosina de liberação lenta durante o dia se faz necessária para a melhora de sintomas residuais de TEPT em pacientes em tratamento convencional com antidepressivos.<hr/>BACKGROUND: Prazosin is an antagonist of alpha-1 adrenergic receptor used to treat PTSD-related nightmares and insomnia. Although evidence suggests that it is also effective in the treatment of general symptoms of PTSD, its short half-life (2-3 hours) may limit its therapeutic effects. OBJECTIVE: To describe four cases of patients with PTSD resistant to selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) or selective serotonin/noradrenaline reuptake inhibitor (SNRIs) therapy (conventional therapy) treated with slow-release prazosin presentation. METHODS: Four patients with severe PTSD resistant to conventional therapy received slow-release prazosin (half-life of 10.8 hours) added to their prescription for at least three months. PTSD symptoms were evaluated by the PCL-C, together with nightmares and insomnia items of CAPS, at baseline and at the last observation of each patient. RESULTS: Two patients showed improvement in general symptoms of PTSD (reduction of 35.7% and 11.9% in PCL-C scores), and three showed relief from nightmares and insomnia (CAPS scores). The only patient who received morning and bedtime doses of prazosin showed the greatest improvement in general symptoms of PTSD. DISCUSSION: It is possible that the sustained blockade of noradrenergic activity in the central nervous system provided by slow-release prazosin during the day is necessary to further ameliorate residual PTSD symptoms in patients receiving conventional antidepressant therapy.