Scielo RSS <![CDATA[Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0101-810820110002&lang=en vol. 33 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul</b><em>: </em><b>new trends</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Demographic and psychosocial characteristics associated with postpartum depression in a sample from Belo Horizonte</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A depressão pós-parto (DPP) tem sido alvo de inúmeras investigações científicas devido à sua alta prevalência e gravidade e também por suas repercussões negativas na puérpera e na criança. OBJETIVO:Comparar mulheres com e sem DPP em um grupo de puérperas selecionadas aleatoriamente a partir dos partos ocorridos em uma maternidade de Belo Horizonte (MG). MÉTODOS: Selecionamos 245 mulheres que tiveram parto em uma maternidade de Belo Horizonte. Aplicamos uma entrevista semiestruturada para a obtenção de dados psicossociais e demográficos e uma entrevista estruturada (Mini Neuropsychiatric Interview, MINI-Plus) para o diagnóstico de depressão maior segundo critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition (DSM-IV). RESULTADOS:26,9% das mulheres tinham diagnóstico de DPP. Não encontramos diferenças entre as características sociodemográficas das mulheres com (n = 66, 26,9%) e sem diagnóstico de DPP (n = 179, 73,1%). Entretanto, diversas variáveis clínicas e psicossociais se mostraram significativamente diferentes entre os dois grupos, tais como história de depressão, vivência de estresse ou presença de sintomas depressivos ou ansiosos durante a gravidez, ocorrência de complicações maternas ou na criança no pós-parto e insuficiência de suporte nos cuidados pós-natais. CONCLUSÃO: A identificação de fatores associados à DPP é importante para a compreensão de sua etiopatogenia e para o estabelecimento de estratégias de prevenção e tratamento precoce dessa grave doença.<hr/>INTRODUCTION: Postpartum depression has been the object of extensive research both because of its high prevalence and its repercussions on the mother and the infant. OBJECTIVE:To compare women with and without depression in a sample of postpartum women randomly selected at a maternity in the city of Belo Horizonte, Brazil. METHODS: A total of 245 women who gave birth at a private maternity hospital in Belo Horizonte were selected. A semi-structured interview was used for the collection of psychosocial and demographic data. Diagnosis of major depression was established using and a structured interview (Mini Neuropsychiatric Interview, MINI-Plus), based on criteria set forth in the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition (DSM-IV). RESULTS: Of the total sample, 26.9% had a diagnosis of postpartum depression. No differences were observed in the social and demographic characteristics of depressed women (n = 66, 26,9%) and of those without depression (n = 179, 73,1%). Nevertheless, several clinical and psychosocial variables showed significant differences between the groups and were therefore associated with postpartum depression, namely previous history of depression, presence of stress or depressive/anxiety symptoms during pregnancy, postpartum complications affecting the mother or the infant, and lack of support and care in the postpartum period. CONCLUSION: The identification of factors associated with postpartum depression is important for an improved understanding of the pathophysiology of this disease and for the establishment of strategies aimed at prevention and early diagnosis. <![CDATA[<b>Postpartum depression and perceived social support during pregnancy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar o impacto da percepção de baixo suporte social durante a gestação como fator de risco para a depressão no período de 30 a 60 dias pós-parto. MÉTODO: Este estudo de coorte teve como população-alvo gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde na cidade de Pelotas (RS). Para avaliar depressão pós-parto, foi utilizada a Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS). Foram consideradas deprimidas as parturientes que atingiram ≥ 13 pontos na escala. RESULTADOS: Das 1.019 mulheres avaliadas, 168 (16,5%) apresentaram depressão pós-parto. Aquelas que não receberam suporte do companheiro (p = 0,000), de familiares (p = 0,000) e de amigos (p = 0,000) demonstraram maior risco de ter depressão pós-parto. CONCLUSÃO: Nossos achados sugerem que a percepção de suporte social durante a gravidez pode ser um fator protetor para a depressão pós-parto.<hr/>OBJECTIVE: To assess the impact of low perceived social support during pregnancy as a risk factor for depression within 30 to 60 days postpartum. METHOD: This cohort study included pregnant women treated at public hospitals (Brazilian Unified Health System) in the city of Pelotas, state of Rio Grande do Sul, southern Brazil. Postpartum depression was assessed using the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS). Women with scores ≥ 13 points were considered to be depressed. RESULTS: Of the total of 1,019 women assessed, 168 (16.5%) presented postpartum depression. Women who did not receive support from their partners (p = 0.000), their families (p = 0.000), and friends (p = 0.000) were at higher risk for developing postpartum depression. CONCLUSION: Our findings suggest that perceived social support during pregnancy may be a protective factor against postpartum depression. <![CDATA[<b>Depressive symptoms and of anxiety among mothers of pediatric inpatients at a university hospital</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: O período de tratamento e recuperação de uma criança hospitalizada pode ser longo. Durante esse tempo em que precisa estar inserida no ambiente hospitalar, muitas vezes institui-se uma crise na vida da criança e da mãe. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de sintomas de ansiedade e depressão materna em mulheres que tiveram seus filhos internados na ala pediátrica do hospital universitário da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). MÉTODOS: Este foi um estudo transversal, com aplicação dos Inventários de Ansiedade e Depressão de Beck (Beck Anxiety and Depression Inventories, respectivamente BAI e BDI) em 140 mulheres que se encontravam entre 31 e 365 dias após o parto. Adotamos o ponto de corte > 20 nas escalas BAI e BDI para definir a presença de ansiedade e depressão. RESULTADOS: Do total, 43 mulheres (30,7%) apresentaram escores > 20 no BDI, ou seja, foram consideradas deprimidas; 46 (32,9%) apresentaram escores > 20 no BAI, tendo sido consideradas ansiosas; 26 mulheres (18,6%) apresentavam-se ansiosas e deprimidas. Mulheres em situação de maior vulnerabilidade social apresentaram depressão e ansiedade com maior frequência, especificamente mulheres mais jovens, com menor escolaridade e menor renda, sem plano privado de saúde e com mais filhos. CONCLUSÕES: A atuação preventiva de equipes multidisciplinares, nos primeiros meses após o parto, é necessária devido à alta frequência de sintomas depressivos e de ansiedade nas mães. Com isso, essas mães que se encontram em um ambiente hospitalar podem ser encaminhadas para profissionais de saúde mental adequados.<hr/>INTRODUCTION: The treatment and recovery of a pediatric inpatient may take a long time. During the child's stay in the hospital environment, it is not uncommon to observe the development of emotional crises affecting both child and mother. OBJECTIVE: To assess the prevalence of depression and anxiety symptoms among mothers who had their children admitted to the pediatric ward of a university hospital in southern Brazil. METHODS: This was a cross-sectional study in which the Beck Anxiety and Depression Inventories (BAI and BDI, respectively) were administered to 140 women between 31 and 365 days postpartum. The cut-off point of > 20 on BAI and BDI was used to define the presence of anxiety and depression. RESULTS: Of the 140 women assessed, 43 (30.7%) presented BDI scores > 20, and were therefore considered to be depressed; 46 (32.9%) showed BAI scores > 20, and were considered to be anxious; 26 women (18.6%) presented both depression and anxiety. Women living under more vulnerable social conditions more frequently presented both depression and anxiety, namely younger women, those with lower education levels and lower income, those who did not have private health insurance and women who had more children. CONCLUSION: The preventive action of multidisciplinary teams in the first months postpartum is necessary due to the high frequency of depression and anxiety symptoms among mothers of pediatric inpatients. Such action will allow mothers who are present at the hospital to be referred to appropriate mental health professionals. <![CDATA[<b>Translation and cross-cultural adaptation into Brazilian Portuguese of the Scale for Quality of Sexual Function (QSF)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Apesar do papel fundamental da função sexual na qualidade de vida da população, há uma escassez na literatura brasileira de instrumentos específicos para sua avaliação e que possam ser utilizados tanto para homens quanto para mulheres. A adaptação da Scale for Quality of Sexual Function (QSF), uma escala unissex, é um passo importante na obtenção de instrumentos que permitam a comparação de resultados entre diferentes populações. OBJETIVO: Descrever o processo de tradução e adaptação semântica da QSF para o português brasileiro. MÉTODOS: A adaptação do instrumento envolveu cinco fases: 1) duas traduções independentes, 2) uma versão de consenso realizada por tradutores e especialistas, 3) avaliação da versão gerada por mais um especialista que não participou das etapas anteriores, 4) retrotradução com avaliação do autor da escala original e, por fim, 5) aplicação da versão obtida em um grupo experimental. RESULTADOS: São descritas todas as etapas de adaptação do instrumento. A participação de especialistas tanto da área de saúde mental quanto de sexualidade humana, desde a primeira fase do processo, contribuiu para discussões amplas, que permitiram a melhor adequação dos itens, tanto conceitual quanto culturalmente. Participaram da aplicação experimental sujeitos de diferentes níveis de escolaridade de ambos os sexos, não sendo detectadas dificuldades na compreensão dos itens. CONCLUSÃO: Por meio dos procedimentos adotados, foi possível elaborar uma versão da QSF em português brasileiro.<hr/>INTRODUCTION: Despite the important role played by sexual function in quality of life, there is a scarcity of instruments in the Brazilian literature specifically designed to assess this aspect, and especially of instruments that can be used with both men and women. The adaptation of the Scale for Quality of Sexual Function (QSF), a unisex scale, is an important step in the production of instruments that allow to compare results obtained in different populations. OBJECTIVE: To describe the translation and semantic adaptation of the QSF into Brazilian Portuguese. METHODS: Instrument adaptation involved five phases: 1) two independent translations, 2) a consensual version produced by translators and experts, 3) evaluation of this version by a different expert, not involved in the previous phases, 4) back translation with evaluation by the author of the original scale, and, finally, 5) application of the final Brazilian Portuguese version in a experimental group. RESULTS: All stages of the adaptation process are described. The participation of experts from the fields of both mental health and human sexuality since the first stage of the process contributed to broader discussions, which allowed to achieve the best possible adequacy for each item, both conceptually and culturally. The experimental application of the final, adapted version of the scale involved both men and women with different educational backgrounds and levels. No difficulties were faced by this group in understanding the items included in the scale. CONCLUSION: The procedures and process herein described successfully allowed to develop a Brazilian Portuguese version of the QSF. <![CDATA[<b>Leisure physical activities and common mental disorders among young people in Feira de Santana, Bahia, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Os transtornos mentais comuns (TMC) são transtornos comumente encontrados na população e resultam do estilo de vida moderno. As atividades físicas de lazer podem diminuir as tensões, evitando esses transtornos. OBJETIVO: Estimar a prevalência de TMCs em jovens que participam ou não de atividades físicas de lazer em Feira de Santana (BA). MÉTODOS: Estudo epidemiológico, de corte transversal, incluindo 3.597 indivíduos, entre os quais 1.400 jovens com idade entre 15 e 29 anos, residentes na zona urbana de Feira de Santana. As atividades físicas de lazer foram avaliadas por meio de um questionário estruturado que abordou frequência, tipo, motivo e esforço envolvido em cada atividade. O Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) foi utilizado para avaliar os TMCs. RESULTADOS: A prevalência de TMC foi de 19,2% entre os adolescentes-jovens (15-17 anos), 26,6% entre os jovens-jovens (18-24 anos) e 27,8% entre os jovens-adultos (25-29 anos). Quanto à avaliação das atividades de lazer, 89,9% disseram que mantinham algum tipo de atividade, porém percebeu-se uma diminuição da prática de atividades físicas de lazer com o avançar da idade. Ao analisar a relação entre atividades físicas de lazer e TMC, foi verificada associação negativa (razão de prevalência: 0,59, intervalo de confiança de 95%: 0,51-0,67). CONCLUSÃO: Nos programas de atenção a saúde devem ser incluídas ações que favoreçam a prática de atividades físicas de lazer, tendo em vista a contribuição do comportamento ativo na melhoria da saúde mental.<hr/>INTRODUCTION: Common mental disorders (CMD) are disorders commonly found in the population. They are a consequence of modern lifestyle. Leisure physical activities can reduce tension and therefore help prevent CMDs. OBJECTIVE: To estimate the prevalence of CMDs among youths who engage and those who do not engage in leisure physical activities in Feira de Santana (BA), Brazil. METHODS: A cross-sectional, epidemiological study was conducted with 3,597 individuals, including 1,400 young people aged 15-29 years, living in the urban area of Feira de Santana. Leisure physical activities were assessed using a structured questionnaire covering the frequency, type, reason and effort involved in each activity. The Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) was used to assess CMDs. RESULTS: The prevalence of CMD was 19.2% among adolescents (15-17 years old), 26.6% among youths (18-24 years), and 27.8% among young adults (25-29 years). In the assessment of leisure activities, 89.9% of the youths reported to regularly engage in some kind of activity; however, engagement in leisure physical activities was observed to reduce with age. A negative association was found between leisure physical activities and CMD (prevalence ratio: 0.59, 95% confidence interval: 0.51-0.67). CONCLUSION: Healthcare programs should include actions that encourage leisure physical activities, in view of the contribution of active behavior toward improving mental health. <![CDATA[<b>Depression and quality of life in young adults aged 18 to 24 years in southern Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar a associação entre depressão e qualidade de vida em jovens de 18 a 24 anos de idade. MÉTODO: Estudo transversal de base populacional, composto por 1.560 jovens de 18 a 24 anos residentes na zona urbana de Pelotas (RS). A seleção amostral foi realizada por conglomerados: da divisão censitária de 448 setores, 97 foram sorteados aleatoriamente. A avaliação da depressão foi realizada através do Mini-International Neuropsychiatric Interview (MINI), e a qualidade de vida foi mensurada pela Medical Outcomes Study Short-Form General Health Survey (SF-36), ambos validados para uso em língua portuguesa. RESULTADOS: A prevalência de depressão foi de 12,6%. A média dos escores de qualidade de vida entre os oito domínios do SF-36 foi menor entre os jovens com depressão, apresentando associação significativa no teste t para todos os domínios (p = 0,000). CONCLUSÃO: Jovens com indicativo de depressão apresentaram menores níveis de qualidade de vida nos domínios explorados.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the association between depression and quality of life in young adults aged 18 to 24 years. METHOD: This cross-sectional, population-based study included 1,560 young adults aged 18 to 24 years living in the urban area of Pelotas, southern Brazil. Sample selection was based on cluster sampling: of a total of 448 sectors, 97 were randomly selected. Depression was assessed using the Mini-International Neuropsychiatric Interview (MINI), and quality of life was measured using the Medical Outcomes Study Short-Form General Health Survey (SF-36), both validated for use in Brazilian Portuguese. RESULTS: The prevalence of depression was 12.6%. Mean scores obtained for quality of life in the eight domains assessed by SF-36 were lower in depressive young adults, reaching statistical significance in all domains when assessed using the t test (p = 0.000). CONCLUSION: Young adults with signs and symptoms suggestive of depression presented lower levels of quality of life based on the domains assessed. <![CDATA[<b>Predictors of treatment non-adherence in child psychoanalytic psychotherapy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A alta prevalência de interrupções nas fases iniciais do atendimento psicoterapêutico tem sido demonstrada em estudos nacionais e internacionais. Estudos com pacientes adultos têm demonstrado variáveis sociodemográficas e clínicas associadas à aderência/não aderência à psicoterapia, porém a literatura voltada a crianças é escassa. OBJETIVO:Examinar a associação entre variáveis sociodemográficas/clínicas e aderência/não aderência à psicoterapia psicanalítica de crianças. MÉTODO: Trata-se de estudo documental, retrospectivo, realizado a partir dos prontuários de todas as crianças atendidas em duas instituições de atendimento psicológico em Porto Alegre entre 1979 e 2007. RESULTADOS: Foram analisados 2.106 prontuários, sendo que 1.083 compuseram a amostra final da presente investigação. Destas, 21,5% não aderiram ao tratamento. A variável fonte de encaminhamento mostrou-se associada ao desfecho, demonstrando que o encaminhamento à psicoterapia por psiquiatras é um fator protetor à não aderência ao tratamento, enquanto que o encaminhamento pela família é um fator de risco para a não aderência. CONCLUSÃO: Conhecer o perfil das crianças que não aderem à psicoterapia possibilita aos terapeutas o estabelecimento de técnicas de intervenção em fases iniciais do tratamento, a fim de facilitar a adesão da família à psicoterapia da criança. Abandono e não aderência à psicoterapia devem ser entendidos por clínicos e pesquisadores como fenômenos distintos, tendo em vista que apresentam preditores diferentes.<hr/>INTRODUCTION: The high prevalence of interruptions in the early stages of psychotherapeutic treatment has been shown in national and international studies. Studies conducted with adults have demonstrated association between social, demographic, and clinical characteristics and adherence/non-adherence to psychotherapy; however, literature focused on children is scarce. OBJECTIVE: To assess associations between social, demographic, and clinical variables and adherence/non-adherence to treatment in child psychoanalytic psychotherapy. METHOD: This is a retrospective study based on the analysis of medical records of all children who received treatment at two psychological clinics in Porto Alegre, southern Brazil, between 1979 and 2007. RESULTS: A total of 2,106 records were analyzed, and 1,083 children were included in the final sample. Of these, 21.5% did not adhere to treatment. The variable referral source was associated with the outcome, i.e., referral to psychotherapy by psychiatrists was a protective factor to non-adherence to treatment, whereas referral by the family was a risk factor for non-adherence. CONCLUSION: Knowing the profile of children who do not adhere to psychotherapy enables therapists to establish intervention techniques in the early stages of treatment, so as to facilitate family adherence to child psychotherapy. Because dropout and non-adherence to therapy have different predictive factors, they should be considered as distinct phenomena by clinicians and investigators. <![CDATA[<b>Screening for signs and symptoms of autism spectrum disorders in siblings</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os transtornos globais do desenvolvimento (TGD) são caracterizados por anormalidades qualitativas e abrangentes em três domínios do desenvolvimento: interação social recíproca, comunicação e presença de um repertório comportamental de interesses restritos, repetitivo e estereotipado. Estudos genéticos têm identificado a recorrência de TGD numa mesma família. O presente estudo teve por objetivo rastrear a ocorrência de sinais e sintomas de TGD em irmãos de indivíduos com esse diagnóstico. Participaram do estudo 25 sujeitos provenientes de 19 famílias. A coleta de dados foi realizada mediante a utilização da versão brasileira do Autism Screening Questionnaire (ASQ), ou Questionário de Comportamento e Comunicação Social. Foram confirmados dois casos de irmãos com TGD (10,52% dos casos), sendo um irmão gêmeo monozigótico e um irmão de um probando com diagnóstico de síndrome de Asperger. Os dados apontam para taxas mais elevadas do que aquelas descritas na literatura (2-6%) e se aproximam dos achados que relatam 10% de recorrência familiar em gêmeos dizigóticos. Esse resultado fornece evidências de possíveis fatores neurogenéticos para explicar a ocorrência de TGD nos familiares dos probandos estudados e salienta a necessidade de efetuar o rastreamento desse transtorno não só na criança avaliada, mas também em seus irmãos.<hr/>Pervasive developmental disorders (PDD) are characterized by comprehensive and qualitative abnormalities affecting three areas of development: reciprocal social interaction, communication, and a repetitive, stereotyped behavioral repertoire, of limited interests. Genetic studies have identified the recurrence of PDD in the same family. The present study aimed to trace the occurrence of signs and symptoms of PDD in the siblings of patients with this diagnosis. The study included 25 subjects from 19 families. Data collection was performed using the Brazilian version of the Autism Screening Questionnaire (ASQ). Two cases of PDD in siblings were confirmed (10.52% of cases): a monozygotic twin brother and the brother of a proband with a diagnosis of Asperger syndrome. Our data indicate higher rates of PDD in siblings than described in the literature (2-6%), close to the findings that suggest a 10% rate of familial recurrence in dizygotic twins. This result provides evidence of possible neurogenetic factors to explain the occurrence of PDD in relatives of the probands assessed and underscores the need to screen not only the child under evaluation, but also their siblings. <![CDATA[<b>Cognitive behavioral therapy with family intervention for children and adolescents with obsessive-compulsive disorder</b>: <b>a systematic review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma doença mental grave, com graves consequências para a dinâmica familiar. Desta forma, o envolvimento dos pais parece ser determinante na resolução dos sintomas desse transtorno. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da evidência para a recomendação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) com intervenção familiar para crianças e adolescentes com TOC. A busca sistemática foi realizada nas bases de dados MEDLINE/PubMed, seguida da análise de resumos e artigos na íntegra por dois avaliadores independentes. Posteriormente, foi realizada a análise de evidência através do sistema Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). O tamanho de efeito da intervenção foi calculado através do d de Cohen. Foram localizados 77 artigos no PubMed e mais 12 artigos após busca cruzada de referências. Destes, sete artigos foram incluídos na revisão, segundo os seguintes critérios: ser estudo de intervenção, envolver apenas crianças e/ou adolescentes e possuir diagnóstico clínico ou estruturado de TOC. A escala Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (CY-BOCS) foi utilizada por todos os artigos para a avaliação de desfecho, permitindo avaliar o tamanho de efeito das intervenções não controladas (d = 1,43), que resultou em uma diferença de médias de cerca 13 pontos (IC95% 11,84-14,39; p < 0,001). Por outro lado, uma alta heterogeneidade foi detectada entre os estudos (I² = 67%). A TCC com intervenção familiar parece ter um efeito importante na redução dos sintomas de TOC na infância e adolescência. No entanto, os poucos estudos disponíveis não nos permitem estabelecer um grau de evidência maior do que C para essa recomendação. Novos ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar essa recomendação.<hr/>Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a severe mental disorder with serious consequences to family dynamics. Therefore, parental involvement seems to be a key factor for the successful treatment of this psychiatric disorder. The aim of this study was to evaluate the level of evidence available to allow recommendation of cognitive behavioral therapy (CBT) with family intervention for the treatment of children and adolescents with OCD. The systematic search was performed on MEDLINE/PubMed, followed by analysis of abstracts and full-length articles by two independent evaluators. Subsequently, an analysis of the evidence available was conducted using the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) system. The effect size of the intervention was calculated using Cohen’s d. We found 77 articles on PubMed, plus 12 articles via cross-reference search. Of these, seven articles were included in this review, according to the following criteria: intervention study, involving only children and/or adolescents, and a having a structured or clinical diagnosis of OCD. The Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (CY-BOCS) was used for outcome evaluation in all articles, thus enabling assessment of the effect size of non-controlled interventions (d = 1.43), resulting in a mean difference of 13.11 points (95%CI 11.84-14.39; p < 0.001). Conversely, a high heterogeneity was detected among the studies (I² = 67%). Family-based CBT seems to have an important effect on the reduction of OCD symptoms in children and adolescents. However, the small number of studies available do not allow us to establish an evidence level higher than C for this recommendation. New randomized clinical trials are needed to confirm this recommendation. <![CDATA[<strong>Group therapy for morbid jealousy</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma doença mental grave, com graves consequências para a dinâmica familiar. Desta forma, o envolvimento dos pais parece ser determinante na resolução dos sintomas desse transtorno. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da evidência para a recomendação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) com intervenção familiar para crianças e adolescentes com TOC. A busca sistemática foi realizada nas bases de dados MEDLINE/PubMed, seguida da análise de resumos e artigos na íntegra por dois avaliadores independentes. Posteriormente, foi realizada a análise de evidência através do sistema Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). O tamanho de efeito da intervenção foi calculado através do d de Cohen. Foram localizados 77 artigos no PubMed e mais 12 artigos após busca cruzada de referências. Destes, sete artigos foram incluídos na revisão, segundo os seguintes critérios: ser estudo de intervenção, envolver apenas crianças e/ou adolescentes e possuir diagnóstico clínico ou estruturado de TOC. A escala Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (CY-BOCS) foi utilizada por todos os artigos para a avaliação de desfecho, permitindo avaliar o tamanho de efeito das intervenções não controladas (d = 1,43), que resultou em uma diferença de médias de cerca 13 pontos (IC95% 11,84-14,39; p < 0,001). Por outro lado, uma alta heterogeneidade foi detectada entre os estudos (I² = 67%). A TCC com intervenção familiar parece ter um efeito importante na redução dos sintomas de TOC na infância e adolescência. No entanto, os poucos estudos disponíveis não nos permitem estabelecer um grau de evidência maior do que C para essa recomendação. Novos ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar essa recomendação.<hr/>Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a severe mental disorder with serious consequences to family dynamics. Therefore, parental involvement seems to be a key factor for the successful treatment of this psychiatric disorder. The aim of this study was to evaluate the level of evidence available to allow recommendation of cognitive behavioral therapy (CBT) with family intervention for the treatment of children and adolescents with OCD. The systematic search was performed on MEDLINE/PubMed, followed by analysis of abstracts and full-length articles by two independent evaluators. Subsequently, an analysis of the evidence available was conducted using the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) system. The effect size of the intervention was calculated using Cohen’s d. We found 77 articles on PubMed, plus 12 articles via cross-reference search. Of these, seven articles were included in this review, according to the following criteria: intervention study, involving only children and/or adolescents, and a having a structured or clinical diagnosis of OCD. The Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (CY-BOCS) was used for outcome evaluation in all articles, thus enabling assessment of the effect size of non-controlled interventions (d = 1.43), resulting in a mean difference of 13.11 points (95%CI 11.84-14.39; p < 0.001). Conversely, a high heterogeneity was detected among the studies (I² = 67%). Family-based CBT seems to have an important effect on the reduction of OCD symptoms in children and adolescents. However, the small number of studies available do not allow us to establish an evidence level higher than C for this recommendation. New randomized clinical trials are needed to confirm this recommendation. <![CDATA[<strong>Qualidade de vida na infância e na adolescência</strong>: <strong>orientações para pediatras e profissionais da saúde mental</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082011000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma doença mental grave, com graves consequências para a dinâmica familiar. Desta forma, o envolvimento dos pais parece ser determinante na resolução dos sintomas desse transtorno. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da evidência para a recomendação de terapia cognitivo-comportamental (TCC) com intervenção familiar para crianças e adolescentes com TOC. A busca sistemática foi realizada nas bases de dados MEDLINE/PubMed, seguida da análise de resumos e artigos na íntegra por dois avaliadores independentes. Posteriormente, foi realizada a análise de evidência através do sistema Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE). O tamanho de efeito da intervenção foi calculado através do d de Cohen. Foram localizados 77 artigos no PubMed e mais 12 artigos após busca cruzada de referências. Destes, sete artigos foram incluídos na revisão, segundo os seguintes critérios: ser estudo de intervenção, envolver apenas crianças e/ou adolescentes e possuir diagnóstico clínico ou estruturado de TOC. A escala Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (CY-BOCS) foi utilizada por todos os artigos para a avaliação de desfecho, permitindo avaliar o tamanho de efeito das intervenções não controladas (d = 1,43), que resultou em uma diferença de médias de cerca 13 pontos (IC95% 11,84-14,39; p < 0,001). Por outro lado, uma alta heterogeneidade foi detectada entre os estudos (I² = 67%). A TCC com intervenção familiar parece ter um efeito importante na redução dos sintomas de TOC na infância e adolescência. No entanto, os poucos estudos disponíveis não nos permitem estabelecer um grau de evidência maior do que C para essa recomendação. Novos ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar essa recomendação.<hr/>Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a severe mental disorder with serious consequences to family dynamics. Therefore, parental involvement seems to be a key factor for the successful treatment of this psychiatric disorder. The aim of this study was to evaluate the level of evidence available to allow recommendation of cognitive behavioral therapy (CBT) with family intervention for the treatment of children and adolescents with OCD. The systematic search was performed on MEDLINE/PubMed, followed by analysis of abstracts and full-length articles by two independent evaluators. Subsequently, an analysis of the evidence available was conducted using the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation (GRADE) system. The effect size of the intervention was calculated using Cohen’s d. We found 77 articles on PubMed, plus 12 articles via cross-reference search. Of these, seven articles were included in this review, according to the following criteria: intervention study, involving only children and/or adolescents, and a having a structured or clinical diagnosis of OCD. The Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (CY-BOCS) was used for outcome evaluation in all articles, thus enabling assessment of the effect size of non-controlled interventions (d = 1.43), resulting in a mean difference of 13.11 points (95%CI 11.84-14.39; p < 0.001). Conversely, a high heterogeneity was detected among the studies (I² = 67%). Family-based CBT seems to have an important effect on the reduction of OCD symptoms in children and adolescents. However, the small number of studies available do not allow us to establish an evidence level higher than C for this recommendation. New randomized clinical trials are needed to confirm this recommendation.