Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de História]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-018820190001&lang= vol. 39 num. 80 lang. <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Resuming the History of RBH]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100007&lng=&nrm=iso&tlng= <![CDATA[A History Made of Patchwork: The Documents of the Public Security Secretariat of Distrito Federal]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100015&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO Este artigo origina-se da elaboração de um parecer favorável à abertura do acervo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O parecer, a cargo destes autores, foi solicitado pelo Arquivo Público do DF em 2016, com o objetivo de avaliar a relevância histórica e pública do acervo do período da ditadura militar (1964-1988). Analisam-se aqui o valor histórico do acervo, as expectativas relativas à memória e verdade e os limites impostos por políticas, deliberadas ou não, de silêncio e esquecimento. O objetivo é apresentar esse acervo a pesquisadores, relacionando-o às políticas públicas de preservação, bem como às lacunas dos arquivos ditatoriais. Metodologicamente, partiu-se do contato direto com os documentos em questão, analisando-os à luz da história política. A ideia de retalhos remete a uma historiografia feita de restos de uma documentação, em grande parte perdida ou esquecida.<hr/>ABSTRACT This article is the result of a technical advice favorable to the opening of the documents of the Secretariat of Public Security of Distrito Federal, made upon request of its Public Archive. The technical advice was requested in order to evaluate the historical and public relevance of the documents of the military dictatorship (1964-1988). The themes here discussed are related to the historical value of the collection, the expectations regarding memory and truth and the limits set by policies, deliberated or not, of silence and forgetfulness. Our objective is to present this collection to new inquiries, relating it with the politics of preservation and the lapses of the dictatorial archives. Methodologically, we departed from a direct contact with these documents, studying them in the light of the political history. The idea of patchwork refers to a historiography made with pieces and remnants of lost or forgotten information. <![CDATA[The Historian and the Media: Matches and Mismatches in the Field of Public History]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100037&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO Este artigo pretende discutir as relações entre o historiador e a mídia, da perspectiva da história pública. As autoras analisam o contexto de produção da série Guia Politicamente Incorreto, recentemente realizada pelo History Channel e inspirada no livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, do jornalista Leandro Narloch. Considera-se, aqui, a dimensão da história pública como esfera de divulgação do conhecimento histórico nas suas intersecções com outras áreas, como o jornalismo e a produção cinematográfica. Assim, busca-se enfatizar o papel público do historiador no tempo presente.<hr/>ABSTRACT This article intends to discuss the relationship between the historian and the media considering the perspective of public history. The authors analyze the context of production of the Brazilian TV Show Guia Politicamente Incorreto, recently produced by History Channel and inspired in the book Guia Poli­ticamente Incorreto da História do Brasil, written by the journalist Leandro ­Narloch. In this text, we consider public history as a space of dissemination of ­historical knowledge in its intersections with other areas, such as journalism and film production. Therefore, we aim to highlight the public role of historians in the present time. <![CDATA[“Films on Fire”: Cinema, Press and Sensationalism in Rio de Janeiro’s Belle Époque]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100061&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO Este artigo analisa a cobertura jornalística sobre incêndios em cinemas na virada para o século XX, quando emergiram alguns traços estruturantes da sociedade carioca no tocante ao consumo cinematográfico e ao papel da imprensa no Rio de Janeiro. A questão principal é: de que modo o sensacionalismo operou como chave de leitura desses incêndios? Partimos da hipótese de que o sensacionalismo pode ser visto como uma prática de comunicação entre diversos grupos sociais, na medida em que suas marcas perpassam diferentes formas de experimentar a modernidade. Buscaremos compreender como o sensacionalismo foi articulado como uma chave de leitura na relação com o consumo cinematográfico, em um momento histórico no qual hierarquias de classe, gênero e raça saíram reforçadas pela lógica da nova ocupação do espaço urbano.<hr/>ABSTRACT This article analyzes the journalistic coverage on fires that had place in cinemas in the turn of the twentieth century, when some structuring traits of Rio de Janeiro’s society emerged in relation to cinematographic consumption and to the role of the press. Our main question is: how was sensationalism used as a key factor in the interpretation of these fires? Our hypothesis is that it can be seen as a practice of communication between different social groups, since its marks permeate different ways of experimenting modernity. We will try to understand how sensationalism was articulated as a key of interpretation in relation to cinematographic consumption, in a historical moment in which hierarchies of class, gender and race were reinforced by the logic of the new occupation of the urban space. <![CDATA[Jesuit Arguments for Voluntary Slavery in Japan and Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100087&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO O presente artigo analisa como missionários da Companhia de Jesus defenderam a escravidão voluntária de nativos brasileiros e japoneses no século XVI. Apesar de cada caso ter sido defendido com argumentos distintos, uma análise comparada mostra que tanto no Brasil quanto no Japão as defesas partiram de pressupostos semelhantes - ambas foram construídas a partir de leituras sobre princípios do direito natural, e envolveram discussões a respeito dos limites das condições definidas por Prierias para a legitimidade da escravidão voluntária. As diferenças entre os casos resultam das suas conjunturas históricas: no Brasil, o debate entre Caxa e Nóbrega ocorreu no contexto do tutiorismo, enquanto o caso japonês foi discutido durante a hegemonia da doutrina do probabilismo. Essa diferença torna-se fundamental para explicar os motivos da impossibilidade de defesa do primeiro caso, ao mesmo tempo que nos ajuda a entender a flexibilidade com a qual o segundo caso foi abordado.<hr/>ABSTRACT The present article analyzes how missionaries from the Society of Jesus argued in favor of the voluntary enslavement of Brazilians and Japanese in the sixteenth century. Although each case was defended with different arguments, a comparative analysis reveals that in both Brazil and Japan the Jesuits’ defenses were based on similar premises - both were founded on readings of principles of natural law and discussed the limits to the conditions identified by Prierias regarding the legitimacy of voluntary slavery. The difference between the two cases derives from their historical contexts: in Brazil, the debate between Caxa and Nóbrega unfolded against the background of tutiorism, while the Japanese case was discussed during the hegemony of the doctrine of probabilism. This difference becomes crucial to explaining the reasons why the first case was impossible to defend, while elucidating the flexibility with which the second case was approached. <![CDATA[Dressing the Slavery: Textiles, Slaves, and the Contrato de Angola (18 <sup>th</sup> Century)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100109&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO O comércio transatlântico de escravos africanos esteve estreitamente relacionado às transações de manufaturas entre europeus e africanos, em particular, de tecidos, como, há décadas, a historiografia tem demonstrado. Em Angola, o comércio nos portos e sertões, para obtenção e exportação de cativos, também teve como elemento fundamental a importação de têxteis, que compunham a cesta de produtos pagos em troca dos escravizados. Neste artigo, discutimos o papel do Contrato de Angola no fornecimento de têxteis aos mercadores de Luanda, destacando a proveniência geográfica e os tipos de tecidos comercializados, tomando como base dados dos registros comerciais mantidos por seus administradores em Luanda nas décadas de 1760 e 1770. De forma a realçar os nossos resultados, comparamos com dados de transações mercantis do final do século XVII e do comércio angolano no final do século XVIII e início do XIX. Concluímos pela estabilidade de certos padrões desse comércio, como a aversão dos agentes reinóis a investirem diretamente nos escravos a serem exportados, bem como destacamos algumas diferenças, tais como o maior peso dos têxteis europeus na oferta de manufaturas pelo Contrato de Angola.<hr/>ABSTRACT The Transatlantic slave trade was closely related to the exchange of manufactured goods between Europeans and Africans, particularly of textiles, as historiography has pointed out for decades. In Angola’s ports and hinterland, textile imports were essential to procure and export slaves as well, since fabrics made up the bundle of goods exchanged for enslaved people. In this article, we approach the role of Contrato de Angola (contract to collect tax) as a supplier of textiles to the Luanda based merchants, underlying the geographical origin and the sort of fabrics, resorting to trade records by the Contrato’s managers in the 1760s and 1770s. In order to highlight the results, we draw comparisons between our figures and data of commercial dealings from late seventeenth century and from the Angolan external trade between the end of the eighteenth century and the early nineteenth century. We conclude that some of the features of this trade were quite stable, such as the Lisbon merchants’s aversion to directly invest in slaves bound for Atlantic crossing, and we emphasize some differences as well, particularly the outstanding share of European textiles in the Contrato’s role as a supplier of trade goods. <![CDATA[Actors and Power in the Buenos Aires Cabildo, 1776-1810: A Contribution from the Social Network Analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100135&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMEN Este trabajo analiza la relación existente entre las nominaciones que se hicieron para acceder a cargos en el cabildo de Buenos Aires, entre 1776 y 1810, y la posición relativa de los individuos de las familias concejiles en su red social. Encontramos evidencia estadística que corrobora esta relación del poder político e individuos capitulares utilizando análisis de redes sociales.<hr/>ABSTRACT This contribution analyzes the relationship between the nominations made at the beginning of each year for seats in the cabildo of Buenos Aires between 1776 and 1810, and the relative position of political individuals from capitular families in their social network. We found statistical evidence that corroborates this relationship between political power and capitular individuals using social network analysis. <![CDATA[Black Drums, White Ears: Colonialism and the Homogenization of Social and Cultural Practices in Southern Mozambique (1890-1940)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100155&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO No artigo analiso como as práticas designadas genericamente como batuques passaram por um processo de homogeneização e de escrutinização por parte de diferentes agentes da ação colonial portuguesa. Por um lado, insistiu-se em unificar danças e músicas na categoria genérica de batuque; por outro, a necessidade de compreender os povos dominados acabou por produzir respostas coloniais que transitaram entre um destrinchar desse termo em busca de uma apuração mais fidedigna daquilo que se presenciava e uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Ao mesmo tempo, promoveu-se uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Esse processo foi concebido pelos agentes coloniais portugueses como forma de apropriação dessas danças, canções e músicas feitas pelos nativos do sul de Moçambique para positivação de um discurso nacionalista português.<hr/>ABSTRACT In this article, I analyse how practices referred to generically in the historical documentation as ‘batuque’ (drums) underwent a process of homogenization and scrutinization by diverse Portuguese colonial agents. On one hand, the co­lonial agents insisted on unifying everything they saw as dance and music under the generic category of ‘batuque.’ On the other hand, the need for a better understanding of the subordinate Africans ended up producing colonial responses that shifted between a dissection of the term in search of a more accurate apprehension of what was being observed and an incorporation of these practices into the colonial enterprise. This process was conceived by the colonial agents as a way of appropriating the dances, songs and music made by the natives of southern Mozambique into the ultramarine Portuguese nationalist discourse. <![CDATA[Iumatti, Paulo Teixeira. História, Dialética e Diálogo com as Ciências: a gênese de Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr. (1933-1942)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100181&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO No artigo analiso como as práticas designadas genericamente como batuques passaram por um processo de homogeneização e de escrutinização por parte de diferentes agentes da ação colonial portuguesa. Por um lado, insistiu-se em unificar danças e músicas na categoria genérica de batuque; por outro, a necessidade de compreender os povos dominados acabou por produzir respostas coloniais que transitaram entre um destrinchar desse termo em busca de uma apuração mais fidedigna daquilo que se presenciava e uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Ao mesmo tempo, promoveu-se uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Esse processo foi concebido pelos agentes coloniais portugueses como forma de apropriação dessas danças, canções e músicas feitas pelos nativos do sul de Moçambique para positivação de um discurso nacionalista português.<hr/>ABSTRACT In this article, I analyse how practices referred to generically in the historical documentation as ‘batuque’ (drums) underwent a process of homogenization and scrutinization by diverse Portuguese colonial agents. On one hand, the co­lonial agents insisted on unifying everything they saw as dance and music under the generic category of ‘batuque.’ On the other hand, the need for a better understanding of the subordinate Africans ended up producing colonial responses that shifted between a dissection of the term in search of a more accurate apprehension of what was being observed and an incorporation of these practices into the colonial enterprise. This process was conceived by the colonial agents as a way of appropriating the dances, songs and music made by the natives of southern Mozambique into the ultramarine Portuguese nationalist discourse. <![CDATA[Armitage, David; Guldi, Jo. <em>Manifesto pela História</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100185&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO No artigo analiso como as práticas designadas genericamente como batuques passaram por um processo de homogeneização e de escrutinização por parte de diferentes agentes da ação colonial portuguesa. Por um lado, insistiu-se em unificar danças e músicas na categoria genérica de batuque; por outro, a necessidade de compreender os povos dominados acabou por produzir respostas coloniais que transitaram entre um destrinchar desse termo em busca de uma apuração mais fidedigna daquilo que se presenciava e uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Ao mesmo tempo, promoveu-se uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Esse processo foi concebido pelos agentes coloniais portugueses como forma de apropriação dessas danças, canções e músicas feitas pelos nativos do sul de Moçambique para positivação de um discurso nacionalista português.<hr/>ABSTRACT In this article, I analyse how practices referred to generically in the historical documentation as ‘batuque’ (drums) underwent a process of homogenization and scrutinization by diverse Portuguese colonial agents. On one hand, the co­lonial agents insisted on unifying everything they saw as dance and music under the generic category of ‘batuque.’ On the other hand, the need for a better understanding of the subordinate Africans ended up producing colonial responses that shifted between a dissection of the term in search of a more accurate apprehension of what was being observed and an incorporation of these practices into the colonial enterprise. This process was conceived by the colonial agents as a way of appropriating the dances, songs and music made by the natives of southern Mozambique into the ultramarine Portuguese nationalist discourse. <![CDATA[Evans, Richard J. <em>Terceiro Reich na história e na memória</em>: novas perspectivas sobre o nazismo, seu poder político, sua intrincada economia e seus efeitos na Alemanha do pós-guerra]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882019000100191&lng=&nrm=iso&tlng= RESUMO No artigo analiso como as práticas designadas genericamente como batuques passaram por um processo de homogeneização e de escrutinização por parte de diferentes agentes da ação colonial portuguesa. Por um lado, insistiu-se em unificar danças e músicas na categoria genérica de batuque; por outro, a necessidade de compreender os povos dominados acabou por produzir respostas coloniais que transitaram entre um destrinchar desse termo em busca de uma apuração mais fidedigna daquilo que se presenciava e uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Ao mesmo tempo, promoveu-se uma incorporação dessas práticas na empresa colonial. Esse processo foi concebido pelos agentes coloniais portugueses como forma de apropriação dessas danças, canções e músicas feitas pelos nativos do sul de Moçambique para positivação de um discurso nacionalista português.<hr/>ABSTRACT In this article, I analyse how practices referred to generically in the historical documentation as ‘batuque’ (drums) underwent a process of homogenization and scrutinization by diverse Portuguese colonial agents. On one hand, the co­lonial agents insisted on unifying everything they saw as dance and music under the generic category of ‘batuque.’ On the other hand, the need for a better understanding of the subordinate Africans ended up producing colonial responses that shifted between a dissection of the term in search of a more accurate apprehension of what was being observed and an incorporation of these practices into the colonial enterprise. This process was conceived by the colonial agents as a way of appropriating the dances, songs and music made by the natives of southern Mozambique into the ultramarine Portuguese nationalist discourse.