Scielo RSS <![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-311X20140013&lang=en vol. 30 num. lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Birth in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Reinventing delivery and childbirth in Brazil: back to the future]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[On labor and childbirth: the importance of quaternary prevention]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Birth as a radical experience of change]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Obstetric interventions during labor and childbirth in Brazilian low-risk womenEscola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Beliefs and misbeliefs about current interventions during labor and delivery in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Birth in Brazil ?in time?: a matter of hierarchy in birthcare interventions?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[The art of not doing wrong and doing the right thing!]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Reducing routine interventions during labour and birth: first, do no harm]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Is medical intervention in childbirth inevitable in Brazil?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Commitment to change]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Expanding the discussion]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo avaliou o uso das boas práticas (alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor e de partograma) e de intervenções obstétricas na assistência ao trabalho de parto e parto de mulheres de risco obstétrico habitual. Foram utilizados dados da pesquisa Nascer no Brasil, estudo de base hospitalar realizada em 2011/2012, com entrevistas de 23.894 mulheres. As boas práticas durante o trabalho de parto ocorreram em menos de 50% das mulheres, sendo menos frequentes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. O uso de ocitocina e amniotomia foi de 40%, sendo maior no setor público e nas mulheres com menor escolaridade. A manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram utilizada, em 37%, 56% e 92% das mulheres, respectivamente. A cesariana foi menos frequente nas usuárias do setor público, não brancas, com menor escolaridade e multíparas. Para melhorar a saúde de mães e crianças e promover a qualidade de vida, o Sistema Único de Saúde (SUS) e, sobretudo o setor privado, necessitam mudar o modelo de atenção obstétrica promovendo um cuidado baseado em evidências científicas.<hr/>Se evaluó el uso de buenas prácticas (alimentación, métodos no farmacológicos para el alivio del dolor, caminar y el uso del partograma), además de las intervenciones obstétricas durante el parto, en mujeres con un riesgo obstétrico habitual. Los datos provienen del estudio Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria realizada en 2011-2012, con entrevistas a 23.894 mujeres. Las buenas prácticas durante el parto se produjeron en menos de un 50% y fueron menos frecuentes en el Norte, Nordeste y Centro-oeste. El uso de oxitocina y amniotomía fue del 40%, principalmente, en el sector público y en las mujeres de menor nivel educativo. La presión fúndica uterina, episiotomía y litotomía fueron utilizados en: un 37%, 56% y 92% respectivamente. La cesárea fue menos frecuente en mujeres que son usuarias del sector público, no blancas, con menor nivel educativo y multíparas. Para mejorar la salud de las madres y los niños, y con el fin de promover la calidad de vida, el Sistema Único de Salud (SUS), y sobre todo el sector privado, necesitará cambiar el modelo de atención obstétrica mediante la adopción de evidencias científicas.<hr/>This study evaluated the use of best practices (eating, movement, use of nonpharmacological methods for pain relief and partograph) and obstetric interventions in labor and delivery among low-risk women. Data from the hospital-based survey Birth in Brazil conducted between 2011 and 2012 was used. Best practices during labor occurred in less than 50% of women and prevalence of the use of these practices was lower in the North, Northeast and Central West Regions. The rate of use of oxytocin drips and amniotomy was 40%, and was higher among women admitted to public hospitals and in women with a low level of education. The uterine fundal pressure, episiotomy and lithotomy were used in 37%, 56% and 92% of women, respectively. Caesarean section rates were lower in women using the public health system, nonwhites, women with a low level of education and multiparous women. To improve the health of mothers and newborns and promote quality of life, a change of approach to labor and childbirth that focuses on evidence-based care is required in both the public and private health sectors. <![CDATA[Sampling design for the Birth in Brazil: National Survey into Labor and Birth]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a amostra da Pesquisa Nacional sobre Parto e Nascimento no Brasil. Os hospitais com 500 ou mais nascidos vivos em 2007 foram estratificados por macrorregião, capital de estado ou não, e tipo, e selecionados com probabilidade proporcional ao número de nascidos-vivos em 2007. Amostragem inversa foi usada para selecionar tantos dias de pesquisa (mínimo de 7) quantos fossem necessários para alcançar 90 entrevistas realizadas com puérperas no hospital. As puérperas foram amostradas com igual probabilidade entre as elegíveis que entraram no hospital no dia. Os pesos amostrais básicos são o inverso do produto das probabilidades de inclusão em cada estágio e foram calibrados para assegurar que estimativas dos totais de nascidos vivos dos estratos correspondessem aos totais de nascidos vivos obtidos no SINASC. Para os dois seguimentos telefônicos (6 e 12 meses depois), a probabilidade de resposta das puérperas foi modelada pelas variáveis disponíveis na pesquisa de base, a fim de corrigir, para a não resposta, os pesos amostrais em cada onda de seguimento.<hr/>Este artículo describe la muestra de la Encuesta Nacional sobre Partos y Nacimientos en Brasil. Los hospitales con 500 o más nacimientos en 2007 fueron estratificados por región, capital del estado o no, y tipo, y se seleccionan con probabilidad proporcional al número de nacidos vivos en 2007. Se utilizó un muestreo inverso para seleccionar los días de encuesta (mínimo 7), con el fin de lograr 90 entrevistas en el hospital. Se realizó el muestreo de las mujeres posparto, con igual probabilidad entre las mujeres elegibles que entraron en el hospital cada día. Los pesos iniciales son el inverso del producto de las probabilidades de inclusión en cada etapa y se calibraron para asegurar que las estimaciones del total de nacidos vivos correspondieran al total de nacidos vivos, obtenidos a partir de SINASC. Para los dos seguimientos telefónicos (6 y 12 meses después), la probabilidad de respuesta de las mujeres posparto fue modelada a partir de variables disponibles en la investigación básica, a fin de corregir, debido a la no-respuesta, los pesos de la muestra de cada ola de seguimiento.<hr/>This paper describes the sample design for the National Survey into Labor and Birth in Brazil. The hospitals with 500 or more live births in 2007 were stratified into: the five Brazilian regions; state capital or not; and type of governance. They were then selected with probability proportional to the number of live births in 2007. An inverse sampling method was used to select as many days (minimum of 7) as necessary to reach 90 interviews in the hospital. Postnatal women were sampled with equal probability from the set of eligible women, who had entered the hospital in the sampled days. Initial sample weights were computed as the reciprocals of the sample inclusion probabilities and were calibrated to ensure that total estimates of the number of live births from the survey matched the known figures obtained from the Brazilian System of Information on Live Births. For the two telephone follow-up waves (6 and 12 months later), the postnatal woman’s response probability was modelled using baseline covariate information in order to adjust the sample weights for nonresponse in each follow-up wave. <![CDATA[Determining gestational age based on information from the <em>Birth in Brazil</em> study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi verificar a validade de diferentes métodos de estimação da idade gestacional e propor a criação de um algoritmo para cálculo da mesma para a pesquisa Nascer no Brasil – estudo realizado em 2011-2012, com 23.940 puérperas. Utilizou-se a ultrassonografia precoce, realizada entre 7-20 semanas de gestação, como método de referência. Todas as análises foram estratificadas segundo tipo de pagamento do parto (público ou privado). Quando comparado à ultrassonografia precoce, foram encontrados coeficientes de correlação intraclasse substanciais tanto para o método idade gestacional na admissão baseado em ultrassonografia (0,95 and 0,94) quanto para o método idade gestacional relatada pela puérpera na entrevista (0,90 and 0,88), para o pagamento do parto público e privado, respectivamente. Medidas baseadas na data da última menstruação apresentaram coeficientes de correlação intraclasse menores. Este estudo sugere cautela ao se utilizar a data da última menstruação como primeiro método de estimação da idade gestacional no Brasil, fortalecendo o uso de informações oriundas de ultrassonografia precoce.<hr/>El objetivo de este estudio fue verificar la validez de los diferentes métodos de estimación de la edad gestacional y proponer la creación de un algoritmo para calcular la edad gestacional en la investigación Nacer en Brasil. Se trata de un estudio de 2011 a 2012, con 23.940 mujeres en periodo de posparto. Como método de referencia utilizamos ecografías realizadas entre las 7 y 20 semanas de gestación. Todos los análisis se estratificaron por tipo de pago (público o privado). En comparación con la ecografía temprana, se encontraron significativos los coeficientes de correlación intraclase, tanto para el método de edad gestacional en el área de admisión, en base a la ecografía (0,95 y 0,94), como por el método de edad gestacional que informó la madre en la entrevista (0.90 y 0.88), para ambos tipos de servicio público y privado, respectivamente. Los datos sobre la base de la última menstruación mostraron coeficientes de correlación intraclase más pequeños. Este estudio sugiere precaución al usar la última menstruación, como primer método de estimación de la edad gestacional en Brasil, fortaleciéndose así el uso temprano de la información proveniente de la ecografía.<hr/>This study aimed at assessing the validity of different measures for estimating gestational age and to propose the creation of an algorithm for gestational age at birth estimates for the Birth in Brazil survey – a study conducted in 2011-2012 with 23,940 postpartum women. We used early ultrasound imaging, performed between 7-20 weeks of gestation, as the reference method. All analyses were performed stratifying by payment of maternity care (public or private). When compared to early ultrasound imaging, we found a substantial intraclass correlation coefficient of ultrasound-based gestational age at admission measure (0.95 and 0.94) and of gestational age reported by postpartum women at interview measure (0.90 and 0.88) for the public and private payment of maternity care, respectively. Last menstrual period-based measures had lower intraclass correlation coefficients than the first two measures evaluated. This study suggests caution when using the last menstrual period as the first measure for estimating gestational age in Brazil, strengthening the use of information obtained from early ultrasound imaging results. <![CDATA[Estimation of maternal mortality rates in Brazil, 2008-2011]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste trabalho, propõe-se uma metodologia de estimação da razão de mortalidade materna (RMM), no Brasil, 2008-2011, por meio das informações do Ministério da Saúde. O método proposto leva em consideração, o sub-registro geral de óbitos, as proporções de investigação de mortes de mulheres em idade fértil, bem como as proporções de óbitos maternos que foram atribuídos, indevidamente, a outras causas antes da investigação. A RMM foi estimada por Unidade de Federação no triênio de 2009-2011. No Brasil, a RMM atinge o valor mínimo em 2011 (60,8/100 mil nascidos vivo) e o máximo em 2009 (73,1/100 mil nascidos vivos), explicado, provavelmente, pela epidemia de influenza A (H1N1). Os maiores valores da RMM foram encontrados no Maranhão e no Piauí, ultrapassando 100/100 mil nascidos vivos, e o menor foi apresentado por Santa Catarina, o único estado com magnitude inferior a 40/100 mil nascidos vivos. Os resultados indicaram valores superiores aos que deveriam ter sido alcançados de acordo com a quinta meta do milênio, mas apontaram para um decréscimo significativo no período de 1990-2011, se as estimativas anteriores da RMM forem consideradas.<hr/>En este trabajo se propone una metodología de estimación de la razón de mortalidad materna (RMM), en Brasil, de 2008-2011, mediante la información proporcionada por el Ministerio de Salud. El método propuesto tiene en consideración el sub-registro general de óbitos, las proporciones de investigación en muertes de mujeres en edad fértil, así como las de óbitos maternos que fueron atribuidos, indebidamente, a otras causas antes de esta investigación. La RMM fue estimada por estados durante el trienio de 2009-2011. En Brasil, la RMM alcanza el valor mínimo en 2011 (60,8 por 100.000 nacidos vivos) y el máximo en 2009 (73,1 por 100.000 nacidos vivos), explicado, probablemente, por la epidemia de gripe A (H1N1). Los mayores valores de la RMM se encontraron en los estados de Maranhão y en Piauí, sobrepasando 100 por 100.000 nacidos vivos, y el menor se presentó en Santa Catarina, el único estado con magnitud inferior a 40 por 100.000 nacidos vivos. Los resultados indicaron valores superiores a los que deberían haber sido alcanzados, de acuerdo con el quinto objetivo del milenio, pero apuntaron un decremento significativo durante el período de 1990-2011, si se consideraran las estimaciones anteriores de la RMM.<hr/>This study proposes a methodology for estimating maternal mortality rates (MMR) in Brazil between 2008 and 2011 using data obtained from Ministry of Health information systems. The method assesses underreporting of maternal deaths, the investigation rates of deaths among women of reproductive age, as well as the proportion of maternal deaths that were misclassified as other causes before investigation. MMR was estimated for each state in Brazil in the 2009 to 2011 triennium. Overall MMR in Brazil was lower in 2011 (60.8 per 100,000 live births) and higher in 2009 (73.1 per 100.000 live births) probably due to the H1N1 influenza epidemic that occurred in the same year. MMR was highest in the States of Maranhão and Piauí (over 100 per 100,000 live births) and lowest in the State of Santa Catarina, the only state with a MMR of less than 40 per 100,000 live births. The results show that rates are higher than the target rate of the fifth Millennium Development Goal, but indicated a significant decrease in MMR during the period 1990 to 2011. <![CDATA[ <strong>Prenatal care in Brazil</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300016&lng=en&nrm=iso&tlng=en O estudo tem por objetivo analisar a assistência pré-natal oferecida às gestantes usuárias de serviços de saúde públicos e/ou privados utilizando dados da pesquisa Nascer no Brasil, realizada em 2011 e 2012. As informações foram obtidas por meio de entrevista com a puérpera durante a internação hospitalar e dados do cartão de pré- natal. Os resultados mostram cobertura elevada da assistência pré-natal (98,7%) tendo 75,8% das mulheres iniciado o pré-natal antes da 16a semana gestacional e 73,1% compareceram a seis ou mais consultas. O pré-natal foi realizado, sobretudo, em unidades básicas (89,6%), públicas (74,6%), pelo mesmo profissional (88,4%), em sua maioria médicos (75,6%), e 96% receberam o cartão de pré-natal. Um quarto das gestantes foi considerado de risco. Do total das entrevistadas, apenas 58,7% foram orientadas sobre a maternidade de referência, e 16,2% procuraram mais de um serviço para a admissão para o parto. Desafios persistem para a melhoria da qualidade dessa assistência, com a realização de procedimentos efetivos para a redução de desfechos desfavoráveis.<hr/>El estudio tiene por objetivo describir el cuidado prenatal ofrecido a las embarazadas por parte de los servicios de salud públicos o privados en Brasil, utilizando los datos de la encuesta Nacer en Brasil, realizada en 2011 y 2012. La información se obtuvo mediante entrevistas con las mujeres después del parto, durante la hospitalización, y la ficha prenatal. Los resultados indican una alta cobertura (98,7%), con un 75,8% de las mujeres que comenzaron la atención prenatal antes de las 16 semanas de gestación y un 73,1% que tuvieron seis o más consultas. La atención prenatal se llevó a cabo en las unidades básicas de atención (89,6%), públicas (74,6%), por un mismo profesional (88,4%), la mayoría médicos (75,6%) y el 96% recibió una ficha prenatal. Una cuarta parte de las mujeres se consideraba en riesgo. Del total, sólo el 58,7% estaban orientadas sobre la unidad de maternidad de referencia, y el 16,2% dice que han buscado más de un servicio para el parto. Sigue habiendo problemas para mejorar la calidad de la atención, y es necesaria la realización de procedimientos efectivos para reducir los resultados desfavorables.<hr/>This study aims to describe prenatal care provided to pregnant users of the public or private health services in Brazil, using survey data from Birth in Brazil, research conducted from 2011 to 2012. Data was obtained through interviews with postpartum women during hospitalization and information from hand-held prenatal notes. The results show high coverage of prenatal care (98.7%), with 75.8% of women initiating prenatal care before 16 weeks of gestation and 73.1% having six or more number of appointments. Prenatal care was conducted mainly in primary health care units (89.6%), public (74.6%), by the same professional (88.4%), mostly physicians (75.6%), and 96% received their hand-held prenatal notes. A quarter of women were considered at risk of complications. Of the total respondents, only 58.7% were advised about which maternity care service to give birth, and 16.2% reported searching more than one health service for admission in labour and birth. Challenges remain for improving the quality of prenatal care, with the provision of effective procedures for reducing unfavourable outcomes. <![CDATA[Process of decision-making regarding the mode of birth in Brazil: from the initial preference of women to the final mode of birth]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300017&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste artigo é descrever os fatores referidos para a preferência pelo tipo de parto no início da gestação e reconstruir o processo de decisão pelo tipo de parto no Brasil. Dados de uma coorte de base hospitalar nacional com 23.940 puérperas, realizada em 2011-2012, foram analisados, segundo fonte de pagamento do parto e paridade, com utilização do teste χ2. A preferência inicial pela cesariana foi de 27,6%, variando de 15,4% (primíparas no setor público) a 73,2% (multíparas com cesariana anterior no setor privado). O principal motivo para a escolha do parto vaginal foi a melhor recuperação desse tipo de parto (68,5%) e para a cesariana o medo da dor do parto (46,6%). Experiência positiva com parto vaginal (28,7%), parto cesáreo (24,5%) e realização de laqueadura tubária (32,3%) foram citadas por multíparas. Mulheres do setor privado apresentaram 87,5% de cesariana, com aumento da decisão pelo parto cesáreo no final da gestação, independentemente do diagnóstico de complicações. Em ambos os setores, a proporção de cesariana foi muito superior ao desejado pelas mulheres.<hr/>El propósito de este artículo es describir los factores de preferencia en el tipo de parto durante el embarazo temprano, y estudiar el proceso de decisión en la opción de parto en Brasil. Los datos de una cohorte de base hospitalaria nacional, con 23.894 mujeres, durante el período 2011-2012, se analizaron de acuerdo a la fuente de los fondos para el parto y la paridad, mediante la prueba de χ2. La preferencia inicial por cesárea fue de un 27,6%, desde el 15,4% (sector público primíparas) al 73,2% (sector privado multíparas con cesárea). La principal razón para la elección de parto vaginal era la mejor recuperación de este tipo de parto (68,5%), y para la cesárea, el temor al dolor durante el parto (46,6%). La experiencia positiva con el parto vaginal (28,7%); parto por cesárea (24,5%) y la esterilización femenina (32.3%) fueron citados por multíparas. Las mujeres en el sector privado tuvieron un 87,5% de cesárea con una mayor decisión hacia este tipo de parto a finales del embarazo, independientemente del diagnóstico de las complicaciones. En ambos sectores, la proporción de la cesárea fue mucho mayor de lo deseado.<hr/>The purpose of this article is to describe the factors cited for the preference for type of birth in early pregnancy and reconstruct the decision process by type of birth in Brazil. Data from a national hospital-based cohort with 23,940 postpartum women, held in 2011-2012, were analyzed according to source of funding for birth and parity, using the χ2 test. The initial preference for cesarean delivery was 27.6%, ranging from 15.4% (primiparous public sector) to 73.2% (multiparous women with previous cesarean private sector). The main reason for the choice of vaginal delivery was the best recovery of this type of birth (68.5%) and for the choice of cesarean, the fear of pain (46.6%). Positive experience with vaginal delivery (28.7%), cesarean delivery (24.5%) and perform female sterilization (32.3%) were cited by multiparous. Women from private sector presented 87.5% caesarean, with increased decision for cesarean birth in end of gestation, independent of diagnosis of complications. In both sectors, the proportion of caesarean section was much higher than desired by women. <![CDATA[Factors associated with caesarean section among primiparous adolescents in Brazil, 2011-2012]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300018&lng=en&nrm=iso&tlng=en Nesse artigo são apresentados os fatores associados à realização de cesariana em primíparas adolescentes no Brasil, utilizando-se dados de pesquisa nacional de base hospitalar realizada entre 2011 e 2012. As informações foram obtidas por meio de entrevista com a puérpera durante a internação hospitalar. Um modelo teórico conceitual foi estabelecido com três níveis de hierarquia e a variável dependente foi a via de parto – cesariana ou vaginal. Os resultados mostram proporção elevada de cesariana entre primíparas adolescentes (40%) e os fatores mais fortemente associados à cesariana foram considerar esta via de parto mais segura (OR = 7,0; IC95%: 4,3-11,4); parto financiado pelo setor privado (OR = 4,3; IC95%: 2,3-9,0); mesmo profissional de saúde assistindo pré-natal e parto (OR = 5,7; IC95%: 3,3-9,0) e apresentar antecedentes clínicos de risco e intercorrências na gestação (OR = 10,8; IC95%: 8,5-13,7). A gravidez na adolescência permanece em pauta no campo da saúde reprodutiva, sendo preocupante a proporção do parto cirúrgico encontrada nesse estudo, haja vista a exposição precoce aos efeitos da cesariana.<hr/>En este artículo se propone el estudio de los factores asociados a la cesárea en adolescentes primíparas en Brasil, utilizando los datos de una encuesta de base hospitalaria, realizada en 2011 y 2012. La información se obtuvo mediante entrevistas con mujeres después del parto, durante la hospitalización. Se estableció un modelo conceptual teórico con tres niveles de jerarquía, donde la variable dependiente fue el tipo de parto: cesárea o vaginal. Los resultados muestran una alta proporción de cesáreas en adolescentes primíparas (40%) y los factores más fuertemente asociados a la cesárea son: la consideraban más segura (OR = 7,0; IC95%: 4,3-11,4); era un parto financiado por el sector privado (OR = 4,3; IC95%: 2,3-9,0); o el hecho de que un mismo profesional de salud prestara atención en el periodo prenatal y parto (OR = 5,7; IC95%: 3,3-9,0), así como la historia clínica de los riesgos y complicaciones (OR = 10,8; IC95%: 8,5-13,7). El embarazo adolescente sigue estando en la agenda de la salud reproductiva, siendo preocupante la proporción de partos operatorios encontrados en este estudio, teniendo en cuenta la exposición temprana a los efectos de la cesárea.<hr/>This paper presents the factors associated with caesarean section in primiparous adolescents in Brazil using data from a national hospital-based survey conducted between 2011 and 2012. Information was obtained from postpartum women through face-to-face and telephone interviews and a theoretical model with three levels of hierarchy was used to analyze associations with the dependent variable mode of delivery (caesarean or vaginal). The results show that the caesarean section rate among primiparous teenagers is high (40%). The most significant contributing factors for caesarean section were: considering this mode of delivery safer (OR = 7.0; 95%CI: 4.3-11.4); giving birth under the private health system (OR = 4.3; 95%CI: 2.3-9.0); being attended by the same health care professional throughout prenatal care and delivery (OR = 5.7; 95%CI: 3.3-9.0) and clinical history of risk and complications during pregnancy (OR = 10.8; 95%CI: 8.5-13.7). Adolescent pregnancy continues to be an important concern on the reproductive health agenda and the rates observed by this study are worrying given the effects of early exposure to caesarean section. <![CDATA[Clinical practices in the hospital care of healthy newborn infant in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300019&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo do estudo foi avaliar o cuidado ao recém-nascido saudável a termo e identificar variações nesse cuidado no atendimento ao parto e na primeira hora de vida. Utilizou-se a base de dados da pesquisa Nascer no Brasil. Foram estimadas as razões de produtos cruzados OR brutas e ajustadas entre as características do hospital, maternas e de assistência ao parto com os desfechos: aspiração de vias aéreas e gástrica, uso do oxigênio inalatório, uso de incubadora, contato pele a pele, alojamento conjunto e oferta do seio materno na sala de parto e na primeira hora de vida. Foi observada grande variação das práticas usadas na assistência ao recém-nascido a termo na sala de parto. Práticas consideradas inadequadas como uso de oxigênio inalatório (9,5%), aspiração de vias aéreas (71,1%) e gástrica (39,7%) e uso de incubadora (8,8%) foram excessivamente usadas. A ida ao seio na sala de parto foi considerada baixa (16,1%), mesmo nos hospitais com título de Hospital Amigo da Criança (24%). Esses resultados sugerem baixos níveis de conhecimento e aderência às boas práticas clínicas.<hr/>El objetivo del estudio fue evaluar el cuidado de los recién nacidos sanos y determinar si existen desigualdades en la prestación de servicios y durante la primera hora de vida. Se utilizó la base de datos de la encuesta Nacer en Brasil. Las ratios se estimaron a través del producto odds ratio (OR) y se realizó un ajuste bruto entre las características del hospital, la madre y la atención del nacimiento con los siguientes resultados: aspiración gástrica y de las vías respiratorias, uso de oxígeno inhalado, incubadora, contacto piel con piel, alojamiento conjunto y ofrecer lactancia materna en la sala de partos y en la primera hora de vida. Existe una alta variación de las prácticas utilizadas en el cuidado del recién nacido. Prácticas consideradas inapropiadas, como el uso de oxígeno inhalado (9,5%), aspiración vías respiratorias (71,1%) y gástrica (39,7%) y el uso de incubadora (8,8%) fueron altos. La lactancia materna en la sala de partos fue baja (16,1%), hasta en los hospitales especializados en la atención a niños (24%). Los resultados sugieren bajos niveles de la adhesión a las buenas prácticas.<hr/>The aim of this study was to evaluate the care of healthy full-term newborns and to identify variations in childbirth care and practices in the first hour of life. We used data from the Birth in Brazil survey. Unadjusted and adjusted odds ratio (OR) of hospital-delivered care for the mother and during childbirth were estimated for the following outcomes: upper airways and gastric aspiration, use of inhaled oxygen, use of incubator, skin-to-skin contact after birth, rooming-in and breastfeeding in the delivery room and within the first hour of life. We observed wide variations in the care of healthy full-term newborn in the delivery room. Practices considered inadequate, such as use of inhaled oxygen, (9.5%) aspiration of airways (71.1%) and gastric suctioning (39.7%), and the use of incubator (8.8%) were excessively used. Breastfeeding in the delivery room was low (16%), even when the Baby-Friendly Hospital Initiative had been implemented (24%). The results suggest poor knowledge and compliance by health practitioners to good clinical practice. Such noncompliance was probably not due to the differences in resources, since most births take place in hospitals where the necessary resources are available. <![CDATA[Implementation of the presence of companions during hospital admission for childbirth: data from the Birth in Brazil national survey]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300020&lng=en&nrm=iso&tlng=en As evidências sobre os benefícios do apoio contínuo durante o parto levou à recomendação de que este apoio deve ser oferecido a todas as mulheres. No Brasil, ele é garantido por lei desde 2005, mas os dados sobre a sua implementação são escassos. Nosso objetivo foi estimar a frequência e fatores sociodemográficos, obstétricos e institucionais associados à presença de acompanhantes durante o parto na pesquisa Nascer no Brasil. Foi feita análise estatística descritiva para a caracterização dos acompanhantes (em diferentes momentos do tempo da internação), fatores maternos e institucionais; as associações foram investigadas em modelos bi e multivariada. Vimos que 24,5% das mulheres não tiveram acompanhante algum, 18,8% tinham companhia contínua, 56,7% tiveram acompanhamento parcial. Preditores independentes de não ter algum, ou parcial, foram: menor renda e escolaridade, cor parda da pele, usar o setor público, multiparidade e parto vaginal. A implementação do acompanhante foi associada com ambiência adequada e regras institucionais claras sobre os direitos das mulheres ao acompanhante.<hr/>La evidencia de los beneficios del apoyo continuo durante el parto llevó a la recomendación de que fuera ofrecido a todas las mujeres. En Brasil, se les garantiza a las mujeres por ley desde 2005, pero hay escasos datos sobre su aplicación. El objetivo fue estimar la frecuencia y factores asociados (socio-demográficas, obstétricos e institucionales) de las mujeres que tienen acompañantes durante el parto en la encuesta Nacer en Brasil. Una vez realizado el análisis estadístico descriptivo para la caracterización de los acompañantes (en diferentes momentos del parto), factores maternos e institucionales; las asociaciones investigaron los modelos bivariados y multivariados. El 24,5% de las mujeres no tenía ningún acompañante, el 18,7% tenían acompañantes continuos y el 56,7% los tenía parcialmente. Predictores independientes de no tener acompañantes o tenerlos parcialmente fueron: bajos ingresos y educación, color moreno de piel, usar el sector público de sanidad, la multiparidad y el parto vaginal. La implementación de acompañantes se asoció con un ambiente adecuado, y normas institucionales claras sobre los derechos de las mujeres al acompañante.<hr/>Robust evidence of the benefits of continuous support during childbirth led to the recommendation that it should be offered for all women. In Brazil, it has been guaranteed by law since 2005, but scarce data on implementation is available. We aimed to estimate the frequency and associated socio-demographic, obstetric and institutional predictors of women having companionship during childbirth in the Birth in Brazil survey. Descriptive statistical analysis was done for the characterization of companions (at different moments of hospital stay), maternal and institutional factors; associations were investigated in bivariate and multivariate models. We found that 24.5% of women had no companion at all, 18.8% had continuous companionship and 56.7% had partial companionship. Independent predictors of having no or partial companionship at birth were: lower income and education, brown color of skin, using the public sector, multiparity, and vaginal delivery. Implementation of companionship was associated with having an appropriate environment, and clear institution al rules about women’s rights to companionship. <![CDATA[Social inequalities and women's satisfaction with childbirth care in Brazil: a national hospital-based survey]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300021&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo foi identificar fatores associados à avaliação das mulheres quanto à relação profissionais de saúde/parturiente e como esses fatores influenciam a satisfação com o atendimento ao parto. Estudo de coorte de base hospitalar, realizado com base na pesquisa Nascer no Brasil. Foram incluídas 15.688 mulheres entrevistadas no pós-parto, por telefone, de março de 2011 a fevereiro de 2013. Todas as variáveis componentes da relação profissional/parturiente (tempo de espera, respeito, privacidade, clareza nas explicações, possibilidade de fazer perguntas e participação nas decisões) e escolaridade mantiveram-se associadas de forma independente à satisfação geral com o atendimento ao parto, no modelo ajustado. As mulheres atendidas na Região Sudeste e na Sul, no setor privado e com acompanhante avaliaram melhor a relação com os profissionais de saúde, o oposto ocorreu com as pardas e que tiveram trabalho de parto. As mulheres valorizam a forma como são atendidas pelos profissionais e existem desigualdades de cor, região geográfica e fonte de pagamento do parto nessas relações.<hr/>El objetivo es identificar los factores asociados con la evaluación de las mujeres sobre la relación entre profesionales de salud y parturientas y cómo estos factores influyen en la satisfacción con la atención al parto. Se trata de un estudio de cohorte hospitalaria, realizado a partir de la investigación Nacer en Brasil. Fueron entrevistadas 15.688 mujeres en el puerperio, por teléfono, de marzo de 2011 a febrero de 2013. Todas las variables evaluadas sobre la relación entre el profesional de salud y parturienta (tiempo de espera, respeto, privacidad, explicaciones claras, posibilidad de hacer preguntas y participación en las decisiones), así como la escolaridad estuvieron asociadas de forma independiente con la satisfacción en la atención al parto, dentro del modelo ajustado. Las mujeres atendidas en las regiones sudeste y sur, en el sector privado y con acompañante, evaluaron mejor la relación con los profesionales de salud. Las mujeres valoran la forma en que son atendidas y se encontraron desigualdades relacionadas con el color, la región geográfica y la financiación de los servicios de atención al parto en estas relaciones.<hr/>The objective is to identify factors associated with women’s satisfaction towards the care provided by the health professionals during hospital assisted delivery and identify how those factors influence their general levels of satisfaction. The cohort hospital based study was carried out in connection with the Birth in Brazil research. 15,688 women were included, interviewed at home, through the phone, from March 2011 to February 2012. All the variables that compose the professional/pregnant woman relationship (waiting time, respect, privacy, clarity of explanations, possibility of asking questions and participating in the decisions) and schooling remained independently associated with general satisfaction towards delivery care, in the adjusted model. The white women assisted in the southeastern and southern regions of the country, by the private sector and with a companion present gave a better evaluation of the care provided. Women value the way in which they are assisted by the health professionals, and there are inequalities in the way they are treated based on skin color, geographic region and financial situation. <![CDATA[Incidence of maternal near miss in hospital childbirth and postpartum: data from the Birth in Brazil study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300022&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este estudo avaliou os dados sobre a incidência do near miss materno, identificados segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde, na pesquisa Nascer no Brasil. O estudo foi realizado entre fevereiro/2011 e outubro/2012 e os resultados apresentados são estimativas para a população estudada (2.337.476 partos), baseados na amostra de 23.894 puérperas entrevistadas. Os resultados mostraram uma incidência de near miss materno de 10,21 por mil nascidos vivos e uma razão de mortalidade do near miss materno de 30,8 casos para cada morte materna. Os critérios clínicos para identificação do near miss materno foram os mais prevalentes e tiveram incidência de 5,2 por mil nascidos vivos. O near miss materno esteve associado com a idade materna de 35 anos ou mais (RR = 1,6; IC95%: 1,1-2,5), com história de cesariana anterior (RR = 1,9; IC95%: 1,1-3,4) e gestação de risco (RR = 4,5; IC95%: 2,8-7,0). Os hospitais localizados nas capitais (RR = 2,2; IC95%: 1,3-3,8) e os pertencentes ao SUS (RR = 3,2; IC95%: 1,6-6,6) também apresentaram maior incidência de casos de near miss materno. A qualificação dos serviços de assistência ao parto pode ajudar a reduzir a mortalidade materna no Brasil.<hr/>Este estudio evaluó los datos sobre la incidencia del near miss materno, identificado conforme los criterios de la Organización Mundial de la Salud, en la investigación Nacer en Brasil. El estudio se realizó entre febrero/2011 y octubre/2012 y los resultados presentados son estimaciones de población (2.337.476 nacimientos), en base a una muestra de 23.894 mujeres entrevistadas. Los resultados mostraron una incidencia de near miss materno de 10,21 por cada 1.000 nacidos vivos y una tasa de mortalidad del near miss materno de 30,8 casos por cada muerte materna. Los criterios clínicos para la identificación del near miss materno fueron los más frecuentes y tenían una incidencia de 5,2 por cada 1.000 nacidos vivos. El near miss materno se asoció con una edad materna de 35 años o mayores (RR = 1,6; IC95%: 1,1-2,5), con antecedentes de parto por cesárea (RR = 1,9; IC95%: 1,01-3,04) y embarazo de riesgo (RR = 4,5; IC95%: 2,8-7,0). Los hospitales ubicados en las ciudades de capitales (RR = 2,2; IC95%: 1,3-3,8) y los que pertenecen al Sistema Único de Salud (RR = 3,2; IC95%: 1,6-6,6) también tuvieron una mayor incidencia de near miss materno. La cualificación de la atención en la prestación de servicios puede ayudar a reducir la mortalidad materna en Brasil.<hr/>This study evaluated data on the incidence of maternal near miss identified on World Health Organization (WHO) criteria from the Birth in Brazil survey. The study was conducted between February 2011 and October 2012. The results presented are estimates for the study population (2,337,476 births), based on a sample of 23,894 women interviewed. The results showed an incidence of maternal near miss of 10.21 per 1,000 live births and a near-miss-to-mortality ratio of 30.8 maternal near miss to every maternal death. Maternal near miss was identified most prevalently by clinical criteria, at incidence of 5.2 per 1,000 live births. Maternal near miss was associated with maternal age 35 or more years (RR = 1.6; 95%CI: 1.1-2.5), a history of previous cesarean delivery (RR = 1.9; 95%CI: 1.1-3.4) and high-risk pregnancy (RR = 4.5; 95%CI: 2.8-7.0). incidence of maternal near miss was also higher at hospitals in capital cities (RR = 2.2; 95%CI: 1.3-3.8) and those belonging to Brazil’s national health service, the Brazilian Unified National Health System (SUS) (RR = 3.2; 95%CI: 1.6-6.6). Improved quality of childbirth care services can help reduce maternal mortality in Brazil. <![CDATA[Neonatal near miss in the Birth in Brazil survey]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300023&lng=en&nrm=iso&tlng=en Dados da pesquisa Nascer no Brasil, um estudo nacional de base hospitalar, incluindo 24.197 puérperas e seus recém-nascidos, de fevereiro de 2011 a julho de 2012, foram utilizados para construir um indicador de morbidade neonatal near miss. Foi utilizada amostragem por conglomerados em três estágios (hospitais, dias, mulheres), estratificada por macrorregião, tipo de município (capital ou interior) e tipo de financiamento hospitalar. Modelos de regressão logística foram utilizados para identificar as variáveis que poderiam predizer a mortalidade neonatal e compor o indicador neonatal near miss. Após serem testadas 19 variáveis, cinco foram escolhidas (peso ao nascer &lt; 1.500g, Apgar no 5o minuto de vida &lt; 7, uso de ventilação mecânica, idade gestacional &lt; 32 semanas e relato de malformações congênitas). A taxa de morbidade neonatal near miss no inquérito Nascer no Brasil foi de 39,2 por mil nascidos vivos, três vezes e meia a taxa de mortalidade neonatal (11,1 por mil). O indicador de morbidade neonatal near miss foi capaz de identificar situações com alto risco de morte neonatal.<hr/>Se utilizaron datos de la encuesta Nacer en Brasil, un estudio nacional de base hospitalaria, realizado con 24.197 madres y sus recién nacidos, recabado de febrero 2011 a julio 2012, para construir un indicador de morbilidad neonatal near miss. Se utilizó el muestreo por conglomerados en tres etapas (hospitales, días, mujeres), estratificado por microrregiones, tipo de municipio (capital o interior), y tipo de financiamiento de los hospitales. Se emplearon modelos de regresión logística para identificar las variables que podrían predecir la mortalidad neonatal y componer el indicador de morbilidad neonatal near miss. Una vez ensayadas 19 variables, cinco fueron elegidas (peso al nacer &lt; 1.500g; Apgar a los 5 minutos de vida; &lt; 7 ventilación mecánica; edad gestacional &lt; 32 semanas, y reporte de malformaciones congénitas). La tasa de morbilidad neonatal near miss fue de un 30,2 por mil nacidos vivos, tres veces y media la tasa de mortalidad neonatal (11,1 por mil). El indicador de morbilidad neonatal near miss fue capaz de identificar situaciones con alto riesgo de muerte neonatal.<hr/>This study used data from the Birth in Brazil survey, a nationwide hospital-based study of 24,197 postpartum women and their newborns, collected between February 2011 and July 2012. A three-stage cluster sampling design (hospitals, days, women) was used consisting of stratification by geographic region, type of municipality (capital or non-capital), and type of hospital financing. Logistic regression was used to identify variables that were potential predictors of neonatal mortality and neonatal near miss indicators. After testing nineteen variables, five were chosen to compose a set of neonatal near miss indicators (birth weight of less than 1,500g, Apgar score of less than 7 in the 5th minute of life, use of mechanical ventilation, gestational age of less than 32 weeks and congenital malformations). The neonatal near miss rate in the Birth in Brazil survey was 39.2 per thousand live births, three and a half times higher than the neonatal mortality rate (11.1 per thousand). These neonatal near miss indicators were able to identify situations with a high risk of neonatal death. <![CDATA[Birth in Brazil survey: neonatal mortality, pregnancy and childbirth quality of care]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300024&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudo de coorte sobre a mortalidade neonatal na pesquisa Nascer no Brasil, com entrevista e avaliação de prontuários de 23.940 puérperas entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012. Utilizou-se modelagem hierarquizada para análise dos potenciais fatores de risco para o óbito neonatal. A taxa de mortalidade foi 11,1 por mil; maior nas regiões Norte e Nordeste e nas classes sociais mais baixas. O baixo peso ao nascer, o risco gestacional e condições do recém-nascido foram os principais fatores associados ao óbito neonatal. A inadequação do pré-natal e da atenção ao parto indicaram qualidade não satisfatória da assistência. A peregrinação de gestantes para o parto e o nascimento de crianças com peso &lt; 1.500g em hospital sem UTI neonatal demonstraram lacunas na organização da rede de saúde. Óbitos de recém-nascidos a termo por asfixia intraparto e por prematuridade tardia expressam a evitabilidade dos óbitos. A qualificação da atenção, em especial da assistência hospitalar ao parto se configura como foco prioritário para maiores avanços nas políticas públicas de redução das taxas e das desigualdades na mortalidade infantil no Brasil.<hr/>Se trata de un estudio de cohorte sobre la mortalidad neonatal en la investigación Nacer en Brasil, con entrevistas y revisión de los registros médicos de 23.940 mujeres durante el posparto, entre febrero de 2011 y octubre de 2012. Se utilizó el modelado jerárquico con el fin de analizar los factores de riesgo potenciales para la muerte neonatal. La tasa de mortalidad fue de 11,1/1.000; mayor en las regiones Norte y Nordeste y en las clases sociales más bajas. El bajo peso al nacer, el riesgo gestacional y la condición del recién nacido fueron los principales factores asociados a la mortalidad neonatal. Una asistencia prenatal y al parto inadecuados indican una calidad insuficiente de atención. La peregrinación de las mujeres embarazadas durante el parto y el nacimiento de niños con peso &lt; 1.500g en un hospital sin unidad de cuidado intensivo neonatal demostró deficiencias en la organización de la red de salud. El motivo final de las muertes de los recién nacidos por asfixia intraparto y la prematuridad tardía expresan la posibilidad de que las muertes podrían haber sido evitadas. La cualificación en la atención, especialmente en la prestación de atención hospitalaria se configura como un foco prioritario para la política pública y el progreso en la reducción de la mortalidad infantil y las desigualdades.<hr/>This study examined neonatal deaths in the live-births cohort in the Birth in Brazil survey, which interviewed and examined medical records of 23,940 mothers from February 2011 to October 2012. Potential risk factors were analyzed using hierarchical modeling. Neonatal mortality rate was 11.1/1,000, the highest rates occurring in the North and Northeast regions and in lower social classes. Low birth weight, risks during pregnancy and conditions of the newborn were the main factors associated with neonatal death. Inadequate prenatal and childbirth care point to unsatisfactory quality of health care. Difficulty in gaining hospital admission for delivery, and children with birth weight &lt; 1,500g born at hospitals without a neonatal intensive care unit, indicate gaps in health system organization. Deaths from intra-partum asphyxia in term babies and late prematurity express preventable neonatal mortality. Better quality health care, especially hospital care during labor and birth, poses the main public policy challenge to progress in reducing mortality and inequalities in Brazil. <![CDATA[Structure in Brazilian maternity hospitals: key characteristics for quality of obstetric and neonatal care]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300025&lng=en&nrm=iso&tlng=en Avaliar aspectos da estrutura de uma amostra de maternidades do Brasil. A estrutura foi avaliada tendo como referências as normas do Ministério da Saúde e englobou: localização geográfica, volume de partos, existência de UTI, atividade de ensino, qualificação de recursos humanos, disponibilidade de equipamentos e medicamentos. Os resultados evidenciam diferenças na qualificação e na disponibilidade de equipamentos e insumos dos serviços de atenção ao parto e nascimento segundo o tipo de financiamento, regiões do país e grau de complexidade. As regiões Norte/Nordeste e Centro-oeste apresentaram os maiores problemas. No Sul/Sudeste, os hospitais estavam melhores estruturados, atingindo proporções satisfatórias em vários dos aspectos estudados, próximas ou mesmo superiores ao patamar da rede privada. O presente estudo traz para o debate a qualidade da estrutura dos serviços hospitalares ofertados no país, e sublinha a necessidade de desenvolvimento de estudos analíticos que considerem o processo e os resultados da assistência.<hr/>El presente estudio evalúa aspectos en cuanto a la estructura de una muestra de hospitales de maternidad en Brasil. El marco ha sido evaluado en función de patrones de referencia del Ministerio de Salud y abarca: ubicación geográfica, volumen de nacimientos, presencia de IU, actividades de aprendizaje, formación de recursos humanos, disponibilidad de equipos y medicamentos. Los resultados muestran diferencias en la cualificación y disponibilidad de equipos y servicios de suministros para el parto, según regiones, y su grado de complejidad. El Norte/Nordeste y Centro-oeste mostraron los mayores problemas. En el Sur/Sudeste, los hospitales estaban mejor estructurados, alcanzando proporciones satisfactorias en diversos aspectos del estudio, cercanos o justo por encima del nivel de la red privada. Este estudio aporta al debate la cuestión la calidad estructural de los servicios hospitalarios que se ofrecen en el país, y hace hincapié en la necesidad de desarrollo de estudios de análisis que tengan en cuenta los procesos y resultados de la atención.<hr/>This study aimed to evaluate key characteristics of structure in a sample of maternity hospitals in Brazil. Structure was evaluated according to Ministry of Health criteria and included: geographic location, obstetric volume, presence of ICU, teaching activities, staff qualifications, and availability of equipment and medicines. The results showed differences in staff qualifications and availability of equipment in obstetric and neonatal care according to type of financing, region of the country, and degree of complexity. The North/Northeast and Central-West regions presented the most serious problems with structure. The public and mixed hospitals were better structured in the South/Southeast, reaching satisfactory levels on various items, similar or superior to the private hospitals. The current study contributes to the debate on quality of structure in Brazil’s hospital services and emphasizes the need to develop analytical studies considering process and results of obstetric and neonatal care. <![CDATA[Caesarean section and neonatal outcomes in private hospitals in Brazil: comparative study of two different perinatal models of care]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300026&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetiva-se comparar a prevalência de cesariana e desfechos neonatais de dois modelos de atenção ao parto em hospitais privados brasileiros, utilizando-se dados do estudo Nascer no Brasil, coorte de base hospitalar realizada nos anos 2011/2012. Foram analisadas 1.664 puérperas e seus conceptos, atendidos em 13 hospitais localizados na Região Sudeste, divididos em “típico” – modelo de atenção padrão, e “atípico” – Hospital Amigo da Criança com equipes de plantão e trabalho colaborativo entre enfermeiras obstétricas e médicos na atenção ao parto. A classificação de Robson foi adotada para a comparação das prevalências de cesariana, que foram menores no hospital atípico (47,8% vs. 90,8%, p &lt; 0,001). Desfechos positivos relativos ao aleitamento materno foram mais frequentes no hospital atípico. Eventos neonatais adversos não apresentaram diferença significativa entre os hospitais. A intervenção adotada no hospital atípico deve ser avaliada em profundidade, uma vez que parece ter reduzido a prevalência de cesariana e aumentado as boas práticas de cuidado neonatal.<hr/>El objetivo de este estudio es comparar la tasa de cesárea y los resultados neonatales de dos modelos de atención al parto en hospitales privados en Brasil. Se utilizaron datos de la encuesta Nacer en Brasil, una cohorte de base hospitalaria durante los años 2011/2012. Se analizaron a 1.664 madres y a sus recién nacidos en 13 hospitales de la región sureste, divididos en "típico" -modelo de atención estándar- y "atípico" -Hospital Amigo del Niño-, con atención al parto por equipos de turno integrados por médicos y parteras. Se adoptó la clasificación de Robson con el fin comparar las tasas de cesárea, que fueron inferiores en el hospital atípico (47,8% vs. 90,8%, p &lt; 0,001). Los resultados positivos relacionados con la lactancia materna fueron más frecuentes en el hospital atípico. Los eventos adversos neonatales no difirieron significativamente entre los hospitales. La intervención utilizada en el hospital atípico se debe evaluar en profundidad, ya que parece haber reducido la prevalencia de la cesárea y aumentado las mejores prácticas de atención neonatal.<hr/>This study aims at comparing caesarean section rates and neonatal outcomes of two perinatal models of care provided in private hospitals in Brazil. Birth in Brazil data, a national hospital-based cohort conducted in the years 2011/2012 was used. We analysed 1,664 postpartum women and their offspring attended at 13 hospitals located in the South-east region of Brazil, divided into a "typical” – standard care model and "atypical" – Baby-Friendly hospital with collaborative practices between nurse-midwives and obstetricians on duty to attend deliveries in an alternative labour ward. The Robson’s classification system was used to compare caesarean sections, which was lower in the atypical hospital (47.8% vs. 90.8%, p &lt; 0.001). Full term birth, early skin-to-skin contact, breastfeeding in the first hour, rooming-in care, and discharge in exclusive breastfeeding were more frequent in the atypical hospital. Neonatal adverse outcome did not differ significantly between hospitals. The atypical hospital’s intervention should be further evaluated since it might reduce caesarean section prevalence and increase good practices in neonatal care.