Scielo RSS <![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-311X20170013&lang=es vol. 33 num. lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Raza, salud y discriminación: perspectivas históricas y contemporáneas en Brasil y Estados Unidos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2017001300101&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Raza y experimentación médica en los Estados Unidos: el caso de Tuskegee]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2017001300301&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Enfrentando el racismo en los servicios de salud]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2017001300302&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[El más extraño de todos los encuentros: discriminación racial y étnica en la atención de salud en los Estados Unidos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2017001302001&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: In 2003, a Committee of the Institute of Medicine of the National Academy of Sciences summarized hundreds of studies documenting that US racial minorities, especially African Americans, receive poorer quality health care for a wide variety of conditions than their White counterparts. These racial differences in health care persist after controlling for sociodemographic factors and patients’ ability to pay for care. The Committee concluded that physicians’ unconscious negative stereotypes of African Americans, and perhaps other people of color, likely contribute to these health care disparities. This paper selectively reviews studies published after 2003 on the likely contribution of physicians’ unconscious bias to US health care disparities. All studies used the Implicit Association Test which quantifies the relative speed with which individuals associate positive attributes like “intelligent” with Whites compared to Blacks or Latino/as. In addition to assessing physicians’ unconscious attitudes toward patients, some studies focused on the behavioral and affective dimensions of doctor-patient communication, such as physicians’ “verbal dominance” and whether patients felt respected. Studies reviewed found a “pro-white” unconscious bias in physicians’ attitudes toward and interactions with patients, though some evidence suggests that Black and female physicians may be less prone to such bias. Limited social contact between White physicians and racial/ethnic minorities outside of medical settings, plus severe time pressures physicians often face during encounters with patients who have complex health problems could heighten their susceptibility to unconscious bias.<hr/>Resumo: Em 2003, um comitê do Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos resumiu centenas de estudos documentando o fato de minorias raciais americanas, e principalmente os afro-americanos, receberem cuidados de saúde piores para uma ampla gama de doenças, em comparação com seus concidadãos brancos. Tais diferenças raciais persistem mesmo depois de ajuste para fatores sociodemográficos e para a capacidade dos pacientes de pagar pela assistência. O comitê concluiu que os estereótipos negativos inconscientes dos médicos contra afro-americanos, e talvez contra outras pessoas de cor, provavelmente contribuem para essas disparidades. O artigo faz uma revisão seletiva de estudos publicados desde 2003 sobre a provável contribuição do preconceito inconsciente dos médicos americanos para as desigualdades nos cuidados de saúde. Todos os estudos usaram o Teste de Associação Implícita, que quantifica a velocidade relativa com que os indivíduos associam atributos positivos como “inteligentes” aos brancos, comparados com os negros ou latinos. Além de avaliar atitudes inconscientes dos médicos em relação aos pacientes, alguns estudos analisaram as dimensões comportamentais e afetivas da comunicação médico-paciente, como a “dominância verbal” dos médicos e o fato dos pacientes se sentirem, ou não, respeitados. Os estudos revisados detectaram um viés inconsciente “pró-branco” nas atitudes e na interação dos médicos com os pacientes, embora algumas evidências sugiram que os médicos negros e as médicas podem ser menos propensos a esse tipo de viés. O contato social limitado entre médicos brancos e minorias étnico-raciais fora do contexto clínico e a premência do tempo com que os médicos lidam muitas vezes durante encontros com pacientes com problemas de saúde complexos podem agravar a susceptibilidade dos médicos ao preconceito inconsciente.<hr/>Resumen: En 2003, un comité del Instituto de Medicina de la Academia Nacional de Ciencia de los Estados Unidos resumió cientos de estudios que documentan el hecho de que las minorías raciales estadounidenses, especialmente los afroamericanos, reciben atención de salud peor para una amplia gama de enfermedades, en comparación con sus conciudadanos blancos. Las diferencias raciales en persisten incluso después del ajuste por factores sociodemográficos y la capacidad de los pacientes para pagar la atención. El comité concluyó que los estereotipos negativos inconscientes de los médicos contra los afroamericanos, y tal vez contra otras personas de color, probablemente contribuyen a estas disparidades. El artículo es una revisión selectiva de los estudios publicados desde 2003 sobre la posible contribución de la predisposición inconsciente de los médicos estadounidenses a las desigualdades en la atención sanitaria. Todos los estudios utilizaron el Test de Asociación Implícita, que cuantifica la velocidad relativa con la que los individuos asocian atributos positivos, como “inteligente”, a los blancos en comparación con los negros o latinos. Además de evaluar las actitudes inconscientes de los médicos hacia los pacientes, algunos estudios se centraron en las dimensiones conductuales y afectivas de la comunicación médico-paciente, como la “dominación verbal” de los médicos y si los pacientes se sentían respetados. Los estudios revisados encontraron un sesgo inconsciente “pro-blanco” en las actitudes e interacciones de los médicos con los pacientes, aunque algunas evidencias sugieren que los médicos negros y las mujeres pueden ser menos propensos a este sesgo. Un contacto social limitado entre los médicos blancos y las minorías raciales/étnicas fuera de los ambientes médicos, más las presiones de tiempo severas a las que suelen enfrentarse los médicos durante encuentros con pacientes que tienen complejos problemas de salud, podrían aumentar su susceptibilidad al sesgo inconsciente. <![CDATA[Sombras de duda: la ardua incorporación de las pruebas científicas de identificación en la determinación legal de la paternidad en Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2017001303001&lng=es&nrm=iso&tlng=es The arrival of DNA paternity testing in the 1980s was met with great enthusiasm in the Brazilian courts. Yet, over the past two decades, Brazilian legal doctrine and jurisprudence have increasingly rejected DNA proof as the sine qua non for paternity cases. Instead, DNA paternity testing has generated mountains of litigation, as biological proof has been challenged by the argument that paternity is primarily “socio-affective”. Leading family law specialists describe this new conception of paternity as an outcome of the “revolutionary” provisions of the 1988 Constitution, which recognizes the “pluralism” of family forms in modern society and guarantees equal family rights for all children. Without denying the significance of the constitution’s dignitary framework, we show that new legal understandings of paternity represent less a paradigm shift than a continuation of longstanding historical tensions between biological and socio-cultural understandings of family and identity. In this article, we explore the development of biological and eventually genetic typing in Brazil, both of which had ties to the fields of criminology and race science. Our review suggests that techniques of biological identification, no matter how sophisticated or precise, were ineffective means for establishing identity, whether of individual personhood, as in the case of paternity, or national make-up. Instead, they became incorporated as supplemental methods into complex legal, social, and cultural decision-making around families.<hr/>O surgimento dos testes de DNA para determinação de paternidade, nos anos 1980, foi recebida com grande entusiasmo nos tribunais brasileiros. No entanto, ao longo das últimas duas décadas, a doutrina jurídica e a jurisprudência brasileiras têm rejeitado cada vez mais a prova de DNA como condição sine qua non para os casos de paternidade. Testes de paternidade de DNA geraram inúmeros litígios que contestaram a prova biológica com o argumento de que a paternidade é principalmente “socioafetiva”. Os principais especialistas em direito de família descrevem essa nova concepção de paternidade como resultado das disposições “revolucionárias” da Constituição Federal de 1988, que reconhece a “pluralidade” das formas familiares na sociedade moderna e garante direitos iguais para todas as crianças. Sem negar a importância de novos princípios constitucionais, mostramos que os novos conceitos jurídicos da paternidade representam menos uma mudança de paradigma do que a continuação de antigas tensões históricas entre concepções biológicas e socioculturais da família e da identidade. Neste artigo, exploramos o desenvolvimento da tipologia biológica e, posteriormente, genética no Brasil, ambas ligadas aos campos da criminologia e da ciência racial. Nossa análise sugere que as técnicas de identificação biológica, por mais sofisticadas ou precisas que fossem, eram meios ineficazes para estabelecer a identidade, seja da personalidade individual, como no caso da paternidade, ou da composição nacional. Em vez disso, elas foram incorporadas como métodos suplementares para as decisões legais, sociais e culturais complexas em torno das famílias.<hr/>La inclusión de las pruebas de ADN para la determinación de la paternidad en los años ochenta fue recibida con gran entusiasmo en los tribunales brasileños. A pesar de ello hoy en día, tras haber trascurrido dos décadas, la doctrina legal y la jurisprudencia brasileña han rechazado cada vez más las pruebas de ADN como pruebas determinantes de los casos de paternidad. Es más, las pruebas de ADN para la paternidad han generado muchísimos litigios, puesto que las pruebas biológicas han sido rebatidas por argumentos basados en que la paternidad es primordialmente una cuestión “socio-afectiva”. Los letrados especialistas en familia consideran esta nueva concepción de la paternidad como una revolución de la Constitución de 1988, la cual reconoce la existencia del pluralismo de familias y equipara los derechos de todos los niños. Sin menoscabar la interpretación del marco constitucional indicado, entendemos que las nuevas interpretaciones jurídicas de paternidad representan, cuanto menos, un cambio generado por las continuas tensiones entre las interpretaciones biológicas y socioculturales de los conceptos de familia y de identidad. En este artículo, analizamos el desarrollo de esta cuestión, desde el punto de vista biológico y genético en Brasil, los cuales se relacionan con los campos de criminología y los estudios raciales. Nuestro análisis sugiere que las técnicas de identificación biológicas, sin importar lo precisas y sofisticadas que sean, son ineficientes en el sentido de establecer una identidad, sea individual como persona, como en el caso de la paternidad, o sea colectiva, como en el seno de una nación. En su lugar, han sido incorporados como métodos complementarios, en el ámbito de toma de decisiones legal, social y cultural, sobre los estudios acerca de las familias. <![CDATA[Relatos diferenciados de experiencias con discriminación en Brasil y Estados Unidos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2017001305001&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: There has been little cross-national comparison of perceived discrimination, and few studies have considered how intersectional identities shape perception of discriminatory treatment in different societies. Using data from the ELSA-Brasil, a study of Brazilian civil servants, and the Americans’ Changing Lives Study, a nationally-representative sample of U.S. adults, we compare reports of lifetime discrimination among race-by-gender groups in each society. We also consider whether educational attainment explains any group differences, or if differences across groups vary by level of education. Results reveal higher lifetime discrimination experiences among Black respondents in both countries, especially Black men, than among Whites, and lower reports among White women than White men. Brown men and women also reported higher levels than White men in Brazil. For all race-by-gender groups in both countries, except Brazilian White men, reports of discrimination were higher among the more educated, though adjusting for educational differences across groups did not explain group differences. In Brazil, we found the greatest racial disparities among the college educated, while U.S. Black men were more likely to report discrimination than White men at all levels of education. Results reveal broad similarities across countries, despite important differences in their histories, and an intersectional approach contributed to identification of these similarities and some differences in discrimination experiences. These findings have implications for social and public health surveillance and intervention to address the harmful consequences of discrimination.<hr/>Resumo: Há poucos estudos comparativos entre países sobre a experiência com a discriminação percebida, e poucos examinaram a maneira pela qual as identidades interseccionais configuram a percepção do tratamento discriminatório nas diferentes sociedades. Com base em dados do ELSA-Brasil (um estudo de funcionários públicos brasileiros) e do Americans’ Changing Lives Study (em uma amostra nacional representativa de adultos americanos), os autores comparam os relatos de grupos diferentes em relação à discriminação sofrida ao longo da vida, de acordo com raça e gênero, em cada sociedade. O estudo também investiga se o grau de escolaridade explica as diferenças entre grupos, ou se as diferenças dentro do mesmo grupo variam de acordo com a escolaridade. Os resultados mostram uma percepção maior de discriminação entre indivíduos negros em ambos os países, principalmente homens negros, comparado com brancos, além de menos relatos de discriminação sofrida por mulheres brancas comparado com homens brancos. No Brasil, mulheres e homens pardos relataram maiores níveis de discriminação em comparação com homens brancos. Com exceção de homens brancos, para todos os grupos analisados por raça e gênero, os relatos de discriminação foram mais frequentes entre os mais escolarizados, embora o ajuste por diferenças de escolaridade dentro dos grupos não explicasse as diferenças entre grupos. No Brasil, encontramos as maiores disparidades raciais entre indivíduos com nível superior, enquanto nos Estados Unidos, os homens negros relatavam mais discriminação do que os homens brancos, independentemente de grau de escolaridade. Os resultados revelam semelhanças gerais entre os dois países, apesar de importantes diferenças históricas. A abordagem interseccional contribuiu para a identificação dessas semelhanças e de algumas diferenças nas experiências com a discriminação. Os achados do estudo têm implicações importantes para a vigilância social e sanitária, assim como, para intervenções voltadas ao enfrentamento das consequências danosas da discriminação.<hr/>Resumen: Existen pocos estudios comparativos entre países sobre la experiencia con la discriminación percibida, y pocos examinaron la manera mediante la cual las identidades interseccionales configuran la percepción del tratamiento discriminatorio en las diferentes sociedades. En base a los datos del ELSA-Brasil (un estudio de funcionarios públicos brasileños) y del Americans’ Changing Lives Study (en una muestra nacional representativa de adultos americanos), los autores comparan los relatos de grupos diferentes, en relación a la discriminación sufrida a lo largo de la vida, de acuerdo con raza y género, en cada sociedad. El estudio también investiga si el grado de escolaridad explica las diferencias entre grupos, o si las diferencias dentro del mismo grupo varían de acuerdo con la escolaridad. Los resultados muestran una percepción mayor de discriminación entre individuos negros en ambos países, principalmente hombres negros, comparado con los blancos, además de menos relatos de discriminación sufrida por mujeres blancas, comparado con hombres blancos. En Brasil, mujeres y hombres mestizos relataron mayores niveles de discriminación, en comparación con los hombres blancos. Con excepción de hombres blancos, para todos los grupos analizados por raza y género, los relatos de discriminación fueron más frecuentes entre los más escolarizados, aunque el ajuste por diferencias de escolaridad dentro de los grupos no explicase las diferencias entre grupos. En Brasil, encontramos las mayores disparidades raciales entre individuos con nivel superior, mientras en los Estados Unidos, los hombres negros relataban más discriminación que los hombres blancos, independientemente del grado de escolaridad. Los resultados revelan semejanzas generales entre los dos países, a pesar de importantes diferencias históricas. El abordaje interseccional contribuyó a la identificación de esas semejanzas y de algunas diferencias en las experiencias con la discriminación. Los hallazgos del estudio tienen implicaciones importantes para la vigilancia social y sanitaria, así como, para intervenciones dirigidas a hacer frente a las consecuencias perniciosas de la discriminación.