Scielo RSS <![CDATA[DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-445020160003&lang=en vol. 32 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[UMA PALAVRA INICIAL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[From speech acts theory to new pragmatics: John L. Austin and Kanavillil Rajagopalan's legacies]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Austin's mantle, or who's (not) afraid of John L. Austin? On 50 years of speech act theory, and how Rajan saves J.L. Austin from himself and others]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300565&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT The article places the person of Professor Kanavillil Rajagopalan within the context of his many years of research and teaching at various universities in Brazil. It is argued that his efforts to advocate a new approach to linguistics, based on the notion of 'speech acts', was not always well received by the practicing linguists of his day and age. Moreover, while researching the foundations of speech act theory from its inceptions, it became clear to Rajan that the doxa of 'Searle merely codifying and cleaning up Austin's somewhat unruly legacy' does not hold. The common opinion represented by this view does injustice, both to Searle as an independent thinker and to Austin as an original philosopher in his own right, who not just speaks through a Searlean mouthpiece. In particular, people have not paid attention to an essential element of the Austinian oeuvre: his persistent distancing himself from all iron-clad and rigid theorizing; in addition, Austin's humor played always a big role in his presentations, both orally and in writing. Rajan thus creates a more nuanced picture, both of the theory itself and of its two great protagonists, Austin and Searle.<hr/>RESUMO O artigo coloca a pessoa do professor Kanavillil Rajagopalan dentro do contexto de seus muitos anos de pesquisa e ensino em várias universidades do Brasil. Argumenta-se que os seus esforços para defender uma nova abordagem para a linguística, com base na noção de "atos de fala", não foram sempre bem recebidos pelos praticantes da linguística de sua época e idade. Além disso, pesquisando os fundamentos da teoria dos atos de fala desde seu início, tornou-se claro para Rajan que a doxa de 'Searle apenas codificando e limpando o legado um pouco desarrumado de Austin' não se sustenta. A opinião comum representada por esse ponto de vista é uma injustiça, tanto para Searle como um pensador independente, quanto para Austin como um filósofo original em seu próprio direito, que não só fala através de uma boca searliana. Em particular, as pessoas não prestaram atenção a um elemento essencial da obra de Austin: sua persistência em distanciar-se de toda teorização ferrenha e rígida. Ao contrário, o humor de Austin desempenhou sempre um papel importante em suas apresentações, tanto oralmente quanto por escrito. Rajan, assim, cria uma imagem mais diferenciada, tanto da própria teoria como de seus dois grandes protagonistas, Austin e Searle. <![CDATA[Why Austin still matters]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300583&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT I review in this paper how J. L. Austin relativizes the question of truth to contexts of the use of sentence-tokens, especially to the specific purposes with which a given user employs them. This has the consequence that truth becomes more matter of only being 'roughly' accurate, relative to a certain uses of sentence-tokens, rather than an inherent property of sentences in their putative correspondence to the world 'out there'. Austin's unease with the way philosophers have traditionally handled the question of truth thus stands out independently of his trademark thesis of verediction taking precedence over verum, the latter only taking its strength from the authority commanded by the one behind the former. This in turns opens up several new avenues of research, a fact that goes to prove that Austin has a lot to teach future generations of researchers.<hr/>RESUMO Examino neste trabalho como J. L. Austin relativiza a questão da verdade a contextos de enunciações, em especial a propósitos específicos para os quais o usuário as emprega. Isso redunda em que a verdade se torna algo de ordem mais ou menos acurada, relativamente a determinadas enunciações, e não um atributo inerente a sentenças em sua putativa correspondência ao mundo 'lá fora'. Assim, o desconforto que Austin sentia em relação à forma como os filósofos tradicionalmente lidaram com a questão da verdade desponta como independente da sua celebrada tese de veredicção ter precedência sobre verum, sendo que este se legitima graças à autoridade de quem está por trás daquela. Isso, por sua vez, abre novos caminhos para pesquisa, fato que comprova que Austin ainda tem muito que ensinar futuras gerações de pesquisadores. <![CDATA[On the native/nonnative speaker notion and World Englishes: Debating with K. Rajagopalan]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300597&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT In a series of three articles published in the Journal of Pragmatics (1995, henceforth JP), the purpose of the papers is to question the division of English spoken in the world into, on one hand, "native" varieties (British English, American English. Australian English) and, on the other, "new/nonnative" varieties (Indian English, Singaporean English, Nigerian English). The JP articles are indeed groundbreaking for they mark one of the first interactions among scholars from the East with researchers in the West with regard to the growth and spread of the language as well as the roles English is made to play by its impressive number of users. The privileged position of prestige and power attributed to the inner circle varieties (USA, UK, Canada, Australia and New Zealand) is questioned. Rajagopalan (1997, motivated by his reading of the JP papers, adds another dimension to this questioning by pointing to the racial and discriminatory stance underlying the notions "native speaker" and "nonnative speaker" (henceforth, respectively NS and NNS). Rajagopalan has written extensively on the issue of nativity or "nativeness"; over the years, Schmitz has also written on the same topic. There appears, in some cases, to be a number of divergent views with regard to subject on hand on the part of both authors. The purpose of this article is to engage in a respectful debate to uncover misreading and possible misunderstanding on the part of Schmitz. Listening to one another and learning from each another are essential in all academic endeavors.<hr/>RESUMO Numa série de três artigos publicados no Journal of Pragmatics (1995, doravante JP), a finalidade dos trabalhos foi questionar a divisão do inglês falado no mundo, por um lado, em variedades "nativas" (inglês britânico, inglês americano, inglês australiano) e, por outro, em variedades "novas/não-nativas" (inglês indiano, inglês singapuriano, inglês nigeriano). Os artigos publicados no JP são pioneiros por marcarem uma das primeiras interações entre pesquisadores do Oriente com os do Ocidente com respeito ao crescimento e divulgação do referido idioma bem como os papéis que o inglês é destinado a desempenhar por parte do grande número de usuários. A posição privilegiada de prestígio e poder atribuído às variedades do centro interno (EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) é assim questionada pelos respectivos autores. Rajagopalan acrescenta outra dimensão ao questionamento ao expor a postura racista e discriminatória subjacente às noções "falante nativo" e "falante não-nativo" (doravante, repectivamente NS e NNS). Rajagopalan tem escrito extensivamente sobre o tema de "natividade" ou "naturalidade"; ao longo dos anos, Schmitz também tem elaborado vários trabalhos sobre o mesmo assunto. Existem, no entanto, certas divergências entre os dois autores sobre o assunto em questão. A finalidade desta reflexão é interagir num debate respeitoso com o intuito de identificar uma leitura equivocada por parte de Schmtiz. Ouvir um ao outro e aprender mutuamente são essenciais em todas interações acadêmicas. <![CDATA[Rajagopalan reading Austin: decolonialities in the new pragmatics of the southern hemisphere]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300613&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este estudo pretende seguir alguns fluxos culturais e políticos que atravessam e constituem a produção de Kanavillil Rajagopalan sobre o filósofo John Austin, no que diz respeito à "teoria" dos atos de fala, de modo que possamos considerar tal produção sob a égide de um movimento teórico descolonizador da Pragmática, como parte das chamadas "epistemologias do sul".<hr/>ABSTRACT This study intends to follow certain political and cultural flows that cross and form Kanavillil Rajagopalan's scientific production on the philosopher John Austin with regard to the "theory" of speech acts, so that we can consider that production from the point of view of a decolonizing theoretical movement within pragmatics as part of the so-called "epistemologies of the south." <![CDATA[Saying and showing as performatives]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300633&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este artigo pensa a distinção wittgensteiniana entre dizer e mostrar sob a atmosfera das reflexões de Austin acerca da performatividade na linguagem. A literatura secundária sobre Wittgenstein tende a favorecer a tese de que desaparece dos escritos posteriores ao Tractatus Logico-Philosophicus e à Conferência sobre ética a oposição entre aquilo que se pode dizer e aquilo que apenas se mostra. Investiga-se aqui a pertinência do pensamento austiniano para reforçar a hipótese, menos disseminada, de que essa distinção sobrevive, modificada, na filosofia madura de Wittgenstein. Defende-se, ainda, a relevância do ponto em foco para além de seu aspecto meramente exegético.<hr/>ABSTRACT This article reflects on the Wittgensteinian distinction between saying and showing under the atmosphere of Austin's theory of performativity. Much of the secondary literature on Wittgenstein favors the thesis that the opposition between what can be said and what can only be shown disappears from texts written after the Tractatus Logico-Philosophicus and Lecture on Ethics. This paper investigates the pertinence of Austin's philosophy to strengthen the less pervasive hypothesis that this distinction survives in Wittgenstein's mature philosophy, albeit modified. It claims, moreover, that the relevance of the point in focus is not merely exegetical. <![CDATA[About mornings, humor and speech acts]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300647&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este ensaio apresenta uma trajetória de leituras de Frege a Austin, intermediadas pela interpretação independente e ousada de Kanavillil Rajagopalan. Ao argumentar sobre uma gama de aproximações teóricas entre Frege e Austin, este ensaio narra a importância da interpretação de Rajagopalan para o debate sobre Austin no Brasil.<hr/>ABSTRACT This paper presents a path of reading from Frege to Austin, intermediated by Kanavillil Rajagopalan's independent and intrepid interpretations of Austin. By inquiring into a zone of theoretical proximity between Austin and Frege, this paper narrates the importance of Rajagopalan's readings to the Brazilian debates on Austin. <![CDATA[Austin's performance, evanescent speech acts and philosophers who laugh]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300659&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Ensaio aqui um modo de dialogar com algumas formas de transmissão de saberes. Em permanente debate com John Langshaw Austin e seus comentadores, Kanavillil Rajagopalan vai fazendo de seu trabalho uma performance que conta com o riso que a constitui, e que resta em escritos nos quais o seu (não) saber serve, acima de tudo, para interrogar, e para que se transforme em um saber interrogar.<hr/>ABSTRACT Here I experiment a way of dialogue with some forms of transmission of knowledge. While constantly debating J. L. Austin and his commentators, Kanavillil Rajagopalan turns his own work into a performance that relies on its constitutive laughter, a mode of thinking that dwells on writings in which its (un)knowledge serves, chiefly, to question and to convert itself into a questioning knowledge. <![CDATA[On adhesions and critiques to the rational model of language user in pragmatics: the appeal to psychoanalysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300673&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este trabalho revisita a noção de usuário em vertentes anglo-americanas e continentais da pragmática linguística. Delineamos alguns dos pressupostos da ideia de usuário racional, defendida por filósofos como Paul Grice e John Searle, bem como algumas assunções da crítica a esse modelo, realizada por pragmaticistas de tradições continentais, discursivas ou brasileiras. Historicamente, identificamos, nas primeiras décadas da pragmática linguística (1980 e 90), um recurso frequente à psicanálise na desconstrução do modelo de usuário racional - diálogo que foi se tornando rarefeito nas décadas seguintes. Aventamos que a possível natureza dessa atual recusa encontra-se numa intepretação equivocada de que a psicanálise seja uma teoria do indivíduo, ao passo que a pragmática seria uma teoria da sociedade. Apontamos, finalmente, para a premência do diálogo entre pragmática e psicanálise, sobretudo porque os campos têm compartilhado uma vigorosa crítica ao indivíduo intencional.<hr/>ABSTRACT This paper revisits the notion of user in both Anglo-American and Continental Pragmatics. We delineate some of the assumptions under the idea of rational user, as philosophers such as Paul Grice and John Searle have proposed it, in addition to other premises within the critique to this model, as pragmaticists in Continental, discursive or Brazilian traditions undertake it. We've identified historically that in the first decades of linguistic pragmatics (1980 and 90), continental pragmatics did frequently resort to psychoanalysis in deconstructing the rational user - a type of dialogue that would become less and less prominent in the decades to come. We suggest that the possible reason for such a refusal lies in a misinterpretation of psychoanalysis as a theory of the individual versus pragmatics as a theory of society. We then gesture at the urgency of the dialogue between pragmatics and psychoanalysis, for both fields have shared a vigorous critique to the intentional individual. <![CDATA[Translation acts, or how to do things with translations]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300695&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este trabalho analisa o ato de tradução à luz da Teoria dos Atos de Fala, como proposta por John Langshaw Austin em How to do things with words, argumentando que o modo como Austin constrói sua teoria, de uma forma não linear, é adequado para uma teorização sobre a tradução. O trabalho também propõe que se considere o ato de tradução como uma entidade "êmica", ou seja, irredutivelmente cultural. Essa proposta se inspira, por sua vez, na afirmação de Kanavillil Rajagopalan em relação aos atos ilocucionários. Para esse autor, os atos ilocucionários são "unidades de análise indissoluvelmente culturais, compreensíveis tão-somente enquanto fatos institucionais, específicos de cada comunidade de fala" (1992a: 120).<hr/>ABSTRACT This paper analyses the act of translation in the light of the Theory of Speech Acts as proposed by John Langshaw Austin in How to do things with words, arguing that the way Austin develops his theory, in a non-linear fashion, is adequate for a theorization of translation acts. The paper also proposes that translation acts should be considered as "emic" entities, that is, irreducibly cultural entities. This proposal is in turn inspired by Kanavillil Rajagopalan's statement about illocutionary acts: For this author, illocutionary acts are "inextricably cultural unities of analysis, which can only be understood as institutional facts specific to each speech community (1992a: 120). <![CDATA[From the ethnic to the pan-ethnic: negotiating and performing indigenous identities]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300719&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O objetivo deste texto é refletir, com base na teoria dos atos de fala proposta por Austin em 1962, sobre os modos como um grupo de professores indígenas da Amazônia Ocidental, mais precisamente do Estado do Acre, performatizam suas identidades em interações transculturais. Interessa-me aqui focalizar, sobretudo, os modos como esses professores constroem, discursivamente, não apenas suas identidades étnicas, mas, também, seu pertencimento a um grupo que, multiétnico, compartilha um projeto político comum.<hr/>ABSTRACT Drawing from the speech-act theory proposed by Austin in 1962, this paper aims at reflecting upon the ways a group of indigenous teachers located in Occidental Amazonia, more specifically in the State of Acre, Brazil, performatively constitute their identities in transcultural interactions. It is my intention to focus particularly on the way these teachers discursively construct, not only their ethnic identities, but their affiliation to a multiethnic group who shares a common political project as well. <![CDATA[Are you serious?! Humour in Journalism]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300735&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O objetivo deste artigo é falar "em" humor e não "sobre" o humor no discurso jornalístico. Especificadamente, o propósito é desconstruir a dicotomia entre a seriedade do jornalismo e a não seriedade do humor, a fim de mostrar que essa separação é apenas uma articulação ideológica sustentada por uma concepção de linguagem como representação do mundo que invoca constantemente a noção de verdade e objetividade para legitimar os fatos que descreve. O referencial teórico é a teoria dos atos de fala (Austin, 1990) e a Pragmática Linguística (Mey, 1993; Rajagopalan, 2003).<hr/>ABSTRACT This article aims at speaking "in" humour and not "about" humour in journalistic discourse. Specifically, the goal is to deconstruct the dichotomy between the seriousness of the journalism and the lack of seriousness in humor, in order to show that this separation is actually an ideological strategy, based on a conception of language as representation of the world that constantly calls the notion of truth and objectivity to legitimize the events it describes. The theoretical framework is the theory of speech acts (Austin, 1990) and Linguistic Pragmatics (Mey, 1993 and Rajagopalan, 2003). <![CDATA[Public education and school: an austinian reading]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300749&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este trabalho tem por objetivo discutir a formação humana na escola da rede estadual de ensino e os atos de fala que circundam a educação pública. Partindo do pressuposto de que a língua é performativa, discutiu-se a conexão escola pública e atos de fala considerando a promessa de formação humana que gira em torno do discurso institucional. Para tanto, foi analisado documento de Base Curricular Comum do estado de Pernambuco. Como reflexão final, percebeu-se o problema das noções de consenso discursivo, práticas solidárias e competência presentes no documento, tanto pela institucionalização de conceitos, como a solidariedade, quanto pela promessa de "conforto" a pares que dialogam consensualmente.<hr/>ABSTRACT This paper aims at discussing both human formation in public schools and the speech acts surrounding public education. While following the principle that language is performative, it scrutinizes the connection between public school and speech acts, with regard to the promise of human formation in institutional discourses. The paper analyzes the Base Curricular Comum, or Common Curricular Basis of Pernambuco State in Brazil. As a final reflection, the study points to the trouble of some notions in the document, namely discursive consensus, solidary practices, and competence, for such notions institutionalize concepts such as solidarity and the promise of "comfort" to peers who interact consensually. <![CDATA[Still on the possibility of a "critical" linguistics: performativity, politics and racial identification in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300767&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Escrever a partir da contribuição do pensamento de Austin e Rajagopalan para a área da linguagem, ou especificamente ao campo da Linguística Crítica, também é escrever sobre como, principalmente o conceito de performatividade desloca o conceito de verdade tão apreciado pela Ciência e promove a possibilidade de se pensar uma relação entre linguagem e identidades não pautada em noções fixas e estanques. Trazer isso ao campo das relações raciais no Brasil é fundamental, pois a auto e hetero identificação linguística como negro e negra em nosso país irá se dar de forma política e contingencial. Neste sentido, nos interessa neste artigo: i) discutir a relação entre ciências, linguagem e identidades raciais no campo do fazer científico sobre linguagem; ii) Discutir o lugar da pesquisa linguística feita a partir do ponto de vista das questões negro-descendentes.<hr/>ABSTRACT To write having in mind Austin's and Rajagopalan's thinking, concerning the field of language studies, more specifically the field of Critical Linguistics, is also an act of writing about how the concept of performativity moves the idea of truth so appreciated by Science in order to promote the possibility of thinking about a relationship between language and identity that is not solely based on fixed or limited concepts. It is primary then to bring this to the field of race relations in Brazil, given that the linguistic identification of black man or woman in our country is a matter of political contingency. In this sense, we are interested in this Article to: (i) discussing the relationship between science, language and racial identity in the field of the language sciences; (ii) inquiring into the place of linguistic research from the point of view of the issues of African-descendants. <![CDATA[Children" and "Teachers"? Social pragmatics in a disabled care institution]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300787&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Apoiado em teses de Kanavillil Rajagopalan, para quem toda representação é política, pois é uma escolha dentre representações possíveis, e de Howard Becker, para quem toda representação é adequada a determinadas condições sociais de fazer e uso, apresento uma reflexão sobre os usos das designações "meninos" e "professoras", observados durante as atividades de extensão realizadas numa instituição de cuidado de pessoas deficientes. Esta instituição não é um espaço escolar, mas em vez de procurar responder se essas designações correspondem ou não à "realidade", procurei entender a que realidade corresponde o uso dessas designações. Concluo que os usos das designações "meninos" e "professoras" evidenciam a posição marginal que a instituição ocupa no sistema municipal de ensino e colocam para os envolvidos, incluindo a equipe de extensão, um posicionamento quanto aos usos mais adequados ao contexto.<hr/>ABSTRACT Supported by Kanavillil Rajagopalan's theses on the political character of every representation, for there are choices being made, and by Howard Becker's theses on the appropriateness of every representation to certain social conditions of making and use, I present a reflection on the uses of the terms "kids" and "teachers", observed during extension activities held in a care institution for disabled people. This institution is not a school, but instead of seeking to answer whether or not these designations correspond to "reality," I sought to understand the reality that corresponds the use of these designations. I conclude that the uses of the designations "kids" and "teachers" both show the marginal position that the institution holds in the municipal education system and demand, for those involved, including the extension team, the need to decide wich are the most appropriate terms to use in this context. <![CDATA[What do the patient do as he/she speaks? Patient's narrative under a discursive-pragmatic perspective]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44502016000300801&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O que os doentes, em interação com profissionais de saúde, fazem ao falar? Como se dá a comunicação humana em práticas complexas, como as práticas em saúde? Este artigo pretende refletir sobre essas questões, cooperando para o entendimento da comunicação humana focado na agência dos sujeitos em discurso. Pretende também cooperar para as reflexões sobre a importância da narrativa, não apenas como espaço de agenciamento na prática em pauta, mas também como nova forma de construção de saberes, inclusive científicos. A perspectiva que permeia toda a reflexão é a pragmática, que entende a linguagem como performativa (Austin, 1975) e lugar por excelência da construção identitária (Rajagopalan, 2006, 2006a, 2003, 2003a).<hr/>ABSTRACT When interacting with health professionals, what do sick people do as they speak? How is human communication performed within complex practices such as the ones concerned with health? This paper is aimed at a reflection over these issues to support the understanding about human communication when focused on the agency of subjects within a given discourse. It is also intended to cooperate with the reflection over the importance of narrative not only as a space of intermediation for the practice at issue, but rather as a new way for the construction of knowledge, including scientific knowledge. The perspective that passes through all the parts of the reflection is pragmatics, which understands language as being performative (Austin, 1975) and a place of excellence for the construction of identity (Rajagopalan, 2006, 2006a, 2003, 2003a).